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Mitos & verdades sobre a funcionalidade nutricional das bebidas

Sucos, isotônicos e líquidos alcoólicos que prometem auxiliar no emagrecimento e até curar a ressaca, estão na lista

O verão demorou para chegar a algumas regiões do país neste ano, e agora, às vésperas da chegada do outono, as temperaturas estão nas alturas. E nesses dias, o consumo adequado de líquidos é fundamental para manter o funcionamento do nosso corpo. Porém, algumas bebidas, além de hidratar, são ingeridas com objetivos estéticos, funcionais e para melhorar o bem-estar.

A professora Tatiane Vanessa de Oliveira, do curso Bacharelado em Nutrição do Centro Universitário Senac, em São Paulo, explica os mitos e as verdades sobre as propriedades nutricionais de diferentes tipos de bebidas, como por exemplo: sucos, isotônicos e alcoólicas que prometem auxiliar no emagrecimento, evitar acne, melhorar a qualidade de vida e até curar ressaca.

Além de matar a sede, a água é a bebida mais completa para o corpo?
Verdade.
Não vivemos sem a água. Ela representa mais de 70% da nossa composição corporal e é extremamente importante para o bom funcionamento do nosso organismo. A quantidade de água que devemos ingerir diariamente é influenciada por diversos fatores. São eles: idade, peso, tipo e intensidade da atividade física, clima, temperatura do ambiente e condição clínica. Em média, a ingestão diária de água pode variar entre 2 a 4 litros. Vale lembrar que a água não deve ser substituída por bebidas açucaradas, sucos e principalmente refrigerantes.

Cerveja realmente engorda e dá barriga?
Parcialmente verdade.
A culpa não é só da cerveja! Ela tem cerca de 150 calorias, em um copo grande de 350 ml. O ganho de peso está relacionado à quantidade do consumo (aumento do consumo energético) em relação ao gasto energético da pessoa. Vale lembrar que, normalmente, a cerveja é consumida com os famosos petiscos que, em maioria, são alimentos gordurosos e ricos em calorias.

Beber uma taça de vinho diariamente faz bem para a saúde?
Verdade.
O vinho feito com as uvas das espécies Vitis vinífera e Vitis labrusca ou os sucos de uva integrais (sem adição de açúcares e conservantes) possuem em sua composição o resveratrol, composto bioativo que pode auxiliar no controle do açúcar no sangue (glicose) e na prevenção de doenças cardiovasculares. Porém, os benefícios estão associados quando o consumo é realizado dentro de um padrão alimentar saudável e respeitando uma taça por dia.

Bebidas isotônicas curam ressaca?
Verdade.
Isotônicos curam a ressaca relacionada à decorrência de uma desidratação. Vale destacar que os isotônicos, normalmente, são compostos por: água, sódio, potássio e glicose/sacarose e podem ser contraindicados para indivíduos diabéticos e hipertensos.
O melhor remédio para curar a ressaca é a hidratação com água, o consumo de frutas, verduras, legumes e repouso.

Sucos detox ajudam no bom funcionamento do organismo?
Mito.
Nenhum suco isoladamente garante o bom funcionamento do organismo. A dica é seguir uma alimentação saudável, com ingestão adequada de frutas, verduras e legumes que são fontes de fibras, vitaminas e minerais que auxiliam a boa digestão. Em tempo: o consumo da fruta, dos legumes e verduras trazem mais benefícios que o suco dos mesmos.

Chá verde emagrece?
Parcialmente verdade.
O chá verde é obtido a partir das folhas da planta Camellia sinensis e possui um composto bioativo denominado epigalocatequina galato, que apresenta uma relação com o aumento do gasto energético e consequentemente com a perda de peso. Mas atenção: qualquer processo de emagrecimento está associado a um equilíbrio entre o consumo e o gasto energético (prática de atividade física), fatores genéticos e qualidade da alimentação. Além disso, o chá verde também não é indicado para pessoas hipertensas, devido a presença da cafeína. Consuma com parcimônia.

Thinckstock

Beber suco de beterraba antes de malhar aumenta a performance no treino?
Mito.
Antes de malhar faça um lanche leve com fontes de carboidrato. Porém, antes de escolher o lanchinho, leve em consideração o tipo de exercício, o tempo e a intensidade.

Existem sucos que ajudam a prevenir o envelhecimento da pele?
Mito.
Nenhum suco isoladamente irá garantir a prevenção do envelhecimento. Por possuírem em sua composição vitaminas e minerais com propriedades antioxidantes, o consumo de frutas, verduras e legumes podem contribuir para o bem-estar e assim manter uma pele saudável. Vale destacar que os vegetais in natura, crus ou cozidos na forma sólida preservam mais as suas propriedades e os benefícios a saúde.

Foto: Boldsky

Suco de couve com maçã ajuda a combater a acne?
Mito
. A acne é uma alteração na pele ocasionada pelo acúmulo de sebo que pode favorecer ao crescimento bacteriano. Também pode ser causado devido às alterações hormonais, genéticas, efeito colateral de medicamentos, pele oleosa, estresse, entre outros. Porém, devido alguns nutrientes possuírem ações antioxidantes e anti-inflamatórias, o consumo de frutas, verduras e legumes, associado a uma alimentação equilibrada, pode auxiliar no tratamento.

Kombucha auxilia no emagrecimento e desintoxica o organismo?
Verdade.
Kombucha é uma bebida obtida pela fermentação do chá pela ação de leveduras (fungos) e bactérias. O crescimento das bactérias existentes na bebida pode trazer benefícios à saúde intestinal, ou seja, tendo ação probiótica. Porém, não se tem um controle dos tipos de bactérias presentes nessa preparação, e cada indivíduo possui uma flora intestinal diferente que responderá de formas variadas. No entanto, a saúde intestinal está diretamente associada à prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Prefira as versões sem álcool.

Fonte: Senac

Emagrecimento saudável: confira mitos e verdades

Trocar refeições por frutas emagrece? Água com limão funciona? Desvendamos algumas crenças sobre perder peso com saúde

Na teoria, emagrecer é simples: gastar mais energia do que foi ingerido ao longo do dia. No entanto, na tarefa de manter o déficit calórico, alguns mitos atrapalham o resultado final. Há mais de 35 anos à frente da Emagrecentro, rede especializada em emagrecimento saudável, o médico Edson Ramuth explica que, na maioria das vezes, a desinformação e a falta de acompanhamento profissional capacitado é a causa do desânimo em adotar uma alimentação mais nutritiva e adequada para o organismo.

