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Remédios caseiros: por que a prática é bastante utilizada?

Letícia Hoerbe Andrighetti, farmacêutica e professora do curso de Farmácia do Cesuca, explica como deve ser feito o uso correto de receitas caseiras

Frequentemente utilizamos algumas plantas medicinais para tratamento de sintomas simples, como cólicas, dores de cabeça e até mesmo ressaca. É comum pessoas dizerem que a prática é natural e não faz mal, porém, será que essa afirmativa está correta? Segundo a farmacêutica Centro Universitário Cesuca, professora mestra do curso de Farmácia do Centro Universitário Cesuca, usar remédios caseiros é uma prática que data da existência humana.

“Registros milenares mostram que os egípcios já faziam misturas de plantas, mel e outros compostos naturais para tentar curar e aliviar seus males. Esta técnica ficou mais ‘aprimorada’ na idade média, onde, dentro dos castelos, havia curandeiros que buscavam preparar poções para curar a família real e o povo em geral. Hoje em dia o uso de determinadas receitas caseiras faz parte da ‘identidade cultural e histórica’ dos povos. É o caso da ‘água com açúcar para dormir’, passada de geração em geração, e das misturas de plantas preparadas em casa e vendidas até hoje em diversas feiras livres do Brasil. Fazer uso de remédios, portanto, é um tipo de autocuidado, de busca pela sobrevivência”, afirma Letícia.

Nesse sentido, ela destaca: o termo “remédio” é usado para qualquer recurso capaz de aliviar ou resolver sintomas que humanos podem sentir no cotidiano. Até tirar férias pode ser um “remédio” para aliviar o estresse diário. Mas, ao se tratar de um composto tecnicamente desenvolvido, fabricado e registrado em órgão sanitário (Anvisa, no Brasil), o produto se chama “medicamento”.

Muito além das questões de autocuidado, ela lembra que há muitos outros motivos que levam as pessoas a automedicarem-se. Um deles é a dificuldade de acesso aos serviços e recursos de saúde, devido ao aspecto econômico que grande parte da população brasileira está enquadrada, além de questões como o envelhecimento, quando há uma tendência maior à necessidade de uso de múltiplos medicamentos.

“Nosso país tem tamanho continental e não é difícil pensarmos que muitas comunidades não têm condições de acessar atendimento médico e adquirir medicamentos a tempo para tratar seus sintomas e doenças”, explica Letícia. “Não podemos esquecer também que a ‘busca por receitas caseiras’ pode estar relacionada a influência das pessoas com quem o paciente convive, pela descrença em tratamentos medicamentosos, pelo medo de reações adversas, pela falta de aceitação da própria doença, entre outras possibilidades”, complementa.

A docente afirma que a maioria das receitas caseiras usadas pela população em geral se refere a preparações com plantas medicinais, como a de maracujá (Passiflora incarnata) para ansiedade. “Inúmeras plantas podem ser usadas para aliviar sintomas. No entanto, é importante que as pessoas percebam que ao preparar chás a base de plantas como o maracujá, a valeriana e a camomila, a quantidade de substâncias ativas (capazes de reduzir a ansiedade) é baixa e, dependendo do grau de ansiedade, não é suficiente para desencadear a ação esperada.”

Há uma infinidade de plantas medicinais que podem ser usadas para tratar sintomas. Nesse sentido, é importante que as pessoas busquem orientação específica para seu caso com o farmacêutico ou o médico da comunidade.

Benefícios de tratar enfermidades com receitas caseiras

As receitas caseiras preparadas com plantas medicinais são consideradas importantes aliadas para cuidar da saúde das pessoas. Para se ter o melhor benefício possível, a professora Letícia listou dicas importantes para seguir. Confira:

-Tenha certeza da identidade da planta que você está usando. Assim como há plantas medicinais, há plantas tóxicas. A correta identificação é essencial para evitar surpresas desagradáveis;
-Informe-se sobre o modo correto de preparar sua receita caseira. Há plantas que podem ser fervidas, outras perdem suas propriedades quando são expostas ao calor excessivo e, por isto, devem apenas ficar alguns minutos em contato com a água aquecida;
-Certifique-se que você não tem contraindicações para o uso de determinadas plantas. Algumas não podem ser usadas em pessoas com problemas hepáticos, outras não são indicadas para gestantes, por exemplo.
-Informe-se sobre interações entre plantas e as medicações que você está usando. Geralmente o uso de receitas caseiras a base de plantas medicinais com o tratamento medicamentoso já estabelecido pode ser feito sem problemas. No entanto, há casos nos quais o uso concomitante não é indicado.

