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4 formas de ‘reanimar’ a pele que sofre com rugas e o aspecto cansado

Exposição solar sem fotoproteção, alimentação desbalanceada e tabagismo são os principais fatores que contribuem para o aparecimento das rugas mais cedo do que o normal

Quem já passou dos 30 anos sabe: o metabolismo não é mais o mesmo e, de repente, olheiras aparecem com mais facilidade, as linhas finas surgem e algumas rugas passam até a ficarem mais demarcadas, o que expressa também uma aparência mais triste e cansada. Os locais mais comuns de aparecimento dessas rugas dependem do tipo de expressão mais frequente em cada pessoa, além de hábitos, principalmente com relação à exposição solar, alimentação, estresse, qualidade do sono e tabagismo. Mas a genética também pode influenciar.

“Por exemplo, o genótipo do gene MMP1 está relacionado a uma degradação do colágeno oito vezes maior que o normal após a exposição solar. Existe também o genótipo do gene COL1A1, ligado à menor produção de colágeno. Além disso, a carência de genótipos de genes como SOD2 e CAT compromete a capacidade antioxidante da pele em responder bem contra a ação dos radicais livres. E temos também genes que influenciam na hidratação e secura da pele. Ou seja, essas características predispõem o paciente a ter mais rugas e sofrer mais com o fotoenvelhecimento”, destaca o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

Segundo o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), com cuidados diários como hidratação, proteção solar e hábitos saudáveis é possível postergar em 5 a 10 anos a evolução de rugas. No entanto, segundo o médico, com hábitos de vida ruins, as rugas mais profundas que deveriam aparecer após os 40 ou 50 podem surgir antes. Quando as alterações já apareceram, existem meios de tratá-las. Especialistas em Dermatologia e Cirurgia Plástica contam mais sobre as formas mais indicadas de ‘reanimar’ a pele:

Rejuvenescimento ultrafracionado: exclusivo do Pico Ultra 300, o modo de tratamento ultrafracionado é revolucionário, pois faz uma varredura na pele, segundo Letícia Bortolini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Diferente dos outros lasers de picossegundos, é possível com o comprimento de onda 532nm eliminar os sinais de fotodano, que são os causados pela radiação solar crônica, como pigmento acastanhado e vermelho, que vemos principalmente na poiquilodermia, condição em que há uma combinação de atrofia da pele, aparecimento de vasos e hiperpigmentação”, explica a médica.

“Nesse tipo de fotodano, além da hiperpigmentação, o envelhecimento ocorre pela desnaturação e redução de fibras elásticas e colágenas, então Pico Ultra 300 promove uma reorganização dessas fibras, além de aumento da produção dessas proteínas de sustentação da pele”, explica Letícia. A grande vantagem, segundo a médica, é o rejuvenescimento sem downtime ou com mínimo incômodo por pouco tempo.

“Hoje as pessoas não querem e não têm tempo para ficar vermelhas ou descamando em casa. Além disso, o tratamento não dói, mas ainda é possível aplicar anestésico tópico antes para pessoas mais sensíveis”, conta. No geral, são feitas três sessões, sendo uma a cada 30 dias, mas podem ser feitas mais vezes, dependendo da indicação.

Nano Fat: procedimento que visa melhorar o aspecto geral da pele através da injeção de pequenas partículas de gordura no tecido cutâneo. “No procedimento, utiliza-se da lipoaspiração para retirar uma pequena quantidade de gordura do próprio paciente, que é então transformada em partículas menores para ser novamente injetada na pele. Apesar de não conferir volume ou preenchimento, visto que as partículas de gordura são muito pequenas, a melhora no aspecto da pele é proporcionada pela presença de células-tronco na gordura, que promovem uma potente regeneração dos tecidos da região tratada”, diz Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Realizado sob o efeito de anestesia local, o procedimento é feito em apenas uma sessão e não possui downtime, permitindo que o paciente retorne às atividades normalmente. No entanto, a aplicação de fotoprotetor é indispensável e atividades físicas só podem ser realizadas após 7 dias.

Litlift: é um tratamento que surgiu nos Estados Unidos baseado no anseio dos millenials para abandonar o uso de filtros e maquiagens, visando assim conferir resultados muito satisfatórios, mas sem afetar a naturalidade do rosto. “Ideal para otimização da harmonia facial, o litlift consiste na combinação estratégica de preenchedores e neuromodulares injetáveis que são aplicados sob a pele em uma sessão de, no máximo, 30 minutos para promover rejuvenescimento e melhora geral da aparência”, afirma Farinazzo. Com resultados visíveis em apenas uma semana, o tratamento não tem downtime e nem causa inchaço, vermelhidão ou descamação da pele, permitindo ao paciente retornar imediatamente as suas atividades.

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Total Remake: os tratamentos rejuvenescedores a laser nem sempre precisam lesionar a camada mais superficial da pele – o que exige alguns dias longe das atividades diárias. Um exemplo é o Total Remake, um laser Erbium Glass com comprimento de onda de 1350 nanômetros. “Este laser tem afinidade pela água, sendo interessante para tratamentos onde a produção de colágeno é desejada. Esse é um tratamento não ablativo, ou seja, não faz furinhos na pele, mas age na derme promovendo coagulação, o que estimula colágeno”, explica a dermatologista Daniella Curi. O tratamento também melhora as cicatrizes de acne, poros abertos e a textura da pele, ajudando a tratar linhas finas. Apesar de não lesionar a camada superficial, o tratamento não é indolor, mas o uso de anestésico tópico ou resfriador externo auxiliam bastante no manejo dessa sensação. No geral, são indicadas de três a cinco sessões, com intervalo mensal entre elas.

Falando em prevenção, os cremes podem ajudar – e um exame genético também. “Como existem genes envolvidos em diversas alterações na pele, o exame permite um tratamento mais direcionado. Quando há uma menor produção de colágeno, por exemplo, o médico pode reforçar o tratamento tópico, melhorar a dieta do paciente e, principalmente, suplementar. Percebida essa alteração, será necessário um estímulo maior na produção desse tipo de colágeno com a utilização de cápsulas de Exsynutriment, um silício biodisponível, e In.Cell, um complexo extraído da gema do ovo que, em conjunto, atuarão na nutrição celular e formação desses tipos de proteína. No creme, é necessário utilizar ativos potentes como Hydroxyprolisilane C, Progeline e DensiSkin”, explica a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocosméticos. Além disso, não esqueça de consultar um dermatologista para a indicação correta de produtos para hidratação e ação antienvelhecimento, não esquecendo nunca a proteção solar, que deve ser diária.
Por fim, Farinazzo explica que também existem opções cirúrgicas, indicadas para alguns pacientes. “De qualquer maneira, o melhor é sempre procurar um médico para indicação do melhor procedimento para a necessidade do paciente”, finaliza o cirurgião plástico.

7 motivos para você diminuir o consumo do açúcar e parar com excessos na dieta em 2022

Apesar de serem deliciosos, alimentos ricos em açúcar, como doces e carboidratos, podem causar uma série de danos ao organismo quando consumidos em excesso. Então, aproveite a virada do ano para abandonar de vez esse hábito

Não há melhor momento para adotar um estilo de vida mais saudável e abandonar hábitos ruins do que a virada do ano, afinal, o primeiro dia de janeiro marca um novo início para todos nós. Não é à toa que a maior parte das pessoas faz promessas para cumprir durante o ano que vai começar. Mas se você ainda não sabe quais mudanças vai adotar em 2022 para tornar sua vida mais saudável, uma boa estratégia é apostar na redução do consumo excessivo de doces, bem como de carboidratos como pães e massas, visto que esses são convertidos em açúcar pelo organismo. Isso porque esses alimentos podem causar uma série de danos ao organismo.

É claro que diminuir a ingestão de açúcar pode parecer algo desafiador, principalmente para quem não passa um dia sem consumir um docinho após o almoço. Mas para te motivar a adotar esse cuidado durante 2022 e para o resto de sua vida, reunimos um time de especialistas para apontar os principais danos que o consumo excessivo de açúcar pode causar. Confira:

Favorece o aparecimento de doenças metabólicas e câncer: “O consumo excessivo de açúcar pode levar a doenças metabólicas como obesidade e diabetes, porém agrava os riscos de doenças cardiovasculares, inflamatórias, degenerativas e até neoplásicas”, explica Marcella Garcez. O açúcar também pode favorecer o surgimento de câncer.

“As células cancerígenas, assim como todas as outras células do organismo, precisam de fontes de energia para sobreviver. Enquanto algumas células retiram essa energia do oxigênio, outras, como as células neoplásicas, utilizam como fonte de energia a fermentação do açúcar. Dessa forma, o açúcar, mais especificamente a glicose, pode impulsionar o desenvolvimento do câncer, já que alimenta as células cancerígenas, que crescem e se espalham pelo organismo”, ressalta a médica nutróloga. “O açúcar é um vilão ainda maior se o câncer já estiver em desenvolvimento, pois, durante os períodos de rápido crescimento do tumor, as células cancerígenas digerem o açúcar até 200 vezes mais rápido do que as células normais.”

