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Aposte nos alimentos in natura e evite os ultraprocessados; entenda a diferença

Principalmente durante o isolamento, é fundamental saber o que comemos. Saiba diferenciar os tipos de processamento alimentício e descubra de que forma eles podem afetar sua saúde

Mais do que nunca, precisamos estar atentos à alimentação. Porém, ainda existe muita desinformação e dúvida sobre a origem dos alimentos e sua qualidade nutricional. Por exemplo, você já deve ter ouvido falar que é necessário diminuir o consumo de alimentos processados na quarentena, pois eles trazem malefícios à saúde. Mas, afinal, o que são esses alimentos? Todo alimento processado é realmente ruim? Qual a diferença entre alimentos processados e ultraprocessados?

“Como a gente sai menos para comprar os alimentos, é melhor investir naqueles que duram mais tempo. Mas isso não quer dizer que a comida não precisa ser saudável. Então, temos que relembrar que devemos consumir verduras, legumes, frutas e alimentos ricos em nutrientes”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Mas quais são esses alimentos ricos em nutrientes?

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Alimentos in natura e minimamente processados: de acordo com Marcella Garcez, médica nutróloga, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, os alimentos in natura são aqueles obtidos de plantas ou animais que chegam ao consumidor sem terem passado por nenhum tipo de processamento. “Já os alimentos minimamente processados são os alimentos in natura que sofreram alterações mínimas na indústria através de processos como secagem, pasteurização, fermentação ou congelamento para torná-los mais acessíveis e seguros. No entanto, a eles ainda não foram adicionados sal, açúcar ou outra substância”, explica.

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Dessa forma, nessa categoria se enquadram alimentos como frutas, legumes, verduras, hortaliças, grãos, nozes, leite (sem aditivos e açúcar) e ovos. “Geralmente, são alimentos que não contam com lista de ingredientes como aqueles encontrados no mercado. Eles são os próprios ingredientes”, afirma a médica.

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“Essa alimentação está ligada à manutenção do sistema imunológico em dia. As pessoas com sistema imunológico mais forte vão enfrentar o novo vírus com maior destreza. Existem inúmeras vitaminas importantes nesse processo, dentre elas a vitamina C, presente na laranja, limão, mexerica, abacaxi, goiaba, maçã, repolho, acelga, espinafre, berinjela, entre outros”, afirma Farinazzo.

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Alimentos processados: “São produtos derivados diretamente de alimentos in natura, mas que passaram por um processo de adição de sal, açúcar, óleo ou vinagre para torná-los mais duráveis e agradáveis ao paladar. Por ser um processo que altera a qualidade nutricional dos alimentos, o consumo exagerado de produtos processados pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade. São exemplos de alimentos processados produtos como legumes em salmoura ou pratos congelados, extrato de tomate, carne seca, frutas em calda, queijo e pães.”

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Foto: Own work

Alimentos ultraprocessados: segundo a médica, são formulações industriais fabricadas a partir de substâncias extraídas ou derivadas de outros alimentos (sal, açúcar, óleos, proteínas e gorduras) e sintetizadas em laboratório (corantes, aromatizantes, conservantes e aditivos). “No geral, os alimentos ultraprocessados possuem sabor mais agradável e um grande prazo de validade, mas são pobres nutricionalmente e ricos em calorias, gorduras e aditivos químicos, favorecendo então a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, alerta a especialista.

crackers biscoito bolacha agua e sal

Por isso, o ideal é evitar alimentos como bolachas, guloseimas, sorvetes, salgadinhos de pacote, refrigerantes e bolos prontos para o consumo. “Uma boa estratégia é evitar deixar em casa muita oferta de alimentos muito ricos em açúcar e gordura, como chocolates, bolos e doces, que devem ser consumidos com bastante parcimônia”, diz o médico.

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Pixabay

Então, para aqueles que pretendem adotar uma alimentação balanceada, basta seguir a dica de Marcella: “A regra de ouro para uma alimentação adequada e saudável é optar sempre pelos alimentos in natura ou minimamente processados, assim como as preparações culinárias, evitar os alimentos processados e restringir ao máximo o consumo dos alimentos ultraprocessados”.

Fontes:
Marcella Garcez: médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Mário Farinazzo é cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Formado em Medicina pela Unifesp, o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Unifesp, Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da Unifesp e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros.

Cinco motivos pelos quais suas olheiras apareceram (ou pioraram) na quarentena

Dormir mal é sim um desses motivos, mas você pode estar errando ainda mais quando desregula sua alimentação

Se você acordou com manchas escuras logo abaixo dos olhos, as olheiras te pegaram. “Podendo ser avermelhadas, violáceas ou castanhas amarronzadas, as olheiras surgem na região das pálpebras, sendo a mais inestética a que se apresenta na pálpebra inferior e que muitas vezes já é perceptível na infância como as de caráter genético ou predisposição familiar com incidência hereditária; essas são presentes em algumas etnias como árabes, turcos, povos andinos e indianos, pois estas pessoas tem maior depósito natural de pigmento nesta região. Essas precisam de controle a vida toda, pois este depósito aumentado de pigmento na região ocular é um marcador genético ou étnico que não desaparecerá espontaneamente e exige tratamentos realizados pelo dermatologista para tratar e controlar o quadro posteriormente”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mas além da genética, uma série de fatores nessa quarentena pode estar contribuindo para a formação ou piora das olheiras.

