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Microbioma: um novo mundo de cuidados com a pele

A pele é o maior órgão do corpo humano. Por estar constantemente exposta, sendo interface entre o meio externo e interno, é vulnerável e precisa de cuidados contínuos. Limpar, dormir sem maquiagem, usar produtos adequados por exemplo são maneiras para manter a beleza da pele. Mas é importante olhar também para a saúde dela. Para isso, os especialistas estão hoje atentos a um ponto até agora pouco falado: as bactérias que habitam nesse ecossistema.

“Assim como o intestino, a pele tem seu próprio ecossistema, composto por milhões de bactérias, fungos e vírus que compõem a sua flora”, diz a dermatologista Luciana Garbelini, de São Paulo. “Há tempos se fala sobre os benefícios para a saúde de manter o equilíbrio no microbioma intestinal, mas quando se trata de cuidados com a pele, as bactérias geralmente são percebidas como algo que precisa ser removido. Essa narrativa está começando a mudar nos círculos científicos”, diz Luciana.

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Hoje se sabe que a pele é formada por bactérias “boas” que têm a função de protegê-la, como se fosse uma barreira. Esses microrganismos são os chamados comensais, e a presença deles previne o surgimento de germes causadores de doenças, além de manter o pH em equilíbrio. Esse ecossistema é chamado de microbioma. “Acredita-se que o microbioma é a chave para melhorar a aparência da pele, começando por abordar as causas de determinadas doenças da pele e não apenas os sintomas”, afirma Luciana.

A principal função das boas bactérias é apoiar a barreira protetora da pele e manter uma infinidade de problemas, como ressecamento, irritação, acne e eczema distantes. “Os ingredientes fermentados funcionam de maneira semelhante na pele como no sistema digestivo, mantendo o equilíbrio. Por esse motivo, um número crescente de marcas de beleza está se apoiando nesses ativos para criar cuidados para a pele que sejam amigáveis ao bioma, como os probióticos e prebióticos”, diz a médica.

Ela alerta que é importante estar sempre atento ao que se aplica na pele, e com que frequência, especialmente no uso de medicamentos tópicos, formulações caseiras ou produtos à base de ácidos. O uso excessivo de qualquer um deles pode alterar o equilíbrio do pH e perturbar o microbioma da pele. Por isso, é recomendado procurar um especialista para não acabar tendo um efeito contrário ao desejado”, diz.

Quando o microbioma está em desequilíbrio a pele costuma dar sinais como sensibilidade, coceira, vermelhidão, ressecamento. E algumas doenças podem estar relacionadas também com esse problema tais como dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase, acne e rosácea.

Como equilibrar o microbioma

=Cuidar da alimentação: diminuir o consumo de doces, frituras e comidas ultraprocessadas, normalmente carregadas de açúcar e gordura;
=Amenizar o estresse do dia a dia. Isso pode ser a causa do desequilíbrio no microbioma, piorando quadros de acne, psoríase e outras dermatites.
=Evitar ingredientes excessivamente agressivos ou uso exagerado de produtos, como esfoliantes, corticoides, antibióticos ou tratamentos com medicamentos tópicos que não sejam recomendados pelo dermatologista.

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=Tomar banho rápido e morno com sabonetes que respeitem o pH da pele.
=Manter a pele sempre hidratada. Assim se favorece um ambiente na pele favorável para os microrganismos bons.
=Apostar em um hidratante com ativos prebióticos que favorecem as bactérias boas do microbioma.

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=Usar filtro solar com hidratantes para manter o equilíbrio.

Luciana Garbelini é dermatologista Formada pela Universidade de Santo Amaro. Residência médica em Dermatologia na Universidade de Santo Amaro, Pós-graduada em cosmiatria e estética no Instituto Superior de Medicina. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O que os alimentos ultraprocessados têm a ver com a saúde mental?*

Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por técnicas e processamentos com alta quantidade de sódio, açúcar, gorduras, corantes, conservantes e outras substâncias que realçam o sabor e os tornam mais atrativos ao paladar.

No entanto, o prazer de consumi-los tem um preço alto: são alimentos pobres em nutrientes essenciais como vitaminas, sais minerais, água e fibras, além de prejudicarem os processos que sinalizam o apetite e a saciedade, estimulando o indivíduo a ingeri-los em excesso.

Na lista, estão incluídos enlatados, embutidos, congelados, sorvetes, preparações instantâneas, refrigerantes, salgadinhos, frituras, doces, gelatinas industrializadas, refrescos em pó, temperos prontos, margarinas, iogurtes industrializados, bolachas recheadas, achocolatados, entre outros.

