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Tontura: 7 mitos e verdades sobre as várias doenças relacionadas a esse sintoma

Campanha “Não fique tonto. Procure um otorrinolaringologista” ressalta a importância de identificar as verdadeiras causas das doenças do labirinto

Em 22 de abril foi celebrado o Dia da Tontura, sintoma que acomete 42% da população adulta da cidade de São Paulo, segundo estudo publicado pela Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. Embora 67% dos sintomáticos sejam afetados em suas atividades diárias, apenas 46% dos pacientes da pesquisa procuraram auxílio médico.

A campanha “Não fique tonto. Procure um otorrinolaringologista” tem como objetivo despertar a atenção da população para os problemas relacionados a esse sintoma e incentivar a busca por avaliação médica. Ela ocorreu durante a Semana da Tontura, de 19 a 23 de abril.

“O impacto da tontura no indivíduo e na população é real. Sentir tontura não é normal e pode afetar o dia a dia de crianças, adultos jovens ou idosos. Por isso, o segredo é não desprezar seus sintomas, nem se automedicar. Procure um otorrinolaringologista para o correto diagnóstico e tratamento das doenças que causam vertigem e tontura” afirma Márcio Salmito, otorrinolaringologista, coordenador do Departamento de Otoneurologia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Você sabe quando procurar um especialista? Para esclarecer algumas dúvidas, a ABORL-CCF, por meio do Departamento de Otoneurologia, preparou uma lista com 7 mitos e verdades sobre as verdadeiras causas das doenças do labirinto.

A doença mais comum que causa tontura e vertigem é a labirintite.
Mito.
A labirintite não está nem entre as 10 causas mais frequentes de doenças labirínticas. A labirintite (verdadeira) é uma inflamação do labirinto, geralmente associada a alguma outra infecção (otite, meningite).

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Ao sentir vertigem ou tontura, é melhor já tomar o remédio disponível nas prateleiras da farmácia.
Mito.
A automedicação pode mascarar o problema central, fazendo com que haja um quadro persistente.

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Qualquer médico pode tratar as doenças do labirinto.
Mito.
A otorrinolaringologia possui uma área específica, a otoneurologia, para estudar as doenças do labirinto. Por isso, o otorrino é o mais capacitado para fazer o diagnóstico, entender se o sintoma indica alguma doença do labirinto e propor o tratamento correto.

Os sintomas, como vertigem e tontura, podem não ser doenças.
Verdade.
Fatores externos, como hábitos e comportamentos, podem influenciar no sintoma de tontura e vertigem, como a ingestão de alimentos que têm muito açúcar ou cafeína, o tabagismo e até o etilismo (ingestão de álcool).

Ilustração: Vertigo

O labirinto é um órgão.
Verdade
. O labirinto é um órgão (parte interna do ouvido) que tem como funções a audição e sensor dos movimentos da cabeça.

A tontura pode não ser labirintite.
Verdade.
Entre as principais doenças, estão:

=Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB): é a doença mais comum causadora de vertigem. Causada pelo desprendimento de pequenos cristais de cálcio, denominados de otólitos, responsáveis por fornecer informações sobre a posição e movimentos da nossa cabeça. É uma das várias doenças diferentes que acabam recebendo o nome de labirintite quando não adequadamente diagnosticada. Sintoma: vertigem que pode ser acompanhada por náuseas (provocada por movimentos da cabeça).
=Cinetose: conhecida como “mal do movimento” (motion sickness), é caracterizada pela dificuldade do labirinto em processar diferentes informações. Sintomas: náusea e enjoo, tornando- se mais evidente em viagens de carro ou avião, agravados pelo movimento sequencial do olhar.
=Doença de Menière: ocorre por consequência do aumento da pressão dos líquidos da orelha interna, geralmente relacionada com outras doenças, como diabetes, hipertensão e doenças autoimunes. Sintomas: zumbido, vertigem, perda auditiva e pressão no ouvido, acompanhados de mal-estar e náusea/enjoo.
=Neurite vestibular: distúrbio do sistema vestibular causado, geralmente, por um vírus que afeta o nervo vestibular, uma estrutura responsável por enviar informações do labirinto para a cabeça. Sintomas: forte vertigem, náusea, desequilíbrio e dificuldade para caminhar.

Em 22 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Tontura.
Verdade.
Desde 2018, 22 de abril é considerado o Dia Nacional da Tontura, data de nascimento do médico otorrinolaringologista Robert Barany, único otorrino a ganhar um prêmio Nobel, o que ocorreu por suas descobertas a respeito do funcionamento do sistema vestibular, do qual o labirinto é o órgão.

Sobre a ABORL-CCF

Com mais de 70 anos de atuação entre Federação, Sociedade e Associação, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), Departamento de Otorrinolaringologia da Associação Médica Brasileira (AMB), promove o desenvolvimento da especialidade através de seus cursos, congressos, projetos de educação médica e intercâmbios científicos, entre outras entidades nacionais e internacionais. Busca também a defesa da especialidade e luta por melhores formas para uma remuneração justa em prol dos mais de 8.500 otorrinolaringologistas em todo o país.

