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Climatério: severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos e suor noturno.

“Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”.

O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

“Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Cavalcante.

Início precoce ou tardio

Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa).

Janela de oportunidade

Infelizmente, não há evidências científicas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar a essa fase, melhor. Inclusive porque aquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta o médico.

“Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista.

A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular.

Alternativas aos hormônios

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De acordo com Cavalcante, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista.

Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência.

Quanto ao estudo citado no início do texto, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto.

“Isso significa fazer check-up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra o médico.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico ginecologista e obstetra, mestre e Doutor em Ginecologia, graduou-se em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA–SP), realizou Residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS, em São Paulo; Especialização em Endoscopia Ginecológica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPM-SP) e capacitação em Cirurgia Robótica no Intuitive Surgical Training Center, na Flórida (EUA). Possui títulos de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Especialista em Videolaparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Inhame é alternativa natural ao tratamento dos sintomas da menopausa

Nutricionista Adriana Stavro destaca os benefícios do tubérculo, também conhecido como cará

Muitas mulheres buscam alternativas às terapias hormonais para o tratamento dos sintomas da menopausa para amenizar os efeitos associadas a queda dos estrógenos, que causam fogachos, desordens do sono, dor nas articulações, instabilidade de humor, cefaleias e pode levar ao aparecimento de doenças como osteoporose, hipertensão e depressão.

Entre as opções mais populares está o inhame (Dioscorea villosa). A raiz do tubérculo contém um fitoestrógeno chamado diosgenina, uma substância vegetal que tem estrutura similar ao estrogênio humano. Estudos mostram que o consumo diário, é uma alternativa natural ao tratamento na melhora dos sintomas da menopausa.

Algumas sugestões de consumo:

Bernadette WurzingerPixabay

· Salada: cozinhar, ralar, e temperar com azeite, sal e limão. Acrescentar outros vegetais a gosto.

· Suco: cozinhar, descascar, ralar e adicionar em sucos de frutas.

Katharina Klinski/Pixabay

· Cozido: cozinhar sem casca, inteiro ou em pedaços, no vapor ou na pressão e temperar com azeite, cebolinha, salsinha e gengibre a gosto. Pode servir acompanhando uma proteína grelhada.

Chá de inhame

Foto meramente ilustrativa

Ingredientes
· casca de 1 inhame (bem lavada e higienizada)
· 250 ml de água filtrada.

Modo de preparo:
Leve a casca já lavada e higienizada com a água em um bule para chá e deixe ferver por cerca de 5 minutos. Tampe e deixe em infusão até esfriar. Sirva em seguida coado. Tomar 1 xícara ao dia.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Como o envelhecimento afeta seu sono

Conforme você envelhece, é provável que surjam mudanças em seus padrões de sono. Você pode achar mais difícil dormir – e ficar assim – do que antes. Você pode se sentir cansado durante o dia e querer tirar uma soneca. Você não está sozinho: muitos homens e mulheres com mais de 50 anos têm problemas para dormir. Muitas coisas podem afetar a qualidade do seu descanso e, às vezes, há mais de uma causa em jogo.

Dor

Artrite, problemas nas costas, DRGE (doença do refluxo gastroesofágico), diabetes e outras doenças relacionadas à idade podem causar dores que o acordem. Em alguns casos, a fisioterapia ou a cirurgia podem ajudar com dores nas costas. Caso contrário, seu médico poderá tratá-lo, bem como outras doenças subjacentes. Os analgésicos de venda livre podem diminuir a dor e a inflamação.

Doença Neurológica

Parkinson

Esses tipos de doenças causam problemas com sinais elétricos no cérebro e no sistema nervoso. A doença de Parkinson pode causar movimentos que o acordem ou perturbem seu sono de outras maneiras. E o Alzheimer perturba e agita algumas pessoas bem na hora em que normalmente vão dormir. Seu médico pode ajudá-lo a tratar os sintomas dessas doenças.

Remédios

Medicamentos para doenças cardíacas, hipertensão, Parkinson e problemas de tireoide – todos mais comuns com o aumento da idade – podem interromper seu sono. E a idade pode tornar os efeitos de alguns medicamentos mais propensos a mantê-lo acordado, como o estimulante pseudoefedrina em descongestionantes de venda livre. O seu médico pode ajustar ou alterar a sua medicação se ela parecer afetar o seu sono.

Acordando para fazer xixi

Se isso acontecer mais de uma vez por noite, seu médico pode concluir que seja noctúria. Isso tende a acontecer mais conforme você envelhece e pode ser devido a doenças, como diabetes, insuficiência cardíaca ou infecção, inflamação e outros problemas de bexiga relacionados à idade. Pode ajudar a evitar cafeína e álcool no final do dia. Seu médico pode prescrever comprimidos de água (diuréticos) para ajudá-lo a fazer xixi no início do dia, ou outros medicamentos que diminuem a necessidade de ir ao banheiro.

