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Mulheres lideram ranking de negócios por necessidade, mas saem melhor frente às crises

Elas são as mais afetadas durante a pandemia, mas também as mais resilientes e conseguiram ter jogo de cintura para retomar as atividades

Se já não bastasse estarem à frente de negócios próprios, as mulheres, durante 2020, tiveram cargas extras para gerenciar, como casa, filhos e relacionamentos. Segundo uma pesquisa do Sebrae, empreendimentos femininos ficaram mais tempo com as portas fechadas, o que não as impediram de serem mais ágeis na hora de implementar inovações, como uso de redes sociais, delivery e adaptações em produtos e serviços.

Hoje já são cerca de 10 milhões de empreendedoras segundo a entidade, o que corresponde a 34% dos empresários do País, e revela que a força feminina tem muito potencial para salvar o mercado.

A pandemia, inclusive, revelou ser uma oportunidade para muitos negócios novos, como é o caso de Priscila Cabral, que investiu na rede de publicidade em sacos de pão, PremiaPão. “Saí do emprego na área de RH e não queria mais a rotina de chegar tarde em casa e só ver minha bebê à noite. Pesquisei por microfranquias, escutei que era loucura, que as coisas estavam incertas demais, mas as vendas estão indo bem, graças às negociações que faço com os clientes que, mesmo com recursos reduzidos, entendem que a publicidade é importante”, conta.

Outro ramo que se deu muito bem em 2020 foi o moveleiro, que veio bem a casar com o sonho do próprio negócio da fonoaudióloga Sueli Alves Miglorini. Aos 38 anos, ela decidiu se mudar para Itapema (SC), onde abriu uma unidade da Anjos Colchões & Sofás. “Fui em busca de detalhes sobre o modelo de negócio e, após conhecer melhor a proposta, me senti segura para empreender e me tornar uma franqueada da rede, sobretudo com as iniciativas de vendas online que passaram a ocorrer durante a pandemia”, declara.

Embora considerado essencial, o setor alimentício também precisou inovar, com iniciativas de delivery, por exemplo. É o caso de Osana Scalzer, uma pedagoga de 43 anos que transformou o desejo de empreender em uma realidade deliciosa. Apaixonada por chocolates, tornou-se a primeira franqueada da rede Chocolateria Brasileira no estado de Rondônia.

“Há algum tempo eu buscava algo para empreender e como nossa região é muito carente deste tipo de produto premium, eu tinha a certeza de que a marca seria um enorme sucesso por aqui. Pesquisei vi que a rede estava concedendo ofertas para novos franqueados durante o período pandêmico e foi então que vi que era o momento certo de investir”, relata.

Osana não foi a única a apostar em doces e chocolates. Francisca Fortunato, de 52 anos, investiu na rede Bendito, especializada em cookies, brownies e cafés. A inauguração da loja coincidiu com o fechamento de comércios em meados de março do ano passado e se o começo não foi nada fácil, trouxe, em contrapartida, um aprendizado: se aproximou ainda mais de seu negócio e passou a ter contato pessoalmente com os clientes da vizinhança.

“Com planejamento e persistência, podemos superar todos os obstáculos, que estão fora de nosso alcance. Arregacei as mangas, busquei forças e continuo, até hoje, com muito mais conhecimento e propriedade sobre o meu negócio, principalmente em liderar equipe, tomar decisões e perceber o que ainda precisa ser corrigido e o que está correto”, finaliza.

E o começo da pandemia assustou todo o mundo, como Cleonice Silva, que viu sua rotina mudar completamente na quarentena, do isolamento à abertura do novo negócio, a Sofá Novo de Novo . “No início, como dona de casa, foi um impacto muito grande e me vi trancada com meu marido e meu filho todos os dias, 24 horas. Vivemos todas as fases: o medo, a insegurança, o desespero de ver a nossa renda sendo diminuída; mas a pandemia também mudou minha maneira de ver as coisas. Comecei a ter mais foco e passei a estudar como poderia empreender e acrescentar na renda de casa”, conta.

A nova empresária encontrou na rede a chance de começar seu próprio negócio. “Já vinha pesquisando há algum tempo por algo inovador e esta oportunidade de poder levar o cuidado para dentro das casas das pessoas me satisfaz bastante”, complementa.

