Arquivo da tag: mitos e verdades

Mitos e verdades sobre comprar roupas de brechós

Confira tudo que é fato e o que é fake sobre o uso de peças de segunda mão e conheça mais sobre a moda consciente

Não é raro escutar que as peças compradas em brechós podem carregar consigo histórias dos antigos donos; que pertenceram a pessoas falecidas; ou mais, que não estão cuidadas e podem transmitir maus fluidos. A resposta? Fake. Para além do incentivo à moda sustentável, questões econômicas, sociais e culturais também devem consideradas na hora da escolha do look do dia.

Quem tem a memória de brechós localizados apenas nos bairros, a novidade: os e-commerces de peças de segunda mão. Neles, o consumidor tem acesso às roupas vindas de todo Brasil, com preços competitivos no mercado e pode realizar as compras online.

No Repassa, startup de moda consciente e maior brechó online do Brasil, o processo de curadoria é minucioso para garantir a comodidade do vendedor e transparência em todas as etapas. Com a proposta virtual, o vendedor não precisa sair de casa para repassar suas peças: o site cuida de todo o processo, desde a etapa de fotografia, cadastro, publicação na plataforma e ainda ajuda a destinar o valor recebido de acordo com sua preferência.

Além da economia para o bolso e cuidados com o planeta, o brechó online participa ativamente na moda circular, promove peças exclusivas e ajuda causas sociais. Por isso, a startup destaca as dúvidas e recomendações no momento de comprar roupas de segunda mão. Confira abaixo:

• Os principais receios dos clientes: de acordo com o gerente de Experiência do Cliente do Repassa, Fabiano Lima, as principais dúvidas dos consumidores que desejam repassar suas peças sem uso ou entender o modelo de negócio da startup são vindas pelas redes sociais da marca – que realiza o atendimento por lá mesmo. “Querendo ou não, os clientes ainda podem ficar inseguros sobre o processo de acompanhamento da Sacola do Bem até seu recebimento no Repassa, por tratar-se de um processo novo. Eles querem vender, mas ainda não sabem como”, explica. Para as dúvidas sobre o processo de venda, a marca busca desenvolver respostas didáticas sobre cada etapa e transparência no envio de e-mails de comunicação. “Procuramos abordar o tema de forma simples, para que o consumidor consuma a informação por completo”, diz Fabiano.

• O que recomendam as marcas: segundo pesquisa do site Modefica, referência no assunto, hoje em dia, o descarte das peças sem uso ocorre muito mais pelo excesso de roupas existentes no armário do que pela perda de função. Para questões sobre a qualidade das peças disponíveis e suas formas de uso para ainda estar na moda, o Repassa explica com imagens. Com uma estética de moda informativa e atual, o Instagram da marca se preocupa em trazer conteúdos conscientes e também o melhor uso nas combinações das peças – e conta ainda com o Blog com publicações de moda e sustentabilidade.

• Dica de ouro para encontrar as melhores peças e ainda ajudar o meio ambiente: para melhor garimpar – verbo usado para a atividade de extrair pedras preciosas e que também indica a exclusividade presente nas compras de roupas de brechó -, o site indica filtros específicos com as principais categorias, como tipos, tamanhos, cores e até marcas já conhecidas. Ao receber a mercadoria em casa, você também pode mudar de ideia. Quanto a isso, a devolução é gratuita e promete ser facilitada. O comprador solicita a troca pelo site e pode conversar com o time de atendimento disponível para todo suporte, se necessário.
Como maior benefício sustentável, há a diminuição significativa de 82% do impacto ambiental causado pela produção de cada peça, além do incentivo ao aumento do ciclo de vida das roupas para que possam contar novas histórias.

Sobre o Repassa

Criado pelo empresário Tadeu Almeida, o Repassa é uma startup de moda consciente e maior brechó online do Brasil. Fundada em 2015, a empresa já economizou mais de 553 milhões de litros de água, evitou que 2,4 toneladas de CO2 fossem emitidas e reduziu 13 milhões de kW/h de energia. Desde o início da operação, em 2015, a marca já recebeu mais de R﹩ 10 milhões de aportes provenientes de fundos de venture capital e investidores-anjos.

Nutrólogo aponta alimentos que podem ajudar a aumentar o apetite sexual

Allan Ferreira também fez uma seleção com alguns mais consumidos, revelando se eles realmente têm poder sobre a libido

O orgasmo é considerado o “ponto alto” do prazer sexual. Mas nem todos conseguem atingir o ápice, como aponta um estudo organizado pelo Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Conforme o levantamento, cerca de um terço das brasileiras nunca tiveram um orgasmo.

Pensando nisso, o nutrólogo Allan Ferreira, do Hospital Anchieta de Brasília, listou alimentos que podem ajudar a “chegar lá”, os famosos afrodisíacos. Ele acrescenta que a perda da libido pode ser causada por diversos fatores, como estresse, uso de medicamentos e doenças, entre outros. “Manter a saúde física e a mental é fundamental para o desejo. Além, é claro, de uma alimentação balanceada”, pontua.

De acordo com o especialista, poucos alimentos têm ação comprovada para aumentar a libido, mas que existem alguns com uma conotação romântica, como morangos, chocolate e chantilly, que podem estimular a imaginação, contribuindo, assim, de maneira indireta com o clima romântico.

O nutrólogo explica que outras substância, que promovem sensação de relaxamento e desinibição como um vinho, ou outras bebidas alcoólicas, podem até ajudar no clima, mas por ter efeito mais sedativo, podem prejudicar o desempenho sexual. “Muitas raízes como ginseng, Tribulus terrestris e catuaba são descritas por ter efeito estimulante, que indiretamente ajudam no apetite sexual. Mas seu efeito ainda é discutido”, pontua.

