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Cervejaria Doktor Brau lança linha de cervejas que aliam sabor e saúde

Pilsen e Ipa low carb e Isotonic Fruitbeer com baixo teor alcoólico chegarão aos pontos de vendas agora em janeiro

Depois de um final de ano com muitos exageros etílicos e gastronômicos, nada melhor que lançamentos que nos farão curtir com leveza e que reforçam um consumo consciente. A preocupação com ter uma vida saudável e consumir produtos de qualidade também nunca teve tanta importância como nos últimos anos. Segundo a Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (Anab) 81% dos brasileiros passaram a cuidar ainda mais da saúde. Pensando nesse cenário, a Cervejaria Doktor Brau, fundada em 2015 por um médico e um farmacêutico, lança agora a linha que irá aliar o sabor e a saúde.

Entre as novidades estão a Pilsen e a Ipa low carb, ambas com apenas 42 Kcal, com baixo teor alcoólico, leves, refrescantes e mantendo as famosas características dos estilos. As cervejas foram pensadas para serem uma alternativa para quem quer degustar das tradicionais Pilsen e Ipa, porém com o menor impacto calórico e alcoólico possível. Outra cerveja que completará a linha é a Isotonic Fruitbeer, também low carb, com apenas 12 kcal, com concentração de sais, com carga de proteína (não presente em outros isotônicos), harmonizando perfeitamente com o pós-treino.

“Após vários testes de produção, chegamos a um equilíbrio entre o teor alcoólico reduzido e uma concentração proteica adequada, deixando o menor nível de carboidratos entre todas as cervejas, são produtos pouco calóricos mas com muito sabor, mantendo as propriedades dos estilos que o brasileiro tanto gosta” afirma Nuberto Hopfgartner.

Para a elaboração da linha, a cervejaria utilizou equipamentos específicos recém-importados e técnicas bem elaboradas de produção em várias etapas para conseguir produzir cervejas com menos álcool, menos calórica do mundo.

“Queremos focar em cervejas que tragam bem estar, mas diferente do que já existe no mercado. Essa nova linha tem muita sinergia com a nossa essência, nosso storytelling. Uma cervejaria fundada por médico, para consumidores que querem se manter plenos e 100% funcionais no dia seguinte após o consumo, pois o consumo de low carb de baixo teor alcoólico traz consequências ínfimas para o dia seguinte e para seu acúmulo de calorias. Se trabalha bastante, é muito produtivo, valoriza o esforço que você faz para manter seu corpo em dia, esses lançamentos da Doktor Bräu são para você”, finaliza Hopfgartner.

Fonte: Doktor Brau

Nutricionista lista benefícios do chocolate e ensina receita de brownie low carb

Juliana Vieira fala sobre o melhor momento para comer o alimento

Quem consegue resistir a um pedaço de chocolate? Com moderação, ele pode ser um alimento aliado da saúde e do bem-estar. A nutricionista Juliana Vieira elencou seis benefícios do alimento:

-Possuem propriedades antioxidantes, que servem para proteger as células.
-Aumentam a ação serotonina e dopamina , relacionadas ao relaxamento.
-Durante gravidez pode ajudar a prevenir a pré-eclâmpsia (hipertensão).
-Pode reduzir o risco de morte por problemas do coração.
-A distração de comer ou beber por prazer atuaria como um analgésico natural.
-Aliado da beleza, ela está presente em banhos de ofurô, massagens, máscaras e outros cosméticos.

Segundo a profissional, os benefícios do chocolate estão presentes especialmente na versão amarga e meio amarga. “Devido à maior concentração de cacau. Já os outros dão bastante energia por serem mais calóricos”, completa.

O melhor horário para comer

“Pela manhã e no máximo no almoço, pois à noite o corpo está em repouso. Por ser bastante calórico, as calorias do chocolate podem ser depositadas em forma de gorduras”, pontua a nutricionista, que diz que o ideal é consumir seis gramas por dia.

Então nem pense em comer uma caixa de bombom sozinho em um dia. O excesso pode provocar diversos males. “O doce, por ser rico em açúcares e gorduras, se consumido em excesso, pode ocasionar diarreia, refluxo, náuseas, dores estomacais, dor de cabeça e até desencadear um processo alérgico”, afirma.