Brasileira lança rede social gratuita para mulheres empreendedoras

Donadelas é a nova plataforma digital para conectar ideias, projetos e serviços entre mulheres a frente de seus próprios negócios

O Brasil é um terreno muito fértil para o empreendedorismo feminino. Um relatório do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), divulgado no ano passado, demonstra que a taxa de empreendedoras no estágio inicial do negócio (de até 3,5 anos) chegou a 16 milhões de mulheres, ou seja, elas são responsáveis por metade dos negócios nesta fase, no país.

O fenômeno da entrada maciça de mulheres no terreno do empreendedorismo, que até pouco tempo atrás era majoritariamente liderado por homens, pode estar relacionado aos dados apresentados pelo Governo Federal que dão conta de que três em cada quatro lares brasileiros são hoje chefiados por mulheres — 41% tem o próprio negócio. Eles, geralmente, são voltados para varejo e serviços.

De olho neste movimento e com a proposta de criar um espaço único e inovador para discussão de ideias e troca de experiências entre mulheres que estão adentrando o mundo do empreendedorismo — a maioria dos negócios chefiados por elas está em estágio inicial como mencionado –, a empreendedora Ely Ribeiro aposta no ineditismo de uma rede social dedicada a elas.

“Muitos dos lares brasileiros chefiados por mulheres têm como característica o esforço individual de cada uma. Grande parte das vezes, essas mulheres não têm emprego formal, se veem diante da necessidade de empreender e apostam naquilo em que têm algum conhecimento, mas sem metas pré-definidas. Desenvolver ações práticas e com foco em resultados rápidos torna-se primordial para atender as limitações de tempo que elas dedicam ao negócio, nessa premissa, a rede Donadelas apresenta um layout simples, com foco em negócios, que pode gerar um impacto positivo na vida dessas mulheres – explica Ely.

O Donadelas foi idealizado para proporcionar mais oportunidades de negócios a essas brasileiras que estão iniciando seu caminho na seara do empreendedorismo e também àquelas que já se encontram há mais tempo no mercado, já aprenderam com os erros e têm boas perspectivas de crescimento.

“O interessante é que se trata de uma rede gratuita, disponível a qualquer mulher que deseje divulgar seu trabalho ou fazer networking com outras empreendedoras. Na página pessoal é possível postar fotos, colocar detalhes de seu perfil e história. Há também espaço para enquetes rápidas, que podem facilitar em muito na pesquisa de tendências ou ideias, e ajudar as empreendedoras na tomada de boas decisões”, conta a idealizadora da rede social.

Ilustração: Pete Linforth/Pixabay

O Donadelas tem uma vertente internacional, com a participação de um sócio-investidor, o francês Mohamed Moulaye: “Nosso foco inicial é apresentar uma plataforma que facilite a vida e os negócios das mulheres empreendedoras no Brasil, e em breve visamos conectá-las numa rede mundial de partilha de conhecimentos, experiências e negócios, beneficiando-as com a possibilidade de expansão de seus empreendimentos além-fronteiras”, relata.

Informações: Donadelas

Uma doença contemporânea, a Brasilíase*

Popularmente conhecida como deadlock ou a angústia do Dia da Marmota

Este artigo reproduz um diagnóstico de um médico. Munido de várias informações o médico emite o parecer sobre a doença do paciente. Meu paciente é um continente de 8,5 milhões de quilômetros quadrados; 210 milhões de habitantes; com larga miscigenação biológica e dissimulada segregação racial e social; com uma burocrasília alienada das necessidades nacionais. Paciente amigo e fraterno no convívio diário, indisciplinado e procrastinador das exigências republicanas e cidadãs.

O prontuário do paciente mostra muitas escolhas históricas e seus encadeamentos nefastos, muitas trocas e intercâmbios excludentes das elites, inúmeras sutilezas culturais e comportamentais pouco producentes. Com esse quadro, o paciente foi acometido de um profundo deadlock, e da comorbidade do Dia da Marmota, doença conhecida como Brasilíase.

A palavra deadlock, entendida em pedaços, chega a ser autoexplicativa: dead – morto, lock – trava, fechadura. Indica o momento em que um processo, para continuar a funcionar, precisa de outro processo para avançar, mas este, por sua vez, depende do anterior. Inércia histórica.