Mitos e verdades

Como mencionado anteriormente pelo nutrólogo, há alimentos comumente consumidos que não são afrodisíacos. Pensando nisso, ele listou alguns mitos e verdades. Confira:

Pixabay

–Castanhas e nozes: ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais , o que contribui para o aumento da libido. Elas são fonte de arginina, um aminoácido que estimula o óxido nítrico, capaz de promover maior circulação sanguínea na região do pênis ou do clitóris. A vitamina E presente neles também contribui para o aumento de fluxo sanguíneo na região dos órgãos genitais. E a niacina, vitamina do complexo B, possui ação vasodilatadora.

–Ostras: não há estudos que comprovem que elas melhoram a libido. O que poderia levar a este benefício é o fato das ostras serem ricas em zinco, mineral responsável pela regulação da testosterona. Se a pessoa tem uma queda hormonal, a ostra repõe o zinco e a produção dos hormônios é retomada, mas ela seria afrodisíaca apenas no paciente com essa deficiência.

Getty Images

–Chocolate: ao contrário do que muitos acreditam, não ajuda a melhorar a libido. Alguns estudos levantam a hipótese que a cafeína e outros estimulantes, presentes no chocolate, dão um pouco de vigor para quem estiver cansado e, assim, contribua para a libido, mas não houve conclusão nenhuma

–Pimenta: já ouviu a expressão “apimentar a relação”? Pois é, a ingestão de pimenta gera reações fisiológicas no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea. Este efeito estimulante pode ajudar na excitação e apetite sexual.

Foto: CreativeCommons

–Manjericão: também melhora a circulação sanguínea.

–Mel: é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (uma substância que ajuda o organismo a metabolizar e usar o estrogênio – hormônio feminino). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

Foto: AniaMineeva/Pixabay

–Mamão: como a semente de anis, é estrogênico, o que significa que ele tem compostos que agem como o estrogênio, o hormônio feminino. Pode ser usado para aumentar a libido da mulher.

Chá de Alcaçuz

–Alcaçuz, canela, cravo – a estimulação olfativa e gustativa ajudam a aguçar nossos sentidos. Usá-los em uma sobremesa, ou mesmo para aromatizar um jantar romântico, pode ter efeito estimulante na libido.

“Alimentos mais leves, e bem temperados, cheirosos têm efeito estimulante, ajudando a aguçar os sentidos”, destaca. Ele continua: “Carnes leves (como peixe), temperadas com pimenta e/ou gengibre, acompanhados de uma sobremesa com chocolate e morangos, pode ser uma boa pedida”, finaliza.

Fonte: Hospital Anchieta de Brasília

Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Infectologista desvenda os mitos que ainda existem sobre o HIV/Aids

Hoje se comemora o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Já se passaram quatro décadas, mas a infecção pelo HIV/Ais ainda é motivo de alerta, exigindo campanhas de conscientização em relação à importância de se investir em prevenção, além da necessidade de diagnóstico e tratamentos precoces.

Apesar de os índices de mortalidade relacionados a infecção do HIV/Aids terem sofrido redução, um relatório de 2019 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) aponta que o número de casos da doença aumentou 21% no Brasil desde 2010, indo na contramão do que acontece no resto do mundo.

Para esclarecer dúvidas sobre a doença e desmistificar alguns fatos, a infectologista Romina Oliveira, especialista em Saúde Pública, elencou os temas abaixo.

Quem tem HIV, tem Aids

Darwin Laganzon/Pixabay

Mito. O HIV refere-se ao vírus da imunodeficiência humana, e a Aids é a síndrome da imunodeficiência humana adquirida. Os termos não podem ser usados como sinônimos. Estar infectado pelo vírus não significa estar doente. O termo Aids só é aplicado em estágio avançado da infecção quando ocorre um grande comprometimento do sistema imunológico, o que pode demorar anos para acontecer.

Aids pode ser uma doença silenciosa


Verdade. Há pessoas que vivem anos com o HIV sem ter sintomas ou desenvolver a Aids, mas, sem o diagnóstico precoce, seguido pelo início e adesão ao tratamento, essas pessoas podem transmitir o HIV. Além disso, sem a medicação antirretroviral, esses pacientes ficam suscetíveis ao agravamento da condição, levando ao enfraquecimento do sistema imunológico e ao aparecimento de doenças oportunistas. Por isso, é muito importante fazer o teste para detecção do HIV sempre que houver alguma exposição. Este hábito pode salvar vidas, pois aproximadamente 134 mil brasileiros vivem com HIV e não sabem.

Aids não mata mais como antigamente

Waldryano/Pixabay

Verdade. Não é uma sentença de morte como aconteceu nas décadas de 1980 e 1990, pois os antirretrovirais mais modernos trouxeram qualidade de vida e longevidade às pessoas que vivem com o HIV. Nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil a maioria dos casos de infecção em homens, acontece nas faixas etárias de 15 a 29 anos e mais velhos (acima de 50 anos). Na população de idade mais avançada, com o aumento da expectativa de vida, estendeu-se também a atividade sexual. Porém, ainda há o preconceito e a crença equivocada de que o uso de preservativos tira a sensibilidade ou é usada somente para evitar gravidez.
Além da relação sexual sem proteção, há outras formas de exposição ao HIV, como uso de seringas compartilhadas ou outros materiais perfurocortantes, de contato com sangue contaminado, de mãe para filho durante a gestação, parto e amamentação.

Os testes sorológicos (convencionais e rápidos) para HIV não estão na rede pública de saúde

Mito. Além dos testes rápidos para HIV serem vendidos em farmácias, estes e outros testes também são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, esses exames e testes detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Além disso, é garantida a total confidencialidade das informações dos resultados dos exames nas redes pública e privada.

Os antirretrovirais são de difícil acesso no país

Mito. No Brasil, o tratamento contra o HIV está disponível no Sistema Único de Saúde, bem como os testes de detecção do vírus5. O Programa Nacional de DST/Aids do governo brasileiro, inclusive, é reconhecido mundialmente por sua ampla atuação no campo de direitos humanos, prevenção e tratamento do HIV, e os pacientes em tratamento aqui apresentam ganhos em relação a expectativa de vida. Para as pessoas que se expuseram ao vírus por conta de acidentes com materiais perfurocortantes ou relação sexual sem preservativos, há medicamentos do coquetel do tratamento da Aids usados como prevenção de infecção pelo HIV. Eles devem ser tomados até duas horas após a exposição e no máximo após 72 horas. Trata-se da profilaxia pós-exposição (PEP). Há também a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) que consiste em uma nova abordagem de prevenção à infecção com o uso de um comprimido diário que impede que o vírus infecte o organismo.

