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Vegetarianismo: tudo que é preciso saber para considerar esta dieta

Uma dieta pode ser saudável mesmo sem a presença de proteína animal

Embora faça parte da mesa do brasileiro, as proteínas de origem animal não são as únicas fontes de aminoácidos essenciais que necessitamos para o bom funcionamento do organismo. É possível encontrar o mesmo nutriente em combinações simples.

Segundo a nutricionista da clínica Atual Nutrição, Cátia Medeiros, é perfeitamente possível alcançar as necessidades orgânicas diárias, por meio de substituições. “A famosa dupla do arroz e feijão consegue nos dar um suporte no consumo de um bom perfil proteico, pois o que falta em um alimento está no outro, e quando os unimos na refeição, chegamos ao que era esperado vir por meio de uma carne, por exemplo”.

Isso quer dizer que, apesar do nosso organismo precisar dos nutrientes que a proteína animal fornece, ela não é a única fonte. Com as adaptações corretas, o corpo com uma dieta vegetariana é totalmente saudável.

De olho nas vitaminas

Para retirar de vez o consumo de proteína animal da dieta, é preciso buscar orientação para substitui-la com alimentos que forneçam os nutrientes necessários para o corpo, e não se tenha o risco de ter uma deficiência proteica, desenvolvimento de anemia, alteração de sistema nervoso, entre outros.

Ao serem excluídos alimentos de origem animal, nutrientes como vitamina B12, cálcio, ferro e zinco, podem ter seu consumo comprometido. Também pode ocorrer deficiência de ácido graxo ômega-3, fornecido pelos peixes e ovos, por exemplo.

“Além disso, a grande ingestão de fatores antinutricionais, presentes em inúmeros alimentos vegetais que, se não forem inativados corretamente, ou tiverem sua ingestão devidamente orientada, poderão comprometer a absorção de vários nutrientes, aumentando o risco de deficiências nutricionais”, comenta Cátia.

Substituições que dão certo

Problemas nutricionais podem ocorrer com qualquer pessoa, por isso atentar-se às substituições é fundamental para oferecer ao organismo tudo que ele precisa, e com os vegetarianos não é diferente.

“Para substituição desses alimentos de origem animal, é preciso garantir um consumo diário de leguminosas (feijão de qualquer tipo, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico) junto aos cereais (milho, arroz, trigo etc.) é essencial para que se obtenha todos os aminoácidos necessários à síntese de proteínas pelo organismo”, explica Cátia.

Foto: Nicole Franzen

Quanto à ingestão de ferro, a nutricionista explica que as fontes vegetais do mineral não fornecem boa absorção como a de origem da proteína animal, por isso, é importante consumir alguma fonte de vitamina C para que o organismo consiga absorvê-lo.

Pixabay

“Para garantir a ingestão diária de ferro é necessário o consumo diário de cereais integrais, aumento da ingestão de leguminosas e oleaginosas em geral, de sementes e frutas secas, usar melado ou açúcar mascavo como adoçante, e ingerir mais fontes de vitamina C junto às refeições principais”, acrescenta Cátia.

Foto: Everyday Health

A nutricionista ainda explica que é preciso evitar o consumo exagerado de fibras, pois elas podem diminuir o consumo energético, pois oferecem grande sensação de saciedade, diminuindo a absorção de minerais como ferro, zinco, selênio. “A dica é utilizar uma mistura entre cereais integrais e refinados”, completa.

Para quem está considerando o vegetarianismo, Cátia salienta a importância de se conversar com um profissional especialista, pois a quantidade de nutrientes que precisa ser ingerido tem como base de cálculo, idade, metas como hipertrofia, emagrecimento e manutenção de massa magra. “Mas geralmente de 0,75g a 1g /kg de peso/dia, já é suficiente. Lembrando que este cálculo é feito não por grama do alimento, mas por grama de proteína presente no alimento”, finaliza.

Cátia Medeiros tem 13 anos anos de experiência na área, formada em Nutrição pela Unitri – Centro Universitário do Triângulo, com especialização em Nutrição Clínica pelo Ganep – Centro de Nutrição Humana de São Paulo, especialista em Fitoterapia e Nutrição Esportiva pelo Cefit, assim como em atendimento Gestacional e Pediatria. É fundadora da clínica Atual Nutrição.

Nutricionista lista sete alimentos que parecem saudáveis, mas não são

Juliana Vieira também indicou substitutos

Refrigerantes, salsicha, sorvete, entre outros, são alimentos que todos sabem que não são saudáveis. Mas tem aqueles que as pessoas consomem acreditando que fazem bem à saúde, o que não é verdade.

