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Carne vegetal: será modismo ou tendência portadora de futuro?

É amplamente conhecida a ocorrência na sociedade de grupos denominados vegetarianos ou veganos. De forma simplificada, pode-se dizer que os primeiros são os que excluem qualquer tipo de carne (incluindo peixes e frutos do mar) de sua alimentação; os veganos vão além, evitando qualquer produto animal, como manteiga, leite, ovos ou mel, além de não usar roupas e acessórios de couro, pele, lã, seda e cosméticos testados em animais. Em 2018, a Sociedade Vegetariana Brasileira realizou um levantamento, com o apoio do Ibope, constatando que 14% da população brasileira se declara vegetariana o que, provavelmente, inclui veganos.

Mas quem desenvolve ou comercializa a carne vegetal, conhecida nos Estados Unidos pela sigla PBM (plant based meat) não busca atingir apenas os adeptos do veganismo ou os vegetarianos. Os produtos PBM, que imitam o sabor e a textura da carne bovina, focam especialmente nos consumidores que gostam de carne, mas que acreditam que a diminuição de seu consumo pode ter impactos econômicos, ambientais e de bem-estar animal significativos e positivos, por reduzirem a produção pecuária.

Como é feita a carne vegetal?

A carne é composta, fundamentalmente, de tecido muscular dos animais. As plantas não têm músculos. Então, como as plantas se tornam um pedaço de carne que parece, cheira, tem gosto e cozinha como carne?

Para responder, precisamos aprofundar a análise. A carne é composta de proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e água. Embora as plantas não tenham músculos, elas também contêm proteínas, gorduras, vitaminas, minerais e água. Então, o processo se baseia na semelhança bioquímica entre plantas e animais para obter um produto vegetal que imita a carne. Para cada proteína, lipídio ou composto funcional encontrado na carne existe um análogo ou substituto no reino vegetal. Se um substituto não existir na natureza, podemos tentar obtê-lo por meio de tratamento mecânico, químico ou biológico de um ingrediente vegetal. Ou introduzir em vegetais um gene responsável pelo composto ausente, que esteja presente em animais, utilizando técnicas de transgenia.

O arranjo espacial das proteínas no tecido muscular cria a textura típica da carne. Quando moída, a carne tem uma textura mais simples e é mais fácil de replicar do que pedaços maiores como a picanha, o filé, o peito de frango ou costeletas de porco, feitas de tecido muscular intacto. Facilita a produção de hambúrgueres, mas há desafios técnicos a serem superados para imitar a textura dos cortes inteiros de carne, utilizando ingredientes vegetais.
O processo genérico para produzir carne à base de plantas envolve três etapas principais. A primeira é a seleção e o cultivo das plantas que produzirão as matérias-primas. A seguir ocorre o seu processamento para separar as proteínas, gorduras, fibras e outros ingredientes necessários à produção da PBM. Finalmente ocorre a mistura dos ingredientes, nas proporções adequadas para criar a textura, o aspecto e o sabor tão próximos quanto possíveis da carne.

Qual o foco mercadológico da carne vegetal?

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O conceito de carne à base de plantas vem sendo trabalhado há tempos. No entanto, os primeiros produtos à base de plantas, que imitavam carne, tinham em mente atingir consumidores vegetarianos, e não tentaram replicar a carne convencional.
O impulso recente tem como pano de fundo temas como sustentabilidade, segurança alimentar e os impactos ambientais e de saúde pública que seriam provenientes da pecuária industrial. No caso, buscam atrair os consumidores em geral, em vez de nichos de mercado. Isso levou a uma série de inovações durante a última década. Atualmente, as opções de carne à base de vegetais atraem o segmento de consumidores em rápido crescimento, que vem sendo denominados pelos estudiosos de “flexitarianos”, em livre tradução do termo inglês “flexitarian”.

Os consumidores “flexitarianos” buscam opções de alimentos à base de plantas que criem a mesma experiência sensorial da carne de origem animal. Digamos que esses consumidores reduzem o consumo de carne, mas não desistem completamente da experiência sensorial dos produtos de origem animal. Essa decisão de comer mais vegetais geralmente se deve a preocupações com a saúde, o meio ambiente ou a proteção dos animais. Também pode ser, simplesmente, uma forma de obter novidade e variedade com refeições saborosas e acessíveis. O aumento do flexitarianismo está na base do crescimento do mercado de alimentos à base de plantas.

Qual o futuro previsível da carne vegetal?

Apesar do crescimento recente do mercado, a carne à base de plantas representa, atualmente, apenas 1% do mercado de carnes no varejo dos EUA. Tudo indica que o mercado deverá crescer se o produto agradar em cheio os consumidores, desligando-se do fundamento inicial da menor emissão de gases do efeito estufa (GEE). Chamamos a atenção para esse aspecto, porque o argumento pode ser falacioso pois, segundo um artigo publicado pelo Prof. Jayson Lusk (Purdue University), para cada 10% de redução no preço de PBM, estima-se que o decremento nas emissões equivale a 0,34% das emissões dos EUA devidas à produção de carne bovina e 1,14% se incluída a redução das emissões devidas às mudanças no uso da terra.
Assim, é improvável que mesmo reduções substanciais nos preços das alternativas de PBM tenham impactos ponderáveis sobre as emissões da pecuária nos EUA. O artigo do Prof. Lusk e colaboradores pode ser acessado aqui.

Considerando que os sistemas de produção pecuária no Brasil são menos intensivos em emissões de GEE que os americanos, o mesmo poderia ser afirmado para o Brasil. Apoiando esse fato está um sistema de produção bovino desenvolvido pela Embrapa, denominado Carne Carbono Neutro, que garante que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico compensadas durante o processo de produção, pelo crescimento de árvores no sistema (ver mais aqui).

