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Confira alimentos ricos em proteínas que servem como alternativa ao consumo de ovos

Por ser rico em proteína, o ovo é geralmente consumido em grande quantidade por atletas visando o ganho de massa muscular. Porém, o alimento não deve ser a única fonte de proteína, já que, quando consumido em excesso, pode causar complicações

Não é incomum encontrar praticantes de atividade física que consomem grandes quantidades de ovos diariamente visando o ganho de massa muscular, afinal, o alimento é rico em proteína, nutriente que ajuda na reparação e desenvolvimento dos músculos. Porém, é preciso ter cautela ao realizar essa prática.

“As recomendações do consumo de ovos vão depender de uma série de fatores, como sexo, peso, altura e intensidade de atividade física. Mas, no geral, recomenda-se que um adulto deve ingerir cerca de 1 a 3 ovos por dia, independentemente da prática de exercícios. Qualquer valor acima desse deve ser acompanhado por um profissional especializado. Isso porque os ovos, quando consumidos excessivamente, podem causar ganho de peso, sobrecarga renal, alterações no perfil lipídico de pessoas que já possuem predisposição ao problema”, alerta Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Além disso, a médica ressalta que, para uma alimentação balanceada e saudável, os ovos não devem ser a única fonte proteica. A boa notícia é que, apesar do ovo realmente ser um dos alimentos mais ricos em proteína, com cerca de 6 gramas em cada unidade, existe uma série de outros alimentos que possuem quantidades iguais e até mesmo superiores do nutriente, podendo assim servir como alternativas para complementar o consumo de proteína.

A especialista listou algumas dessas opções abaixo:

Carnes vermelhas e brancas: as melhores fontes de proteína são de origem animal. No entanto, é preciso tomar cuidado antes de sair ingerindo carnes excessivamente. “As carnes vermelhas, por exemplo, apesar de serem ricas em proteína, também possuem grande quantidade de gordura saturada, que aumenta os níveis de colesterol ruim, elevando o risco de doenças cardiovasculares. O mesmo vale para o frango, que deve ser ingerido sem pele, dando preferência ao peito assado ou grelhado para evitar a ingestão exagerada de gordura”, destaca a médica.

Peixes: entre as carnes, uma das melhores opções para quem deseja aumentar a ingestão proteica são os peixes, já que tendem a ser mais magros e menos calóricos do que as carnes vermelhas. “O salmão é especialmente interessante, pois, além de ser rico em proteínas, também possui grandes quantidades de ômega-3, o que proporciona uma recuperação muscular mais rápida”, afirma a nutróloga.

Oleaginosas: para quem procura opções veganas, as nozes e amêndoas são uma excelente alternativa aos ovos, pois, de acordo com Marcella, são ricas em proteínas e ainda ajudam a regular o funcionamento do intestino e prevenir doenças cardiovasculares. “No entanto, é importante não exagerar no consumo das oleaginosas, restringindo a 5 ou 6 unidades por dia, já que também são ricas em gordura e altamente calóricas, favorecendo assim o ganho de peso”, alerta.

Quinoa: “A quinoa é uma excelente fonte de proteína, pois, além de ser rica do nutriente, também contém todos os aminoácidos essenciais para o bom funcionamento do organismo. Dessa forma, a proteína do alimento é melhor aproveitada. Como se não bastasse, a quinoa ainda é rica em outros nutrientes, como fibra, magnésio, ferro, potássio, vitaminas do complexo B e zinco.”

Leguminosas: de acordo com a especialista, as leguminosas, como grão de bico, lentilha, feijão, amendoim, ervilha e soja, figuram entre os alimentos com maior valor proteico. “Entre as leguminosas, vale destacar principalmente o grão de bico, que também é rico em fibras e colabora para saciedade, o feijão, que é capaz de reduzir os níveis de colesterol e açúcar no sangue, e a soja, que possui uma das maiores quantidades de proteína, com cerca de 34 gramas do nutriente a cada 100 gramas do alimento”, completa.

Leite e derivados: o leite é um dos alimentos mais nutritivos que existe, pois possui quase todos os nutrientes que o organismo precisa, sendo especialmente rico em proteína, cálcio e fósforo. “O mesmo vale para os derivados do leite, como queijos e iogurtes. Mas é preciso tomar cuidado devido à grande quantidade de gordura que esses alimentos podem conter. No geral, o melhor é optar pelas versões desnatadas e queijos brancos, como o queijo cottage, que também possui uma menor quantidade de calorias”, recomenda a nutróloga.

