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Seis dicas básicas para quem deseja começar a correr

Educadora física cadastrada no GetNinjas dá orientações de exercícios que podem ser feitos em casa para melhorar o condicionamento físico de corredores iniciantes

Com a flexibilização do isolamento social e a reabertura de parques muitas pessoas querem voltar a se exercitarem. Das diversas modalidades existentes, a corrida é uma das que ganha mais adeptos. Mas, para praticá-la de maneira segura, é preciso tomar alguns cuidados, além de tomar cuidado para não esquecer a máscara em casa. Pensando nisso, a educadora física Thais Nascimento Ghendov Gonçalves dos Santos, que atende pelo GetNinjas, maior aplicativo de contratação de serviços da América Latina, elencou seis dicas básicas para que deseja se iniciar na modalidade. Confira abaixo quais são elas:

Foto: Is-Med.com

1 – Busque um médico: antes de pensar em praticar qualquer atividade física, é essencial procurar por orientação médica, seja por meio de atendimento presencial ou via online. É muito importante que o seu corpo esteja preparado para fazer algo que exige esforço físico.

Foto: Pop Sugar

2 – Fortaleça a musculatura: o segundo passo para começar a correr é fortalecer a musculatura envolvida na atividade. No ambiente das academias de ginástica, há uma diversidade de equipamentos que proporcionam fortalecimento. Porém, há alguns exercícios feitos em casa de forma adaptada que também ajudam a alcançar este objetivo. #DicaNinja: o agachamento, por exemplo, é um ótimo exercício que pode ser realizado em casa e proporciona esse resultado.

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3 – Pratique exercícios educativos: somente após o fortalecimento da musculatura é que é recomendado iniciar os exercícios educativos. Eles são chamados de educativos porque são responsáveis pela melhora de cada movimento da modalidade e também ajudam na postura para a execução da atividade. “Eles funcionam como uma dança: primeiro, nós pegamos os passos de cada parte da música, depois, treinamos várias vezes cada um deles e, por fim, juntamos tudo para criar a coreografia”, explica Thais. #DicaNinja: um dos principais exercícios educativos de corrida pode ser feito em casa desta maneira: em pé, sincronize perna direita com braço esquerdo e perna esquerda com braço direito. Comece devagar e aumente a velocidade aos poucos até que o movimento torne uma corrida.

4 – Utilize calçados adequados: um calçado adequado é um item indispensável para praticar corrida, porque, além de contribuir com o seu conforto, previne lesões nas articulações e evita dores nos pés, nas pernas e na coluna. Além disso, te ajuda a ter um rendimento melhor durante a atividade.

5 – Mantenha a regularidade nos treinos: se exercitar no mínimo três vezes por semana é o ideal para alcançar sua meta. O importante é manter o foco e a frequência das atividades.

Foto: Michael Heim/EyeEm/Getty Images

6 – Comece devagar e vá progredindo: comece fazendo pequenas treinos intercalando corrida e caminhada ou corrida e descanso. Assim, seu corpo vai se adaptando à nova rotina e se condicionando. Tente tudo isso na esteira, inicialmente, e, de maneira gradativa, intercale com corrida de rua.

Fonte: GetNinjas

Nutricionista desvenda mitos e verdades sobre Whey Protein

Suplemento indispensável na rotina dos praticantes de atividades físicas e atletas, o Whey Protein é uma fonte de proteínas com baixo conteúdo de carboidratos e gorduras. No mercado há opções com diferentes rendimentos, sabores e preços, e, na hora de escolher um produto, a nutricionista Carol Mota, especialista de HND, marca de performance e bem-estar do Grupo Hinode, recomenda atenção ao rótulo do produto.

“É importante avaliar os ingredientes utilizados e as concentrações dos nutrientes, como carboidrato, gordura, sódio e, principalmente, proteína por porção”, afirma. Além disso, Mota destaca que há muitos mitos em torno da suplementação. Confira abaixo os mais comuns:

Apenas para ganho de massa muscular.

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Shutterstock

Mito. Além deste benefício, os aminoácidos essenciais presentes promovem uma ação imunológica, antimicrobiana e antiviral. Sendo assim, o suplemento também pode ser consumido por indivíduos com sistema imunológico debilitado.

Existe uma quantidade ideal de consumo.

bolo de whey
Bolo de Whey

Verdade. A quantidade a ser consumida dependerá das condições do indivíduo. É preciso levar em consideração a quantidade de proteína já consumida na dieta, a prática de atividade física ou não, além dos objetivos, por exemplo, aumento de massa muscular.

Garantia de ganho de massa muscular.

Musculação-feminina-suplementos

Mito. A ingestão de proteínas em uma dieta é importante para o ganho de massa, entretanto não é o único fator. É preciso considerar o balanceamento adequado da dieta, entre proteínas, carboidratos e gorduras, além das vitaminas e minerais que são essenciais para as funções metabólicas, sem esquecer da prática adequada de atividade física.

Pode engordar

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Verdade. Todo alimento que contém calorias promove o ganho de peso se o consumo for maior que o gasto. Dessa forma, é imprescindível levar em consideração a dieta habitual e a prática de atividade física.

É preciso praticar atividade física ou esporte.

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Mito. O uso de suplementos também é recomendado para indivíduos que não conseguem atingir as recomendações alimentares de proteína, carboidrato, gordura, entre outros, por meio de uma dieta convencional.

Veganos devem ficar atentos.

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Verdade. O whey protein é um suplemento composto em sua maior parte pela proteína extraída do soro do leite. Entretanto, o mercado oferece cada vez mais suplementos proteicos de origem vegetal provenientes, por exemplo, da soja, ervilha e arroz.

Fonte: Hinode

 

Semana da mulher: cuidados com a saúde e com o corpo

A rede de academias Bluefit preparou aulas, dicas e treinos exclusivo para as mulheres

Para as mulheres mostrarem todo seu poder sem perder a sensibilidade, a rede de academias Bluefit, que conta com 30 unidades, preparou aulas especiais e divertidas que ocorrerão do dia 05 de março ao dia 10 de março.

Zumba, Stilletto e FitDance são alguma dessas atividades durante a semana – os alunos podem consultar a programação no quadro de avisos, na recepção ou com os professores da sua unidade. As alunas matriculadas poderão levar um acompanhante para os treinos nessa semana.

Saúde e bem-estar

Um dos aliados mais importantes para a saúde da mulher são as atividades físicas. O melhor exercício é aquele que a pessoa mais gosta de praticar, porque é a atividade que vai motivá-la a manter-se constante no desempenho e fugir do sedentarismo.