Juliana também ensina uma receita saudável. Confira:

Brownie Low Carb

Ingredientes

3 xícara de chá de pasta de amendoim sem açúcar
2 ovos
2 colheres de manteiga sem sal ou óleo de coco
1/2 xícara de farinha de amêndoa ou outra oleaginosa (castanhas)
4 colheres sopa cacau em pó (reserve um pouco para polvilhar a forma)
6 colheres sopa xylitol ou outro adoçante
1 xícara de chocolate 70% picado
1 pitada de sal marinho

Modo de preparo

Em uma travessa ,coloque a manteiga de amendoim, ovos, leite, manteiga ou óleo de coco e misture bem. Adicione a farinha de amêndoas, cacau em pó, xilitol e uma pitada de sal marinho, misture. Adicione o creme de ovos com as farinhas misturando bem, ao final adicione o chocolate picado. Unte uma assadeira com o óleo de coco ou manteiga e polvilhe cacau em pó nela. Coloque a massa e leve ao forno 200C por 15 minutos. O interior deve ficar molhadinho.

Como montar um café da manhã low carb com opções saudáveis e deliciosas

É muito comum escutar que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, e por isso, independente dos hábitos alimentares de cada um, é importante tomar um cuidado especial com a escolha dos alimentos. E para ajudar àqueles que querem montar um café da manhã saudável e reforçado com opções low carb, a startup de alimentação saudável Liv Up resolveu dar algumas dicas.

Quando se fala no método low carb, ou seja, uma rotina de alimentação baixa no consumo de carboidratos, é importante frisar que o ideal é que não seja uma alimentação restritiva. Os carboidratos não devem ser extintos, apenas reduzidos, ou em certas situações, substituídos por alternativas de índice glicêmico menor. Isso porque os alimentos ricos em carboidratos, como pães, cereais, biscoitos, massas, entre outros, além de compor uma média de 50% dos nutrientes ingeridos diariamente, são importantes fontes de energia para o organismo.

Contudo, os carboidratos. quando ingeridos, viram açúcar no organismo e o consumo em excesso pode ser prejudicial à saúde. Assim, as opções low carb surgem tanto para quem quer perder peso, quanto para quem busca se alimentar bem e reduzir as porções de açúcar.

Viviane Kim, uma das nutricionistas da Liv Up, ensina: “Ao optar por uma rotina alimentar de redução de carboidratos, é necessário suprir os gastos de energia elevando o consumo de gorduras e proteínas”.

Dessa forma, enquanto alguns alimentos são cortados, outros são incorporados para ajudar no equilíbrio nutricional de uma rotina alimentar saudável. Confira algumas sugestões que a empresa separou do seu cardápio:

Quiche low carb de frango

O quiche de frango da Liv Up tem em seu recheio um extrato de tomate que traz um sabor especial e deixa o prato mais colorido. Alguns outros ingredientes como tomilho, salsinha, e demais temperos naturais, dão um toque final que deixa qualquer um com água na boca.

Ovos cage free

Foto: Scibosnian

Importantes fontes de proteína e ricos em vitaminas, para um café da manhã low carb, uma boa opção é apostar em uma omelete com queijo branco. Na Liv Up, os ovos são cage free, ou seja, as galinhas são criadas livres gaiolas e recebem espaço e condições para viver como se estivessem na natureza.

Frutas (seleção e orgânicos)

Além de ricas em nutrientes, também aumentam a sensação de saciedade e ajudam no bom funcionamento do intestino, porém, em uma alimentação low carb, é preciso se atentar à escolha de qual fruta consumir já que algumas delas possuem bastante açúcar. Na Liv Up, as frutas podem ser encontradas na opção de cesta de orgânicos ou ainda é possível escolher morangos ou laranjas orgânicos disponíveis à parte da cesta.

Castanhas

Sunnysun0804/Pixabay

São oleaginosas ricas em ácidos graxos, potássio, magnésio e fibras, que além de serem fontes de gordura boa, ajudam na regulação do colesterol. Uma boa opção da Liv Up, principalmente para quem quer algo prático, são as castanhas-de-caju ou as castanhas-do-pará – ótimas para consumir sozinhas, ou para incrementar iogurtes e demais preparações.

Fonte: Liv Up

Receitas de bolos de frigideiras low carb para fazer em menos de 20 minutos

São receitas superfáceis para preparar na correria do dia a dia, ainda mais para muitos que estão em home office e precisam agilizar na hora de preparar um bolo para café da manhã ou lanche da tarde. Thiago Ribeiro é especializado na cozinha de alimentos funcionais e saudáveis. Já participou do Bake Off Brasil e foi o primeiro a entrar no programa com bolo funcional, sem açúcar, farinha refinada e conservantes. Confira o passo a passo:

Bolo de Cenoura de Frigideira

Ingredientes:
1 cenoura pequena (70 a 80g);
2 ovos caipiras;
1 colher de chá de óleo de coco;
1 colher de sopa de adoçante eritritol ou xilitol ou adoçante da sua preferência;
1 colher de chá de farinha de linhaça dourada;
1 colher de sopa de farinha de coco;
1 colher de sopa de farinha de amêndoas;
Extrato de baunilha a gosto;
1 colher de café de fermento para bolo.

