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Especialista dá dicas de mudanças, para melhor, nos hábitos alimentares

Em seu novo livro “Os 7 pilares da saúde alimentar”, PhD em Nutrição Sophie Deram ensina, de forma prática e didática, a se alimentar de maneira saudável e lista os sete passos para fazer as pazes com o peso, o corpo e a comida

A rotina corrida e o ritmo de vida cada vez mais acelerado podem prejudicar os cuidados com nossos hábitos de vida, a rotina e a nossa própria alimentação. Na ânsia de cumprir todas as suas tarefas, muitas pessoas comem “o que veem pela frente”, de forma inconsciente e desconectada com o corpo e suas necessidades. Com isso, as refeições são feitas com pressa, sem reservar um período para se alimentar com tranquilidade, e sem se lembrar de tomar água ao longo do dia para se hidratar. Até mesmo momentos agradáveis, como reservar uma noite da semana para desfrutar de um jantar agradável com amigos e familiares, acabam sendo deixados de lado.

“Rever seus hábitos pode ser uma grande oportunidade para refletir sobre a saúde, o cotidiano e as experiências relacionadas à comida”, analisa Sophie Deram, PhD em Nutrição que acaba de lançar o livro “Os 7 pilares da saúde alimentar”. Na publicação, ela ensina a comer de forma saudável sem neura, de maneira simples e didática, com ferramentas práticas que podem ser inseridas na rotina de qualquer pessoa.

Para ajudar os leitores a superar de vez com as dificuldades em manter uma alimentação balanceada e “fazerem as pazes” com a comida, ganhando em saúde, bem-estar e qualidade de vida, Sophie apresenta em sua nova obra os sete pilares para cada um ressignificar sua relação com o alimento, deixando de lado as “dietas da moda” e os ultrapassados cardápios restritivos. Confira:

Faça as pazes com o seu corpo

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Sophie explica que é muito importante aceitar o próprio corpo para conseguir mudar os hábitos alimentares. Na visão de Sophie, essa transformação só acontece quando se está mais em paz consigo mesmo, pois a saúde não pode ser mensurada em quantos quilos alguém pesa, ou por meio de um comparativo em relação a um outro indivíduo. “As pessoas não podem deixar, por exemplo, de praticar algum esporte ou atividade de lazer porque se incomodam com o próprio corpo. Assumir seu corpo é o primeiro passo para ser bem resolvido e deixar de lado a culpa e a não-aceitação”, ensina. Para a especialista, conectar-se com o organismo é essencial para escutar os sinais enviados por ele- como o cansaço, a fome, a saciedade ou a sede. “Seu corpo é a sua casa, o veículo que leva você aonde quiser ir. Ou seja, sua companhia em todas as ocasiões. Por isso, é fundamental cuidar bem dele”, afirma.

Cuide do seu cérebro; ele controla tudo

O cérebro é o “chefe” do seu corpo. A partir dessa premissa, Sophie esclarece que o estresse do indivíduo aumenta quando ele força o seu organismo a procurar um caminho “não correto”, como a privação de se alimentar em meio à fome. Mesmo assim, muitos insistem em buscar dietas radicais que, para piorar, afetam a autoestima e a confiança. “O cérebro tem memória. Por esse motivo, ele passa a não permitir, a partir de um momento, que a pessoa suporte às restrições depois de algum tempo de dieta. Por isso, cada indivíduo deve desenvolver habilidades para lidar com as emoções. Sabe o que (o cérebro) mais quer? Saúde, bem-estar e paz”, completa a nutricionista.

Pense sustentável; não tenha pressa

O lema “foco, força e fé” tem sido propagado em vários lugares pela indústria do emagrecimento como forma de vender alimentos, dietas e suplementos milagrosos que proporcionem perda rápida do peso não sustentáveis. No entanto, o caminho para alcançar esta meta e, ao mesmo tempo, manter a saúde vai muito mais além, detalha Sophie. “Não acredite em dietas instantâneas, pois não existe nenhum cardápio ou alimento milagroso. Mudanças drásticas não costumam levar a resultados sustentáveis”, alerta. A especialista salienta que emagrecer de forma saudável e duradoura faz parte de um processo de entendimento com seu corpo, e de como ele funciona. A partir daí, é possível traçar metas realistas para perda de peso e mudança de hábitos. “É muito importante dar tempo para o corpo se adaptar às novidades. É possível que se enfrente frustrações e tenha um sentimento de desânimo. É importante estar preparado para isso, e ter paciência com o nosso corpo e a nossa mente quando se fala de perda de peso”, avalia.

Respeite sua fome e viva no presente

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O costume de seguir de forma rígida as regras de alimentação – como comer a cada três horas – confunde a comunicação entre o cérebro e o corpo. A especialista alerta que essa prática atrapalha a percepção de saciedade e fome. “Não sabemos mais se estamos comendo ou deixando de comer porque ouvimos ou lemos por aí que essa é a coisa certa a fazer, ou porque o corpo está pedindo. Passamos a nos alimentar de forma automatizada”, diz. Sophie orienta que é preciso prestar atenção no que se sente na hora de comer, pois pode ser fome de fato, ou só uma vontade de determinado alimento ou até um impulso para aplacar alguma emoção. Para ela, o cérebro da pessoa fica ainda mais “obcecado” por comer à medida em que se faz mais dietas. Consequentemente, há mais risco de desenvolver o que ela chama de “fome emocional”. “A pessoa acaba comendo por outros motivos, como a tristeza, a ansiedade e até mesmo o tédio. Ou seja, não é por fome de verdade ou por vontade. Isso sim leva ao ganho de peso”, afirma a especialista. Sophie enfatiza ainda que o indivíduo precisa se sentir nutrido, saborear e prestar atenção na comida consumida. “É algo importante , pois esse momento precisa ser vivido em paz e porque não com alegria e bem-estar.”

Coma melhor, não menos! Faça as pazes com os alimentos

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Ao se alimentar, não é necessário se preocupar em contar calorias, ou se culpar por repetir o prato. Além disso, a PhD em Nutrição também defende que não existe alimento bom ou ruim. Ela sugere para a pessoa não se importar tanto com as propriedades nutricionais dos alimentos ou se os mesmos engordam ou fazem mal à saúde. “Não se deveria deixar de comer alguma coisa por medo de engordar ou pela culpa. A sugestão é comer de tudo, mas não tudo! É preciso incluir mais alimentos de origem natural, mais comida fresca e caseira, com bastante variedade e qualidade”, pondera. Sophie ressalta que o indivíduo pode se permitir experimentar novos sabores, fazendo um “mix” de alimentos saudáveis, mas sem deixar de fora o que gosta de comer. A ideia do prato colorido é interessante para uma boa alimentação.

