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Conheça sete mitos e verdades sobre diabetes

Amanhã, 14 de novembro, é Dia Mundial do Combate ao Diabetes, doença que vem crescendo no mundo todo, e o Brasil não é exceção.

“Quanto mais brevemente se controla o diabetes, melhor será a evolução do paciente, com menores complicações crônicas. É importante não deixar de rastrear o diabetes e o pré-diabetes naqueles pacientes com fatores de risco. E uma vez feito o diagnóstico, não se pode retardar o tratamento”, comenta Andressa Heimbecher, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

Veja abaixo sete mitos e verdades sobre o diabetes:

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O mito – Comer doce leva ao diabetes. A verdade – para ter diabetes é preciso ter pré-disposição genética à doença e outras associações, como obesidade, sedentarismo e histórico familiar. Portanto, consumir açúcar exclusivamente, não leva à doença. Mas para quem tem diabetes, certamente há necessidade de moderar esse consumo.

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O mito – é fácil saber os sinais do diabetes. A verdade – os sintomas do diabetes não são claros e variam de uma pessoa para outra. É importante fazer exames de rotina para saber os fatores de risco e obter diagnóstico preciso.

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O mito – É possível curar o diabetes. A verdade – existem vários estudos sérios para achar a cura, mas nada ainda que possa ser afirmado. “Portanto, cuidado com falsas promessas disseminadas na internet”, reforça Andressa.

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O mito – Diabéticos podem ter mais gripes e resfriados. A verdade – não há relação. O que os médicos indicam é que portadores de diabetes tomem a vacina, pois gripes e resfriados costumam dificultar o controle do diabetes, levando a complicações.

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Pixabay

O mito – Só obesos têm diabetes tipo 2. A verdade – embora o sobrepeso seja um fator, não é causa única. A doença também está associada ao histórico da família e à idade. Muitas pessoas consideradas magras também são diabéticas.

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O mito – Diabéticos não podem comer pães, batata e massas. A verdade – não há restrições, o que se deve fazer é controlar a porção. Isso porque a alimentação saudável é a chave da boa saúde. Os diabéticos que precisam controlar a quantidade de carboidrato ingerida devem ficar atentos aos níveis de glicose, para saber a porção certa desses alimentos a ser ingerida.

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O mito – Frutas podem ser consumidas sem controle pelos diabéticos. A verdade – depende, pois, embora sejam muito saudáveis, elas contém carboidratos e, por isso, devem obedecer ao planejamento alimentar e à contagem dos carboidratos.

“Para profissionais de todas as áreas envolvidos no controle da doença, a abordagem multidisciplinar como base de tratamento deve ser sedimentada para alavancar processo de melhora nos níveis glicêmicos. Para o paciente, o entendimento das causas do diabetes e a implementação de uma rotina de mudanças de hábitos de vida é o pilar para todo o tratamento”, alerta a endocrinologista da SBEM-SP.

De acordo com o Atlas da International Diabetes Federation o Brasil tem cerca de mais de 12 milhões de diabéticos. Esse número representa quase 8% da população do nosso país, que é o 4º do mundo em números absolutos de portadores da doença. Globalmente, há 415 milhões de diabéticos, o que corresponde a uma pessoa em cada 11 habitantes.

O diabetes mata precocemente. Em 2015, no Brasil, 42% dos diabéticos que morreram tinham menos de 60 anos. No mesmo ano, 5 milhões de pessoas morreram no mundo por causa do diabetes, mais que a soma dos óbitos causados por AIDS, tuberculose e malária.

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Com o objetivo de alertar sobre a prevenção ao diabetes e o papel da família o tratamento, haverá palestra e convite à caminhada no dia 24, das 11 às 14 horas, no Parque Villa Lobos, em São Paulo. Entre os temas de alerta estão Prevalência, incidência e complicações, Mitos e Verdade sobre alimentação no Diabetes, Papel da Família, Apoio emocional para pessoas com Diabetes, A Criança e o Idoso com Diabetes e a Importância da atividade física.

Estarão presentes os endocrinologistas Marcio Krakauer (referência em tecnologias aplicadas ao diabetes), a Érika Parente, e Adriana Moretti, além de atletas que têm diabetes. Haverá participação especial do ator e cantor Daniel Boaventura, que vai palestrar sobre saúde e bem-estar nos dias de hoje. A ação será aberta ao público e o evento é realizado em parceria com a Sociedade Brasileira do Diabetes.

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Quando: 24 de novembro de 2019
Horário: das 11 às 14 horas
Local: Parque Villa Lobos
Endereço: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros, São Paulo, SP
Atividade: palestras de conscientização, alongamento e convite à caminhada

Fonte: SBEM-SP

Mitos e verdades sobre perda auditiva

A perda auditiva pode ser causada por diversos fatores, como envelhecimento, genética e hábitos ruins ao longo da vida relacionados ao excesso de barulho, por exemplo. Segundo dados do Hear-it, site referência no tema, a capacidade de ouvir, em geral, diminui a partir dos 40 anos e mais da metade das pessoas que chegam aos 80 anos têm deficiência auditiva.