Os fatores de riscos dietéticos são os principais contribuintes para a carga global de doenças responsáveis por cerca de 11 milhões de mortes (sendo 22% de todas as mortes em adultos). As principais doenças relacionadas a esta dieta são as cardiovasculares, diversos tipos de câncer, obesidade, hipertensão e o diabetes tipo 2.

No entanto, a dieta à base de ultraprocessados não impacta apenas a saúde física, mas também a mental. Segundo um estudo do Center of Epidemiologic Studies Depression, o aumento de 10% no consumo destes alimentos foi associado a um risco de 21% maior de sintomas depressivos.

Vale alertar que doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia e a própria depressão, não diferem muito do diabetes, se levarmos em conta as alterações ocorridas no organismo em níveis moleculares.

Um exemplo são indivíduos acometidos por diabetes e depressão. Eles desenvolvem um estado de inflamação sistêmica leve, mas crônica. Por serem pró-inflamatórios, os alimentos ultraprocessados acabam gerando uma piora em ambas as doenças.

Outro ponto importante é a ligação entre o cérebro e o intestino. A relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a depressão pode ser explicada pelo efeito de alguns componentes usados ou produzidos durante o processamento industrial, já que aditivos destes alimentos ou as moléculas resultantes do aquecimento a alta temperaturas podem causar alterações na microbiota intestinal, que, sabidamente, interfere na função cerebral.

Isso ocorre porque a microbiota intestinal é responsável pela produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina, que regulam processos como aprendizagem, memória, prazer e bem-estar.

Um estudo publicado na revista Nature mostrou que altos níveis de estresse podem alterar a composição de bactérias intestinais que, por sua vez, podem influenciar o desencadeamento de transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão.

Neste caso, ao analisar amostras de sangue de pessoas com depressão, foi observado que 35% delas apresentavam resquícios de bactérias pertencentes à microbiota do intestino, provavelmente ocasionado pela alta permeabilidade.

Dentro desta lógica, fica evidente que mudanças significativas na dieta são fortes aliadas no combate às doenças psiquiátricas, seja na prevenção como na recuperação.

*Por Adiel Rios, Mestre em Psiquiatria pela Unifesp e pesquisador no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP

Café pode ajudar no funcionamento do intestino, mas cuidado com a ‘dependência’

De acordo com a literatura científica, beber café é benéfico para a saúde intestinal, pois ajuda a melhorar as contrações musculares no intestino, aumentando a motilidade do músculo liso no trato gastrointestinal. Mas outros alimentos, como as fibras, são mais eficazes

O café é uma das bebidas mais consumidas globalmente. É composto por mais de mil ingredientes ativos, como cafeína, minerais, vitaminas, compostos fenólicos, polissacarídeos, lipídeos e aminoácidos.

“Muitas evidências afirmam que beber café pode melhorar o microbioma intestinal e manter o metabolismo. No corpo humano, cerca de 100 trilhões de microrganismos, incluindo bactérias, vírus, fungos e protozoários estão presentes no trato gastrointestinal (GI). Toda a população de microrganismos GI é conhecida coletivamente como microbiota intestinal. Em condições fisiológicas normais no intestino, a microbiota, além de ajudar na eliminação do bolo fecal, desempenha papéis importantes na regulação de uma ampla variedade de funções celulares, incluindo o metabolismo energético, a resposta imune e a resposta neuroendócrina”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

“No entanto, é necessário ter cuidado com o consumo excessivo, que pode levar à dependência das substâncias estimulantes do café, o que pode levar a consequências indesejadas. Por outro lado, algumas pessoas são sensíveis à cafeína, apresentando problemas de digestão e gástricos, alterações de ritmo cardíaco e pressão arterial, agitação emocional e distúrbios do sono, situações em que o café deve ser deixado de lado”, completa a médica.

De acordo com Marcella, ao beber café, ocorre uma aceleração das contrações musculares em todo o intestino e, depois, a cafeína também faz com que os músculos do cólon relaxem. Isso é o responsável pela vontade de ir ao banheiro. “Mas essa movimentação também faz com que algumas pessoas sofram com refluxo ácido quando bebem café e outras bebidas com cafeína”, afirma a médica.

Vários estudos afirmam que o consumo de café ajuda a melhorar o movimento intestinal. Foi demonstrado, por exemplo, que os oligossacarídeos extraídos de borra de café podem estimular o crescimento de bactérias intestinais benéficas e aumentar a produção de ácidos graxos de cadeia curta. “Os tipos e a quantidade de ácidos graxos de cadeia curta produzidos pela microbiota intestinal determinam o resultado funcional geral de muitos processos fisiológicos por meio da modulação das respostas anti-inflamatórias e neuroendócrinas”, diz a nutróloga.