Isto posto, desapareceria o argumento de menor emissão de GEE com a redução do consumo de carne. Assim, entendemos que o futuro do mercado será modulado por quatro fatores principais:
a) a adesão dos consumidores aos produtos BPM, em especial dos jovens recém ingressos no mercado, sem hábitos de consumo arraigados e dispostos a novas experiências, atribuíveis a um diversificado conjunto de razões que inclui desde modismo, sensações organolépticas favoráveis e crença em maior sustentabilidade;
b) o avanço da tecnologia de produção, que será tanto mais bem-sucedida quanto mais a textura e o sabor de um produto BPM se aproximar da carne;
c) o custo dos produtos BPM comparativamente aos produtos cárneos;
d) a agressividade dos lobbies comerciais e o sucesso do marketing dos produtos BPM.

*Por Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Soja e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Entenda o que está em jogo com o Projeto de Lei da caça esportiva no Brasil

Reuber Brandão, professor da UnB e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, analisa argumentos dos defensores do PL 5.544/20 e avalia os riscos à conservação da biodiversidade

O Projeto de Lei 5.544/2020, que libera a caça esportiva no Brasil – permitindo perseguição, captura e abate de animais – foi retirado da pauta da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados na última semana, após uma série de obstruções de parlamentares contrários à medida. “A forte mobilização da sociedade civil brasileira e o entendimento que as pessoas possuem sobre o valor intrínseco da vida fizeram com que os apoiadores do PL recuassem. Mas é provável que o tema volte à pauta em algum momento e, por isso, devemos ficar atentos”, afirma Reuber Brandão, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor de Manejo de Fauna e de Áreas Silvestres na Universidade de Brasília (UnB).

Diante da dificuldade em fiscalizar as áreas naturais em todo o país, a permissão à caça pode fazer com que muitas espécies silvestres sejam vistas como troféus. “A tendência é a busca pelos animais mais raros e únicos, aumentando a pressão sobre as espécies que são topo de cadeia, que precisam de grandes áreas preservadas para viver. Incentivar essa prática me parece uma covardia”, frisa o professor da UNB. Algumas das espécies que poderiam entrar na mira dos caçadores são a onça-pintada, a anta, o tamanduá-bandeira e o lobo-guará.

O especialista reforça que esse tipo de proposta vai na contramão dos esforços mundiais pela preservação das diversas espécies ameaçadas de extinção. “O Brasil precisa de um modelo de desenvolvimento que valorize a sua incrível biodiversidade e não de propostas que aumentem a pressão sobre a nossa fauna, que já enfrenta dificuldades por causa do desmatamento, de incêndios e outros enormes desafios”, afirma.

Para Brandão, a tentativa de colocar o PL 5.544/20 em votação é um aceno dos deputados ao atual governo, alicerçada em uma falsa noção da ampliação das liberdades individuais. Facilitar o acesso da população a armas é uma das principais bandeiras nesta direção. “Sob este pretexto, a tentativa revela, tão somente, uma percepção egoísta que pressupõe a ausência de limite do comportamento do indivíduo na sociedade. Entendo que a garantia de liberdades individuais não pode se confundir com ausência de responsabilidade coletiva. Na área ambiental, essa ideologia somada aos esforços para enfraquecer os órgãos de fiscalização e controle pode gerar um ambiente de total descontrole, que certamente vai trazer mais ameaças a muitas espécies da nossa fauna”, argumenta Brandão.

Um dos argumentos em defesa da aprovação do PL 5.544/20 é o aumento da interação entre o ser humano, os animais e a natureza. Na visão do professor da UnB, a apresentação deste raciocínio beira o surreal. “Presume que as pessoas querem ter interação com o sangue, a morte e a extinção dos animais. Não consigo entender que tipo de benefício um PL como esse pode trazer ao país. Pelo contrário, pode reforçar a ideia de que o Brasil realmente não tem compromisso com a sua rica biodiversidade”, finaliza.

Conforme Enquete Pública realizada no site da Câmara, a ampla maioria da sociedade civil brasileira é contra a caça por esporte. O levantamento mostrou que 97% dos votantes (71.614 votos) se dizem “totalmente contrários” ao PL. Existe a possibilidade de o projeto ser submetido a audiência pública antes de voltar à apreciação da Câmara.

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Sobre a Rede de Especialistas A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes clicando aqui.

N.R.: tentativas como esta me fazem sentir vergonha de viver no Brasil atual.

Receitas com cascas de frutas: benefícios para a saúde e para o meio ambiente

De acordo com a ONU, aproveitamento das cascas de frutas ajuda no combate às mudanças climáticas; o consumo também traz vantagens para o organismo, segundo a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau

Se você tem o hábito de jogar as cascas das frutas no lixo, hora de repensar nessa prática! De acordo com a última edição da Semana do Clima da América Latina e Caribe, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), reduzir o desperdício dos alimentos é uma alternativa para combater as mudanças climáticas. E, uma ótima ideia para ajudar o meio ambiente e ainda contribuir com a saúde, é aproveitar essa parte que joga-se fora através do consumo.

Segundo a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, as cascas das frutas são muito ricas em fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos, e consumi-las é muito benéfico para o organismo, já que contribui para o aporte de nutrientes do corpo.

“A maçã, por exemplo, guarda a maioria dos seus antioxidantes e fibras na casca, enquanto a jabuticaba também preserva a maioria dos seus fitoquímicos nessa parte, que muita gente joga fora”, ressalta a especialista.