A exposição frequente a sons elevados, seja em casa, no carro, no trabalho, ao frequentar shows e boates, é um grande risco para a audição e muita gente ainda não se deu conta disso.

É melhor ficar atento desde cedo para chegar na fase madura com a audição ainda em dia. Preste atenção. A fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas, analisou os principais mitos e verdades quando se trata de saúde auditiva. Saiba quais são:

1 – Escutar música alta em fones de ouvido pode causar perda auditiva

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Verdade. Segundo a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia, a perda auditiva ocorre porque o hábito frequente de ouvir música com som muito alto pode causar danos às células ciliadas, responsáveis pela audição, que não se regeneram. “O limite de exposição a sons recomendado é de 85 decibéis; e quanto mais tempo exposto ao volume alto, pior para as orelhas”, alerta. Foi o caso do cantor britânico Brian Johnson, líder do AC/DC, que desde 2016 relata o problema em entrevistas e palestras.

2 – Cera de ouvido em excesso pode causar surdez

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Mito. O acúmulo de cera pode impedir o som de chegar ao tímpano. Entretanto, não pode causar surdez. “Esse problema pode ser resolvido com a remoção do excesso de cerume e, posteriormente, a pessoa conseguirá ouvir de forma adequada”, esclarece Marcella Vidal.

3 – Zumbido e sensação de tontura podem ser sintomas de perda auditiva

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Verdade. Tanto o zumbido quanto a sensação de tontura podem ser indícios de problemas auditivos. “O ideal é procurar um médico otorrinolaringologista para ter o diagnóstico correto e saber o melhor tipo de tratamento. Em alguns casos, a indicação é o uso de prótese auditiva”, pontua.

4 – Perda auditiva não tem solução

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Mito. Em grande parte dos casos, a dificuldade para ouvir pode ser tratada com o uso de aparelhos auditivos, adequados para cada grau de perda auditiva. Marcella Vidal explica que as próteses auditivas estão cada vez mais tecnológicas e modernas. “Elas são capazes de amplificar os sons, ajudando as pessoas no processo de reabilitação auditiva de maneira bastante eficaz”, conta.

5 – Infecção de ouvido pode causar perda de audição

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Verdade. As infecções de ouvido – otites –, podem trazer transtornos caso ocorram de forma repetitiva e sejam tratadas de forma errada. É necessário ficar atento, em especial no caso de crianças, que são mais suscetíveis a inflamações. Para evitá-las, o ideal é tratar de maneira adequada gripes e dificuldades respiratórias, pois isso pode afetar diretamente a audição. “A qualquer sinal de dificuldades para ouvir, é importante procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação detalhada”, finaliza a fonoaudióloga da Telex.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Sete mitos sobre o câncer de mama que precisam parar de circular

Eles aparecem de tempos em tempos nas redes sociais e no WhatsApp, mas não correspondem à verdade sobre a doença

Antes, eles eram espalhados no boca a boca ou em textos impressos que circulavam entre as mulheres; hoje, estão nas redes sociais e são compartilhados livremente em correntes e grupos de WhatsApp. Estamos falando dos boatos sobre o câncer de mama, que não ajudam em nada nas campanhas sérias de prevenção da doença — que causa mais de 450 mil mortes por ano no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), e acomete principalmente as mulheres (a cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem tem a doença).

“Esses mitos são como um bumerangue e sempre voltam a circular, não importa o que seja feito em termos de difundir informação verdadeira”, afirma Daniel Gimenes, oncologista do Grupo Oncoclínicas em São Paulo.

Para o especialista, a maior dificuldade é convencer as pessoas de que elas não devem acreditar em qualquer coisa que leem. “O problema é que, de tanto receberem, elas acabam confiando naquilo e achando que é verdade. Uma mentira falada tantas vezes acaba parecendo uma verdade para elas”, diz.

A seguir, Gimenes esclarece os sete principais mitos sobre o câncer de mama que precisam parar de circular o quanto antes.

É preciso lavar os sutiãs com frequência para evitar o câncer de mama

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iStock Photos

A limpeza e a sujeira de sutiãs, tops ou quaisquer outras roupas usadas em contato com os seios não têm nenhuma relação com o câncer de mama. “As causas do câncer de mama são relacionadas a histórico familiar, questões hormonais, obesidade. Não existe fundamento em associar vestimentas à doença”, esclarece o oncologista.

O uso de sutiãs pretos em dias de sol aumenta o risco de câncer de mama

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Foto: Wallpaper Flare

“Se isso fosse verdade, se descobririam cores que seriam benéficas e se curaria o câncer de mama com cromoterapia. Mas não é o caso. Nenhuma cor é relacionada com o desenvolvimento ou com a cura do câncer de mama”, diz Gimenes.

Usar sutiã para dormir aumenta o risco de câncer de mama.

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iStock Photos

Não existe nenhuma ligação entre os tumores do câncer de mama e o fato de os seios estarem “livres” ou “presos” durante o sono.

