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Curta-metragem ajuda crianças a lidarem com a morte

Falar a verdade para as crianças sempre é a melhor alternativa, por mais que o assunto seja complexo e triste como a morte. Para auxiliar pais, educadores e psicoterapeutas a abrirem o diálogo sobre perdas e luto, o publicitário Irineu Villanoeva Junior transformou o livro “O dia em que passarinho não cantou”, em um curta-metragem.

Em parceria com as autoras da obra e também psicólogas, Valeria Tinoco e Luciana Mazorra, ele produziu o filme para facilitar o entendimento dos pequeninos, de forma lúdica. A animação conta a história de uma garotinha chamada Cacá e de seu amigo Lico, um passarinho.

“Falar sobre a morte e a dor da perda ainda é um tabu. Quando acontece uma perda na vida de uma criança, seja de um animalzinho de estimação, ou seja de um ente querido, pode ser confuso e assustador. Nessa hora os pais têm um papel fundamental. Precisam apoiar e lidar com a verdade com a criança. Agindo assim, estão dando a oportunidade de ela aprender e a se preparar para as perdas que terá ao longo da vida e, além disso, evitar o chamado luto complicado”, diz o publicitário.

Ele decidiu criar projetos sobre o tema após perder em 2015 seu pai e sobrinho em um curto período de tempo, apenas três meses. A partir dessa experiência, estudou sobre o assunto e lançou o movimento “Sem Pressa Pra Viver” (#sempressapraviver), que tem como propósito ajudar pessoas que estão passando por esse processo doloroso e de forma preventiva, realizar ações de conscientização e psicoeducação.

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O curta-metragem é a primeira ação deste movimento. Você pode assistir a “O dia em que o passarinho não cantou” clicando aqui.

Luto mal vivido pode causar transtornos de ansiedade e depressão

Psicóloga do Hapvida Saúde explica a importância de passar por todas as fases para enfrentar a situação

O luto é um estado psíquico extremamente doloroso, associado a morte e perdas. No entanto, por mais difícil que possa ser, é necessário viver o luto para não viver de luto. A psicóloga do Hapvida Saúde, Danielle Azevedo, explica que é imprescindível passar por todas as fases para o seu enfrentamento. O contrário pode provocar o “luto patológico”, levando à doenças como depressão, transtornos de ansiedade e outras enfermidades.

Como o luto se manifesta?

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O luto se manifesta de formas diferentes dependendo do cenário em que as pessoas estão vivendo e do modo como enfrentam a situação. A vivência do luto ocorre em cinco fases. A primeira fase pode ser reconhecida com base em reações e frases como: “Eu estou bem”, “não preciso de ajuda”. Em um segundo momento da fase do luto aparece a negação e raiva como o “isso não é justo comigo”, “por que comigo?”.

A terceira fase é a da barganha, quando as pessoas querem fazer uma negociação do tipo: “Eu faria qualquer coisa para tê-lo (a) de volta”. Nesse caso, tem pessoas que recorrem a espiritualidade e religiões para tentar amenizar a saudade e também a dificuldade de lidar com a perda.

Mais à frente, aparece a fase depressiva em que a pessoa se nega a sair de casa e que acredita que a dor que está sentindo não vai passar. Essa é a fase em que a pessoa está se despedindo do luto, quando começa a entender que é um sofrimento, mas que precisa sair do fundo do poço e que para isso só depende dela.

A última é a mais importante e mais demorada. Essa é a fase da aceitação que pode ser bastante prolongada para algumas pessoas. Também conhecida como a fase da conformidade quando as pessoas começam a dizer que a morte trouxe paz para quem partiu e para quem ficou.

Qual a importância de uma pessoa viver o luto pela perda de alguém querido?

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Aceitar o luto sempre vai ser o melhor caminho, porque quando as pessoas negam, elas encapsulam o seu sofrimento, fazem com que aquilo fique muito mais aparente. É como se a dor fosse muito mais ampla, mais intensa. É importante que as pessoas vivam, aceitem, sofram, chorem e revivam essas experiências porque vai chegar um momento que a saudade não vai doer mais, vai ser leve. Nesse momento, é quando a pessoa elabora a perda, seja qual for.

Buscar apoio de outras pessoas ajuda a superar a dor?

Buscar ajuda também ajuda a enfrentar o processo do luto. O mais importante é que a iniciativa parta da pessoa que está vivenciando o luto. Dependendo da situação, a ajuda psicológica é fundamental. Muita gente deixa de se alimentar, de trabalhar e aí interfere na vida psíquica e nesse ponto, a ajuda é essencial.