Por fim, Marcella ressalta que o mais importante para quem deseja aumentar o consumo de proteína visando o ganho de massa muscular é procurar um médico nutrólogo. “Apenas o profissional especializado poderá realizar uma avaliação nutricional, levando em consideração fatores como idade, peso, sexo, altura, histórico familiar de saúde e intensidade da atividade física, para recomendar a quantidade ideal de proteína para o seu organismo e a melhor forma de ingeri-la sem colocar sua saúde em risco”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Seis dicas para manter a alimentação saudável no inverno

Sopas, chás, frutas e oleaginosas são opções para incluir no cardápio na estação mais fria do ano

Tire os agasalhos do armário, a estação mais fria do ano chegou. E com ela uma grande oportunidade de variar o cardápio do dia a dia. São muitas opções de sopas e caldos, massas deliciosas e bebidas quentes, que entram com mais frequência na dieta de algumas pessoas. Mas o inverno também requer alguns cuidados especiais com a alimentação.

Durante os dias mais frios, o corpo precisa aumentar o consumo de energia para manter a temperatura corporal, o que faz com que as pessoas comam mais e optem por refeições mais calóricas. A nutricionista Ellen D’Arc da Bio Mundo, rede de lojas que busca gerar saúde e bem-estar por meio de produtos saudáveis, alerta para os possíveis problemas nos excessos que o inverno pode trazer e dá algumas dicas para conservar a saúde durante essa estação.

“Nesse período é importante redobrar a atenção com o que comemos. Ficamos propensos a cometer exageros nas refeições, ao mesmo tempo que ficamos vulneráveis à algumas doenças sazonais. Manter uma alimentação equilibrada será um bom aliado para evitar esses problemas”, comenta a nutricionista.

1 – Aproveite para variar nas sopas

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Foto: Lena Volkova

Caldos e sopas são pratos típicos do inverno e ótimas opções para incluir no cardápio. Podem ser muito nutritivos e excelentes aliados da saúde quando bem preparados. “O uso de produtos integrais vai aumentar a sensação de saciedade, por causa das fibras, e evitar exageros. Além disso, o recomendado é combinar vegetais e legumes para deixar a refeição ainda mais nutritiva”, aconselha a especialista.

2 – Se beneficie das gorduras boas nas pequenas refeições

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Um excelente item para incluir nas pequenas refeições do dia são as oleaginosas. São ricas em nutrientes e auxiliam no controle do nível do colesterol ruim e bom. “As vantagens dessas sementes são muitas. Por serem práticas vão ajudar a diminuir o consumo de doces e de salgadinhos que aumentam o nível do colesterol ruim”, destaca Ellen. As formas de utilizar esses grãos e sementes nas refeições são muitas. “Salpique grãos sobre saladas de frutas, vitaminas, iogurtes, caldos e sopas, chia e linhaça são excelentes opções, tornando sua refeição mais saudável e nutritiva” sugere a nutricionista.

3 – Frutas são ótimas opções também

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Pixabay

Para as refeições intermediárias, a especialista ainda sugere o consumo de frutas da estação. “Uma boa alternativa é optar por frutas secas e cristalizadas, elas são mais práticas para carregar e não vão deixar você perder os nutrientes e as vitaminas que elas oferecem”, diz a nutricionista.

4 – Não esqueça da hidratação no dia a dia

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Com o clima frio a vontade de beber água pode não aparecer tanto quanto no verão, mas isso não quer dizer que no inverno diminui a necessidade de se manter hidratado. “Independentemente da estação do ano, a água desempenha um importante papel no organismo. Além de regular a temperatura corporal, auxilia no transporte de nutrientes, na digestão e em muitas outras reações do corpo humano. Por esses motivos, mesmo quando não sentimos sede, devemos nos hidratar durante todo o dia”, comenta.