Menopausa


À medida que você para de menstruar na meia-idade, seu corpo lentamente para de produzir os hormônios progesterona e estrogênio. Isso geralmente causa ondas de calor em que uma onda de adrenalina a acorda. Isso pode acontecer muitas vezes por noite. Elas podem fazer você ficar muito quente e suar – às vezes muito. Seu médico pode prescrever hormônios para interromper esses flashes e ajudá-la a dormir.

Mudanças no ritmo do sono


Conforme você envelhece, você tende a ficar com mais sono no início da noite e acordar mais cedo. Pode ajudar ouvir seu corpo conforme isso muda, para que suas horas de sono estejam mais em sintonia com os ritmos naturais de seu corpo. Você pode ir para a cama com uma rotina relaxante à noite. Leia um livro ou ouça uma música suave. Um banho ou ducha quente e alguns exercícios leves de alongamento também podem causar sonolência.

Apneia do sono

É quando você ronca tão intensamente que interrompe repetidamente a respiração enquanto dorme – às vezes centenas de vezes por noite. Pode afetar qualquer pessoa, mas é mais provável depois dos 40 anos. Você pode perceber que está grogue no dia seguinte por falta de sono. Às vezes é porque você está com alguns quilos a mais, mas nem sempre. Um médico pode fazer exames para ver se você tem e ajudá-lo a tratá-lo.

Síndrome das pernas inquietas

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Faz com que suas pernas se movam quando você não quer. Pode mantê-lo acordado com sensações estranhas nas pernas: elas podem formigar, ou você pode sentir sua pele se arrepiar ou ter uma sensação de “alfinetes e agulhas”. Quando inclui os braços, é chamada de distúrbios do movimento periódico dos membros, ou DMPM. Cerca de 20% das pessoas com 80 anos ou mais têm SPI. Mais do que isso, têm alguma forma de DMPM. O seu médico pode ajudá-lo a controlar os seus sintomas.

Saúde mental

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Novos problemas de saúde mental, como depressão, podem surgir com a idade. Pessoas com depressão, transtorno bipolar e outros transtornos do humor têm maior probabilidade de ter problemas de sono. Pode ser um evento repentino ou um período difícil em sua vida. Ou pode ser que os eventos do dia a dia comecem a preocupá-lo mais do que antes (ansiedade). Fale com o seu médico se as preocupações ou o seu humor parecem interferir no seu sono.

Cochilos

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Conforme você envelhece, pode ter mais tempo extra para cochilar durante o dia, seja por acaso ou propositalmente. Mas se você não está dormindo à noite, cochilos podem não ser uma boa ideia, especialmente no final da tarde ou à noite. Você pode não se sentir cansado na hora de dormir ou dormir bem. Isso pode levar a um ciclo que perturba sua rotina normal de sono e tornar mais difícil o acordar de manhã.

Problemas de coração

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Falta de ar por insuficiência cardíaca, dor no peito por angina, pulso acelerado por fibrilação atrial: todos esses problemas cardíacos podem interferir no seu sono. E menos sono pode piorar esses problemas cardíacos, o que leva a um ciclo infeliz. Converse com seu médico sobre qualquer um desses sintomas. Se você tiver uma doença subjacente, descubra como pode controlá-la com mudanças no estilo de vida, medicamentos, cirurgia ou outros tratamentos.

Ajude seu sono: faça uma lista

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O sono pode ser difícil se sua mente estiver ocupada com todas as coisas que você precisa fazer amanhã. Você pode reduzir esse estresse se dedicar apenas alguns minutos para organizar seus pensamentos em uma lista de “tarefas a fazer”. Isso pode ajudá-lo a dormir melhor esta noite. E também fornece um guia pronto sobre como agir no dia seguinte.

Ajude a dormir: desligue o celular

A luz artificial após o anoitecer pode atrapalhar seu sono. A luz azul de dispositivos eletrônicos como smartphone e laptop é especialmente ruim porque reduz os níveis de melatonina. Telas especiais podem filtrar parte dessa luz. Alguns dispositivos têm configurações de “turno noturno” que ajudam a removê-lo. Mas a melhor coisa a fazer é desligar eletrônicos o mais cedo possível.

Ajude seu sono: menos álcool

WebMD

Você pode sentir sono depois de um ou dois drinques, mas, mais tarde, isso pode acordá-lo continuamente durante a noite. Ele perturba o importante estágio REM do sono e pode interferir na respiração. Também faz você urinar mais, o que significa que pode ter que se levantar e ir ao banheiro. Beber menos no final da tarde e à noite antes de dormir pode ajudar.

Ajude seu sono: menos cafeína


Não é apenas no café e no chá. Está em refrigerantes, chocolate, bebidas energéticas e analgésicos de venda livre. Pode dificultar o sono. Também pode diminuir a quantidade ou a qualidade do seu sono, especialmente à medida que você envelhece. Mesmo seis a oito horas antes de dormir pode ter um efeito. Fique longe dela à tarde e à noite, principalmente se tiver problemas para dormir.

