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Endometriose: doença atinge uma a cada dez mulheres no Brasil

Especialista em cirurgia por vídeo, Thiers Soares explica os principais sintomas e tratamentos para doença que já atingiu Tatá Werneck, Wanessa Camargo e Malu Mader

Segundo dados do Ministério da Saúde, uma a cada dez mulheres entre 25 a 35 anos no Brasil sofre de endometriose, doença inflamatória do sistema reprodutor feminino, que acontece quando o endométrio, tecido que reveste o útero por dentro, se implanta em vários locais na cavidade abdominal, como ovário, intestino e bexiga. Durante o mês de março, campanhas como o Março Amarelo, mês mundial de conscientização da endometriose, reforçam a importância sobre os cuidados com a saúde da mulher em relação à doença.

De acordo com Thiers Soares, especialista em cirurgia por vídeo e robótica, muitos casos demoram anos para serem diagnosticados. O atraso médio mundial é de oito anos entre as primeiras queixas e o diagnóstico definitivo. A identificação acontece, muitas vezes, a partir de exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética da pelve.

“A demora em diagnosticar os focos da doença pode levar ao estado mais grave do quadro, quando é necessário partir para uma intervenção cirúrgica”, explica o médico. Mesmo assim, é importante lembrar que a endometriose não tem cura. Ela é uma condição crônica, que deve ter acompanhamento constante.

No Brasil, 15% das mulheres, ou sete milhões, sofrem com a doença. Famosas como a apresentadora Tatá Werneck, a cantora Wanessa Camargo e a atriz Malu Mader já relataram sofrer com a condição e recorreram à cirurgia para aliviar as dores. Muitas mulheres manifestam o medo de não conseguirem engravidar devido a endometriose, mas o especialista em laparoscopia e robótica afirma que com o tratamento adequado para cada caso, é totalmente possível que a paciente tenha uma vida reprodutiva normal.

Principais sintomas

Entre os principais sintomas da endometriose estão as cólicas fortes – as quais podem impedir a mulher de praticar atividades comuns, como trabalho e exercícios físicos – e as dores abdominais frequentes, que podem também ocorrer fora do período menstrual. Além desses, também são comuns:
=Sangramento menstrual desregulado e intenso;
=Fadiga e cansaço;
=Sangramento intestinal durante o período menstrual;
=Dores fortes durante relações sexuais;
=Dificuldade de engravidar;

Tratamentos avançados diminuem riscos e cicatrizes

Primeiramente é importante realizar um acompanhamento com o ginecologista para entender o grau da condição e como prosseguir com o tratamento. Muitas vezes, o uso do anticoncepcional para suspender a menstruação é adotado para reduzir as dores.

Mesmo assim, quando necessário intervenções cirúrgicas, a ciência já avançou bastante para garantir procedimentos mais simples, que causem menos impacto na rotina dos pacientes.

Em alguns casos, recomenda-se a videolaparoscopia, cirurgia para a retirada dos focos de endometriose espalhados pelos órgãos. “A maioria das pessoas não sabe, mas existem métodos minimamente invasivos para esse procedimento, como a videolaparoscopia e a cirurgia robótica”, explica o especialista. Essas técnicas têm um pós-operatório muito mais seguro, com menos tempo de internação, menos chance de infecção e trombose, retorno mais precoce às atividades diárias e ao trabalho, entre outras vantagens.

Com os avanços tecnológicos, atualmente, a robótica é a técnica mais moderna e chega como alternativa para diminuir a necessidade de procedimentos mais complexos. Diferente da videolaparoscopia, a modalidade traz a visão 3D para a rotina do cirurgião, com movimentos mais refinados e articulação dos instrumentos muito mais ampla em comparação com a videolaparoscopia. Apesar da facilidade, nem todos os profissionais estão aptos a trabalhar com o equipamento, sendo necessário uma habilitação especial.

Segundo o especialista, campanhas como o Março Amarelo ajudam no alerta para identificar a doença, onde “a informação é o primeiro passo para o diagnóstico precoce e, com isso, evitarmos o comprometimento da qualidade de vida das pessoas afetadas por essa doença tão enigmática”, afirma.

Fonte: Thiers Soares é graduado em Medicina pela Faculdade de Teresópolis e Residência em Ginecologia e Obstetrícia pelo Instituto Fernandes Figueira – Fiocruz, RJ. Especialização em Endoscopia Ginecológica também peloFiocruz e Robótica pelo Memorial Hermann Institute, Houston, EUA. Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (Sobracil) no Rio de Janeiro.

Mês Mundial de Conscientização sobre Endometriose

O que é, sintomas, tratamentos, alimentação e novidades

Março é o Mês Mundial de Conscientização Sobre a Endometriose e é quando é realizada a campanha Março Amarelo. São ações para alertar para uma doença de saúde reprodutiva comum. Estimativas da World Endometriosis Research Foundation sugeriam, em 2018, que a endometriose afetaria cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo. No Brasil, ela atinge uma em cada dez mulheres.

