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Dercos Shampoo Anticaspa Intensivo de Vichy disponível em embalagem de 125ml

Indicado para cabelos com caspa moderada a intensa, Dercos Shampoo Anticaspa Intensivo, de Vichy, ganha nova volumetria de 125 ml e, com seu novo formato menor, torna-se ideal para conhecer os benefícios do produto e sua eficácia, e também para levar no nécessaire. 

A fórmula de Dercos Shampoo Anticaspa Intensivo que atua eliminando 100% da caspa visível, ainda conta com a tecnologia microbioma com Selênio DS, que reequilibra o microbioma do couro cabeludo, trazendo alívio e diminuindo os desconfortos, sem ressecar os fios. 

Com foco no combate à caspa, o shampoo de tratamento tem sua formulação enriquecida com ácido salicílico, para ajudar no controle da oleosidade. Sua formulação inteligente elimina toda a caspa visível a partir do primeiro dia de uso e impede que ela reapareça por até 6 semanas.

A versão de 125ml (R$ 64,90) do Dercos Shampoo Anticaspa Intensivo e todos os produtos da linha Dercos de Vichy estão disponíveis para a venda em grandes farmácias e e-commerces de todo o Brasil. Além disso, podem ser encontrados no site DermaClub que permite acúmulo de pontos que podem ser trocados por produtos de Vichy, entre outras marcas da L’Oréal Cosmética Ativa. Clique aqui e entenda como funciona.

Microbioma: um novo mundo de cuidados com a pele

A pele é o maior órgão do corpo humano. Por estar constantemente exposta, sendo interface entre o meio externo e interno, é vulnerável e precisa de cuidados contínuos. Limpar, dormir sem maquiagem, usar produtos adequados por exemplo são maneiras para manter a beleza da pele. Mas é importante olhar também para a saúde dela. Para isso, os especialistas estão hoje atentos a um ponto até agora pouco falado: as bactérias que habitam nesse ecossistema.

“Assim como o intestino, a pele tem seu próprio ecossistema, composto por milhões de bactérias, fungos e vírus que compõem a sua flora”, diz a dermatologista Luciana Garbelini, de São Paulo. “Há tempos se fala sobre os benefícios para a saúde de manter o equilíbrio no microbioma intestinal, mas quando se trata de cuidados com a pele, as bactérias geralmente são percebidas como algo que precisa ser removido. Essa narrativa está começando a mudar nos círculos científicos”, diz Luciana.

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Hoje se sabe que a pele é formada por bactérias “boas” que têm a função de protegê-la, como se fosse uma barreira. Esses microrganismos são os chamados comensais, e a presença deles previne o surgimento de germes causadores de doenças, além de manter o pH em equilíbrio. Esse ecossistema é chamado de microbioma. “Acredita-se que o microbioma é a chave para melhorar a aparência da pele, começando por abordar as causas de determinadas doenças da pele e não apenas os sintomas”, afirma Luciana.

A principal função das boas bactérias é apoiar a barreira protetora da pele e manter uma infinidade de problemas, como ressecamento, irritação, acne e eczema distantes. “Os ingredientes fermentados funcionam de maneira semelhante na pele como no sistema digestivo, mantendo o equilíbrio. Por esse motivo, um número crescente de marcas de beleza está se apoiando nesses ativos para criar cuidados para a pele que sejam amigáveis ao bioma, como os probióticos e prebióticos”, diz a médica.

Ela alerta que é importante estar sempre atento ao que se aplica na pele, e com que frequência, especialmente no uso de medicamentos tópicos, formulações caseiras ou produtos à base de ácidos. O uso excessivo de qualquer um deles pode alterar o equilíbrio do pH e perturbar o microbioma da pele. Por isso, é recomendado procurar um especialista para não acabar tendo um efeito contrário ao desejado”, diz.

Quando o microbioma está em desequilíbrio a pele costuma dar sinais como sensibilidade, coceira, vermelhidão, ressecamento. E algumas doenças podem estar relacionadas também com esse problema tais como dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase, acne e rosácea.

Como equilibrar o microbioma

=Cuidar da alimentação: diminuir o consumo de doces, frituras e comidas ultraprocessadas, normalmente carregadas de açúcar e gordura;
=Amenizar o estresse do dia a dia. Isso pode ser a causa do desequilíbrio no microbioma, piorando quadros de acne, psoríase e outras dermatites.
=Evitar ingredientes excessivamente agressivos ou uso exagerado de produtos, como esfoliantes, corticoides, antibióticos ou tratamentos com medicamentos tópicos que não sejam recomendados pelo dermatologista.