Já as frutas que não têm as cascas tão palatáveis para serem consumidas in natura, podem ser incorporadas à receitas. “Na forma de preparações, nosso organismo faz o mesmo aproveitamento que faria se consumíssemos na forma in natura”, explica a profissional.

A casca da banana pode ser transformada em farofa, a entrecasca da melancia pode ser servida na forma de doce e a do maracujá fornece uma excelente farinha para ser usada no preparo de tortas e bolos.

Higienização

Quer apostar no consumo e no preparo de receitas com cascas de frutas? Então, não esqueça de fazer uma boa higienização! “O ideal é fazer a limpeza da fruta em água corrente, utilizando uma bucha limpa e detergente neutro. Depois de feito o enxágue, devemos deixar de molho por meia hora em solução de hipoclorito e água, para eliminar possíveis bactérias presentes nas cascas, principalmente as que serão consumidas in natura. A última etapa é feita com um enxágue em água corrente”, orienta Renata. Para secar, deixe em ar ambiente ou use um papel toalha descartável.

Confira agora as receitas sugeridas pela nutricionista

Doce de casca de laranja

Ingredientes
Casca de 2 laranjas picadas
2 colheres de sopa de açúcar cristal
2 colheres de sopa de farinha de linhaça

Modo de preparo:
Deixe as cascas de laranja de molho por cerca de 12 horas, trocando a água a cada 2 a 3 horas. Coloque o açúcar em uma panela e forme uma calda açucarada. Acrescente as cascas de maçã e a farinha de linhaça. Mexa até formar consistência de doce de colher.

Suco de casca de abacaxi

Ingredientes
Casca de 1 abacaxi médio
1 xícara de chá de erva cidreira picada
1 litro de água gelada
1 xícara de chá de gelo

Modo de preparo:
Bata tudo no liquidificador, coe e sirva em seguida.

Geleia de casca de maçã

Ingredientes
Cascas de 4 maçãs
½ xícara de chá de açúcar
Suco de 1 limão
1 xícara de chá de água

Modo de preparo
Coloque em uma panela as cascas de maçã, o suco do limão e a água. Deixe cozinhar com a panela tampada por 5 minutos. Retire do fogo e bata no liquidificador. Volte a mistura para a panela e acrescente o açúcar. Cozinhe em fogo baixo, sem parar de mexer, até formar ponto de geleia. Se desejar, pode acrescentar cravo-da-índia ou canela-em-pau na segunda etapa de cocção. Coloque em um pote de vidro e leve para gelar antes de servir.

Brigadeiro de casca de banana

Ingredientes
Cascas de 2 bananas
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de cacau em pó

Modo de preparo
Bata as cascas de banana no liquidificador ou mixer (se necessário, acrescente um pouco de água). Em uma panela, derreta a manteiga e acrescente o leite condensado e o cacau em pó. Cozinhe em fogo baixo. Quando começar a ferver, adiciona a casca de banana batida e cozinhe até que mistura de solte da panela.

Sorvete de manga

Ingredientes:
2mangas picadas com casca
3 xícaras de chá de água
1 envelope de gelatina sem sabor, hidratado conforme instruções da embalagem
1 xícara de chá de açúcar ou adoçante culinário em pó

Modo de preparo
Bata as mangas no liquidificador ou mixer. Em uma panela, coloque a água e o açúcar e cozinhe até começar a formar uma calda. Desligue o fogo e acrescente a gelatina sem sabor e a manga batida. Deixe esfriar um pouco e leve ao freezer por 2 horas. Retire do freezer e bata a massa com uma batedeira. Sirva em seguida.

Fonte: Oba Hortifruti

Confira cinco atitudes para levar uma vida com lixo zero

A TerraCycle , líder global em soluções ambientais de resíduos de alta complexidade, preparou uma lista com cinco atitudes para ajudar as pessoas a produzirem menos lixo ou a darem a destinação correta aos resíduos. A tarefa é urgente e precisa virar hábito, uma vez que, segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos , produzido pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), só em 2019 o país gerou 79,1 milhões de toneladas de lixo.

Ainda segundo o estudo, o brasileiro produz individualmente, em média, 379,2 kg de lixo ano após ano, ou o equivalente a 1 kg por dia. “Mesmo que a coleta seletiva e a destinação do lixo residencial dependam de ações do governo, todos podem contribuir individualmente para atenuar a situação”, aponta a analista de Marketing e Relacionamento na TerraCycle, que também é credenciada como consultora Lixo Zero pelo Instituto Lixo Zero Brasil, Gabriella Rocha. Foi pensando nisso que a TerraCycle separou uma lista com cinco atitudes que certamente vão ajudar quem queira aderir ao projeto de vida amigo do meio ambiente.

1 – Repensar sua motivação de consumo. É importante sempre considerar o porquê estamos comprando determinado produto e o que será feito com ele depois do uso. Existe uma forma de descarte sustentável? Se não, vale reconsiderar a compra.

2 – Recusar itens descartáveis. Canudos, copos plásticos, guardanapos, sacolas de supermercado, talheres de delivery – todos esses itens têm substituições simples e fáceis de carregar na bolsa. É possível montar um mini kit lixo zero e garantir que, dentro ou fora de casa, você não gere mais lixo com itens desnecessários.

3 – Pesquisar e comprar de marcas conscientes. Você sabe se as marcas que consome oferecem opções de logística reversa ou refil para suas embalagens? A fabricação dos produtos é ambientalmente consciente? Todas essas questões pesam e contribuem para que uma marca continue fabricando e vendendo sem preocupação ambiental ou repense sua cadeia produtiva.