Os riscos da automedicação

Letícia lembra que a maioria das pessoas se automedica. Contudo, a prática é perigosa e pode levar a piora do quadro clínico inicial do indivíduo. Durante a pandemia, diz a farmacêutica, foi observado muitas pessoas que iniciaram o tratamento dos sintomas da Covid por conta própria, com uso de vários tipos de chás e preparações à base de plantas. “Algumas delas acabaram se automedicando por um tempo muito longo e, quando foram buscar auxílio médico, já tinham um quadro grave e de difícil manejo”, salienta.

Ao adicionar por conta própria um medicamento à rotina, o indivíduo pode correr o risco de ter reações adversas e interações com outros medicamentos que já usa. Nessas situações, acabam confundindo o que são sintomas de doenças e o que são problemas causados pelos próprios medicamentos que o indivíduo está usando.

“É importante lembrar que sempre que algo não funciona bem no nosso corpo, ele nos dá sinais que vêm na forma de dor, desconforto, entre outros, e muitas vezes, não conseguimos resolver o problema de origem, além de postergar o diagnóstico e tratamento preciso. Logo, o melhor remédio é sempre buscar informação com o farmacêutico, o médico e outros profissionais da equipe de saúde mais próxima,” finaliza.

Fonte: Centro Universitário Cesuca

Álcool e medicamento: mistura requer cuidados nas festas de fim de ano

Marco Fiaschetti, farmacêutico e diretor executivo da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), tira as principais dúvidas sobre o assunto e alerta para os cuidados extras durante as celebrações ainda em tempos de pandemia

Gaças ao avanço da vacinação e à flexibilização das recomendações de saúde para o combate à Covid-19, muita gente já faz planos para as confraternizações de fim de ano, happy hours com os amigos, Natal e Ano-Novo. Com muita frequência, essas comemorações envolvem o consumo de bebida alcoólica e a principal dúvida que surge para quem está tomando medicação é: será que posso beber? Será que meu medicamento perde o efeito? Quais serão as consequências da interação da bebida com o antidepressivo?

Para sanar essas e outras questões, Marco Fiaschetti, farmacêutico e diretor executivo da Anfarmag, entidade responsável pelas farmácias de manipulação no Brasil, explica que as consequências da interação entre álcool e medicamentos dependem de vários fatores. Entre eles está a composição do medicamento, o organismo do paciente e a quantidade de álcool ingerida. Por isso, de forma geral, a recomendação é evitar essa mistura.

De acordo com o farmacêutico, o principal órgão prejudicado é o fígado, que metaboliza o álcool e grande parte dos medicamentos, ficando sobrecarregado. O álcool também afeta especialmente o sistema nervoso central, que comanda nossas ações, alterando substancialmente as capacidades cognitivas estruturais e comportamentais.

Como a bebida altera o metabolismo, o tempo de eliminação do medicamento será alterado, podendo ocorrer antes ou depois do previsto, com possibilidade de prejudicar o tratamento. Aumenta a gravidade quando são utilizadas drogas para tratar problemas neurológicos e psiquiátricos, pois o álcool em geral potencializa o efeito dessas substâncias.

“Antidepressivos agem diretamente no sistema nervoso central. Inicialmente, as bebidas alcoólicas aumentam o efeito do antidepressivo, deixando a pessoa mais estimulada; porém, após passar o efeito da bebida, os sintomas da depressão podem aumentar. Já quando os ansiolíticos são misturados ao álcool aumenta o efeito sedativo, deixando a pessoa inabilitada para realizar atividades que necessitam de atenção, como operar máquinas ou equipamentos, além de ocasionar uma maior probabilidade de efeitos adversos graves, a exemplo de coma”, explica o farmacêutico.