PhD em Nutrição aponta os quatro mitos da obesidade

Sophie Deram, pesquisadora e autora do best-seller “O Peso das Dietas”, traz reflexões sobre o que pode mudar no tratamento contra a doença

É comum encontrar pessoas obesas ou com excesso de peso que já tenham sofrido algum tipo de discriminação. As atitudes preconceituosas direcionadas para os que convivem com essa condição são inúmeras, como um olhar atravessado ao passar na catraca do ônibus ou comprar roupas novas, ao montar a refeição em um restaurante ou até mesmo ao ocupar assentos no transporte público.

Julgamentos preconcebidos podem, muitas vezes, acuar pacientes e impedir que procurem ajuda especializada. Este cenário resulta em pessoas na busca de se tratar de forma autônoma, com o uso de medicamentos e dietas restritivas que não resolvem, mas pioram a condição do indivíduo.


“Muitos pensam que as causas da obesidade dependem exclusivamente de questões pessoais, como preguiça gula e a falta de força de vontade. São suposições que estão em desacordo com as evidências científicas”, repudia Sophie Deram, PHD em Nutrição, autora do best seller “O Peso das Dietas” e especialista em comportamento alimentar.

A partir de diversas pesquisas, o consenso indica que o estigma da obesidade é uma questão bem difundida na sociedade. A prevalência de discriminação apresenta taxas mais altas entre aqueles com maior Índice de Massa Corporal (IMC) e entre as mulheres, quando comparadas com os homens. Um estudo de 2018 citado pelos autores sugere que aproximadamente 40% a 50% de adultos norte-americanos com excesso de peso e obesidade sofrem internalização do estigma, e cerca de 20% experimentam isso em níveis elevados

Sophie esclarece que existem quatro mitos relacionados à obesidade. Para a especialista é necessário mostrar às pessoas os reais motivos por trás desta condição pode tornar o tratamento desta doença mais humano e efetivo, não apenas no ponto de vista dos estudiosos da área, como também da população em geral que convive e, muitas vezes, maltrata quem sofre com o excesso de peso. Confira abaixo:

1 – Obesidade é uma opção

Foto: Xenia/Morguefile

Esta é uma das declarações mais irresponsáveis que podem ser feitas em relação ao excesso de peso, pois transfere toda a responsabilidade para a pessoa que já está vulnerável. “É preciso se atentar que a obesidade é um problema multifatorial, ou seja, envolve questões genéticas, emocionais, culturais e fisiológicas”, esclarece a especialista.

2 – Consome mais calorias do que gasta

Usar esta expressão é simplificar a complexidade com a qual o corpo humano trabalha. A conta não é tão simples. “São muitos os fatores que podem levar um indivíduo a desenvolver esta condição, comer muito não pode ser considerada uma causa predominante”, destaca Sophie.

3 – Obesidade é um estilo de vida

Pixabay

Mais uma vez a desinformação pode levar as pessoas a tirarem conclusões equivocadas como esta. Dados de estudos realizados em diversos países mostram que a obesidade é sim um problema de saúde que pode afetar as pessoas em diferentes momentos da vida. “Considerar a obesidade como opção é transferir toda a responsabilidade para o indivíduo. Na verdade, é um problema multifatorial, que envolve questões sociais, culturais, genéticas, emocionais e fisiológicas”, avalia.

4 – Obesidade severa pode ser resolvida com dietas e exercícios físicos
E por último, porém não menos insensata, esta afirmação pode ser refutada pelo simples fato de não ter apoio científico. Estudos já comprovaram a ineficácia de tentativas voluntárias de restringir a alimentação e adicionar exercícios físicos nesta equação ajuda menos ainda. Esta combinação, para aqueles que sofrem com um quadro severo de excesso de peso, traz resultados modestos que não se sustentam em longo prazo.

Sophie explica que, quando aderimos às dietas restritivas, acontecem duas mudanças em nosso corpo: o aumento de apetite e a redução da taxa metabólica basal – mínimo de energia necessária para manter as funções vitais do organismo. “Justamente por essa combinação de resultados, nosso corpo entende que estamos passando pela privação de alimentos e promove a recuperação de peso”, aponta Sophie.

Manifesto sobre a obesidade
Sophie acredita que a falta de informações no tocante à obesidade com base na ciência é uma das principais responsáveis pela existência desses quatro mitos sobre o tema. Para desmistificar esses equívocos, a nutricionista realiza no próximo sábado (21/11) o “Manifesto para um novo olhar sobre a obesidade” no formato online. O evento debaterá com um time de especialistas um tratamento mais humano e digno para as pessoas que sofrem com esta condição. Confira a programação clicando aqui.

Fonte: Sophie Deram é autora do livro “O Peso das Dietas”, é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim no laboratório de Neurociências.

Tenho diabetes: nunca mais posso comer nada com açúcar? Mitos e verdades sobre a doença

14 de novembro marca o Dia Mundial do Diabetes. Fake news também rondam a doença

O diabetes é uma doença crônica que afeta mais de 16 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), sendo que cerca de 8 milhões desses pacientes ainda não sabem de seu próprio diagnóstico. A melhor forma de controlar o Diabete Mellitus (DM) e ter uma vida normal é conhecer melhor a doença para aprender a gerenciar a glicemia e aderir ao tratamento.

Nesse sentido, quando não são amparados pelos profissionais de saúde, muitos pacientes com DM buscam informações não confiáveis na internet, o que pode gerar ainda mais dúvidas e confusões, além da possibilidade de uma piora do quadro clínico. Para desmistificar a doença, a Roche Diabetes Care conversou com Mariana Pereira, médica endocrinologista e duas pacientes com Diabetes Mellitus tipo I para compartilhar suas histórias e juntos esclarecer as verdades do que significa conviver com o diabetes.