Fonte: WebMD

Linha Vitasay50+ ganha novos itens

Pensando em manter a vitalidade e qualidade de vida do público 50+, a marca apresenta três novos produtos: Vitasay50+ Vitaly, Vitasay50+ Serenne e Vitasay50+ Pró Ômega 3

O corpo humano requer cuidados específicos em cada fase da vida e, com a chegada dos 50 anos, algumas vitaminas e minerais podem precisar de suplementação para que o organismo continue funcionando plenamente. Vitasay50+, linha de suplementos alimentares especialista nesta faixa etária, produziu fórmulas com concentrações adequadas de vitaminas, minerais e outros nutrientes. Em 2020 Vitasay50+ traz para o mercado três novos produtos para auxiliar na melhora da libido, humor e qualidade do sono e também manter a saúde do coração.

Conheça os lançamentos:

Vitasay50+ Vitaly: energia e vigor da maca peruana com guaraná associado a vitaminas e minerais. Com a chegada da menopausa, as mulheres podem sofrer uma queda na libido, principalmente por fatores hormonais. A proposta de Vitaly é justamente atender as queixas destes sintomas.

Vitasay50+ Serenne: o sono é vital para o corpo humano, sendo importante para renovar as energias, regular o metabolismo e, liberar hormônios essenciais, como a serotonina, responsável pela sensação de prazer. No entanto, assim como outras características do corpo, o sono muda com a idade, se tornando motivo de preocupação para adultos maduros, que passam a acordar com mais frequência à noite. Por isso, Vitasay50+ Serenne combina o aminoácido triptofano com as vitaminas B3, B6 e ácido fólico. O triptofano auxilia na produção de serotonina, melhorando o humor e a qualidade do sono.

Vitasay50+ Pró Ômega 3: segundo a OMS, em 2015 as doenças cardiovasculares representaram 31% de todas as mortes em nível global, e o ômega 3 pode ser um grande aliado para manter a saúde do coração em dia. Com a tecnologia Low Reflux, patenteada na Europa que proporciona um menor sabor residual de peixe após o consumo, Vitasay50+ Pró Ômega 3, traz 2.000mg de óleo de peixe.

“Estamos constantemente observando as principais necessidades do nosso público, que já supera os 54 milhões de pessoas no Brasil. Vitasay50+ tem como propósito ajudar mulheres e homens que chegaram aos 50 anos a viver com vitalidade essa fase da vida. Muitos já criaram os filhos, a base de toda uma vida, e agora quando começam a ter mais tempo para aproveitar, empreender e viajar, a saúde do corpo precisa acompanhá-los”, comenta Jurema Aguiar de Araujo, Diretora de Marketing da Hypera Pharma.

A linha Vitasay50+

A linha completa de Vitasay50+ tem formulações e concentrações adequadas de vitaminas e minerais. A linha conta com cinco formulações, além dos lançamentos acima:

• Vitasay50+ A-Z Homem – Energia E Concentração
• Vitasay50+ A-Z Mulher- Energia E Disposição
• Vitasay50+ Vitaly- Auxilia na melhora da Libido
• Vitasay50+ Serene – Humor e qualidade do sono
• Vitasay50+ Pró Ômega 3 – Ômega

Informações: Vitasay

Ginecologista aponta algumas condições que podem causar irritação vaginal

Eloisa Pinho também dá dicas para prevenir e identificar as principais causas do surgimento de coceira, ardor e secreção na vagina

Quando há algo de errado com o nosso organismo, nosso corpo apresenta uma série de sinais de alerta. Por exemplo, quando a saúde da pele é prejudicada, um dos primeiros sintomas a surgir é um processo irritativo da região afetada. Mas, engana-se quem acredita que a irritação é um sintoma de alerta que se restringe à pele, já que também pode atingir outros locais do corpo que estão sofrendo com algum tipo de alteração ou desequilíbrio, incluindo a vagina.

“Caracterizada pela presença de coceira, queimação e secreção na vagina e na vulva, a irritação vaginal é geralmente causada por fatores como alterações hormonais, que ocorrem durante o período menstrual e a menopausa. Isso acontece porque a vagina contém uma série de bactérias responsáveis por protegê-la de agressores externos e qualquer desequilibro hormonal pode causar uma alteração nessa composição, favorecendo o surgimento de irritação. Mas, nesses casos, o problema surge em breves episódios e, geralmente, resolve-se sem tratamento. Porém, quanto torna-se intensa, recorrente e persiste por longos períodos, a irritação pode ser sinal de uma condição mais séria e que pode representar riscos à saúde”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Então, para ajudar aqueles que sofrem com o problema, a especialista listou as principais causas da irritação vaginal. Confira:

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Vaginose bacteriana: de acordo com a médica, a vaginose bacteriana figura entre as razões mais comuns para a irritação vaginal, ocorrendo devido a uma mudança no pH da vagina com consequente desequilíbrio na microflora bacteriana local. “Além da irritação, a vaginose bacteriana também é caracterizada pela presença de corrimento amarelado, bolhoso e de odor fétido, o que muitas pessoas chamam de ‘cheiro de peixe podre’”, completa.