Um estudo em ratos mostrou que o consumo de café por três dias causa um aumento na taxa de contração do músculo liso no intestino delgado e no cólon. “O mais interessante é que o estudo descobriu que os efeitos observados do café regular na função intestinal e na microbiota intestinal são semelhantes aos efeitos causados pelo consumo de café sem cafeína. Isso indica que a cafeína não é o ingrediente causador do café responsável pelos benefícios mencionados”, diz Marcella.

Essas evidências que apontam para uma ação benéfica do café para o conteúdo do microbioma gastrointestinal também sustentam a ação dessa bebida na prevenção e ajuda contra a disbiose, desequilíbrio da mirobiota, que podem levar a complicações graves de saúde, como doença hepática gordurosa não alcoólica, esteatohepatite não alcoólica, doença inflamatória intestinal, doença cardiovascular, diabetes mellitus, obesidade e câncer.

No entanto, a médica enfatiza que o café não é uma bebida medicinal e que não substitui uma alimentação saudável, com adequado consumo de fibras, ligadas a uma série de benefícios para a microbiota. “As dietas ricas em fibras podem reduzir o risco de doenças cardíacas e AVC em até 30%, de acordo com um artigo de revisão publicado em 2019 pela The Lancet. Além disso, elas trazem mais saciedade, ajudam no controle da glicose e do diabetes e reduzem a inflamação no fígado. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o recomendável é consumir diariamente de 25 a 35 gramas de fibras”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

A microbiota intestinal desempenha um papel na função cerebral e na regulação do humor*

A depressão é um transtorno mental que afeta mais de 264 milhões de pessoas de todas as idades em todo o mundo. Compreender seus mecanismos é vital para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas eficazes. Cientistas do Institut Pasteur, Inserm e do CNRS, na França, conduziram recentemente um estudo mostrando que um desequilíbrio na flora bacteriana intestinal pode causar uma redução em alguns metabólitos, resultando em comportamentos semelhantes aos pacientes depressivos.

Essas descobertas, que mostram que uma microbiota intestinal saudável contribui para o funcionamento normal do cérebro, foram publicadas na Nature Communications em 11 de dezembro de 2020.

A população bacteriana no intestino, conhecida como microbiota intestinal, é o maior reservatório de bactérias no corpo. A pesquisa tem mostrado cada vez mais que o hospedeiro e a microbiota intestinal são um excelente exemplo de sistemas com interações mutuamente benéficas. Observações recentes também revelaram uma ligação entre transtornos de humor e danos à microbiota intestinal.

Isso foi demonstrado por um consórcio de cientistas do Institut Pasteur, do CNRS e do Inserm, que identificou uma correlação entre a microbiota intestinal e a eficácia da fluoxetina, molécula frequentemente usada como antidepressivo. Mas alguns dos mecanismos que governam a depressão, a principal causa de deficiência em todo o mundo, permaneceram desconhecidos.

Usando modelos animais, os cientistas descobriram recentemente que uma mudança na microbiota intestinal provocada pelo estresse crônico pode levar a comportamentos semelhantes aos da depressão, em particular por causar uma redução nos metabólitos lipídicos (pequenas moléculas resultantes do metabolismo) no sangue e no cérebro.

Esses metabólitos lipídicos, conhecidos como canabinóides endógenos (ou endocanabinóides), coordenam um sistema de comunicação no corpo que é significativamente prejudicado pela redução dos metabólitos. A microbiota intestinal desempenha um papel na função cerebral e na regulação do humor

Os endocanabinóides ligam-se a receptores que também são o principal alvo do THC, o componente ativo mais conhecido da cannabis. Os cientistas descobriram que a ausência de endocanabinóides no hipocampo, uma região-chave do cérebro envolvida na formação de memórias e emoções, resultou em comportamentos semelhantes aos pacientes depressivos.

Foto: News Medical

“Esta descoberta mostra o papel desempenhado pela microbiota intestinal na função normal do cérebro”, continua Gérard Eberl, chefe da Unidade de Microambiente e Imunidade (Institut Pasteur / Inserm) e coúltimo autor do estudo. Se houver um desequilíbrio na comunidade bacteriana intestinal, alguns lipídios vitais para o funcionamento do cérebro desaparecem, estimulando o surgimento de comportamentos semelhantes aos depressivos. Nesse caso particular, o uso de bactérias específicas pode ser um método promissor para restaurar uma microbiota saudável e tratar os transtornos de humor de forma mais eficaz.