Envelhece a pele e causa queda capilar: o excesso de açúcar pode levar ao envelhecimento precoce da pele devido a um processo conhecido como glicação. “A glicação é a relação entre o consumo excessivo de açúcar refinado (carboidratos) e o envelhecimento cutâneo acelerado. Neste processo, a glicose que fica solta no sangue liga-se as proteínas, formando assim os AGEs (produtos finais da glicação avançada). Esses AGEs causam uma desordem tecidual, degradando as fibras de colágeno e elastina e levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas e ao envelhecimento do tecido. Dessa forma, é necessário utilizar suplementos antiglicantes como Glycoxil para reverter os danos”, explica a nutricionista Luisa Wolpe Simas, consultora de nutrição integrada da Biotec Dermocosméticos. E algumas pessoas são mais propensas que outras a sofrer com esse processo.

“A genética é capaz de alterar de forma importante a maneira como o organismo combate a glicação. Por exemplo, portadores dos genes AGER e GLO1 estão relacionados a um menor combate do fenômeno de glicação”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene. Além de afetar a pele, o consumo excessivo de açúcar também pode prejudicar a saúde dos cabelos. “Isso porque o aumento de insulina provocado pela ingestão de açúcar faz com que sejam liberados hormônios que inibem a divisão celular da raiz capilar, além de provocar um processo inflamatório que afeta o couro cabeludo, favorecendo o afinamento dos fios e a queda capilar”, ressalta a médica nutróloga.

Atrapalha os resultados de procedimentos estéticos: segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, além do processo de glicação, o organismo também requisita enzimas não habituais para combater a glicose, o que aumenta a produção de radicais livres, causando um estresse oxidativo no organismo que piora ainda mais a glicação das fibras de colágeno, acelerando sua degradação. “E, como chave dos procedimentos estéticos é o estímulo de colágeno, pacientes com marcadores altos de estresse oxidativo tendem a conquistarem resultados menos expressivos quando submetidos a cirurgias plásticas, além de possuírem mais riscos de sofrerem com problemas de cicatrização e trombose no pós-operatório”, destaca a cirurgiã plástica.

Aumenta a predisposição a problemas circulatórios: o açúcar em excesso pode ser amargo para o coração. O médico cardiologista e geriatra Juliano Burckhardt, membro do Corpo Clínico do Hospital Sírio Libanês, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, explica que o açúcar está relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus, além de ser apontado como grande vilão para o aumento de colesterol.

“Com a obesidade e a diabetes, cria-se um círculo vicioso no organismo, no qual a obesidade retroalimenta e potencializa os riscos de diabetes e patamares elevados de gordura no sangue, tudo convergindo para uma constante e crescente ameaça à saúde cardiovascular. Além disso, o açúcar pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, causando, por exemplo, o espessamento e o acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, com consequente obstrução desses vasos”, explica o geriatra. “Dependendo da artéria afetada, tal quadro pode levar ainda a incidência de infarto, derrame e problemas de claudicação, que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque falta sangue nas pernas”, diz a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Aumenta a suscetibilidade a infecções vaginais: doces e carboidratos em excesso também podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase em mulheres. Esses alimentos tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento.

Prejudica a saúde oral: o açúcar é um dos grandes vilões da saúde oral. “Um dos principais problemas nesse sentido é a formação de cáries, que ocorre quando as bactérias da boca metabolizam o açúcar que consumimos, tornando o pH da boca ácido e, consequentemente, provocando a desmineralização do esmalte dos dentes e o aparecimento das cáries. E o pior é que o início dessa ação ocorre poucas horas após a ingestão do açúcar. Além disso, o açúcar também favorece o acúmulo de placa bacteriana que, quando não removida adequadamente, também pode ocasionar gengivite e mau hálito”, alerta Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP.

Interfere na fertilidade: além de favorecer a obesidade, o que prejudica a qualidade e a quantidade dos espermas e o processo de ovulação, a ingestão de açúcar, por si só, já reduz as chances de um casal engravidar. “O consumo excessivo de açúcar pode levar a um processo inflamatório com consequente risco de estresse oxidativo, o que pode lesar o DNA de células germinativas, aumentar a frequência de mutações prejudiciais e desequilibrar a expressão de genes que atuam na reprodução, assim comprometendo o processo reprodutivo”, afirma Sady.

Logo, o segredo para não prejudicar a saúde é apostar na moderação, reduzindo o consumo de açúcar a, no máximo, uma colher de sopa do ingrediente por dia. O problema é que pode ser muito difícil reduzir de tal forma a ingestão de açúcar, até porque a maioria dos alimentos contêm alguma forma da substância em sua composição. Mas a boa notícia é que existem medidas que podem ser tomadas para reduzir os danos causados pelo açúcar. “Por exemplo, existem nutrientes como fibras, gorduras boas e proteínas que se forem ingeridos juntos com carboidratos refinados, doces e açúcares, reduzem a velocidade de digestão e absorção do açúcar no sangue, diminuindo o índice glicêmico e fazendo com que não os níveis de glicose e insulina circulantes não aumentem tão rápido”, afirma Marcella.

Foto: JanFidler/Morguefile

Por fim, para combater a ação do açúcar nos dentes e prevenir o surgimento de cáries e outras doenças orais, o mais importante é investir na escovação, que deve ser realizada com uma escova de cerdas ultramacias, já que cerdas duras podem machucar as gengivas e provocar a retração gengival, e com uma grande quantidade de cerda. “Mas, lembre-se que a quantidade deve estar aliada à qualidade das cerdas. Um bom exemplo neste caso é a escova CS 5460 ultrasoft, da Curaprox, que conta com 5460 cerdas de Curen, um tipo de fibra mais fina e ultramacia capaz de desorganizar totalmente a placa bacteriana sem causar injúrias ou traumatismos nos dentes e gengivas”, explica Lewgoy.

Além da escovação, outra dica fundamental para evitar os danos do açúcar nos dentes é utilizar uma escova interdental diariamente para remover o acúmulo da substância nos espaços interdentais, como a Curaprox CS Prime. “Esta escova especial é responsável pela desorganização da placa bacteriana ou biofilme oral que se localiza na região entre os dentes, possuindo maior efetividade que o fio ou fita dental, pois muitos dentes, especialmente os posteriores, possuem uma depressão nesta área que apenas a escova interdental é capaz de atingir e higienizar adequadamente”, finaliza o cirurgião dentista.

Hábitos alimentícios e saúde mental estão interligados

Consumo de certos alimentos pode auxiliar na prevenção ou até mesmo agravar quadros de depressão e ansiedade devido à conexão entre o cérebro e o intestino

É cada vez mais natural falarmos sobre saúde mental. Ao contrário de antigamente, quando o assunto era reprimido, hoje sabemos da importância de se discutir sobre doenças que afetam a mente, como a depressão e a ansiedade, que são extremamente comuns e até mesmo perigosas. Mas mesmo com esse tema ganhando mais espaço na mídia e nas redes sociais, pouco se fala sobre um fator que possui influência direta sobre a saúde mental: a alimentação.

“O intestino, por onde absorvemos os nutrientes dos alimentos, possui uma relação direta com o cérebro, sendo inclusive chamado de segundo cérebro. Nós podemos até mesmo observar essa ligação no dia a dia quando, por exemplo, sentimos ‘borboletas na barriga’ em momentos de nervosismo. Isso ocorre porque existe uma complexa rede de comunicação em nosso corpo que liga os centros emocionais e cognitivos do cérebro às funções intestinais. O sistema nervoso intestinal se conecta ao cérebro por meio do nervo vago, que entre suas várias funções, é também responsável pelo controle do humor e da ansiedade”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Segundo a especialista, é no intestino também que estão 90% dos receptores de serotonina. “A serotonina é uma substância química sintetizada principalmente pelo sistema nervoso central e trato gastrointestinal, que está envolvida no processo de regulação do humor e processamento das emoções e, quando ineficiente, pode causar ansiedade e depressão”, explica.

Por meio da conexão entre o intestino e o cérebro, é possível entender então de que forma a alimentação influencia na saúde mental, o que vai muito além de apenas se alimentar saudavelmente ou não, já que alimentos específicos possuem impacto positivo ou negativo em nosso cérebro.

By Pink

Por exemplo, o consumo de prebióticos e probióticos é uma ótima maneira de começar a regular a saúde mental por meio do bom funcionamento intestinal. “Isso porque prebióticos, presentes em alimentos como aveia, alho, cebola, frutas vermelhas e banana, são componentes naturais que ao chegarem no intestino promovem o crescimento de bactérias benéficas para a saúde intestinal e do organismo em geral. Por sua vez, são os probióticos, que podem ser encontrados em alimentos fermentados, como kombucha e missô, e alguns queijos e iogurtes”, destaca a nutróloga.