Sutiãs com aro, usados com frequência, causam risco de desenvolvimento de tumor nas mamas

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Mesmo que os aros de arame acabem machucando os seios por causa do contato, as eventuais feridas causadas por eles não se transformam em tumores, como o especialista explica: “O tumor ocorre como consequência de alterações genéticas que fazem as células se dividirem descontroladamente. É um processo interno.”

Expor os seios ao sol, de topless, aumenta o risco de câncer de mama

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Pixabay

Não há nenhuma relação entre o câncer de mama e a exposição ao sol. O oncologista alerta, porém, para o risco de câncer de pele nessa situação: “Se os seios forem expostos sem proteção solar passa a haver um risco de câncer de pele”. É importante, portanto, passar filtro solar nos seios — principalmente nos mamilos — e evitar a exposição direta aos raios do sol entre as 10 e às 16 horas.

Desodorantes antitranspirantes causam câncer de mama

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“A relação entre câncer de mama e uso de desodorantes de todos os tipos é estudada há muitos anos, e de maneira muito aprofundada, e nunca se encontrou nenhuma evidência científica que ligasse antitranspirantes ou qualquer outro destes produtos às causas da doença”, afirma Gimenes.

Passar desodorante para dormir aumenta o risco de câncer de mama

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Este é um hábito de muitas mulheres, que não precisam temer e podem continuar indo dormir perfumadas. A não-relação entre o uso de desodorantes e o desenvolvimento de câncer de mama vale para todos os horários do dia e da noite, inclusive durante o sono.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

 

Confira alguns mitos e verdades sobre os vinhos

Garrafas devem ser guardadas deitadas? O vinho verde não é verde? Como segurar a taça? Vinho tinto só combina com carnes vermelhas? Sommelier responde essas e outras dúvidas a respeito da bebida.

O vinho é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, e deve ser apreciado por todos, sem medo ou qualquer tipo de receio. Para te ajudar a desfrutar melhor de todos os aromas e sabores da bebida, o sommelier da Enoteca Decanter Blumenau, Sidney Lucas, responde as dúvidas mais comuns a respeito dos vinhos. Confira:

O queijo é a melhor opção para acompanhar vinhos?

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Mito. É, sim, uma ótima opção, porém, é necessário saber que não se coloca qualquer queijo com qualquer vinho. Existem alguns tipos de queijos de sabor muito intenso que acabam anulando o sabor do vinho. Como é o caso do roquefort ou o gorgonzola que ficam ótimos com vinho do Porto, mas podem anular os tintos mais delicados. Portanto, para que isso não venha a acontecer, é necessário escolher os vinhos de acordo com o que vai ser servido. Por exemplo, queijos leves para bebidas leves, e queijos mais gordurosos com um vinho mais encorpado e de preferência com um pouquinho a mais de acidez.

Vinho branco é feito somente com uva branca?

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Mito. Os vinhos brancos podem ser produzidos com uvas brancas e tintas, visto que a polpa de ambas é clara. Quando feito com uvas brancas, o mosto – suco das uvas depois de prensadas – tem contato com as cascas por algumas horas enquanto fermenta, já com as uvas tintas, não há contato com as cascas para não colorir o mosto.

Para garantir qualidade, as garrafas devem ser guardadas deitadas?

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Foto: Jeronimo Heitor Coelho

Parcialmente verdade. Por muitos anos, houve a suposição de que, se a garrafa estivesse em pé, a rolha poderia ficar seca, gerando danos de qualidade a bebida. Porém, o sommelier explica que para armazenamento por um curto período, de até um ou dois anos por exemplo, a qualidade do vinho se mantém, independentemente da posição da garrafa.

O vinho verde não é verde?

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Verdade. O vinho verde pode ser um espumante, rosé e até mesmo um tinto. A bebida tem esse nome por conta da região em que é produzido na região Demarcada dos Vinhos Verdes (RDVV) no Minho, que fica localizada ao norte de Portugal. O local é conhecido pelas suas belíssimas paisagens.

Deve-se  segurar a taça de vinho pelo bojo

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Mito. Nunca segure a taça pelo bojo! É recomendado segurar pela haste da taça, garantindo que a bebida não fique quente e permaneça em sua temperatura ideal, já que, assim, evitamos o contato das mãos.

Vinhos brancos só combinam com carnes brancas e tintos com carnes vermelhas

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Mito. É perfeitamente possível beber um vinho branco comendo carne vermelha ou tinto com vinho branco. A maneira de cocção do prato e também a quantidade e tipos de condimentos utilizados são tão ou mais importantes do que o tipo de carne. Por exemplo, um filé de peixe grelhado com um risoto de alcachofras teria como par ideal um vinho branco leve, já uma moqueca baiana pode ser acompanhada por um branco potente e barricado ou um tinto leve sem passagem por barricas. Neste caso, ambos são peixes, o que define que tipo de vinho harmonizar é o modo de preparo e ingredientes. Outro exemplo: um medalhão de filé grelhado guarnecido com arroz de amêndoas pode ser acompanhado por um Chardonnay barricado do Novo Mundo, já este mesmo filé cortado em tiras é adicionado ao arroz arbóreo e funghi secchi, dando forma a um risoto, passa a “exigir” um tinto encorpado”, comenta Lucas.