Fonte: Grégoire Chevalier et al, Effect of gut microbiota on depressive-like behaviors in mice is mediated by the endocannabinoid system, Nature Communications (2020). DOI: 10.1038/s41467-020-19931-2

*Rubens de Fraga Júnior é especialista em geriatria e gerontologia. Professor titular da disciplina de gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná.

Probióticos e prebióticos: qual é a diferença?

Nutricionista Adriana Stavro lista os alimentos e fala tudo que você precisa saber do assunto

Probióticos e prebióticos são tópicos muito importantes na nutrição atual. No entanto, embora pareçam semelhantes, os dois desempenham papéis diferentes. Os prebióticos são um tipo de fibra que o corpo humano não consegue digerir. Eles servem como alimento para probióticos, que são minúsculos micro-organismos vivos, incluindo bactérias e leveduras. Tanto os prebióticos quanto os probióticos podem apoiar bactérias úteis e outros organismos no intestino.

Probióticos: microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. São encontradas em certos alimentos ou suplementos, e podem fornecer diversos benefícios à saúde.

Prebióticos: essas substâncias vêm de tipos de carboidratos (fibras) que os humanos não conseguem digerir. As bactérias benéficas em seu intestino se alimentam dessas fibras.

Segundo a nutricionista Adriana Stavro, as bactérias intestinais, chamadas coletivamente de microbiota, desempenham muitas funções importantes no corpo, dentre elas, ajudam a protegê-lo de vírus, bactérias e fungos nocivos à saúde.

Dentro da microbiota gastrointestinal humana, existe um complexo ecossistema de aproximadamente 300 a 500 espécies bacterianas, compreendendo cerca de 2 milhões de genes chamado microbioma.

Ao nascer, todo o trato intestinal é estéril, e o intestino do bebê é colonizado pela primeira vez por bactérias maternas e ambientais durante o nascimento, e continua a ser povoado por meio da alimentação e outros contatos. Fatores que influenciam a colonização incluem idade gestacional, tipo de parto (parto vaginal vs parto assistido), dieta (leite materno vs fórmula), nível de saneamento e exposição a antibióticos.

A composição da microbiota é específica de cada ser humano, que evolui ao longo da vida do indivíduo e é suscetível a modificações exógenas e endógenas (sexo, idade, tipo de alimentação, índice de massa muscular, peso, estado de saúde). Comer quantidades balanceadas de probióticos e prebióticos pode ajudar a garantir o equilíbrio certo dessas bactérias.

A composição da microbiota intestinal é única para cada indivíduo, é variável entre as pessoas, e é razoavelmente estável após o primeiro ano de vida. Apesar disso, a literatura afirma que a dieta influência no perfil microbiano. Como tal, a falta de nutrição adequada tem sido associada à microbiota disfuncional e a disbiose.

Um estudo de 2013 sobre a função das bactérias intestinais na saúde e na doença, confirma que, uma microbiota saudável, pode ajudar nas funções do sistema imunológico, tratar doenças gastrointestinais, auxiliar na redução do colesterol LDL (ruim) e no aumento do HDL (bom), e diminuição dos triglicerídeos, além de ajudar a tratar a obesidade, entre outros benefícios.

Uma revisão sistemática de 2016, com 38 estudos em animais e humanos sobre os efeitos dos probióticos nas funções do sistema nervoso central, mostrou que vários probióticos ajudaram a melhorar os sintomas de ansiedade, depressão, autismo, transtorno obsessivo-compulsivo e memória.

Além disso, algumas bactérias entéricas podem produzir nutrientes e vitaminas como folato, vitamina K e ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Os AGCC são a principal fonte de nutrientes das células que revestem o cólon. Eles promovem uma forte barreira intestinal que ajuda a impedir a entrada de substâncias nocivas, vírus e bactérias. Isso ajuda a reduzir a inflamação e pode ter o potencial de diminuir o risco de câncer.

Como os alimentos auxiliam a microbiota intestinal?


Os alimentos que ingerimos desempenham papel importante no equilíbrio das bactérias intestinais boas e ruins. Uma dieta rica em açúcar e gordura influencia negativamente (geralmente leva a uma diminuição de bacteroidetes e a um aumento de firmicutes, alterações que têm sido associadas à obesidade e subsequente desenvolvimento de doenças crônicas), e pode contribuir para obesidade, resistência à insulina entre outras condições.

Quais alimentos são prebióticos?