Alimente-se de outras energias

Descobrir fontes de prazer que proporcionem bem-estar e ajudem a desviar o foco da comida durante a rotina também é uma excelente pedida, na avaliação da especialista. Sophie ensina que é necessário conciliar exercícios físicos, uma boa alimentação e uma boa noite de sono. “Pergunte a si mesmo se há a sensação de cansaço durante o dia, ou se não seria interessante começar algum tipo de atividade que ajude a relaxar e conectar-se consigo mesmo”, sugere. Para a especialista, movimentar o corpo é a chave para ter mais disposição no dia a dia e melhorar a saúde.

Cozinhe e celebre a comida

Foto: Meetcaregivers

Ganhar qualidade na alimentação é algo muito possível quando se prepara uma comida mais caseira. Sophie detalha que envolver-se em cada etapa desse verdadeiro ritual é uma opção para reinventar sua relação com a comida. Para isso, a pessoa precisa se dedicar desde a compra dos ingredientes até o momento de se sentar à mesa. “Assim, a pessoa tende a comer mais alimentos frescos e menos industrializados, e também ganha autoconfiança e autoconhecimento”, avalia. Sophie diz ainda que cozinhar é uma ótima maneira de fortalecer os vínculos familiares e sociais, e fazer as refeições juntos podem ajudar a comer melhor, e porque não, mais devagar a ponto de saborear o alimento. “O indivíduo passa a prestar mais atenção nas sensações de fome e saciedade”, conta. A especialista sugere ainda para a pessoa se planejar no dia a dia e, dessa forma, entrar nessa dinâmica regular de ir para a cozinha preparar aquilo que come. “A relação com o alimento se transformará por completo, de forma muito positiva. É comprovado que quem cozinha se alimenta melhor, com itens mais saudáveis por serem feitos em casa, e acaba saboreando e tendo mais prazer com cada refeição”.

Fonte: Sophie Deram é autora do livro “O Peso das Dietas”, é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim no laboratório de Neurociências.

Livros para dominar o universo dos vinhos, do básico ao expert

Campanha especial da Disal traz títulos com desconto sobre a história, os segredos e as possibilidades de uma das bebidas mais populares do mundo

Existem livros que se aproximam tanto da história que contam que parecem carregar aromas, texturas e sabores, despertando no leitor uma série de sensações. Quando o assunto é gastronomia ou bebidas, a experiência fica ainda melhor. No caso dos vinhos, que representam um universo de tipos, safras e combinações, as descobertas nunca terminam. Por isso, a Disal preparou uma seleção especial que contempla desde os que ainda não entendem nada do assunto até quem já tem um pouco mais de experiência.

A campanha é especial porque, ainda que pareça algo simples, uma taça de vinho contém mais do que apenas a bebida. Traz uvas de diversos lugares, um processo intenso de fabricação, lembranças adormecidas com o tempo e, ainda mais importante, benefícios para saúde.

A Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial indica que o vinho tinto é rico em polifenóis e essa substância, encontrada na casca da uva, inibe a formação de placas de gordura no sangue e de trombos, responsáveis por infarto e AVC. Além disso, duas taças da bebida por dia podem reduzir em até 20% o risco de doenças cardíacas.

Para os apaixonados, o vinho também tem alguns benefícios. Uma pesquisa feita na Nova Zelândia pela Universidade de Otago, revelou que casais que reservam um tempo para tomarem uma taça de vinho juntos são mais felizes do que aqueles que não têm esse costume.

Agora, pegue a sua melhor taça para degustar um bom vinho enquanto confere os títulos disponíveis na campanha especial da Disal:

Expert em vinhos em 24 horas – Jancis Robson
Jancis Robinson explica de forma didática e prática como escolher um bom vinho. Sugere maneiras de fazer uma degustação com os amigos afinal, a melhor maneira de curtir uma bela garrafa é na companhia de quem se gosta. Na obra há 10 dicas para escolher a garrafa certa, quanto deve-se pagar por cada uma e como combinar vinho e comida.

Viagens, vinhos, histórias – Milton Mira de Assumpção Filho
O objetivo desta obra é mostrar: como programar e visitar regiões vinícolas, mesmo não sendo um grande especialista em vinhos. O conceito básico deste guia é oferecer ao leitor recomendações e sugestões, para que possa programar melhor suas viagens para as regiões vinícolas em vários países, mesmo sendo um simples apreciador de vinhos.

Os segredos do vinho – Para iniciantes e iniciados – José Osvaldo Albano do Amarante
Este é o mais completo livro sobre vinhos já escrito no Brasil. Além de fornecer ao leitor todas as dicas para que ele compre, armazene e consuma seus vinhos de forma correta, harmonizando-os com todos os tipos de comida, a obra – agora em edição revista, atualizada e ampliada – explica a arte da produção de vinhos e traz informações detalhadas sobre os principais países produtores. Inclui tabela das melhores safras do mundo.

Vinho Branco: O prazer é todo seu – Sérgio Inglez de Sousa
Seguindo o roteiro de degustação elaborado pelo enófilo Sérgio Inglez de Sousa, qualquer pessoa vai saber exatamente o que apreciar no vinho e como anotar suas impressões nas 100 fichas de degustação, que fazem parte do livro, bem como terá à disposição um roteiro completo para a degustação, tudo o que é necessário para entender as informações contidas nos rótulos e os detalhes que permitem apreciar as qualidades do vinho branco.

Informações: Disal Distribuidora

Transplante de fezes pode ser o recomeço de uma vida

Procedimento, que consiste em colonizar novamente o organismo com bactérias saudáveis, traz mais qualidade de vida para autistas, depressivos e pessoas que tiveram a microbiota intestinal destruída pelo uso excessivo de antibióticos

O transplante de fezes é um dos assuntos abordados pelo farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em microbiologia, Alessandro Silveira, em seu livro “O lado bom das bactérias – O poder invisível que fortalece sua defesa natural para ter uma vida mais feliz e longeva”, recém-lançado pela Editora Gente. Trata-se de intervenção externa empregada em casos específicos, por exemplo, quando o uso recorrente de antibióticos causou estragos permanentes às bactérias do intestino de um indivíduo. “A premissa do transplante de fezes é retirar todas aquelas bactérias prejudiciais e fazer uma nova colonização com a microbiota boa”, explica Silveira.

É preciso, antes de tudo, conforme diz Silveira, esclarecer a importância das bactérias boas presentes no organismo humano para o bom funcionamento do sistema imunológico. A microbiota intestinal, especificamente, é a responsável por formar uma barreira no órgão, que impedirá a ação de microrganismos nocivos capazes de gerar inflamações e doenças.