A nutricionista Juliana Vieira elencou sete desses alimentos:

Peito de peru – o mito de ser um alimento saudável é por ele ter poucas calorias e baixo teor de gorduras. Mas, em compensação, como todo embutido, tem aditivos químicos: sódio, conservantes e corantes e compostos nitrogenados, dentre eles o nitrito de sódio.
Substitua por ovo ou atum.

Nesfit – apesar de ser nomeado como integral, esse biscoito tem muito glúten, açúcar, gordura e sal. Não deve ser usado nem como opção de lanche de baixa caloria, muito menos como alimento saudável.
Substitua por bolacha de arroz.

Barra de cereal – dentre seus principais ingredientes, possui açúcar, xarope, maltodextrina, gordura hidrogenada.
Substitua por barra de proteína.

Suco de caixinha ou néctar de fruta – contém muito açúcar , corantes , aromas e sódio.
Substitua por suco natural ou água

Bisnaguinha- o pão é feito de farinha branca e açúcar, ou seja, tem poucos nutrientes e nada de fibras.
Substitua por bisnaguinha integral ou pão integral .

Empanados de frango – é uma mistura de ingredientes nada nutritivos, como partes de frango, pele, farinha e leite em pó e para dar gosto glutamato monossódico.
Substitua por empanar o frango com ovos e farinha de rosca ou aveia .

Refrigerantes zero – apesar de não terem calorias, eles contêm uma série de produtos químicos em sua fórmula que são nocivos à saúde, como corantes, acidulantes, conservantes, adoçantes e excesso de sódio. Além disso, não tem nenhum valor nutricional.
Substitua por água ou suco natural.

Conheça os malefícios do refrigerante e entenda como consumi-lo pode afetar a saúde

Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom, aponta como a bebida prejudica o corpo e destaca os benefícios do consumo de sucos naturais

Comumente conhecido pelo excesso de açúcar, o refrigerante é uma bebida que dificilmente desagrada o paladar. Seja nas refeições diárias, em grandes festas ou pequenas confraternizações, ele sempre se faz presente pelo prazer gerado a cada gole. De acordo com o IBGE, no Brasil, o refrigerante foi responsável por 71,6% das vendas de bebidas não alcoólicas no ano de 2019.

Esses dados devem ser considerados alarmantes, tendo em vista que seu consumo traz diversos malefícios à saúde, como retenção de líquidos, aumento de peso, distensão abdominal, enfraquecimento dos ossos, aumento de processo inflamatório e até câncer.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom, refrigerantes são compostos por uma grande quantidade de açúcar, sódio e conservantes, grandes vilões da saúde. Ela explica que sua ingestão pode trazer diversas consequências ao corpo de uma só vez. “Devido aos elementos presentes em sua fórmula, a bebida não possui nenhum valor nutricional, a famosa caloria vazia. Pelo contrário, seus ingredientes são capazes de provocar doenças a longo prazo”, afirma.

Antes de evidenciar quais são seus malefícios, a especialista aponta o motivo das pessoas não conseguirem se manter longe da bebida. “Ao ingerir açúcar, é ativado um sistema de recompensa no cérebro, que gera satisfação pelo que está sendo consumido. Além disso, a cafeína também gera um efeito de dependência”, relata. Uma lata de refrigerante seria capaz de causar vômitos se não fosse a presença do ácido fosfórico, que reduz a percepção do dulçor do líquido. Graças ao componente, o cérebro reage bem e o paladar se torna cada vez mais viciado.

A nutricionista destaca que os altos níveis de sódio e açúcar presentes no refrigerante prejudicam a circulação, diminuem a ação da insulina e desequilibram os níveis de sódio no organismo. “Ele pode até causar aumento da pressão arterial ou diabetes tipo 2”, destaca. Além disso, seu consumo diário favorece a retenção de líquido, provoca inchaço e deixa o sangue mais denso, favorecendo a formação de coágulos.

Foto: Arker

O ácido fosfórico também impede o corpo de absorver o cálcio necessário para fortalecer os ossos, desenvolvendo problemas como cáries e osteoporose. “Por conta da acidez, o organismo utiliza o cálcio dos ossos e dentes para neutralizar os efeitos da bebida”, informa a nutricionista. Esse ácido também se encontra no gás do refrigerante, responsável por dilatar o estômago e prejudicar a absorção de nutriente dos alimentos. “A gaseificação ocasiona mais acidez no sistema digestivo, causando gastrite, azia e flatulências. Além disso, também gera a falsa sensação de saciedade e provoca fome em menores intervalos de tempo, por isso o aumento de peso é estimulado”, explica.

