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Da dieta rica em sal às roupas apertadas, descubra 7 maus hábitos que pioram a celulite

Conhecer os hábitos que influenciam no aparecimento da celulite é fundamental para saber como combatê-la

Apesar do fator genético ser a principal causa para a celulite, os hábitos de vida influenciam – e muito – no aparecimento ou piora do quadro – e também no resultado dos tratamentos. “Existe tratamento para essa alteração estética, mas eles devem ser iniciados após o paciente ter consciência da importância da mudança do estilo de vida, senão não haverá resultado”, afirma Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS. Abaixo, consultamos especialistas para explicar quais são os hábitos que estão envolvidos com o aparecimento da celulite:

Excesso de peso. Segundo o dermatologista Abdo Salomão Jr., basicamente, os hormônios femininos predispõem gordura nas regiões dos quadris e coxas e onde existe um acúmulo maior de gordura, existe maior probabilidade da instalação de celulite. “A gordura comprime as veias e os canais linfáticos, o que causa um inchaço no local. Então, a região, com pouca circulação, agrava mais ainda a celulite. A partir daí, surge um círculo vicioso que, se não for tratado corretamente, pode permanecer para sempre”, explica o dermatologista. Mas isso não quer dizer que mulheres magras não tenham celulite: “Ao ver uma mulher magra, não estamos realizando uma avaliação de composição corporal, sendo assim, ela pode ter alto percentual de gordura e consequente celulite. Não sabemos dos hábitos de vida dessa mulher magra e, além disso, do consumo de alimentos inflamatórios que ela ingere”, explica Cláudia. Mudar a composição corporal, com dieta e exercícios, é altamente recomendado, segundo os médicos.

Dieta inflamatória e refrigerantes. Os refrigerantes e alimentos ultraprocessados contêm alta concentração de açúcar e sódio. “O açúcar em excesso aumenta a gordura localizada e o sódio aumenta a retenção de líquidos, piorando a circulação local. Não apenas os refrigerantes, como todos os alimentos com alto teor de açúcar e gordura podem agravar as celulites, pois aumentam as células de gordura”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Para celulite, além do excesso de açúcar, o de sal também é extremamente maléfico, na medida em que o sódio piora a retenção de líquidos. Deve-se fazer uma dieta hipossódica, ou seja, com pouco sal. Além disso, é indicado evitar alimentos ultraprocessados, frituras de imersão, massas, fast-foods e sucos de caixinha, que têm alta quantidade de sódio. É importante também inserir fibras na dieta, pois o bom funcionamento do intestino é um aliado na medida em que o aumento da pressão sobre as veias do abdômen, por conta da prisão de ventre e inchaço, pode comprometer a circulação, piorando a celulite. Coma mais frutas como mamão, legumes, verduras e sementes. Os alimentos pré e probióticos também podem ajudar, desde que bem orientados por médicos nutrólogos. Alimentos com atividade termogênica, como o café e chá verde, além das pimentas e especiarias como gengibre, cúrcuma, cravo e canela, também são indicados, já que todos ajudam a estimular a circulação sanguínea e podem trazer benefícios para o quadro”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Sedentarismo. “O ser humano hoje mal faz força; dentro do carro, o vidro é elétrico, o câmbio é automático; chega em casa, sobe de elevador; chega no trabalho, fica sentado. Ou seja, o sedentarismo está cada vez mais presente na vida das pessoas. E ele é perigoso, porque atrapalha a circulação, favorece o acúmulo de gordura e piora a celulite”, explica Salomão Jr. “Então, principalmente para quem vive em cidade grande tem que frequentar uma academia, tem que fazer exercícios físicos, principalmente os aeróbicos, que é o que vão consumir bastante energia e manter uma capacidade aeróbica correta para que a pessoa tenha uma vida saudável. Não adianta comer pouco se não faz exercício, senão o organismo acaba não fazendo músculo, o que deixa o corpo flácido e com mais propensão à celulite”, diz o médico. “A hipertrofia dos músculos aumenta o volume de toda a região e melhora muito a flacidez glútea. O músculo mais ativo melhora a circulação sanguínea de todos os tecidos ao redor e pode melhorar a celulite como consequência”, destaca a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “O retorno venoso, e também o linfático, fica extremamente ativo e funcional durante a atividade física. O efeito direto é a diminuição do inchaço das pernas, deixando-as mais descansadas; além de melhorar aquele aspecto de casca de laranja da celulite”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Beber pouca água. “A ingestão de água ajuda o organismo a eliminar as toxinas do organismo, ocasionando uma melhora na pele. O ideal é ingerir, no mínimo, 2 litros de água por dia”, diz a Dra. Paola. É claro que essa não será a solução do problema, mas Cláudia destaca que os tratamentos para a alteração estética devem ser iniciados após o paciente ter consciência da importância da mudança do estilo de vida, senão não haverá resultado. “Dieta, exercícios físicos e drenagem linfática são altamente indicados para tratar a celulite”, conta Cláudia.

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Fumo e bebidas alcoólicas. “As substâncias tóxicas do cigarro acometem diversas funções do organismo, piorando a oxigenação e microcirculação da pele, o que diminui a produção de colágeno e promove o acúmulo de gordura localizada”, diz Paola. Não tem jeito: você precisa parar. “Para muitas pessoas, o cigarro está ligado ao hábito; quem consegue identificar o gatilho que a faz ter vontade de fumar pode tentar mudar esse hábito mais facilmente e largar o vício”, afirma Beatriz. “O álcool piora a celulite por ser uma substância inflamatória e de alta concentração de calorias, que consequentemente contribui com o ganho de peso e obesidade”, completa a Cláudia.

Sono e hormônios. Além desses hábitos, também é importante ficar de olho em pelo menos mais duas coisas: o sono e o uso de anticoncepcionais. “Não dormir bem dificulta a produção hormonal, atrapalha a circulação e piora o quadro de celulite”, diz o médico. “O sono é um potente detox. Durante o sono produzimos várias substâncias consideradas antioxidantes, como hormônio de crescimento e melatonina e diminuímos a produção de radicais livres, ou seja o sono é um regulador do estresse oxidativo”, afirma Beatriz. “Com relação aos hormônios, incluindo anticoncepcionais, eles podem iniciar ou agravar o quadro”, explica o dermatologista.

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Roupas apertadas. Paola explica que o uso de roupas apertadas não causa, mas pode agravar a celulite existente, uma vez que piora a circulação linfática e sanguínea. “Isso causa retenção de líquidos e piora a microcirculação local. Se você está tentando se livrar das celulites, dê preferência para roupas mais confortáveis”, diz a médica. Já as meias de compressão podem ajudar. “Mas elas precisam ser orientadas por especialistas vasculares (cirurgião vascular ou fisioterapeuta vascular), pois são inúmeras características de compressão da meia, portanto o uso é individualizado”, explica Cláudia.

Sobre os tratamentos, o dermatologista indica a tecnologia macrofocada do Atria, que conta com a Coagulação Radial Intermitente para entregar a energia de forma pulsada, com a mesma eficácia e menos dor, em um protocolo de quatro tratamentos a cada 15 dias. “Esse tratamento age na gordura, reduzindo seu volume, além de quebrar as traves fibróticas que puxam a pele para dentro e causam aqueles furinhos, e, também, melhora a tensão superficial, causando uma retração no tecido, tratando também a flacidez. Com isso, acontece uma reestruturação dos tecidos, com consequente melhora da celulite e da aparência da pele como um todo”, diz o Salomão. De acordo com Cláudia, em consultório, há opções como injeções redutoras de gordura, que são aplicadas em regiões com maior resistência de eliminar com dieta e exercícios físicos, subcisão das bandas fibrosas, radiofrequência e bioestimuladores de colágeno injetáveis. “Os procedimentos podem ser associados, de acordo com a avaliação médica sobre a necessidade da paciente”, finaliza.

Dia do Sexo: confira alimentos que ajudam no desempenho sexual

Saiba o que a ciência diz sobre a relação entre alimentação e saúde sexual, principalmente no que diz respeito aos alimentos que podem atuar como estimulantes

Afrodite é conhecida como a deusa grega do amor e seu legado também ficou caracteristicamente marcado por um grupo de alimentos conhecidos como afrodisíacos. “Os alimentos que provocam nossos sentidos, com cheiro, gosto, textura ou até a própria estética, são considerados afrodisíacos por aguçar a imaginação, proporcionar mais experiência e, assim, aumentar o desejo sexual. Há também medicamentos e fitoterápicos afrodisíacos, que ajudam a despertar o instinto sexual, induzindo o desejo e aumentando o prazer e o desempenho”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Apesar de muitos alimentos terem atividades funcionais, eles não fazem milagres”, acrescenta. Em muitos casos os alimentos podem ajudar o desempenho sexual, mas no caso de disfunções (dificuldade em qualquer estágio do sexo – incluindo desejo, excitação ou orgasmo) é necessário buscar ajuda médica especializada, segundo a nutróloga.

Os alimentos afrodisíacos têm substâncias derivadas de plantas, animais ou minerais, e estão divididos em dois grupos: aqueles que causam estímulos psicofisiológicos (preparativos visuais, táteis, olfativos e auditivos) e preparações internas (alimentos, bebidas alcoólicas e poção do amor).

De acordo com a médica, a ciência relaciona há anos os hábitos alimentares e o desempenho sexual. “A obesidade tem uma influência negativa na fertilidade masculina, enquanto a perda de peso melhora essa questão em homens. A insuficiência alimentar está associada a comportamentos de risco sexual aumentados, mais significativos em mulheres. Em relação aos macronutrientes e alimentos de grupo, ácidos graxos trans, alimentos com alto índice glicêmico, dieta rica em carboidratos e alta ingestão de proteínas animais prejudicam a fertilidade; enquanto isso, ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, alimentos com baixo índice glicêmico e dieta com pouco carboidrato, rica em proteínas vegetais e antioxidantes melhoram a fertilidade”, diz a médica.

Também há diferenças entre os benefícios e malefícios para homens e mulheres: “As isoflavonas têm um impacto negativo na fertilidade dos homens e melhoram a saúde sexual das mulheres na menopausa. O leite integral pode melhorar a fertilidade das mulheres, mas os homens se beneficiam do leite desnatado”, acrescenta a médica.

Segundo Marcella, é observado na literatura científica que alimentos fontes de alguns nutrientes e compostos bioativos podem ajudar no desempenho sexual. São alguns deles:

Fontes de zinco: esse mineral é importante na liberação de testosterona, condicional para a saúde sexual de homens e mulheres. “Ele está presente em alimentos como ostras cozidas, carnes vermelhas e brancas, soja, amêndoa, nozes, amendoim, castanha-do-pará, castanha-de-caju, sementes de abóbora, linhaça, girassol e melancia”, diz a médica.

Alimentos que ajudam a liberação de neurotransmissores: conhecidos como hormônios do prazer, a serotonina, dopamina e endorfina têm papel importante na sensação de motivação, euforia, alegria, colaborando para a saúde sexual. “Os alimentos que ajudam nessa liberação são: aveia, chocolate amargo, banana, ovos, abacaxi, grão de bico, sementes de abóbora e peixes de água fria”, diz a nutróloga.

Nutrientes que estimulem óxido nítrico: “Alimentos que estimulam a liberação de óxido nítrico também são importantes, uma vez que ele é responsável pela vasodilatação e aumento da oxigenação dos tecidos”, afirma a médica. Esse aumento do fluxo sanguíneo é fundamental para ereção masculina e lubrificação feminina. “Invista na beterraba, alho, sementes oleaginosas, carnes em geral, vegetais verde-escuros e frutas cítricas.”

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Termogênicos: ao estimular o sistema nervoso simpático, esses alimentos aceleram o metabolismo e melhoram levemente a circulação. São exemplos: as pimentas, o gengibre, o açafrão da terra (cúrcuma), a canela, o cravo, as especiarias, as ervas aromáticas e o café.

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Além disso, a médica acrescenta as frutas vermelhas, principalmente, os morangos, considerados os frutos da sensualidade, sempre presentes quando o assunto é romance. “Ricas em antioxidantes e vitamina C, as frutas vermelhas também ajudam no fluxo sanguíneo”, diz a médica.

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Com relação às bebidas alcoólicas como o vinho tinto e champanhe, é necessário ter cautela. “Em pequena quantidade, elas podem ajudar na vasodilatação e na descontração inicial, porém quantidades excessivas pioram muito o desempenho tanto de homens quanto mulheres”, diz a médica.

Catuaba em pó

Algumas plantas medicinais como catuaba, ashwagandha, ginseng e tribulus, entre outras, segundo Marcella, encontram respaldo na literatura como complementares nas terapias para a melhora das funções sexuais, porém como se tratam de medicamentos, preferencialmente devem ser consumidas com prescrição médica. “Os efeitos farmacológicos dos afrodisíacos são heterogênicos, incluindo atividades de estímulo à dopamina ou com ação no sistema nervoso simpático, além da liberação de óxido nítrico”, afirma a médica.

Por fim, ela lembra que, da mesma forma que o emagrecimento atua de maneira importante, é necessário seguir recomendação médica, pois a ingestão calórica sem aporte de nutrientes necessários pode afetar seriamente a saúde sexual. Além disso, alguns alimentos podem ser considerados anafrodisíacos, atuando de maneira contrária: desestimulando o desejo sexual. “E o excesso do consumo de alguns deles também pode prejudicar o desempenho, na medida em que sobrecarrega o sistema digestório, provocando cansaço no corpo. Caso note problemas de disfunção sexual, procure um médico”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da da Associação Brasileira de Nutrologia. A médica é membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento. Instagram: @dra.marcellagarcez

Chega de preguiça no inverno: 7 motivos para não abandonar a prática de exercícios físicos

Especialistas apontam benefícios dos exercícios físicos para te ajudar a não perder o ânimo na estação mais fria do ano

A prática regular de atividade física é indispensável para a manutenção da saúde. E, para experimentar todos os benefícios proporcionados pelos exercícios, não é preciso ir longe: “O recomendado é realizar semanalmente 150 minutos de exercícios físicos de intensidade moderada. Mas qualquer atividade já pode trazer benefícios, como aumentar o número de passos por dia e subir escadas”, diz a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Mas o inverno chegou, as temperaturas caíram e a preguiça bateu. Então como manter o ânimo para enfrentar o treino na estação mais fria do ano? Para te estimular a manter a rotina de exercícios mesmo no inverno, convidamos um time de especialistas para listar alguns benefícios dessa prática. Confira:

Reduz o inchaço e a celulite: quando nos exercitamos ocorre um aumento no fluxo sanguíneo, o que faz com que haja maior transporte de oxigênio e nutrientes para os tecidos do organismo. “Como resultado, o sistema linfático passa a trabalhar mais rapidamente, promovendo a eliminação de toxinas do organismo com maior velocidade e diminuindo a retenção de líquido. Como resultado, há uma redução do inchaço, que também se torna menos frequente”, diz a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O exercício também é fundamental para tratar a celulite: “Dieta, exercícios físicos e drenagem linfática são essenciais. Tratamentos estéticos devem ser iniciados após o paciente ter consciência da importância da mudança do estilo de vida, senão não haverá resultado”, destaca Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS.

Melhora a saúde capilar: cabelos também se beneficiam dos exercícios físicos. “O aumento do fluxo sanguíneo proporcionado pelos exercícios e a consequente melhora do aporte de nutrientes e oxigênio para o couro cabeludo cria um ambiente ideal para o crescimento de fios saudáveis”, afirma Jaqueline Zmijevski, dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Fellow em Tricologia pela Associação Médica Brasileira (AMB). Além disso, os exercícios ajudam na redução de estresse, que pode causar danos aos fios. “O cortisol é o principal hormônio liberado quando estamos sob efeito de estresse. O problema é que níveis elevados de cortisol podem levar a um quadro inflamatório que impede o crescimento dos fios e está envolvido no processo de queda dos cabelos”, alerta a médica.

Promove ação anti-idade: além da melhora do aporte de nutrientes e oxigênio para a pele, uma série de outros mecanismos estão envolvidos na ação anti-idade proporcionada pelos exercícios físicos. “Através da prática de exercícios, nosso corpo consegue lidar melhor com os radicais livres graças à produção extra de antioxidantes endógenos, assim ajudando a evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno e favorecem o surgimento de rugas e flacidez”, afirma Mônica Aribi, dermatologista sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e International Fellow da Academia Americana de Dermatologia. Outro benefício antienvelhecimento dos exercícios físicos é a utilização adequada da energia proveniente do carboidrato (açúcar) que consumimos. “O consumo excessivo de açúcar leva ao aumento do estresse oxidativo e a glicação do colágeno, um processo no qual o açúcar excedente liga-se às fibras de sustentação da pele, acelerando o aparecimento de flacidez e rugas”, explica Beatriz.

Previne doenças metabólicas: é comprovado que exercícios físicos podem prevenir uma infinidade de doenças e até reverter casos de diabetes, hipertensão e colesterol alto. “A prática de atividade física é considerada de grande importância na prevenção e tratamento da síndrome metabólica, que é definida pela Organização Mundial da Saúde pela presença de diabetes ou resistência à insulina associada a pelo menos duas das seguintes características: elevada razão cintura/quadril, alta concentração de triglicerídeos, baixa concentração de colesterol HDL, hipertensão ou alta excreção urinária de albumina”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), que ressalta que a combinação entre atividade de força resistida e exercícios aeróbicos oferecem os melhores resultados. “Quem já sofre com doenças como diabetes, colesterol alto e hipertensão também se beneficia da prática de exercícios, experimentando maior gasto metabólico, aumento da sensibilidade à insulina, condicionamento cardiorrespiratório, redução dos níveis de ansiedade e melhora da qualidade de sono.”

Auxilia na fertilidade: vários estudos relatam que a atividade física, se não desgastante, feita sem o uso de esteroides e com alimentação adequada, é capaz de conferir benefícios sobre a fertilidade, com maiores chances de o indivíduo conceber um filho. “Um dos grandes benefícios do exercício físico com relação à fertilidade está no melhor controle do peso. A obesidade, além de favorecer o surgimento de doenças que podem causar problemas durante a gestação, tem influência direta sobre a fertilidade. Nos homens, o excesso de gordura corporal prejudica a produção de testosterona, o que, além de reduzir o apetite sexual e causar dificuldades de ereção, também interfere na qualidade e quantidade de espermas. No geral, quanto maior o sobrepeso, menor é a qualidade, concentração e mobilidade do esperma”, ressalta Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo. “Já nas mulheres, o peso inadequado interfere na produção dos hormônios sexuais femininos, principalmente o estrogênio, o que, consequentemente, atrapalha o processo de ovulação. E, nesse caso, não se trata apenas da obesidade, já que mulheres excessivamente magras, como quem sofre de anorexia, também têm menor chance de engravidar, além de possuírem um risco maior de entrar na menopausa precocemente”, acrescenta o médico.

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Contribui para o bom funcionamento dos rins: a prática de atividade física é um cuidado importante na prevenção de condições que podem afetar os rins. “Os exercícios exercem um efeito positivo sobre uma série de fatores de risco associados ao surgimento de doença renal crônica, como inflamação crônica, doenças cardiovasculares e diabetes/hipertensão”, explica a médica nefrologista Caroline Reigada, especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. “Aqueles que já sofrem com doenças renais também podem e devem praticar exercícios. O maior efeito nesses pacientes é a melhora da saúde cardiovascular e da função vascular, o que é refletido diretamente na saúde dos rins”, diz a especialista, que ainda destaca que tanto a musculação e exercícios resistivos quanto os exercícios aeróbicos auxiliam de forma global a saúde de pacientes com e sem doença renal.

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Diminui o risco de trombose: o sedentarismo, isto é, a falta de prática de atividades físicas, é um dos principais fatores de risco para o surgimento de trombose. “Permanecer muito tempo parado e sem movimentar as panturrilhas faz com que a velocidade do sangue dentro dos vasos diminua, favorecendo a formação de coágulos sanguíneos no interior das veias das pernas que impede a passagem do sangue. Em casos mais raros, o coágulo pode ainda se desprender da parede da veia e correr pela circulação até chegar ao pulmão, causando uma embolia pulmonar que pode até resultar em morte”, alerta a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. “Por isso, a prática de exercícios físicos é essencial para minimizar o risco de trombose, já que a atividade física aumenta o fluxo da circulação do sangue e melhora o retorno venoso”, finaliza.

Dieta Mind: tudo que você precisa saber sobre o padrão alimentar que faz bem para o cérebro

Nem toda dieta foca apenas em benefício estético. Há também aquelas que melhoram o desempenho cognitivo

Quando pensamos em dieta, é normal associar isso à perda de peso ou algum benefício estético, como ganho de massa magra, ou ainda uma adequação em virtude de alguma intolerância ou alergia.

“Vemos muito sobre dietas na internet, muitas pessoas inclusive sugerem para os amigos, dizendo que são boas…, mas boas para quê? No caso de perda de peso, com certeza, algumas dessas dietas podem ajudar, mas algumas dessas dietas de emagrecimento sem acompanhamento podem fazer alguns pacientes piorarem sua saúde cardiovascular e cerebral. E nem todas as dietas precisam ter esse foco. Existem padrões alimentares que preconizam, por exemplo, a saúde cognitiva, preservando a função cerebral e prevenindo doenças neurodegenerativas, como é o caso da dieta MIND”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e membro da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento.

“A alimentação é fundamental para a manutenção das estruturas do tecido cerebral e das funções do sistema nervoso em geral, porque ele é composto em grande parte por ácidos graxos. A manutenção dessas estruturas é essencial para a passagem de estímulos e comunicação entre os neurônios, células do sistema nervoso que precisam de glicose como principal substrato para manter suas funções e de aminoácidos para sintetizar neurotransmissores e repor estruturas”, completa a médica.

A base da alimentação na dieta MIND é a “comida de verdade”, ou seja, alimentos in natura (frutas, legumes, vegetais, oleaginosas, peixes e aves) estarão incluídos, enquanto há uma restrição para produtos alimentícios ultraprocessados e para aqueles da chamada “caloria vazia” – que geralmente não apresentam nutrientes e há excesso de açúcar. Portanto, no cardápio, alimentos como manteiga, margarina, fritura, fast-food, carne vermelha e processados ficam de fora.

“As folhas verdes, os vegetais, as frutas vermelhas, as oleaginosas, o azeite, os grãos integrais, o peixe, as leguminosas e as aves são alimentos que são considerados chaves para a dieta, uma vez que contam com micronutrientes que são de suma importância para a saúde cerebral, e macronutrientes, fundamentais para o funcionamento do corpo e da mente. Os carboidratos como cereais, pães e massas integrais, hortaliças, frutas devem constituir aproximadamente 50% da dieta, pois a glicose é o principal combustível energético do cérebro, portanto é fundamental manter os níveis de glicemia estáveis e em equilíbrio ideal ao longo do dia”, diz a médica.

A dieta MIND é uma mescla da dieta mediterrânea, baseada no consumo de alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes, cereais, leite e queijo, e excluindo ou evitando produtos industrializados como salsicha e comida congelada, com a dieta DASH, que tem como plano principal diminuir a pressão arterial. “Essa dieta também tem por objetivo aumentar a longevidade. O cardápio incorpora alimentos que atuam de maneira neuroprotetora ou possuem ação antioxidante. Os flavonoides, compostos químicos encontrados nas frutas e plantas, que lhes dão cor e poderes medicinais, desempenham um papel central nesse tipo de dieta. A principal razão pela qual os flavonoides são bons para nossa saúde é que eles têm efeitos anti-inflamatórios e são antioxidantes”, esclarece a médica.

Além dos flavonoides, o ômega 3, que são ácidos graxos, também fazem parte da dieta. “Eles podem prevenir a inflamação relacionada à idade e estresse oxidativo em células cerebrais, além de outros benefícios relacionados ao cérebro, incluindo a prevenção de doenças neurodegenerativas como as demências e declínio cognitivo. Os peixes de água fria, como salmão, atum, arenque, cavala, corvina e sardinha são excelentes fontes de ômega 3, portanto importantes para a função neurológica, sensibilidade cognitiva, aprendizado e comportamento. As castanhas-do-pará, nozes, amêndoas e sementes de chia e linhaça também contam com o ômega-3, além de vitaminas e minerais que reduzem o estresse oxidativo e melhoram o sistema imune, protegendo contra o envelhecimento celular”, destaca a médica.

Segundo a nutróloga, as frutas com antioxidantes, como a laranja, que tem vitamina C, e a uva, que tem resveratrol, protegem os neurônios dos danos oxidativos dos radicais livres, o que também é importante nesse padrão alimentar. “Os ovos, ricos em colina presente nas gemas, também fazem parte da dieta. O nutriente é necessário à transmissão nervosa e à memória. Já os laticínios, aveia, cereais integrais e leguminosas como feijão, lentilha e soja, são fontes de triptofano, aminoácido precursor da serotonina e da melatonina que desempenham importantes papeis no sistema nervoso, como a liberação de alguns hormônios, a regulação do sono, a temperatura corporal, o apetite, o humor, a atividade motora e as funções cognitivas”, completa Marcella.

Para melhora da memória e do desempenho cognitivo, a médica explica que existem alimentos com efeitos imediatos, como as fontes de glicose que rapidamente restabelecem os níveis sanguíneos e o aporte cerebral, e os alimentos fontes de aminoácidos, que são precursores e propiciam a síntese de neurotransmissores. “Mas também existem nutrientes com funções de manutenção estrutural e prevenção de disfunções que atuam a médio e longo prazos, portanto devem ser inseridos dentro de um hábito alimentar saudável”, completa a médica.

Comer alimentos frescos e integrais é a melhor maneira de obter os nutrientes da forma como o cérebro precisa, mas não é a única maneira. “Se as frutas frescas não estiverem disponíveis, as misturas de frutas congeladas são uma boa alternativa. Frutas e vegetais que são congelados rapidamente retêm altos níveis de nutrientes, armazenam facilmente e podem adicionar variedade ao prato mesmo fora de época. Lembre-se de descongelar lentamente, na geladeira”, explica a médica.

A médica enfatiza que o foco dessa dieta não é o emagrecimento. “Mas com acompanhamento, essa dieta pode ser usada também para esse benefício. Além disso, ela também melhora a saúde do coração. É com enfatiza que, ao lado do hábito alimentar, os bons hábitos de sono, prática de atividade física moderada e frequente e um adequado manejo do estresse também têm grandes impactos nas funções cerebrais”, comenta a médica nutróloga.
Suplementos

Apesar da dieta MIND preconizar alimentos saudáveis, os suplementos nootrópicos também podem ajudar no desempenho cognitivo, principalmente para pacientes que buscam algum tipo de estímulo. “Os chamados alimentos nootrópicos – cujo nome vem do grego “nóos” (mente) e “tropo” (direção) – supostamente são capazes de ajudar a melhorar o desempenho mental sem efeitos colaterais negativos. São substâncias que estimulam a nossa capacidade cognitiva, seja por um incremento na memória, atenção, concentração ou motivação. Os nootrópicos são usados pelos homens há milhares de anos e atualmente inúmeros novos compostos com maior eficiência foram descobertos. Alguns alimentos nootrópicos são utilizados desde a antiguidade como o café e o cacau, entre outros”, afirma a médica. “Os suplementos, sempre prescritos por médicos, são indicados quando há necessidade de melhora na performance do cérebro, da memória e concentração”.

Segundo Inês Bloise, engenheira química e diretora de estratégia e negócios da AQiA Nutrition & Vet Solutions, no mercado, esse tipo de substância é geralmente encontrado em suplementos, cafés e chás fortificados e shots de bem-estar, mas as marcas estão adicionando também em chocolates, bebidas e snacks. Muitos novos formatos de produto foram lançados visando facilitar a inclusão na rotina alimentar. Segundo relatório da WGSN, empresa global de previsão de tendências e dados analíticos, este setor faz parte do mercado global de suplementos de saúde cerebral e está prestes a crescer substancialmente, com previsão de atingir 10,7 bilhões de dólares até 2025.

Segundo Inês, o Brasil conta com matérias-primas com esse foco para a indústria de suplementos. É o caso do Bioactive Nootropic N – Fosfatidilserina. “Ele é um componente natural da membrana neuronal do cérebro, que pode estar reduzido com o envelhecimento. A diminuição da fosfatidilserina no cérebro pode estar relacionada com declínio cognitivo, o que poderia ser atenuado com sua suplementação. O declínio de serina no cérebro impacta diretamente na memória, foco e atenção. Esse componente é muito indicado para adultos com uso excessivo de seus “bytes” disponíveis, jovens em fase de vestibular e alguns estudos apontam a funcionalidade para uso por autistas, melhorando a percepção das ações e o foco.

Alguns usuários relatam que há melhora na qualidade do sono, por agir diretamente na questão da atenção e foco no sono, facilitando a concentração na ação de dormir efetivamente. A forma fosfolipídio facilita a permeação nas membranas cerebrais aumentando sua biodisponibilidade”, explica a diretora de estratégia e negócios da AQiA Nutrition & Vet Solutions. Inês sugere também substâncias como Slim Green Coffee e Citarg.

No Brasil, a Biotec Dermocosméticos, do grupo AQiA, lançou para as farmácias de manipulação o conceito do Mind Potion, um suco funcional formulado para gamers e para qualquer pessoa que deseja melhorar o desempenho físico e mental. O suco une ingredientes considerados nootrópicos, como Lipo PS20, Bio-Arct e Slim Green Coffee. Segundo a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocosméticos, Lipo PS 20 é um ativo padronizado em fosfatidilcolina e fosfatidilserina, que irão atuar no processo de formação de novas memórias, concentração, aumento do metabolismo e funcionalidade cerebral.

“Em associação, Bio Arct, uma biomassa marinha padronizada derivada de uma alga vermelha denominada “Chondrus crispus” constituída pelo dipeptídeo citrulil-arginina, é capaz de aumentar a produção energética e o metabolismo celular, o que é importante para o bom funcionamento cerebral. Sua composição única possibilita a ativação da mitocôndria, nossa máquina de força, fornecendo micronutrientes e aumentando a produção de ATP, moeda energética das células, importante para o bom funcionamento cerebral”, acrescenta a farmacêutica.

Já o Slim Green Coffee é uma excelente fonte de compostos fenólicos, principalmente ácidos clorogênicos, e também cafeína natural. “O ácido clorogênico é um potente antioxidante que auxilia na prevenção do envelhecimento celular. A cafeína tem ação termogênica, lipolítica e antioxidante, além de manter o foco e energia”, conta a farmacêutica. O produto de uso oral tem indicação de uma dose por dia.

Por fim, Marcella lembra que os suplementos e medicamentos nootrópicos devem ser consumidos através de prescrição médica, porém os alimentos que têm a funcionalidade de melhorar o estado de atenção e a cognição, podem ser incluídos em um hábito alimentar saudável.

Dia Mundial Sem Tabaco: 7 razões para você largar o cigarro

Dia Mundial Sem Tabaco, uma data que serve para reforçar os perigos para a saúde causados pelo cigarro. Reunimos um time de especialistas de diversas áreas para explicar como o cigarro afeta as estruturas e o funcionamento do organismo. Confira:

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Pele: o tabagismo é um dos principais fatores envolvidos no envelhecimento da pele, favorecendo o surgimento de flacidez, rugas e manchas. Isso ocorre porque o cigarro contém substâncias tóxicas que causam a vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Como resultado, podemos notar uma perda de viço e luminosidade da pele, além do amarelamento do tecido e a diminuição da firmeza por conta da oxigenação e nutrição reduzidas”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Cabelos: assim como afeta a pele, o cigarro também pode prejudicar o couro cabeludo e, consequentemente, os fios. “Para manter-se saudável e crescer adequadamente, o couro cabeludo precisa de oxigenação e nutrição, que são prejudicadas devido à vasoconstrição provocada pelo cigarro. Além disso, as substâncias tóxicas contidas no produto chegam ao couro cabeludo pela corrente sanguínea, gerando um quadro inflamatório que torna a região mais suscetível a sofrer com problemas como psoríase, dermatite seborreica, irritação, afinamento e quebra dos fios e até mesmo queda capilar”, alerta Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Fertilidade: o cigarro é um dos principais causadores da infertilidade, pois os componentes tóxicos presentes no produto, como a nicotina e o alcatrão, pioram severamente a qualidade reprodutiva. “Nas mulheres, o tabagismo é capaz de favorecer a deterioração dos óvulos, envelhecendo-os em até dez anos e acelerando o início da menopausa, o que é especialmente prejudicial hoje em dia, quando as mulheres estão querendo engravidar cada vez mais velhas. Já nos homens o hábito de fumar diminui a quantidade de espermatozoides e fragmenta o DNA do esperma, reduzindo assim a capacidade de fecundação, além de também contribuir para a perda do apetite sexual e a disfunção erétil”, afirma Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da Clínica Mater Prime, em São Paulo.

Circulação: além dos danos ao coração, a circulação também sofre com o tabagismo. “O cigarro pode causar problemas circulatórios como arteriosclerose e tromboangeite obliterante, distúrbio que afeta as extremidades do corpo. Em ambos os casos, há riscos de ter de amputar os membros, como pernas, pés e mãos”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Além disso, a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos e o monóxido de carbono reduz a concentração de oxigênio no sangue. “Todo esse processo pode causar complicações para o normal funcionamento dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose, principalmente quando há fatores de risco envolvidos.”

young woman smoking cigarette

Cérebro: muitos produtos químicos nos cigarros são tóxicos para o cérebro, estando associados ao declínio mental e à demência. O acetato de chumbo, por exemplo, é uma das substâncias tóxicas que possuem efeito cumulativo para o organismo, na medida em que o chumbo não é eliminado. Então, há um risco de danos celulares e desenvolvimento de tumores. E o mesmo vale para o fumo passivo.

Processo de recuperação e cicatrização: o tabagismo também é extremamente prejudicial, por exemplo, para aqueles que se submeteram ou ainda vão passar por procedimentos estéticos e cirurgias “Existe uma maior incidência de complicações cirúrgicas em pacientes tabagistas devido à vasoconstrição causada pelo cigarro, incluindo trombose pulmonar, infecção, hematoma, necrose de tecidos e problemas com qualidade de cicatriz”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery). “Alguns estudos apontam um aumento de até quatro vezes o número de complicações e intercorrências em decorrência do tabagismo, tanto no aparelho respiratório como risco de necroses e dificuldade de cicatrização da área operada”, completa.

Nutrição: o hábito de fumar é capaz de influenciar até mesmo nos aspectos nutricionais do organismo. “Por atuar no sistema nervoso central, o cigarro causa uma diminuição do apetite, pois afeta a atividade de neurotransmissores que são responsáveis pelo controle da fome, além de alterar o paladar e o olfato, reduzindo o gosto e o aroma dos alimentos”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). “Além disso, o cigarro promove um efeito termogênico, acelerando o metabolismo, o que leva ao emagrecimento e reduz a oxigenação dos tecidos do organismo, que causa envelhecimento precoce e acelerado”, finaliza.

Você sabe o que são flavonoides e por que eles são importantes?

Verduras, legumes, frutas, temperos e até o chocolate amargo contam com flavonoides, compostos químicos altamente antioxidantes que só trazem benefício ao cérebro e ao coração

O que mirtilos, espinafre e chocolate amargo têm em comum? Eles são todos ricos em flavonoides, compostos químicos encontrados nas plantas que lhes dão cor – e poderes medicinais. “Pesquisas mostram que os flavonoides fornecem uma ampla gama de benefícios à saúde, desde sua alta capacidade antioxidante para ajudar a prevenir e combater o câncer e reduzir o risco de doenças cardíacas até preservar a função cerebral. Eles também são apontados como uma estratégia para combater rugas”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). “A principal razão pela qual os flavonoides são bons para nossa saúde é que eles têm efeitos anti-inflamatórios e são antioxidantes”, esclarece.

Os antioxidantes ajudam a combater a inflamação e o envelhecimento celular, segundo Marcella. “Os flavonoides também têm propriedades que podem ajudar a prevenir a formação de coágulos sanguíneos. Um estudo publicado no ano passado na revista Hypertension, da American Heart Association, sugere que flavonoides em alimentos como frutas vermelhas, vinho tinto, maçãs e peras podem influenciar as bactérias intestinais de uma forma que reduz a pressão arterial”, explica.

Por causa disso, os flavonoides desempenham um papel central nas dietas mediterrânea (baseada no consumo de alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes, cereais, leite e queijo, e excluindo ou evitando produtos industrializados como salsicha e comida congelada), DASH (que tem como plano principal diminuir a pressão arterial) e MIND (mescla da dieta mediterrânea e DASH), os padrões alimentares mais recomendados pelos especialistas em saúde do coração e do cérebro. “Embora existam algumas diferenças, as três dietas colocam um foco pesado em frutas, vegetais, nozes e feijões ricos em flavonoides”, explica a Dra. Marcella.

No Brasil, a maioria das pessoas não consome flavonoides suficientes, principalmente porque não comem a quantidade diária recomendada de frutas e vegetais. É recomendado que os adultos comam de 1,5 a 2 xícaras de frutas por dia e de 3 a 4 xícaras de vegetais. “Mas, no padrão alimentar ocidental apenas 1 em cada 10 adultos come tantos vegetais e apenas 1 em 8 come uma quantidade suficiente de frutas”, conta a Dra. Marcella.

A boa notícia é que os flavonoides são encontrados em uma variedade tão ampla de frutas, vegetais e outros alimentos que não deve ser difícil encaixá-los em sua dieta. “Eles são encontrados em cerejas, maçãs, uvas, alho-poró e vegetais verdes folhosos, como espinafre, alface romana e couve, além de temperos e especiarias como cúrcuma, páprica, cominho, tomilho, salsa e orégano. Se você come alho e cebola, também vai encontrá-los lá. A soja também conta com esses compostos”, explica a médica.

O ideal, enfatiza a médica nutróloga, é comer uma ampla variedade de alimentos ricos em flavonoides para obter o maior valor nutrológico proveniente deles. “O objetivo é comer uma variedade de frutas e vegetais de cores diferentes. Comer um arco-íris”, exemplifica. “Se você não está acostumado a comê-los, pode incluí-los em sua dieta lentamente, para adequar o paladar. Coma mais um pedaço de fruta por dia; coloque mais um vegetal no seu prato na hora do jantar. Tentar reformular toda a sua dieta pode ser difícil, então comece fazendo pequenas mudanças.”

Comer alimentos frescos e integrais é a melhor maneira de obter os flavonoides de forma como o organismo precisa, mas não é a única maneira. “Se as frutas frescas não estiverem disponíveis, as misturas de frutas congeladas são uma boa alternativa. Frutas e vegetais que são congelados rapidamente retêm altos níveis de nutrientes, armazenam facilmente e podem adicionar variedade ao prato mesmo fora de época. Lembre-se de descongelar lentamente, na geladeira”, explica a médica.

Você também pode beber flavonoides. Bebidas como vinho tinto e chá, especialmente chá preto ou verde, são boas fontes. “Frutas e vegetais também podem ser espremidos em sucos ou smoothies, mas o suco não é o ideal porque remove muita fibra benéfica”, explica a médica. “No entanto, se essa é a única maneira de colocá-los em sua dieta, então faça isso”.

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Para os amantes do chocolate, uma boa notícia: ele é, talvez, a forma mais palatável de incluir flavonoides na rotina. “Mas o chocolate amargo, por conter maior quantidade de cacau, é o que concentra mais flavonoides”, comenta a médica. “Há muitos alimentos que você pode escolher, então coma os que você gosta. E não tenha medo de experimentar novos. Qualquer pessoa que já siga as dietas mediterrânea, DASH ou MIND – ou qualquer dieta baseada em vegetais de alta qualidade – não deve se preocupar. O objetivo é consumir um padrão alimentar saudável. E se estivermos fazendo isso, estaremos consumindo flavonoides suficientes”, finaliza a médica nutróloga.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e da Sociedade Brasileira para o Estudo do Envelhecimento. Instagram: @dra.marcellagarcez

10 saudáveis razões para você comer chocolate amargo na Páscoa (e no ano todo)

Muitos estudos já foram feitos sobre o chocolate amargo. Uma revisão publicada no final de 2019, por exemplo, destaca chocolate como a “comida dos deuses” e enumera diversos benefícios com comprovação científica daqueles com maior concentração de cacau

O sabor, a textura e a versatilidade, mas também a história e seu encanto, fazem do chocolate uma paixão mundial que vem desde os tempos mais antigos: os maias por exemplo consideravam o chocolate (bebida de cacau preparada com água quente) o “Alimento dos Deuses”. De lá para cá, muita coisa mudou, e os processos industriais adicionaram pelo menos dois ingredientes ao cacau: gordura e açúcar. Surgiram também versões brancas do chocolate sem a massa de cacau e contando apenas com a manteiga do fruto, juntamente com leite em pó e açúcar.

Para não ter erro: quando falamos em benefícios do chocolate nos referimos à constituição da massa do cacau (de cor escura), portanto quanto maior o percentual dele no chocolate, mais saudável o é alimento e também mais escuro e amargo. Para se ter uma ideia, uma revisão recente publicada no final de 2019 no International Journal of Environmental Research and Public Health enumera oito benefícios dos chocolates mais amargos.

“O cacau, ingrediente básico do chocolate, contém uma quantidade significativa de gorduras boas (40-50% em manteiga de cacau, com aproximadamente 33% de ácido oleico, 25% de ácido palmítico e 33% de ácido esteárico). Ele também contém polifenóis, que constituem cerca de 10% do peso seco de um feijão inteiro. O cacau é uma das principais fontes de polifenóis na dieta ocidental, contendo mais compostos fenólicos do que a maioria dos alimentos. Três grupos de flavonoides podem ser identificados nos grãos de cacau: catequinas (37%), antocianidinas (4%) e proantocianidinas (58%); essas substâncias são os fitonutrientes mais abundantes no cacau e responsáveis por seus benefícios com relacionados às ações anti-inflamatória, antioxidante e vasculotônica”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Seria ótimo se o nosso paladar fosse educado ao cacau 100%. No entanto, a amargura causada pelos polifenóis torna os grãos de cacau não processados bastante desagradáveis. “Os fabricantes, portanto, desenvolveram técnicas de processamento para eliminar o amargor, criando chocolates com menor teor de cacau (ao leite, com oleaginosas, meio amargo e o branco). Tais processos reduzem o conteúdo de polifenóis em até 10 vezes: para os consumidores, o produto é marcadamente diferente, principalmente devido ao baixo teor de polifenóis e às outras substâncias adicionadas durante a fase de processamento (por exemplo, açúcar e emulsificantes como lecitina de soja)”, diz a médica.

“Os polifenóis estão associados aos efeitos benéficos; portanto, o cacau e o chocolate amargo (aquele que traz o cacau como primeiro item da lista de ingredientes no verso da embalagem) assumiram importância significativa e podem ser adicionados ao hábito alimentar com efeitos nutritivos e funcionais”, completa Marcella.

Abaixo, 10 motivos relacionados à saúde para consumir o chocolate amargo:

Foto: Her.ie

Efeitos cardiovasculares – uma série de benefícios para o sistema cardiovascular pode ocorrer após a ingestão regular de alimentos e bebidas que contenham cacau. “Os chocolates com maior concentração de cacau têm ação vasodilatadora, melhoram a função vascular e contam com atividades antiplaquetárias, prevenindo a formação de placa de gordura dentro das artérias”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da diretoria (comissão de marketing) da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

“Esses benefícios têm forte relação com a presença dos flavonoides, que são anti-inflamatórios e antioxidantes. Em adultos jovens e saudáveis, uma ingestão diária de 20g de chocolate de cacau mais alto (90%) por um período de 30 dias melhorou a função vascular, reduzindo as pressões da artéria braquial central e promovendo o relaxamento vascular. Um estudo prospectivo sueco relacionou o consumo de chocolate com menor risco de infarto do miocárdio e doença cardíaca isquêmica”, afirma Marcella.

Segundo o estudo, uma revisão sistemática, o uso regular de chocolate pode estar associado a um risco cardiovascular reduzido e a sugestão de dose adequada para consumo de chocolate foi de 45g por semana, uma vez que níveis mais altos podem contrariar os benefícios à saúde devido a efeitos adversos associado ao consumo elevado de açúcar.

Antidiabético – os componentes do cacau oferecem importante ação como agentes antidiabéticos, especialmente com diabetes mellitus tipo 2 (T2D). “Esse aspecto é de particular relevância devido à emergente epidemia mundial de síndrome metabólica, que inclui obesidade, diabetes e dislipidemia. O cacau e seus flavonóis melhoram a homeostase da glicose, retardando a digestão e absorção de carboidratos no intestino”, afirma a médica nutróloga. O cacau e seus flavonóis melhoram a sensibilidade à insulina, regulando o transporte de glicose e as proteínas sinalizadoras de insulina nos tecidos sensíveis à insulina (fígado, tecido adiposo e músculo esquelético), prevenindo efeitos oxidativos e danos inflamatórios, segundo o estudo.

Contra obesidade – recentemente, estudos investigaram os efeitos preventivos ou terapêuticos do cacau e de seus constituintes contra a obesidade e a síndrome metabólica. Na revisão desses relatos, os autores citam estudos que observaram uma redução na expressão de vários genes associados ao metabolismo e armazenamento de gorduras, além de aumentar a expressão de genes associados à termogênese. “Em um estudo clínico, o cheiro de chocolate amargo foi avaliado para avaliar a resposta do apetite. O chocolate produziu uma resposta de saciedade, reduzindo o apetite; portanto, poderia ser útil na prevenção do ganho de peso. Além disso, os flavonoides podem produzir eventos metabólicos que induzem a lipólise (quebra de gordura); tais eventos reduzem a deposição lipídica e a resistência à insulina”, afirma a médica. O chocolate escuro também pode funcionar em combinação com outros nutracêuticos e ter efeitos positivos no perfil lipídico. Um ensaio cruzado de 4 semanas entre 31 adultos com sobrepeso ou obesos determinou que o consumo diário de amêndoas (42g / dia) sozinho ou combinado com chocolate escuro foi efetivo para a redução do colesterol total e da fração colesterol de baixa densidade (LDL). Os autores concluíram que incorporar amêndoas de cacau e chocolate amargo em uma dieta, sem exceder as necessidades energéticas, pode reduzir o risco de doença cardíaca coronariana.

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Melhora da microbiota intestinal – nos últimos anos, há um interesse crescente nos estudos da microbiota intestinal e suas alterações como resultado dos hábitos alimentares. O intestino humano hospeda a microbiota intestinal, uma enorme coleção de microrganismos com papel fundamental no armazenamento de energia e distúrbios metabólicos. “Em um estudo de intervenção humana, projetado para investigar a influência da alta ingestão de flavonoides de cacau no crescimento da microbiota fecal humana, os autores avaliaram que a ingestão de 494 mg de flavonoides de cacau/dia por quatro semanas teve um efeito significativo no desenvolvimento da microbiota intestinal”, explica Marcella.

Um ‘up’ para o sistema imunológico – estudos in vivo e in vitro mostraram que o cacau possui propriedades regulatórias nas células imunes implicadas na imunidade inata e adquirida. “Os efeitos positivos dos flavonoides de cacau no sistema imunológico, por vários mecanismos, são conhecidos como a redução da liberação de mediadores, a restauração do equilíbrio das células e a regulação negativa de produção de imunoglobulinas”, diz a médica.

Benefícios ao sistema nervoso central – existem evidências de algum fator benéfico no sistema nervoso central. “Os polifenóis do chocolate preto podem atuar no sistema nervoso central (SNC) e nas funções neurológicas através da liberação de óxido nítrico, responsável pela vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo cerebral que fornece oxigênio e glicose aos neurônios, levando ao aumento na formação e manutenção de vasos sanguíneos no hipocampo. Além disso, o potencial antioxidante dependente do polifenol pode contribuir para a melhora de alguns distúrbios neurodegenerativos”, afirma a médica.

Estímulo à felicidade – segundo estudos, a ingestão de chocolate está ligada também a aspectos emocionais, ao aumentar a síntese cerebral de serotonina, o famoso hormônio da felicidade e que produz uma sensação de energia e prazer. Mas é necessário ter cautela no consumo de chocolates com teor maior de açúcar, uma vez que os carboidratos também estão envolvidos nesse processo em um primeiro momento, mas seu excesso também pode causar distúrbios metabólicos e elevar a sensação de culpa.

Poder sobre aspectos sexuais – o chocolate exerce vários efeitos sobre a sexualidade humana, atuando principalmente como afrodisíaco. “O cacau em pó e o chocolate contêm substâncias que, em conjunto com outros componentes do chocolate (como cafeína e teobromina), produzem uma sensação transitória de bem-estar. “O principal componente da excitação sexual é a vasocongestão periférica dos tecidos genitais, pelo aumento dos níveis de óxido nítrico; assim, juntamente com a serotonina, com produção aumentada após o consumo de cacau, pode estar envolvido no processo de estímulo sexual”, diz a médica nutróloga.

Prevenção da anemia – rico em ferro, o cacau pode ajudar a prevenir a anemia. “O ferro é essencial para a formação da hemoglobina, que é um componente das hemácias responsável pelo transporte de oxigênio para o organismo e que normalmente está em menores quantidades em caso de anemia”, explica a médica. Enquanto 100g de cacau contam com 13,9 mg de ferro, cada 100g de feijão, geralmente citado como uma boa fonte desse mineral, possui 5,1mg.

Efeito anti-idade na pele – de acordo com a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o chocolate amargo não causa espinhas, ao contrário do que muitos acreditam. “Devido à alta concentração de cacau em sua fórmula, o chocolate amargo é, na verdade, um aliado da saúde da pele, pois suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias ajudam a conferir luminosidade e hidratação ao tecido cutâneo, além de auxiliarem na proteção aos danos dos raios UV, prevenirem rugas e combaterem os radicais livres”, destaca a dermatologista.

Mas atenção! Mesmo que você opte pelo chocolate amargo é importante tomar cuidado com o consumo excessivo, pois, independentemente da concentração de cacau, o chocolate ainda tem açúcar e gorduras saturadas. No final das contas, é importante controlar o consumo diário. Para obter os benefícios, o ideal é consumir entre 25 g a 50 g de chocolate ao dia, dando preferência às opções com maior concentração de cacau, como os chocolates mais amargos.

Além dos tipos mais comuns, existe o chocolate rosa, “feito a partir da semente do cacau rubi, esse chocolate se diferencia dos demais devido a sua coloração rosada natural, sem adição de corantes artificiais. O chocolate rosa se destaca pelo seu sabor diferenciado, sendo mais cremoso, frutado e adocicado, com um leve toque cítrico. Feito a partir do cacau rubi possui uma quantidade maior de polifenóis do que o chocolate convencional, pois os flavonóis presentes no ingrediente são mantidos até o produto final devido ao processo de fermentação especial pelo qual as sementes passam para que não percam o sabor e a coloração natural”, explica Marcella.

O único problema do chocolate rosa é o seu preço, pois tende a ser bem mais caro do que o chocolate amargo. Seguindo essas dicas, a guloseima pode ser consumida sem culpa. “Isso porque, no geral, o chocolate possui baixo índice glicêmico e se tiver mais de 65% de cacau, é um alimento que possui muitas funcionalidades e benefícios à saúde”, finaliza Marcella.

Fontes:
Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran.
Aline Lamaita é cirurgiã vascular, membro da diretoria (comissão de marketing) da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine.
Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

7 motivos para você diminuir o consumo do açúcar e parar com excessos na dieta em 2022

Apesar de serem deliciosos, alimentos ricos em açúcar, como doces e carboidratos, podem causar uma série de danos ao organismo quando consumidos em excesso. Então, aproveite a virada do ano para abandonar de vez esse hábito

Não há melhor momento para adotar um estilo de vida mais saudável e abandonar hábitos ruins do que a virada do ano, afinal, o primeiro dia de janeiro marca um novo início para todos nós. Não é à toa que a maior parte das pessoas faz promessas para cumprir durante o ano que vai começar. Mas se você ainda não sabe quais mudanças vai adotar em 2022 para tornar sua vida mais saudável, uma boa estratégia é apostar na redução do consumo excessivo de doces, bem como de carboidratos como pães e massas, visto que esses são convertidos em açúcar pelo organismo. Isso porque esses alimentos podem causar uma série de danos ao organismo.

É claro que diminuir a ingestão de açúcar pode parecer algo desafiador, principalmente para quem não passa um dia sem consumir um docinho após o almoço. Mas para te motivar a adotar esse cuidado durante 2022 e para o resto de sua vida, reunimos um time de especialistas para apontar os principais danos que o consumo excessivo de açúcar pode causar. Confira:

Favorece o aparecimento de doenças metabólicas e câncer: “O consumo excessivo de açúcar pode levar a doenças metabólicas como obesidade e diabetes, porém agrava os riscos de doenças cardiovasculares, inflamatórias, degenerativas e até neoplásicas”, explica Marcella Garcez. O açúcar também pode favorecer o surgimento de câncer.

“As células cancerígenas, assim como todas as outras células do organismo, precisam de fontes de energia para sobreviver. Enquanto algumas células retiram essa energia do oxigênio, outras, como as células neoplásicas, utilizam como fonte de energia a fermentação do açúcar. Dessa forma, o açúcar, mais especificamente a glicose, pode impulsionar o desenvolvimento do câncer, já que alimenta as células cancerígenas, que crescem e se espalham pelo organismo”, ressalta a médica nutróloga. “O açúcar é um vilão ainda maior se o câncer já estiver em desenvolvimento, pois, durante os períodos de rápido crescimento do tumor, as células cancerígenas digerem o açúcar até 200 vezes mais rápido do que as células normais.”

Envelhece a pele e causa queda capilar: o excesso de açúcar pode levar ao envelhecimento precoce da pele devido a um processo conhecido como glicação. “A glicação é a relação entre o consumo excessivo de açúcar refinado (carboidratos) e o envelhecimento cutâneo acelerado. Neste processo, a glicose que fica solta no sangue liga-se as proteínas, formando assim os AGEs (produtos finais da glicação avançada). Esses AGEs causam uma desordem tecidual, degradando as fibras de colágeno e elastina e levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas e ao envelhecimento do tecido. Dessa forma, é necessário utilizar suplementos antiglicantes como Glycoxil para reverter os danos”, explica a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos. E algumas pessoas são mais propensas que outras a sofrer com esse processo.

“A genética é capaz de alterar de forma importante a maneira como o organismo combate a glicação. Por exemplo, portadores dos genes AGER e GLO1 estão relacionados a um menor combate do fenômeno de glicação”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene. Além de afetar a pele, o consumo excessivo de açúcar também pode prejudicar a saúde dos cabelos. “Isso porque o aumento de insulina provocado pela ingestão de açúcar faz com que sejam liberados hormônios que inibem a divisão celular da raiz capilar, além de provocar um processo inflamatório que afeta o couro cabeludo, favorecendo o afinamento dos fios e a queda capilar”, ressalta a médica nutróloga.

Atrapalha os resultados de procedimentos estéticos: segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, além do processo de glicação, o organismo também requisita enzimas não habituais para combater a glicose, o que aumenta a produção de radicais livres, causando um estresse oxidativo no organismo que piora ainda mais a glicação das fibras de colágeno, acelerando sua degradação. “E, como chave dos procedimentos estéticos é o estímulo de colágeno, pacientes com marcadores altos de estresse oxidativo tendem a conquistarem resultados menos expressivos quando submetidos a cirurgias plásticas, além de possuírem mais riscos de sofrerem com problemas de cicatrização e trombose no pós-operatório”, destaca a cirurgiã plástica.

Aumenta a predisposição a problemas circulatórios: o açúcar em excesso pode ser amargo para o coração. O médico cardiologista e geriatra Juliano Burckhardt, membro do Corpo Clínico do Hospital Sírio Libanês, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, explica que o açúcar está relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus, além de ser apontado como grande vilão para o aumento de colesterol.

“Com a obesidade e a diabetes, cria-se um círculo vicioso no organismo, no qual a obesidade retroalimenta e potencializa os riscos de diabetes e patamares elevados de gordura no sangue, tudo convergindo para uma constante e crescente ameaça à saúde cardiovascular. Além disso, o açúcar pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, causando, por exemplo, o espessamento e o acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, com consequente obstrução desses vasos”, explica o geriatra. “Dependendo da artéria afetada, tal quadro pode levar ainda a incidência de infarto, derrame e problemas de claudicação, que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque falta sangue nas pernas”, diz a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Aumenta a suscetibilidade a infecções vaginais: doces e carboidratos em excesso também podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase em mulheres. Esses alimentos tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento.

Prejudica a saúde oral: o açúcar é um dos grandes vilões da saúde oral. “Um dos principais problemas nesse sentido é a formação de cáries, que ocorre quando as bactérias da boca metabolizam o açúcar que consumimos, tornando o pH da boca ácido e, consequentemente, provocando a desmineralização do esmalte dos dentes e o aparecimento das cáries. E o pior é que o início dessa ação ocorre poucas horas após a ingestão do açúcar. Além disso, o açúcar também favorece o acúmulo de placa bacteriana que, quando não removida adequadamente, também pode ocasionar gengivite e mau hálito”, alerta Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP.

Interfere na fertilidade: além de favorecer a obesidade, o que prejudica a qualidade e a quantidade dos espermas e o processo de ovulação, a ingestão de açúcar, por si só, já reduz as chances de um casal engravidar. “O consumo excessivo de açúcar pode levar a um processo inflamatório com consequente risco de estresse oxidativo, o que pode lesar o DNA de células germinativas, aumentar a frequência de mutações prejudiciais e desequilibrar a expressão de genes que atuam na reprodução, assim comprometendo o processo reprodutivo”, afirma Sady.

Logo, o segredo para não prejudicar a saúde é apostar na moderação, reduzindo o consumo de açúcar a, no máximo, uma colher de sopa do ingrediente por dia. O problema é que pode ser muito difícil reduzir de tal forma a ingestão de açúcar, até porque a maioria dos alimentos contêm alguma forma da substância em sua composição. Mas a boa notícia é que existem medidas que podem ser tomadas para reduzir os danos causados pelo açúcar. “Por exemplo, existem nutrientes como fibras, gorduras boas e proteínas que se forem ingeridos juntos com carboidratos refinados, doces e açúcares, reduzem a velocidade de digestão e absorção do açúcar no sangue, diminuindo o índice glicêmico e fazendo com que não os níveis de glicose e insulina circulantes não aumentem tão rápido”, afirma Marcella.

Foto: JanFidler/Morguefile

Por fim, para combater a ação do açúcar nos dentes e prevenir o surgimento de cáries e outras doenças orais, o mais importante é investir na escovação, que deve ser realizada com uma escova de cerdas ultramacias, já que cerdas duras podem machucar as gengivas e provocar a retração gengival, e com uma grande quantidade de cerda. “Mas, lembre-se que a quantidade deve estar aliada à qualidade das cerdas. Um bom exemplo neste caso é a escova CS 5460 ultrasoft, da Curaprox, que conta com 5460 cerdas de Curen, um tipo de fibra mais fina e ultramacia capaz de desorganizar totalmente a placa bacteriana sem causar injúrias ou traumatismos nos dentes e gengivas”, explica Lewgoy.

Além da escovação, outra dica fundamental para evitar os danos do açúcar nos dentes é utilizar uma escova interdental diariamente para remover o acúmulo da substância nos espaços interdentais, como a Curaprox CS Prime. “Esta escova especial é responsável pela desorganização da placa bacteriana ou biofilme oral que se localiza na região entre os dentes, possuindo maior efetividade que o fio ou fita dental, pois muitos dentes, especialmente os posteriores, possuem uma depressão nesta área que apenas a escova interdental é capaz de atingir e higienizar adequadamente”, finaliza o cirurgião dentista.

8 dicas de sobrevivência para enfrentar o Natal e Ano-Novo e manter uma alimentação saudável

Muitas vezes é difícil resistir aos excessos, mas com algumas dicas é possível ficar saciado sem se sentir estufado de comida

O final de ano é uma temporada de comidas gostosas, bebidas e excessos em festas, Natal e Ano Novo. Embora guloseimas e alimentos para ocasiões especiais possam representar um bom momento no convívio social e até adicionar variedade e prazer às dietas (com moderação), os excessos podem fazer o esforço de muito tempo ruir, resultando em alguns quilinhos a mais.

“A melhor maneira de emagrecer sem correr o risco de engordar novamente é fazer uma reeducação alimentar para poder comer de tudo, mas na medida certa, sem ter que recorrer a remédios para emagrecer ou cirurgia, alcançando resultados definitivos. Independentemente de quão saudável você normalmente coma, é útil reconhecer o que é excesso em sua alimentação”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

“E é preciso reconhecer isso antes de ter um problema gastrointestinal por conta dos excessos”, acrescenta. A médica dá algumas dicas abaixo para passar pelas festas de fim de ano sem ficar com peso extra na barriga e na consciência:

Planeje suas bebidas
Além das calorias, o álcool contém açúcar e algumas bebidas contam também com sódio – que em excesso dificulta a circulação sanguínea. “Independente do teor alcoólico e do processo de produção, se são fermentadas ou destiladas, as bebidas mexem com o organismo e o fígado de tal forma que desregula o sono, aumenta a vontade de alimentos mais gordurosos e também causa desidratação”, diz a médica. Tente estabelecer um limite de álcool antes de chegar a uma festa ou evento social. Uma boa estratégia é alternar álcool com água. Para manter sua ingestão de açúcar baixa, troque as bebidas açucaradas por sucos naturais.

Coma antes da festa
Invista na sua alimentação saudável antes da festa, pois pode ser um erro chegar com fome em um banquete, pois fica mais difícil resistir à tentação. “A opção ideal é fazer uma refeição saudável de antemão. Procure comer bastante salada ou legumes, algumas proteínas magras (carne, frango ou peixe) e uma pequena porção de carboidratos integrais. As proteínas da dieta nos deixam mais satisfeitos por mais tempo”, diz a médica.

Foto: BusyMomsBlog

Tenha uma estratégia de prato
É difícil acompanhar o quanto você comeu enquanto desfruta de petiscos. As melhores opções são os palitos de legumes em vez dos biscoitos e prefira molhos à base de vegetais. Se você gosta de queijo, concentre-se na qualidade e não na quantidade e corte conscientemente fatias finas. Mas coma com moderação. “Escolha legumes ou saladas cozidas no vapor. Os vegetais contêm vitaminas essenciais, minerais, fitoquímicos, cargas de fibras para deixar o apetite saciado ao mesmo tempo em que oferece poucas calorias.” Outra boa opção são as oleaginosas, que oferecem grande quantidade de proteínas e ômegas, mas devem ser ingeridas com moderação.

Limite a quantidade de pratos
Não é necessário perder refeições deliciosas ao comer em uma festa. Uma maneira simples de evitar a sobrecarga é limitar-se a um ou dois pratos, por exemplo: salada e prato principal, ou prato principal e sobremesa.

Concentre-se em proteínas magras e vegetais
Em vez de massas ricas em carboidratos simples e pratos à base de arroz, selecione as refeições principais que incluem alimentos com proteínas magras e saladas ou legumes. Para evitar gorduras prejudiciais à saúde, é melhor evitar frituras em geral e gorduras visíveis das carnes.

Conheça sua fraqueza!
A maioria de nós tem uma queda por algo doce ou salgado. Admitir isso é importante! “Qualquer que seja sua fraqueza, é necessário entender que não pode haver um excesso. Limite a saborear o alimento em vez de comer grandes quantidades”, diz a médica.

Evite os alimentos ultraprocessados
Salgadinhos empacotados, refrigerantes, carnes processadas que contêm poucos nutrientes e muitos conservantes, a alta ingestão está relacionada ao risco elevado de disfunções metabólicas e alguns tipos de câncer. Nas festas, troque os alimentos ultraprocessados por opções mais naturais.

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De olho na sobremesa
Se você gosta de sobremesa, ofereça para compartilhar com alguém, reduza as quantidades e procure opções à base de frutas. “Opte por doces que contenham comida de verdade, como as frutas, e evite os mais processados com leite condensado, doce de leite e calorias vazias”, alerta a médica. “O consumo excessivo desses alimentos ricos em açúcares que pode levar a doenças metabólicas como obesidade e diabetes, ainda agravar os riscos de doenças cardiovasculares, inflamatórias, degenerativas e até neoplásicas”, diz Marcella.

Por fim, a médica reforça que quem não conseguir seguir essas estratégias, pelo menos deve pensar em limitar a quantidade consumida das comidas que mais gosta. “Isso já ajuda a reduzir os riscos à saúde”.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Projeto verão: segredos para aumentar a massa magra e definir músculos

Algumas estratégias podem ajudar na construção muscular e elas vão desde a alimentação ao bom descanso

Ainda existe muita gente que faz atividade física, bate cartão todo dia na academia de musculação, mas se esquece que existem outras variáveis envolvidas no processo de hipertrofia muscular, com ganho de massa magra. “Precisamos entender o que gera a hipertrofia. Basicamente precisamos estar atentos a três fatores: ter uma boa alimentação, comendo a quantidade certa de proteínas, dormir pelo menos oito horas por dia e estimular bem os grupos musculares”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. “Além disso, os suplementos podem ser úteis nesse processo”, acrescenta.

Consumo de proteínas: quem pratica atividade física para ganhar massa magra certamente já ouviu falar que precisa inserir alimentos ricos em proteínas na dieta. “Isso é necessário, uma vez que os aminoácidos proporcionam o crescimento e a reparação de tecidos, e isso inclui a massa muscular. Esses nutrientes também atuam no metabolismo celular e na contração dos músculos”, afirma Marcella.

“Estudos mostram que para um ganho focado em hipertrofia deveremos ingerir 1,5g a 2g de proteína por quilo de peso corporal. Isso significa que, se você tem 80kg, deve ingerir no processo de hipertrofia entre 120g e 160g de proteína. Para dar um exemplo, um filé de frango tem em média 30g de proteína. Talvez você precise suplementar, mas consulte sempre um especialista. E não esqueça de incluir nessa conta as proteínas vegetais”, diz a especialista.

Com ferro e nitratos, o espinafre é uma boa opção vegana para aumentar o ganho de massa magra, pois é rico em proteína, vitaminas e minerais. “Fonte de proteína vegetal, o espinafre contém boas quantidades de vitamina K, vitamina C, vitamina E, Ferro, Fibras, Cálcio e vitaminas do grupo B”, diz a médica.

“A ervilha também é uma boa fonte de proteínas vegetais e ainda fornece muitas fibras. Com alta quantidade de aminoácidos essenciais, ideais para quem quer ganhar massa muscular, pois são necessários para a síntese proteica, a ervilha tem quantidades de aminoácidos essenciais comparáveis às proteínas de origem animal”, explica. Mas cuidado com os excessos: proteína demais, além de ter efeito catabólico (de diminuição da massa muscular), ainda pode fazer mal para os rins. Quer uma dica? Tente calcular o consumo diário ou use aplicativos de contagem de calorias e macronutrientes, já que eles podem dar uma boa ideia de como está a sua rotina alimentar.

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Treinos: nas academias, o ideal é buscar exercícios que possam ser feitos com o máximo de peso (priorizando o movimento correto de exercício), buscando fazer a série até a falha, algo entre 8 e 12 movimentos. Também podemos contar com estratégias para quem treina com o peso do corpo: “No caso das flexões de braço e agachamentos, pode ser variado o estímulo, utilizando técnicas de ‘tempo’ e isometria, mantendo o músculo acionado por mais tempo”, explica. Em vez de simplesmente agachar e voltar ao normal, tentar segurar nessa posição por 20, 30, 45 segundos ou 1 minuto por ser mais eficiente. “Após o término do exercício também há a necessidade da ingestão de carboidratos para a reposição de glicogênio muscular e hepático”, diz a médica. Vegetais também são importantes, porque contêm vitaminas e minerais, que ajudam na recuperação do organismo depois dos exercícios.

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Sono: você já deve ter ouvido seu professor de academia enfatizar que “é no descanso que o músculo cresce”. “Dormir as oito horas por dia é indispensável”, explica. “Além de ajudar a manter a massa magra e regenerar as fibras musculares, o nosso organismo precisa desse descanso reparador para melhorar a resposta imune”, acrescenta a médica.

Suplementação: “O mais importante de tudo é saber que a suplementação não substitui a alimentação, ela serve justamente para complementar uma dieta. São preparações indicadas para complementar e adequar a dieta a uma nutrição que talvez esteja com uma carência de algum nutriente. Tem como principais funções: melhorar a performance de treino, aumentar a massa muscular, diminuir o percentual de gordura e diminuir a fadiga”, explica. Com relação à ajuda dos suplementos, as substâncias atendem três frentes importantes para a hipertrofia: 1) contribuem para construção muscular, por meio da oferta de nutrientes; 2) colaboram para a performance durante o exercício, oferecendo melhores condições, como mais energia e instigação para se exercitar; e 3) apoiam todo o processo, seja favorecendo o emagrecimento, melhorando a qualidade do sono, reduzindo a condição de estresse e melhorando a imunidade. “Em treinos normais, os suplementos permitem que o indivíduo execute treinos mais elaborados, com resultados mais rápidos e visíveis”, diz Marcella. Há vários disponíveis, com opções de origem animal (whey protein e albumina), vegana (proteína da soja, do arroz e da ervilha) e associações importantes como creatina monohidratada, que potencializa a reposição proteica, aumentando a massa muscular e força.

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Para quem quer ganhar ainda mais músculos em áreas que teimam em não crescer, isso é possível com a ajuda da tecnologia do T Sculptor, um procedimento que contribui para o enrijecimento, fortalecimento e hipertrofia muscular e utiliza-se da tecnologia Hifem (High-Intensity Focused Electromagnetic), o que permite ao paciente fazer um treino muito mais forte e pesado do que ele conseguiria na academia.

“A tecnologia não invasiva, ao entrar em contato com a pele, gera um campo eletromagnético focado de alta intensidade capaz de estimular o músculo por meio de contrações contínuas e intensas. São realizadas até 36 mil contrações em cada sessão de 30 minutos, proporcionando assim hipertrofia muscular com consequente aumento do volume da musculatura, redução de gordura devido a ampliação do gasto calórico e, dependendo do protocolo realizado, até mesmo aumento da força muscular”, explica o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De forma geral, os estudos mostram 19% de redução de gordura e 16% de aumento de massa magra com o tratamento. T Sculptor permite tratar ombros, braços, abdômen, coxas, glúteos e panturrilhas. “Enquanto ocorre a sessão, o paciente sente apenas uma contração muscular (sem fazer força)”, explica o médico. Os protocolos de redução de medida ou ganho de músculos são feitos em oito sessões, com intervalo mínimo de 48 horas entre elas.

Fontes:
Abdo Salomão Jr: Doutor em Dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). Sócio Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Membro da American Academy of Dermatology (AAD), Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e do Colégio Ibero Latino Americano de Dermatologia. Professor universitário, ministra aulas nos principais congressos nacionais da especialidade. Diretor da Clínica Dermatológica Abdo Salomão Junior.
Marcella Garcez: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.