Receitas milagrosas, chás, entre outras dicas circulam pela internet, mas será que funcionam? Conheça os principais mitos e verdades sobre emagrecimento saudável para não cair em fake news na hora de perder peso:

Água com limão emagrece? Bem gelada e no calor, a água com limão é uma delícia e faz muito bem para saúde, só que na prática ela sozinha não emagrece. Apesar de ser um mito, a fruta é rica em vitamina C e outros nutrientes que auxiliam na imunidade. Assim, apesar de não ajudar a perder peso, vale a pena manter este hábito para uma vida mais saudável.

Botswanayouth

Substituir refeições por frutas é saudável? Para quem busca um emagrecimento saudável, refeições exclusivamente de frutas podem deixar de fora macro e micronutrientes importantes para o corpo. Outro fator é que existem frutas com bastante carboidratos e calorias que podem atrapalhar, e muito, uma estratégia para perder peso.

Programas de emagrecimento funcionam? Verdade, desde que sejam realizadas em clínicas sérias e que se guiem em pesquisas científicas sobre emagrecimento saudável. Para ter ideia, o método 4 fases do Emagrecentro foi baseado em mais de 100 trabalhos científicos. O protocolo de cinco semanas, por exemplo, conta com check-up semanal para acompanhar a evolução da dieta e promover uma reeducação alimentar.

Chás emagrecem? Sozinhos, sem uma alimentação saudável, os chás não emagrecem. Apesar disso, uma infusão de hortelã, hibisco e camomila, por exemplo, podem colaborar com o bem-estar e a saúde, além de ajudar no controle da compulsão alimentar ou a saciar a vontade de comer doces. No entanto, é preciso tomar cuidado com receitas milagrosas, já que elas não existem, e com a dosagem e a frequência do consumo.

Fonte: Emagrecentro

No Dia Mundial do Câncer, confira 10 mitos e verdades sobre a doença

Hoje, 4 de fevereiro reforça ainda mais a necessidade de desmistificar as mais diversas fake news ao redor do tema; Oncologista tira as principais dúvidas e comenta a importância da informação de qualidade

O termo “câncer” ainda é cercado por preconceitos e informações que nem sempre são verdadeiras sobre o que pode ou não contribuir para o surgimento da doença. Por isso, é muito importante não acreditar em tudo o que se escuta por aí. De acordo com Daniel Gimenes, oncologista da Oncoclínicas São Paulo, o primeiro passo é buscar informações de qualidade, seja em veículos que tenham autoridade e com o próprio médico: “Durante as consultas, é fundamental que o paciente leve quais são suas principais dúvidas. É bastante comum diversos mitos serem compartilhados nas redes sociais e internet como um todo, portanto o combate à fake news deve começar dentro do consultório e ir além dele”.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é previsto que cerca de 625 mil novos casos de câncer por ano sejam diagnosticados no triênio 2020/2022. Nas mulheres, a incidência da doença no Brasil tem como localização primária a mama (29,7%); seguido por cólon e reto (9.2%); e colo de útero (7,5%). Já nos homens, é possível notar os casos de próstata (29,2%); cólon e reto (9,1%); e traqueia, brônquio e pulmão (7,9%).

Apesar de existirem muitos tipos de câncer, os tumores aparecem pelo crescimento descontrolado das células em qualquer região do corpo. Podendo ser causado tanto por fatores externos como internos, alguns cuidados contribuem para a prevenção da doença – sendo a informação um deles.

Abaixo, Gimenes lista dez mitos e verdades sobre o câncer que você precisa ficar de olho:

Esquentar alimentos no micro-ondas aumenta risco de câncer
Mito.
Até o momento, não existem evidências científicas que comprovem o risco de câncer relacionado ao uso do micro-ondas. Sabe-se que a radiação interna do aparelho é testada nos altos padrões de segurança. Por isso, é essencial consumir apenas eletrônicos com o certificado do InMetro.

Airfryer é cancerígena
Mito. A principal relação entre o aparelho com o câncer se dá por substância liberadas durante o preparo dos alimentos. A principal dela é a acrilamida, que se forma em preparos em alta temperatura – ou seja, quando a batata, mandioca, entre outros possui um tom marrom escuro. Em animais, por exemplo, existe, sim, uma possível ligação de alimentos que contêm acrilamida ao risco de câncer. Mas, no caso dos humanos, não existem fatos científicos que comprovem a condição, por isso, a airfryer não é considerada cancerígena.

Foto: Pixabay

Amamentar protege contra o câncer de mama
Verdade.
Durante a amamentação, as células começam a produzir leite e passam a se multiplicar menos. Como o câncer é o aparecimento anormal delas, o risco da doença é sim reduzido.

Câncer tem cura
Verdade.
Quando é descoberto precocemente, as chances de cura podem chegar a mais de 90%. Cada tratamento é único e individualizado para cada paciente, pois cada um pode responder de maneiras diferentes.

Desodorante pode causar câncer
Mito.
Isso circula na internet há tempos e não é verdadeiro! Vale lembrar que não existem evidências científicas que comprovem o fato, principalmente sua relação com o câncer de mama.

Atividades físicas podem prevenir alguns tipos de câncer
Verdade.
Quando os exercícios fazem parte da rotina diária, há o equilíbrio dos níveis hormonais, defesa do organismo, entre outros benefícios. Segundo o Inca, eles contribuem para diminuir o risco de câncer de cólon, mama e endométrio.

Câncer é contagioso
Mito.
Ele não pode passar de uma pessoa para a outra. Porém, no caso do câncer causado por vírus, como o do HPV ou hepatite B, pode haver um risco de contaminação por relações sexuais, transfusões de sangue e seringas compartilhadas. Mas, vale lembrar que nestes casos a infecção não garante que o paciente irá desenvolver a doença. Diversos vírus, como os mencionados acima, possuem vacinas que fazem parte do calendário infantil de imunização, podendo ser prevenidos.

Aquecer alimentos ou deixá-los quentes em potes plásticos pode aumentar o risco de câncer
Verdade.
É importante que os alimentos não sejam aquecidos em recipientes plásticos, ou ainda não sejam armazenados enquanto estiverem quentes. Nestes casos, eles podem liberar substâncias cancerígenas, como a dioxina, bisfenol, entre outros. A recomendação pela INCA é de utilizar vasilhas de vidro ou porcelana.

Açúcar pode fazer com que o tumor cresça mais rápido
Mito!
O alimento não é considerado uma substância cancerígena. Até o momento, não existem provas científicas de que ele pode acelerar o crescimento de um tumor, portanto deixar de consumi-lo não significa que o processo deixará de acontecer.