Também existe o luto patológico, como ele se manifesta?

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O luto patológico é quando a pessoa se sente impedida de viver em paz, passando a viver em função da ausência de quem partiu. Muita gente guarda as roupas, fantasia que a pessoa ainda continua por perto. Outras chegam até a colocar o prato na mesa como forma de simbolizar que a pessoas ainda está ali. Então, é como se essa pessoa não tivesse um descanso emocional. Com isso, se gera outros tipos de reações como as psicossomáticas, de comportamento, de bloqueio de relacionamento, sociabilidade. Sem contar nos transtornos de ansiedade, depressão e algumas outras coisas que podem ser ocasionadas por esse luto patológico.

Fonte: Hapvida

 

Lixo jogado nas praias gera impactos ambientais, econômicos e prejuízo aos banhistas

Além de deixar a água imprópria para o banho, poluição na areia e nos oceanos causa a morte de animais marinhos

As festas de fim de ano e as férias levam às praias um grande número de turistas que nem sempre descartam o lixo em local adequado. Segundo um levantamento do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), todos os anos, cerca de 190 mil toneladas de materiais plásticos são lançados ao mar, na costa brasileira. Em Santos, 117 toneladas de resíduos foram removidas da beira-mar durante a primeira quinzena de 2018, segundo dados da prefeitura. O peso é equivalente a 13 baleias francas adultas, espécie que costuma visitar o litoral paulista.

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Pixabay

O descarte incorreto do lixo, principalmente nas praias, interfere diretamente no desenvolvimento das espécies marinhas. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Queensland, na Austrália, a contaminação dos oceanos, principalmente por plásticos, é responsável pela morte de cerca de 100 mil animais todos os anos.

Segundo o presidente do conselho da Associação MarBrasil, Ariel Scheffer, cerca de 260 espécies marinhas estão ameaçadas de extinção devido ao descarte incorreto de plásticos no mar. “Muitos animais se enroscam e ficam feridos ao terem contato com esse tipo de material, mas o problema principal é a ingestão do plástico, que é tóxico e não é um elemento natural do trato digestivo”, explica.

O biólogo, que é membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, destaca que as aves marinhas e as tartarugas são as mais prejudicadas por confundir sacolas com alimentos da cadeia alimentar, como águas vivas e pequenos organismos. “Dos animais encontrados mortos, 100% das tartarugas verdes e 75% das aves marinhas possuem plástico no estômago.”

Além de impactar as espécies marinhas, os resíduos descartados nas praias também interferem na vida dos banhistas, que podem se ferir com determinados objetos. A sujeira também reduz a balneabilidade, que é o índice usado para verificar a qualidade da água destinada à recreação. Desse modo, ela se torna imprópria para o banho, podendo gerar doenças.

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Os prejuízos afetam ainda a economia dos municípios, que precisam aumentar as despesas com a limpeza das praias e perdem a receita com o turismo. No setor da navegação e nas atividades pesqueiras, a produtividade tende a diminuir devido à morte dos peixes e à poluição dos oceanos.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Nota da redação: por favor, não seja uma dessas pessoas que fazem isso!

Dia de Finados: como lidar com a perda dos pais?

Hoje, 2 de novembro, é celebrado o Dia de Finados, data em que, tradicionalmente, homenageamos nossos entes queridos falecidos. No entanto, os ocidentais ainda encaram a morte de uma forma muito dolorida.

“A morte mexe muito com o nosso sistema de crenças e escancara nossa impotência, humanidade e fragilidade. A dor da perda ainda é um dos nossos maiores medos, pois é quando perdemos também nossa segurança e estabilidade”, afirma Heloísa Capelas, especialista de inteligência emocional e diretora do Centro Hoffman.

Para Heloísa, a perda dos pais ou daqueles que nos criaram é uma das mais doloridas. Isso porque somos 100% identificáveis com eles por conta da infância. “Quando criança, precisamos do apoio de adultos para termos o nosso aprendizado e, até os 12 anos, estamos na fase de construção da capacidade intelectual, mental e neurológica”, explica.

Estes aspectos fazem com que – mesmo com as brigas na adolescência e até um distanciamento na vida adulta – criemos um amor incondicional por eles. “Com a morte dessas pessoas, é como se estivéssemos perdendo também um pedacinho de nós mesmos”, completa.