Primeiro de abril: confira dez mentiras sobre medicamentos

No Dia da Mentira, a Extrafarma desvenda os mitos mais comuns relacionados aos medicamentos

Existem diversos mitos sobre medicamentos que ouvimos durante a nossas vidas. Muitos acabam, algumas vezes, prejudicando o tratamento ou, até mesmo, nos induzindo a erros quem podem acarretar danos importantes para a saúde. Pensando nisso, a farmacêutica da Extrafarma, Ana Emilia Batista, desvendou alguns mitos:

Todos os medicamentos fazem mal ao estômago se tomados em jejum.
Mentira.
Ingerir medicamentos com o estômago vazio pode até facilitar sua absorção pelo organismo, e em alguns casos essa é a recomendação. Mas é preciso tomar cuidado, pois alguns tipos de medicamento com acidez elevada podem, sim, irritar o estômago se tomados em jejum. “O ideal é sempre seguir a recomendação de um médico ou farmacêutico, que estão preparados para identificar o horário mais indicado para a ingestão.

Imagem: Farmacêutico Digital

É seguro tomar medicamentos vencidos se não estiverem com aparência alterada.
Mentira.
Mesmo que a cor e cheiro do medicamento estiverem sem alterações, sua ingestão não é indicada se o prazo de validade estiver expirado. Isso porque não há estudos confiáveis que indiquem que os medicamentos mantêm sua eficácia após o prazo recomendado. Em alguns casos, o consumo pode ser até prejudicial para a saúde, provocando reações adversas no organismo.

Stock Photos

Não é preciso completar o tratamento se os sintomas desaparecerem.
Mentira.
O fim dos sintomas não indica a cura da doença. Em muitos casos, como em tratamentos que exigem antibióticos, a interrupção do tratamento antes do tempo indicado pelo médico pode até tornar as bactérias mais resistentes.

O melhor local para guardar os medicamentos é o banheiro, para que estejam sempre à vista.
Mentira.
Por ser um local úmido, e muitas vezes abafado, o banheiro não é a opção ideal para manter os medicamentos. Para que não tenham sua composição alterada, os medicamentos devem ser mantidos em local fresco e arejado, longe da luz e de fontes de calor.

Pixabay

Vitamina vencida não perde o efeito.
Mentira.
O princípio é o mesmo. Quando o laboratório vende um composto vitamínico, ele assegura que as vitaminas funcionarão como esperado se for consumida conforme a orientação médica e dentro do prazo de validade. Após o vencimento, pode haver alterações na fórmula e perda de efeito.

Pixabay

Colírios podem ser usados até seu vencimento.
Mentira.
Muitos colírios não contêm conservantes para evitar problemas de irritação ocular. Desta forma, após aberto, o colírio deve ser utilizado conforme orientação médica e descartado ao final do tratamento, ainda que esteja dentro do prazo de validade.

Medicamentos genéricos são menos eficientes.
Mentira.
Todos os medicamentos genéricos devem ter sua equivalência comprovada em laboratório, conforme determina a legislação. Isso significa que os genéricos têm a mesma eficiência que os remédios de referência, que são certificados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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Injeções são mais eficientes que comprimidos.
Mentira.
Na verdade, trata-se de uma informação desatualizada. Algumas décadas atrás, os comprimidos tinham uma biodisponibilidade (porcentual de aproveitamento de uma substância pelo organismo) que variava entre 40% e 60%, enquanto a das injeções era de aproximadamente 80%. Porém, com os diversos avanços da indústria farmacêutica nos últimos anos, a biodisponibilidade dos comprimidos atuais varia entre 90% e 95%.

Fonte: Extrafarma

Quanto a Covid-19 pode interferir na saúde do cérebro?

Neurocirurgião da Unicamp explica os motivos que podem levar à perda de olfato e de funções cognitivas, além de AVC e depressão

Como tudo é novo e desconhecido em relação à Covid-19, há muita especulação em relação às suas consequências para o organismo de pacientes acometidos pela doença, principalmente depois que se recuperam. Uma dúvida importante é saber o que este vírus pode provocar no cérebro.

Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Confira alguns mitos e verdades:

A Covid-19 pode interferir nas funções cognitivas?

Verdade: um trabalho inédito, publicado no início de fevereiro pelo InCor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), revela que, após o fim da infecção, surgem problemas como perda de memória, dificuldade em manter o foco e/ou a atenção como antes no cotidiano e dificuldades com a percepção visual.

A perda do olfato é um sintoma incomum após o paciente ser infectado?

Mito: no caso da infecção por coronavírus, é muito comum que lesões nos nervos e bulbos olfatórios levem à perda de olfato (anosmia). Em um estudo europeu de 2020, em 87% dos pacientes a anosmia foi um dos sintomas mais comuns da doença. Embora a incidência de casos permanentes seja muito menor (cerca de 5%), a infecção viral é capaz, também, de levar à anosmia permanente. Porém, em alguns casos, existe tratamento para a recuperação.

A doença aumenta as chances do AVC (Acidente Vascular Cerebral)

Verdade. A Covid-19 está ligada a um aumento na formação de coágulos em artérias, podendo levar ao AVC. Estudos internacionais, principalmente nos Estados Unidos, identificaram que muitos pacientes jovens com Covid-19 também foram diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral.

A Covid-19 pode levar a sequelas neurológicas permanentes?

Mito: a infecção por SARS-CoV-2 já demonstrou causar sintomas de longo prazo, mesmo após a resolução do quadro respiratório. Além da perda do olfato, os pacientes podem sentir principalmente dores de cabeça crônica, a já citada sensação de fadiga no corpo, tontura, fraqueza generalizada e até mesmo ansiedade e depressão. Por enquanto, estudos apontam que são condições passageiras, mas que merecem atenção do paciente e acompanhamento médico.