Ela ocorre quando o tecido semelhante ao revestimento uterino (o endométrio) cresce fora do útero. Vale lembrar que ela esta fortemente associada à infertilidade e que até 50% das mulheres que necessitam de tratamento para engravidar têm este problema.

Arnaldo Cambiaghi, especialista em ginecologia e obstetrícia, com certificado de atuação na área de reprodução assistida, e responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO, explica o que é endometriose, os sintomas, tratamentos, cirurgias, medicamentos, novos estudos, dá dicas de alimentação e elucida dúvidas por meio de 18 mitos e verdades.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da endometriose são cólica, menstruação irregular, dor pélvica e infertilidade. O tratamento da endometriose profunda é sempre cirúrgico, feito por videolaparoscopia, é algo extremamente complexo e exige médicos qualificados e experientes neste tipo de intervenção. “Diversas teorias relacionam o efeito positivo da alimentação sobre a progressão e a agressividade da endometriose. Essa relação ocorre porque a endometriose é uma doença estrogênio-dependente, o que significa que os níveis deste hormônio no organismo podem interferir na progressão da doença”, admite Cambiaghi.

Medicação

mulher tomando remedio probiotico suplemento

“Muitas pesquisas têm sido feitas no desenvolvimento de medicamentos que podem ser usados para aliviar os sintomas associados à endometriose. Além dos medicamentos já estabelecidos, o principal deles no momento, e que foi lançado na Europa em 2018, é o Elagolix, que promete ser a nova sensação nos tratamentos do distúrbio”, diz Cambiaghi, que acrescenta: “O diferencial deste fármaco em comparação aos outros da mesma categoria é que se trata de um antagonista da GnRH que pode ser administrado por via oral, diferente de outros como Zoladex (acetato de gosserrelina), Lectrum (acetato de leuprorrelina), Lupron (acetato de leuprorrelina) que são injetáveis”.

Melatonina ajuda a combater endometriose, além de melhorar a fertilidade

A melatonina é um hormônio produzido no sistema nervoso central pela glândula pineal, uma pequena glândula situada no cérebro que ajuda a controlar o ciclo natural de horas de sono e de vigília e, por isso, é conhecida como “o hormônio do sono”, regulando os ciclos circadianos (dormir-acordar). Sua produção é estimulada pela escuridão e inibida pela luz. Tem papel benéfico e recuperador na qualidade do sono.

Quantidades muito pequenas são encontradas em alimentos como carnes, grãos, frutas, legumes e até no vinho tinto. Uma vez sintetizada, a melatonina não é armazenada na glândula pineal, mas é logo liberada para a corrente sanguínea e outros fluidos corpóreos como bile, saliva, liquor, sêmen, líquido amniótico e fluido folicular. “Já é documentado que a melatonina é um excelente antioxidante natural. A partir dos 30, 40 anos poderá prevenir – ou pelo menos retardar – doenças relacionadas com o envelhecimento, os radicais livres e os processos inflamatórios”, afirma o médico.

Fertilidade

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

Nos eventos reprodutivos como a formação dos folículos ovulatórios (foliculogênese), atrofia dos folículos (atresia folicular), ovulação, maturação dos óvulos e formação do corpo lúteo, há envolvimento de radicais livres. Estudos têm demonstrado que a qualidade dos óvulos e dos embriões depende não só da formação genética e cromossômica, mas também do ambiente onde os óvulos se desenvolvem (fluido folicular que envolve os oócitos antes da ovulação). Assim, a melatonina, com sua ação antioxidante é essencial e tem papel benéfico no processo reprodutivo.

Grandes quantidades de melatonina são encontradas no fluido folicular periovulatório (líquido que envolve o óvulo dentro do folículo), com concentrações maiores do que no sangue periférico. O próprio ovário parece produzir melatonina (pelas células da granulosa), mas a maior parte é absorvida da circulação sanguínea. Quanto maior o folículo, maior a concentração de melatonina.

Além de sua ação antioxidante, a melatonina também regula a função ovariana através da regulação da liberação de gonadotrofinas no eixo hipotálamo hipofisário. Os hormônios sexuais têm um importante papel no crescimento e diferenciação de células ovarianas. A melatonina influencia na produção desses hormônios – progesterona, estradiol e androstenediona – em diferentes estágios da maturação folicular, podendo diminuir ou aumentar suas concentrações.

Durante o processo de ovulação, grande quantidade de radicais livres é produzida. Esse excesso induz à apoptose (morte celular programada), resultando na atresia folicular (atrofia dos folículos). Níveis aumentados de melatonina diminuem a quantidade de radicais livres prevenindo essa atresia.

O folículo é resgatado pela melatonina e continua seu desenvolvimento até se tornar um folículo dominante. O balanço entre radicais livres e antioxidantes tem papel importante na maturação do óvulo (oócito) e na fertilização. A ação antioxidante da melatonina melhora a qualidade do oócito. A melatonina estimula diretamente a liberação de progesterona pelo corpo lúteo e o protege da ação de radicais livres conferindo manutenção da função lútea.

