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Confira alimentos que podem ser consumidos por diabéticos

Leguminosas, frutas com casca, vegetais e alguns derivados do leite são exemplos

Em 14 de novembro foi comemorado o Dia Mundial do Diabetes, campanha de conscientização da doença que atinge 537 milhões de pessoas em todo mundo e pode chegar a 784 milhões até 2045, segundo dados da IDF (Federação Internacional de Diabetes).

A causa principal da doença é a produção insuficiente ou má absorção de insulina e o consumo de alguns alimentos pode potencializar a condição. Entretanto, segundo a nutricionista Fernanda Larralde, parceira da Bio Mundo, franquia de alimentos naturais e saudáveis, existem também alimentos que contribuem para o controle dos níveis de glicose no sangue, evitando que aconteçam alterações como a hiperglicemia, que é o excesso de açúcar, ou a hipoglicemia, que é a diminuição de açúcar no sangue.

“O ideal para quem tem diabetes é controlar a dieta, sempre apostando em manter o equilíbrio em nutrientes, carboidratos e proteínas, com o cuidado de realizar refeições com pequenas porções de alimentos a cada 3 horas”, comenta Fernanda. Por isso, pensando na data, a Bio Mundo, listou alguns alimentos que podem ser consumidos por diabéticos. Confira:

Leguminosas

Alimentos como feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico e soja contêm fibras e proteínas que favorecem a absorção mais lenta dos carboidratos, contribuindo para o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

Frutas com casca

Thinkstock

Algumas frutas como maçã, pera, laranja, pêssego, damasco, tangerina, frutos vermelhos e banana verde podem ser consumidas em até 3 porções diárias, sendo importante consumir a fruta inteira, com casca e bagaço.

Leites e derivados

Leite e iogurtes desnatados, queijos brancos, como ricota, minas ou cottage, são ótimos por serem alimentos de baixo índice glicêmico, ajudando no controle dos níveis de glicose no sangue.

Vegetais frescos

Foto: Jerzy Gorecki

Alguns exemplos são alface, brócolis, abobrinha, cogumelos, cebola, tomate, espinafre, couve-flor, pimentão, berinjela e cenoura, esses alimentos são ricos em vitaminas e minerais fundamentais para o funcionamento do organismo, ajudando na produção de hormônios, como a insulina, controlando a diabetes.

Oleaginosas

Pixabay


Nozes, castanha-de-caju, amêndoas, avelãs, amendoim, são alimentos ricos em fibras que ajudam no controle dos níveis de glicose no sangue.

Fonte: Bio Mundo

Nutróloga do Albert Einstein lança livro sobre alimentação anticâncer

Chegamos ao período do movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, mês da campanha do Outubro Rosa, quando a doença fica em evidência para discussão sobre prevenções e tratamentos relacionados também a outros tipos de câncer.

De acordo com dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), órgão do Ministério da Saúde, o câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. Em 2019, a taxa de mortalidade por essa doença, ajustada pela população mundial, foi 14,23 óbitos/100.000 mulheres. As regiões sudeste e sul apresentam também as taxas mais elevadas (Inca, 2021). O câncer está associado à obesidade, ao sedentarismo, ao alcoolismo, além de fatores genéticos e familiares. Quando descoberto em fases iniciais é potencialmente curável. Por isso, a prevenção é a melhor aliada.

Em relação à importância do tema e números crescentes, a alimentação é um fator que está muito ligado a essa doença e é importante que seja dada a devida atenção para evitar o desenvolvimento do câncer ou até mesmo para que sejam encontradas formas de cuidar da saúde por meio dos alimentos adequados após o diagnóstico.

Andrea Pereira, médica nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, explica o papel da alimentação adequada no combate ao câncer e como ela pode contribuir e influenciar no sucesso do tratamento e prevenção de recidivas no paciente oncológico, sendo que o conhecimento é, com certeza, uma fonte de empoderamento do paciente e das famílias.

A especialista ressalta um ingrediente que ganhou destaque em estudos recentes devido aos seus benefícios à saúde: a cúrcuma. Nesse estudo foi analisado o poder da curcumina, um polifenol extraído da cúrcuma longa também conhecida como açafrão, em pacientes com câncer.

