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Ensinar crianças a comer bem na infância garante vida adulta mais saudável

Nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, dá orientações simples para incentivar a boa alimentação dentro de casa

Faltando pouco tempo para o Dia das Crianças, nada melhor do que sugerir dicas para que os pequenos possam crescer e aproveitar a vida com mais saúde. E, é claro que a alimentação é ponto fundamental nesse sentido.

Incentivar que os filhos comam bem é importante não só para o bom desenvolvimento da criança, como também por ser o período em que se formam os costumes alimentares. De acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau, é muito mais fácil ensinar o filho a se alimentar de maneira saudável nos primeiros anos do que mudar as práticas durante a adolescência ou vida adulta.

Entre as principais sugestões da profissional para promover os bons hábitos à mesa, está a de fornecer autonomia para os pequenos na hora de comer. “Deixar que a criança coma sozinha, mesmo que seja com as mãos, no caso de bebês, contribui para a aceitação dos alimentos”, ressalta Renata. “É uma ótima maneira de iniciar o contato com a comida, deixando que elas descubram o sabor, o aroma e as diferentes texturas”, completa.

Além disso, falar sobre os benefícios de cada alimento também é outro grande aliado na hora de fazer com que as crianças consumam mais frutas, legumes e vegetais, como apontou um estudo publicado em maio deste ano pela Journal of Nutrition Education and Behavior, da Washington State University e Florida State University.

Incluir o filho nas atividades que envolvam o preparo das refeições – desde as compras até tarefas simples na cozinha, também serve de estímulo, de acordo com a nutricionista do Oba Hortifruti. “Essas práticas despertam a curiosidade da criança em provar aquilo que ela está ajudando a escolher e a fazer, e não deixa de ser um momento prazeroso entre toda a família”, indica a profissional.

Quer saber outras práticas que podem ser adotadas pelos pais para incentivar os hábitos saudáveis na infância? Então, confira as dicas da nutricionista.

familia almoço

1) O exemplo deve vir de casa: a família toda precisa comer vegetais diariamente. Essa é uma das melhores maneiras de estimular os pequenos.
2) Deixe a geladeira cheia: mantenha ela farta de opções de legumes, verduras e frutas. O ideal é que os alimentos estejam lavados e cortados, prontos para a criança pegar e comer sozinha em qualquer momento do dia.
3) Aposte na fruteira: deixe frutas lavadas à disposição, na altura em que a criança consiga pegar de forma autônoma para comer. Evite deixar guloseimas e produtos industrializados à mostra.

crianças e mae no supermercado The Yummy Mummy Club
Foto: The Yummy Mummy Club

4) Faça compras em família: levar os filhos às compras na feira ou nos hortifrútis pode ser divertido e ajuda no incentivo ao consumo. Aproveite para ensinar a criança a escolher o alimento e deixe que ela faça isso.
5) Crie uma horta em casa: se possível, incentive o cultivo de hortas em casa, nem que seja de temperos e ervas.
6) Prepare os alimentos de formas variadas: mostrar fotos de receitas ajuda a criança se sentir estimulada a comer. Deixe que ela participe de tarefas fáceis de preparo, como lavar os alimentos.

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7) Evite distrações na hora das refeições: esqueça o celular, tablet, televisão ou brinquedos. O ideal é que a criança preste atenção em sua própria alimentação.
8) Não ofereça alimentos como recompensa: ensine a criança a comer pela necessidade fisiológica e não como prêmio por uma ação.

Renata Guirau ainda ensina o passo a passo de receitas saudáveis e saborosas para incluir na rotina das crianças: mousse de iogurte, granola caseira, bolinho integral de caneca, frozen saudável e falso pão de queijo. Anote as receitas:

Mousse de iogurte

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Ingredientes
200g (1 copo) de iogurte natural ou coalhada
1 manga palmer picada
½ envelope de gelatina sem sabor diluída em 80 mL de leite morno
Obs: Pode acrescentar chia em grãos hidratados ou semente de linhaça

Preparo
Bater no liquidificador e colocar para gelar.

Rende 2 porções.
Granola caseira

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Ingredientes
100g de aveia em flocos
100g de all bran
50g de semente de linhaça
50g de quinoa em flocos
50g de uva passa / damasco picado / ameixa seca picada
50g de castanhas / nozes trituradas
50g de coco ralado (opcional)
1 colher de sopa de cacau em pó (opcional)

Preparo
Misturar tudo e guardar em recipiente bem fechado.

