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Laxante x fibras – qual a diferença?

A diferença entre o consumo regular de fibras e o uso de laxantes para a saúde intestinal e o tratamento da prisão de ventre

Quem sofre com constipação intestinal pode já ter recorrido, alguma vez na vida, ao famigerado laxante. O que muitos não sabem é que esta não é uma solução que pode ser usada com frequência, sob risco de prejudicar ao invés de auxiliar a saúde intestinal. Entre os problemas que o uso recorrente de laxantes pode causar estão o agravamento da prisão de ventre, uma vez que o organismo acaba criando uma certa dependência para funcionar, além da dificuldade de absorção de outros medicamentos e eventuais problemas renais, pois seu uso leva à eliminação de sais minerais importantes.

Na prática, a utilização deste medicamento é feita de maneira errada. Uma pesquisa realizada pela Nestlé Heath Science, no Brasil, apontou que 56% das pessoas relataram já terem usado algum tipo de laxante para auxiliar na evacuação. Junto aos analgésicos, são os remédios mais utilizados sem prescrição médica.

“Os laxantes são uma classe de medicamentos utilizados frequentemente para constipação crônica, sendo que, alguns deles podem ocasionar efeitos adversos e prejuízos à saúde se usados de forma contínua, sem a devida necessidade”, diz a gastroenterologista Maria do Carmo Friche Passos.

Entre os efeitos colaterais mais comuns, relacionados ao uso de laxantes, estão cólicas abdominais, diarreia, flatulência, vômitos e náuseas, queimação retal e fraqueza. Para se ter uma ideia, utilizar mais de 1 comprimido da substância por semana já pode causar problemas. Portanto, é fundamental a prescrição médica e ainda para tratar um problema pontual como, por exemplo, esvaziar o intestino para a realização de determinados exames.

No dia a dia o problema da constipação intestinal deve ser resolvido da maneira mais natural possível, por meio da adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de atividade física (preferencialmente aeróbicas), o consumo de fibras e a ingestão de bastante líquido, especialmente água.

“O primeiro passo para tratar a constipação é por meio da alimentação e do estilo de vida, com a adoção de medidas simples nos hábitos alimentares. A fibra alimentar é uma estratégia eficaz de longo prazo que deve ser introduzida lentamente para não causar flatulência, devendo ser sempre acompanhada de líquidos para não gerar compactação fecal, especialmente em idosos acamados”, diz Maria do Carmo.

Entre os benefícios do consumo regular de fibras podemos citar: aumento de volume fecal, diminuição do tempo de trânsito intestinal, tornam as fezes mais macias pela retenção de água e mais fáceis de serem eliminadas, além de estimularem o crescimento de bactérias benéficas do cólon.

A questão é que nem sempre temos tempo para cuidar que os alimentos ingeridos possuam a quantidade de fibras necessárias. Há ainda casos de restrições alimentares. Uma solução é suplementar com produtos que contenham fibras. Um exemplo é o FiberMais, mix de fibras exclusivo da Nestlé, composto de fibras 100% solúveis: Goma Guar parcialmente hidrolisada e inulina, que auxiliam o funcionamento do intestino de maneira regular e saudável. Além disso, por conter fibras prebióticas, pode favorecer o crescimento das bactérias boas no intestino, promovendo o equilíbrio da flora intestinal.

Uma pesquisa feita com consumidores que receberam amostras de FiberMais indicou que 85% das pessoas sentiram a eficácia em até 48h; 71% ficaram satisfeitos e 90% recomendaria o produto. Aliás, quem quiser fazer o teste e usar FiberMais, pode se se cadastrar aqui para receberem gratuitamente uma amostra, no endereço desejado.

Fonte: Maria do Carmo Friche Passos, Gastroenterologista e Professora Associada da Faculdade de Medicina da UFMG. Pós-doutorado em Gastroenterologia pela Universidade de Harvard – USA. Ex-presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Vice-presidente do Núcleo Brasileiro para Estudo do H. pylori e Microbiota D.