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=Tomar banho rápido e morno com sabonetes que respeitem o pH da pele.
=Manter a pele sempre hidratada. Assim se favorece um ambiente na pele favorável para os microrganismos bons.
=Apostar em um hidratante com ativos prebióticos que favorecem as bactérias boas do microbioma.

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=Usar filtro solar com hidratantes para manter o equilíbrio.

Luciana Garbelini é dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro, Pós-graduada em cosmiatria e estética no Instituto Superior de Medicina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Dieta melhora microbioma intestinal, o que diminui o risco de doenças; mostra estudo

Há um interesse crescente no microbioma do corpo humano e sua conexão com doenças crônicas. Um novo estudo, publicado em fevereiro deste ano na revista científica Nature Medicine, examinou essa conexão, juntamente com a forma como os alimentos que comemos influenciam a composição do nosso microbioma.

“O microbioma protege o hospedeiro e desempenha um papel importante para diminuir o risco de doenças. Ele consiste em minúsculos organismos (bactérias, vírus e outros micróbios) encontrados no trato gastrointestinal, principalmente no intestino delgado e grosso. A flora intestinal normal – outro termo para o microbioma – protege seu hospedeiro humano. Para que o microbioma floresça, o equilíbrio certo deve existir, com as espécies saudáveis dominando as menos saudáveis”, destaca o médico nutrólogo e geriatra Juliano Burckhardt, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e da International Colleges for Advancement of Nutrology e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Os cientistas não entendem totalmente como o microbioma influencia o risco de desenvolver doenças crônicas, como doenças cardíacas, obesidade e diabetes tipo 2, mas o novo estudo ajuda a entender melhor esse mecanismo.

Os pesquisadores estudaram mais de 1.100 indivíduos inscritos no Predict 1, um grande ensaio que analisa as respostas individuais aos alimentos. Eles usaram uma técnica chamada sequenciamento metagenômico para identificar, classificar, medir e analisar o material genético dos microbiomas dos participantes do estudo. Eles também coletaram informações detalhadas sobre a ingestão alimentar de longo prazo de todos esses indivíduos, para que pudessem analisar seus padrões alimentares, incluindo a ingestão de diferentes grupos alimentares, alimentos e nutrientes.

Além disso, eles coletaram informações dos participantes do estudo sobre uma variedade de fatores que são conhecidos por influenciar o metabolismo e o risco de doenças, incluindo medidas pré e pós-refeição de açúcar no sangue (glicose), colesterol e inflamação. Finalmente, eles mediram os atributos pessoais de saúde dos participantes do estudo, incluindo idade e peso.

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“O estudo descobriu que a saúde do microbioma é influenciada pela dieta e que a composição do microbioma influencia o risco de desfechos para a saúde. Os resultados mostraram que micróbios intestinais específicos foram associados a nutrientes, alimentos, grupos de alimentos específicos e à composição geral da dieta. Condições de saúde como doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e inflamação geral parecem ser as mais afetadas pelas mudanças no microbioma influenciadas pela dieta”, explica o médico.

Por exemplo, padrões de dieta menos saudáveis (sobremesas lácteas, carnes não saudáveis, alimentos processados) suportaram espécies de bactérias do intestino que foram associadas a altas taxas de açúcar no sangue, colesterol e inflamação, que estão significativamente associadas a maior risco de eventos cardíacos, derrames e diabetes tipo 2.

“Em contraste, um microbioma intestinal mais diversificado estava vinculado a padrões alimentares saudáveis (vegetais ricos em fibras, como espinafre e brócolis, nozes e alimentos de origem animal saudável, como peixes e ovos) e também associado a um menor risco de certas doenças crônicas. Além disso, o estudo descobriu que as gorduras poli-insaturadas (encontradas em peixes, nozes, abóbora, linho e sementes de chia, girassol, cártamo e óleos de soja não hidrogenados) produzem espécies intestinais saudáveis ligadas a um risco reduzido de doenças crônicas”, diz Burckhardt.

Então, o que essas descobertas significam para nós? Primeiro, o estudo mostrou que comer mais alimentos vegetais não processados – frutas, vegetais, nozes, sementes e grãos inteiros – permite que o microbioma intestinal prospere.