A alimentação saudável – restringindo industrializados e ultraprocessados, ricos em açúcar – é um dos fatores chave para alimentar as bactérias boas do organismo, que contribuem para a promoção de saúde. Entretanto, alimentar-se de maneira adequada e mudar o estilo de vida (ter bom sono, praticar exercícios físicos, evitar estresse etc.) exige mudança de hábitos e leva algum tempo para que ocorra a colonização por bactérias adequadas. Nesses casos o transplante de fezes é uma boa opção.

Antes de tudo, para realizar o procedimento, é necessário encontrar um doador. Ele precisa ter um perfil bacteriano específico. Não à toa, o mais comum é escolher familiares pois são pessoas cujo histórico de vida é conhecido ficando mais fácil atestar saúde. Mesmo assim, é preciso provar que tem a microbiota saudável. Se nasceu de cesárea ou parto normal, qual a dieta alimentar, o histórico de doenças, se exames detectaram hepatite, HIV, rotavírus, giardia e outras parasitoses, tudo isso será levado em conta para classificar a pessoa como um doador.

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O procedimento, apesar de simples, só pode ser realizado após indicação clínica e sob supervisão médica direta. Um dos modos de fazer o transplante é por meio de uma colonoscopia: as fezes do doador (preparadas por um microbiologista) são colocadas em um mixer e diluídas no soro e posteriormente borrifadas, por meio de uma seringa, nos intestinos grosso e delgado durante 30 minutos. Silveira informa que o procedimento apresenta resultados instantâneos.

Até por isso já é usado em muitos países como coadjuvante no tratamento de diversas doenças tais como obesidade, doenças crônicas, depressão, TDAH, autismo e obesidade, Na Europa, por exemplo, alguns consórcios já trabalham com banco de fezes. Por sua vez, no Brasil, este procedimento é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas para tratamento de infecção por Clostridioides difficile, bactéria responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa.

Entusiasta do transplante de fezes, Silveira defende o uso do procedimento no Brasil para tratamento de outras doenças, além das causadas pela Clostridioides difficile, assim como ocorre na Europa, por exemplo. Isso seria simples de ocorrer, desde que houvesse uma forte regulamentação, obedecendo critérios rigorosos para a seleção dos doadores. “Para doar sangue é preciso, inicialmente, responder um longo questionário e, depois de aprovado, passar por exames de sangue. Por que não podemos ter um protocolo semelhante para o transplante de fezes?”, indaga.

Silveira explica que, mesmo não sendo regulamentado pela Anvisa, o transplante de fezes não é proibido no Brasil, desde que seja recomendado e avalizado por um médico. O profissional conhece algumas pessoas que fizeram e obtiveram bons resultados com o procedimento. É o caso de um amigo médico neurologista, que já defendia a utilização do intestino como ferramenta de intervenção para problemas neurológicos, e decidiu avaliar os benefícios do transplante de fezes em si próprio, com o aval de seu gastroenterologista.

O neurologista apresentava sintomas relacionados a uma microbiota doente, tais como insônia, TDAH, síndrome intestino irritável e resistência insulínica – apesar de não ser diabético, sua glicose em jejum era alta. Fez inúmeras tentativas para diminuir a inflamação intestinal, tais como a prática de atividade física e a ingestão de alimentos probióticos e prebióticos, nenhuma intervenção foi bem-sucedida.

Sabia que o seu problema era o microbioma, porque o seu histórico de vida apontava para isso. Seu parto fora realizado por cesárea, na infância havia consumido muitos antibióticos para combater constantes inflamações de ouvido e seus refluxos foram sempre combatidos por altas doses de Omeprazol. Tudo isso fez o neurologista optar pelo transplante de fezes, que resultou, segundo ele, em uma inversão inacreditável de seu microbioma. Além da inflamação diminuir, seu intestino começou a funcionar normalmente, o sono melhorou, a glicose voltou o lugar e sua mente ficou mais focada.

Não obstante os ótimos resultados, Silveira pondera que o transplante de fezes não pode ser visto como uma salvação milagrosa. Conforme o autor do livro “O lado bom das bactérias”, o procedimento funciona como se a pessoa estivesse reiniciando o sistema operacional do computador. “A transferência de bactérias vivas traz um resultado efetivo, mas fugaz. Trata-se de uma estratégia para ser empregada em momentos pontuais, mas não se pode e nem deve depender dela para uma vida mais saudável”, afirma. Nesse sentido, o procedimento é uma nova chance para rever e mudar os hábitos cotidianos. “Somente adotando um estilo de vida mais saudável será possível obter resultados duradouros”, garante.

Sobre Alessandro Silveira

Graduado em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Ciência Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-doutor em Análises Clínicas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Atualmente é professor titular de Microbiologia Clínica para os cursos de Medicina, Farmácia e Biomedicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), em Santa Catarina.

Desempenha, ainda pela FURB, as funções de consultor técnico de Microbiologia Clínica e Bacteriologia Clínica e coordenador do curso de Especialização em Bacteriologia Clínica. Atua também como coordenador de Microbiologia Clínica da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), gestor da Microbiologia do Ghanem Laboratório de Joinville e consultor de Microbiologia Clínica e Molecular na DASA. Suas linhas de pesquisa incluem a análise metagemônica do microbioma intestinal e a detecção da diminuição da susceptibilidade de Staphylococcus aureus à vancomicina.

O lado bom das bactérias
Autor: Alessandro Silveira
Subtítulo: O poder invisível que fortalece sua defesa natural para uma vida mais feliz e longeva
Formato: 16cmx23cm
Editora: Gente
Páginas: 192
Preço de capa: R$ 44,90

Dor nas costas: e-book gratuito explica tudo sobre o tema

A Cobra Reumatologia, em parceria com a editora KPMO Cultura e Arte, lança e-book gratuito e exclusivo com informações completas sobre todos os tipos de dores que podem acometer a coluna, fator estimado pela OMS como um dos mais incapacitantes do planeta

A Cobra Reumatologia, referência há mais de 75 anos no tratamento de doenças reumáticas, em conjunto com a editora KPMO Cultura e Arte, lançam o e-book exclusivo e gratuito “Dor nas costas”.

O livro organizado pela editora, faz parte da Coleção Cobra Reumatologia, uma série de produções que visa distribuir conteúdos confiáveis na área da saúde, diante de uma nova era que por vezes não se atenta à veracidade da informação.

Com uma narrativa bastante didática, a autora, doutora Luiza Fuoco – especialista da clínica e membro da comissão de Artrite Psoriásica na Sociedade Brasileira de Reumatologia, apresenta todas as partes da coluna, os níveis de preocupação que os leitores devem ter em relação as dores nas costas, bem como as causas mais comuns de dores agudas e crônicas, entre outros pontos importantes que devem ser levados em consideração para se compreender a problemática.