5 – As bebidas são aliadas no inverno

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Foto: Emily Beeson / Morguefile

A nutricionista destaca que esse é um período para aproveitar e beber chás e sucos de frutas naturais, principalmente as que são fonte de vitamina C, mas alerta sobre o uso do açúcar refinado. “Algumas dessas bebidas podem ajudar a reforçar o sistema imunológico, por serem ricas em vitaminas e nutrientes. Os chás ainda podem exercer a função de auxiliarem o sistema digestivo e no controle do peso. Mas é importante ficar atento na hora de adoçar e não cometer exageros, uma boa opção é o uso do açúcar de coco ou mascavo”, sugere a especialista.

6 – Substituir alguns alimentos

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A nutricionista sugere a substituição de alimentos comuns por integrais. Eles são ricos em fibras e promovem benefícios como o bom funcionamento do intestino, controle de açúcar no sangue e colesterol. Também prolonga a sensação de saciedade. “Investir na qualidade das refeições e não somente na quantidade é uma dica valiosa para manter a saúde e o bem-estar em dia no inverno. Substituir alguns alimentos vão ajudar no dia a dia, como por exemplo, escolher uma massa integral quando bater aquela vontade de uma macarronada, ou optar pelos chocolates mais amargos ou alfarroba, um excelente substituto para o doce”, completa Ellen.

Fonte: Bio Mundo

Combate ao Câncer: HCor alerta para cuidados com a alimentação

A ingestão de alimentos processados e gordurosos, além de fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos casos de câncer em países desenvolvidos

Quando o assunto é câncer, doença que deverá registrar aproximadamente 600 mil novos casos neste ano, sendo 295.200 em homens e 300.800 em mulheres, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), questões como prevenção e detecção precoce se tornam primordiais, principalmente quando se lembra que cerca de 85% dos cânceres são considerados potencialmente evitáveis.

Em prol do Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado ontem, 8 de abril, Auro Del Giglio, oncologista do HCor, ressalta que a ingestão de alimentos processados e gordurosos, além de fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos cânceres em países desenvolvidos.

“Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que uma dieta balanceada, desde à infância, à base de frutas, legumes e grãos integrais, por exemplo, pode prevenir não só metade das mortes por doenças cardiovasculares, mas também 1/3 das causas de câncer”, explica o oncologista.

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Alimentos protetores: o American Institute for Cancer Research (AICR), um dos mais importantes institutos de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos, recomenda que 2/3 do prato sejam preenchidos com alimentos considerados “anticâncer”. Ou seja, ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes. “Na dieta brasileira, esses nutrientes podem ser encontrados em alimentos como grãos integrais, leguminosas, vegetais e nas frutas. Aliás, uma dieta baseada nestes itens oferece diversos benefícios à saúde das células e do organismo como um todo”, esclarece Del Giglio.

Campeões “anticâncer”: o oncologista do HCor acrescenta que o ponto chave de uma dieta “anticâncer” é a sinergia de compostos que trabalham em conjunto no organismo para oferecer proteção para as células saudáveis contra o desenvolvimento do câncer. Há uma extensa lista de alimentos considerados “anticâncer”. Confira alguns e inclua em sua dieta diária:

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Frutas e vegetais: maçã, uva, brócolis, couve, e outros vegetais folhosos verde-escuros ajudam na proteção para os cânceres de pulmão, cólon, mama, próstata, boca e estômago;

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Fibras: arroz integral, abóbora, chia, aveia crua são protetores para o câncer do intestino grosso;

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Foto: Max Straeten/Morguefile

Legumes e grãos: tomate, feijões, ervilhas, lentilhas ajudam na prevenção do câncer de estômago e pâncreas.

Fonte: HCor

Os 10 melhores alimentos para o seu coração 

Uma dieta saudável não precisa ser chata ou sem graça… Vamos te mostrar como estes alimentos podem deixar seu coração feliz e saudável ao mesmo tempo. Descubra quais são esses alimentos que fazem sucesso nas dietas.

1) Aveia

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Pixabay

Comece o seu dia com uma tigela de mingau de aveia, que está lotada de ácidos graxos ômega-3, folato e potássio. Este superalimento rico em fibras pode reduzir os níveis de colesterol LDL (o “ruim”) e ajudar a manter as artérias limpas. Opte por flocos de aveia ou farelo de aveia ao invés das opções instantâneas – que contêm mais fibra – e adicione mais 4 gramas de fibra com uma banana.

