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Cabelo natural é o predileto entre as mulheres negras

O cabelo natural é o predileto entre as mulheres negras brasileiras, revela o Tudo pra Cabelo, hub de conteúdo da Unilever. Pesquisa feita pelo site, juntamente com a empresa de pesquisas Opinion Box, mostra as atitudes perante os estilos mais populares e opinião sobre disponibilidade de produtos para cabelos crespos. O estilo natural saiu à frente entre as mulheres. Ele é usado por 63% delas no momento. Já o segundo colocado, o curto, foi dito por 6%.  Por sua vez, entre os homens, o estilo curto é o mais popular, adotado por 69% deles.  Outros estilos também vieram bem atrás, como o moicano, o preferido de 11% dos homens brasileiros.

“O cabelo natural atualmente é uma grande tendência. É um estilo que mostra a identidade particular e a beleza individual de cada mulher que o adota. Já entre os homens, creio que por motivos culturais e de aceitação, o cabelo curto prevalece”, opina Emanoel Reis, cabeleireiro do Glória Casa de Beleza, salão especializado em cabelos naturais. Ele também aponta que atualmente o cabelo natural feminino com franja é um dos mais pedidos. 

Pixabay

Em relação a periodicidade de mudança de estilo, a pesquisa detectou que 33% das pessoas usam o mesmo estilo de cabelo há mais de um ano.  Analisando por gênero, os homens se mostram mais apegados já que 36% deles disse que usa o mesmo estilo há mais de um ano enquanto 31% das mulheres dizem fazer o mesmo. No entanto, 19% dos homens afirmam mudar o estilo uma vez por mês. E somente 6% das mulheres afirma realizar o mesmo em um mês. 

“Os homens cortam o cabelo com mais frequência. Isso explica a maior ida a salões em curto período de tempo. Na verdade, eles geralmente não vão ao salão mudar o estilo, mas para renovar o corte existente. Já as mulheres vão com menos frequência, mas são mais abertas as alterações, seja de estilo, comprimentos e texturas”, explica Reis. 

Foto: Tubarones-Photography/Pixels

Mercado

O estudo aponta uma ótima notícia quando o assunto é o mercado. Nove em cada dez pessoas acham que a variedade de produtos para cabelos cacheados/crespos existente hoje no mercado é maior do que há 5 anos, mostrando a percepção de evolução desse mercado.

E oito em cada dez participantes da pesquisa acham que existem produtos suficientes no mercado para cabelos cacheado/crespo. Entretanto, 24% dos respondentes acreditam que o mercado poderia oferecer mais produtos para esses tipos de cabelo. Entre os produtos mais citados estão os modeladores de cacho, reparadores de ponta e os protetores solar capilar. 

Metodologia: pesquisa feita entre 20 e 31 de outubro de 2022 entre a população brasileira, de diversas regiões e estratos sociais, que se declara parda e preta (IBGE). Foram entrevistadas 514 pessoas, de 18 a 39 anos. 

Fonte: Tudo Pra Cabelo

A cada 10 mortes por infarto no Brasil, seis são de mulheres

O público feminino morre mais de doenças coronárias do que de câncer de mama e de útero

As doenças cardiovasculares são responsáveis por um terço dos óbitos femininos globais, superando em letalidade enfermidades como o câncer de mama e de útero. Segundo dados da SBC – Sociedade Brasileira de Cardiologia, além das mulheres com mais de 40 anos e na menopausa, é crescente o número de mortes em jovens, na faixa de 25 a 29 anos. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

Embora os dados sejam alarmantes, 90% destas mortes podem ser evitadas com a adoção de práticas simples. Para estimular a criação de novos hábitos e do autocuidado, a Fundación Mapfre realiza a campanha Mulheres pelo Coração que terá a participação das embaixadoras Astrid Fontenelle, Bruna Lombardi e Tia Má. Entre os dias 7 e 12 de novembro, serão realizadas diversas ações na cidade de São Paulo – nos parques Do Carmo e Villa-Lobos e nas linhas amarela e esmeralda do metrô – visando estimular a adoção de boas práticas de vida pelo público feminino.

Além disso, também será realizada uma campanha nas redes sociais com objetivo de reforçar a importância dos cuidados com o coração. Para sedimentar a ação, a Fundación lança o Guia de Pequenos Hábitos para a Saúde do Coração, um e-book com informações de atividades, exercícios de reflexão e desafios para serem realizados em casa, como um aprofundamento do conteúdo presente no guia impresso que será distribuído nas ações presenciais.

Haverá avaliação gratuita nutricional, profissional e de hábitos do público feminino presente nas estações Paulista, Oscar Freire, Vila Sônia, Pinheiros e Santo Amaro entre os dias 7 e 11 de novembro, com distribuição de kit de cuidados. Já no dia 12 de novembro, as mulheres poderão realizar atividades no Parque do Carmo e no Parque Villa-Lobos, no evento Virada do Coração, com aulas de yoga e caminhadas guiadas no circuito aberto dos locais.

A médica cardiologista da Sociedade Brasileira de Cardiologistas (SBC), Glaucia Maria Moraes, reforça que mulheres devem ter cuidados específicos, já que são as mais afetadas por doenças cardiovasculares. “É importante que as mulheres tenham cuidado com a sua saúde física, já que entre os fatores de risco para doenças cardiovasculares em brasileiras, destacam-se a hipertensão arterial, maus hábitos alimentares, obesidade, gordura no sangue e aumento da glicemia. Além disso, as mulheres possuem características específicas que aumentam os riscos de prevalência e mortalidade por doenças cardiovasculares como a menopausa, a diminuição do estrogênio e a diabetes gestacional, por exemplo”.

Cronograma da Campanha das ações dos parques e metrôs

Haverá avaliação gratuita nutricional, profissional e de hábitos do público feminino presente nas estações Paulista, Oscar Freire, Vila Sônia, Pinheiros e Santo Amaro entre os dias 7 e 11 de novembro, com distribuição de kit de cuidados, das 8h às 20h.

Já no dia 12 de novembro, as mulheres poderão realizar atividades no Parque do Carmo e no Parque Villa-Lobos, no evento Virada do Coração, a partir das 10h30, com aulas de yoga e caminhadas guiadas no circuito aberto dos locais.