Bolo integral de caneca

bolo caneca pinterest
Pinterest

Ingredientes
1 ovo
1 colher de sopa de farinha de aveia
1 colher de sopa de leite
1 banana amassada (purê)
1 colher de café de fermento em pó
1 colher de chá de cacau em pó ou canela em pó

Preparo:
Misturar tudo em uma caneca grande e levar ao microondas por 3 minutos.

Rende 1 porção
Frozen saudável

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Ingredientes
1 banana ou 5 morangos congelados OU 100g de polpa de açaí sem açúcar
2 colheres de sopa de chia em grãos hidratados
200 mL de iogurte natural ou coalhada
Açúcar – opcional
Castanhas trituradas para decorar

Preparo
Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva em seguida.

Falso pão de queijo

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Ingredientes
1 ovo inteiro
2 colheres de sopa de tapioca hidratada
1 colher de sopa de requeijão ou cottage
1 colher de café de fermento
Queijo picadinho a vontade.

Preparo
Misturar tudo e colocar em forminhas de silicone. Assar por 10 minutos em fogo baixo.

Fonte: Oba Hortifruti

Nutricionista dá dicas de como não engordar ao parar de fumar

Solução pode estar em uma dieta ajustada e com a mandioca como grande protagonista

Podemos falar que as pessoas sabem sobre os males do cigarro e de seus componentes, por isso é importante incentivar o abandono do hábito de fumar para quem tem esse costume na rotina.

O Brasil é um dos países que mais reduziu o número de fumantes diários. Segundo uma pesquisa publicada em 2017, pela revista britânica The Lancet, o país teve uma queda de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. A pesquisa foi feita entre os anos de 1990 e 2015.

Mas o que muita gente não sabe é que ao parar de fumar, os ex-fumantes têm uma melhora no paladar e no olfato. Junto a isso, existe também uma necessidade de ter algo para fazer com a boca e com as mãos, a única saída: comer.

mandioca

Dicas da nutricionista

“Ao parar de fumar, os ex-fumantes utilizam os alimentos da mesma forma que eles utilizavam o cigarro, seja para lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão ou como uma ajuda na integração social”, explica Fernanda Alferes, nutricionista e responsável pelo controle de qualidade da Uni Alimentos.

Segundo uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário da USP, as pessoas que param de fumar ganham, na maioria das vezes, entre 3kg e 4 kg e aproximadamente, porém 10% das pessoas que param de fumar ganham uma quantidade avantajada de peso. Além dos novos hábitos, a mudança de metabolismo e a ansiedade são os principais fatores para as pessoas engordarem nesse período.

A nutricionista explica que a alimentação balanceada é o primeiro passo para evitar o ganho de peso durante o período de abstinência. “Para uma alimentação saudável, é preciso consumir alimentos que possuam substâncias importantes para o bom funcionamento do organismo, desta forma, o metabolismo do ex-fumante voltará a ter uma normalidade e a dieta não será mais um sacrifício”.

nhoque da mandioquinha

Os principais alimentos na hora de iniciar a dieta são os ricos em vitaminas, nutrientes e carboidratos. “O cigarro geralmente deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. Uma dica legal é ter horários fixos para as refeições e e alimentos saudáveis entre elas. Um que eu gosto bastante é a mandioca, além de ser rica em fibras, substância que transforma o carboidrato em energia, a mandioca também aumenta os níveis de seretonina – o neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação de bem-estar”.

A mandioca também pode ser encontrada em diversos preparos para dar uma quebra na disciplina alimentar. Fundada em 2015, a Uni Alimentos entrou nesse mercado para contribuir ainda mais com a rotina dos brasileiros. Tendo como carro chefe a mandioca, a empresa oferece tapiocas em sachês individuais – para evitar o desperdício – no sabor tradicional e de espinafre, além de uma linha completa de chips de mandioca e batata-doce.

“Este ingrediente tão rico no Brasil, ainda conta com fonte de fibras e é isenta de glúten. Auxilia, ainda, a regular o funcionamento do intestino e traz saciedade entre as refeições. Além disso, a tapioca pode substituir o pão no café da manhã e os chips do mesmo sabor podem ser o lanche perfeito durante a rotina do dia a dia”, conclui a nutricionista.