Infecção fúngica: “Similar à vaginose bacteriana, a infecção fúngica também é causada por um desequilíbrio do pH vaginal, além de fatores como estresse, uso de antibióticos, práticas sexuais e mudanças na dieta, sendo que mulheres diabéticas são um dos grupos com maior predisposição a sofrerem com o problema”, afirma a ginecologista. “Também causando irritação, a condição pode ser diferenciada da vaginose pela aparência do corrimento, que é mais espesso e esbranquiçado.”

Vaginite atrófica: a vaginite atrófica, ou atrofia vaginal, é caracterizada pelo ressecamento e inflamação da vagina devido à diminuição da produção de estrogênio. “Ocorrendo geralmente na menopausa, mas podendo se desenvolver também durante a amamentação ou devido a condições que afetam a produção natural de estrogênio, a vaginite atrófica pode ser identificada pela presença de irritação e corrimento na região intima, além de ressecamento vaginal, dor ao urinar, necessidade constante de ir ao banheiro, incontinência urinária, infecções do trato urinário e desconforto e sangramento durante relações sexuais”, diz a médica.

Alergias e dermatites: certos produtos que entram em contato com a região íntima podem causar hipersensibilidade com consequente surgimento de irritação vaginal. “Os principais culpados são os produtos que contam com fragrâncias, incluindo preservativos, sabonetes, espermicidas e lubrificantes. Absorventes e roupas intimas de tecidos sintéticos também favorecem o surgimento de irritação na região. Nesses casos, o problema fica ainda pior caso a região seja repetidamente exposta ao produto que causou a irritação”, destaca Eloisa.

ISTs: muitas infecções sexualmente transmissíveis apresentam irritação como sintoma. Porém, entre elas, a tricomoníase é uma das principais causadoras do problema. “É uma infecção sexualmente transmissível muito comum causada por um protozoário que afeta principalmente a vagina, a vulva e o colo do útero. Geralmente, o quadro da tricomoníase é assintomático, mas podem surgir sintomas como corrimento amarelo-esverdeado, irritação e odor fétido, sendo assim sintomaticamente muito parecida à vaginose, diferenciando-se pela coloração do corrimento, que, como dito, é mais esverdeado. E, se não tratada, a condição pode evoluir para uma doença inflamatória pélvica e até mesmo causar infertilidade”, alerta a especialista.

A boa notícia é que grande parte das causas da irritação vaginal pode ser prevenida por meio de cuidados básicos, como higienizar a região íntima diariamente e enxugar bem a área para evitar que fique úmida, o que a torna um ambiente propicio para a proliferação de fungos e bactérias.

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“Na hora da higienização, opte por produtos hipoalergênicos e que sejam formulados especialmente para a região íntima. Além disso, cuidado com o uso de sabonetes bactericidas e duchas vaginais, que causam alterações na microbiota responsável pela proteção da região”, aconselha a médica. “Evite ainda utilizar roupas íntimas sintéticas, dando preferência para aquelas que são feitas de tecidos que permitam a respiração adequada da região íntima, como o algodão. E sempre use preservativo para ter relações sexuais.”

No entanto, caso você apresente irritação vaginal persistente, o mais importante é consultar um médico, já que apenas ele poderá diagnosticar o problema corretamente e recomendar o melhor tratamento para cada caso, que pode variar dependendo da causa da irritação. “Por exemplo, enquanto alterações hormonais podem ser tratadas através de cremes hormonais tópicos ou a substituição da pílula anticoncepcional, alergias e dermatites são solucionadas apenas com a interrupção da utilização do agente causador do problema. Por fim, infecções bacterianas e fúngicas, assim como IST’s, podem ser resolvidas por meio do uso de antibióticos tópicos e orais”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Yoga hormonal: o que é e como funciona?

Por: Caroline Schwab

A yoga hormonal é uma forma energética de yoga em combinação com exercícios de energia tibetana. Destina-se a prevenir e neutralizar os sintomas da menopausa, mas também pode ajudar com outras formas de desequilíbrios hormonais.

A série de exercícios da yoga hormonal é composta de asanas (posturas) que atuam diretamente nas glândulas e órgãos produtores de hormônios femininos, como os ovários e a tireoide.

Os exercícios de respiração e a subsequente orientação energética às glândulas hormonais reforçam esse efeito.

Para que você possa entender mais sobre a yoga hormonal e como ela funciona, eu preparei o artigo de hoje sobre o assunto. Confira!

De onde vem a yoga hormonal?

A brasileira Dinah Rodrigues (nascida em 1927) desenvolveu a yoga hormonal. Ela é uma filósofa e psicóloga qualificada e pratica e ensina yoga há mais de 40 anos.

Graças à prática intensiva de hatha yoga, ela conseguiu superar a menopausa sem sintomas e, subsequentemente, desenvolveu a yoga hormonal em 1992.

Em 1993, ela conduziu um estudo para comprovar cientificamente os efeitos da yoga hormonal nos sintomas de desequilíbrio hormonal.