O e-book também faz uma ampla análise sobre os diagnósticos e tratamentos – para cada tipo de dor, e outros pontos muito importantes, e pouco comentados, tais como; quais especialidades médicas estão envolvidas, cuidados com rotina, avaliação, medicamentos e cirurgias.

Ainda, a abordagem permeia no processo de decisão do profissional, em relação a como ele poderá saber o que há de errado em apenas uma consulta. E para os leigos, a autora não deixa de falar sobre quais medidas tomar para que não tenha mais dores na coluna e também reponde às dúvidas comuns.

Na maioria das vezes, a dor surge de uma causa benigna, atribuída à contratura muscular (dor miofascial) secundária ao estresse físico do dia a dia, a postura inadequada, principalmente relacionada à ocupação do paciente, e a baixa qualidade do sono. Nessas situações, medicações para dor (analgésico, anti-inflamatório ou relaxante muscular), costumam melhorar as dores, assim como repouso ou calor local. Mas se mesmo com essas medidas as dores persistirem por cerca de 4 semanas, temos um sinal de atenção, que pode indicar que o caso é mais grave e exige uma analgesia mais potente para que o paciente saia da crise. – doutora Luiza Fouco (e-book Dor nas Costas)

O e-book está disponível no site da clínica.

Sobre a autora:

Especialista da Cobra Reumatologia, graduada em medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005), Luiza Fuoco da Rocha tem especialização em Clínica Médica (UFRJ) e Reumatologia (USP). É doutora pela Faculdade de Medicina da USP, tendo defendido a tese: “Tradução e Validação do Questionário de Avaliação de Qualidade de Vida em Esclerose Sistêmica” (2013). Também faz parte da comissão de Artrite Psoriásica na Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Especialista apresenta curiosidades sobre a bebida mais querida do mundo

Uma boa xícara de café pode ser preparada por diversos métodos. Se você tem esta bebida como a sua favorita, vale a pena conhecer as curiosidades sobre o assunto. Aliás, você sabia que o café é a segunda bebida mais consumida no mundo, ficando somente atrás da água?

Ontem, 14 de abril, foi o Dia Mundial do Café, e o especialista Ensei Neto, autor do livro Receitinhas para você – Café (Sesi-SP Editora), apresenta cinco importantes dicas aos apreciadores de um bom cafezinho, mas que valem para o ano todo. Afinal, qual o melhor café? Qual a melhor forma para apreciá-lo?

Adoçar ou não adoçar?

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Um bom café é resultado da colheita de frutas maduras, portanto, ele deve ser naturalmente adocicado. Se há certeza sobre a boa qualidade do café, tente adoçar cada vez menos. O açúcar e os adoçantes, em geral, modificam o sabor original de qualquer bebida, inclusive do café. Entretanto, se a preferência é pelos cafés tradicionais e extrafortes, o açúcar minimiza o amargo medicinal.

Torrado em grãos ou moído?

O ideal é moer os grãos no momento em que o café é preparado. Uma vez moído, as partículas se oxidam mais facilmente, tornando o café menos saboroso, se tiver a torra muito intensa ou escura. Caso você não tenha um moedor em casa, compre o seu café predileto em menor quantidade.

Café se bebe apenas quente?

Um bom café fica melhor quando esfria. Na verdade, percebe-se melhor os sabores quando uma bebida ou comida fica morna, próximo à temperatura do corpo. E nada de garrafa térmica. É melhor que o café esfrie lentamente em um jarro, pois, se estiver quente em uma garrafa térmica, a bebida se oxida mais rapidamente, tornando-se menos saborosa.

Como conservar?

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A melhor maneira de conservar o café, principalmente se ele for torrado e moído, é em local fresco e seco, sempre com a embalagem bem fechada. Fácil e prático.

Explore o desconhecido

Vale a pena experimentar café de diferentes origens ou produtores. Assim com o vinho, a produção do café é muito influenciada pelo clima, fazendo com que a bebida seja diferente a cada safra. Aproveite este dia para apreciar um bom café!

Sobre a obra e o autor

Todas estas dicas estão no livro Receitinhas para você – Café, que apresenta ainda informações importantes como: a seleção e o manejo, os sabores e os aromas, e a torra do café. Deliciosas e práticas receitas também integram esta obra.

No mundo do café há 30 anos, além de autor do livro Receitinhas para você – Café, Ensei Neto realiza consultoria na área de bebidas e alimentos, ministra cursos e treinamentos em análise sensorial de bebidas e alimentos, ciência da torra do café e processos industriais.

Título: Receitinhas para você – Café
Autor: Ensei Neto
Editora: Sesi-SP Editora
Ano: 2018
Páginas: 112

Fundação Dom Cabral e Hype50+ lançam estudo sobre impacto da longevidade na sociedade brasileira

Para investigar os múltiplos impactos sociais da extensão de vida do brasileiro, o FDC Longevidade – projeto desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC) com apoio técnico da Hype50+ e patrocínio da Unimed-BH – lança o TrendBook Sociedade.

Quais são as 10 profissões do futuro quando pensamos na longevidade dos brasileiros e na necessidade de criar oportunidades novas de trabalho associadas a novas demandas demográficas? Essa é uma das perguntas respondidas pelo TrendBook Sociedade. Embora as previsões do impacto da longevidade descrevam cenários de 2030 ou 2050, a realidade de 2021 já revela os efeitos do envelhecimento em diversas áreas, inclusive, na atividade profissional.

A carreira que mais cresceu na última década foi a de cuidador de idosos. Em dez anos, o Brasil passou de 5.263 cuidadores (2007) para 34.051, em 2017 – segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No entanto, apesar do crescimento de 547% no número de profissionais, a regulamentação e a velocidade de formação dos cuidadores não acompanham a necessidade de cuidado da população madura. Para  ver todo o estudo, clique aqui. 

A lacuna se repete, também, em outras profissões. Hoje, o Brasil tem um déficit de 28 mil geriatras; em Estados como Acre, Amapá e Roraima, o número de profissionais não passa de cinco, de acordo com dados do Ministério da Saúde e IBGE (PNAD | 2017). O TrendBook Sociedade, um mapeamento que compõe o terceiro eixo do projeto FDC Longevidade – iniciativa da Fundação Dom Cabral (FDC) com apoio técnico da Hype50+ e patrocínio da Unimed-BH – reflete que o descompasso tem uma raiz.

Para surgirem novos profissionais, é preciso uma formação em massa da força de trabalho. A limitação de cursos e grades curriculares, especialmente na área da saúde, que contemplem as necessidades do envelhecimento, é um dos maiores gargalos para atender às demandas do país. Até 2017, por exemplo, apenas duas universidades brasileiras ofereciam uma graduação em Gerontologia, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. 

