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Issviva: marca de produtos e experiências para acompanhar a mulher durante a menopausa

Lançada pela Essity, tem o objetivo de reduzir os sintomas e elevar a qualidade de vida no climatério, em todas as fases e em todos os lugares

O climatério, período marcado por alterações hormonais com sinais e sintomas característicos, vai muito além da menopausa. Enquanto esta é marcada pela última menstruação, que ocorre, em média, ao redor dos 50 anos, o climatério é uma etapa da vida da mulher, compreendendo desde a pré-menopausa, a perimenopausa (menopausa precoce) e todos os anos que advêm após a interrupção do ciclo menstrual.

Trata-se de uma fase de profunda transformações, com impacto na saúde física e mental da mulher. Embora as ondas de calor (ou fogachos) sejam o sintoma mais conhecido, a queda gradativa na produção de estrogênio provoca um verdadeiro ataque na autoestima e na vida sexual da mulher. As alterações hormonais causam queda de cabelo, pele seca, suor noturno, ressecamento vaginal, perda da libido, dificuldade para dormir, alterações de humor e comprometem os ossos e as juntas, podendo levar à limitação dos movimentos.

A boa notícia é que não é mais preciso passar por tudo isso sozinha. Para acompanhar a mulher em todas as fases deste período, com menos sintomas, mais leveza e qualidade de vida, a Essity está lançando a Issviva, marca de produtos e experiências inteiramente dedicada à menopausa.

“Queremos apoiar a mulher neste momento da vida em que ela se sente mais frágil, não só com produtos específicos para cada sintoma, mas criando uma comunidade de sustentação para a troca de informações e experiências. Queremos que ela não se sinta sozinha e entenda a menopausa como mais uma etapa da vida e não como um fim”, explica Cristina Arbeláez Diretora de Marketing.

Plataforma exclusiva Issviva

Para estabelecer um canal de comunicação com a mulher na menopausa, a Issviva terá uma plataforma digital onde vai levar informação de qualidade e disponibilizar produtos específicos, testados e aprovados pela Anvisa.

A rede de apoio vai contar com médicos especializados em ginecologia, sexualidade humana, psicologia e saúde mental, além de depoimentos de mulheres que estão passando – e superando – os efeitos da menopausa, entre elas influenciadoras digitais.

O portfólio inclui vitaminas e produtos para combater os principais sintomas da menopausa. Seus benefícios vão desde melhorar a beleza da pele e dos cabelos até reduzir os distúrbios do sono, a incontinência urinária, as alterações digestivas (estômago e intestinos), fortalecer os ossos, a saúde mental e a vida sexual. “Vamos ajudar e ser um suporte durante a menopausa, uma parceira para amenizar um momento que ainda é tratado com tabu. Nosso objetivo é educar e melhorar a qualidade de vida das mulheres desde os primeiros sinais da pré-menopausa até o fim”, diz Cristina.

A Essity já está presente no Brasil com a Libresse, marca de produtos para menstruação e proteção íntima feminina. Com o lançamento da Issviva, torna-se parceira da mulher em todas as etapas da vida reprodutiva, desde a primeira menstruação até a menopausa.

Lançada em maio de 2022, a plataforma está disponível aqui.

5 dicas para prevenir a osteoporose na menopausa

Se você tem tido fraturas com muita facilidade, fique atento: pode ser um indício de osteoporose. Segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), a doença acomete cerca de 200 milhões de mulheres no mundo todo, aproximadamente um décimo daquelas com 60 anos, um quinto das com 70 anos, dois quintos das com 80 anos e dois terços das com 90 anos.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), são cerca de 10 milhões de casos, sendo que 75% deles só são descobertos depois da primeira fratura. Uma perda de 10% na coluna pode dobrar o risco de fratura nas vértebras, enquanto uma redução de 10% na massa óssea do quadril aumenta em 2,5 vezes as chances de quebra da bacia. O Ministério da Saúde estima que 50% da população feminina, a partir dos 50 anos, sofrerá alguma fratura osteoporótica no decorrer do tempo.

“A doença causa a diminuição da massa óssea, resultando em ossos frágeis e porosos. O grande perigo é que a osteoporose não causa dor, ou seja, muitas pessoas só a descobrem quando há alguma fratura. Quem está mais propício ao problema é a mulher, sendo mais comum a partir da menopausa, após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação)”, afirma Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, Membro da Febrasgo e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre.

Segundo Claudia Chang, pós doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a osteoporose costuma surgir entre os 45 e 55 anos. “Neste período, a chance é maior por conta do desequilíbrio hormonal, principalmente pela queda do estrogênio, hormônio que, dentre outras funções, serve como uma proteção natural aos ossos. Com essa diminuição, o desgaste ósseo acelera. Daí a importância de maiores cuidados com a saúde durante e após a menopausa”.

O que fazer para prevenir a osteoporose

Por não haver cura, é essencial prevenir o quadro de osteoporose, conhecendo tanto os fatores de risco como os hábitos que ajudam a reduzir as chances de desenvolver a doença. São eles:

Abandone o cigarro


O cigarro prejudica a massa óssea de forma direta e indireta. As substâncias tóxicas presentes no produto enfraquecem as células responsáveis pela formação dos ossos e modificam o metabolismo do estrogênio, o hormônio feminino que tem como função proteger o tecido ósseo.

Mexa o corpo!


A atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular. Exercícios como corridas e caminhadas são essenciais para prevenir a fraqueza óssea, além de fortalecer o sistema imunológico. Musculação, em especial, deixa os ossos mais resistentes e protegidos pelo ganho de massa muscular e contribui para o aumento do equilíbrio, fator importante para evitar quedas, que são situações comuns em pessoas idosas e que geralmente provocam fraturas. “A massa óssea se desenvolve até os 20 anos e atinge o auge de sua densidade aos 30. Sendo assim, quanto melhor for a qualidade do osso até este período, mais lenta será sua perda”, frisa a endocrinologista.

Aposte na vitamina D


O sol é a principal fonte de vitamina D – 80% da formação dessa vitamina provém dos raios solares, que ativam a síntese da substância em nosso organismo, auxiliando na absorção e fixação nos ossos. O ideal é se expor ao sol 15 minutos por dia, evitando entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa. Se não for possível, uma alternativa é o uso de suplementação de vitamina D em cápsulas ou gotas, que deve ser feita com acompanhamento médico.

Adote uma alimentação saudável


É preciso consumir alimentos que forneçam as quantidades ideais de cálcio para o organismo, além de vitamina D e de outros elementos, como magnésio e fósforo. Confira os alimentos indicados na prevenção contra a osteoporose:

  • Leite e derivados: ótimas fontes de cálcio, proteína e fósforo.
  • Peixes gordurosos: como o salmão, contêm cálcio, vitamina D, proteínas e magnésio.
  • Fígado e óleo de fígado: excelentes fontes de vitamina D.
  • Verduras verdes: brócolis, couve, repolho, agrião, por exemplo, são ricos em cálcio e magnésio.
  • Leguminosas: por exemplo, feijão, grão-de-bico e lentilha, contêm proteínas, ferro e magnésio.
  • Cogumelos: shiitake, shimeji e champignon são boas fontes de vitamina D.

“Com o envelhecimento, o osso perde cálcio, tendendo a ficar mais fraco. Daí a importância de reforçar o consumo desse mineral, principalmente na menopausa. No entanto, assim como a deficiência do cálcio é prejudicial, o excesso também é, podendo ocasionar perda da função renal, entre outros problemas. Por isso, o uso de suplementos à base de cálcio deve ter indicação e acompanhamento do médico. O consumo proveniente dos alimentos é sempre preferível, sendo a suplementação indicada apenas em casos específicos”, pontua Claudia.

Densitometria óssea


Pouco invasivo, o exame mede a densidade do osso e pode diagnosticar a osteoporose ainda em estágios primários, o que possibilita o tratamento imediato e evita o diagnóstico tardio. Já antes dos 40 anos, recomenda-se o exame apenas se houver outro fator de risco envolvido, como histórico familiar ou dificuldade de o organismo absorver o cálcio.

“Feita de forma adequada, a prevenção pode reduzir em até 70, 40 e 30% os riscos de fraturas de coluna, fêmur e costelas, pulsos e pés, respectivamente. Para quem faz uso de medicamentos que possam causar a osteoporose, registre tudo durante os acompanhamentos médicos. Lembre-se: os ossos são fundamentais para a sustentação do nosso corpo, além de servirem de proteção a muitos órgãos”, finaliza Moraes.

Ausência de ocitocina pode causar danos à saúde feminina durante o período da menopausa

Sensação de prazer, bem-estar físico e mental e segurança em relação ao parceiro – são alguns dos sentimentos que a ocitocina pode proporcionar à saúde da mulher. Conhecido com o “hormônio do amor”, é produzido pelo hipotálamo e armazenado na hipófise posterior. Costuma ser liberada no organismo feminino em três momentos: parto, amamentação e orgasmo.

Entre os benefícios causados à saúde estão: melhora do humor e redução da ansiedade. Além disso, estimula às contrações uterinas na hora do parto e facilita no processo da amamentação. No entanto, a diminuição da ocitocina pode causar efeito contrário, sobretudo, no período da menopausa.

É nesta fase que os sintomas são mais visíveis e, normalmente, estão associados a aspectos físicos e psicológicos: palidez, olhar infeliz, olhos secos, falta de expressividade, diminuição da libido, estresse, redução da função cognitiva, distúrbio do sono, falta de lubrificação da glande durante o sexo, entre outros sintomas.

Nestes casos, o uso da reposição hormonal pode ser um auxílio para todo o corpo – já que o hormônio tem como função modular e prevenir doenças cardíacas e vasculares, acelerar a cicatrização da ferida, aumentar o prazer no orgasmo e aumentar o apego entre os amantes. E, ainda, estimular o impulso sexual, comportamental e sentimentos afetuosos.

Mas será que todas as mulheres apresentam problemas devido à diminuição de ocitocina durante a menopausa?

“Cada mulher pode passar o período de forma individualizada. A ideia de que a menopausa é problema e um momento difícil e complicado é um grande mito. A verdade é que o período é de transformação e de muito aprendizado para a maturidade”, explica Fabiane Berta, ginecologista endócrina.

Por conta do tabu, muitas mulheres acabam sendo atendidas e medicadas de forma incorreta.  O declínio hormonal pode ser confundido com sintomas da depressão, fazendo que elas iniciam um tratamento com medicações desnecessárias.

O que acontece com o corpo é que a atividade da ocitocina diminui com o avançar da idade nas áreas centrais do cérebro que são importantes para as emoções, tornando a necessidade de suplementação de oxitocina progressivamente. Os níveis em idosos precisam ser muito maiores para saturação compensatória não espontânea dos receptores. Para essa suplementação existem algumas opções: injetáveis, nasais, implante e oral.

O cuidado com a saúde física e mental é algo indispensável durante todas as etapas da vida e que merece atenção especial durante a menopausa.