Quando a pessoa cria, ao longo do tempo, algum tipo de mágoa ou rancor com relação a seus pais, a perda desses entes pode ser ainda mais dolorida e carregada com uma grande dose de culpa. Diante disso, Heloísa separou alguns pontos a serem refletidos e que podem ajudar na superação deste tipo de sentimento. Veja abaixo:

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Entenda que a mágoa é algo que está em nosso interior: segundo Heloísa, a primeira coisa da qual precisamos ter consciência é de que a mágoa que eventualmente criamos em torno de nossos pais é um problema individual nosso e não deles – está em nosso coração. Como estamos falando de um sentimento interior, o perdão pode vir a qualquer momento – antes ou depois da morte destes familiares.

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Entenda que é possível perdoar, mesmo que as pessoas que nos fizeram mal já tenham partido: Heloísa afirma que é preciso olhar para dentro de si e fazer uma escolha – se eu quero levar adiante essa mágoa, que vai ficar dentro do meu coração, dificultando meu caminhar, me envelhecendo precocemente e trazendo doenças para o meu corpo físico, ou perdoar e me sentir mais livre. “Seja lá o que vivemos com nossos pais, nós podemos resolver com eles vivos ou mortos. Claro que, quando eles morrem, nossa culpa aumenta e alguns vivem paralisados por conta disso. Pensam que agora que seu pais faleceram, não há mais tempo – que não é mais possível perdoar. Mas isso não é verdade. Podemos perdoar a qualquer momento e a qualquer hora, basta saber que essa escolha existe”, diz.

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Entenda que, quando a pessoa decide não perdoar, existe uma grande possibilidade de se tornar reflexo de seus pais: quando atingimos a vida adulta e temos algum tipo de rancor ou mágoa dos nossos pais, a tendência é que lutemos ao máximo para sermos indivíduos completamente opostos a eles. No entanto, com a morte, a probabilidade de ficarmos extremamente parecidos com eles é muito grande, por conta da culpa inconsciente de não ter liberado essa raiva antes da morte deles. A liberação da culpa e o perdão nos ajudam a lidar melhor com este aspecto e permitem com que a vida siga em frente.

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Compreenda que o amor nunca pode nos prender: muita gente não guarda rancor de seus pais, muito pelo contrário: os admira tanto que suas mortes levam à uma profunda tristeza que pode acarretar também a uma não aceitação do ocorrido. “É preciso entender que isso não está dentro do nosso controle e que a tristeza pela morte gera um apego que não é saudável para ninguém. O amor incondicional, pelo contrário, liberta”, afirma Heloísa. Para ela, morrer faz parte da continuidade do meu amor.

Curso

Essas e outras estratégias de inteligência emocional serão apresentadas, em sete dias de treinamento intenso no curso do Processo Hoffman, que terá suas próximas edições realizadas em Cabreúva (SP) entre os dias 14 e 20 de novembro e, em Petrópolis (RJ), entre 26 de novembro a 4 de dezembro.

Considerado um curso intensivo de autoconhecimento e reeducação que proporciona amplo desenvolvimento das Inteligências Emocional e Comportamental, o Processo Hoffman fornece instrumentos para que cada um possa ampliar seu potencial e, ao mesmo tempo, eliminar barreiras que impedem seu crescimento, conduzindo ao encontro do ser humano consigo mesmo, com seu amor-próprio e sua autoliderança. Seus resultados foram comprovados cientificamente pela Universidade da Califórnia (EUA) e indicam aumento nos índices da Inteligência Emocional gerando, entre outros benefícios, empatia, liderança, perdão, espiritualidade, bem-estar, vitalidade e alta performance.

Curso Processo Hoffman

Cabreúva – SP: 14/11 a 20/11
Hotel Solar das Primaveras – Cabreúva (SP)
Av. Pascoal Santi, 285 – Jacaré do Bonfim – Cabreúva, SP

Petrópolis – RJ: 26/11 a 4/12
Hotel Pedra Bonita – Petrópolis (RJ)
Rodovia BR-040, Km 69,2, Fazenda Inglesa – Petrópolis, RJ

Informações: Centro Hoffman

 

Site permite que pessoas registrem memórias, documentos e último desejo

Segundo dados das Organizações das Nações Unidas (ONU), 53 milhões de pessoas morrem por ano, impactando significativamente em média dez pessoas próximas, resultando em um total de 530 milhões de pessoas envolvidas emocionalmente todos os anos com a morte de uma pessoa querida.

Foi vivendo a perda inesperada do pai que Mário Cassio Maurício teve a ideia de criar o Meu Último Desejo. “Quando o meu pai faleceu, me senti completamente perdido para solucionar as questões do enterro e as burocracias que a morte traz. Além disso, quando eu ouvi a voz do meu pai na sua antiga secretária eletrônica, quatro anos após sua morte, foi uma alegria inesperada, por isso pensei em criar um serviço para transformar um pouco esse momento da perda na vida das pessoas”, diz o empresário.