Confira a agenda das ações presenciais:  

De 7 a 11 de novembro   
Das 8h às 20h 
Ações informativas nos metrôs de SP 
 
Linhas Amarelas – Estações Paulista, Oscar Freire e Vila Sônia 
 
Linha Esmeralda – Estações Pinheiros e Santo Amaro 


Orientação profissional 
 
Atendimento nutricional para a avaliação dos hábitos das mulheres 
 
Distribuição de Kits 
 
Guia de 21 dias 
Caderninho de hábitos 
Fruta 
12 de novembro   
a partir das 10h30   
Virada pelo Coração 
 
Ações presenciais nos parques do Carmo e Villa Lobos 
2 aulões de yoga 
5 caminhadas orientadas com circuitos de 1.400 a 2.100 metros 
Distribuição de Kits 

AVC: uma em cada cinco mulheres sofre acidente vascular cerebral; confira os sintomas

No último sábado, 29 de outubro, foi lembrado o Dia Mundial do AVC. Alterações hormonais que ocorrem nas mulheres desde o início da menstruação até a menopausa, passando por gestações, são complicadores

A dona de casa Adriana Ozório, 47 anos, estava em um momento descontraído de confraternização com a família, quando levantou para passar um café e ficou paralisada diante da pia. A suspeita inicial foi de crise de ansiedade, mas ela foi levada imediatamente para o hospital e recebeu o diagnóstico: AVC isquêmico. Adriana foi então encaminhada direto para o centro cirúrgico e, após três tentativas, a artéria cerebral que tinha um coágulo foi desobstruída.

Adriana Ozório – Arquivo Pessoal

Nos sete dias de internação, teve que reaprender a falar, segurar objetos, andar. Saiu do hospital com o lado direito parcialmente paralisado e, há pouco mais de um ano, conta com a ajuda de uma equipe formada por fonoaudióloga, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional para recuperar os movimentos perdidos. “Como minha neurologista sempre fala, desse processo ficará apenas a cicatriz da cirurgia, a marca da guerra que travei pela vida e venci”, afirma.

O AVC é hoje em dia a principal causa de morte no Brasil, e a segunda no mundo. E as mulheres são mais propensas a fazer parte dessa estatística devido à variação hormonal sofrida ao longo da vida, com a menstruação, gestação e menopausa. Uma pesquisa americana publicada no American Heart Association indica que todos os anos são registrados 55 mil casos de AVC a mais em mulheres, se comparado aos homens nos Estados Unidos. Isso é o mesmo que dizer que uma em cada cinco mulheres sofrerá acidente cerebral vascular em algum momento da sua vida.

“Homens e mulheres têm os mesmos fatores de risco, mas a exposição a eles é mais nociva para nós”, explica a neurocirurgiã do Hospital Marcelino Champagnat, Luana Gatto. “Como a mulher vive mais, o tempo de exposição a esses fatores é maior. Além disso, as questões ligadas aos hormônios são específicas para elas: o período que envolve a gestação e o pós-parto, o uso de anticoncepcionais e também a terapia de reposição hormonal na menopausa aumentam os riscos de ter AVC.”, complementa.

Os fatores de risco tradicionais para o AVC são a hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, doenças cardíacas, colesterol alto, etilismo, obesidade, dieta não saudável, sedentarismo e doença renal crônica. “Nas mulheres, além dessas doenças, destacamos como fator de risco importante a gravidez. As gestantes possuem três vezes mais chances de ter um derrame do que as mulheres não grávidas da mesma idade. Quando a gravidez complica com eclâmpsia ou pré-eclâmpsia, essa condição perigosa de pressão alta durante a gravidez dobra o risco de derrame mais tarde na vida.”, conta a médica.

Sintomas
No momento em que a pessoa está sofrendo um AVC, é comum que alguns sintomas surjam de maneira súbita como paralisia no braço, perna ou rosto – todos em um lado do corpo – , e também, a alteração da sensibilidade ao tato. A dificuldade de se comunicar, pela fala enrolada, linguagem que não sai ou dificuldade em entender o que o outro diz, são mais sinais de alerta. Alteração na visão, dor de cabeça violenta ou na nuca, crise convulsiva, tontura, vertigem e forte perda do equilíbrio também não podem ser descartados. “A pessoa não precisa estar em um momento de estresse ou sobrecarregada para ter esses sintomas. E qualquer suspeita de AVC é essencial procurar ajuda médica o mais rápido possível. Nesses casos, cada minuto conta”, enfatiza a neurocirurgiã.

Prevenção
A prevenção e os cuidados para diminuir os riscos de AVC são os mesmos para homens e mulheres e incluem hábitos saudáveis, como não fumar, não consumir álcool em excesso ou drogas ilícitas, ter uma alimentação sem muitos alimentos processados, manter o peso ideal, tomar bastante água, realizar atividade física e visitar seu médico regularmente.

InRad alerta sobre a importância do reconhecimento dos sinais de AVC

De acordo com o Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte, incapacidade adquirida e internações em todo o mundo. Segundo dados do Portal de Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil, o AVC foi a principal causa da morte este ano: 56.320 somente no primeiro semestre.

“Os dados são alarmantes e, para que tenhamos ações efetivas, é necessário aumentar a conscientização da população sobre o que é a doença e os seus impactos negativos para os pacientes e toda a sociedade.” – explica José Guilherme Caldas, neurorradiologista e Diretor Clínico do InRad.

A campanha do Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado no dia 29 de outubro, propõe aumentar a conscientização sobre os sinais de reconhecimento da doença e os benefícios do acesso oportuno a cuidados médicos de emergência. “O tratamento do AVC requer a ida ao hospital, o mais rápido possível, reduzindo as chances de danos e mortes. Apenas uma equipe multidisciplinar, composta por um grupo de médicos, de enfermeiros, paramédicos, etc pode realizar o diagnóstico correto e o tratamento adequado ao paciente” – reforça Caldas.

O que é AVC?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o surgimento de um déficit neurológico súbito causado por um problema nos vasos sanguíneos do sistema nervoso central.

Existem dois tipos de AVC: o AVC Isquêmico, que é a obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, geralmente por um coágulo, causando falta de circulação no seu território vascular e o AVC Hemorrágico, que consiste na ruptura espontânea (não traumática) de um vaso, com extravasamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóidea).

Como reconhecer os sinais do AVC?

O tempo é o principal determinante do sucesso do tratamento do AVC, portanto reconhecer precocemente os sinais do AVC é uma forma de minimizar os riscos que ele causa. “Além do reconhecimento, é fundamental a realização de rápida avaliação neurológica e de um exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética). Após a realização do exame de imagem é possível definir se o paciente está apresentando um AVC isquêmico ou hemorrágico e trata-lo de forma adequada.” – explica o especialista.

Uma boa forma de saber se uma pessoa está a ter um AVC é utilizar a sigla SAMU que todos sabem ser o serviço de ambulâncias de urgência do SUS.
S – Peça para a pessoa dar um sorriso. Se a pessoa tiver a boca torta ou não atender ao comando chame o SAMU
A – Peça para a pessoa abraçar. Se não conseguir levantar os braços ou tiver um desequilíbrio ou tontura chame o SAMU
M – Peça para soletrar uma música ou frase. Se não conseguir ou trocar palavras ou falar errado chame o SAMU
U – As situações acima são uma urgência chame o SAMU o paciente tem de chegar ao hospital o mais rápido possível.

