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Livro sobre menopausa retrata histórias divertidas e sensíveis que vão do ódio ao amor

Autora Leila Rodrigues compartilha com o leitor sobre como reagiu aos inúmeros sintomas dessa etapa que é pouco difundida

A menopausa é a soma de duas palavras gregas que significam mês e fim. Depois de passar por um período de altos e baixos, a autora, nascida no interior de Minas Gerais, Leila Rodrigues, decidiu compartilhar sobre este assunto pouco difundido: a menopausa e o climatério. Assim, por meio de crônicas, nasceu o livro Hormônios, me ouçam!, publicado pela Literare Books International.

O caso de amor e ódio que viveu durante oito anos com sintomas de enxaqueca, insônia, ganho de peso, calorão, “chororô”, e mau-humor, entre outros, fez Leila perceber que ninguém nos prepara para essa surpresa da vida, e que teve por si só entrar nesse mundo desconhecido e silencioso.

Na obra, aponta-se que 35% das mulheres têm vergonha de falar que estão na menopausa. Esse foi um dos fatores que fizeram com que a autora não só vivesse essa metamorfose, mas mergulhasse no mundo das palavras. Leila também explica a diferença entre dois termos: o climatério significa período crítico e abrange a partir do começo dos sintomas ao término definitivo. Enquanto a menopausa é classificada 12 meses após o cessar permanente da menstruação.

Com essa bagagem de experiência de quem viveu na pele, a autora conta de maneira bem-humorada tudo o que sentiu, são crônicas para o leitor rir e se identificar, além de se informar sobre um universo que não deveria ser confidencial.

Em um dos capítulos, ressalta-se a importância de ter uma rede de apoio para esses momentos, que vão desde a família a amigas verdadeiras. Para Leila, “envelhecer não é uma escolha, ser feliz, sim”. Por isso, a autora abraçou a causa e ajuda mulheres a pensarem que a menopausa pode, sim, ser vivida com mais autoestima e qualidade de vida.

Sobre a autora

Leila Rodrigues é palestrante, escritora e desenvolveu sua carreira como empresária no segmento de tecnologia. Partindo da sua experiência pessoal com a menopausa precoce, Leila Rodrigues se tornou uma estudiosa do assunto e fez desse tema a sua causa. Colabora, por meio de palestras e orientações nas redes sociais, para que as mulheres passem pela menopausa com mais dignidade, qualidade de vida e alegria de viver.

Atua também como cronista em jornais e revistas na sua região. Nascida no interior de Minas Gerais e criada junto aos três irmãos, Leila Rodrigues carrega nas suas crônicas a simplicidade de suas raízes e a força da sua própria trajetória. É casada, mãe de dois filhos e hoje vive em Divinópolis/MG com a família.

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Hormônios, me ouçam!
Autora: Leila Rodrigues
Editora: Literare Books International
Páginas: 123
Preço: impresso – R$ 34,90 / Kindle – R$ 24,90
Disponível na versão física e digital, para esta última, clique aqui.

Livro Desafios Culinários é ideal para quem quer se aprimorar na cozinha

Nem toda família tem alguém que arrasa nos almoços de domingos. Para ajudar tanto aqueles que são mais desenvoltos na cozinha a inovar ou mesmo quem não sabe diferenciar uma wok de uma sauteuse, a Editora Alaúde lançou o livro “Desafios Culinários”: uma obra que reúne uma série de desafios como, por exemplo, fazer um prato de chefe com preço de PF.

Nesse desafio, a jornalista e pesquisadora Roberta Malta Saldanha prepara pratos que têm pinta de grã-fino, mas não custam os olhos da cara. Com a sugestão abaixo, dá para fazer bonito sem ter que vender o almoço para comprar o jantar.

Se animou? Veja abaixo a receita de Vitello Tonnato: um prato que vai fazer você surpreender qualquer um, com ingredientes fáceis e um modo de preparo super simples.

Vitello Tonnato

VITELLO
Imagem meramente ilustrativa – Foto: Donna Moderna

Ingredientes
1 kg de lombo de porco
3 colheres (sopa) de azeite
1 xícara de vinho branco seco
1 folha de louro
1 cenoura sem casca picada
1 cebola sem casca picada
2 dentes de alho sem casca picados
1 talo de salsão picado
250g de maionese
200g de atum em conserva
4 filés de anchova em conserva
2 colheres (sopa) de alcaparras
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo
Tempere a carne com sal e pimenta. Em uma panela, aqueça o azeite e sele a carne por igual. Adicione o vinho, a folha de louro e os vegetais picados. Refogue ligeiramente. Cubra a carne com água quente, tampe baixo por cerca de 50 minutos ou até a carne ficar macia. Tire a panela, espere esfriar bem. Coa o conteúdo restante da panela. Reserve os legumes e o caldo. Descarte a folha de louro. Em um liquidificador, coloque a maionese, o atum, as anchovas, metade da alcaparra, os legumes do cozimento, e junte, aos poucos, o caldo. Bata até obter um molho aveludado. Deixe esfriar. Quando a carne estiver frita, corte em fatias finas. Em uma travessa, disponha as fatias em camadas, com o molho por cima. Enfeite com o restante da alcaparra. Cubra com filme de PVC e leve à geladeira. Retire da geladeira e sirva fresco.