Cyntia ainda ressalta que optar por refrigerantes lights ou diets não traz nenhum benefício. “Em suas novas versões, a indústria exclui o açúcar, mas acrescenta, componentes ricos em sódio, o que dobra a quantidade de sal presente no líquido, que segue fazendo mal ao corpo”, descreve. Sem nenhum valor nutricional à saúde, seu consumo é diretamente ligado as taxas de obesidade e facilita o desenvolvimento de tumores. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a comorbidade mencionada está associada a 13 tipos de câncer, como o de estômago e intestino.

Freepik

Como forma de reduzir os efeitos da bebida, Maureen indica que a melhor opção é evitar o refrigerante e substituí-lo por água e sucos de frutas naturais. “Optar por sucos integrais é uma ótima escolha, pois além de serem ricos em água, também são fontes de fibras, vitaminas e minerais, que colaboram para o bom funcionamento do intestino, controlam os níveis de glicemia e colesterol, auxiliam no funcionamento dos rins e favorecem a digestão. Assim, é possível continuar saboreando cada gole e, melhor ainda, trazendo benefícios ao corpo”, finaliza.

Confira abaixo algumas opções disponíveis no catálogo da Superbom ideais para substituirem o refrigerante no seu dia a dia:

Suco de Uva Tinto Integral 1l

O suco de uva integral Superbom é um produto 100% natural, produzido a partir de uma única variedade de uva: a Isabel. Tendo características próprias e extremamente marcantes dessa uva, esse saboroso suco de uva tem um sabor único desde 1925. Excelente como acompanhamento para refeições, lanches, também é indicado para pré e pós treino, o suco de uva integral Superbom é uma bebida saudável que oferece muitos benefícios à saúde e também está disponível em 300 ML ou 1 L.

Suco de Tangerina Integral 1l

O suco de tangerina da Superbom Integral é um suco 100% fruta, feito especialmente para quem deseja ter uma vida mais equilibrada. Saboroso, o suco de tangerina é uma bebida saudável feita a partir de frutas selecionadas que oferecem a doçura característica da tangerina somada ao valor energético da vitamina C.

Suco de Maça Integral 1l

O suco de maçã Superbom é um suco 100% natural, produzido a partir das mais selecionadas frutas. Dentre os nutrientes deste produto, destacamos a quercetina, antioxidante que melhora a função cerebral bem como age como um anti-inflamatório natural.

Fonte: Superbom

Nutricionista ensina a fazer bulletproof coffee

Angela Federau traz receita do famoso “café à prova de balas” com manteiga e óleo de coco muito usado por pessoas que querem turbinar a atividade cerebral e emagrecer

O bulletproof coffee é usado por muitas pessoas que querem turbinar a atividade cerebral e emagrecer. Criado pelo norte-americano Dave Asprey, após uma viagem ao Tibete, foi elaborado usando como inspiração as bebidas consumidas pelos povos do Himalaia há séculos. Entre seus efeitos estão a promessa de saciedade prolongada e, consequentemente, a perda de peso.

A bebida é composta por uma xícara de café fresco, uma colher (sopa) de manteiga e outra de TCM (versão mais concentrada de óleo de coco). A manteiga deve ser sem sal, feita com leite de vaca alimentada unicamente com grama.

A escolha destes ingredientes tem um propósito. “A manteiga especificada contém altos níveis de ácido linoléico conjugado, que supostamente aumenta a utilização de gordura pelo organismo – o que faz emagrecer e aumentar a massa magra. Já o TCM é metabolizado rapidamente no fígado, fornecendo energia ao organismo e fazendo circular corpos cetônicos, que são subprodutos da quebra das células de gordura”, explica Angela Federau, nutricionista.

Apesar das promessas de saciedade e perda de peso, o “café à prova de balas” ainda precisa de validação científica, por isso a recomendação é procurar um nutricionista antes de incluí-lo na rotina alimentar. “Assim como qualquer outra substância, o consumo do bulletproof coffee necessita de acompanhamento nutricional adequado para obtenção de melhores resultados”, finaliza.

Bulletproof coffee receita original

Ingredientes
1 xícara (chá) de café
1 colher (sopa) de manteiga ghi (ou ghee) ou manteiga de cacau
1 colher (chá) de óleo de coco extravirgem ou TCM

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador por 30 segundos para que os óleos se emulsifiquem com o café. Fica cremoso, com uma espuminha, com sabor de leite com café e um leve toque de coco.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. Criadora da mentoria Nutrindo um Propósito, também participa como convidada de pesquisas científicas e genéticas da UFPR como mapeamento e estudo genético da comunidade Menonita. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele e Instituto Mulheres que Inspiram, que promove auxílio e acolhimento às mulheres com câncer no sistema reprodutivo e mama.