Mitos e verdades acerca do Diabete Mellitus

· Chás e simpatias podem reduzir a glicemia e até curar o diabetes
Mito.
O controle da glicemia, objetivo principal do tratamento da doença, é feita por meio de alimentação adequada e administração diária de insulina ou uso de medicamentos orais. O Diabetes Mellitus é uma doença crônica e que não tem cura, mas a adesão ao tratamento garante que o paciente permaneça saudável, não enfrente um agravamento no quadro clínico e tenha uma vida normal.

· A pessoa com diabetes não pode comer doces nem carboidratos
Mito.
Embora o diabetes seja uma doença causada pelo aumento da glicose no sangue, se o paciente com Diabetes Mellitus tipo I souber realizar a contagem de carboidratos e administrar corretamente a insulina, ele pode sim se alimentar de produtos que contenham açúcar.
O paciente com Diabetes Mellitus tipo II, que faz uso de medicamentos orais precisa ajustar sua dieta e fazer escolhas mais saudáveis, controlando a ingesta de carboidratos na maior parte das vezes.

· Atividade física ajuda no controle do diabetes
Verdade.
O exercício físico estimula a captação da glicose circulante pelas células musculares e melhora a ação da insulina, pois aumenta a sensibilidade ao hormônio. Além disso, a perda de peso promovida pelo exercício físico reduz a resistência celular à insulina e colabora para a captação da glicose e consequente redução da glicemia. Assim, com uma rotina adequada de atividade física, o paciente pode diminuir a dose de insulina ou antidiabético oral.

· Comeu muito doce e ficou diabético
Mito.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença autoimune, em que ocorre a destruição das células pancreáticas produtoras de insulina, e isso não tem relação com a ingestão prévia de doces e outros açúcares. Já o Diabetes Mellitus tipo II está associado ao estilo de vida e predisposição genética hereditária, de forma que maus hábitos como obesidade e sedentarismo aumentam a probabilidade do desenvolvimento da doença.

· O Diabetes Mellitus tipo I está associado a outras doenças autoimunes
Verdade.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença de origem autoimune e está frequentemente associado a outras doenças da mesma etiologia, tais como a tireoidite de Hashimoto, doença celíaca, doença de Addison e outros quadros relacionados com o mesmo determinante gênico.

· A cirurgia bariátrica pode levar à remissão do diabetes
Verdade para o Diabetes Mellitus tipo II.
Como essa variação da doença é desencadeada principalmente pela obesidade e excesso de gordura abdominal, a cirurgia que promove a perda de peso e a eliminação de tecido adiposo pode contribuir para a melhora do quadro clínico.

· Pacientes com diabetes têm maior probabilidade de ter Covid-19
Mito
. Até o momento não há estudos que indiquem que o paciente com Diabetes Mellitus tipo I ou II tenha maiores chances de ter Covid-19. O que se tem acompanhado é pessoas com diabetes descompensado, têm maior probabilidade de desenvolver quadros mais graves de Covid.

· Pacientes com diabetes devem ter mais atenção com a vacinação
Verdade.
O paciente com Diabetes Mellitus tem maior probabilidade de adquirir e desenvolver complicações graves de outras doenças, bem como é mais suscetível a doenças respiratórias como pneumonia e influenza. Por esse motivo é fundamental estar em dia com o calendário vacinal.

Sobre o Diabetes Mellitus

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica, o mau controle da glicemia pode levar a quadros agudos de descompensação que pode levar à internação hospitalar e cronicamente este mau controle está relacionado às complicações como amputações, lesão nos rins e olhos, além de aumentar deste paciente ter algum evento cardiovascular. Estima-se que até 2030 o Diabetes Mellitus seja a sétima causa mais importante de morte em todo o mundo.

Por esse motivo é fundamental diagnosticar o paciente o mais cedo possível e educá-lo a respeito da doença a fim de obter uma boa adesão ao tratamento e reduzir as chances de complicações.

O DM tipo I acomete entre 5 e 10% do total de pacientes e costuma ser diagnosticado na infância ou juventude, mas pode acontecer em outras fases da vida. Já o Diabetes Mellitus tipo II é mais comum na idade adulta, em pessoas que têm parentes com este tipo de diabetes e tem relação com sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, o que reforça a importância de estimular uma rotina e dieta saudáveis a toda a população como forma de prevenção.

Fonte: Roche Diabetes Care

Macarrão: conheça mitos e verdades

Ontem (25) foi comemorado o Dia Mundial do Macarrão, e nada melhor do que um bom prato de massa para saborear com prazer. Pode ser espaguete, penne, fusilli, talharim, conchiglione, farfalle, entre tantos outros formatos. Não importa qual o tipo ou a combinação do molho, uma coisa é certa: a famosa macarronada é um dos pratos mais tradicionais na mesa das famílias.

Para você se entregar sem culpa às delícias de uma boa massa, Maria Julia Coto, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), desvenda alguns mitos e mostra diversas curiosidades sobre o alimento.

Macarrão engorda

Mito – Um dos maiores enganos sobre o alimento é que ele engorda por ser rico em carboidrato. Considerando que a alimentação diária é dividida em cinco refeições – café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar – uma porção de macarrão, equivalente a quatro colheres de sopa (105g), pode estar presente no almoço ou no jantar e fornece aproximadamente 180kcal. Os acompanhamentos consumidos com a massa é que podem acrescentar muitas calorias, portanto, é importante ficar atento ao tipo de molho utilizado. Evite os que são à base de queijo e creme de leite, prefira os molhos de tomate.

Carboidrato é sinônimo de saúde

Verdade – O macarrão é fonte de carboidratos e deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Segundo a recomendação do Guia Alimentar para População Brasileira, do Ministério da Saúde, de 55% a 75% do total de calorias ingeridas diariamente devem ser provenientes do carboidrato, ou seja, de cinco a seis porções diárias.