Stefan Obermeir/Getty Images

Álcool e tabaco podem aumentar as chances do desenvolvimento do câncer
Verdade.
Pesquisas mostram que esse hábito concomitantemente possui um risco aumentado para o câncer de faringe, laringe, boca e esôfago. Ou seja, no caso do consumo de álcool e tabaco juntos, os efeitos são multiplicados quando comparados aos riscos individuais.

Fonte: Oncoclínicas

10 mitos e verdades sobre sol e câncer de pele

Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Em 2020, foram registrados 176.930 casos, sendo 83.770 homens e 93.160 mulheres.

“O sol não é vilão, até porque ele é a principal fonte de vitamina D – 80% da formação dessa vitamina provém dos raios solares, principalmente do tipo B (UVB), que ativam a síntese da substância em nosso organismo. No entanto, sem os devidos cuidados, o sol pode provocar queimaduras, envelhecimento precoce, acne, alergias, manchas, feridas e, claro, câncer de pele”, afirma Renato Pazzini, dermatologista dos Hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz.

Para entender a relação entre o sol e o câncer de pele, Renato Pazzini cita alguns dos principais mitos e verdades acerca do tema:

Todo câncer de pele está associado ao sol
Mito.
De 5 a 10% dos casos de melanoma estão relacionados a fatores genéticos. O câncer de pele também pode ser causado por alterações em genes, hereditárias ou não, podendo atingir pessoas que produzem muita melanina. “No entanto, a exposição excessiva ao sol, e sem os devidos cuidados, ainda é o principal fator de risco para a doença”, alerta o dermatologista.

Para obter eficácia, o protetor solar precisa ser usado de forma correta
Verdade.
O protetor solar age como um filtro sobre a pele, protegendo-a dos raios ultravioletas. No entanto, para que isso ocorra, é necessário que o produto seja usado corretamente. O fator de proteção deve estar relacionado à necessidade de quem usa: pessoas com peles mais claras precisam de uma proteção mais intensa. Mas, independentemente do tipo de pele, o FPS mínimo deve ser 30. Além disso, busque um protetor que ofereça filtro contra os raios UVB e UVA. A aplicação deve ocorrer meia hora antes da exposição ao sol para que o produto seja absorvido pela pele, e é necessário reaplicar o protetor solar a cada três horas ou de duas em duas horas em casos de transpiração excessiva, exposição solar prolongada ou após molhar a pele. E não se esqueça do protetor labial com FPS.

O local e a hora de exposição solar influenciam no fator de risco
Verdade.
Dependendo de onde você está, a radiação solar é mais forte, representando maior risco para a pele. Perto da água, por exemplo, além da radiação recebida diretamente do sol, 70% dos raios solares são refletidos. No fundo da água, os raios conseguem atingir cerca de 30 cm de profundidade. Já a areia reflete 20% da radiação solar. “Se você quer tomar sol com mais segurança, opte pela grama. No verde, o sol reflete muito pouco. Também evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa”, aconselha Pazzini.

O guarda-sol nos protege contra os raios solares
Mito.
Até debaixo dele, não se pode descuidar da proteção solar, pois a água do mar e a areia refletem a radiação solar expondo a pele aos raios UV.

Bronzeadores com filtro solar também protegem a pele
Mito.
A proteção oferecida à pele por bronzeadores é baixa e insuficiente para filtrar a passagem de raios UVB e UVA. Além deste agravante, a aplicação do bronzeador feita por cima do protetor solar inibe a ação do produto. Dessa forma, em exposição ao sol não protegida, corre-se o risco de desenvolver câncer de pele do tipo basocelular e também melanoma.

Pessoas de pele mais clara têm mais chance de desenvolver a doença
Verdade.
As pessoas de pele mais clara têm um risco maior de desenvolver câncer de pele por possuírem menos melanina na pele. Essa substância serve como um protetor solar natural e biológico, ou seja, as pessoas que possuem mais melanina apresentam um fator natural de proteção maior contra a radiação solar. “Já as pessoas de pele mais clara não possuem essa proteção natural e acabam ficando mais expostas aos efeitos deletérios da radiação ultravioleta, sendo mais suscetíveis à melanose solar, ou seja, manchas escuras esparsas que ocorrem na face, no colo, no dorso das mãos e nos antebraços. Essas manchas têm significado importante, pois podem ser os primeiros sinais de um câncer de pele”, adverte Pazzini.

Pixabay

Dias nublados também requerem proteção solar
Verdade.
Em dias nublados, com nuvens claras e baixas, a insolação é menor (em torno de 40%). Entretanto, a emissão de raios ultravioletas independe de o céu estar ou não ensolarado, exigindo o uso de filtro solar da mesma forma.

Mole checkup. Professional dermoscopy

Somente regiões do corpo expostas ao sol podem ser afetadas
Mito.
Áreas que não são expostas podem desenvolver câncer de pele porque existem tipos da doença que não possuem uma relação tão importante com o sol, mas que podem ter um peso genético maior. “Exemplo disso são cânceres de pele melanoma que aparecem em unhas, mãos, pés, e em áreas genitais, que são locais cobertos”, ressalta Pazzini.

Queimaduras podem evoluir para câncer de pele
Verdade.
A queimadura solar, mesmo que intermitente (pessoas que não se expõem com frequência), é um fator de risco para alguns tipos de pele. Já as queimaduras cutâneas mais graves, de 2º ou 3º grau, provocadas por outros fatores, podem gerar futuramente um câncer não-melanoma, conhecido como “úlcera de marjolin”. “Uma dica fundamental é jamais se expor ao sol com produtos que tenham ácido retinoico na formulação. Eles são fotossensibilizantes e antagonistas ao sol. Além de provocar hiperpigmentação na pele, você pode sofrer queimaduras”, afirma o dermatologista.

Foto: InspiredMagazine

Excesso de exposição solar na infância aumenta a chance de câncer de pele no futuro
Verdade.
Isso influencia tanto no desenvolvimento de câncer em idades mais avançadas quanto no envelhecimento da pele. O sol possui uma ação cumulativa no DNA das células, ou seja, os danos celulares provocados pela radiação ultravioleta solar vão se acumulando no DNA da célula e esses são responsáveis tanto pelo surgimento de cânceres como por um estresse oxidativo nas células, resultando no envelhecimento cutâneo. “Daí a importância do cuidado com o excesso de sol desde sempre. Seja não se expondo muito, principalmente nos horários de pico, seja fazendo uso diário do protetor solar”, finaliza Pazzini.