Modo de Preparo:
Bater bem a cenoura, ovos, óleo, extrato e adoçante no liquidificador. Despejar a massa líquida em um bowl, colocar as farinhas uma a uma e mexer, por último a farinha de coco, na sequência já finalize com o fermento. Com a frigideira quente e untada (óleo de coco spray), despeje a massa e cozinhe em fogo muito baixo, com 2 ou 3 grades do fogão empilhadas para não queimar. Tampe. Doure dos dois lados.

Bolo Big Oreo de Frigideira

Ingredientes:
4 ovos
6 colheres de sopa de farinha de amêndoas;
2 colheres de sopa de farinha de coco;
2 colheres de sopa de farinha de linhaça;
4 colheres de sopa de eritritol ou xilitol ou adoçante da sua preferência;
4 colheres sopa de cacau;
2 colheres de sopa de óleo de coco;
2 colheres de sopa de fermento químico.

Ganache
25 g chocolate branco Loov
150 g de creme de leite fresco ou 30% gordura

Modo de preparo da massa:
Bata os ovos no liquidificador com o adoçante, adicione o óleo de coco e continue batendo. Em um bowl, misture todos os ingredientes secos até ficar homogêneo. Em seguida adicione os líquidos e misture até ficar bem cremoso, inclua o fermento e misture lentamente até incorporar. Unte a frigideira (usado óleo de Coco spray) e coloque sobre duas grades do fogão em fogo bem baixo e deixe firmar bem. Vire com cuidado e deixe mais um pouquinho.

Modo de preparo da ganache:
Derreta o chocolate no micro-ondas por 30 segundos e adicione o creme de leite e misture bem. Recheie e cubra como quiser.

Dica: coloque algumas framboesas por cima.

Páscoa: nutricionista lista benefícios do chocolate e ensina receita de brownie low carb

Juliana Vieira fala sobre o melhor momento para comer o alimento

Quem consegue resistir a um pedaço de chocolate? Ainda mais na Páscoa que ele vira uma tradição. Com moderação, o chocolate pode ser um alimento aliado da saúde e do bem-estar. A nutricionista Juliana Vieira elencou seis benefícios do alimento.

  • Possuem propriedades antioxidantes, que servem para proteger as células.
  • Aumentam a ação serotonina e dopamina , relacionadas ao relaxamento.
  • Chocolate durante gravidez pode ajudar a prevenir a pré-eclâmpsia (hipertensão)
  • O chocolate pode reduzir o risco de morrer por problemas do coração.
  • A distração de comer ou beber por prazer atuaria como um analgésico natural.
  • Aliado da beleza, ela está presente em banhos de ofurô, massagens, máscaras e outros cosméticos.

Segundo a profissional, os benefícios do chocolate estão presentes especialmente no chocolate amargo e meio amargo. “Devido à sua maior concentração de cacau. Já os outros dão bastante energia por serem mais calóricos”, completa

O melhor horário para comer

“Pela manhã e, no máximo, no almoço, pois, à noite o corpo está em repouso. Por ser bastante calórico, as calorias do chocolate podem ser depositadas em forma de gorduras”, pontua a nutricionista, que diz que o ideal é consumir seis gramas por dia.

Então nem pense em comer uma caixa de bombom sozinho em um dia. O excesso pode provocar diversos males. “Por ser rico em açúcares e gorduras, se consumido em excesso, pode ocasionar diarreia, refluxo, náuseas, dores estomacais, dor de cabeça e até desencadear um processo alérgico”, afirma.

Juliana também ensina uma receita saudável de doce para a Páscoa.

Brownie low carb

Ingredientes
3 xícara de chá pasta de amendoim sem açúcar
2 ovos
2 colheres de manteiga sem sal ou óleo de coco
1/2 xícara de farinha de amêndoa ou outra oleaginosa (castanhas)
4 colheres sopa cacau em pó (reserve um pouco para polvilhar a forma)
6 colheres sopa xilitol ou outro adoçante
1 xícara de chocolate 70% picado
1 pitada de sal marinho

Modo de preparo
Em uma travessa ,coloque a manteiga de amendoim, ovos, leite, manteiga ou óleo de coco e misture bem. Adicione a farinha de amêndoas, cacau em pó, xilitol e uma pitada de sal marinho, misture. Adicione o creme de ovos com as farinhas misturando bem, ao final adicione o chocolate picado. Unte uma assadeira com o óleo de coco ou manteiga e polvilhe cacau em pó nela. Coloque a massa e leve ao forno 200ºC por 15 minutos. O interior deve ficar molhadinho.