“Alguns alimentos de origem animal, como peixes e ovos, também são favoráveis. Evitar certos alimentos de origem animal, como carne vermelha e bacon, laticínios e alimentos altamente processados (mesmo alimentos vegetais processados, como molhos, feijões cozidos, sucos ou bebidas adoçadas com açúcar e sobremesas) impede que espécies menos saudáveis do intestino colonizem o intestino. É importante notar que a qualidade dos alimentos é fundamental; alimentos à base de plantas processados ou ultraprocessados não foram associados a aglomerados saudáveis de micróbios intestinais. Ao escolher os alimentos, leve em consideração se são processados ou não, além de se tratarem de alimentos vegetais ou animais”, diz o médico.

Os padrões de refeição que enfatizam os alimentos benéficos para o microbioma são os padrões alimentares de alimentos integrais baseados em vegetais. Isso inclui dietas veganas (sem produtos de origem animal) e ovovegetarianas (vegetarianas mais ovos). O padrão alimentar pescatariano, em que peixes oleosos e brancos são as carnes preferidas, também é bom para o microbioma. “Enfatizar alimentos vegetais minimamente processados permite que o microbioma intestinal prospere, fornecendo proteção ou diminui o risco de doenças crônicas como doenças cardíacas, diabetes, doenças metabólicas e obesidade”, finaliza o médico.

Fonte: Juliano Burckhardt é médico geriatra e nutrólogo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), Pós-Graduado em Geriatria no Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007). Mestrando pela Universidade Católica Portuguesa, em Portugal, o médico atuou e atua como docente e palestrante nas suas especialidades na graduação e pós-graduação. É diretor médico do V’naia Institute.

Pandemia serviu de estímulo na busca por alimentos funcionais, mostra pesquisa

Relatório elaborado pela Takasago mostra que consumidores estão procurando mais por alimentos que tragam imunidade, bom humor e intestino saudável

Utilizar a alimentação como uma forma de medicação natural não é um conceito novo, mas tem atraído cada vez mais as pessoas. Além de vitaminas e suplementos, os consumidores têm se voltado para alimentos e bebidas que contenham ingredientes específicos para atender a certos estados de necessidade, e a pandemia da Covid-19 trouxe para primeiro plano a importância de se cuidar da saúde e do bem-estar.

Essa conscientização crescente fornece, aos fabricantes, a oportunidade de desenvolver produtos funcionais voltados às necessidades de curto e longo prazo dos consumidores. De olho no mercado, a Takasago – uma das cinco maiores empresas de aromas e fragrâncias do mundo, com operação em 26 países, incluindo o Brasil – elaborou um relatório com as três principais tendências no espaço de alimentos e bebidas funcionais: imunidade, humor motivado e microbioma.

“Essa pesquisa forneceu à Takasago a oportunidade de trabalhar em conjunto com nossos clientes para desenvolver produtos que fossem saborosos e, ao mesmo tempo, saudáveis, atendendo a uma crescente demanda do mercado”, comenta Rafaela Bedone, Head de Marketing e de Consumer Insights da Takasago.

Imunidade

A imunidade já era um “sonho de consumo” mesmo antes do surgimento do novo coronavírus. Lançamentos em alimentos, bebidas e suplementos com tal funcionalidade cresceram 29% em comparação aos biênios 2015/2016 e 2018/2019. Com a pandemia, a esperança de se prevenir do vírus fez aumentar a procura por produtos de reforço imunológico. Esta vertente do mercado de alimentos e bebidas deverá crescer 6,6% ao ano, até 2024, no Brasil.

Tendências em ingredientes:

Foto: Joseph Mucira/Pixabay

• Gengibre
• Canela
• Zinco
• Pimenta-preta
• Açafrão
Tendências em sabores
• Citrus
• Capim-limão
• Maçã
• Açaí
• Romã

Motivação de humor

A pandemia da Covid-19 trouxe consigo o isolamento físico, as medidas restritivas e as quarentenas. No “pacote”, veio também o aumento do estresse, a ansiedade e os problemas relacionados à saúde mental. Por isso, o consumo de alimentos que trazem sensação de conforto aumentou. Além disso, os funcionais ganharam ainda mais espaço, fornecendo aos consumidores produtos que podem ajudar a melhorar o humor e aliviar algumas das preocupações com a saúde.