Mas, se ainda assim, você está em dúvida sobre qual atividade física é mais adequada para você e para o momento em que está vivendo, Gisele Almeida, líder técnica da Bluefit, preparou dicas para mulheres de todas as idades:

De 12 a 19 anos

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Essa é uma faixa etária importante para a formação do hábito de praticar atividades físicas. A prática regular proporciona um maior autoconhecimento corporal, o que facilita a lidar com esta sensação diferenciada, causada pelas alterações hormonais nesta idade. Além disso, a prática de atividades físicas melhora a autoestima, sensação muito importante nesse período emocional da mulher. Atividades indicadas para esta faixa etária:

=Danças
=Atividades aeróbicas (caminhada, corrida)
=Lutas (muay thai e jiu jitsu)

De 20 a 29 anos

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Nessa fase ao atingir a idade adulta, a preocupação com um corpo “em forma” muitas vezes torna-se maior. Além disso, a mulher moderna trabalha e precisa de disposição para as atividades do trabalho diário.
Nesta faixa etária, um ponto a ser levado em consideração é o objetivo de cada mulher. Nesse contexto, seguem algumas sugestões:

=Musculação: é uma ótima opção especialmente para mulheres que estão buscando um “corpo malhado”. Nesta fase, é importante aumentar a massa óssea pensando não só na gestação (se for o caso), mas, também, em evitar a osteoporose no futuro.
=Corrida: se o objetivo é emagrecimento e condicionamento físico, uma ótima indicação é a corrida;
=Pilates/Alongamento: para mulheres que buscam mais relaxamento e bem-estar. Mas, muito mais do que promover relaxamento, esse tipo de atividade melhora a postura, previne lesões etc.
=Ginástica: as aulas de ginástica fazem muito sucesso entre as mulheres. Alguns exemplos são: Jump, HIIT, GAP, Treinamento Funcional e as Danças.
=Lutas: aulas de Muay Thai e Jiu Jitsu também têm feito sucesso entre muitas mulheres.

De 30 a 39 anos

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As indicações são basicamente as mesmas que as dadas para as mulheres de 20 a 29 anos, já que a mulher de hoje tem filhos mais velha e menopausa também mais tardia;
Neste sentido, as principais sugestões de atividades são:

=Ginástica
=Lutas
=Musculação: nessa faixa etária na maioria das vezes, a flacidez começa a surgir e a flexibilidade começa a diminuir. A musculação é uma ótima pedida, pois melhora a parte estética, e ajuda na postura e na prevenção da osteoporose, artrose, diabetes e hipertensão.
=Atividades aeróbicas (caminhada, corrida)

De 40 a 49 anos

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Nesta fase, o organismo já começa a passar por uma desaceleração metabólica e a atividade física ajuda a manter a disposição do dia a dia, o bom funcionamento do organismo, a autoestima e a qualidade dos movimentos.
Algumas sugestões de atividades para esta fase são:

=Atividades aeróbicas (caminhada, corrida)
=Musculação
=Ginástica: alongamento, Pilates, abdominal, treinamento funcional e as danças

Acima de 50 anos

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Acima dos 50 anos, o organismo começa a tornar-se mais frágil, mas a atividade física regular ajuda principalmente a evitar a desaceleração metabólica, a perda de massa muscular, auxilia na qualidade dos movimentos e, com isso, ajuda a evitar lesões.
Neste sentido, seguem algumas sugestões de atividades mais indicadas para esta faixa etária:

=Musculação
=Atividades aeróbicas (caminhada, corrida)
=Ginástica: alongamento, Pilates, abdominal, treinamento funcional e as danças 

Independentemente da idade da mulher e do tipo de atividade escolhida, é muito importante que ela conte com orientação profissional para se exercitar. A atividade física deve sempre ser iniciada em uma intensidade mais baixa para uma intensidade alta, aliada a uma boa hidratação e alimentação.

Então já sabe: encontre uma atividade física que mais te agrade e usufrua de todos os benefícios que ela pode oferecer!

Período pré-menstrual

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No período pré-menstrual são recomendadas atividades físicas leves, como, por exemplo, caminhada, bicicleta, alongamento, amenizando todos os sintomas da TPM, portanto, mesmo que a vontade seja de não fazer nada, execute atividades físicas leves e sinta os benefícios.

É o momento mais propício para o emagrecimento, porque o corpo recorre à gordura corporal para obter energia – ou seja, alô, silhueta sequinha. No período do fluxo menstrual há mais cansaço, menos ânimo e possíveis cólicas. Durante esta fase é recomendado treinos mais leves como caminhadas, alongamentos e treinos leves de musculação.

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Fonte: Bluefit

Verão chegando: saiba como entrar em forma sem colocar a mão no bolso

Com a chegada do verão, aquele projeto de saúde, que envolve perda de gordura e ganho de massa magra, é, muitas vezes, tirado do armário e entra em prática. Porém, não são raras as vezes em que o interesse esbarra no custo, embora não seja uma regra.

Utilizando pontos de programas de fidelidade, como a Livelo por exemplo, é possível resgatar recompensas como equipamentos básicos ou avançados de musculação e treino funcional ou itens como bolas, raquetes, vestimentas apropriadas, suplementos alimentares e diversas outras opções que todo atleta, profissional ou amador, precisa ter.

Para quem é ou quer começar a ser da corrida: é possível encontrar, por meio deste link, tênis apropriados, camisetas e shorts de diferentes marcas conhecidas por valores como, 5, 10 ou 15 mil pontos. O corredor, amador ou profissional, também pode precisar de itens como cronômetros (a partir de 2.500 pontos Livelo) ou cintos esportivos (a partir de 2.300 pontos). E se a preferência for por um treino de corrida ainda mais eficiente, o participante do programa de fidelidade pode utilizar um Paraquedas para Resistência em Corridas, que ele encontra por 4.500 pontos Livelo.

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Quem quer se jogar em modalidades como lutas, musculação, entre outras, consegue resgatar itens como protetores bucais e halteres por valores como 900 e 1.400 pontos Livelo, sacos de pancada (a partir de 4.000 pontos Livelo) e até um suporte para colocar o saco de pancada na parede daquele espaço ocioso por 7.900 pontos Livelo. Os que são de academia também podem resgatar equipamentos de musculação ou treino funcional, que incluem, por exemplo um Slackline.

Mas praticar esportes requer outros cuidados, um deles com a alimentação e a nutrição esportiva. Para quem usa programas de pontos para resgatar recompensas, suplementos como líquidos energéticos, whey, malto e até coqueteleira podem ser adquiridos, por meio deste link, a partir de 1.100 pontos Livelo.