Rende: 2 Porções

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Título Desafios Culinários – Missões Impossíveis para Conquistar Panelas e Paladares
Autor Coordenação Editorial Roberta Malta Saldanha
Editora Alaúde
Número de Páginas 128
Acabamento Brochura
Preço: R$ 69,90

Saiba agora como fazer as melhores massas italianas no conforto de casa

Entre as várias migrações registradas no Brasil, a italiana foi uma das maiores, cerca de 25 milhões de descendentes vivem no País hoje. Devido a isso, diversas tradições italianas se misturaram com as brasileiras. A culinária foi uma delas, é só observar as variedades de pizzas que se tem aqui ou o grande consumo de massas, sempre com um “toque brasileiro”.

Com isso, a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo disponibiliza gratuitamente o livro digital “Momento Gourmet – Brasil-Itália”, com as melhores dicas para você que quer comer as melhores massas sem sair de casa.

Dentro da cozinha italiana, existem dois tipos básicos de massa: a seca e a fresca. A seca é mais usada para preparações de sopas, por sua característica firme e maior tempo de cozimento. Ela é produzida em fábricas e vendida em grandes volumes nos supermercados. Já a fresca, é mais facilmente encontrada em cantinas ou podem ser feitas artesanalmente em casa. É caracterizada pelo aroma fresco e textura macia. Mas atenção na hora do cozimento, pois costuma ser bem menor do que a seca.

Então, qual é a mais nutritiva, a seca ou a fresca? Segundo a nutricionista Etelma Mendes, da Codeagro, ambas possuem o mesmo valor nutricional e o que as difere, nessa questão, é o seu teor de umidade. Por serem ricas em carboidratos, as massas levam a fama de serem responsáveis pelo aumento de peso, mas, na maioria das vezes, o que realmente engorda são seus acompanhamentos de molhos feitos à base de manteiga, bacon, queijo e creme de leite, que possuem alto teor calórico.

“O recomendável é o consumo moderado e com molhos mais saudáveis feitos com berinjela, abobrinha, escarola, rúcula, tomate, abóbora, que são fontes de vitaminas, proteínas e cálcio”, completou Etelma.

Dentre tantas variedades, a mais conhecida é o macarrão, mas, o que não falta na mesa do brasileiro, é variedade, como o nhoque, a lasanha, o capeletti, entre várias outras. E nada melhor do que seu molho favorito para acompanhar. O mais conhecido é a bolonhesa, feito com molho de tomate e carne moída, mas existem outros que você pode experimentar como o bechamel (branco), feito com leite e pimenta-do-reino, e para quem prefere um mais saudável tem o molho de legumes com cenoura, batata e chuchu.

Veja agora uma deliciosa receita de nhoque de batata:

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Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Dia do Livro: dez autores indispensáveis para conhecer (ou reler) durante a quarentena

Bookplay, streaming de educação, faz lista com clássicos das literaturas brasileira e portuguesa; todos estão disponíveis na plataforma

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Ficar em casa durante o período de quarentena é uma oportunidade para aumentar o vocabulário, melhorar o próprio texto, aprimorar discursos e apresentações, colocar a leitura em dia e, ainda, conhecer (ou reler) clássicos de autores indispensáveis. A editora de livros Jenkins Group, dos Estados Unidos, publicou uma pesquisa sobre os hábitos de leitura e constatou um dado curioso: a maior parte das pessoas que verdadeiramente leem preferem best-sellers com, no máximo, dez anos de lançamento, deixando de lado os “bons e velhos” clássicos.

Bookplay, primeira plataforma de streaming 100% brasileira de educação, porém, pode ajudar a mudar este panorama e ainda trazer todos os benefícios acima. Confira a lista com dez obras de autores clássicos, das literaturas brasileira e portuguesa. A seleção – normalmente lembrada apenas em época de vestibular, mas que carrega histórias importantes e agrega ao conhecimento de forma geral – está disponível para leitura e em audiolivro na plataforma.

1. Machado de Assis – Dom Casmurro

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Narrado em primeira pessoa, o personagem principal é o carioca de 54 anos Bento de Albuquerque Santiago, advogado solitário e bem estabelecido que pretende contar, na meia idade, seus momentos de moço. O título, segundo o autor, é uma homenagem a um poeta que, certa vez, o importunou com seus versos em um trem e lhe chamou de “Dom Casmurro” por ter fechado os olhos durante a recitação.

2. José de Alencar – O Guarani
Situa-se na primeira metade do século XVII. O fidalgo português D. Antônio Mariz, que participou da fundação do Rio de Janeiro, tem dois filhos: Diogo e Cecília. Diogo, sem querer, mata uma índia durante uma caçada, fato que inicia uma guerra entre a tribo Aimoré e a família. Cecília é o alvo da fúria dos índios, que querem vingança. Cecília, porém, tem um “aliado”: o índio Peri é apaixonado por ela, mas não tem seu amor correspondido. Cecília ainda é alvo da ira de Loredano, servo de D. Antônio, líder de um motim entre os empregados.

