Arquivo da tag: menopausa

Sim, você pode engravidar na pré-menopausa, por Rodrigo Ferrarese*

Durante a pré-menopausa seus hormônios estão em modo “ioiô” e seus ovários continuam a liberar óvulos. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Conforme você se dirige para “a grande mudança”, também conhecida como menopausa, é bom ter em mente que as trocas de fraldas podem não estar totalmente fora de cogitação (e não estou falando de netos). É isso mesmo: durante a pré-menopausa, ou perimenopausa, que são os anos que antecedem a menstruação final, você ainda pode engravidar.

Essa “transição da menopausa” traz ciclos de ovulação imprevisíveis, à medida que os níveis de estrogênio e progesterona aumentam e diminuem, respectivamente. Durante esses anos de níveis de hormônio “ioiô”, seus ovários continuam a liberar óvulos para fertilização. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Como saber se posso engravidar na pré-menopausa?

A matemática é simples: se você ainda não atingiu a menopausa – definida como 12 meses consecutivos sem menstruação – você ainda pode engravidar. Muitas mulheres, quando deixam de fazer o controle da natalidade – e já estão há anos sem se preocupar em engravidar – , acabam desenvolvendo uma falsa sensação de segurança.

Da mesma forma, mulheres com histórico de infertilidade podem presumir que “aos 40 é que não vai acontecer”. O mesmo se aplica a mulheres com falência ovariana prematura. Pois saibam que, embora essas pacientes possam parecer que estão na menopausa, ainda podem ovular e descobrir uma gestação.

Será que estou grávida ou na pré-menopausa?

Getty Images/iStockphoto

Uma gestação é mais rara durante a pré-menopausa? Sim. No entanto, muitas mulheres grávidas não apresentam qualquer mudança física além da falta de menstruação, sintoma que pode ser confundido com perimenopausa. Assim, se você está na pré-menopausa e vivenciando menstruações irregulares, vale considerar, sim, uma gravidez, especialmente se não estiver usando nenhum método contraceptivo.

Caso a menopausa não tenha sido confirmada e nenhuma forma de contracepção tenha sido usada, vale fazer o teste de gravidez mesmo se você está entre 50 e 60 anos. Isso é especialmente importante para pacientes com sintomas abdominais, que podem indicar uma gravidez tubária com risco de vida.

Como se proteger contra uma gravidez não planejada?

Para evitar a chegada de um bebê no caminho para a menopausa, use um método anticoncepcional eficaz, seguro e apropriado até que a menopausa seja confirmada. Lembrando que o planejamento familiar natural (a famosa tabelinha) não é recomendado para mulheres na pré-menopausa, já que a menstruação irregular dificulta a previsão da ovulação.

Existem muitas opções de contracepção. O ideal é, ao considerar as opções de controle de natalidade, conversar com o seu médico e fazer os exames necessários. Ele pode discutir riscos, taxas de eficácia, e também opções para alívio dos sintomas da pré-menopausa (que, sim, muitas mulheres já começam a vivenciar).

*Rodrigo Ferrarese é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, DIU…).

7 mitos e verdades que você precisa saber sobre menopausa

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o climatério corresponde ao período entre o final da fase reprodutora até a senilidade. Dentro deste período, ocorre a menopausa, definida com a interrupção permanente da menstruação, reconhecida após 12 meses consecutivos de amenorreia (ausência de menstruação).

De acordo com a pesquisa publicada no periódico médico Menopause Review Przeglad Menopauzalny, entre 80% e 90% das mulheres sofrem com um ou vários sintomas da menopausa. Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que as mulheres terão de conviver com alguns desses sintomas por cerca de 1/3 de suas vidas.

A pesquisa aponta que ondas de calor, acompanhadas de disfunções sexuais, estão entre os sintomas mais comuns nesse grupo em toda a América Latina. No caso das ondas de calor, também conhecidas como fogachos, cerca de 75% das mulheres são acometidas nos primeiros 3, 5 anos após a menopausa.

“Embora seja uma fase fisiológica, toda mulher passará por esse período de transformações e desafios. Daí a importância de ter acesso às informações corretas que ajudem a passar por este período sem tanto sofrimento”, pondera Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Para ajudar a conhecer melhor os fatos sobre a menopausa, a endocrinologista selecionou os principais mitos e verdades que cercam este período da mulher:

Há dietas específicas para menopausa

Mito. A alimentação neste período, assim como deve ser em todas as fases da vida, precisa apenas ser saudável e equilibrada. No entanto, há determinados alimentos que podem minimizar os sintomas, como a soja, por exemplo, que atua no mesmo receptor do hormônio feminino. Já o consumo de leite e derivados (nas mulheres que não têm intolerância) é essencial para obter maior aporte de cálcio e minimizar a perda de massa óssea, muito comum na menopausa. Outra dica é aumentar também o consumo de proteína, evitando a perda de massa muscular (massa magra).