olheira

Existem três tipos de olheiras e cada tipo possui uma causa diferente. “A olheira estrutural é causada pela anatomia estrutural da órbita ocular. Algumas pessoas possuem o sulco lacrimal mais profundo. Isso pode ser determinado geneticamente ou ser causado pelo processo de envelhecimento normal (há perda de gordura na região e com isso o sulco passa a ser mais profundo). A olheira vascular é causada pela presença de vasos abaixo da pele. Quem tem mais vasos (geneticamente determinado) apresenta maior tendência. E a olheira pigmentar é causada por pigmentos acastanhados (excesso de melanina) na pele da pálpebra inferior. A falta de sono ou alergias respiratórias podem piorar as olheiras causadas por aumento de pigmento. Mas a insônia também piora as olheiras vasculares. Já as olheiras estruturais podem piorar devido ao emagrecimento”, destaca a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Abaixo, médicos apontam alguns motivos pelos quais suas olheiras apareceram ou pioraram na quarentena:

Você emagreceu demais – e sem acompanhamento

cintura fita peso

Esse não é o melhor momento (aliás, nunca é!) de fazer uma dieta restritiva demais e sem acompanhamento. Pode até dar certo, mas perder peso demais tem uma consequência negativa para a aparência: você vai parecer mais velho. “Quando pensamos em perda de peso, pensamos sempre na perda de volume e de gordura corporal, num corpo mais esguio, em mais energia e numa autoconfiança perdida que fora agora reconquistada. Até aqui, tudo bem, são efeitos naturais dos quilos perdidos. Mas um processo de perda de peso tem ainda implicações também no rosto, afinal perdemos gordura no corpo inteiro, e isso nem sempre agrada”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“Grande parte da nossa gordura facial está, digamos, na zona das bochechas, e quando essa gordura desaparece, essa zona ‘despenca’ e a olheira fica mais pronunciada, podendo apresentar uma cor mais azulada ou azul acastanhada”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“No caso das olheiras, depois de descartar situações patológicas e equívocos de hábito alimentar, uma hidratação por via oral adequada e a redução do consumo excessivo de sódio deve ser orientado, para evitar a formação frequente de olheiras fundas e bolsas que agravam a flacidez e o envelhecimento precoce na região”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Segundo Abdo, assim que a quarentena acabar, isso tem solução por meio de procedimentos médicos como preenchimentos faciais com ácido hialurônico, laser Vektra QS e aplicação da radiofrequência Eletroderme com drug delivery. “Nesse momento, além de corrigir possíveis problemas de alimentação, você deve utilizar cremes específicos para a área dos olhos, em formulações com meiyanol, hyaxel, alistin e vitamina C. Além disso, podemos usar suplementações com Exsynutriment e Bio-Arct”, diz o dermatologista.

Você está se alimentando muito mal

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Da mesma forma que fazer dietas malucas pode ser um desastre para a aparência facial, comer muito doce, carboidrato e sódio pode representar um grande problema. “As olheiras — também conhecidas como hiperpigmentação periorbital — pioram com a alimentação rica em açúcar e sal pois, assim como o álcool, há a formação de edemas na região, tornando a pálpebra mais inchada e o pigmento depositado mais evidente”, afirma Claudia.

“Esses alimentos aumentam o processo inflamatório, por isso influenciam no aparecimento de olheiras”, diz Abdo. Lembre-se que os alimentos ultraprocessados são ricos, em sua maioria, são ricos em sódio e açúcares.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, enfatiza esse é o momento de aproveitar o isolamento para criar novos hábitos mais saudáveis, como manter uma alimentação balanceada e cozinhar. “Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos estéticos, além de prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica.

Para resolver o problema, é necessário investir em um hábito alimentar equilibrado, variado e natural, acompanhado de suplementos alimentares individualizados, prescritos pelo médico, explica a nutróloga. “Isso é capaz de auxiliar o organismo a manter-se saudável e prevenir disfunções próprias do envelhecimento acelerado”, completa  Marcella.

Seu sono está péssimo

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A ansiedade está fazendo estragos, principalmente prejudicando o sono. “Durante o dia, acumulamos pensamentos e temos a liberação hormonal do cortisol. E, à noite, que é, teoricamente, o momento que devemos desligar, ocorre o pico dessa ansiedade, pois não tivemos um dia equilibrado e não conseguimos processar toda essa informação. Por isso, normalmente, muitas pessoas não conseguem dormir”, diz Farinazzo.

“Durante o sono, o organismo faz com que seus hormônios entrem em equilíbrio e mantenham tudo funcionando corretamente, inclusive na questão do viço e hidratação da pele. E quando não dormirmos bem, tendemos a ficar mais pálidos e como a área dos olhos tem uma pele fina e é bastante vascularizada, quanto mais pálido, mais a circulação fica visível, reforçando as olheiras”, afirma Abdo. Para tratar, a hidratação deve ser reforçada, com ativos como hyaxel, arct-alg e meiyanol, além de procurar controlar a ansiedade e dormir melhor.

A alergia respiratória te pegou

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“Pessoas que sofrem de rinite, sinusite, desvio de septo, alergias no nariz, podem ter um problema na microcirculação ao redor dos olhos impactando na oxigenação do local e causando essa pigmentação mais vascular”, afirma  Abdo.

“Além disso, medicamentos fotossensibilizantes, uso de respiradores bucais, processos alérgicos na área dos olhos, alterações dos hormônios da tireoide, tudo isso faz com que haja maior tendência à formação de bolsas que provocam edema, ou seja, inchaço palpebral, com congestão dos capilares e vasos na região que se apresentam dilatados”, diz Claudia. Nesse caso, além do tratamento da alergia, é necessário usar cremes específicos para a área dos olhos com ativos que melhorem a microcirculação como a cafeína, de preferência em versões diurnas (com reforço de antioxidantes) e noturnas (com renovadores).