“É usado 400 mg de curcumina em pacientes caquéticos (com perda de peso marcante e perda de massa muscular) com câncer. O estudo é focado em câncer de cabeça e pescoço e com uso da curcumina foi observado um aumento de massa muscular e redução de massa gorda nesses pacientes. Isso melhora a qualidade de vida deles. Geralmente, o paciente caquético já está em estágios mais avançados do câncer, então o propósito é melhorar a qualidade de vida dele”, esclarece a nutróloga .

Uma outra grande vantagem da curcumina que ela destaca é o baixo valor. Então, essa seria uma forma de ganhar massa muscular, já que esse é um processo difícil e, além disso, a curcumina funciona também como um anti-inflamatório.

A médica nutróloga que também é adepta ao conhecimento como fonte de empoderamento, lançará no próximo dia 26 de outubro, o livro “Dieta do Equilíbrio – a melhor dieta anticâncer”, e estará ao vivo em uma live com a Oncologista Aline Hada, para fazer o lançamento oficial e bater um papo sobre nutrição e câncer das 20h às 21h. O evento será transmitido no Youtube, Instagram e Facebook da médica.

O livro é baseado em dados científicos para provar essa relação da nutrição com o câncer e traz informações relacionadas não só aos alimentos como também à influência de vitaminas, atividades físicas e até mesmo o papel das mídias sociais e da internet nessa orientação alimentar.

Sobre Andrea Pereira | @dra.andrea.nutrologia

Médica nutróloga, Andrea Pereira tem Doutorado pela Endocrinologia da Unifesp em Obesidade e Cirurgia Bariátrica, Pós-Doutorado concluído pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa e outro em andamento na Medicina Esportiva da USP. Ela é também médica nutróloga do Departamento de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein, além de presidente e cofundadora da ONG Obesidade Brasil.

Andrea é membro da Comunidade Canadense de Terapia Nutricional, membro do Núcleo de Saúde Alimentar da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e membro do Núcleo de Cuidado Paliativo e Suporte da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. No consultório, atende casos de Nutrologia Esportiva, Geriátrica, Oncológica, Hospitalar, Obesidade, Gestantes e Preventiva.

Nutricionista lista 9 benefícios em consumir batata-doce

A batata-doce é um vegetal nutritivo, delicioso e muito versátil. Pode ser preparada como purês, assada, cozida em pães e até em tortas. Rica em vitamina A, B5, riboflavina, niacina, tiamina e carotenoides. É encontrada em vários tamanhos e cores incluindo laranja, branco e roxa. Estas joias coloridas oferecem vários benefícios à saúde. Confira:

Beverly Buckley/Pixabay

Melhora o sistema imunológico – a polpa alaranjada da batata-doce é uma das fontes naturais mais ricas de betacaroteno, um composto que é convertido em vitamina A que é fundamental para o sistema imunológico e para manter as membranas mucosas saudáveis, especialmente o revestimento do intestino. O intestino é onde o corpo é exposto a muitos patógenos potencialmente causadores de doenças. Portanto, cuidar do intestino é importante para imunidade. Estudos demonstraram que a deficiência de vitamina A aumenta a inflamação intestinal e reduz a capacidade imunológica de responder adequadamente a ameaças potenciais a patógenos.

É fontes de antioxidantes – as vitaminas A e C do tubérculo funcionam como antioxidantes que protegem as células contra o envelhecimento e várias doenças. Escolha batata-doce roxa. O pigmento que lhes dá sua cor tem propriedades antioxidantes ainda mais potentes.

Pinterest

Ajuda no controle de peso – a batata-doce contém fibras solúveis que aumentam a saciedade e oferece ao corpo um mecanismo natural e autossustentável para a regulação do peso corporal. Estudos mostraram que uma das principais fibras dietéticas da raiz, a pectina, é eficaz na redução da ingestão de alimentos, redução do ganho de peso e aumento da atividade dos hormônios da saciedade.

Beleza da pele – a cor laranja da batata-doce vem de um antioxidante chamado betacaroteno, que é convertido em vitamina A que ajuda a restaurar a elasticidade da pele, promove a renovação das células mortas e contribui para uma pele macia e com aparência saudável. A batata doce também é rica em vitamina C e vitamina E, ambas muito importantes para manter a cútis saudável, brilhante e flexível. A vitamina C ajuda a aumentar o colágeno, que fortalece os tecidos. O tubérculo também é fonte de antocianinas que ajudam a prevenir manchas escuras, mantendo a atividade dos radicais livres sob controle.