A falta de melatonina está relacionada ainda com endometriose e com a Falência Ovariana Prematura (FOP). Em pacientes com SOP há diminuição de melatonina no fluido folicular. Em pacientes com infertilidade, o tratamento com melatonina melhora a qualidade do oócito além de melhorar as taxas de fertilização e reduzir os danos oxidativos no fluido folicular. Entretanto, o uso de melatonina para pacientes com SOP, FOP e endometriose é limitado.

Cirurgia

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Estudo feito por médicos franceses do CHU (Centre Hospitalier Universitaire) Clemont Ferrand, em 2018, mostrou que a cirurgia de endometriose reduz não só a dor pélvica, como aquela sentida durante a relação sexual, além de melhorar a qualidade de vida das pacientes. Os pesquisadores avaliaram a dor sentida por mulheres com endometriose antes e depois da cirurgia laparoscópica. Além disso, analisaram as respostas que as pacientes deram em um questionário sobre qualidade de vida.

O resultado médio para dor caiu de 5,3, antes da cirurgia, para 2,6, seis meses após a intervenção, e para 2,3, três anos após a operação. A dor pélvica crônica caiu de 2,6 antes da intervenção para 1,4 após seis meses da cirurgia, e para 1,3 três anos após a operação. Já a dor durante a relação sexual caiu de 2,7 para apenas 1,1, seis meses após o procedimento.

Número que permaneceu praticamente o mesmo três anos após a cirurgia: 1,2. Os resultados foram animadores também para a qualidade de vida das mulheres no aspecto dor corporal. A melhora foi de 54,6 para 74,4, seis meses após a cirurgia. Já a melhora nas limitações físicas que a endometriose causava saltou de 63,3 para 81,9, seis meses após a cirurgia.

O mesmo ocorreu no quesito qualidade de vida, que aumentou de 66 para 75,6 seis meses após o procedimento. A melhoria nas limitações, devido a problemas emocionais, aumentou de 65,7 para 77,4 após o procedimento. E o mais importante: os resultados não mudaram ao longo dos anos.

“A cirurgia exige do médico consultante um conhecimento abrangente do problema, pois pode atingir vários órgãos. Conhecida por alguns como uma ‘doença sem cura’, pois mesmo tratada pode reaparecer, a endometriose tem esta fama por receber de alguns profissionais um acompanhamento inadequado e insuficiente, principalmente nos casos de endometriose ovariana e endometriose infiltrativa profunda. Nesses casos é fundamental o acompanhamento de profissionais especializados em infertilidade e que tenham experiência em cirurgia pélvica para uma resolução satisfatória”, frisa  Cambiaghi.

Estudo

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Um estudo colaborativo entre pesquisadores da Universidade de Southampton e do Centro de Fertilidade Completa do Hospital Princesa Anne, publicado no Scientific Reports*, em 2016, verificou que a qualidade do óvulo fica severamente comprometida em mulheres que têm endometriose. A descoberta foi que o fluído dos folículos de pacientes com endometriose bloqueia a maturação do óvulo gerando radicais livres chamados de Reactive Oxygen Species – ROS (espécies reativas de oxigênio. em tradução livre) e danificam o DNA.

Este dano faz com que o óvulo não amadureça e, assim, não possa ser fertilizado. Porém, mais pesquisas são necessárias para investigar se o problema é tratável ou evitável. O estudo utilizou óvulos imaturos de fêmeas de ratos que foram incubados em fluído folicular de mulheres com endometriose, in vitro. Os pesquisadores examinaram as quantidades de ROS que foram geradas e a capacidade do óvulo de amadurecer. Descobriram que o fluído folicular de mulheres com endometriose resultou em maiores quantidades de ROS.

Para os cientistas é encorajador ver a possibilidade de os danos serem prevenidos por antioxidantes, mas mais pesquisas são necessárias antes que possam por em pratica os resultados. Cambiaghi afirma que a pesquisa apenas corrobora o que já se desconfiava há anos: “Esse estudo reforça a interferência da endometriose na fertilidade feminina e confirma que os radicais livres também têm importância comprovada na infertilidade. Entretanto, não podemos esquecer que tratamos a endometriose utilizando a videolaparoscopia e temos conseguido resultados excelentes. Por isso, ela é considerada uma ótima estratégia para o tratamento”.

Tratamento não hormonal

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Ilustracao Giemsa Stain

Cientistas descobriram que certo tipo de célula imunológica pode ser uma das principais causas de dor pélvica em mulheres com endometriose. Os crescimentos anormais, ou lesões, da endometriose podem causar inflamação persistente, dor e infertilidade. Outros sintomas incluem menstruação dolorosa, fadiga, sangramento intenso e dor durante a relação sexual. Até agora não há cura para a endometriose. A cirurgia pode remover algumas lesões e tecido cicatricial.