Tendências em ingredientes

Lavanda

• Lavanda
• Hibisco
• Cannabis
• Camomila
• Pepino

Tendências em sabores

Foto: Laura Musikanski/Morguefile

• Amora
• Morango
• Limão
• Melancia
• Menta

Microbioma

Um intestino saudável é mais do que apenas a decomposição e a absorção de nutrientes. O microbioma, um espectro de bactérias vivas encontradas no intestino, passou a ser compreendido e conectado ao cérebro e à saúde imunológica. Os produtos para a saúde intestinal estão sendo formulados para tratar da saúde digestiva, bem como de outras áreas da saúde geral, por meio de ações no intestino.

A saúde do microbioma intestinal está evoluindo além dos ingredientes probióticos e prebióticos para outros ingredientes, como os pós-bióticos, nos quais a pesquisa científica ainda está no início. Tal entendimento também aqueceu o mercado de alimentos e bebidas no Brasil, mas, desta vez, no nicho de saúde digestiva, que, segundo a Euromonitor, também deve crescer na ordem de 6,6% ao ano, até 2024.

Tendências em ingredientes

Foto: BenefitsHeader

• Kombucha
• Pós-bióticos
• Kefir
• Fibras
• Cardamomo

Tendências em sabores


• Maçã
• Pera
• Goiaba
• Abacaxi
• Pêssego

Fonte: Takasago

Como a saúde intestinal afeta o corpo inteiro

1 – Germes úteis

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Getty Images

Você tem muitas bactérias no seu corpo. Na verdade, você tem mais delas do que de células. A maioria é boa. Os germes encontrados em seu intestino não só ajudam a digerir os alimentos, eles trabalham em todo o corpo e podem ser bons para sua saúde física e mental.

2 – Microbioma Intestinal

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Thinkstock

Esta é a base para as bactérias no seu trato digestivo. Aqui, ajudam você a digerir a comida e a transformar nutrientes em algo que seu corpo pode usar. Elas param de crescer quando ficam sem comida, então você só terá o que precisa.

3 – Lutando o bom combate

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Thinkstock

No microbioma intestinal, as bactérias “boas” fazem mais do que apenas ajudar na digestão. Elas ajudam a manter bactérias “ruins” sob controle. Elas se multiplicam tantas vezes que o tipo não saudável não tem espaço para crescer. O balanço saudável de bactérias em seu intestino é chamado de equilíbrio.

4 – Equilíbrio insalubre

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Colite ulcerativa – Getty Images

Estudos descobriram que, se você tem muito de um certo tipo de bactérias ruins no seu microbioma intestinal, é mais provável que você tenha:

=Doença de Crohn
=Colite ulcerativa
=Síndrome do Intestino Irritável (SII)

Pesquisadores estão procurando novos tratamentos para eles que tenham como alvo as bactérias no microbioma intestinal.

5 – Bactérias do intestino e seu coração

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Thinkstock

Alguns tipos de bactérias do intestino podem fazer parte da ligação que o colesterol tem com doenças cardíacas. Quando você come alimentos como carne vermelha ou ovos, essas bactérias produzem uma substância química que seu fígado transforma em algo chamado TMAO (N-óxido de trimetilamina). O TMAO pode ajudar o colesterol a se acumular nos vasos sanguíneos. Pesquisadores estão estudando uma substância natural  que está presente no óleo de oliva e na semente de uva. Eles acham que isso pode impedir que bactérias façam TMAO.

6 – Bactérias do intestino e seus rins

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Thinkstock

O excesso de TMAO também pode levar à doença renal crônica. As pessoas que têm a doença não se livram do TMAO como deveriam. Esse excedente pode levar a doenças cardíacas. Pesquisadores acham que é possível que o excesso de TMAO possa tornar as pessoas mais propensas a ter doença renal crônica em primeiro lugar.

7 – Bactérias do intestino e seu cérebro

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Thinkstock

Seu cérebro envia mensagens por todo o corpo. Pesquisadores acreditam que seu intestino pode responder. Estudos mostram que o equilíbrio de bactérias no microbioma intestinal pode afetar suas emoções e a maneira como o cérebro processa informações de seus sentidos, como visões, sons, sabores ou texturas. Os cientistas suspeitam que mudanças neste equilíbrio podem ter um papel em doenças como o transtorno do espectro do autismo, ansiedade, depressão e dor crônica.