No Dia da Marmota, no filme Feitiço do Tempo, a repetição é eterna. Muitas marielles assassinadas, sergios moros virando suco, balas perdidas, número de assassinatos de país em guerra, anões do orçamento/mensalões/lavas jatos, sergios cabrais, prefeitos falando “não roubei tanto quanto o outro aí”.

Os sintomas são claros: as instituições se agridem e fazem debates vazios; os sofrimentos se repetem, a revolta é permanente; ódios, gritos e agressões no trânsito, na Internet, nas relações pessoais.

Angel Glen/Pixabay

Todos estão exaustos de viver no eterno Dia da Marmota. O paciente não aguenta mais. Essa angústia é clara. O paciente está aturdido, tonto, sem rumo. Só ouve quando alguém grita frases bombásticas sem sentido. A racionalidade do paciente está dopada.

Mas o paciente fará uma tomografia logo. Haverá eleição municipal. Após essa tomografia saberemos se o paciente quer um tratamento sério ou se quer placebo sem nenhum esforço. Saberemos se ele escolherá novas lideranças que tenham bagagem técnica, ética e política para gerir o tratamento.

O candidato que deixar claro que o tratamento será longo e exigirá muito esforço de todos será eleito? Ou os clássicos enroladores serão eleitos? O paciente escolherá competência e comprometimento e muito esforço próprio ou propostas mágicas e falsas? Ele realmente quer se curar da Brasilíase ou escolherá mais alguns anos de candidatos falastrões, prometedores de nada? Bons de papo e com zero de resultado.

Paciente que quer se curar tem que participar ativamente do tratamento, que exigirá muito esforço, tempo e sacrifícios para sair da letargia. Os remédios não serão doces e saborosos. Nosso deadlock histórico está preso à nossa procrastinação em assumir os próprios erros e fraquezas. Brasilíase tem cura? Precisamos esperar a tomografia.

*Luiz Jurandir Simões de Araújo é professor de Atuária na FEA/USP e na Unifesp; e Diretor Administrativo FapUnifesp (Fundação de Apoio à Unifesp)

Especialista em economia explica significado de termos e siglas da área

A economista Bruna Allemann defende que pessoas comuns também devem entender as palavras usadas constantemente por estes profissionais

Quando se trata de assuntos relacionados a economia, muitos brasileiros ficam perdidos não apenas em relação às próprias contas, mas também sobre os termos complicados utilizados para tratar o tema, até mesmo porque nos últimos anos, algumas siglas e palavras em inglês se popularizaram entre os que apreciam o assunto.

Com isso em mente, Bruna Allemann, que é profissional na área há mais de 10 anos, elaborou uma lista com alguns dos termos utilizados em artigos e notícias desse segmento.

“Eu acredito que todas as pessoas devem ter acesso a economia e isso certamente envolve as palavras. Ainda que nem todas façam parte do dia a dia de pequenos empreendedores, são expressões complexas que estão em jornais e matérias diariamente e que precisam ser entendidas por todos”, explica.

Conheça abaixo alguns dos termos mais citados:

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Capital social e de giro: o capital social é o investimento inicial necessário para abrir uma empresa, varia de acordo com o segmento. Já o capital de giro, trata-se dos valores que estão disponíveis em caixa, como uma reserva quando a empresa não está faturando lucro, e é essencial pensar nele para não recorrer a outras instituições como uma saída.

Receita bruta e líquida: toda receita é referente aos valores que entram em caixa, no entanto, podem ser divididas de duas formas, sendo que a receita bruta é o valor total e a líquida é a que está deduzida de impostos e custos, ou seja: o lucro real.

Fluxo de caixa: são todas as movimentações feitas numa empresa, as contas pagas, impostos, o que entra e o que sai. É muito importante ter um controle desses valores para que a empresa tenha uma boa saúde financeira e não fique em risco. Segundo Bruna, muitos empreendedores deixam de analisar o caixa e, por conta disso, acabam quebrando.

ROI (Retorno sobre investimento): é uma medida interessante para empresas que fazem uso de marketing. Por meio de cálculo, permite quantificar quanto de lucro determinado investimento rendeu. Seja com um anúncio na internet ou em mídia física é importante medir como isso afetou o negócio e se foi positivo ou não.

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Stakeholder: basicamente são todas as pessoas que afetam a empresa de forma direta ou indireta. São aqueles que têm interesse no negócio, desde o dono, sócios a fornecedores, clientes e até mesmo os concorrentes.