Espumante e champagne são a mesma coisa

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Mito. Todo champagne é um espumante, mas, nem todo espumante é um champagne. Confuso, não é? Calma, pra ficar mais simples, siga essa dica: apenas o espumante produzido na região francesa de Champagne pode ser chamado de champagne.

Vinho pode ir para a geladeira

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Verdade. Após aberto, o vinho deve ser mantido em uma temperatura mais baixa que o ambiente, diminuindo a oxidação e garantindo mais durabilidade. Mas, atenção, os vinhos duram em média três dias após abertos. Portanto, beba o quanto antes!

Vinho com gelo

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Parcialmente verdade. Prefira não gastar muito dinheiro com o vinho, já que o mesmo será um pouco descaracterizado. O sommelier lembra que você deve ingerir a bebida da maneira que preferir, ou seja, beba da maneira que você goste. Portanto, branco, rosé e espumantes podem ser ingeridos com alguns cubos de gelo para refrescar, principalmente, na estação mais quente do ano: o verão. Só lembre que, ao acrescentar gelo ao vinho, você estará diluindo a bebida. Então, avalie bem se esse é o seu objetivo ou se prefere desfrutar bem dos sabores e aromas da bebida.

Vinhos com tampa de rosca são falsificados ou tem qualidade inferior

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Foto: NHPR

Mito. As tampas de rosca são muito utilizadas para diminuir custos, além disso, dificultam a proliferação de bactérias. Portanto, pode beber sem medo, eles não são falsificados e nem de qualidade inferior.

Vinhos têm corante

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Mito. Algumas pessoas acreditam que o sedimento que fica no fundo da taça é corante. Porém, esse sedimento significa que o vinho é de uma produção totalmente natural, já que alguns vinhos não são filtrados. Os sedimentos também se formam devido à matéria do corante natural do vinho passar para o estado sólido depois de alguns anos na garrafa.

O vinho do Porto não é produzido na região que lhe dá o nome

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Verdade! Os vinhos do Porto são produzidos no Douro, ao norte de Portugal. O vinho só ficou famoso dessa forma, porque, antigamente ele ficava armazenado na região do Porto.

Fonte: Decanter

Alguns mitos e verdades sobre o câncer de mama

O cenário do câncer de mama no Brasil e no mundo traz números expressivos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no país, quase 60 mil mulheres são atingidas pela doença por ano. A enfermidade está entre as mais comuns neste grupo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma, além de ser a número um no ranking de causa de morte por câncer no mundo.

Diante desta dimensão, o problema ainda gera muitas dúvidas. O mastologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Yong Kyun Joo, explica o que é mito e verdade sobre o assunto:

1. Realizar o autoexame todo mês e não sentir nada exclui a necessidade de fazer a mamografia?

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Mito: apesar de importante, o autoexame feito como única forma de prevenção não é um método eficaz para detectar o câncer de mama. Isso porque o indivíduo só consegue apalpar o nódulo cancerígeno quando ele está em estágios avançados. Portanto, se você tem 40 anos ou mais, deve fazer mamografia todos os anos.

2. Apenas quem tem casos na família pode ter câncer de mama?

Mito: devemos sempre valorizar os antecedentes familiares, principalmente em parentes de primeiro grau. Porém, cerca de 90% das pacientes com diagnóstico de câncer de mama não tem nenhum histórico familiar, ou seja, a maioria não tem um componente hereditário.

3. Ter filhos diminui a chance de ter câncer de mama?

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Foto: Pixabay

Verdade: a gestação é um dos principais fatores protetores para câncer de mama, principalmente antes dos 30 anos. Isso porque o tecido mamário só atinge a sua diferenciação completa com a gestação, tornando-se, desta forma, menos suscetível à transformação maligna.

4. Homens também podem ter câncer de mama?

Verdade: é muito mais raro, com uma proporção de 1/100, mas homens também podem ter câncer de mama. Neles, a doença aparece mais tardiamente, geralmente na sexta ou sétima década de vida.

5. O ultrassom de mamas é um bom substituto para a mamografia no rastreamento de câncer mamário?

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Mito: embora o ultrassom seja muito mais confortável, ele não é eficaz para rastreamento como método isolado. Apesar de amplamente utilizado, o seu principal papel é complementar à mamografia, que é ainda o principal exame para a detecção do câncer de mama.

Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Confira alguns mitos e verdades sobre coloração de cabelo

O hairstylist e embaixador da Bio Extratus, João Bosco, esclarece algumas dúvidas muito comuns sobre coloração

Se você está pensando em tingir os cabelos, mas tem dúvidas sobre coloração, confira os mitos e verdades esclarecidos pelo hairstylist e embaixador da Bio Extratus, João Bosco.