Faz parte da dieta equilibrada

Dreamstime

Verdade – O macarrão é o perfeito aliado de alimentos fundamentais para uma dieta equilibrada, como legumes e verduras. Esfriou o tempo? Coloque o macarrão na sopa de legumes junto com uma proteína magra e aproveite a refeição. Esquentou e não quer comida quente? Uma salada de macarrão com frango desfiado também é muito saborosa. Seja o chef, use a criatividade e crie sua própria receita.

É fonte de energia

Verdade – O carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo humano em todas as fases da vida. Para quem pratica atividades físicas, recomenda-se o consumo de macarrão antes e após os treinos para dar força ou repor o gasto calórico.

Massa integral engorda menos que a tradicional

George Hicks/Pixabay

Mito – O macarrão integral tem as mesmas calorias que o tradicional. O lado bom é que, pelo fato de possuir fibras, contribui para a saciedade. Além disso, a ingestão diária de fibras ajuda a reduzir os riscos de câncer de mama e de próstata, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

FramePool

Vale ressaltar que por ser um alimento universal, o macarrão agrada desde as crianças até pessoas mais velhas. Basta adaptar o tipo de massa, o formato e o molho aos diversos públicos que a receita certamente vai agradar. Além das formas em si – cerca de 600 formatos diferentes – as massas também se diferenciam pelos tipos e ingredientes: secas, de grano duro, à base de ovos ou não, integrais, coloridas com adição de vegetais, frescas e instantâneas. Com tantas opções é impossível cair na monotonia alimentar.

Fonte: Abimapi

Confira os cinco mitos mais comuns sobre cuidados com a pele

Muitas informações sobre cuidados com a pele circulam na internet e são amplamente disseminadas por pessoas influentes nas redes mas, é importante saber o que é verdade e o que é mito, de acordo com a medicina, para não correr nenhum risco e conseguir cuidar da saúde da sua pele. A dermatologista Simone Stringhini, líder da clínica Stringhini Dermatologia Avançada, Membro da Academia Americana de Dermatologia e com 30 anos de experiência, listou os cinco principais mitos e informações equivocadas que circulam por aí.

1- Hidratantes repõe a água da pele

É até equivocado utilizar o termo “hidratar a pele” porque, na verdade, o hidratante não vai repor água, ele vai adicionar óleo na pele para reforçar a barreira cutânea e evitar a perda de água que já está no corpo. A dermatologista alerta que, a única forma de hidratação do corpo é ingerindo água. Por isso que, em alguns casos, pessoas com pele oleosa não tem a necessidade de passar hidratante, mas isso vai depender de cada caso e o dermatologista é que poderá indicar o que é mais recomendado.

2- O colágeno ingerido vai para a pele

O colágeno é uma proteína que nós temos em todo o corpo humano e, na pele, ele é o responsável por garantir a firmeza. A medida que vamos envelhecendo, o corpo vai perdendo a capacidade de produzir colágeno e, consequentemente, diminui a concentração em todo o corpo, o que causa a flacidez. Ele pode ser encontrado em diversos alimentos derivados dos animais, como carnes, peixes, ovos, queijos, leite, entre outros. Mas, com o passar dos anos, o organismo também vai perdendo a capacidade de absorver colágeno desses alimentos e é importante suplementar para diminuir a velocidade do envelhecimento. Mas, o colágeno que é ingerido em forma de cápsula ou pó não é absorvido diretamente pela pele. O que acontece é que, primeiramente, essa molécula irá ser degradada em aminoácidos, que são absorvidos pelo estômago e, posteriormente, serão utilizados para várias funções no organismo e, uma delas, será para a síntese de colágeno pela pele. Caso o médico opte por recomendar o colágeno, o horário mais indicado, segundo Simone, é antes do café da manhã, em jejum, pois depois das refeições, com o estômago cheio, a absorção pode ser menor.

3- Ginástica Facial rejuvenesce

Esse talvez seja o mito mais popular. A ginástica facial vem ganhando muitos adeptos, nos últimos tempos. Mas é importante entender que a ginástica atua diretamente nos músculos faciais e não na pele. Então, esses movimentos repetitivos não rejuvenescem e, podem até causar rugas, dependendo da intensidade e da frequência com que são feitos, pois a maior parte do envelhecimento facial é causado pela perda de elasticidade e, consequente, flacidez da pele. Os músculos também envelhecem, mas eles não são os maiores responsáveis pelo aspecto de envelhecimento facial. Então, quando é praticada a ginástica facial os músculos estão sendo estimulados à hipertrofia, assim como o corpo durante a musculação na academia, por exemplo. Mas isso não trará resultados no aspecto de rejuvenescimento e, pior, esses movimentos repetitivos juntamente com as expressões faciais feitas durante a ginástica podem acabar marcando a pele, causando rugas e trazendo o efeito de envelhecimento. A dermatologista diz que não existe uma ginástica para pele, apenas tratamentos dermatológicos avançados é que trarão o resultado do rejuvenescimento. Além disso, ela sugere ter bastante cautela com a ginástica facial, que pode acabar tendo efeito contrário ao esperado.

4- Cremes faciais tratam rugas e flacidez

Os cremes faciais são ótimos aliados do skincare e de uma pele saudável, mas a função deles é de hidratar e prevenir, então eles podem clarear manchas, melhorar o aspecto de cicatrizes e até prevenir rugas. O que não são capazes de fazer efetivamente é tratar as rugas e flacidez, reverter os sinais de envelhecimento que já surgiram. Para isso, são necessários tratamentos em consultório com o dermatologista, que pode fazer uso de injetáveis e equipamentos, como o laser, de acordo com o caso.

5- Pele negra não precisa usar filtro solar

ThatSister

Isso é um mito muito perigoso. Todos os tipos de pele necessitam de filtro solar para proteger dos raios ultravioletas (UV), prejudiciais à saúde. Além disso, a pele negra é mais propensa a manchas, e o protetor solar ajuda a evitar o aparecimento delas, assim como do melasma. Para facilitar o dia a dia, uma opção é utilizar base de maquiagem com filtro solar, o que ajuda na praticidade da rotina. Esse tipo de produto contém a proteção necessária, assim como o filtro solar normal e funciona como base com cor, um produto dois em um.