Você ainda não largou o cigarro

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Além de ser um fator de risco para a Covid-19, o cigarro também piora muito a qualidade da pele. “O consumo de cada cigarro induz ao envelhecimento, pois está associado à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. Isso traz consequências na perda da viçosidade e luminosidade; favorece o processo de discromia cutânea com o amarelamento do tecido; formação de olheiras pela dificuldade de circulação local; e influencia, também, na falta de ancoragem e firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, comenta Claudia. Além de eliminar de vez o uso do cigarro, cremes que melhorem a microcirculação também devem ser usados.

Por fim,  Paola reforça que bons hábitos de vida, 8 horas de sono por noite, hidratação e filtro solar são dicas que ajudam a prevenir o envelhecimento da pele e minimizar as olheiras também.

 

Há coronavírus na comida? No cabelo? Alho mata o vírus? Dez questões sobre o contágio

Posso ter relações sexuais? Devo parar de fumar? Desde o início da pandemia e o isolamento social, muitas pessoas sofrem com diversas dúvidas. Médicos de diversas especialidades respondem.

Sabemos os riscos e conhecemos algumas complicações que podem surgir por conta do Novo Coronavírus, mas muitas pessoas estão simplesmente em pânico ou paranoicas, acreditando no risco de contágio em qualquer situação. O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) – órgão americano para controle e prevenção de doenças – divulgou diretrizes para higienizar quase todas as superfícies, baseado em um estudo recente que dá respaldo à tese de que o novo coronavírus consegue viver até três dias em alguns materiais. Mas com o que exatamente devemos nos preocupar? Consultamos médicos de diferentes especialidades para tirar algumas dúvidas sobre os riscos de contágio em diversas situações:

Posso pegar Covid-19 ao comer um alimento?

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Não há evidências de que a Covid-19 seja transmitida por meio de alimentos, e o cozimento completo eliminará o vírus. “No caso das embalagens, elas devem ser limpas com água e sabão, desinfetante, água sanitária ou álcool de limpeza 70”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

É seguro pedir refeições por aplicativos ou delivery?

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Se uma pessoa doente manipula a comida, os riscos não podem ser descartados, mas aquecer ou reaquecer alimentos deve matar o vírus. “Como regra geral, não vimos que a comida é um mecanismo de disseminação”, diz Marcella. O risco de contaminação da embalagem pode ser minimizado, esvaziando o conteúdo em um prato limpo, descartando a embalagem em um saco de lixo e lavando bem as mãos antes de comer. “Tire a comida do recipiente com uma colher e coma com garfo e faca, não com as mãos”, diz a médica.

Remédios caseiros (comer alho, tomar Vitamina C, beber água a cada 15 minutos) podem curar ou prevenir o vírus?

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“Não há evidências de que comer alho ou gengibre, beber água a cada 15 minutos ou tomar vitamina C proteja as pessoas do Novo Coronavírus, nem que isso cure a doença. O mesmo vale para o uso de óleos essenciais, prata coloidal e florais. Algumas postagens sugeriram que colocar óleo de gergelim em seu corpo ou pulverizar-se com álcool ou cloro matará o vírus. Isso também é falso”, afirma Marcella. No entanto, sabemos do papel da alimentação na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas. “Uma alimentação equilibrada, variada, colorida, com alimentos os mais naturais e funcionais possíveis, associada a uma hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema imune. Para citar alguns alimentos com funcionalidades, que devem ser incluídos no hábito alimentar para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, podemos listar os vegetais folhosos escuros, os legumes em geral, todos os que nascem para cima da terra e das mais diversas cores, os tubérculos e raízes, as leguminosas, que são as principais fontes de proteínas vegetais, os cereais, particularmente os integrais, as frutas, as sementes oleaginosas, que têm gorduras boas, as carnes magras e os laticínios enriquecidos com probióticos, além de água, água de coco, chás e sucos funcionais”, afirma a médica.

Devo estocar alimentos?

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“Não é um momento de pânico e nem de estoque demasiado de alimentos, mas como você deve evitar ir várias vezes ao mercado, é melhor que você compre o suficiente para um mês”, diz a médica nutróloga. A Harvard Medical School recomenda manter em casa um suprimento de duas semanas a 30 dias em alimentos não perecíveis. E se você não os usar agora, eles podem ser úteis em caso de falta de energia ou condições climáticas extremas. “É melhor investir naqueles alimentos saudáveis que duram mais tempo. Os mais compactos duram mais, como a cenoura, diferente do tomate que estraga mais fácil. Com relação às verduras, acelga e repolho são boas opções que também duram mais”, afirma cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Posso ter relações sexuais com meu parceiro (a)?

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Beijar definitivamente poderia espalhar o novo coronavírus. E, embora os coronavírus não sejam tipicamente transmitidos sexualmente, é muito cedo para saber, segundo a OMS. “No entanto, cabe o bom senso. Se você e seu parceiro estão em isolamento social há mais de duas semanas, tomam o máximo de cuidado ao sair de caso apenas para as ocasiões mais necessárias, como ir ao mercado ou à farmácia, não há problema na prática sexual. No entanto, se um de vocês apresentar sintomas de coronavírus, o afastamento terá que acontecer”, afirma Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). “Mas que fique bem claro: não é o momento para busca de novos parceiros sexuais, porque não temos como saber quem está infectado (já que alguns casos são assintomáticos) e não podemos ter certeza de que alguém está cumprindo o isolamento”, diz a médica.

O coronavírus é especialmente prejudicial para mulheres grávidas?

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Recentemente, o Ministério da Saúde acrescentou as gestantes no grupo de risco para o novo coronavírus. Embora os estudos realizados até agora não identifiquem as grávidas como mais suscetíveis ao desenvolvimento de complicações, o órgão tomou a decisão visando redobrar a atenção com essa população. Sobre a transmissão de mãe para filho durante a gestação, um novo estudo chinês, que será publicado na edição de junho da revista científica Emerging Infectious Diseases, confirma que esse contágio é improvável. “O estudo acompanhou uma mulher grávida com infecção confirmada por Sars-CoV-2 (Síndrome Respiratória Aguda Grave – coronavírus 2), que causa a doença do Novo Coronavírus, e que foi submetida à cesariana de um bebê cujo teste deu negativo na província de Zhejiang, na China. Até então, não foi observado risco de transmissão para o feto”, afirma Ana Carolina. As gestantes e os familiares devem tomar as mesmas medidas de precaução amplamente divulgadas na mídia para redução do contágio da doença. “Então, é necessário evitar contato próximo com pessoas apresentando infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos (pelo menos 20 segundos), especialmente após contato direto com pessoas, superfícies e antes de se alimentar; se não tiver água e sabão, usar álcool em gel 70%, caso as mãos não tenham sujeira visível; evitar colocar a mão no rosto; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; usar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes limpos (com detergente, água sanitária e álcool de limpeza) e bem ventilados.”

Covid-19 pode passar pela pele, entrar no corpo e me infectar?

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“Na verdade, a nossa pele pode dificultar as coisas, pois ela é composta de uma variedade de diferentes micróbios, bactérias, sebo e proteínas mortas que formam uma grande barreira física. Mas pode ser possível que uma pessoa possa adquirir o Covid-19 tocando uma superfície ou objeto que contenha o vírus e, em seguida, tocando sua própria boca, nariz ou possivelmente seus olhos”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Como esse é um vírus do sistema respiratório, é mais comum que o contágio seja por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou até mesmo fala. “Essas gotículas podem pousar na boca ou no nariz de pessoas próximas ou possivelmente serem inaladas pelos pulmões”, diz a médica.

Existe o risco de o vírus ficar no meu cabelo ou barba?

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“Sim, existe. O vírus pode ficar nos cabelos, na barba, nas roupas ou objetos. Se por ventura seu cabelo ou sua barba forem contaminados por gotículas respiratórias, então você precisaria tocar na parte do cabelo ou da barba que possui essas gotículas e em seguida tocar a boca, nariz ou olhos”, diz Paola. Se você lembrar de higienizar sempre as mãos antes de tocar seu rosto, esse risco de contágio será menor”.

Roer unhas aumento o risco de contágio?

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Foto: Mouthhealthy.org

É definitivamente um péssimo costume tocar o rosto – especialmente sua boca, nariz e olhos – e estamos percebendo agora, com a pandemia do novo coronavíris, o quanto isso pode ser perigoso. Mas ainda há um hábito pior: roer as unhas. “Quando isso acontece, você está transferindo todos esses germes presentes naquele local. E você pode ficar doente. Temos que levar em consideração que a parte de baixo das unhas é uma área de difícil acesso e higienização, o que faz com que elas acumulem grande sujidade e se tornem um ambiente propício para a proliferação e sobrevivência de microrganismos transmissores de patologias, como o coronavírus”, explica Paola. Os germes que entram na boca representam uma das maneiras mais fáceis de contrair qualquer infecção. “Existem muitas infecções nessa época do ano, de bacterianas a virais e gripais. Mas, além disso, como agora temos o novo coronavírus, há ainda mais motivos para não roer as unhas”, acrescenta.

Se somente eu manuseio meu maço de cigarro, por que devo evitar fumar?

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Os fumantes correm um risco especialmente alto. Em um estudo da China, onde ocorreu o primeiro surto de Covid-19, os fumantes tiveram 14 vezes mais chances de desenvolver complicações graves do que os não fumantes. Mesmo ocasionalmente, fumar cachimbo, narguilé ou até cannabis (maconha) pode colocá-lo em maior risco. Segundo especialistas, o que acontece com as vias aéreas quando você fuma é algum grau de inflamação, muito semelhante à bronquite. Além disso, há outros problemas no cigarro, como os circulatórios. “A nicotina e as toxinas do cigarro provocam a diminuição do fluxo nos vasos sanguíneos. Uma vez que a circulação está prejudicada, a quantidade de oxigênio e nutrientes que chegam aos órgãos é menor”, explica Aline Lamaita, angiologista e membro do American College of Lifestyle Medicine. “Por conta de todas as doenças associadas, o tabagismo é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte evitável no mundo. No Brasil, nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde, houve redução de 33,8% no número de fumantes adultos no País, mas uma em cada dez pessoas que reside nas capitais brasileiras ainda mantêm o hábito de fumar”, diz Aline. Apesar de estressante no começo, a adoção de novos hábitos, dentre eles os cuidados com a saúde mental e a atividade física diária, pode deixar esse período mais leve. “E dia após dia lembre-se que você está fazendo um bem enorme para sua saúde”, finaliza a angiologista.

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Dicas para tornar suas refeições mais saudáveis durante a quarentena

Período de reclusão causado pelo novo coronavírus é o momento ideal para você aprender a cozinhar e preparar refeições balanceadas em sua casa, melhorando assim sua alimentação e, consequentemente, sua saúde.

Devido à pandemia do coronavírus, estamos passando por um período de isolamento social que fez com que nossas rotinas e hábitos mudassem completamente. Mas podemos enxergar esse momento de forma positiva e aproveitá-lo para criar novos hábitos mais saudáveis, como manter uma alimentação balanceada.

“Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

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“Por exemplo, você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse”, completa.

De acordo com a médica nutróloga Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia, uma boa alimentação é fundamental nesse momento, pois possui papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, sendo responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas.

“Uma alimentação equilibrada, variada, colorida, com alimentos os mais naturais e funcionais possíveis, associada a uma hidratação adequada, certamente vai ajudar o organismo a ter respostas mais favoráveis do sistema imune”, explica Marcella. Mas, se você não sabe por onde começar a se alimentar bem, confira abaixo algumas dicas para cozinhar refeições mais saudáveis em casa:

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Compre alimentos frescos e congelados: não há nada que substitua a compra de frutas, carnes e legumes frescos. Isso não quer dizer, porém, que você deve ignorar a seção de alimentos congelados do supermercado. Ao contrário do que muitos pensam, nem todo alimento congelado é necessariamente prejudicial à saúde. “Além de serem mais práticos, duráveis e baratos, alguns alimentos congelados podem até mesmo conter níveis mais elevados de certos nutrientes do que os alimentos frescos. Isso porque os vegetais congelados mantêm as características nutrológicas do momento em que foram congelados, enquanto alimentos frescos podem perder nutrientes conforme os dias passam”, explica a médica. Dessa forma, alimentos congelados, em alguns casos, podem ser excelentes opções, principalmente no momento pelo qual estamos passando, em que alimentos frescos podem não estar disponíveis a todo momento e devemos evitar as idas constantes ao mercado.

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Foto: Onehundreddollarsamonth

Mantenha sua despensa cheia: para evitar ter que sair de casa com frequência para ir ao mercado e ainda assim estar preparado para cozinhar suas refeições, compre uma quantidade suficiente de alimentos para a semana ou para o mês, por exemplo, dando preferência aos alimentos não perecíveis. “Uma boa ideia é preencher sua dispensa com alimentos como grãos, incluindo lentilhas e ervilhas, e cereais integrais, como aveia, quinoa e amaranto, que são excelentes para fazer refeições rápidas quando você não possui muitas opções disponíveis na dispensa”, recomenda a especialista.

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Atenção aos óleos: na hora de escolher com qual óleo cozinhar, uma boa opção é apostar no azeite de oliva, que possui uma série de benefícios para a saúde. “O azeite de oliva tem propriedades antioxidantes, além de promover a melhora da saúde cardiovascular e cerebral”, destaca Marcella. “Porém o azeite de oliva não serve para fazer frituras de imersão, pois seu ponto de fumaça, temperatura em que a gordura queima, é baixo e esse modo de preparo piora as características dos alimentos. Portanto, deve ser evitado nesse período”, alerta.

sal de ervas

Aposte nos temperos simples: ao invés de usar temperos comprados prontos, que são geralmente repletos de sal, açúcar e gorduras trans, Marcella recomenda que você utilize ingredientes simples na hora de temperar suas refeições. “Para temperar uma salada, por exemplo, você pode optar pelo limão, que, além de adicionar um sabor cítrico ao prato, é rico em Vitamina C, poderoso antioxidante capaz de combater os radicais livres e melhorar a imunidade”, explica a nutróloga. “Outra opção são as ervas verdes frescas, como coentro, salsinha, cebolinha, manjericão, tomilho, alecrim, sálvia e orégano, que vão melhorar o sabor de seus pratos enquanto oferecem benefícios à saúde, pois são antioxidantes e melhoram as funções digestivas.”

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Invista nas gorduras boas e proteínas magras: apesar das gorduras serem parte importante da dieta, é fundamental consumi-las com moderação e da maneira certa. “Gorduras saturadas, mesmo as de origem vegetal, e frituras de imersão são alimentos ricos em gorduras que, em quantidades excessivas, são prejudiciais à saúde, podendo desencadear processos inflamatórios e doenças cardiovasculares. Por isso, o ideal é evitar esses alimentos. No lugar, prefira opções ricas em gorduras boas, como abacate, nozes, sementes e castanhas, que possuem funcionalidades benéficas. Além disso, o consumo de peixes de água fria, como salmão, e sardinha também é interessante, visto que são ricos em ômega-3”, afirma a médica. O mesmo vale para proteínas, que, apesar de serem essenciais para a manutenção das estruturas e funções do organismo, devem ser consumidas sem excesso. “O ideal é que você prefira alimentos com quantidades menores de gorduras, que devem ser consumidos preferencialmente assados, cozidos ou grelhados. Se possível, dê preferência também às opções orgânicas.”

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Aposte nas fibras: de acordo com a especialista, uma dieta rica em fibras é essencial para manter seu sistema digestivo balanceado e seu organismo funcionando corretamente. Por isso, além de consumir uma grande quantidade de vegetais, frutas, cereais integrais e grãos, invista também em prebióticos, que podem aprimorar a diversidade de bactérias boas na microbiota intestinal. Então, procure incluir em suas refeições farelos, frutas secas e sementes ricas em fibras.

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Evite o açúcar e os carboidratos: “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo. Os mais comuns são os carboidratos de menor valor glicêmico como açúcares, massas de farinha branca e alimentos com gordura saturada como as frituras”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo. E preste muita atenção na composição dos alimentos. Às vezes o açúcar vem escondido na lista de ingredientes com outros nomes: sacarose, frutose, glicose, maltodextrina, açúcar invertido, glucose ou xarope de milho, dextrose, maltose, açúcar demerara, açúcar orgânico, açúcar mascavo, açúcar de coco, mel, dextrina, oligossacarídeos, xarope glucose-frutose e outros carboidratos simples.

“Todos são açúcares e não devem compor mais de 10% de todas as calorias ingeridas ao dia”, explica Marcella. “Ou seja, além de virar reserva (acúmulo de gordura), o açúcar excedente pode se ligar e degradar proteínas de sustentação da pele, em um processo conhecido como glicação. Isso acelera o surgimento de rugas e flacidez”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da SBD.