Dieta low carb não está associada a danos renais

Pelo contrário, estratégia alimentar que prioriza o consumo de proteínas e gorduras tem eficácia comprovada no tratamento de diabetes e hipertensão, duas grandes causas de doença renal crônica

A doença renal crônica é uma epidemia mundial. A estimativa é de que 850 milhões de pessoas apresentem essa condição. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), somente no Brasil mais de 10 milhões de pessoas sofrem com a perda progressiva da função dos rins e 90 mil necessitam da diálise para garantir qualidade de vida.

Como diabetes e hipertensão arterial sistêmica são dois dos grandes responsáveis por prejudicar os rins, a dieta low carb pode aparecer como uma alternativa ao combate deste mal em algumas ocasiões bem específicas, já que a estratégia alimentar restringe a ingestão de carboidrato, que em excesso no organismo leva ao desenvolvimento da diabetes tipo 2 e de outras doenças crônicas.

Conforme o médico, diretor-presidente da Associação Brasileira Low Carb (ABLC), José Carlos Souto, tal constatação pode parecer errada, haja visto que a tese difundida não apenas pelo senso comum como por médicos e profissionais da área de nutrição é de que, por privilegiar o consumo de proteína, a dieta low carb não é recomendada para quem sofre de doença renal. Isto porque, segundo Souto, já foi constatado que pacientes com insuficiência renal crônica têm dificuldade em excretar diversas substâncias, entre elas as derivadas do metabolismo de proteínas. Daí, explica o médico, conclui-se que comer muita proteína lesa os ruins, e que o macronutriente não ser consumido em grandes quantidades, tanto por quem tem quanto por quem não tem problemas nos rins.

Dito isso, inicialmente, Souto esclarece que a estratégia alimentar continuamente defendida pela entidade como a melhor para combater a obesidade, esteatose hepática, síndrome metabólica e hipertensão, não é necessariamente hiperproteica.

“Estudos comparando diversos tipos de dietas constataram que as proteínas tendem a ser o macronutriente mais constante e que carboidratos e gorduras apresentam maior variação de quantidade”, explica o médico. Conforme o especialista, isto acontece porque as pessoas tendem a consumir uma certa quantia de proteína naturalmente até satisfazerem o apetite. “Além disso, o que caracteriza uma dieta low carb não é o consumo de proteína e sim a restrição de carboidratos”, diz.

Contudo, mesmo que a low carb fosse hiperproteica, desde que respeitados alguns limites, não haveria problemas, segundo o médico. Isto porque diversas pesquisas científicas já mostraram não haver associação entre consumo de proteína e dano renal. Como exemplo, o médico endocrinologista, diretor-científico de Medicina da ABLC, Rodrigo Bomeny, cita um estudo randomizado que comparou os efeitos de uma dieta low carb e um dieta tradicional balanceada de carboidratos não refinados (high carb) sobre a função renal em adultos obesos, com diabetes tipo 2 e sem doença renal.

Depois de um ano de acompanhamento, os pesquisadores constataram que a taxa de filtração glomerular e a albuminúria – indicadores estabelecidos da presença e progressão da doença renal – dos pacientes responderam de forma semelhante a ambas as dietas. Vale salientar que o grupo low carb consumiu mais proteínas do que o grupo high carb.

Se foi comprovado que consumir mais proteína não está relacionado a danos renais, ainda resta a dúvida de que dietas desse tipo não devam ser recomendadas a pessoas que já sofrem de doença debilitante nos rins. Nesse caso, primeiramente é preciso saber a gravidade da disfunção renal, que varia entre grau 1 (mais leve) e grau 5 (mais grave).

Levando isso em consideração, um ensaio clínico randomizado foi realizado para testar a modificação de dieta em pacientes com doenças renais. Nesse estudo, uma parcela de pacientes com disfunção renal moderada foi orientada a ingerir 1,3 gramas de proteína diariamente (por quilo de peso corporal). Outra parcela alimentou-se de 0,6 g/Kg. Os portadores de disfunção renal severa foram separados de forma semelhante.

Um grupo ingeriu 0,6 g/Kg e o outro grupo consumiu 0,3 g/Kg. Após um período médio de 2,2 anos de acompanhamento, os pesquisadores verificaram que não houve diferença da progressão da doença renal a despeito da quantidade de proteína na dieta. Ainda atestaram que o grupo que ingeriu 1,3 g/Kg diariamente apresentou uma leve tendência de perda mais lenta da função renal.