A mistura de alguns antibióticos e álcool, por sua vez, pode causar desde vômitos, taquicardia e até toxicidade hepática grave. “Essas reações podem acontecer com substâncias como, por exemplo, o metronidazol”, diz o especialista.

Marco completa explicando o efeito com analgésicos e antitérmicos. “O efeito do álcool pode ser potencializado e a velocidade de eliminação do medicamento do organismo será maior, diminuindo seu efeito. Em alguns casos, o uso do álcool com paracetamol pode danificar o fígado, uma vez que ambos são metabolizados nesse órgão. Já a mistura com ácido acetilsalicílico pode causar, em casos extremos, hemorragia estomacal, pois ambos irritam a mucosa estomacal. Portanto, na dúvida, a regra é: não misturar álcool com nenhum tipo de medicamento”, destaca.

Cuidado extra durante a pandemia

Foto: Shutterstock

Para Fiaschetti, muitas pessoas estão ansiosas para encontrarem seus entes queridos, após passarem por vários meses de isolamento social. Porém, o farmacêutico lembra que é preciso ter cuidados extras neste fim ano, pois a pandemia ainda não acabou.

Com a chegada da nova variante, a Ômicron, a recomendação é comemorar com responsabilidade, respeitando as normas vigentes para prevenção e combate ao Coronavírus, evitando grandes aglomerações, fazendo uso de máscara e álcool em gel e, é claro, completando o calendário vacinal. Assim, é possível celebrar preservando a própria saúde e a dos amigos e familiares.

Fonte: Anfarmag

Medicamento para combater osteoporose em pacientes de alto risco de fratura chega ao mercado

Único com dupla ação, a nova terapia reverte de forma rápida e eficaz a porosidade dos ossos, evitando fraturas secundárias que geram alto índice de morbidade e mortalidade

A Amgen, uma das empresas líderes em biotecnologia no mundo, anuncia o lançamento do romosozumabe, o primeiro e único construtor ósseo com duplo mecanismo de ação: evita perda de massa óssea, ao mesmo tempo que regenera as partes já comprometidas pela doença.

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no final de 2020, o anticorpo monoclonal é indicado para o tratamento da osteoporose em mulheres na pós-menopausa com alto risco de fratura ou pacientes que falharam ou são intolerantes a outra terapia de osteoporose disponível. A terapia traz a possibilidade de aumentar a densidade mineral óssea e fortalecer a estrutura esquelética do corpo humano, reduzindo significativamente o risco de fratura.

‘’Este lançamento era muito esperado e representa um grande avanço no tratamento de casos graves de osteoporose, pois embora tenhamos excelentes medicamentos disponíveis no Brasil, nenhum deles conseguia ao mesmo tempo aumentar a massa óssea e evitar a reabsorção. O remédio aumenta a densidade mineral óssea e evita a perda óssea ao mesmo tempo, fortalecendo a estrutura esquelética de forma mais rápida, reduzindo, assim, a possibilidade de novas fraturas, o que é especialmente relevante nesse momento de pandemia’’ afirma Ben-Hur Albergaria, ginecologista e vice-presidente da Comissão Nacional de Osteoporose.

A osteoporose, conhecida por acometer principalmente idosos, é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumenta o risco de fraturas. Além de idosos, mulheres em menopausa e pacientes de alto risco (com fratura prévia, histórico familiar de fratura de quadril e pacientes com quedas frequentes) também são afetados e geralmente descobrem a doença após a primeira fratura.

O lançamento do romosozumabe traz para o mercado uma possibilidade de mudar o cenário da incapacitação por fraturas, principalmente em pacientes de meia idade com fragilidade óssea por osteoporose3. O medicamento demonstrou em estudos que reduz rapidamente o risco de fratura e constrói um novo osso com 12 meses de terapia.