Maurício acrescenta: “Certamente vamos embora sem dizer tudo o que temos para contar para as pessoas que amamos e o ato de gravar essas mensagens carinhosas e até mesmo esses dados burocráticos, reforça a nossa reflexão em relação ao que o outro representa em nossa vida, fazendo com que exista uma valorização maior das relações e os momentos sejam vividos de uma forma mais intensa em vida”.

A plataforma nasceu com o propósito de registrar orientações gerais para a família e amigos e salvar documentos importantes em vídeo, áudio, fotos e textos, para as pessoas que amamos, mas ela se tornou muito mais do que isso. Se transformou numa ferramenta que permite com que as pessoas façam uma reflexão, ainda em vida, sobre seus últimos desejos. Afinal, o momento da morte é sempre delicado demais e as pessoas que ficam, passam por um período de luto e muitas burocracias.

Meu Último Desejo possui uma tecnologia inteligente na qual os dados ficam armazenados de uma forma segura e criptografados (conjunto de regras que visa codificar a informação, onde apenas o emissor e o receptor recebem em um formato com visibilidade de leitura). Por isso suas informações pessoais, orientação em relação às preferências de como será o enterro, distribuição da herança, suas mensagens para seus filhos, amigos e parentes estarão seguras e somente repassadas após a passagem. Cada assinante possui dois tutores para que, após a morte, autorizem o início do envio das mensagens para as pessoas que foram definidas pelo contratante.

 

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O serviço é oferecido por meio de assinatura, a pessoa paga o valor de R$ 2,99 por mês, com direito a 500mb de espaço para fotos, vídeos, arquivos de texto, mensagens de voz e o disparo de cada mensagem no momento determinado pelo contratante, para os contatos por ele cadastrados. Outra opção é o Plano Familiar, custa o valor mensal de R$ 5,98, agregando até três dependentes por plano, que dispõe dos mesmos benefícios que o individual para cada pessoa.

Informações: Meu Último Desejo

Por que a perda do animal de estimação pode ser tão difícil de suportar?

Para algumas pessoas, a morte de um animal de estimação pode ser mais difícil do que a perda de um parente. Aqui está o porquê.

Quem disse que os diamantes são o melhor amigo de uma garota nunca possuiu um cachorro ou gato. Se você já perdeu um amado animal de estimação, sabe o quanto esse velho ditado é verdadeiro.

De cães a gatos, de canários a lagartos, nós humanos formamos ligações inquebráveis com nossos amigos peludos, emplumados e escamados. De certa forma, quase todos os pets são animais de terapia. Eles podem não ter certificados ou usar coletes especiais que lhes dão status de assento autorizado em aviões, mas eles melhoram muito nossas vidas de várias maneiras.

Numerosos estudos mostraram evidências de que os animais de estimação não apenas proporcionam companhia e trazem alegria, mas também ajudam as pessoas a se recuperarem ou lidarem melhor com uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, câncer e distúrbios mentais.

E quando um animal de estimação morre, pode ser uma experiência emocionalmente devastadora que pode ter um impacto negativo em nossa saúde mental e física.

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Na verdade, o New England Journal of Medicine relata que uma mulher de 61 anos começou a sentir fortes dores no peito após a morte de seu cão. Ela foi internada no pronto-socorro, onde os médicos a diagnosticaram com Cardiomiopatia Takotsubo – também conhecida como “síndrome do coração partido” – uma condição com sintomas que imitam um ataque cardíaco.

Depois de ser tratada com medicamentos, ela finalmente se recuperou, mas a morte de seu Yorkshire Terrier literalmente quebrou seu coração. A perda de um animal de estimação pode ser tão difícil quanto perder uma pessoa – ou, em alguns casos, até pior.

Pesquisadores descobriram que o apoio social é essencial para a recuperação durante o processo de luto. No entanto, enquanto outros são rápidos em ajudar a confortar uma pessoa que está sofrendo com a perda de outra pessoa, a atitude da sociedade em relação à perda de pet é muito diferente.

As pessoas geralmente não recebem apoio suficiente após a morte de um animal de estimação, o que pode aumentar o sofrimento emocional e levar a sentimentos de vergonha e isolamento. Isso pode ser particularmente difícil para as crianças que estão experimentando a perda de um animal de estimação pela primeira vez.

A perda de animais de estimação pode ser especialmente difícil para as crianças

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Leah Carson, agora uma jovem adulta, lembra seu primeiro animal de estimação. Era uma cachorra mix de Golden Retriever chamada Sandy.