Ou seja, além de não fazer mal, uma dieta com quantidade adequada proteína pode ter efeitos benéficos a quem tem o funcionamento dos rins prejudicado. Outra comprovação disso, conforme o diretor-presidente da ABLC, é um estudo californiano que testou a hipótese de uma dieta restrita em carboidratos (low carb) poder retardar a progressão de doença renal causada pelo diabetes quando comparada à dieta tradicional. Na pesquisa em questão 191 pacientes foram randomizados.

O grupo low carb não foi orientado a restringir proteínas, apenas a substituir carnes ricas em ferro (potencial ofensor do rim) por carnes pobres neste mineral, como frangos e peixes. Ao grupo controle foi recomendado uma dieta padrão para quem tem insuficiência renal, com restrição proteica (0,8 g/Kg).

Após tempo médio de acompanhamento de quase quatro anos, enquanto no grupo low carb, a duplicação da creatinina (que indica piora significativa da doença renal) ocorreu em 21% dos pacientes, no grupo com dieta tradicional, 39% viram a concentração dessa substância no sangue dobrar. O grupo low carb levou vantagem também em relação ao desfecho composto da doença renal. No grupo que não restringiu proteínas, 20% dos pacientes evoluíram para doença renal crônica terminal ou morte. Já no grupo controle 39% das pessoas estudadas caminharam para esses resultados.

Souto destaca que a dieta associada a maior mortalidade e maior evolução para insuficiência renal crônica grave contava com 10% de proteínas. Por sua vez, a dieta que apresentou redução absoluta na duplicação da creatinina possuía de 25% a 30% de proteínas em sua composição.

“Não se trata de propor uma dieta hiperproteica para pessoas com insuficiência renal. Mas, quando um ensaio clínico randomizado indica que a dieta com menos carboidrato e mais proteína protege o rim de pessoas com insuficiência renal crônica já estabelecida, não há mais como sustentar a afirmação de que pessoas normais estão sobrecarregando seus rins ao seguir uma dieta low carb”, conclui.

Fonte: Associação Brasileira Low Carb (ABLC)

Redução de carboidrato evita e combate doenças metabólicas

Macronutriente é digerido em açúcar, que em excesso no sangue é responsável por doenças como diabetes tipo 2 e síndrome metabólica

Todo carboidrato é digerido em glicose (açúcar) no corpo humano. Robustas evidências científicas já demonstraram os efeitos deletérios ocasionados na saúde das pessoas pelo excesso de açúcar no sangue. Logo, de acordo com médico, diretor-presidente da Associação Brasileira Low Carb (ABLC), José Carlos Souto, uma dieta que tenha como diretriz a redução do consumo de carboidratos é altamente benéfica para o tratamento de diabetes tipo 2, obesidade e síndrome metabólica – uma junção das outras duas doenças, combinada com diversos outros males, como a esteatose hepática (gordura no fígado).

No que se refere ao diabetes tipo 2, uma estratégia alimentar que reduza a ingestão de carboidratos é positiva à saúde porque tal doença é caracterizada pelo excesso de glicose no organismo humano. Souto explica que no diabetes tipo 2 as células se tornam resistentes à insulina, hormônio responsável pelo controle do açúcar no sangue. Devido à importância da substância, o corpo reage aumentando sua produção, o que acaba por prejudicar ainda mais o seu funcionamento, contribuindo para o descontrole da glicose e seu consequente acúmulo no organismo.

A redução da insulina pela diminuição do consumo de carboidratos também está atrelada ao emagrecimento e tratamento da obesidade. Isto porque outra função do hormônio é sinalizar o armazenamento de gordura no corpo. Nesse sentido, de acordo com Souto, quando a insulina aumenta, o tecido adiposo também tende a aumentar; quando seu estímulo diminui, favorece a redução do estoque de gordura do organismo.

A relevância da dieta com menos carboidratos no tratamento da obesidade se dá ainda por conta do aumento do consumo de proteína e gordura que passam a ser compensadores – principalmente a gordura – nesse tipo de dieta no sentido de gerarem energia para o metabolismo das células. “A preferência por tais macronutrientes, que são fontes mais ricas de nutrição do que carboidratos, acarreta uma maior saciedade, fazendo com que se coma menos, gerando, por sua vez, manutenção ou perda de peso”, explica Souto.

Thinkstock

Mais uma condição cujo tratamento pode ser feito através de uma estratégia alimentar com diminuição de consumo de carboidratos é a síndrome metabólica. Conforme Souto, a síndrome se caracteriza quando a pessoa apresenta três ou mais das seguintes alterações: obesidade abdominal; triglicerídeos e pressão arterial elevados; colesterol HDL baixo; glicose em jejum elevada; e diabetes tipo 2. “Dificilmente uma pessoa é apenas obesa. Ou apenas hipertensa. Ou tem apenas triglicerídeos elevados. Normalmente, estas e outras anormalidades ocorrem em conjunto, constituindo para a síndrome”, diz

Outras doenças associadas à síndrome metabólica são: esteatose hepática, ácido úrico elevado, gota, cálculos renais, cálculos de vesícula biliar, Alzheimer, transtornos psiquiátricos, doenças autoimunes tais como artrite reumatoide e psoríase etc.