Como diminuir o risco de ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?

Alguns fatores de risco que contribuem para a ocorrência do AVC não podem ser modificados, como idade (incidência cresce com o envelhecimento) e gênero (maior tendência entre os homens). Quando se fala em prevenção, alguns fatores podem ser evitados ou controlados por meio da mudança no estilo de vida – eliminar o tabaco, o álcool em excesso e o consumo inadequado de gorduras, óleos e açúcar associado a alguma atividade física – e fazendo o tratamento de problemas de saúde associados (altas taxas de colesterol no sangue, diabetes, pressão alta e doenças cardíacas). Tudo isso, reduz o risco de um derrame cerebral, mas principalmente melhora a qualidade de vida.

“Há um aumento de 50% a 54% no risco de AVC se você tem hipertensão. Então, veja o tamanho do benefício de o paciente controlar a pressão, por exemplo. Devemos nos atentar em especial aos fatores evitáveis e, para isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com equipes da Atenção Primária à Saúde, que desenvolvem ações de promoção e prevenção, divulgando para a população hábitos de vida saudáveis, que ajudam a evitar o AVC.” – conclui Caldas.

Como saber se estou tendo um AVC? Neurologista explica quais os principais sinais de alerta

Conhecido também como derrame cerebral, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) provoca a morte de mais de 100 mil pessoas por ano no Brasil, sendo a maioria homens, de acordo com o Ministério da Saúde.

O AVC acontece quando os vasos que levam sangue para o cérebro entopem (AVC isquêmico) ou se rompem (AVC hemorrágico), provocando paralisia da área que ficou sem circulação sanguínea.

Apesar de estar entre as causas mais frequentes de morte da população brasileira, muitas pessoas não sabem identificar os sinais que indicam um AVC.

O neurologista João Carlos Lobato, que atua na Clínica Censo, referência na saúde do trabalhador no município de Parauapebas (PA), explica como saber quando uma pessoa está sofrendo um AVC.

“O corpo dá sinais de que algo não vai bem, então é possível identificar a doença nos momentos iniciais e buscar atendimento médico com urgência. Quanto mais rápido for a descoberta e o tratamento, maiores as chances de sobrevivência e de recuperação completa, sem sequelas”, antecipa o médico.

Sinais de alerta do AVC
-fraqueza, dormência ou formigamento em um lado do corpo ou em partes específicas, como face, pernas ou braço;
-confusão mental;
-sorriso torto e dificuldade para engolir;
-dificuldade de falar ou compreender o que os outros falam;
-alteração na visão (em um ou nos dois olhos);
-tontura, desequilíbrio ou dificuldade de se movimentar;
-dor de cabeça muito forte, súbita, e acompanhada de vômitos.

Como reduzir os riscos?

Stefan Obermeir/Getty Images

O neurologista explica que existem vários fatores que aumentam as chances de uma pessoa sofrer AVC. Os principais são colesterol alto, hipertensão, diabetes, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de álcool, ser idoso, sedentarismo, uso de drogas, histórico na família e ser homem.

“Alguns desses fatores não podem ser mudados, outros dependem dos hábitos da pessoa, e são esses que precisam ser modificados para aumentar as chances de não ter a doença”, explica o profissional.

O médico acrescentou que “é orientação geral para evitar AVC e outras doenças crônicas como câncer e diabetes não fumar, não consumir bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável, manter o peso ideal e a pressão sob controle, além de ingerir bastante água”, recomendou o neurologista.

Outubro Rosa: 43% das brasileiras não sabem fazer o autoexame das mamas, diz estudo

Especialmente na faixa etária que compreende dos 18 aos 24 anos, com 57% das entrevistadas

Já conhecido pela campanha Outubro Rosa, o mês de outubro está acabando, mas o que não pode acabar mesmo é a conscientização sobre o câncer de mama. A doença é caracterizada pelo crescimento de células cancerígenas nessa região e, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é o segundo tumor mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele, e o primeiro em letalidade.

Nesse contexto, algo fundamental é conhecer o próprio corpo para notar possíveis mudanças que indiquem que algo está errado. Todavia, segundo constatou o mais recente estudo da Famivita, 43% das mulheres não sabem fazer o autoexame das mamas, ou seja, proceder com a observação em frente ao espelho, palpando, de pé, a mama e repetindo, deitada, a palpação. Isso acontece especialmente quando se fala das mulheres na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, com 57% respondendo negativamente.

O estudo revelou, também, que 28% das mulheres desconhecem a referida orientação do Inca. Além disso, 28% delas não sabem identificar nenhum sintoma de câncer de mama. Ainda de acordo com o estudo, entre as mulheres que estão tentando engravidar, pelo menos 36% não têm ciência sobre como se realiza o autoexame.

Os dados por estado demonstraram que no Amapá é onde a maioria das entrevistadas sabe fazer o exame das mamas e que as mulheres devem proceder com a mamografia a partir dos 50 anos, a cada dois anos, conforme preconizado pelo Inca. No Distrito Federal e em São Paulo, 61% e 62% das participantes, respectivamente, sabem efetuar o autoexame das mamas. Já no Rio de Janeiro e em Alagoas, 70% e 69%, respectivamente, afirmaram ter ciência que a mamografia precisa ser feita a partir dos 50 anos, como exame de rotina.

Vamos falar sobre câncer?

Um artigo científico publicado em setembro na revista Public Health in Pratice, intitulado Does Pink October Really Impact Breast Cancer Screening? (“O Outubro Rosa realmente causa impacto nas mamografias?” – em tradução livre), apontou os resultados da campanha de prevenção do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho revelou que o número de mamografias aumenta em 33% em outubro – e permanece em alta nos meses seguintes (39% em novembro e 22% em dezembro), corroborando que as campanhas deveriam ser mais constantes, especialmente em nosso país, onde 40% dos casos só são diagnosticados em fase já avançada.

É, de fato, muito importante falar sobre o câncer, especialmente se lembrarmos que no Brasil de 20 anos atrás, por exemplo, muita gente nem pronunciava essa palavra, tal era o medo que existia ao redor da doença. Por todo preconceito que envolve a enfermidade, mesmo nos dias atuais, ainda há quem prefira esconder que tem, o que pode atrapalhar bastante o tratamento. Assim, iniciativas como o Outubro Rosa vêm ajudar, trazendo informações de qualidade para desmistificar a doença, afinal a taxa de cura chega a 95% se descoberto em estágio inicial.