3. Aluísio Azevedo – O Cortiço
A obra descreve a ascensão do comerciante português João Romão – dono de uma venda, uma pedreira e um cortiço – próximo à casa do endinheirado comendador Miranda. A rivalidade entre os dois aumenta à medida que cresce o número de moradores do cortiço, na sua maioria, empregados da pedreira que também fazem compras na venda, enriquecendo João rapidamente.

4. Lima Barreto – Recordações do Escrivão Isaías Caminha
Isaías Caminha é um mulato nascido no interior e, em certo momento, lê um artigo contendo ofensas às pessoas de sua raça. Ele resolve, então, partir para a capital para estudar e combater o preconceito. Percebendo o prestígio de cronistas e repórteres, aproveita-se de um contato e consegue um convite para trabalhar na redação de um jornal.

5. Castro Alves – Espumas Flutuantes

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Os 54 poemas reunidos em Espumas Flutuantes sintetizam todas as características inovadoras de Castro Alves. O título transmite a ideia de transitoriedade: as espumas de um mar agitado funcionam como uma metáfora de quem sente a iminência da morte, a vida se esvaindo.

6. Jorge Amado – A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água
O livro conta a história de Joaquim Soares da Cunha, funcionário público e cidadão respeitado, casado e com filhos, que levava uma vida tranquila. Um dia, resolve mudar seu destino: abandona a família e entrega-se ao vício da bebida. Recebe o apelido de “Berro D’água” após curioso episódio: em uma de suas bebedeiras, vira uma cachaça, toma um susto e berra para todos que era água.

7. Mário de Andrade – Macunaíma
Narrativa mítica cujo mote é caracterizar o povo brasileiro por meio de um herói sem caráter. Macunaíma, preguiçoso e mágico, desde pequeno, transformando-se em adulto, busca prazeres com a mulher de seu irmão Jiguê. Pelas traquinagens excessivas, é abandonado pela mãe e pelos dois irmãos, e passa a viver inúmeras aventuras na Floresta Amazônica, onde nasceu: ganha corpo de homem, mas com cabeça de menino; corre atrás de um amuleto; conhece a tribo das índias sem marido; e se envolve em lutas e combates.

8. Gregório de Matos – Obras Poéticas
Nascido em 1636, Gregório de Matos é considerado o maior poeta barroco do Brasil. Conhecido por ser ousado, satírico e moderno para a época, sempre gerou muita polêmica ao criticar temas políticos e religiosos. “Obras Poéticas” reúne grande parte da produção do autor.

9. Eça de Queirós – O Primo Basílio
Jorge, bem-sucedido engenheiro e funcionário de um ministério, e Luísa, moça romântica e sonhadora, protagonizam o típico casal da classe média da sociedade portuguesa do século XIX. Casados e felizes, sentem a falta apenas de um filho para completar a alegria do lar. Ao mesmo tempo em que cultiva a união formal e feliz com Jorge, Luísa mantém amizade com uma antiga colega, Leopoldina, conhecida por seus adultérios. A felicidade e a segurança de Luísa passam a ser ameaçadas quando Jorge precisa viajar a trabalho para o Alentejo.

10. Fernando Pessoa – Cancioneiro

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As poesias do escritor, além de prestar uma homenagem à tradição lírica lusitana de preservar os seus mais antigos textos literários, também se relacionam com cantigas medievais, pois o ritmo e a métrica dos versos deixam esses poemas tão harmoniosos que eles se transformam, também, em verdadeiras letras de música. A obra é composta por poemas líricos, rimados e metrificados, de forte influência simbolista.

Sobre o Bookplay

Primeira plataforma de streaming 100% brasileira voltada para o conteúdo de educação, reúne mais de 4 mil livros, mil cursos – inclusive de inglês -, 1,5 mil audiolivros, 600 videoaulas, banca completa com revistas e jornais e área kids com livros, audiolivros e jogos para as crianças. Tudo 24 horas por dia e com acesso liberado para até três pessoas via computador, tablet ou celular, sendo compatível com iOS e Android. O Bookplay também conta com clube de benefícios, pelo qual mais de 200 parceiros proporcionam ofertas e descontos exclusivos. O aplicativo também permite a leitura dos livros em modo off-line. Com mais de 120 mil usuários já cadastrados, a plataforma deve fechar 2020 com mais de 200 mil.

Single shaming: a vergonha de estar solteira, por Lu Magalhães

Historicamente, as mulheres solteiras têm sido estigmatizadas em diferentes culturas; elas são enxergadas como um fardo para a comunidade – renegadas como se fossem indivíduos que não pertencem à coletividade. Em pleno século 21, essa estigmatização não cessou e mostra uma face inacreditável do atraso cultural que carregamos.

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Esta é uma das conclusões de Gunda Windmüller, mestre em Literatura e jornalista, autora do livro Mulher, solteira e feliz, lançado pela Primavera Editorial. Essa obra é bastante relevante, porque nos convida a refletir sobre a construção social que perpetua a falsa noção de que somente um relacionamento amoroso confere sentido à vida feminina.