2) Salmão

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Rico em ácidos graxos ômega-3, o salmão pode efetivamente reduzir a pressão arterial e manter as artérias limpas. Consuma 2 porções por semana, o que pode reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco fulminante em até um terço. O salmão contém o carotenoide astaxantina, que é um poderoso antioxidante. Mas não se esqueça de escolher o salmão selvagem ao invés do salmão de criadouro, pois este pode conter inseticidas, pesticidas e metais pesados. Não é fã de salmão? Outros peixes oleosos como a cavala, o atum, o arenque e as sardinhas irão proporcionar os mesmos benefícios para o seu coração.

3) Nozes

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Nozes estão cheias de ácidos graxos ômega-3 e, juntamente com amêndoas e macadâmias, estão carregadas com gordura mono e poli-insaturada. Além disso, as nozes aumentam a fibra na dieta e, assim como o azeite de oliva, elas são uma grande fonte de gordura saudável.

4) Azeite de Oliva

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Cheio de gorduras monoinsaturadas, o azeite de oliva diminui o colesterol LDL (o “ruim”) e reduz o risco de desenvolver doenças cardíacas. Alguns estudos analisaram as incidências de doenças cardiovasculares em todo o mundo, mostraram que, enquanto os homens tinham uma predisposição para níveis elevados de colesterol, relativamente poucos morreram de doenças cardíacas, pois suas dietas tinham muitas gorduras saudáveis encontradas no azeite de oliva. Opte pelos azeites extravirgem ou virgem – eles são os menos processados – e use-os no lugar da manteiga para cozinhar.

5) Linhaça

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Cheio de fibra e ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, uma pequena quantidade de linhaça pode fazer muito bem para o seu coração. Adicione a uma tigela de mingau de aveia ou de cereais integrais um pouco de linhaça em pó para ter um café da manhã benéfico para o seu coração.

6) Bagas

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Pixabay

Os mirtilos, framboesas, morangos – independentemente qual seja a sua favorita – estão cheios de anti-inflamatórios, que reduzem o risco de doenças cardíacas e câncer. Amoras silvestres e mirtilos são ótimas. Todas as bagas são ótimas para a saúde vascular.

7) Espinafre

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Espinafre pode ajudar a manter o seu coração em ótima forma graças à luteína, folato, potássio e fibra. Mas impulsionar as suas porções com qualquer tipo de vegetal irá com certeza trazer benefícios para o seu coração. Um estudo examinou homens sem doença cardíaca por um período de 12 anos. Aqueles que comeram pelo menos 2,5 porções de vegetais todos os dias reduziram o risco de doença cardíaca em cerca de 25% em comparação com aqueles que não consumiram nenhum vegetal. Cada porção adicional reduziu o risco em mais de 17%.

8) Leguminosas

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Encha-se de fibra com lentilhas, grão-de-bico, feijão preto e feijão carioca. Eles estão repletos de ácidos graxos ômega-3, cálcio e fibras solúveis.

9) Abacate

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Adicione à sua dieta um pouco de abacate através de sanduíches ou saladas de espinafre para aumentar a quantidade de gorduras saudáveis para o coração. Lotado de gordura monoinsaturada, o abacate pode ajudar a diminuir os níveis de colesterol LDL, aumentando a quantidade de colesterol HDL no seu corpo.

10) Soja

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Os grãos de soja pode reduzir o colesterol e, por possuir um baixo teor de gordura saturada, ainda é uma grande fonte de proteína magra para uma dieta saudável para o coração. Procure por fontes naturais de soja, como edamame, tempeh ou tofu orgânico. O leite de soja é uma grande adição a uma tigela de mingau de aveia ou cereais integrais. Mas tome cuidado com a quantidade de sal na sua soja: algumas variedades processadas como salsichas de soja podem conter adição de sódio, o que aumenta a pressão arterial.

Fonte: All Nuts

 

 

Cortar o consumo de alimentos com lectina pode trazer riscos à saúde

 

Certamente você já ouviu falar de dietas famosas que proíbem terminantemente certos alimentos em prol da saúde ou da boa forma como, por exemplo, as dietas sem glúten, sem carboidratos e sem lactose. Devido a todo burburinho que esses métodos geralmente provocam, é comum que muitas pessoas se sintam influenciadas a mudar totalmente sua alimentação, acreditando que estão sendo de fato prejudicadas pelo cardápio convencional.