Deixar a coloração no cabelo por mais tempo possibilita que a cor fique mais intensa?
Mito: “Não recomendo deixar mais tempo do que o indicado pela marca de coloração usada, pois pode variar entre 10 e 50 minutos, dependendo do resultado desejado. Além disso, os pigmentos podem aderir mais e dar a sensação de cor mais escura ou intensa. Outro detalhe é ficar atento ao tempo de pausa para não causar irritação no couro cabeludo”, sugere Bosco.

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Cabelos virgens são mais fáceis de tingir?
Verdade: “Sim, os cabelos que nunca foram coloridos são mais fáceis já que a tintura  neutraliza os pigmentos naturais com facilidade”, explica o embaixador da Bio Extratus.

O xampu ideal auxilia na manutenção da coloração? Por quê?
Verdade: “Tão importante quanto a qualidade da coloração utilizada, o xampu e cremes de tratamento devem ser de boa qualidade e ter indicação para cabelo colorido, afinal, esses produtos não devem conter sal ou sulfatos”, alerta Bosco.

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A coloração sempre vai ressecar o cabelo?
Parcialmente verdade: “Uma coloração permanente precisa de uma quantidade maior de amônia para entrar e fixar bem na fibra do cabelo. Isso pode deixar os fios levemente alterados dependendo da qualidade da tinta usada. Por isso, é sempre bom investir em coloração com tratamentos ‘inside’. Uma outra opção é apostar em uma coloração orgânica que utilize óleos vegetais ao invés da amônia – substância que preserva melhor a hidratação natural dos fios”, afirma o profissional.

Pintar os cabelos sujos é realmente melhor?
Parcialmente verdade: “Para quem utiliza a coloração tradicional, com mais amônia, o ideal é deixar um ou dois dias sem lavar para potencializar a tintura. Já para quem usa tonalizante ou tintas orgânicas, o melhor é que os fios estejam limpos para facilitar a coloração”, sugere o hairstylist.

Para te ajudar na escolha da tintura e dos produtos ideais, selecionamos algumas sugestões. Confira:

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A linha pós-coloração – composta por xampu, banho de creme, memorizador da cor, condicionador, finalizador e fix dose – é desenvolvida para hidratar, recuperar, proteger e aumentar a durabilidade da cor nos cabelos coloridos. A formulação dos produtos possui antioxidantes responsáveis por manter os cabelos tingidos hidratados e brilhantes, além de goji berry, aminoácidos de cereais e lumicor – tecnologia exclusiva que repara a fibra capilar.

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A Bio Extratus Color possui 49 nuances e possui pigmentação com mais alta tecnologia que garante uma fixação precisa. O produto ainda possui propriedades anti-inflamatórias que contribuem para não irritar o couro cabeludo.

Fonte: Bio Extratus

Outubro Rosa: cinco mitos e verdades sobre o tratamento do câncer de mama

Notícias falsas podem prejudicar pacientes em tratamento. Antes de repassar ou de seguir à risca informações que recebeu no WhatsApp ou redes sociais, é importante garantir que a orientação está correta

Neste mês de Outubro Rosa, o Instituto Oncoguia – ONG de apoio a pacientes com câncer, alerta para o risco que notícias falsas podem trazer para pacientes com câncer de mama.

“Quando uma mulher recebe o diagnóstico de um câncer, alguns segundos depois ela já estará cercada de notícias e dicas que, supostamente, irão ajudar nessa fase. Pedimos muito cuidado e cautela com isso, pois há o risco de algumas não serem verdadeiras e, pior, que envolvam tratamentos alternativos que podem prejudicar os tratamentos convencionais”, alerta a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

Na opinião de Luciana, a principal forma de combater essas notícias falsas é garantindo o acesso a informação de qualidade, útil e adequada à fase do tratamento, engajando os pacientes ativamente em todas as decisões necessárias desse momento. “Fale com seu médico, procure por fontes confiáveis antes de acreditar em toda informação que você recebe”, orienta.

Para ampliar ainda mais as discussões sobre a importância da informação de qualidade, apoio e networking para pacientes com câncer de mama durante o Outubro Rosa, o Oncoguia realizará, no dia 12 de outubro, o “Encontro Oncoguia de Câncer de Mama para Pacientes em Tratamento: Inicial e Metastático”. O evento é gratuito e acontecerá em São Paulo, no Hotel Radisson Paulista. Para se inscrever e conferir a programação basta clicar aqui.

Abaixo, o Oncoguia separou algumas dúvidas bastante comuns recebidas pelo Oncoguia Confirma – canal de WhatsApp para o combate a fake news sobre câncer criado pela ONG em 2018, confira:

Crioablação é uma alternativa para curar o câncer de mama

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lustração: Drattai.com

Mito: crioterapia ou crioablação já é feita em casos muito selecionados, mas em nenhum centro (nem mesmo em Israel, de onde surgiu um vídeo que viralizou nas redes falando sobre esse procedimento) substitui o tratamento convencional de cirurgia, radioterapia, quimioterapia etc. A crioablação pode ser feita em alguns raros casos de metástases, com resultados equivalentes aos de uma radioablação ou de uma radiocirurgia. Porém, este ainda é um procedimento experimental em tumores primários de mama. “É uma técnica que, no futuro, é aceitável de imaginarmos. Porém, não sabemos quando este futuro será. Mais estudos são necessários. Estamos de olho nas pesquisas”, comenta Nivaldo Vieira, oncologista clínico e membro do comitê científico do Instituto Oncoguia.