DRE (Demonstração de resultado do exercício): se trata de um documento contábil que conta com informações importantes que estão no fluxo de caixa. Nele é possível verificar se a empresa teve lucro e prejuízo em determinado período.

A especialista relata que existem ainda mais palavras que precisam ser associadas ao exercício da economia, mas que por não fazerem parte do cotidiano das pessoas não é necessário trazer com intensidade. “A terminologia dessa área é enorme, mas é claro que, com interesse, é possível aprender todos os significados”, finaliza.

Fonte: Bruna Allemann é economista e atuou dez anos no mercado de crédito e investimentos para clientes de alta renda, auxiliando os médios e grandes empresários principalmente dos setores de agronegócio e comércio exterior. Atualmente auxilia brasileiros a internacionalizar suas empresas, dolarização de patrimônio através de gestão e imigração por meio de investimentos americanos e consultoria para sucessão patrimonial. Em mais um grande desafio, também é diretora de investimentos e capital markets para a América do Sul de uma grande empresa de Real Estate americana. 

Contratar consultoria de universidades, por meio de uma fundação, pode ser mais vantajoso

Unifesp possui uma gama enorme de áreas de atuação

O início de um novo ano pode ser uma excelente época para contratar os serviços de uma consultoria. Seja para crescer, para investir, para organizar a empresa ou mesmo para sobreviver ou se manter competitivo e relevante no mercado. Especialmente em uma época de crise econômica como a atual.

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Na maioria das vezes, quando se pensa em consultoria, vem à mente o nome de alguma companhia. Mas existem outras opções, como contratar os serviços de uma universidade. Alguns diferenciais dessa escolha são: a expertise dos profissionais, a inovação que o ambiente universitário proporciona, a contribuição na área de recursos humanos e, por último e não menos importante, a troca de conhecimento entre empresa, professores e alunos.

“Inovação e tecnologia são pilares importantes das empresas modernas, fazendo-as competitivas, sustentáveis e lucrativas. Porém, é preciso lembrar que a universidade é um espaço repleto de conhecimento científico e tecnológico. Os avanços e aprimoramentos mais atuais, antes de chegarem às empresas, são desenvolvidos, testados e absorvidos pela universidade”, afirma o professor Luiz Jurandir Simões de Araújo, Diretor Administrativo da FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo).

Ele, que também é coordenador do Paies (Projetos Acadêmicos de Impacto Econômico e Social) da Fundação, lembra que a Unifesp tem uma gama enorme de áreas de atuação, como atuária, medicina, enfermagem, contabilidade, administração, finanças, economia, pedagogia, geografia e sustentabilidade, entre outras.

“Contratar universidades, intermediadas por fundações adequadamente estruturadas, como é o caso da FapUnifesp, é um caminho natural e fundamental para o desenvolvimento das corporações”, enfatiza.

Para Luiz Jurandir, por envolver alunos e professores, além das enormes vantagens conceituais, contratar uma universidade traz vantagens econômicas para as empresas, sem contar o fato de colaborar na formação dos alunos que poderão aplicar os conhecimentos teóricos a problemas práticos.

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“Ou seja, todos saem ganhando, direta e indiretamente. E, em particular, a sociedade que terá capital humano mais qualificado e soluções práticas para problemas amargos e desgastantes de um país continental como o Brasil, com 8,5 milhões de Km² e 210 milhões de habitantes”, afirma, completando: “A história brasileira acumulou um número exagerado de problemas, mas o mundo moderno criou muitas tecnologias para solucioná-los. Criar soluções usando a força do capital humano da universidade é o foco do Paies”.

Para contratar os serviços ou obter informações – FapUnifesp – Tel.: 11 3369-4001 ou pelo site

Sobre a FapUnifesp

FapUnifesp é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como missão prover infraestrutura, logística e suporte administrativo relativos ao desenvolvimento de projetos acadêmicos em ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, além de prestar serviço à sociedade nessas respectivas áreas, em âmbito público ou particular.
O objetivo principal da FapUnifesp é apoiar a Universidade Federal de São Paulo em ações, projetos e iniciativas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e transferência de conhecimento, assim como no seu desenvolvimento institucional e relacionamento com o ambiente externo. A Fundação busca colaborar para a inserção internacional da Unifesp e procura ser um elemento integrador para a formação de uma Universidade multicampi.