Em contrapartida, novas profissões nascem para atender às pessoas, mostrando mais uma vez que a sociedade caminha mais rápido que qualquer instituição. Dessa forma, uma carreira inexistente hoje pode ser a dos sonhos de quem prestar vestibular em 2030. O TrendBook Sociedade traz uma lista das 10 profissões ligadas à longevidade populacional. O estudo completo traz, ainda, análises aprofundadas sobre o impacto do envelhecimento populacional na sociedade; os capítulos do estudo investigam dimensões como as novas sociedades envelhecidas; cenários prateados; trabalho e previdência versus extensão da vida; mercado de trabalho; e mapa social da longevidade. Destaque, também, para entrevistas exclusivas com o gerontologista Alexandre Kalache e o economista Roberto Teixeira da Costa, além de artigo de Flávia Ranieri, arquiteta com especialização em Gerontologia, que compõem o conteúdo.

Longevidade: desafios e oportunidades

Foto: Meetcaregivers

De acordo com Michelle Queiroz, professora-associada da FDC e coordenadora do FDC Longevidade, o expressivo aumento da expectativa de vida, considerada uma conquista da humanidade, gera impactos profundos na sociedade que podem, inclusive, serem analisados a partir de inúmeras perspectivas.

“No recorte desta publicação, optamos por priorizar alguns dos principais desafios no campo do etarismo, previdência, trabalho e desigualdade social e, também, trouxemos exemplos de soluções e atores que fazem acontecer dentro deste ecossistema. Apesar de termos capítulos segmentados, facilitando a compreensão dos temas, na vida as linhas que as separam são quase inexistentes. Nossa intenção é descortinar olhares para uma visão integrada das diferentes dimensões de impacto, contribuindo para despertar o valor do engajamento social!”, avalia a especialista.

Segundo Layla Vallias – especialista em Economia Prateada, cofundadora da Hype50+ e Janno, coordenadora do estudo Tsunami Prateado (maior mapeamento brasileiro sobre longevidade) –, a prática de inovação, empreendedorismo e pesquisa de tendências traz o desafio de disseminar entre os gestores de grandes marcas, indústrias e governos dados que comprovam o quanto o envelhecimento da população apresenta oportunidades reais. “A revolução que estamos vivendo nos obriga a revisitar conceitos, quebrar padrões e discutir tabus. Para os mais estratégicos, é nesse oceano azul da longevidade que residem as grandes oportunidades para o futuro”, afirma.

Do ponto de vista do mercado de trabalho à luz da longevidade, a especialista aponta que as perspectivas são igualmente boas. “Todos os mercados e setores de trabalho serão profundamente impactados pelo envelhecimento da população; quem antes observar essa realidade e se preparar para atendê-la, sai na frente. Esse é um caminho sem volta: todos os profissionais, da saúde à hotelaria, da indústria de beleza à moradia deverão ser, necessariamente, profissionais capacitados para a longevidade”, defende.

Para o diretor-presidente da Unimed-BH, Samuel Flam, a longevidade ressignificou a forma como vemos a realidade. “Hoje, não estamos apenas vivendo mais; estamos vivendo com qualidade, mantendo a produtividade e cultivando hábitos saudáveis. Como empresa de saúde, a Unimed Belo Horizonte está atenta a esse cenário e vem contribuindo, há quase 50 anos, para promover mais saúde e qualidade de vida para a população com mais de 60 anos. Afinal, nossa vocação e nosso propósito são cuidar de pessoas. Por isso, para nós, é uma grande honra contribuir com este projeto, capitaneado pela Fundação Dom Cabral, com o objetivo de colocar a longevidade em perspectiva. Conhecer melhor essa geração, da qual faço parte, é fundamental para que possamos, dentro do que é possível, projetar o amanhã. Estamos certos de que esta pesquisa traduz o espírito de nosso tempo e servirá como importante insumo para o futuro”, analisa.

Insights do estudo

| 10 Profissões do futuro para cuidar do envelhecimento

Novas profissões nascem para atender às pessoas, mostrando mais uma vez que a sociedade caminha mais rápido que qualquer instituição. Dessa forma, uma profissão inexistente hoje pode ser a carreira dos sonhos de quem prestar vestibular em 2030. O TrendBook Sociedade traz uma lista das 10 profissões ligadas à longevidade populacional.

  1. Cuidador de Idosos | Responsável por auxiliar nas tarefas domésticas para garantir o bem-estar da pessoa idosa. Higiene pessoal, suporte no cuidado médico e acompanhamento em consultas são atribuições do trabalho.  Média salarial: R$ 1.271,82
  2. Geriatra | Esse profissional é o médico especialista no tratamento de idosos, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da longevidade. Atua ao lado de enfermeiros, fisioterapeutas e educadores físicos. Média salarial: R$ 8.271,27
  3. Gerontólogo| A Gerontologia estuda o processo de envelhecimento pela perspectiva social, psicológica e biológica. Média salarial: R$ 3.793,25
  4. Terapeuta ocupacional | Costuma trabalhar em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), clínicas e hospitais, apoiando os maduros a manter sua autonomia na sua rotina, a partir das habilidades, limitações e reservas de saúde de cada pessoa. Média salarial:  R$ 2.598,45
  5. Conselheiro de aposentadoria |Essa é uma das 10 tendências de profissão do futuro, segundo a Fundação Instituto Administração (FIA). Além do planejamento financeiro, esse profissional apoia na decisão de alternativas de investimento, escolha de plano de saúde, plano de carreira e programação do tempo. Média salarial: Não há.
  6. Consultor de bem-estar para idosos | Interdisciplinar, sem uma formação própria, essa profissão combina conhecimentos diversos de finanças, recursos humanos e até saúde e bem-estar. Pessoas formadas em Gerontologia ou terapia ocupacional podem exercê-la. Média salarial: Não há.
  7. Bioinformacionista | Vindo da Biomedicina, esse profissional combina as informações genéticas com a metodologia clínica para desenvolver medicamentos personalizados cada vez mais eficientes para doenças genéticas. Média salarial: Entre R$ 4 mil e R$ 7 mil.
  8. Cuidador remoto | Conhecido como Walker/Talker, por meio de uma plataforma on-line, essa pessoa é contratada para passar um tempo com os maduros, praticando a escuta ativa e a conversa, para diminuir a solidão e manter ativa sua sociabilidade. Média salarial: Não há.
  9. Curador de memórias pessoais | O trabalho envolve desde a investigação de notícias e biografias para pessoas que perderam a memória até criação de biografias, perfis póstumos, histórias de famílias e empresas. O resultado pode ser entregue na forma de livro, filme ou uma experiência em realidade virtual. Média salarial: Não há, mas o piso cobrado pelo trabalho é de R$ 1 mil.
  10. Especialista em adaptação de casa | Com a tendência de Aging in Place, é cada vez mais necessária a adaptação de casas de família para atender às necessidades dos idosos. As modificações vão do tipo de piso à altura da prateleira, largura dos corredores e adaptação do banheiro. Média salarial: Não há, mas pode ser comparada a de um arquiteto ou gerontólogo.