Fonte: Renato Pazzini é dermatologista dos Hospitais Albert Einstein e Oswaldo Cruz, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Fellow em Dermatopatologia pelo Hospital Mount Sinai, em Nova York (EUA), e pelo Hospital Karolinska, em Estocolmo (Suécia)

Ter diabetes significa nunca comer doces? 10 mitos e verdades sobre restrições alimentares

Diabetes é considerado um dos maiores vilões da saúde nos tempos atuais. A doença, que atinge 463 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 16,8 milhões somente no Brasil – número que pode passar dos 21 milhões até 2030 -, conforme a Federação Internacional de Diabetes (IDF), é considerada um verdadeiro problema de saúde pública. Os dados referem-se apenas a adultos entre 20 e 79 anos.

A nutricionista Marlucy Lindsey Vieira, que atende na Unidade Básica de Saúde do Jardim Nakamura, gerenciada pelo Cejam – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, respondeu a algumas questões que ajudam a esclarecer mitos e verdades associados à alimentação das pessoas que vivem com esta doença. Confira:

O consumo excessivo de açúcar realmente tem ligação com o surgimento do diabetes?
Verdade.
O excesso de açúcar pode provocar uma sobrecarga no pâncreas, que não consegue produzir insulina suficiente para diminuir os níveis de glicose. Essa sobrecarga pode desencadear o diabetes tipo 2.

Pessoas com alimentação saudável e regrada não têm nenhuma chance de desenvolver diabetes?
Mito.
Existem outros fatores de risco, como o genético, a presença de problemas como pressão alta, colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue, doenças renais crônicas, diabetes gestacional e o uso excessivo de medicamentos da classe dos glicocorticoides (tipo de corticoide). Todos podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Apenas as pessoas mais velhas têm diabetes?
Mito.
O diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Conforme dados da IDF, 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos apresentam diabetes tipo 1.

Diabéticos não podem exagerar no consumo de carboidratos, como arroz, pães, massas e batatas?
Verdade.
Os carboidratos são os principais responsáveis pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, por isso, pacientes diabéticos precisam consumir esses alimentos de forma moderada. Uma opção saudável seria substituir alimentos feitos com farinha branca, como pão, bolo e macarrão, pelos integrais. O arroz também pode ser substituído pela versão integral.

Steve Buissinne/Pixabay

Apenas o açúcar refinado faz mal. O mel e outros açúcares, como mascavo, demerara ou de coco, estão liberados na dieta de um diabético?
Mito.
Assim como o açúcar refinado, o mel e outros açúcares também podem descompensar o diabetes, levando ao quadro de hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue).

Diabéticos devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas?
Verdade.
O diabético não deve ingerir bebidas alcoólicas porque o álcool pode desequilibrar os níveis de açúcar no sangue, alterando os efeitos da insulina e dos medicamentos orais, podendo provocar hiper ou hipoglicemia (queda vertiginosa das taxas de açúcar no sangue).

Ter diabetes significa não poder comer doces em hipótese alguma?
Mito.
O paciente diabético pode consumir doces em pequenas quantidades, quando associado a uma dieta e hábitos de vida saudáveis. O doce não pode se tornar um alimento do dia a dia e deve-se ter cuidado com a qualidade da sobremesa escolhida, de preferência pobre em gordura.

É possível prevenir o diabetes?
Verdade.
A melhor forma de prevenir o diabetes é por meio da manutenção de hábitos saudáveis, como a ingestão diária de verduras, legumes e três porções de frutas; a redução do consumo de sal, açúcares e gorduras; não fumar; praticar exercícios físicos regularmente; e manter o peso controlado.

Os diabéticos devem ter uma alimentação saudável e isso inclui o consumo de frutas à vontade?
Mito.
A frutose é um açúcar presente naturalmente nas frutas. O consumo recomendado a pacientes diabéticos é de, no máximo, três porções de frutas ao dia.

Foto: Live Science

Todos os tipos de adoçantes são permitidos na dieta de um diabético, pois são todos iguais.
Mito.
Os adoçantes são divididos em dois grandes grupos: os naturais, são obtidos a partir de plantas ou de alimentos de origem animal; e os artificiais/sintéticos, obtidos, de produtos naturais ou não, através de reações químicas apropriadas. Entre os adoçantes naturais indicados estão a frutose, o xilitol, o eritritol e a stevia. Já no grupo dos sintéticos, a sacarina, o ciclamato, o aspartame e a sucralose costumam ser mais recomendados. Antes de escolher quaisquer um desses produtos, é importante ler os rótulos com atenção para saber qual o tipo de adoçante utilizado na composição e, sempre que possível, optar pelos naturais.

Fonte: Cejam

Mitos sobre o azeite: nutricionista explica sobre funcionalidade do produto

Aquecimento, cor e acidez ainda deixam consumidores em dúvida na hora de escolher ou preparar receitas com o famoso suco das azeitonas

O azeite de oliva é uma gordura proveniente da azeitona, o fruto da oliveira. Florescendo na primavera, as azeitonas passam pelo processo de maturação até ao outono, época em que acontece a colheita. A azeitona é um alimento presente em grande parte das cozinhas e o azeite é um dos elementos base da dieta mediterrânica, considerada uma das mais saudáveis do mundo.

Segundo um estudo realizado pela Fiesp o consumidor brasileiro busca cada vez mais por uma alimentação balanceada e saudável e, por esse motivo, o interesse pelo azeite cresce a cada ano no Brasil. Uma gordura rica em vitaminas e substâncias antioxidantes, o azeite é subdividido em três tipos:

Azeite Extravirgem

Nesta categoria, o produto deve ter até 0,8% de acidez e sem defeito organoléptico/sensorial, sendo este o tipo de azeite que tem melhor preservadas as suas qualidades de aroma e sabor. A acidez de até 0,8% é um indicativo de que todas as etapas de processamento (maturação da azeitona, colheita do fruto, limpeza, extração e embalagem) foram realizadas de forma adequada.

Azeite Virgem

Azeites que apresentam algum defeito sensorial e/ou com acidez acima de 2% são denominados azeite virgem. Azeites com acidez acima de 2% não são adequados para o consumo, sendo que estes produtos são submetidos a um processo químico denominado refinamento, o qual se reduz a acidez do produto adequando-o ao consumo.