8 – Bactérias do intestino e obesidade

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Thinkstock

Um equilíbrio insalubre no seu microbioma intestinal pode causar sinais cruzados no seu cérebro quando se trata de sentir fome ou estar satisfeito. Os pesquisadores acham que pode haver uma ligação com a glândula pituitária, que produz hormônios que ajudam a definir seu apetite. Essa glândula também pode afetar o equilíbrio de bactérias em seu intestino. Alguns estudos sobre o tratamento da obesidade estão explorando esse vínculo.

9 – Você pode mudar suas bactérias intestinais?

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Thinkstock

Você recebe seu microbioma intestinal de sua mãe no nascimento, e o mundo ao seu redor o afeta à medida que você cresce. Também é influenciado pelo que você come. É por isso que pode ser diferente dependendo de onde mora – e por que você pode ser capaz de inclinar um pouco a balança.

10 – Probióticos

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Encontrados em alguns alimentos, são bactérias “boas” como as que já estão no seu intestino. Eles podem adicionar às bactérias em seu trato intestinal e ajudar a manter tudo em equilíbrio. Mas eles não são todos iguais. Cada tipo funciona à sua maneira e pode ter diferentes efeitos em seu corpo.
11-Como os probióticos podem ajudar?

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Thinkstock

Eles podem tornar seu sistema imunológico mais forte. Eles também podem melhorar a saúde gastrointestinal, especialmente se você tem algo parecido com a síndrome do intestino irritável. Alguns probióticos também podem ajudar a aliviar os sintomas de alergia e na intolerância à lactose. Mas eles não são todos iguais. Cada tipo funciona à sua maneira e pode ter diferentes efeitos em seu corpo.

12 – Fontes de probióticos

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Thinkstock


Você pode encontrá-los em produtos lácteos, como iogurte e queijos envelhecidos. Olhe na lista de ingredientes para culturas vivas de bactérias como bifidobactérias e lactobacilos. Eles também estão em vegetais fermentados, como kimchi e chucrute, e legumes em conserva, como cebolas e pepinos.

13 – Prebióticos

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Thinkstock

Pense nisso como uma fonte de alimento para probióticos. Eles podem ajudar seu corpo a absorver melhor o cálcio e estimular o crescimento de bactérias benéficas em seu intestino. Eles são encontrados em frutas e legumes, como:

-Bananas
-Cebolas
-Alho
-Alho-poró
-Espargos
-Alcachofras
– Grãos de Soja

Você também pode obtê-los em alimentos com trigo integral.

14 – Simbióticos

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Getty Images

Os probióticos podem estimular o crescimento de boas bactérias e os prebióticos são bons para os probióticos. Quando você combina os dois há o simbiótico. A ideia por trás deles é ajudar os probióticos a viver mais tempo. Você pode fazer combinações simbióticas como banana e iogurte ou fritar os aspargos com tempeh*.

15- Outras formas de alterar as bactérias do intestino

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Pode haver outras maneiras de mudar o seu microbioma intestinal e tratar os temas ligados ao seu equilíbrio. Por exemplo, transplantes de fezes (exatamente o que parece) mudam as bactérias do intestino para tratar problemas como C. diff (Clostridium difficile)** e colite ulcerativa. Os pesquisadores esperam que a estimulação magnética transcraniana profunda (EMTr) possa algum dia tratar a obesidade. Nesse tratamento, se usa uma bobina colocada no couro cabeludo para estimular o cérebro e melhorar as bactérias do intestino. Já é usado para tratar a depressão.

Fonte: WebMD – Reviewed by Neha Pathak, MD em setembro de 2017

*Tempehé um alimento fermentado com um fungo do gênero Rhizopus, a partir de sementes de soja branca da Indonésia, com um aroma a nozes e uma textura densa e ligeiramente carnuda. Constitui um alimento forte, com um sabor mais intenso que outros derivados da soja .

**Bacilo gram-positivo comensal do trato gastrointestinal responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos (Wikipedia).

Por que o chocolate amargo é bom para o intestino

Amantes do chocolate, alegrai-vos; o doce não é apenas delicioso, mas estudos mostram que ele também pode promover bactérias amigáveis e reduzir a inflamação em nossos intestinos.

Primeiro, alguns antecedentes: trilhões de bactérias vivem em nossos intestinos. Eles contribuem para o nosso sistema imunológico, metabolismo e muitos outros processos essenciais à saúde humana.