Com base em estatísticas, digressões históricas e sociológicas, experiências pessoais e entrevistas com especialistas e mulheres em idades entre trinta e sessenta anos, Gunda traz um texto provocativo, consistente e que lança luz a conceitos e preconceitos que permeiam o tecido social. Um deles é o single shaming, em livre tradução: vergonha de estar solteira. Ela cunhou esse termo por defender que é mais fácil combater os problemas quando temos um nome para eles; com a nomeação de um preconceito é possível começar um processo de desconstrução.

O single shaming aborda, fundamentalmente, o que a mulher está perdendo. Supostamente, claro. É degradante porque as solteiras percebem – no olhar, no discurso e nas atitudes – a pena que a sociedade dedica a elas; esse sentimento acaba por contaminar o cotidiano delas, que passam a sentir pena de si mesmas. A frase padrão que ilustra esse comportamento é “você ainda vai encontrar o cara certo”. O mito do “cara certo” é brutal, porque passa a imagem que sem esse homem essa mulher é um ser incompleto.

O mais chocante é que obras adoradas por mulheres contribuem, cotidianamente, para disseminar esse conceito. O Diário de Bridget Jones e Sex and City são dois exemplos clássicos de como o single shaming se tornou socialmente aceitável, segundo Gunda Windmüller. “Por mais charmosa, ingênua e assoberbada que seja a heroína, seu final é inevitável. Seu final feliz. A pergunta era: Renée Zellweger ficará com Hugh Grant ou Colin Firth no final? Homem ou homem. Nada de Bridget”, afirma, no livro Mulher, solteira e feliz.

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Em um trecho da obra, Gunda compara a imagem de homens solteiros versus mulheres solteiras. Em entrevista conduzida com Jean-Claude Kaufmann, o sociólogo afirma que “a solidão masculina pode ser complicada e difícil de suportar, mas é, essencialmente, um assunto privado. Aqui está a grande diferença para as mulheres, para quem viver sozinha é ao mesmo tempo um assunto privado e público, algo que se torna interesse de toda a sociedade”, revela. Uma mulher que foge disso é uma ameaça; um homem, ao contrário, é um modelo de conduta. Um solteirão cobiçado.

Em Mulher, Solteira e Feliz há uma crítica ao papel feminino na construção do single shaming – e o quanto as mulheres podem fazer para que haja uma mudança social que promova uma real transformação. “Se queremos mudar a narrativa sobre as mulheres, precisamos começar a falar de forma diferente; há uma demanda por sermos mais gentis conosco e com nossas irmãs. Por sermos mulheres, sempre pensamos que devemos ser perfeitas e, quando vemos outras de nós se comportando de maneira ‘não tão perfeitas’, somos rápidas em apontar o dedo, em culpá-las. Esse não é o caminho a seguir”, declara a autora.

Acredito, sinceramente, na importância da leitura no processo de reflexão – que dará início a um questionamento social essencial para construirmos um novo repertório sobre as mulheres. Por isso, convido as mulheres a lerem Mulher, solteira e feliz. Vamos ampliar o debate?

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Lu Magalhães é presidente da Primavera Editorial, sócia do PublishNews e do #coisadelivreiro. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), possui mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, Estados Unidos). A executiva atua no mercado editorial nacional e internacional há mais de 20 anos.

Sobre a editora

A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas.

Sugestão de livro para o Dia Internacional da Síndrome de Down

O amor na visão de uma menina com Síndrome de Down, cujo dia internacional é comemorado hoje (21) é tema de romance da Editora Melhoramentos; obra convida o leitor a entrar na “cabeça” de Rose e a quebrar muitos “pré-conceitos”

Rose ama Jack. Jack ama Rose. Assim começa um incrível romance. Rose Procura Jack, da autora Mel Darbon, com tradução de Sandra Pina, foi indicado a diversos prêmios internacionais e é o novo lançamento da Editora Melhoramentos.

Logo na primeira página somos apresentados a Rose Tremayne, uma garota de 16 anos, com 1,50 de altura, pele clara, olhos verdes e cabelos ruivos dourados, na altura dos ombros. Com botas e bolsa roxa, sua cor preferida. Essa é a descrição de Rose, desaparecida há 5 dias. Rose tem síndrome de Down.

O amor entre Rose e Jack, seu namorado há 7 meses, uma semana e três dias também é revelado ao leitor, logo nas primeiras páginas. Sem entender o motivo de Jack ter desaparecido, a adolescente encontra no escritório do pai, postais escondidos que foram enviados pelo seu namorado, de quem não se tem notícia desde o fatídico dia em que ele foi levado.

Após uma crise de raiva, Jack é internado em uma clínica e os pais de Rose a impedem de vê-lo. Os postais confirmam que Jack também sentia sua falta, e foi assim que a garota reuniu toda a sua coragem e traçou uma rota detalhada, em busca do seu amor, até o endereço que constava nos postais. Rose entra então, em uma longa e angustiante viagem, atravessando Londres.