Fonte: Fabiane Berta é especialista em ginecologia endócrina pela Santa Casa-SP. Pós-Graduanda em Endocrinologia clínica, longevidade saudável aplicada ao antienvelhecimento genético. Idealizadora do movimento #OCITOCINE-SE, que tem por objetivo compartilhar amor por meio da ciência, restaurando à saúde física e mental do ser humano. Apoiada pelo centro de Genoma e células tronco na USP, em desenvolvimento de pesquisas e análises clínicas, laboratoriais e genética como prova terapêutica dos protocolos embasados na ação hormonal.

Climatério: 6 perguntas para entender de uma vez por todas o que é esse período na vida da mulher

Ginecologista Fernando Prado explica quais são os sintomas e tratamentos comuns do climatério, período de transição para o fim da fase reprodutiva da mulher que é constantemente confundido com a menopausa

Conforme envelhecemos, nosso organismo passa por uma série de alterações. E entre as alterações causadas pelo processo de envelhecimento mais temidas pelas mulheres está a menopausa. No entanto, o que muitas pessoas definem como menopausa trata-se, na verdade, de uma período conhecido como climatério. “A menopausa é apenas uma data. É o dia em que se completa um ano que a mulher parou de menstruar devido ao fim do período reprodutivo. Portanto, só podemos falar em menopausa após um ano da última menstruação.

Já o climatério é justamente esse período de transição entre a fase reprodutiva e não reprodutiva da mulher”, explica o ginecologista obstetra Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita, que respondeu as principais dúvidas sobre climatério para facilitar a passagem por esse período tão delicado na vida da mulher. Confira:

O que exatamente é o climatério?
Fernando Prado:
Climatério é um período de transição entre a fase reprodutiva e a fase não reprodutiva na mulher. Nesse período, surgem uma série de sinais e sintomas característicos do climatério que estão geralmente associados à queda da produção dos hormônios femininos.

Quais os sintomas mais comuns do climatério?
FP:
Os sintomas mais comuns são alterações no ciclo menstrual, ondas de calor (fogachos), secura e atrofia vaginal, insônia, incontinência urinária, perda da libido, depressão e perda de “energia”, osteoporose e alteração no metabolismo de gorduras (colesterol e triglicérides).

Existem formas de aliviar esses sintomas?
FP
: Sim, existem diversas maneiras de aliviar os sintomas, como o uso de hormônios nos chamados esquemas de terapias hormonais. Geralmente, utilizamos estrogênios em diversas vias de aplicação, incluindo oral, adesivos transdérmicos e gel na pele ou na região da vulva e vagina, além de implantes hormonais. O objetivo dessa terapia é manter os níveis de hormônios femininos em valores próximos aos encontrados durante a vida reprodutiva da mulher para prevenir o surgimento de problemas como atrofia genital, alterações no metabolismo de gorduras e osteoporose. São tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente.

O uso de hormônios durante esse período é seguro?
FP:
As terapias hormonais são tratamentos bastante seguros, desde que monitorados por um médico regularmente. Só não indicamos esse tipo de tratamento em situações específicas, como mulheres que tiveram trombose, fumantes, com doenças cardiovasculares graves ou que tenham alto risco para tumores relacionados aos hormônios, como os tumores de mama ou endométrio. Nas mulheres que não apresentam tais contraindicações, podemos usar os hormônios com grande segurança e sucesso.

Por quanto tempo os hormônios podem ser usados?
FP:
O tempo de uso ainda é tema de discussão, mas entende-se que o uso de hormônios é seguro por até 10 anos ou até os 60 anos de idade. No entanto, não há um tempo limite de uso, já que as doses usadas são mínimas. As mulheres podem usar por mais de 10 anos e após os 60 anos de idade, desde que façam acompanhamento médico regular e que as doses do tratamento sejam ajustadas de acordo com as necessidades.

Existem outros cuidados que podem ser adotados além do uso dos hormônios?
FP:
Com certeza. Além dos hormônios, podemos recomendar também outros tratamentos, como dietas, fisioterapia, higiene mental, atividade física e meditação. É importante lembrar que o climatério não é apenas “falta de hormônio”. É um período da vida em que a mulher passa por transformações e precisa de um entendimento global sobre essa nova fase, que pode ser muito melhor do que as anteriores se bem direcionada.

Fonte: Fernando Prado é médico ginecologista, obstetra e especialista em Reprodução Humana. Diretor clínico da Neo Vita e coordenador médico da Embriológica. Doutor pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Imperial College London, de Londres – Reino Unido. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE).

Plenapausa lança suplementos para combater os principais sintomas da menopausa

Femtech chega ao mercado para reinventar o autocuidado feminino

Feita por mulheres para ajudar mulheres que passam pela menopausa a viverem de forma leve e com qualidade, a Plenapausa é a primeira plataforma no Brasil que traz informação, soluções e acolhimento durante a menopausa. Esse período tão pouco falado, porém, tão importante na vida das mulheres é uma fase delicada e por vezes é difícil de receber um atendimento de qualidade e adequado. É neste período que a mulher precisa de atenção, informação e cuidados específicos com especialistas que entendam sobre o assunto.

Não é fácil se expor sobre algo tão pouco comentado, mas é extremamente importante. Pensando nisso, a Plenapausa desenvolveu uma avaliação gratuita, com ajuda de diversos especialistas, em que através das respostas conseguem determinar em qual momento da menopausa a mulher se encontra e também os sintomas, facilitando assim sua busca por uma qualidade de vida melhor.