O estudo mostrou que essa terapia pode aumentar os níveis de hormônio em até 200% por meio da prática regular. Partes do estudo e estudos de caso podem ser encontradas em seu livro “Hormon-Yoga”.

Como funciona a yoga hormonal?

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A yoga hormonal funciona por meio de uma combinação inteligente de asanas, ou seja, posturas, respiração e gerenciamento de energia. Esta combinação muito especial e muito eficaz distingue claramente a yoga hormonal de outros estilos de ioga.

Essa terapia é baseada na orientação do Prana – a energia vital que flui pelo nosso corpo. Os exercícios hormonais de yoga ativam o prana e usam a visualização para direcioná-lo às glândulas hormonais, como a tireoide, as suprarrenais e os ovários.

Para este propósito, a respiração Ujjayi é praticada em asanas selecionados. A combinação de asanas e respiração ajuda a ativar a prana rapidamente e, ao mesmo tempo, a massagear e estimular as glândulas hormonais relevantes.

Os chamados bandhas, bloqueios corporais, são ajustados de forma que a energia liberada permaneça no corpo. Além disso, é usada uma forma tibetana de controle de energia, com a qual o prana é enviado especificamente para as áreas desejadas do corpo.

Como o estresse é muito prejudicial à produção dos hormônios femininos estrogênio e progesterona, os exercícios de relaxamento também são uma parte importante de qualquer prática de yoga hormonal.

Essa terapia hormonal é um sistema holístico e, além da produção de hormônios, tem um efeito positivo no metabolismo, no sistema imunológico e na circulação.

A longo prazo, o aumento da produção de hormônios também pode prevenir doenças como a osteoporose ou doenças cardiovasculares.

De fato, com a yoga hormonal, encontramos uma combinação de diferentes técnicas de diferentes tradições. Essa combinação é o que torna a yoga hormonal tão eficaz. A adição de técnicas de relaxamento e exercícios de meditação completam o sistema perfeitamente.

Quais são os benefícios?

Foto: Jenia Nebolsina/Pixabay

De fato, há uma grande variedade de motivações que levam as mulheres à essa terapia. As mulheres jovens muitas vezes fazem a yoga hormonal com o obejtivo de que a prática as ajude a engravidar ou para amenizar problemas menstruais ou de ciclo.

A yoga hormonal é adequada para muitas mulheres. Você pode recomendá-la para (quase) todas as mulheres a partir dos 35 anos, já que a produção natural de hormônios começa a diminuir.

Essa terapia é um caminho de exercício holístico e seu efeito é direcionado a diferentes níveis. Ela nos apoia tanto física quanto mentalmente, combinando exercícios corporais e respiratórios com técnicas de relaxamento e elementos meditativos.

Isso, por sua vez, é particularmente importante para as mulheres de hoje que desejam combinar família e trabalhar bem – senão perfeitamente -, já que nosso sistema hormonal é suscetível ao estresse, o que é particularmente perceptível em nossos tempos acelerados.

Yoga hormonal e menopausa

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Dinah Rodrigues desenvolveu a yoga hormonal para que as mulheres possam se preparar preventivamente para a menopausa e aliviar com eficácia os sintomas da menopausa de forma natural.

A menopausa significa o fim da menstruação e da reprodução, pois os ovários cessam gradualmente a sua atividade durante esta fase. A produção de hormônios femininos, como o estrogênio, diminui e os níveis hormonais caem.

A deficiência hormonal traz uma série de sintomas de intensidade variável em um nível físico e psicológico. Durante esta fase, as mulheres sofrem de sintomas físicos como queda de cabelo, dores de cabeça, fogacho, problemas nas articulações ou pele seca.

A queda dos hormônios também pode se manifestar no nível emocional, podendo causar desequilíbrios emocionais, inquietação, apatia geral e, em alguns casos, até depressão.

Por muito tempo, os médicos compensaram a queda do estrogênio tomando hormônios artificiais. A terapia de reposição hormonal, por um lado, não funciona para muitas mulheres e, por outro lado, muitas vezes tem efeitos colaterais prejudiciais, como um aumento do risco de câncer de mama ou trombose.

Não apenas antes, mas também durante a menopausa, a yoga hormonal pode ajudar a controlar as queixas físicas relacionadas aos hormônios.

Já aos 35 anos de idade, o nível de estrogênio nas mulheres começa a diminuir lentamente. Portanto, as mulheres podem se beneficiar com essa terapia nessa idade.

Gostou de saber mais sobre a yoga hormonal? Então não deixe de acompanhar os demais artigos do blog, tenho muitas outras novidades para você!

Fonte: Blog Evi Brasil

Quatro mitos sobre o ganho de peso na menopausa

Por Sally Kuzemchak*

Estar na casa dos 40 anos significa que as conversas com amigos geralmente incluem alguém declarando tristemente: “Minha calça não serve mais!” ou “Ganhei 2,5 quilos e não tenho ideia do motivo!” Todos nós concordamos com simpatia porque podemos nos identificar.