Nessa mesma linha, a dieta da vez é a “dieta sem lectina” – uma proteína potencialmente prejudicial ao organismo e que está presente em inúmeros alimentos que consumimos diariamente.

Nada de grãos

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Pixabay

A premissa é simples: excluir do cardápio grãos, cereais, leguminosas, além de certos tipos de legumes e sementes. Porém, convenhamos: imaginar uma refeição sem qualquer um desses itens é bem difícil, não é mesmo? Então, por que essa nova dieta está ganhando fama?

De acordo com seus adeptos, a simples exclusão de alimentos como o feijão, a lentilha, a ervilha e até mesmo a berinjela seria capaz de acabar com o inchaço, ajudar no controle da dieta e inibir processos inflamatórios no corpo. Isso porque tais ingredientes possuem alta concentração da famigerada lectina, substância que, na natureza, serve parar defender a planta de agressões externas, porém, quando ingerida pelos seres humanos, causa diversos malefícios.

Na prática, seus seguidores podem consumir apenas frutas da estação, vegetais folhosos de coloração verde-escura e alimentos ricos em gorduras boas, de origem vegetal, como por exemplo, o óleo de coco e o abacate. Até mesmo certos tipos de proteínas (carnes e laticínios) são proibidos com a justificativa de que nosso organismo não está suficientemente adaptado para digeri-los de forma eficaz. Muitos dos conceitos da dieta podem, inclusive, coincidir com o que outros cardápios restritivos preconizam, como a dieta paleolítica e a dieta do tipo sanguíneo. Saiba mais:

Consumo atrapalha o hormônio da saciedade

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Uma coisa é fato: a tal substância não é bem tolerada no organismo, pois as enzimas presentes no trato gastrointestinal não conseguem digeri-la totalmente, provocando desconfortos como excesso de gases, dores na região do abdômen e “estufamento”. Segundo o nutricionista William Reis, a ingestão de lectina pode, até mesmo, aumentar o apetite de pessoas mais sensíveis à substância.

“Basicamente, essa proteína é conhecida como um antinutriente, capaz de irritar as paredes do trato intestinal e impedir a absorção de outros elementos essenciais para o organismo. O intestino pode, inclusive, ter seu poder de filtragem de toxinas prejudicado, propiciando reações alérgicas, inflamações, disfunções metabólicas e, até mesmo, maior resistência ao hormônio leptina, um regulador do apetite, essencial para a sensação de saciedade”.

Por si só, tal argumento já parece suficiente para sair excluindo tais itens da dieta, porém, conforme explica o consultor da Nature Center, é preciso ponderar – as lectinas só desenvolvem esse tipo de reação no organismo se os grãos e cereais (onde estão em maior quantidade) forem consumidos in natura.

“O consumo de lectinas é praticamente inevitável, pois elas estão presentes, direta e indiretamente, em grande parte dos alimentos que consumimos, mas é importante ressaltar que nós não costumamos ingerir leguminosas e grãos totalmente crus, pois, mesmo no preparo de saladas, esses alimentos são imersos em água antes de serem levados ao prato. Só o ato de colocá-los de molho por um tempo, já diminui bruscamente os efeitos da proteína no organismo”.

Prós x Contras da Dieta

Vantagens

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-Maior consumo de fibras e vitaminas: por ser uma dieta que restringe o consumo de grãos, leguminosas e todos os tipos de cereais, a ingestão de frutas e verduras deve ser elevada para compensar a falta desses itens. Assim, quando bem orientada, essa prática fornece um aporte maior de antioxidantes, minerais, fibras e vitaminas presentes nos alimentos;

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-Controle do peso: produtos com açúcar também são evitados durante a dieta, o que garante menor pico de produção do hormônio insulina no sangue e evita acúmulo de gordura. Consequentemente, esse menor consumo de açúcar também ajuda o indivíduo a controlar o peso;

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-Mais saciedade: não só pelo alto consumo de fibras, mas pela redução do consumo de carboidratos de alto índice glicêmico e melhora da sensibilidade ao hormônio da saciedade;