Quatro erros comuns ao ler rótulos de produtos alimentícios

Dar uma olhadinha no rótulo dos produtos alimentícios já virou parte da rotina dos brasileiros. Segundo uma pesquisa da Tate & Lyle, fornecedora global de ingredientes e soluções para alimentos e bebidas, 83% dos consumidores no Brasil consultam a tabela nutricional presente na embalagem.

Entretanto, nem sempre a leitura resulta no esclarecimento do consumidor. “Por mais que estejamos caminhando para adoção de rótulos cada vez mais limpos, com informações de mais fácil entendimento, ainda é muito comum o consumidor encontrar dificuldades para entender o rótulo”, comenta Renata Cassar, nutricionista da Tate & Lyle.

Confira abaixo os erros mais comuns ao ler rótulos de produtos e saiba como evitá-los.

=Checar apenas as calorias na tabela nutricional

O valor energético é a primeira informação que vem na tabela nutricional, mas não é por isso que é a mais importante. “Temos que analisar o valor nutricional do alimento e não somente as calorias. É preciso checar os macronutrientes, ou seja, carboidratos, incluindo açúcar, proteínas e gorduras presentes no produto”.

Vale lembrar que as gorduras que constam na tabela nutricional podem estar presentes em pelo menos três categorias: gorduras totais, que são a soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, gorduras saturadas e gorduras trans. O consumo tanto das gorduras trans como das saturadas deve ser restrito, pois sua ingestão pode aumentar o risco de doenças do coração. Em alguns alimentos, e em condições específicas, a tabela pode trazer também as gorduras insaturadas, um tipo de gordura benéfica à saúde.

“Também recomendo verificar a quantidade de fibra alimentar. Não é regra, mas muitos alimentos e bebidas que contêm fibras tendem a ter menos açúcar e calorias, como é o caso de alimentos da categoria de panificados, como os pães e biscoitos com fibras, e as bebidas vegetais adicionadas desse ingrediente, apenas para citar alguns exemplos. Além disso, a fibra tem um papel fundamental no nosso organismo, principalmente na função intestinal”, explica a nutricionista.

“Tem muita gente que busca alimentos pela quantidade de calorias, mas nem sempre o menos calórico é o mais saudável ou o mais nutritivo, por isso a importância de se analisar a composição nutricional como um todo levando em conta a quantidade por porção”, ressalta a especialista em nutrição da Tate & Lyle. Outra dica é verificar a porcentagem que cada nutriente entrega do valor diário (%VD) que um adulto padrão saudável necessita consumir.

=Não ler a lista de ingredientes

Um dos erros mais comuns é não ler a lista de ingredientes. A leitura é fundamental pois na listagem consta tudo que foi usado para a fabricação do alimento industrializado e, muito importante, na ordem decrescente: do ingrediente em maior quantidade para o ingrediente em menor quantidade e, posteriormente, os aditivos. “Algumas nomenclaturas mais técnicas podem aparecer na lista, mas não é porque não entendemos alguns nomes que temos que ter medo deles. Por exemplo, o ácido ascórbico é a vitamina C e a lecitina é encontrada no ovo. Além disso, há termos que são definidos pelos órgãos reguladores, que a indústria precisa seguir, e muitos consumidores não compreendem. Por exemplo, polidextrose e maltodextrina resistente são nomes técnicos de fibras alimentares. Por isso, recomendo sempre pesquisar aquele termo que causa estranhamento”, pontua Renata Cassar.

=Considerar açúcar tudo que termina com “ose”

Sacarose, frutose, glicose, maltose. É comum encontrarmos a orientação de que tudo que termina com “ose” na lista de ingredientes é açúcar, mas não é bem assim. “As generalizações são perigosas pois sempre deixam de lado a exceção à regra e esse é exatamente o caso da polidextrose, que é uma fibra alimentar, e não um açúcar”, esclarece a nutricionista. Empregada na fabricação de bebidas e alimentos de baixa caloria, esta fibra é usada em estratégias de redução de açúcar e calorias e como solução para o enriquecimento e fortificação com fibras.

=Acreditar que light, diet ou zero gordura é garantia de saúde

O erro mais clássico! Basta entrar na dieta que tudo que é “light”, “diet” ou “zero gordura” se torna mais atrativo. Eles podem sim ajudar na seleção de alguns alimentos e bebidas, porém, por mais que estes termos tenham destaque na embalagem dos produtos, eles não são sempre garantia de um alimento mais saudável. A nutricionista da Tate & Lyle reforça que para uma escolha consciente, é preciso ler o rótulo. E adverte: “não existe alimento mágico, o equilíbrio é o mais importante”.