Saúde ocular – a vitamina A, é um nutriente que ajuda a prevenir olhos secos, cegueira noturna, infecções oculares, além disso é usado para formar receptores detectores de luz dentro dos olhos. A deficiência severa de vitamina A é uma preocupação nos países em desenvolvimento e pode levar a um tipo especial de cegueira conhecida como xeroftalmia. Comer alimentos ricos em betacaroteno, como batata-doce, pode ajudar a prevenir essa condição.

Possui propriedades anti-inflamatória – a batata-doce possui alta concentração de colina. Um dos principais benefícios da colina é a resposta anti-inflamatórias.

Reduz o risco de câncer – estudos sugerem que os antioxidantes da casca da batata-doce roxa , podem reduzir o processo de oxidação, reduzindo o risco de câncer. Para obter o máximo de nutrição das batatas não descasque, apenas esfregue e lave bem antes de cozinhar. Os antioxidantes ajudam a reduzir o estresse oxidativo, reduzindo a inflamação, reduzindo o risco de doenças inflamatórias, como câncer, doenças cardíacas e doenças autoimunes.

Promove saúde intestinal – a batata-doce contém quantidades significativamente altas de fibras, que são essenciais para promover o bom funcionamento do trato digestivo e prevenir a constipação em crianças e adultos.

Prevenção da deficiência de vitamina A – a deficiência pode causar problemas oculares e até mesmo levar à cegueira. Também pode suprimir a função imunológica e aumentar a mortalidade, especialmente entre crianças, mulheres grávidas e lactantes. A batata-doce é uma excelente fonte de betacaroteno, que o corpo converter em vitamina A. A intensidade da cor laranja ou roxa da raiz está diretamente ligada ao seu teor de betacaroteno.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta; especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis; mestre do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Aprenda a fazer nugget de couve-flor

Nutricionista Juliana Vieira também fala dos benefícios da hortaliça

Não são só as crianças, os adultos também adoram nuggets, mas ele não é nada saudável. A boa notícia é que dá para fazer uma versão em casa usando como ingrediente principal a couve-flor, que faz muito bem à saúde.

De acordo com a nutricionista Juliana Vieira, o alimento é muito versátil, contém nutrientes que deixam o nosso corpo mais resistente e menos suscetível a doenças. É uma ótima fonte de vitamina C, que ajuda na absorção de ferro pelo organismo e é também um ótimo antioxidante, evitando o envelhecimento precoce e ajudando a prevenir doenças como o câncer.

“A couve-flor também reduz o colesterol e protege o coração, graças às suas propriedades anti-inflamatórias. Tem função desintoxicante, que favorece a absorção de nutrientes essenciais para o nosso corpo. E, como se isso tudo já não bastasse, ela ainda é rica em fibras essenciais para regular o intestino e dar a sensação de saciedade, o que evita a compulsão alimentar”, completa a nutricionista.

O nugget de couve-flor é assado, não frito (como são geralmente os de carnes). A receita de Juliana é ainda vegetariana, muito saudável, saborosa e nutritiva.

Nugget de couve-flor

Ingredientes:

  • 1 cabeça de couve-flor cortada em pedaços de cerca de 4 cm
  • 3 ovos
  • 1/4 xícara de migalhas bem moídas de pão de trigo integral
  • Azeite ou óleo de abacate
  • 1/3 xícara de queijo parmesão ralado
  • Sal e pimenta preta moída na hora

Modo de fazer:
Unte uma assadeira grande e preaqueça o forno a 230° C. Bata os ovos e reserve. Em outro recipiente misture as migalhas de pão, o parmesão, o sal e a pimenta. Coloque as peças de couve-flor nos ovos e vire-as, para cobrir uniformemente. Escorra o excesso de ovo e polvilhe a mistura seca nos pedaços de couve-flor, até estarem uniformemente revestidos. Coloque-os na assadeira. Borrife um leve revestimento de azeite ou óleo de abacate nos nuggets de couve-flor. Asse por cerca de 20 minutos, virando na metade do tempo, até que os nuggets possam ser facilmente perfurados com um garfo. Sirva quente.

Esta receita rende 8 porções saudáveis e deliciosas, que vão surpreender você. Experimente.

Vegetarianismo: tudo que é preciso saber para considerar esta dieta

Uma dieta pode ser saudável mesmo sem a presença de proteína animal

Embora faça parte da mesa do brasileiro, as proteínas de origem animal não são as únicas fontes de aminoácidos essenciais que necessitamos para o bom funcionamento do organismo. É possível encontrar o mesmo nutriente em combinações simples.