Fonte: Simone Stringhini é formada em medicina pela UFRJ, tem especialização em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, foi a pioneira na área de estética, dentro da dermatologia, no Brasil; tendo sido a primeira dermatologista a fazer o procedimento de peeling no país.

Dia Mundial do Chocolate: descubra mitos e verdades sobre esta delícia

Bio Mundo desvenda alguns segredos e sugere versões mais saudáveis e nutritivas para consumir o doce sem culpa

Amado por tantas pessoas, os chocolates são verdadeiras fontes de prazer. Afinal, o derivado do cacau possui propriedades que estimulam a produção de endorfina e serotonina no organismo, causando uma sensação de bem-estar, autoestima e felicidade. Os bons motivos para incluir uma porção ou outra do doce no dia a dia vão além, mas alguns mitos sobre o alimento acabam, por vezes, privando as pessoas de se deliciarem com essa iguaria.

No Dia Mundial do Chocolate, que tal esclarecer as dúvidas comuns sobre ele? Por exemplo: se faz bem à saúde ou se o chocolate diet é mais saudável do que a versão tradicional. A Bio Mundo desvenda alguns segredos sobre os chocolates. E ainda dá dicas para degustar a iguaria sem culpa, sem necessariamente aumentar uns quilinhos na balança e, principalmente, sem abrir mão de uma alimentação nutritiva e saudável.

1 – Chocolate faz bem à saúde?
Verdade: a iguaria possui flavonoides que reduzem o risco de doenças cardiovasculares, pois propicia a melhora do fluxo sanguíneo e reduz a pressão arterial e melhora os níveis de colesterol ruim.

only4

Um exemplo é a Barra de Chocolate 70% Only 4 Puro Vegana e 100% Natural. Totalmente puro, natural, sem lactose e proteína do leite, essa delícia tem um sabor marcante, equilibrado e intenso de cacau. E apresenta alto teor de antioxidantes, minerais e aminoácidos que proporcionam sensações de saciedade, bem-estar e prazer.

2 – Chocolates causam acne ou prejudicam a pele?
Mito: não há nenhuma relação científica entre o consumo do alimento e a produção de espinhas, pois elas estão relacionadas principalmente a um desequilíbrio hormonal. Quando consumido sem excessos, os chocolates trazem benefícios à pele porque o cacau contém antioxidantes que previnem o envelhecimento precoce.

chocolate belga

Por isso, não deixe de provar esse delicioso Bombom de Chocolate Belga Branco e Creme de Amendoim Zero Açúcar, da Be Alive. Com whey protein e colágeno em sua composição, que contribuem para a elasticidade e firmeza da pele, o aperitivo é uma verdadeira explosão de sabores para degustar com moderação e sem peso na consciência.

3 – Chocolate faz bem ao cérebro e à memória?
Verdade: os flavonoides, antioxidantes presentes naturalmente no chocolate, aumentam o fluxo sanguíneo para a região do cérebro que promove funções cognitivas, como o raciocínio e memória. Além disso, o alimento impende o envelhecimento precoce das células cerebrais.

bombom

Uma prova disso é esse Bombom Chocolate Ao Leite Recheado de Avelã e Cacau Extra, da Flormel. Fonte natural de antioxidantes, a iguaria possui 33% de cacau, é livre de açucares artificiais e é uma ótima opção de doce para quem busca por uma alimentação equilibrada.

4 – Chocolates engordam
Mito: essa é uma questão clássica que assombra a vida de muitas pessoas, principalmente as mulheres, porém não é verdade. Na realidade, o doce acelera as funções metabólicas e auxilia até na perda de peso. Isso mesmo, mas para isso, os tipos recomendados são os feitos com mais de 50% cacau, que têm menos gordura em sua composição. Consumir em pouca quantidade ajuda a controlar a saciedade, tornando o alimento um verdadeiro amigo da balança.

chocolift

Então não deixe de degustar esse Chocolate Chocolift Puro Cacau Sem Glúten e Sem Lactose 70%. O delicioso chocolate gourmet é feito com óleo de coco, fibras probióticas, adoçantes naturais e é livre de conservantes. A iguaria torna-se ainda mais especial e nutritiva com o puro cacau belga.

5 – Chocolate alivia os sintomas da TPM
Verdade: a iguaria libera serotonina que deixa a mulher mais animada durante a tensão pré-menstrual, quando ela está mais sensível. Para não exagerar na quantidade nesse período, a dica é separar uma quantidade pequena para degustar nesses dias.

gold co

 

 

 

 

 

Um exemplo é o Chocolate Ao Leite Gold & Ko Zero Açúcar. O delicioso doce é bem-humorado e cheio de personalidade, e tem a vantagem de ser zero açúcar.

Todos os  chocolates citados estão disponíveis no site e nas lojas Bio Mundo em todo o país.

 

Especialista desvenda mitos e verdades do universo da perfumaria e dá dicas de uso

Perfume é algo indispensável para muitas pessoas, fazendo parte não só da imagem, mas também da personalidade do indivíduo. Porém, com tantos estilos, opções e dúvidas, acabam existindo vários mitos que se passam como verdadeiros por aí. Por isso, a Água de Cheiro , pioneira no mercado de franquias de beleza e perfumaria, resolveu desvendar de uma vez por todas os mistérios em torno dos produtos e diversas fragrâncias.

Um dos questionamentos mais comuns é se existem lugares específicos do corpo para passar o perfume, Sim, em lugares com maior irrigação sanguínea e temperatura mais alta, como atrás das orelhas, no pulso e pescoço. É o ideal, pois faz com que a fragrância dure mais. Porém, a durabilidade do perfume depende de diversos fatores, como sua família olfativa e concentração de essência. Por exemplo, aromas mais doces tendem a durar mais do que os cítricos. Além disso, fatores como clima podem intervir, pois, se está calor, a fragrância acaba evaporando mais rapidamente.