O ganho de peso na meia-idade é real. É também uma das maiores preocupações que as mulheres têm em torno da menopausa, de acordo com o novo livro The Menopause Diet Plan (O plano de dieta da menopausa em tradução livre), de Hillary Wright, e Elizabeth M. Ward. “Um dos erros que todos cometemos é não falar o suficiente sobre a menopausa e não educar as mulheres sobre as mudanças pelas quais o corpo passará”, diz Elizabeth. “Isso faz com que as mulheres sejam pegas de surpresa quando o número na balança aumenta e suas roupas não servem mais”.

Aqui estão alguns equívocos comuns sobre o ganho de peso na meia-idade – além dos fatos, para que você possa entender o que está acontecendo e tomar medidas para se sentir melhor física e emocionalmente.

Mito 1: o ganho de peso na menopausa é sua culpa.

Esqueça a acusação insultuosa e gasta de “se deixar levar”. De acordo com as autoras do livro, é um simples fato que muitas mulheres ganham cerca de 1,5 quilo por ano em seus 40 e 50 anos. Isso se deve a algumas coisas: o metabolismo desacelera naturalmente com a idade. Você também perde músculos na meia-idade (e os músculos queimam mais calorias do que gordura). Além disso, níveis mais baixos de estrogênio podem levar a mais gordura na cintura.

Mito 2: o ganho de peso não acontece até a menopausa.

O ganho de peso na verdade começa na perimenopausa, os anos que antecedem a menopausa (que é oficialmente definida como 12 meses consecutivos sem menstruar). Essa transição para a menopausa pode levar até dez anos.

Mito 3: ganhar quilos extras perto da menopausa não é grande coisa.

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Claro, algum ganho de peso próximo à menopausa está relacionado à aparência – e ao inconveniente de aumentar o tamanho das roupas. Mas as autoras alertam que o excesso de peso também pode aumentar o risco de doenças que ocorrem com mais frequência com a idade, como diabetes tipo 2, doenças cardíacas e câncer. O peso extra também pode piorar as ondas de calor.

Mito 4: não há nada que você possa fazer a respeito do ganho de peso na menopausa.

Embora o ganho de peso seja normal na meia-idade, existem algumas etapas que você pode tomar para retardá-lo, pará-lo ou perder os quilos que você ganhou:

Adicione (ou intensifique) o treinamento de força: o metabolismo diminui com a idade, em grande parte por causa da perda muscular, diz Elizabeth. Portanto, preservar e até mesmo construir músculos agora é fundamental. Todos os exercícios podem ajudar a queimar calorias, o que ajuda no controle de peso. Mas ela recomenda exercícios de resistência desafiadores, como musculação, pelo menos duas vezes por semana (além de outras atividades como caminhar) para se manter forte e ajudar a combater o ganho de peso. Bônus: os exercícios também podem ajudar com os efeitos colaterais da menopausa, como problemas com o sono, mau-humor e baixo nível de energia.

Foto: Visual Hunt/CC

Seja mais esperta QUANDO você come: “Comer após o pôr do sol ou próximo do pôr do sol não está em harmonia com a maneira como nosso corpo processa melhor os alimentos, que é no início do dia”, diz a nutricionista. Ela acrescenta que é comum as mulheres não comerem o suficiente durante o dia e ficarem com tanta fome no jantar que comem muito mais calorias do que precisam – o que também contribui para problemas de controle de peso.

Evite dietas drásticas: elas podem funcionar em curto prazo, mas a maioria é muito baixa em calorias e nutrientes – portanto, são insustentáveis. Você acaba se sentindo como se tivesse falhado quando ganha de volta o peso (e muitas vezes, mais que antes). Fazer pequenas mudanças em seus hábitos alimentares é uma abordagem muito melhor para a saúde e felicidade em longo prazo, diz Elizabeth.

Concentre-se em proteínas e carboidratos mais inteligentes: há um equívoco de que você tem que “cortar os carboidratos” para perder peso na meia-idade. Mas os alimentos ricos em carboidratos incluem frutas, vegetais, laticínios como iogurte natural e grãos inteiros como aveia. “Esses alimentos são ricos em vitaminas, minerais e fibras de que as mulheres precisam para uma boa saúde e não queremos que elas os eliminem em nome da perda de peso”, diz a nutricionista. Priorizar esses alimentos em vez de outros com baixo teor de carboidratos, como biscoitos, batatas fritas e sorvete, é uma abordagem melhor. Incluir proteínas nas refeições e lanches também é fundamental.

Mas o fato é que todos os corpos mudam ao longo da vida. Se seu corpo pós-menopausa parece diferente de seu corpo de 20 e poucos anos, isso é normal e tudo bem. É natural lutar para abraçar as mudanças, mas como Elizabeth sugere, tente se concentrar em como comer alimentos nutritivos e ser fisicamente ativa estão fazendo você se SENTIR. Ao compartilhar sua própria experiência, a nutricionista diz que, embora ela tenha perdido a maior parte do peso que ganhou por volta da menopausa, ela prefere desfrutar de chocolate todos os dias e uma ou duas taças de vinho nos fins de semana do que perder os últimos quilos. “É importante ter equilíbrio na vida”, diz ela.