Segundo a nutricionista da clínica Atual Nutrição, Cátia Medeiros, é perfeitamente possível alcançar as necessidades orgânicas diárias, por meio de substituições. “A famosa dupla do arroz e feijão consegue nos dar um suporte no consumo de um bom perfil proteico, pois o que falta em um alimento está no outro, e quando os unimos na refeição, chegamos ao que era esperado vir por meio de uma carne, por exemplo”.

Isso quer dizer que, apesar do nosso organismo precisar dos nutrientes que a proteína animal fornece, ela não é a única fonte. Com as adaptações corretas, o corpo com uma dieta vegetariana é totalmente saudável.

De olho nas vitaminas

Para retirar de vez o consumo de proteína animal da dieta, é preciso buscar orientação para substitui-la com alimentos que forneçam os nutrientes necessários para o corpo, e não se tenha o risco de ter uma deficiência proteica, desenvolvimento de anemia, alteração de sistema nervoso, entre outros.

Ao serem excluídos alimentos de origem animal, nutrientes como vitamina B12, cálcio, ferro e zinco, podem ter seu consumo comprometido. Também pode ocorrer deficiência de ácido graxo ômega-3, fornecido pelos peixes e ovos, por exemplo.

“Além disso, a grande ingestão de fatores antinutricionais, presentes em inúmeros alimentos vegetais que, se não forem inativados corretamente, ou tiverem sua ingestão devidamente orientada, poderão comprometer a absorção de vários nutrientes, aumentando o risco de deficiências nutricionais”, comenta Cátia.

Substituições que dão certo

Problemas nutricionais podem ocorrer com qualquer pessoa, por isso atentar-se às substituições é fundamental para oferecer ao organismo tudo que ele precisa, e com os vegetarianos não é diferente.

“Para substituição desses alimentos de origem animal, é preciso garantir um consumo diário de leguminosas (feijão de qualquer tipo, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico) junto aos cereais (milho, arroz, trigo etc.) é essencial para que se obtenha todos os aminoácidos necessários à síntese de proteínas pelo organismo”, explica Cátia.

Foto: Nicole Franzen

Quanto à ingestão de ferro, a nutricionista explica que as fontes vegetais do mineral não fornecem boa absorção como a de origem da proteína animal, por isso, é importante consumir alguma fonte de vitamina C para que o organismo consiga absorvê-lo.

Pixabay

“Para garantir a ingestão diária de ferro é necessário o consumo diário de cereais integrais, aumento da ingestão de leguminosas e oleaginosas em geral, de sementes e frutas secas, usar melado ou açúcar mascavo como adoçante, e ingerir mais fontes de vitamina C junto às refeições principais”, acrescenta Cátia.

Foto: Everyday Health

A nutricionista ainda explica que é preciso evitar o consumo exagerado de fibras, pois elas podem diminuir o consumo energético, pois oferecem grande sensação de saciedade, diminuindo a absorção de minerais como ferro, zinco, selênio. “A dica é utilizar uma mistura entre cereais integrais e refinados”, completa.

Para quem está considerando o vegetarianismo, Cátia salienta a importância de se conversar com um profissional especialista, pois a quantidade de nutrientes que precisa ser ingerido tem como base de cálculo, idade, metas como hipertrofia, emagrecimento e manutenção de massa magra. “Mas geralmente de 0,75g a 1g /kg de peso/dia, já é suficiente. Lembrando que este cálculo é feito não por grama do alimento, mas por grama de proteína presente no alimento”, finaliza.

Cátia Medeiros tem 13 anos anos de experiência na área, formada em Nutrição pela Unitri – Centro Universitário do Triângulo, com especialização em Nutrição Clínica pelo Ganep – Centro de Nutrição Humana de São Paulo, especialista em Fitoterapia e Nutrição Esportiva pelo Cefit, assim como em atendimento Gestacional e Pediatria. É fundadora da clínica Atual Nutrição.

Nutricionista lista sete alimentos que parecem saudáveis, mas não são

Juliana Vieira também indicou substitutos

Refrigerantes, salsicha, sorvete, entre outros, são alimentos que todos sabem que não são saudáveis. Mas tem aqueles que as pessoas consomem acreditando que fazem bem à saúde, o que não é verdade.