Tratamentos hormonais podem oferecer alívio dos sintomas, mas, muitas vezes, trazem efeitos colaterais após o uso prolongado. Desse modo, há necessidade de drogas não hormonais. Nesse estudo, de 2019, pesquisadores das Universidades de Warwick e Edimburgo, ambas no Reino Unido, descobriram que a causa da dor da endometriose é um tipo de glóbulo branco, chamado macrófago, que sofreu mudanças como resultado da doença. A equipe relata as descobertas em um artigo do Faseb Journal**.

“Os macrófagos podem ser considerados células de limpeza do corpo, e são muito importantes para o sistema imunológico. Eles alertam sobre a presença de agentes estranhos”, afirma Cambiaghi. Ele explica que os tratamentos convencionais que usam hormônios “não são ideais” porque têm como alvo a função ovariana, e podem desencadear efeitos colaterais, como a supressão da fertilidade.

Um conjunto final de testes revelou que impedir a atividade do hormônio, bloqueando o receptor da célula para o IGF-1, “reverte o comportamento da dor observado em camundongos com endometriose”. O fato de sinais no ambiente tecidual local poderem alterar a função dos macrófagos não é novo. No entanto, essas descobertas lançam uma nova luz sobre o que acontece com os macrófagos no caso específico da endometriose. “Este novo estudo traz luz a uma doença complexa, como é a endometriose. E toda novidade positiva tem de ser comemorada. Esta descoberta pode mostrar novas formas de aliviar os sintomas das que vivem com a doença”, enfatiza Cambiaghi.

Alimentação correta pode diminuir os sintomas

Muito se tem insistido na importância de uma alimentação correta para praticamente tudo na vida. Com a fertilidade não é diferente. Mesmo pessoas que tenham alguma doença também podem contribuir para a diminuição dos sintomas seguindo uma dieta saudável.

É o caso de um dos males que mais afeta a fertilidade feminina: a endometriose, doença enigmática que vem crescendo pelo mundo. Estima-se que de 10% a 14% das mulheres em sua fase reprodutiva (19 a 44 anos) e de 25% a 50% das inférteis sejam acometidas por este mal. Muitas mulheres chegam a sentir tanta dor que se veem impossibilitadas de viver uma vida normal e até mesmo a faltar no trabalho.

Diversas teorias relacionam o efeito positivo da alimentação sobre a progressão e a agressividade da endometriose. Essa relação ocorre porque a endometriose é uma doença estrogênio-dependente, o que significa que os níveis deste hormônio no organismo podem interferir na progressão da doença. Assim, estudos diversos relacionam a melhora das dores com algumas intervenções nutricionais pontuais, como aumento do consumo de fibras, substituição de gorduras de animais por óleos de boa qualidade e consumo adequado de vitaminas antioxidantes como A, C, E e complexo B.

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São boas fontes de vitamina A: damascos, pêssegos, melão cantalupo e vegetais verde-escuros e amarelo-escuros.

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Das vitaminas A e C: abóbora, tomate, manga, mamão papaia e couve.

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Da vitamina E: frutas cítricas, morangos, pimentas, repolho, batata-doce e brócolis.

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Já as vitaminas do complexo B são encontradas em ovos e laticínios (prefira orgânicos), leguminosas e alimentos integrais.

Há também aqueles alimentos que podem agravar a dor como os industrializados, produzidos com excesso de gordura hidrogenada, farinha e açúcar refinado. Os de origem animal são a maior fonte de substancias hormonalmente ativas, pois o tecido gorduroso e produtos à base de gordura animal são grandes retentores de xenoestrogênio, bem como antibióticos, drogas veterinárias e hormônios para estimulo do crescimento. Assim, o ideal é evitar embutidos, carnes vermelhas, leite e derivados não-orgânicos, além de gorduras saturadas.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é responsável técnico do Centro de Reprodução Humana do IPGO, ginecologista obstetra com certificado em reprodução assistida. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros.

Março Amarelo: 50% dos gatos idosos apresentam problemas renais, alerta especialista

De acordo com o veterinário Alexandre Daniel, da campanha Março Amarelo, diagnóstico precoce é a principal ferramenta para aumentar a sobrevida dos animais

Uma doença silenciosa e incurável, que já afeta metade dos gatos idosos no Brasil. A doença renal crônica (DRC) é atualmente o mal mais comum em felinos acima dos 12 anos de idade e a causa de morte de milhares de animais de estimação todos os anos. A boa notícia é que, embora ainda não exista uma cura para a doença, a DRC pode ser controlada quando diagnosticada em seu estágio inicial, garantindo uma sobrevida de até cinco anos aos animais.

Buscando informar os tutores sobre a doença e conscientizá-los sobre a importância de se fazer exames regulares em seus gatos e manter um acompanhamento veterinário especializado, a campanha Março Amarelo, idealizada pela Elanco Saúde Animal, chega à sua quarta edição em 2019 com o tema “A importância da medicina preventiva e a estruturação de programas de saúde por faixa etária na clínica.”