A maioria delas, de acordo com Souto, tem como causa reconhecidamente a resistência à insulina e os níveis consequentemente elevados desta substância no organismo. “Se o problema é a insulina elevada, para tratá-las, basta reduzir o hormônio. E, de fato, uma dieta de baixo carboidrato é capaz de melhorar e mesmo eliminar completamente a síndrome metabólica em sua totalidade”, argumenta.

Evidências científicas recentes corroboram a eficácia da estratégia alimentar com restrição de carboidratos no combate à síndrome metabólica. Estudo clínico realizado pela Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, publicado no Journal of Clinical Investigation Insight mostrou o que ocorre com pessoas obesas portadoras doença quando aderem a uma dieta com baixa quantidade do macronutriente.

Ao todo foram pesquisados 16 pacientes (10 homens e 6 mulheres) portadores da doença, que durante quatro semanas se alimentaram com dietas que restringiram o consumo de carboidratos em níveis baixos, moderado e alto. Durante esse intervalo, suas dietas contiveram calorias objetivando manter o peso estável. O resultado foi que após o período de estudo mais da metade dos pesquisados (cinco homens e quatro mulheres) apresentou reversão do quadro de síndrome metabólica.

O que consumir

Conforme Souto, uma estratégia alimentar que se defina pela restrição de carboidratos deve priorizar a ingestão da chamada “comida de verdade” (alimentos naturais ou minimamente processados) e evitar o consumo de açúcar, alimentos processados e ultraprocessados. “Assim, coma carne, peixes, ovos, vegetais e frutas de baixo amido e cozinhe com gorduras naturais como banha, manteiga, óleo de coco ou azeite de oliva. Evite o consumo de açúcar e alimentos ricos em amido.”

Entre os tipos de alimentos que devem ser evitados, Souto destaca os refrigerantes açucarados, doces, sucos de frutas doces, bebidas energéticas, bolos, tortas, sorvetes e cereais. Além disso, restringir carboidratos significa evitar farináceos como pães, biscoitos e massas.

Gabi Lodewijks ensina a fazer o delicioso cracker lowcarb holandês com sementes

Saboroso e baixo em calorias em carboidratos: aprenda a receita do cracker nutritivo da especialista em nutrição e emagrecimento saudável Gabi Lodewijks

Uma das grandes queixas daqueles que se propõem a fazer dieta para emagrecimento é que muitos dos alimentos que passam a consumir são sem graça, oferecendo uma experiência gastronômica menos agradável em relação a outros alimentos mais calóricos. No entanto, cada vez mais temos à disposição alimentos e receitas saborosas elaboradas por profissionais em nutrição para ajudar a alcançarmos nossos objetivos.

A especialista em nutrição Gabi Lodewijks é brasileira, mas vive na Holanda, e é de lá a inspiração para um saboroso cracker low carb: “Elaborei esta receita inspirada em alimentos que encontramos nas feiras aqui da Holanda. Fiz uma adaptação com baixo teor de carboidratos e calorias para aqueles que estão em dietas de déficit calórico e querem ter opções de alimentos low carb para saborear sem culpa. Crackers são ricos em fibras que ajudam a controlar o intestino. Ricos em vitaminas e minerais são ótimas opções para café da manhã ou para quando sentir fome.”

Cracker low carb

Ingredientes
125 g de linhaça (quebrada)
30 g de semente de pinhão
30 g de sementes de gergelim
40 g de sementes de girassol
40 g de sementes de abóbora

Modo de preparo
Preaqueça o forno a 180 graus. Coloque todas as sementes em uma tigela com uma pitada de sal, 2 colheres de sopa de óleo e 180 ml de água. Mexa bem por 20 minutos. Forre uma assadeira com papel manteiga, coloque a mistura de sementes por cima e espalhe bem. Coloque outra folha de papel vegetal e enrole-a com um rolo para obter uma fatia fina e uniforme. Retire a folha superior de papel manteiga. Coloque a assadeira no forno e asse as crackers até ficarem douradinhas por até meia hora, dependendo do forno. Retire e corte a fatia. Vire e coloque na assadeira mais 5 minutinhos no forno. Deixe as crackers esfriarem antes de comer.

Dica: sirva com ovos fritos e/ou morangos como acompanhamento.