Fonte: Famivita

Câncer de mama responde por 1 entre 4 tumores malignos em mulheres

Morrem anualmente por câncer de mama mais de 600 mil mulheres no mundo, incluindo 17 mil brasileiras. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê um aumento superior a 40% na incidência e mortalidade pela doença até 2040. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica recomenda a prevenção, diagnóstico precoce e assertivo, com acesso à medicina de precisão para diminuir o número de casos avançados e olhar especial também para as mulheres com câncer de mama metastático, para aumentar as chances de cura e qualidade de vida das pacientes

Com mais de 2 milhões de novos casos anuais, o câncer de mama é, depois dos tumores malignos de pele não-melanoma, o câncer mais comum entre as mulheres e a quinta maior causa de morte no mundo entre todos os tipos de câncer. São registrados 626 mil óbitos/ano, segundo o IARC, braço de pesquisa do câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o cenário é semelhante. A estimativa para 2022 é de 66 mil novos casos de câncer de mama no país, representando 29% de todos os tumores malignos no sexo feminino. É um número de casos superior à soma da incidência entre as mulheres de câncer de pulmão, colo do útero, colorretal e tireoide.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, em alusão ao Outubro Rosa – mês de conscientização mundial sobre câncer de mama – chama a atenção da população para a importância do diagnóstico precoce e assertivo de cada subtipo desta doença, que poderá ter um aumento exponencial de novos casos nos próximos anos por conta de casos represados durante a pandemia de Covid-19. Uma ferramenta do IARC/OMS, que leva em conta mudanças demográficas e perfil da doença para avaliar a incidência de câncer e carga de mortalidade em todo o mundo, prevê que no ano de 2040 a incidência de novos casos/ano de câncer de mama ultrapasse a marca de 3 milhões e o número de mortes salte dos cerca de 600 mil para quase 1 milhão.

Embora o câncer de mama não seja uma exclusividade do sexo feminino – ocorre 1 caso em homens para cada 100 em mulheres4 – o maior risco para desenvolver câncer de mama, portanto, é ser mulher. Uma análise da American Cancer Society mostra que as mulheres têm um risco médio de 12% de receber o diagnóstico da doença ao longo da vida.

COMO SURGIU O OUTUBRO ROSA?

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A história do Outubro Rosa remete ao ano de 1980, quando Nancy G. Brinker prometeu à sua irmã Susan Komen, então diagnosticada com câncer de mama, que se dedicaria integralmente a promover a conscientização da sociedade sobre os temas relacionados à doença. Em 1982, Brinker lançou a Susan G. Komen, organização que, em 1990, promoveria a Corrida pela Cura, evento que se tornou o marco que deu início ao Outubro Rosa. No Brasil, a campanha Outubro Rosa teve uma primeira sinalização em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado de cor de rosa. Seis anos depois, o movimento se fortaleceu no país, atingindo diferentes cidades brasileiras, com múltiplas ações.

CIRURGIA EM CÂNCER DE MAMA

A indicação de cirurgia do câncer de mama depende do estágio em que a doença foi detectada. De maneira geral, a maioria das mulheres diagnosticadas passam por esse procedimento, ainda que com objetivos distintos. Essa definição com relação ao procedimento mais indicado fica a cargo do cirurgião oncológico e de sua equipe, que avaliam cuidadosamente a extensão da doença e quais as medidas de tratamento a serem adotadas. É importante contar com o acompanhamento de profissionais qualificados, em centros oncológicos de referência para o tratamento do câncer de mama.

Viviane Rezende de Oliveira, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) na Regional Brasília, explica que há diferentes tipos de cirurgia do câncer de mama. A definição ocorre de acordo com o objetivo do procedimento e com as condições — tanto da paciente quanto do tumor —, haverá uma cirurgia mais adequada.

Cirurgia conservadora da mama: este procedimento é conhecido como mastectomia parcial ou segmentar, mas também é chamada de lumpectomia ou quadrantectomia. A quantidade de tecido mamário removido varia de acordo com o tamanho e localização do tumor, além de outros fatores, como a probabilidade de dissipação de células tumorais. Na prática, se dá pela retirada do segmento ou o setor da mama onde está localizado o tumor. Neste caso, o cirurgião oncológico deve extrair o tumor com uma porção de tecido saudável adjacente, como margem de segurança.

Mastectomia: neste procedimento é feita a retirada completa da mama, incluindo todo o tecido mamário. No caso da chamada mastectomia radical, podem ser removidos outros tecidos próximos como os músculos que se localizam abaixo da mama com os gânglios axilares – geralmente indicada para grandes tumores em que já há ínguas comprometidas ou o risco de disseminação é elevado.

Há, ainda, a chamada Mastectomia Total com utilização da pesquisa de linfonodo sentinela (a íngua que inicialmente drena estes tumores). Este procedimento é indicado, muitas vezes, para poupar a paciente de tratamentos complementares como a Radioterapia. O objetivo é minimizar os efeitos colaterais do tratamento oncológico.

Mastectomia preventiva

Esse procedimento, chamado de mastectomia profilática, ganhou mais visibilidade na última década, depois de adotada por algumas celebridades. O procedimento cirúrgico é indicado basicamente em duas situações:
Alto risco de câncer de mama: mulheres com predisposição hereditária ao câncer de mama (alterações nos genes BRCA1 e BRCA2) podem fazer a remoção profilática para evitar ou minimizar os riscos de desenvolvimento de tumores.
Pacientes já diagnosticadas: mulheres com diagnóstico de câncer em uma das mamas —com tumores específicos que apresentem risco de bilateralidade, como o carcinoma lobular — podem optar, caso haja concordância médica, pela remoção dupla para reduzir as chances de ser acometida pela doença.

É importante ter em mente que, para pessoas sem histórico familiar de câncer nem mutação genética, detectada por rastreamento, ainda não existem estudos conclusivos sobre o benefício da mastectomia preventiva. Antes de passar pelo procedimento, é fundamental ser avaliada por um especialista em cirurgia oncológica e, ainda, estar ciente dos efeitos colaterais dessa intervenção.

Como são os cuidados antes e depois da cirurgia? O tratamento do câncer de mama não se restringe à cirurgia e envolve aspectos emocionais muito fortes, com abalo significativo da autoestima. Por esse motivo, a atenção em todos os momentos do processo de cura é realizada por uma equipe multidisciplinar.
Antes da cirurgia: é importante realizar todos os exames solicitados e conversar com os profissionais envolvidos no tratamento (de enfermeiros a psicólogos) sobre suas apreensões e dúvidas. Essa fase de esclarecimentos é essencial para passar pelo procedimento com mais tranquilidade.
Pós-cirúrgico: a recuperação da cirurgia de câncer de mama segue o padrão de boa parte dos pós-operatórios. Quando o procedimento transcorre normalmente, é comum que a paciente já possa retomar suas atividades normais no prazo de duas semanas.
Dependendo de cada caso, podem ser iniciadas terapias complementares, como radioterapia e/ou quimioterapia.