Paciente com câncer de mama tem direito à cirurgia reparadora pelo SUS

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Verdade: é garantido por lei ao paciente com câncer de mama a realização da cirurgia plástica reparadora da mama retirada (total ou parcialmente) em decorrência do tratamento do tumor, assim como a realização da simetria. A reconstrução pode ocorrer no mesmo ato da cirurgia para retirada da mama, quando houver condições técnicas e clínicas. Ou seja, a indicação sempre dependerá do seu médico e do seu caso.

É possível tratar o câncer de mama com imunoterapia

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MedicalNewsToday

Verdade: em maio de 2019, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a primeira imunoterapia para câncer de mama no Brasil. O tratamento pode beneficiar pacientes com câncer de mama triplo negativo. Outras possibilidades do uso de imunoterapia para pacientes com câncer de mama estão sendo discutidas e em breve poderá haver novidades.

Cuidado multidisciplinar faz a diferença no tratamento do câncer de mama

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Foto: Is-Med.com

Verdade: não só para pacientes com câncer de mama, mas com qualquer tipo de tumor, principalmente se for metastático, o envolvimento de uma equipe multidisciplinar pode garantir um tratamento mais integral e mais qualidade de vida aos pacientes oncológicos. Os especialistas que fazem parte da equipe multidisciplinar podem variar de acordo com as diferentes necessidades de cada paciente, mas podem compor esse time oncologista, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, paliativista, entre muitos outros.

Pacientes em tratamento de câncer não podem fazer atividade física

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Mito: há muito tempo acreditou-se que pacientes com doenças como o câncer deveriam fazer repouso. Mas isso já é passado e pesquisas científicas já comprovaram que a prática de atividade física por pacientes oncológicos é possível, segura e pode melhorar a disposição, reduzir dores e efeitos colaterais de tratamentos e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. A única recomendação é que, antes de começar a se exercitar, o paciente peça orientações ao seu médico e as siga.

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Encontro Oncoguia de Câncer de Mama para Pacientes em Tratamento: Inicial e Metastático
Dia: 12/10/2019
Horário: das 8h às 18h30
Local: Radisson Paulista São Paulo
Alameda Santos, 85 – Cerqueira César
Inscrições gratuitas: Oncoguia

Dez mitos e verdades sobre queda de cabelo

A queda capilar é hoje a sexta maior queixa de pacientes em consultórios de dermatologia. Mesmo assim, o assunto ainda é cercado de mitos relacionados às suas principais causas e tratamentos. O dermatologista Rafael Tomaz, gerente médico da Lupin, farmacêutica global que lançou no Brasil a Recrexina – dermocosmético inovador que trata o afinamento e a queda capilar – esclarece dez principais mitos e verdades relacionados ao problema, que tanto preocupa homens  quanto mulheres.

– O uso de apliques e mega hairs pode favorecer a queda capilar

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Verdade: os apliques e mega hairs, quando inseridos na raiz, pesam no fio e têm um efeito gravitacional, puxando os cabelos para baixo. Isso prejudica a saúde dos fios, que vão se destacando da raiz, podendo levar a uma queda de cabelo irreversível. No caso de pacientes que já têm uma diminuição da densidade capilar, o recomendado é deixar os fios soltos sempre que possível.

– Com o tratamento adequado é possível perceber os resultados

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Verdade: hoje existem produtos e tecnologias que permitem resultados satisfatórios em grande parte dos pacientes. Com indicação médica, o uso de medicamentos, como a Finasterida e o Minoxidil, pode trazer benefícios no recrescimento capilar. Entretanto, alguns efeitos colaterais podem ser observados: em alguns pacientes a Finasterida pode promover uma diminuição da libido e disfunção erétil. O Minoxidil, por outro lado, pode induzir o crescimento indesejado de pelos faciais em mulheres. Recentemente foi lançado o dermocosmético chamado Recrexina, que auxilia no aumento da densidade capilar, com resultados iniciais já observados após 2 meses de uso, tornando-se mais expressivos após quatro meses. Recrexina é uma formulação tópica inovadora e patenteada que possui resultados clínicos comprovados por meio de estudos científicos. Ela tem em sua composição moléculas capazes de estimular e ativar as células-tronco do couro cabeludo, promovendo o recrescimento e o fortalecimento do cabelo, além de potencializar a formação de queratina.