Fonte: Tate & Lyle

Saiba como aliviar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

Presente em até 20% da população, desordem afeta a qualidade de vida e pode ser tratada com ajustes na alimentação

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) está presente na vida de até 20% da população adulta brasileira, mas muitas pessoas ainda vivem com o desconforto sem serem diagnosticadas. Com sintomas que incluem dores, inchaço abdominal e episódios intercalados de constipação e diarreia, o distúrbio não é considerado uma doença, mas traz perda na qualidade de vida.

“A síndrome causa uma desordem funcional no intestino, mas não provoca nenhuma alteração ou lesão que possa ser detectada em exames. É mais comum em mulheres e pode estar diretamente relacionada a momentos de estresse emocional. E embora não haja nenhum exame para comprovar a SII, é preciso procurar o médico para excluir a possibilidade de outras doenças”, explica a nutricionista ortomolecular Claudia Luz, da Via Farma.

Após feito o diagnóstico por eliminação, é possível amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de algumas mudanças nos hábitos, principalmente na alimentação. “Já que a síndrome também pode ser agravada por gatilhos emocionais, em alguns casos também são indicadas abordagens terapêuticas para aliviar o estresse e a ansiedade, além de acompanhamento psicológico”, pontua a nutricionista.

Cuidados essenciais

As causas da Síndrome do Intestino Irritável ainda não são completamente esclarecidas, mas acredita-se que sua origem seja multifatorial. “Além da alimentação e da questão emocional, a desordem também pode estar ligada a fatores genéticos e desequilíbrios na flora intestinal” explica Claudia. Por isso, o tratamento adequado deve contar com um acompanhamento multidisciplinar, que inclua o médico e também o nutricionista.

A mudança da alimentação é um dos fatores mais importantes, já que algumas escolhas na hora das refeições podem piorar os sintomas. “Estudos têm mostrado que dietas ricas em alimentos altamente fermentáveis, conhecidos no meio científico como FODMAPs, trazem pioras significativas nos quadros de SII. Por isso, uma das estratégias nutricionais indicadas é justamente reduzir o consumo desses alimentos”, diz Claudia.

O grupo dos FODMAPs é grande, e inclui desde alguns tipos de frutas até leite e derivados, leguminosas e carboidratos. De acordo com a especialista, a dieta para reduzir o consumo desses alimentos pode amenizar as crises intestinais, mas não deve ser feita por muito tempo e precisa do acompanhamento de um nutricionista.

Dentro do plano alimentar, é preciso priorizar as opções naturais, dando atenção especial à hidratação ao longo do dia. E na hora de temperar os preparos, também é importante dar preferência aos condimentos naturais, já que as versões industrializadas podem ser prejudiciais para a saúde do intestino e do organismo como um todo. Para potencializar os resultados de uma alimentação balanceada, a suplementação de probióticos também pode ser indicada pelo nutricionista e desenvolvida de forma personalizada em farmácias de manipulação.

“O uso desse tipo de nutracêutico é muito eficaz no reequilíbrio da flora intestinal e no alívio de dores, distensões, constipação e diarreia. A cepa Saccharomyces cerevisiae (Bowell), por exemplo, conta com estudos que apontam a melhora dos sintomas nos primeiros 15 dias de uso”, finaliza Claudia.

Fonte: Via Farma

Pós-Páscoa: nutricionista do Sesi-SP dá dicas de como aproveitar os chocolates que sobraram

Receitas com o aproveitamento integral dos alimentos e rituais com momentos prazerosos são algumas ideias do portal Alimente-se Bem, desenvolvido pelo Sesi-SP para consumidores e empresas do setor

Depois do feriadão com Páscoa e muitos chocolates, e com as opções de lazer fechadas, o jeito é ter criatividade para desfrutar bons momentos com o que traz felicidade. Inovar e aproveitar as sobras dos ovos de Páscoa pode ser uma alternativa para passar melhor o tempo, quando consumido com moderação. As receitas que estão no portal Alimente-se Bem, no ar desde outubro de 2020, trazem como conceito a alimentação saudável, sustentável e econômica.

Para os amantes do chocolate, a nutricionista do Sesi-SP, Aline Pendeza, relata que muitas pessoas têm dificuldade em conseguir consumi-lo em porções moderadas. Pensando nisso, a nutricionista disponibilizou no podcast do Alimente-se Bem, disponível no site, um áudio que leva a uma meditação para ser feita no momento da degustação do chocolate. Um exercício para treinar a capacidade de trazer atenção ao minuto presente, ao comer, sem julgamentos ou críticas, com uma atitude de abertura e curiosidade.