OS DIFERENTES TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama não é único. Existem diferentes tipos da doença e são as características específicas de cada um, juntamente com o perfil de cada paciente, que determinam o tipo de tratamento mais adequado e a provável evolução em cada caso. O carcinoma de mama é dividido em “in situ” e invasivo. O carcinoma “in situ” tem origem dentro do ducto/lóbulo mamário e não ultrapassa a sua parede, não invadindo o estroma da mama e, por isso, não tem a capacidade de disseminar para outros órgãos e estruturas (não origina metástases). São categorizados em carcinoma ductal in situ (mais comum) e carcinoma lobular in situ, com taxa de cura em torno de 95%.

Outro grupo é o dos carcinomas invasivos, que também se originam nos ductos/lóbulos. Porém, esses invadem o estroma mamário e podem se disseminar para outros órgãos (metástases). A grande maioria dos casos de carcinomas invasivos da mama são representados pelo carcinoma invasivo tipo não-especial (também denominado carcinoma ductal invasivo), seguido pelo carcinoma lobular invasivo. Além desses, existem alguns outros tipos histológicos de carcinomas que são menos comuns: carcinoma tubular, carcinoma cribriforme, carcinoma metaplásico, carcinoma micropapilar, carcinoma adenoide cístico, entre outros. Cada um desses tipos de câncer de mama apresenta aspectos clínicos, morfológicos, moleculares e evolutivos distintos, impactando na decisão terapêutica.

POR QUE A QUESTÃO HORMONAL É IMPORTANTE?

As mamas são glândulas que se desenvolvem de forma mais proeminente na adolescência (puberdade). São altamente sensíveis ao estímulo hormonal, principalmente do estrógeno, um hormônio que, embora presente nos homens, tem uma produção que se dá principalmente pelos ovários, sendo assim predominantemente feminino. O fato de 99% dos tumores de mama acometer as mulheres aponta que estes hormônios atuam no processo de desenvolvimento da doença.

Os fatores endócrinos e história reprodutiva estão associados sobretudo ao estímulo estrogênico, endógeno ou exógeno, com aumento do risco quanto maior for a exposição. Tanto o estrógeno quanto a progesterona atuam no parênquima mamário, ligando-se a moléculas situadas nas células, conhecidas como receptores. Esses receptores têm o papel de controlar a multiplicação celular, mas, com a interferência hormonal, além de outros fatores, podem gerar uma multiplicação desordenada. Além dos tumores que são positivos para receptores de estrógeno e progesterona, há também os casos HER2-positivos e os triplo-negativos (que são negativos para receptor de estrógeno, receptor de progesterona e HER-2).

Dentre os subtipos de carcinomas invasivos da mama há, portanto, uma subdivisão relacionada ao perfil molecular do tumor, ou seja, baseada na expressão de genes e proteínas pela neoplasia. Os principais grupos moleculares de câncer de mama são: luminal A, luminal B, superexpressor de HER2 e triplo-negativo. A identificação de cada subtipo molecular pode ser determinada pela expressão de quatro marcadores: receptor de estrógeno, receptor de progesterona, HER2 e o Ki-67, um marcador de proliferação celular. Tal estudo é realizado através da imuno-histoquímica, técnica aplicada no tecido da mama. Enquanto pacientes com tumores luminais A e B são tratadas com hormonioterapia, aquelas com carcinomas superexpressores de HER2 receberão drogas bloqueadoras direcionadas especificamente contra essa molécula (terapia anti-HER2).

MEDICINA DE PRECISÃO

O melhor entendimento dos diferentes perfis moleculares de câncer de mama faz parte do contexto do que chamamos de “medicina de precisão”, que tem o potencial de oferecer tratamentos mais específicos, menos invasivos e de menor toxidade. Desta forma, auxilia na redução das taxas de mortalidade e melhora a qualidade de vida das pacientes. Saber sobre qual tumor se está falando, em cada caso, é primordial para se oferecer a melhor forma de tratamento. Além disso, é essencial haver acesso a estas terapias, tanto no SUS quanto na Saúde Suplementar. As principais modalidades terapêuticas preconizadas para câncer de mama, cuja indicação é feita caso a caso, são cirurgia, radioterapia, incluindo a radioterapia intraoperatória e tratamento sistêmico (hormonioterapia, quimioterapia, terapias-alvo e imunoterapia).

COMO PREVENIR O CÂNCER DE MAMA

Quando o assunto é prevenção do câncer de mama vale diferenciar entre fatores modificáveis e não-modificáveis. Identificar cada um deles é importante para conduzir as pacientes para a prevenção primária e secundária8.

PREVENÇÃO PRIMÁRIA

A prevenção primária consiste em intervir nos fatores modificáveis, capazes de reduzir o risco da doença se desenvolver:

  • Praticar atividade física. Mulheres sedentárias têm maior risco.
  • Ter níveis de IMC dentro da normalidade (peso/altura). Estar acima do peso ou obesa após a menopausa aumenta o risco em relação às mulheres com peso adequado. É recomendável seguir uma dieta equilibrada, que inclua frutas e hortaliças.
  • Não fazer terapia hormonal sem indicação médica. Algumas formas de terapia de reposição hormonal – TRH (aquelas que incluem estrogênio e progesterona) tomadas durante a menopausa podem aumentar o risco de câncer de mama quando feitas por mais de cinco anos. Já o uso de pílulas anticoncepcionais também aumenta o risco de câncer de mama em relação as mulheres que nunca usaram, porém este risco é menor quando comparado ao da TRH, e tal risco volta ao normal após a interrupção do uso dos contraceptivos.
  • Ao ter filhos, amamentar. As mulheres que já tiveram filhos, principalmente com a primeira gravidez antes dos 30 anos, têm menor risco quando comparado as mulheres nulíparas (que não tiveram filhos). Ao gerar um filho, é recomendável amamentar, pois o aleitamento também é redutor de risco de câncer de mama.
  • Não beber em excesso. O risco de uma mulher desenvolver câncer de mama aumenta conforme a quantidade de bebida alcoólica que ela ingere.
  • Não fumar. Embora o cigarro e outras formas de tabagismo sejam a principal causa de câncer, principalmente de pulmão, não há evidência de sua ligação com o desenvolvimento de câncer de mama.

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

O exame mais indicado para prevenção secundária (diagnóstico precoce) do câncer de mama, é a mamografia, que, segundo as Sociedades Brasileira de Cirurgia Oncológica e Sociedade Brasileira de Mastologia, deve ser feita anualmente a partir dos 40 anos em todas as mulheres. Ao contrário do exame físico e do autoexame, a mamografia é capaz de detectar lesões ainda não palpáveis.