Azeite de Oliva

O processo de refinamento nos azeites virgens remove, além da alta acidez, as substâncias aromáticas e de sabor, bem como os antioxidantes naturais, pigmentos de cor e as vitaminas do azeite. Nesta fração refinada do azeite, normalmente se adiciona uma pequena quantidade de azeite extra virgem para repor um pouco de sabor, aroma e cor ao produto final. Estes azeites, então, são denominados comercialmente como “Azeite de Oliva” e sua acidez é de até 1%.

Mas com tantas informações disponíveis atualmente sobre o produto, surgem também alguns mitos que permeiam o uso do azeite. Pensando nisso, a Andorinha, marca pertencente ao grupo Sovena e que importa para o Brasil os azeites e azeitonas do seu olival próprio em Portugal, nos ajuda a desmitificar quatro mitos sobre o azeite.

De acordo com a nutricionista Maria Julia Coto “A inserção do azeite na alimentação todos os dias apresenta inúmeros benefícios à saúde devido à sua elevada densidade nutricional. Por isso, é essencial desmistificar algumas dúvidas comuns que surgem em torno desse alimento, para assim, proporcionar maior conhecimento sobre o impacto das escolhas alimentares em boas condições de saúde a curto e a longo prazo, assim como o azeite é capaz de proporcionar.”

O azeite não pode ser exposto a altas temperaturas

Esse é um dos mitos mais recorrentes entre os consumidores, e isso faz com que o uso do azeite fique restrito apenas à finalização de pratos e ao tempero de saladas. Segundo as pesquisas, 1/3 dos consumidores acreditam que, quando aquecido, o azeite perde suas propriedades benéficas e por esse motivo não esquentam o produto. Mas, ao contrário do imaginário comum, o produto aquecido se mantém estável e benéfico ao combate de colesterol ruim e aumento do bom. Usado corretamente, em média até 180ºC, o azeite de oliva pode fazer a diferença para manter uma alimentação de qualidade.

De acordo com a nutricionista Maria Julia Coto, “diversos estudos científicos já comprovaram que o azeite pode ser aquecido em condições de uso doméstico sem prejuízos. É um mito acreditar que vira ‘gordura ruim’, pois estes estudos demonstraram que o aquecimento não altera o perfil de ácidos graxos do azeite, comprovando que não há uma mudança no perfil de gorduras, que se mantém de boa qualidade. Isso ocorre devido ao alto teor de antioxidantes presentes no azeite, moléculas que protegem as células de reações oxidativas. Assim, o azeite é capaz de manter a sua composição estável frente à oxidação térmica, sem que haja a formação relevante de compostos tóxicos ou gordura trans.”

O azeite de cor verde é melhor do que o dourado.

A ideia generalizada diz que a cor do azeite é fundamental na escolha. “Muitos consumidores preferem comprar azeites em tons verdes-dourados. E quando, visualizam azeites com colorações diferentes, acreditam que o produto esteja estragado. A crença de que o azeite amarelo é ruim, não é verdadeira visto que, os diferentes tons de azeite estão relacionados a variedade, as condições climáticas, a região e o ponto de maturação das azeitonas colhidas para a extração do óleo é que determinarão a cor”, explica a especialista.

A cor do azeite indica a tonalidade da azeitona no momento de colheita e extração do azeite. A mudança na coloração deve-se ao processo de amadurecimento do fruto. Além disso, o estágio de maturação das azeitonas também interfere no sabor do azeite. No início da safra, normalmente as azeitonas estão mais verdes e, por isso, originam azeites mais amargos e picantes, já no fim da safra, normalmente os azeites são mais doces e suaves. O importante é saber o que diferencia um tipo de azeite do outro e como escolher o mais adequado para cada ocasião de uso, ou de acordo com a sua preferência particular de paladar.

O azeite é como o vinho do Porto, melhora com o tempo.


Diferentemente do vinho, as características e as intensidades de sabor e aroma se mantêm melhor preservadas e são mais bem percebidas quando o azeite é “novo”, ou seja, quando consumido em data mais próxima de sua fabricação. De acordo com a especialista, muitas propriedades do alimento são termo e fotossensíveis, ou seja, quando exposto constantemente a luz e ao calor, o azeite pode sofrer o processo de oxidação.

O azeite deteriora-se ao longo do tempo, estar exposto à luz ou ao ar e temperatura elevada provocam sua oxidação — por isso é melhor consumi-lo mais cedo do que mais tarde.
“Para manter por mais tempo suas propriedades o ideal fechar muito bem embalagem após o consumo, para evitar contato excessivo com o oxigênio, e guardar em um local fresco protegido de calor e luz excessiva”, complementa.

A acidez do azeite de oliva reflete no aroma e sabor.

Diferente do que muitos pensam, a “acidez” do azeite não está relacionada a sensação de sabor ácido que alimentos como, por exemplo, o limão proporciona. Segundo a nutricionista, “Não é possível sentir no paladar, o grau de acidez indicado na embalagem do azeite serve apenas para indicar a classificação do azeite”.

Além disso, está relacionada ao teor de ácidos graxos livres da azeitona e só pode ser detectada por meio de testes laboratoriais. A acidez pode ser influenciada por alguns fatores, como qualidade da azeitona, pureza, maturação, estocagem e transporte, estando associada ao grau de degradação e oxidação do azeite. Levando isso em conta, um azeite com maior acidez apresenta maior oxidação e é nisso que se deve prestar atenção. Isso porque alguns produtos da oxidação de óleo são prejudiciais à saúde. Um azeite de boa qualidade não possui acidez maior do que 2% o que é o caso do portfólio Andorinha. As informações sobre a acidez do azeite, geralmente, podem ser encontradas no rótulo do produto.

Fonte: Andorinha

7 mitos e verdades que você precisa saber sobre menopausa

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o climatério corresponde ao período entre o final da fase reprodutora até a senilidade. Dentro deste período, ocorre a menopausa, definida com a interrupção permanente da menstruação, reconhecida após 12 meses consecutivos de amenorreia (ausência de menstruação).

De acordo com a pesquisa publicada no periódico médico Menopause Review Przeglad Menopauzalny, entre 80% e 90% das mulheres sofrem com um ou vários sintomas da menopausa. Com o aumento da expectativa de vida, estima-se que as mulheres terão de conviver com alguns desses sintomas por cerca de 1/3 de suas vidas.

A pesquisa aponta que ondas de calor, acompanhadas de disfunções sexuais, estão entre os sintomas mais comuns nesse grupo em toda a América Latina. No caso das ondas de calor, também conhecidas como fogachos, cerca de 75% das mulheres são acometidas nos primeiros 3, 5 anos após a menopausa.