O livro é escrito em primeira pessoa, e a linguagem de Rose e de Jack refletem a maneira como eles são, ela com síndrome de Down e ele com outras limitações. Sandra Pina, tradutora da obra, comenta que “na tradução literária, uma das coisas mais importantes é manter a ‘voz’ do autor original. Neste caso, a voz da narradora tinha uma característica especial. Por isso, depois de ler a história e antes de começar a tradução, fiz um trabalho de pesquisa”. Completa “traduzir as palavras foi a parte mais fácil, o mais complexo foi, antes de tudo, entender a personagem”.

Durante o trajeto Rose se depara com as mais inimagináveis situações. “Sua independência a leva a tomar decisões, mas sua ingenuidade acaba colocando a personagem em situações muito perigosas”. Ao compartilhar a visão do mundo com Rose, o leitor tem a possibilidade de ultrapassar inúmeros preconceitos com relação a síndrome de Down.

“Através de uma aventura, o leitor consegue perceber que existem níveis diferentes da Síndrome, que portadores dela são pessoas iguais a ele, com sentimentos, que tomam decisões, que têm desejos, etc. Talvez se a história fosse contada por um narrador onipresente, esse tipo de empatia do leitor com a personagem não fosse tão forte”, ressalta Sandra.

O trajeto da protagonista provoca emoção, indignação. Mel Darbon produziu uma história envolvente, “acho que esses são elementos que caracterizam um bom livro: ele precisa ser capaz de provocar sentimentos no leitor”, finaliza Sandra.

Sobre a autora

Mel Darbon passou grande parte de sua infância inventando histórias para manter seu irmão autista feliz em viagens de carro. Trabalhou em várias áreas, como designer de teatro e artista freelancer. Também passou um bom tempo ensinando jovens adultos com dificuldades de aprendizagem e organizando workshops criativos para mães adolescentes. Ela agora escreve romances para jovens adultos e é apaixonada por dar voz àqueles que de outra forma não poderiam ser ouvidos. Seu primeiro romance é este Rose Procura Jack e ela está trabalhando em seu segundo livro.

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Será que Rose encontra Jack?
Autora: Mel Darbon
Editora: Melhoramentos
Formato: 21 x 13,5 x 1,5 cm
Número de páginas: 304
Preço: R$ 45,00

Medo é grande obstáculo para o desenvolvimento pessoal e profissional

O terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, Robson Hamuche, sugere alguns exercícios para superar os dois tipos mais comuns de medo: de errar e de receber críticas

O medo é um mecanismo biológico de proteção de suma importância para a sobrevivência humana. Garantiu a nossos ancestrais escapar de predadores e permite na atualidade tomar atitudes de precaução diante de situações vistas como perigosas do ponto de vista físico e psicológico. Contudo, esse estado afetivo também apresenta um lado ruim para o ser humano, pois pode funcionar como obstáculo para que se consiga atingir metas de vida. Em outras palavras, o medo faz com que as pessoas percam oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, impedindo que elas se sintam plenamente realizadas.

Os tipos mais comuns de medo, que tanto dificultam a realização de nossos anseios e desejos sãos dois: o medo de errar e o medo de receber críticas e julgamentos. O terapeuta transpessoal com especialização em constelação familiar, escritor e empresário Robson Hamuche, tem algumas recomendações para que as pessoas vençam essas duas espécies de medo. Essas orientações podem ser encontradas no livro de sua autoria “Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida”, recém-publicado pela Editora Gente e nas diversas redes sociais do Resiliência Humana.

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Mas antes de abordar as soluções propostas por Hamuche, vale a pena discorrer mais profundamente sobre os tipos de medo anteriormente citados. O medo de falhar está intimamente ligado ao aprendizado infantil. Quando crianças, somos ensinados que falhar é ruim e costumeiramente sofremos castigos e punições para que os erros não ocorram novamente. Com isso estabelece-se uma associação neurológica entre falha e dor, que faz com que pensemos duas vezes antes de tentar algo novo, por receio de cometer um erro.

Já o medo de críticas e julgamentos está relacionado com a necessidade psicológica de todo o ser humano de ter aceitação e aprovação social. Independentemente da legitimidade da crítica, quem a recebe acaba por se sentir rejeitado. Com o intuito de não experimentar a sensação de exclusão, advinda da opinião negativa alheia, algumas pessoas optam por não ousar realizar seus verdadeiros anseios.

Para superar o medo do erro, é necessário modificar a maneira como as pessoas o assimilam. Dessa forma, o erro deve ser visto não como algo negativo, mas sim como um aprendizado inerente ao desenvolvimento humano. Ou seja, diante da possibilidade da falha, a pessoa deve mirar o que tem a ganhar e não o que tem a perder com a situação.

A fim de que a pessoa se conscientize dessa modificação de ponto de vista referente ao erro, Hamuche oferece algumas frases de ordem em seu livro e nas redes sociais do Resiliência Humana, tais como: “Aprenda a ver experiências negativas como aula gratuita de crescimento pessoal”, “Nunca tenha vergonha de uma cicatriz. Significa simplesmente que você era mais forte do que aquilo que tentou machucá-lo”, e “Um erro que te deixa humilde é melhor que uma conquista que te deixa arrogante”.