Como não podia faltar o esporte mais praticado no país, itens de futebol, como bolas, camisetas, calções, coletes, meiões e chuteiras estão disponíveis neste link por valores como 600, 1.000, 5.000 ou 10.000 pontos para resgate no programa de fidelidade Livelo, que, inclusive, é aberto para todos os perfis de participantes.

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Para quem tem dúvidas sobre como utilizar os pontos Livelo, basta ter uma conta ativa no programa. Se fizer compras pelo compre e pontue em lojas parceiras do programa de fidelidade, pontua. Se comprar com cartões de crédito participantes do programa (Amex, Elo, Visa, Master e outras bandeiras de Bradesco e Banco do Brasil), também pontua. Se utilizar as duas formas de acúmulo de pontos, pontua duas vezes.

Ainda existem diversas outras formas de pontuar e utilizar o programa de fidelidade Livelo, como complementar um resgate com dinheiro/cartão de crédito (se for cartão participante pontua duas vezes), assinar o Clube Livelo, que oferece acúmulo de pontos mensais que nunca expiram e outros diferenciais (se o pagamento da mensalidade for com cartão participante pontua duas vezes), comprando pontos (pagando com cartão participante pontua duas vezes), ou até transferir pontos entre programas, que chegam a oferecer até 100% de bonificações.

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Como utilizar

Para trocar pontos por recompensas na plataforma da Livelo, todos os interessados devem acessar: livelo.com.br. Para acumular pontos em compras nos parceiros Livelo, todos os participantes devem acessar o Compre e Pontue.

Aumentar nível de massa magra é segredo para comer sem afetar peso

A maioria dos frequentadores das academias tem o mesmo objetivo em comum: perder peso. Isso é justificável diante do grande número de brasileiros, atualmente, com sobrepeso ou obesidade. O restante das vagas é ocupado por aqueles que querem definição muscular e há espaço ainda para os que fazem a manutenção das medidas em prol da saúde.

No entanto, ao se matricular com o foco voltado ao emagrecimento, as pessoas se deparam com o treino de musculação, indicado pela maioria dos profissionais de educação física. Essa modalidade aparenta não ser a mais ideal para queimar as gordurinhas, mas é aí que está o engano.

Os exercícios aeróbicos, como corrida, spinning, jump e natação, entre outros, são os mais procurados quando se trata de eliminar calorias. O que as pessoas ainda não sabem é que a musculação é tão importante quanto e, se realizada de maneira correta e regular, juntamente com a dieta adequada, pode potencializar o efeito das outras atividades e acelerar o aparecimento dos resultados.

Por isso, a modalidade de treino é altamente recomendada. Para emagrecer de forma eficiente e manter a boa forma é preciso fortalecer o tecido muscular e adquirir massa magra, dessa forma o corpo aumenta a queima de calorias e a dieta se torna muito menos rígida e mais prazerosa.

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Por que é necessário o aumento de massa magra?

O corpo exige um grande aporte de energia para realizar a manutenção das células musculares, isso eleva a atividade metabólica e, consequentemente, a queima do tecido adiposo. O nutricionista Willian Ribeiro explica que o organismo com a musculatura desenvolvida demanda mais energia porque os músculos aumentam nossa Taxa de Metabolismo Basal (TMB) – medida que representa a quantidade mínima de energia necessária para manter as funções vitais do organismo enquanto estamos em repouso.

Segundo o especialista, a TMB pode variar de pessoa para pessoa, pois é calculada de acordo com vários fatores, como o sexo, a altura, a idade, questões genéticas, nível de atividades ou sedentarismo, e a composição corporal, que nada mais é do que a quantidade de massa magra e massa gorda que cada um possui.

“A musculatura é um tecido metabolicamente ativo, portanto, quanto maior o percentual de massa magra no organismo, mais acelerado será o metabolismo. Isso pode significar um aumento de cerca de 15% a 25% se comparado a outra pessoa com o mesmo percentual de massa gorda. Os músculos requerem um esforço maior do metabolismo do que as células de gordura. Por isso é comum aquela percepção de que algumas pessoas magras podem comer de tudo sem engordar, o que acontece é que elas possuem uma massa magra elevada. Isso significa que quanto mais músculos, mais calorias são queimadas, mesmo quando estiver em repouso, pois cada quilo de massa magra no corpo requer cerca de 100 calorias a mais por dia” – explica o profissional da Nature Center.

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Musculação X Aeróbicos

Muitas pessoas cometem o grande erro de avaliar a atividade física sob o ponto de vista do gasto calórico na execução do exercício em si. No entanto, para uma análise correta, é necessário considerar o gasto total, ou seja, a soma do quanto foi eliminado com a prática do exercício mais a energia que o corpo utilizou para se recuperar depois da atividade.

Isso significa que, quanto maior for a intensidade do treino, maior será a demanda de energia para reparar o que foi gasto pelo corpo. Então, por mais que a atividade aeróbica permita queimar um maior número de calorias durante sua realização, a musculação permite elevar essa queima durante o dia inteiro.

Para se ter uma ideia, nosso metabolismo leva cerca de uma hora para se recuperar de um exercício aeróbico, mas após a musculação, o metabolismo continua com uma demanda energética mais elevada por até 15 horas. Isso acontece porque a modalidade atua diretamente na formação dos músculos. Durante sua pratica, o tecido muscular é desgastado e, logo em seguida, o organismo entra em estado de anabolismo para regenerar a musculatura, tornando-a mais forte e resistente.

Por isso o corpo exige mais calorias na realização dessa tarefa, mantendo o metabolismo acelerado por um período de tempo muito maior. Justamente por esse motivo é que não se deve treinar o mesmo grupo muscular todos os dias, é preciso respeitar o tempo de descanso para alcançar o resultado esperado.

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A balança se torna inimiga

Perder peso na balança nem sempre é sinônimo de emagrecimento, muitas vezes os quilos a menos podem ser resultado da eliminação de água ou, até mesmo, da diminuição de músculos. De acordo com Ribeiro, emagrecer significa perder gordura e elevar a taxa de massa magra ou, pelo menos, mantê-la estável. É comum ver o ponteiro da balança subir quando isso acontece, mas não significa que a pessoa engordou, muito pelo contrário, o aumento do peso ocorre devido ao crescimento muscular.

