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Luciana Gimenez dispara: “Estamos no jogo”

A apresentadora do Super Pop! é a capa digital da revista Máxima de setembro. Luciana Gimenez que topou fazer o ensaio sem retoques fala sobre o amadurecimento das emoções e o Etarismo, e garante que preconceito relacionado à idade, por muito tempo, não era falado

Luciana Gimenez estampa a capa da edição de setembro da Máxima Digital. Sempre muito franca revela ser vítima de etarismo – inclusive nas relações amorosas. Ouvir a frase: você não tem mais idade para isso ou aquilo, pode ser classificada como etarismo, que consiste no preconceito, na intolerância, na discriminação contra pessoas com idade avançada.

A apresentadora, que completa 53 anos em novembro, é uma inspiração para centenas de mulheres espalhadas mundo à fora. Ela afirma que envelhecer é uma coisa que não tem como lutar contra, não é algo que se pode escolher. “Eu acho muito legal quando as pessoas falam que adoram quando ficam maduras. Eu não levanto essa bandeira, porque realmente ainda tenho uma dificuldade com isso. Acredito que o etarismo é mais um tipo de preconceito que, por muito tempo, não era falado por aqui – e nem considerado importante. Sempre admiti para todos que eu odeio ficar velha – e isso desde os meus 30 anos”, disse ela em entrevista exclusiva para a Máxima. “Então, já tem um certo (auto)preconceito, mas não sabemos o quanto isso foi motivado pela rejeição alheia”, comentou.

A revista Máxima que retomou sua publicação na versão digital, muda o foco de seu conteúdo e passa a tratar de temas como diversidade, movimentos sociais e inclusão. A publicação do Grupo Perfil conta com edições especiais mensais, com o projeto das capas colecionáveis que reunirá personalidades da mídia, como influenciadores, artistas e líderes político para estampar as versões digitais.

A capa digital e colecionável da Máxima deste mês estará disponível no canal

Fotos: Pedro Dimitrow (@pedrodimitrow)
Texto: Gabriele Salyna (@gabisalyna)
Design de Capa: Felipe Fiuza (@felipepontofiuza)
Make e cabelo: Leonardo Nascimento (@leonardo_makeup)
Stylist: Satomi Maeda @satomimaeda
Assistente Stylist: Priscila Gomes (@prigomees)
Assistente fotografia: Denisson Felix (@denisson_felix)
Backstage: Renato Dantas (@renatodantas)
Business ( estúdio Pedro Dimitrow): Viviane Arnaldi (@viviarnaldi)
Coordenação: (estúdio Pedro Dimitrow) Adriana Rocha (@adri_roch)
Captação de vídeo: Rafaella Brandi (@rafaellabrandi)

Higiene íntima: ginecologista dá cinco dicas

O médico Marcelo Ponte revela erros mais comuns cometidos pelas mulheres durante o cuidado íntimo e dá dicas de como melhorar

Usar sabonete íntimo ou não? Lavar a calcinha durante o banho ou colocar na máquina? Esses questionamentos, com certeza, já passaram pela cabeça de toda mulher. Por mais que pareçam simples, os cuidados com a região íntima feminina merecem atenção, pois além de preservar a higiene e bem-estar da mulher, ajuda na prevenção de doenças e alergias.

De acordo com o ginecologista, obstetra e especialista em estética íntima, Marcelo Ponte, muitos erros ainda são cometidos entre as mulheres na hora de cuidar da região íntima. “A higienização local e das peças são essenciais para a saúde íntima. Alguns erros comuns que, muitas vezes, são passados de geração para geração, podem provocar doenças e infecções, como a vaginose e a candidíase”, conta.

Por isso, o especialista explicou cinco pontos sobre a higiene íntima feminina, que despertam a curiosidade e dúvida entre as mulheres. Confira:

Sabonete íntimo – a resposta do especialista é clara: não usar! “Esta é a dúvida número um entre as mulheres. O uso deste tipo de produto pode alterar o pH vaginal, que tem a função de blindar a região de infecções”, revela. A higiene vaginal deve ser feita com sabonete neutro. O especialista também alerta sobre as duchas vaginais. “Também não são recomendadas. A higiene íntima é feita por fora, o canal vaginal não precisa deste tipo de limpeza”, afirma.

Lavagem das calcinhas – de acordo com o especialista, a higienização das peças íntimas é de extrema importância e deve ser feita de uma forma especifica. “Devido ao contato direto com a região, uma má higienização pode trazer diversos problemas, como a tão incômoda candidíase. A forma correta de lavar essas peças íntimas é com sabão neutro ou de coco. Se preferir usar a máquina, lave-as separadas das outras roupas para evitar uma contaminação”, conta. Para a secagem das peças, o ideal, de acordo com o ginecologista, é deixá-las expostas ao sol e passar o forro antes do uso. “Outra dica importante, é não deixar as calcinhas secarem no banheiro. Por ser um ambiente úmido e pouco arejado, acaba facilitando a proliferação de fungos e bactérias”, completa.