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Ainda nesse sentido, Hamuche aconselha: “Se encontrar dificuldades hoje, mude a forma de encará-las. Em vez de sofrer com o desafio, agradeça e pense que ele veio para ajudar você a ser alguém melhor”. A importância de relevar os erros e continuar tentando também é enfatizada pelo terapeuta transpessoal. “Pense em algo pelo qual você se pune frequentemente por não conseguir fazer da maneira que gostaria. Exercite o autoperdão.”, diz.

Já para vencer o medo de ser criticado é necessário conscientizar-se de que, diante da diversidade de opiniões, é impossível agradar a todos. Assim, é preciso que a pessoa reflita a respeito de seus objetivos, certifique-se deles e aja para realizá-los. Pautar-se pela opinião dos outros, vivendo de acordo com seus ideais, talvez seja uma aposta mais segura, mas certamente não é que lhe fará mais feliz a longo prazo.

Dessa forma, o terapeuta transpessoal recomenda em seu livro: ” Diante da indecisão, existe uma tendência de sermos consumidos pelos diversos questionamentos sobre o que os outros vão pensar. Coloque-se em primeiro lugar.”. Visando minimizar o poder da crítica, Hamuche ainda sugere que a pessoa não permita ecoar nela própria a agressividade dos outros e blinde seu eu com a certeza de que aquela negatividade não lhe pertence. Mas antes de tudo, a pessoa deve estar segura de si. “O primeiro passo é acreditar em você”, diz uma das postagens replicadas por Hamuche na conta de Instagram do Resiliência Humana.

livro
Um compromisso por dia – Pequenas ações diárias que podem mudar a sua vida
Autores: Robson Hamuche e Tadashi Kadomoto
Número de páginas 400
Acabamento Capa dura
Altura (cm) 20
Largura (cm) 13
Peso (kg) 0.4230
Editora Gente
Preço: R$ 49,90

Redes Sociais Resiliência Humana: no Instagram (@resiliencia_humana); no Facebook (@resilienciahumana); no Twitter (@resiliencia_h); e no Youtube (canal Resiliência Humana)

André Mantovanni está lançando novo livro: Os Astros Guiam seu Destino

Um guia prático para interpretar a influência dos astros e encontrar mais sentido para nossa existência

A Astrologia é capaz de nos conectar com as profundezas de nossa alma e pode ser compreendida como um caminho importante para o desenvolvimento interior. De forma ampla, ela estuda a influência de astros e estrelas no comportamento humano. Para nos ajudar a desvendar essa conexão, o astrólogo André Mantovanni, colunista do programa Melhor da Tarde (Band TV), lança Os Astros Guiam seu Destino, pela Editora Pensamento.

Este livro é um manual prático que ensina o leitor a interpretar seu Mapa Astral de maneira muito simples, conectando-o ao seu propósito de alma e às suas consciência e reais potencialidades.

Para Mantovanni, “a ciência pode explicar muito sobre como o Universo opera, mas falha ao responder perguntas muito mais antigas, como: ‘Qual é o sentido de nossa vida? Por que estamos aqui? Qual é o nosso propósito? ’. Em relação a todas essas perguntas, a Astrologia pode apontar um horizonte de respostas, e as estrelas podem ser os luzeiros que brilham para indicar muitos desses caminhos”.

“Hoje, cada vez mais temos um interesse cada vez maior de milhares de pessoas sobre a Astrologia. Isso ajudou a tirar a obscuridade dos tempos antigos e a Astrologia ganhou adeptos no mundo todo, com abordagens cada vez mais modernas, sem abrir mão de suas tradições” – André Mantovanni

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A obra explica detalhadamente o que é um mapa astral, como utilizá-lo de forma prática, qual seu papel em nossas vidas, os 12 signos do zodíaco, traços de personalidade no campo afetivo, no trabalho, na família, e no convívio com amigos, além de fazer um “Raio X” de cada um deles. Explica também o que são e como desvendar o signo ascendente, o signo lunar, a posição dos planetas além de detalhar em tabelas de interpretação todos os pontos importantes de um mapa astral natal.

Mantovanni mostra, ainda, o significado da Roda da Fortuna e o papel de figuras mitológicas como Lilith e Quíron no mapa astral, como pontos de vital importância para uma maior compreensão de nós mesmos. Os Astros Guiam seu Destino conta com um projeto gráfico moderno, totalmente colorido e com capa dura.

É um convite para que o leitor faça um trajeto pelas suas sendas interiores e possa desenvolver seus potenciais mais saudáveis e felizes em todas as áreas de sua jornada pessoal, além de encontrar mais sentido para seu projeto de vida, o que podemos chamar de destino.