“O diagnóstico precoce aumenta a expectativa de vida dos animais. Quanto antes for diagnosticado o problema, maior é a possibilidade de prolongar a vida do paciente”, diz o médico veterinário Alexandre Daniel, uma das maiores autoridades brasileiras no assunto e consultor do Março Amarelo, lembrando que cerca de 50% dos gatos idosos no Brasil já apresentam algum grau de disfunção renal.

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É preciso atenção redobrada por parte dos tutores, já que a DRC apresenta sintomas apenas em estágio avançado, quando os rins já estão com 75% de suas funções comprometidas — o que torna os check-ups periódicos fundamentais para a identificação da doença em fase precoce e o tratamento adequado, evitando assim o sofrimento do animal.

De acordo com Alexandre Daniel, a DRC é tradada por estágios, que variam de 1 a 4. “O paciente que é diagnosticado no estágio 2 tem uma sobrevida média de cinco anos. Já no caso do paciente que é diagnosticado no estágio 3, a sobrevida cai para dois anos. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais prolonga a vida do animal”, afirma o especialista.

A recomendação dos veterinários é para que os gatos de meia idade, a partir dos 10 anos, façam os exames uma vez ao ano. A partir dos 14 anos, a cada seis meses. Caso haja alterações nos resultados ou o animal apresente algum tipo de sintoma, como perda de peso, ingestão excessiva de água ou aumento do volume de urina, é necessário procurar um profissional especializado para entender o melhor tratamento, que é feito caso a caso.

“Existem vários fatores que precisam ser levados em consideração. Pacientes que têm pressão alta podem viver menos, pacientes com variação na concentração de fósforo também podem viver menos, gatos com proteína na urina também, mas é possível controlar com fármacos, como o Fortekor, da Elanco”, explica o veterinário.

Março Amarelo

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O Março Amarelo é uma ação de conscientização para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença renal crônica em gatos. Idealizada pela Elanco, uma das empresas líderes em saúde animal em todo o mundo, a campanha chega à sua quarta edição em 2019 com o objetivo de engajar tutores e médicos veterinários em prol da saúde dos animais.

“O Março Amarelo é hoje mais do que uma campanha, já é uma causa”, afirma Eliane Estephan, gerente de Marketing e Serviços Técnicos para Animais de Companhia da Elanco. De acordo com a executiva, a campanha é nacional e está focada em dois pilares de atuação: atualização técnica dos veterinários e conscientização dos tutores para os perigos da DRC.

“Oferecemos aos profissionais diversos materiais atualizados sobre o tema, com alta aplicabilidade na rotina clínica. Já os tutores são impactados através das campanhas de comunicação, por meio de postagens nas redes sociais da Elanco e de clinicas engajadas na causa e de vídeos educativos sobre a doença, os principais sintomas e formas de tratamento”, explica Eliane. “Em três anos de campanha, já alcançamos mais de 10 mil clínicas veterinárias em todo o Brasil e impactamos cerca de 5 milhões de pessoas por meio das mídias sociais.”

Sobre o Fortekor 5TM

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Fortekor 5TM é um medicamento fabricado pela Elanco indicado para o tratamento de doença renal crônica em gatos e da insuficiência cardíaca congestiva em cães. Composto pelo cloridrato de benazepril, um importante inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA), o Fortekor 5TM vem em comprimidos palatáveis que auxiliam na administração diária do medicamento.

Ginger tem este problema

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Ginger abraçando Ringo, que ela trata como seu filho

Eu tenho uma gata com este problema, a Ginger. Não sei a idade correta dela, pois eu a resgatei da minha rua, em 2012. Naquela época, ela devia ter entre três e quatro anos, portanto, já passou dos dez. Ela apresentou a doença após todos meus gatos ficarem doentes por terem pego rinotraqueíte do gato do vizinho. Sim, pelo ar.

Ela não melhorava e, um dia, meio sem ser proposital, senti o hálito dela. Como eu já tinha tido uma gatinha com o problema, achei que o odor era parecido e comentei com os veterinários que a tratavam. Fizeram exame de sangue e veio a comprovação. Desde esta época, ela come ração especial e faz fluidoterapia, ou seja, toma soro, de forma subcutânea, duas vezes por semana.

Como tenho outros seis gatos, e a maioria deles já passou dos oito anos, vira e mexe, faço exames de sangue para ver como andam a ureia e a creatinina. E Ginger faz acompanhamento também. Quanto antes descobrir o problema, melhor. Prevenção é tudo!

 

Dia Nacional dos Animais e Março Amarelo: alerta para a saúde renal pet*

Ontem, 14 de março, comemoramos o Dia Nacional dos Animais. E tão importante quanto mimar o pet é cuidar da saúde dos nossos melhores amigos. Este mês também celebramos o Março Amarelo, um período de alerta e tratamento para saúde renal. Minha proposta é usar da força das duas datas para discutimos com seriedade e transparência o tema das doenças renais em cães e gatos.

O principal alerta durante o Março Amarelo é para a prevenção e tratamento da Doença Renal Crônica (DRC), mas existem outros tipos de doenças que afetam a saúde dos pets, como injúria renal aguda, infecção urinária, cálculo renal, além de alterações eletrolíticas do sangue e do metabolismo ácido-base, entre outras.