Como alguns fatores de risco não são modificáveis, é importante que se promova a prevenção secundária. Esses fatores, segundo o CDC, são:
Envelhecimento – o risco de câncer de mama aumenta com a idade. A maioria dos cânceres de mama é diagnosticada após os 50 anos.
História pessoal de câncer de mama – Mulheres que tiveram câncer de mama são mais propensas a ter câncer de mama pela segunda vez (recidiva). Algumas doenças pré-malignas da mama, como as hiperplasias atípicas, também estão associadas a um maior risco de câncer de mama.
História familiar e Hereditariedade – cerca de 30% das pacientes com câncer de mama tem história familiar de um ou mais parentes de primeiro grau com a mesma neoplasia. Todo câncer é genético (células que se multiplicam de forma desordenada), mas em 5% a 10% dos casos o carcinoma mamário está associado com alterações genéticas que foram herdadas (mutações germinativas), como as encontradas em genes como o BRCA1 e BRCA2. Mulheres com vários casos de câncer de mama ou de ovário na família, particularmente em idade jovem e sobretudo na mãe, irmãs, filhas ou homens, podem ter predisposição genética ao câncer de mama e serem portadoras da Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditário, entre outras.
História reprodutiva – a menarca precoce (menstruação antes dos 12 anos), primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade e menopausa tardia (fim do ciclo de menstruação após os 55 anos) expõem as mulheres a hormônios por mais tempo, aumentando o risco de ter câncer de mama.
Mamas densas – algumas mulheres têm nas mamas mais parênquima glandular e tecido conjuntivo do que tecido adiposo, o que às vezes dificulta a visualização de tumores em uma mamografia. É recomendável associar outros exames, como a ressonância magnética e o ultrassom.
Radioterapia prévia – mulheres que receberam radioterapia no tórax (como no tratamento do linfoma de Hodgkin) antes dos 30 anos de idade têm um risco maior de desenvolver câncer de mama ao longo da vida.

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Os sintomas do câncer de mama variam de pessoa para pessoa, porém a manifestação mais comum é o achado de um “caroço” (nódulo ou massa) no local. Além disso, muitos carcinomas mamários são encontrados através da mamografia antes que qualquer sintoma apareça ou seja palpável. Outros sinais menos frequentes incluem alterações da pele da mama (áreas de retração, vermelhidão, feridas ou inchaço) e do mamilo (inversão, erosão, ulceração, secreção). Por isso, é recomendado que a mulher se familiarize com suas mamas para que saiba como é a aparência e a sensação “normais”. Se notar alguma modificação, é importante procurar o médico. Os principais sintomas do câncer de mama são11:

  • Nódulo único endurecido.
  • Irritação ou abaulamento de uma parte da mama.
  • Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo).
  • Edema (inchaço) da pele.
  • Eritema (vermelhidão) na pele.
  • Inversão do mamilo.
  • Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas.
  • Sensação de nódulo aumentado na axila.
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
  • Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
  • Inchaço do braço.
  • Dor na mama ou mamilo

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica

Plenapausa cria grupo gratuito de acolhimento para as mulheres em menopausa

Femtech pioneira no segmento promove encontros online para troca de experiências e conversa com especialistas

Você sabia que 82% das mulheres se sentem sozinhas, deprimidas e não sabem com quem conversar no período da menopausa? Esses dados são da pesquisa da Plenapausa, primeira femtech brasileira a olhar para a mulher em menopausa. Com objetivo de trazer acolhimento, informações e soluções para essas mulheres, a femtech criou uma roda de conversa para apoiar e promover temas relacionados a menopausa. Chamada de Prosas&Pausas, o encontro mensal gratuito é feito de forma virtual e convida as mulheres para trocar experiências sobre esta fase da vida, além de promover informações com a participação de médicos de diversas especialidades, como ginecologia, nutrição, fisioterapia pélvica, entre outros.

A iniciativa aconteceu após as fundadoras, Márcia Cunha e Carla Moussalli, identificarem um fator importante sobre a menopausa, mas pouco falado: a solidão. “Quando começamos as pesquisas, não se falava em menopausa no Brasil, somos pioneiras. Então, além de trazer mais informação, visibilidade e formas de aliviar os sintomas, sentimos a necessidade de fornecer também um espaço de troca e acolhimento para essas mulheres. Inclusive, o acolhimento é o nosso terceiro pilar”, explica.

Segundo a cofundadora da femtech, Carla Moussali, o principal objetivo do projeto, é mostrar para as mulheres que elas não estão sozinhas nesta jornada. A empreendedora conta que, já é possível perceber uma mudança de comportamento e naturalização na menopausa por parte das participantes. “Quando começamos com o Prosas&Pausas, no ano passado, tínhamos um número menor de mulheres participando. Grande parte delas, entrava com a câmera desligada e apenas escutava. Hoje já sentimos uma mudança, o número de participantes aumentou de 10 para mais de 20 em cada encontro, e elas estão mais seguras e abertas para o tema, trocando experiências e tirando suas dúvidas”, conta.

A femtech se divide em três pilares: informação, com as avaliações feitas pelo site, identificando em qual fase da menopausa a mulher está e o seu nível de sintomas. Solução, por meio da linha de fitoterápicos da marca, desenvolvidos a partir das avaliações da plataforma, que identificou os cinco principais sintomas relacionados à menopausa. E, por fim, o acolhimento, com as rodas de conversa mensais, as inscrições devem ser feitas pelo site da Plenapausa.

Transtorno do orgasmo feminino: entenda o que é e quais são os sintomas

Ginecologista explica quando a mulher deve procurar ajuda de um especialista

Demorar mais do que o homem para alcançar o orgasmo é perfeitamente natural. Isso porque, homem e mulher recebem e reagem de maneiras diferentes aos estímulos sexuais. Mas, quando essa demora se torna excessiva e constante ou o orgasmo não chega, a mulher pode estar sofrendo de uma disfunção sexual feminina chamada de anorgasmia. Esse transtorno é mais comum do que se imagina e pode afetar mulheres em diversas fases da vida e por diferentes motivos. Seja por desordens psicológicas (as mais relatadas) como depressão, traumas emocionais relacionados ao sexo, necessidade de controle, timidez, falta de autoconhecimento, entre outros. Ou por disfunções físicas como má formação congênita, problemas neurológicos, redução da sensibilidade, desequilíbrio hormonal ou uso de medicamentos.