Os prebióticos são fibras encontrados em alimentos como leguminosas (feijão, ervilhas, lentilha, grão de bico), aveia, verduras, legumes, frutas que os humanos não são capazes de digerir, mas as bactérias do intestino podem digeri-las. A fibra dietética e o amido são decompostos pelas bactérias em AGCC. Os AGCC são os principais produtos finais da fermentação bacteriana no cólon, e são conhecidos por terem impacto positivo na fisiologia do hospedeiro. O butirato, em particular, é importante para a manutenção da saúde por meio da regulação do sistema imunológico, manutenção da barreira epitelial e promoção da saciedade após as refeições. Pode ser protetor contra várias doenças, incluindo câncer colorretal, doença inflamatória intestinal, diabetes e obesidade. Portanto, estimular a produção de butirato pelo microbioma pode ser útil para manter a saúde e tratar doenças.

Quais alimentos são probióticos?

Os alimentos probióticos que naturalmente contêm bactérias úteis, são o chucrute, o kombuchá, kefir, alguns tipos de picles (não pasteurizados), vegetais em conserva (não pasteurizados), e alguns tipos de iogurtes. Se for comer alimentos fermentados por seus benefícios probióticos, certifique-se de que não sejam pasteurizados, pois esse processo mata as bactérias. Os probióticos também podem ser encontrados em suplementos em forma de comprimidos, pós ou líquidos. Alguns desses alimentos também podem ser considerados simbióticos, porque contêm bactérias benéficas e fibras prebiótica, que servem para as bactérias se alimentarem. Alguns exemplos de alimentos simbióticos são queijo, kefir e chucrute.

Quem pode tomar suplementos de probióticos?

Os probióticos são seguros para a maioria da população, mas podem ocorrer efeitos colaterais em alguns casos raros, como em pessoas com sistema imunológico comprometido, hospitalizações prolongadas ou cirurgias recentes. Nestas circunstâncias podem desenvolver uma infecção por bactérias probióticas. Pessoas com essas condições devem pesar os riscos e benefícios antes de consumir (converse com seu médico). Indivíduos com crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado (Sibo), também devem conversar com seu médico ou nutricionista.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Hábito alimentar pode prevenir ou, até mesmo, reverter doenças, diz endocrinologista

Médico alerta sobre o importante papel que alimentação exerce no sistema imunológico indo muito além do controle da obesidade

Desde o início da vida escolar, todos aprendem sobre a importância dos alimentos para uma vida saudável como fonte de vitaminas e nutrientes. No entanto, parece que ao passar do tempo as pessoas começam a observar seu hábito alimentar apenas como um aliado no controle da obesidade e se esquecem que simples mudanças em sua rotina podem prevenir ou, até mesmo, reverter as doenças crônicas, ou doenças de estilo de vida.

Por isso, o Prof. Dr. Filippo Pedrinola, endocrinologista, sempre destaca o papel do alimento para o funcionamento saudável do sistema imunológico e alerta que “comida é informação para o seu corpo”.

O sistema imunológico é uma rede de proteção composta por células, tecidos, órgãos e até bactérias de nossa microbiota que atuam em nossa defesa contra invasores, sejam micro-organismos (bactérias, fungos, vírus etc) ou substâncias tóxicas. Mantendo, assim, um corpo saudável e livre de doenças, infecções ou alergias.

Desenvolver um sistema imunológico eficiente, ou seja, um organismo saudável, depende de vários fatores, entre eles, o mais importante é o hábito alimentar. “É por intermédio dos alimentos que nosso corpo absorve vitaminas, minerais e substâncias bioativas. Este é o principal motivo da indicação de uma dieta variada e rica em alimentos como frutas, legumes, verduras e grãos, evitando alimentos processados, com muita gordura e açúcar”, explica Pedrinola.

Microbiota é responsável por 70% dos sistema imunológico

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O corpo humano é colonizado por milhões de micro-organismos que, juntos, podem chegar a dois quilos, que é o peso aproximado do cérebro. Trata-se de bactérias que estão, em sua grande maioria, hospedadas no intestino e que exercem funções como se fossem um órgão responsável por 70% de todo o sistema imunológico de uma pessoa. Uma função protetora acontece por meio do deslocamento de patógenos, competição por nutrientes e receptores, além da produção de fatores antimicrobianos.

Além disso, a microbiota também está associada às funções metabólicas, por exemplo na síntese de vitaminas, biotina e folato, além da fermentação de resíduos de alimentos que não são digeridos.

Quando a microbiota está em desequilíbrio, o corpo passa a permitir uma maior atuação e proliferação de bactérias causadoras de doenças. Esse desequilíbrio, chamado de disbiose, pode ser causado por má alimentação (rica em gorduras saturadas e açúcares refinados), ingestão de álcool, fumo, infecções bacterianas, envelhecimento, medicamentos e, até mesmo, estresse e fadiga. Por isso, o grupo de risco para a disbiose são os portadores de doenças crônicas (como diabetes, hipertensão e câncer), idosos, crianças e atletas de alta performance.