Fonte: Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Mitos e verdades sobre café: barista elenca algumas curiosidades sobre a bebida

Tem aquelas horas que, realmente, só café “na causa”. Mais do que um símbolo forte gastronômico, ele é, em muitos momentos, um companheiro, um conforto ou um motivador.

O gosto pela bebida é quase unanimidade entre os nossos, como aponta pesquisa da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) que mostra que ela é figurinha carimbada nas mesas de 98% das casas brasileiras. Quer mais? Somos o maior exportador do produto e responsável por, aproximadamente, um terço da produção mundial. Não é pouca coisa, não é mesmo?

Com tanta gente consumindo, permanece sempre constante uma discussão sobre seus benefícios (e eventuais malefícios) para a saúde e sobre qual a melhor forma de prepará-lo. Para esclarecer algumas dúvidas, vamos de mitos e verdades? Maíra Teixeira, barista e torrefadora de café, nos ajuda nessa e elencou algumas curiosidades sobre essa bebida que é uma das paixões nacionais.

Mitos e verdades:

Escreve-se café “espresso” e não “expresso”.

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Verdade. Sim, o correto é com s. O motivo é que respeita-se a origem do nome da bebida, que é italiana.

A torra do café influencia nos aromas e sabores.

Verdade. Primeiro, precisamos entender que o café também pode ser apreciado, assim como o vinho e a cerveja. E pode ter diferentes tipos de aromas e sabores. O café também nos proporciona uma experiência sensorial. O torrefador é o profissional capacitado para torrar café e desenvolver perfis de torras diferentes para o café verde (cru). É ele quem decide qual grau de torra é o ideal para o café escolhido. Lembrando também que o café cru, assim como a uva do vinho, traz em si características do próprio local onde foi plantado (terroir), microclima do local e processamento pós-colheita. Isso faz com que o torrefador já tenha algumas informações importantes na hora do estudo de torra, trazendo ainda mais precisão. A torra clara, or exemplo, traz ao café uma complexidade sensorial interessante, com mais acidez e notas aromáticas florais e frutadas. É uma bebida mais suave no paladar, mas muito complexa no aroma. Agradável e sempre surpreendente. A torra de cor média é a preferida dos brasileiros, trazendo uma alta doçura, um pouco mais da intensidade do caramelo e chocolate. Geralmente, uma bebida que o público em geral mais se identifica, boa para se tomar no dia a dia. A torra escura, que é um padrão da marca Starbucks, é muito comum para os americanos. Tem ainda mais intensidade e força, trazendo um amargor específico de torra. Um fator importante de se observar na torra escura é que ela precisa ser muito bem feita para se tornar mais agradável. Se passar do ponto, ela pode ser uma experiência negativa para quem toma, aquele famoso “gosto de queimado”, que, vale frisar, não é o gosto de café.

Café faz mal para a saúde.

Mito. Se não ingerido em excesso, o café pode ser um aliado da sua saúde. Ele é rico em minerais como ferro, zinco, magnésio e potássio. O grão também conta com ácidos clorogênicos, que ajudam na redução da glicose e insulina, prevenindo a diabetes tipo 2.

Café atrapalha a absorção de ferro.


Verdade.
A cafeína e o tanino que estão na composição do café atrapalham a absorção do ferro no corpo. Mas calma aí, não precisa parar de tomar café (até porque os benefícios são muitos)! O ideal é que quem tenha uma baixa taxa de ferro no corpo não consumir café logo após as refeições, porque a probabilidade da bebida atrapalhar a absorção do nutriente é maior. Espere duas horas depois da refeição. Quem não tem problema de falta de absorção de ferro, pode tomar tranquilo seu cafezinho após a refeição. E, claro, é sempre bom reforçar que tudo em excesso faz mal. Então foque na qualidade do café e não na quantidade. Uma informação importante é que café arábica tem menos cafeína que o canephora (robusta e conilon). Então, o arábica atrapalha menos a absorção do ferro.

Café espresso tem mais cafeína que o coado.

Stephnaie Albert/Pixabay

Verdade. Alguns estudos mostram que o café espresso tem quase duas vezes mais cafeína do que o coado, em análises feitas em 60ml de cada tipo de bebida. Isso se dá porque a quantidade de pó utilizada é praticamente o dobro da que é utilizada para o coado. ⁣Fatores como pressão da água na máquina de espresso também influem no resultado, extraindo com mais força os compostos do café. Métodos de extração de café por pressão extraem mais e mais rápido.

Não pode ferver a água do café.

Ken Boyd/Pixabay

Mito. Primeiro de tudo: confira que a água utilizada seja sempre filtrada, garantindo assim que não vá um gosto residual de cloro da água da torneira para o café. Agora, sobre a fervura, principalmente em cafés de alta qualidade com torras claras a médias, precisamos de alta temperatura para conseguirmos extrair todas os solúveis e compostos positivos do café. Ou seja, pode, sim, ferver a sua água para o café. Ele vai ficar ainda melhor.

Posso consumir quanto café eu quiser.

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Mentira. Consumido em excesso, o café pode causar agitação e insônia. A quantidade indicada para um adulto é de, no máximo, 400 mg de cafeína por dia (3 xícaras aproximadamente).