“Nós crescemos juntas e ela fez tudo com a nossa família. Lembro-me de brincar na neve, fazer caminhadas e [momentos doces como] Sandy me seguindo até o meu quarto quando cheguei da escola ”, diz Leah.  “Quando eu tinha 11 anos de idade, Sandy teve câncer e nós tivemos que colocá-la para dormir. Eu chorei uma tonelada. Eu estava tão triste e confusa. Foi a primeira vez que perdi alguém que amava. Depois, houve muito silêncio em sua ausência”.

As memórias que Leah tem de Sandy são ao mesmo tempo animadoras e dolorosas, especialmente para aqueles que experimentaram pessoalmente uma perda semelhante em uma idade jovem.

Roxanne Hawn, autora de “Heart Dog: Surviving the Loss of Your Canine Soul Mate” (coração de cachorro: sobrevivendo à perda de sua alma gêmea canina, em tradução livre) entende que as crianças são especialmente vulneráveis ​​a mal-entendidos e luto após a morte de um animal de estimação. Ela aponta que há uma variedade de maneiras pelas quais pais e adultos podem ajudar as crianças durante o processo de luto.

“Eu sugiro participar de projetos memoriais para focar sua dor e a tristeza de seus filhos de maneiras produtivas”, diz ela, acrescentando: “É melhor abraçar a dor por meio da ação do que ignorá-la.”

Roxanne diz que o luto como família pode ajudar as crianças a processar melhor a perda, e sugere atividades nas quais cada membro da família pode participar quando sentir a necessidade.

“Peça a todos que escrevam quantas lembranças felizes puderem em pedaços coloridos de papel e coloquem todos esses bons pensamentos em uma tigela bonita”, diz ela, oferecendo um exemplo. “Sempre que alguém experimentar um surto de pesar, pode pegar um desses pedaços de papel e, pelo menos por um instante, lembrar de um momento mais feliz. As crianças que ainda não sabem escrever ou soletrar podem contribuir com desenhos de seus animais de estimação. ”

Ela também sugere permitir que as crianças mantenham alguma lembrança de um animal de estimação com elas, como uma coleira ou um brinquedo favorito – especialmente durante os dias imediatamente após a perda -, pois isso pode ajudar.

A idade não facilita

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Com uma vida inteira de experiências, os idosos podem parecer estar melhor equipados para lidar com a perda de um animal de estimação, mas o oposto geralmente é verdadeiro.

“Perder um animal de estimação é extremamente difícil para os idosos. É mais do que o sofrimento normal ”, diz Lisa Frankel, PhD, psicoterapeuta de Los Angeles. “Os idosos já lidaram com tantas perdas: amigos, família, estrutura de vida, esperança, contato físico, comunidade”.

Ela acrescenta: “Animais de estimação, especialmente cães, dão a eles um propósito, companheirismo, uma razão para se exercitar e socializar. Quando um cachorro morre, tudo isso se vai”.

Na prática, Lisa trabalha com muitos pacientes que estão sofrendo de profunda tristeza pela perda de um animal de estimação. Ela aponta como sentimentos de culpa e vergonha muitas vezes podem complicar o processo de luto. Ela cita exemplos de pessoas que perderam seu animal de estimação quando atacaram coiotes ou porque foram atropelados por um carro, elas dizem que sentem que poderiam ter feito mais para salvar seu animal de estimação. Além disso, ela aponta outros que tomaram a difícil decisão de sacrificar o animal de estimação e que são assombrados pela decisão.

Ela insiste que as pessoas que perderam um animal de estimação nessas circunstâncias sejam compassivas e perdoem a si mesmas, além de passar tempo com outras pessoas que entendam seus sentimentos. Ela também sugere organizações como grupos de apoio a luto de animais de estimação, o que pode ser um grande conforto para alguns.

“A terapia individual pode ser útil também”, diz Lisa. “Muitas pessoas têm dificuldade em se abrir em grupos e se saem melhor com o aconselhamento individual. Se a terapia desencadear outras perdas ou traumas, essas perdas também podem ter que ser analisadas. O sofrimento que é realmente debilitante ou dura excepcionalmente por muito tempo pode ser complicado pela associação a outras perdas e traumas. A terapia individual pode ser realmente importante para entender essa conexão e trabalhar com ela.”

Como lidar

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Ilustração: LoveThisPic

Embora nenhuma abordagem ao enfrentamento funcione para todas as pessoas que perderam um animal de estimação, há muitas opções e recursos disponíveis para ajudar.