“Um desequilíbrio na microbiota, ao contrário do que muita gente ainda acredita, não está ligado apenas a um desconforto intestinal. São inúmeros os sinais e sintomas causados pela disbiose, como alergias, rinites, infecções de vias aéreas, halitose, alterações de humor, insônia, enxaqueca, asma, eczema, dermatite atópica, psoríase, urticária, doença coronariana, fibromialgia, doenças articulares, diabetes, cólicas, diabetes e até a obesidade, tema da pesquisa inédita da Sociedade Americana de Microbiologia”, alerta Pedrinola.

Adotar a Dieta Mediterrânea é uma das práticas consideradas ideais

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Uma microbiota saudável já é uma grande aliada de um sistema imunológico eficiente. Hoje, depois de muitos estudos populacionais realizados em toda a história da humanidade, que o hábito alimentar considerado mais próximo do ideal é a chamada Dieta Mediterrânea. Uma afirmação baseada em inúmeros estudos científicos já publicados.

Após a 2ª Guerra Mundial, um fisiologista norte-americano chamado Ancel Keys desembarcou em Salermo, no sul da Itália. Ele observou que os habitantes da região banhada pelo Mar Mediterrâneo, de diferentes países e diferentes culturas, compartilhavam um hábito alimentar comum devido as características similares de clima, solo e vegetação. Apesar de rica em gordura, o pesquisador identificou que essa população apresentava baixíssimos índices de doenças cardiovasculares.

Basicamente, as refeições eram compostas por peixes de água salgada, azeite de oliva, oleaginosas, frutas, legumes, grãos integrais e derivados do leite como queijo e iogurte. Consumiam poucas quantidades de carne vermelha e alimentos processados.

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Ao adotar o mesmo hábito alimentar, é comprovada cientificamente a proteção cardiovascular, prevenção do diabetes e do câncer, melhora da função intestinal e estimula a atividade cognitiva do cérebro e prevenindo a temida doença de Alzheimer.

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Foto: Iude Richele

Fonte: Filippo Pedrinola é criador do protocolo Medicina de Estilo de Vida, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com residência médica em clínica e endocrinologia no Hospital das Clínicas de São Paulo. Após período de um ano do Fellowship Program do Cedars Sinai Medical Center da University of California em Los Angeles (UCLA), doutor em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP. Membro da The Endocrine Society dos Estados Unidos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação Brasileira de Estudos sobre Obesidade (ABESO).

 

La Roche-Posay lança hidratante corporal com ativos exclusivos

A La Roche-Posay apresenta Lipikar Baume AP+M, hidratante corporal intensivo com tecnologia AP+M, formada pelo complexo de ativos exclusivos da marca: Aqua Posae Filiformis + Microresyl. Juntos, auxiliam na preservação de uma microbiota saudável da pele, evitando o seu desequilibro, que pode provocar sintomas como ressecamento severo e coceira relacionada a este.

Foco de pesquisas da marca há mais de dez anos, o microbioma da pele é o ecossistema formado por fungos e bactérias com funções protetoras. São eles que mantêm o pH da região equilibrado e previnem o aparecimento de bactérias causadoras de doenças. Como resultado, Lipikar Baume AP+M foi desenvolvido para restaurar o equilíbrio desse ecossistema a partir de microrganismos capazes de reforçar a proteção da pele que formam o complexo exclusivo Aqua Posae Filiformis + Microresyl.

Ideal para peles muito secas ou com desconforto cutâneo relacionado a coceiras, Lipikar Baume AP+M atua ajudando a espaçar as crises de secura intensa da pele, promove hidratação imediata e calmante. Com fórmula de tripla eficácia, o lançamento restabelece e equilibra o microbioma cutâneo, e proporciona reparação da barreira natural da pele, reduzindo, assim, as crises de ressecamento.

Entre os ativos estão a manteiga de karité em alta concentração, ativo conhecido por sua capacidade de restaurar o filme hidrolipídico, além de proteger a pele de agressões externas; a glicerina, de ação hidratante; a niacinamida, ingrediente que acalma e melhora a barreira da pele; e também a Água Termal de La Roche-Posay, com função calmante.

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Com textura leve e suave, o Lipikar Baume AP+M está disponível nas versões de 75 ml, pelo preço sugerido de R$ 79,90, de 200 ml por R$ 139,90 e 400 ml por R$ 179,90. No site DermaClub também é possível encontrá-lo e, ainda, acumular pontos que podem ser trocados por produtos La Roche-Posay entre outras marcas da Divisão de Cosmética Ativa da L’Oréal Brasil. Clique aqui e entenda como funciona.