Também é objetivo da FapUnifesp ser uma fundação de notório reconhecimento por sua capacidade de apoio administrativo à Unifesp em termos de execução de projetos educacionais em ensino, pesquisa e extensão, bem como de apoio à Universidade em suas relações institucionais com a sociedade, voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, atividades educacionais, artísticas e de preservação ambiental.

 

Cinco dicas para empreender com sucesso após os 50 anos

Há dez anos, a grande maioria das pessoas na faixa dos 50 anos estava se aposentando ou começando a planejar sua retirada do mercado de trabalho. Hoje, o cenário mudou radicalmente. Segundo projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população entre 50 e 54 anos, formada hoje por mais de 12,3 milhões de brasileiros que caminham para a maturidade, desejam continuar no mercado de trabalho; muitos deles, como empreendedores.

“Essas pessoas continuam ativas, produzindo. E, aos 50 anos, encontram-se no auge de suas capacidades intelectual, emocional, relacional, social e, consequentemente, produtiva. São indivíduos que enxergam a aposentadoria como algo muito distante da realidade deles”, explica Ismael Rocha, mestre em sociologia e consultor de negócios, sócio-diretor da Nextt 49+, primeiro hub de inovação do Brasil para empreendedores acima dos 50 anos.

Confira, a seguir, as estratégias do consultor da Nextt 49+ para quem deseja empreender com sucesso após os 50 anos:

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=Acredite nas oportunidades alinhadas com seu perfil. O mercado apresenta inúmeras ofertas para quem deseja empreender. É preciso, porém, estar preparado para aproveitá-las. Por isso, antes de mergulhar em um negócio, é necessário fazer uma autoanálise do seu perfil e competências. “Lembre-se: ter afinidade com a área já é um grande ganho”, explica Ismael Rocha.

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=Negócios de impacto social são tendência para futuro. “Antes de iniciar a sua jornada empreendedora, é importante estudar o mercado onde se deseja atuar”, diz Rocha. “E vale também apostar em algo que melhore e cause impacto na vida das pessoas, segmentos bastantes promissores”, conclui ele.

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=Busque ajuda. Profissionais mais experientes tendem a ser mais autoconfiantes, porém, isso pode ser uma armadilha. É importante consultar especialistas para conseguir orientações sobre a viabilidade do seu projeto e dispor de um plano de negócios, antes de dar o start no projeto. “Por fim, elabore quais serão os diferenciais e avalie os riscos”, alerta o consultor.

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=Invista em capacitação. No atual mundo do trabalho e dos negócios, sempre haverá algo novo para se aprender. É preciso sair da zona de conforto e buscar conhecimento. Muitos dos empreendedores acima dos 50 anos passaram boa parte de suas vidas como funcionários de empresas; muitas vezes, como especialistas em determinada atividade. “Ser dono de empresa, por sua vez, exige colocar em prática várias competências ao mesmo tempo. Buscar o aperfeiçoamento nas várias áreas que sentir necessidade é o caminho para superar com mais facilidade os desafios”, explica.

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=Construa uma visão de futuro. O mundo muda a uma velocidade nunca vista. Podemos dizer que o que vale hoje, não valerá amanhã. “Então, vale construir uma visão de futuro, identificando quais variáveis compõem o seu universo e como você está situado nele”, diz Rocha. “Lembre-se: o empreendedor de sucesso tem visão de longo prazo e diariamente encontra chances de inovar”, completa ele.

Fonte: Nextt 49+

2019: um ano para dirigir olhando para frente e não para o retrovisor

Conselho, tanto a quem quer empreender quanto a quem está à procura de emprego: não tenha receio

Estamos nos despedindo de 2018, um ano de muitas emoções e em que o Brasil passou por muitas mudanças. A principal, claro, foram as eleições que trarão alguns nomes novos tanto para o Senado quanto para a Câmara dos Deputados. E a vitória de Jair Bolsonaro para presidente da república. Muitos estão vendo 2019 com esperança e outros tantos com desconfiança.

O panorama econômico, em especial, deverá mudar muito a partir do próximo ano. Passamos por pequenas, mas importantes, mudanças com a saída de Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer, como a equalização da inflação e a redução de taxas de juros. “Afinal, 14% juros só interessava a investidores e não a empresários. Talvez o único mérito do governo Temer tenha sido a pequena melhora na economia”, afirma o coach e consultor de finanças pessoais Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation.

Moraes admite que o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, traz um novo olhar para o governo, mas continua sendo uma incógnita. O mercado está confiante e com perspectiva de retomada econômica. Porém, o desemprego, o ponto mais importante e esperado, não vai diminuir tão cedo.

“No governo do presidente Lula, muitas empresas engordaram a estrutura, mas depois que cessou o período de crescimento da economia, precisaram demitir. E demitir custa caro. Agora, várias delas já se adequaram a uma estrutura enxuta que cabe, com dificuldades, no orçamento”.

Observador

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Na opinião de Moraes, em 2019 os empresários estarão mais atentos e vão querer garantir um crescimento efetivo para, daí, sim, aumentar a demanda e contratar. Não querem um voo de galinha. Portanto, o primeiro semestre do ano será especialmente de observação.

“Observação do crescimento, das ações do governo, da consistência das decisões tomadas. Como o novo governo vai negociar com o congresso as mudanças necessárias e se vai obter êxito. Porém, é importante ter uma expectativa positiva e não torcer para dar errado, porque o Brasil precisa melhorar”, frisa.

Pelas previsões que Moraes têm ouvido de economistas e especialistas de vários setores, o esperado é inflação menor, dólar estável, taxa de jutos mais baixa e, a princípio, nenhuma expectativa de sobressaltos.

Otimismo com cautela

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“Meu conselho, tanto a quem quer empreender quanto a quem está à procura de emprego, é não tenha receio. Esteja aberto a mudanças. É preciso dirigir olhando para frente e não para o retrovisor. Olhar o sucesso dos outros, ou de si mesmo em tempos passados, pode ser inspirador, mas não significa êxito no futuro”, alerta Moraes.

Ele aconselha: olhe para fora de si e para fora do país. Por exemplo, há uma inclinação forte em não comer mais carne que está crescendo em vários países? Invista em produtos naturais, orgânicos e veganos. Pessoas estão decididas a usar menos o carro? Pense em aplicativos, em formas alternativas de transporte. Observe as tendências em todas as áreas que puder.

Incompatibilidade

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Outro ponto que o coach destaca: sempre que buscar um trabalho é importante prestar atenção ao perfil do cargo, pois também pode haver uma incompatibilidade entre a vaga e o candidato. “Para quem estiver procurando, ou pensando em mudar de emprego, antes de comparecer às entrevistas, pesquise sobre a empresa, estude e descubra o que pode acrescentar a ela, em que poderá ajudá-la. Qual o local em que você se encaixa. Durante a conversa, não recite seu currículo, ele já está nas mãos do recrutador”, ensina.

E nunca pare de estudar. “É preciso pensar na aplicabilidade da formação acadêmica. As universidades brasileiras trazem pouca inovação. Há jovens que me questionam se vale a pena entrar em uma faculdade de tecnologia se ele pode se desenvolver sozinho. Não é o recomendável, mas é compreensível, olhando o panorama da formação e da demanda. Apesar de o Brasil não ser um país de ponta, não ser um pólo tecnológico – temos um perfil mais de seguidor que de inovador – há um descasamento entre ensino e mão de obra qualificada”, afirma Moraes. “Mas estar atento às tendências e seguir buscando o conhecimento, da forma como lhe for possível, continua sendo o caminho para manter-se atraente ao mercado”, conclui.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

II Fórum de Economia Colaborativa e Afetiva na Prática

A economia colaborativa é uma maneira inovadora de fazer negócios trocando talentos e serviços, economizando, promovendo a sustentabilidade, estreitando relacionamentos e criando oportunidades de mercado.

Um novo jeito de fazer negócios vem chamando a atenção e aumentando a cada dia no país e é por meio da economia colaborativa. Esse formato, no qual a moeda não é uma troca convencional, conecta pessoas ou empresas que podem oferecer o que o outro necessita.

Atualmente, diante do cenário de transformação das relações de consumo, sai na frente aquele que tem um olhar criativo e consegue enxergar oportunidades na crise. A economia colaborativa e afetiva contribui para que isso aconteça.

O conceito é simples: “Em primeiro lugar estar aberto para sentir, em seguida, disposto a colaborar com o outro através de seus talentos”, diz Regina Watson, fundadora do grupo Escambo de Luxo, pioneiro em economia colaborativa no Brasil.

Regina Watson criou o grupo em 1990, em São Paulo. Inicialmente, as reuniões eram presenciais, com participantes das áreas de comunicação, cultura, ciências sociais e empresários.

As reuniões aconteciam na maioria das vezes em forma de pequenos jantares em sua casa, como alternativa para estreitar relacionamentos mais seguros e confiáveis.

A partir daí, consequentemente, o grupo foi se propagando e disseminando para outras tecnologias, passando pelo fax, e-mail, orkut e migrando para o Facebook, onde continua ativo até hoje e segue em busca de investidores para atuarem por meio de uma plataforma.

A rede colaborativa Escambo de Luxo conta com quase 12.000 pessoas selecionadas dentro do Facebook e somente madrinhas ou padrinhos podem indicar novos membros.

I Fórum Escambo de Luxo - Foto Leilane Trombeti (1)
Foto: Leilane Trombeti

Regina idealizou o grupo apostando sempre na contribuição de sanar a dor do outro em primeiro lugar e, consequentemente, os negócios acabavam sendo gerados, ora por conta de reputação e referências, ora por afinidade imediata nos posts. As trocas não são medidas por valor, tempo ou graduação. Esse é o grande diferencial da rede afetiva e genuinamente colaborativa.

Para divulgar, propagar e exercitar o tema, o grupo Escambo de Luxo promove no dia 15 de agosto, na ESPM, em São Paulo, o II Fórum de Economia Colaborativa e Afetiva na Prática.

O evento busca disseminar a cultura de doação e colaboração, inspirando com histórias reais de pessoas que doaram e receberam afetividade, e geraram negócios doando ou trocando seus talentos e serviços de maneira inovadora.

A entrada é gratuita.

II Fórum de Economia Colaborativa e Afetiva na PráticaII Fórum de Economia Afetiva e Colaborativa na Prática - Imagem Divulgação

Cronograma:
l) Painel no formato tradicional de conferência
ll) Painel no formato desconferência
lll) Momento conexão

*14:00 – Início do credenciamento presencial
*14:15 – Abertura da lista de espera dos pré-inscritos presencial
*14:30 – Abertura do evento
*15:00 – Início Painel l – Conferência
*16:30 – Coffee break
*16h45 – Início Painel II – A caminho da desconferência
*18:20 – Início Painel lll – Conexão 360º (com coffee break)
*19:30 – Encerramento

Informações: Facebook

Entenda o impacto das mudanças no Sistema de Pagamentos Brasileiro

O Banco Central tem se movimentado para adequar o sistema financeiro e bancário para atender às novas demandas do mercado. Entre as mudanças previstas está a realização de pagamentos instantâneos sem a intermediação de bancos, sem restrição de dia e horário e em todas as modalidades: entre empresas, pessoas e entre empresa e pessoas. Diferente do cenário atual, onde as transferências são em tempo real 24 horas apenas entre clientes do mesmo banco e entre bancos diferentes em horário comercial em dias úteis.

Nesse sentido, o BC criou um grupo estratégico composto por bancos, administradoras de cartões de crédito e empresas do setor para desenvolver o novo sistema, tendo como alvo reduzir os custos das transações e estimular a competição nos meios de pagamento. Isso pode resultar em um impacto, positivo para os clientes, nas tarifas e os juros cobrados pelos bancos.

O P2P (peer-to-peer) no sistema financeiro é uma atividade que está emergindo em países como a China, por exemplo, que utiliza meios de pagamentos móveis e instantâneos.“Pelo novo modelo, será possível enviar a qualquer dia e horário, do smartphone inclusive, dinheiro da conta corrente para o cartão de crédito e vice-versa”, explica Odilon Costa, CEO & Presidente da Tree Solution, que faz parte do grupo estratégico do BC, através da ABBI.

Outro anúncio do Banco Central que causará impacto nas operações financeiras é a substituição por completo da Circular nº 3.885 pela Circular nº 3.683. A principal mudança são os novos requisitos mínimos para instituições de pagamento ao solicitar autorização para constituição e funcionamento perante o Bacen.

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Foram estabelecidos valores mínimos para que a instituição de pagamento tenha que solicitar essa autorização, sendo R$ 500 milhões em transações de pagamento ou R$ 50 milhões em recursos mantidos em conta de pagamento pré-paga.

O BC também lançou a Circular nº 3.886 que altera algumas disposições da Circular nº 3.682, que continua em vigor para regular o funcionamento dos arranjos de pagamento. A principal alteração diz respeito à adesão à liquidação centralizada, onde os marketplaces que intermedeiam relações comerciais foram equiparados a subadquirentes.

Pela nova norma, deverão aderir à grade de liquidação centralizada para realizar os pagamentos aos prestadores de serviços ou fornecedores de produtos que se conectam aos seus clientes.

A Circular nº 3.886, com prazo para adaptação ao sistema até 28/09/2018, obriga a adesão de todos os participantes de arranjos de pagamento que não sejam instituidores de arranjo, emissores e credenciadores de instrumento de pagamento ou instituições financeiras que atuam como instituição-domicílio.

Ou seja: torna a adesão à liquidação centralizada opcional para pagadores de usuários finais (por exemplo, os marketplaces) que transacionem volumes inferiores a R$ 500 milhões acumulados nos últimos doze meses.

No novo sistema, todas essas transações devem ser liquidadas pela CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos, que controlará todo o fluxo de pagamentos. A CIP é uma associação civil sem fins lucrativos, criada pelos bancos, que integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB.

Essa mudança será benéfica para empresas já que diminuirá os custos entre as transações. No entanto, o processo de implementação é complexo e poderá afetar drasticamente empresas menores e startups.

Pela normativa, todos participantes devem ser capazes de se comunicar com a CIP e, para que isso seja possível, precisam enviar suas ordens de pagamento usando o layout definido pela CIP por meio de um link de comunicação com a câmara.

Para a adequação a essas mudanças, as companhias precisarão adequar seus sistemas internamente com equipe própria ou contratar um prestador de serviços, recomendado pela própria CIP.

A Tree Solution é uma empresa especializada no desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras para o mercado financeiro, de câmbio e comércio exterior e está se reestruturando para atender a todas essas novas demandas com a solução TreeSPB. Por meio de instrumentos de monitoramento dos processos relacionados ao SPB, faz a administração dos saldos e é facilmente integrável aos sistemas legados das instituições financeiras. Entre os benefícios da TreeSPB são destaques:

• É um sistema multiempresa e os sistemas legados fazem a interface com a solução pela camada de Integração SPB, responsável por receber os dados de negócio formatando-os como mensagens que serão enviadas à RSFN;
• Possui facilidades para a entrada de dados pela digitação manual ou cópia de mensagens preexistentes;
• Todo o processo de integração, liberação, envio e recebimento de mensagens é visualizado no sistema;
• Possui alertas que informam ao usuário a chegada de mensagens relevantes e condições críticas de saldo previamente parametrizadas;
• Permite a conciliação (automática ou manual) das previsões de crédito registradas pelos sistemas legados;
• Provê visualização da previsão intradia do fluxo de caixa;
• Efetua o tratamento das mensagens especiais de Solicitação de 2a via de Mensagens (GEN0012) e Aviso de Disponibilidade de Arquivos (GEN0015);
• Possui o componente Piloto de Reserva que controla os saldos e o gerenciamento por parte do Banco Central, mensagens de confirmação e fluxos intradia;
• Possui o componente Servidor Transacional que é responsável pelo gerenciamento e controle de todas as mensagens de entrada e saída do Banco Central e das Clearings.

No ano passado a Tree Solution fez sua primeira aliança estratégica nesse sentido com a Softpar – empresa que atua no desenvolvimento de software para o mercado financeiro há quase 40 anos com soluções inovadoras em tecnologia. A partir dessa parceria, a Tree passou a disponibilizar ao mercado suas soluções em cloud computing.

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Atenta aos assuntos de mensageria, não somente no campo nacional, como internacional, a Tree assinou um NDA com a Ripple, para prover uma solução ao mercado para transferências internacionais, em tempo real, através do protocolo Ripple Net. “Neste momento estamos em negociações iniciais para desenvolver um modelo dentro da solução TreeFXBank e, em breve, teremos novidades no setor”, ressalta Costa.

A Ripple é uma das maiores companhias globais que conecta bancos, provedores de pagamentos, trocas de ativos digitais e corporações.

Fonte: Tree Solution