“Para melhorar a saúde mental, é interessante apostar também no consumo de frutas e legumes, pois são alimentos ricos em vitaminas, minerais, fibras prebióticas e antioxidantes, nutrientes fundamentais para que as bactérias benéficas para o intestino prosperem, melhorando o humor, aumentando a sensação de bem-estar, aliviando o estresse e reduzindo a inflamação. É especialmente interessante investir em alimentos ricos em magnésio, vitamina C e fibras, que ajudam a reduzir a ansiedade.”

Em contrapartida, guloseimas, alimentos fritos em imersão e ultraprocessados, ricos em sal, açúcar refinado, gordura saturada e trans podem piorar quadros de depressão, ansiedade e estresse. “Esses alimentos favorecem a proliferação de bactérias prejudiciais para a saúde intestinal, piorando a inflamação e o humor”, alerta a médica.

“A ingestão excessiva de cafeína e bebidas alcoólicas também pode prejudicar a saúde mental e fazer com que você se sinta mais ansioso ou depressivo. Por isso, é importante consumir essas substâncias com moderação. No geral, até 400mg de cafeína, o que equivale a cerca de 4 xícaras de café, é o consumo máximo diário e seguro para adultos. Já a ingestão de bebidas alcoólicas deve ser restringida a duas doses diárias para homens e uma para mulheres”, completa.

Mas vale ressaltar que condições como depressão e ansiedade são doenças e devem ser diagnosticadas e tratadas por um profissional especializado, já que suas causas vão muito além da alimentação, podendo incluir fatores como eventos traumáticos, doenças preexistentes, desequilíbrios hormonais, uso de certos medicamentos e até mesmo genética.

“Já reconhecida como uma doença hereditária, a depressão é uma condição extremamente complexa que envolve a interação de diversos genes e uma série de fatores ambientais que podem modular e acionar a predisposição genética. Para se ter uma ideia, estudos apontam que a influência genética para o desenvolvimento da depressão é de 30 a 40%, sendo que o risco dessa condição entre parentes de primeiro grau é três vezes maior do que na população geral”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

Existem inclusive exames capazes de identificar a presença de variantes genéticas que aumenta a predisposição à depressão, ajudando assim na prevenção da condição por meio do monitoramento de fatores ambientais que podem desencadeá-la. “Esses exames genéticos podem até mesmo avaliar as respostas aos tratamentos para a depressão. Mas é fundamental consultar profissionais especializados, como psiquiatras e psicólogos, já que apenas eles serão capazes de avaliar corretamente o exame e indicar o tratamento mais adequado para cada caso”, finaliza o especialista.

Fontes:
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arcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Marcelo Sady é pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu, o Dr. Marcelo Sady possui mais de 20 anos de experiência na área. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, professor, orientador e palestrante.

Comer muita gordura e açúcar afeta mais que a cintura: a pele também inflama, diz estudo

Estudo publicado em fevereiro de 2020 no Journal of Investigative Dermatology destaca que, mesmo a curto prazo, a exposição à dieta ocidental rica em gordura e açúcar é capaz de induzir doenças inflamatórias na pele, como acne, psoríase e envelhecimento antes de um significativo ganho de peso corporal

Antes mesmo de experimentar o peso a mais de alguns abusos na alimentação, podemos literalmente sentir na pele as consequências. Pelo menos é o que mostra um estudo, publicado em fevereiro de 2020 no Journal of Investigative Dermatology. “Os pesquisadores da UC Davis Health demonstraram que, mesmo uma exposição a curto prazo à dieta ocidental rica em gordura e açúcar pode levar a doenças inflamatórias da pele, como a psoríase”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Segundo o estudo, as doenças inflamatórias da pele podem aparecer antes mesmo de experimentarmos os quilinhos a mais dos excessos”, acrescenta a médica. Embora o estudo tenha relacionado a casos de psoríase, há evidências de que a dieta rica em gorduras ruins (como frituras) e açúcar pode causar acne e envelhecimento da pele.

“Existe um gene chamado TNF-alfa que está associado ao processo inflamatório; se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, vai usar alguns ativos orais em uma determinada concentração para frear e adequar a expressão desse gene. Além disso, você deve tomar cuidado com a alimentação, pois existem alimentos que são pró-inflamatórios e o consumo exagerado pode piorar a inflamação da acne e também o envelhecimento da pele”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

O estudo “Short-term exposure to a Western diet induces psoriasiform dermatitis by promoting accumulation of IL-17A-producing γδ Tcells” sugere que os componentes da dieta podem levar à inflamação da pele e ao desenvolvimento de psoríase. De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, a psoríase é uma inflamação que ocorre quando os anticorpos começam a agredir os queratinócitos, células produtoras da proteína morta responsável por formar a camada protetora da pele. Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e assim favorecendo a formação de crostas.

“Além disso, há a dilatação dos vasos sanguíneos, que leva ao surgimento de manchas vermelhas. Posteriormente, ainda ocorre um processo de micropontos de sangramento no local, chamado de orvalho sangrento, devido a remoção dessas crostas que se formaram durante o processo inflamatório”, explica a médica. “Dessa forma, a psoríase é categorizada como uma doença autoimune, sendo causada então principalmente devido à predisposição genética. Porém, outros gatilhos também podem agravar a doença, como fatores ambientais, alimentação e o estresse”, acrescenta.

Estudos anteriores mostraram que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento ou agravamento da psoríase. A dieta ocidental, caracterizada por uma alta ingestão de gorduras saturadas e sacarose e baixa ingestão de fibras, tem sido associada ao aumento da prevalência de obesidade no mundo. Para o estudo da UC Davis Health, que utilizou um modelo de camundongo, os pesquisadores descobriram que era necessária uma dieta contendo alto teor de gordura e alto teor de açúcar (imitando a dieta ocidental em humanos) para induzir a inflamação da pele. Em apenas quatro semanas, os ratos com dieta ocidental aumentaram significativamente o inchaço dos ouvidos e a dermatite visível em comparação com os ratos alimentados com dieta controlada e com dieta rica em gordura. “A dieta não saudável não afeta apenas a sua cintura, mas também a imunidade da pele”, diz Marcella.

O estudo detalhou os mecanismos pelos quais a inflamação ocorre após uma dieta ocidental. “O trabalho identificou que a alimentação rica em gordura e açúcares é capaz de despertar a sinalização inflamatória na pele, desregulando a via Interleucina-23, um mensageiro pró-inflamatório que contribui para o desenvolvimento de dermatites”, afirma a nutróloga.

A pesquisa também enfatiza a importância da dieta para pacientes com doenças de pele. Pacientes com psoríase, por exemplo, com má alimentação têm maior risco de desenvolver doenças relacionadas, incluindo diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que podem ser evitadas ou melhoradas por abordagens dietéticas.

Ilustração: Ficusbio

Um exame de genotipagem também pode ajudar no tratamento da psoríase. “Prevenir a psoríase também pode ajudar na prevenção contra o câncer. Segundo um estudo recente, publicado em outubro de 2019, no conceituado JAMA Dermatology, portadores de psoríase apresentam risco aumentado de diversos tipos de câncer, principalmente portadores de psoríase severa, cujo risco de câncer de células escamosas (um dos tipos de câncer de pele), pode ser até aproximadamente doze vezes maior”, afirma o geneticista. A multigene já trabalha com o perfil de genotipagem para prevenção e tratamento de psoríase, que não só identifica a presença dessas variantes genéticas responsáveis por maior incidência da doença, como também ajuda a orientar o paciente a como controlar a ação negativa das variantes mais importantes.

Em uma revisão sistemática da literatura, o aumento da gravidade da psoríase pareceu correlacionar-se com um maior índice de massa corporal (IMC), e acredita-se que a obesidade provavelmente predisponha à psoríase e vice-versa. “Embora as recomendações dietéticas específicas não sejam claras, um estudo observacional encontrou uma associação benéfica de melhora com pacientes que seguiram a dieta mediterrânea. Em termos de suplementos nutricionais, vários estudos apostam no óleo de peixe como o mais promissor e a vitamina D oral demonstrando alguma promessa em estudos abertos”, diz Claudia.

“De qualquer forma, uma boa alimentação, equilibrada e com boa ingestão de fibras, sem excessos em açúcar e gordura de má qualidade, é capaz de trazer diversos benefícios para a pele e evitar muitas doenças. Por isso, procure ajuda de um médico nutrólogo para ajustar os desequilíbrios da sua dieta”, finaliza Marcella.

Fontes
Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Marcelo Sady é pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem, professor, orientador e palestrante. Autor de diversos artigos e trabalhos científicos publicados em periódicos especializados, fez parte do Grupo de Pesquisa Toxigenômica e Nutrigenômica da FMB – Botucatu, além de coordenar e ministrar 19 cursos da Multigene nas áreas de genética toxicológica, genômica, biologia molecular, farmacogenômica e nutrigenômica.