Procura por reguladores intestinais aumentou durante a pandemia

Mudança na rotina das pessoas e de seus hábitos alimentares durante a quarentena podem ter contribuído para aumento da constipação intestinal

A nova rotina adquirida durante a pandemia, com o isolamento físico e o home office, alterou não apenas o comportamento das pessoas, como também seus hábitos alimentares. Com isso, muita gente sofreu algumas consequências físicas, e não estamos falando dos quilinhos a mais ganhados na quarentena, mas, sim, do intestino preso, que também afetou muitas pessoas.

De acordo com a gastroenterologista Maria do Carmo Friche Passos, vários fatores contribuem para o desenvolvimento da constipação intestinal, dentre eles, hábitos alimentares com baixo consumo de fibras, sedentarismo e beber pouca água: “Muitas pessoas estão trabalhando em casa, se movimentando menos e com uma dieta inadequada, tudo isso aliado a ansiedade, que este período também trouxe, pode afetar o funcionamento do intestino”, diz.

Não à toa, dados de uma análise da IQVIA (uma das responsáveis por auditar a performance de mercado do varejo farmacêutico no Brasil) demonstram que as vendas da categoria de reguladores intestinais aumentaram 9% no período compreendido entre maio de 2020 e maio de 2021. Neste mesmo período, as vendas de Fiber Mais, mix de fibras da Nestlé, aumentaram 21%, tornando-se a marca que mais contribui para o desenvolvimento da categoria e alçando a liderança em um curto prazo.

As pesquisas demonstram que a suplementação com fibra solúvel pode aumentar em até 60% a frequência semanal de evacuação. Além disso, auxilia na regulação da flora intestinal e reduz o inchaço e desconforto causado pela constipação. É importante, entretanto, não confundir fibras solúveis com laxantes, pois embora sejam colocados na mesma categoria no mercado, atuam de maneira diferente no organismo. Diferente das fibras, os laxantes não devem ser usados de forma contínua e sem prescrição médica.

Adotar novos hábitos saudáveis também podem ajudar na melhoria da saúde intestinal, contribuindo para evitar ou aliviar a constipação. Alguns deles são:

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=Ter uma alimentação equilibrada – dando preferência ao consumo diário de frutas, legumes, verduras, grãos integrais, sementes, castanhas, entre outros;
=Beber, pelo menos, 2 litros de água por dia. O consumo adequado de água contribui para a hidratação intestinal e ajuda na formação do bolo fecal;
=Manter um estilo de vida ativo. A prática regular de atividade física promove a melhora da motilidade gastrointestinal, resultando em menor risco e frequência de constipação;


=Reduzir o estresse. O estresse pode comprometer a saúde intestinal e favorecer episódios de constipação; é preciso inserir no dia a dia atividades que proporcionem prazer;
=Evitar o uso laxantes. O contínuo de laxantes, sem orientação de um profissional de saúde, pode acarretar lesões no intestino e até mesmo o comprometimento da movimentação intestinal de forma natural.

Fonte: Maria do Carmo Friche Passos, Gastroenterologista e Professora Associada da Faculdade de Medicina da UFMG. Pós-doutorado em Gastroenterologia pela Universidade de Harvard – EUA. Ex-presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Vice-presidente do Núcleo Brasileiro para Estudo do H. pylori e Microbiota.

Um em cada sete adultos tem a qualidade de vida afetada pela constipação idiopática crônica

Mudança de hábitos e orientação médica podem contribuir para melhorar o dia a dia de 14% da população que convive com a doença

Um em cada sete adultos, aproximadamente, tem constipação idiopática crônica. De fato, os estudos de prevalência demonstram que a constipação intestinal acomete cerca de 14% da população mundial, representando um dos principais motivos da procura pelo clínico ou especialista (gastroenterologistas e coloproctologistas). Trata-se de uma condição crônica na qual a ida ao banheiro ocorre com menos frequência do que o usual, em geral as fezes são endurecidas e ressecadas, sua expulsão é dolorosa ou difícil, sendo também frequente a sensação de evacuação incompleta ou bloqueada.