A nutricionista Juliana Vieira elencou sete desses alimentos:

Peito de peru – o mito de ser um alimento saudável é por ele ter poucas calorias e baixo teor de gorduras. Mas, em compensação, como todo embutido, tem aditivos químicos: sódio, conservantes e corantes e compostos nitrogenados, dentre eles o nitrito de sódio.
Substitua por ovo ou atum.

Nesfit – apesar de ser nomeado como integral, esse biscoito tem muito glúten, açúcar, gordura e sal. Não deve ser usado nem como opção de lanche de baixa caloria, muito menos como alimento saudável.
Substitua por bolacha de arroz.

Barra de cereal – dentre seus principais ingredientes, possui açúcar, xarope, maltodextrina, gordura hidrogenada.
Substitua por barra de proteína.

Suco de caixinha ou néctar de fruta – contém muito açúcar , corantes , aromas e sódio.
Substitua por suco natural ou água

Bisnaguinha- o pão é feito de farinha branca e açúcar, ou seja, tem poucos nutrientes e nada de fibras.
Substitua por bisnaguinha integral ou pão integral .

Empanados de frango – é uma mistura de ingredientes nada nutritivos, como partes de frango, pele, farinha e leite em pó e para dar gosto glutamato monossódico.
Substitua por empanar o frango com ovos e farinha de rosca ou aveia .

Refrigerantes zero – apesar de não terem calorias, eles contêm uma série de produtos químicos em sua fórmula que são nocivos à saúde, como corantes, acidulantes, conservantes, adoçantes e excesso de sódio. Além disso, não tem nenhum valor nutricional.
Substitua por água ou suco natural.

Conheça os malefícios do refrigerante e entenda como consumi-lo pode afetar a saúde

Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom, aponta como a bebida prejudica o corpo e destaca os benefícios do consumo de sucos naturais

Comumente conhecido pelo excesso de açúcar, o refrigerante é uma bebida que dificilmente desagrada o paladar. Seja nas refeições diárias, em grandes festas ou pequenas confraternizações, ele sempre se faz presente pelo prazer gerado a cada gole. De acordo com o IBGE, no Brasil, o refrigerante foi responsável por 71,6% das vendas de bebidas não alcoólicas no ano de 2019.

Esses dados devem ser considerados alarmantes, tendo em vista que seu consumo traz diversos malefícios à saúde, como retenção de líquidos, aumento de peso, distensão abdominal, enfraquecimento dos ossos, aumento de processo inflamatório e até câncer.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom, refrigerantes são compostos por uma grande quantidade de açúcar, sódio e conservantes, grandes vilões da saúde. Ela explica que sua ingestão pode trazer diversas consequências ao corpo de uma só vez. “Devido aos elementos presentes em sua fórmula, a bebida não possui nenhum valor nutricional, a famosa caloria vazia. Pelo contrário, seus ingredientes são capazes de provocar doenças a longo prazo”, afirma.

Antes de evidenciar quais são seus malefícios, a especialista aponta o motivo das pessoas não conseguirem se manter longe da bebida. “Ao ingerir açúcar, é ativado um sistema de recompensa no cérebro, que gera satisfação pelo que está sendo consumido. Além disso, a cafeína também gera um efeito de dependência”, relata. Uma lata de refrigerante seria capaz de causar vômitos se não fosse a presença do ácido fosfórico, que reduz a percepção do dulçor do líquido. Graças ao componente, o cérebro reage bem e o paladar se torna cada vez mais viciado.

A nutricionista destaca que os altos níveis de sódio e açúcar presentes no refrigerante prejudicam a circulação, diminuem a ação da insulina e desequilibram os níveis de sódio no organismo. “Ele pode até causar aumento da pressão arterial ou diabetes tipo 2”, destaca. Além disso, seu consumo diário favorece a retenção de líquido, provoca inchaço e deixa o sangue mais denso, favorecendo a formação de coágulos.

Foto: Arker

O ácido fosfórico também impede o corpo de absorver o cálcio necessário para fortalecer os ossos, desenvolvendo problemas como cáries e osteoporose. “Por conta da acidez, o organismo utiliza o cálcio dos ossos e dentes para neutralizar os efeitos da bebida”, informa a nutricionista. Esse ácido também se encontra no gás do refrigerante, responsável por dilatar o estômago e prejudicar a absorção de nutriente dos alimentos. “A gaseificação ocasiona mais acidez no sistema digestivo, causando gastrite, azia e flatulências. Além disso, também gera a falsa sensação de saciedade e provoca fome em menores intervalos de tempo, por isso o aumento de peso é estimulado”, explica.