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Foto: Pixabay

A Doença Renal Crônica é uma condição difícil de ser diagnosticada nos animais uma vez que consultas preventivas e periódicas ao veterinário ainda não são uma rotina comum. Infelizmente, a doença acaba sendo percebida em estágios avançados, quando o cão ou gato passa a apresentar insuficiência renal. Pets com doença renal podem mostrar uma variedade de sinais físicos, como letargia, perda de peso, vômito, diminuição do apetite, aumento na ingestão de água e aumento no volume de urina Esses sintomas são os principais alertas de que, quando combinados, levam ao diagnóstico.

Para prevenir, o ideal é acompanhar a saúde do animal com consultas periódicas. Ao menor sinal de suspeita, o pet precisa ser encaminhado para um veterinário especializado em nefrologia. Durante a consulta, além do exame físico, é possível contar com exames de sangue, de urina e até ultra som, que auxiliam no diagnóstico da patologia.

Estimular a ingestão de água, principalmente em épocas mais quentes e secas do ano, é o melhor conselho. As rações úmidas e snacks líquidos, como cerveja e vinhos para cães, também ajudam a complementar a alimentação e auxiliar na hidratação e bom funcionamento dos rins.

Tratar a doença periodontal, que ataca a gengiva e dentes dos animais, é mais um alerta para os tutores que precisam ficar atentos. O acúmulo de placa bacteriana na boca causa uma inflamação da gengiva que pode sangrar durante a mastigação ou mesmo durante as brincadeiras. O sangramento facilita a penetração das bactérias na corrente sanguínea e, essas podem acumular em outros órgãos, agravado as condições renais.

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É importante ficarmos atentos aos pequenos sinais e sintomas. O Março Amarelo é uma campanha que busca alertar para o tema e, embora os problemas renais possam ser de grande desconforto e muito preocupantes, é possível que o pet tenha qualidade de vida e longevidade.

Cibele Erreiras Ruiz é médica veterinária, consultora do Grupo Ipet e especializada em nefrologia/urologia na Clínica Veterinária Bele Bichos.

Março Amarelo: Unifran faz campanha de prevenção de doenças renais em pets

A campanha acontecerá no dia 10 de março, com a realização de avaliações e exames gratuitos

O curso de Medicina Veterinária da Universidade de Franca (Unifran) realiza no dia 10 de março, das 8 às 11 horas, a segunda edição da campanha “Março Amarelo”, que visa conscientizar a prevenção e diagnóstico precoce de doenças renais em cães e gatos. A campanha acontecerá no Hospital Veterinário da universidade e oferecerá avaliações e exames gratuitos aos pets, agendados diretamente na recepção do Hospital.

Um grupo reconhecido pelo CNPq e formado por professores, pós-graduandos, residentes e graduandos de Veterinária vão oferecer exames clínicos completos, exames de sangue e de urina e aferição de pressão arterial. Casos que apresentem alterações significativas nos resultados dos exames serão indicados para o tratamento adequado.

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A campanha inspirada no movimento realizado mundialmente em março, mês que é comemorado o Dia Internacional do Rim, já atendeu mais de 30 animais em sua primeira edição, quando foram identificadas importantes alterações nos pacientes e que puderam receber o tratamento adequado para melhor qualidade de vida dos bichinhos. Para este ano, a expectativa é aumentar o número de atendimentos.

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Serviço
2ª edição Campanha Março Amarelo Unifran
Data e hora: 10 de março de 2018, das 8h às 11h
Endereço: Avenida Doutor Armando S. Oliveira, 201, Parque Universitário, Franca
Agendamento: deve ser feito na Secretaria do Hospital Veterinário ou pelo telefone (16) 3711-8783

Março Amarelo lembra que pets também têm Doença Renal Crônica

No mês internacional da prevenção às doenças renais, confira os cuidados necessários para o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença renal nos pets

Março é reconhecido internacionalmente como o mês de cuidado e prevenção das doenças renais em humanos, mas o que pouca gente sabe é que a insuficiência renal também acomete cães e gatos com frequência, especialmente aqueles que estão alcançando uma idade mais avançada.

Fatores como hereditariedade podem contribuir para o desenvolvimento do mal, porém, por ser uma doença que tarda a apresentar sinais específicos, o diagnóstico precoce é a melhor opção para reduzir o agravamento da situação.

A DRC (Doença Renal Crônica) é uma alteração degenerativa, que ataca um ou os dois rins do animal e tende a aparecer conforme eles ganham mais idade. É considerada a principal causa de mortes em gatos acima de cinco anos e a terceira para cães da mesma idade. É progressiva, incurável e seu diagnóstico, na maioria das vezes, é realizado tardiamente, quando mais de 75% da função renal dos pets está comprometida.

cachorro beagle quarto

A predisposição também é um fator de risco para o desenvolvimento da doença. Os cães das raças Beagle, Bull Terrier, Chow Chow, Cocker, Pinscher, Pastor Alemão, Lhasa Apso, Shih Tzu, Maltês, Schnauzer, Daschund, Sharpei e Poodle e os gatos das raças Maine Coon, Abissinio, Siamês, Russian Blue e Persa possuem essa característica.