Ao longo de 2021, a Plenapausa avaliou mil mulheres durante o climatério e percebeu a necessidade de levar, além de informações e acolhimento, soluções para as mudanças fisiológicas e hormonais das mulheres, com o desenvolvimento de 3 fórmulas naturais e exclusivas de suplementos que auxiliarão no alívio dos sintomas: o PlenaAtive, PlenaVita e PlenaLuna. O kit nasceu com base no mapeamento dos principais sintomas da menopausa que impactam a rotina diária das mulheres que estão atravessando essa fase, os quais chamamos de top 5: cansaço, desânimo e pouca energia; alterações de humor constantes; dificuldade para dormir, insônia e sono que não recupera; Ansiedade, depressão e problemas emocionais; Baixo libido e baixo desempenho sexual.

Entre tantos, esses são os sintomas dos quais as mulheres mais reclamam e que podem ser percebidos a partir dos 40 (início do climatério) e prolonga-se até os 65 (pós menopausa). Estudos indicam que as mulheres viverão 1/3 de suas vidas em menopausa e que 80% das mulheres apresentam sintomas em menor ou maior intensidade. Outro fator importante, são os dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que indicam que até 2030 serão mais de 1 bilhão de mulheres atravessando a menopausa.

A linha de suplementos fitoterápicos da Plenapausa é completamente pensada nas mulheres, seja em qual fase for da menopausa ou até mesmo no período antecessor a ela. O kit Plenapausa combinado com a prática de atividades físicas, bons hábitos e uma alimentação saudável é o primeiro passo para uma vida equilibrada com qualidade. Afinal, a forma que a mulher passa pela menopausa, pode ser determinante para a sua saúde nos anos seguintes.

Conheça a linha Plenapausa:

PlenaAtive: disposição e energia para realizar suas atividades do dia.
Poderoso estimulante sexual e revigorante. O suplemento aumenta a vitalidade, combate ao estresse e o cansaço, promove aumento da libido. Suplemento alimentar que auxilia na energia e disposição, promovendo: Vigor físico e mental; Bem-estar sexual; Libido ; Controle na absorção de gordura;
Composição: maca peruana e mana cubiu
Contém 60 cápsulas de 500mg
Sugestão de consumo: 2 cápsulas/dia

PlenaVita: regulador natural dos sintomas da menopausa.
Amora Miura e Gérmen de Soja é um suplemento em cápsulas que age em conjunto para reduzir os sintomas da menopausa. Com fórmula natural, este produto irá auxiliar na redução dos calorões, melhora do sono e das dores no corpo. Com inúmeros benefícios, a Amora tem ação positiva no sistema cerebral e cardíaco. Suplemento que auxilia no alívio dos sintomas da menopausa, especialmente: Calorões / fogachos; Suores noturnos; Dores no corpo e articulações; Alteração de humor; Inchaço , Ganho de peso; Dores de cabeça; Desconforto e sensibilidade vaginal
Composição: gérmen de soja, amora miura e inositol
Formulação exclusiva Plenapausa
Contém 60 cápsulas de 800mg
Sugestão de consumo: 2 cápsulas/dia

PlenaLuna: porque você precisa de uma noite tranquila de sono.
Uma vez que o triptofano é o precursor do neurotransmissor, ou seja, é necessário para produzir serotonina, a suplementação com L-triptofano pode potencializar a ação dos antidepressivos e ajudar a prevenir os sintomas depressivos. Suplemento alimentar que auxilia na: Melhora do sono; Melhora do humor; auxilia na ansiedade; potencializa nível de concentração; Promove bem-estar emocional
Composição: L-triptofano e magnésio
Contém 60 cápsulas de 450mg
Sugestão de consumo: 2 cápsulas/dia

Preço: R$ 280,00 (kit completo, não é feita venda dos suplementos separados)

Onde encontrar: Plena Pausa

Você realmente precisa tomar suplemento de vitamina D? Menopausa pode ser uma razão

Anos atrás, os médicos estavam preocupados principalmente com a deficiência de vitamina D em crianças. Os alimentos foram fortificados com vitamina D para prevenir a doença óssea chamada de raquitismo. Sabe-se agora que o raquitismo foi apenas a ponta do iceberg – pessoas mais velhas também correm alto risco de deficiência de vitamina D.

De acordo com um estudo publicado na Age and Aging, revista médica oficial da Sociedade Britânica de Geriatria, a deficiência de vitamina D pode contribuir para a osteoporose, fraqueza muscular, fraturas de quadril, diabetes, câncer, doenças cardíacas, artrite e problemas de saúde geral.

Obter vitamina D apenas de fontes alimentares naturais (não fortificadas) é difícil, pois são poucos os alimentos que fornecem este nutriente. Para muitas pessoas, consumir alimentos enriquecidos ou se expor à luz solar é suficiente para manter um status saudável de vitamina D. No entanto, alguns grupos específicos podem precisar de vitamina D suplemento para atender às suas necessidades de forma adequada.

Os sinais e sintomas de deficiência de vitamina D incluem baixa imunidade, fadiga constante, dores musculares, perda óssea, cicatrização lenta, perda de cabelo, depressão e ansiedade. Se você não tem certeza se está em risco de deficiência de vitamina D, um exame de sangue específico, pedido pelo seu médico, apresentará o melhor resultado diagnóstico.

Os grupos a seguir estão entre aqueles com maior risco de deficiência de vitamina D.