Cyntia ainda ressalta que optar por refrigerantes lights ou diets não traz nenhum benefício. “Em suas novas versões, a indústria exclui o açúcar, mas acrescenta, componentes ricos em sódio, o que dobra a quantidade de sal presente no líquido, que segue fazendo mal ao corpo”, descreve. Sem nenhum valor nutricional à saúde, seu consumo é diretamente ligado as taxas de obesidade e facilita o desenvolvimento de tumores. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a comorbidade mencionada está associada a 13 tipos de câncer, como o de estômago e intestino.

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Como forma de reduzir os efeitos da bebida, Maureen indica que a melhor opção é evitar o refrigerante e substituí-lo por água e sucos de frutas naturais. “Optar por sucos integrais é uma ótima escolha, pois além de serem ricos em água, também são fontes de fibras, vitaminas e minerais, que colaboram para o bom funcionamento do intestino, controlam os níveis de glicemia e colesterol, auxiliam no funcionamento dos rins e favorecem a digestão. Assim, é possível continuar saboreando cada gole e, melhor ainda, trazendo benefícios ao corpo”, finaliza.

Confira abaixo algumas opções disponíveis no catálogo da Superbom ideais para substituirem o refrigerante no seu dia a dia:

Suco de Uva Tinto Integral 1l

O suco de uva integral Superbom é um produto 100% natural, produzido a partir de uma única variedade de uva: a Isabel. Tendo características próprias e extremamente marcantes dessa uva, esse saboroso suco de uva tem um sabor único desde 1925. Excelente como acompanhamento para refeições, lanches, também é indicado para pré e pós treino, o suco de uva integral Superbom é uma bebida saudável que oferece muitos benefícios à saúde e também está disponível em 300 ML ou 1 L.

Suco de Tangerina Integral 1l

O suco de tangerina da Superbom Integral é um suco 100% fruta, feito especialmente para quem deseja ter uma vida mais equilibrada. Saboroso, o suco de tangerina é uma bebida saudável feita a partir de frutas selecionadas que oferecem a doçura característica da tangerina somada ao valor energético da vitamina C.

Suco de Maça Integral 1l

O suco de maçã Superbom é um suco 100% natural, produzido a partir das mais selecionadas frutas. Dentre os nutrientes deste produto, destacamos a quercetina, antioxidante que melhora a função cerebral bem como age como um anti-inflamatório natural.

Fonte: Superbom

Nutricionista ensina a fazer bulletproof coffee

Angela Federau traz receita do famoso “café à prova de balas” com manteiga e óleo de coco muito usado por pessoas que querem turbinar a atividade cerebral e emagrecer

O bulletproof coffee é usado por muitas pessoas que querem turbinar a atividade cerebral e emagrecer. Criado pelo norte-americano Dave Asprey, após uma viagem ao Tibete, foi elaborado usando como inspiração as bebidas consumidas pelos povos do Himalaia há séculos. Entre seus efeitos estão a promessa de saciedade prolongada e, consequentemente, a perda de peso.

A bebida é composta por uma xícara de café fresco, uma colher (sopa) de manteiga e outra de TCM (versão mais concentrada de óleo de coco). A manteiga deve ser sem sal, feita com leite de vaca alimentada unicamente com grama.

A escolha destes ingredientes tem um propósito. “A manteiga especificada contém altos níveis de ácido linoléico conjugado, que supostamente aumenta a utilização de gordura pelo organismo – o que faz emagrecer e aumentar a massa magra. Já o TCM é metabolizado rapidamente no fígado, fornecendo energia ao organismo e fazendo circular corpos cetônicos, que são subprodutos da quebra das células de gordura”, explica Angela Federau, nutricionista.

Apesar das promessas de saciedade e perda de peso, o “café à prova de balas” ainda precisa de validação científica, por isso a recomendação é procurar um nutricionista antes de incluí-lo na rotina alimentar. “Assim como qualquer outra substância, o consumo do bulletproof coffee necessita de acompanhamento nutricional adequado para obtenção de melhores resultados”, finaliza.