Sete piores tipos de alimentos para a pele e por que você deve evitá-los

Acne, aceleração do envelhecimento, inflamações constantes e alergias. Descubra por que esses alimentos devem entrar na sua lista de bloqueio

Alguns alimentos podem impactar negativamente o equilíbrio do organismo em geral e, com isso, ajudar a provocar inflamações, acne, alergias, além de acelerar o envelhecimento cutâneo. “Eles geralmente são ricos em açúcares, sal e gorduras modificadas, as frituras de imersão, além dos alimentos ultraprocessados, que são os industrializados nos quais não conseguimos identificar os ingredientes à primeira vista. Eles são os maiores responsáveis pelo aumento do perfil inflamatório do organismo como um todo, além de promoverem estresse oxidativo, que resulta em maior liberação de radicais livres, em situações metabólicas que aceleram sobremaneira o envelhecimento cutâneo”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Quer saber quais alimentos você deve evitar de todo modo?

Freepik

Carboidratos, massas e pão francês: “Os pães brancos são feitos com farinhas refinadas e têm alto índice glicêmico, portanto são absorvidos rapidamente e, ao aumentar rapidamente os níveis circulantes de glicose e insulina, desencadeiam uma série de reações metabólicas com potencial aumento de perfil inflamatório e consequentemente o envelhecimento precoce ou acelerado, mesmo os livres de glúten”, explica Marcella. O envelhecimento da pele relacionado à alimentação é causado por um processo denominado glicação.

“A glicação é o nome dado para a ligação covalente entre duas fibras de proteína – o colágeno, por exemplo, é a proteína mais abundante na derme. Em uma pele normal, as fibras de colágeno estão ligadas de maneira padronizada, no entanto, dependendo da dieta, essas ligações podem aumentar. Quanto maior o cross-linking, maior a dificuldade de reparo dessas fibras, o que acelera a degeneração do colágeno. As fibras de elastina (outra proteína presente na derme) também aumentam o cross-linking devido à glicação, resultando numa pele menos flexível. A glicose é o principal ligante. Dessa maneira, uma dieta rica em açúcar e carboidrato é causa de envelhecimento, pois aumenta a glicação do colágeno e elastina da pele, impossibilitando o seu reparo”, afirma o dermatologista Daniel Cassiano, da Clínica GRU e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Foto: Hans Benn/Pixabay

Frituras de imersão: batata frita, coxinhas, pastéis e todas as frituras de imersão impactam negativamente a saúde da pele. “Alimentos gordurosos no geral favorecem muito o surgimento da acne, pois estimulam a pele a produzir mais gordura através das glândulas sebáceas. Além disso, uma dieta mais gordurosa também faz com que sejam liberadas substâncias inflamatórias que podem estar relacionadas ao desencadeamento da acne”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, Pesquisador, Consultor em Cosmetologia e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy.

“Existe um gene chamado TNF-alfa e ele está associado com o processo inflamatório; se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, ele deve tomar cuidado com a alimentação, pois existem alimentos que são pró-inflamatórios e o consumo exagerado pode piorar a inflamação da acne e também o envelhecimento da pele”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

Free-Photos/Pixabay

Segundo a dermatologista Claudia Marçal, esse tipo de gordura ruim pode piorar casos de psoríase, alergias e dermatites. “O fato de ingerir proteínas glicadas também induz a glicação do colágeno e da elastina. As proteínas glicadas da nossa dieta são provenientes dos alimentos aquecidos em alta temperatura na ausência de água. A crosta marrom de um pão francês ou a pele tostada do peru de natal, por exemplo, contêm proteínas glicadas. Dessa forma, fritar (superficialmente ou por imersão) ou assar produzem mais proteínas glicadas que outros processos de cocção envolvendo água como o cozimento ou vapor. A restrição da ingesta de proteínas glicadas também diminui o estresse oxidativo e a inflamação da pele”, explica Cassiano.

Doces e guloseimas ricas em açúcares: comer açúcar não é uma boa coisa para sua saúde e aparência. “O excesso de açúcar em doces e bolos contribui para a formação de AGEs (agentes avançados de glicação) prejudiciais ao colágeno, mas também está envolvido em processos inflamatórios, como a acne”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“O açúcar refinado talvez seja o ingrediente isolado que mais acelera o envelhecimento cutâneo, por fatores intrínsecos, e a radiação UV é o principal fator extrínseco”, completa a médica nutróloga Marcella. Ao mesmo tempo, é difícil abandonar o vício em açúcar. O que fazer? Comece com um passo de cada vez. “Além de adequar o paladar, buscando consumir menos açúcar, é possível em muitas receitas substituir esse ingrediente por frutas mais doces e mel, que são fontes de vitaminas, ou versões mais ‘magras’, como o açúcar demerara ou o adoçante xylitol – também evitando o excesso”, completa Beatriz.

Foto: Yahoo

Carnes ultraprocessadas: salsicha, bacon e linguiça são exemplos de carnes processadas que podem ser prejudiciais à pele. “Essas carnes são ricas em sódio e gorduras saturadas, que podem desidratar a pele e enfraquecer o colágeno, causando inflamação”, lembra Beatriz. “Além disso, as carnes processadas trazem conservantes, corantes, grande quantidade de sal e seu consumo frequente tem consequências metabólicas indesejáveis na saúde da pele”, diz Marcella. Ou seja, elas roubam o brilho natural da sua pele, que perde viço. Esse tipo de proteína pode ser substituído por ovos e frango ou proteínas vegetais como feijão, grão-de-bico e ervilha.

Laticínios, manteiga e margarina: “As gorduras saturadas de origem animal, como a manteiga, são o segundo tipo de gordura a ser ingerida com muita moderação, por seus impactos negativos na pele. Pior que essa categoria somente as gorduras modificadas e as trans, presentes nas margarinas”, afirma Marcella. O perigo é que esses tipos de gorduras são potencialmente inflamatórios, aumentando os riscos de alergias, envelhecimento e acne.

Salgadinhos, bolachas e biscoitos: unindo gorduras trans, sódio em excesso, carboidratos simples em alta quantidade, além de corantes, aditivos e ingredientes desconhecidos, esse tipo de alimento é um dos principais causadores do envelhecimento da pele, por seu perfil pró-inflamatório, além de contarem com ‘calorias vazias’.

Refrigerantes e bebidas alcoólicas: segundo a médica nutróloga, os refrigerantes são bebidas ultraprocessadas que deveriam ser evitadas por todos, tanto as versões regulares, que são as piores quanto as dietéticas são desaconselháveis para quem quer envelhecer com saúde. “O problema é a alta quantidade de açúcar, aditivos, corantes que podem causar irritação, vermelhidão, enfraquecimento da barreira cutânea por meio da inflamação causada pelos seus componentes”, afirma Claudia.

“A bebida é, na verdade, um dos piores e mais agressivos compostos para destruir a pele. O álcool em excesso pode causar não só a desidratação, mas também a inflamação sistêmica, que colabora para a vermelhidão e envelhecimento da pele”, acrescenta a dermatologista. Ao beber dois ou mais drinks por dia, há uma enorme quantidade de dano que ocorre na pele: “O álcool afeta qualquer membrana ou mucosa, do pâncreas e fígado à pele. O primeiro efeito é a desidratação, uma vez que, na verdade, retira todo o fluido da pele. Se você olhar para uma mulher que está bebendo há 20 ou 30 anos e uma mulher da mesma idade que não tem esse hábito, veremos uma enorme diferença na pele”, afirma Claudia. Esse tipo de desidratação causa mais rugas, o que pode fazer você parecer até dez anos mais velho.

Por fim, Claudia Marçal afirma que alimentos como milho, soja e carne vermelha também podem aumentar o risco do aparecimento de acne e merecem atenção. “Isso porque são alimentos ricos em ácidos graxos do ômega-6, substância com efeitos que favorecem a inflamação”, afirma a dermatologista.

Já Marcella lembra que os laticínios são um capítulo à parte, pois apresentam inúmeras variações em suas composições, e a depender das sensibilidades, seu consumo deva ser individualizado, para não causar danos à pele e seus anexos. Mas existem alimentos que podem retardar o efeito do tempo.

“Um hábito alimentar equilibrado, variado e natural com boas fontes de proteínas magras, carboidratos complexos, fibras, gorduras boas como os ácidos graxos omega-3, presentes nos peixes de água fria, sementes e nozes, vegetais ricos em carotenoides que são todos aqueles de coloração verde, passando pelos amarelos, alaranjados e vermelhos, além dos ricos em polifenóis presentes nas frutas vermelhas e roxas, além do chocolate amargo”, diz a nutróloga. “Não podemos esquecer da água, que é insubstituível para a boa hidratação do organismo em geral e da pele, pois os cremes hidratantes apenas seguram na pele a água que foi ingerida”, finaliza.