“Quando passamos a conhecer todas as nossas potencialidades (positivas e negativas) e compreender que carregamos um projeto de vida a ser cumprido passamos a ter mais consciência do que chamamos de destino. Ficar atento àquilo que ‘eu sou’, vislumbrar onde minha alma pretende chegar e, ao mesmo tempo, o que posso ou não fazer para que isso se realize é algo extremamente importante” e é nessa esfera que a Astrologia consegue cumprir o seu papel” – André Mantovanni

Sobre o autor

André Mantovanni é escritor, astrólogo, tarólogo, estudioso da espiritualidade e do autoconhecimento. Também é mestre em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP) e pós-graduando em Psicologia Analítica. Em 2008, foi escolhido pela ESOTV, uma das maiores redes de televisão do leste europeu, para apresentar programas de rádio e TV na Hungria e na Áustria. É conhecido em todo o Brasil por ter apresentado e participado de quadros em programas femininos e revistas eletrônicas de grande importância na Rede Globo, TV Gazeta, Rede TV!, SBT e Band. É autor de livros voltados ao autoconhecimento, esoterismo e espiritualidade, além de contos e poesia. Atualmente, faz parte do programa Melhor da Tarde, com Cátia Fonseca, na Band TV, e apresenta diariamente o Horóscopo da Rádio Nativa FM.

CAPA-2D

Livro: Os Astros Guiam seu Destino
Autor: André Mantovanni
Editora: Pensamento
Páginas: 296
Preço: R$ 72,00

Livro escancara a relação entre trabalho e sofrimento

Fruto de intenso processo de pesquisa, que ouviu mais de 800 pessoas, obra debate causas e consequências do adoecimento psíquico em decorrência do trabalho

“Eu escondo minha profissão porque o estigma do funcionário público é de vagabundo ou corrupto”; “Cada entrevista [de emprego] que eu vou é a pior entrevista de todos os tempos”; “Eu não discuto mais. Já cheguei ao ponto de parar no hospital por crise de estresse”. Essas foram algumas das falas das mais de 800 pessoas ouvidas pelo estudo que deu origem ao livro Trabalho e Sofrimento Psíquico: histórias que contam essa História, de autoria dos professores e empresários Thatiana Cappellano e Bruno Carramenha, com ilustrações de André Dahmer, o criador da tirinha “Malvados”.

Disponível gratuitamente para download em plataforma digital, a obra joga luz sobre a relação entre a atividade profissional e revela que para 78% das pessoas, o trabalho contribui ou já contribuiu para o seu sofrimento. Os resultados corroboram dados da Previdência Social, que aponta que os episódios depressivos são a 10ª causa de concessão de auxílio-doença, com 43,3 mil casos.

Realizada pela 4CO, consultoria especializada em Comunicação e Cultura Organizacional, a pesquisa contou com a orientação teórico-metodológica de Ruy Braga, chefe do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e o maior estudioso das relações de trabalho no Brasil, que também é prefaciador do livro. Revelando como frustrações, angústias e medos que se manifestam no contexto do trabalho acabam por deteriorar a saúde psíquica das pessoas, os resultados da pesquisa são apresentados em cinco achados:

mulher estresse trabalho

1. O trabalho é sempre violência
Neste achado, debate-se as manifestações de violência que o trabalho apresenta às pessoas desde a infância: do trabalho que afasta pais e filhos e mina relacionamentos às cobranças por arrumar um emprego ou abusos pela condição profissional.

2. O mercado não sabe o que quer
O segundo achado explora uma incoerência que internamente, nas organizações, se manifesta de maneira muito semelhante nos processos de promoção, sempre percebidos como fraudulentos ou algo de fachada.

3. O sofrimento vem de cima
Aqui, fala-se sobre chefes que assediam, mas também muito sobre aqueles que simplesmente são omissos, mesmo frente a casos concretos de adoecimento psíquico. O número de denúncias por assédio moral protocoladas no Ministério Público do Trabalho corrobora a fala dos entrevistados. Enquanto estes se consideram os “salvadores da pátria”, suas equipes os enxergam como imaturos e pouco preparados para os cargos de liderança. Mesmo para os trabalhadores que não possuem, hoje, chefe, essa figura aparece discursivamente, em referência a uma experiência passada ou sobre algum parente ou conhecido.

4. Renda importa, acesso a saúde escraviza e o ócio liberta
A maior parte dos entrevistados afirmou concordar com condições degradantes de trabalho para garantir sua renda, em especial, para garantir o benefício do seguro saúde, no caso dos trabalhadores com vínculo empregatício formal. Ao mesmo tempo, pessoas que usufruem de tempo livre (seja pela desocupação ou jornada flexível) possuem outra perspectiva em relação ao trabalho.

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Pixabay

5. O (não) futuro do (não) trabalho
O quinto e último achado da pesquisa trata da ausência de consciência e reflexão acerca do impacto da perda de proteção social e de mudanças na configuração do trabalho tal qual o conhecemos decorrentes da automação e outras tecnologias.

As escutas da pesquisa – realizadas em formato de focus group e de entrevistas individuais – e o questionário que trouxe resultados quantitativos confirmam os achados que a 4CO encontra em campo há mais de 10 anos de atuação: o adoecimento (mental e físico) das pessoas em decorrência do trabalho – em qualquer regime que seja. Salta aos olhos o fato de o sofrimento aparecer com maior intensidade entre os empregados formais (aqueles com registro em carteira) e, como não é privilégio deste tema, ser mais grave entre mulheres negras.