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4 – Separe seu lixo. Hoje em dia, mesmo que alguns municípios não ofereçam o serviço de coleta seletiva, existem catadores, cooperativas e pontos de entrega voluntária que recebem os principais itens recicláveis. Se informe na sua região e evite que materiais que poderiam ser aproveitados tenham como destino aterros sanitários ou até mesmo lixões. Você também pode compostar seus resíduos orgânicos utilizando uma composteira doméstica ou algum serviço de coleta e compostagem desse material.

5 – Se junte a um programa de reciclagem da TerraCycle. Eles são gratuitos e oferecem soluções para materiais complexos, de difícil reciclagem. Você pode enviar pelos Correios sem pagar nada ou entregar em um dos nossos pontos públicos de coleta.

Informações: TerraCycle

Conheça o jeans produzido com um copo d’água

Malwee dá um novo passo em direção a um jeans com menor impacto para a natureza, com redução de 98% de água no processo fabril

Anunciado no fim do ano passado, o reposicionamento de marca da Malwee, Moda Sem Ponto Final, defende uma moda mais durável, versátil, sustentável e consciente. Com o Lab Malwee Jeans, a primeira lavanderia 5.0 da América Latina, a marca produz todos os jeans com redução de mais de 80% de água no processo de fabricação. Agora, o jeans mais sustentável do Brasil evoluiu. Em 20 de maio último, Dia Mundial do Jeans, a Malwee lançou oficialmente, nas lojas físicas e online, as primeiras peças produzidas com um único copo d’água, que equivale a uma redução de 98% deste líquido.

São dois modelos de calça; skinny feminina e slim masculina, que chegam ao mercado com o preço semelhante aos demais produtos da marca. “O fato de ser produzida com tecnologia que permite tamanha economia de água, não significa que o valor do produto será elevado. Elas custam o mesmo preço de uma calça jeans produzida da forma convencional. Além disso, todas as peças são confeccionadas com a mesma garantia flex jeans, trazendo, além da sustentabilidade, o conforto e a qualidade do jeans que não laceia”, explica Jaqueline Devegili, Coordenadora de Estilo do Jeans da Malwee.

O processo fabril do novo jeans da Malwee apresentou uma economia de mais de 7 milhões e 600 mil litros de água na produção de 127 mil peças. Essa quantidade de água seria suficiente para abastecer uma família de três pessoas pelo período de 63 anos. Sobre a tecnologia utilizada, Luiz Thiago de Freitas, Gerente Industrial Têxtil da Malwee, explica que esse resultado pôde ser alcançado a partir da junção de diferentes processos.

Tecnologia ditando tendências

“Ao contrário do modo tradicional de produzir o jeans, no qual muitos processos químicos usam água para obter os efeitos de lavagem, puídos e rasgos na peça, no Lab Malwee Jeans esses efeitos são produzidos com laser. Eles são desenhados em um software e aplicados por um equipamento de alta precisão. Os feixes de laser, nessa fase do processo, substituem grande parte da água e os químicos nocivos, que seriam utilizados num processo convencional”, afirma Freitas.

Já no processo úmido, a água é substituída por ozônio para obter os efeitos de clareamento das peças. A aplicação de amaciantes é feita através de uma tecnologia de nanobolhas, que ao invés de aplicar o produto com água, o aplica diretamente na peça por meio de uma nuvem de nanopartículas. Além disso, toda a água usada nesse processo é tratada internamente por um equipamento chamado H2Zero, para então voltar ao sistema. “Essa água fica num circuito fechado e é reaproveitada na produção de novas peças. A reposição necessária é feita apenas pela perda em evaporação”.

Para produzir as roupas em jeans com um processo muito mais sustentável que o convencional, a Malwee investiu 9 milhões de reais e montou um laboratório de desenvolvimento, que conta com tecnologia inédita na América Latina, embarcada da Espanha e desenvolvida pela empresa Jeanologia. Segundo a companhia, além da Malwee, apenas outras quatro empresas no mundo possuem esse tipo de processo completo para a fabricação de jeans, conhecido como “Lavanderia 5.0”.

A Moda Sem Ponto Final da Malwee

Todo esse investimento tem como objetivo viabilizar o desenvolvimento de práticas mais sustentáveis, e possibilitar que a moda seja feita de forma mais limpa e com menos impacto para o planeta. O Lab Malwee jeans é mais uma iniciativa que busca revolucionar o jeito de fazer jeans, possibilitando o consumo de um produto pelo mesmo preço de antes, mas feito de uma forma completamente diferente. “Água é vida e sem esse recurso não há futuro. A indústria da moda precisa buscar alternativas para desenvolver produtos com menos impacto e, mais do que isso, buscar formas de conscientizar os consumidores para um novo jeito de vestir”, diz Guilherme Moreno, Gerente de Marketing da Malwee.

As calças jeans da Malwee produzidas com apenas um copo d’água estão disponíveis nos tamanhos 34 a 48 no modelo feminino e do 36 ao 48 no modelo masculino. Elas podem ser encontradas no e-commerce da marca e nos mais de 20 mil pontos de vendas do Brasil, entre multimarcas e lojas fidelizadas Malwee.

Dia da Terra: para 67%, governo decepcionará se não agir agora para combater mudanças climáticas

Pesquisa da Ipsos também apontou que 3 em cada 4 entrevistados do Brasil cobram ações de empresas no combate às mudanças climáticas

Quase sete entre cada dez brasileiros (67%) acreditam que, se o governo não agir agora para combater as mudanças climáticas, estará deixando a desejar com o povo do país. O dado faz parte do levantamento Earth Day 2021, realizado pela Ipsos com entrevistados de 30 nações na ocasião do Dia da Terra, celebrado em 22 de abril. Considerando os respondentes do mundo todo, o percentual é ligeiramente menor (65%).