Mas, como saber se você pode estar sofrendo de anorgasmia?
Bom, é importante entender que a paciente que sofre de anorgasmia, geralmente, recebe estímulos suficientes para atingir o orgasmo, sente prazer intenso e mesmo assim não consegue chegar lá. “É fundamental entender que nesses casos á preciso procurar ajuda médica para descobrir a razão do transtorno. Mulheres que, por exemplo, não tem preliminares prazerosas o suficiente ou que não conseguem atingir o orgasmo com os parceiros, mas quando se masturbam conseguem, não podem ser diagnosticadas com anorgasmia”, explicou a uroginecologista e coordenadora do programa Fellowship em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva do Hospital Beneficência Portuguesa, Débora Oriá.

Anorgasmia é igual para todas as mulheres?
Assim como outros transtornos, a anorgasmia pode se apresentar de maneiras distintas ou somadas. Existem mulheres que não conseguem atingir o orgasmo desde sua primeira relação sexual e o quadro se mantém ao longo do tempo, o que chamamos de origem primária. Já outras são de origem secundárias: elas sempre sentiram orgasmos, mas por algum motivo não conseguem sentir mais. “Existe a anorgasmia situacional, que acontece em determinadas situações ou com determinados parceiros, e a anorgasmia geral, quando acontece em qualquer relação e situação. Ambas podem se somar as causas primárias e secundárias. E, em todos os tipos é importante passar por avaliação médica”, falou a especialista.

Existe tratamento e cura?
Depois do diagnóstico médico, o tratamento indicado depende da causa do problema. Em alguns casos é recomendado que a mulher faça terapia sexual, seja sozinha ou na companhia do parceiro, com o objetivo de autoconhecimento e educação sexual. Já em situações de traumas ou comportamentos pessoais, o melhor tratamento é o acompanhamento psicológico. E para transtornos de origem metabólica, a reposição hormonal é um dos tratamentos mais recomendados.

Independente da origem e do tratamento proposto, o que as pacientes devem saber nesses casos é que ter uma vida sexual feliz e satisfatória é possível com a ajuda de um profissional. A maior barreira que pode impedir a cura é a falta do auxílio médico. Por isso, quando perceber a diminuição do desejo sexual, tensão e estresse no momento da relação, diminuição da sensibilidade, sentimento de baixa autoestima ou sensação de frustração relacionados ao sexo, ou está fingindo que atingiu o orgasmo em suas relações, procure por um profissional de sua confiança e cuide da sua saúde e bem-estar.

Fonte: Débora Oriá se especializou em Cirurgia Ginecologia e Uroginecologia no Hospital das Clínicas (USP). Trabalha como médica da equipe de Uroginecologia do Departamento de Ginecologia do Hospital das Clínicas, coordenadora do programa Fellowship em Cirurgia Ginecologia Minimamente Invasiva do Hospital Beneficência Portuguesa, médica preceptora da Residência Médica em Ginecologia do Hospital das Clínicas, ginecologista do corpo clínico do Hospital Sírio Libanês e obstetra do corpo clínico da Pro Matre Paulista. @dradeboraoria

Menopausa: saiba como a reposição hormonal pode aliviar os sintomas

Hugo Gatto explica como o método é eficaz e seguro no tratamento do climatério

Lidar com variações de humor, ondas de calor, distúrbios do sono, ansiedade, diminuição da libido, entre tantos outros sintomas provocados pela menopausa não é nada fácil para as mulheres. Segundo a Plenapausa, femtech brasileira que promove acolhimento, informação e solução para mulheres na menopausa, 58% delas afirmam que se sentem menos produtivas no trabalho e 87% se sentem emocionalmente instáveis durante essa fase. Com isso, a busca por um tratamento com reposição hormonal tem sido uma das alternativas para aliviar ou driblar os sintomas desse período.

Apesar de ser um método que continua cercado por tabus e desinformação, mesmo em pleno século XXI, a reposição é a primeira linha de tratamento para menopausa e a mais efetiva para o período da menopausa, segundo o médico referência em implantes hormonais, Hugo Gatto.

“Todas as mulheres já nascem com uma quantidade determinada de folículos ovarianos. Esses folículos são parecidos com cistos e alguns deles se desenvolvem a cada ciclo menstrual para que o óvulo contido em seu interior amadureça e possa ser fecundado quando liberado. Essa reserva ovariana vai diminuindo ao longo do tempo até que ocorre a última menstruação, que chamamos de menopausa. Portanto, o tratamento hormonal em prol da menopausa serve apenas para repor o que o organismo da paciente não produz mais, com uma dosagem segura e assertiva”, explica.

Ainda de acordo com Gatto, essa reposição auxilia no tratamento de diversos problemas que surgem com a menopausa, não apenas os sintomas do climatério, que podem ser reduzidos com o tratamento, mas também problemas de saúde recorrentes a partir dos 40 anos de idade. “Com a reposição hormonal, podemos reduzir, por exemplo, os riscos de doenças cardiovasculares, que são frequentes a partir da menopausa. Também diminuímos as chances de a mulher desenvolver osteoporose, um problema comum nesse período da vida e que pode causar sérios danos a sua saúde”, explica.

O tratamento hormonal tem duração de 2 a 5 anos, sendo individualizado para cada mulher, e inclui medicamentos com estrogênios, progestativos e estroprogestativas, que é a combinação de ambos. Ambos podem ser administrados por via oral (comprimidos), sistema intrauterino, percutânea (gel), transdérmica (selo ou adesivo implementados na pele) ou vaginal. No entanto, muitas pacientes ainda apresentam resistência ao tratamento, pois a terapia de reposição hormonal (TRH), quando sintética, pode causar efeitos colaterais, como retenção de líquido, dores de cabeça, dificuldade no controle da glicemia e aumentar o risco de câncer de útero, ovários e mama. Mas, segundo o médico, a TRH natural garante segurança, além da redução dos efeitos adversos.

“É indispensável que o médico avalie se a paciente está liberada para fazer o tratamento, além de fazer o acompanhamento durante todo o processo. Isso porque a reposição de hormônios é contraindicada em alguns casos, como após diagnósticos de câncer de mama, doenças tromboembólicas e cardiovasculares, insuficiência hepática, histórico de distúrbios da coagulação, entre outros. Sendo assim, a melhor opção é que haja uma conversa franca entre paciente e médico para que seja avaliada a melhor opção para a mulher, de acordo com seu quadro de saúde e a sua rotina”, comenta Gatto.

“Do outro lado da moeda também, o TRH conta com benefícios que aliviam os sintomas vasoativos da menopausa, responsáveis pelas ondas de calor, mal-estar e sudorese, além do rejuvenescimento da pele, da ação antidepressiva, redução dos níveis de colesterol, elevação da autoestima, diminuição da secura vaginal, redução do risco de doenças cardiovasculares e osteoporose, além de diminuição também do número de infecções ginecológicas e do trato urinário”, garante Gatto.

Fonte: Hugo Gatto é graduado em medicina pela Furb (Universidade Regional de Blumenau) e está à frente do Instituto Gatto, referência em reposição hormonal, emagrecimento e hipertrofia.

