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Quanto a Covid-19 pode interferir na saúde do cérebro?

Neurocirurgião da Unicamp explica os motivos que podem levar à perda de olfato e de funções cognitivas, além de AVC e depressão

Como tudo é novo e desconhecido em relação à Covid-19, há muita especulação em relação às suas consequências para o organismo de pacientes acometidos pela doença, principalmente depois que se recuperam. Uma dúvida importante é saber o que este vírus pode provocar no cérebro.

Para esclarecer algumas questões, Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Confira alguns mitos e verdades:

A Covid-19 pode interferir nas funções cognitivas?

Verdade: um trabalho inédito, publicado no início de fevereiro pelo InCor (Instituto do Coração) da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), revela que, após o fim da infecção, surgem problemas como perda de memória, dificuldade em manter o foco e/ou a atenção como antes no cotidiano e dificuldades com a percepção visual.

A perda do olfato é um sintoma incomum após o paciente ser infectado?

Mito: no caso da infecção por coronavírus, é muito comum que lesões nos nervos e bulbos olfatórios levem à perda de olfato (anosmia). Em um estudo europeu de 2020, em 87% dos pacientes a anosmia foi um dos sintomas mais comuns da doença. Embora a incidência de casos permanentes seja muito menor (cerca de 5%), a infecção viral é capaz, também, de levar à anosmia permanente. Porém, em alguns casos, existe tratamento para a recuperação.

A doença aumenta as chances do AVC (Acidente Vascular Cerebral)

Verdade. A Covid-19 está ligada a um aumento na formação de coágulos em artérias, podendo levar ao AVC. Estudos internacionais, principalmente nos Estados Unidos, identificaram que muitos pacientes jovens com Covid-19 também foram diagnosticados com Acidente Vascular Cerebral.

A Covid-19 pode levar a sequelas neurológicas permanentes?

Mito: a infecção por SARS-CoV-2 já demonstrou causar sintomas de longo prazo, mesmo após a resolução do quadro respiratório. Além da perda do olfato, os pacientes podem sentir principalmente dores de cabeça crônica, a já citada sensação de fadiga no corpo, tontura, fraqueza generalizada e até mesmo ansiedade e depressão. Por enquanto, estudos apontam que são condições passageiras, mas que merecem atenção do paciente e acompanhamento médico.

Fonte: Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein

Fleury Medicina e Saúde apresenta quatro novos testes para diagnóstico de coronavírus

Clientes terão a opção de fazer os exames de RT-PCR na saliva, teste rápidos molecular e de antígeno para detecção do Sars-CoV-2, além da sorologia que identifica anticorpos neutralizantes. Entenda as diferenças e quando cada um deles é mais indicado

O Fleury Medicina e Saúde disponibiliza quatro novos testes para diagnóstico do novo coronavírus (Sars-CoV-2). A partir de agora, os clientes contarão com a RT-PCR com coleta de amostra de saliva, os testes rápidos de antígeno e molecular e a pesquisa de anticorpos neutralizantes, que pode ser útil para avaliar a reposta do indivíduo à vacina.

Todos estão disponíveis nas unidades das marcas do Fleury Medicina e Saúde em São Paulo ou nos hospitais parceiros. Somando o RT-PCR em tempo real em secreção respiratória, a sorologia (anticorpos IgG e IgM), a empresa oferece em março, no total, um arsenal de seis testes à comunidade médica e seus pacientes para enfrentamento da pandemia do Covid-19.

“A crescente sofisticação do portfólio de exames para Covid-19, com novos testes com sensibilidade muito próxima do RT-PCR padrão-ouro, menor tempo de resposta, maior conveniência e conforto para os pacientes, é um importante recurso de apoio para a tomada de decisão médica, melhorando o desfecho de cada caso e evitando potenciais transmissões”, afirma Celso Granato, diretor clínico e infectologista do Grupo Fleury.

Segundo Granato, a área de Pesquisa e Desenvolvimento e os consultores médicos acompanham toda a literatura científica sobre o SARS-CoV-2 e os lançamentos da indústria da saúde para desenvolver, em tempo cada vez mais reduzido, metodologias mais sensíveis e amigáveis para o atendimento na ponta dos serviços de saúde. “Tudo isso sem abdicar da segurança do paciente e qualidade do resultado, segundo as melhores práticas laboratoriais nacionais e internacionais para garantir a precisão e confiabilidade do resultado”, ressalta o especialista.

Saiba mais sobre cada teste

RT- PCR em tempo real em material de vias respiratórias

iStock

Considerado o exame molecular padrão-ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segue um protocolo com três fases e diferentes enzimas a cada etapa: a extração, a amplificação e a detecção do material genético do vírus. Deve ser realizado entre o 3º e o 10º dias após o início dos sintomas. Assintomáticos que foram expostos ao vírus devem esperar cinco dias após o último contato com a fonte de infecção. Quem precisa de laudo para seguir protocolos de prevenção deve cumprir os prazos determinados pelo requerente. Seu desempenho não é afetado pelas novas variantes do Sars-CoV-2. O teste está disponível desde fevereiro de 2020.
Prazo de resultado: 1 dia. Valor: R$ 420,00.

RT-PCR em tempo real em saliva – (novo)

Stock Adobe

O novo exame é realizado pelo mesmo método de RT-PCR do padrão-ouro, mas com coleta mais confortável: o paciente deposita a saliva em um tubo, seguindo orientações. Além da praticidade, a técnica reduz o risco de que gotículas se espalhem no ambiente, dando maior segurança a todos. Apresenta sensibilidade pouco menor do que o teste que analisa material das vias respiratórias: a cada 100 pessoas positivas para coronavírus em amostras colhidas com swab, o teste efetuado em saliva identifica 94 casos positivos. Seu desempenho não é afetado pelas novas variantes do Sars-CoV-2. Prazo: o resultado fica disponível em até 1 dia. Valor: R$ 420,00.

Teste molecular rápido (amplificação isotérmica) – (novo)


Assim como a RT-PCR, este novo teste detecta o material genético do vírus em amostra das vias respiratórias, porém com resultado mais rápido. Deve ser feito na primeira semana de sintomas. A concordância de seu resultado com o obtido por meio da RT- PCR é de praticamente 100%, desde que a amostra seja colhida até o 7º dia de sintomas. Prazo: até 4 horas. Valor: R$ 500,00.

Teste rápido de antígeno (novo)

Foto: Pascal Rossignol/Reuters

Este novo teste detecta a presença de proteínas do vírus nas vias respiratórias. A maior sensibilidade (96%) é obtida quando a coleta é feita até o 5º dia de sintomas, com pico no 3º e 4º dias. Para casos com maior tempo de evolução, a sensibilidade pode ser menor. Disponível em hospitais parceiros. Prazo: em até 8 horas. Consultar valor em hospitais parceiros.

Pesquisa de anticorpos (sorologia “tradicional”)

Usada para detectar anticorpos específicos contra o Sars-CoV-2, indicativos de que houve infecção pelo vírus anteriormente. Deve ser feita pelo menos 14 dias após o início dos sintomas, ou 21 dias após a exposição de risco, respeitando o tempo necessário para que o corpo produza anticorpos em níveis detectáveis. Prazo: 1 dia útil. Valor: R$ 360,00

Pesquisa de anticorpos neutralizantes (novo)

Este exame é capaz de avaliar com maior precisão se os anticorpos contra Sars-CoV-2 produzidos são realmente protetores contra a doença. O teste pode ser uma ferramenta útil para avaliar a resposta das pessoas à vacina, situação em que se sugere- aguardar 30 dias após a última dose prevista para o esquema da vacina em questão. Prazo: até quatro dias. Valor: R$ 375,00.

Informações sobre os exames e agendamento: Grupo Fleury

Médica faz relato emocionante sobre o primeiro ano de pandemia

Especialista ressalta que a falta do engajamento da população, sobre as medidas de proteção à pandemia, interfere no bem-estar emocional e psicológico dos profissionais da saúde

Ao som da frequência de batimentos cardíacos dos pacientes nos leitos e com olhar atento a cada um deles, por mieo da parede de vidro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, a médica Intensivista Lívia Corrêa de Castro, falou sobre sua atuação neste primeiro ano de pandemia.

Depois de uma longa jornada de plantão no dia anterior, a profissional que atua pela Pró-Saúde no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), parou suas atividades por alguns minutos para destacar os principais desafios vivenciados nesse tempo de pandemia, antes de iniciar a visita médica do dia.

Com 12 anos de atuação no HRBA, unidade mantida pelo Governo do Pará, no município de Santarém, Lívia conta que os profissionais não imaginavam iniciar 2021 de um jeito tão difícil quanto foi o ano anterior.

“Nessa segunda onda temos recebido doentes mais graves, com um número maior de pacientes adoecendo. Classifico essa segunda onda bem pior do que a primeira. Apesar de termos a experiência de um ano atrás, temos muitas batalhas dentro da UTI. É uma luta pessoal porque trabalhamos com o cansaço, indo ao nosso extremo”, compartilha.

Medo do desconhecido

Há um ano, no dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou oficialmente a pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). No Brasil, a primeira morte devido ao vírus aconteceu um dia depois do anúncio da OMS.

A médica Intensivista comenta que, quando os primeiros casos começaram a chegar à unidade, que é referência para tratamento da Covid-19, mesmo com os treinamentos prévios, a ansiedade diante do desconhecido era uma realidade.

“No início a gente tinha muito medo de se contaminar, medo de sair na escala do plantão, medo de levar a doença para nossa família em casa”, explica.

Medos que permanecem até hoje, mas que não são maiores que um único sentimento: “Medo de não acabar, parece que não vai acabar nunca. A gente não para de receber paciente. A impressão que temos é que não está acabando e que estamos lutando contra um inimigo invencível”, afirma a médica.

Desrespeito da população x famílias desmoronadas

Pixabay

Nestes 12 meses de enfrentamento à pandemia, Lívia relata que as jornadas de plantão na UTI têm sido longas. Ela conta que diversas vezes, ao sair do hospital, se deparou com pessoas aglomeradas nas ruas, sem máscaras de proteção, marcando encontros e até festas clandestinas, e diz ter a sensação de que a população vive em um mundo paralelo, longe do universo que enfrenta uma pandemia global.

“Vivemos uma realidade no hospital em que vemos famílias se desmontando, pessoas morrendo, apesar de todo o nosso esforço. E quando a gente sai na rua, percebe que as pessoas não têm noção da gravidade do que a gente vive hoje”, comenta.

A profissional menciona, inclusive, problemas entre os parentes. “Eu já tive várias discussões com minha própria família, porque percebo que não entendem o que está acontecendo e a gente tenta levar isso para nossa casa. Mas, realmente, quem está fora do ambiente de UTI não tem noção do que esse vírus causa nas pessoas.”

A médica reforça que é um vírus extremamente letal para quem precisa internar num leito de UTI. “É muito triste vermos a rua lotada, gente marcando festa, ficamos nos sentindo um extraterrestre no meio de tudo isso. Parece que nosso trabalho é todo em vão.”

Vidas perdidas

A médica intensivista Lívia Corrêa de Castro

O Brasil ultrapassou a marca de 270 mil pessoas mortas pela Covid-19. Emocionada e emocionando os colegas da UTI que acompanhavam seu relato, a médica destacou o sentimento dos profissionais da saúde, quando ocorre a perda de um paciente.

“A gente se sente derrotado. É um sentimento de impotência gigante que nos faz pensar se queremos continuar nessa vida, sabe? Então, é muito ruim viver isso. Toda a equipe sofre, é bem complicado”, relata.

Lívia alerta a população que o vírus veio para ficar, e que é necessário a população aprender a conviver com ele, se protegendo. Para que isso ocorra, a profissional chama atenção para a mudança de comportamento de todos.

“Compreendo que está todo mundo cansado do vírus, da pandemia, mas é preciso entender que há uma nova rotina de uso da máscara, álcool em gel, manter o distanciamento físico. É uma doença devastadora e essa devastação não ocorre só na vida dos doentes, mas na vida da equipe de saúde que cuida de todos”, conclui.

Vitórias dos pacientes

O HRBA é uma unidade estratégica do Governo do Pará, gerenciado pela Pró-Saúde, que presta atendimento 100% gratuito a uma população de 1,3 milhão de pessoas residentes em 30 municípios do Oeste do Pará.

A unidade, que recebeu o primeiro paciente suspeito no dia 19 de março de 2020, realizou em 1 ano de pandemia diversas mudanças estruturais, para atender casos da doença.

“Na primeira fase abrimos 52 leitos para Covid-19. Neste segundo momento, a unidade passou a oferecer 96 leitos, fez adequações para atender os pacientes de outras especialidades, aumentou a capacidade de disponibilização de oxigênio, contratou mais de 200 novos profissionais, entre outras ações, em busca de prestar assistência de qualidade”, destaca Hebert Moreschi, diretor Hospitalar do HRBA.

400 altas de recuperados

O Regional do Baixo Amazonas já realizou 2.567 notificações no protocolo de Covid-19, efetivando 1.108 internações. Nesta quinta-feira, 11/3, alcançou a marca de 400 altas de pacientes recuperados da Covid-19.

O empresário Eliésio Gama foi o primeiro paciente recuperado da doença a receber alta médica no HRBA. Com 50% de comprometimento pulmonar, ele passou 12 dias internado.

“Lembro quando estava saindo do hospital, todos com medo. Que bom seria se tivessem continuado com medo, que provavelmente hoje não estaria como está. Se puder, fique em casa, não aglomere e evitem esse vírus”, alertou.

O número de pacientes recuperados tem como um dos principais fatores o empenho contínuo da equipe multiprofissional que está na linha de frente de combate à doença.

“São médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas e auxiliares de higiene e limpeza que fazem plantões diários levando assistência segura aos internados. Profissionais que trabalham incansavelmente, com agilidade e competência sempre com foco na resolutividade e humanização. Juntos, cremos que dias melhores virão, com a sensibilização de todos”, conclui Moreschi.

Fonte: Comunicação – Pró-Saúde

Urgente: bancos de sangue precisam de doações

No momento em que o país vive a maior crise sanitária de sua história, em razão do coronavírus, os bancos de sangue de todo o país estão sofrendo com a falta de doadores

A situação se agravou nas últimas semanas no Banco de Sangue de São Paulo, com a fase vermelha da pandemia, registrando uma queda considerável no volume das doações. Atualmente os estoques sanguíneos da instituição enfrentam um déficit de 45%, podendo se acentuar ainda mais nos próximos dias e chegar a 60%.

“É preciso que as pessoas se lembrem o tempo todo que a doação de sangue é essencial à vida de inúmeros pacientes internados nos hospitais, inclusive dos que estão em tratamento pela Covid-19”, diz Bibiana Alves, líder de captação do Banco de Sangue de São Paulo.

O ato da doação de sangue não oferece riscos de contaminação pelo coronavírus, informa o líder de captação. “As estruturas dos locais de doação estão adequadas e preparadas para receber os doadores. As precauções de contágio devem ser mantidas, mas o ato solidário não pode parar. Uma única doação salva até quatro vidas”, ressalta Bibiana.

Para regularizar os estoques e evitar atrasos ou impactos nos atendimentos, são necessárias 160 doações diárias. Com os casos de Covid-19, a situação faz as doações se tornarem ainda mais urgentes.

O Banco de Sangue de São Paulo segue rigorosamente todos os protocolos contra a Covid-19 e mantém boas práticas preventivas para o enfrentamento ao coronavírus.

Requisitos básicos para doação de sangue:

• Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH, etc.) em bom estado de conservação;
• Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença dos pais no momento da doação);
• Estar em boas condições de saúde;
• Pesar no mínimo 50 kg;
• Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
• Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas. Não é necessário estar em jejum;
• Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e língua (12 meses após a retirada);
• Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
• Não ter tido gripe ou resfriado nos últimos 30 dias;
• Não ter tido Sífilis, Doença de Chagas ou AIDS;
• Não ter diabetes em uso de insulina;
❗ Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

Critérios específicos para o novo coronavírus:

• Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 30 dias após cessarem os sintomas para realizar doação de sangue;
• Candidatos que viajaram para o exterior devem aguardar 30 dias após a data de retorno para realizar doação de sangue;
• Candidatos à doação de sangue que tiveram contato, nos últimos 30 dias, com pessoas que apresentaram diagnóstico clínico e/ou laboratorial de infecções pelos vírus SARS, MERS e/ou 2019-nCoV, bem como aqueles que tiveram contato com casos suspeitos em avaliação, deverão ser considerados inaptos pelo período de 30 dias após o último contato com essas pessoas;
• Candidatos à doação de sangue que foram infectados pelos SARS, ERS e/ou 2019-nCoV, após diagnóstico clínico e/ou laboratorial, deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após a completa recuperação (assintomáticos e sem sequelas que contraindique a doação).

Banco de Sangue de São Paulo
Unidade Paraíso
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso Tel.: (11) 3373-2000
Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 17h, e sábado, domingo e feriados das 08h às 16h. Estacionamento gratuito Hotel Matsubara – Rua Tomas Carvalhal, 480

O que o novo coronavírus nos ensinou sobre saúde e cuidados com o próximo

Os desafios provocados pela pandemia trouxeram lições valiosas sobre autocuidado, tecnologia, valorização profissional e evolução da medicina

Desde que a propagação da Covid-19 instaurou um quadro de pandemia, o mundo tem lidado com uma série de mudanças. O misto de sensações oriundas da dor da perda de pessoas queridas e do isolamento social nos trouxe uma série de questionamentos.

Quem passou pelos altos e baixos de 2020 vivenciou uma nova rotina, reorganização do trabalho de mais uma série de lições. Entre os aprendizados, os que você lerá a seguir mudaram completamente a história da humanidade.

Prestar atenção nas notícias ajuda a prevenir danos maiores

O primeiro caso de SARS-CoV 2 foi identificado na China, em dezembro de 2019. Desde então, a doença começou a se espalhar rapidamente pelo mundo e, somente em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o surto como pandemia. O que podemos aprender com isso? Que estamos em um mundo globalizado e o que acontece em uma região a milhares de quilômetros de distância interfere diretamente na nossa vida. Nunca foi tão importante prestar atenção nos noticiários.

Nem sempre podemos ter o controle de tudo

2020 seria o ano dos feriados prolongados no Brasil. Isso serviu de inspiração para a marcação de viagens nacionais e internacionais que, como todos já sabem, não aconteceram. Aceitar que não temos o controle de tudo foi um aprendizado e tanto.

Cuidar do meio ambiente é nosso dever

Durante o tempo em que a gente cumpria o isolamento social, a qualidade do ar em São Paulo melhorou e o Himalaia pôde ser avistado do Norte da Índia, já que as nuvens de poluição deram uma trégua. O meio ambiente fica bem melhor sem os humanos.

Ter planejamento financeiro é fundamental

O desemprego foi um dos efeitos da pandemia sentido na pele por milhares de brasileiros. Quem não tinha reservas financeiras se viu diante de um desafio muito grande. A lição que fica é que é necessário contar com uma reserva de emergência.

É preciso valorizar o comércio local

MCStudio79/Pixabay

Quantas vezes aquela pequena mercearia do seu bairro te salvou durante o isolamento social? Colaborar com a economia local é uma das lições da quarentena que devem se manter nessa nova configuração da nossa rotina.

Lavar as mãos é um ato de amor coletivo


Apesar de ser um hábito básico de higiene, lavar as mãos passou a ser um símbolo da preservação da vida. Certamente, essa atividade simples continuará sendo realizada com ainda mais consciência e frequência.

Álcool gel virou um item essencial de higiene

O álcool gel, que foi muito requisitado no pico da pandemia, virou um item básico de higiene. Manter o produto sempre por perto, além de manter as mãos limpas, ajuda a desinfetar talheres, copos, entre outros objetos.

Respeitar os profissionais que atuaram na linha de frente

Profissionais da saúde, garis, agentes de limpeza, seguranças, bombeiros, motoristas de ônibus, entre outros trabalhadores, se arriscam diariamente para garantir a nossa proteção. Isso nos ensinou sobre o que é realmente essencial.

Trabalhar remotamente é o novo normal

Foto: Lumen/Pexels

Graças à internet e a tecnologia digital, as empresas entraram no universo do home office. Ao que tudo indica, essa nova forma de trabalho, que já era uma tendência, veio com tudo e fará parte das novas configurações corporativas.

A telemedicina é nossa importante aliada


A telemedicina avançou consideravelmente em 2020. A Lei 13.989, de abril de 2020, que regulamenta o exercício de profissionais nesse novo formato que é “medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”.

O home care é uma opção segura de abordagem terapêutica

De acordo com um levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as atividades de home care aumentaram 20% em 2020. Esses dados revelam que esse serviço fez toda diferença no enfrentamento à pandemia. Graças à abordagem transdisciplinar de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros, esse tipo de atendimento ajudou a aumentar a capacidade de leitos. Tudo isso com o apoio da telemedicina. Para os pacientes, o home care implicou em mais segurança, conforto e comodidade. Até mesmo os casos complexos, com a devida autorização médica, puderam receber os cuidados em casa.

Esse é um dos aprendizados que marcaram o início de uma nova era pós-pandemia. Afinal, receber o tratamento adequado ao lado de familiares e na própria residência é fundamental para o sucesso da reabilitação.

Fonte: SOS Vida

Covid-19: Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco oferecem novo teste rápido com coleta oral

Menos incômodo para alguns pacientes, o novo teste antígeno oral identifica o vírus ativo no corpo e sua realização é recomendada entre o 1º e 7º dia de sintomas

Para facilitar a coleta em pessoas mais sensíveis ao cotonete nasal, as farmácias da Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco, do Grupo DPSP, passam a oferecer o teste Antígeno por via oral para detecção de partículas do vírus em amostras de saliva.

O teste rápido consegue identificar a presença ativa do Coronavírus no organismo, diferentemente do teste de anticorpos, que identifica se a pessoa já teve contato anterior com a doença. Até então, o único teste com coleta oral disponível era o PCR-Lamp, também encontrado nas farmácias, que leva 24 horas para ficar pronto.

Com resultado rápido, entre 15 e 30 minutos, o novo teste é recomendado para pacientes sintomáticos, a partir do primeiro dia do surgimento dos sintomas – ou do contato com alguma pessoa infectada – até o sétimo dia.

“É fundamental o paciente relatar para o profissional se está com sintomas ou não. Essa triagem, que também é feita pelos farmacêuticos em nossas unidades, é essencial para a orientação do teste mais indicado conforme o quadro”, afirma Maria Lemos, responsável pela Gestão de Serviços Farmacêuticos do Grupo DPSP.

Saiba as diferenças entre os testes para diagnosticar a doença

Para evitar dúvidas antes de realizar um dos testes, a Drogaria São Paulo e Drogarias Pacheco respondem:

Quais os tipos de testagem rápida disponíveis nas farmácias e qual indicação para cada um deles?

Para efeitos de diagnóstico, os testes mais indicados são aqueles que detectam o vírus ativo no organismo.

Teste rápido Antígeno: detecta a presença ou não de partículas do vírus (antígenos) da Covid-19, por meio de coleta nasal ou nasofaríngea. Aponta infecção ativa, ou seja, ainda em fase de transmissão. O teste é indicado para pacientes que tiveram exposição ao vírus ou com sintomas entre o 2º e 7º dia. O resultado é emitido em 15 minutos.
Teste rápido Antígeno Oral: detecta partículas do vírus em amostras de saliva, considerado menos incômodo que o antígeno nasal. Recomendado para pacientes sintomáticos entre o 1º e 7º dia de sintomas. O resultado fica pronto em até 30 minutos.
Teste Covid-19 PCR-LAMP: teste molecular que detecta o RNA do vírus pela saliva do paciente, indicado para pacientes sintomáticos e assintomáticos a partir do 1º dia de infecção até o 7º dia. A autocoleta de saliva em um tubo estéril pode ser realizada na própria farmácia. A coleta vai para o laboratório e o resultado é obtido em até 24 horas. O teste é equivalente ao RT-PCR – o teste padrão encontrado na rede hospitalar e em laboratórios privados – mas com valor mais acessível à população. Sua acurácia chega a 99%, segundo o fabricante.

Para saber se o paciente já teve contato com a Covid-19, a indicação é o teste rápido de Anticorpos IgM e IgG, que detecta a presença ou não de anticorpos no organismo, ou seja, se já teve contato recente com o vírus (IgM) ou se já teve a doença (IgG). É indicado para pacientes a partir do 8º dia de sintomas e o resultado sai em 15 minutos.

Os testes são seguros?

Sim, os testes são seguros. Mas é importante notar que eles possuem indicações distintas conforme a janela sintomática. A recomendação para o paciente é informar, na hora da triagem para realização do teste, se está sintomático ou não (e, se sim, há quantos dias), para obter orientação do profissional. A Anvisa avaliou e aprovou o registro dos testes rápidos, que demonstraram atender aos critérios de segurança e eficácia estabelecidos nos Regulamentos Sanitários.

Qual a diferença entre os testes rápidos e aqueles realizados em hospitais ou clínicas médicas, cujo diagnóstico leva mais tempo?

Elchinator/Pixabay

Desde o início da pandemia a tecnologia para os testes avançou e hoje há opções igualmente seguras e mais acessíveis. O PCR-Lamp, por exemplo, tem a mesma tecnologia do RT-PCR (teste molecular), mas tem resultado mais rápido e técnica menos invasiva. É possível realizar diferentes tipos de testes para finalidades distintas, conforme necessidade ou indicação médica.

Procure o teste disponível em sua região e faça o agendamento pelo Portal de Serviços:
O preço dos testes varia de R$ 79,90 a R$ 149,90.

“A melhor vacina é a que está disponível mais rápido e que pode vacinar mais gente”

Afirmação é do médico e pesquisador da USP Marcio Bittencourt. Nos testes, a Coronavac reduziu em 78% casos que precisariam de assistência médica e 50,4% da doença em geral, com qualquer nível de gravidade

por Luiza Caires – Jornal da USP

“A melhor vacina é a que está disponível mais rápido e que pode vacinar mais gente, e a melhor saída da pandemia é ter alguma vacina razoavelmente eficaz e segura.” A frase do médico e pesquisador da USP Marcio Sommer Bittencourt refletiu o tom que parte da comunidade científica tenta transmitir à população em relação à Coronavac. Cinco dias após a divulgação ao público de parte das informações e quatro dias após a submissão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do pedido para seu registro emergencial, o Instituto Butantan apresentou, nesta terça-feira (12), mais números e a metodologia da vacina contra a covid que desenvolveu com o laboratório Sinovac.

Coletiva do Instituto Butantan nesta terça-feira (11) reuniu pesquisadores para detalhes sobre o estudo da Coronavac. Eficácia global da vacina na pesquisa com profissionais de saúde na linha de frente da pandemia foi de 50,4% – Foto: reprodução

Na quinta-feira (7) uma coletiva de imprensa informou que a vacina apresentou eficácia de 78% para prevenir casos relativamente leves, mas que precisam de algum tipo de assistência médica, e 100% para prevenir casos graves, que demandam internação, assim como óbitos. Faltava a porcentagem global de eficácia, que incluía casos da doença, em qualquer nível de gravidade. É o que, no estudo, os especialistas chamam de “desfecho primário”. Levando isso em conta, a eficácia da vacina é de 50,4%. Ou seja, a chance de desenvolver a doença tomando a vacina, por este estudo, é cerca de 50% menor para quem foi vacinado quando comparado a quem não foi. E a chance de, mesmo infectado, não desenvolver sintomas graves com necessidade de assistência nem ir a óbito é 78% menor entre quem tomou a vacina. Este último número é o que os especialistas chamam de “desfecho secundário” ou desfecho clínico.

Como ponto favorável à vacina, o diretor do estudo Ricardo Palácios ressaltou que o estudo foi desenhado para ser o mais rigoroso possível, sugerindo que a eficácia global pode ter caído por isso. Ela foi testada em profissionais de saúde em contato direto com pacientes com coronavírus – o número de casos em trabalhadores que atuam na linha de frente contra a covid é maior. “Se quisermos comparar os diferentes estudos, é como comparar uma pessoa que faz uma corrida num terreno plano com outra que corre num terreno íngreme e cheio de obstáculos. Isso foi o que fizemos: colocar obstáculos”, disse. Participaram 12.476 pessoas em 16 centros clínicos localizados em oito Estados brasileiros.

Natalia Pasternak – Foto: Arquivo Pessoal

Presente no evento, a presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC) Natalia Pasternak chamou a atenção para a efetividade da vacina no “mundo real”. De acordo com a microbiologista, não adiantaria termos uma vacina com 90% de eficácia e poucas pessoas imunizadas porque a vacina não chegou até elas. Por exemplo, porque não temos freezers adequados para armazená-las. Natalia ressaltou que a Coronavac tem potencial de prevenir casos graves e mortes e agora é preciso investir o quanto antes numa campanha publicitária e de vacinação.

Para ela, essa vacina é só o começo do fim da pandemia, e as medidas de prevenção devem continuar. Podem surgir outras melhores, inclusive essa mesma continua sendo pesquisada, aprimorada. “Se essa vacina é o começo, vamos começar!”, concluiu.

Marcio Bittencourt – Foto: arquivo pessoal

Marcio Bittencourt, que integra Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica Hospital Universitário (HU) da USP, também defende os benefícios da Coronavac. “Para uma vacina desenvolvida em um ano, que pode ser produzida em larga escala localmente, distribuída facilmente sem problemas, acho um espetáculo. Sim, tem outras que nas pesquisas foram melhores, mas se você não consegue distribuir não adianta nada”, diz. E ilustra:

“Sendo simplista, ao vacinar 1 milhão com vacina que reduz 95%, o máximo que você protegeu foram 950 mil pessoas. Mas ao vacinar 200 milhões com uma vacina que reduz 50%, você protege até 100 milhões de pessoas. E entre os que pegam, a maioria nem de médico precisa.”

Segurança

Nas etapas anteriores, os cientistas já haviam concluído que a Coronavac era segura e eficaz em produzir imunidade. A fase 3 foi realizada principalmente com o objetivo de saber se o imunizante, de fato, impedia que uma pessoa ficasse doente. Mesmo assim, continuam sendo acompanhados quaisquer reações e eventos adversos com os participantes.

Como mais um ponto a favor da segurança do produto, André Siqueira, pesquisador da Fiocruz que atuou como pesquisador principal do estudo da Coronavac no Rio de Janeiro, ressalta que a taxa de eventos adversos nos grupos placebo e vacinados foram similares, e menores em ambos os grupos após a segunda dose. Entre as reações foram relatadas dor no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga.

A Anvisa tem dez dias para responder ao pedido de uso emergencial, após a entrega de todos os dados. O pedido de registro definitivo no Brasil, segundo o diretor do Butantan, deve ser feito pela Sinovac, assim como o pedido de registro em outros países, conforme os dados todos forem consolidados. “A Sinovac recolhe os dados dos estudos e é ela que submete o pedido de registro, inicialmente à MNPA, que é a ‘Anvisa chinesa’, e também à Anvisa ”, disse Dimas Covas.

Detalhando os dados

Durante o evento desta terça, foram apresentados os principais números do estudo. No grupo placebo, 3,6% dos participantes tiveram covid-19 (167 em um total de 4.599). No grupo vacinado, 1,8% pegaram a doença (85 em um total de 4.653).

No grupo placebo, 0,7% (31 participantes entre os 4.653) precisou de assistência médica por covid-19. No grupo vacinado, somente 0,15% (7 de 4.599 participantes) precisou de assistência médica. Ao comparar 0,15%, com 0,7%, chegamos a taxa de 78% pessoas a menos desenvolvendo sintomas graves.

Para André Siqueira, os resultados são positivos na prevenção de infecções que sobrecarregam os serviços de saúde, em especial infecções graves, de modo que podem ter um impacto relevante para a saúde pública. “O quão impactante vai depender do número de doses disponibilizadas, da cobertura populacional nos diferentes Estados e da rapidez desta administração”, fatores que, destaca ele, não estão claros no plano de imunização divulgado pelo Ministério da Saúde.

André Siqueira – Foto: INI/Fiocruz

Ele explica que a taxa de eficácia de 78% apresentada pelo Instituto Butantan foi calculada utilizando como desfecho principal um índice da OMS (ver tabela abaixo), mas considerando somente a pontuação maior ou igual a 3, comparando-se o grupo vacinado e o não vacinado. “Este score vai de 0, que é o assintomático, a 10, que é óbito; 2 é o paciente sintomático, mas independente; 3 é quando a pessoa é confirmada para infecção pelo coronavírus, sintomática, e tem necessidade de intervenção, mas perdeu de certa forma a independência do 2, que é paciente com sintoma leve.”

Já a taxa de 100% foi atingida considerando as formas graves, acima de 4, que precisam de internação. Ou seja, o que não entrou na conta dos 78%, e que não havia sido apresentado ainda pelo governo, era o grupo 2, que é a infecção sintomática, mas que não demanda cuidados médicos, e os assintomáticos.

Coronavac

A vacina da Sinovac é produzida com vírus inativado, incapaz de causar a doença. Quando introduzida no organismo, ativa o sistema imunológico para que ele reconheça aquele corpo estranho e produza anticorpos para se defender.

Os testes mostraram que serão necessárias duas doses da Coronavac – aplicadas em intervalos de 21 dias para garantir imunidade. Segundo o secretário de Estado da Saúde Jean Gorinchteyn, São Paulo já tem disponíveis 10,8 milhões de doses da vacina, e até a primeira quinzena de fevereiro chegarão mais 35 milhões. Dimas Covas anunciou que o Instituto Butantan tem capacidade para produzir 1 milhão de vacinas por dia.

O governador João Doria afirmou que a primeira fase da campanha de vacinação deve ser iniciada em 25 de janeiro deste ano. Profissionais de saúde, indígenas e quilombolas vão receber as primeiras doses.

Eficácia tira foco de outras discussões

O médico e pesquisador do Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP José Galucci Neto acredita que estamos voltando muita atenção à questão da eficácia, quando este não é um problema. “A nossa maior chance de fracassar será na hora de transformar a vacina em um programa efetivo de vacinação que atinja a população, capilarize.”

Para ele, considerando que essa será uma campanha de vacinação imensa, talvez a maior da história do País, o Ministério da Saúde teria que ter mobilizado de maneira coesa sociedade civil, profissionais de saúde e a classe política, os governos federal e estaduais. “Mas não houve até o momento nenhum tipo de campanha nem de esclarecimento nem de mobilização. Pelo contrário, as mensagens são sempre ambivalentes, ambíguas.” Para Galucci Neto, tudo indica que o governo federal assumiu o risco de não se preparar acreditando que a pandemia de alguma maneira estivesse menos impactante agora ou já controlada. Haja vista que não adquiriu insumos como seringas e está dependendo de estoques que podem ser usados, mas teriam como endereço outras campanhas vacinais, como sarampo, BCG que vão ter que acontecer em paralelo.

“Não sabemos como está o PNI [Programa Nacional de Imunização], o quanto foi desestruturado, e se vai ter a mesma potência que tinha antes. Na época do H1N1, o PNI vacinou 80 milhões de pessoas em três meses. Mas eles já tinham, antes de começar a campanha, 100 milhões de doses da vacina estocadas e insumos preparados”, recorda. “Acho improvável, da maneira como as coisas estão sendo feitas, que o Ministério da Saúde consiga dar conta das duas coisas de maneira organizada.” Com tudo isso, o pesquisador acha que discutir neste momento se a eficácia é 50% ou 60% acaba sendo “picuinha”, ainda que ele tenha críticas sobre a maneira como foi feita a comunicação do governo estadual sobre a Coronavac. “Passando dos 50%, o Ministério teria que estar preparado para começar a vacinação assim que a Anvisa aprovar, mas não está. Honestamente, estou muito preocupado.”

Fonte: Jornal da USP

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Como diferenciar sintomas de Covid-19 de uma gripe comum ou alergias?

Quadros de rinite e sinusite podem confundir os pacientes, prejudicando um tratamento eficaz e assertivo contra as doenças

Andrea Piacquadio/Pexels

Ainda que estivesse no centro das atenções globais durante todo o ano de 2020, a Covid-19 segue chamando a atenção da comunidade médica pela forma como os sintomas se manifestam em cada pessoa. De acordo com Gilberto Pizarro, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, esse cenário faz com que muitos pacientes ainda tenham dúvidas para diferenciar o novo coronavírus da gripe comum, rinite e sinusite.

“Essa incerteza pode fazer com que o paciente relute em procurar auxílio médico, pois teme que o ambiente hospitalar aumente os riscos de infecção pelo novo coronavírus (caso ainda não esteja infectado). Se, logo de início, ele se dirige a uma unidade especializada, é possível tratar com mais eficácia as doenças a partir do diagnóstico”, explica o otorrinolaringologista.

Alguns dos sintomas mais comuns da Covid-19 podem ser confundidos em uma análise superficial com os de uma gripe comum ou de doenças alérgicas, como rinite e sinusite. De acordo com o especialista, quadros de rinite e sinusite são mais concentrados no nariz, garganta e olhos do paciente.

“A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz. A pessoa costuma apresentar coriza (secreção no nariz), coceira no nariz e espirros em sequência. Além disso, o nariz fica naturalmente congestionado”, afirma Pizarro.

Na sinusite, a inflamação ocorre na mucosa que reveste os seios da face. Com isso, os sintomas também incluem dor facial, nos ouvidos e atrás dos olhos. Além disso, o paciente pode relatar dor ou irritação na garganta e inchaço facial.

“No dia a dia, quem tem quadros recorrentes de rinite e sinusite geralmente consegue identificar os gatilhos das crises, bem como os sintomas que mais o acomete”, completa o médico.

Na gripe comum, no entanto, o quadro de sintomas não fica restrito à congestão e secreção nasal. Nessa situação, o paciente relata febre, mal-estar e dor no corpo. A qualificação de todos os sintomas é importante porque a Covid-19 também gera febre, por exemplo.

“O paciente com Covid-19 costuma ter tosse seca e cansaço, mas, em quadros mais graves, pode apresentar dificuldade para respirar, falta de ar e pressão (aperto) no peito. No entanto, não necessariamente haverá coriza e congestão nasal. Isso é determinante para uma das diferenciações entre essas doenças (gripe comum, rinite e sinusite) e o novo coronavírus”, destaca Pizarro.

“A perda de olfato é um dos sintomas características da Covid-19, mas, aqui, ela ocorre de forma súbita. Nas outras doenças citadas, essa perda de olfato é mais leve e está associada a um quadro de congestão nasal por conta da coriza. A Covid-19 também pode gerar perda de paladar, outra diferença em relação às demais”, completa.

Ajuda especializada

Algumas unidades hospitalares oferecem atendimento especializado para determinadas áreas da Medicina. No caso do Hospital Paulista, diagnósticos e tratamentos são voltados para a otorrinolaringologia. Isso permite que pacientes com rinite e sinusite procurem por auxílio específico, diminuindo sensivelmente as chances de contaminação por Covid-19 em um ambiente de atendimento generalizado.

“Ao chegar ao hospital, o paciente recebe o primeiro atendimento com uma enfermeira, que verifica sua temperatura e avalia seus sintomas e histórico. Se a pessoa relatar sintomas específicos de Covid-19 ou informar que teve contato recente com alguém infectado pelo vírus, é direcionada a um ambiente isolado e controlado. Lá, fará um teste para verificar se está com a doença e será avaliada para sabermos se ela pode ser isolada (e tratada) em sua residência ou se precisa ser internada”, explica o otorrinolaringologista.

iStock

Se os sintomas (e o histórico clínico relatado), no entanto, são característicos de uma gripe comum, rinite ou sinusite, o paciente é tratado na área principal do hospital, sem qualquer contato com a ala responsável pelo diagnóstico dos suspeitos de Covid-19. Vale ressaltar que o Hospital Paulista não é uma unidade hospitalar de referência para internação e tratamento dos casos de Covid-19.

“Isso reduz os riscos e não deixa de oferecer um tratamento adequado, rápido e eficaz ao paciente, independente da doença que ele apresenta. Deixar de tratar quadros de gripe comum e alergias como rinite e sinusite é muito prejudicial, pois pode agravar os sintomas e dificultar o próprio tratamento posteriormente”, conclui.

Fonte: Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

Como reduzir riscos de contágio pelo coronavírus durante comemorações do Ano-Novo

Infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que a recomendação principal é ficar em casa e evitar aglomerações

Em tempos de pandemia, muitas dúvidas surgem em relação às festas de Ano Novo: “Pode se reunir com a família?”, “O que seria mais seguro?”, “Sem beijos e abraços?”. De acordo com o infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ivan França, a regra de ouro é não se reunir com familiares e amigos, nem realizar festas.

“Esse será o fim de ano da responsabilidade. Os casos de Covid-19 vêm aumentando em todo o país. Precisamos ser responsáveis, cuidarmos de nós mesmos e do próximo”, comenta. A indicação também é a recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que fez um alerta de que o mais seguro seria não realizar as tradicionais reuniões familiares desta época.

Com intuito de diminuir o risco de uma explosão de casos de Covid-19, para este final de ano, o Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, lançou uma cartilha com recomendações sobre a forma mais segura de passar as festas. O primeiro passo, como já apontado pelo infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é ficar em casa, e no máximo celebrar com aqueles que convivem na mesma residência. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que o ideal seria reunir até seis pessoas, a depender do tamanho do local, sempre respeitando o distanciamento social de dois metros.

Caso não seja possível evitar visitas em casa, certifique-se de que os convidados estejam tomando todas as medidas de segurança para evitar o contágio de Covid-19. O primeiro passo é manter o maior isolamento possível dias antes destes encontros. Também é fundamental utilizar máscaras durante todo o tempo, só retirá-las na hora das refeições e guardá-las em um local adequado, além de higienizar as mãos com frequência, manter distanciamento seguro ao sentar à mesa e não compartilhar objetos, como pratos e copos.

Após tocar utensílios domésticos compartilhados com outros convidados, como talheres de servir, jarras, ou qualquer outro item, lave as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel 70° INPM. Também é recomendado que as pessoas responsáveis pelos pratos que vão compor as ceias usem máscaras enquanto manuseiam as receitas.

“Se possível, montar as ceias em lugares abertos e mais arejados, como salas com janelas ou quintais. O ideal seria que os idosos e pessoas do grupo de risco não fizessem parte de nenhuma reunião presencial, mas caso não seja possível, outra dica seria as mesas de jantar dos mais idosos ou grupo de risco estarem separadas”, explica França. Infelizmente, o especialista aponta que não será um ano para celebrar com abraços, apertos de mãos e beijos. “Isso terá que ser evitado, o risco de contágio nestes tipos de manifestações de afeto é muito grande”, reforça.

Importante também não ter música alta para que as pessoas não tenham que gritar ou aumentar o volume da fala, pois caso alguém esteja contaminado, o vírus pode ser “lançado” em um número maior de partículas virais no ambiente. Pessoas que estão com sintomas da Covid-19 ou que tiveram contato com alguém infectado não devem sair de casa. Esses casos exigem isolamento total.

“Muitos países começaram a vacinação, mas isso não quer dizer que a pandemia está acabando. O processo ainda vai demandar duas doses, estima-se que deve levar no mínimo um ano e meio para vacinar toda a população brasileira, por isso é extremamente importante que as recomendações sejam seguidas para evitar que o cenário piore ainda mais no início do próximo ano”, comenta o infectologista.

Época de férias

Nesta época do ano, muitas pessoas tiram férias e as viagens também preocupam no caso de risco de contaminação pelo coronavírus. A recomendação dos órgãos sanitários internacionais é a de não viajar, mas caso não seja possível, as dicas são as seguintes:

Foto: Anita Peppers/Morguefile

=Tenha preferência por viagens com carro próprio. Se for viajar de avião ou ônibus, não retire a máscara e dê preferência pelo uso das cirúrgicas ou a N95;
=Verifique se há hospitais com capacidade de atendimento para caso de alguma urgência no local de destino;

=Evite ir a restaurantes e bares, se puder, leve alimentos e bebidas de casa;
=Caso planeje fazer refeições em restaurantes, evite os que servem comida a quilo;


=Use máscara em todo e qualquer ambiente, como hotéis, restaurantes, praias, ruas e passeios ao ar livre;
=Verifique se o local da sua hospedagem está seguindo os protocolos de segurança e higienização, e respeitando a taxa de ocupação de conforme protocolo da cidade.


=Quando voltar da viagem, fique pelo menos 14 dias em isolamento para garantir que, caso tenha se contaminado, não transmitirá o vírus a outras pessoas.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Erros de higienização que as pessoas ainda cometem no combate à Covid-19

A pandemia de Covid-19 alterou uma série de comportamentos em todo o mundo. Familiares, amigos, colegas de trabalho e de escola foram separados pela necessidade do distanciamento social. O uso de máscara se tornou indispensável para conter o avanço do vírus e, até mesmo dentro de casa, as pessoas precisaram rever procedimentos de higiene pessoal e de higienização dos ambientes.

Mas, embora o novo coronavírus já não seja assim tão novo, muita gente ainda se confunde na hora de estabelecer protocolos de desinfecção de superfícies e objetos. Com o vírus circulando, não basta que os espaços estejam limpos, é preciso que eles estejam devidamente higienizados.

“Muitas pessoas imaginam que estejam seguras porque estão constantemente utilizando álcool e lavando as mãos, mas é preciso ter ainda mais cuidados para garantir a própria saúde e a dos outros. Não adianta passar um paninho com álcool por cima das compras, por exemplo, porque o coronavírus pode estar presente nas reentrâncias das embalagens”, explica o coordenador dos cursos de limpeza profissional da Fundação de Asseio e Conservação, Serviços Especializados e Facilities (Facop) Mário Guedes, doutor em Ciências Biológicas.

Ele enumera nove erros que as pessoas ainda cometem, mesmo depois de tanto tempo de convivência com a pandemia.

  1. Uso do celular com máscara

Não é só por causa da Covid-19 que o celular se tornou um objeto com altas taxas de contaminação. De acordo com um estudo feito na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, um aparelho celular pode ter dez vezes mais bactérias que o assento sanitário. Com o coronavírus à solta e o indispensável uso de máscaras, o problema se tornou ainda maior. “O indicado é não falar ao telefone de máscara porque a parte externa da máscara é onde existe a contaminação. Se você encosta o celular nela e, mais tarde, no seu rosto, pode estar se contaminando”, detalha Guedes.

Foto: Technology and Us

O conselho do especialista é de só falar ao telefone sem a máscara. Sempre que precisar usar o aparelho, higienize as mãos, tire a máscara, higienize as mãos de novo e use o telefone. Depois, higienize as mãos mais uma vez, coloque a máscara e, por fim, higienize as mãos e o celular. “É preciso lembrar que suas mãos e sua máscara podem estar contaminadas. Além disso, o celular não pode ficar largado por aí ou mesmo carregar em qualquer lugar, porque as superfícies possivelmente estão contaminadas e você estará contaminando seu telefone”, diz o professor. Por isso, sempre que apoiar o celular em algum lugar, lembre-se de higienizá-lo. É importante retirar a capinha para isso, porque a umidade que fica nos espaços entre o aparelho e a capinha costuma ser favorável para que o vírus sobreviva por mais tempo.

  1. Desinfecção das compras

Sabe aquela máquina de luz ultravioleta que alguns supermercados disponibilizam para higienizar suas compras? Não há comprovação de que elas funcionem em qualquer situação, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O ideal é realizar as compras e, passando ou não por essa luz, higienizar tudo antes de guardar e consumir. Latas e pacotes impermeáveis podem ser lavados com água e sabão ou deixados de molho em solução de hipoclorito de sódio (conhecido popularmente como água sanitária). Deixe um espaço separado no seu veículo para acondicionar apenas as compras, de preferência o porta-malas”, afirma Guedes.

  1. Ao entrar nas residências
Foto: Site Conexão Decor

Teoricamente sua casa está livre do vírus, a menos que você a contamine. Por isso, o cuidado deve ser para que ele não passe da porta. Mas como fazer isso? Segundo o biólogo, “todas as superfícies de alto toque, como maçanetas, corrimãos, teclados de computador, entre outras, têm que ser higienizadas depois de serem tocadas – e é importante que as mãos sejam higienizadas antes de encostar nessas superfícies. Também é importante arrumar um espaço para separar uma ‘área suja’, onde devem ser deixados calçados, compras e roupas que chegam da rua”.

Foto: Heydo

Animais de estimação também precisam ter suas patinhas higienizadas antes de entrar em casa. Para isso, é indicado usar detergente neutro. Um erro comum é estar com pressa e esquecer esses cuidados ou pular etapas, bem como abrir exceções. O especialista lembra que bolsas e mochilas, por exemplo, costumam ser levadas para espaços como a cabeceira da cama. Esse tipo de comportamento contamina ambientes da casa que, em teoria, deveriam estar sem o vírus.

  1. Sapatos em casa
Foto: Nuzree/Pixabay

Diferentemente do que muitos acreditam, os sapatos não são grandes transmissores de coronavírus, de acordo com a Anvisa. No entanto, o professor alerta que tapetes higiênicos não funcionam porque, geralmente, o líquido utilizado neles é desativado pela sujeira. “O desinfetante desses tapetes não vai agir da maneira correta porque não tem o tempo necessário de contato com os sapatos e dificilmente estará com a diluição adequada”, explica Guedes. O ideal, então, é retirar os sapatos quando se chega em casa e lavá-los com água e sabão antes de guardá-los.

  1. Cuidados com o espaço de trabalho
Freepik

O problema dos espaços de trabalho é o volume de pessoas que os frequentam. Todos precisam ter cuidado com tudo o que entra nesses ambientes, assim como acontece em casa. “Não adianta tirar a mochila, colocar no chão do carro – onde você pisou ou colocou as compras – e, depois, levar a mochila para o espaço de trabalho. Tudo o que entra nesse espaço pode ser contaminante: chave de carro, mochilas, bolsas, sacolas, entre outros”, alerta Guedes.
Para ele, um dos erros é confiar em um protocolo de limpeza colaborativo, em que há um profissional de limpeza uma ou duas vezes por semana, mas, ao longo dos dias, os próprios trabalhadores higienizam suas áreas de trabalho.

“Temos as mais variadas opiniões políticas e, muitas vezes, por não acreditar na Covid-19, as pessoas não higienizam o ambiente. Isso expõe não apenas elas mesmas, mas também quem compartilha a bancada com elas, por exemplo”, destaca. Então, é fundamental fazer uma higienização rigorosa com produto desinfetante e, de preferência, com panos e papéis descartáveis, porque assim eles não se tornam mais uma fonte de contaminação.

Outro alerta é para quem costuma comer no espaço de trabalho, o que não é recomendável. Se possível, sempre que chegar e antes de sair deve-se trocar a máscara, bem como higienizar objetos, como fones de ouvido e óculos, com solução desinfetante adequada. Os óculos, aliás, precisam ser higienizados sempre que trocar a máscara ou conversar com outra pessoa. Telefones e outras ferramentas que possam ser compartilhadas precisam ser higienizados antes e após o uso.

  1. Manuseio de dinheiro e cartão

Dinheiro, cartões e outras formas físicas de pagamento são grandes fontes de contaminação. Por esse motivo, é preciso higienizar as mãos antes e depois de pegar nas cédulas ou cartões. “O papel retém o coronavírus por um longo período de tempo. Há pesquisas que falam em 48 horas, 72 horas ou até mais tempo, como uma semana. O melhor é não utilizar o cartão e, se utilizar, higienizá-lo antes de colocar de volta na carteira. No entanto, cuidado com o produto a ser utilizado para isso, porque produtos corrosivos, como o cloro, comprometem o chip. O melhor é usar desinfetante de uso geral e, em seguida, após o tempo de ação indicado pelo fabricante do produto, secar o objeto. Ou então usar um lenço umedecido desinfetante”, ensina Guedes.

  1. Uso e lavagem de máscaras
Conger Design/Pixabay

Embora as máscaras já façam parte do cotidiano da maioria das pessoas, muita gente ainda não sabe a forma correta de usá-la e, principalmente, de fazer a higienização dessas peças. Em primeiro lugar, o professor lembra que o tecido escolhido precisa ser o correto. “Mesmo com o verão chegando, tecidos muito finos ou máscaras sem camada dupla não garantem proteção alguma contra o coronavírus”, ressalta.

“Não existe máscara com íons de prata que matam o coronavírus na superfície. Não há nada comprovado sobre isso. Aquelas máscaras que têm um filtro e você troca apenas o filtro, sem higienizar a máscara, também podem não funcionar. É preciso lavar as máscaras com detergente neutro, deixar de molho por dez minutos, passar por desinfetante de uso geral, deixar de molho por dez minutos, enxaguar e secar”, pontua o especialista.

  1. Nos meios de transporte

Da mesma forma que a residência, o carro está livre do coronavírus até que alguém o contamine. Se abrir a porta e tocar no volante, no câmbio, no rádio, entre outros lugares, sem higienizar as mãos, a pessoa está espalhando contaminação nessas superfícies. As maçanetas do carro e do porta-malas, bem como a chave do veículo, têm que ser higienizadas antes de entrar no carro. “O segredo é higienizar as mãos a cada passo. Antes de pegar na chave, depois de abrir a porta, antes de sair do carro e depois de fechar a porta”, diz o coordenador dos cursos da Facop. Uma dica importante é ter sempre à mão álcool em gel 70% e lenços umedecidos desinfetantes.

Por sua vez, carros utilizados por várias pessoas, como os veículos corporativos, precisam ser higienizados entre um turno e outro, sem esquecer de botões de abertura e fechamento de vidros, trincos das portas, rádio, botão de ligar e desligar seta e tudo aquilo em que os usuários encostam. Ao andar de ônibus e outros meios de transporte coletivos também é fundamental tomar alguns cuidados. O primeiro deles é nunca encostar no rosto e, se possível, não usar o celular, fones de ouvido, óculos, no interior do veículo. Sempre que for tocar o rosto, é preciso higienizar as mãos. E não retirar a máscara por motivo algum. “Mantenha as janelas sempre abertas, mesmo com chuva, e não apoie a bolsa em lugar algum”, orienta.

  1. Em espaços coletivos

Os espaços pelos quais passam muitas pessoas todos os dias oferecem muitos riscos de contaminação pelo coronavírus. Nesses lugares, não se pode abrir mão do distanciamento social e da máscara. “Em restaurantes só se deve retirá-la na hora de comer, mas atenção: não a coloque sobre a mesa. A forma correta de fazer isso é colocá-la em um pacotinho. Ao final da refeição, higienize as mãos e coloque uma máscara limpa”, indica.

Já em recepções de prédios e ambientes semelhantes, a orientação é respeitar sempre as marcações de distância no piso e as faixas de delimitação, não abaixar a máscara e não se aproximar demais das pessoas. “Geralmente você precisa encostar em catracas ou no leitor de senhas, então, é importante higienizar as mãos antes e depois de fazer isso. O mesmo vale para elevadores e corrimãos. Tente não usar as mãos, mas os cotovelos e, no caso das catracas, a cintura”, finaliza Guedes.

Informações: Facop