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Ainda que responsabilize a esfera governamental, a população do Brasil também cobra ações do setor privado. Três em cada quatro pessoas (75%) afirmam que se as empresas locais não agirem agora para combater as mudanças climáticas, elas estarão falhando com seus clientes e funcionários. No mundo, são 68%.

Além disso, 77% dos entrevistados brasileiros concordam que falharão com as gerações futuras se, enquanto indivíduos, não agirem para combater as mudanças climáticas neste momento. Levando em conta os respondentes das 30 nações, o índice é de 72%.

Apesar da ampla cobrança por iniciativas, no Brasil, 45% das pessoas acham que o governo não tem um plano claro de como vai trabalhar, em conjunto com as empresas e a própria população, para enfrentar as mudanças climáticas. Por outro lado, 26% acreditam que o governo possui, sim, ações planejadas para lidar com a questão. Globalmente, a média de respondentes que não deposita confiança no plano de ação de seu governo é de 34%, contra 31% que acreditam haver um plano claro traçado por seus governantes para o combate das mudanças climáticas.

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“Enquanto 67% dos brasileiros concordam que se o governo não agir agora para combater a mudança climática estará decepcionando as pessoas, apenas 26% dizem que o governo realmente tem um plano claro de como fazer com que o próprio governo, empresas e pessoas atuem juntas nessa questão. Com o tema de meio ambiente ganhando cada vez mais espaço no noticiário, principalmente por conta da Amazônia, isso traz um claro alerta”, analisa Ronaldo Picciarelli, diretor de clientes na Ipsos no Brasil.

“75% dos brasileiros também esperam das empresas privadas ações de combate à mudança climática, do contrário estarão decepcionando seus clientes e empregados. Isso mostra que mesmo no cenário de pandemia e seus respectivos reflexos no bolso do consumidor, as ações verdes lideradas pelas marcas e empresas ainda continuam com alta relevância para seus consumidores”, completa.

Impactos no pós-Covid

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No Brasil, 37% das pessoas acreditam que o enfrentamento das mudanças climáticas deve ser uma prioridade do governo na retomada econômica pós-pandemia, enquanto 35% afirmam o contrário. Quando perguntados a respeito de quais comportamentos pessoais esperam mudar quando as restrições impostas pela crise humanitária acabarem, 45% dos entrevistados no país disseram que irão fazer o possível para evitar o desperdício de alimentos.

Além disso, 41% falaram que vão passar a fazer mais trajetos a pé ou de bicicleta, em vez de usar o carro. A queda no consumo foi a terceira opção mais citada, empatada com a adesão ao trabalho remoto. 35% dos brasileiros afirmaram que vão comprar somente o que realmente precisam, em vez de comprar roupas, sapatos e outras coisas só por diversão, e 35% disseram que vão trabalhar mais em casa, em vez de se deslocar até ao trabalho.

“A informação de que 41% dos entrevistados no Brasil têm intenção de se locomover menos de carro e mais a pé ou de bicicleta conversa com o fato de que 35% dos brasileiros pretendem trabalhar de casa após a pandemia, uma tendência que se intensificou bastante no último ano e que parece ter se estabelecido dentro do grupo de pessoas que tem essa possibilidade. Isso também afeta a diminuição da mobilidade nas cidades, migração de consumo em comércios mais próximos do lar, maior uso de entrega em domicílio (delivery), consumo de serviços e produtos dentro do lar, assim como uma possível migração de moradias longe dos centros comerciais”, comenta Picciarelli.

O que pode ser feito?

Pensando nas atitudes que podem ser tomadas a fim de limitar a própria contribuição para a mudança climática, 54% dos respondentes no Brasil afirmam que é provável que evitem produtos que tenham muita embalagem; 46% devem passar a reciclar materiais como vidro, papel e plástico; 46% revelam a possibilidade de consumir menos laticínios ou substituí-los por alternativas, como leite de soja; e 40% pretendem comer menos carne ou substituí-la por alternativas como feijão.

A pesquisa on-line foi realizada com 21.011 entrevistados sendo mil brasileiros, com idades entre 16 e 74 anos de 30 países. Os dados foram colhidos entre os dias 19 de fevereiro a 05 de março de 2021. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

Fonte: Ipsos

Dia da Terra: o quê os produtos que você tem dentro de casa dizem sobre o planeta?

No Dia da Terra, selecionamos 5 fatores para levar em consideração na hora de escolher os produtos que entram em sua rotina para garantir um consumo sustentável

O que te faz escolher uma marca para chamar de “sua”? Qualidade, praticidade e valor são tópicos que pesam na hora de escolher o que colocar no carrinho de compras, mas cada escolha carrega em si impactos positivos ou negativos para o mundo e para o planeta. A diferença entre causar impacto positivo e negativo pode estar em cada escolha e em cada um dos itens que levamos ao caixa.

A pesquisa “Who Cares, Who Does”, da Kantar, feita em 2020, mostra que 67% dos consumidores têm intenção de comprar de modo ambientalmente responsável. O público está mais exigente tanto com a qualidade dos produtos e serviços quanto com a procedência deles.

Sustentabilidade, especialmente na esfera ambiental, é uma necessidade urgente e depende de todos nós: empresas, governos e sociedade. Mudar hábitos não é fácil. Mudar sistemas e cadeias inteiras também não é. Mas podemos começar fazendo escolhas mais conscientes no dia a dia, mudando pequenas atitudes para fazer a nossa parte e contribuir com o todo. A mudança está à distância de um clique, de um “enviar para o carrinho”. Em comemoração ao Dia da Terra, selecionamos 5 critérios para levar em consideração no momento de montar a lista de compras, garantindo um consumo responsável. Vamos lá?