“Embora seja uma fase fisiológica, toda mulher passará por esse período de transformações e desafios. Daí a importância de ter acesso às informações corretas que ajudem a passar por este período sem tanto sofrimento”, pondera Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Para ajudar a conhecer melhor os fatos sobre a menopausa, a endocrinologista selecionou os principais mitos e verdades que cercam este período da mulher:

Há dietas específicas para menopausa

Mito. A alimentação neste período, assim como deve ser em todas as fases da vida, precisa apenas ser saudável e equilibrada. No entanto, há determinados alimentos que podem minimizar os sintomas, como a soja, por exemplo, que atua no mesmo receptor do hormônio feminino. Já o consumo de leite e derivados (nas mulheres que não têm intolerância) é essencial para obter maior aporte de cálcio e minimizar a perda de massa óssea, muito comum na menopausa. Outra dica é aumentar também o consumo de proteína, evitando a perda de massa muscular (massa magra).

A mulher não pode mais engravidar

Imagem: FIV/FR

Verdade. No climatério, ainda é possível engravidar, já que o corpo está em fase de transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Com a menopausa já instalada e passado um ano de amenorreia (ausência da menstruação), a diminuição dos tamanhos dos ovários e a queda da produção hormonal ovariana inviabilizam uma gestação. “Uma das formas de a mulher engravidar nesta fase seria por meio da reprodução assistida, conhecida como fertilização in vitro, ressalta Claudia.

A mulher fica mais suscetível a algumas doenças

Verdade. Como a menopausa é marcada pela queda na produção do estrogênio, hormônio responsável pela distribuição da gordura corporal, pela fixação do cálcio nos ossos e pelo equilíbrio das gorduras no sangue, há alterações no corpo, como o maior acúmulo de gordura visceral/abdominal e possíveis riscos de diabetes, osteoporose e doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC), infarto e hipertensão.

Menopausa só ocorre após os 50 anos

Mito. A faixa etária mais comum de ocorrência da menopausa na população brasileira é de 51,2 anos. No entanto, algumas mulheres podem chegar à menopausa antes dos 40 anos, a chamada menopausa precoce. Isso pode ocorrer por diversos fatores como hereditariedade, consumo contínuo de alguns medicamentos, depressão, intervenções médicas como cirurgias, quimioterapias e radioterapias, ou devido à insuficiência ovariana primária.

Há alterações de humor, sono, libido e aumento de ansiedade

Verdade. Os fatores psicológicos e fisiológicos mais relacionados com a menopausa envolvem nervosismo, depressão, insônia, irritabilidade, alteração de humor, labilidade emocional, problemas de memória, diminuição da libido e predisposição ao estresse. “Nesta fase, a queda da produção estrogênica gera uma sobrecarga fisiológica, podendo resultar em fadiga física ou estafa mental, alterando o sono e favorecendo problemas psicológicos”, completa a especialista.

Há ganho de peso

Verdade. Com a redução de massa magra, ocorre a diminuição da taxa metabólica basal e, consequentemente, a energia necessária para manter as funções do organismo em repouso. Além disso, pela queda do estrogênio, há maior acúmulo de gordura na região abdominal, elevando a resistência ao hormônio insulina, o que resulta no aumento de açúcar no sangue.

Reposição hormonal é a melhor forma de tratar a menopausa

Parcialmente verdade. Embora a reposição hormonal seja a melhor estratégia do ponto de vista farmacológico, nem todas as mulheres têm indicação ou podem fazer uso da reposição. Alguns aspectos precisam ser observados, como a via de administração hormonal, as doses e os tipos dos hormônios. Tudo isso tem influência nos riscos e na resposta ao tratamento.
Para as mulheres que possuem alguma contraindicação há outras terapias que podem ser indicadas para tratamento dos sintomas climatéricos, como antidepressivos, acupuntura e homeopatia.

“Vale lembrar que a prática de atividade física regular, associada à alimentação saudável, é importante para minimizar sintomas climatéricos, favorecer o ganho de massa óssea e aumentar a taxa metabólica basal. Além disso, ao notar sinal de diminuição ou ausência da menstruação, o indicado é se consultar com um especialista que fará avaliações, solicitação de exames e um tratamento adequado. Afinal, por mais que, cedo ou tarde, a menopausa chegue para todas as mulheres, cada uma tem suas particularidades e necessidades”, finaliza Claudia Chang.

Fonte: Claudia Chang é graduada em medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Residência em clínica médica geral pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Residência Médica em endocrinologia e metabologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Título de especialista em endocrinologia e metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM). Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Doutorado (PhD) em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) em colaboração com a Michigan University (EUA).

Mitos e verdades sobre o uso de alimentos para cuidados da pele

Dermatologista especializado em medicina estética desmitifica lista de crenças sobre alimentos, quando utilizados para o tratamento da derme

Passar limão no rosto clareia a pele? Água de arroz realmente alivia a vermelhidão? Hidratação com óleo de coco é segura? Com a pandemia e o isolamento social, muitas pessoas decidiram olhar mais para si e, consequentemente, cuidar mais da saúde. E nessa onda de cuidados, o famoso skincare não ficou de fora. No entanto, ao procurar por soluções rápidas, simples e milagrosas na internet, o barato pode acabar saindo caro.

São inúmeras as receitas caseiras que se disseminaram nas redes sociais, que têm como objetivo tratar a pele. Porém, é preciso ter cuidado e entender até que ponto é possível investir em receitas que não são indicadas por um profissional de confiança. Pensando nisso, o médico dermatologista, especialista em medicina estética e membro da Doctoralia , Gabriel Monteiro de Castro, desmitifica algumas crenças sobre os benefícios dermatológicos dos alimentos, em um “pingue-pongue” de mitos e verdades. Confira:

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Pó de café no rosto: mito ou verdade?
Mito.
O que muitos procuram na cafeína é a ação estimuladora que, na circulação, de certa forma, pode melhorar um pouco a qualidade da pele e reduzir as olheiras, por exemplo. No entanto, quando passamos o pó de café direto no rosto, a cafeína não vai agir da forma que desejamos. Além disso, como há resíduos irregulares dos grãos no pó de café, uma esfoliação com o alimento pode ser bruta e causar sérias irritações no rosto. Por isso, se você está procurando um produto para esfoliação ou que atue na regeneração do rosto, é possível optar por produtos industrializados e testados dermatologicamente que são à base de cafeína.