“O processo saudável de emagrecimento consiste na eliminação de gorduras e não se resume apenas aos números da balança, pois eles, sozinhos, não dizem nada. É preciso acompanhar as medidas, afinal, os músculos ocupam menos espaço no corpo. É como comparar um quilo de chumbo a um quilo de algodão, ambos têm o mesmo peso, mas o chumbo é mais denso e menor, enquanto o algodão ocupa uma área maior, dando a falsa impressão de que é uma quantidade maior, assim como a gordura” – afirma o nutricionista.

Cuidado com o regime

Quando se trata de emagrecimento, a alimentação é tão, ou até mais, importante do que a quantidade e a qualidade dos treinos na academia. Isso porque a dieta que seguimos é a grande responsável por fornecer a energia necessária ao corpo para realizar suas atividades. O maior erro cometido por aqueles que visam a perda de peso é adotar um cardápio restritivo.

Ribeiro alerta que comer pouco é tão prejudicial quanto comer demais: “Se o organismo não encontrar os nutrientes que precisa para cumprir suas tarefas físicas e metabólicas, acaba usando os músculos como fonte e, nestes casos, além de não ganhar massa magra, a pessoa acaba perdendo a já existente. O resultado disso é que os números na balança até diminuem, mas o metabolismo fica mais lento devido à menor quantidade muscular e a pele fica mais flácida e com celulite”.

De acordo com o nutricionista, para uma dieta efetivamente saudável, nenhum grupo alimentar deve ser excluído, basta apenas se atentar às quantidades e aos horários. Em resumo, um cardápio voltado ao emagrecimento, que favoreça o aumento de massa magra, deve ser rico em proteínas, moderado em carboidratos complexos, baixo em carboidratos simples e acrescido de gorduras boas.

“Equilibrar o consumo desses nutrientes faz toda a diferença na obtenção dos resultados. Além disso, é importante lembrar que passar longos períodos sem comer também é prejudicial nesse processo. É preciso respeitar os horários para garantir energia suficiente ao corpo, especialmente no pré-treino, onde é indicado a ingestão de carboidratos, e no pós-treino, no qual as proteínas se encaixam melhor” – acrescenta Ribeiro.

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Foto: FreeGreatPicture

Aumente o consumo de alimentos proteicos

Para favorecer a construção de músculos e evitar o acúmulo de gorduras, o ideal é focar no maior aporte proteico. Para isso é fundamental incluir no cardápio uma variação de proteínas provenientes de laticínios, carnes magras ou de origem vegetal. Vale lembrar que elas devem ser consumidas em todas as refeições, especialmente após os exercícios físicos, tanto de musculação quanto aeróbicos, pois possuem aminoácidos que participam diretamente do processo de regeneração muscular e ajudam a reconstruir tecidos lesionados durante as atividades.

Infelizmente, diante da correria do dia a dia ou, às vezes, pelo receio de engordar, muitas pessoas acabam negligenciando a alimentação e comendo de forma inadequada, seja por passar longos intervalos ou treinar em jejum, excluir algum grupo alimentar, ou simplesmente não ingerir a quantidade suficiente dos nutrientes necessários.

Esses fatores influenciam negativamente nos resultados: “É por isso que algumas pessoas que fazem treinos intensos se perguntam por que não estão conseguindo perder peso e aumentar a massa magra. Elas não se dão conta de que o erro pode estar na dieta” – explica o nutricionista.

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De acordo com Ribeiro, nesses casos, é possível adotar o auxílio suplementar, recorrendo ao uso de algum complemento nutricional rico em proteínas, como o famoso Whey Protein, que nada mais é do que um composto concentrado de proteínas extraídas do soro do leite.

“É uma ótima alternativa também para aqueles que têm intolerância à lactose ou pessoas que não consomem carnes, como os vegetarianos, nem derivados do leite, no caso dos veganos. Vale ressaltar também a importância da hidratação nesse processo, pois a água garante que as toxinas geradas pelo metabolismo das proteínas sejam eliminadas e ajuda a evitar o estado catabólico – quando o corpo usa os músculos como principal fonte de energia” – finaliza o especialista.

Fonte: Nature Center

 

Mulheres: suplementos engordam ou potencializam resultados da malhação?

Há tempos as academias deixaram de ser um território exclusivamente masculino – a prática de exercícios pesados, onde se exige força e resistência, ganha a cada dia mais adeptas. As vantagens da musculação para as mulheres são indiscutíveis: a atividade tonifica os músculos, ajuda no emagrecimento, na definição da silhueta e até mesmo na redução da celulite.

E não para por aí, a musculação também favorece à saúde e bem-estar: malhar beneficia a autoestima, o humor, fortalece o coração e acelera o metabolismo. Por essas e outras razões, cada vez mais mulheres apostam nessa modalidade para conseguir mais beleza e qualidade de vida. Porém, com tamanha popularização, uma questão se tornou recorrente também entre o público feminino: tomar suplemento é uma regra pra quem aposta na musculação? Esses produtos engordam ou podem auxiliar o plano de exercícios?

Começando pelo essencial

Como o uso de suplementos é muito comum entre os praticantes de musculação, muitas mulheres creem que, tão logo iniciem a prática, devem fazer uso de algum suplemento e, daí, surge o medo de engordar. Como boa parte delas começa uma rotina de exercícios visando emagrecer, muitas vezes o dilema “suplementação x balança” surge. O fato é que, antes de qualquer medida, é preciso avaliar um item primordial para que os resultados sejam alcançados: a dieta.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, este é um dos erros mais comuns entre os iniciantes: “Muitos começam a fazer uso de suplementos sem ao menos terem corrigido a alimentação. Além de ser uma atitude perigosa, pode surtir efeito contrário do esperado”.

De acordo com a especialista da Nature Center, é primordial que qualquer pessoa que inicie uma atividade física procure ajuda profissional afim de adequar seus hábitos alimentares, não somente para assegurar o alinhamento da dieta com o treino, mas também para avaliar a real necessidade da suplementação.

Quando se pratica treinos que exigem alta oferta de energia, como a musculação, o cuidado com a alimentação deve ser redobrado – seja para emagrecer ou para ganhar massa muscular. Nessa atividade, alguns nutrientes são extremamente importantes para evitar que a atividade cause danos aos músculos: quando a praticante não se alimenta adequadamente, especialmente antes dos treinos, existe o risco do corpo utilizar os próprios músculos como fonte de energia, levando ao temido catabolismo. Essa preocupação não deve ser exclusiva daquelas que que desejam definir os músculos – quanto mais desenvolvido o tecido muscular, mais acelerado será o metabolismo, favorecendo também o emagrecimento.

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Foto: FreeGreatPictures

Quando a suplementação deve fazer parte da dieta

Em vista disso é natural que muitas mulheres imaginem que somente por meio da suplementação será possível suprir essa necessidade extra de energia. Porém, de acordo com a nutricionista, a dieta equilibrada é totalmente capaz de preencher tal carência num primeiro momento: “A princípio, a correção da dieta, principalmente no que diz respeito a ingestão balanceada de carboidratos e proteínas, é muito mais eficaz e segura do que o uso de produtos específicos. Posteriormente, com a evolução do treino, uma nova avaliação deve ser feita para verificar se a dieta deve ser readaptada ou até mesmo complementada por um produto”.

Isso significa que os suplementos estão totalmente descartados para as iniciantes? Para a profissional isso não é via de regra, pois esses produtos podem auxiliar a acelerar os resultados e manter a mulher motivada – o primordial é que a dieta seja adaptada e que sempre haja um acompanhamento profissional.

Além disso, não se pode ignorar a praticidade do uso: especialmente quando o treino evolui e a atividade é praticada com regularidade, o aporte nutricional e calórico pode ser maior, exigindo mais da dieta. Considerando-se a rotina muitas vezes corrida, muitas vezes resta pouco tempo de dedicar-se a ao preparo das refeições. Neste momento, os suplementos podem ser coadjuvantes no plano nutricional, auxiliando a complementar a alimentação e ajudando na manutenção dos resultados. Porém, quando é hora desses itens fazerem parte da dieta? Para Sinara, o estado nutricional, os objetivos e até mesmo a intensidade dos treinos é que vão ditar essa necessidade.

Mulheres tem necessidades nutricionais especiais?

Evidentemente, homens e mulheres possuem características biológicas distintas que influenciam sobre os resultados da malhação. Naturalmente, as mulheres possuem maior dificuldade em desenvolver músculos em relação aos homens por terem menos concentração de testosterona, um dos principais hormônios ligados ao crescimento da massa muscular. Da mesma forma, por questões biológicas, elas possuem maior tendência ao acumulo de gordura. Porém, isso não significa que mulheres não possam alcançar resultados tão satisfatórios quanto os homens nessa prática esportiva – uma alimentação adequada pode a garantir o bom desempenho também das adeptas da prática. Do ponto de vista nutricional, ambos os sexos têm necessidades nutricionais similares, porém, determinados hábitos alimentares femininos podem influenciar significativamente (e até negativamente) nos resultados do treino:

Ingestão de carboidratos – é preciso desmistificar o consumo de carboidratos – eles não são os vilões da dieta, muito pelo contrário: são essenciais para quem pratica musculação. Mesmo quando o objetivo é o emagrecimento, esses itens jamais devem ser excluídos do cardápio. Por serem a principal fonte de energia do corpo, seu consumo qualificado é primordial para que se evite o catabolismo muscular durante os treinos. “O ideal é que a mulher aposte nos carboidratos complexos de baixo índice glicêmico, além de serem digeridos de forma mais lenta e aumentarem a sensação de saciedade, liberam glicose aos poucos, prolongando a oferta de energia” – explica a nutricionista.

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Foto: Scarletina/Morguefile

Ou seja, a famosa batata doce não deve ser exclusividade do cardápio deles, esse carboidrato pode perfeitamente fazer parte da marmita da mulherada. Porém, para aquelas que acham o alimento pesado, essa não é a única opção: brócolis, ervilhas, lentilhas, cenoura e até mesmo feijões são boas alternativas.

Ingestão de proteínas – não se limite ao filé de frango e ao peito de peru. Ainda que os cortes sejam uma ótima opção para quem deseja perder peso, a ingestão diversificada de proteínas merece atenção especial. Sem proteínas, o crescimento e manutenção da massa magra é significativamente prejudicado. Portanto, consumir diversas fontes de proteínas como ovos, leite, queijos e carnes preferencialmente magras são essenciais para fornecer ao corpo o material necessário para o desenvolvimento muscular: “O recomendado é que a mulher que pratica atividades físicas regularmente consuma de 1 a 1,2 gramas de proteína por quilo de peso. É importante ressaltar que esse alimento, deve estar presente de forma fracionada em todas as refeições do dia, também deve-se optar, preferencialmente, por aquelas de alto valor biológico”.

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Ingestão de gorduras – sim, sua ingestão boa também é indispensável para a boa forma! Os lipídeos, mais conhecidos como gordura, desempenham diversas funções importantes para o organismo fortalecem o sistema imunológico, têm efeito antioxidante e estão relacionados à síntese de diversos hormônios. Porém, é de suma importância ressaltar que mesmo o consumo de gorduras boas deve ser moderado. Alimentos classificados como fontes de gorduras saudáveis são abacate, oleaginosas e sementes; peixes como o salmão, sardinha e atum; azeite e óleos vegetais.

Suplementos femininos são melhores?

Com o crescente interesse do público feminino por essa e outras atividades físicas, é natural que surjam cada vez mais produtos especialmente voltados para elas. Isso significa que eles são melhores, ou mais adequados ao organismo feminino? Do ponto de vista nutricional, a maioria dos suplementos convencionais são formulados com base na dieta de um adulto saudável, independente do sexo. Porém, no caso dos especialmente desenvolvidos para mulheres, algumas pequenas diferenças quanto à fórmula tornam essa categoria mais adequada conforme os objetivos do treino:

Emagrecimento – produtos à base de ingredientes termogênicos podem auxiliar na queima calórica. É possível encontrar suplementos enriquecidos com chá verde, gengibre, canela e outras substâncias capazes de acelerar o metabolismo. Além disso, o uso de suplementos proteicos como o Whey Protein feminino, enriquecido com colágeno e com concentração ainda mais baixa de gorduras;

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Ganho de massa – produtos enriquecidos com minerais e vitaminas essenciais à construção de massa magra pode potencializar os resultados. A combinação de magnésio, zinco, cálcio, selênio; vitaminas do complexo B e vitamina D podem auxiliar na construção de massa muscular feminina, reposição de nutrientes e na recuperação após os treinos. Porém, a grande diferença se dá naqueles complementados com cromo – substância capaz de reduzir a vontade por alimentos doces, auxiliando consideravelmente na dieta.

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Whey engorda?

Uma preocupação muito comum entre as adeptas da musculação é se os hiperproteicos são capazes de favorecer o ganho de peso – neste ponto a palavra-chave é equilíbrio. Essa proteína de alto valor biológico é de grande valia para praticantes de musculação que desejam aumentar o ganho de massa magra. Porém, de acordo com a nutricionista, é preciso cuidado com seu consumo.

O Whey Protein (mesmo as versões desenvolvidas especialmente para mulheres) só deve ser tomado sob orientação de um profissional, quando a dieta não é capaz de suprir as proteínas necessárias. Quando a mulher faz uso desse e de qualquer suplemento sem orientação profissional, não existe somente o risco de engordar, mas também de sobrecarregar o organismo e prejudicar a saúde. Por isso é essencial que seu uso seja devidamente prescrito e alinhado a uma deita equilibrada, dessa forma é possível aproveitar todo potencial dessa proteína.

Fonte: Nature Center

Musculação beneficia o coração e auxilia no controle do colesterol

Fisiologista do esporte do HCor salienta que a redução da massa muscular causada pelo envelhecimento ou por falta de atividade física leva a um alto índice de desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares

A musculação, conhecida como a atividade que mais promove o aumento de força e massa muscular, contribui muito para reduzir diversos fatores de risco para a saúde cardiovascular. As doenças que afetam a saúde do coração como o diabetes, obesidade e hipertensão estão diretamente relacionadas à qualidade de vida das pessoas.

Para o fisiologista do esporte do HCor (Hospital do Coração), Diego Leite de Barros, os benefícios da musculação vão além da promoção a saúde. “A redução da massa muscular causada pelo envelhecimento ou por falta de atividade física leva a um alto índice de desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares. Com o ganho de força e de musculatura, o coração sofre menor sobrecarga com esforços do dia a dia”, pondera o fisiologista do esporte.

As mulheres que praticam musculação regularmente apresentam um menor risco cardiovascular para todas as faixas etárias. Esse tipo de exercício exibe um efeito benéfico, principalmente sobre o percentual de gordura corporal e os níveis de colesterol e triglicérides.

“Atualmente as diretrizes médicas recomendam que as mulheres pratiquem cerca de 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos, complementados com exercícios de musculação pelo menos duas vezes por semana”, avalia Barros. Na obesidade ou no diabetes, os fatores de risco para a saúde do coração, como o aumento de peso e a presença de açúcar no sangue, são utilizados como fonte de energia a ser gasto durante a atividade física na manutenção da massa muscular adquirida, diminuindo assim o agravamento dessas doenças.

Exames médicos e físicos são essenciais antes de começar qualquer atividade física. “Em casos de hipertensão, é necessário estar com a medicação controlada, bem como o monitoramento periódico da pressão arterial, para garantir uma maior segurança e eficiência nos exercícios”, salienta Barros.

Além de proteger o coração, enrijecer os músculos e aumentar o condicionamento físico, os exercícios também colaboram para o controle do colesterol. Enquanto diminuem os níveis de LDL, o colesterol ruim, os exercícios ajudam a elevar o HDL, o colesterol bom.
Segundo o cardiologista do HCor, Celso Amodeo, estudos demonstram que o treinamento físico regular diminui o LDL colesterol (colesterol ruim) e aumenta o HDL colesterol (colesterol bom). Essas melhoras são independentes do sexo, peso corporal e da adoção de dieta e podem estar ligados ao grau de tolerância à glicose.

“O provável mecanismo de melhora do perfil de lipídios (aumento do HDL e diminuição do LDL colesterol) está no aumento da capacidade do tecido muscular de consumir ácidos graxos e aumentar a atividade da enzima lípase lipoprotéica no músculo. Isso também tem impacto na redução da aterosclerose com consequente diminuição do risco cardiovascular”, explica Amodeo.

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Dicas para o controle do colesterol e fortalecimento do coração:

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda 30 minutos de atividade física, praticada no maior número de dias por semana, sempre reservando pelo menos um para o descanso. Esse tempo pode ser fracionado ao longo do dia, como em três sequências de 10 minutos. “O acompanhamento de um especialista no esporte é recomendado para orientar quanto à intensidade, descanso e alimentação para garantir a segurança”, afirma Barros, do HCor.

De acordo com o fisiologista do esporte, não há um exercício melhor que o outro, tudo depende de quem vai praticar. A melhor escolha é sempre por uma atividade física que proporcione prazer. “Muitas vezes optar por exercícios da moda ou que pareçam mais eficazes pode não ter o mesmo efeito do que uma simples caminhada, desde que a pessoa sinta-se bem durante a prática”, explica Barros.

Começar pela caminhada é uma boa pedida para quem é sedentário. Essa atividade não requer grande nível de condicionamento físico, tampouco equipamentos ou acessórios sofisticados. Outra vantagem é que da caminhada é possível evoluir para esportes que exijam mais preparo, como a corrida.

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Independentemente do objetivo, seja perder peso, deixar o sedentarismo ou melhorar os níveis de colesterol, o primeiro passo antes de iniciar uma atividade física é passar por um check-up médico. “Com uma avaliação médica é possível saber qual o nível de condicionamento físico e, a partir dessa informação, procurar a atividade mais adequada”, alerta  Amodeo.

Fonte: HCor

Cinco esportes que ajudam a evitar varizes

Corpo em movimento é sinal de saúde. Além de prevenir inúmeras doenças, quando o organismo deixa de ser sedentário, ainda ganha na estética. O cirurgião vascular Caio Focássio, da capital paulista, aponta quais são os cinco melhores exercícios para atuar na prevenção das varizes. Confira:

1) Caminhada

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Aposte em uma caminhada até o trabalho ou reserve pelo menos 30 minutos para isso todos os dias.

2) Ciclismo

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Pedalar ativa a circulação das pernas ajudando a função dos vasos sanguíneos.

3) Hidroginástica

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Foto: Runners.es

O contato com a água exige ainda harmonização de movimentos da musculatura e ajuda a funcionalidade da circulação.

4) Musculação

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Prefira as repetições nos exercícios ao excesso de carga. Dessa maneira é possível ativar a panturrilha e estimular o retorno venoso.

5) Pilates

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A prática é focada no tônus e fortalecimento da musculatura e promove a oxigenação do sangue, relaxamento e alívio das dores crônicas, entre outras vantagens para quem tem predisposição a ter varizes.

Fonte: Caio Focássio é Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.

Musculação e dieta vegetariana: é possível obter bons resultados?

Dieta equilibrada é essencial para garantir o consumo de proteínas necessárias para o ganho de massa magra

Conquistar um corpo definido e tônus muscular estão entre os principais desejos dos praticantes de musculação – a atividade é, indiscutivelmente, a mais recomendada para o ganho de massa magra. Porém, também é de conhecimento geral que investir na malhação não é a única regra para aqueles que desejam conquistar boa forma: os praticantes dessa atividade sabem que seguir uma alimentação balanceada e rica em proteínas, especialmente as de origem animal, é tão importante quanto suar na academia.