Além das sugestões oferecidas por Lisa, ela também recomenda dois livros, “How to ROAR: Pet Loss Grief Recovery” (como rugir: a recuperação do sofrimento da perda do animal de estimação) de Robin Jean Brown, e “The Loss of a Pet: A Guide to Coping with the Grieving Process When a Pet Dies” (a perda de um animal de estimação: um guia para lidar com o processo de luto quando um animal de estimação morre”) por Wallace Sife, fundador da Association for Pet Loss and Bereavement. Nenhum deles publicado no Brasil.

O blog Pet Loss Help publicou uma extensa lista de recursos de luto que inclui várias linhas diretas de suporte para perda de animais de estimação e informações sobre grupos de apoio em diferentes estados nos Estados Unidos, além de recursos online adicionais.

Você deveria adotar outro animal de estimação?

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Foto: Hamia

Nunca haverá outro animal de estimação como o que você perdeu, e o pensamento de adotar outro pode parecer desleal, mas não é. Animais de estimação enriquecem nossas vidas e nós, por outro lado, enriquecemos às deles.

Há muito a ganhar permitindo-se amar novamente e os tutores de animais de estimação têm muito amor para dar. Adotar um novo animal de estimação pode ser exatamente o que o médico pediu para ajudar a consertar um coração partido.

Fonte: HealthLine

Proibição dos fogos de artifício vai beneficiar animais

Nova lei que começou a valer em São Paulo proíbe fogos de artifício com barulho

A lei que veta fogos de artifício com estampidos, sancionada pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas, já ganhou a aprovação de muitas pessoas, principalmente dos tutores de pets. Às vésperas da Copa do Mundo, quando aumenta o uso de fogos, a medida é um alívio para protetores e tutores.

“Com a audição muito mais sensível que a dos humanos, os pacientes sofrem com o estampido dos fogos. No caso dos cães, coração acelerado, salivação excessiva e tremores são indicativos de que algo não está bem. Em pânico, os bichinhos podem ter reações inesperadas e se machucar. No caso de pacientes doentes, o quadro de saúde pode se agravar”, explica a veterinária Karina Mussolino, gerente de clínicas da Petz.

Alguns sintomas que evidenciam que o pet pode estar com medo quando tiver algum fator de ameaça são: agressão, eliminação de fezes/urina, derramamento de saliva, vômito, hiperatividade, hipervigilância, busca de atenção, fuga, postura abaixada/encolhida, vocalização, tremores.cao-medo-estrondos

Muitos tentam fugir nessas ocasiões e, por muitas vezes, podem ficar presos em portas, portões ou janelas; quebrar objetos ou até mesmo vidraças e se cortar ou ferir. Há risco de atropelamento, pois o animal pode escapar e ir para a rua. Se o artefato explodir muito próximo ao animal, pode lesionar o tímpano e, como consequência, comprometer a audição.

Como lidar com o barulho

Para as cidades onde ainda não há legislação, o ideal, nas épocas de Copa do Mundo e Réveillon, é realizar um trabalho de ‘força tarefa’ para habituar o pet aos diversos barulhos, de uma maneira que se adapte e não manifeste os sintomas acima citados decorrente do medo e fobia, orienta Karina.

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Algumas dicas

. Utilizar sons com barulhos de fogos e trovões, ou barulhos de TV ou som alto no momento em que tem alguém em casa para acompanhar, desviar o foco, interagir com o pet, assim ele não associa o medo com algo negativo e sim com uma atividade divertida;

. Utilizar protetores auriculares próprios para pets;

. Deixar disponível na residência feromônios sintéticos que auxiliam na adaptação;

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. Para alguns pets que preferem se esconder, restringir o espaço e ficar quietinho num local. Exemplo: caixa de transporte “porto seguro”;

. Deixar roupas, toalhas e ou cobertores com o cheiro dos tutores para que os pets se sintam protegidos;

. Não punir, mostrar indiferença ao comportamento de medo, mas sempre se manter perto;

. Usar recompensas positivas (petiscos, brinquedos).

Todas essas medidas, afirma a veterinária, devem ser feitas de maneira preventiva e em longo prazo, por isso falamos que seria uma ‘força tarefa’ para que ocorra a mudança do hábito e ausência do medo.

Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres, não prender na coleira (em alguns casos eles podem ficar rodando em círculos e até se enforcar) e manter em espaço livre para que não se machuquem (por exemplo: áreas pequenas, portões, lanças).

No caso dos gatos, é comum que sumam da vista dos donos. Se a casa ou o apartamento forem seguros, com redes nas janelas e portões fechados, deixe o bichano por lá, evite ficar chamando para não estressá-lo mais. Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos.