Trabalho e Previdência Versus Extensão da Vida

Mabel Amber/Pixabay

No capítulo, O Bê-á-Bá da Previdência, o TrendBook Sociedade traz uma análise sobre o sistema previdenciário nacional – um pacto entre gerações no qual trabalhadores de hoje são os responsáveis por custear a aposentadoria daqueles que saíram do mercado de trabalho – e a relação futura com o aumento da longevidade populacional. Em 1980, a proporção era de 9,2 pessoas em idade ativa trabalhando para cada aposentado; em 2060 serão 1,6 trabalhador para cada idoso. Na prática, há grandes desafios no modelo da previdência nacional, sendo o aumento da taxa do envelhecimento um dos principais.

Em entrevista ao estudo, o economista Roberto Teixeira da Costa analisa formas de encarar a aposentadoria e aponta como os brasileiros de diferentes gerações podem se preparar para o futuro. “Acredito que deveríamos criar mecanismos para redistribuição de renda para aposentados; recursos que mitiguem os problemas causados pela desigualdade”, avalia.
Estamos diante de uma condição social inédita. A geração baby boomer é a primeira a ingressar na aposentadoria em uma era em que as pessoas vivem mais de 100 anos.

O estudo analisa as previdências sociais pelo mundo e traz o Índice Global de Pensões, que aponta que muitos países estão promovendo mudanças em direção a sistemas mais sustentáveis. Entre as medidas comuns, aumento da idade para se aposentar; aumento do nível de poupança (dentro e fora dos fundos de pensão); ampliação da cobertura de pensões privadas para toda a força de trabalho, incluindo autônomos e contratados; preservar os fundos de aposentadoria, limitando o acesso aos benefícios antes da idade de aposentadoria; e aumento da confiança de todas as partes interessadas por meio da transparência dos planos de pensão.

As novas sociedades envelhecidas

Free Images

No capítulo, destaque para O Telhado Branco do Mundo que analisa A Década do Envelhecimento Saudável – parte da Estratégia Global sobre o Envelhecimento e a Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS). O documento recomenda que até 2030 seja conduzido um plano de colaboração combinada, catalítica e sustentada em prol da temática. Um alerta pertinente recai para a questão de gênero. As mulheres costumam viver mais do que os homens; em 2017, elas eram 64% da população mundial 60+, sendo que 61% tinham mais de 80 anos.

As que nascerem entre 2020 e 2030 terão uma expectativa de vida de três anos a mais do que os homens nascidos no mesmo período. Entretanto, o estudo mostra que as mulheres maduras são mais pobres; têm menos economias e ativos que os homens por conta de uma jornada de vida de discriminação – algo que afeta a equidade de oportunidades.

Entre os países que integram a Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), a pensão paga às mulheres é, em média, 27% menor do que a dos homens. As maduras estão, em algumas partes do mundo, entre as mais vulneráveis à pobreza e em desvantagem quando o assunto abarca propriedades e heranças de terras. Por conta das barreiras educacionais, as mulheres são desproporcionalmente afetadas pela automação das funções, pelas mudanças tecnológicas e pela inteligência artificial. A força de trabalho feminina compõe o maior número de cuidadores não remunerados, incluindo o setor informal.

Preconceito contra um futuro longevo

O ageísmo está dentro de casa, nas ruas e nas empresas. Na pandemia, o grupo de 60+ foi o mais atingido pelo desemprego: mais de 1,3 milhão de pessoas com sessenta anos ou mais deixaram de trabalhar ou de procurar emprego, o que representa 64% dos brasileiros sem uma colocação profissional. Para a geriatra Karla Giacomin, vice-presidente do Centro de Longevidade Internacional-Brasil (ILC-Brazil), a invisibilidade no processo do envelhecimento e dos direitos relacionados à velhice prejudica a inclusão do tema nas pautas políticas.

Preparar o mundo para o envelhecimento

Foto: MedicalNewsToday

Cresce o número de cidadãos acima de 60 anos nas zonas urbanas do mundo; os governantes precisam levar em consideração as necessidades e demandas dessa população prateada. O estudo mostra que o número de pessoas 60+ irá crescer 16 vezes até 2050. Para auxiliar governos e países a criarem um ambiente age-friendly, a OMS criou um guia com diretrizes de como transformar cidades em espaços onde pessoas de todas as idades possam viver de forma saudável. O TrendBook Sociedade analisa as recomendações nos tópicos Engajamento social, Serviços municipais e Infraestrutura.

Cada vez mais sozinhos. No Brasil, já são mais de 4 milhões de 60+ que vivem sozinhos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); na cidade de São Paulo, dos mais de 1,8 milhão de idosos, 290.771 (16%) vivem sozinhos; desses, 22.680 têm mais de 90 anos. O estudo traz um mapa, por Estado, dos sessenta mais que residem sozinhos.

Cenários prateados

Na análise, iniciativas em vários países que mostram a adaptação das sociedades à conquista da longevidade. Prédios públicos, transporte, moradia, participação social, trabalho e engajamento cívico, comunicação e informação. Além disso, traz um ranking das melhores cidades brasileiras para viver após os sessenta anos: São Caetano do Sul, São Paulo (longevidade e bem-estar); São Paulo, capital (finanças); Atibaia, São Paulo (habitação); Birigui, São Paulo (educação e trabalho); Caraguatatuba, São Paulo (cultura e engajamento); Brusque, Santa Catarina (qualidade de vida); e Campo Largo, Paraná (cuidados com a saúde).

Ecossistema social da longevidade

Na análise, iniciativas de governos, empresas, sociedade civil, coletivos e indivíduos têm apoiado o envelhecimento do país em prol da qualidade de vida dos sessenta mais.
Embora as iniciativas sejam pontuais e muito associadas à saúde, despontam ações que ampliam o repertório governamental para abarcar setores como cultura, lazer e habitação. Por outro lado, a sociedade civil se mobiliza com iniciativas criativas para combater uma ameaça da longevidade, sobretudo em tempos de pandemia: a solidão. Incluir o idoso na ágora pública tende a ser a resposta dada por muitas das iniciativas, tanto governamentais quanto da sociedade civil.