Bulletproof coffee receita original

Ingredientes
1 xícara (chá) de café
1 colher (sopa) de manteiga ghi (ou ghee) ou manteiga de cacau
1 colher (chá) de óleo de coco extravirgem ou TCM

Modo de preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador por 30 segundos para que os óleos se emulsifiquem com o café. Fica cremoso, com uma espuminha, com sabor de leite com café e um leve toque de coco.

Fonte: Angela Federau é nutricionista clínica, pós-graduada em fitoterapia aplicada à nutrição, especializada em nutrição funcional, pediátrica e escolar. Criadora da mentoria Nutrindo um Propósito, também participa como convidada de pesquisas científicas e genéticas da UFPR como mapeamento e estudo genético da comunidade Menonita. Nutricionista responsável pela APSAM – Associação Paranaense Superando a Mielomeningocele e Instituto Mulheres que Inspiram, que promove auxílio e acolhimento às mulheres com câncer no sistema reprodutivo e mama.


Quatro erros comuns ao ler rótulos de produtos alimentícios

Dar uma olhadinha no rótulo dos produtos alimentícios já virou parte da rotina dos brasileiros. Segundo uma pesquisa da Tate & Lyle, fornecedora global de ingredientes e soluções para alimentos e bebidas, 83% dos consumidores no Brasil consultam a tabela nutricional presente na embalagem.

Entretanto, nem sempre a leitura resulta no esclarecimento do consumidor. “Por mais que estejamos caminhando para adoção de rótulos cada vez mais limpos, com informações de mais fácil entendimento, ainda é muito comum o consumidor encontrar dificuldades para entender o rótulo”, comenta Renata Cassar, nutricionista da Tate & Lyle.

Confira abaixo os erros mais comuns ao ler rótulos de produtos e saiba como evitá-los.

=Checar apenas as calorias na tabela nutricional

O valor energético é a primeira informação que vem na tabela nutricional, mas não é por isso que é a mais importante. “Temos que analisar o valor nutricional do alimento e não somente as calorias. É preciso checar os macronutrientes, ou seja, carboidratos, incluindo açúcar, proteínas e gorduras presentes no produto”.

Vale lembrar que as gorduras que constam na tabela nutricional podem estar presentes em pelo menos três categorias: gorduras totais, que são a soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, gorduras saturadas e gorduras trans. O consumo tanto das gorduras trans como das saturadas deve ser restrito, pois sua ingestão pode aumentar o risco de doenças do coração. Em alguns alimentos, e em condições específicas, a tabela pode trazer também as gorduras insaturadas, um tipo de gordura benéfica à saúde.

“Também recomendo verificar a quantidade de fibra alimentar. Não é regra, mas muitos alimentos e bebidas que contêm fibras tendem a ter menos açúcar e calorias, como é o caso de alimentos da categoria de panificados, como os pães e biscoitos com fibras, e as bebidas vegetais adicionadas desse ingrediente, apenas para citar alguns exemplos. Além disso, a fibra tem um papel fundamental no nosso organismo, principalmente na função intestinal”, explica a nutricionista.

“Tem muita gente que busca alimentos pela quantidade de calorias, mas nem sempre o menos calórico é o mais saudável ou o mais nutritivo, por isso a importância de se analisar a composição nutricional como um todo levando em conta a quantidade por porção”, ressalta a especialista em nutrição da Tate & Lyle. Outra dica é verificar a porcentagem que cada nutriente entrega do valor diário (%VD) que um adulto padrão saudável necessita consumir.

=Não ler a lista de ingredientes

Um dos erros mais comuns é não ler a lista de ingredientes. A leitura é fundamental pois na listagem consta tudo que foi usado para a fabricação do alimento industrializado e, muito importante, na ordem decrescente: do ingrediente em maior quantidade para o ingrediente em menor quantidade e, posteriormente, os aditivos. “Algumas nomenclaturas mais técnicas podem aparecer na lista, mas não é porque não entendemos alguns nomes que temos que ter medo deles. Por exemplo, o ácido ascórbico é a vitamina C e a lecitina é encontrada no ovo. Além disso, há termos que são definidos pelos órgãos reguladores, que a indústria precisa seguir, e muitos consumidores não compreendem. Por exemplo, polidextrose e maltodextrina resistente são nomes técnicos de fibras alimentares. Por isso, recomendo sempre pesquisar aquele termo que causa estranhamento”, pontua Renata Cassar.