Protetor diário – segundo o especialista, o uso de protetores e absorventes todos os dias, não é indicado, pois provocam o abafamento da região. “O uso destes protetores todos os dias ou durante períodos longos, podem abafar no local, não permitindo que a vagina respire da maneira adequada, aumentando a proliferação de fungos e bactérias, podendo causar infecções”, explica. O ginecologista também alerta para possíveis reações alérgicas, devido ao material plástico destes produtos. “Algumas mulheres, têm alergia ao plástico e outros materiais dos quais esses protetores são feitos. Então, o uso diário pode gerar uma irritabilidade na região, provocando coceiras e desconfortos”, conclui.

Dormir sem calcinha – o ginecologista explica que a prática tem alguns benefícios para a saúde íntima, pois permitem a respiração da região, evitando alergias e corrimentos. “Algumas mulheres aproveitam este momento do sono, para deixar que a região respire. Mas para quem não se sente tão à vontade, é indicado dormir com calcinhas de tecidos mais leves, como o algodão, que permite maior circulação de ar”, conta.

Biquíni/roupas de banho molhados – estes são os vilões da saúde íntima! Podemos perceber que, as infecções e desconfortos, como a candidíase, aparecem mais ou se intensificam durante o verão. Segundo o ginecologista, isto acontece porque, para se manter saudável, a região íntima feminina precisar ficar seca e arejada o mais tempo possível. “Um dos principais erros que as mulheres cometem, é sair do mar ou da piscina e continuar com o biquíni molhado. Este contato com a roupa íntima úmida também favorece as bactérias que levam a infecções, especialmente a candidíase”, conta.

Para evitar os corrimentos e coceiras decorrentes da infecção, o especialista deixa algumas dicas. “Após sair da piscina ou chegar da praia, o ideal é higienizar a região íntima com sabonete neutro e colocar uma calcinha seca, de preferência de algodão. São cuidados simples que, muitas vezes, passam despercebidos durante o dia a dia, mas fazem toda a diferença para evitar doenças e manter o bem-estar íntimo”, finaliza.

Fonte: Marcelo Ponte é ginecologista, obstetra e especialista em estética íntima

O “trabalho invisível” e a carga emocional por trás da rotina de uma mulher*

É de conhecimento geral que o estresse e cansaço causados no trabalho são sentimentos comuns na rotina de um profissional. Entretanto, na realidade feminina, essas responsabilidades ultrapassam as barreiras ligadas à carreira. Essa junção pode gerar um desgaste maior em comparação aos homens por conta do que é conhecido como “trabalho invisível”, que diz respeito às tarefas e responsabilidades que muitas vezes recaem sobre as mulheres, como trabalhos domésticos e cuidados direcionados aos filhos e parentes.

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Pesquisa realizada recentemente nos Estados Unidos, conduzida pelo LinkedIn, entrevistou quase 5 mil americanos, questionando-os quanto à síndrome de burnout, que é um transtorno de ansiedade, no qual a causa do estresse é a relação com o trabalho. Entre os participantes, 74% das mulheres afirmaram que estavam razoavelmente ou muito estressadas por motivo ligadas ao trabalho, número maior quando comparado aos 61% dos homens que fizeram a mesma afirmação.

Por conta de questões culturais, muitas mulheres, além de lidar com todas as responsabilidades do ambiente de trabalho, também lidam com as tarefas domésticas, tais como cozinhar, arrumar a casa, cuidar dos filhos, entre outros. Realizar a gestão do tempo com tantas responsabilidades torna-se um desafio que deve ser enfrentado diariamente.

Há pouco tempo, nesta coluna, comentei sobre as dificuldades que muitas mulheres enfrentam ao balancear a maternidade com a carreira, e não por acaso, a quantidade de estresse que uma mãe trabalhadora tem que enfrentar é ainda mais preocupante. Em uma outra análise realizada pela empresa de consultoria Great Place to Work e da startup de saúde Maven, foi observado que mães com emprego remunerado possuem 23% mais de chance de sofrer com burnout do que pais empregados.

Por conta da pandemia do coronavírus, vimos muitas empresas adotarem o sistema de trabalho remoto, e hoje muitas seguem de forma híbrida. Isso fez com que o estresse de muitas mulheres aumentasse. Desde o início desse período, surgiu a estimativa de que cerca de 2,35 milhões de mulheres mães, que trabalham em outros países, também sofreram de esgotamento profissional justamente por conta das “demandas desiguais da casa e do trabalho”.