Modo de usar: Aplique uma vez por dia ou conforme a indicação médica na pele muito seca ou sensível. Utilizar na pele previamente limpa.

Informações: La Roche-Posay

Dieta mediterrânea melhora microbiota intestinal e favorece envelhecimento saudável

Dieta baseada no consumo de frutas, hortaliças, cereais, leguminosas, oleaginosas, peixes e leite é capaz de prevenir perda de funções importantes do organismo e doenças como diabetes e aterosclerose, segundo pesquisa publicada em fevereiro na revista médica The BMJ.

Conforme envelhecemos, nosso organismo passa por uma série de mudanças, sofrendo com a debilitação de diversos mecanismos importantes. Como resultado, nos tornamos mais propensos a doenças inflamatórias, diminuição do desempenho cognitivo, sarcopenia e condições crônicas como diabetes e aterosclerose. De acordo com evidências científicas, tais problemas estão correlacionados com alterações na microbiota intestinal causadas pelo consumo de dietas extremamente restritivas e pouco variadas em alimentos.

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Mas a boa notícia é que um estudo publicado em fevereiro na revista médica The BMJ apontou que tais consequências do envelhecimento podem ser combatidas através da adoção da dieta mediterrânea no dia a dia.

“A dieta mediterrânea é caracterizada pelo alto consumo de alimentos como frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas como grão-de-bico e lentilha, oleaginosas como amêndoas, azeitonas e nozes, peixes, leite e derivados, incluindo iogurte e queijos. Vinhos, azeite de oliva e uma enorme variedade de ervas de cheiro também estão liberadas nessa dieta. Além disso, deve-se consumir pouco de carnes vermelhas, gorduras de origem animal, produtos industrializados e alimentos ricos em gordura e açúcar”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores investigaram de que maneira a adoção da dieta mediterrânea no dia a dia durante um ano é capaz de alterar a microbiota intestinal e reduzir a potencial debilitação do organismo. Essa investigação foi feita através da análise das “bactérias do bem” presentes no intestino de 612 indivíduos com idades entre 65 e 79 anos que viviam em 5 cidades europeias (Reino Unido, França, Holanda, Itália e Polônia) antes e depois desse período de um ano.

“Ao compararem as duas amostras os pesquisadores encontraram uma variedade de resultados benéficos correlacionados às alterações na microbiota intestinal, incluindo diminuição da debilidade de organismo e da inflamação e aumento no desempenho cognitivo, além de identificarem redução nos marcadores de moléculas como Interleucina-17, que possui papel em diversas patologias autoimunes e doenças crônicas inflamatórias intestinais, e Proteína C-Reativa, que aparece em valores elevados no organismo quando há a presença de infecções, aterosclerose e diabetes”, destaca a médica.

Com isso, pode-se concluir que a adoção de uma alimentação saudável e específica, como a dieta mediterrânea, é capaz de modular e alterar a composição da microbiota intestinal, que, por sua vez, tem o potencial de promover um envelhecimento mais saudável e livre de condições crônicas como diabetes e aterosclerose, melhorando assim a expectativa e a qualidade de vida do paciente.

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“Porém, é importante ressaltar que antes de adotar qualquer tipo de dieta você deve consultar um médico nutrólogo, pois ele poderá realizar uma avaliação de seu estado de saúde e prescrever a dieta ideal de acordo com as características de cada indivíduo, conmtemplando todos os grupos de alimentos para suprir as necessidades nutricionais específicas de cada um”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Intestino saudável = pele perfeita

Dermatologista investiga hábitos de vida e problemas gastrointestinais para solucionar queixas como dermatites e acne

“Você é o que você come”. O velho ditado popular nunca fez tanto sentido – afinal, hoje a medicina sabe que a forma como nos alimentamos tem impacto direto na saúde e na qualidade da pele. “A pele é o maior órgão do corpo humano e reflete muito sobre o nosso bem-estar e saúde”, revela a médica dermatologista Mayara Bravo, da Clínica Karla Assed Curitiba.

Por isso, o intestino e as bactérias que habitam o sistema digestivo têm ganhado cada vez mais a atenção no consultório dos dermatologistas. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras e vitaminas, tem o poder de melhorar o sistema imunológico e reduzir inflamações, incluindo as que afetam a pele. “Os problemas gastrointestinais muitas vezes entregam pistas para problemas mais graves que podem estar relacionados com depressão, ansiedade e condições da pele, como a acne”, explica a dermatologista.