Queijo e café combinam.

Verdade. Queijo é uma das melhores harmonizações com o café. Quer um exemplo? Tente a combinação do café espresso com o aclamado queijo italiano Grana Padano. A harmonização neste caso acontece por similaridade (bebida potente, comida potente). A força do sabor deste queijo evidencia as qualidades do espresso, aumentando doçura e acidez.

Quer saber mais? É só acompanhar outras dicas na página de Instagram da barista e torrefadora Maíra Teixera.

Sobre Maíra Teixeira

Pesquisadora na área de análise sensorial, a especialidade da barista Maíra Teixeira é harmonização entre café e comida. Ela atua no mercado nacional de café especial com foco em consultoria para cafeterias, treinamento de equipe, cursos de barista e workshops. Acredita no café como uma ligação entre experiência sensorial e memória afetiva, principalmente para os brasileiros que carregam uma história econômica e cultural com a bebida.

Mitos e verdades sobre comprar roupas de brechós

Confira tudo que é fato e o que é fake sobre o uso de peças de segunda mão e conheça mais sobre a moda consciente

Não é raro escutar que as peças compradas em brechós podem carregar consigo histórias dos antigos donos; que pertenceram a pessoas falecidas; ou mais, que não estão cuidadas e podem transmitir maus fluidos. A resposta? Fake. Para além do incentivo à moda sustentável, questões econômicas, sociais e culturais também devem consideradas na hora da escolha do look do dia.

Quem tem a memória de brechós localizados apenas nos bairros, a novidade: os e-commerces de peças de segunda mão. Neles, o consumidor tem acesso às roupas vindas de todo Brasil, com preços competitivos no mercado e pode realizar as compras online.

No Repassa, startup de moda consciente e maior brechó online do Brasil, o processo de curadoria é minucioso para garantir a comodidade do vendedor e transparência em todas as etapas. Com a proposta virtual, o vendedor não precisa sair de casa para repassar suas peças: o site cuida de todo o processo, desde a etapa de fotografia, cadastro, publicação na plataforma e ainda ajuda a destinar o valor recebido de acordo com sua preferência.

Além da economia para o bolso e cuidados com o planeta, o brechó online participa ativamente na moda circular, promove peças exclusivas e ajuda causas sociais. Por isso, a startup destaca as dúvidas e recomendações no momento de comprar roupas de segunda mão. Confira abaixo:

• Os principais receios dos clientes: de acordo com o gerente de Experiência do Cliente do Repassa, Fabiano Lima, as principais dúvidas dos consumidores que desejam repassar suas peças sem uso ou entender o modelo de negócio da startup são vindas pelas redes sociais da marca – que realiza o atendimento por lá mesmo. “Querendo ou não, os clientes ainda podem ficar inseguros sobre o processo de acompanhamento da Sacola do Bem até seu recebimento no Repassa, por tratar-se de um processo novo. Eles querem vender, mas ainda não sabem como”, explica. Para as dúvidas sobre o processo de venda, a marca busca desenvolver respostas didáticas sobre cada etapa e transparência no envio de e-mails de comunicação. “Procuramos abordar o tema de forma simples, para que o consumidor consuma a informação por completo”, diz Fabiano.

• O que recomendam as marcas: segundo pesquisa do site Modefica, referência no assunto, hoje em dia, o descarte das peças sem uso ocorre muito mais pelo excesso de roupas existentes no armário do que pela perda de função. Para questões sobre a qualidade das peças disponíveis e suas formas de uso para ainda estar na moda, o Repassa explica com imagens. Com uma estética de moda informativa e atual, o Instagram da marca se preocupa em trazer conteúdos conscientes e também o melhor uso nas combinações das peças – e conta ainda com o Blog com publicações de moda e sustentabilidade.

• Dica de ouro para encontrar as melhores peças e ainda ajudar o meio ambiente: para melhor garimpar – verbo usado para a atividade de extrair pedras preciosas e que também indica a exclusividade presente nas compras de roupas de brechó -, o site indica filtros específicos com as principais categorias, como tipos, tamanhos, cores e até marcas já conhecidas. Ao receber a mercadoria em casa, você também pode mudar de ideia. Quanto a isso, a devolução é gratuita e promete ser facilitada. O comprador solicita a troca pelo site e pode conversar com o time de atendimento disponível para todo suporte, se necessário.
Como maior benefício sustentável, há a diminuição significativa de 82% do impacto ambiental causado pela produção de cada peça, além do incentivo ao aumento do ciclo de vida das roupas para que possam contar novas histórias.

Sobre o Repassa

Criado pelo empresário Tadeu Almeida, o Repassa é uma startup de moda consciente e maior brechó online do Brasil. Fundada em 2015, a empresa já economizou mais de 553 milhões de litros de água, evitou que 2,4 toneladas de CO2 fossem emitidas e reduziu 13 milhões de kW/h de energia. Desde o início da operação, em 2015, a marca já recebeu mais de R﹩ 10 milhões de aportes provenientes de fundos de venture capital e investidores-anjos.

Nutrólogo aponta alimentos que podem ajudar a aumentar o apetite sexual

Allan Ferreira também fez uma seleção com alguns mais consumidos, revelando se eles realmente têm poder sobre a libido

O orgasmo é considerado o “ponto alto” do prazer sexual. Mas nem todos conseguem atingir o ápice, como aponta um estudo organizado pelo Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Conforme o levantamento, cerca de um terço das brasileiras nunca tiveram um orgasmo.