Muitas pessoas também se perguntam se deixarão de sentir o cheiro se usarem o mesmo perfume por muito tempo, e esta afirmação está correta. Olindo Caverzan Junior, diretor da Água de Cheiro e especialista em perfumaria, explica que o uso contínuo da fragrância acaba saturando o olfato do indivíduo, fazendo com que o mesmo deixe de sentir o cheiro, apesar de não afetar os demais. É a chamada acomodação olfativa.

“O ideal é alternar colônias, tendo uma para usar à noite e outra para usar durante o dia, por exemplo”, pontua o diretor. Outro mistério legítimo é sobre o cheiro das fragrâncias, que varia de pessoa para pessoa, uma vez que cada um possui seu próprio cheiro, que vem do tipo de pele, hábitos, alimentação e medicamentos, entre outros. Devido a isso, a fórmula reage de uma forma divergente em cada pessoa.

Caverzan ainda comenta sobre um mito bem famoso que envolve a cor dos perfumes. “Muito se fala que as fragrâncias só podem ser incolores, mas essa afirmação é falsa. A coloração é apenas adicionada ao final do processo de produção, e varia de acordo com a ideia do produto, sendo definida previamente, ou seja, a cor do perfume pode ser de diversos tons”.

Outro mito que muitas pessoas, especialmente mulheres, acreditam é que não há problema em passar perfume no cabelo, porém isto não é verídico. Nas fórmulas, costuma-se conter álcool e, entrando em contato com os fios, a substância pode acabar causando ressecamento dos fios ou a irritação do couro cabeludo.

Além disso, muitos não sabem que existe uma maneira correta para guardar o produto. “O ideal é mantê-lo dentro de sua caixa em um local seco, ventilado e sem exposição ao calor ou luz, com o intuito de evitar qualquer umidade, uma vez que a mesma é capaz de alterar as características originais do perfume”, completa o diretor.

flores perfumes

Abaixo, Caverzan explica as diferenças entre colônia, deo parfum, eau de toilet, eau de parfum e parfum:

a.  A diferença basicamente é a de concentração de óleos na composição do produto:
i.  Eau de cologne, de 3% a 6% de óleo;
ii. Eau de toilete, de 8% a 15%;
iii. Eau de parfum, de 15% a 20%;
iv. Extrait de Parfum, de 20% a 40% (raramente usados no Brasil, chega a ser oleoso).

b. Com relação a nomenclatura deo, é uma modalidade brasileira, na qual se inclui agentes com função desodorante nas fórmulas sem alterar fragrância, performance ou qualidade.

O fixador

perfume spray mulher pixabay

Talvez, o maior dos mitos quando se fala em perfumes é a existência de um fixador, que faria a mágica da fragrância ficar na pele, roupas, lençóis e tudo o mais durante muitas horas. “Muita gente ainda fala em fixador, mas isso não existe. Este mito é tão propagado que muitas pessoas falam sobre ‘o fixador dos perfumes preferidos’ e indicam as fragrâncias para os conhecidos baseadas no ‘poder do suposto ingrediente’”.

Ele explica a confusão: “O problema é que os perfumes são compostos somente por água, álcool e essência. Não existe nenhuma substância feita especialmente para que o perfume dure mais tempo. O que determina essa durabilidade é somente o tempo que cada essência leva para evaporar e se desprender da pele”

Caverzan conta que perfumes com matérias-primas que demoram mais para evaporar, duram mais. Já os cítricos, por exemplo, que são ricos em essências leves e muito voláteis, duram bem menos. Para quem gosta dos chamados de “alta fixação”, matérias-primas como madeira, âmbar, musk, couro e baunilha são pesadas e evaporam lentamente.

As flores, frutas vermelhas e amarelas, e as pimentas têm uma volatilidade média, que não evapora tão fácil quanto os cítricos, mas duram menos que os amadeirados. Outro fator que influencia a durabilidade é a concentração de fragrância. Quando mais concentrada, mais o perfume dura.

Perfumes para dia e perfumes para noite; perfumes para dias quentes e para dias frios

Woman smelling perfume on her wrist
Pinterest

“Eu sou a favor de não colocar muitas regras em perfumaria, para mim não existe perfume para homem ou mulher, existe perfume que gosto ou não gosto. O importante é se sentir bem com o que está usando na pele. Com relação aos momentos, o que acho importante pontuar é que, por uma questão de bom senso, o perfume não deve chegar antes de você ou incomodar as pessoas que estejam no ambiente”, ensina.

E Caverzan acrescenta: “Dito isto, não que seja uma regra, mas indico perfumes mais leves e discretos (cítricos, frutais leves) para uso diário e dias mais quentes. Já os mais potentes e marcantes (florais intensos e orientais), para quando se quer chamar atenção ou para dias mais frios”.

Brasileiras não gostam de perfumes doces

“Esta é uma grande mentira!”, exclama Caverzan, acrescentando: “As brasileiras são apaixonadas por perfumes com alta projeção e rastro, elas não querem passar desapercebidas de jeito nenhum. O consumo de produtos florais frutais gourmand e orientais são um sucesso. Cheirinho de baunilha, flores robustas e especiarias quentes agradam muito o público brasileiro. Quem nunca sentiu o cheiro de Absinto, um clássico bouquet floral, ou Angel e Fantasy, ícones do gourmand, que atire a primeira pedra”.

Famílias olfativas

notas perfume

Existem três níveis de descrição de uma família olfativa:
1- Família – característica mais dominante da fragrância;
2- Subfamília – característica secundária;
3- Specifier (especificador) – terceira faceta principal da fragrância;

São oito principais famílias olfativas: cítrica, cologne, floral, frutal, fougère, amadeirada, chipre e oriental. Ainda contamos com outras 16 famílias olfativas secundárias: cítrica, aldeídica, verde, aromática, marinha, floral, frutal, especiada, amadeirada, chipre, ambarada, oriental, polvorosa, almiscarada, couro e gourmand.