A mulher não pode mais engravidar

Imagem: FIV/FR

Verdade. No climatério, ainda é possível engravidar, já que o corpo está em fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Com a menopausa já instalada e passado um ano de amenorreia (ausência da menstruação), a diminuição dos tamanhos dos ovários e a queda da produção hormonal ovariana inviabilizam uma gestação. “Uma das formas de a mulher engravidar nesta fase seria por meio da reprodução assistida, conhecida como fertilização in vitro, ressalta Claudia.

A mulher fica mais suscetível a algumas doenças

Verdade. Como a menopausa é marcada pela queda na produção do estrogênio, hormônio responsável pela distribuição da gordura corporal, pela fixação do cálcio nos ossos e pelo equilíbrio das gorduras no sangue, há alterações no corpo, como o maior acúmulo de gordura visceral/abdominal e possíveis riscos de diabetes, osteoporose e doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC), infarto e hipertensão.

Menopausa só ocorre após os 50 anos

Mito. A faixa etária mais comum de ocorrência da menopausa na população brasileira é de 51,2 anos. No entanto, algumas mulheres podem chegar à menopausa antes dos 40 anos, a chamada menopausa precoce. Isso pode ocorrer por diversos fatores como hereditariedade, consumo contínuo de alguns medicamentos, depressão, intervenções médicas como cirurgias, quimioterapias e radioterapias, ou devido à insuficiência ovariana primária.

Há alterações de humor, sono, libido e aumento de ansiedade

Verdade. Os fatores psicológicos e fisiológicos mais relacionados com a menopausa envolvem nervosismo, depressão, insônia, irritabilidade, alteração de humor, labilidade emocional, problemas de memória, diminuição da libido e predisposição ao estresse. “Nesta fase, a queda da produção estrogênica gera uma sobrecarga fisiológica, podendo resultar em fadiga física ou estafa mental, alterando o sono e favorecendo problemas psicológicos”, completa a especialista.

Há ganho de peso

Verdade. Com a redução de massa magra, ocorre a diminuição da taxa metabólica basal e, consequentemente, a energia necessária para manter as funções do organismo em repouso. Além disso, pela queda do estrogênio, há maior acúmulo de gordura na região abdominal, elevando a resistência ao hormônio insulina, o que resulta no aumento de açúcar no sangue.

Reposição hormonal é a melhor forma de tratar a menopausa

Parcialmente verdade. Embora a reposição hormonal seja a melhor estratégia do ponto de vista farmacológico, nem todas as mulheres têm indicação ou podem fazer uso da reposição. Alguns aspectos precisam ser observados, como a via de administração hormonal, as doses e os tipos dos hormônios. Tudo isso tem influência nos riscos e na resposta ao tratamento.
Para as mulheres que possuem alguma contraindicação há outras terapias que podem ser indicadas para tratamento dos sintomas climatéricos, como antidepressivos, acupuntura e homeopatia.

“Vale lembrar que a prática de atividade física regular, associada à alimentação saudável, é importante para minimizar sintomas climatéricos, favorecer o ganho de massa óssea e aumentar a taxa metabólica basal. Além disso, ao notar sinal de diminuição ou ausência da menstruação, o indicado é se consultar com um especialista que fará avaliações, solicitação de exames e um tratamento adequado. Afinal, por mais que, cedo ou tarde, a menopausa chegue para todas as mulheres, cada uma tem suas particularidades e necessidades”, finaliza Claudia Chang.

Fonte: Claudia Chang é graduada em medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Residência em clínica médica geral pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Residência Médica em endocrinologia e metabologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Título de especialista em endocrinologia e metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM). Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Doutorado (PhD) em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em colaboração com a Michigan University (EUA).

Eucerin incrementa linha para peles maduras e menopausadas

Hyaluron-Filler + Elasticity apresenta novo produto que combate o envelhecimento da pele em três dimensões e best-seller da família ganha nova fórmula com maior FPS

A pele madura e menopausada requer cuidados especiais e Eucerin tem uma linha repleta de produtos de altíssima performance desenvolvidos especialmente para esse tipo de pele. A família Hyaluron-Filler + Elasticity ficou ainda melhor, com uma nova fórmula e um novo produto que chegam para o portfólio da marca este mês.

A grande novidade da linha é o novo Hyaluron-Filler + Elasticity 3D Sérum que trata o envelhecimento da pele em três dimensões: ajuda na redução de rugas, melhora a elasticidade e o volume da pele, além de reduzir a hiperpigmentação senil, ou seja, as manchas causadas pelo envelhecimento da pele. Sua fórmula inovadora conta, além de Arctiin e da Tecnologia Eucerin de Ácido Hialurônico, com o exclusivo Thiamidol Patenteado, que reduz comprovadamente a produção de melanina, prevenindo o reaparecimento da hiperpigmentação com o uso regular, apresentando resultados em a partir de duas semanas de uso.



O Hyaluron-Filler + Elasticity 3D Sérum pode ser usado tanto de dia, quanto à noite, e ainda acelera o processo de produção de colágeno, além de contar com uma textura de sérum levíssima e de rápida absorção. Outro destaque do lançamento é a embalagem airless, que garante o aproveitamento total do produto e faz com que ele não oxide, pois impede a entrada de oxigênio dentro do recipiente.

O já conhecido Hyaluron-Filler + Elasticity Dia foi reformulado e agora conta com um maior fator de proteção solar, que passa de 15 para 30, reforçando a proteção contra o fotoenvelhecimento da pele. Além disso, o Hyaluron-Filler Dia FPS30 conta com Arctiin, que melhora o reforço da elasticidade da pele, com Silybum Marianum, que nutre e melhora a luminosidade da pele, e com a tecnologia Eucerin de Ácido Hialurônico, que auxilia na redução de rugas profundas e linhas finas.

Este novo creme anti-idade para peles maduras com com proteção UVA e UVB tem uma textura espessa e uniforme, garantindo maior nutrição e hidratação da pele, e é uma excelente base para maquiagem e é não comedogênico, ou seja, é um produto que evita assim a obstrução dos poros.

O novo Hyaluron-Filler + Elasticity Dia FPS30 e o novo Hyaluron-Filler + Elasticity 3D Sérum já estão disponíveis nos principais pontos de beleza e farmácias do Brasil.

Informações: Eucerin

Pós-menopausa: o que muda no corpo da mulher e como manter uma vida sexual saudável

Por volta dos 50 anos, o corpo da mulher sofre, naturalmente, queda dos níveis de estrogênio; atrofia vaginal é um dos sintomas mais recorrentes associado a pós-menopausa, atingindo atualmente 294 milhões de mulheres no mundo;

A sexualidade na meia-idade ainda é permeada por tabus e preconceitos. Independentemente da faixa etária, ter uma vida sexual ativa é sinônimo de saúde e bem-estar para o corpo e mente. Mas, com o passar dos anos, as transformações do nosso corpo podem intervir no aspecto sexual.

O ginecologista, Luciano de Melo Pompei, explica que a perda de hormônios pode levar a mudanças no corpo e no desejo sexual. “Isso acontece porque a queda dos níveis de estrogênio na menopausa pode fazer com que as mulheres tenham fogachos e suores noturnos, atrapalhando o sono e diminuindo o interesse pelo sexo. E esse déficit hormonal também pode causar secura vaginal, tornando a relação sexual desconfortável”, pontua.

Segundo o especialista, a condição chamada atrofia vaginal resulta em tecidos mais finos e ressecados, que são mais facilmente irritados e machucados. Embora comum, a condição ainda gera muitas dúvidas por ser subdiagnosticada.

“A produção mais lenta de lubrificação na vagina quando a mulher está excitada pode significar que haverá dor e desconforto durante o sexo com penetração. Mas isso não quer dizer que você não pode ter intimidade com seu parceiro. A secura vaginal pode ser minimizada pontualmente com ajuda de lubrificantes solúveis em água e hidratantes vaginais. Há também possibilidades terapêuticas hormonais capazes de tratar essa condição de forma eficaz e confortável”.

O médico reforça que a falta de informação sobre os sintomas da pós-menopausa, como a atrofia vaginal, faz com que a mulher não se atente aos sinais e aceite o desconforto como se fosse parte de um processo de envelhecimento.

“Essa percepção de que os sintomas desse período da vida da mulher não podem ser controlados, impede que ela busque uma solução para esses desconfortos. Já existem alguns tratamentos hormonais que atuam no foco do problema, de forma assertiva e com aplicação no local. A mulher madura não precisa conviver com essa condição. Por isso, é tão importante que ela converse sobre as mudanças do seu corpo com seu médico de confiança”, finaliza o ginecologista.

Médica dá dicas de cuidados para a pele durante a menopausa

Como o envelhecimento é inerente a tudo que existe, a menopausa é um marco e faz parte do ciclo natural na vida da mulher. A sensação de que nada mais será como antes, assim como foi na primeira menstruação, será também na última, encerrando um ciclo. Da mesma forma, como também é único o período reprodutivo, em que a mulher passa por uma gravidez. A mulher é feita de fases, e cada uma está relacionada ao sistema hormonal.

Antes da menopausa, a mulher passa por um período chamado de climatério, que nada mais é do que a transição da fase reprodutiva para a pós-menopausa. Seu início ocorre, aproximadamente entre os 40 e 50 anos e termina com a última menstruação, dando início ao novo ciclo: a menopausa.

Precisamos entender que é na fase do climatério que os hormônios femininos começam a diminuir. Além disso, a menopausa tem uma grande influência psicológica sobre a mulher. É todo um conjunto de fatores, relacionados com o envelhecimento, não apenas cronológico, mas também o fotoenvelhecimento da pele, causado por fatores ambientais; exposição solar excessiva, sedentarismo, má alimentação, tabagismo, má qualidade do sono, além das deficiências hormonais, ou seja, é um outro tipo de envelhecimento, e que em sua maioria, acontece por falta de cuidados com a pele e com a saúde como um todo. E considerando isso, as alterações são ainda mais significativas associadas ao declínio hormonal.

Luciana Toral, médica especialista em Medicina Estética Avançada, também Idealizadora do Curso de Imersão “Hands On”, no qual ela ensina, na prática, técnicas de aperfeiçoamento em botox, preenchimento, fios de PDO e bioestimuladores, explica: “O principal hormônio que na menopausa tem uma queda significativa é o estrógeno, que é responsável pela estruturação da pele, aumentando a espessura e a vascularização, além de ajudar no colágeno, que faz esse suporte estrutural e funcional. Então, quando o estrógeno diminui por conta da menopausa, há também uma redução importante das fibras de elastina e colágeno, responsáveis pela sustentação da pele e uma diminuição da vascularização sanguínea levando uma redução da capacidade de retenção de água e é por isso que a pele fica mais seca. Além de diminuir a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, deixando a pele mais fragilizada”.

Com todos esses fatores causados pela diminuição do estrógeno, a pele fica atrófica e com a perda do tônus e da elasticidade, também fica mais fina, seca, flácida, com rugas e mais frágil, inclusive pode ocorrer uma dificuldade até na cicatrização de feridas.

“E ao diminuir o estrógeno, acaba ocorrendo uma preponderância de hormônios andrógenos que pode resultar no aparecimento de pelos mais grossos, inclusive no queixo e na face lateral do rosto feminino”, afirma a médica.

Prevenção

A partir dos 30 anos, as fibras de colágeno caem 1% ao ano, na menopausa caem 2% ao ano. Isso significa que nos anos pós-menopausa, a mulher passa a perder o dobro, além daquilo que já vinha perdendo desde os 30 anos. Por isso, somado aos cuidados básicos, envolvendo boa alimentação, sono saudável e atividades físicas, é necessário um skincare bem feito, uma rotina de dermocosméticos e o indispensável protetor solar, principalmente no verão e na fase pós-menopausa.

Procedimentos

Segundo Luciana, os procedimentos estéticos mais indicados são a toxina botulínica; para melhorar as linhas de expressão, o preenchimento, para reter os impactos do envelhecimento, e principalmente os bioestimuladores de colágeno injetáveis, principalmente em rosto, pescoço e mãos, que são os locais onde aparecem mais os sinais da velhice. “Os três procedimentos são importantes na menopausa, principalmente os bioestimuladores de colágeno, que costumo, indicar para pacientes mais jovens, também, a fim de que, assim, elas consigam criar uma reserva de colágeno lá na frente, na pós-menopausa, com grandes privilégios para a pele”, finaliza Luciana.

Fonte: Luciana Toral é médica especialista em Medicina Estética Avançada, possui diversos títulos dentro da medicina estética, também ministra cursos. É proprietária da LT Medicina & Estética Avançada na cidade de Ibaiti/PR e idealizadora do Curso Imersão Hands On, no qual ensina profissionais a aperfeiçoarem técnicas de preenchimento, botox, fios de PDO e bioestimuladores.

Atrofia vaginal: pesquisa aponta que 45% das mulheres na pós-menopausa sofrem com ela

Sintomas são pouco discutidos e a condição ainda é subdiagnosticada; desconforto afeta a autoestima e impacta a qualidade de vida

Questões culturais, constrangimento e receio estão entre os principais tabus na hora de falar sobre a saúde íntima da mulher. Com o passar dos anos, durante o climatério, essa situação pode ficar ainda mais complexa. A atrofia vaginal, também conhecida como vaginite atrófica, ocorre quando há o afinamento e a inflamação das paredes vaginais devido ao declínio do hormônio estrogênio, que deixa de ser produzido pelos ovários.

“A atrofia vaginal é um dos sintomas da pós-menopausa que, geralmente, acomete as mulheres a partir dos 50 anos de idade. Entre os sinais mais comuns estão a secura, queimação, irritação, coceira e dor durante a relação sexual. É preciso ter consciência sobre essa doença e saber que existe tratamento”, destaca o ginecologista Luciano Pompei.

O diagnóstico da atrofia vaginal é feito por meio da avaliação dos sinais e sintomas e exame ginecológico. “Uma das questões que dificultam o diagnóstico assertivo da atrofia vaginal é o fato de muitas mulheres acreditarem que os sintomas são parte natural do envelhecimento. A vergonha de falar sobre o assunto, também costuma ser uma barreira para o tratamento. Sentir dor durante a relação sexual, por exemplo, não é normal. Todo e qualquer sintoma relacionado à saúde da vagina deve ser relatado aos profissionais de saúde”, afirma o especialista.

Tratamento

Freepik

No Brasil existem diversos tratamentos disponíveis para esta condição. Entre eles, lubrificantes vaginais sem ingredientes hormonais ativos, hormônios na forma de creme vaginal ou óvulos e comprimido de estradiol, lançado recentemente. “Trata-se de um comprimido, intravaginal, que proporciona uma liberação gradual e controlada do estradiol (um tipo de estrogênio que o corpo produz) nas células da mucosa vaginal. É um tratamento seguro e eficaz de longo prazo. Quanto mais cedo for iniciado, melhor para a paciente”, explica o especialista.

O medicamento deve ser administrado, com orientação médica, em três etapas: na primeira e segunda semana de uso é necessária uma aplicação diária do comprimido, já no período de manutenção, a aplicação é mais espaçada, apenas duas vezes por semana.

“A fácil administração do comprimido e eficácia comprovada gera uma grande aderência ao tratamento. Os incômodos causados pela atrofia vaginal têm um impacto significativo não apenas no bem-estar físico, mas também no emocional e psicológico da mulher”, ressalta Luiz Steffen, diretor médico da Besins Healthcare, laboratório responsável pela terapia.

Atrofia vaginal: 45% das mulheres na pós-menopausa sofrem com a doença

Sintomas são pouco discutidos e a condição ainda é subdiagnosticada;Desconforto afeta a autoestima e impacta a qualidade de vida

Questões culturais, constrangimento e receio estão entre os principais tabus na hora de falar sobre a saúde íntima da mulher. Com o passar dos anos, durante o climatério, essa situação pode ficar ainda mais complexa. A atrofia vaginal, também conhecida como vaginite atrófica, ocorre quando há o afinamento e a inflamação das paredes vaginais devido ao declínio do hormônio estrogênio, que deixa de ser produzido pelos ovários.

“A atrofia vaginal é um dos sintomas da pós-menopausa que, geralmente, acomete as mulheres a partir dos 50 anos de idade. Entre os sinais mais comuns estão a secura, queimação, irritação, coceira e dor durante a relação sexual. É preciso ter consciência sobre essa doença e saber que existe tratamento”, destaca o ginecologista, Luciano Pompei.

O diagnóstico da atrofia vaginal é feito por meio da avaliação dos sinais e sintomas e exame ginecológico. “Uma das questões que dificultam o diagnóstico assertivo da atrofia vaginal é o fato de muitas mulheres acreditarem que os sintomas são parte natural do envelhecimento, e isso não é verdade. A vergonha de falar sobre o assunto, também costuma ser uma barreira para o tratamento. Sentir dor durante a relação sexual, por exemplo, não é normal. Todo e qualquer sintoma relacionado à saúde da vagina deve ser relatado aos profissionais de saúde”, afirma o especialista.

Freepik

Tratamento

No Brasil existem diversos tratamentos disponíveis para esta condição. Entre eles, lubrificantes vaginais sem ingredientes hormonais ativos, hormônios na forma de creme vaginal ou óvulos e comprimido de estradiol, lançado recentemente.

“Trata-se de um comprimido, intravaginal, que proporciona uma liberação gradual e controlada do estradiol (um tipo de estrogênio que o corpo produz) nas células da mucosa vaginal. É um tratamento seguro e eficaz de longo prazo. Quanto mais cedo for iniciado, melhor para a paciente”, explica o especialista.

O medicamento deve ser administrado, com orientação médica, em três etapas: na primeira e segunda semana de uso é necessária uma aplicação diária do comprimido, já no período de manutenção, a aplicação é mais espaçada, duas vezes por semana.

“A fácil administração do comprimido e eficácia comprovada gera uma grande aderência ao tratamento. Os incômodos causados pela atrofia vaginal têm um impacto significativo não apenas no bem-estar físico, mas também no emocional e psicológico da mulher”, ressalta Luiz Steffen, diretor médico da Besins Healthcare, laboratório responsável pela terapia.

Maturidade: conceito ‘anti-aging’ é questionado e abre caminho para um novo ponto de vista

Envelhecer faz parte do processo natural da vida. Diante de uma população que vive mais e melhor, há meios para manter a boa qualidade da pele atrelada a um estado de espírito positivo e sem exageros

Foi o tempo em que os 30 anos e a fase da menopausa eram temidos pelas mulheres como marcos do processo de envelhecimento. Com os avanços da ciência, hoje, é possível atenuar diversos sintomas da menopausa que precisam ser levados a sério e tratados. Alguns deles, por exemplo, segundo o Guia da Menopausa, elaborado pela Associação Brasileira do Climatério (Sobrac) em parceria com a Sociedade Americana de Menopausa (AMS), são a falta de energia, oscilações de humor, além da perda de colágeno e elasticidade da pele, que fica mais seca, flácida e frágil. Fica claro que viver bem nessa fase exige cuidado extra.

Quem nunca ouviu conceitos como: ageless ou anti-aging? É muito comum lermos sobre esses conceitos que reforçam a ideia de antienvelhecimento, mas, atualmente, as mulheres mais maduras têm agido e pensado de forma diferente. A dermatologista Maria Fernanda Tembra destaca: “Essas mulheres estão se sentindo cada vez mais empoderadas e procuram por tratamentos que não as deixem com o rosto de uma menina de 20 anos, mas com uma pele saudável para sentir-se bem com a idade que têm. E esse deve ser o caminho”.

O Sculptra, a exemplo disso, é o primeiro e único bioestimulador de colágeno à base de ácido poli-L-lático com indicação de uso para corpo e face que restaura a firmeza da pele gradualmente, pois estimula a produção gradual de colágeno do próprio corpo. Os resultados começam a aparecer a partir do terceiro mês, mas ação pode durar até 25 meses.

“É comum que ao longo do tempo haja uma produção cada vez mais baixa de colágeno e isso se intensifica durante a menopausa, pois os níveis de estrogênio caem e por consequência, perdemos colágeno e elastina. Afetando não só a saúde da pele da mulher, mas também sua autoestima e autoconfiança. O bioestimulador de colágeno à base de ácido poli-L-lático e o ácido hialurônico injetável, são substâncias eficazes para auxiliar na firmeza, elasticidade e viço da pele”, explica Maria Fernanda.

Dentre as possibilidades de tratamentos com ácido hialurônico, o injetável proporciona uma hidratação de dentro para fora que auxilia inclusive na elasticidade da pele. Como opção, Restylane SkinboostersTM forma pequenos “reservatórios” de ácido hialurônico abaixo da superfície da pele para proporcionar hidratação e brilho duradouros, dando um efeito glow. A substância restaura a composição natural da pele reduzindo a aspereza e promovendo maciez, hidratação e suavizando o aspecto da pele.

Existem inúmeras possibilidades para manter a pele madura mais saudável e natural. Mas, é dever do profissional da saúde analisar cada caso e indicar o melhor tratamento preservando o bem-estar e a saúde do paciente. “A principal dica é sempre fazer acompanhamento médico e aliar os tratamentos dermatológicos com os ginecológicos, pois as alterações hormonais influenciam diretamente na saúde da pele”, finaliza a dermatologista.

Fonte: Galderma

Cabelos: como lidar com as alterações que a menopausa traz

Tricologista alerta para o cuidado com a alimentação e suplementação nutricional para a diminuição as alterações e perdas de cabelos

A menopausa é um momento importante da vida das mulheres. Não apenas pelas mudanças significativas no padrão endócrino que até o início do climatério se mostrava mais regular, mas também porque acompanha outras mudanças que são significativas no sentido da fisioanatomia geral do organismo. O médico e tricologista Adermir Leite Junior aponta que entre as alterações nessa fase da vida da mulher “Cabelos secos, quebradiços, distróficos, eflúvio telógeno crônico, alopecia androgenética e alopecia senil são frequentes e os cuidados para manter a qualidade dos fios e reduzir o risco de perda capilar passa pela alimentação”.

Getty Images

Especialista na área tricológica há mais de duas décadas, Leite Junior cita um dos estudos onde as informações são esclarecedoras e ajudam a explicar essa associação. “Em um artigo publicado no periódico Menopause Reviews (2016), a médica Goluch-Koniuszy deixa claro o quanto a dieta é fundamental para a manutenção da saúde capilar. Partindo de uma base simples, a de que muitos alimentos têm nutrientes essenciais para a produção de hormônios esteroides, assim como para a formação de fios com boa estrutura proteica. Dentre os compostos que devem estar presentes nos alimentos para uma boa saúde capilar, os aminoácidos sulfurados, como a cisteína e a metionina, são precursores de queratina e estão em maior destaque. A L-Lisina ajuda a saúde da pele e da região do folículo piloso, conhecida como bainha radicular interna, responsável pela forma e volume dos cabelos”.

Ele ressalta o quanto uma dieta com compostos essenciais durante toda a vida é benéfica para manter a saúde capilar e que, durante a menopausa, essa alimentação não pode ser esquecida, mas, ao contrário, incrementada. O médico complementa ainda que no estudo a autora elenca duas recomendações:

– Alguns minerais são importantes para o crescimento capilar: zinco, ferro, cobre, selênio, silício, enxofre, magnésio e cálcio.

– Ajudam na saúde do cabelo: vitamina C, vitamina A e vitamina do complexo B.

Foto: Jeltovski

Sobre os polifenóis, a autora lembra que os flavonoides, classe de polifenóis mais estudada em mulheres na menopausa, são importantes antioxidantes. Neste grupo encontram-se as flavononas, flavonas, isoflavonas e as antocianinas. Na superfície da pele, essas substâncias agem com antirradicais livres e, nas porções mais profundas da pele, agem como protetoras contra as radiações ultravioletas. Também melhoram a circulação sanguínea, o que acaba por contribuir para a saúde dos cabelos, além de algumas agirem como fitormônios, podendo contribuir com a atividade das células da papila dérmica e da matriz dos folículos pilosos.

O tricologista destaca ainda que “os flavonoides do chá verde estimulam o crescimento dos cabelos por aumento da fase de anágena, a de maior atividade na raiz dos cabelos. Alguns flavonoides podem inibir a enzima 5-alfa-redutase, que tem papel importante no surgimento da calvície masculina e feminina, como é o caso do Saw palmetto, também conhecido como Serenoa repens”.

Alguns alimentos já são velhos conhecidos por aliar sabor e benefícios. É o caso do chocolate com cacau 70% ou mais, e vegetais/frutas em geral, que no estudo são apontados como boas fontes de flavonoides, e entram como sugestão alguns bem conhecidos no Brasil e que o médico considera de fácil integração na dieta: cebola, tomate, pimenta, pimentão brócolis, frutas vermelhas, maçã, frutas cítricas, uvas e grãos que, em geral, também são ricos em flavonoides.

“É muito importante lembrar que uma boa alimentação é a base de uma boa saúde. No caso dos cabelos, em especial das mulheres na menopausa, os cuidados com a alimentação são importantíssimos para que alterações de qualidade e quantidade de fios não sofram interferência. O processo de aging capilar, já descrito na literatura médica, não está apenas vinculado ao embranquecer dos fios, mas também às mudanças de estrutura que os fios desenvolvem, assim como ao surgimento de alopecias de severidade variada”, explica o tricologista.

Além da alimentação e suplementação nutricional, ele lembra que cuidados medicamentosos e cosméticos podem ser fundamentais para a boa saúde e manutenção dos cabelos, principalmente quando a mulher já tem predisposição à perda capilar ou sofre com outras patologias que, de certa forma, podem causar perda de cabelos direta ou indiretamente.

Fonte: Ademir C. Leite Jr. é médico, Presidente da Academia Brasileira de Tricologia. É certificado como Tricologista pela Internacional Association of Trichologists (IAT). Membro e diretor da IAT. Palestrante internacional e diretor da Classe nica HTRI e do CAECI onde ministra cursos em Tricologia. Autor de vários livros.

Entenda alguns fatores que podem reduzir o desejo sexual em mulheres

Além de fatores do cotidiano, como estresse e cansaço, alterações hormonais e até mesmo doenças sérias, como a depressão, também podem causar a diminuição e perda da libido no público feminino

O sexo faz parte da rotina de qualquer casal, sendo uma das bases de um relacionamento. Mas é natural que, em alguns dias, as mulheres não sintam necessidade de praticar relações sexuais.

“A perda ou diminuição da libido, ou seja, a falta de apetite sexual é um problema muito frequente, acometendo de 15 a 35% das mulheres. O problema pode estar relacionado simplesmente à dinâmica do relacionamento e ao cotidiano, sendo causado por fatores como cansaço e estresse, o que, geralmente, é solucionado naturalmente”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

No entanto, o comportamento pode ser também sinal de algo mais sério. Por isso, é fundamental ficar atenta ao apetite sexual e consultar um ginecologista caso o problema se estenda por longos períodos, o que pode estar relacionado a diversas causas, que a especialista listou abaixo:

Doenças ginecológicas: algumas condições que afetam a saúde da vagina podem prejudicar a mulher não apenas fisicamente, mas também mentalmente, diminuindo então a libido. “O vaginismo, por exemplo, é uma doença geralmente causada por fatores psicológicos em que os músculos da vagina realizam contrações involuntárias que podem impedir a penetração e, consequentemente causar grande dor durante as relações sexuais, diminuindo a vontade da mulher de praticá-las”, afirma a ginecologista.

Depressão: a depressão figura entre uma das principais causas da redução da libido, pois é uma doença acompanhada de sintomas como estresse, ansiedade e baixa autoestima, fatores que contribuem diretamente para a perda do desejo sexual. “Além disso, os medicamentos antidepressivos utilizados no tratamento da condição também são responsáveis pela diminuição do apetite sexual, já que causam desequilíbrios nos níveis hormonais. Porém, nem todos os medicamentos causam esse efeito e, por isso, o acompanhamento psicológico e ginecológico é fundamental no tratamento da condição de forma a evitar impacto sobre a libido”, aconselha a especialista.

Menopausa: afetando todas as mulheres em algum momento da vida, a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorre quando a quantidade de óvulos se esgota e a produção de hormônios é reduzida, causando assim uma série de alterações no organismo da mulher, como a redução da libido. “Isso porque, além da diminuição drástica na produção de testosterona e estrogênio, a menopausa também é marcada por aumento de peso, ressecamento vaginal e dor, desconforto e até sangramento durante relações sexuais, o que, consequentemente pode diminuir a vontade da mulher de fazer sexo”, diz a Dra. Eloisa.

Transtorno do desejo sexual hipoativo: existe ainda uma condição médica caracterizada justamente pela redução ou perda da libido, conhecida como transtorno ou distúrbio do desejo sexual hipoativo. “Afetando principalmente mulheres, o distúrbio do desejo sexual hipoativo é uma condição comum e de difícil diagnóstico que causa a falta persistente de desejo sexual sem que haja outras causas envolvidas. O problema pode causar sofrimento pessoal e dificuldades no relacionamento e geralmente está relacionado a questões psicológicas”, destaca a médica.

Por fim, é importante ressaltar que não há problema algum em não sentir vontade ou necessidade de praticar relações sexuais, afinal, essa é uma decisão que cabe apenas a você.

“No entanto, caso a falta de libido esteja te afetando física, mental e amorosamente, o recomendado é que você consulte um ginecologista, já que apenas ele poderá diagnosticar a real causa do problema e indicar o tratamento mais adequado, que vai variar de acordo com cada caso e pode incluir terapia de reposição hormonal, acompanhamento psicológico, substituição dos métodos contraceptivos e outros medicamentos ou simplesmente a adoção de um estilo de vida mais saudável, com uma alimentação balanceada, a prática regular de exercícios físicos e boas noites de sono”, finaliza a médica.

Fonte: Eloisa Pinheiro é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.