Pensando nisso, o nutrólogo Allan Ferreira, do Hospital Anchieta de Brasília, listou alimentos que podem ajudar a “chegar lá”, os famosos afrodisíacos. Ele acrescenta que a perda da libido pode ser causada por diversos fatores, como estresse, uso de medicamentos e doenças, entre outros. “Manter a saúde física e a mental é fundamental para o desejo. Além, é claro, de uma alimentação balanceada”, pontua.

De acordo com o especialista, poucos alimentos têm ação comprovada para aumentar a libido, mas que existem alguns com uma conotação romântica, como morangos, chocolate e chantilly, que podem estimular a imaginação, contribuindo, assim, de maneira indireta com o clima romântico.

O nutrólogo explica que outras substância, que promovem sensação de relaxamento e desinibição como um vinho, ou outras bebidas alcoólicas, podem até ajudar no clima, mas por ter efeito mais sedativo, podem prejudicar o desempenho sexual. “Muitas raízes como ginseng, Tribulus terrestris e catuaba são descritas por ter efeito estimulante, que indiretamente ajudam no apetite sexual. Mas seu efeito ainda é discutido”, pontua.

Mitos e verdades

Como mencionado anteriormente pelo nutrólogo, há alimentos comumente consumidos que não são afrodisíacos. Pensando nisso, ele listou alguns mitos e verdades. Confira:

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–Castanhas e nozes: ajudam a aumentar o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais , o que contribui para o aumento da libido. Elas são fonte de arginina, um aminoácido que estimula o óxido nítrico, capaz de promover maior circulação sanguínea na região do pênis ou do clitóris. A vitamina E presente neles também contribui para o aumento de fluxo sanguíneo na região dos órgãos genitais. E a niacina, vitamina do complexo B, possui ação vasodilatadora.

–Ostras: não há estudos que comprovem que elas melhoram a libido. O que poderia levar a este benefício é o fato das ostras serem ricas em zinco, mineral responsável pela regulação da testosterona. Se a pessoa tem uma queda hormonal, a ostra repõe o zinco e a produção dos hormônios é retomada, mas ela seria afrodisíaca apenas no paciente com essa deficiência.

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–Chocolate: ao contrário do que muitos acreditam, não ajuda a melhorar a libido. Alguns estudos levantam a hipótese que a cafeína e outros estimulantes, presentes no chocolate, dão um pouco de vigor para quem estiver cansado e, assim, contribua para a libido, mas não houve conclusão nenhuma

–Pimenta: já ouviu a expressão “apimentar a relação”? Pois é, a ingestão de pimenta gera reações fisiológicas no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea. Este efeito estimulante pode ajudar na excitação e apetite sexual.

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–Manjericão: também melhora a circulação sanguínea.

–Mel: é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (uma substância que ajuda o organismo a metabolizar e usar o estrogênio – hormônio feminino). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

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–Mamão: como a semente de anis, é estrogênico, o que significa que ele tem compostos que agem como o estrogênio, o hormônio feminino. Pode ser usado para aumentar a libido da mulher.

Chá de Alcaçuz

–Alcaçuz, canela, cravo – a estimulação olfativa e gustativa ajudam a aguçar nossos sentidos. Usá-los em uma sobremesa, ou mesmo para aromatizar um jantar romântico, pode ter efeito estimulante na libido.

“Alimentos mais leves, e bem temperados, cheirosos têm efeito estimulante, ajudando a aguçar os sentidos”, destaca. Ele continua: “Carnes leves (como peixe), temperadas com pimenta e/ou gengibre, acompanhados de uma sobremesa com chocolate e morangos, pode ser uma boa pedida”, finaliza.

Fonte: Hospital Anchieta de Brasília

Hoje é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Infectologista desvenda os mitos que ainda existem sobre o HIV/Aids

Hoje se comemora o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Já se passaram quatro décadas, mas a infecção pelo HIV/Ais ainda é motivo de alerta, exigindo campanhas de conscientização em relação à importância de se investir em prevenção, além da necessidade de diagnóstico e tratamentos precoces.

Apesar de os índices de mortalidade relacionados a infecção do HIV/Aids terem sofrido redução, um relatório de 2019 do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) aponta que o número de casos da doença aumentou 21% no Brasil desde 2010, indo na contramão do que acontece no resto do mundo.

Para esclarecer dúvidas sobre a doença e desmistificar alguns fatos, a infectologista Romina Oliveira, especialista em Saúde Pública, elencou os temas abaixo.

Quem tem HIV, tem Aids

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Mito. O HIV refere-se ao vírus da imunodeficiência humana, e a Aids é a síndrome da imunodeficiência humana adquirida. Os termos não podem ser usados como sinônimos. Estar infectado pelo vírus não significa estar doente. O termo Aids só é aplicado em estágio avançado da infecção quando ocorre um grande comprometimento do sistema imunológico, o que pode demorar anos para acontecer.