– A calvície é provocada exclusivamente pela idade e por fatores genéticos

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MedicalNewsToday

Mito: a herança genética e o envelhecimento são alguns dos fatores mais comuns que levam à queda capilar e até mesmo à calvície. No entanto, o problema tem diversas causas, podendo ser provocado por fatores como estresse, distúrbios hormonais, anemia, entre outros. É importante a avaliação do dermatologista para o correto diagnóstico da causa da calvície.

– O uso de anabolizantes e esteroides pode provocar queda de cabelo, favorecendo a calvície

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Verdade: o excesso de testosterona é um dos principais vilões da queda de cabelo. Por isso, o uso do hormônio sexual masculino como anabolizante pode favorecer a perda dos fios. Muitos jovens procuram o consultório do dermatologista queixando-se de uma queda muito acentuada e, quando você investiga a história desse paciente, é comum que esse problema esteja associado ao uso de “bombas” de academia.

– A calvície pode ser totalmente revertida

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Pexels

Mito: não há cura para a calvície, no entanto existem tratamentos que ajudam a aumentar a quantidade de fios no couro cabeludo. É importante ressaltar que pacientes com queda capilar nos estágios inicial ou moderado responderão melhor ao tratamento. Por isso, recomenda-se tratar o quanto antes para se ter uma resposta mais expressiva.

– O uso de determinados medicamentos pode levar à queda

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Verdade: há diversos medicamentos que têm como possível efeito colateral queda de cabelo transitória. Por outro lado, a dosagem errada do medicamento também pode ser prejudicial. Por isso, é importante que o paciente não faça uso de qualquer medicação sem orientação médica.

– O uso diário do secador pode ser prejudicial

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Mito: secador não é vilão, mas é importante utilizar uma temperatura amena e manter determinada distância para não danificar o couro cabeludo. Já o uso da chapinha deve ser desencorajado como hábito, pois a temperatura elevada e o contato direto da prancha com a haste do fio podem provocar uma quebra.

– O uso de chapéus, bonés e tocas pode prejudicar os fios de cabelo

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Verdade: chapéus e bonés abafam o couro cabeludo, podendo causar a chamada dermatite seborreica e o excesso de oleosidade na raiz, que por sua vez favorecem a queda do cabelo.

– Os cabelos caem mais em determinadas estações do ano, geralmente no outono

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Verdade: há indícios de que os cabelos caem mais em algumas estações do ano, como no outono. Porém, os fatores associados a esta observação são pouco compreendidos. Em países como o Brasil, que não possui estações do ano tão marcadas, este efeito pode ser pouco expressivo.

Fonte: Lupin

 

Mitos e verdades sobre biscoitos e cookies integrais

Como saber se um biscoito é realmente integral? Todo biscoito é fonte de fibras? Veja as dicas para quem busca bem-estar

Você é daqueles que querem uma dieta equilibrada e fica perdido diante da gôndola de biscoitos e cookies do supermercado? Há tantas opções e sabores disponíveis que, muitas vezes, o consumidor acaba esquecendo de checar se o que busca no alimento realmente está sendo entregue.

Para ajudar na escolha, Adria Plus Life, marca de biscoitos doces e salgados, cookies e bits de cereais integrais, convidou a nutricionista Jaqueline Mathias, da consultoria Equilibrium, para esclarecer mitos e verdades sobre alguns alimentos.

É verdade que farinha de trigo fortificada e farinha de trigo integral são a mesma coisa?

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Mito. Os grãos integrais são formados por três elementos: o farelo, que contém fibras, vitaminas e minerais; o gérmen, que é fonte de gorduras, proteínas e vitaminas; e, finalmente, o endosperma, a camada intermediária do grão que fornece amido e proteínas. No grão refinado, somente o endosperma está presente.

Se o biscoito tiver em sua formulação farinha integral, por exemplo, está garantido que o produto é realmente integral?

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Mito. Para ser considerado integral, o cereal integral deve aparecer como primeiro ingrediente da lista no rótulo da embalagem e ser o único cereal a compor o produto. Por lei, a lista de ingredientes é feita em ordem decrescente. Assim, o primeiro ingrediente que aparece na lista é o que foi utilizado em maior quantidade na formulação do produto. Se o primeiro ingrediente do rótulo for farinha de trigo integral, aveia integral, ou flocos de arroz integral, o biscoito ou cookie e não conter outro tipo de grão refinado, indica que é realmente integral.

Fazer lanches entre as principais refeições com alimentos ricos em fibras ajuda a saciar a fome?

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Pixabay

Verdade. As fibras alimentares são definidas como uma classe de compostos vegetais que, quando consumidos, não são digeridos ou absorvidos pelo intestino. Assim, além de ajudar a manter a saciedade, as fibras ajudam no trânsito intestinal, são aliadas na redução do colesterol LDL (também conhecido como mau colesterol) e ainda ajudam a equilibrar os níveis de açúcar no sangue. Estudos também mostram que as fibras podem estimular o crescimento de bactérias boas no intestino, como as bifidobactérias e lactobacilos, contribuindo para o equilíbrio da flora e o bom funcionamento intestinal.

Dizer que o alimento é fonte de fibras é diferente de dizer que contém fibras?