Os clássicos permanecem

Para o especialista, os perfumes clássicos são obras-primas de períodos onde a paleta do perfumista era limitada, mas de muita qualidade. “São produtos que, em algum momento, fizeram história e marcaram um novo momento do mercado de perfumaria. São como herança, transitam dentro das famílias por gerações, pois, com certeza, eram os perfumes que minha avó, minha mãe, meu pai usavam ou que me lembram algum momento ou situação feliz”.

Abaixo, Caverzan cita três clássicos e explica o valor de cada um:

Agua de Cheiro_Absinto Feminino

-Absinto (Água de Cheiro): criado há mais de 40 anos, até hoje é um perfume essencial para muitas brasileiras. No período de lançamento, havia filas nas portas das lojas à procura pelo “perfume proibido”, aquele que despertava sensações inacreditáveis. Avós usavam, mães usavam e hoje filhas usam. Ele carrega o DNA de perfumaria clássica que não se vê muito hoje nas criações modernas.

angel-edp-thierry-mugler-

Angel (Thierry Mugler): ícone da perfumaria de luxo, foi pioneiro no uso de notas gourmand na sua composição e até hoje faz sucesso. Este perfume se tornou um clássico e marcou a era da perfumaria moderna com ingredientes mais ousados na paleta dos perfumistas. Sua doçura é facilmente reconhecida.

Calvin_Klein_Ck_One_Unissex_Eau_de_Toilette_05

CK One (Calvin Klein): este é para mim, para você, para todos. A ideia de se desenvolver um produto compartilhado criou um dos grandes ícones da perfumaria. Até hoje, CK One é a grande referência da categoria genderless (sem gênero), uma fragrância cítrica atemporal e deliciosa.

 

Mito ou verdade: especialistas explicam curiosidades do universo cervejeiro

Como todo mundo sabe, a cerveja é uma bebida que carrega muita história. Talvez, por isso, tantos mitos tenham sido criados a seu respeito ao longo dos séculos. Ingredientes, estilos, sabores e até as maneiras de melhor armazená-la viraram assunto da mesa de bar – ou, por ora, de casa – e chegaram até ao mundo virtual com uma live da Ambev, que tratou exatamente do tema.

A mestre-cervejeira da companhia, Paula Guedes, e o convidado Salo Maldonado, da Cervejaria Motim, abordaram as principais dúvidas dos consumidores sobre a bebida. Confirma abaixo os principais mitos e verdades explicados pelos especialistas durante live da Ambev, no Instagram.

• Toda cerveja é bastante amarga

shutterstock cerveja
Shutterstock

Mito: a cerveja é a bebida mais variada que existe quando o assunto é sabor. Pode até ter um certo amargor, mas nem sempre é assim, e a escala de IBU (International Biterness Unit, ou Medida Internacional de Amargor) pode ajudar a entender a intensidade de cada rótulo. O gosto amargo geralmente vem do lúpulo e pode ser medido pelo IBU, a escala que dimensiona a intensidade, variando de 0 a 120. Quanto maior a posição na escala de amargor, mais intensa é a bebida. Em alguns estilos, no entanto, ele fica imperceptível, como no caso das cervejas doces, ácidas e até mesmo as ligeiramente salgadas.

• A água é muito importante para a qualidade da cerveja

copos cerveja (3)
Verdade: Porém, hoje em dia, todas as cervejarias modernas tratam a água que será utilizada nas receitas para obter sempre o mesmo perfil mineral e padrão de qualidade. Isso permite a reprodução da fórmula em qualquer parte do mundo.

• O sol estraga a cerveja

caneca de cerveja sol Wolfgang Zimmel por Pixabay
Wolfgang Zimmel/Pixabay

Verdade: a exposição à luz e ao calor prejudicam a qualidade da bebida. A cerveja deve ser armazenada corretamente em lugar fresco.

• Cerveja congelada deve ir para o lixo

ice beer, ice, frozen beer
iStock

Mito: se você esquecer a cerveja no congelador (e ela não explodir), devolva-a para a geladeira e espere um ou dois dias antes de abri-la. O sabor e a carbonatação devem estar como antes. Claro que não devemos fazer esse processo muitas vezes, mas se aconteceu um dia, não tem problema.

• Gelar muito a cerveja destrói o sabor

Cerveja 3
Mito: a regra é clara, quanto mais forte e encorpada a cerveja, menos fria ela deve ser degustada. O que não significa que você deva carregar um termômetro para conferir se o bar serve a bebida na temperatura correta. Por ser leve e delicada, a pilsen merece ser servida gelada. Quantos graus? O brasileiro costuma beber cerveja no limite do congelamento e não há nada errado nisso. Se você não gosta assim, faça do seu jeito.

• Quanto mais escura, mais forte é a cerveja

cervejas
Mito: não se deixe enganar pelos sentidos. A cores marrom ou preta realmente causam a expectativa de uma bebida mais forte ou densa, mas isso não acontece. A tonalidade da cerveja depende da matéria-prima. Maltes de trigo são quase brancos, malte de cevada tipo pilsen dá um tom amarelado e as variedades tostadas e carameladas completam a paleta com cervejas que vão do avermelhado ao negro intenso. Existem cervejas claras que são fortes como é o caso das tripels ou das Imperial IPA, e cervejas escuras que podem ser mais leves, como as Dry Stouts, por exemplo.

• Ser puro malte torna a cerveja melhor

cervejas micro-malterie
Mito: a lista dos ingredientes da cerveja depende do que o mestre-cervejeiro espera obter com a receita. Se a intenção é que ela seja mais encorpada, pode-se optar por trabalhar apenas com malte de cevada ou adicionar um pouco de trigo, mas se o objetivo é deixá-la ainda mais cremosa, é preferível utilizar aveia. Para quem busca uma cerveja leve e refrescante, prefira consumir aquelas que levam um pouco de milho ou arroz junto com o malte de cevada.

• O colarinho protege a bebida

cerveja acida shutterstock
Shutterstock

Verdade: a camada de espuma não deixa que a cerveja tenha contato direto com o ar, o que reduz a oxidação e a perda de gás. Além disso, o colarinho ajuda a preservar os aromas da cerveja e a sua temperatura.

Fonte: Ambev