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Diminua a quantidade de alimentos industrializados: de acordo com Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida, os alimentos industrializados também devem ser evitados: “A questão é que quanto mais processado é o alimento, mais ele perde seu valor nutricional, perde vitaminas durante esse processamento e geralmente esses alimentos muito processados têm muitos aditivos, conservantes, esse tipo de coisa que não faz bem para saúde e aumenta o processo inflamatório no corpo”, afirma a médica. O excesso de sódio também está na lista de ingredientes que podem piorar a circulação, então é recomendado tomar cuidado com esse sal escondido nos alimentos, principalmente os industrializados, até mesmo no suco de caixinha.

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Foto: Visual Hunt/CC

Coma a quantidade adequada: quando estamos em casa, principalmente durante esse período de grande ansiedade, a tendência é comermos em maiores quantidades. Para evitar essa situação, o ideal é que você prepare previamente porções de comida do tamanho adequado para você. “Pense em seu prato como se fosse um gráfico de pizza. O ideal é que 50% desse gráfico seja composto de vegetais e legumes, 25% devem ser proteínas animais ou vegetais e os carboidratos, preferencialmente complexos, compõem os últimos 25%”, finaliza Marcella.

 

Saiba por que, mais do que nunca, você deve ter um sono de boa qualidade

Sono de qualidade é um dos pilares do bom funcionamento do sistema imunológico. Médicos explicam o que está errado na sua rotina e o que você pode fazer para mudar

Enfrentar o período de isolamento social requer iniciar ou manter uma série de hábitos saudáveis com o objetivo de se proteger do novo coronavírus, aumentar a imunidade e fazer bem à saúde psíquica. E desses hábitos, que incluem atividade física em casa e boa alimentação, um deles deve exigir de você o menor esforço possível (ao mesmo tempo em que irá te proporcionar muitos benefícios): dormir bem.

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Segundo diversas pesquisas, um dos principais mitos é acreditar que as pessoas podem ‘sobreviver’ com menos de sete horas de sono. “O ideal é entre sete a oito horas e de forma consistente. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco. Temos evidências extensas de que dormir cinco horas ou menos aumenta consistentemente o risco de condições adversas à saúde, como doenças cardiovasculares e até longevidade”, diz Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida.

“E no caso do sono, a qualidade é crucial para um descanso real. Esse período, quando realmente satisfatório, é reparador e extremamente importante para o funcionamento do sistema imunológico”, afirma Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

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O sono é, na verdade, um processo com padrões, estágios diferentes. No início da noite, temos o sono mais leve, depois o sono profundo, o que é ótimo para nossa capacidade cognitiva. “E é necessário passar por todo esse processo: deitar e dormir imediatamente não significa que se está dormindo de forma saudável. Estima-se que pessoas saudáveis levam cerca de 15 minutos para adormecer. Adormecer imediatamente pode ser um sinal de que você não está dormindo o suficiente”, afirma o médico dermatologista Jardis Volpe.

Existem alguns hábitos que muitas pessoas consideram saudáveis e até acham que melhoram a qualidade do sono. Por exemplo: aquele copo de vinho depois do jantar. “Não é recomendado, pois reduz drasticamente a qualidade do sono e do descanso, nos remove dos estados mais profundos do sono e pode até nos forçar a acordar”, diz Farinazzo.

O uso da tecnologia é, também, apontado como um dos grandes problemas que podem estar condicionando o sono de tantas pessoas. Cerca de 90% da população diz usar o celular, a TV ou outro dispositivo eletrônico até adormecer.

“Assistir à televisão não é uma maneira eficiente de relaxar antes de dormir. Especialmente porque, frequentemente, o que estamos vendo nas notícias ou algo que pode nos causar insônia ou estresse, mesmo antes de dormir, quando estamos tentando desacelerar e relaxar”, diz a médica ginecologista Ana Carolina Lúcio Pereira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

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Esses dispositivos também emitem luz azul, e é essa luz que diz ao nosso cérebro para acordar e estar alerta pela manhã. “Para dormir bem, fique longe de aparelhos como celulares, computadores e TV antes de se deitar e faça refeições mais leves à noite”, diz a médica.

A dica é substituir essas tecnologias por tarefas realmente relaxantes. “Tente dormir fazendo algum tipo de leitura ou meditação, principalmente próximo ao horário convencional que você dormia antes do isolamento social”, diz Farinazzo. “A atividade física, que também é necessária nesse período, deve ser preferencialmente feita no período da manhã; ou antes ou logo após o café, para quem tem problema de fazer exercício em jejum. Sugerimos sempre dessa forma, pois de noite ela pode atrapalhar o sono”, acrescenta o médico.

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Outros rituais que podem ajudar é tomar um banho, acender uma vela e usar produtos e hidratantes faciais com aromas calmantes, como lavanda e sândalo. “Aproveite também para cuidar da pele, faça massagens no seu rosto ao aplicar um creme. Use máscaras e durante o período de ação do produto, esqueça os dispositivos eletrônicos, leia um livro”, finaliza Volpe.

 

Emagreci e pareço mais velha. Por quê? E o que posso fazer?

Problema comum em quem emagreceu demais, a perda do volume facial tende a deixar o rosto com mais flacidez, rugas, olheiras mais intensas, além de um ar mais triste e cansado. Saiba o que fazer para ter o corpo de agora com o rosto vivo de antes

Perder peso não é fácil. E essa parece ser a luta de muitos brasileiros, uma vez que mais da metade da população do país está em sobrepeso enquanto a obesidade atinge uma em cada cinco pessoas, segundo dados do final do ano passado do Ministério da Saúde. Mas para quem conseguiu fazer uma reeducação alimentar, reduziu as quantidades, optou por uma atividade física e está mais magro, surge um outro problema: parecer mais velho.