Quando o delicado equilíbrio de micróbios em nossos intestinos é perturbado, isso pode ter sérias conseqüências. Síndrome do intestino irritável, síndrome da fadiga crônica, distúrbios do espectro autista, alergias, asma e câncer têm sido associados a microbiomas intestinais anormais.

Uma dieta saudável apóia a diversidade bacteriana e a saúde, mas o chocolate pode ser uma parte integral disso?

Benefícios do cacau

cacau grãos dghchocolatier pixabay

O cacau é o componente seco e não gorduroso preparado a partir das sementes do Theobroma cacao e é o ingrediente que dá o sabor característico ao chocolate.

Muitos benefícios para a saúde têm sido atribuídos ao cacau e às suas potentes funções antioxidantes. Estes incluem redução do colesterol, retardando o declínio cognitivo e mantendo o coração saudável.

O metabolismo do cacau é parcialmente dependente das bactérias que vivem nos nossos intestinos. Nossos corpos só são capazes de absorver alguns dos nutrientes do chocolate. Como tal, precisamos que nossos minúsculos passageiros microbianos quebrem moléculas complexas em componentes menores, o que, de outra forma, não poderíamos ter em nossos corpos.

Isso nos permite aproveitar ao máximo as muitas moléculas do cacau que promovem a saúde. E não para por aí. Os micróbios do intestino também se beneficiam desse relacionamento, o que, por sua vez, tem um efeito ainda maior sobre a nossa saúde.

Saúde e inflamação do intestino

intestino flora pixabay

Vários estudos mostram que o consumo de cacau aumenta os níveis das chamadas bactérias amigáveis ​​no intestino. Pesquisadores do Departamento de Ciências Alimentares e Nutricionais da Universidade de Reading, no Reino Unido, mediram níveis mais altos de espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium nos intestinos de voluntários humanos que beberam leite achocolatado com chocolate durante quatro semanas.

A mesma equipe mostrou anteriormente que os componentes do cacau podem reduzir o crescimento de bactérias Clostridium histolyticum, que estão presentes nos intestinos de indivíduos com doença inflamatória intestinal.

Em porcos, níveis mais altos de espécies de Lactobacillus e Bifidobacterium também foram encontrados no cólon em resposta a uma dieta rica em cacau. Curiosamente, a expressão de marcadores inflamatórios conhecidos foi reduzida.

Bactérias amigáveis, incluindo Lactobacillus e Bifidobacterium, foram, de fato, implicadas na promoção ativa de processos anti-inflamatórios nos intestinos, mantendo-os saudáveis.

Chocolate como parte de uma dieta saudável

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Apesar do fato de que esses estudos científicos apoiam a alegação de que o cacau pode ser benéfico para os microbiomas intestinais, o cacau não é igual ao chocolate. Os extratos de cacau usados em pesquisas não contêm os altos níveis de açúcar e gordura encontrados em nossas barras de chocolate todos os dias.

Cacau em pó sem açúcar ou chocolate amargo com alto conteúdo de cacau são as alternativas mais próximas do cacau usado nesses estudos. Consumido com moderação, o chocolate pode, portanto, promover bactérias amigáveis e, por extensão, um intestino saudável, mantendo a inflamação sob controle.

chocolate cacao amargo summa pixabay

Ao escolher seu próximo chocolate, opte por um bom pedaço de chocolate amargo.

Fonte: Medical News Today 

Especialistas listam benefícios dos probióticos

Por Maya Allen

Você provavelmente conhece uma boa quantidade de probióticos porque é algo que sempre ouvimos que devemos consumir para ter uma boa saúde. Mas você sabe exatamente por que deve tomar probióticos? Bem, existem muitas razões. Só os benefícios da variedade de probióticos existentes já é uma razão pela qual você deve incorporar suplementos ou alimentos em seu estilo de vida.

Estudos mostram que os probióticos podem ajudar a aliviar a ansiedade e a depressão. Esta reportagem foi mais fundo em tudo o que os probióticos têm o poder de fazer pela nossa saúde, por isso conversou com especialistas para obter as respostas.

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Foto: Urban Outfitters

O que são probióticos?