Aids pode ser uma doença silenciosa


Verdade. Há pessoas que vivem anos com o HIV sem ter sintomas ou desenvolver a Aids, mas, sem o diagnóstico precoce, seguido pelo início e adesão ao tratamento, essas pessoas podem transmitir o HIV. Além disso, sem a medicação antirretroviral, esses pacientes ficam suscetíveis ao agravamento da condição, levando ao enfraquecimento do sistema imunológico e ao aparecimento de doenças oportunistas. Por isso, é muito importante fazer o teste para detecção do HIV sempre que houver alguma exposição. Este hábito pode salvar vidas, pois aproximadamente 134 mil brasileiros vivem com HIV e não sabem.

Aids não mata mais como antigamente

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Verdade. Não é uma sentença de morte como aconteceu nas décadas de 1980 e 1990, pois os antirretrovirais mais modernos trouxeram qualidade de vida e longevidade às pessoas que vivem com o HIV. Nos últimos dez anos, segundo o Ministério da Saúde, no Brasil a maioria dos casos de infecção em homens, acontece nas faixas etárias de 15 a 29 anos e mais velhos (acima de 50 anos). Na população de idade mais avançada, com o aumento da expectativa de vida, estendeu-se também a atividade sexual. Porém, ainda há o preconceito e a crença equivocada de que o uso de preservativos tira a sensibilidade ou é usada somente para evitar gravidez.
Além da relação sexual sem proteção, há outras formas de exposição ao HIV, como uso de seringas compartilhadas ou outros materiais perfurocortantes, de contato com sangue contaminado, de mãe para filho durante a gestação, parto e amamentação.

Os testes sorológicos (convencionais e rápidos) para HIV não estão na rede pública de saúde

Mito. Além dos testes rápidos para HIV serem vendidos em farmácias, estes e outros testes também são realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades da rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), a partir da coleta de sangue ou por fluido oral. No Brasil, esses exames e testes detectam os anticorpos contra o HIV em cerca de 30 minutos. Além disso, é garantida a total confidencialidade das informações dos resultados dos exames nas redes pública e privada.

Os antirretrovirais são de difícil acesso no país

Mito. No Brasil, o tratamento contra o HIV está disponível no Sistema Único de Saúde, bem como os testes de detecção do vírus5. O Programa Nacional de DST/Aids do governo brasileiro, inclusive, é reconhecido mundialmente por sua ampla atuação no campo de direitos humanos, prevenção e tratamento do HIV, e os pacientes em tratamento aqui apresentam ganhos em relação a expectativa de vida. Para as pessoas que se expuseram ao vírus por conta de acidentes com materiais perfurocortantes ou relação sexual sem preservativos, há medicamentos do coquetel do tratamento da Aids usados como prevenção de infecção pelo HIV. Eles devem ser tomados até duas horas após a exposição e no máximo após 72 horas. Trata-se da profilaxia pós-exposição (PEP). Há também a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) que consiste em uma nova abordagem de prevenção à infecção com o uso de um comprimido diário que impede que o vírus infecte o organismo.

PhD em Nutrição aponta os quatro mitos da obesidade

Sophie Deram, pesquisadora e autora do best-seller “O Peso das Dietas”, traz reflexões sobre o que pode mudar no tratamento contra a doença

É comum encontrar pessoas obesas ou com excesso de peso que já tenham sofrido algum tipo de discriminação. As atitudes preconceituosas direcionadas para os que convivem com essa condição são inúmeras, como um olhar atravessado ao passar na catraca do ônibus ou comprar roupas novas, ao montar a refeição em um restaurante ou até mesmo ao ocupar assentos no transporte público.

Julgamentos preconcebidos podem, muitas vezes, acuar pacientes e impedir que procurem ajuda especializada. Este cenário resulta em pessoas na busca de se tratar de forma autônoma, com o uso de medicamentos e dietas restritivas que não resolvem, mas pioram a condição do indivíduo.


“Muitos pensam que as causas da obesidade dependem exclusivamente de questões pessoais, como preguiça gula e a falta de força de vontade. São suposições que estão em desacordo com as evidências científicas”, repudia Sophie Deram, PHD em Nutrição, autora do best seller “O Peso das Dietas” e especialista em comportamento alimentar.

A partir de diversas pesquisas, o consenso indica que o estigma da obesidade é uma questão bem difundida na sociedade. A prevalência de discriminação apresenta taxas mais altas entre aqueles com maior Índice de Massa Corporal (IMC) e entre as mulheres, quando comparadas com os homens. Um estudo de 2018 citado pelos autores sugere que aproximadamente 40% a 50% de adultos norte-americanos com excesso de peso e obesidade sofrem internalização do estigma, e cerca de 20% experimentam isso em níveis elevados

Sophie esclarece que existem quatro mitos relacionados à obesidade. Para a especialista é necessário mostrar às pessoas os reais motivos por trás desta condição pode tornar o tratamento desta doença mais humano e efetivo, não apenas no ponto de vista dos estudiosos da área, como também da população em geral que convive e, muitas vezes, maltrata quem sofre com o excesso de peso. Confira abaixo:

1 – Obesidade é uma opção

Foto: Xenia/Morguefile

Esta é uma das declarações mais irresponsáveis que podem ser feitas em relação ao excesso de peso, pois transfere toda a responsabilidade para a pessoa que já está vulnerável. “É preciso se atentar que a obesidade é um problema multifatorial, ou seja, envolve questões genéticas, emocionais, culturais e fisiológicas”, esclarece a especialista.