Há maneiras de aliviar a carga e a principal delas é delegar funções no âmbito pessoal da mesma forma que vemos no âmbito profissional, tal qual vemos acontecer dentro das empresas, onde cada colaborador exerce uma função. É importante entender quando pedir auxílio e se há a possibilidade de contar com uma rede de apoio em sua vida pessoal, equilibrando as tarefas domésticas também com os homens.

Levando em consideração a dificuldade de gerenciar o tempo, é essencial manter os cuidados da saúde mental em dia em meio às cobranças. Por exemplo, tirar um momento na semana para cuidar de si mesma, seja realizando atividades físicas, vendo filmes, ou qualquer atividade que gere um momento de qualidade para si.

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Buscar equilíbrio com quem ou o que te faz bem é essencial para garantir a saúde mental. É imprescindível entender as suas necessidades independentemente dos paradigmas impostos pela sociedade quanto ao papel da mulher.

*Daniella Doyle é graduada em Jornalismo e também em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas. É head de Marketing da eNotas, legaltech que oferece soluções inovadoras para automatização da emissão de notas fiscais eletrônicas de serviços (NFS-e), comércio (NF-e) e varejo (NFC-e/CF-e)

5 nutrientes essenciais para a saúde feminina

Tentar equilibrar as demandas da família e do trabalho, pode tornar difícil para qualquer mulher manter um estilo de vida saudável. Mas a comida certa pode não só melhorar a beleza da pele, cabelo, aumentar a energia e ajudar a manter um peso saudável, mas também apoiá-la nas diferentes fases da vida.

Quando crianças, as necessidades alimentares de meninos e meninas são muito semelhantes. Mas na puberdade, as mulheres começam a desenvolver necessidades nutricionais específicas e à medida que envelhecem o aporte nutricional também muda.

A nutricionista Adriana Stavro explica que as mulheres tendem a precisar de menos calorias ao longo da vida, mas a necessidade de vitaminas e minerais vão aumentando. As alterações hormonais associadas à menstruação, à gravidez e à menopausa significam que as mulheres têm maior necessidade de alguns nutrientes, ela cita quais são:

Cálcio – entre outras coisas, o cálcio é necessário para formação e fortalecimento dos ossos e dentes, regular o ritmo cardíaco e garantir que seu sistema nervoso funcione adequadamente. A deficiência de cálcio pode levar a problemas de humor, como irritabilidade, ansiedade, depressão e dificuldades para dormir. “A ingestão insuficiente faz com que o corpo retire cálcio de seus ossos para garantir o funcionamento normal das células, o que pode levar osteoporose. Boas fontes alimentares incluem laticínios, vegetais verdes folhosos, certos peixes, grãos, tofu, repolho e abobrinha.” esclarece Adriana Stavro.

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Magnésio – aumenta a absorção de cálcio do sangue para os ossos. Na verdade, o corpo não pode utilizar cálcio sem magnésio. Boas fontes incluem vegetais verdes folhosos, abobrinha, brócolis, alabote, pepino, feijão verde, aipo e uma variedade de sementes.
Vitamina D: A vitamina D também é fundamental para o metabolismo adequado do cálcio. “Você pode obter vitamina D a partir da luz solar, e de alguns alimentos como salmão, camarão, leite fortificado com vitamina D, bacalhau e ovos.” ressalta Adriana.

Ferro – ajuda a formar hemoglobina que transporta oxigênio no sangue. Ele é importante para manter a pele, o cabelo e as unhas saudáveis. Devido à quantidade de sangue perdido durante a menstruação, as mulheres em idade fértil precisam de um aporte maior do mineral, assim como durante a gestação e amamentação. A deficiência de ferro leva a anemia ferropriva, muito comum em mulheres. Adriana relata,que a anemia causa fraqueza, exaustão, baixo rendimento físico e mental, problemas emocionais como depressão, irritabilidade e dificuldade de concentração. Boas fontes incluem proteínas de origem animal, verdes folhosos e feijões.

Folato ou vitamina B9 – é outro nutriente que muitas mulheres não recebem o suficiente. “O folato pode reduzir muito a chance de defeitos neurológicos congênitos quando ingerido antes da concepção e durante as primeiras semanas de gravidez. A B9 também pode diminuir o risco de uma mulher ter doenças cardíacas e certos tipos de câncer. O folato pode ser encontrado naturalmente nos alimentos, como vegetais folhosos verde-escuros, feijões, grão-de-bico e frutas cítricas”, finaliza Adriana.

Adriana Stavro é nutricionista Mestre pelo Centro Universitário São Camilo. Curso de formação em Medicina do Estilo de Vida pela Universidade de Harvard Medical School. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pelo Instituto Valéria Pascoal (VP) Pós-graduada EM Fitoterapia pela Courses4U.