Propósito da marca vs propósito pessoal

Se o seu propósito é cuidar do meio ambiente, para um futuro mais seguro e limpo para as próximas gerações, é necessário escolher marcas que sigam o mesmo caminho, os mesmos princípios. É possível ter a casa e as roupas limpas e bem cuidadas, por exemplo, sem prejudicar o planeta. Por isso, escolha marcas que tenham preocupação com o meio ambiente no centro das suas estratégias de negócios. Pesquise, busque informações, e tome decisões de forma consciente!

Escolha produtos com embalagem sustentável

O plástico tem o seu lugar e este lugar não é o meio ambiente. Por isso, escolha produtos que tragam em sua embalagem materiais que possam ser reutilizados, reciclados e/ou compostáveis. Um exemplo disso são os produtos da marca Sétima Geração – lançada em 2019, com um portfólio de sabão líquido, limpadores e lava-louças, seus produtos são biodegradáveis e fabricados com 99% de matérias-primas vegetais e nenhum ativo petroquímico. Todas as embalagens são feitas de plástico reciclado e plástico verde proveniente da cana-de-açúcar.

Escolha produtos com fórmulas inteligentes

Grande parte dos consumidores têm hábitos fundamentais para evitar o desperdício de água, como fechar as torneiras enquanto escova os dentes, enquanto ensaboa o corpo ou o cabelo no banho, durante a lavagem da louça etc., mas você sabe quanto de água se utiliza no desenvolvimento dos produtos que consome? É fundamental escolher produtos que proporcionem os benefícios funcionais necessários ao consumidor, enquanto beneficia o planeta. Um exemplo disso é a marca Love Beauty and Planet, que utiliza a tecnologia de enxágue rápido em seus condicionadores, ajudando as pessoas a evitar o desperdício, pois precisam de menos água para funcionar de maneira eficaz.

Carbono Zero

Você sabia que produtos químicos fabricados a partir de combustíveis fósseis representam 12% da demanda global de petróleo, e respondem por mais de 1/3 do crescimento da demanda do mesmo até 2030, e quase 50% até 2050 (Fonte: International Energy Agency)? Por essa razão, a indústria deve, urgentemente, acabar com a dependência dos combustíveis fósseis, inclusive como matéria-prima nos produtos. Omo, por exemplo, marca presente em 8 de cada 10 lares brasileiros, está em processo de transição para ingredientes biodegradáveis, reduzindo as emissões de carbono de seu processo produtivo, além de reduzir o plástico de suas embalagens. Com Omo para Diluir, por exemplo, a marca entrega uma fórmula seis vezes mais concentrada, ativo biodegradável e embalagens com 72% menos plástico na comparação com o Omo Líquido 3L, por exemplo.

Marcas que pensam a longo prazo

Por último, mas não menos importante, os consumidores devem apostar em empresas e marcas com compromissos ambientais a curto, médio e longo prazo, para que mudanças consistentes e estruturais possam ocorrer. A Unilever, uma das maiores fabricantes de bens de consumo, presente em 100% dos lares brasileiros, anunciou recentemente dois compromissos importantes para o meio ambiente, consumidores, indústria e cadeia dos negócios em que atua.

“Os problemas ambientais são urgentes e complexos. Queremos que, ao comprar nossos produtos, os consumidores façam parte de uma mudança sistêmica, significativa e real em prol de um futuro mais limpo e seguro para o meio ambiente e consequentemente para a sociedade. Um dos nossos objetivos é conscientizar a população a fazer escolhas mais sustentáveis no momento do consumo, mostrando que nossas marcas impactam positivamente a sociedade. Queremos que todos façam parte de um projeto de transformação que começa dentro de casa, no cotidiano, na gôndola do supermercado. Afinal, quando um consumidor escolhe um de nossos produtos, ele não compra apenas um produto. Ele apoia iniciativas”, conta Juliana Marra da Unilever.

Um dos anúncios foi referente ao movimento Beleza Positiva, sua nova visão e estratégia para a categoria de beleza e cuidados pessoais ao redor do mundo para os próximos dez anos. Os compromissos que se dividem em dois pilares – Pessoas e Planeta – e estabelece metas e ações progressivas para marcas como Dove, Seda, Lux, Rexona e Love Beauty and Planet em prol de uma indústria mais inclusiva. Outra iniciativa é o Programa Futuro Limpo, que teve investimento global de 1 bilhão de euros para promover, entre outras mudanças, o fim do uso de substâncias químicas derivadas de combustíveis fósseis até 2030. O Programa adota como estratégia os princípios da economia circular nas fórmulas e embalagens dos produtos para reduzir a pegada de carbono.

Vamos juntos tomar decisões de consumo mais responsáveis, tornando a sustentabilidade algo comum nas nossas vidas e carrinhos de compras?

Dia Mundial da Água: mais de 6 milhões de famílias brasileiras não recebem água encanada

ONG faz alerta para a falta de acesso a esse recurso em meio à segunda onda da pandemia

Hoje, no Dia Mundial da Água (22), o acesso a esse importante recurso natural é celebrado. Com dia instituído em 1992 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e protagonista de um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS 6), o direito à água segue sendo negado a milhões de pessoas no mundo todo. No Brasil, 6,1 milhões das casas brasileiras não contam com abastecimento diário de água (IBGE, 2019). São 18,4 milhões de brasileiros sem poder lavar as mãos e se higienizar todos os dias. Situação que é agravada pela segunda, e mais forte, onda da pandemia do Coronavírus.

Pia comunitária instalada em São Paulo -foto: Bianca Moreira/Habitat Brasil

Diante desse cenário, a Habitat para a Humanidade Brasil, organização que atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver, segue trabalhando para apoiar quem mais está sendo impactado pela pandemia.