“Comer com atenção plena (ou no termo em inglês, mindful eating) é uma aptidão inata do ser humano, mas se perde ao longo dos anos com as experiências de vida, regras, preocupações, expectativas e fantasias.” Para a meditação, Pendeza orienta que a pessoa esteja num local tranquilo e sem interrupções para curtir as melhores sensações sem aquele peso na consciência.

O site também oferece quatro receitas criativas que podem ser aproveitadas com as sobras dos ovos de chocolate, como bombons recheados com doce de grão-de-bico , mousse de chocolate com aquafaba , miniovos com merengue de aquafaba e pirulitos de semente de jaca.

O chocolate pode ser uma opção mais saudável com menor gordura, quando obtido com maior concentração de cacau. No chocolate amargo, por exemplo, a proporção de massa de cacau varia de 35 a 85%. Na versão ao leite, corresponde a cerca de 30%. Já a versão branca utiliza a manteiga de cacau, que é a parte da gordura extraída do fruto.

O cacau é rico em magnésio, fibras, polifenóis, flavonoides, ferro e antioxidantes. De todos os nutrientes, a função mais importante é a de proteger nossas células contra danos causados pelo envelhecimento, especialmente as células do coração. Alguns estudos, que dependem de um aprofundamento maior, demonstram que o consumo de chocolate parece estar associado também a um menor declínio cognitivo.

Fonte: Alimente-se Bem

Dicas para comer chocolate sem culpa nesta Páscoa

Fazer escolhas alimentares conscientes é o segredo para desfrutar dos ovos e bombons sem engordar

Uma das épocas mais gostosas do ano está chegando e, com ela, o medo de não resistir às tentações e colocar a dieta a perder. É comum que após um feriado regado a comida boa e chocolates, o botão da calça comece a apertar – e não é pra menos, já que o consumo excessivo de açúcares e carboidratos está diretamente ligado ao ganho de gordura na região abdominal. “As mulheres, principalmente, devem ficar atentas, pois sua tendência em ganhar gordura nos quadris é maior, já que essa parte do corpo é mais influenciada pelos hormônios femininos” pontua o nutricionista ortomolecular Rafael Félix, consultor da Via Farma.

A boa notícia é que dá para aproveitar a Páscoa sem passar vontade de comer chocolate e sem estragar a dieta – o segredo é manter o equilíbrio e fazer escolhas inteligentes. “Não há necessidade de cortar o chocolate e nenhum outro alimento, desde que o consumo seja moderado. As grandes restrições na dieta não são saudáveis e podem, inclusive, contribuir para episódios de compulsão alimentar, com aumento de calorias ingeridas em momentos de descontrole”, alerta o nutricionista. Para ajudar nas escolhas, confira abaixo as dicas do especialista:

Invista no chocolate certo

Foto: Her.ie

Na hora de escolher os ovos e bombons, dê preferência às versões mais saudáveis, com o teor de cacau acima de 50%. Para matar a vontade de comer chocolate e, ao mesmo tempo, cuidar da saúde, é possível optar por ovos e bombons funcionais, encontrados em farmácias de manipulação. Quando enriquecidos com extratos de chá roxo e amora selvagem, por exemplo, podem até auxiliar no emagrecimento. Já associados ao extrato de Apocynum venetum L, os chocolates funcionais ajudam a dormir melhor, trazendo bem-estar.

Coma na sobremesa

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Para passar longe do pé na jaca, evite comer chocolate de estômago vazio. Saborear o doce como sobremesa evita que o consumo seja excessivo, já que a saciedade será alcançada com porções menores. Investir no consumo de vegetais na hora das refeições também é uma boa ideia, já que são alimentos ricos em fibras, um nutriente que além de diminuir a absorção de gordura no organismo, ainda reduz a fome.

Atenção às versões diet

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Para não trazer grades prejuízos à dieta de emagrecimento, muitas pessoas acabam optando pelo chocolate diet. Mas é necessário ter atenção, já que boa parte desses produtos é direcionada a pessoas com restrição no consumo de açúcar. Para a perda de peso, esse tipo de alimento não é vantajoso, já que o açúcar é substituído por gordura na lista de ingredientes, elevando o valor calórico.