Adultos com mais de 55 anos

O envelhecimento definitivamente tem suas vantagens: você está mais inteligente e confiante do que nunca e pode até estar desfrutando de uma vida tranquila de aposentadoria. Mas algumas pessoas podem se tornar menos ativas, tornando difícil passar tanto tempo ao ar livre e, consequentemente, obtendo menos vitamina D. Além disso, o envelhecimento da pele não permite sintetizar a vitamina D com a mesma eficiência. Então, a menos que você esteja tomando um suplemento diário de vitamina D, há uma boa chance das suas taxas ficarem aquém do nutriente vital.

Mulheres no pós-menopausa

As mudanças hormonais são responsáveis ​​pela maioria dos efeitos da menopausa, incluindo um risco aumentado de certas doenças e condições. Quando o estrogênio cai, o risco de osteoporose e doenças cardíacas aumenta – assim como a tendência a sofrer de sintomas como ondas de calor, mudanças de humor e secura vaginal. Para combater isso, vitaminas e suplementos podem ser um componente-chave dos cuidados de uma mulher durante e após a menopausa, mas o processo de decidir quais suplementos tomar requer um acompanhamento médico. Entre os complementos vitamínicos mais comumente indicados estão o cálcio, vital para a saúde óssea e especialmente importante durante a menopausa, quando a diminuição do estrogênio torna as mulheres propensas à osteoporose; e a vitamina D, que também ajuda na saúde óssea, na hipertensão, asma, alergias e possivelmente a prevenir câncer de mama.

Pessoas com exposição solar limitada

Se você trabalha em um ambiente fechado durante o dia todo, provavelmente não vê o sol. Por isso é improvável que as pessoas com ocupações que limitam a exposição ao sol obtenham vitamina D adequada da luz solar. Isso torna uma suplementação e uma dieta inteligente a chave para se manter saudável. O uso de protetor solar também limita a síntese de vitamina D a partir da luz solar. No entanto, como a extensão e a frequência do uso de filtro solar são desconhecidas, o papel que o protetor pode desempenhar na redução da síntese de vitamina D não é tão claro.

Adeptos de dietas veganas

StudioOne/Pixabay

Como a maioria dos alimentos que contêm naturalmente vitamina D são de origem animal, como salmão selvagem, queijo, gema de ovo e produtos fortificados (leite e iogurte), excluí-los da dieta pode levar a uma deficiência do nutriente. De fato, muitas formas de dietas limitantes, incluindo veganismo, algumas formas de vegetarianismo e pessoas com intolerância à lactose, estão associadas a taxas mais baixas de vitamina D.

Para suprir essa necessidade, outros produtos de origem vegetal podem ser incluídos na alimentação, como o leite de soja fortificado, tofu, cogumelo shitake. Embora estes alimentos tenham muito menos nutrientes do que as fontes animais, eles sempre ajudam. No caso de suplementação multivitamínica, compostos à base da microalga chlorella, podem ser a melhor opção vegana.

Pessoas com pele mais escura

Vários relatórios mostram níveis consistentemente mais baixos de vitamina D em pessoas de pele mais escura. Isso porque elas têm mais melanina em sua epiderme, a camada mais externa da pele, o que torna mais difícil para o corpo produzir vitamina D a partir da luz solar. Se você tem a pele mais escura, deve confiar em fontes alimentares do nutriente ou uma suplementação, em vez da luz solar, para atingir seu nível diário de vitamina D.

Portadores de doenças que limitam a absorção de gordura

Como a vitamina D é lipossolúvel, sua absorção depende da capacidade do intestino de absorver a gordura da dieta. A má absorção de gordura está associada a condições médicas que incluem algumas formas de doença hepática, fibrose cística, doença celíaca, doença de Crohn e colite ulcerativa. Além de ter um risco aumentado de deficiência de vitamina D, as pessoas com essas condições podem não comer certos alimentos, como laticínios (muitos dos quais são fortificados com vitamina D), ou comer apenas pequenas quantidades desses alimentos. Indivíduos que têm dificuldade em absorver a gordura da dieta podem, portanto, precisar de suplementação de vitamina D.

Pessoas com porcentagens de gordura corporal mais alta

Aqueles com níveis mais altos de gordura total e abdominal são mais propensos a ter níveis mais baixos de vitamina D. Embora a obesidade não afete a capacidade da pele de sintetizar vitamina D, maiores quantidades de gordura subcutânea a sequestra. Portanto, pessoas obesas podem precisar de maior ingestão de vitamina D para atingir bons níveis. Mas isso não significa que se você está acima do peso está destinado a ser deficiente, apenas o exame médico pode descobrir se a sua taxa de vitamina D está no limite normal.

Indivíduos obesos que foram submetidos à cirurgia bariátrica também podem se tornar deficientes em vitamina D, pois parte do intestino delgado superior, onde a vitamina D é absorvida, é desviada.

Indivíduos que tomam determinados medicamentos

Pexels

Sim, os medicamentos podem ajudar a manter você saudável, mas isso não afasta os efeitos colaterais. Medicamentos corticoides, para perda de peso e outros para baixar o colesterol podem prejudicar o metabolismo da vitamina D. Se você tomar algum desses medicamentos, não deixe de consultar seu médico para descobrir a melhor maneira de atingir todas as suas marcas nutricionais desejáveis.

Se você for realmente deficiente em vitamina D, planeje ajustar sua dieta, caminhar ao ar livre ou tomar um complemento. Seu médico pode recomendar uma dose de suplemento e um plano de dieta ideal para você, com base nos resultados de seus exames de sangue individuais.