Para emagrecer não é necessário abandonar todos os tipos de carboidratos

Se a primeira coisa que você pensa em abandonar quando quer perder peso é o carboidrato, está na hora de rever seus conceitos. Diminuir as porções, no geral, é mais adequado

As dietas mais populares e da moda se concentram em limitar a ingestão de carboidratos e parecem produzir resultados bastante legítimos para muitas pessoas. Portanto, faz sentido que, para perder peso, você pense primeiro em eliminar os carboidratos da dieta, certo? Você não está errado, mas não está totalmente certo.

“Os carboidratos são um nutriente importante, e há muitos conceitos errados sobre quando e como comer carboidratos quando sua meta é perder peso. Além disso, cortar carboidratos pode ser muito difícil e atrapalhar uma série de questões no organismo, pois eles são responsáveis pelo fornecimento de energia. E a maioria das pessoas pode perder peso sem cortar drasticamente os carboidratos”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Primeiro, o que exatamente são carboidratos e o que eles fazem?

Carboidratos são nutrientes e a fonte de energia mais importante para o corpo, de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA. Seu sistema digestivo converte carboidratos em glicose (também conhecida como açúcar), que o corpo usa para gerar energia para as células, tecidos e órgãos.

“Os carboidratos também são divididos em duas categorias diferentes: carboidratos simples e complexos. Carboidratos simples incluem açúcares, farináceos refinados como trigo branco, amido de milho e polvilho, doces em geral, sorvetes, arroz branco, pães brancos, massas de trigo refinado, sucos concentrados, salgadinhos de pacote, sucos de frutas concentrados, bebidas açucaradas, refrigerantes regulares; enquanto carboidratos complexos incluem cereais como arroz, trigo, aveia, milho, cevada e centeio integrais, sementes, frutas, vegetais folhosos, legumes e tubérculos como as batatas, mandioca, cenoura, beterraba. Seu corpo tende a digerir carboidratos simples mais rapidamente, enquanto os carboidratos complexos fornecem uma fonte de energia mais duradoura”, afirma Marcella.

Então, quanto carboidrato devo comer por dia para perder peso?

As diretrizes dietéticas recomendam que você obtenha entre 45 a 65 por cento de suas calorias diárias de carboidratos. “Mas, como todos precisam de um número diferente de calorias todos os dias, não existe um número definido de carboidratos que seja igual a uma dieta “baixa em carboidratos” para todos. Se você sabe quantas calorias normalmente consome diariamente, pode fazer um pouco de matemática para encontrar a faixa de baixo teor de carboidratos: por exemplo, se você está comendo 1.800 calorias por dia, isso equivale a 203 a 293 gramas de carboidratos por dia. Reduzir carboidratos abaixo da faixa de 45 a 65 por cento não é recomendado para a maioria das pessoas porque torna a obtenção de todas as vitaminas e minerais a cada dia muito mais difícil”, diz a médica.

A questão genética deve ser observada com atenção através de exames. De acordo o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral da Multigene, laboratório especializado em análise genética e exames de genotipagem, três genes têm destaque quando o paciente é propenso ao acúmulo de gordura: FTO, INSIG2 e POMC. “No caso da desregulação desses genes, o corpo gasta menos energia e ganha mais peso, da mesma forma que ele acumula mais gordura. Para cada alelo de risco (o par do DNA), quando um está alterado, há um ganho de 1,13kg: é o caso de pessoas que engordam com muita facilidade”, afirma Sady.

Segundo Marcella, nesse caso, o paciente responde bem a uma dieta hiperproteica e somente se sente saciado quando consome fibras e vegetais que melhoram a saciedade. Com isso em mente, explica a médica, talvez você precise fazer algumas modificações para encontrar o ponto ideal que funciona melhor para você e seus objetivos de perda de peso. Ela sugere obter cerca de 45% de suas calorias diárias de carboidratos preferencialmente complexos, se você está tentando perder peso, e usar ferramentas como aplicativos para controlar essa ingestão.

De acordo com Marcella, você pode querer atingir o limite inferior da faixa de carboidratos ou não consumir carboidratos simples se tiver diabetes ou outros distúrbios metabólicos que exigem que você mantenha o açúcar no sangue estável e níveis mais baixos de insulina: “Se você tem problemas digestivos, especialmente constipação, o uso de carboidratos complexos é interessante, uma vez que uma dieta rica em fibras, como cereais integrais, sementes, frutas e vegetais melhoram o funcionamento intestinal”.

“A chave para manter o controle dos carboidratos é abastecer-se de variedades saudáveis de carboidratos, como grãos integrais, frutas, vegetais em geral e legumes, mantendo as porções sob controle e em equilíbrio com outros macronutrientes”, argumenta a médica. Essas fontes saudáveis de carboidratos também são repletas de fibras, de modo que o saciam mais rápido e reduzem o apetite melhor do que, digamos, massas e donuts.

Como uma dieta baixa em carboidratos o ajuda a perder peso, exatamente?

Em um nível muito básico, a perda de peso acontece quando o número de calorias consumidas é menor do que o número de calorias queimadas. Comer com baixo teor de carboidratos é uma maneira de chegar lá, mas não é a única – principalmente se você sobrecarrega em gorduras e proteínas. “Mais importante do que a grande quantidade de carboidratos é o tipo de carboidrato que você ingere; substituir carboidratos simples, como grãos refinados e açúcar, por carboidratos complexos, como carboidratos de vegetais e legumes, pode ter muitos dos mesmos benefícios do baixo teor de carboidratos”, explica a nutróloga.

Frutas, vegetais, legumes, nozes, grãos inteiros e tubérculos contêm carboidratos, mas são minimamente processados e carregados com fibras e outros nutrientes. “Nenhuma pesquisa mostrou que comer esses tipos de carboidratos impede a perda de peso saudável”, explica Marcella, acrescentando que os carboidratos encontrados em alimentos processados como massas, bagels, muffins, biscoitos, refrigerantes e doces não contêm muitos nutrientes e são os principais culpados pelo ganho de peso e problemas metabólicos.

Por exemplo, uma revisão de 2017 no International Journal of Environmental Research and Public Health sugere que carboidratos simples como açúcares e adoçantes podem aumentar a taxa de obesidade de uma população, de forma que carboidratos complexos como cereais integrais podem contribuir para uma diminuição geral nas taxas de obesidade.

Além da diferença nos benefícios para a saúde entre carboidratos simples e complexos, Marcella explica que existem duas outras maneiras de uma dieta baixa em carboidratos levar à perda de peso: em primeiro lugar, evita picos de açúcar no sangue, ao mesmo tempo que melhora a sensibilidade à insulina. “Isso significa que você sentirá fome com menos frequência e terá menos probabilidade de armazenar energia como gordura”.

Quando você limita os carboidratos, é mais provável que você obtenha mais calorias diárias de proteínas e gorduras, ambas mais satisfatórias do que os carboidratos. “Você pode comer menos calorias no geral porque fica mais satisfeito com o que está comendo”, diz a nutróloga.

Você pode comer poucos carboidratos?

Com certeza. Muitas pessoas relatam que se sentem melhor com uma dieta baixa em carboidratos, enquanto outras se sentem exaustos. Os carboidratos também são conhecidos por aumentar o desempenho atlético, especialmente em alta intensidade. “Os atletas precisam de alimentos ricos em carboidratos antes do treino para armazenar mais glicogênio em seus músculos para abastecê-los durante a atividade física. Eles também precisam de uma fonte de carboidratos de queima rápida durante exercícios intensos ou de resistência, e mais carboidratos após o exercício para se repor e se recuperar”, fala a médica.

Também é importante frisar que comer pouco carboidrato (menos de 100 gramas por dia) pode afetar sua memória, de acordo com o Instituto de Medicina do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). “Cortar drasticamente os carboidratos também pode ter um impacto no seu humor”, afirma a médica.

“Os carboidratos são a fonte de energia preferida do seu cérebro e aumentam a liberação de serotonina, um neurotransmissor que melhora o seu humor e faz você se sentir feliz. É por isso que as dietas com baixo teor de carboidratos estão associadas a um maior risco de depressão”, completa Marcella.

Em vez de adotar uma dieta com muito baixo teor de carboidratos, pode ser mais interessante começar a enfatizar carboidratos complexos minimamente processados, reduzindo o tamanho das porções e aumentando as quantidades de vegetais sem amido, como as folhas. “E juntamente com isso, buscar exercitar mais o corpo para, estrategicamente, aumentar o gasto calórico”, finaliza a médica.

Temporada de calor: nove fatos que você precisa saber para manter a pele saudável no verão

Especialistas dão dicas para você aproveitar a estação mais quente do ano sem se preocupar com o surgimento de problemas como queimaduras, manchas, rugas e até mesmo câncer de pele

O verão é a estação preferida de muitas pessoas, afinal, é marcada por sol, praia, piscina, calor e diversão. No entanto, esta época requer cuidados especiais com o organismo, principalmente com a pele, que é extremamente agredida durante este período.