Fique de olho nas porções

Escolher as porções com inteligência é o melhor caminho para comer aquilo que mais gosta sem boicotar a dieta. Um ovo de chocolate grande, por exemplo, pode passar de mil calorias, enquanto os pequenos contam com cerca de 70. Assim, vale ter parcimônia na hora da compra, já que os benefícios do chocolate e a sensação de bem-estar também podem ser desfrutados com quantias menores do doce.

Capriche na qualidade das refeições

Foto: Visual Hunt/CC

Um erro bem comum é fazer compensações alimentares e até pular refeições para poder comer chocolate sem peso na consciência. Mas isso não deve ser feito, já que longos períodos em jejum podem atrapalhar o funcionamento do metabolismo e aumentar as chances de episódios de compulsão alimentar. Por isso, o melhor a se fazer é manter todas as refeições do dia, prezando sempre pela qualidade.

Não pule o treino

Pode ser difícil manter a rotina de treinos no fim de semana e datas comemorativas. Mas, para evitar que as calorias a mais se transformem em gordurinhas mais tarde, é importante separar uma hora do dia para colocar o corpo em movimento. Mesmo que não seja possível fazer a rotina habitual de treinos, uma atividade física mínima já faz toda a diferença. O que não pode é comer demais e não queimar as calorias.

Valorize seu sono

ThinkStock

Uma única noite mal dormida já é capaz de afetar todo o metabolismo, prejudicando a digestão e aumentando o apetite por alimentos ricos em açúcar e carboidratos, que, em excesso, estimulam o ganho de peso. Além disso, a restrição de sono está frequentemente ligada ao estresse e à ansiedade, que também são gatilhos para uma alimentação desequilibrada.

Fonte: Via Farma

Cinco motivos que fazem da dieta restritiva um círculo vicioso

Especialista em distúrbios alimentares alerta que a privação nutricional afeta negativamente o organismo e pode despertar desejo ainda maior por comida

Pessoas que lutam constantemente contra a balança costumam adotar medidas “emergenciais” para perder peso de forma rápida. Muitas delas incluem a diminuição drástica da quantidade de comida e grandes intervalos entre as refeições. Entretanto, estudos comprovam que essas atitudes, além de ineficientes em longo prazo, podem agravar o quadro e levar até mesmo a distúrbios alimentares.

É o que defende Sophie Deram, PhD em Nutrição e doutora pela Faculdade de Medicina da USP no departamento de Endocrinologia, com vasta experiência em comportamento alimentar. A especialista afirma que todos deveriam ter ‘boa relação com a comida’, pois esse é o “fator-chave” para a manutenção do peso saudável.

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“As dietas restritivas alteram nosso metabolismo e nosso comportamento alimentar, aumentam a vontade de comer e podem, inclusive, contribuir para o excesso de peso. Em vez da restrição, o caminho é transformar a relação com a comida e o corpo na hora de sentar à mesa”, diz.

A especialista lembra ainda que profissionais da saúde de outros países, como os Estados Unidos, não recomendam prescrever dietas muito rigorosas aos pacientes. “No Brasil, essa abordagem ainda é nova, mas no exterior o ‘undieting’ já é amplamente difundido”, explica Sophie, que é a pioneira da abordagem sem dieta no Brasil.

Abaixo, Sophie lista 5 motivos que provam que “passar fome”, além de não combater o sobrepeso, pode provocar mais ganho de peso ao longo prazo e uma relação de comer mais emocional com a comida. Isso cria um ciclo vicioso:

Frustração e tristeza

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A insatisfação com o corpo e a aparência geralmente é o “gatilho” que leva as pessoas a aderirem às dietas restritivas. “O ciclo vicioso da dieta e a dificuldade em atingir a meta almejada levam a sentimentos de frustração e tristeza, ocasionados pela falta de energia física, e que acarretam em prejuízo da vida social. Isso, por si só, já comprova que a privação nutricional é uma ‘armadilha’ que causa danos graves”, pondera Sophie.

Desejo pelo alimento proibido

A restrição alimentar desestabiliza o corpo e desperta “desejo incontrolável” por alimentos classificados como “proibidos” na dieta. “É nessa hora que surge a vontade de comer alimentos mais recompensadores, mais energéticos, como frituras, doces e ultraprocessados, tudo que geralmente era proibido. É como se o corpo buscasse, de forma inconsciente, uma compensação por ficar tanto tempo sem se alimentar, o que nos leva para o próximo fator”, diz a especialista.

Exagero

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O sentimento de “eu mereço…” está presente em situações em que o corpo é submetido ao extremo. Sophie acredita que este é um dos principais perigos, justamente pela sensação de culpa que vem em seguida a um “grande deslize” na dieta pobre em alimentos. O exagero também atrapalha na implantação de uma alimentação saudável, que, segundo a especialista, deve ser variada, equilibrada e consumida com prazer.