Respostas às cinco principais dúvidas de quem busca uma alimentação saudável

Carboidratos, glúten, gordura e colesterol, o que realmente faz mal e como melhorar a qualidade de vida

Comer ou não comer? Eis a questão. Essa é uma pergunta que acompanha as refeições de muita gente que busca seguir uma alimentação saudável. Dúvidas sobre dietas, consumo de gordura e carboidrato, preparo dos alimentos, entre outras se tornam comuns no dia a dia, principalmente no começo de uma reeducação alimentar.

Porém, como separar os mitos das verdades para manter uma alimentação saudável e de qualidade? A nutricionista Ellen D’arc, da Bio Mundo , rede de lojas que busca promover saúde e bem-estar por meio de produtos saudáveis, explica alguns dos mitos que envolvem uma alimentação saudável.

Posso retirar o carboidrato das refeições?

A dieta Low Carb é muito procurada por quem planeja emagrecer. Consiste na redução drástica no consumo diário de carboidratos, ou seja, a retirada de alimentos como massas, tubérculos e açúcar e incluir mais fibras, gorduras e proteínas.

“Reduzir drasticamente a ingestão de carboidrato pode ser prejudicial à saúde, o nutriente é importante fonte de energia para o corpo. Esse tipo de dieta pode levar a dificuldade de concentração, fadiga, afeta o humor, comprometimento no rendimento das atividades físicas e deficiência nutricional. A recomendação é uma dieta equilibrada para todos os indivíduos. Dietas restritivas devem ser feitas com acompanhamento nutricional e por um determinado período estrategicamente.”

Uma dica da especialista é buscar o carboidrato em fontes saudáveis e de baixo índice glicêmico, como grãos integrais, vegetais e frutas, evitando assim o consumo excessivo de pães e massas refinados.

Devo dar adeus ao glúten?

Foto: Shutterstock

Glúten é o nome dado a uma família de proteínas presentes naturalmente em grãos como trigo, centeio e cevada. É ele que dá a elasticidade em alimentos, como a massa e o pão. Esses alimentos carregam vitaminas e fibras, que ajudam a equilibrar o conjunto de bactérias que vivem em nosso sistema digestivo.

O glúten deve ser realmente evitado para quem sofre da doença celíaca. “O organismo de um celíaco não produz uma enzima responsável por digerir a proteína, que desencadeia um processo inflamatório no intestino”, informa Ellen. Dietas sem glúten ganham espaço mesmo para aqueles não celíacos. As pessoas associam o glúten à retenção de liquido, dificuldade na digestão e enxaqueca. A recomendação é procurar um profissional para melhor orientação.

Gordura sempre faz mal?

Existem três grupos de gordura, são elas: saturadas, trans e insaturadas. As duas primeiras devem ser consumidas moderadamente ou até evitadas, devido ao aumento do colesterol ruim (LDL) entre outras implicações na saúde, como obstruções das artérias.

As gorduras insaturadas são necessárias para o bom funcionamento do organismo. “Ela é capaz de reduzir os níveis de triglicérides e de possibilidade de infarto. Eles protegem os órgãos, liberaram ácidos graxos, sais biliares e produzem hormônios”, destaca. A nutricionista aconselha o consumo diário de fontes de gorduras boas, como castanhas, amêndoas, nozes, sementes, alguns tipos de peixe, abacate e azeite de oliva extravirgem.

Devo excluir o ovo da minha diera?

Stocksy

Não! O ovo aumenta o HDL que é considerado o bom colesterol, por isso o consumo de ovo não é prejudicial. Além disso, é fonte de proteína e contém lecitina que dificulta a absorção do colesterol ruim no intestino, importante para saúde do coração.

“A clara tem o valor calórico mais reduzido e é fonte de proteína, por isso criou-se a cultura de comer apenas a clara e jogar a gema fora, mas a gema é rica em nutrientes, contém 40% da proteína e a maior parte das vitaminas, minerais e antioxidantes”, explica a nutricionista.

Além do bom colesterol, o ovo é rico em antioxidantes, proteína, fósforo, selênio, vitamina A e complexo B. Os nutrientes dele conferem saciedade, melhoram o perfil lipídico e o funcionamento do sistema imune. Porém, devido as calorias, ele deve ser consumido sem exageros.

Como preparar os alimentos?

Fugir das frituras já é um bom começo para conquistar um estilo de vida mais saudável. A nutricionista aconselha o consumo de alimentos grelhados, cozidos ou assados, que são opções mais nutritivas e que não causam mal à saúde. “Em altas temperaturas e por longo período o óleo se torna gordura ruim, sendo prejudicial à saúde quando consumido em excesso”, destaca.