Um aspecto interessante trazido pelo inusitado contexto de distanciamento social foi a nova dimensão de compreensão social do papel e dos desafios enfrentados pelos mais velhos na sociedade. De invisíveis, eles passaram a ser vistos como um grupo de risco que deveria ser protegido. Nesse cenário, muitos cidadãos decidiram conduzir iniciativas para combater o isolamento e o etarismo; ações para incluir os longevos de maneiras possíveis e seguras. Surgindo a partir do interesse de um indivíduo, de uma família, de uma comunidade, de uma universidade, de uma empresa ou até de uma rede internacional. O estudo traz iniciativas brasileiras como a Vila do Idoso (São Paulo); SESC (atividades culturais e esportivas); Governo da Paraíba (moradia); Brasília, Distrito Federal (Sua Vida Vale Muito); Me pede que eu canto (Rio de Janeiro, iniciativa da sociedade civil); Meninas de Sinhá (Belo Horizonte, Minas Gerais), entre outros. No Mapa Social da Longevidade, perfis de pessoas que estão transformando a forma de envelhecer no país.

Fonte: Hype50+

Em novo livro, Padre Fábio de Melo fala sobre viver e morrer

Em novo livro “A hora da essência”, ele analisa a importância de se reconciliar com si mesmo e valorizar a vida antes que seja tarde demais

Analisar a vida, a partir da perspectiva da morte, é o tema do novo livro do Padre Fábio de Melo. Publicado pela Editora Planeta, A hora da Essência sugere a importância de cuidar de si mesmo em toda a existência, e não somente quando se está prestes a morrer.

As reflexões surgem por meio da comovente história de uma paciente com câncer, Sofia, e suas conversas com uma das enfermeiras, Ana. Mesmo de férias, esta decide cuidar da recém-chegada ao hospital para tratamento, com um fim anunciado pelo diagnóstico médico. A partir deste encontro, entre sorrisos e lágrimas, uma nova perspectiva se apresenta para a paciente.

As mãos de Ana dançam delicadamente sobre a minha cabeça. O carinho me devolve ao tempo em que me deitava no colo de meu pai. Ele tinha o hábito de fazer carinho em mim, assim como agora Ana o faz. A ternura dos gestos ultrapassa o corpo que recebe. É na alma que ele derrama seus melhores efeitos. A mão que afaga acorda o que em mim é imaterial. (A hora da essência, p. 45)

A partir da percepção de Sofia sobre seu estado de saúde, a relação com a enfermeira e os diálogos entre as protagonistas, a narrativa aprofunda questões que antecedem a doença. Ao longo do livro, a paciente-narradora resgata também as dolorosas recordações sobre as escolhas feitas, principalmente em torno do filho e o abandono do ex-marido.

A hora da essência é prefaciada pela médica e também escritora Ana Cláudia Quintana Arantes, a quem o padre dedica a obra. Autora do best-seller A morte é um dia que vale a pena viver, Ana afirma que, diante da morte, não é possível viver a partir de teorias. “A verdade não é uma teoria, é uma experiência”. Tanto é que Sofia, antes de morrer, toma atitudes para recuperar o que havia deixado para trás.

De vez em quando a vida nos surpreende em absoluto desgoverno. Tudo fora, alheio, exilado. Mas há outros momentos em que nos surpreende em absoluta concordância. Tudo dentro, consciente e reconciliado. A hora da essência talvez seja isso. O turno da vida em que a liturgia das horas nos põe num caminho só: o que nos faz chegar a nós mesmos. (A hora da essência, p. 87)

Sinopse

A hora da essência relata a conversa de duas mulheres, uma delas em vias de morrer. Por meio da conversa entre as duas, padre Fábio propõe uma análise sobre a vida, o que podemos fazer para viver melhor e como é viver a essência – não deixando para cuidar da vida só às vésperas de morrer. Uma das mulheres descobre um câncer incurável, é hospitalizada e, no hospital, conhece uma enfermeira com quem conversa sobre a sua vida, escolhas, etc. Ainda antes de morrer, toma atitudes para recuperar o que havia deixado para trás ou perdido..

Sobre o autor

Foto: Kleber-Alepereira

Padre Fábio de Melo é mineiro da cidade de Formiga, graduado em Filosofia e Teologia, pós-graduado em Educação e mestre em Teologia Sistemática. Ele se dedica ao trabalho de evangelização pela arte em diversas áreas de atuação: padre, professor universitário, escritor, cantor e compositor. É autor de vários livros, entre eles: Tempo de Esperas, Orfandades, É sagrado viver, Quem me roubou

A hora da essência
Autor: Padre Fábio de Melo
Editora: Planeta
Páginas: 264 páginas
Formato: 16×23 brochura
Preço: R$ 54,90
Link de pré-venda: Livrarias Curitiba

Pãodemia: criatividade e sabor sem sair de casa – e-book ensina a fazer pães coloridos

A jornalista e padeira Camila Ribeiro lança, pela plataforma digital do Atelier Gourmand, o e-book que ensina a fazer pães artesanais coloridos

Durante a quarentena, a busca pelo termo “como fazer pão” teve um aumento de 72%. Inspirados por ter mais tempo em casa, muita gente resolveu botar a mão na massa de verdade. Para alguns, a incursão se tornou um hobby de fim de semana; outros, vestiram a camisa de ‘padeiro’ e se aventuraram pelas receitas, passando a vender pão por aí. Esses comportamentos deram origem a uma verdadeira “pãodemia”.

Na percepção da jornalista e padeira Camila Ribeiro, o produto sempre encantou a humanidade e foi ganhando características próprias a cada contexto social. Hoje, por exemplo, nada mais contemporâneo do que os pães coloridos e saudáveis – tema do e-book que ela está lançando pela plataforma digital do Atelier Gourmand.

“A mistura de água e farinha resulta em um dos alimentos mais antigos do mundo: o pão. E é algo unânime por aí: todo mundo gosta de pão. Nem por isso ele tem de ser consumido sempre da mesma maneira. Dá para criar infinitas receitas e experimentar adicionar ingredientes, como vegetais e frutas, para dar mais cor e sabor aos pães de todo dia. Pensando nisso, elaborei receitas de pães coloridos, em formatos diferentes, rústicos, feitos com fermento natural. As possibilidades são infinitas”, afirma Camila, acrescentando que quem entrou nessa onda de fazer pão em casa admite que virou mais do que um bom negócio, mas uma terapia também.

No e-book, suco de beterraba, pó de cacau, purê de cenoura e uma colher de spirulina se tornam ingredientes para belas e saudáveis receitas. Camila – autora do perfil Bread Social Club – traz 18 receitas de pães de levain coloridos naturalmente. Camila conheceu os pães de fermentação natural em 2018, mas só no ano seguinte começou a fazê-los em casa para os amigos.