As causas da constipação idiopática crônica são desconhecidas, e não há alteração orgânica que dê suporte à doença. Em relação ao gênero, a doença acomete duas vezes mais mulheres do que homens. Uma das razões para a maior prevalência no sexo feminino é o receio que as mulheres têm de ir a qualquer banheiro, além da falta de tempo para evacuar, ocasionando maior dificuldade de evacuação. A constipação crônica é ainda mais comum nos idosos, sobretudo após os 65 anos.

Impacto social Para se ter uma ideia do impacto da doença na rotina diária de homens e mulheres, 75% dos pacientes dizem ficar mais de uma hora no banheiro para evacuar. Essa enfermidade também prejudica a vida pessoal e profissional, relata Maria do Carmo Friche Passos, gastroenterologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

“As pessoas que sofrem com essa doença evacuam menos vezes por semana, relatam dificuldade para ir ao banheiro, necessitando fazer muito esforço e tempo prolongado para defecar (em geral as fezes são fragmentadas e endurecidas), e apresentam quase sempre uma sensação de evacuação incompleta e/ou bloqueio anorretal, comprometendo muito a qualidade de vida dos pacientes na sua rotina diária”, afirma Maria do Carmo.

Para se ter uma ideia do impacto da doença na rotina diária de homens e mulheres, 75% dos pacientes dizem ficar mais de uma hora no banheiro para evacuar. Essa enfermidade também prejudica a vida pessoal e profissional.

A médica também esclarece que o tema fezes e evacuações é cercado por tabus. “As pessoas preferem não comentar sobre problemas relacionados ao assunto, mas, no caso dessa doença, o tabu precisa ficar de lado quando a conversa é com o médico, principalmente pela enfermidade impactar negativamente a qualidade de vida”.

Mas o que falar com o especialista? O primeiro passo é estabelecer uma conversa clara e detalhada sobre o número de idas ao banheiro, se há necessidade de fazer esforço para evacuar e se as fezes são irregulares, endurecidas ou ainda se existe a sensação de obstrução ou bloqueio para evacuar. Além do diagnóstico clinico, o médico – gastroenterologista ou proctologista – poderá pedir alguns exames para a confirmação desse tipo de constipação.

O diagnóstico da constipação idiopática crônica é baseado na história médica e poderá ser confirmado se nos últimos três meses forem observados, pelo menos, dois dos sintomas abaixo. É importante consultar um gastroenterologista ou um proctologista, pois esses são alguns dos seus sintomas:

• Menos de 3 evacuações espontâneas por semana
• Mais de 25% das evacuações com esforço evacuatório
• Mais de 25% das evacuações de fezes irregulares ou endurecidas
• Mais de 25% das evacuações com sensação de obstrução ou bloqueio anorretal
• Mais de 25% das evacuações com necessidade de manobras manuais para defecar

O tratamento da constipação idiopática crônica inclui medidas dietéticas, comportamentais e medicamentos. Para melhorar os sintomas intestinais, a mudança de hábitos alimentares deve contemplar o aumento da ingestão de líquidos e fibras que aumentam o bolo fecal e estimulam o intestino, contribuindo para uma melhor evacuação. Além da dieta, a atividade física regular e a postura correta no vaso são fundamentais.

Quando estas orientações não são suficientes, os medicamentos devem ser usados, mas sempre sob orientação e prescrição médica. O uso indiscriminado de laxantes deve ser evitado, a não ser que haja indicação médica, pois eles determinam efeitos colaterais importantes, sobretudo a longo prazo. Não se deve tomar laxante por conta própria porque o uso crônico pode acostumar o intestino, fazendo com que seja quase sempre necessário um aumento da dose para se obter o mesmo efeito.

“Deixar o tabu de lado e conversar com o médico sobre o problema é o primeiro passo para cuidar dessa doença e para melhorar a qualidade de vida”, finaliza Maria do Carmo.

Fonte: Takeda Pharmaceutical Company Limited