A relação dieta & exercícios é fundamental tanto para o desempenho quanto para os resultados – fator que pode gerar muitas dúvidas nos adeptos do vegetarianismo. Por restringir de forma total ou parcial o consumo de alimentos de origem animal, a vertente alimentar pode parecer pouco favorável àqueles que desejam desenvolver músculos. Contudo, tal crença não passa de mito: quando bem orientada, a dieta com restrição ao consumo de carne pode ser tão nutritiva quanto a onívora e propiciar o aporte proteico necessário para o ganho de massa magra, desde que alguns cuidados sejam tomados.

Diferentes vertentes : a motivação para adoção de uma dieta vegetariana pode ser fundada em questões variadas, desde crenças filosóficas ao simples desejo de adotar um estilo de vida mais saudável. Justamente por envolver temas complexos que, em alguns casos, vão além da questão alimentar, existem diversas vertentes que podem ser mais ou menos restritivas quanto ao consumo e utilização de produtos de origem animal.

Vegetarianos x Veganos: dentre as vertentes mais comuns podemos citar os vegetarianos estritos que, assim como os veganos, não consomem qualquer alimento de origem animal, incluindo carnes, ovos, derivados do leite, mel e até mesmo gelatina. A diferença substancial entre eles é que para os veganos essa preocupação não se limita somente à dieta: seus adeptos também evitam produtos cosméticos, de vestuário ou qualquer outro item que tenha origem ou que envolva a exploração animal em sua fabricação. Contudo, do ponto de vista nutricional, a dieta seguida por essas duas categorias é similar, baseando-se exclusivamente no consumo de alimentos de origem vegetal.

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Foto: ALLFOOD

Vegetarianismo flexível: existem também aqueles que simplesmente desejam diminuir ou eliminar a ingestão de alimentos de origem animal, fazendo parte das linhas mais flexíveis do vegetarianismo. Neste âmbito, as mais populares são os ovolacto-vegetarianos – que restringem o consumo de carne mas ingerem ovos, leite e derivados; os ovo-vegatarianos – que limitam sua dieta ao consumo de vegetais, mas também fazem uso de ovos; e os lacto-vegetarianos – que não consomem ovos, mas podem ingerir leite e derivados. Outras vertentes podem aderir, até mesmo, o consumo de carnes brancas ou somente a carne de peixe, por exemplo. Porém, nestes casos, a disponibilidade de alimentos ricos em proteínas não difere muito de uma dieta onívora.

Aminoácidos x dieta vegetariana: deixando de lado as questões filosóficas e atentando para o ponto de vista nutricional, as dietas que excluem o consumo de carnes como a vegetariana estrita, a vegana, a ovolacto-vegetariana e suas variações são as que mais geram questionamentos quanto a sua eficácia no ganho de massa magra, uma vez que existe o consenso de que estes alimentos são substanciais para a oferta de nutrientes construtores dos músculos.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, isso ocorre porque ainda que existam vegetais ricos em proteínas, a disponibilidade desse nutriente no organismo varia conforme sua fonte: “Proteínas de origem animal como o frango e a própria carne vermelha são consideradas de alto valor biológico pois fornecem ao corpo aminoácidos essenciais em quantidades adequadas. Os aminoácidos essenciais são, por sua vez, partes estruturais das proteínas que não são fabricados pelo corpo e precisam ser obtidos através da dieta – esses micronutrientes são indispensáveis na construção de tecidos como unha, pele, cabelos e, inclusive, músculos. O grande problema é que, em comparação com esses alimentos, as fontes vegetais possuem valor biológico inferior”.

Contudo, isso não significa que é impossível ter uma boa oferta de micronutrientes essenciais para a hipertrofia – é viável tanto ter uma dieta perfeitamente saudável quanto nutritiva. A única diferença é que o praticante de musculação adepto ao vegetarianismo deverá redobrar a atenção com as escolhas do cardápio e apostar nas combinações proteicas para garantir o ganho de massa muscular.

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Combinações poderosas

A necessidade de uma dieta equilibrada é tão fundamental para o vegetariano quanto para o indivíduo que consome carne, porém, de acordo com a nutricionista, aqueles que não desejam ingerir qualquer tipo de proteína animal devem recorrer a um cardápio diversificado, combinando em uma mesma refeição ou ao longo do dia, diferentes tipos de proteínas vegetais, afim de complementar a oferta de determinados micronutrientes.

De acordo com a profissional da Nature Center, um bom exemplo é o tradicional arroz com feijão: “O arroz é rico num aminoácido chamado metionina e pobre em lisina, enquanto com o feijão ocorre exatamente o contrário – ele possui alta concentração de lisina e baixa metionina. Ambos aminoácidos são essenciais, ou seja, não são produzidos pelo corpo e estão ligados à recuperação muscular e a fabricação de tecidos. Logo, é uma excelente alternativa para a dieta vegetariana pois equilibra o aporte desses micronutrientes e enriquece a oferta proteica. ”

Para dar mais variedade ao cardápio, pode-se alternar essa preparação combinando alimentos como a soja, o grão de bico e a ervilha – todos ricos em proteínas. “A quinua é boa alternativa para o arroz, além de uma excelente fonte de proteínas, o cereal é rico em ácidos graxos como o Ômega 3 e 6 e possui uma boa concentração de carboidratos que vão dar energia para a prática esportiva. Também é possível recorrer as oleaginosas, grãos e sementes, utilizando-os em saladas ou nos lanches”.

Pontos fortes e fracos

Do ponto de vista nutricional, a dieta vegetariana pode oferecer vantagens e desvantagens aos praticantes de atividades físicas como a musculação. É importante lembrar que qualquer dieta adotada de forma deliberada, sem a devida orientação médica pode oferecer riscos à saúde. Portanto, conhecer essas características é fundamental para que apostar no que há de melhor neste perfil alimentar e também para que se recorra a alternativas que evitem o desequilíbrio de nutrientes.

Vegetariano

Vantagens

-Menos gordura: Quando existe a orientação médica e segue-se uma dieta equilibrada, o vegetarianismo colabora para redução do colesterol por haver uma menor ingestão de gordura saturada, presente em abundância nas carnes. Logo, com a prática de exercícios, a tendência é de uma diminuição do índice de gordura corporal e maior definição. Mas, novamente, quando a dieta é balanceada e a rotina de exercícios executada adequadamente.

-Alimentação saudável: em geral, pessoas que procuram reduzir ou excluir a ingestão de carne de suas dietas despertam também um maior interesse pela qualidade da alimentação e passam a investir em alimentos saudáveis. Quando isso ocorre, existe um maior consumo de frutas, legumes, cereais integrais e outros alimentos que aumentam o aporte de vitaminas e minerais.

-Mais fibras e antioxidantes: vegetais são ricos em fibras, que propiciam a digestão, a saciedade e a perda de peso. Da mesma forma, boa parte desses alimentos são ricos em antioxidantes, substâncias capazes de prevenir a ação dos radicais livres que causam o envelhecimento precoce das células e estão relacionados ao surgimento de várias doenças.

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Foto: iStock

Desvantagens

-Risco do ganho de peso: ainda que muitas pessoas associem a perda de peso à dieta vegetariana é preciso um alerta – se não houver um controle qualificado do consumo de carboidratos, existe o risco de engordar tanto quanto em uma dieta convencional. Com a ausência da carne no cardápio é preciso redobrar a atenção para não exagerar no consumo dos carboidratos, especialmente os refinados. É importante evitar opções pouco saudáveis como batatas fritas, massas brancas e alimentos ricos em açúcar.

-A polêmica B12: igualmente, em uma dieta mal orientada, pode haver um risco maior da deficiência de alguns nutrientes. Vegetarianos, em especial, precisam de maior atenção quanto ao aporte de vitamina B12, pois este nutriente é encontrado (de forma ativa) exclusivamente em alimentos de origem animal. A deficiência dessa vitamina também conhecida como cobalamina, pode causar sintomas como exaustão, tonturas, cansaço e até mesmo confusão mental. Por estar ligada à produção de glóbulos vermelhos, sua deficiência severa pode causar o comprometimento da oferta de energia e levar à anemia.

-Deficiências nutricionais específicas: outra questão relevante é a baixa oferta de determinados sais minerais como o cálcio e o ferro – cujas fontes mais ricas são alimentos de origem animal. Como estes nutrientes são essenciais e desempenham diversas funções primordiais no organismo, é preciso atentar para a oferta desse nutriente na dieta vegetariana afim de evitar possíveis deficiências que prejudiquem a saúde.

É preciso suplementar?

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Foto: Jeltovski

De acordo com Sinara, a suplementação não é via de regra para todo vegetariano – tudo depende da qualidade da sua alimentação. O fundamental é que haja o acompanhamento profissional para que se avalie o perfil nutricional individual do praticante de musculação. “Do ponto de vista proteico, aqueles que seguem uma dieta na qual é permitido consumir ovos e/ou leite, atingir o aporte proteico adequado não é um problema pois esses alimentos possuem uma concentração de proteínas tão qualificada quanto à das carnes. Nesses casos é possível, inclusive, fazer uso de suplementos à base da proteína do soro de leite ou da clara do ovo, quando necessário”.

Para os vegetarianos estritos ou veganos, o adequado é apostar nas combinações proteicas e recorrer, quando necessário e sob orientação médica, à suplementação especializada à base de proteínas isoladas de origem vegetal, como a soja ou o arroz, por exemplo. “No geral, a dieta vegetariana bem orientada é capaz de suprir todas as necessidades proteicas de um indivíduo normal. Somente em alguns casos, quando a necessidade de proteínas é maior devido ao perfil do atleta, recomenda-se a suplementação” – explica.

Quanto às possíveis deficiências nutricionais, a profissional alerta que nunca é recomendável fazer uso de qualquer produto deliberadamente “Até mesmo no caso da suplementação de B12 é preciso analisar o perfil individual. Essas necessidades não são particularidades do vegetariano, em muitos casos, o uso de suplementação ou multivitamínicos é recomendado, inclusive a pessoas que comem carne. Portanto, uma possível carência não se resume apenas ao não consumo de proteínas animais”.

Em geral, a melhor aposta é reforçar a alimentação de forma qualitativa afim de suprir a carência nutricional de algumas proteínas vegetais: “O aporte adequado de cálcio, por exemplo, é perfeitamente possível através da ingestão de vegetais escuros como brócolis, quiabo e couve. Quanto ao ferro, é interessante, além da ingestão de alimentos ricos neste sal mineral como a couve, o feijão e o aspargo, incluir alimentos ricos em vitamina C na dieta – eles otimizam a absorção do nutriente pelo organismo”.

E claro, seguir orientação profissional sempre que mudanças drásticas forem feitas na dieta, dessa forma é possível garantir o ganho de massa mesmo sem a ingestão de carnes, com um cardápio nutritivo e bem balanceado.

Fonte: Nature Center

Musculação emagrece mesmo?

Sim, e isso acontece já que quanto maior o aumento da massa muscular, mais acelerado será o metabolismo. E os benefícios do ganho de massa muscular vão muito além da estética. Márcio Gaefke profissional de educação física da Rede Just Fit conta que o tecido da chamada massa magra apresenta uma atividade metabólica mais acelerada do que a do tecido gorduroso. “Isso impacta positivamente todas as funções fisiológicas do organismo: do sono à eliminação de gordura corporal e controle do colesterol“, diz.

Porém, engana-se quem pensa que a gordura é capaz de se transformar em músculo e vice-versa. Ou seja: emagrecer não implica necessariamente ganho de músculos. “São dois processos diferentes, e os estímulos que levam a cada resultado são distintos”, explica acrescentando que “queimar calorias exige um aumento do metabolismo de todo o corpo, que usa o seu combustível para remover a gordura estocada. E isso acontece com os exercícios aeróbicos também”.

O processo do corpo que leva ao aumento da massa muscular, por outro lado, acontece dentro das células do músculo. Quando uma pessoa realiza um exercício de força em um determinado grupo muscular, ela ativa enzimas presentes dentro dessas células que são responsáveis pela síntese de proteína. “Com as enzimas trabalhando em ritmo mais acelerado, aumenta-se a velocidade dessa síntese de proteínas, e essas proteínas são o que chamamos depois de massa muscular”, fala Gaefke.

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Por isso, os que almejam o aumento dos músculos podem ingerir antes durante e pós treino suplementos de proteína, pois nesse estágio aumenta a síntese proteica ou seja as fibras musculares necessitam de mais proteínas, é uma irrigação para os músculos.

“A musculação ajuda, sim, na aceleração do metabolismo, mas vale salientar que a caminhada, corrida e hidroginástica são exercícios aeróbios que aumentam ainda mais a queima de calorias e gorduras”, finaliza o profissional.

Fonte: Just Fit