5 dicas para prevenir a osteoporose na menopausa

Se você tem tido fraturas com muita facilidade, fique atento: pode ser um indício de osteoporose. Segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), a doença acomete cerca de 200 milhões de mulheres no mundo todo, aproximadamente um décimo daquelas com 60 anos, um quinto das com 70 anos, dois quintos das com 80 anos e dois terços das com 90 anos.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), são cerca de 10 milhões de casos, sendo que 75% deles só são descobertos depois da primeira fratura. Uma perda de 10% na coluna pode dobrar o risco de fratura nas vértebras, enquanto uma redução de 10% na massa óssea do quadril aumenta em 2,5 vezes as chances de quebra da bacia. O Ministério da Saúde estima que 50% da população feminina, a partir dos 50 anos, sofrerá alguma fratura osteoporótica no decorrer do tempo.

“A doença causa a diminuição da massa óssea, resultando em ossos frágeis e porosos. O grande perigo é que a osteoporose não causa dor, ou seja, muitas pessoas só a descobrem quando há alguma fratura. Quem está mais propício ao problema é a mulher, sendo mais comum a partir da menopausa, após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação)”, afirma Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, Membro da Febrasgo e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre.

Segundo Claudia Chang, pós doutora em endocrinologia e metabologia pela USP e Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a osteoporose costuma surgir entre os 45 e 55 anos. “Neste período, a chance é maior por conta do desequilíbrio hormonal, principalmente pela queda do estrogênio, hormônio que, dentre outras funções, serve como uma proteção natural aos ossos. Com essa diminuição, o desgaste ósseo acelera. Daí a importância de maiores cuidados com a saúde durante e após a menopausa”.

O que fazer para prevenir a osteoporose

Por não haver cura, é essencial prevenir o quadro de osteoporose, conhecendo tanto os fatores de risco como os hábitos que ajudam a reduzir as chances de desenvolver a doença. São eles:

Abandone o cigarro


O cigarro prejudica a massa óssea de forma direta e indireta. As substâncias tóxicas presentes no produto enfraquecem as células responsáveis pela formação dos ossos e modificam o metabolismo do estrogênio, o hormônio feminino que tem como função proteger o tecido ósseo.

Mexa o corpo!


A atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular. Exercícios como corridas e caminhadas são essenciais para prevenir a fraqueza óssea, além de fortalecer o sistema imunológico. Musculação, em especial, deixa os ossos mais resistentes e protegidos pelo ganho de massa muscular e contribui para o aumento do equilíbrio, fator importante para evitar quedas, que são situações comuns em pessoas idosas e que geralmente provocam fraturas. “A massa óssea se desenvolve até os 20 anos e atinge o auge de sua densidade aos 30. Sendo assim, quanto melhor for a qualidade do osso até este período, mais lenta será sua perda”, frisa a endocrinologista.

Aposte na vitamina D


O sol é a principal fonte de vitamina D – 80% da formação dessa vitamina provém dos raios solares, que ativam a síntese da substância em nosso organismo, auxiliando na absorção e fixação nos ossos. O ideal é se expor ao sol 15 minutos por dia, evitando entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa. Se não for possível, uma alternativa é o uso de suplementação de vitamina D em cápsulas ou gotas, que deve ser feita com acompanhamento médico.

Adote uma alimentação saudável


É preciso consumir alimentos que forneçam as quantidades ideais de cálcio para o organismo, além de vitamina D e de outros elementos, como magnésio e fósforo. Confira os alimentos indicados na prevenção contra a osteoporose:

  • Leite e derivados: ótimas fontes de cálcio, proteína e fósforo.
  • Peixes gordurosos: como o salmão, contêm cálcio, vitamina D, proteínas e magnésio.
  • Fígado e óleo de fígado: excelentes fontes de vitamina D.
  • Verduras verdes: brócolis, couve, repolho, agrião, por exemplo, são ricos em cálcio e magnésio.
  • Leguminosas: por exemplo, feijão, grão-de-bico e lentilha, contêm proteínas, ferro e magnésio.
  • Cogumelos: shiitake, shimeji e champignon são boas fontes de vitamina D.

“Com o envelhecimento, o osso perde cálcio, tendendo a ficar mais fraco. Daí a importância de reforçar o consumo desse mineral, principalmente na menopausa. No entanto, assim como a deficiência do cálcio é prejudicial, o excesso também é, podendo ocasionar perda da função renal, entre outros problemas. Por isso, o uso de suplementos à base de cálcio deve ter indicação e acompanhamento do médico. O consumo proveniente dos alimentos é sempre preferível, sendo a suplementação indicada apenas em casos específicos”, pontua Claudia.

Densitometria óssea


Pouco invasivo, o exame mede a densidade do osso e pode diagnosticar a osteoporose ainda em estágios primários, o que possibilita o tratamento imediato e evita o diagnóstico tardio. Já antes dos 40 anos, recomenda-se o exame apenas se houver outro fator de risco envolvido, como histórico familiar ou dificuldade de o organismo absorver o cálcio.