“Isso porque no verão estamos mais expostos à radiação ultravioleta do sol, que é a principal agressora da pele, causando a alteração do material genético, degradando as fibras de colágeno e elastina, gerando radicais livres que destroem o tecido celular e estimulando a produção de melanina, pigmento que dá cor à pele, causando manchas”, alerta Lucas Fustinoni, médico divulgador científico nas áreas de Tricologia e Estética, Fellowship de Estética em Miami e membro da World Trichology Society.

“Como se não bastasse, a água do mar e da piscina a qual nos expomos mais no verão prejudicam a barreira cutânea, responsável por proteger a pele contra os agressores externos. Dessa forma, a pele fica mais suscetível aos danos da radiação UV”, diz Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica Gru Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Tais fatores favorecem o surgimento de uma série de alterações no tecido cutâneo, como manchas senis, melasma, dermatites, alergias, queimaduras e até mesmo o câncer de pele, que representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. E não para por aí, pois, além das condições de pele, a exposição à radiação solar durante o verão também pode acelerar o surgimento dos sinais da idade.

“As mudanças no DNA causadas pela radiação solar provocam reações de mutação celular, com consequente envelhecimento precoce, já que a exposição solar está ligada à inflamação, ao dano oxidativo e à produção de enzimas que degradam colágeno, resultando em uma pele mais flácida, com rugas e manchas”, afirma Claudia Marçal, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. E algumas pessoas tendem a sofrer ainda mais com os danos do sol.

“O sol é responsável por cerca de 80 a 90% do envelhecimento da pele. Entretanto, alguns indivíduos apresentam ainda maior suscetibilidade ao fotoenvelhecimento, como aqueles que apresentam uma variante do gene MMP1, que promove uma degradação do colágeno oito vezes maior que o normal após a exposição solar”, destaca o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem.

Todos esses fatos sobre o verão podem parecer realmente desesperadores. Mas fique tranquilo, pois é perfeitamente possível aproveitar a estação mais quente do ano sem prejudicar a saúde e a beleza da pele. Basta tomar alguns cuidados básicos. E, para te ajudar nisso, reunimos um time de especialistas para dar dicas sobre como tratar a pele no verão. Confira:

Aposte na fotoproteção: é o cuidado número um quando o assunto é rotina skincare no verão. “O uso diário de protetor solar é a única maneira de garantir que a pele esteja realmente protegida dos efeitos nocivos dos raios solares, que estão cada vez mais fortes. Mas é importante que o produto possua, no mínimo, FPS 30 e amplo espectro de proteção solar, para combater a radiação UVA e UVB, além de dever ser reaplicado a cada duas horas”, diz Isabel Piatti, Consultora Executiva em Estética e Inovação Cosmética e conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita. Invista também em um produto com proteção contra a luz azul do sol e dos dispositivos eletrônicos.

“A luz azul também penetra em nossa pele e aumenta a produção de radicais livres, o que favorece o surgimento e o escurecimento das manchas e a acelera o envelhecimento”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy. Uma opção interessante para se proteger contra os malefícios da luz azul é o Biosole BB Cream FPS 60, da Ada Tina Italy, um protetor solar com cor e ação antioxidante que uniformiza o tom da pele com alta cobertura homogênea, reduz o surgimento de manchas e confere alta proteção contra UVA, UVB, Luz Azul e Luz Visível.

E a fotoproteção não consiste apenas no uso de protetor solar. Por exemplo, é recomendado também que se evite a exposição ao sol durante os horários com maior índice de radiação ultravioleta, isto é, entre 10 e 16 horas. “Aposte também na utilização de roupas com proteção UV, chapéus de aba larga e trama fechada, óculos de sol e sombras artificiais, como aquela oferecida pelo guarda-sol, para potencializar a proteção solar”, recomenda Cassiano.

Hidratação é indispensável: assim como a fotoproteção, a hidratação não deve ser deixada de lado no verão, pois a exposição direta e prolongada à radiação UVA e UVB também pode favorecer a desidratação do tecido e piorar o ressecamento. Mas, como no verão sofremos mais com a oleosidade, o ideal é optar por hidratantes que não deixem a pele oleosa, como os séruns. “Com rápida absorção e fórmula concentrada, sendo capaz de levar ativos de maneira mais eficaz para a pele, o sérum é especialmente interessante para ser usado no verão, pois, devido a sua textura leve e fluida, o produto não deixa a pele com aspecto brilhante ou pegajoso”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E o melhor é que os séruns podem conter uma diversidade de ativos.

Para o verão, o ideal é optar por produtos formulados com antioxidantes, como Alistin, Vitamina E e, principalmente, Vitamina C. “A Vitamina C é um poderoso antioxidante que confere ação reparadora, já que protege a pele contra os estragos da oxidação causada pelos radicais livres, ameniza rugas e linhas de expressão, visto que é um dos fatores essenciais na síntese de colágeno, e ainda é capaz de uniformizar o tom de pele, clareando e prevenindo manchas”, recomenda Fustinoni. Uma opção interessante para quem deseja apostar em séruns de Vitamina C é o sérum Antiox, da Buona Vita, que conta com 20% de Vitamina C para conferir função antioxidante, clareadora, antienvelhecimento e antiglicante (combate malefícios do açúcar na pele).

Não se esqueça da higienização: como a produção de oleosidade é maior no verão, a limpeza diária da pele é fundamental para prevenir a obstrução dos poros e o aparecimento de acne, devendo ser realizada duas vezes ao dia, pela manhã e à noite, com produtos específicos para o seu tipo de pele. “No verão, é especialmente interessante apostar em sabonetes adstringentes formulados com substâncias reparadoras capazes de combater os danos causados pelo sol ao longo do dia”, afirma Fustinoni. De uma a duas vezes por semana, dependendo do tipo de pele, é interessante também apostar na esfoliação para complementar a higienização.

“A esfoliação realiza uma leve abrasão na camada superficial do tecido cutâneo, que remove as impurezas e a oleosidade acumuladas, além de impulsionar a renovação celular e potencializar a capacidade de absorção dos cosméticos pela pele, deixando-a preparada para o uso de cremes”, indica Paola. Um produto interessante para essa etapa é o Esfoliante Facial Tribeca, da B.URB, capaz de remover impurezas e células mortas da pele, desobstruindo os poros e ajudando na renovação celular. Com sementes de Apricot (damasco) em sua composição, o produto é ideal para higienizar e hidratar o tecido cutâneo.

Atenção à maquiagem: o recomendando é evitar a maquiagem no verão. “Isso porque a maquiagem pode obstruir os poros, prejudicando a transpiração e a secreção de oleosidade pelas glândulas sebáceas, o que favorece o surgimento de cravos e espinhas”, aconselha Fustinoni. Mas, caso prefira utilizá-la, lembre-se de sempre removê-la no final do dia e de forma alguma substitua o filtro solar por uma maquiagem com FPS. “Geralmente, o FPS das maquiagens é muito baixo, sendo insuficiente para proteger a pele. Então, para quem usa maquiagem, o ideal é optar por um protetor solar com cor de alta cobertura, que, além de ser eficaz na proteção, também atua como base”, alerta Cassiano.

Bronzeie-se com segurança: o verão é a estação que muitas pessoas esperam para se bronzear e garantir uma cor. Mas, para evitar os danos do sol, é importante tomar alguns cuidados, como se expor ao sol de forma gradativa e apenas nos períodos seguros, além de utilizar o protetor solar. “É possível ainda consumir alimentos e suplementos ricos em betacaroteno, como cenoura, mamão, abóbora e acerola, que, além de acelerarem e prolongarem o bronzeado, ainda protegem o DNA celular dos danos causados pela radiação UVA e UVB”, aconselha Fustinoni.

Fique atento às queimaduras: a consequência imediata da exposição solar desprotegida são as queimaduras solares, que provocam eritema, sensibilidade ao toque, bolhas e, nos casos mais graves, descamação, dor de cabeça, febre, calafrios e fadiga. Por isso, o fotoprotetor deve ser utilizado. Mas, caso as queimaduras surjam, é possível tomar alguns cuidados para amenizar o problema, como o uso de hidratantes pós-sol. Mas preste atenção à formulação desses produtos. “Algumas fórmulas pós-sol possuem consistências espessas e oleosas, que criam uma barreira emoliente no topo da pele, aprisionando o calor na camada superior da epiderme e exacerbando a inflamação e a sensação de queimadura. Além disso, algumas fragrâncias e produtos químicos podem irritar a pele danificada”, destaca Paola. Então, dê preferência à produtos livres de etoxilados, óleo mineral e parabenos e que contenham ativos que ajudam a restabelecer as defesas naturais, possuam um sistema antioxidante avançado e confiram efeito calmante, como a Vitamina E, o Alistin, o Pro Barrier Repair e o GPS Trealose.

Cuidado com a depilação: a depilação é frequentemente realizada no verão para deixar o corpo pronto para a utilização de biquínis, sungas e outras roupas de banho. Mas é preciso tomar cuidado com esse tipo de procedimento durante a estação. “Isso porque a depilação com cera e lâmina pode causar microlesões na pele que a tornam mais suscetível aos danos solares, além de favorecer o surgimento de foliculite e irritação. Já a depilação à laser pode estimular o aparecimento de manchas na pele. Por isso, caso você se depile, o recomendado é evitar a exposição solar nos sete dias que procedem qualquer tipo de depilação”, recomenda Fustinoni .

A alimentação também é importante: além de cuidar da pele topicamente, é fundamental investir também em uma alimentação balanceada e rica em legumes, frutas e verduras, o que vai ajudar no tratamento do tecido cutâneo de dentro para fora. “Uma alimentação equilibrada está entre os principais itens que ajudam a deixar a pele bonita, jovem, protegida, saudável e hidratada. São os alimentos que você consome regularmente que definem a aparência e a qualidade do tecido cutâneo, não apenas em um mês, mas também em um ou dois anos”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. No verão, aposte principalmente em alimentos que potencializem a fotoproteção, como as frutas vermelhas, que possuem antioxidantes e vitamina C, substâncias capazes de proteger a pele contra os danos do sol. “As uvas pretas também são uma excelente opção, já que, além de possuírem propriedades antioxidantes que ajudam a bloquear os prejudiciais raios UV, também contam como Vitamina E, que mantém a pele hidratada, Vitamina C, que auxilia na revitalização das células da pele, e resveratrol, um polifenol que tem ação anti-inflamatória, protetora do DNA celular e antioxidante”, recomenda a médica nutróloga. Não se esqueça também de ingerir bastante líquido para manter a hidratação do corpo e, consequentemente, da pele.

Invista nos procedimentos estéticos menos agressivos: no verão todos querem apresentar um corpo bonito e algumas alterações que afetam a pele podem atrapalhar esse objetivo, como a flacidez e a celulite. Mas existem tratamentos que podem ser realizados durante essa época e são muito eficazes no combate a essas alterações. Por exemplo, quem sofre com flacidez pode apostar em sessões com o Ultraformer III, um ultrassom micro e macrofocado capaz de combater a flacidez, recuperar o contorno facial e corporal e devolver firmeza à pele, além de também auxiliar na remoção de gordura localizada. “O Ultraformer III utiliza uma tecnologia que emite energia mecânica através das ondas de ultrassom, que fazem micropontos de coagulação sob a pele e na gordura para tonificar o tecido cutâneo, estimular a produção de colágeno e conferir efeito lifting, o que dá fim à gordura e flacidez presentes na área tratada”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

Já quem sofre com celulite pode optar pela aplicação de bioestimuladores de colágeno. “A aplicação dos bioestimuladores, como a hidroxiapatita de cálcio ou o ácido L-poli-láctico, atua na produção do colágeno para promover uma reorganização das fibras responsáveis por sustentar adequadamente o tecido adiposo, o que melhora a celulite e o aspecto de casca de laranja da pele. Geralmente, recomenda-se de 2 a 3 sessões com intervalo mínimo de 30 dias entre cada uma delas, tempo que leva para os resultados aparecerem”, finaliza Paola.

Cuidado com os excessos de fim de ano: antes mesmo de você engordar, sua pele pode sofrer

Estudo publicado em fevereiro no Journal of Investigative Dermatology destaca que, mesmo a curto prazo, a exposição à dieta ocidental rica em gordura e açúcar é capaz de induzir doenças inflamatórias na pele, como acne, psoríase e envelhecimento antes de um significativo ganho de peso corporal

Amamos pavês, bolos, doces, tortas e todo o exagero de Natal, afinal, a ceia feita em família é um momento gostoso. Mas é necessário ter cuidado para não esticar a comilança. Isso porque antes mesmo de experimentar o peso a mais de alguns abusos na alimentação, podemos literalmente sentir na pele as consequências, segundo um estudo, publicado no começo de fevereiro no Journal of Investigative Dermatology.

“Os pesquisadores da UC Davis Health demonstraram que, mesmo uma exposição em curto prazo à dieta ocidental rica em gordura e açúcar pode levar a doenças inflamatórias da pele, como a psoríase”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. “Segundo o estudo, as doenças inflamatórias da pele podem aparecer antes mesmo de experimentarmos os quilinhos a mais dos excessos”, acrescenta a médica.

Embora o estudo tenha relacionado a casos de psoríase, há evidências de que a dieta rica em gorduras ruins (como frituras) e açúcar pode causar acne e envelhecimento da pele. “Existe um gene chamado TNF-alfa e ele está associado ao processo inflamatório; se o indivíduo tem um alelo (forma alternativa de um determinado gene) que leva a um processo inflamatório mais intenso, você vai usar alguns ativos orais em uma determinada concentração para frear e adequar a expressão desse gene. Além disso, você deve tomar cuidado com a alimentação, pois existem alimentos que são pró-inflamatórios e o consumo exagerado pode piorar a inflamação da acne e também o envelhecimento da pele”, afirma o geneticista Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene.

Foto: Mel Schmitz

O estudo “Short-term exposure to a Western diet induces psoriasiform dermatitis by promoting accumulation of IL-17A-producing γδ Tcells” sugere que os componentes da dieta podem levar à inflamação da pele e ao desenvolvimento de psoríase. De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, a psoríase é uma inflamação que ocorre quando os anticorpos começam a agredir os queratinócitos, células produtoras da proteína morta responsável por formar a camada protetora da pele. Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e assim favorecendo a formação de crostas.

Psoriasis Hand

“Além disso, há a dilatação dos vasos sanguíneos, que leva ao surgimento de manchas vermelhas. Posteriormente, ainda ocorre um processo de micropontos de sangramento no local, chamado de orvalho sangrento, devido a remoção dessas crostas que se formaram durante o processo inflamatório”, explica a médica. “Dessa forma, a psoríase é categorizada como uma doença autoimune, sendo causada então principalmente devido à predisposição genética. Porém, outros gatilhos também podem agravar a doença, como fatores ambientais, alimentação e o estresse”, completa.

Estudos anteriores mostraram que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento ou agravamento da psoríase. A dieta ocidental, caracterizada por uma alta ingestão de gorduras saturadas e sacarose e baixa ingestão de fibras, tem sido associada ao aumento da prevalência de obesidade no mundo. Para o estudo da UC Davis Health, que utilizou um modelo de camundongo, os pesquisadores descobriram que era necessária uma dieta contendo alto teor de gordura e alto teor de açúcar (imitando a dieta ocidental em humanos) para induzir a inflamação da pele.

Em apenas quatro semanas, os ratos com dieta ocidental aumentaram significativamente o inchaço dos ouvidos e a dermatite visível em comparação com os ratos alimentados com dieta controlada e com dieta rica em gordura. “A dieta não saudável não afeta apenas a sua cintura, mas também a imunidade da pele”, diz Marcella.

O estudo detalhou os mecanismos pelos quais a inflamação ocorre após uma dieta ocidental. “O trabalho identificou que a alimentação rica em gordura e açúcares é capaz de despertar a sinalização inflamatória na pele, desregulando a via Interleucina-23, um mensageiro pró-inflamatório que contribui para o desenvolvimento de dermatites”, afirma a nutróloga.

O estudo também enfatiza a importância da dieta para pacientes com doenças de pele. Pacientes com psoríase, por exemplo, com má alimentação têm maior risco de desenvolver doenças relacionadas, incluindo diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, que podem ser evitadas ou melhoradas por abordagens dietéticas.

Image Hires

Um exame de genotipagem também pode ajudar no tratamento da psoríase. “Prevenir a psoríase também pode ajudar na prevenção contra o câncer. Segundo um estudo recente, publicado em outubro de 2019, no conceituado JAMA Dermatology, portadores de psoríase apresentam risco aumentado de diversos tipos de câncer, principalmente portadores de psoríase severa, cujo risco de câncer de células escamosas (um dos tipos de câncer de pele), pode ser até aproximadamente 12 x maior”, afirma o geneticista.

A Multigene já trabalha com o perfil de genotipagem para prevenção e tratamento de psoríase, que não só identifica a presença dessas variantes genéticas responsáveis por maior incidência da doença, como também ajuda a orientar o paciente a como controlar a ação negativa das variantes mais importantes.

Em uma revisão sistemática da literatura, o aumento da gravidade da psoríase pareceu correlacionar-se com um maior índice de massa corporal (IMC), e acredita-se que a obesidade provavelmente predisponha à psoríase e vice-versa.

“Embora as recomendações dietéticas específicas não sejam claras, um estudo observacional encontrou uma associação benéfica de melhora com pacientes que seguiram a dieta mediterrânea. Em termos de suplementos nutricionais, vários estudos apostam no óleo de peixe como o mais promissor e a vitamina D oral demonstrando alguma promessa em estudos abertos”, diz Claudia.

“De qualquer forma, uma boa alimentação, equilibrada e com boa ingestão de fibras, sem excessos em açúcar e gordura de má qualidade, é capaz de trazer diversos benefícios para a pele e evitar muitas doenças. Por isso, procure ajuda de um médico nutrólogo para ajustar os desequilíbrios da sua dieta”, finaliza Marcella.

Você não precisa abandonar todos os tipos de carboidratos para emagrecer

Se a primeira coisa que você pensa em abandonar quando quer perder peso é o carboidrato, está na hora de rever seus conceitos. Diminuir as porções, no geral, é mais adequado

As dietas mais populares e da moda se concentram em limitar a ingestão de carboidratos e parecem produzir resultados bastante legítimos para muitas pessoas. Portanto, faz sentido que, para perder peso, você pense primeiro em eliminar os carboidratos da dieta, certo? Você não está errado, mas não está totalmente certo.

“Os carboidratos são um nutriente importante, e há muitos conceitos errados sobre quando e como comer carboidratos quando sua meta é perder peso. Além disso, cortar carboidratos pode ser muito difícil e atrapalhar uma série de questões no organismo, pois eles são responsáveis pelo fornecimento de energia. E a maioria das pessoas pode perder peso sem cortar drasticamente os carboidratos”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Primeiro, o que exatamente são carboidratos e o que eles fazem?

Carboidratos são nutrientes e a fonte de energia mais importante para o corpo, de acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA. Seu sistema digestivo converte carboidratos em glicose (também conhecida como açúcar), que o corpo usa para gerar energia para as células, tecidos e órgãos.

“Os carboidratos também são divididos em duas categorias diferentes: carboidratos simples e complexos. Carboidratos simples incluem açúcares, farináceos refinados como trigo branco, amido de milho e polvilho, doces em geral, sorvetes, arroz branco, pães brancos, massas de trigo refinado, sucos concentrados, salgadinhos de pacote, sucos de frutas concentrados, bebidas açucaradas, refrigerantes regulares; enquanto carboidratos complexos incluem cereais como arroz, trigo, aveia, milho, cevada e centeio integrais, sementes, frutas, vegetais folhosos, legumes e tubérculos como as batatas, mandioca, cenoura, beterraba. Seu corpo tende a digerir carboidratos simples mais rapidamente, enquanto os carboidratos complexos fornecem uma fonte de energia mais duradoura”, diz a médica.

Então, quantos carboidratos devo comer por dia para perder peso?

As diretrizes dietéticas recomendam que você obtenha entre 45 a 65 por cento de suas calorias diárias de carboidratos. “Mas, como todos precisam de um número diferente de calorias todos os dias, não existe um número definido de carboidratos que seja igual a uma dieta “baixa em carboidratos” para todos. Se você sabe quantas calorias normalmente consome diariamente, pode fazer um pouco de matemática para encontrar a faixa de baixo teor de carboidratos: por exemplo, se você está comendo 1.800 calorias por dia, isso equivale a 203 a 293 gramas de carboidratos por dia. Reduzir carboidratos abaixo da faixa de 45 a 65 por cento não é recomendado para a maioria das pessoas porque torna a obtenção de todas as vitaminas e minerais a cada dia muito mais difícil”, afirma Marcella.

Chokniti Khongchum/Pixabay

A questão genética deve ser observada com atenção por meio de exames. De acordo o geneticista Marcelo Sady, pós-doutor em Genética e diretor geral da Multigene, laboratório especializado em análise genética e exames de genotipagem, três genes têm destaque quando o paciente é propenso ao acúmulo de gordura: FTO, INSIG2 e POMC. “No caso da desregulação desses genes, o corpo gasta menos energia e ganha mais peso, da mesma forma que ele acumula mais gordura. Para cada alelo de risco (o par do DNA), quando um está alterado, há um ganho de 1,13kg: é o caso de pessoas que engordam com muita facilidade”, afirma Sady.

Segundo Marcella, nesse caso, o paciente responde bem a uma dieta hiperproteica e esse paciente somente se sente saciado quando consome fibras e vegetais que melhoram a saciedade.

Com isso em mente, explica a médica, talvez você precise fazer algumas modificações para encontrar o ponto ideal que funciona melhor para você e seus objetivos de perda de peso. Ela sugere obter cerca de 45% de suas calorias diárias de carboidratos preferencialmente complexos, se você está tentando perder peso, e usar ferramentas como aplicativos para controlar essa ingestão.

De acordo com a médica, você pode querer atingir o limite inferior da faixa de carboidratos ou não consumir carboidratos simples se tiver diabetes ou outros distúrbios metabólicos que exigem que você mantenha o açúcar no sangue estável e níveis mais baixos de insulina. “Se você tem problemas digestivos, especialmente constipação, o uso de carboidratos complexos é interessante, uma vez que uma dieta rica em fibras, como cereais integrais, sementes, frutas e vegetais melhoram o funcionamento intestinal”, diz a médica.

“A chave para manter o controle dos carboidratos é abastecer-se de variedades saudáveis de carboidratos, como grãos integrais, frutas, vegetais em geral e legumes, mantendo as porções sob controle e em equilíbrio com outros macronutrientes”, argumenta. Essas fontes saudáveis de carboidratos também são repletas de fibras, de modo que o saciam mais rápido e reduzem o apetite melhor do que, digamos, massas e donuts.

Como uma dieta baixa em carboidratos o ajuda a perder peso, exatamente?

Em um nível muito básico, a perda de peso acontece quando o número de calorias consumidas é menor do que o número de calorias queimadas. Comer com baixo teor de carboidratos é uma maneira de chegar lá, mas não é a única – principalmente se você sobrecarrega em gorduras e proteínas. “Mais importante do que a grande quantidade de carboidratos é o tipo de carboidrato que você ingere; substituir carboidratos simples, como grãos refinados e açúcar, por carboidratos complexos, como carboidratos de vegetais e legumes, pode ter muitos dos mesmos benefícios do baixo teor de carboidratos”, explica.

Frutas, vegetais, legumes, nozes, grãos inteiros e tubérculos contêm carboidratos, mas são minimamente processados e carregados com fibras e outros nutrientes. “Nenhuma pesquisa mostrou que comer esses tipos de carboidratos impede a perda de peso saudável”, explica Marcella, acrescentando que os carboidratos encontrados em alimentos processados como massas, bagels, muffins, biscoitos, refrigerantes e doces não contêm muitos nutrientes e são os principais culpados pelo ganho de peso e problemas metabólicos.

Por exemplo, uma revisão de 2017 no International Journal of Environmental Research and Public Health sugere que carboidratos simples como açúcares e adoçantes podem aumentar a taxa de obesidade de uma população, de forma que carboidratos complexos como cereais integrais podem contribuir para uma diminuição geral nas taxas de obesidade.

Além da diferença nos benefícios para a saúde entre carboidratos simples e complexos, Marcella diz que existem duas outras maneiras de uma dieta baixa em carboidratos levar à perda de peso: em primeiro lugar, evita picos de açúcar no sangue, ao mesmo tempo que melhora a sensibilidade à insulina. “Isso significa que você sentirá fome com menos frequência e terá menos probabilidade de armazenar energia como gordura”, afirma.

Quando você limita os carboidratos, é mais provável que você obtenha mais calorias diárias de proteínas e gorduras, ambas mais satisfatórias do que os carboidratos. “Você pode comer menos calorias no geral porque fica mais satisfeito com o que está comendo”, diz a nutróloga.

Você pode comer poucos carboidratos?

Daniel Reche/Pixabay

Com certeza. Muitas pessoas relatam que se sentem melhor com uma dieta baixa em carboidratos, enquanto outras se sentem exaustos. Os carboidratos também são conhecidos por aumentar o desempenho atlético, especialmente em alta intensidade. “Os atletas precisam de alimentos ricos em carboidratos antes do treino para armazenar mais glicogênio em seus músculos para abastecê-los durante a atividade física. Eles também precisam de uma fonte de carboidratos de queima rápida durante exercícios intensos ou de resistência, e mais carboidratos após o exercício para se repor e se recuperar”, diz a médica.

Também é importante frisar que comer pouco carboidrato (menos de 100 gramas por dia) pode afetar sua memória, de acordo com o Instituto de Medicina do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). “Cortar drasticamente os carboidratos também pode ter um impacto no seu humor”, afirma Marcella. “Os carboidratos são a fonte de energia preferida do seu cérebro e aumentam a liberação de serotonina, um neurotransmissor que melhora o seu humor e faz você se sentir feliz. É por isso que as dietas com baixo teor de carboidratos estão associadas a um maior risco de depressão.”

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Em vez de adotar uma dieta com muito baixo teor de carboidratos, pode ser mais interessante começar a enfatizar carboidratos complexos minimamente processados, reduzindo o tamanho das porções e aumentando as quantidades de vegetais sem amido, como as folhas. “E juntamente com isso, buscar exercitar mais o corpo para, estrategicamente, aumentar o gasto calórico”, finaliza Marcella.

Fontes:
*Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
*Marcelo Sady: pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela Unesp- Botucatu, possui mais de 20 anos de experiência na área. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem. Professor, orientador e palestrante, autor de diversos artigos e trabalhos científicos publicados em periódicos especializados.