*Sally Kuzemchak é nutricionista registrada em Columbus, Ohio. Repórter e escritora premiada, Sally já teve artigos publicados em revistas como Health, Family Circle e Eating Well e é editora colaboradora da revista Parents. Ela é a autora do livro The 101 Healthiest Foods For Kids. Ela tem um blog no Real Mom Nutrition, uma zona “sem julgamentos” sobre alimentação familiar.

Fonte: WebMD

Menopausa: entenda os efeitos para a pele desta fase da vida

Com a chegada da menopausa, as mulheres sentem muitas mudanças físicas e também emocionais. Devido à diminuição dos hormônios femininos e colágeno, nesta fase o aparecimento de rugas e manchas é acelerado. Além das mudanças, é preciso também estar atentas a cada tipo de pele e o que cada uma necessita. O ideal é seguir um tratamento de acordo com as particularidades de cada pele.

Segundo Karla Lessa — médica e proprietária do Instituto Lessa, em Vitória (ES) —, após os 50 anos, a mulher começa a deixar de ovular, por isso os sintomas da menopausa e as alterações hormonais importantes começam a ocorrer. “Aos poucos, a produção de estrogênio e progesterona cai, diminuindo também a produção de fibras de elastina e colágeno. Isso gera um aumento da flacidez, perda de elasticidade e tônus”.

Essas mudanças resultam em uma pele mais fina, frágil e ressecada, devido a diminuição da renovação celular e da secreção sebácea. No entanto, mantendo uma boa rotina de saúde e beleza você pode diminuir a intensidade desses efeitos, para que a pele permaneça bonita por mais tempo.

Karla separou algumas dicas do que fazer neste período:

– Na higienização, opte por loções que proporcionam limpeza profunda, mantendo a umidade natural da pele;
– O uso de tônico facial ou água termal é importante. Eles equilibram o pH da pele além dos fatores antioxidantes;
– Os hidratantes devem ser em creme ou loção cremosa, de preferência associados a substâncias que tratem as principais necessidades: como agentes tensores, antioxidantes e clareadores;


– Os cremes para tratamento faciais nessa fase, devem conter elementos como: vitamina C e E, retinol, ácido glicólico, ácido lático, ácido hialurônico, fosfolipídios de caviar, niacinamida, pantenol, resveratrol, chá verde e coenzima Q10, que têm ação antioxidante ou provocam um efeito tensor e hidratante, melhorando também a textura da pele;
– Ativos específicos para a área dos olhos devem ser usados diariamente. A pele desta região é mais fina e delicada e, após os 50 anos, envelhece mais e precocemente, ficando mais flácida, menos elástica e com maior propensão às rugas;
– À noite, deve-se usar a água micelar como demaquilante diário;


– Sobre a proteção solar, os filtros solares com ação de barreira, preservando a nutrição da pele são os indicados.

Já os procedimentos complementares são: bioestimuladores de colágeno, peelings, toxina botulínica, preenchimento, fios de PDO, lasers e até cirurgia para lifting facial. A médica indica que eles podem ser recomendados com a finalidade de amenizar os sinais do tempo na pele e a flacidez.

Fonte: Karla Lessa é capixaba e especialista em saúde e beleza. Atualmente atende seus pacientes no Instituto Lessa, juntamente com seu marido, do qual é proprietária, em Vitória- ES.

Livro sobre menopausa retrata histórias divertidas e sensíveis que vão do ódio ao amor

Autora Leila Rodrigues compartilha com o leitor sobre como reagiu aos inúmeros sintomas dessa etapa que é pouco difundida

A menopausa é a soma de duas palavras gregas que significam mês e fim. Depois de passar por um período de altos e baixos, a autora, nascida no interior de Minas Gerais, Leila Rodrigues, decidiu compartilhar sobre este assunto pouco difundido: a menopausa e o climatério. Assim, por meio de crônicas, nasceu o livro Hormônios, me ouçam!, publicado pela Literare Books International.

O caso de amor e ódio que viveu durante oito anos com sintomas de enxaqueca, insônia, ganho de peso, calorão, “chororô”, e mau-humor, entre outros, fez Leila perceber que ninguém nos prepara para essa surpresa da vida, e que teve por si só entrar nesse mundo desconhecido e silencioso.

Na obra, aponta-se que 35% das mulheres têm vergonha de falar que estão na menopausa. Esse foi um dos fatores que fizeram com que a autora não só vivesse essa metamorfose, mas mergulhasse no mundo das palavras. Leila também explica a diferença entre dois termos: o climatério significa período crítico e abrange a partir do começo dos sintomas ao término definitivo. Enquanto a menopausa é classificada 12 meses após o cessar permanente da menstruação.

Com essa bagagem de experiência de quem viveu na pele, a autora conta de maneira bem-humorada tudo o que sentiu, são crônicas para o leitor rir e se identificar, além de se informar sobre um universo que não deveria ser confidencial.