“Quando pensamos em perda de peso, pensamos sempre na perda de volume e de gordura corporal, num corpo mais esguio, em mais energia e numa autoconfiança perdida que fora agora reconquistada. Até aqui, tudo bem, são efeitos naturais dos quilos perdidos. Mas um processo de perda de peso tem ainda implicações também no rosto, afinal perdemos gordura no corpo inteiro, e isso nem sempre agrada”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

De acordo com o médico a perda de peso causa a redução do volume que mantinha a pele mais esticada. “Com essa redução, há uma ‘sobra’ da pele, obviamente se considerarmos uma perda expressiva de gordura”, diz o médico. “Este fenômeno é particularmente mais importante no rosto, sendo mais significativo no terço inferior e no pescoço”, afirma o especialista. A acentuação da flacidez do rosto e do pescoço parece ser a consequência mais clara, porém, mais rugas, mais olheiras e mudança da expressão facial aparecem também.

De acordo com Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, o ideal é que qualquer emagrecimento rápido ou que conte com perda ponderal de mais de 10% do peso corporal, tenha acompanhamento médico.

“Só assim é possível descartar patologias e carências que agravam os sinais físicos de um emagrecimento não orientado. Como em muitas ocasiões a perda de peso não é monitorada, as intervenções nutrológicas devem ser incorporadas assim que o aspecto de envelhecimento precoce ou acelerado pelo emagrecimento for notado. Com mudanças no hábito alimentar e a prescrição individualizada de suplementos alimentares, muito do aspecto indesejável pode ser minimizado”, diz a médica. “Mas o objetivo nessa situação é obter as melhores respostas e resultados nos procedimentos estéticos ou cirúrgicos eleitos para corrigir cada alteração”, completa.

Apesar de não ser possível combater a genética e de haver fatores que não controlamos, perder peso de forma gradual, ter uma boa alimentação, privilegiar a hidratação, ter uma boa rotina de beleza e não ter hábitos nocivos são formas de atenuar os efeitos da perda de peso. Mas vamos entender o que acontece de fato no processo de emagrecimento expressivo e o que pode ser feito:

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#1 Menos firmeza – flacidez da pele do rosto e do pescoço não é apenas uma consequência do passar dos anos. Quem diz adeus a alguns (ou muitos) quilos pode deparar-se também com esta realidade, visto que a perda de peso leva a uma diminuição do tecido celular subcutâneo na face, havendo redução do volume geral. “Isso faz com que a pele fique mais flácida e com aparência mais enrugada. Além disso, um processo de emagrecimento rápido leva a um aumento da produção de radicais livres, que levam a um maior dano no colagênio, contribuindo para o aumento da flacidez”, esclarece o médico. “A flacidez excessiva que ocorre nos processos de emagrecimento muito rápidos geralmente se dá pelo menor aporte proteico que traz como consequência a redução na síntese de fibras colágenas, que dão estrutura à derme. Além de aminoácidos provenientes de proteínas, as fibras de colágeno precisam de vitamina C para serem formadas e ainda a estrutura de matriz extracelular é composta de minerais como silício. Portanto uma orientação alimentar com aumento de consumo alimentar ou suplementar de proteínas, vitamina C e silício são condicionais nessa situação”, diz Marcella.

Boas formas de atenuar o problema é conciliar a dieta com uma rotina de aplicação de cremes antienvelhecimento de composição com ação antioxidante, como vitamina C, E e resveratrol, que aumentam a firmeza e dão luminosidade à pele. “A aplicação de cremes com retinoides leva a um aumento da produção de colágeno, ajudando a combater a flacidez”. Em clínica, há opções para prevenção e tratamento do problema, como procedimentos como radiofrequência, ultrassom microfocado, preenchimento de ácido hialurônico, mesoterapia, peelings, lasers, entre outros. “A radiofrequência e o ultrassom microfocado são boas opções para a flacidez leve a moderada, enquanto os preenchedores representam uma boa estratégia para devolver um pouco do volume perdido com o processo de emagrecimento”, afirma o médico.

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#2 Mais rugas – você emagreceu e notou que tem mais rugas? É normal. “Quando perdemos peso, a pele perde a capacidade de retrair por causa do dano no colágeno e na elastina, que são fundamentais para a elasticidade da pele”, explica o cirurgião. “A perda de gordura na face também leva ao aparecimento de mais rugas, pois a pele não tem capacidade para se retrair quando perde o que está debaixo de si, e quanto mais idade a pessoa tem, pior é a capacidade de recuperação. Há rugas que podem aparecer ou ficar ainda mais pronunciadas se já existiam”, argumenta. De acordo com Marcella, as rugas ocorrem em grande parte pelos mesmos motivos que causam a flacidez da pele, porém a radiação ultravioleta agrava ou acelera muito o aparecimento das linhas mais demarcadas.

“Por isso, além de um aporte proteico, de vitamina e silício, para prevenir rugas ou manter os resultados dos tratamentos, o ideal é aumentar a ingestão alimentar ou suplementar de antioxidantes que tenham atividade fotoprotetora oral, como é o caso dos carotenoides, os ácidos graxos ômega 3 e os polifenóis provenientes de frutas vermelhas”, diz a médica. Nas rugas, os preenchedores e a toxina botulínica, segundo o médico, acabam surtindo bons efeitos. “No caso das demarcações mais profundas, quando são muitas, a cirurgia das rugas, ou ritidoplastia, pode trazer mais resultados”, diz o cirurgião.

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#3 Olheiras mais intensas – menos peso pode levar a mais olheiras? Sim. Mais uma vez, a perda de gordura no rosto é a responsável. “Grande parte da nossa gordura facial está, digamos, na zona das bochechas, e quando essa gordura desaparece, essa zona ‘despenca’ e a olheira fica mais pronunciada, podendo apresentar uma cor mais azulada ou azul acastanhada”, afirma o dermatologista Jardis Volpe.