Culpa e ganho de peso

Com o “ciclo vicioso” instaurado, o peso eliminado passa a ser geralmente recuperado, e, na maioria das vezes, até mais, devido aos excessos cometidos. Para Sophie, a culpa, o arrependimento e até mesmo o peso na consciência surgem, em parte, devido ao excesso de informação sobre alimentação. Têm muitas regras sobre o que pode ou não pode. A expert define esse comportamento como ‘terrorismo nutricional’. as pessoas enxergam os alimentos apenas como nutrientes. “Nunca se falou tanto sobre nutrição e dietas, e jamais a população ganhou tanto peso. Há um paradoxo nesta situação”, enfatiza a nutricionista.

Insatisfação corporal


É exatamente neste ponto que o ciclo da dieta restritiva se torna vicioso. O paciente está, mais uma vez, insatisfeito com a própria aparência, e recorrerá às outras alternativas de dietas ineficientes para tentar resolver o problema. Sophie pontua que não se deve permitir que a fita métrica ou a balança definam o nível de satisfação com o corpo ou restrinjam o apetite. “Não tenha medo da fome. Aprenda a reconhecê-la e a acolhê-la”, finaliza ela.

Quanto mais restrição, mais exagero. Hoje a dieta restritiva é mostrada cientificamente como um dos fatores do ganho de peso ao longo prazo. Diga não à dieta restritiva e coma melhor, não menos.

Fonte: Sophie Deram é autora do livro “O Peso das Dietas”, engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim no laboratório de Neurociências.

Seis chás para amenizar sintomas da menopausa

A nutricionista Angela Federau lista seis opções naturais que ajudam as mulheres a ganharem qualidade de vida nesse período

A menopausa é um marco na vida da mulher. A última menstruação acontece, geralmente, entre 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva. Ela pode vir mais cedo ou mais tarde, porém, acompanhada com frequência por sintomas desagradáveis, e até mesmo traumáticos para a mulher como: ressecamento vaginal, perda da libido, depressão, ondas de calor, insônia e dores musculares, entre outros.

“Vários tratamentos farmacológicos são procurados por mulheres em menopausa, com objetivo substituir os hormônios que baixam de nível nesta fase da vida. Entretanto, estudos recentes mostram que existem opções naturais que podem cumprir o papel dessa reposição hormonal”, enfatiza Angela Federau, nutricionista.

Para ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres, Angela preparou uma lista com seis chás de ervas naturais que podem atuar amenizando os sintomas da menopausa. Confira:

Chá de folha de amoreira

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A folha de amoreira tem vários compostos químicos que ajudam a regular os hormônios femininos. Além de propriedades que amenizam os sintomas mais desagradáveis da menopausa. Pode ser consumido quente ou frio, de preferência em menos de 24 horas após ser feito, e a infusão é normalmente feita com uma colher de sopa de folhas de amoreiras secas em um litro de água.

Chá de aquileia, alquemila e sálvia

A sálvia tem propriedades calmantes antioxidantes e ansiolíticas. A alquemila melhora o trânsito intestinal e seus flavonoides ajudam a repor níveis hormonais. A aquileia mantém a hidratação natural da pele que fica dificultada na menopausa e tem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas. O chá deve ser feito com a infusão de quatro colheres de chás das três folhas secas em um litro de água.

Chá de hipericão

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O chá de hipericão é excelente no combate dos sintomas dos sintomas da menopausa, principalmente no que diz respeito a mudanças de humor. Em resumo, a planta alivia a ansiedade e estresse decorrentes de mudanças hormonais.

Chá de erva-de-são-cristóvão

A erva-de-são-cristóvão também chamada de cimicifuga ajuda na regulação do ciclo menstrual. Além disso, ela alivia as ondas de calor comuns no climatério e menopausa.

Chá de Ginseng

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É uma raiz de prioridades potentes e seu chá pode aliviar ondas de calor e ansiedade. Ela é anti-inflamatória e pode ajudar no controle do peso, ou seja, aliviando o ganho de peso que comumente acontece nessa fase.

Chá de Trevo-vermelho

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É um tipo de leguminosa rica em isoflavonas, substâncias também presentes na soja. Excelente para o alívio dos sintomas da menopausa. O chá deve ser feito em forma de infusão.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. É palestrante, escritora de livros, artigos e colunas em jornais e revistas. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele. Além disso, a nutricionista é empresária do segmento alimentício e atua como parceira da Polícia Militar do Paraná e de clínicas de fertilidade.