Desde então, prepara pães e pizzas por encomenda, além de outras experiências com levain. Em 2019, criou o perfil @breadsocialclub no Instagram, como um lugar para #breadlovers de verdade. A proposta é conectar pessoas por meio do pão artesanal e ser um laboratório de pães de levain. Foi assim que surgiu a ideia dos pães coloridos. É pão sempre, mas com algo diferente. Cada combinação, uma paleta de cores e de sabores. Dos ingredientes naturais aos artificiais, contando os prós e os contras de cada um e ainda um capítulo inteiro dedicado a dobras e modos de servir, combinando cores, texturas e sabores. Assista ao vídeo de uma das receitas do e-book: Pão de levain e cenoura, do Bread Social Club.

Pães Coloridos
Total de Receitas: 49
Páginas: 105
Preço do e-book: R$ 24
Instagram: @breadsocialclub

Informações: Tá Na Mesa

Biografia mais importante do The Doors honra os 50 anos da morte de Jim Morrison

50 anos após sua morte, a Editora Belas Letras publica a biografia definitiva que revela Jim Morrison em toda a sua complexidade: cantor, filósofo, poeta, delinquente.

O kit exclusivo de colecionador vem com 1 livro “Jim Morrison – Ninguém sai vivo daqui”, com mais de 400 páginas + 1 marcador de páginas personalizado + 1 adesivo do The Doors + 1 Paper Morrison para montar em casa. Os kits são limitados, por isso ficam disponíveis na loja virtual apenas enquanto durar o estoque. Os envios começam no dia 15 de fevereiro.

O livro que inspirou o filme de Oliver Stone (1991) é a biografia mais cultuada de todos os tempos sobre o The Doors e também foi a primeira a ser escrita, publicada originalmente em 1980. “Ninguém sai vivo daqui” se tornou best seller nos Estados Unidos, com mais de 2 milhões de exemplares vendidos. E foi a partir desse livro que o mercado editorial adotou o rock como uma categoria literária.

A biografia foi escrita por Danny Sugerman, um dos confidentes e assessores dos Doors que conseguiu um emprego no escritório da banda aos 13 anos para responder carta de fãs e compartilhou da intimidade de Jim Morrison como poucos – a ponto de o próprio Jim tê-lo incentivado a escrever sobre música.

Jim Morrison protagonizou uma das histórias mais emblemáticas do rock, uma tragédia moderna que o elevou à condição de lenda. Carismático, brilhante, genial e genioso, Jim rejeitou todas as formas de autoridade e, como um explorador obcecado, testou “os limites da realidade para ver o que aconteceria”. Morrison morreu aos 27 anos, o que fez dele mais uma lenda do maldito Clube dos 27.

Sex symbol dos anos 60, o Rei Lagarto, como ele próprio se definia por ser fascinado pelos répteis e pelo xamanismo, cantava como se fizesse um ritual. Para ele, música era mágica, performance era adoração e ritmo podia libertar. Cantor, filósofo, poeta e delinquente, Morrison tinha um jeito tão único de ver o mundo que criou seu próprio gênero musical, para além do rock’n’roll. Consegue escutar daí o som marcante dos teclados dos Doors?

“A biografia mais importante do The Doors, que serviu de inspiração para o aclamado filme de Oliver Stone de 1991.”  Rolling Stone

“O melhor livro já escrito sobre o The Doors.”   André Barcinski, Folha de S.Paulo

“Um livro que todo fã (novo ou velho) do The Doors deve ler, repleto de revelações picantes, memórias agridoces e uma investigação exaustiva sobre a morte bizarra de Morrison.” – Los Angeles Times

“Brilhante… um relato intensamente vívido e selvagemente cativante de uma breve vida, desfrutada no limite; na verdade, sem limites… Uma viagem feroz ao lado sombrio da humanidade. É um livro bem elaborado, feito com o tipo de perfeição muscular que Jim Morrison teria apreciado. Leia.” – Kicks

Jim Morrison – Ninguém sai vivo daqui
Autores: Jerry Hopkins e Danny Sugerman
Tradução: Renato Rezende
Editora: Belas Letras
Páginas: 440
Formato: 15,5 cm x 22,5 cm
Peso: 0,5 kg
Preço de capa: R$ 84,90

Marquinhos Gabanini ensina poderes da mente no livro “O Movimento no Caminho do Equilíbrio”

Em tempos em que a saúde mental das pessoas precisa de atenção, a obra apresenta técnicas de autoconhecimento, além de um app bônus para o leitor realizar sua própria avaliação emocional

Com o difícil ano que tivemos e a proximidade de 2021, o que para muita gente pode significar um novo olhar para o mundo, nada melhor que uma boa leitura que nos estimule a uma nova perspectiva e que possa ajudar a entender como funciona a nossa mente.

O primeiro livro de Marquinhos Gabanini, terapeuta do corpo e da mente, é uma ótima opção para quem deseja entender o universo da mente de forma simplificada. “O Movimento no caminho do equilíbrio”, é indicado para quem está em busca de autoconhecimento, equilíbrio e cura interior.

O autor nos apresenta a cronobiologia biopsicossocial e seus elementos, e o conceito holístico que foca nas causas dos desequilíbrios adoecedores, que foi forjado, unindo conhecimentos diversos. De fácil leitura, a obra é apresentada em 95 páginas, dividida em vários tópicos.

Logo no início do livro, o autor disponibiliza um aplicativo para que o leitor possa baixar gratuitamente e ele mesmo criar seu mapa para avaliação emocional, o qual o guiará durante toda a leitura, mostrando os conceitos e auxiliando em um melhor entendimento da jornada de autoconhecimento. Para uma interpretação completa e detalhada do mapa, o leitor poderá realizar uma sessão personalizada com Gabanini, que estará à disposição para uma consulta.

“Muitas doenças têm relação com atitudes, ações, modo de vida ou com fatos que aconteceram no passado. Dessa forma, o autoconhecimento, direcionando sua vida no sentido das qualidades e potências, favorece os processos de cura e equilíbrio”, afirma o terapeuta.

Sobre o autor

Marquinhos Gabanini é terapeuta comportamental em processos de emagrecimento da Clínica Individuale. É fisioterapeuta, acupunturista, hipnoterapeuta especialista em reprogramação mental, avaliações e desenvolvimento emocional, desenvolvedor de performance e processos de ressignificação subconsciente.

O Movimento no Caminho do Equilíbrio
Autor: Marcos Paulo Gabaninni
Editora: Publicação Independente
Nº de páginas: 97
Formato: 14 cm x 21 cm
Acabamento: brochura
Preço: R$ 35,00
Onde comprar: Instagram do autor @espacogabanini via direct