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Pepinos nos olhos: mito ou verdade?
Verdade.
Estamos falando de um clássico, né? Seja em filmes ou na vida real, as rodelas de pepinos são sinônimos de hidratação ao rosto. Pelo pepino ter uma base de água, ele possui alguns ativos, mesmo que fracos, que são anti-inflamatórios e, quando gelado, pode ajudar também na diminuição do inchaço da pele. Mas vale destacar que os benefícios do pepino só são visíveis quando utilizado como um complemento na rotina diária, em conjunto com produtos que realmente possam atuar diariamente nessas “dores”.

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Água de arroz: mito ou verdade?
Mito.
A água de arroz para aliviar a vermelhidão e/ou como tônico é totalmente mito! Como hidratação, tanto para o rosto quanto para o cabelo, não estamos ganhando nenhum benefício de fato, só perdendo tempo. O arroz pode até ter alguns efeitos anti-inflamatórios e de redução da vermelhidão, mas somente a água do arroz não possui concentração mínima para ter o efeito necessário e, então, notar qualquer diferença na pele.

Limão como clareador: mito ou verdade?
Mito.
O limão, de fato, possui inúmeros benefícios, como a melhora da digestão, da imunidade e absorção de ferro. No entanto, para a pele, pode apresentar um perigo muito grave. Isso porque, em uma tentativa de utilizar alimentos cítricos como clareadores de forma leiga, os ácidos que a fruta contém podem queimar a pele e causar fitofotodermatose, onde a pele fica extremamente manchada com a exposição solar. Isso faz com que o paciente precise do auxílio de um especialista para realizar o tratamento – que pode ser longo – para tirar essas manchas. Então, todas as frutas cítricas são super contraindicadas para qualquer tipo de procedimento na derme.

O famoso abacate: mito ou verdade?
Totalmente verdade.
O abacate, assim como os alimentos que podem ter uma finalidade um pouquinho mais hidratante, como aloe vera (babosa), pode ser usado para pele ressecada, pois além de ser muito hidratante, contém óleos essenciais. Porém, precisamos tomar cuidado, uma vez que nem toda pele precisa de tantos óleos e hidratação assim. Então, dependendo do paciente, eu indicaria uma hidratação facial com abacate com mais regularidade.

Consulte sempre um médico

Além de desmascarar essas crenças bastante comuns, o especialista ainda garante que não é preciso gastar muito para cuidar da pele. “O essencial é investir em um bom filtro solar, pensando tanto no envelhecimento precoce quanto em doenças da pele, como o câncer de pele, e um hidratante específico, inclusive para peles oleosas, que também precisam de hidratação”, pontua o médico.

O especialista ainda destaca a importância de reforçar que nenhuma receita da internet garante a saúde da derme – isso apenas um especialista pode afirmar. “O correto é procurar um dermatologista para entender qual é o seu tipo de pele e as causas de uma possível anormalidade, se existir, para seguir com o tratamento ideal”, finaliza.

Fonte: Doctoralia

Cinco dicas de shots imunizantes para o inverno

Estamos na época mais fria do ano e você deve ter deixado à mão as roupas e cobertores mais quentes para as temperaturas mais baixas. Mas, além disso, esquecemos que precisamos cuidar também da parte de dentro do nosso corpo. Nossa saúde merece atenção redobrada, principalmente no inverno, e nesta fase louca que estamos passando com a pandemia do (Covid-19), devemos manter a saúde em dia.

Manter nossa imunidade elevada ajuda e muito no inverno. Pensando nisso, a nutricionista Nathali Loyola trouxe cinco ‘shots’ imunizantes para você incluir no seu dia a dia e fortalecer a imunidade. Além disso, ela explica alguns mitos sobre eles.

Confira as receitas:

Shot 1
1 limão espremido
1 colher chá rasa de cominho
1 colher chá de cúrcuma
1 colher chá de coentro

Shot 2
1 limão espremido
1 colher chá de glutamina

Shot 3
10 gotas de própolis
1 colher chá de gengibre
1/2 colher chá cúrcuma
1 suco de limão espremido

Shot 4
1 colher sopa de vinagre de maçã
50 ml de água morna
1/2 colher chá de gengibre

Shot 5
1 laranja espremida
1/2 colher chá gengibre
1 colher chá de mel

Mitos e Verdades

Tomar shot da imunidade realmente funciona?
Parcialmente verdade. Apesar da popularidade, não existem pesquisas científicas que comprovem a eficácia dos shots para a saúde, até o momento. Mas dependendo da sua composição, eles podem contribuir, sim, para aumentar o consumo de alguns nutrientes benéficos.

Apenas uma boa alimentação garante a imunidade?
Mito. Apesar de a alimentação estar diretamente ligada ao bom funcionamento do nosso sistema imune, outros fatores o influenciam: dormir bem, praticar atividades físicas regularmente, manter o corpo hidratado e gerenciar o estresse são alguns exemplos.

Devem ser tomados pela manhã?
Mito.
Os shots podem ser tomados a qualquer hora do dia. A dica é inclui-lo a um horário em que você conseguirá manter uma rotina, ou ser mais confortável e agradável, além disso, os shots que contém alimentos fontes de vitamina C, devem ser consumidos logo após o preparo, pois o ácido ascórbico (vitamina C), é inativado pela luz e pelo oxigênio.

Fonte: Nathali Loyola é pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto de Pesquisa e Gestão de Ensino a Saúde (IPGS). É bacharel em Nutrição pelo Centro Universitário Nove de Julho (Uninove). Também cursou Mood and Food e a Sinergia dos Alimentos, fez Extensão de Exames Laboratoriais no Instituto de Nutrição Avançada e o Curso de Extensão Universitária Medicina Hiperbárica da USP – Dietoterapia para pacientes cirúrgicos na Divisão Clínica Cirúrgica III.

Mitos e verdades sobre alimentos que melhoram a imunidade

Nutricionista cadastrada no GetNinjas dá dicas de quais suplementos são essenciais para manter a saúde em dia

Ter a saúde em dia, é um fator necessário para enfrentar várias doenças, já que um organismo desequilibrado pode demandar mais tempo e cuidados para se recuperar. Sendo assim, em meio à pandemia, a preocupação com a saúde redobra e muitos investem na suplementação vitamínica para fortalecer o sistema imunológico.