Desvantagens

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-Poucos carboidratos: a baixa diversidade de carboidratos permitidos na dieta pode fazer com que falte energia para o organismo e haja uma diminuição da massa muscular. Por isso, é importante sempre diversificar o cardápio e buscar o equilíbrio dos alimentos ingeridos, para minimizar carências nutricionais;

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-Pouca variedade: a ingestão de alimentos como o arroz, a batata, pães e raízes, por exemplo, fazem parte da rotina alimentar do brasileiro e estão presentes em boa parte das receitas tradicionais. Por isso, pode ser difícil, num primeiro momento, evitar o consumo desses itens e se adaptar ao novo cardápio;

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Foto: Jeltovski

-Maior risco nutricional: por restringir o consumo de diversos alimentos, indivíduos que seguem essa dieta devem redobrar os cuidados em relação às carências nutricionais. Mesmo com uma dieta bem orientada, em alguns casos é preciso, até mesmo, seguir uma suplementação multivitamínica (sob orientação médica), para compensar o aporte insuficiente de nutrientes.

Sem arroz e feijão?

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Foto: Goodiegodmother

Já pensou na sua alimentação diária sem arroz e feijão? Pois essa é uma das “normas” da controversa dieta, que além de restringir o consumo desses alimentos tão tradicionais na mesa do brasileiro, também bane a ingestão de açúcar, trigo, laticínios, tomate, berinjela, melão, batata, pimentão e sementes em geral Porém, será que essas mudanças realmente valem a pena?

Embora muitas pessoas acreditem que a famosa dupla “arroz e feijão” deva ser excluída do cardápio sempre que se busca emagrecer, a verdade é que esses grãos têm um papel primordial no metabolismo. “Por conta do seu alto teor de fibras, a ingestão desse prato pode ajudar a regular o transito intestinal, auxiliando na dieta. Os benefícios são ainda maiores se os cereais forem integrais, pois também haverá um controle maior da glicemia” – explica Reis

Além disso, por se complementarem nutricionalmente, são tidos como uma refeição ideal quando o assunto é nutrição. “O arroz, cereal, é rico no aminoácido metiona, fibras e vitaminas do complexo B. Já o feijão, leguminosa, também possui em sua composição os mesmos elementos, além de minerais como o cobre, magnésio, zinco, fósforo, cálcio e possuir em grande quantidade o aminoácido lisina. Basicamente, o que um não tem em elevada porcentagem o outro tem, por isso, muitas pessoas associam o prato a um “casamento perfeito” – explica Reis.

Por essa razão, um dos principais alertas em relação à dieta sem lectinas é seu maior risco para uma deficiência nutricional, em virtude da exclusão severa de alimentos altamente nutritivos como o trivial arroz e feijão.

Funciona como alternativa para emagrecer?

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Ainda que algumas pessoas se interessem por esse tipo de regime devido aos seus efeitos na balança, o especialista da Nature Center alerta que dietas restritivas podem dar uma falsa sensação de emagrecimento: “A exclusão dos carboidratos não causa apenas a queda brusca de energia como também a perda de tecido muscular e não especificamente de gordura, como é a intenção de muitos. Reduzir massa magra é pouco saudável, pois, sem ela o metabolismo diminui e o corpo passa a gastar cada vez menos calorias para se manter ativo. Por isso, é preciso cautela antes de seguir dietas da moda. Existem meios muito mais eficazes e seguros para atingir esse objetivo.”

Para o profissional, regimes que delimitam a ingestão energética podem ajudar na perda rápida de peso como muitas pessoas desejam, mas essa não é a forma correta de alcançar esses objetivos, principalmente, quando o paciente deseja evitar o efeito sanfona.

Medidas para reduzir as lectinas

Ainda assim, é possível alcançar os benefícios da dieta sem ter que adotar um cardápio tão restritivo. Para tal, o profissional aponta algumas técnicas simples que podem surtir efeitos positivos na eliminação da substância. Basicamente, esses métodos eliminam quase que por completo a ação da proteína e podem ajudar a diminuir os incômodos. Fique por dentro:

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Foto: Fullplateliving

=Imersão: recomenda-se deixar as leguminosas “de molho”, ou seja, colocá-las em uma bacia com água da noite para o dia a fim de diminuir a concentração de lectina e, ao mesmo tempo, ajudar na higienização do alimento. Na maioria das vezes os antinutrientes se encontram na casca dos alimentos e são solúveis em água. Portanto, quando submetidos ao “banho”, por no máximo 12 horas, os elementos se desprendem dos demais nutrientes e podem ser descartados juntamente com a água;

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Foto: Stocksnap/Pixabay

=Cozimento: ferver grãos, cereais e algumas leguminosas também pode ser uma boa opção no processo de eliminação das lectinas. Isso porque o calor elevado degrada os anti-nutrientes, inibindo sua ação no organismo.