Apenas no Brasil, são cerca de 10 milhões de brasileiros afetados pela osteoporose – a maioria sem conhecimento até o momento da primeira fratura óssea. “As fraturas relacionadas à osteoporose representam um importante desafio e um empecilho para o envelhecimento saudável. Esse tipo de fratura, particularmente a de quadril, promove hospitalização, frequente perda da independência e necessidade de auxílio permanente para os cuidados da vida diária. O medicamento chega ao Brasil como uma importante ferramenta terapêutica para o manejo desse problema de saúde pública”, afirma o especialista.

Saiba mais sobre fraturas

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Segundo a Federação Internacional de Osteoporose, mais de 8 milhões de fraturas são causadas pela doença todos os anos no mundo. Um levantamento global da instituição mostra que em pessoas acima de 50 anos de idade, na maioria mulheres, sofrerão uma fratura por fragilidade óssea ao longo de suas vidas.

Além disso, um ano depois de uma fratura de quadril, 24% dos pacientes idosos vão a óbito. Outro estudo demonstra que 60% dos pacientes necessitam de assistência para realizar atividades como alimentar-se, vestir-se ou ir ao banheiro, e 80% precisam de ajuda em atividades como fazer compras ou dirigir.

A aprovação pelo órgão regulador foi baseada no estudo Frame, que avaliou mulheres pós menopausa que apresentam osteoporose, a redução significativa de novas fraturas vertebrais (coluna) e fraturas clínicas (sintomáticas) em 12 meses em comparação com o placebo, além do estudo ARCH, que utilizou o mesmo público, e evidenciou a indicação nos pacientes com alto risco de fratura e quando tratados com o medicamento por 12 meses, seguido por mais 12 meses com alendronato, comparado a outro grupo que tratou apenas com alendronato por 24 meses, havendo redução significativa na incidência de novas fraturas vertebrais e não-vertebrais e de quadril durante o período do estudo.

Fonte: Amgen

Os perigos de se automedicar

A automedicação é vista por muitas pessoas como uma solução rápida para aquela dor ou qualquer outro sintoma que as esteja incomodando. Pode ser dor de cabeça, muscular, abdominal, e diversas outras perturbações como alergias, ansiedade, cansaço, dentre outros. Como já estão acostumadas a sempre tomar o mesmo remédio, então, quando pressentem o sintoma indesejado, vão até a farmácia e compram os medicamentos sem prescrição recente.

“O remédio que achamos que é o certo para nosso alívio pode até resolver no momento, mas também pode trazer uma série de outras complicações no futuro. Isso porque, se você não é um profissional da saúde, não conhece as especificidades de cada medicamento e as necessidades do organismo quando está com alguma dor ou doença” explica Patrícia Filgueiras dos Reis, que atende pelo Docway.

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Para a especialista, quando fazemos uso frequente do mesmo medicamento, o organismo pode criar resistência ou dependência daquele determinado remédio. Além disso, nem sempre conhecemos a causa do sintoma.

“Às vezes uma dor comum pode ser algo mais sério e precisar de um tratamento específico. Por isso a importância de consultar um médico antes de comprar qualquer medicamento”, comenta. É claro que devemos, se o soubermos tomar algumas medicações sintomáticas numa situação repentina. Por exemplo, se tivermos um pico febril ou uma dor de cabeça isolada, devemos tomar o analgésico/antitérmico que estamos habituados a usar nestes casos e observar a evolução do quadro. Se os sintomas persistirem, aí devemos buscar atendimento e avaliação médica adequada”, diz a médica.

Outro problema são aqueles remédios que camuflam os sintomas, mas não curam a doença, como por exemplo, alguns fármacos usados para rinite E anti-inflamatórios em geral. Segundo o médico, é comum que as pessoas façam uso desses medicamentos achando que estão resolvendo o problema, quando na verdade ele pode estar piorando e tendo os seus sintomas atenuados.

E a lista de problemas quanto à automedicação não para por aí. Às vezes, um remédio pode cortar o efeito de outro. “Isso acontece com alguns tipos de antibióticos e anticoncepcionais. Varia de caso para caso, mas pode acontecer do primeiro medicamento inibir o efeito do segundo, que é de uso contínuo”, analisa.