“O recado é claro: o trabalho está adoecendo e matando as pessoas. Mas a interpretação desse cenário, não é simples. Há, claro, toda uma questão social de perda de proteção social e de uma construção discursiva a respeito do empreendedorismo que se casam perfeitamente nesse momento. Mas, aos dirigentes das empresas, fica um alerta: nenhuma organização será capaz de transformar seus negócios, nesse momento de início da quarta revolução industrial, com um time adoecido e que trabalha, apenas, pelo acesso ao benefício do seguro saúde”, afirma Thatiana Cappellano, sócia da 4CO.

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A idealização do empreendedorismo como a tábua de salvação na busca do equilíbrio entre as frentes profissional e pessoal também aparece de forma bastante contundente na publicação.

“O livro é um chamado à sociedade para refletir sobre o que pode ser feito, individual e coletivamente, para transformar tantas histórias de sofrimento. Lançamos o livro como um convite para uma discussão urgente, que interessa a todos”, afirma Bruno Carramenha, sócio da 4CO.

A publicação não possui fins comerciais e estará disponível na íntegra para download clicando aqui.

Sobre a pesquisa que embasa este livro:

Entre junho e julho de 2019 a 4CO aplicou, com apoio do Prof. Dr. Ruy Braga, que é chefe do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde coordena o Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania (Cenedic), uma pesquisa de campo – com grupos focais, entrevistas individuais e um questionário online – com vistas a entender as relações entre trabalho e sofrimento. Foram ouvidas 80 pessoas na frente qualitativa divididas em 13 categorias segundo classificação de relação de trabalho da PNAD Contínua, realizada pelo IBGE.

Outras 754 pessoas responderam o questionário da frente quantitativa que faz parte deste estudo. O livro Trabalho e Sofrimento Psíquico: histórias que contam essa História é o relato da pesquisa proprietária e sem fins comerciais da 4CO, consultoria brasileira especialista em Comunicação e Cultura Organizacional.

Para o embasamento teórico foram adotadas as obras de Michael Burawoy (The Extended Case Method: Four Countries, Four Decades, Four Great Transformations, And One Theoretical Tradition) e de Christophe Dejours (A Loucura do Trabalho – Estudo da Psicopatologia do Trabalho e A Banalização da Injustiça Social).

livro

Trabalho e Sofrimento Psíquico: Histórias que Contam essa História
Autores: Thatiana Cappellano e Bruno Carramenha
Ilustrações: André Dahmer
Prefácio: Ruy Braga
Editora Haikai
Grátis em plataforma digital

Livro dá dicas para o caminho do autoconhecimento e combate à ansiedade

Criador do método “O código da realização” lança livro homônimo para ajudar as pessoas a enfrentarem desafios, atingirem seus objetivos com equilíbrio, produtividade e menos ansiedade

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com o maior número de pessoas que sofrem de ansiedade. Nas capitais, principalmente, temos a sensação que nossa vida está passando de forma incrivelmente rápida. Essa rotina de alta intensidade e velocidade se torna, por vezes, muito cansativa, com pouco tempo para pensar, organizar as ideias e objetivos maiores, que de fato impactariam nossa realidade positivamente.

Em decorrência disso, muitas pessoas abrem mão dos seus sonhos para focar apenas em uma rotina automatizada e em algumas vezes, em atividades que não fazem sentido para elas mesmas.

Uma proposta para solucionar essa fluidez desesperada vem do autor Wagner Mota, que, em seu novo livro, O código da realização, publicado pela Literare Books International, auxilia o leitor, propondo um método, em cinco passos para buscar e concretizar seus sonhos de forma equilibrada e aderente ao seu real propósito.

mulher deitada pensando

O autor, que também é advogado, palestrante e coach, traz a relação entre vários âmbitos da vida, tais como: social, afetivo, profissional e explica como eles estão interligados, trazendo exemplos de como trabalharmos àquele aspecto mais negligenciado; o que acaba alavancando os demais. A palavra chave é o equilíbrio.

Para ser capaz de conciliar esses aspectos, o leitor aprenderá conceitos de grande relevância para a vida, como, por exemplo, aspectos da psicologia positiva, identificação de tipos de perfis, caminhos para o autoconhecimento, realização mais ágil dos objetivos e como aplicar este aprendizado em seu dia a dia. Cada técnica apresentada contém grande riqueza científica e social, e são evidenciadas algumas ferramentas, para englobar os diversos perfis que estejam dispostos às mudanças necessárias.

capa livro

Sobre o autor

Wagner Mota é autor, palestrante, advogado, estudioso de neurociência, mentor de carreira. Criador do método O código da realização com alunos em cinco países. Instrutor de Coaching; credenciado ao International Coaching Council – ICC. Master Business Administration pela Escola de Negócios da PUC/RS. Trabalhou durante 12 anos na área de RH da 4ª maior empresa do mundo em seu segmento – Sabesp e, desde 2011, atua como gestor jurídico na mesma Cia.; é consultor formado pela Adigo Desenvolvimento, com fundamentos na Antroposofia e especializado em análise de perfil. Estudioso da cultura e filosofia chinesa com formações como instrutor com mestres brasileiros e chineses. Ministra treinamentos, seminários e palestras. É cofundador da I9BR, também realiza trabalhos voluntários como mentor de carreira para jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho.