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Especialista da AACD alerta para o aumento de casos de afastamentos do trabalho por dor na coluna

Condição pode ocorrer em diferentes fases da vida devido ao sedentarismo, sobrecarga, circunstâncias laborais ou mesmo predisposição genética

A dor na coluna, que pode atingir as regiões cervical, dorsal e lombar, tem um potencial incapacitante importante e ganhou especial atenção com a adesão ao trabalho remoto em certos setores, desde o início da pandemia de Covid-19. “É uma das principais doenças ocupacionais e tem uma morbidade bem prevalente na população em geral mesmo não estando relacionada ao trabalho”, alerta Marcelo Ares, coordenador da fisiatria do Hospital Ortopédico da AACD.

Dados do Ministério do Trabalho de 2021 mostram que a dor na coluna ou mesmo costas é considerada o segundo motivo de afastamento do trabalho no país e está entre as doenças que mais acometem trabalhadores no Brasil, bem como foi responsável por mais de 55 mil pedidos de afastamento de trabalhadores entre janeiro e julho de 2021 por doenças ocupacionais de origem ortopédica no ano.

“A dor nas costas é um problema mundial, mas é possível minimizar o impacto, quer seja social, econômico e emocional, mediante o diagnóstico e tratamento corretos. Sabemos que pode aparecer em qualquer idade, mas as causas são diferentes e podem estar relacionadas a hábitos, posturas inadequadas, trabalho e faixa etária”, explica o especialista.

Ele explica ainda que, apesar de ser bastante comum, alguns sinais de alerta devem ficar no radar porque podem indicar problemas mais graves. É preciso estar atento se a dor desperta o paciente durante a noite, quando se espalha para braços ou pernas, se ocorre em pacientes que já tiveram doenças como o câncer e se atinge crianças ou adolescentes.

Repouso nem sempre é indicado

Ares alerta para o mito de que interromper atividades e buscar o repouso absoluto sejam a melhor forma de tratar ou evitar a dor na coluna. Segundo ele, o afastamento prolongado não proporciona benefícios ao paciente porque, dependendo do diagnóstico e tratamento, pode ser melhor voltar ao movimento o mais rápido possível. Com o tratamento adequado, o paciente pode praticar exercícios e ainda aprender, da forma correta, a carregar mochilas, se virar e levantar, pegar e carregar pesos e definir a altura e o posicionamento do travesseiro.

Como prevenção, ele lembra que as principais orientações são: praticar atividades físicas, estar atento à postura corporal e à ergonomia de trabalho e evitar o estresse nas articulações por sobrecarga ou por inatividade, que causa o enfraquecimento muscular.

Fonte: AACD