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Por isso, é imprescindível consultar um médico quando sentir qualquer dor ou perturbação recorrente ou persistente, e não fazer uso de remédios continuamente sem orientação. As consequências podem ser mais sérias do que imaginamos.

 Fonte: Docway

Pets: novo medicamento trata infecções da pele, respiratórias e do trato urinário

Vetoquinol lança Marbocyl P, moderno antibiótico para cães e gatos à base de marbofloxacina

A Vetoquinol, um dos dez maiores laboratórios veterinários do mundo dedicados à saúde animal, amplia no Brasil a sua linha pet, com o lançamento do Marbocyl P, antibiótico para cães e gatos indicado no tratamento de um amplo espectro de infecções.

Marbocyl P é uma fluoroquinolona de terceira geração, altamente eficaz e palatável, resultado da expertise da Vetoquinol na pesquisa e desenvolvimento da marbofloxacina.

Marbocyl P é indicado no tratamento de:

Gatos

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-Infecções cutâneas e subcutâneas (feridas, abscessos e flegmões) ;
– Infecções do trato respiratório superior.

Cães

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– Infecções da pele e tecidos moles (pioderma cutânea, impetigo, foliculite, furunculose, celulite);
– Infecções do trato urinário (ITU), associadas ou não à prostatite e/ou epididimite;
– Infecções do trato respiratório.

O medicamento pode ser administrado em cães e gatos a partir de 2,5kg, na dose de 2mg/kg uma única vez ao dia, sendo possível a utilização em tratamentos prolongados. O produto está disponível em três diferentes apresentações: 5mg, 20mg e 80mg, facilitando a prescrição pelo médico veterinário de acordo com o peso do paciente avaliado.

Fonte: Vetoquinol

Pets: personalizar medicamento manipulado traz mais eficiência ao tratamento

Fórmulas são mais atrativas ao paladar e facilitam bastante a vida do tutor na hora de dar o remédio ao bicho de estimação

Uma das maiores dificuldades para tratar as doenças dos bichos de estimação é medicá-los. Pensando nisso, as farmácias de manipulação lançaram soluções que deixam esse momento mais prazeroso e bem menos traumático. Segundo o farmacêutico e diretor executivo da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Marco Fiaschetti, os medicamentos manipulados facilitam e podem, principalmente, auxiliar na aderência do tratamento médico.

“São produzidos na dose certa e de uma forma que facilita a administração, com diversos sabores para atender à preferência do animal”, revela Fiaschetti. Biscoitos com cheiro de carne para cães, xarope sabor de peixe para gatos, além de torrões de açúcar com gosto de maçã e forma de cenoura para cavalos. Essas são algumas das inúmeras possibilidades da manipulação de medicamentos veterinários.

“A indústria humana tem dificuldade em produzir a quantidade exata ou oferecer o necessário para todo o tratamento do animal, o que gera desperdício. Além disso, dependendo da faixa de peso, a administração para os muito pequenos e de diferentes espécies fica restringida”, conta o especialista.

Nesses casos, o medicamento manipulado é uma excelente opção, não só porque tem a dose certa que o animal precisa, mas também porque é uma ótima solução quando a forma farmacêutica não é bem aceita pelo bicho de estimação. “Comprimidos e cápsulas, por exemplo, são mais difíceis de serem administrados, pois não são palatáveis aos pets”, completa Fiaschetti.

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Foto: Pawesome Cats

As farmácias de manipulação devem seguir critérios rígidos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desde 2014. “Para preparar todo e qualquer produto para animais, é preciso ter licença de funcionamento desse órgão, que é o responsável pela fiscalização e regulamentação dos estabelecimentos que manipulam produtos veterinários. No caso de medicamentos de uso controlado, é necessário portar também Autorização Especial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, conclui.