Estudo aponta que apenas 56% das mulheres sentem-se realizadas profissionalmente

Índice Geral de Bem-Estar, feito pelo Todas Group, fornece um raio-x personalizado da real situação das colaboradoras

Mesmo que enfrentem uma dupla jornada diária de trabalho, as mulheres têm conquistado seu espaço no mundo corporativo e o nível de ocupação feminino no número de empregados alcançou 45,7% de acordo com a última pesquisa do Pnad. Assim, a realização profissional e a qualidade de vida e bem-estar são preocupações frequentes na vida das mulheres, que se questionam como podem lidar com suas vidas profissionais nos dias de hoje.

Foto: CPA/Canada

Com base nesse cenário, o Todas Group, primeira edtech da América Latina totalmente dedicada ao público feminino, com o apoio de Viviane Leite, especialista em bem-estar, e da consultoria de pesquisa Inside Consumer Insights, realizaram uma pesquisa quantitativa com 673 mulheres que atuam no mercado de trabalho brasileiro. Nela, as participantes avaliaram as seguintes esferas de suas vidas: situação no trabalho, confiança e saúde mental, relacionamentos, saúde física e padrão de vida. Essas informações foram, em seguida, cruzadas com 12 indicadores de perfis, como faixas etária e salarial, tempo de empresa, área de atuação, tamanho da companhia, cargo e estado, entre outros.

Uma das informações derivadas deste estudo é que 74% das mulheres sentem orgulho da empresa em que são colaboradoras e acreditam que podem crescer e se desenvolver profissionalmente. Em contrapartida, apenas 56% se sentem realizadas no trabalho.

Sobre saúde e bem-estar é revelado que 79% das mulheres sentem-se gratas pelo trabalho e 67% sentem-se seguras para dar sua opinião. Contudo, como ponto de atenção, 63% das mulheres se sentem tensas frequentemente pela pressão que sofrem diariamente em seus empregos.

“É preciso ter em mente que o bem-estar é formado por vários fatores subjetivos, como relações pessoais e o estado de saúde, entre outros”, explica Tatiana Sadala, cofundadora da Todas Group, sobre os pontos positivos e negativos que o estudo mostra sobre a vida profissional feminina.

Além disso, o cenário de relacionamentos é um dos mais confortáveis para as mulheres de acordo com a pesquisa. Em torno de 70% das mulheres dizem que os chefes e colegas de trabalho fazem bem a elas, deixando sua saúde social em dia, 64% sentem-se parte de grupos e seguras para opinar com seus colegas. Porém, 50% delas sentem falta de terem lideranças femininas reais por perto para aprenderem.

Com base nestes resultados, o Todas Group criou um Índice Geral de Bem-Estar, com parâmetros bem definidos para cada esfera, que serve de base de comparação para qualquer empresa interessada na implementação de políticas que realmente atendam às necessidades de suas colaboradoras.

“Esses pontos de atenção precisam ser investigados pelas empresas, uma vez que comprometem uma série de coisas, como a autoconfiança e a segurança psicológica no trabalho. A partir da identificação real do bem-estar das funcionárias, fica muito mais fácil para desenvolverem soluções também reais”, explica Viviane Leite, especialista em bem-estar.

Fonte: Todas Group

O “trabalho invisível” e a carga emocional por trás da rotina de uma mulher*

É de conhecimento geral que o estresse e cansaço causados no trabalho são sentimentos comuns na rotina de um profissional. Entretanto, na realidade feminina, essas responsabilidades ultrapassam as barreiras ligadas à carreira. Essa junção pode gerar um desgaste maior em comparação aos homens por conta do que é conhecido como “trabalho invisível”, que diz respeito às tarefas e responsabilidades que muitas vezes recaem sobre as mulheres, como trabalhos domésticos e cuidados direcionados aos filhos e parentes.

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Pesquisa realizada recentemente nos Estados Unidos, conduzida pelo LinkedIn, entrevistou quase 5 mil americanos, questionando-os quanto à síndrome de burnout, que é um transtorno de ansiedade, no qual a causa do estresse é a relação com o trabalho. Entre os participantes, 74% das mulheres afirmaram que estavam razoavelmente ou muito estressadas por motivo ligadas ao trabalho, número maior quando comparado aos 61% dos homens que fizeram a mesma afirmação.

Por conta de questões culturais, muitas mulheres, além de lidar com todas as responsabilidades do ambiente de trabalho, também lidam com as tarefas domésticas, tais como cozinhar, arrumar a casa, cuidar dos filhos, entre outros. Realizar a gestão do tempo com tantas responsabilidades torna-se um desafio que deve ser enfrentado diariamente.

Há pouco tempo, nesta coluna, comentei sobre as dificuldades que muitas mulheres enfrentam ao balancear a maternidade com a carreira, e não por acaso, a quantidade de estresse que uma mãe trabalhadora tem que enfrentar é ainda mais preocupante. Em uma outra análise realizada pela empresa de consultoria Great Place to Work e da startup de saúde Maven, foi observado que mães com emprego remunerado possuem 23% mais de chance de sofrer com burnout do que pais empregados.

Por conta da pandemia do coronavírus, vimos muitas empresas adotarem o sistema de trabalho remoto, e hoje muitas seguem de forma híbrida. Isso fez com que o estresse de muitas mulheres aumentasse. Desde o início desse período, surgiu a estimativa de que cerca de 2,35 milhões de mulheres mães, que trabalham em outros países, também sofreram de esgotamento profissional justamente por conta das “demandas desiguais da casa e do trabalho”.

Há maneiras de aliviar a carga e a principal delas é delegar funções no âmbito pessoal da mesma forma que vemos no âmbito profissional, tal qual vemos acontecer dentro das empresas, onde cada colaborador exerce uma função. É importante entender quando pedir auxílio e se há a possibilidade de contar com uma rede de apoio em sua vida pessoal, equilibrando as tarefas domésticas também com os homens.

Levando em consideração a dificuldade de gerenciar o tempo, é essencial manter os cuidados da saúde mental em dia em meio às cobranças. Por exemplo, tirar um momento na semana para cuidar de si mesma, seja realizando atividades físicas, vendo filmes, ou qualquer atividade que gere um momento de qualidade para si.

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Buscar equilíbrio com quem ou o que te faz bem é essencial para garantir a saúde mental. É imprescindível entender as suas necessidades independentemente dos paradigmas impostos pela sociedade quanto ao papel da mulher.

*Daniella Doyle é graduada em Jornalismo e também em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas. É head de Marketing da eNotas, legaltech que oferece soluções inovadoras para automatização da emissão de notas fiscais eletrônicas de serviços (NFS-e), comércio (NF-e) e varejo (NFC-e/CF-e)