Menopausa merece atenção especial na saúde vascular

Com a queda estrogênica que se acentua nessa fase da vida feminina, a pele fica mais fina e as veias mais aparentes, dilatadas e tortuosas, e aumentam os riscos de doenças arteriais, como o infarto e o derrame

Durante a menopausa, período em que ocorre o fim da fase reprodutiva da mulher, geralmente entre 45 e 50 anos, acontece a queda estrogênica, onde a pele fica mais frágil, o que acarreta alterações diretamente nas veias, deixando-as mais finas, dilatadas e tortuosas, favorecendo a aparição de varizes (veias doentes), devido à diminuição do colágeno e elastina da camada média do vaso. Entre outros efeitos da queda de progesterona e estrógeno está a redução da massa muscular, principalmente na musculatura das panturrilhas que envolvem as veias profundas e que atuam como bomba para esvaziar o sangue das pernas.

As varizes, além do componente estético, incomodam muitas mulheres também por conta dos sintomas, como peso, cansaço e dor ao final do dia. De acordo com o cirurgião vascular e membro da Comissão de Flebologia Estética da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP) José Ben-Hur Ferraz Parente, elas podem aparecer ou se potencializar na menopausa por conta dessas mudanças hormonais, e deve ser observada a presença de vasinhos para evitar que haja sua progressão, o que pode dificultar o resultado estético, e até mesmo encarecer e complicar o tratamento. “Durante a menopausa é recomendado que a paciente realize os exames que permitam avaliar a circulação das artérias e das veias por meio de método não invasivo e que podem prevenir o avanço da doença, tromboses e derrames”, explica o médico.

Além disso, segundo o especialista, devido ao comprometimento anatômico e funcional, as veias dilatadas e tortuosas favorecem a formação de coágulos dentro delas, devido à estase sanguínea (o sangue circula mais lento dentro das veias), que pode acarretar inflamações (flebites) e até mesmo trombose venosa e embolia pulmonar, quando o coágulo migra das veias profundas para o pulmão. Na evolução das varizes não tratadas, há a possibilidade de surgir manchas escuras na pele e até mesmo feridas, nas fases mais graves.

José Ben-Hur esclarece ainda que os quadros de varizes nas pernas estão relacionados à hereditariedade, chamados de varizes primárias, que começam a se tornar evidentes em alguns casos já na juventude, mas que podem apontar em qualquer época da vida. “É preciso lembrar também da obesidade, do sedentarismo e dos maus hábitos que contribuem significativamente para que as varizes se manifestem”, comenta.

Já as varizes secundárias estão principalmente relacionadas a sequelas da Trombose Venosa Profunda (obstrução das veias que são envolvidas pela musculatura e responsáveis por 90% do sangue que retorna das pernas). “Essas varizes, que podem aparecer com pigmentações na pele e até provocar lesões, têm o intuito de compensar as veias que foram obstruídas”, revela o cirurgião vascular.

Segundo o, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP) Fabio H. Rossi, pacientes que têm história de cirurgias prévias de varizes, tromboflebites e, sobretudo, episódio de trombose ou embolia pulmonar prévia, merecem um cuidado ainda maior, pois, com o avançar da idade, a diminuição no nível de atividade física e o ganho ponderal, o risco de recidiva de outros eventos de trombose aumentam consideravelmente.

Saúde vascular e os hormônios femininos

Além das varizes, outras doenças vasculares correm o risco de aparecer na menopausa. “A redução hormonal observada nesse período eleva os níveis de LDL (colesterol ruim) e abaixa os níveis de HDL (colesterol bom), o que favorece o aparecimento da aterosclerose, que é o depósito de gordura dentro do interior das artérias, e leva à obstrução das mesmas, com problemas circulatórios graves, como infarto, derrames, além do risco de amputações”, enfatiza o especialista. Rossi lembra ainda que o efeito protetor exercido pelos hormônios femininos, no endotélio dos vasos, que é a camada interna, se perde a partir da menopausa e aumenta muito o risco da formação dessas placas de ateroma, principalmente nas mulheres que possuem outros fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias e fatores genéticos.

O cirurgião vascular e membro da SBACV-SP Marco Antonio Soares Munia alerta que a reposição dos hormônios femininos, comumente realizada nessa fase, aumentam o risco de desenvolver varizes e tromboses. “Na menopausa a mulher está mais protegida dessas doenças que acometem as veias, mas em contrapartida eleva a possibilidade de doenças vasculares arteriais. “Se houver a necessidade de reposição hormonal, existe um consequente aumento do risco de trombose venosa, e ela deve ser feita apenas após a avaliação vascular, para avaliar o possível risco de complicações. Em muitos casos essa reposição pode até mesmo ser contraindicada. Cada paciente é única e as particularidades necessitam ser levadas em consideração para uma decisão acertada. Muitas vezes o trabalho do ginecologista junto com o cirurgião vascular leva a melhores alternativas para a saúde”, ressalta Munia.

Conforme os especialistas, algumas medidas são importantes para prevenir a doença. Entre elas bons hábitos diários, como atividade física, que promove a redução do peso, fortalece a musculatura da panturrilha, o que favorece o retorno venoso; a realização de caminhada, que diminui o colesterol e reduz a pressão arterial; uma dieta rica em fibras e hidratação frequente com ingestão de pelo menos dois litros de água por dia; a avaliação com médico vascular para eventual tratamento e orientação quanto ao uso de medicação; e o uso de meia elástica.

Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP)

Climatério para Mulheres Modernas: livro mostra mulher como protagonista de sua longevidade

Viver com a saúde é um dos pilares para o empoderamento. Para ressaltar a importância dos cuidados durante o período mais decisivo para a mulher, o climatério, Odilon Iannetta esmiúça o tema em obra publicada pela Pandorga

Climatério é o último período preventivo da vida feminina, entre 40 a 65 anos, e a última oportunidade para realizar o rastreamento completo e prevenir 80% das doenças que se originam na senilidade. Para ajudar as mulheres a passarem por este período de forma otimizada e leve, o ginecologista Odilon Iannetta apresenta em sua obra, “Climatério para Mulheres Modernas”, publicada pela Editora Pandorga, um conjunto de sinais e sintomas que possuem como causa principal as amplas variações hormonais femininas.

Segundo o especialista, para que as mulheres mantenham uma boa saúde na pós menopausa, o correto é iniciar os rastreamentos multidisciplinares a partir dos 40 anos. E para entender o contexto de tudo o que pode acontecer, o especialista pontua que discutir algumas questões é fundamental.

É preciso romper com determinadas crenças de que o climatério tem de ser sinônimo de doença, ou mesmo que a osteoporose é “coisa da idade”. Estigmas impedem as mulheres de se tornarem as verdadeiras protagonistas de sua saúde e ainda interferem no direito de envelhecerem com qualidade de vida, gozando de boa saúde.

O correto é as mulheres aprenderem o que é realmente a menopausa e divulgarem entre as amigas que estão convivendo com o período do climatério, antes ou depois da data da menopausa e, ao longo desse período, realizar os controles e efetuar as devidas reposições para os diferentes compartimentos endócrinos e para as carências do metabolismo intermediário, assim como a reposição dos oligoelementos, nutrientes básicos etc.
A comercialização de produtos por via eletrônica, que oferece um elevado número de medicações miraculosas, remédios que tratam de tudo, de calor a impotência e, pior, até o câncer, tem contribuído de forma expressiva para a negação da abordagem investigativa, multidisciplinar e preventiva do climatério.

Sobre o autor

Formado, com mestrado e doutorado Sensu Strictu pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), o Professor Doutor Odilon Iannetta, fundou, em 1979, o primeiro serviço público multidisciplinar de climatério do mundo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), atuando até 2013. Após inúmeras pesquisas – todas elas com aplicações práticas, visão multidisciplinar e abordagem psicossomática – em 1989, fundou a Climaterium – a primeira clínica na América especializada no período do climatério. Com uma estrutura completa e dedicada em acolher a mulher nessa tão difícil fase de sua vida, a Climaterium disponibiliza atendimentos especializados, e cuidados de forma única e específica a cada paciente.

O segredo para alcançar saúde plena e longevidade saudável é antecipar-se à doença, preveni-la, e não remediá-la” – Odilon Iannetta

“Climatério para Mulheres Modernas”
Páginas: 208

Formato: 16X23
Editora: Pandorga
Acabamento: brochura
Preço: R$ 49,90

Sim, você pode engravidar na pré-menopausa, por Rodrigo Ferrarese*

Durante a pré-menopausa seus hormônios estão em modo “ioiô” e seus ovários continuam a liberar óvulos. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Conforme você se dirige para “a grande mudança”, também conhecida como menopausa, é bom ter em mente que as trocas de fraldas podem não estar totalmente fora de cogitação (e não estou falando de netos). É isso mesmo: durante a pré-menopausa, ou perimenopausa, que são os anos que antecedem a menstruação final, você ainda pode engravidar.

Essa “transição da menopausa” traz ciclos de ovulação imprevisíveis, à medida que os níveis de estrogênio e progesterona aumentam e diminuem, respectivamente. Durante esses anos de níveis de hormônio “ioiô”, seus ovários continuam a liberar óvulos para fertilização. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Como saber se posso engravidar na pré-menopausa?

A matemática é simples: se você ainda não atingiu a menopausa – definida como 12 meses consecutivos sem menstruação – você ainda pode engravidar. Muitas mulheres, quando deixam de fazer o controle da natalidade – e já estão há anos sem se preocupar em engravidar – , acabam desenvolvendo uma falsa sensação de segurança.

Da mesma forma, mulheres com histórico de infertilidade podem presumir que “aos 40 é que não vai acontecer”. O mesmo se aplica a mulheres com falência ovariana prematura. Pois saibam que, embora essas pacientes possam parecer que estão na menopausa, ainda podem ovular e descobrir uma gestação.

Será que estou grávida ou na pré-menopausa?

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Uma gestação é mais rara durante a pré-menopausa? Sim. No entanto, muitas mulheres grávidas não apresentam qualquer mudança física além da falta de menstruação, sintoma que pode ser confundido com perimenopausa. Assim, se você está na pré-menopausa e vivenciando menstruações irregulares, vale considerar, sim, uma gravidez, especialmente se não estiver usando nenhum método contraceptivo.

Caso a menopausa não tenha sido confirmada e nenhuma forma de contracepção tenha sido usada, vale fazer o teste de gravidez mesmo se você está entre 50 e 60 anos. Isso é especialmente importante para pacientes com sintomas abdominais, que podem indicar uma gravidez tubária com risco de vida.

Como se proteger contra uma gravidez não planejada?

Para evitar a chegada de um bebê no caminho para a menopausa, use um método anticoncepcional eficaz, seguro e apropriado até que a menopausa seja confirmada. Lembrando que o planejamento familiar natural (a famosa tabelinha) não é recomendado para mulheres na pré-menopausa, já que a menstruação irregular dificulta a previsão da ovulação.

Existem muitas opções de contracepção. O ideal é, ao considerar as opções de controle de natalidade, conversar com o seu médico e fazer os exames necessários. Ele pode discutir riscos, taxas de eficácia, e também opções para alívio dos sintomas da pré-menopausa (que, sim, muitas mulheres já começam a vivenciar).

*Rodrigo Ferrarese é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, DIU…).

7 mitos e verdades que você precisa saber sobre menopausa

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o climatério corresponde ao período entre o final da fase reprodutora até a senilidade. Dentro deste período, ocorre a menopausa, definida com a interrupção permanente da menstruação, reconhecida após 12 meses consecutivos de amenorreia (ausência de menstruação).

De acordo com a pesquisa publicada no periódico médico Menopause Review Przeglad Menopauzalny, entre 80% e 90% das mulheres sofrem com um ou vários sintomas da menopausa. Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que as mulheres terão de conviver com alguns desses sintomas por cerca de 1/3 de suas vidas.

A pesquisa aponta que ondas de calor, acompanhadas de disfunções sexuais, estão entre os sintomas mais comuns nesse grupo em toda a América Latina. No caso das ondas de calor, também conhecidas como fogachos, cerca de 75% das mulheres são acometidas nos primeiros 3, 5 anos após a menopausa.

“Embora seja uma fase fisiológica, toda mulher passará por esse período de transformações e desafios. Daí a importância de ter acesso às informações corretas que ajudem a passar por este período sem tanto sofrimento”, pondera Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Para ajudar a conhecer melhor os fatos sobre a menopausa, a endocrinologista selecionou os principais mitos e verdades que cercam este período da mulher:

Há dietas específicas para menopausa

Mito. A alimentação neste período, assim como deve ser em todas as fases da vida, precisa apenas ser saudável e equilibrada. No entanto, há determinados alimentos que podem minimizar os sintomas, como a soja, por exemplo, que atua no mesmo receptor do hormônio feminino. Já o consumo de leite e derivados (nas mulheres que não têm intolerância) é essencial para obter maior aporte de cálcio e minimizar a perda de massa óssea, muito comum na menopausa. Outra dica é aumentar também o consumo de proteína, evitando a perda de massa muscular (massa magra).

A mulher não pode mais engravidar

Imagem: FIV/FR

Verdade. No climatério, ainda é possível engravidar, já que o corpo está em fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Com a menopausa já instalada e passado um ano de amenorreia (ausência da menstruação), a diminuição dos tamanhos dos ovários e a queda da produção hormonal ovariana inviabilizam uma gestação. “Uma das formas de a mulher engravidar nesta fase seria por meio da reprodução assistida, conhecida como fertilização in vitro, ressalta Claudia.

A mulher fica mais suscetível a algumas doenças

Verdade. Como a menopausa é marcada pela queda na produção do estrogênio, hormônio responsável pela distribuição da gordura corporal, pela fixação do cálcio nos ossos e pelo equilíbrio das gorduras no sangue, há alterações no corpo, como o maior acúmulo de gordura visceral/abdominal e possíveis riscos de diabetes, osteoporose e doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC), infarto e hipertensão.

Menopausa só ocorre após os 50 anos

Mito. A faixa etária mais comum de ocorrência da menopausa na população brasileira é de 51,2 anos. No entanto, algumas mulheres podem chegar à menopausa antes dos 40 anos, a chamada menopausa precoce. Isso pode ocorrer por diversos fatores como hereditariedade, consumo contínuo de alguns medicamentos, depressão, intervenções médicas como cirurgias, quimioterapias e radioterapias, ou devido à insuficiência ovariana primária.

Há alterações de humor, sono, libido e aumento de ansiedade

Verdade. Os fatores psicológicos e fisiológicos mais relacionados com a menopausa envolvem nervosismo, depressão, insônia, irritabilidade, alteração de humor, labilidade emocional, problemas de memória, diminuição da libido e predisposição ao estresse. “Nesta fase, a queda da produção estrogênica gera uma sobrecarga fisiológica, podendo resultar em fadiga física ou estafa mental, alterando o sono e favorecendo problemas psicológicos”, completa a especialista.

Há ganho de peso

Verdade. Com a redução de massa magra, ocorre a diminuição da taxa metabólica basal e, consequentemente, a energia necessária para manter as funções do organismo em repouso. Além disso, pela queda do estrogênio, há maior acúmulo de gordura na região abdominal, elevando a resistência ao hormônio insulina, o que resulta no aumento de açúcar no sangue.

Reposição hormonal é a melhor forma de tratar a menopausa

Parcialmente verdade. Embora a reposição hormonal seja a melhor estratégia do ponto de vista farmacológico, nem todas as mulheres têm indicação ou podem fazer uso da reposição. Alguns aspectos precisam ser observados, como a via de administração hormonal, as doses e os tipos dos hormônios. Tudo isso tem influência nos riscos e na resposta ao tratamento.
Para as mulheres que possuem alguma contraindicação há outras terapias que podem ser indicadas para tratamento dos sintomas climatéricos, como antidepressivos, acupuntura e homeopatia.

“Vale lembrar que a prática de atividade física regular, associada à alimentação saudável, é importante para minimizar sintomas climatéricos, favorecer o ganho de massa óssea e aumentar a taxa metabólica basal. Além disso, ao notar sinal de diminuição ou ausência da menstruação, o indicado é se consultar com um especialista que fará avaliações, solicitação de exames e um tratamento adequado. Afinal, por mais que, cedo ou tarde, a menopausa chegue para todas as mulheres, cada uma tem suas particularidades e necessidades”, finaliza Claudia Chang.

Fonte: Claudia Chang é graduada em medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Residência em clínica médica geral pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Residência Médica em endocrinologia e metabologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Título de especialista em endocrinologia e metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM). Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Doutorado (PhD) em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em colaboração com a Michigan University (EUA).