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Nova lei

A lei sancionada em São Paulo prevê multa de R$ 2.000,00 para quem descumprir a determinação. Em caso de reincidência em menos de 30 dias, o valor será dobrado. Os fogos com efeitos visuais e sem estampido continuam autorizados, bem como os que produzem sons de baixa intensidade.

Fonte: Petz

N.R.: Eu sempre fui a favor que isso mudasse. Não são apenas os animais de estimação que sofrem. Na época de Réveillon é comum vermos pássaros que morrem por causa do som e das luzes. Creio que várias cidades do país deveriam seguir essa mudança.

 

 

 

Páscoa: chocolate pode levar cães e gatos à morte

Páscoa é tempo de se reunir com a família e se deliciar com muito chocolate. Quem tem pet em casa, pode cair na tentação de querer agradar os peludos. No entanto, isso pode transformar essa época doce em uma experiência nada agradável.

Julia Oliveira de Camargo, médica veterinária do Hospital Veterinário Dog Saúde, afirma que o chocolate é extremamente tóxico aos animais por conta da metilxantina, uma substância alcaloide com alto poder estimulador do sistema nervoso central. Segundo a especialista, o chocolate possui um dos tipos mais comuns: a teobromina.

“A absorção da teobromina é muito rápida pelo estômago e intestino, quase 100% é absorvida e unicamente metabolizada pelo fígado”, explica. A veterinária conta que a substância pode permanecer por até seis dias dentro do organismo do animal.

Como é uma das atrações da Páscoa é comum que vários ovos de chocolate fiquem espalhados pela casa. Mas é preciso redobrar o cuidado para que não fiquem ao alcance dos cães e gatos. O veterinário da Petz Italo Cássio alerta: “Se for consumido em grande quantidade, o produto pode causar vômito, sangramentos, alterações cardíacas e levar à morte”.

Ele orienta que todos da família sejam informados sobre os riscos e que mantenham os ovos bem guardados. “Há casos de acidentes em que os pets pegam o doce que foi deixado em local de fácil acesso e chegam a clínica com um grau de intoxicação bem alto”, afirma o veterinário.

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“Muito cuidado com os chocolates! Fique atento ao lugar onde você coloca e nem pense na frase ‘vou apenas dar um pedacinho’”, enfatiza Julia.

Outras reações que o pet pode ter: o animal intoxicado poderá ficar ofegante, ter reações de excitação, tremor e incontinência urinária. Júlia afirma que em alguns casos, pode ocorrer inclusive taquicardia, junto de arritmias e salivação excessiva.

“Ao observar alterações como essas, leve o seu pet imediatamente ao hospital veterinário para medicações”, frisa a veterinária.

Quantidade tóxica

Quanto mais cacau presente no chocolate, maior vai ser a quantidade dessa substância e, consequentemente, maior o risco de intoxicação. Chocolates mais escuros e amargos, que contêm maior percentual de cacau, são os mais tóxicos para os animais.

No entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e não devem ser oferecidos aos pets. Pois há o risco do açúcar e das gorduras, por causa do diabetes e obesidade, como também por formação de tártaro, cáries e até perda do dente.

Outro problema é a lactose, substância presente no leite que nem sempre é bem tolerada por cães e gatos, podendo provocar manifestações alérgicas na pele, vômitos e diarreia. O acúmulo de açúcar pode levar a diabetes, catarata diabetogênica, pancreatite, problemas nervosos e problemas dentários.

Uma dose tóxica está em torno de 100 miligramas por quilo de peso do animal. Por exemplo, se o pet pesa dois quilos, 13 gramas de chocolate já podem causar uma grave intoxicação. Caso pese mais de 30 kg, 200 gramas já são suficientes para ter problemas.

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Sinais de alerta

O agravante, segundo Cássio, é que a teobromina fica presente no organismo, dificultando o início do tratamento. “Como não há uma medicação que tenha função de antídoto, muitos pets precisam de suporte e internação”.

Os sinais clínicos variam bastante, mas vômito e diarreia são os mais comuns. Além de beber bastante água e fazer muito xixi, como foi dito, podem ter arritmia cardíaca. Caso observe qualquer desses sinais, procure o médico veterinário imediatamente.

“Apesar dos casos letais serem raros, existe alta incidência de indisposições gastrointestinais, especialmente em animais pequenos e jovens, devido à quantidade de toxina em relação ao peso do pet. Além do risco de intoxicação e do mal-estar, o chocolate pode acarretar em outros males ao organismo do animal, como a obesidade e suas complicações”, lembra a médica veterinária da PremieRpet, Keila Regina de Godoy:.