Mas algumas atitudes podem fazer a diferença: com o diagnóstico precoce e o tratamento e a nutrição adequados, os pets com doença renal ganham mais tempo e qualidade de vida.

Diagnóstico Precoce

Até pouco tempo, o único exame disponível para o diagnóstico da DRC identificava a doença apenas quando 75% dos rins do animal estava comprometido. Agora, novos testes podem identificar a doença a partir de 25% de comprometimento do órgão.

Por isso, é importante levar o seu pet regularmente ao Médico-Veterinário e fazer os exames indicados. Ele poderá indicar o tratamento adequado – que tem a nutrição como grande aliado – caso o diagnóstico para a doença renal ocorra.

gatos maine coon
Gatos Maine Coon – Foto: Pixabay

Nutrição para pets com DRC

“Com controle de nutrientes como o fósforo e a proteína, e enriquecido com ácidos graxos e antioxidantes, o alimento adequado irá contribuir para o retardamento da evolução da doença, alívio dos sintomas e manutenção do peso do animal, já que mais de 20% dos pacientes renais apresenta anorexia e perda do apetite”, conta Luciana Peruca, Coordenadora de Comunicação Científica da Royal Canin.

Segundo estudos científicos, a nutrição adequada pode proporcionar um aumento de 2,4 vezes na expectativa de vida dos pacientes com DRC, contribuindo também para a melhor qualidade de vida. “Quanto mais cedo a doença renal crônica for diagnosticada, melhor será a contribuição da alimentação correta para o controle dos sintomas e da progressão da doença”, afirma Luciana.

A Royal Canin possui em sua linha de Nutrição Veterinária o portfólio mais completo do mercado para a alimentação dos pets com doença renal. Ela conta com diferentes produtos, nas texturas seca e úmida, para garantir a nutrição adequada, com alta palatabilidade e atratividade.

cão e gato comendo ração

E ampliando ainda mais este portfólio de opções, a marca lançará, em abril, o Royal Canin Renal Special Canine, nova opção de alimentos para os cães com DRC. Com esse lançamento a linha passa a oferecer cinco opções de nutrição para satisfazer as variações de preferência características do quadro:

· Royal Canin Renal Canine
· Royal Canin Renal Special Canine
· Royal Canin Renal Canine versão úmida
· Royal Canin Renal Canine + Royal Canin Renal Canine versão úmida
· Royal Canin Renal Special Canine + Royal Canin Renal Canine versão úmida

A linha Royal Canin Nutrição Veterinária deve ser prescrita por um Médico-Veterinário e está disponível nas lojas especializadas, como pet shops e clínicas veterinárias, em mais de 15 mil pontos de vendas no Brasil.

Informações: Royal Canin Brasil

Março Amarelo: cuidado com os rins dos gatos

Visita periódica ao veterinário é o caminho para o diagnóstico precoce da doença renal crônica nos felinos

A Doença Renal Crônica (DRC) está entre as doenças degenerativas e progressivas que mais afetam os felinos, atingindo 60% dos gatos em geral. “Pode ser definida como a presença de anormalidade estrutural ou funcional de um ou ambos os rins, a doença pode ser presente por um período extenso de 3 meses ou mais”, explica a médica veterinária da Equilíbrio e Coordenadora da Comunicação Científica da Total Alimentos, Bárbara Benitez.

Assim como nos humanos, a doença pode ser silenciosa e os sintomas podem aparecer quando o problema já está em fase avançada. Na maioria das vezes quando diagnosticada, 75% dos rins já estão comprometidos, e sem tratamento pode levar à morte do animal.

Por isso, é tão importante conscientizar os tutores de felinos sobre a importância do diagnóstico precoce da DRC e do acompanhamento periódico do veterinário, dessa forma pode-se evitar a evolução da doença e o sofrimento do animal.

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Principais Sintomas

Letargia (desânimo)
Desidratação
Vômito
Diminuição do apetite
Polidipsia (aumento da sede)
Poliúria (aumento da excreção urinária)

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Como prevenir a evolução da doença?

Acompanhamento periodicamente ao veterinário
Exames clínicos e anamnese por meio de exames laboratoriais e histórico do paciente

Principais exames

Escore da Condição Corporal (ECC): avaliação das reservas corporais do animal que reflete o quanto ele está magro ou gordo
Exame do sistema cardiovascular
Palpação renal
Estado de hidratação
Exame da cavidade oral
Temperatura corporal e mensuração da pressão arterial
Cultura bacteriana da urina
Hemograma completo
Diagnóstico da imagem bioquímica
Relação proteína-creatinina urinária

Observe seu gato

O felino pode estar sofrendo da DRC quando:
O animal fica sem ânimo
Volume da urina aumenta
O apetite do gato diminui
A frequência de vômitos e enjoos aumenta
O comportamento habitual do felino altera

A linha Super Premium da Total Alimentos, possui um alimento coadjuvante no tratamento da DRC: Equilíbrio Veterinary Renal Gatos. O produto tem na sua composição ingredientes para auxiliar e diminuir os sintomas da enfermidade. Contém baixo teor proteico e de fósforo para auxiliar na manutenção da função renal; contém teores elevados de EPA e DHA (Ômega3) que auxiliam na perfusão renal e é composto por antioxidantes que protegem as células contra a ação dos radicais livres.