2 – Consome mais calorias do que gasta

Usar esta expressão é simplificar a complexidade com a qual o corpo humano trabalha. A conta não é tão simples. “São muitos os fatores que podem levar um indivíduo a desenvolver esta condição, comer muito não pode ser considerada uma causa predominante”, destaca Sophie.

3 – Obesidade é um estilo de vida

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Mais uma vez a desinformação pode levar as pessoas a tirarem conclusões equivocadas como esta. Dados de estudos realizados em diversos países mostram que a obesidade é sim um problema de saúde que pode afetar as pessoas em diferentes momentos da vida. “Considerar a obesidade como opção é transferir toda a responsabilidade para o indivíduo. Na verdade, é um problema multifatorial, que envolve questões sociais, culturais, genéticas, emocionais e fisiológicas”, avalia.

4 – Obesidade severa pode ser resolvida com dietas e exercícios físicos
E por último, porém não menos insensata, esta afirmação pode ser refutada pelo simples fato de não ter apoio científico. Estudos já comprovaram a ineficácia de tentativas voluntárias de restringir a alimentação e adicionar exercícios físicos nesta equação ajuda menos ainda. Esta combinação, para aqueles que sofrem com um quadro severo de excesso de peso, traz resultados modestos que não se sustentam em longo prazo.

Sophie explica que, quando aderimos às dietas restritivas, acontecem duas mudanças em nosso corpo: o aumento de apetite e a redução da taxa metabólica basal – mínimo de energia necessária para manter as funções vitais do organismo. “Justamente por essa combinação de resultados, nosso corpo entende que estamos passando pela privação de alimentos e promove a recuperação de peso”, aponta Sophie.

Manifesto sobre a obesidade
Sophie acredita que a falta de informações no tocante à obesidade com base na ciência é uma das principais responsáveis pela existência desses quatro mitos sobre o tema. Para desmistificar esses equívocos, a nutricionista realiza no próximo sábado (21/11) o “Manifesto para um novo olhar sobre a obesidade” no formato online. O evento debaterá com um time de especialistas um tratamento mais humano e digno para as pessoas que sofrem com esta condição. Confira a programação clicando aqui.

Fonte: Sophie Deram é autora do livro “O Peso das Dietas”, é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim no laboratório de Neurociências.

Tenho diabetes: nunca mais posso comer nada com açúcar? Mitos e verdades sobre a doença

14 de novembro marca o Dia Mundial do Diabetes. Fake news também rondam a doença

O diabetes é uma doença crônica que afeta mais de 16 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), sendo que cerca de 8 milhões desses pacientes ainda não sabem de seu próprio diagnóstico. A melhor forma de controlar o Diabete Mellitus (DM) e ter uma vida normal é conhecer melhor a doença para aprender a gerenciar a glicemia e aderir ao tratamento.

Nesse sentido, quando não são amparados pelos profissionais de saúde, muitos pacientes com DM buscam informações não confiáveis na internet, o que pode gerar ainda mais dúvidas e confusões, além da possibilidade de uma piora do quadro clínico. Para desmistificar a doença, a Roche Diabetes Care conversou com Mariana Pereira, médica endocrinologista e duas pacientes com Diabetes Mellitus tipo I para compartilhar suas histórias e juntos esclarecer as verdades do que significa conviver com o diabetes.

Mitos e verdades acerca do Diabete Mellitus

· Chás e simpatias podem reduzir a glicemia e até curar o diabetes
Mito.
O controle da glicemia, objetivo principal do tratamento da doença, é feita por meio de alimentação adequada e administração diária de insulina ou uso de medicamentos orais. O Diabetes Mellitus é uma doença crônica e que não tem cura, mas a adesão ao tratamento garante que o paciente permaneça saudável, não enfrente um agravamento no quadro clínico e tenha uma vida normal.

· A pessoa com diabetes não pode comer doces nem carboidratos
Mito.
Embora o diabetes seja uma doença causada pelo aumento da glicose no sangue, se o paciente com Diabetes Mellitus tipo I souber realizar a contagem de carboidratos e administrar corretamente a insulina, ele pode sim se alimentar de produtos que contenham açúcar.
O paciente com Diabetes Mellitus tipo II, que faz uso de medicamentos orais precisa ajustar sua dieta e fazer escolhas mais saudáveis, controlando a ingesta de carboidratos na maior parte das vezes.

· Atividade física ajuda no controle do diabetes
Verdade.
O exercício físico estimula a captação da glicose circulante pelas células musculares e melhora a ação da insulina, pois aumenta a sensibilidade ao hormônio. Além disso, a perda de peso promovida pelo exercício físico reduz a resistência celular à insulina e colabora para a captação da glicose e consequente redução da glicemia. Assim, com uma rotina adequada de atividade física, o paciente pode diminuir a dose de insulina ou antidiabético oral.

· Comeu muito doce e ficou diabético
Mito.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença autoimune, em que ocorre a destruição das células pancreáticas produtoras de insulina, e isso não tem relação com a ingestão prévia de doces e outros açúcares. Já o Diabetes Mellitus tipo II está associado ao estilo de vida e predisposição genética hereditária, de forma que maus hábitos como obesidade e sedentarismo aumentam a probabilidade do desenvolvimento da doença.

· O Diabetes Mellitus tipo I está associado a outras doenças autoimunes
Verdade.
O Diabetes Mellitus tipo I é uma doença de origem autoimune e está frequentemente associado a outras doenças da mesma etiologia, tais como a tireoidite de Hashimoto, doença celíaca, doença de Addison e outros quadros relacionados com o mesmo determinante gênico.