“O próprio nome é derivado do significado latino pro – para – e da palavra grega biotic,  que significa vida, explica Jeannel Astarita, especialista em cuidados com a pele e fundadora da Just Ageless NYC Wellness e Medspa. “Os probióticos são as bactérias úteis que vivem principalmente no intestino e desempenham um papel crucial na saúde geral, combatendo patógenos e fermento que levam a um sistema imunológico enfraquecido. Na verdade, 80% das células do sistema imunológico são encontradas no intestino. Além disso, são bem conhecidos os benefícios dos probióticos de minimizar o inchaço, o gás, a constipação e a diarreia. Os probióticos ajudam na digestão extraindo nutrientes, colaborando para que o corpo absorva minerais, produza vitaminas e químicos cerebrais, incluindo mais de 30 neurotransmissores, além de melhorar o humor com a serotonina. Uma pessoa saudável possui mais de 100 trilhões de micróbios, geralmente uma proporção de cinco para um de útil para prejudicial “.

A dermatologista Dendy Engelman também aponta o papel fundamental que os probióticos desempenham na saúde intestinal e no sistema imunológico do seu corpo. “Os probióticos são micro-organismos vivos que podem ajudar a prevenir e tratar algumas doenças”, explica. “Os probióticos podem criar ‘buracos’ em bactérias ruins e matá-las. Similar à forma como os antibióticos funcionam no tratamento da acne e da rosácea, os probióticos podem ajudar a combater os erros nocivos contra a inflamação. Em pacientes com acne e rosácea, micro-organismos vivos na pele são reconhecidos como estranhos pelo sistema imunológico do corpo. O sistema imunológico entra em ação para combater essa ameaça potencial, resultando em inflamação, vermelhidão ou choques comuns nessas condições de pele”.

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Probióticos têm um efeito positivo no sistema imune e de microbiomas do intestino

“Este ecossistema de bactéria é conhecido como nosso microbioma”, diz Jeannel. “Um microbioma saudável e equilibrado pode reduzir a pressão arterial, normalizar os níveis de colesterol, melhorar a saúde vaginal, urinária e renal, combater doenças cardíacas, alguns tipos de câncer e até mesmo demência. Muitos problemas crônicos de saúde e doenças inflamatórias são causados ​​por um microbioma danificado no qual as bactérias boas são invadidas pelas bactérias nocivas e não podem reforçar as paredes intestinais, o que resulta em aumento da permeabilidade intestinal, fazendo com que bactérias e toxinas escapem através dos intestinos para o fluxo sanguíneo, desencadeando uma resposta imune ao sistema, uma inflamação que é parte do ciclo de cura natural do nosso corpo”. Consumir probióticos regularmente reduzirá o risco disso acontecer.

“O conceito é que, se tivermos um ambiente intestino insalubre e desequilibrado, as toxinas podem ser liberadas na corrente sanguínea e causar inflamação em todo o corpo”, acrescenta Dendy. “Esta mudança na flora intestinal e a inflamação subsequente podem causar uma explosão na pele daqueles que estão predispostos a acne, eczema ou rosácea”.

Amy Shapiro, fundadora e diretora da Real Nutrition, com sede em Nova York, discute o efeito que os probióticos têm sobre problemas do sistema imunológico. “Os probióticos competem com micro-organismos patogênicos e produzem produtos químicos que inativam ou matam agentes patogênicos”, diz, acrescentando: “Eles ajudam a prevenir doenças imunomediadas*, melhorando o sistema imunológico da mucosa intestinal. Em geral, os probióticos protegem o corpo das infecções e permitem que o corpo mantenha a homeostase”.

Ajudam o sistema imune do corpo

“Os probióticos aplicados topicamente fixam-se na superfície da pele e impedem as células de ver as bactérias e parasitas ruins que podem causar uma resposta do sistema imunológico”, confirma Dendy. “Isto é conhecido como  ‘interferência bacteriana’, pois os probióticos protegem a pele e interferem na habilidade de erros como bactérias e parasitas que provocam uma reação imune. Quando determinados tipos de probióticos são colocados em contato com células da pele, eles acalmam as partes das células que podem querer reagir à presença de bactérias ruins que vêem como uma ameaça. Esses sinais saudáveis produzidos pelos probióticos impedem as células da pele de enviar mensagens de ‘ataque’ para o sistema imunológico que resultam na expansão da acne ou rosácea “.

Melhoram o funcionamento digestivo

“Os probióticos combatem constipação, diarreia, colite, síndrome do intestino irritável, dor abdominal, doença de Crohn e flatulência”, diz Amy. “Os probióticos trabalham para aumentar o número de células de imunoglobulina e células produtoras de citocinas no intestino. Eles melhoram a população de bactérias saudáveis no trato gastrointestinal, repopulando o intestino para ajudar com a digestão”.