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Fonte: Bárbara Benitez, Coordenadora da Comunicação Científica da Equilíbrio e médica veterinária da Total Alimentos

Março Amarelo: saiba como prevenir doença que mais mata gatos e cães idosos

No mês Internacional do Cuidado com as Doenças Renais, Março Amarelo, especialista da Royal Canin dá dicas de como identificar e prevenir esse mal em pets

Gatos e cães estão ficando, cada vez mais, dentro da casa dos seus tutores, como parte de suas famílias. Essa atitude combinada com a conscientização da importância de oferecer uma alimentação de qualidade para os pets estão fazendo com que eles vivam mais. Isso é uma ótima notícia, mas que merece atenção: com a idade, se aproximam algumas doenças que não são tão comuns em animais mais jovens. Um exemplo é a DRC (Doença Renal Crônica), uma alteração degenerativa de um ou dos dois rins que acomete principalmente animais idosos e não tem cura.

Por isso, o mês Internacional do Cuidado com as Doenças Renais traz com ele o título de “Março Amarelo”, com o objetivo de unir e conscientizar Médicos-Veterinários e tutores para a prevenção da doença. Para se ter uma ideia da importância do tema, problemas renais são a 2ª causa mais comum de morte entre os gatos e a 3ª entre os cães. Animais com idade acima de 10 anos tem 81% de chance de apresentar algum sintoma.

Os primeiros sinais do problema são o aumento na micção seguida do aumento da ingestão de água. Em cães, vômitos podem ser notados com mais frequência, enquanto nos gatos a falta de apetite e consequente perda de peso é mais comum. O animal também pode apresentar sintomas de fraqueza, abatimento e pálpebras, gengivas e lábios pouco corados.

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“Na maioria das vezes, o diagnóstico é realizado tardiamente. Um gato com Doença Renal Crônica, por exemplo, costuma apresentar sintomas quando pelo menos 75% dos seus rins já estão sem funcionar. Por isso é de extrema importância conscientizar os tutores sobre a prevenção e diagnóstico precoce, com idas anuais ao Médico-Veterinário”, explica Eduardo Zaneli, coordenador da Comunicação Cientifica da Royal Canin Brasil.

Algumas raças de gatos e cães são mais propensas a desenvolver a doença, incluindo aquelas que apresentam uma expectativa de vida maior. Em cães: Beagle, Bull Terrier, Chow Chow, Cocker, Pinscher, Pastor Alemão, Lhasa Apso, Shih Tzu, Maltês, Schnauzer, Daschund, Sharpei, Poodle. Em gatos: Maine Coon, Abissínio, Siamês, Russian Blue, Persa.

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A nutrição é a base da conduta terapêutica do paciente renal crônico. A dieta úmida também pode ser utilizada em combinação com o alimento seco, já que a palatabilidade é maior e ajuda na hidratação do animal. O alimento coadjuvante ao tratamento veterinário a ser oferecido ao pet com problemas renais deve conter sódio moderado e proteína também moderada e de qualidade, para que as necessidades nutricionais sejam atendidas, mas sem gerar resíduos no organismo.

Baixo fósforo para reduzir a velocidade de progressão da doença renal e aumentar a expectativa de vida de pacientes nefropatas, além de antioxidantes que ajudam a retardar o avanço da doença. Como uma das maiores dificuldades ao longo do tratamento do gato ou cão acometido da Doença Renal Crônica é a inapetência, a palatabilidade reforçada do alimento faz com que o animal volte a comer, já que o jejum piora o quadro clínico rapidamente.

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Tema abordado durante 1º Congresso Internacional de Nefrologia e Urologia

Durante os três dias de Congresso, realizado no início do mês, 350 estudantes e profissionais de Medicina Veterinária de todo o Brasil acompanharam 18 palestrantes, que trouxeram os principais temas das especialidades de Nefrologia e Urologia, como doenças renais crônicas em gatos e cães. Outro ponto importante do evento foi a discussão sobre a relação de distúrbios metabólicos, como cardíaco e endócrino, com os rins, além de doenças que atingem o trato urinário dos felinos.

Royal Canin tem portfólio que auxilia no tratamento de doenças renais

No Brasil, a Royal Canin possui cinco produtos para gatos e cães que auxiliam no tratamento de doenças renais. Da Linha Veterinary Diet, o produto Renal seco e úmido auxilia no tratamento de cães enquanto o produto Renal Feline seco, úmido e Special é voltado para gatos.

Fonte: Royal Canin