O nutricionista ressalta apenas que é importante sempre se atentar às técnicas que serão utilizadas para que os alimentos não percam também, seu valor nutricional: “Métodos como o cozimento são eficazes na eliminação de substâncias indesejáveis, porém, vitaminas e minerais essências ao organismo também se desprendem durante esse processo. Por isso, é importante adotar técnicas menos agressivas como, por exemplo, o cozimento a vapor ou no próprio microondas, que preservam mais a integridade dos nutrientes e também ajudam eliminar as lectinas”.

Cardápio equilibrado é sempre a melhor saída

Por fim, o especialista alerta que é preciso desconfiar de cardápios que excluem quase que completamente grupos de alimentos.

“Diferente de métodos que incentivam a diminuição do consumo de alimentos industrializados que, de fato, não favorecem a saúde, esse tipo de dieta exclui alimentos amplamente conhecidos por seu alto valor nutricional; ou seja, tiram do prato vitaminas, minerais e vários outros nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo. O mais recomendado é que, diante de qualquer suspeita de intolerância a um determinado alimento, sempre se busque orientação médica. Dessa forma, é possível investigar a verdadeira causa de um possível desconforto sem correr o risco de desenvolver problemas ainda mais graves no futuro em virtude uma carência nutricional”– finaliza Reis.

Fonte: Nature Center

Alimentos detox que não podem faltar nas refeições do dia a dia

Lista preparada pela Boali, em parceria com a consultoria nutri&consult, traz os alimentos que ajudam a turbinar a sua saúde

O nosso corpo tem o poder de se desintoxicar sozinho. Porém, com o estresse, a má alimentação e a correria do dia a dia o organismo precisa de uma ajudinha extra. O indicado é incluir ingredientes com características detox em todas as refeições. A rede de alimentação Boali em parceria com a consultoria de nutrição nutri&consult, preparou uma lista com os seis principais alimentos que você deve incluir em uma dieta para manter o bom funcionamento do organismo.

“A nutrição funcional utiliza os princípios da desintoxicação para ajudar o organismo a eliminar toxinas e outras substâncias prejudiciais à saúde. Desta forma, nutre o corpo sem sacrifícios, aumenta a disposição, promovendo emagrecimento e ainda melhora o sistema imunológico”, explica a nutricionista Maria Fernanda Cortez.

Porém, o detox é muito mais do que emagrecimento. “Este tipo de dieta melhora o humor, raciocínio, memória e disposição; torna a pele e os cabelos mais bonitos; ajuda no controle do apetite; aumenta a produtividade e acelera o metabolismo. Isso porque os alimentos detox são ricos em fibras e fitoquímicos (como quercetina, resveratrol, dialil, sulforafanos) que participam de processos específicos de limpeza do organismo”, ressalta a nutricionista.

O detox pode e deve ser realizado diariamente, desde o café da manhã, com sucos verdes, até o jantar, com refeições mais leves como uma deliciosa salada preparada com folhas verdes, brotos e legumes e acompanhada de suco de frutas vermelhas geladinho. “Assim ajudamos o sistema de desintoxicação do nosso corpo a trabalhar bem todos os dias”, afirma Maria Fernanda.

Veja abaixo os benefícios dos sete principais ingredientes detox e prepare nutritivas refeições:

1 – Folhas verdes

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Foto: Theproduceguide

· Ricas em clorofila, que protege o corpo de toxinas ambientais como metais pesados, herbicidas e pesticidas. Além disso, possuem fibras e micronutrientes;
· Melhoram o trato gastrointestinal e favorecem a eliminação das toxinas;
· Exemplos: couve, espinafre e agrião.