“Feita de forma adequada, a prevenção pode reduzir em até 70, 40 e 30% os riscos de fraturas de coluna, fêmur e costelas, pulsos e pés, respectivamente. Para quem faz uso de medicamentos que possam causar a osteoporose, registre tudo durante os acompanhamentos médicos. Lembre-se: os ossos são fundamentais para a sustentação do nosso corpo, além de servirem de proteção a muitos órgãos”, finaliza Moraes.

Mulher 50+: como liderar um time mais jovem, antenado, onde tudo é mais high tech?

O mês das mulheres é carregado de reflexões. Se no passado a data tinha um viés comercial, hoje ela representa, entre outras coisas, a conquista de novos espaços no mercado de trabalho e cargos de liderança. Quando direcionamos a conversa para o público feminino acima dos 50 anos, os questionamentos são ainda mais sensíveis, uma vez que a carreira profissional escolhida por cada uma de nós parece ter prazo de validade. E esse é apenas um dos nossos mais profundos dilemas.

Sou Diretora de Recursos Humanos e Customer Experience de umas das maiores startups de saúde do país, com mais de 60% do time formado por mulheres. No meu guarda-chuva, lidero uma equipe jovem, composta por cerca de 800 colaboradores que, na maior parte, ou está no primeiro emprego ou vivencia a primeira experiência em gestão. Eu poderia me sentir mais confortável coordenando uma equipe com mais tempo de estrada. Por outro lado, acho extremamente prazeroso poder acompanhar e contribuir com o desenvolvimento de profissionais e líderes tão jovens que vem trazendo resultados tão positivos.

Quando me perguntam como eu faço para estar inserida em um ambiente de tecnologia e inovação, digo que a sede pelo conhecimento e a humildade precisam falar mais alto sempre. Em reuniões ou conversas informais, constantemente registro termos e informações menos familiares para depois pesquisar. Sabe esse “incômodo” que aparece quando nos sentimos “por fora” dos assuntos? Ele é fundamental para nos provocar a ampliar nosso repertório.

Nos dias atuais, ser gestor acima dos cinquenta traz desafios ainda maiores do que somente desenvolver e capacitar pessoas com autonomia. É mostrar fragilidades — e isso não tem nada a ver com a ideia de “sexo frágil”. Mostrar fragilidade é deixar claro que não sabemos tudo, que temos dificuldades, que somos feitas de carne e osso, suscetíveis a falhas. É apresentar o nosso currículo para além do que está descrito no LinkedIn. Parece contraditório, mas quem eu sou por trás do crachá me conecta melhor ao grupo de colaboradores da empresa. Sou casada, adoro cozinhar, tenho dois filhos, fui atleta, gosto de corrida de rua, faço musculação e dança. Essa sou eu.

Vejo mulheres com 40, 50, 60 anos dizerem que ficaram para trás, alegando que o tempo passou e que agora é tarde demais para se destacarem e conseguirem uma posição de prestígio. A meu ver, sair deste lugar é o primeiro passo para uma revolução. É sim um grande desafio dividir o dia a dia de uma companhia com pessoas de outra geração, mas — aqui entre nós — se a gente quiser, as diferenças podem ser complementares e isso só tem a agregar no ambiente de trabalho. Ter disposição para ensinar e humildade para aprender é uma troca inexplicável.

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As mulheres são fantásticas na liderança. Sabem fazer gestão, são organizadas, observadoras e se posicionam com maestria. Por isso, para as nem tão jovens, diria para continuarem correndo atrás dos seus objetivos profissionais sem medo dos desafios que possam surgir. Já para as mulheres iniciando a carreira, aconselho que sejam persistentes na busca do conhecimento. Ser líder não é fácil. E a mulher em uma posição de liderança mostra o poder de transformação do mercado de trabalho. Mulheres, brilhem!

*Sônia Norões é Diretora de RH e Customer Experience da Beep Saúde, healthtech líder em serviço domiciliar no Brasil.

Mês da Mulher: 69% das mulheres são a principal provedora de renda do lar

Levantamento da Provu mostra o comportamento financeiro das mulheres e quais são suas prioridades

No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher. A data foi oficializada nos anos 1970 pela ONU como símbolo da luta histórica das mulheres pela igualdade de direitos em relação aos homens. Muitos avanços aconteceram de lá pra cá e a mulher vem assumindo cada vez mais o protagonismo de suas vidas.

Ilustração: Pete Linforth/Pixabay

Exemplo disso, são os dados de uma uma pesquisa quantitativa online realizada com mais de 950 clientes de empréstimo da Provu, fintech especializada em meios de pagamento e crédito pessoal, que mostram que 69,3% das respondentes são a principal fonte de renda do lar.