Por outro lado, segundo a nutricionista, o processo de cozimento auxilia na absorção de alguns nutrientes pelo corpo, que o torna uma excelente opção para preparar os alimentos.

“O passo mais importante para manter uma vida saudável é ter em mente que a alimentação deve ser equilibrada. Buscar comer alimentos nutritivos, não exagerar durante as refeições, aliado ao consumo de bastante água durante o dia”, conclui a nutricionista.

Fonte: Bio Mundo

O açúcar e o sexo feminino

Sabia que aquela vontade irresistível de comer doces, pode ser apenas seu corpo querendo uma compensação? Quem explica melhor isso é Bruna Marisa, médica, pós graduada em endocrinologia e Medicina ortomolecular, Membro da SBEM (Sociedade Brasileira Endocrinologia Metabologia) e especialista em emagrecimento.

Depois de ouvir por volta de 5 mil pessoas, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, concluiu em pesquisa de campo, que o consumo de açúcar é maior entre as mulheres (53,3%) em relação aos homens.

Isso pode estar associado a certos períodos na vida da mulher, quando o corpo vai em busca de alimentos com maior concentração de açúcar. Esse desejo de comer doces é mais intenso principalmente no período pré-menstrual (durante a TPM) e depois da menopausa; período de baixa nos níveis de progesterona e estrogênio.

“Esses períodos delicados na vida da mulher requerem maior atenção, seja na manutenção hormonal ou mesmo na dieta alimentar adequada que ela deve buscar”- comenta Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, pós graduada em medicina ortomolecular e endocrinologia, com diversos títulos em medicina esportiva.

O consumo acentuado de doces, entre as mulheres, significa que o corpo está buscando uma compensação para a queda na produção hormonal que acaba alterando a geração de neurotransmissores.

Alguns alimentos acabam ajudando na produção de neurotransmissores. Como muitas pessoas já sabem, o chocolate estimula a produção de serotonina; neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. O cacau ajuda também na liberação de endorfina, substância natural (neuro-hormônio), responsável pela sensação de bem-estar e bom humor.

Mas como lidar com o consumo de açúcar?

Sabemos que o açúcar é o vilão que nós colocamos dentro da nossa casa, que ele é responsável não apenas pelo ganho de peso, mas porque o açúcar é viciante; ele é absorvido rapidamente pelo nosso organismo, isso faz com que o corpo necessite de mais doses diárias. Além do cansaço demasiado e da irritação causados pelo consumo, o açúcar não vai acrescentar nenhum tipo de nutriente ao nosso organismo.

O açúcar não vai diminuir os sintomas de ansiedade, tampouco o estresse. A sensação de alívio é momentânea. O seu consumo ao longo da vida pode aumentar o risco de desenvolvimento de algumas doenças como hipertensão, diabetes e outros males.

“A dieta Low Carb pode ser uma alternativa bem interessante para muitas pessoas que desejam ter um maior controle sobre o consumo de carboidratos”- ressalta Bruna Marisa, que é praticante deste estilo de vida e indica para todos seus pacientes, conseguindo uma taxa de 100% de sucesso entre eles.

Uma opção para diminuir o consumo de açúcar são os chamados “doces funcionais”, que não tem açúcar branco e nem farinha refinada em sua composição; eles são feitos com ingredientes específicos para um melhor aproveitamento do alimento em benefício da saúde.

Não adianta o produto ser light ou mesmo diet, é necessário que o produto tenha os ingredientes adequados, necessário para se ter um alimento nutritivo. Por exemplo, o chocolate amargo, sem adição de leite, oferece os inúmeros benefícios do cacau.

Outra alternativa que pode ajudar para estimular a serotonina é a banana, carnes brancas, ovos e frutos do mar. Seja qual for a dieta alimentar, seja no caso da manutenção hormonal ou não, é necessário deixar de lado os maus hábitos e adotar hábitos saudáveis, realizando exercícios físicos com regularidade, dormir bem e consumir muita água. E claro, ter sempre o acompanhamento profissional multidisciplinar; nutrólogos, nutricionistas, endocrinologistas e educadores físicos.

“A dieta alimentar ajuda, seja na saúde da mulher ou do homem, mas não podemos nos esquecer de que para termos uma vida saudável ao longo dos anos, se faz necessário uma mudança de hábitos integrais, ainda que isso venha exigir disciplina e esforço pessoal, os resultados são incríveis”- completa Bruna Marisa.

Fonte: Bruna Marisa é médica, pós-graduada em endocrinologia, membro da SBEM, pós-graduada em Medicina Ortomolecular, especialista em Emagrecimento e Low Carb, com vários cursos na área de Medicina Esportiva, na qual também atua. Autora do e-book: Guia de Emagrecimento Definitivo e Duradouro.