“No caso das olheiras, depois de descartar situações patológicas e equívocos de hábito alimentar, uma hidratação por via oral adequada e a redução do consumo excessivo de sódio deve ser orientado, para evitar a formação frequente de olheiras fundas e bolsas que agravam a flacidez e o envelhecimento precoce na região”, afirma a nutróloga Marcella. Segundo Volpe, os preenchimentos faciais com ácido hialurônico podem ajudar a corrigir a profundidade da olheira e os cuidados diários devem ser feitos com cremes específicos para a área dos olhos, em formulações com retinol, meiyanol, hyaxel, alistin e vitamina C. “Além disso, podemos usar suplementações com Exsynutriment e Bio-Arct”, diz o dermatologista.

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#4 Ar mais cansado e triste – quando a almofada entre a pele e o músculo, que é a gordura, diminui, é comum que a pele fique mais flácida e algumas regiões ao redor dos olhos e da boca ficam muito semelhantes à expressão que usamos quando estamos tristes ou cansados. Os exemplos mais comuns são o aumento da olheira e a queda dos cantos da boca. E esse é um dos principais motivos da consulta pós-perda de peso.

“A pessoa sente-se mais triste, ou seja, a pessoa fica com o rosto mais triste, e é essa tristeza que identificamos e queremos tratar. Quando o fazemos, não estamos apenas a tratar a pele e outras estruturas, estamos também a tratar a expressão. Temos de diagnosticar as emoções da pessoa, não apenas o tipo de pele e o seu estado, temos de identificar a expressão da pessoa, o que transmite”, afirma o cirurgião plástico.

“Se a perda de peso não foi acompanhada, o período de tratamento da pele deve ser, por meio de orientações alimentares e suplementares que preparam o organismo para obter melhores e mais duradouros resultados para os procedimentos corretivos. Além das questões estéticas, um hábito alimentar equilibrado, variado e natural, acompanhado de suplementos alimentares individualizados, são capazes de auxiliar o organismo a manter-se saudável e prevenir disfunções próprias do envelhecimento acelerado”, completa a nutróloga.

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Por fim, os médicos destacam que a mudança de hábitos após o emagrecimento deve priorizar uma alimentação mais balanceada, evitar o cigarro, praticar atividade física e ter uma rotina skincare adequada à pele.

Fontes:

Mário Farinazzo é cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da Unifesp e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine Annual Meetings.  
Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
Jardis Volpe é dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

 

Cirurgia de contorno corporal: como funciona e quais os cuidados necessários?

Cirurgia deve ser planejada de forma responsável para que riscos sejam diminuídos e os resultados potencializados

Atingir uma meta de peso é um desafio que exige bastante empenho e dedicação, e certamente deve ser bastante valorizado. No entanto, após uma perda de peso significativa, é natural que haja um excesso de pele e isso é incômodo para muitas pessoas. Por esse motivo, muitas delas acabam procurando o procedimento de contorno corporal.

“A cirurgia de contorno corporal (ou body lifting) tem como propósito ajudar as pessoas que ainda estão insatisfeitas com seu corpo, mesmo depois de perder peso através de dieta, exercício ou cirurgia bariátrica. Os resultados do Body Lifting são visíveis quase que imediatamente, mas pode levar de um a dois anos até que se perceba o efeito completo da cirurgia. Como toda cirurgia, o procedimento pede um planejamento cuidadoso para a maximização dos resultados”, explica Mário Farinazzo, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Quando se decidir pela cirurgia, o paciente já deve ter atingido o seu peso alvo (ou o mais próximo disso possível). Ainda que o tratamento de contorno corporal possa incluir lipoaspiração para ajudar a remover pequenas áreas isoladas de gordura, a cirurgia plástica não deve servir como perda de peso.

Se a perda de peso foi alcançada através de cirurgia bariátrica, dieta ou rotina de exercícios físicos, é imprescindível que o paciente consiga manter um peso estável a longo prazo antes de decidir realizar a cirurgia de contorno corporal. “Variações de peso significativas podem afetar de forma negativa o resultado, além de aumentar o risco de complicações durante ou após o contorno corporal”, enfatiza o cirurgião plástico.

Para realizar a cirurgia de body lifting, bem como qualquer outra cirurgia, é necessário que o paciente esteja com uma boa condição de saúde. Caso tenha passado por uma cirurgia bariátrica recentemente e está se adaptando a um novo plano de dieta, convém dar ao corpo algum tempo para se acostumar antes de um novo procedimento cirúrgico. “É importante manter hábitos alimentares saudáveis e com os nutrientes necessários para uma recuperação adequada. Não recomendo fazer dieta durante a recuperação de abdominoplastia, mas sim fornecer ao corpo o suficiente dos alimentos certos”, diz Farinazzo.

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Majoritariamente, o objetivo principal das pessoas que buscam a cirurgia de contorno corporal é estético, porém, é importante que o paciente tenha objetivos claros e realistas sobre o que o contorno corporal pode ou não proporcionar, como explica o médico: “Quando a lipoaspiração é adicionada ao Body Lifting, há um resultado melhor, pois ela é capaz de tratar também aquelas pequenas áreas de gordura que se acumulam em lugares como quadris e cintura”.

Após a recuperação total da cirurgia, o médico ressalta ainda a importância da prática de atividades físicas regulares e alimentação adequada. “Uma dieta rica em boas fontes de energia, vitaminas e sais minerais contribuem para um melhor resultado. Praticar exercícios físicos é importante também para a manutenção do peso e da saúde”, conclui o cirurgião plástico.

Fonte: Mário Farinazzo é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Departamento de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da Unifesp e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine Annual Meetings.