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Desde o ano passado, a organização vem desenvolvendo projetos com foco em acesso à água, saneamento básico e higienização. Mais de 450 pias comunitárias já foram instaladas em favelas e regiões periféricas para que mais de 130 mil pessoas possam higienizar as mãos todos os dias. A Habitat Brasil também está beneficiando famílias de baixa renda com melhorias em suas casas a fim de eliminar as precariedades que podem agravar a transmissão do novo vírus. As obras emergências vão desde a instalação de caixas d’água, como a reforma de banheiros, e adequação nas casas para melhorar a circulação de ar. Talita mora na comunidade do Boqueirão, em São Paulo, e foi uma das beneficiadas pelo projeto.

Talita posa em frente ao novo baheiro – Foto: Bianca Moreira/Habitat Brasil

“Minhas crianças tinham medo de usar o vaso porque ele não estava bem fixado, tinham medo de usar o banheiro à noite porque não tinha luz de madrugada. Antes nem pia tinha pra gente escovar os dentes. A gente tinha que escovar no chuveiro. Também não tinha descarga, toda vez que a gente usava o banheiro tínhamos que encher um balde. A Habitat reformou tudo. Eu agradeço imensamente. Essa reforma fez muita diferença na minha vida e na dos meus filhos”, conta Talita. Cerca de 110 famílias já foram atendidas desde setembro de 2020.

No Nordeste, a organização ainda atua com a construção de cisternas para coleta e armazenamento da água da chuva. Mais de 500 cisternas já foram construídas na região do semiárido pernambucano, beneficiando famílias que convivem com a seca.

“Além disso, seguimos monitorando e pautando o poder público pela garantia desses direitos. Neste Dia Mundial da Água, queremos lembrar que a democratização do saneamento básico e da água potável são demandas urgentes do nosso país e não descansaremos até que esses direitos sejam garantidos a todas e todos”, conclui Socorro Leite, Diretora Executiva da Habitat para a Humanidade Brasil.

Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, desde 1992, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, água e saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades.

Natura Ekos e Gisele Bündchen se unem pela causa Amazônia Viva e pela beleza consciente

Em seu aniversário de 20 anos, a marca celebra suas ações na Amazônia, reforça seu compromisso em promover a conexão do indivíduo com a natureza através de seus produtos e modelo de negócios e anuncia Gisele Bündchen como embaixadora da marca na conservação da floresta

Há 20 anos, Natura Ekos surgia como uma marca vanguardista que, por acreditar na importância de compreendermos que somos natureza, trouxe uma proposta inédita: promover a união entre beleza, inovação e natureza, em uma rede sustentável de economia de floresta em pé.

Em 2021, Ekos celebra seu bem-sucedido modelo de negócio, que contribuiu ao longo desse período, para conservar dois milhões de hectares de floresta e reforça o seu papel como precursora do conceito de Biobeleza, trazendo Gisele Bündchen como aliada e embaixadora da marca. Pelo seu reconhecimento internacional e ativismo ambiental, Gisele assume esse posto para a marca Ekos, reforçando a causa “Amazônia Viva” da Natura.

Natura Ekos acaba de relançar toda a sua linha de produtos com fórmulas até 3x mais potentes, tornando ainda mais eficaz a categoria de produtos que constrói há anos, a de biocosméticos que ampliam o senso de beleza ao considerar o impacto positivo gerado nas pessoas e no planeta.

Com isso, a chegada de Gisele como embaixadora faz parte desse novo capítulo na história de Ekos. “Buscamos demonstrar que é possível desenvolver produtos excepcionais em performance e sensorial, ao mesmo tempo em que estabelecemos modelos de negócios que geram impacto positivo para toda a sociedade. Por essa razão, é com muito entusiasmo que anunciamos nossa parceria com Gisele Bündchen. Assim como Ekos, ela representa uma busca por uma beleza mais consciente e é engajada em causas urgentes relacionadas ao planeta e, especialmente, à Amazônia”, afirma Andrea Alvares, vice-presidente de Marca, Inovação, Internacionalização e Sustentabilidade da Natura.

“Para mim, é fundamental escolher produtos que façam bem para a nossa pele, mas que, em seu processo de fabricação, não prejudiquem o planeta. É importante ressaltar que podemos preservar o meio ambiente ao escolhermos produtos que valorizem a floresta e as pessoas que moram nela, empoderando as comunidades, gerando renda e construindo oportunidades de negócios sustentáveis”, comenta Gisele.

“Biobeleza é a combinação de fórmulas potentes que beneficiam nosso corpo, mas também ajudam a natureza a se regenerar”, completa a modelo e ativista que vê na parceria com Natura Ekos a possibilidade de amplificar a divulgação da mensagem sobre a importância de preservarmos a natureza: “Defendo a natureza porque sou parte dela e viver conectada e em harmonia com ela me traz alegria, faz parte da minha essência, de meu propósito de vida. Somos todos parte da natureza, por isso precisamos unir forças para promover mudanças significativas para que a floresta fique em pé e a natureza possa estar em equilíbrio e continuar nutrindo a todos nós”.

A vice-presidente da Natura lembra que a parceria entre Gisele e Ekos simboliza a importância da união para promover uma transformação positiva no planeta, que começa no indivíduo. “Há um poder transformador dentro de nós, no indivíduo, e que ganha força no coletivo que precisa ser ampliado”, conclui Andrea.