Em um dos capítulos, ressalta-se a importância de ter uma rede de apoio para esses momentos, que vão desde a família a amigas verdadeiras. Para Leila, “envelhecer não é uma escolha, ser feliz, sim”. Por isso, a autora abraçou a causa e ajuda mulheres a pensarem que a menopausa pode, sim, ser vivida com mais autoestima e qualidade de vida.

Sobre a autora

Leila Rodrigues é palestrante, escritora e desenvolveu sua carreira como empresária no segmento de tecnologia. Partindo da sua experiência pessoal com a menopausa precoce, Leila Rodrigues se tornou uma estudiosa do assunto e fez desse tema a sua causa. Colabora, por meio de palestras e orientações nas redes sociais, para que as mulheres passem pela menopausa com mais dignidade, qualidade de vida e alegria de viver.

Atua também como cronista em jornais e revistas na sua região. Nascida no interior de Minas Gerais e criada junto aos três irmãos, Leila Rodrigues carrega nas suas crônicas a simplicidade de suas raízes e a força da sua própria trajetória. É casada, mãe de dois filhos e hoje vive em Divinópolis/MG com a família.

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Hormônios, me ouçam!
Autora: Leila Rodrigues
Editora: Literare Books International
Páginas: 123
Preço: impresso – R$ 34,90 / Kindle – R$ 24,90
Disponível na versão física e digital, para esta última, clique aqui.

Por que o cabelo muda de textura com o tempo?

O cabelo muda de textura naturalmente algumas vezes ao longo do tempo. Porém, a mudança pode estar relacionada a diversos fatores. Kédima Nassif explica os casos mais frequentes e traz alguns conselhos

O tempo passa para tudo e todos, inclusive para os fios de cabelo. Por isso, com o passar dos anos, é comum notar mulheres que se queixam de que a estrutura do cabelo mudou, tornando-se mais ralo e sem forma.

cabelos longos mulher jovem

“O cabelo possui diversas fases. Quando nascemos, nossos primeiros fios são muito finos e sem pigmento. Ao longo do nosso crescimento, nossos fios geralmente passam a ter pigmentação e o nosso cabelo adquire maior volume. A partir dos 50 e 55 anos iniciam um processo de afinamento e após os 60 o cabelo retorna a sua origem, tornando-se cada vez mais ralo e sem volume”, explica Kédima Nassif, Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar.

Como sabemos, além do envelhecimento natural, as mudanças hormonais também influenciam na mudança das características dos fios; como exemplos, temos a puberdade e a menopausa.

“Na puberdade, devido ao estímulo dos andrógenos sobre as glândulas sebáceas, o couro cabeludo adquire maior oleosidade do que em qualquer outra fase da vida. Isso faz com que os cuidados com os cabelos nesse período tenham suas peculiaridades, dependendo do tipo, do estilo de vida e do estilo do cabelo. Já a menopausa é marcada pela redução da produção do hormônio estrogênio, o qual contribui para o crescimento do fio do cabelo e ajuda na hidratação e no brilho dos fios. Por isso, é comum nessa fase ficar com os fios mais finos, menos hidratados e, por consequência, quebradiços e mais opacos”, destaca Kédima.

mulher meia idade grisalho

Porém, além dessas mudanças inevitáveis, o estilo de vida também influencia. A mudança de textura das madeixas pode ser causada por motivos como calor, dieta e maus cuidados. “O calor excessivo aumenta a oleosidade e a exposição solar intensa pode fazer com que os fios pareçam mais secos e se tornem mais frágeis. Por isso, o ideal é, sobretudo nesse período do ano, hidratar o cabelo com frequência, evitar o uso contínuo de bonés e chapéus em lugares fechados, além de utilizar um protetor capilar”, afirma.

A dieta também pode desempenhar um papel na textura do cabelo, como explica a dermatologista e tricologista: “Como o cabelo é composto principalmente de proteínas e os aminoácidos são os blocos de construção de seus fios, não ingerir proteína suficiente pode causar temporariamente o crescimento de fios fracos e quebradiços. O ferro também é crucial para manter sua textura natural; um baixo nível do nutriente é um dos principais motivos do crescimento de fios curtos e finos, principalmente nas têmporas e laterais.”

Outro fator que agride os fios é o excesso de tratamentos químicos, como descolorações e alisamentos. “Esses procedimentos, feitos da forma incorreta, também podem alterar a estrutura dos cabelos de um modo negativo, causando ressecamento, quebra e opacidade a longo prazo. Além disso, a densidade dos fios também pode diminuir, fazendo com que os cabelos fiquem sem balanço ou movimento”, alerta.

Por fim, Kédima recomenda: “Ao lidar com qualquer problema de cabelo, lembre-se do essencial: cada cabelo possui suas particularidades. Para evitar um tratamento ineficiente ou que agrave os problemas dos fios, o ideal é buscar auxilio com um profissional capacitado. Ele saberá qual o tratamento ideal para o seu cabelo”, finaliza.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC.