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Menopausa: como cuidar da alimentação nesta fase

A nutricionista e especialista em saúde da mulher, Angela Federau, dá dicas importantes de alimentos que podem amenizar os sintomas do climatério e menopausa

Segundo a OMS, o climatério corresponde ao período final da fase reprodutiva, sendo dividido em três fases: pré-menopausa, perimenopausa e pós-menopausa.

O climatério consiste no declínio progressivo e fisiológico da fertilidade da mulher. Tais alterações levam a inúmeras mudanças físicas, metabólicas e emocionais na mulher, pois representa a transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva.

Os sinais e sintomas do climatério atingem entre 60 a 80% das mulheres. O início, a duração e a intensidade dos sintomas variam, porém são alvos de queixas frequentes, que afetam diretamente a sua qualidade de vida, como: fogachos, sudorese noturna, secura vaginal, alterações de libido, insônia e alterações de humor.

A nutrição pode ser grande aliada para ajudar as mulheres a atravessarem essa fase da vida. Pensando nisso, Angela Federau, nutricionista e especialista em saúde da mulher sugere três opções nutricionais que podem ajudar no combate às queixas do climatério.

Soja

As isoflavonas presentes na leguminosa podem auxiliar na redução da sintomatologia climatérica, principalmente nos episódios de fogachos, pela sua estrutura molecular e propriedades similares aos estrógenos humanos. Na pós-menopausa, a ação estrogênica das isoflavonas, atuam compensando a queda do nível de estrogênio, o que contribui para melhora dos sintomas.

Amoreira-preta

A amoreira-preta é conhecida popularmente pelas suas propriedades medicinais. Contém uma variedade de compostos fenólicos, incluindo flavonas, isoflavonas, isoprenilados, estilbenos, cumarinas, cromonas e xantonas. Esses compostos apresentam efeito anti-inflamatório, antioxidante, diurético, hipotensor e atuam também como fitoestrógenos.

Melissa

Foto: Ivabalk/Pixabay

A melissa, também conhecida como erva-cidreira, cidreira, capim-cidreira e citronete, reduz sintomas de irritabilidade, ansiedade, e tensão. O ácido rosmarínico da melissa é um dos principais componentes responsável pelo efeito sedativo leve e ação calmante. A infusão de melissa pode auxiliar no combate à insônia. Porém, pessoas com hipotireoidismo e com uso de medicamentos sedativos ou calmantes devem evitar o consumo desta planta.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. Participa como convidada de pesquisas científicas e genéticas da UFPR como o mapeamento e estudo genético da comunidade Menonita e é revisora de artigos científicos e textos para sites médicos. Palestrante, escritora de livros, artigos e colunas em jornais e revistas. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele. Empresária do segmento alimentício e atua como parceira da Polícia Militar do Paraná e de clínicas de fertilidade.

Estudo aponta que café pode ajudar na prevenção ao câncer de mama

Efeitos foram observados em mulheres na pós-menopausa. Oncologista alerta que pesquisa não é definitiva

O café é uma das bebidas mais populares no mundo. O Brasil, por exemplo, é o segundo país que mais a consome, logo atrás dos Estados Unidos. Dados da Associação Brasileira de Indústria de Café (ABIC) apontam que 95% da população costuma degustar a bebida. Há quem beba como estimulante, outros buscam no café uma bebida relaxante, há quem não a dispense após o almoço ou durante o expediente de trabalho.

Para além do gosto pessoal de cada um, o grão é repleto de compostos antioxidantes, vitaminas e minerais que trazem diversos benefícios e pode até mesmo prevenir doenças. Emagrecimento, aumento da memória e prevenção a diabete e a doenças cardíacas estão entre os efeitos apontados por diversas pesquisas. Agora, um estudo espanhol sugere que a bebida também possa ser um importante aliado na prevenção ao câncer de mama em mulheres na pós-menopausa.

O estudo promete abrir novos horizontes para a prevenção justamente do câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma. Ele responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. O estudo avaliou mais de 10 mil mulheres de meia-idade, que inicialmente não apresentavam a doença. Entre as mulheres na pós-menopausa, mais de 1 xícara de café por dia foi associada a uma menor incidência de câncer de mama, em comparação às mulheres que consumiram uma xícara de café ou menos por dia. Não houve diferenças significativas em relação às mulheres na pré-menopausa.

Entretanto, o oncologista da Oncologia D’Or Gilberto Amorim alerta que os possíveis benefícios do café não podem ser atribuídos exclusivamente à cafeína. “Há outros estudos que analisam a relação entre café e câncer. Há inclusive pesquisas com café descafeinado que também indicam redução de risco também”, observa Amorim, que explica que o café é composto por várias substâncias como diterpenes (lipídeos), ácidos fenólicos, melanoidinas, N-methylpyridinium, acrilamida, trigonelina, kahweol e cafestol, com concentrações variadas conforme o tipo de café, método de preparação, método de torra.

Gilberto observa que estudos apontam que os hábitos de vida que não sejam saudáveis são fatores de risco para incidência do câncer. Por outro lado, praticar atividade física regularmente, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação mais saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcoólicas são mudanças que contribuem para prevenir a doença. “Entretanto, ainda não é possível afirma que o consumo do café está entre esses hábitos”, conclui.

Fonte: Oncologia D’Or

O açúcar e o sexo feminino

Sabia que aquela vontade irresistível de comer doces, pode ser apenas seu corpo querendo uma compensação? Quem explica melhor isso é Bruna Marisa, médica, pós graduada em endocrinologia e Medicina ortomolecular, Membro da SBEM (Sociedade Brasileira Endocrinologia Metabologia) e especialista em emagrecimento.

Depois de ouvir por volta de 5 mil pessoas, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo, concluiu em pesquisa de campo, que o consumo de açúcar é maior entre as mulheres (53,3%) em relação aos homens.

Isso pode estar associado a certos períodos na vida da mulher, quando o corpo vai em busca de alimentos com maior concentração de açúcar. Esse desejo de comer doces é mais intenso principalmente no período pré-menstrual (durante a TPM) e depois da menopausa; período de baixa nos níveis de progesterona e estrogênio.

“Esses períodos delicados na vida da mulher requerem maior atenção, seja na manutenção hormonal ou mesmo na dieta alimentar adequada que ela deve buscar”- comenta Bruna Marisa, médica, especialista em emagrecimento, pós graduada em medicina ortomolecular e endocrinologia, com diversos títulos em medicina esportiva.

O consumo acentuado de doces, entre as mulheres, significa que o corpo está buscando uma compensação para a queda na produção hormonal que acaba alterando a geração de neurotransmissores.

Alguns alimentos acabam ajudando na produção de neurotransmissores. Como muitas pessoas já sabem, o chocolate estimula a produção de serotonina; neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. O cacau ajuda também na liberação de endorfina, substância natural (neuro-hormônio), responsável pela sensação de bem-estar e bom humor.

Mas como lidar com o consumo de açúcar?

Sabemos que o açúcar é o vilão que nós colocamos dentro da nossa casa, que ele é responsável não apenas pelo ganho de peso, mas porque o açúcar é viciante; ele é absorvido rapidamente pelo nosso organismo, isso faz com que o corpo necessite de mais doses diárias. Além do cansaço demasiado e da irritação causados pelo consumo, o açúcar não vai acrescentar nenhum tipo de nutriente ao nosso organismo.

O açúcar não vai diminuir os sintomas de ansiedade, tampouco o estresse. A sensação de alívio é momentânea. O seu consumo ao longo da vida pode aumentar o risco de desenvolvimento de algumas doenças como hipertensão, diabetes e outros males.

“A dieta Low Carb pode ser uma alternativa bem interessante para muitas pessoas que desejam ter um maior controle sobre o consumo de carboidratos”- ressalta Bruna Marisa, que é praticante deste estilo de vida e indica para todos seus pacientes, conseguindo uma taxa de 100% de sucesso entre eles.

Uma opção para diminuir o consumo de açúcar são os chamados “doces funcionais”, que não tem açúcar branco e nem farinha refinada em sua composição; eles são feitos com ingredientes específicos para um melhor aproveitamento do alimento em benefício da saúde.

Não adianta o produto ser light ou mesmo diet, é necessário que o produto tenha os ingredientes adequados, necessário para se ter um alimento nutritivo. Por exemplo, o chocolate amargo, sem adição de leite, oferece os inúmeros benefícios do cacau.

Outra alternativa que pode ajudar para estimular a serotonina é a banana, carnes brancas, ovos e frutos do mar. Seja qual for a dieta alimentar, seja no caso da manutenção hormonal ou não, é necessário deixar de lado os maus hábitos e adotar hábitos saudáveis, realizando exercícios físicos com regularidade, dormir bem e consumir muita água. E claro, ter sempre o acompanhamento profissional multidisciplinar; nutrólogos, nutricionistas, endocrinologistas e educadores físicos.

“A dieta alimentar ajuda, seja na saúde da mulher ou do homem, mas não podemos nos esquecer de que para termos uma vida saudável ao longo dos anos, se faz necessário uma mudança de hábitos integrais, ainda que isso venha exigir disciplina e esforço pessoal, os resultados são incríveis”- completa Bruna Marisa.

Fonte: Bruna Marisa é médica, pós-graduada em endocrinologia, membro da SBEM, pós-graduada em Medicina Ortomolecular, especialista em Emagrecimento e Low Carb, com vários cursos na área de Medicina Esportiva, na qual também atua. Autora do e-book: Guia de Emagrecimento Definitivo e Duradouro.

Seis chás para amenizar sintomas da menopausa

A nutricionista Angela Federau lista seis opções naturais que ajudam as mulheres a ganharem qualidade de vida nesse período

A menopausa é um marco na vida da mulher. A última menstruação acontece, geralmente, entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva. Ela pode vir mais cedo ou mais tarde, porém, acompanhada com frequência por sintomas desagradáveis, e até mesmo traumáticos para a mulher como: ressecamento vaginal, perda da libido, depressão, ondas de calor, insônia e dores musculares, entre outros.

“Vários tratamentos farmacológicos são procurados por mulheres em menopausa, com objetivo substituir os hormônios que baixam de nível nesta fase da vida. Entretanto, estudos recentes mostram que existem opções naturais que podem cumprir o papel dessa reposição hormonal”, enfatiza Angela Federau, nutricionista.

Para ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres, Angela preparou uma lista com seis chás de ervas naturais que podem atuar amenizando os sintomas da menopausa. Confira:

Chá de folha de amoreira

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A folha de amoreira tem vários compostos químicos que ajudam a regular os hormônios femininos. Além de propriedades que amenizam os sintomas mais desagradáveis da menopausa. Pode ser consumido quente ou frio, de preferência em menos de 24 horas após ser feito, e a infusão é normalmente feita com uma colher de sopa de folhas de amoreiras secas em um litro de água.

Chá de aquileia, alquemila e sálvia

A sálvia tem propriedades calmantes antioxidantes e ansiolíticas. A alquemila melhora o trânsito intestinal e seus flavonoides ajudam a repor níveis hormonais. A aquileia mantém a hidratação natural da pele que fica dificultada na menopausa e tem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. O chá deve ser feito com a infusão de quatro colheres de chás das três folhas secas em um litro de água.

Chá de hipericão

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O chá de hipericão é excelente no combate dos sintomas dos sintomas da menopausa, principalmente no que diz respeito a mudanças de humor. Em resumo, a planta alivia a ansiedade e estresse decorrentes de mudanças hormonais.

Chá de erva-de-são-cristóvão

A erva-de-são-cristóvão também chamada de cimicifuga ajuda na regulação do ciclo menstrual. Além disso, ela alivia as ondas de calor comuns no climatério e menopausa.

Chá de Ginseng

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É uma raiz de prioridades potentes e seu chá pode aliviar ondas de calor e ansiedade. Ela é anti-inflamatória e pode ajudar no controle do peso, ou seja, aliviando o ganho de peso que comumente acontece nessa fase.

Chá de Trevo-vermelho

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É um tipo de leguminosa rica em isoflavonas, substâncias também presentes na soja. Excelente para o alívio dos sintomas da menopausa. O chá deve ser feito em forma de infusão.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. É palestrante, escritora de livros, artigos e colunas em jornais e revistas. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele. Além disso, a nutricionista é empresária do segmento alimentício e atua como parceira da Polícia Militar do Paraná e de clínicas de fertilidade.

Quando deve-se iniciar a reposição hormonal?

Médica ginecologista Marcella Marinho detalha todos os passos para a mulher fazer a terapia e ter melhor qualidade de vida

A partir dos 35 anos toda mulher inicia um processo de declínio hormonal. Ao longo dos anos e progressivamente, essa menor produção natural dos hormônios começa a causar sinais e sintomas de maneira singular em cada organismo.

A médica ginecologista Marcella Marinho explica que a menopausa é culturalmente o grande marco, e é mais fácil de ser lembrada por se tratar de um evento único: trata-se da última menstruação. “Porém, muitas são as mulheres que entre os 48 e 55 anos sofrem com as consequências desse declínio hormonal. Esse período de transição da vida reprodutiva à senilidade, chamamos de climatério”, esclarece.

Segundo Marcella, os principais hormônios impactados nesta fase da vida da mulher são os estrogênios, embora também a testosterona seja afetada — sim, a mulher também tem esse hormônio.

Ela alerta para a importância da mulher realizar seus exames com uma periodicidade mais exigente e com um especialista, não apenas pelos desagradáveis sintomas como ondas de calor, sangramento irregular, fadiga, libido diminuída, distúrbios do sono, secura vaginal, incontinência urinária, dor na relação sexual, dificuldade de perder peso, perda da elasticidade da pele, irritabilidade, sintomas depressivos e falta de concentração e memória.

Segundo a médica, tratar esses sintomas e promover a qualidade de vida da mulher já é um benefício incontestável. Mas também é muito importante saber que o estradiol é um hormônio que atua em outros órgãos do corpo, como protetor cardiovascular, mantém a densidade mineral óssea, atua no estímulo de colágeno na pele, reduz o LDL (colesterol ruim), aumenta o HDL (colesterol bom), eleva a capacidade de concentração e memória, estimula o sono REM, mantém a elasticidade das artérias, melhora a resistência à insulina, entre outros benefícios.

Marcela ainda informa que a reposição hormonal bem indicada pode promover saúde e diminuir o risco de doenças cardiovasculares, osteoporose, doença de Alzheimer, obesidade, distúrbios da memória, diabetes, cardiopatias e também alguns tipos de câncer, como o colorretal.

Quando fazer o tratamento

A reposição hormonal é indicada para alívio sintomatológico, promover qualidade de vida e prevenir outras doenças e seus agravos. Segundo a médica, a clínica é soberana na decisão de quem deve ou não fazer a terapia. “Os exames complementares de sangue e imagem são ferramentas para acompanhar com segurança este tratamento”, recomenda.

A médica ginecologista ainda ressalta que algumas mulheres não apresentam queixas e passam por esse período com tranquilidade. Porém, isso não significa que elas não precisem manter hábitos saudáveis e seus exames em dia. “A ausência de sintomas nem sempre significa imunidade à doenças. E o climatério é uma fase que aumenta o risco de neoplasias, como câncer de mama, ovário ou útero. Por isso, é importante manter o rastreamento, pois um diagnóstico precoce será o grande diferencial de sucesso nos tratamentos”, adverte.

Segundo o último consenso publicado pela Sociedade Brasileira de Climatério em 2018 são contraindicações ao uso de terapia de reposição hormonal o sangramento vaginal não explicado, doença hepática ativa grave, antecedentes de câncer de mama ou de endométrio, doença coronariana, acidente vascular cerebral, demência, porfiria cutânea tarda e hipertrigliceridemia.

O lúpus eritematoso sistêmico e o risco elevado de doença tromboembólica venosa são consideradas contraindicações relativas. Portanto, nesses casos, cabe ao médico optar pela administração transdérmica após realizar uma avaliação e expor claramente ao paciente todos os riscos e os benefícios. “É uma decisão em conjunto”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Marinho é especialista em ginecologia e obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). É pós graduada em Laparoscopia e Histeroscopia pelo Hospital do Servidor Estadual (Iamspe), em Sexualidade Humana pela USP, em Ciências da Longevidade Humana – Grupo Longevidade Saudável e pós graduanda em Nutrologia pela Instituto Israelita de ensino e pesquisa Albert Einstein. Realiza acompanhamento preventivo de mulheres, priorizando o atendimento integral em todas as fases da vida, da adolescência até a menopausa.

Redobre os cuidados com a pele durante a menopausa para combater os sinais do envelhecimento

Além dos sintomas como irritabilidade, cansaço, perda de massa muscular e calor causados pela queda do estrogênio, menopausa também torna a pele mais ressecada, fina, sensível e, consequentemente, mais propensa a sofrer com o envelhecimento precoce

O envelhecimento é um processo que ocorre com todos nós, sendo marcado por uma série de modificações no funcionamento do organismo. Por exemplo, uma das principais alterações que afetam o corpo da mulher devido ao envelhecimento é a menopausa.

“Geralmente ocorrendo após os 50 anos, mas podendo afetar algumas mulheres precocemente, a menopausa é caracterizada pela suspensão definitiva da menstruação com consequente queda na produção de estrogênio. Como resultado, a mulher passa a apresentar uma série de sintomas, incluindo irritabilidade, mudanças drásticas de humor, sudorese excessiva, cansaço intenso, ondas de calor e perda de massa óssea e massa magra”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU Saúde.

Além disso, a pele também é afetada. Segundo Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, devido à menopausa, ocorre uma diminuição na produção de ácido hialurônico e das fibras de colágeno e elastina. “Isso favorece o ressecamento do tecido cutâneo e acelera o surgimento dos sinais de envelhecimento da pele, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e perda de firmeza, elasticidade e volume”, afirma o dermatologista.

A má notícia, de acordo com Eloisa, é que não existem métodos para se prevenir ou retardar a menopausa, visto que é definida geneticamente. Mas, quem deseja combater os efeitos da menopausa na pele, pode apostar no reforço da rotina skincare.

“Inicie pela limpeza, que, em peles maduras, deve ser realizada com produtos mais suaves que não causem agressões na pele ou removam excessivamente a barreira de proteção do tecido cutâneo, o que pode agravar ainda mais o ressecamento e tornar a pele mais suscetível a danos”, aconselha Cassiano. Em seguida, aposte na hidratação com produtos formulados com ativos capazes de fortalecer a barreira da pele e segurar a molécula de água no tecido cutâneo.

“É indicado também o uso de substâncias com propriedades antioxidantes e rejuvenescedoras, incluindo o retinol, a vitamina C, o resveratrol e os alfa-hidroxiácidos. Mas, mesmo durante a menopausa, o fotoprotetor segue sendo o principal método de combate ao envelhecimento cutâneo, lembrando que o produto deve conter FPS 30, no mínimo, e ser aplicado todos os dias pela manhã após o hidratante, com reaplicação necessária a cada duas horas”, destaca o médico.

Vale ressaltar ainda que, na menopausa, a pele da mulher é mais sensível por ser mais fina e ressecada. Então, o cuidado na escolha dos produtos deve ser redobrado, evitando aqueles cosméticos que possam causar irritação, vermelhidão, coceira e descamação do tecido.

“Entre as substâncias irritantes, as fragrâncias figuram entre as principais vilãs, já que favorecem a desidratação e comprometem a integridade da barreira protetora da pele”, alerta o especialista. “No geral, o recomendado é sempre escolher produtos hipoalergênicos e naturais, além de livres de fragrância. No geral, quanto mais forte o cheiro de um cosmético, maiores as chances de ele causar irritações, alergias e dermatites”, diz o médico

Além disso, é interessante investir em hábitos saudáveis que auxiliem na manutenção da saúde do organismo, amenizando os sintomas da menopausa não apenas na pele, como no organismo como um todo. “Por exemplo, invista em uma alimentação equilibrada rica em vegetais, frutas e legumes, principalmente aqueles com propriedades antioxidantes, e evite alimentos industrializados e o consumo excessivo de sal e açúcar. Além disso, tenha boas noites de sono, consuma pelo menos dois litros de água por dia, pratique exercícios físicos regularmente e evite fumar e ingerir álcool”, recomenda Eloisa.

Em mulheres que sofrem demais com a queda hormonal, é possível também apostar na reposição hormonal para reduzir os sintomas da menopausa. “Realizada através de administração vaginal, oral ou transdérmica, a reposição de estrogênio em baixas doses ajuda a restabelecer o equilíbrio do organismo para que a mulher se adapte mais facilmente ao período da menopausa. Porém, esse tipo de tratamento deve ser prescrito por um ginecologista, já que é contraindicado para pacientes com câncer em atividade, que possuem predisposição à doença ou que sofrem de alterações nas mamas”, alerta a especialista.

Por sua vez, mulheres que já passaram pela menopausa e apresentam sinais de envelhecimento acentuado podem apostar em procedimentos estéticos, como o preenchimento de ácido hialurônico, que, segundo Cassiano, confere volume ao rosto, reduz a aparência de rugas e linhas de expressão e estimula a produção natural da substância pelo organismo, tornando a pele mais hidratada e combatendo o ressecamento. “Os bioestimuladores de colágenos também são interessantes por hidratarem profundamente e estimularem a neocolagênese, aumentado assim a firmeza e a elasticidade da pele para combater flacidez e rugas”, afirma.

Por fim, é importante ressaltar que a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorrerá em todas as mulheres em algum momento da vida. Por isso, ao notar os sintomas da queda hormonal, o mais importante é que você visite um médico ginecologista, que poderá dar orientações para que você passe por essa nova fase de sua vida da forma mais tranquila possível. Além disso, vale a pena também consultar seu dermatologista, que poderá rever as necessidades de sua pele para recomendar a melhor rotina de cuidados ou indicar os tratamentos mais adequados para combater os sinais do envelhecimento.

Fontes:

Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão. Faz parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.
Daniel Cassiano é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cofundador da clínica GRU Saúde, formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Doutorando em medicina translacional também pela Unifesp. Professor de Dermatologia do curso de medicina da Universidade São Camilo.

Menopausa: entenda o que é este fenômeno fisiológico e as mudanças que ele traz

Processo natural do organismo feminino, menopausa causa diversas modificações no corpo da mulher, que vão desde ressecamento da pele, cabelos e genitais até instabilidade emocional. Ginecologista explica a causa desse evento e aponta métodos para diminuir os sintomas

Conforme envelhecemos, nosso organismo passa por uma série de alterações que afetam o corpo. Na mulher, uma dessas alterações é a menopausa, caracterizada pela suspensão definitiva da menstruação.

“A condição é diagnosticada após um ano do último evento de sangramento menstrual da mulher, podendo ser subdividida em períodos a partir desta fase. Durante a menopausa, algumas mulheres são assintomáticas e não se queixam de nenhuma intercorrência. Porém, a grande maioria pode apresentar sintomas físicos, comportamentais, emocionais e psicológicos causados pela queda hormonal”, explica Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

A mulher pode identificar que entrou na menopausa ao notar sintomas como ganho de peso, principalmente na região abdominal, insônia, ondas de calor, sudorese noturna e alteração do humor com instabilidade emocional.

“Geralmente ocorrendo após os 50 anos, mas podendo acontecer antes em casos de falência ovariana prematura, ou seja, quando a mulher deixa de ovular precocemente, a menopausa gera uma série de modificações no organismo da mulher, que acontecem principalmente devido à queda na produção de estrogênio, incluindo perda de massa óssea e massa magra, cansaço, diminuição do colágeno e ressecamento da pele e cabelos, com consequente acentuação dos sinais de envelhecimento. Além disso, o emocional da mulher tende a ficar extremamente abalado, visto que deixa de apresentar a mesma aparência e feminilidade que tinha anteriormente”, destaca a médica.

A queda de estrogênio na menopausa afeta principalmente a região íntima da mulher e, consequentemente, sua vida sexual. “A diminuição dos hormônios femininos leva à atrofia vaginal e redução da libido e da lubrificação do genital, fatores que afetam diretamente o bem-estar da mulher, visto que, na região íntima, uma mucosa atrofiada e sem lubrificação pode causar dor e desconforto durante a relação sexual, sangramento, ardência, corrimentos e até mesmo infecções urinárias de repetição”, explica a ginecologista.

De acordo com a especialista, com a diminuição hormonal e desconhecimento de sua nova identidade física devido à menopausa, a mulher também pode perceber o envelhecimento de uma forma mais conturbada, transferindo essa insatisfação para seu relacionamento sexual. “A falência ovariana também faz com que a mulher se torne incapaz de engravidar, salvo em casos em que se tenha realizado ovodoação prévia ou congelamento dos óvulos.”

A má notícia é que não existem métodos para se prevenir ou retardar a menopausa, visto que é definida geneticamente. Porém, esse processo de alterações hormonais tem fim, o que ocorre por volta 65 anos, quando a mulher entra no período senil e os sintomas e desconfortos consequentes da baixa hormonal se encerram.

Além disso, para as mulheres que sofrem demais com a queda hormonal é possível reduzir os sintomas da menopausa por meio da reposição de estrogênio em baixas doses por administração local (vaginal) ou sistêmica (oral e transdérmica). “A reposição hormonal restabelece a função orgânica, melhorando a sintomatologia da menopausa e, consequentemente, a adaptação da mulher a essa nova fase de sua vida”, ressalta Ana.

“Porém, o tratamento com hormônios é contraindicado para pacientes oncológicas ou com histórico de câncer, com patologias que não permitem associação hormonal ou que sofrem de alterações mamográficas e bioquímicas. O medo e o desejo da paciente também possuem grande influência na hora do médico prescrever a reposição hormonal.”

Os sintomas da menopausa também podem ser mascarados com terapia cognitiva comportamental e hipnoterapia, métodos alternativos ao tratamento hormonal que têm se mostrado muito promissores. “Por fim, é importante ressaltar que a menopausa é um processo natural do envelhecimento que ocorrerá em todas as mulheres em algum momento da vida. Por isso, ao notar os sintomas da queda hormonal, o mais importante é que você visite um médico ginecologista, que poderá dar orientações para que você passe por essa nova fase de sua vida da forma mais tranquila possível”, finaliza.

Fonte: Ana Carolona Lúcio Pereira é ginecologista, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), especialista em Ginecologia Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira e graduada em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2005.

Climatério: severidade das ondas de calor aumenta risco de eventos cardiovasculares

60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores

É a severidade e não a frequência das ondas de calor do climatério, o famoso fogacho, que aumenta o risco de eventos cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Essa foi a principal descoberta de um estudo publicado esse ano, no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

O estudo reuniu dados de 23 mil mulheres por meio da análise de seis estudos prospectivos, fruto de uma colaboração internacional, liderada pela Universidade de Queensland, na Austrália. Segundo Edvaldo Cavalcante, ginecologista e obstetra, cerca de 60% a 80% das mulheres no climatério apresentam sintomas vasomotores, como os fogachos e suor noturno.

“Esses sintomas costumam se acentuar dois anos antes da última menstruação (menopausa), com um pico de um ano após a menopausa. Em média, esses incômodos podem durar até sete anos. Além de afetar a qualidade de vida, aumentam o risco de eventos cardiovasculares”.

O que o estudo mostrou de interessante é que o risco de problemas cardiovasculares aumenta de acordo com a severidade das ondas de calor e dos suores noturnos.

“Mesmo que a mulher tenha uma frequência maior desses sintomas, a severidade é o que realmente faz a diferença quando se fala de maior probabilidade de ter um AVC ou um infarto, por exemplo”, comenta Cavalcante.

Início precoce ou tardio

Outra descoberta dos pesquisadores é o que risco de eventos cardiovasculares também é maior nas mulheres que apresentaram esses sintomas precocemente (muito tempo antes da menopausa) ou tardiamente (muito tempo depois da menopausa).

Janela de oportunidade

Infelizmente, não há evidências científicas sólidas sobre hábitos que possam prevenir os sintomas vasomotores no climatério. “Entretanto, quanto mais saudável a mulher chegar a essa fase, melhor. Inclusive porque aquelas com doenças cardiovasculares prévias têm contraindicação para realizar a terapia hormonal (TH)”, comenta o médico.

“Atualmente, o consenso sobre a indicação da TH aponta que deve ser iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa, no que chamamos de ‘janela de oportunidade’. Mas, a TH só pode ser prescrita para mulheres saudáveis e sem doenças cardiovasculares”, explica o especialista.

A TH indicada nessa janela não só alivia os sintomas vasomotores, como também reduz o risco cardiovascular.

Alternativas aos hormônios

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De acordo com Cavalcante, existem alternativas para as mulheres que possuem contraindicação ou que não desejam usar a TH. “Os estudos mais recentes apontam que o tratamento com alguns fármacos de uso psiquiátrico, como antidepressivos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), ISRN (inibidores seletivos da recaptação de serotonina-norepinefrina) e a gabapentina (anticonvulsivante) são eficazes em reduzir os sintomas vasomotores”, cita o ginecologista.

Por outro lado, fitoterápicos e acupuntura são terapias controversas, com estudos de menor consistência.

Quanto ao estudo citado no início do texto, o recado é claro: mulheres com quadros mais severos de sintomas vasomotores no climatério e na pós-menopausa devem ser monitoradas mais de perto.

“Isso significa fazer check-up com maior frequência, bem como reduzir os fatores de risco preveníveis, como obesidade, tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial e hipercolesterolemia”, encerra o médico.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico ginecologista e obstetra, mestre e Doutor em Ginecologia, graduou-se em Medicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA–SP), realizou Residência em Ginecologia e Obstetrícia no SUS, em São Paulo; Especialização em Endoscopia Ginecológica no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPM-SP) e capacitação em Cirurgia Robótica no Intuitive Surgical Training Center, na Flórida (EUA). Possui títulos de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Especialista em Videolaparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Inhame é alternativa natural ao tratamento dos sintomas da menopausa

Nutricionista Adriana Stavro destaca os benefícios do tubérculo, também conhecido como cará

Muitas mulheres buscam alternativas às terapias hormonais para o tratamento dos sintomas da menopausa para amenizar os efeitos associadas a queda dos estrógenos, que causam fogachos, desordens do sono, dor nas articulações, instabilidade de humor, cefaleias e pode levar ao aparecimento de doenças como osteoporose, hipertensão e depressão.

Entre as opções mais populares está o inhame (Dioscorea villosa). A raiz do tubérculo contém um fitoestrógeno chamado diosgenina, uma substância vegetal que tem estrutura similar ao estrogênio humano. Estudos mostram que o consumo diário, é uma alternativa natural ao tratamento na melhora dos sintomas da menopausa.

Algumas sugestões de consumo:

Bernadette WurzingerPixabay

· Salada: cozinhar, ralar, e temperar com azeite, sal e limão. Acrescentar outros vegetais a gosto.

· Suco: cozinhar, descascar, ralar e adicionar em sucos de frutas.

Katharina Klinski/Pixabay

· Cozido: cozinhar sem casca, inteiro ou em pedaços, no vapor ou na pressão e temperar com azeite, cebolinha, salsinha e gengibre a gosto. Pode servir acompanhando uma proteína grelhada.

Chá de inhame

Foto meramente ilustrativa

Ingredientes
· casca de 1 inhame (bem lavada e higienizada)
· 250 ml de água filtrada.

Modo de preparo:
Leve a casca já lavada e higienizada com a água em um bule para chá e deixe ferver por cerca de 5 minutos. Tampe e deixe em infusão até esfriar. Sirva em seguida coado. Tomar 1 xícara ao dia.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Como o envelhecimento afeta seu sono

Conforme você envelhece, é provável que surjam mudanças em seus padrões de sono. Você pode achar mais difícil dormir – e ficar assim – do que antes. Você pode se sentir cansado durante o dia e querer tirar uma soneca. Você não está sozinho: muitos homens e mulheres com mais de 50 anos têm problemas para dormir. Muitas coisas podem afetar a qualidade do seu descanso e, às vezes, há mais de uma causa em jogo.

Dor

Artrite, problemas nas costas, DRGE (doença do refluxo gastroesofágico), diabetes e outras doenças relacionadas à idade podem causar dores que o acordem. Em alguns casos, a fisioterapia ou a cirurgia podem ajudar com dores nas costas. Caso contrário, seu médico poderá tratá-lo, bem como outras doenças subjacentes. Os analgésicos de venda livre podem diminuir a dor e a inflamação.

Doença Neurológica

Parkinson

Esses tipos de doenças causam problemas com sinais elétricos no cérebro e no sistema nervoso. A doença de Parkinson pode causar movimentos que o acordem ou perturbem seu sono de outras maneiras. E o Alzheimer perturba e agita algumas pessoas bem na hora em que normalmente vão dormir. Seu médico pode ajudá-lo a tratar os sintomas dessas doenças.

Remédios

Medicamentos para doenças cardíacas, hipertensão, Parkinson e problemas de tireoide – todos mais comuns com o aumento da idade – podem interromper seu sono. E a idade pode tornar os efeitos de alguns medicamentos mais propensos a mantê-lo acordado, como o estimulante pseudoefedrina em descongestionantes de venda livre. O seu médico pode ajustar ou alterar a sua medicação se ela parecer afetar o seu sono.

Acordando para fazer xixi

Se isso acontecer mais de uma vez por noite, seu médico pode concluir que seja noctúria. Isso tende a acontecer mais conforme você envelhece e pode ser devido a doenças, como diabetes, insuficiência cardíaca ou infecção, inflamação e outros problemas de bexiga relacionados à idade. Pode ajudar a evitar cafeína e álcool no final do dia. Seu médico pode prescrever comprimidos de água (diuréticos) para ajudá-lo a fazer xixi no início do dia, ou outros medicamentos que diminuem a necessidade de ir ao banheiro.

Menopausa


À medida que você para de menstruar na meia-idade, seu corpo lentamente para de produzir os hormônios progesterona e estrogênio. Isso geralmente causa ondas de calor em que uma onda de adrenalina a acorda. Isso pode acontecer muitas vezes por noite. Elas podem fazer você ficar muito quente e suar – às vezes muito. Seu médico pode prescrever hormônios para interromper esses flashes e ajudá-la a dormir.

Mudanças no ritmo do sono


Conforme você envelhece, você tende a ficar com mais sono no início da noite e acordar mais cedo. Pode ajudar ouvir seu corpo conforme isso muda, para que suas horas de sono estejam mais em sintonia com os ritmos naturais de seu corpo. Você pode ir para a cama com uma rotina relaxante à noite. Leia um livro ou ouça uma música suave. Um banho ou ducha quente e alguns exercícios leves de alongamento também podem causar sonolência.

Apneia do sono

É quando você ronca tão intensamente que interrompe repetidamente a respiração enquanto dorme – às vezes centenas de vezes por noite. Pode afetar qualquer pessoa, mas é mais provável depois dos 40 anos. Você pode perceber que está grogue no dia seguinte por falta de sono. Às vezes é porque você está com alguns quilos a mais, mas nem sempre. Um médico pode fazer exames para ver se você tem e ajudá-lo a tratá-lo.

Síndrome das pernas inquietas

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Faz com que suas pernas se movam quando você não quer. Pode mantê-lo acordado com sensações estranhas nas pernas: elas podem formigar, ou você pode sentir sua pele se arrepiar ou ter uma sensação de “alfinetes e agulhas”. Quando inclui os braços, é chamada de distúrbios do movimento periódico dos membros, ou DMPM. Cerca de 20% das pessoas com 80 anos ou mais têm SPI. Mais do que isso, têm alguma forma de DMPM. O seu médico pode ajudá-lo a controlar os seus sintomas.

Saúde mental

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Novos problemas de saúde mental, como depressão, podem surgir com a idade. Pessoas com depressão, transtorno bipolar e outros transtornos do humor têm maior probabilidade de ter problemas de sono. Pode ser um evento repentino ou um período difícil em sua vida. Ou pode ser que os eventos do dia a dia comecem a preocupá-lo mais do que antes (ansiedade). Fale com o seu médico se as preocupações ou o seu humor parecem interferir no seu sono.

Cochilos

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Conforme você envelhece, pode ter mais tempo extra para cochilar durante o dia, seja por acaso ou propositalmente. Mas se você não está dormindo à noite, cochilos podem não ser uma boa ideia, especialmente no final da tarde ou à noite. Você pode não se sentir cansado na hora de dormir ou dormir bem. Isso pode levar a um ciclo que perturba sua rotina normal de sono e tornar mais difícil o acordar de manhã.

Problemas de coração

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Falta de ar por insuficiência cardíaca, dor no peito por angina, pulso acelerado por fibrilação atrial: todos esses problemas cardíacos podem interferir no seu sono. E menos sono pode piorar esses problemas cardíacos, o que leva a um ciclo infeliz. Converse com seu médico sobre qualquer um desses sintomas. Se você tiver uma doença subjacente, descubra como pode controlá-la com mudanças no estilo de vida, medicamentos, cirurgia ou outros tratamentos.

Ajude seu sono: faça uma lista

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O sono pode ser difícil se sua mente estiver ocupada com todas as coisas que você precisa fazer amanhã. Você pode reduzir esse estresse se dedicar apenas alguns minutos para organizar seus pensamentos em uma lista de “tarefas a fazer”. Isso pode ajudá-lo a dormir melhor esta noite. E também fornece um guia pronto sobre como agir no dia seguinte.

Ajude a dormir: desligue o celular

A luz artificial após o anoitecer pode atrapalhar seu sono. A luz azul de dispositivos eletrônicos como smartphone e laptop é especialmente ruim porque reduz os níveis de melatonina. Telas especiais podem filtrar parte dessa luz. Alguns dispositivos têm configurações de “turno noturno” que ajudam a removê-lo. Mas a melhor coisa a fazer é desligar eletrônicos o mais cedo possível.

Ajude seu sono: menos álcool

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Você pode sentir sono depois de um ou dois drinques, mas, mais tarde, isso pode acordá-lo continuamente durante a noite. Ele perturba o importante estágio REM do sono e pode interferir na respiração. Também faz você urinar mais, o que significa que pode ter que se levantar e ir ao banheiro. Beber menos no final da tarde e à noite antes de dormir pode ajudar.

Ajude seu sono: menos cafeína


Não é apenas no café e no chá. Está em refrigerantes, chocolate, bebidas energéticas e analgésicos de venda livre. Pode dificultar o sono. Também pode diminuir a quantidade ou a qualidade do seu sono, especialmente à medida que você envelhece. Mesmo seis a oito horas antes de dormir pode ter um efeito. Fique longe dela à tarde e à noite, principalmente se tiver problemas para dormir.

Fonte: WebMD