Mas além desses produtos, também é possível reforçar a imunidade com refeições mais equilibradas. Pensando nisso, a nutricionista de São Paulo Andreia Camilla Oliveira, que atende pelo GetNinjas, aplicativo de contratação de serviços, compartilhou mitos e verdades sobre esses alimentos essenciais para a saúde, e de bônus, elaborou receitas fáceis que vão auxiliar no sistema de defesa do corpo. Confira:

Vitamina C é essencial para a imunidade
Verdade.
A nutricionista cita que frutas cítricas, ricas em vitamina C, são os principais alimentos que auxiliam na imunidade e são essenciais para a saúde. “Além de todos os benefícios quanto à imunidade, esses alimentos são antioxidantes, combatem os radicais livres, aumentam a resistência do organismo e impedem infecções virais e bacterianas”. Andréia listou que não é preciso investir apenas em limão e laranja, mas apostar em frutas como: Acerola, Goiaba, Caju, Kiwi, Morango e Abacaxi é super positivo para melhorar os índices de Vitamina C do corpo.

Foto: Nicole Franzen

Além da imunidade, a Vitamina C é essencial para outras funções
Verdade.
A Vitamina C é fundamental para o funcionamento das células e auxilia na formação dos colágenos tipos I e III, que contribuem com até 90% do colágeno total sintetizado do corpo. “Atua diretamente no combate ao envelhecimento e melhora a cicatrização”, comentou Andréia.

Vegetais não são tão importantes para cuidar do sistema imune
Mito.
Vegetais escuros são ricos em ácido fólico (folato) e vitamina B9. As principais fontes alimentares de ácido fólico são: espinafre, feijão branco, aspargos, verduras de folhas escuras, couve-de-bruxelas, soja e derivados, laranja, melão, maçã, brócolis, gema de ovo, fígado, peixes, gérmen de trigo, salsinha, beterraba crua e amendoim. “O ácido fólico é responsável por fabricar células sanguíneas e pela produção dos músculos. Além disso, melhora a cicatrização e a formação de RNA e DNA, e por isso são tão importantes (inclusive para gestantes), pois amenizam o risco de anemias e controle de hipertensão. Evitam as perdas auditivas e doenças crônicas”, salienta a profissional.

Ômega 3 é a gordura boa que atua como antioxidante
Verdade.
Além de ser anti-inflamatório, é conhecido como uma “gordura boa” e previne várias doenças graves. O ômega 3 é encontrado principalmente nos peixes de água fria, tais como o atum, salmão, sardinha, tainha e bacalhau. A nutricionista comenta que: “É um ácido graxo importantíssimo para o coração, pois reduz o risco de infarto e as taxas de triglicerídeos, além disso, previne batimentos cardíacos que estejam ‘desritmados’, melhorando a saúde dos hipertensos. Além disso, o ácido diminui o risco da arteriosclerose, alivia dores e inflamações, previne pressão alta, controla o apetite, previne a depressão pós-parto, auxilia no desenvolvimento cerebral dos fetos, previne o câncer de próstata e reduz o mau colesterol (LDL)”.

Ômega 3 não auxilia no emagrecimento
Mito.
Por auxiliar no emagrecimento, o ácido é muito utilizado na prática clínica, já que, após inserido na reeducação alimentar, ajuda na perda de peso sem restrições. Mas a profissional alerta: “As quantidades desses alimentos devem ser orientadas por um profissional de acordo com cada indivíduo”.

Café faz mal para a imunidade
Mito
. De modo geral, essa bebida é rica em cafeína, vitaminas e minerais como cálcio, fósforo e potássio. O consumo moderado do café pode ter efeitos benéficos com relação à depressão e a perda da memória a longo prazo, pelo fato de que doses moderadas de cafeína, causam regulação da plasticidade sináptica e contribui para o ajuste dos padrões de sono, do estado emocional, da memória e do aprendizado. “Pensando nesse momento de pandemia, com certeza muitos precisam do consumo desse alimento, não é mesmo? Pois é, o café é o grande aliado no combate a doenças graves, como a demência ou a diabetes, por exemplo. A bebida também possui alta concentração de antioxidantes, que combatem inflamações e ajudam a evitar o enrijecimento dos vasos sanguíneos”, salienta Andréia. Além de suas propriedades antidepressivas, estudos apontam que esse efeito natural é causado pelo estímulo da cafeína no sistema nervoso central. Assim, aumenta a produção de neurotransmissores cerebrais, responsáveis pela sensação de bem-estar, entre eles noradrenalina, dopamina e serotonina.

Tomar chá pode potencializar o envelhecimento da pele
Mito.
As pessoas que costumam tomar chá no dia a dia têm risco menor de acidente vascular cerebral e doenças cardíacas. Entre outras coisas, o chá é conhecido por melhorar a saúde cerebral. “O chá está associado ao antienvelhecimento. As células dos apreciadores regulares de chá, têm uma idade biológica mais jovem do que as daqueles que não ingerem essa bebida. Em outras palavras, beber chá ajuda a aumentar a expectativa de vida” informa.

Para finalizar, a Nutricionista elaborou receitas de “shots” que auxiliam na imunidade, acompanhe a seguir:

Shots para ajudar o sistema imunológico

Em tempos de cuidados com a saúde, toda ajuda é bem-vinda. Uma das formas de prevenir doenças de maneira geral é fortalecer o sistema imunológico. Uma solução caseira são os “shots de imunidade”. Eles fornecem uma combinação de ingredientes naturais e concentrados com o objetivo de contribuir com o bom funcionamento do sistema imunológico. Eles são fonte de nutrientes, vitaminas, minerais e antioxidantes, perfeitos para começar o dia.

Shot Rápido

Ingredientes:
1 limão
20 gotas de própolis
1 colher (café) de açafrão da terra (cúrcuma)

Modo de preparo:
Esprema o limão, misture com os demais ingredientes e adicione um pouco de água ou adicione no suco verde. Beba imediatamente.

Shot Clássico

Ingredientes:
1/2 copo de água.
Suco de 1 limão.
10 gotas de própolis.
1/2 colher de café de cúrcuma e pitada de pimenta caiena.
1/2 colher de café gengibre.

Variações:
-1/2 copo de água mineral (pode ser substituído por chá de gengibre ou hortelã) + 1/2 limão + pitada de sal rosa + 1/2 colher chá de canela + 1/2 colher chá de gengibre.
-1/2 copo de água + 10 gotas de extrato de própolis + 1/2 limão, 1/2 colher de chá de cúrcuma + 1 colher de chá de pólen orgânico e pitada de pimenta em pó.
-1/2 copo de água + 1 colher de chá de machá em pó + colher de chá de vinagre de maçã (ou suco de 1 limão) + 1 colher de chá de gengibre ralado.

Fonte: GetNinjas