Além da alimentação e de um estilo de vida saudável, nosso estado emocional também pode alterar a flora intestinal, aumentando a permeabilidade e contribuindo para a inflamação sistêmica. “A pele é um dos órgãos que sente quando há uma disbiose (desequilíbrio da flora intestinal), desencadeando respostas inflamatórias na face e no cabelo, por exemplo. Por isso, hoje levamos todos estes fatores em conta a fim de oferecer um tratamento com melhoras de dentro para fora”, ressalta a médica.

Probióticos

probioticos

Nos últimos anos, o número de estudos sobre a influência da microbiota na saúde aumentou muito. Um dos tratamentos que podem auxiliar os pacientes a ter sucesso na melhora do corpo como um todo é o uso de probióticos (grupo de bactérias benéficas para o organismo).

“A gente trata o intestino e o paciente melhora de problemas como dermatite atópica, dermatite seborreica, psoríase e implicações como a acne”, afirma a dermatologista. Segundo ela, os probióticos ajudam a conter o processo inflamatório que leva a lesões na pele. De quebra, também ajudam a melhorar a imunidade de maneira geral.

Para tratar as doenças cutâneas, o médico pode prescrever uma família de bactérias de acordo com o perfil do paciente. “Fazendo o uso oral de probióticos é possível trocar a população de bactérias nocivas no organismo por outras benfeitoras e sentir as melhoras desejadas. Durante a consulta, conseguimos indicar compostos prontos ou que podem ser manipulados de acordo com a queixa específica do paciente”, comenta.

Dosagem certa

mulher tomando probiotico foto alamy
Foto: Alamy

Os probióticos são encontrados facilmente em algumas farmácias e lojas de suplementos, no formato oral e tópico. Com custos cada vez mais acessíveis, eles podem ser usados por pessoas de qualquer idade. Mas antes de sair por aí comprando um de cada, é fundamental ter orientação médica: para ter o efeito desejado, é importante estar atento à dosagem, concentração e até mesmo à qualidade de cada produto.

Assim como os probióticos, os nutricosméticos de marcas de skincare também ganham cada dia mais destaque – existem hoje linhas de probióticos faciais com promessas interessantes. “A grande maioria são produtos muito bem-vindos, mas a recomendação e orientação deve ser sempre acompanhada de um médico especializado para garantir o efeito desejado”, finaliza Mayara.

Fonte: Clínica Karla Assed Curitiba

 

Fibras alimentam e regulam 100 trilhões de bactérias presentes na microbiota intestinal

Estima-se que cerca de 100 trilhões de bactérias vivem dentro do nosso sistema digestivo. Este conjunto de bactérias e outros micro-organismos formam a microbiota intestinal que auxilia em processos fisiológicos, como a digestão e a produção de vitaminas, além de fortalecer o sistema imunológico no combate de bactérias nocivas à saúde. Desse modo, para garantir o bom funcionamento do organismo é essencial mantê-la saudável e a alimentação é o principal modo de alcançar este equilíbrio.

De acordo com Anna Pallottini, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), para manter a flora intestinal regulada é necessário ter uma alimentação balanceada e rica em fibras. “Algumas bactérias digerem fibras, e o resultado é a produção de ácidos graxos que são importantes para a saúde intestinal”, diz.

frutas com cereais pixabay

Encontradas em frutas, verduras e legumes, além das versões integrais de alimentos como massas, pães, biscoitos, cereais matinais, arroz, entre outros, as fibras são conhecidas por prevenir e tratar a constipação, além de afetar a forma como a gordura é absorvida no intestino delgado e promover a sensação de saciedade por mais tempo.

macarrão integral nudnik pixabay
Foto: Nudnik/Pìxabay

No macarrão integral, por exemplo, podemos encontrar dois tipos de fibras: as solúveis e as insolúveis. “As fibras solúveis ajudam a controlar a liberação de açúcar no sangue e capturam o excesso de glicose e colesterol da corrente sanguínea, já as fibras insolúveis, auxiliam a formação do bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal. Lembrando que todo alimento rico em fibras aumenta a necessidade de ingestão de água, para não ocasionar constipação ou prisão de ventre”, explica a especialista.

microbiota intestino SII

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada oito gramas a mais de fibras alimentares ingeridas por dia há uma redução de 5% a 27% do risco de desenvolvimento de doenças coronarianas, diabetes tipo 2 e câncer no colo retal. “A maioria das pessoas consome menos de 20g de fibra por dia e deveríamos consumir no mínimo 25g. “Uma dieta pobre em fibras, prejudica nossa flora intestinal, dificultando a absorção adequada dos nutrientes”, alerta a nutricionista.

Fonte: Abimapi