2 – Vegetais crus

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Foto: Scarletina/Morguefile

· Ajudam o fígado a eliminar as toxinas durante o processo de limpeza. Também são ricos em enxofre, que ajuda a desintoxicar;
· Exemplos: brócolis, cenoura e abobrinha.

3 – Frutas Vermelhas

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Foto: Laura Musikanski/Morguefile

· Ricas em vitamina C, que participa da formação do colágeno, ácido elágico, que previne rugas, e antocianinas;
· Melhoram o sistema imunológico, a atividade enzimática e a expressão de genes;
· Exemplos: morango e amora.

4 – Grãos e leguminosas

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· Oferecem as fibras, que retardam a absorção de glicose, evitando picos de glicemia e também têm impacto na absorção de gorduras;
· Exemplos: chia e linhaça.

5 – Sementes e oleaginosas

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· Contêm ômega 3, que mantém a parede do intestino lubrificada, para facilitar a eliminação de toxinas;
· Exemplo: castanha-do-pará e nozes.

6 – Raízes e tubérculos

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Foto: Szafirek/Morguefile

· Fornecem energia para o organismo, além de serem ricos em nutrientes;
· Exemplo: mandioquinha e batata-doce.

Todos esses ingredientes podem ser encontrados no cardápio de verão da Boali. Destaque para os sucos funcionais, novos sabores de chás orgânicos e o lançamento dos mixes funcionais que podem ser adicionados às bebidas para aumentar os seus benefícios.

Fonte: Boali

 

Nutricionista explica a importância das leguminosas na alimentação

Segundo Alessandra Luglio, incluir este grupo na alimentação auxilia no bom funcionamento do corpo e da saúde

Aliar uma alimentação equilibrada com exercícios físicos é uma forma de manter um estilo de vida saudável e de diminuir riscos de doenças e outros problemas de saúde. Dentro de um cardápio semanal, é fundamental garantir a oferta de todos os nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo, como proteínas, vitaminas e minerais.

E, para isso, variar a alimentação é importante não só para não enjoar dos alimentos, mas também para aumentar a gama de nutrientes consumidos. As leguminosas, por exemplo, são uma opção de alimento que ajuda a variar os sabores e as cores das proteínas que entram no seu prato. Além disso, elas possuem fibras que colaboram para um bom trabalho intestinal e contribuem para o controle dos níveis de colesterol no sangue.

A nutricionista Alessandra Luglio, da P4B, explica que a ingestão diária de uma porção desses alimentos é importante numa dieta balanceada. “As leguminosas são pobres em gordura saturada, ricas em fibra e possuem proteínas importantes para o corpo humano. Além disso, este grupo alimentar tem baixo índice glicêmico, o que indica mais saciedade”, finaliza a nutricionista.

Confira algumas leguminosas para incluir no cardápio:

Ervilhas

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Foto: D.Medina/Morguefile

A ervilha é fonte de fibras solúveis, que auxiliam a lentificar a absorção de gorduras e açúcares e a regular o intestino, além de serem ricas em vitaminas e minerais.

Feijão

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Além de ser rico em proteínas e fibras, contém minerais como fósforo, que está presente na membrana das células; magnésio, que além de estar envolvido na estrutura de ossos e dentes, também é importante no funcionamento do sistema nervoso e dos músculos, e ferro, que atua na formação das células vermelhas do sangue e no transporte de oxigênio para todas as células do organismo. Para melhorar a absorção do ferro presente nele, consuma um alimento fonte de vitamina C na mesma refeição, como um suco de acerola ou um limão espremido na salada, por exemplo.

Lentilha

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Foto: Alvimann/Morguefile

Ricas em zinco, que ajudam a fortalecer o sistema imunológico. Além disso, sua alta quantidade de fibras melhora o trânsito intestinal e alivia a prisão de ventre e o inchaço da barriga. Na mistura com arroz, tem um perfil de proteínas mais completo, pois une os aminoácidos destes dois alimentos.

Soja

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Rica em fibras e gorduras poli-insaturadas. Tem seu destaque maior pela sua proteína, que é considerada biodisponível e com alta digestibilidade. Ou seja, é considerada a mais completa dentre as proteínas vegetais. Além do consumo da sua cozida em saladas e refogados, é possível variar com outros produtos à base dela, como tofu e bebidas de soja.

Fonte: AdeS