Keila lembra de outro ponto além de ficar atento e não deixar ovos e bombons em locais acessíveis a cães e gatos, que podem se sentir atraídos pelo cheiro, pela embalagem e “roubar” sem que os donos percebam: “Também é fundamental não ceder aos olhares de súplica dos pets e orientar as crianças para que não ofereçam a guloseima”.

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Dicas 

=Caso o seu pet coma uma grande quantidade de chocolate, ainda mais com alto índice cacau (como é o caso do chocolate de 70%), ele corre o risco de sofrer uma intoxicação de alto grau. Leve-o urgentemente ao hospital veterinário para que as medicações sejam feitas o mais rápido possível.

=Mesmo que seja um chocolate com menor teor de teobromina, como é o caso do chocolate branco, lembre-se que chocolate não é um alimento para animais. Além dessa substância tóxica, ele possui alto teor de lipídeos, que podem causar outras doenças sérias ao seu animal; como problemas de pele, diabetes e sobrepeso.

=Em caso de ingestão acidental, o animal deve ser avaliado por um médico veterinário imediatamente.

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Fontes: Petz, PremierPet e Hospital Veterinário Dog Saúde

Luto: a perda de alguém que se ama e as dificuldades do processo

O luto é um processo psíquico de elaboração de uma perda a partir do rompimento de um vínculo significativo. A dor pela perda de alguém que se ama é algo subjetivo e pessoal. Depende de uma série de fatores que mudam de relação para relação. Cada dor é única e como não se sabe exatamente o que acontece depois que alguém morre, quem fica tem o grande desafio de renascer de uma dor profunda.

“A morte de um cônjuge, por exemplo, traz mudanças na vida do parceiro,que terá que aprender a conviver com a ausência física daquela pessoa. E as mudanças acontecem desde aspectos práticos do dia a dia, até os subjetivos que permeiam a relação”, explica a psicóloga Juliana Guimarães, especialista em luto e sócia da clínica EntreSeres.

Quando a perda é repentina, como no caso de acidentes, ou latrocínios, existe o fator do inesperado, que pode dificultar o processo de luto, pois quem fica não tem a chance de se despedir, de fechar ciclos, resgatar histórias passadas não digeridas, e outras oportunidades.

“Essas oportunidades podem ajudar no processo de enfrentamento da perda, mas não se pode afirmar que a morte repentina é pior ou melhor do que uma longa despedida, no caso de alguém doente”, explica Juliana. “Cada luto é único, porque cada relação é única, e quando falamos em vínculo estamos falando de algo muito pessoal, como por exemplo, o lugar que aquela pessoa ocupava em cada uma de suas relações”.

mulher corpo nua

As fases do luto

O conceito de fases do luto surgiu para ajudar na compreensão desse processo complexo que é o enfrentamento de uma perda. Diversos estudos científicos elencaram comportamentos e emoções que costumam ser comuns aos enlutados. “Nem todo mundo sente tudo, passa por ‘todas as fases’. O luto é um processo dinâmico e fluido”. Mas dentre os comportamentos e emoções que costumam aparecer estão:

Negação: entorpecimento, com atitudes de choque, descrença e mecanismos de defesa da negação que costumam acontecer em um primeiro momento após a perda;

Protesto: na medida em que surge a consciência da perda estariam manifestações de raiva, protesto e busca pela pessoa perdida. Essa fase também pode ser marcada por desorganização, desespero, melancolia, raiva e culpa.

Reestruturação: quando o enlutado adquire mais tolerância às mudanças e consegue se reorganizar.

O apoio social, de amigos e familiares, é um potente recurso nesse processo. “Oferecer ajuda na parte burocrática dos rituais, cuidados com alimentação e hidratação, disponibilidade para estar com aquela pessoa nos momentos em que ela precisar, manifestações de carinho, suporte no retorno à rotina, são movimentos que amigos de enlutados podem fazer para ajudar”, diz Juliana.

“O enlutado precisa estar cercado de amor e de presenças que deem a ele sensação de segurança, que é uma das coisas mais abaladas quando perdemos alguém ou algo muito importante para nós”, completa.

mulher pomba desenho

O luto é um processo que transforma as pessoas, que pede delas uma revisão da vida, ressignificando alguns aspectos. Passar pelo luto não é fácil, mas é possível sair dele transformado, com mais aprendizado e com mais recursos para se enfrentar dores.

Fonte: Juliana Guimarães é psicóloga, especializada em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto e terapeuta familiar e sócia da EntreSeres.