Desde o lançamento de Natura Ekos, nos anos 2000, a marca de cuidados pessoais estabelece um modelo de negócios que respeita os ciclos da natureza e contribui para a manutenção da floresta em pé. Atualmente, mais de sete mil famílias agroextrativistas fornecem insumos para o desenvolvimento das fórmulas e todo o processo produtivo é certificado pelo selo UEBT – que garante comércio justo, conservação da biodiversidade e relacionamento de confiança com a comunidade. Em 2019, a marca Natura lançou uma causa pública chamada “Amazônia Viva” que tem o intuito de promover a economia de floresta em pé como vetor de desenvolvimento para a Amazônia.

Pelo compromisso histórico da marca Natura com a sustentabilidade, as metas pela defesa da Amazônia foram intensificadas. No documento “Visão 2030: Compromisso com a Vida”, o grupo Natura &Co (que reúne Avon, Natura, The Body Shop e Aesop) mantém o compromisso público de zerar o desmatamento da Amazônia até 2025 ao manter articulação constante com diversas empresas, organizações e poder público em prol desse objetivo.

Fonte: Natura

Beleza consciente: você sabe escolher cosméticos sustentáveis?

Especialista explica termos e expressões para ajudar adeptas do consumo consciente na hora da compra

Muitas reflexões importantes vieram à tona no ano da pandemia, e uma delas foi o consumo consciente. Munidos de informação e postos a refletir sobre questões chave em decorrência das mudanças provocadas pela Covid-19, mais consumidores passaram a optar por produtos sustentáveis, que agridem menos o meio ambiente e também respeitem o bem estar dos animais. No mercado de beleza, sempre atento ao comportamento de compra, já se encontram produtos que atendem ao requisito, mas os rótulos ainda causam dúvidas entre o público.

Expressões como cosmético natural, orgânicos, veganos, biodinâmicos e cruelty free estão cada vez mais presentes nas embalagens, mas o que significam e o que está por trás da produção da elaboração dos produtos? Para ajudar, o especialista no assunto, Rafael Zarvos, especialista em Gestão de Resíduos Sólidos e fundador da Oceano Resíduos, criou um pequeno dicionário explicando tudo o que há para saber sobre os produtos eco-friendly. Confira!

Cosmético Natural – no Brasil não existe norma, portaria e nem diretrizes que regulamentem a classificação de “Cosmético Natural”. Adotamos aqui os conceitos da IBD, maior Certificadora da América Latina. Para que o cosmético possa receber um Selo de “Natural”, precisa utilizar matérias-primas naturais cujas substâncias sejam de origem vegetal, inorgânica-mineral ou animal (exceto vertebrados) e suas misturas. As matérias-primas derivadas do natural devem preferencialmente ser oriundas de insumos orgânicos. Insumos não naturais ou a partir de reações não permitidas a partir de uma substância natural, desqualifica seu uso em produtos cosméticos orgânicos ou naturais. São exemplos de matérias-primas proibidas: corantes sintéticos, fragrâncias sintéticas, polietilenoglicóis (PEGs), quaternários de amônio, silicones, conservantes sintéticos, dietanolamidas, derivados de petróleo etc. Os cosméticos naturais deverão destacar em seu rótulo quais ingredientes são naturais e/ou orgânicos e/ou oriundos de extrativismo certificado.

Cosméticos Orgânicos – baseado na sustentabilidade, usam produtos naturais e o seu manuseio não agride o meio ambiente. Precisam ser certificadas para receberem a denominação “Orgânico”. O cosmético a ser classificado como orgânico deve conter pelo menos 95% de matérias-primas orgânicas. Os cosméticos orgânicos devem destacar quais são os ingredientes orgânicos utilizados e deverão obrigatoriamente apresentar o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SISOrg) ou então o selo “IBD Orgânico”.

Cosméticos Veganos – produção que não utiliza matéria-prima de origem animal. Além disto, a empresa que cria o produto não pode fazer o teste final em animais bem como os fornecedores dos insumos devem comprovar que os ingredientes não foram testados em animais. É preciso prestar atenção na etiqueta para ver se o fabricante não está usando substancias derivadas do petróleo. Em 2013 a Sociedade Vegetariana Brasileira (SBV) criou um selo para certificar os produtos veganos.

Cosméticos Cruelty-free – produtos desenvolvidos e que não foram testados em animais. Exige-se ainda que a empresa implemente um sistema de monitoramento da cadeia de fornecedores. Atualmente existe um selo internacional, o “Leaping Bunny”,que garante que o produto é “Cruelty-Free”.Contudo, não significa que em sua composição não haja ingrediente de origem animal.

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Cosméticos Biodinâmicos – precursor do conceito orgânico, surgiu em 1924 na Polônia com uma abordagem holística, onde o produtor utiliza os conceitos da Homeopatia e do calendário lunar para cultivar a matéria-prima que será usada na produção. A agricultura biodinâmica utiliza os mesmos meios de produção orgânica, praticando a compostagem e utilizando substâncias vegetais e minerais para fazer a adubação. A sua produção é mais restrita. É considerado uma espécie de “Orgânico Premium”. Somente são considerados biodinâmicos se tiverem o selo “Demeter”.

Oceano Resíduos

Rafael Zarvos, 44 anos, empresário carioca e defensor do meio ambiente, fundou em junho de 2019 a Oceano Gestão de Resíduos como uma forma de ajudar a população no descarte de lixo poluente de maneira correta e contribuir com a diminuição de agentes poluentes nos mares e rios. A empresa faz a gestão de resíduos e coleta inteligente, responsável pela correta destinação do lixo produzido no dia a dia. O foco é principalmente nos chamados micropoluentes, substâncias de uso comum em nosso dia a dia que constituem uma ameaça emergente à qualidade de águas, rios, lagos, reservatórios, mares e oceanos, uma vez que inexiste tecnologia para remoção destas substâncias provenientes de esgotos sanitários e hospitais, com coleta domiciliar e planos adequados para cada necessidade.