Quanto às 30,7% que responderam não ser fonte de renda principal, 69% têm o marido como principal provedor; 8,8% indicam o pai e 8,5% apontam a mãe como fonte financeira primordial.

A Provu também perguntou às entrevistadas sobre prioridades financeiras: 69,4% responderam que é manter as contas pagas e em dia; para 11,6% é evitar entrar em dívidas; e para 6,8% é aumentar a renda mensal. A organização financeira também é um ponto importante para manter as prioridades mensais e 74,3% delas anotam os gastos e entradas de dinheiro, seja em planilhas ou caderninho; e 15,3% utilizam aplicativos para gerir as finanças.

Para entender um pouco mais sobre o comportamento da mulher depois de honrar suas contas e despesas mensais, a Provu ainda perguntou sobre reservas financeiras e investimentos. Atualmente, 59,6% das respondentes não têm reserva emergencial; 68% dizem que já tiveram, mas precisaram utilizar e 30% não tem sobra na renda mensal para guardar dinheiro. Apenas 34,1% das mulheres fazem algum tipo de investimento mensal – 48,3% utilizam poupança; 14% fazem CDB; e 12,8% disseram que investem em Fundos de Renda Fixa.

“Ainda precisamos de muitos avanços no que diz respeito à equidade de gênero, mas, assim como a pesquisa mostra, é inegável que cada vez mais as mulheres estão independentes e, quando se trata de conquistas financeiras, ter essa autonomia é fundamental para realizar sonhos e sair de situações de dependência”, comenta Bianca Sidoti, CCO da Provu.

Fonte: Provu

5 habilidades emocionais das mulheres que homens necessitam desenvolver

O sexo feminino já aprende desde cedo a lidar com situações e emoções que muitas vezes o homem é poupado

Uma das ferramentas mais importantes para o ser humano viver bem é a habilidade de controlar suas emoções e seus impulsos. Na maioria dos casos, essas habilidades são desenvolvidas ao longo do tempo e das experiências, porém, algumas pessoas aparentam já terem nascido com essa aptidão ou a maioria delas.

As mulheres, por exemplo, na maioria das vezes possuem naturalmente uma percepção positiva de sua consciência em relação ao seu estado de humor, entre outras emoções. Conseguem identificar com facilidade os gatilhos e impactos das próprias ações ou aqueles ao seu redor. Sabe aquela intuição feminina? Então, nada mais é que sua habilidade em lidar com as situações de forma mais controlada e equilibrada, sugerindo os riscos previamente, como também os sucessos iminentes das tomadas de decisões.

Jonathan Duque, especialista em comportamento humano e inteligência emocional, lista as principais características que as mulheres possuem que as tornam mais emocionalmente inteligentes que os homens.

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1 – Autoconhecimento – Habilidade de lidar com multitarefas: Duque costuma dizer que quando uma mulher decide uma coisa, nada pode pará-la. Essa obstinação feminina é resultado de um conhecimento profundo que a mulher adquire de si. Elas sabem onde estão e onde querem chegar e sabem exatamente cada passo para trilhar o caminho. Quando a mulher decide focar em algo, mesmo carregando o mundo nas costas, ela tende a alcançar seu objetivo. Não se distrai com facilidade! É um instinto protetor que todas carregam em si.

2- Gestão – Habilidade no controle das funções: embora muitas mulheres tomem muitas tarefas para si e consigam administrá-las, possuem uma habilidade natural de saber delegar, orientar e cobrar os resultados de forma gentil e clara. Muitos dizem que é a intuição feminina, mas aqui é preferível chamar de inteligência emocional, que faz com elas tenham muito mais clareza das habilidades de cada um para distribuir funções e cobrar os resultados que cabem a cada pessoa. Possuem uma visão ampla do todo e conseguem administrar as tarefas com agilidade.

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3- Autocontrole – Resolução de problemas: outra característica forte em uma mulher é o domínio de seus impulsos e emoções. “Mesmo que o desejo seja muito grande por algo, elas conseguem se controlar e fazer escolhas inteligentes” – comenta o especialista. É natural que sintam vontade de agir em algumas situações, mas conseguem, muitas vezes mais que os homens, controlar com mais facilidade essas sensações, ou seja, desenvolvem a capacidade de raciocinar durante situações adversas e encontrar soluções de forma mais rápida.

4- Adaptabilidade – Capacidade de lidar com mudanças: essa é uma habilidade que já nasce com a mulher e ao longo do tempo vai se aperfeiçoando ainda mais. Desde pequena a mulher lida com mudanças bruscas em sua vida. Por essa razão, sabe lidar com as transformações de forma mais leve que o homem. Fatores como puberdade, gestação, trabalho, multifunções, tudo isso desenvolve na mulher a aptidão de acostumar-se as condições diferentes das quais vive.