=Considerar açúcar tudo que termina com “ose”

Sacarose, frutose, glicose, maltose. É comum encontrarmos a orientação de que tudo que termina com “ose” na lista de ingredientes é açúcar, mas não é bem assim. “As generalizações são perigosas pois sempre deixam de lado a exceção à regra e esse é exatamente o caso da polidextrose, que é uma fibra alimentar, e não um açúcar”, esclarece a nutricionista. Empregada na fabricação de bebidas e alimentos de baixa caloria, esta fibra é usada em estratégias de redução de açúcar e calorias e como solução para o enriquecimento e fortificação com fibras.

=Acreditar que light, diet ou zero gordura é garantia de saúde

O erro mais clássico! Basta entrar na dieta que tudo que é “light”, “diet” ou “zero gordura” se torna mais atrativo. Eles podem sim ajudar na seleção de alguns alimentos e bebidas, porém, por mais que estes termos tenham destaque na embalagem dos produtos, eles não são sempre garantia de um alimento mais saudável. A nutricionista da Tate & Lyle reforça que para uma escolha consciente, é preciso ler o rótulo. E adverte: “não existe alimento mágico, o equilíbrio é o mais importante”.

Fonte: Tate & Lyle

Saiba como aliviar os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável

Presente em até 20% da população, desordem afeta a qualidade de vida e pode ser tratada com ajustes na alimentação

A Síndrome do Intestino Irritável (SII) está presente na vida de até 20% da população adulta brasileira, mas muitas pessoas ainda vivem com o desconforto sem serem diagnosticadas. Com sintomas que incluem dores, inchaço abdominal e episódios intercalados de constipação e diarreia, o distúrbio não é considerado uma doença, mas traz perda na qualidade de vida.

“A síndrome causa uma desordem funcional no intestino, mas não provoca nenhuma alteração ou lesão que possa ser detectada em exames. É mais comum em mulheres e pode estar diretamente relacionada a momentos de estresse emocional. E embora não haja nenhum exame para comprovar a SII, é preciso procurar o médico para excluir a possibilidade de outras doenças”, explica a nutricionista ortomolecular Claudia Luz, da Via Farma.

Após feito o diagnóstico por eliminação, é possível amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de algumas mudanças nos hábitos, principalmente na alimentação. “Já que a síndrome também pode ser agravada por gatilhos emocionais, em alguns casos também são indicadas abordagens terapêuticas para aliviar o estresse e a ansiedade, além de acompanhamento psicológico”, pontua a nutricionista.

Cuidados essenciais

As causas da Síndrome do Intestino Irritável ainda não são completamente esclarecidas, mas acredita-se que sua origem seja multifatorial. “Além da alimentação e da questão emocional, a desordem também pode estar ligada a fatores genéticos e desequilíbrios na flora intestinal” explica Claudia. Por isso, o tratamento adequado deve contar com um acompanhamento multidisciplinar, que inclua o médico e também o nutricionista.

A mudança da alimentação é um dos fatores mais importantes, já que algumas escolhas na hora das refeições podem piorar os sintomas. “Estudos têm mostrado que dietas ricas em alimentos altamente fermentáveis, conhecidos no meio científico como FODMAPs, trazem pioras significativas nos quadros de SII. Por isso, uma das estratégias nutricionais indicadas é justamente reduzir o consumo desses alimentos”, diz Claudia.

O grupo dos FODMAPs é grande, e inclui desde alguns tipos de frutas até leite e derivados, leguminosas e carboidratos. De acordo com a especialista, a dieta para reduzir o consumo desses alimentos pode amenizar as crises intestinais, mas não deve ser feita por muito tempo e precisa do acompanhamento de um nutricionista.

Dentro do plano alimentar, é preciso priorizar as opções naturais, dando atenção especial à hidratação ao longo do dia. E na hora de temperar os preparos, também é importante dar preferência aos condimentos naturais, já que as versões industrializadas podem ser prejudiciais para a saúde do intestino e do organismo como um todo. Para potencializar os resultados de uma alimentação balanceada, a suplementação de probióticos também pode ser indicada pelo nutricionista e desenvolvida de forma personalizada em farmácias de manipulação.

“O uso desse tipo de nutracêutico é muito eficaz no reequilíbrio da flora intestinal e no alívio de dores, distensões, constipação e diarreia. A cepa Saccharomyces cerevisiae (Bowell), por exemplo, conta com estudos que apontam a melhora dos sintomas nos primeiros 15 dias de uso”, finaliza Claudia.

Fonte: Via Farma