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Verdade. Qualquer alimento à base de cereais integrais contém algum teor de fibras. Mas, para ser considerado fonte de fibras e informar isso ao consumidor em sua embalagem, o alimento deve contar com pelo menos 2,5g por porção.

É verdade que algumas pessoas têm intolerância a cereais integrais?

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Mito. Não existe intolerância aos grãos integrais, mas sim pessoas com diagnóstico de doença celíaca, uma desordem no sistema autoimune, não devem consumir produtos com glúten, – uma proteína encontrada no trigo, centeio, cevada e malte –, sejam eles integrais ou refinados. A doença celíaca não tem cura e o único tratamento é manter uma alimentação sem glúten. Felizmente, porém, acomete uma parcela muito pequena da população. Para a maioria, que não tem doença celíaca, os cereais integrais podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

Fonte: Adria

Hoje é o Dia Mundial do Alzheimer: veja alguns mitos e verdades sobre a doença

A cada 3,2 segundos um novo caso de demência é detectado no mundo, é o que estima a Associação Internacional de Alzheimer (ADI). A doença, que acomete em grande parte idosos, é degenerativa, progressiva e irreversível e as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas.

Neste Dia Mundial do Alzheimer, o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Roger Taussig, aponta algumas dúvidas sobre o tema e esclarece o que é mito e o que é verdadeiro sobre a doença.

Alzheimer é a principal causa de demência no mundo

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Verdade: a Doença de Alzheimer representa cerca de 50 a 75% dos casos de demência no mundo, de acordo com levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Relatório de 2015 da Associação Internacional de Alzheimer (ADI) afirma que a previsão é que, até 2050, um novo caso da doença seja detectado a cada segundo no mundo.

Mulheres têm mais chances de desenvolver Alzheimer

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Verdade: segundo levantamento da Associação Americana de Alzheimer (Alzheimer’s Association), ao atingir os 65 anos de idade, uma mulher tem a chance de 1 para 6 de desenvolver a doença até o final da vida. Nos homens o risco é de 1 para 11. O risco de uma mulher desenvolver Alzheimer depois dos 60 anos é duas vezes maior do que o de desenvolver câncer de mama, por exemplo. Apesar de não terem estudos suficientes que comprovem o motivo para a predisposição de mulheres desenvolverem a doença, uma das possibilidades mais plausíveis é que mulheres vivem mais que os homens e um dos principais fatores para aparecimento da Doença de Alzheimer é a idade.

Não é possível prevenir o Alzheimer

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Foto: Jeviniya-Pixabay

Mito: muitos estudos já comprovam que treinar a mente e manter hábitos saudáveis ao longo da vida podem prevenir o Alzheimer. Neste ano, a OMS anunciou algumas recomendações que incluem a prática de exercícios aeróbicos e a adoção da dieta mediterrânea, que consiste na ingestão de cereais integrais, azeite de oliva, vegetais, frutas e peixes, para a prevenção da doença. Para as pessoas que são portadoras de diabetes, colesterol alto, obesidade ou hipertensão arterial, o bom controle desses problemas também diminui o risco de desenvolver o Alzheimer e também a demência vascular. Alguns estudos indicam ainda que a prática de exercícios, como yoga e mindfulness, também pode auxiliar na prevenção da doença, e até mesmo amenizar os sintomas em quem já apresenta o quadro. Essas práticas já vêm sendo utilizadas nos Estados Unidos e em países da Europa e têm apresentado resultados satisfatórios.

O primeiro sintoma do Alzheimer é a perda de memória

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Parcialmente verdade: na maioria dos casos de Alzheimer, o primeiro sintoma a se manifestar é a perda de memória. O paciente começa a esquecer acontecimentos recentes e pode se tornar repetitivo nas ações. Isso acontece porque os hipocampos, fundamentais para a memória, são as primeiras regiões do cérebro a terem o acúmulo da proteína tau. Entretanto, existem variantes de Alzheimer que não se iniciam pela memória. Na Atrofia Cortical Posterior, os primeiros sintomas são visuais. Na afasia logopênica, os primeiros sintomas relacionam-se à linguagem. Na variante disexecutiva, a dificuldade de organização e planejamento são as primeiras manifestações. É importante saber que, à medida que a doença avança, todas as áreas do cérebro ficam comprometidas. Desse modo, os sintomas cognitivos são múltiplos com o tempo. Além disso, também aparecem alterações comportamentais que podem diminuir a qualidade de vida do paciente.”É importante entender que o Alzheimer atinge, inicialmente, as memórias recentes. Somente nos estágios mais avançados é que as memórias do passado serão comprometidas. Conforme a doença progride, outros sintomas aparecem e a capacidade de funcionar independentemente é perdida”, afirma Taussig.

Alzheimer não tem cura

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Verdade: apesar de ainda não existir uma cura para a doença, já existem tratamentos capazes de minimizar os efeitos do Alzheimer. Um importante fator para o sucesso na medicação é o diagnóstico precoce, que é realizado de forma clínica por um médico especialista.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz