Arquivo da tag: nutricionista

Seis chás para amenizar sintomas da menopausa

A nutricionista Angela Federau lista seis opções naturais que ajudam as mulheres a ganharem qualidade de vida nesse período

A menopausa é um marco na vida da mulher. A última menstruação acontece, geralmente, entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva. Ela pode vir mais cedo ou mais tarde, porém, acompanhada com frequência por sintomas desagradáveis, e até mesmo traumáticos para a mulher como: ressecamento vaginal, perda da libido, depressão, ondas de calor, insônia e dores musculares, entre outros.

“Vários tratamentos farmacológicos são procurados por mulheres em menopausa, com objetivo substituir os hormônios que baixam de nível nesta fase da vida. Entretanto, estudos recentes mostram que existem opções naturais que podem cumprir o papel dessa reposição hormonal”, enfatiza Angela Federau, nutricionista.

Para ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres, Angela preparou uma lista com seis chás de ervas naturais que podem atuar amenizando os sintomas da menopausa. Confira:

Chá de folha de amoreira

Shutterstock

A folha de amoreira tem vários compostos químicos que ajudam a regular os hormônios femininos. Além de propriedades que amenizam os sintomas mais desagradáveis da menopausa. Pode ser consumido quente ou frio, de preferência em menos de 24 horas após ser feito, e a infusão é normalmente feita com uma colher de sopa de folhas de amoreiras secas em um litro de água.

Chá de aquileia, alquemila e sálvia

A sálvia tem propriedades calmantes antioxidantes e ansiolíticas. A alquemila melhora o trânsito intestinal e seus flavonoides ajudam a repor níveis hormonais. A aquileia mantém a hidratação natural da pele que fica dificultada na menopausa e tem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. O chá deve ser feito com a infusão de quatro colheres de chás das três folhas secas em um litro de água.

Chá de hipericão

Organic Facts

O chá de hipericão é excelente no combate dos sintomas dos sintomas da menopausa, principalmente no que diz respeito a mudanças de humor. Em resumo, a planta alivia a ansiedade e estresse decorrentes de mudanças hormonais.

Chá de erva-de-são-cristóvão

A erva-de-são-cristóvão também chamada de cimicifuga ajuda na regulação do ciclo menstrual. Além disso, ela alivia as ondas de calor comuns no climatério e menopausa.

Chá de Ginseng

Getty Images

É uma raiz de prioridades potentes e seu chá pode aliviar ondas de calor e ansiedade. Ela é anti-inflamatória e pode ajudar no controle do peso, ou seja, aliviando o ganho de peso que comumente acontece nessa fase.

Chá de Trevo-vermelho

Etsy

É um tipo de leguminosa rica em isoflavonas, substâncias também presentes na soja. Excelente para o alívio dos sintomas da menopausa. O chá deve ser feito em forma de infusão.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. É palestrante, escritora de livros, artigos e colunas em jornais e revistas. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele. Além disso, a nutricionista é empresária do segmento alimentício e atua como parceira da Polícia Militar do Paraná e de clínicas de fertilidade.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: alimentação é fundamental para prevenção

Nutricionista Adriana Stavro conta como a dieta pode ajudar a evitar a doença

O Dia Mundial de Combate ao Câncer é uma data importante para incentivar a conscientização sobre prevenção. Vários fatores ambientais, como fumo, sedentarismo, má alimentação e obesidade estão supostamente associados à doença. Desde 1980, a prevalência da obesidade dobrou no mundo e é causada por fatores genéticos, neuroendócrinos, psicológicos e ambientais.

A superalimentação com uma dieta rica em gorduras e calorias e menos atividade física, resulta em um desequilíbrio energético e adiposidade. Evidências demonstraram que, o excesso de tecido adiposo está relacionado no início e progressão do câncer. Muitos alimentos contêm compostos que podem ajudar no tratamento, recuperação e prevenção da doença. Portanto, nossas escolhas alimentares estão associadas a aumento ou redução de risco de desenvolver câncer.

O consumo de carnes processadas como salame, mortadela, salsicha e bacon, são alguns exemplos de alimentos que devemos evitar.

Pixabay

• Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), carne processada é cancerígena para humanos (Grupo 1), e a carne vermelha como provável cancerígena. O consumo de carne vermelha está associado ao câncer colorretal. Também há evidências de ligações com câncer de pâncreas e próstata (CaP). Já a carne processada causa câncer colorretal. Uma associação com câncer de estômago também foi observada

Já a atividade física e uma dieta estilo mediterrâneo estão associadas a um risco reduzido de qualquer tipo de câncer.

• A dieta mediterrânea (DM) é caracterizada por uma alta ingestão de alimentos de origem vegetal como frutas, vegetais, cereais integrais, leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha, ervilha), oleaginosas (nozes, castanhas, amêndoas) e sementes. O azeite é a principal fonte de gorduras. Produtos lácteos magros, peixes e aves são consumidos em quantidades moderadas, e o consumo de ovos é limitado ao máximo de quatro por semana. Já a carne vermelha fica para ocasiões especiais e em pequenas quantidades.
• No estudo Dieta mediterrânea espanhola e outros padrões dietéticos e risco de câncer de mama de 2014, os autores mostraram que o padrão alimentar de estilo mediterrâneo tem papel protetor contra o risco de mortalidade por câncer de mama. A ligação entre a ingestão alimentar e o câncer pode ser atribuída ao efeito indireto de nutrientes específicos sobre o câncer, devido à sua influência na inflamação, dano e reparo do DNA, estresse oxidativo e modificações genéticas. Esses nutrientes incluem ácidos graxos, polifenóis (epigalocatequina-3-galato (EGCG), resveratrol, compostos organossulfurados, quercetina e micronutrientes (zinco e selênio) comumente encontrados em uma dieta de estilo mediterrâneo.
• Em um estudo de 2011 com 2.705 homens, que avaliou atividade física (AF) e sobrevida após diagnóstico de CaP, os indivíduos que se exercitavam três ou mais horas por semana, tinham risco 61% menor de morrer, em comparação com homens com menos de 1h de AF por semana.
• Em um estudo de coorte com 4623 homens suecos com CaP localizado, mostrou que homens com níveis mais elevados de AF foram associados a taxas reduzidas de mortalidade.

Ácidos graxos ômega-3: peixes gordurosos, incluindo salmão , sardinha e cavala, são conhecidos por seus benefícios à saúde incluindo efeito protetor contra o câncer. Os ácidos graxos eicosapentaenoico (EPA) e docosaexaenoico (DHA) são mediadores lipídicos importantes, associados à diminuição da inflamação ena prevenção da doença.

Quercetina: é um pigmento flavonoide encontrado em várias frutas, vegetais e folhas (brócolis, cebola, maçã, pimentão, alcaparra, limão, uva, trigo sarraceno). Além de sua atividade antioxidante, foi relatado que a quercetina exerce propriedades antitumorais potentes.

• Estudos sugerem que os efeitos protetores da quercetina resultam da morte de células cancerosas, restauração de genes supressores de tumor e inibição da expressão de oncogene. Além disso, descobriu-se que a quercetina reverte as alterações epigenéticas associadas à ativação de oncogenes, e inativação de genes supressores de tumor. Além disso, a quercetina aumenta os efeitos quimioterápicos da doxorrubicina contra células de câncer de mama, e reduz seus efeitos colaterais citotóxicos (a doxorrubicina é um quimioterápico de primeira linha para câncer de mama). A quercetina também pode inibir a angiogênese em células de câncer de mama resistentes ao tamoxifeno, o que é um sério problema terapêutico entre pacientes com a doença.

Epigalocatequina-3-galato (EGCG): esta substância presente no chá verde, foi amplamente estudado por seu potencial efeito protetor de vários tipos de cânceres em humanos. Em comparação com outros chás, ele contém a maior quantidade de compostos bioativos que pertencem ao grupo dos polifenóis. Há evidências de que o EGCG exerce efeitos protetores contra a tumor gênese, devido ao seu principal polifenol, a epigalocatequina-3-galato (EGCG). A maioria dos dados experimentais mostrou que os polifenóis podem modular várias vias de sinalização, e regular o crescimento, a sobrevivência e a metástase de células cancerosas em vários níveis.

Ervas e especiarias: salsa, alecrim, orégano, tomilho, cúrcuma, curry e gengibre, contêm compostos vegetais que podem ajudar a proteger contra a doença. Estes incluem vitaminas, ácidos graxos e antioxidantes. O orégano é fonte de vitaminas A, C, K e zinco, ferro, magnésio, cálcio e potássio. Além disso, possui propriedades antioxidantes (ácido rosmarínico) que ajudam a combater doenças degenerativas como o câncer. Ele também possui propriedades antibactericidas, anti-inflamatórias e diuréticas.

Foto: Pixabay

Curcumina: a cúrcuma é uma especiaria amarela com um sabor específico, usada na culinária asiática. A curcumina , o principal composto ativo na cúrcuma, demonstrou propriedades anticâncer significativas. O uso da curcumina como agente terapêutico e preventivo no câncer de mama é apoiado por extensas evidências derivadas de estudos laboratoriais e com animais, demonstrando atividade biológica diversa contra células de câncer e tumores, muitos dos quais permanecem inexplicável. A administração concomitante de piperina aumenta em até 20 vezes a absorção, concentração sérica e biodisponibilidade da curcumina em humanos.

Piperina: ao estudar o efeito anticâncer de fitoquímicos bioativos, combinados com terapias convencionais de câncer, descobriu-se que a piperina potencializa a citotoxicidade de drogas anticâncer, e até mesmo reverte a resistência a múltiplas drogas que prejudica a eficácia da quimioterapia.

Foto: Hotblack

Compostos organossulfurados: alho , cebola, cebolinha e alho-poró são vegetais que possuem inúmeros nutrientes, incluindo compostos organossulfurados, antioxidantes flavonoides e vitamina C.

Folato (vitamina B9): feijões, lentilha, ervilha, grão-de-bico, ovo, carne e vísceras. Não é difícil conseguir um bom aporte da vitamina se o cardápio incluir estes alimentos.

• Uma análise conjunta de 23 estudos prospectivos envolvendo um total de 41.516 casos de câncer de mama e 1.171.048 indivíduos, foram incluídos para meta-análise. Descobriu-se que a ingestão de folato está associada a uma redução de 18% no risco de desenvolver câncer de mama. Por fim, a ingestão alimentar relativamente alta de folato, foi inversamente associada ao risco de câncer no útero e nos ovários. Mulheres com folato no quartil mais alto tiveram um risco menor de câncer endometrial, que aquelas com níveis de folato no quartil mais baixo, com redução de risco de 48%. Mulheres no terço superior para ingestão de folato tiveram menor risco de câncer de ovário, do que aquelas no terço inferior, com redução de risco de 61%.

Foto: James Hills/Pixabay

Vitamina B6: encontrada com maior frequência em alimentos de origem animal, como carnes bovina, suína, leite e ovos. Entre os alimentos de origem vegetal, as principais fontes são, batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes e nozes. A B6 está envolvida em muitas reações bioquímicas, e pode desempenhar papel importante na proteção da carcinogênese.

Indol-3-carbinol: é outro fitoquímico produzido pela quebra dos glicosinolatos, que também são encontrados em vegetais crucíferos. O indol-3-carbinol demonstrou ser um potente agente quimio-preventivo.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis, Mestre do Nascimento à adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Skincare no verão: cinco alimentos que ajudam a manter a pele saudável

Nutricionista do GetNinjas seleciona frutas, legumes e cereais que protegem a cútis dos efeitos negativos da estação

O verão, marcado por altas temperaturas e sol intenso, é uma estação que exige cuidados com a pele. Para proteger a cútis dos danos causados pelos raios solares, o protetor solar e hidratantes são aliados importantes, mas não são os únicos recursos que podem ser usados. Além dos cosméticos, uma alimentação balanceada proporciona uma pele mais saudável.

Para ajudar os interessados a manterem ou turbinarem o “skincare” neste verão, a Mônica Symphoroso, nutricionista que atende pelo GetNinjas, maior aplicativo de contratação de serviços da América Latina, selecionou os alimentos que mantém a pele nutrida na estação mais quente do ano. Confira:

Aveia e água:

Pixabay

Ter uma saúde intestinal adequada é importante, pois caso contrário, o corpo todo é impactado, inclusive a cútis. “Se a pessoa não tiver um intestino que funcione diariamente, há uma absorção de toxinas que influenciam na pele e na saúde como um todo”, explica Mônica. Além disso, a profissional pontua que o bom funcionamento do órgão proporciona uma melhor absorção de nutrientes que consequentemente, farão bem a pele. A solução é adotar o consumo de fibras, presente na aveia, além de beber mais água.

Gelatina incolor:

Pinterest

Além de matar a “vontade de comer doce”, a gelatina incolor é rica em colágeno, substância que ajuda a manter a pele firme. O consumo da gelatina, somada a uma alimentação saudável, diminui os efeitos negativos dos raios solares e previne o aparecimento de rugas precoces.

Espinafre:

Conhecido pela alta concentração de ferro, o espinafre também é rico em antioxidantes e vitaminas. No caso de acne, a vitamina A presente no vegetal diminui a produção de sebo facial, o que resulta na queda de inflamações. Por conta da vitamina K e de folato, o alimento melhora o aspecto da pele e minimiza manchas como contusões e olheiras. Para a nutricionista, o ideal é que o espinafre seja consumido cru para que os nutrientes não se percam no cozimento.

Cenoura:

OrganicFacts

Para aqueles que não abrem mão de um bronzeado na estação, o consumo de cenoura é recomendado. A recomendação é justificada pela concentração de betacaroteno presente na cenoura. Tal substância contribui para a produção de melanina e age como refletor de raios UVA e UVB, protegendo a pele.

Tomate:

Ao citar o tomate, Mônica o descreve como “protetor dos radicais livres”, isso por conta do licopeno. A substância antioxidante é a responsável pela coloração avermelhada da fruta e retarda o aparecimento de rugas e manchas, além de agir como protetor solar natural.

Informações: GetNinjas

Verão: nutricionista dá dicas de alimentação em dias muitos quentes

Juliana Vieira fala o que devemos evitar e o quais alimentos devemos consumir na estação

Verão e os termômetros estão nas alturas em grande parte do Brasil. Com alguns ajustes, a alimentação pode ajudar, e muito, a lidar com as altas temperaturas.

“A temperatura corporal eleva e nosso corpo pede alimentos e ingredientes saudáveis. Também devemos optar por modos de preparo mais magrinhos . Na hora de preparar os pratos, ao invés de frituras , opte por grelhados”, pontua a nutricionista Juliana Vieira

A profissional afirma que frutas, verduras, legumes e cereais podem e devem ser consumidos em abundância e, de preferência, crus.

“Saladas de frutas coloridas enriquecem o organismo e equilibram o corpo, e podem ter a receita incrementada com cereais. Esses alimentos auxiliam na hidratação corporal e reposição de sais minerais que foram eliminados com a sudorese e muita água para manter a hidratação”, pondera.

Em dias muito quentes, feijão não é uma boa pedida

“O feijão puxa muita energia do seu corpo. Em dias de calor, ingerir alimentos com alta densidade energética costuma reduzir a disposição e gerar maior cansaço, além de não repor adequadamente a quantidade de líquido e sais minerais perdidos diariamente”, explica a nutricionista.

Alimentos para incluir no cardápio alimentar no calor:

Melancia, é uma das melhores frutas para consumir no verão devido ao seu alto poder de hidratação.

Água de coco

Foto: Uwe Tuchen / Pixabay

Tomate

Foto: Kariatx/Morguefile

Saladas de folhas

Pixabay

Frutos do mar

Frutas

Peixes

Carnes magras

Sorvetes e picolés de fruta

Quais evitar :

Preparações gordurosas (feijoada, maionese e frituras).

Sorvetes e picolés cremosos

E quando vamos encarar aquele sol forte, seja na praia, na piscina ou até mesmo a trabalho, o que comer ?

“Cenoura, mamão, abóbora, beterraba, acerola e folhas verdes escuras, como rúcula, couve, espinafre, agrião, brócolis. Se quiser ficar bronzeado, o consumo de alimentos ricos em betacaroteno ajuda a manter o bronze por mais tempo”

Se quiser levar um lanche de casa é bom evitar são alimentos que necessitam de refrigeração, como queijos, iogurtes e carnes. “Eles devem ficar o menor tempo possível expostos à temperatura ambiente”, afirma Juliana.

Para quem quer perder peso, o verão pode dar uma ajudinha

“No verão é mais fácil perder peso, pois as temperaturas altas favorecem a perda de líquidos por meio do suor e, com isso, comemos menos . É também um período em que não sentimos tanta fome, já que não precisamos de energia extra para nos manter aquecidas”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Juliana Vieira

Nutricionista ensina a entender as informações nos rótulos dos alimentos

Cintya Bassi, do São Cristóvão Saúde, explica que os melhores alimentos são os que não possuem rótulos, como as frutas e vegetais

Após seis anos de muita discussão, estudos e análises técnicas robustas, as novas regras para Rotulagem Nutricional foram aprovadas por unanimidade pela Diretoria Colegiada da Anvisa. Elas trarão modificações profundas na rotulagem nutricional dos alimentos quanto a declaração de nutrientes na tabela, uso de rotulagem frontal e alegações. Mas para conseguir entender as informações que vêm no rótulo e, principalmente, como cada ingrediente atua no organismo, é importante primeiro conhecer o que significam os termos utilizados e os componentes da tabela de informação nutricional.

Por exemplo, o Percentual de Valores Diários (%VD) indica em porcentagem, quanto de energia e nutrientes a porção daquele alimento apresenta, tendo geralmente como base uma dieta de 2000 calorias. Cada nutriente apresenta um valor diferente para se calcular o VD (valor diário). Veja os valores diários de referência:

  • Carboidratos: 300 gramas
  • Proteínas: 75 gramas
  • Gorduras totais: 55 gramas
  • Gorduras saturadas: 22 gramas
  • Fibra alimentar: 25 gramas
  • Sódio: 2400 miligramas

“Para não haver interpretação errada, devemos conhecer primeiro qual a porção indicada no rótulo, por exemplo: é uma unidade inteira, sete unidades, um copo, etc. Feito isso, é preciso observar os nutrientes obrigatórios, como energia, carboidratos, proteínas, gorduras, sódio e fibras. Então, se um alimento indica no %VD que possui 50% de quantidade de gordura, significa que metade da gordura que deve ser consumida durante todo o dia está concentrada nesse alimento. Com essas informações, o consumidor pode escolher com mais conhecimento, se determinado alimento se encaixa ou não nos seus objetivos nutricionais”, disse a nutricionista.

Quando se trata de produtos light e diet, devemos considerar que eles terão um teor reduzido de pelo menos um ingrediente, que pode ser o açúcar, a gordura ou o sódio, quando comparado a sua versão original. Segundo a nutricionista, o mais comum, é que os produtos light apresentem um valor energético menor e por isso são opções para dietas de emagrecimento. Já os produtos diet, terão a ausência total de um de seus ingredientes. O mais comum é que o açúcar seja excluído e, por isso, são amplamente utilizados pelos diabéticos, mas isso pode não refletir no valor energético, já que pode haver substituição por outro ingrediente, como a gordura.

Devemos ter cuidado e olhar bem os rótulos, pois há alimentos que aparentam ser “saudáveis”, mas tem o teor de sódio muito elevado. “Um alimento que possui em sua composição, quantidade igual ou maior que 400mg de sódio em 100g ou 100ml, é um alimento considerado com alto teor de sódio. De acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo diário não deve ultrapassar 2g de sódio, porém pesquisas mostram que o brasileiro consome em média 5g de sódio e isso acarreta problemas de saúde importantes, como pressão alta, problemas no coração, rins, obesidade etc.

Além do sódio, devemos evitar também alimentos ultraprocessados, como enlatados, refeições congeladas, salsicha etc. Esses alimentos são produzidos a partir da adição de muitos ingredientes, que pode incluir a adição de sal, açúcar, gorduras, e muitos outros, inclusive alguns produzidos em laboratório e que em geral tem como objetivo, aumentar prazo de validade e modificar as características naturais do alimento, como sabor, cor e textura. O consumo frequente desses alimentos, está associado a obesidade e diversas outras doenças.

Para finalizar, a nutricionista diz que devemos ter em mente que os alimentos mais saudáveis, não precisam de rótulos, que são os chamados in natura, como as frutas, verduras e legumes e que devem fazer parte da dieta diariamente.

“Ao olhar o rótulo, o consumidor deve ficar atento as informações nutricionais, especialmente a quantidade de ingredientes que acarretam mais risco a saúde como sódio, açúcar e gorduras saturadas e trans, se a %VD for alta, é preciso acender uma ‘luz amarela’ de atenção. Outras informações importantes são encontradas na lista de ingredientes, ali aparece em ordem decrescente toda a composição do alimento, então aqueles que aparecem primeiro são os que estão presentes em maior quantidade. Se o alimento possui uma lista cheia de ingredientes que o consumidor desconhece, também é necessário ficar atento, já que isso indica acréscimo pela indústria de substâncias para favorecer prazo de validade ou modificar a estrutura natural do alimento”, explica Cintya Bassi.

Fonte: Grupo São Cristóvão Saúde

Alimentação sem carboidratos pode fazer mal à saúde?

Nutricionista da Dietbox fala sobre os malefícios decorrentes da dieta sem o nutriente

Quando o assunto é perda de peso, muitas pessoas optam por dietas restritivas para acelerar o processo, como, por exemplo, o corte de carboidratos. Mas fica uma questão: restringir a alimentação desta forma pode prejudicar a saúde?

Segundo Bettina Del Pino, nutricionista da Dietbox, startup de nutrição, retirar doces e farinha branca pode ser benéfico, mas, em longo prazo, a falta de carboidratos — principalmente os cereais e grãos integrais — pode afetar o bom funcionamento do organismo. “O ideal é fazer um acompanhamento nutricional para avaliar a necessidade de adotá-la e adaptá-la de acordo com as particularidades de cada pessoa”, explica a especialista.

“Diminuir ou cortar os carboidratos fará o organismo buscar outras fontes de energia. Ao utilizar outras reservas corporais, pode ocorrer uma redução de peso, mas não significa que esse emagrecimento será, necessariamente, um emagrecimento saudável”, completa.

Importância dos carboidratos

Alimentos fonte de carboidratos são excelentes aliados quando consumidos de forma correta e na quantidade adequada. São um dos grupos responsáveis por fornecer energia ao organismo para realizar as tarefas diárias, além de contribuir para o bom funcionamento do cérebro e para o crescimento muscular.

Entenda os riscos da dieta sem carboidratos

Eliminar totalmente os carboidratos da dieta pode causar sintomas, como dores de cabeça, falta de energia, alterações de humor, dificuldade de concentração e ansiedade.

O déficit do nutriente pode levar o indivíduo a consumir mais proteínas que o recomendado para promover a saciedade. Essa prática, se não for acompanhada por um profissional de nutrição, pode sobrecarregar os rins e o fígado, que trabalham mais para sintetizar as moléculas.

Além disso, o corpo pode consumir outras fontes energéticas, utilizando a reserva do tecido adiposo. Se for feita uma restrição muito severa, sem o balanço correto entre macro e micronutrientes, o corpo pode utilizar as reservas musculares, implicando em uma redução de peso não tão saudável.

“Com a falta de energia, proveniente dos carboidratos, o organismo procura outras fontes e o glicogênio, presente nos músculos, se torna o principal alvo. Isso resulta na perda de massa muscular, enquanto a gordura acumulada permanece no corpo, o que pode elevar os níveis de colesterol”, esclarece a nutricionista da Dietbox .

Perder peso com saúde

É fato que as dietas com baixo consumo de carboidratos podem auxiliar de forma considerável no emagrecimento, desde que aliadas à uma reeducação alimentar e acompanhadas por um profissional de nutrição para não acarretar prejuízos.

Bettina acrescenta que a redução moderada do nutriente proporciona outros benefícios, além da perda de peso, como queda das taxas de açúcares e do nível de triglicerídeos e ainda contribui na melhora do sistema cardiovascular em longo prazo.

“A combinação de uma alimentação equilibrada com a prática regular de atividades físicas e hábitos saudáveis é sempre o melhor caminho para emagrecer com saúde, sem cometer excessos. É importante também priorizar alimentos naturais, ricos em vitaminas e minerais, e evitar processados e ultra processados, com uma rotina alimentar adequada em quantidade e qualidade pelo profissional de nutrição”, completa Bettina.

Fonte: Dietbox

Nutricionista ensina como evitar exageros na alimentação das festas de fim de ano

Dentre as orientações, nutricionista da Dietbox diz que se deve evitar jejuar durante o dia e beliscar no preparo das refeições

Mesa farta é convite para a “comilança” nas festas de fim de ano. Pode ser difícil resistir às tentações, que, muitas vezes, são mais calóricas que as refeições habituais. Mas, segundo Júlia Canabarro, nutricionista da startup de nutrição Dietbox, é possível aproveitar as datas sem cometer exageros.

“Se você é a pessoa responsável pela preparação do cardápio, pode fazer escolhas inteligentes já durante o processo. Por exemplo, evitar frituras e se atentar ao excesso de gorduras, condimentos, sal e embutidos nas preparações podem ser cuidados importantes para um cardápio mais saudável”, comenta Júlia.

A nutricionista da Dietbox dá outras dicas para minimizar os efeitos das festas de fim de ano e priorizar uma alimentação equilibrada. Confira:

Se alimente normalmente

“Não tente se restringir durante o dia para poder ‘se permitir’ à noite. O ideal é garantir a saciedade com consumo de frutas, fibras, cereais integrais e água para não chegar à noite faminto”, orienta.

Nada de beliscar durante a preparação

Beliscar os alimentos ao longo do processo de preparo não é uma boa ideia. “Normalmente, o ato de beliscar é feito sem pensar, movido pela ansiedade. Nestes casos, é comum nem percebermos o que estamos ingerindo”, comenta. “Fazer um lanche da tarde equilibrado para sustentar a fome até a hora do jantar, e claro, manter uma boa hidratação são medidas essenciais”, completa a nutricionista.

Escolha bem os alimentos que vão ao prato

No momento de montar o prato, a especialista da Dietbox ressalta a importância de priorizar as preparações mais naturais e, se possível, dar preferência a preparações assadas e temperos naturais. Já a porção servida pode depender da necessidade de cada pessoa, mas é essencial avaliar a saciedade e saber o momento de parar. “Apenas vale se atentar que, caso a quantidade ingerida seja muito alta, pode atrapalhar o sono e ainda causar problemas gastrointestinais”, pondera.

Evite líquidos durante as refeições

Júlia alerta para a ingestão em excesso de líquidos junto às refeições, pois a prática pode gerar grande desconforto gástrico. Os alcoólicos merecem atenção redobrada, pois trazem efeitos negativos ao metabolismo, incluindo a desidratação.

Não se sabote na sobremesa

A dica do jantar também se aplica na sobremesa: avalie a saciedade. “Para quem está em um planejamento um pouco mais restrito, talvez optar por frutas ou comer apenas um dos pratos doces seja a melhor alternativa. Assim, pode ficar mais fácil manter um pouco mais de controle sobre o que ingeriu”, aconselha.

Mesmo assim, cometeu algum exagero?

Se mesmo seguindo as orientações houve algum exagero, não tem problema. “No dia seguinte, não tente compensar fazendo uma restrição alimentar ou abusando de exercícios físicos. Um dia apenas não colocará tudo a perder. Procure comer alimentos leves e naturais como frutas, legumes e verduras, e hidrate-se muito”, conclui a nutricionista.

Fonte: Dietbox

Alimentos climatéricos e não climatéricos. Por que devem ser armazenados separados?

O amadurecimento das frutas e vegetais ocorre quando enzimas como a pectinase e a amilase quebram os amidos e a pectina, que amolecem e adoçam as frutas. Outro fator essencial é o etileno, um gás natural que algumas frutas e vegetais produzem e que promove o processo de maturação.

As frutas climatéricas – São aquelas que podem amadurecer após serem colhidas. Estas produzem muito mais etileno que as não climatéricas, que não podem amadurecer depois de removidas da planta.

Algumas frutas, como maçãs e bananas, produzem ainda mais gás etileno que outras frutas climatéricas. Por isso, se você quer amadurecer uma fruta mais rápido, pode acelerar o processo colocando-a em um saco de papel kraft, para concentrar o etileno e posicioná-la perto de uma maçã ou banana.

Frutas como goiaba, nectarina, manga, mamão, pera, damasco, pêssego, ameixa, abacate, banana, maçã, maracujá, mirtilo, melão são climatéricos, portanto, você não precisa se preocupar se comprou verde, pois elas amadureceram.

Por outro lado, as frutas não climatéricas, como laranja, mexerica, limão, framboesa, morango, cereja, uvas, abacaxi, melão melancia e romã, já amadurecem na planta, e começam a apodrecer lentamente após serem colhidas. Por isso devem ser compradas maduras. Sempre que possível, compre orgânicos.

Confira as dicas da nutricionista Adriana Stavro do que deve ser armazenado separado.

Não armazene abóbora com maçãs e peras


Abóboras são bem conhecidas por terem uma vida útil longa, mas as maçãs e peras não devem ser armazenadas com elas. De acordo com o Serviço de Extensão da Universidade Estadual do Oregon, elas farão com que a abóbora amarele e fique ruim. O ideal é manter as abóboras em temperatura ambiente, em local fresco, longe do sol. Abóboras maiores duram mais, mas fique de olho nas menores, pois estragam rápido.

Não armazene maçãs com laranjas

Anelka/Pixabay

Guarde as maçãs na geladeira se desejar prolongar sua vida útil. As laranjas armazenadas na geladeira (longe das maçãs), devem ser colocadas em um saco de papel kraft ou pano para que o ar possa circular. Os sacos de plástico tornam as laranjas mofadas. As maçãs produzem muito gás etileno, o agente de amadurecimento que levará a uma deterioração mais rápida das laranjas.

Não armazene cebolas com batatas


Batatas e cebolas são uma combinação deliciosa, mas não as guarde juntas antes de cozinhá-las, pois as cebolas farão com que as batatas estraguem mais rapidamente. As batatas e as cebolas devem ser armazenadas separadas em temperatura ambiente, e em local fresco e seco. As batatas não devem ser levadas à geladeira pois o amido se transforma em açúcar quando refrigerado.

✔Armazene batatas com abóbora

As batatas e abóboras podem ser colocadas juntas em uma cesta de vime ao ar livre, em um local fresco e escuro para preservar o frescor, ou podem ser armazenadas em saco de papel kraft, mas apenas certifique-se de que estejam em um recipiente onde a umidade não possa se acumular, o que as faria amolecer e estragar mais rapidamente.

✔Um vizinho amigável para as cebolas é o alho

Foto: Hotblack

Eles podem ser colocados próximos um do outro, sem amadurecer ou estragar. Apenas guarde-os em um espaço bem ventilado e com a casca intacta até o uso.

✔Amadureça abacates mais rápido colocando ao lado de bananas

Se seus abacates estão verdes, guarde-os ao lado das bananas. O gás etileno liberado pelas bananas promovem o amadurecimento do abacate mais rapidamente. Se precisar prolongar a vida de um abacate, guarde-o na geladeira, isso retardará significativamente o processo de amadurecimento. Se cortou um abacate e consumiu apenas parte dele, o ideal é guardar o restante com a semente intacta em um recipiente hermético de vidro, juntamente com uma fatia de cebola.

✔Separe as bananas para durarem mais


Mantenha um pouco em temperatura ambiente e guarde parte na gaveta da geladeira para atrasar o processo de amadurecimento. Se tiver excesso de bananas maduras, faça um pão de banana ou fatie, regue com limão e congele para fazer sorvete ou smoothie.

✔Regra básica
Para um simples lembrete, os produtores de etileno são principalmente frutas, e os produtos sensíveis ao etileno são principalmente vegetais. As exceções são melancia e bananas verdes.

Frutas que produzem etileno: maçãs, damascos, abacates, bananas amadurecidas, melão, figos, kiwi, manga, nectarinas, mamão, maracujá, pêssego, pera, caqui, banana, ameixa, marmelo e tomates.

Frutas e vegetais sensíveis ao etileno: banana verde, feijão verde, endívia, brócolis, couve de Bruxelas, repolho, cenoura, couve-flor, acelga, pepino, berinjela, quiabo, salsa, ervilha, pimentão, espinafre, abóbora, batata doce, agrião e melancia

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Conheça algumas fake news da nutrição

Nutricionista do Órion Complex desmistifica notícias relacionadas ao poder dos alimentos e quais seus reais benefícios em tempos de pandemia

Quando se pensa em nutricionista o que logo vem à mente é dieta. Mas o papel desse profissional vai muito além de calcular calorias, como explica a nutricionista Laura Filmari, que atende no centro clínico do Órion Complex.

Segundo ela, o ato de comer ultrapassa as necessidades físicas e biológicas, pois, além de prazeroso, comer envolve multifatores, como questões emocionais, culturais e religiosas e o nutricionista pode contribuir com todo o processo ao estabelecer um cardápio que atenda essas necessidades. Em tempos de pandemia, por exemplo, muito se falou em como evitar contrair o novo coronavírus através da alimentação, entretanto, ela explica que isso não é possível.

De acordo com Laura, o objetivo de uma boa alimentação em tempos de pandemia, é fortalecer o sistema imunológico, mas segundo ela não é somente isso. “O organismo é complexo e ter uma boa imunidade reúne um conjunto de fatores como qualidade de sono, níveis de estresse, uso ou não de medicamentos, doenças crônicas e alimentação saudável. Ou seja, a alimentação não é exclusivamente o único fator que contribui para uma boa imunidade”, pontua.

Laura lembra que muitas notícias falsas, as fakes news, foram dissipadas, principalmente no início da pandemia induzindo as pessoas a realizarem suplementação com o intuito de se protegerem do vírus. Para sanar as dúvidas, ela listou as quatro que mais impactam a população e desmistifica seus efeitos. Confira:

Foto: Nicole Franzen

Suplementar vitamina C: vitamina C, ou ácido ascórbico, é um dos nutrientes mais fáceis de obter através da alimentação. Ela está presente em frutas como laranja, mexerica, morango, kiwi, acerola, limão, manga, goiaba, caju, mamão papaia, e em hortaliças como brócolis, couve, pimentão amarelo, salsa. “O consumo de duas laranjas ou uma fatia fina de mamão ou até mesmo uma colher de servir de couve crua já garante a quantidade diária de vitamina C. Por isso suplementar esse nutriente, quando se consegue atingir os níveis recomendados pela alimentação, é um desperdício de dinheiro e pode até elevar o risco de cálculo renal”, alerta.

Suplementar vitamina D: vitamina D, que na verdade é um hormônio, é muito importante para o organismo. Além de suas funções mais conhecidas relacionadas à saúde dos ossos, contribui com o crescimento, sistema imunológico, cardiovascular, músculos, metabolismo e produção de insulina. Laura explica que é muito importante manter os níveis adequados para a saúde como um todo. Porém, fazer suplementação sem a indicação de um profissional e a comprovação de exames bioquímicos é extremamente perigoso. “O resultado pode ser o aumento de cálcio na urina e no sangue causando cálculos renais e até mesmo arritmia”.

Livestrong

Beber água com limão em jejum: ao contrário do que se fala, a água com limão em jejum não tem o poder de detoxificar o nosso organismo. “Ao ingerir esse líquido, você estará ingerindo água rica em vitamina C, que é um poderoso nutriente antioxidante. Então, tomar água com limão, seja ela em jejum ou não, pode te ajudar a atingir os níveis de diários recomendado de vitamina C”, conta Laura, que lembra ainda que existem benefícios para a digestão ao ser ingerida junto ou após as refeições. Entretanto, isso nada tem a ver com prevenção do novo coronavírus.

Suplementar óleo de alho: apesar de o alho ser um ótimo antioxidante e ser uma boa fonte de nutrientes como manganês, vitamina B6 e vitamina C, Laura ressalta que não existe nenhuma comprovação científica de que a suplementação do óleo de alho ajuda no combate do coronavírus. “O consumo em excesso pode desencadear uma série de problemas, como por exemplo mulheres que possuem o fluxo menstrual intenso podem ter o quadro agravado. Quem sofre de hipotensão pode ficar com a pressão arterial mais baixa ainda, e quando administrado juntamente com medicamento anticoagulantes orais podem aumentar a biodisponibilidade do medicamento, provocando hemorragias”, finaliza.

Fonte: Órion Complex

Sete sinais de que você está bebendo pouca água

Nutricionista dá dicas para reconhecer e prevenir a desidratação

Há pouco mais de um mês para o início do verão, é importante manter a atenção para os níveis de hidratação do organismo. Isso porque, com a chegada dos dias mais quentes, o corpo perde ainda mais água para controlar a temperatura interna e torna-se necessário aumentar a ingestão de líquidos.

“A ingestão de 2 a 3 litros de água ao dia é importante para uma boa circulação sanguínea, manutenção do metabolismo, regulação da temperatura corporal e eliminação de toxinas”, explica a nutricionista ortomolecular Claudia Luz, do Departamento de Inovação da Via Farma.

Na prática, é possível saber quando o organismo está precisando de mais água – é só ficar atento a alguns sinais do corpo. “Boa parte das pessoas espera ter sede para se hidratar, mas isso não deve acontecer, já que a sede é um dos primeiros sinais de desidratação”, orienta a nutricionista. Assim, vale usar outros parâmetros para avaliar se a quantidade diária de água ingerida está sendo suficiente.

Confira abaixo alguns indícios que o corpo dá quando está desidratado

Urina escura


Observar a urina é uma boa forma de medir os níveis de hidratação do organismo. Quando falta água, ela fica escura e com um odor mais forte, devido à alta concentração de ureia.

Prisão de ventre


O ajuste da ingestão de água pode, muitas vezes, resolver casos de prisão de ventre. Isso porque os níveis de hidratação no intestino precisam estar ideais para que ocorram os movimentos peristálticos e o bolo fecal seja eliminado com facilidade.

Cãibras


Os músculos também precisam estar hidratados para desempenhar sua função. A falta de água e minerais impede que as contrações musculares aconteçam de forma adequada, provocando cãibras frequentes.

Irritabilidade, cansaço e falta de memória


A falta de água deixa o sangue menos fluido, por isso, o oxigênio e nutrientes importantes demoram mais para chegar até o cérebro, trazendo prejuízos cognitivos, como raciocínio lento, alterações de memória e irritabilidade, entre outros sinais.

Dores de cabeça

Com a baixa nos níveis de água, a capacidade de eliminar toxinas do organismo também diminui, o que pode estar por trás de muitas cefaleias. Para quem sofre de enxaqueca, a falta de água também pode ser um gatilho.

Mau hálito

Um corpo desidratado produz menos saliva e essa “secura” pode favorecer o mau cheiro ligado à multiplicação de bactérias, já que a saliva também é responsável por controlar o crescimento de micro-organismos.

Pele seca

A baixa ingestão hídrica também desidrata a pele, deixando-a sem viço e até mesmo flácida. A dificuldade em eliminar toxinas também pode favorecer, a longo prazo, um processo mais acelerado de envelhecimento cutâneo.

Esses são alguns dos sinais que devem ser observados a fim de manter uma boa hidratação do corpo, principalmente durante o verão. “O ideal é que essa ingestão ocorra de forma fracionada ao longo do dia. Para facilitar, é possível criar metas para cada horário do dia, carregando sempre uma garrafinha de água, para não esquecer de tomar”, indica Claudia.

Foto: 1zoomme

Uma dica para quem tem dificuldade para consumir os dois litros mínimos indicados é saborizar a água com frutas. Optar por alimentos ricos em água, como melão, melancia, laranja, chuchu, pepino e alface também é uma boa forma de aumentar a ingestão diária de líquidos. Mas não se esqueça: nada substitui a água pura.

Outra opção muito efetiva para potencializar a hidratação do organismo e repor sais minerais é a água de coco. A bebida é tão pura que sua composição assemelha-se ao plasma humano – o que faz dela um elixir para a saúde.

“Mas é preciso ficar atento às versões industrializadas, já que elas podem sofrer adição de açúcar e conservantes. Prefira a água de coco natural, ou mesmo as desidratadas, que são uma boa novidade para quem gosta de praticidade. Elas podem ser encontradas na forma de sachê, em farmácias de manipulação, e preservam todas as propriedades nutricionais do fruto, sem nenhum tipo de conservante”, indica a nutricionista.

Fonte: PocketCoco/Via Farma