5- Motivação e comunicação: a motivação é a junção de fenômenos emocionais, biológicos e sociais que impulsionam alguém ao seu objetivo e isso a mulher sabe bem criar em si. Seja pelo seu instinto ou por fatores fisiológico, já que tendem a produzir mais dopamina (neurotransmissor que atua sobre as emoções e a atenção) que homens, toda mulher carrega em si uma força interior muito forte, sustentada não apenas pelas suas vontades ou sonhos, mas também pelos seus dependentes. Isso faz com que elas se mantenham mais motivadas que homens e deem o melhor de si em qualquer projeto que assumam para si. Seja cuidar do filho, da casa ou gerir uma empresa. Tudo é potencializado.

Fonte: Jonathan Duque é empresário do ramo de automação, beleza e serviços gerais, tornou-se especialista em inteligência emocional e comportamento humano e ministra cursos e treinamentos para pessoas que precisam alavancar sua vida em diferentes áreas.

Má alimentação durante as festas pode prejudicar saúde íntima feminina

Aumento no consumo de doces, carboidratos e bebidas alcoólicas durante as festividades de fim de ano podem favorecer o surgimento de candidíase e infecções urinárias

Cada vez mais próximas, as festas de natal e ano novo são um dos momentos mais aguardados por grande parte das pessoas, afinal, são sinônimo de muita comilança. Pavê, panetone, rabanada e torta são apenas algumas das guloseimas que não podem faltar durante essas festividades. O problema é que o consumo excessivo desses doces, bem como de carboidratos como pães e massas, visto que esses são convertidos em açúcar pelo organismo, pode causar uma série de problemas ao organismo, inclusive para a saúde íntima.

Rabanadas são uma das delícias desta época, mas açúcar em excesso faz mal

“Os hábitos alimentares influenciam diretamente na saúde íntima feminina. O consumo excessivo de doces e carboidratos, por exemplo, podem favorecer o aparecimento e piora de corrimento e candidíase”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

Segundo a especialista, os carboidratos em excesso, como farinha branca, açúcar, doces e massas, tornam-se glicose no organismo, fazendo com que o pH vaginal fique mais ácido. “Com isso, há uma desregulação das bactérias locais, com aumento da produção de fungos e bactérias patógenas, causando candidíase e corrimento. Mas não é um problema só do açúcar: alimentos ultraprocessados (ricos em açúcares, aditivos químicos e ingredientes sintéticos), e ricos em leveduras como cerveja, vinho e vinagre também pioram a condição”, afirma a médica.

Devido à essa relação, a candidíase, inclusive, pode ser um sinal de diabetes. “Caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, a diabetes favorece o desenvolvimento de infecções. Por isso, é fundamental manter uma alimentação balanceada.”

Outro problema que pode piorar com a má alimentação é a infecção urinária, que acontece quando as bactérias entram no trato urinário e se multiplicam, causando dor, ardência, desconforto na bexiga, urina turva e até febre. “Isso porque alimentos ricos em açúcar, farinha branca, ultraprocessados, além de bebidas alcoólicas e café, contribuem para o enfraquecimento do sistema imunológico, tornando o organismo mais suscetível a ação de agentes patógenos, inclusive das bactérias causadoras da infecção urinária”, alerta a ginecologista.

Foto: Foundry/Pixabay

“Dessa forma, é fundamental aumentar o consumo de água e investir no consumo de alimentos diuréticos, como melancia, graviola, pepino e cenoura, o que ajuda na diluição da urina para que as bactérias nocivas sejam expelidas”, aconselha.

O aumento no consumo de bebida alcoólica durante as festas também deve ser uma preocupação para a saúde íntima feminina. “O organismo precisa de uma grande quantidade de água para metabolizar o álcool. Se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, causando desidratação, diminuindo a lubrificação íntima e colaborando para o ressecamento”, afirma a médica.

Por isso, o melhor a se fazer durante as festas é apostar na moderação, mantendo uma alimentação balanceada e restringindo o consumo de alimentos com farinha branca, doces, ultraprocessados e com gorduras trans. “Procure consumir frutas, legumes, verduras, alimentos integrais, grãos e oleaginosas. Controle também o consumo de bebidas alcoólicas, ingerindo, no máximo, duas doses diárias. E claro, não se esqueça de beber bastante água”, aconselha a ginecologista.

Além disso, para prevenir o surgimento de condições que podem afetar a saúde íntima após as festas, é fundamental não relaxar na higienização da região. “Para isso, evite limpar o canal vaginal, restringindo a higiene apenas à vulva, e utilize somente os dedos e sabonetes infantis de glicerina com pH neutro. Ferramentas como duchas vaginais, lenços umedecidos e sabonetes bactericidas não devem ser utilizadas, pois podem causar um desequilíbrio no pH da vagina, o que a torna mais suscetível a infecções”, recomenda a médica.

“Evite também utilizar calcinhas sintéticas e roupas muito apertadas, já que aumentam a umidade e abafam ainda mais a temperatura da região genital, contribuindo para a proliferação de bactérias e fungos”, completa.

Os cuidados ainda devem ser redobrados por quem sofre com candidíase de repetição, que é mais provável de surgir devido aos maus hábitos realizados durante as festas. No entanto, quem já apresenta sintomas de candidíase ou de outras condições que podem prejudicar a saúde da região íntima deve procurar um ginecologista. “Apenas o médico especializado poderá realizar uma avaliação e diagnosticar corretamente a condição, indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Eloisa.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra formada pela Universidade de Ribeirão Preto, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

Até quando a mulher ainda precisa sofrer de abuso psicológico para obter o que lhe é direito?*

Várias foram as vezes que tive a tarefa de conquistar uma aposentadoria para clientes que relataram serem vítimas de abusos de natureza física e psicológica. Diziam-me que, com o benefício, poderiam finalmente viver sozinhas e não se submeterem mais a humilhações e agressões.

Para outras, infelizmente, não havia sequer alternativa a fim de que uma separação fosse mais sustentável, pois o marido, além de proibi-las de trabalhar, nunca sequer contribuiu à Previdência Social, não garantindo a estas nem mesmo uma aposentadoria.

Isso me faz lembrar da série “Maid”, cuja protagonista, Alex, enfrenta a dificuldade de se libertar de uma vida que foi sendo tolhida em razão da interferência de seu companheiro que minou seus sonhos, sua essência, sua autoestima e confiança.

O abuso psicológico é entranhado, mas não pouco corriqueiro na vida das mulheres. É um abuso emocional, existente nos círculos mais íntimos. As feridas de Alex não ficam visíveis por meio de hematomas, mas são profundas na alma e se tornam triviais, a ponto de nos acostumarmos com os estragos pouco conscientes em nossas mentes.

E daí surge o questionamento: “por que elas se submeteram a essa realidade e não procuraram autonomia, não saíram de perto do agressor”? Bem, porque há uma cultura patriarcal tão enraizada na sociedade e no interior dessas mulheres, por meio da educação passada ao longo dos anos, que elas, de fato, acreditam que não sejam capazes ou que não consigam mudar uma realidade na qual entendem já estarem predestinadas.

O contexto de obstáculos no Brasil

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Segundo dados do último Anuário Estatístico da Previdência Social – AEPS, as mulheres são a maioria dentre os que se aposentam por idade, representando 64%, com benefícios em torno de um salário mínimo. Todavia, na modalidade por tempo de contribuição, em que os rendimentos são maiores, estas representam apenas 30% dos beneficiários. Nesse cenário, menos mulheres conseguem se aposentar, têm menos emprego e mais informalidade.

Em tal contexto, soma-se à dificuldade, além dos cuidados quase sozinhas com os filhos e o lar, a dependência das mulheres para com seus companheiros que, por muitas vezes, minam as possibilidades de estas ascenderem no mercado de trabalho, e, na hora de requerer uma aposentadoria, a dificuldade é grande.

Sem emprego ou vínculo empregatício formal, muitas mulheres se dedicaram aos afazeres domésticos. Em contrapartida, seus companheiros nunca contribuíram para a Previdência Social para que estas, no futuro, pudessem gozar de uma aposentadoria, sem usufruir, muitas vezes, de um mínimo de dignidade.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também pode ser dificultado, visto que se deve comprovar miserabilidade econômica da família. Se a renda do companheiro já ultrapassa um salário mínimo, salvo em famílias mais numerosas, se torna impossível conquistar esse benefício para a mulher que nunca tenha recolhido previdência, ou por pouquíssimo tempo.

Como se não bastasse, de acordo com as rigorosas mudanças da mais recente reforma da previdência, também no benefício de pensão por morte, se o companheiro vier a falecer, a renda do benefício não será mais a de 100%, mas a de 60% da aposentadoria por invalidez que o falecido teria direito, caso não haja mais dependentes.

Ou seja, há uma desvantagem quase desumana para a mulher ter acesso a benefícios previdenciários e assistenciais e garantir uma vida digna. Um cenário de dependência econômica, diversas vezes acompanhada pela submissão psicológica e emocional. Por todo exposto, faz-se urgente que haja políticas públicas para que a desvantagem social e previdenciária feminina seja amenizada.

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*Carla Benedetti é sócia da Benedetti Advocacia, mestre em Direito Previdenciário pela PUC-SP, associada ao IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), coordenadora da pós-graduação em Direito Previdenciário do Estratégia Concursos