Melhoram o desempenho atlético

“Os probióticos aumentam a absorção de nutrientes para que as células musculares tenham uma melhor base nutritiva”, explica Amy. “Esses nutrientes, em seguida, permitem um melhor tempo de recuperação fazendo com que o desempenho aumente ao longo do tempo”.

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Aliviam problemas de pele

“A pele e o intestino estão de mãos dadas”, enfatiza Amy. “Uma vez que os probióticos ajudam a melhorar o microbioma intestinal e a reduzir a inflamação, as condições da pele também melhorarão. Ao manter uma dieta saudável e completa, as condições da pele melhoram ao longo do tempo. Quando o intestino não está bem, outras partes do corpo também começam a ter problemas e tornam-se tóxicas. Com os probióticos, seu intestino torna-se mais saudável e, portanto, seus problemas de pele começam a desaparecer”.

Auxiliam na prevenção de rugas

“Probióticos e bactérias boas no intestino ajudam a eliminar as toxinas que podem causar sinais iniciais de envelhecimento”, explica Amy. “Eles podem liberar o corpo desses radicais livres e ajudar a prevenir rugas precoces”.

Espere algumas semanas para ver o resultado

“Uma boa regra é 12 semanas”, explica Dendy. “Um estudo coreano recente com 56 pacientes com acne descobriu que beber uma bebida láctea fermentada com Lactobacillus efetivamente reduziu a contagem total de lesões e diminuiu a oleosidade ao longo de 12 semanas”.

“Dentro de 30 dias após a suplementação você pode aproveitar os benefícios da melhora das condições inflamatórias da pele e redução da depressão e da ansiedade relacionadas ao estresse”, diz Jeannel. “No entanto, não pense que a chave para uma boa saúde reside em uma pílula. Fortaleça seu microbioma com escolhas de estilo de vida inteligente para ter o máximo benefício em sua saúde”.

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Foto: Stocksy

Falando em escolhas saudáveis e estilo de vida, Amy acredita firmemente primeiro em obter probióticos por meio dos alimentos. Em seguida, adicione um suplemento, se necessário ou em momentos em que deseja aumentar seu sistema imunológico. Abaixo estão os alimentos probióticos favoritos dela de todos os tempos e os benefícios para a saúde de cada um.

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Foto: Epicurius

Kimchi**: “Um prato de vegetais coreano fermentado com estirpes de bactérias de ácido lático, como Lactobacillus brevi, que ajuda a curar seu intestino e pode mesmo promover a perda de peso”.

chucrute pinterest

Chucrute***: “Rico em bactérias que impulsionam o sistema imunológico e a flora intestinal saudável. As bactérias nas folhas de repolho fermentam os açúcares naturais em ácido lático. O chucrute também é rico em vitamina C”.

iStock kombucha

Kombucha: “Fermentado com bactérias e leveduras conhecidas como scobi. Pode prevenir a levedura de candidíase intestinal, promove a digestão e o influxo de boas bactérias”.

iogurte

Iogurte: “Repleto de bactérias que ajudam o intestino. Os micróbios no iogurte alteram a lactose, o açúcar natural encontrado em produtos lácteos, permitindo que o leite engrosse e aumente o ácido lático. Evite os açucarados e compre o produto de sabor natural com culturas vivas”.

kefir

Kefir: “Pode reduzir a inchaço e o gás que é provocado pelo consumo de produtos lácteos. As bactérias nesta bebida de leite fermentada foram colonizadas no trato intestinal, o que proporciona benefícios curativos ao intestino”.

Misso fundo branco

Missô: “O fungo encontrado no missô, como a sopa que você recebe em um restaurante japonês ou a pasta que você encontra nos supermercados, estimula o sistema digestivo e apóia o sistema imunológico”.

*Termo usado para descrever uma situação na qual o sistema imune ataca o corpo, causando uma doença.

**O mais tradicional dos alimentos coreanos. Faz parte de todas as refeições, diárias. É um acompanhamento feito com vegetais fermentados em um molho bastante apimentado. Existem mais de cem tipos diferentes de Kimchi mas um dos mais populares é o de acelga. Não indicado para quem tem SII.

***Não indicado para quem tem SII.

Fonte: The/Thirty