Marco Fiaschetti é Diretor Executivo da Anfarmag, farmacêutico articulista, palestrante, docente e consultor. Especialista em marketing farmacêutico e diretor executivo da Anfarmag. Formado pela Unesp como farmacêutico em 1984, especializou-se em marketing de varejo pela FIA-USP e ESPM, pós graduou-se em marketing de negócios pela IPEP e em 2010 fez mestrado em marketing farmacêutico na Unesp.

Fonte: Anfarmag

Álcool e medicamento: uma mistura que requer cuidados nas festas de fim de ano

Vagner Miguel, farmacêutico da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, tira as principais dúvidas sobre o assunto

Dezembro e as confraternizações de fim de ano, happy hours com os amigos, o Natal e o Réveillon. Com muita frequência, essas comemorações envolvem o consumo de bebida alcoólica. A principal dúvida que surge para quem está tomando medicação é: será que posso beber? E o anticoncepcional, será que perde o efeito? Quais serão as consequências da interação da bebida com o antidepressivo?

Para sanar essas e outras questões, Vagner Miguel, farmacêutico da Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais –, explica que as consequências da interação entre álcool e medicamentos dependem de vários fatores. Entre eles está a composição do medicamento, o organismo do paciente e a quantidade de álcool ingerida.

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Por isso, de forma geral, a recomendação é evitar misturar álcool com medicamento. O principal órgão prejudicado é o fígado, que metaboliza, por meio das enzimas que produz, o álcool e grande parte dos medicamentos, ficando sobrecarregado. O álcool também afeta especialmente o sistema nervoso central, que comanda nossas ações, alterando substancialmente as capacidades cognitivas estruturais e comportamentais.

Como a bebida altera o metabolismo, o tempo de eliminação do medicamento será alterado, podendo ocorrer antes ou depois do previsto, com possibilidade de prejudicar o tratamento. Aumenta a gravidade quando são utilizadas drogas para tratar problemas neurológicos e psiquiátricos, pois o álcool em geral potencializa o efeito dessas substâncias.

“Antidepressivos agem diretamente no sistema nervoso central. Inicialmente, as bebidas alcoólicas aumentam o efeito do antidepressivo, deixando a pessoa mais estimulada; porém, após passar o efeito da bebida, os sintomas da depressão podem aumentar. Já quando os ansiolíticos são misturados ao álcool aumenta o efeito sedativo, deixando a pessoa inabilitada para conduzir um veículo por exemplo, além de uma maior probabilidade de efeitos adversos graves, a exemplo de coma e insuficiência respiratória”, explica o farmacêutico.

As mulheres que tomam anticoncepcional devem conversar com o médico para usar um método contraceptivo complementar, já que, com a bebida, o efeito pode cair até pela metade. Vagner alerta: “Os anticoncepcionais podem ter tempos variados de permanência no organismo antes de serem eliminados, com duração que varia entre 12 a 24 horas ou mais, dependendo da substância, e isso gera riscos, já que a mulher pode achar que está protegida e ter atividade sexual sem preservativo.”

A mistura de antibióticos e álcool, por sua vez, pode causar desde vômitos, palpitação, cefaleia, hipotensão, dificuldade respiratória até a morte. “Esse tipo de reação seria mais comum com as substâncias metronidazol; trimetoprima-sulfametoxazol, tinidazole e griseofulvin. Já outros antibióticos – como cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida – tampouco devem ser tomados com cerveja e afins pelo risco de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática”, diz o especialista.

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Shutterstock/Jennifer Bui/Thrillist

Vagner completa explicando o efeito com analgésicos e antitérmicos. “O efeito do álcool pode ser potencializado e a velocidade de eliminação do medicamento do organismo será maior, diminuindo seu efeito. Nos casos mais graves, o uso do álcool com paracetamol pode danificar o fígado, uma vez que ambos são metabolizados nesse órgão. Já a mistura com ácido acetilsalicílico pode causar, em casos extremos, hemorragia estomacal, pois ambos irritam a mucosa estomacal”

“Portanto, na dúvida, a regra é: não misturar álcool com nenhum tipo de medicamento”, finaliza o farmacêutico. A medicação não pode ser desculpa para faltar a reunião de amigos, afinal, o mais importante nestas festas é o carinho, a atenção e a comemoração por terem passado mais um ano juntos e felizes.

Fontes

Vagner Miguel é Gerente Técnico e de Assuntos Regulatórios da Anfarmag (Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais), farmacêutico, palestrante e docente. Formado pela Unesp como farmacêutico em 1985, o profissional pós graduou-se em Gestão pela Trevisan e em Engenharia Farmacêutica Cosmética pelo Instituto Racine.

Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais é uma organização sem fins lucrativos e representa o setor magistral, voltado para a preparação (manipulação) de medicamentos e produtos para a saúde nas farmácias de manipulação de forma personalizada, atendendo às necessidades específicas de cada paciente. O trabalho da associação é voltado para a defesa, promoção e desenvolvimento do setor magistral. Atualmente, conta com 14 escritórios regionais e é composta por 5.000 associados, entre empresas e profissionais que atuam no segmento, distribuídos em todo o território nacional.

Inverno: medicamento manipulado pode minimizar dores em pets

Problemas nas articulações, dores musculares, traqueobronquite canina e rinotraqueíte felina são algumas doenças típicas da estação mais fria do ano e que podem ser tratadas de maneira eficaz com medicamentos manipulados.

“Apoiada em diversas pesquisas científicas e em um rigoroso controle de qualidade, a manipulação veterinária reúne matérias-primas importadas e, muitas vezes, exclusivas, garantindo a eficácia do tratamento. Além disso, o medicamento é manipulado na dose certa para cada tipo de animal, levando-se em conta seu porte, raça e características biológicas”, explica a veterinária da rede DrogaVET, Mariana Mauger.

Dessa forma, em uma mesma manipulação o medicamento pode reunir diferentes princípios ativos com o objetivo de tratar não só a doença principal, mas também aquelas associadas às características do pet, tais como a idade, a obesidade ou alergias. “Neste último caso, é possível tratar, por exemplo, a osteoartrose em forma de biscoito hipoalergênico. Já um animal obeso pode ser medicado com biscoitos que ajudam no emagrecimento, incluindo, na fórmula, os ativos chitosan e berinjela. Aos idosos com osteoartrose, a manipulação veterinária permite associar a Condroitina e um complexo antienvelhecimento como a Coenzima Q10 e o Ômega 3”, exemplifica a veterinária.

No caso da idade, a profissional salienta ainda que, a partir dos sete anos, o animal já tende a desenvolver doenças hormonais, articulares e a diminuir a musculatura, agravado pela diminuição das camadas de gordura eliminadas pelo organismo. Desse modo, se torna muito mais suscetível ao frio e ao vento gelado, característicos dessa estação.

Como saber se o meu animal está com dores articulares?

cachorro doente

As doenças articulares podem apresentar os seguintes sintomas:

Dores ao se locomover; maior tempo de repouso; indisposição para realização de atividades físicas; movimentos lentos; dores ao realizar ações normais do dia a dia, como subir uma escada e relacionados; mudanças de humor, irritabilidade ao fazer carinho pode ser sinal de dor.

Como proteger o pet do frio do inverno

Esta é a parte mais importante sobre inverno: como proteger os nossos melhores amigos das doenças típicas da época. Confira dicas:

=Manter o ambiente fechado e arejado, em temperatura amena;

=Vestir o animal com roupinhas de lã quentinhas;

=Cobertores e mantas em sua caminha/casinha;

gato e cachorros na cama

=Alimentação adequada e pote de água sempre cheio; 

=Fortalecimento do organismo com uso de suplemento nutricional – verifique a possibilidade com seu veterinário.

Seria o inverno um grande vilão aos animais idosos?

mulher com gato gata pixabay

Não. Assim como qualquer outra época do ano, o inverno traz doenças típicas de sua temperatura e umidade do ar. Cabe a nós, tutores, entendermos quais são estas doenças e quais os cuidados necessários para garantir saúde aos nossos pets nessas condições. Aliás, o inverno é muito bom para pegar o seu amigão no colo e apertar bem forte, curtir uma série ao lado do seu companheiro animal e vê-lo todo lindo vestindo as roupinhas compradas/feitas com muito amor e carinho.

Fonte: DrogaVET

 

Medicamento inadequado responde por 33,62% dos casos de intoxicação

O uso inadequado de medicamentos lidera o ranking das causas de intoxicação, segundo um levantamento realizado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, em Campinas (SP). A ingestão de remédios corresponde por 33,62% das ocorrências registradas pela instituição. Em 2017, foram realizados 5.420 atendimentos no centro, sendo que 1.822 estavam relacionados ao consumo de medicamentos.

“A automedicação ainda é uma cultura muito resistente na nossa sociedade. O uso inadequado de medicamento pode acarretar sérios prejuízos para a saúde, inclusive acarretando a morte do paciente”, alerta Luiz Carlos Silveira Monteiro, presidente da ePharma, médico e conselheiro da Asap (Aliança para Saúde Ocupacional).

O especialista leva em consideração uma série de análises para prescrever um remédio para um paciente. “A interação com outros medicamentos, por exemplo, é fundamental para um diagnóstico preciso e a melhor indicação medicamentosa”, explica o médico. O uso inadequado de várias substâncias pode ainda dificultar o correto diagnóstico e aumentar o problema de saúde do paciente.

As crianças e os idosos são os mais prejudicados pelo uso incorreto de medicamentos. Vítimas de ingestão acidental, a garotada é mais suscetível de intoxicação, principalmente no período de férias. Já os idosos, podem se confundir com outros medicamentos. “Por isso, é preciso separar esses remédios em frascos que colaborem para a identificação pelo idoso. Colocar em recipientes de cores diferentes, por exemplo, facilita na hora da medicação”, orienta o presidente da ePharma.

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Para Monteiro, as pessoas que dispõem de assistência farmacêutica, também conhecidas por PBM (Programa de Benefícios de Medicamentos), contam com uma proteção a mais na hora do uso de remédios: “Essas companhias contribuem para a redução da automedicação. Os pacientes atendidos por esses programas só podem consumir medicamentos indicados pelo médico”.

Fonte: ePharma

Pets: hamburguito mascara odor e sabor amargo de medicamento

“A hora mais difícil”. É assim que a maioria dos tutores de pets descreve o momento de medicar o animal. Cuidar de um bichinho doente não é tarefa fácil. Além de fragilizados, alguns pets podem ficar agressivos, enquanto outros ficam mais amuados, recusando o tratamento e prejudicando sua recuperação. O que muita gente ainda não sabe é que é possível manipular o medicamento com diversos sabores, tudo para amenizar esse sofrimento.

“Como a grande maioria dos medicamentos tem sabor amargo, os bichinhos conseguem facilmente identificá-los e não os ingerem, deixando-os de lado”, afirma Renata Piazera, farmacêutica e sócia-fundadora da Fórmula Animal, especializada em oferecer medicamentos manipulados a animais em formas e sabores diferenciados.

Foi pensando nesse problema que a rede apresenta o hamburguito, novidade exclusiva da empresa para o tratamento de cães que tem dificuldade em aceitar medicamentos. “O produto é uma forma farmacêutica palatável com o sabor de carne similar ao hambúrguer. Ele tem como finalidade mascarar o odor e sabor amargo dos medicamentos garantindo a adesão ao tratamento. Em testes realizados com Silimarina e outros ativos com gosto mais amargo, a aceitação foi 100% já que sua é composição diferente do biscoito medicamentoso, produto que nem todos aceitam”, finaliza Renata.

Hamburguito

A novidade já está disponível nas 21 unidades da rede localizadas em Anápolis (GO), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cabo Frio (RJ), Campinas (SP) Chapecó (SC), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Jaraguá do Sul (SC), Lauro de Freitas (BA), Novo Hamburgo (RS), Ourinhos (SP), Patos de Minas (MG), Porto Alegre (RS), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Uberlândia (MG).

Informações: Fórmula Animal Farmácia de Manipulação Veterinária