· A cirurgia bariátrica pode levar à remissão do diabetes
Verdade para o Diabetes Mellitus tipo II.
Como essa variação da doença é desencadeada principalmente pela obesidade e excesso de gordura abdominal, a cirurgia que promove a perda de peso e a eliminação de tecido adiposo pode contribuir para a melhora do quadro clínico.

· Pacientes com diabetes têm maior probabilidade de ter Covid-19
Mito
. Até o momento não há estudos que indiquem que o paciente com Diabetes Mellitus tipo I ou II tenha maiores chances de ter Covid-19. O que se tem acompanhado é pessoas com diabetes descompensado, têm maior probabilidade de desenvolver quadros mais graves de Covid.

· Pacientes com diabetes devem ter mais atenção com a vacinação
Verdade.
O paciente com Diabetes Mellitus tem maior probabilidade de adquirir e desenvolver complicações graves de outras doenças, bem como é mais suscetível a doenças respiratórias como pneumonia e influenza. Por esse motivo é fundamental estar em dia com o calendário vacinal.

Sobre o Diabetes Mellitus

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica, o mau controle da glicemia pode levar a quadros agudos de descompensação que pode levar à internação hospitalar e cronicamente este mau controle está relacionado às complicações como amputações, lesão nos rins e olhos, além de aumentar deste paciente ter algum evento cardiovascular. Estima-se que até 2030 o Diabetes Mellitus seja a sétima causa mais importante de morte em todo o mundo.

Por esse motivo é fundamental diagnosticar o paciente o mais cedo possível e educá-lo a respeito da doença a fim de obter uma boa adesão ao tratamento e reduzir as chances de complicações.

O DM tipo I acomete entre 5 e 10% do total de pacientes e costuma ser diagnosticado na infância ou juventude, mas pode acontecer em outras fases da vida. Já o Diabetes Mellitus tipo II é mais comum na idade adulta, em pessoas que têm parentes com este tipo de diabetes e tem relação com sobrepeso, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, o que reforça a importância de estimular uma rotina e dieta saudáveis a toda a população como forma de prevenção.

Fonte: Roche Diabetes Care

Macarrão: conheça mitos e verdades

Ontem (25) foi comemorado o Dia Mundial do Macarrão, e nada melhor do que um bom prato de massa para saborear com prazer. Pode ser espaguete, penne, fusilli, talharim, conchiglione, farfalle, entre tantos outros formatos. Não importa qual o tipo ou a combinação do molho, uma coisa é certa: a famosa macarronada é um dos pratos mais tradicionais na mesa das famílias.

Para você se entregar sem culpa às delícias de uma boa massa, Maria Julia Coto, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), desvenda alguns mitos e mostra diversas curiosidades sobre o alimento.

Macarrão engorda

Mito – Um dos maiores enganos sobre o alimento é que ele engorda por ser rico em carboidrato. Considerando que a alimentação diária é dividida em cinco refeições – café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar – uma porção de macarrão, equivalente a quatro colheres de sopa (105g), pode estar presente no almoço ou no jantar e fornece aproximadamente 180kcal. Os acompanhamentos consumidos com a massa é que podem acrescentar muitas calorias, portanto, é importante ficar atento ao tipo de molho utilizado. Evite os que são à base de queijo e creme de leite, prefira os molhos de tomate.

Carboidrato é sinônimo de saúde

Verdade – O macarrão é fonte de carboidratos e deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Segundo a recomendação do Guia Alimentar para População Brasileira, do Ministério da Saúde, de 55% a 75% do total de calorias ingeridas diariamente devem ser provenientes do carboidrato, ou seja, de cinco a seis porções diárias.

Faz parte da dieta equilibrada

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Verdade – O macarrão é o perfeito aliado de alimentos fundamentais para uma dieta equilibrada, como legumes e verduras. Esfriou o tempo? Coloque o macarrão na sopa de legumes junto com uma proteína magra e aproveite a refeição. Esquentou e não quer comida quente? Uma salada de macarrão com frango desfiado também é muito saborosa. Seja o chef, use a criatividade e crie sua própria receita.

É fonte de energia

Verdade – O carboidrato é a principal fonte de energia para o organismo humano em todas as fases da vida. Para quem pratica atividades físicas, recomenda-se o consumo de macarrão antes e após os treinos para dar força ou repor o gasto calórico.

Massa integral engorda menos que a tradicional

George Hicks/Pixabay

Mito – O macarrão integral tem as mesmas calorias que o tradicional. O lado bom é que, pelo fato de possuir fibras, contribui para a saciedade. Além disso, a ingestão diária de fibras ajuda a reduzir os riscos de câncer de mama e de próstata, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.

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Vale ressaltar que por ser um alimento universal, o macarrão agrada desde as crianças até pessoas mais velhas. Basta adaptar o tipo de massa, o formato e o molho aos diversos públicos que a receita certamente vai agradar. Além das formas em si – cerca de 600 formatos diferentes – as massas também se diferenciam pelos tipos e ingredientes: secas, de grano duro, à base de ovos ou não, integrais, coloridas com adição de vegetais, frescas e instantâneas. Com tantas opções é impossível cair na monotonia alimentar.

Fonte: Abimapi