Nutricionistas indicam os melhores (e piores) alimentos para perder peso

Então você está querendo perder um pouco de peso? Provavelmente todos já deveríamos saber que a restrição calórica direta não é o melhor método para perda de peso. Em vez disso, escolher os alimentos certos, em vez de nenhum alimento, é o caminho a percorrer. Mas como uma pessoa pode saber quais alimentos incentivam com sucesso a perda de peso? Quais ajudam a reduzir inflamações, suprimem o apetite e o mantêm satisfeito por mais tempo, enquanto proporcionam todos os nutrientes necessários?

Para descobrir, foram ouvidos três nutricionistas de confiança que informaram sobre as melhores opções para perder peso. Continue lendo para descobrir os seis melhores (e os três piores) alimentos para perda de peso.

Os melhores alimentos

1. Salmão

tartar de salmao

“Dietas ricas em ácidos graxos monoinsaturados, como as encontradas no salmão, podem proporcionar uma redução maior na gordura abdominal do que uma dieta com pouca gordura”, diz Christy Shatlock, nutricionista do BistroMD, um serviço de entrega de refeições projetado por médicos nos Estados Unidos. Esses ácidos graxos também ajudam a aumentar a função e o foco do cérebro (porque estar em forma e brilhante é o objetivo real). “Além disso, o salmão é uma excelente fonte de iodo, essencial para o bom funcionamento da tireoide e o metabolismo ideal”, diz Christy.

2. Abacate

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Foto: Avocado.org

Com alto teor de fibras, gorduras saudáveis, vitaminas, minerais e fitonutrientes, o abacate é um alimento poderoso para a pele, o cabelo e o corpo esbelto. As gorduras saudáveis que eles possuem mantêm você “satisfeito por mais tempo” e são “menos calóricos que a quantidade equivalente de manteiga ou maionese”, explica a nutricionista Lauren O’Connor. Além disso, os abacates contêm ácido oleico, um composto que Christy diz que pode “suprimir a fome, ajudar a prevenir o excesso de calorias e incentivar a perda de peso”.

3. Ovos

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Foto: Mark Graf/Moguefile

Um café da manhã regular de ovos ricos em nutrientes pode ajudar a melhorar a perda de peso”, diz Christy. “Uma ótima fonte de proteína, os ovos vão satisfazer sua fome por um longo período de tempo.”

Mas certifique-se de comer o ovo inteiro, não apenas as claras. “As claras de ovos são de baixa caloria, mas se você está comendo apenas o branco, está perdendo uma tonelada de nutrientes, incluindo selênio, colina, luteína, vitamina B2, vitamina B12 e vitamina A”, explica a técnica de nutrição clínica e psicóloga Candice Seti, terapeuta da perda de peso.

“Embora as gemas contenham colesterol, a maioria dos estudos demonstrou que a ingestão de gemas melhora níveis de colesterol e diminui o risco de doenças cardíacas” Candice acrescenta. “Portanto, comer o ovo inteiro pode ajudar seu coração, seus olhos, seu cérebro, sua pele, seu sistema imunológico e seu peso.”

4. Arroz integral

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Foto: Jules – Stonesoup

É verdade – os carboidratos podem ajudar a incentivar a perda de peso (pelo menos os tipos certos de carboidratos). “O BistroMD recomenda uma ingestão moderada de carboidratos complexos durante uma dieta de perda de peso”, diz Christy. O arroz integral é o carboidrato ideal para perda de peso, pois é considerado um amido resistente.

Como explica Christy, “Diferentemente do arroz branco, o amido resistente do arroz integral ajuda a aumentar o metabolismo e queima a gordura. O arroz marrom também é mais rico em fibras, reduzindo o apetite por mais tempo do que as calorias vazias dos amidos refinados”.

5. Brócolis

brocolis

“Uma única porção de brócolis inclui alto teor de fibras e poucas calorias”, diz Christy. “Comparado com outros vegetais, o brócolis também contém uma quantidade considerável de proteína – aproximadamente 4 gramas em uma única porção”.

6. Maçã

maçã

Segundo nutricionistas, este “lanche clássico” é um dos melhores e mais convenientes alimentos para perda de peso. “As maçãs contêm uma variedade de nutrientes saudáveis para o coração e têm fibras suficientes para mantê-lo satisfeito”, diz Lauren.

Além disso, as maçãs também ajudam a suprimir ativamente a fome. “Estudos mostram que comer meia maçã antes de uma refeição resulta em menor consumo de calorias”, diz Christy.

Os piores alimentos

 

1. Saladas prontas

salada pronta POPSUGAR PHOTOGRAPHY NICOLE PERRY
Foto: Nicole Perry/Popsugar Photography

“As pessoas geralmente assumem que a palavra ‘salada’ deve ser saudável, mas as saladas geralmente contêm as mesmas (se não mais) calorias e gorduras que um cheeseburger”, diz Christy. E os temperos e coberturas crocantes geralmente são os culpados.

Em vez disso, Lauren recomenda o uso de óleo e vinagre. “Ou faça seu próprio molho como um vinagrete de frutas cítrico caseiro e use, no mínimo, uma a duas colheres de chá na salada”, acrescenta ela. “Truque: coloque alface lavada e totalmente seca e vegetais crocantes em um saco plástico ou na Tupperware, adicione molho mínimo, feche bem e agite vigorosamente para revestir bem e obter todos os sabores”. Em vez de croutons, adicione algumas nozes ou sementes para dar sabor e textura.

2. Alimentos “sem gordura” e “baixa caloria”

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Os alimentos marcados como “isentos de gordura” ou “100 calorias” podem parecer amigáveis à perda de peso, mas as especialistas dizem que é melhor ficar longe. “Esses lanches costumam estar cheios de aditivos, produtos químicos, principalmente amido e têm muito pouco valor nutritivo”, diz Lauren. Além disso, são completamente insatisfatórios, fazendo com que você se sinta mais faminto mais tarde.

“Estudos sobre comportamento alimentar mostraram que, ao consumir produtos com baixo teor de gordura, as pessoas tendem a comer até 50% a mais”, acrescenta Candice. Desprovidos de gordura e nutrientes, esses tipos de alimentos também tendem a ser mais ricos em açúcar, o que pode causar flutuações nos níveis de açúcar no sangue – ruim para a saúde do coração e ruim para perda de peso.

3. Pão processado e manteiga falsa

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Free Food Photos

Como aprendemos, nem todos os carboidratos são ruins, mas nenhum nutricionista recomendaria pão branco de sanduíche embalado. “Farinhas e pães brancos são essencialmente produtos de trigo retirados de fibras e nutrientes benéficos, sem agregar valor nutricional à sua dieta”, diz Shatlock.

Coma pão branco com margarina e você estará com problemas. Muitas manteigas falsas contêm gorduras trans (também conhecidas como gorduras hidrogenadas), que são difíceis de metabolizar pelo organismo. “Então elas ficam nos nossos tecidos adiposos e realmente nos impedem de usar outras proteínas e gorduras”, explica Candice. “Como resultado, as gorduras trans estão finalmente ligadas ao aumento do colesterol ‘ruim’ e doenças cardíacas, aumento da inflamação e doenças metabólicas. Verifique os rótulos do produtos antes de comprar!”

Fonte: Amanda Montell / Byrdie

Nutricionista explica quais são os mitos e as verdades sobre o colesterol

Apenas os obesos podem apresentar altas taxas de LDL? Usar óleo de coco diminui o colesterol e auxilia no emagrecimento?Somente alimentos fritos aumentam o colesterol? Confira as respostas

A hipercolesterolemia, como é denominado cientificamente o excesso de colesterol no sangue, é uma doença silenciosa que pode causar diversos males ao sistema cardiovascular das pessoas, resultando, inclusive, em infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

A diretora executiva do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Profª Drª Nágila Raquel Teixeira Damasceno, alerta: “Manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas são as principais ações para diminuir o risco de doenças cardiovasculares causadas pelo colesterol”.

Mas, ainda há muitas dúvidas sobre o assunto. Por isso, confira 11 mitos e verdades sobre o tema:

1 – Somente pessoas obesas têm colesterol alto

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Pixabay

Mito. Nem todas as pessoas com excesso de peso têm colesterol elevado, assim como alguns indivíduos magros podem apresentar conteúdo sanguíneo elevado. Embora a obesidade aumente a chance do aparecimento do colesterol elevado, isso não é um fator determinante.

2 – Usar óleo de coco diminui o colesterol e auxilia no emagrecimento

oleo de coco
Mito. Não há evidências científicas que justifiquem o consumo de óleo de coco para esse fim.

3 – Comer alimentos ricos em fibras ajuda a combater o colesterol

muesli fibras pixabay
Pixabay

Verdade. As fibras solúveis e insolúveis são benéficas no controle do colesterol. As insolúveis auxiliam na redução do colesterol ao nível do intestino, enquanto as solúveis contribuem para gerar substâncias que reduzem a síntese corporal de colesterol.

4 – Existem dois tipos colesterol: o bom e o ruim

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Pixabay

Parcialmente verdade. Esta é, provavelmente, uma maneira não tão correta de explicar ao paciente os males que o excesso de colesterol pode causar ao corpo. Colesterol é um tipo de gordura e possui estrutura química única. O uso dos termos ruim e bom refere-se ao tipo de proteína que está transportando o colesterol, ou seja, se estamos falando do colesterol transportado pela LDL, usamos o termo ruim, pois essa favorece o acúmulo de colesterol no corpo e nas artérias. De modo contrário, se esse mesmo colesterol está sendo transportado pela HDL, chamamos de bom, pois essa lipoproteína trabalha removendo o excesso de colesterol do corpo, favorecendo sua excreção nas fezes.

5 – Colesterol alto é fator de risco para outras doenças

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Verdade. O excesso de colesterol, chamado hipercolesterolemia, já é uma doença em si. Entretanto, seu constante nível elevado favorece o desenvolvimento da aterosclerose, que se caracteriza pela deposição e acúmulo de gorduras nas artérias e no aumento no risco de ocorrer eventos isquêmicos centrais e periféricos, como acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, doenças vasculares obstrutivas periféricas.

6 – Somente alimentos fritos aumentam o colesterol

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Mito. Atualmente, sabemos que poucos alimentos aumentam o colesterol e aqui destacamos o papel negativo das gorduras trans e gorduras saturadas, muito mais do que o próprio colesterol presente em alguns alimentos. No Brasil, as frituras caseiras geralmente usam óleo de soja – o mais acessível à população, que é rico em gorduras poli-insaturadas e cujo efeito na hipercolesterolemia não é negativo. Ao nível industrial e nos fast foods, a gordura normalmente utilizada é a gordura vegetal hidrogenada – rica em gorduras trans, que devem ser evitadas em qualquer preparação culinária. Portanto, o tipo de preparo e origem da fritura vão determinar se essa vai ou não contribuir para elevar o colesterol, ou seja, nem toda fritura contribuirá para o aumento do colesterol.

7 – É possível controlar o colesterol apenas com alimentação, sem o uso de medicamentos

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Sim. Embora haja alguns casos em que a medicação é indispensável, a maioria das dislipidemias é causada por um estilo de vida inadequado e, especificamente, sobre a dieta podemos afirmar que uma alimentação rica em alimentos naturais como frutas, legumes e vegetais, com preparações mais caseiras e opções com menos gorduras previnem a elevação do colesterol e são aliados indispensáveis ao tratamento do colesterol elevado. O uso diário de gorduras saudáveis, como as encontradas no azeite de oliva, óleos vegetais pouco processados e com baixo teor de gorduras saturadas, associado ao consumo de peixes ricos em Ômega-3 e baixo de carnes e aves gordurosas, faz parte de escolhas inteligentes visando à saúde cardiovascular atual e futura.

8 – Colesterol alto é um fator genético

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Parcialmente verdade. Embora as hipercolesterolemias genéticas sejam uma realidade, elas atingem a minoria dos casos. Somente a avaliação clínica, o histórico familiar e testes genéticos podem definir esse diagnóstico. Para esses casos, o uso de fármacos é essencial, embora a dieta permaneça fazendo parte do manejo terapêuticos desses pacientes.

9 – Exercícios físicos contribuem para manter o colesterol controlado

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Verdade. A atividade física regular, de 3 a 5 vezes na semana, e com duração mínima de 40-50 minutos, favorece o aumento da HDL, e com isso auxilia na redução do colesterol. Contribui para a redução do peso e melhora a resistência à insulina, favorecendo todo o metabolismo corporal de gorduras.

10 – Colesterol alto não gera sintomas no paciente

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Verdade. A hipercolesterolemia faz parte do grupo das chamadas “doenças silenciosas”, que não causam nenhum sintoma. Se por um lado isso evita o sofrimento do paciente, por outro, dificulta seu tratamento; faz com que ele não tenha uma percepção de que melhorar a alimentação, praticar exercícios regulares e fazer o uso correto de medicamentos no modifiquem as chances de ter um infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular encefálico.

11 – Gordura trans pode aumentar o índice de colesterol circulante

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Foto: Mel Schmitz

Verdade. Todos os alimentos que contêm gorduras trans devem ser evitados, pois contribuem para aumentar o colesterol. Infelizmente, a atual rotulagem brasileira permite que alimentos que contêm menos de 1% de gorduras trans por porção declarem no rótulo que são zero trans, fato que não é verdadeiro. Portanto, para evitar erros, recomendamos, sempre, reduzir e, se possível, evitar alimentos industrializados gordurosos.

Se cuide, fique atento!

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Imagem: ABPH

O colesterol é um tipo de gordura sintetizada principalmente no fígado e transportada no sangue pelas lipoproteínas: as mais importantes são as Lipoproteínas de Baixa Densidade (LDL) e as Lipoproteínas de Alta Densidade (HDL). A LDL é o chamado “colesterol ruim”, porque está associada com o risco de desenvolver a doença coronariana. De acordo com Nágila, o recomendado é que sua taxa sanguínea fique abaixo de 130 mg/dl. A HDL é o “colesterol bom”, que ajuda a remover o excesso de colesterol do corpo, favorecendo sua excreção. O indicado é manter a taxa superior a 40 mg/dl.

De acordo com dados do DataSUS, em 2017 ocorreram 358 mil mortes causadas por doenças do aparelho circulatório no Brasil. Significa dizer que um a cada três óbitos tem como causa problemas cardiovasculares. “É um número alto e simboliza uma morte a cada 40 segundos proveniente de doenças que podem ser diagnosticadas e controladas. Somente a prevenção, com adoção de práticas saudáveis, o diagnóstico e o tratamento podem reverter essa situação”, afirma José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Socesp.

Fonte: Soceps

Superalimentos são realmente bons para você?

Nos últimos anos, os superalimentos se tornaram um tópico importante. Parece que a cada poucos meses surge um novo que não apenas melhora a saúde, mas também ajuda a prevenir doenças. Embora seja indubitavelmente verdade que uma dieta saudável pode reduzir os problemas de saúde presentes e futuros, os superalimentos podem resolver todos os seus problemas nutricionais?

Não exatamente, dizem os especialistas. Como qualquer outra coisa relacionada à saúde, não há nada mágico que você possa fazer (ou comer) que mude sua vida. Em vez disso, é melhor se concentrar em pequenas mudanças em sua dieta que melhorarão sua saúde ao longo do tempo.

Além disso, muitas pessoas não percebem que só porque os superalimentos são bons para você não significa que deve comê-los em quantidades ilimitadas. Estamos falando de óleo de coco e abacate.

O que é um superalimento?

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Minimalist Baker

Você pode estar se perguntando quais alimentos se qualificam para essa categoria ilusória. “Um superalimento é  rico em nutrientes considerados especialmente benéficos para a saúde e o bem-estar”, explica Amy Goodson, nutricionista esportiva. O único problema? Não há critérios definidos para diferenciar um “superalimento” de um alimento comum, portanto a linha entre alimentos saudáveis ​​e “super” é bastante embaçada.

“Os alimentos considerados ‘super’ geralmente têm níveis mais altos de nutrientes do que outros da classe”, observa Carrie Dennett, proprietária da Nutrition By Carrie com sede em Seattle. “Isso pode significar vitaminas e minerais, mas é provável que os superalimentos sejam ricos em fitonutrientes – compostos vegetais que possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e, às vezes, anticâncer”, explica ela. Quanto ao motivo de tanta discussão sobre superalimentos, Sheri Kasper, cofundadora da Fresh Communications, tem uma teoria.

“O termo se tornou tão popular, em parte, devido ao nosso intenso desejo de encontrar uma bala mágica nutricional: um (super) alimento especial que pode prevenir o câncer, nos tornar mais magros, evitar doenças cardíacas [insira aqui o resultado desejado para a sua saúde]. É claro que nenhum alimento pode fazer todas essas coisas. “Com base na ciência, a melhor opção é comer uma grande variedade de vegetais, frutas, grãos integrais, proteínas magras e laticínios com pouca gordura. Essa mensagem, com moderação, não é tão sexy assim. Digite: superalimentos.”

É importante comê-los?

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Bem, definitivamente não vai doer se você comer superalimentos. “Os alimentos comumente referidos como super são tipicamente muito saudáveis ​​- salmão, quinoa, couve, batata doce, chia, frutas, iogurte – todos podem fazer parte de uma dieta saudável”, diz Sheri. “Nesse sentido, sim, é importante comer superalimentos. Se você pensa no total de calorias como um orçamento de alimentos, deseja obter o melhor retorno possível. A escolha de alimentos ricos em nutrientes, como a maioria dos superalimentos, garantirá a nutrição necessária para uma saúde ideal”. Dito isso, a qualidade de sua dieta é determinada pela maneira como você come em geral.

“Ter uma dieta não saudável que tenha um lado ocasional de couve ou um punhado de nozes não vai cortá-la”, diz ela.

Além disso, os especialistas alertam que confiar demais em superalimentos pode ser uma ladeira escorregadia. Por exemplo, “açafrão é uma tendência para todos”, ressalta Carrie. “Enquanto a pesquisa e a tradição apoiam alguns benefícios à saúde, o hype excede em muito a ciência atual”. O que mais faz o radar da nutricionista disparar? “Desconfio de qualquer superalimento que venha de algum local exótico e seja creditado por proporcionar saúde vibrante e eterna a uma população indígena. Em quase todos os casos, essas reivindicações são baseadas em marketing, não são científicas.”

Quais valem a pena comer?

No geral, os especialistas em nutrição aconselham que você não deve confiar apenas em um ou até em alguns superalimentos para melhorar sua saúde. “Em vez disso, concentre-se na variedade, principalmente na cor”, diz Adina Pearson. “Cada grupo de cores tem diferentes fitoquímicos e antioxidantes benéficos: vermelho / laranja / amarelo, verde, azul / roxo e até branco (couve-flor, cebola, repolho). Apontar para um arco-íris ao longo do tempo ou mesmo em uma refeição – o que for realista – ela aconselha. Para uma abordagem ainda mais simples, coma produtos sazonais para obter uma variedade natural.

No entanto, se você deseja saber quais superalimentos são os mais rentáveis, aqui estão algumas opções aprovadas por nutricionistas:

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Salmão: este está no topo do gráfico de superalimentos, de acordo com Amy, por causa de seu conteúdo de ômega-3 e vitamina D. “O ômega-3 pode ajudar a reduzir a inflamação no corpo e aumentar o HDL, que é o seu bom colesterol”, diz ela. “A vitamina D é encontrada minimamente nos alimentos e é um componente essencial para a absorção de cálcio em todas as idades, tornando o salmão uma potência de nutrição, além de uma excelente fonte de proteína”.

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Lentilhas: “Graças às proteínas, e aos 19 gramas de fibra por porção, elas nos mantêm saciados e satisfeitos”, diz Sheri. “Além disso, as lentilhas são ricas em muitas vitaminas e minerais, incluindo ferro e folato, o queas tornam ótima opção para mulheres que estão grávidas ou tentando engravidar”.

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Vegetais crucíferos: “Brócolis, juntamente com o restante da família dos vegetais crucíferos, é rico em uma variedade de fitonutrientes, o mais importante dos quais são os glucosinolatos”, diz Carrie. “Os glucosinolatos têm benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios e também podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver certos tipos de câncer. Para colher esses benefícios, invista não apenas em brócolis, mas também em rúcula, , couve, couve-chinesa, couve-de-bruxelas, couve-flor, rábano-silvestre, repolho, rabanete, rutabaga, nabo, agrião e wasabi”.

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Foto: Hotblack

Alho e toda a família Allium: inclui cebola, alho-poró, chalota e cebolinha. “Eles são ricos em compostos organossulfurados, um grupo de fitonutrientes que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias”, diz Carrie. “Isso os torna protetores contra doenças cardíacas, câncer e outras condições de saúde que podem estar relacionadas à inflamação crônica”.

ginja cereja acida
Pinterest

Cerejas ácidas: conhecidas como ginjas ou amarenas, contêm as mais altas propriedades antioxidantes de qualquer alimento, de acordo com Amy. “Muitos atletas utilizam o suco dessa cereja”.

alga marinha

Algas: “Ricas em proteínas, ômega-3 e mais de 40 vitaminas e minerais”, observa Sheri. “Curiosamente, é uma ótima fonte de vitamina B12, o que a torna um excelente complemento para dietas veganas e vegetarianas, pois, caso contrário, a B12 só é encontrada em alimentos fortificados, carnes e laticínios”.

frutas vermelhas

Bagas: e não apenas mirtilos! “Cranberries, morangos, amoras e framboesas são todos ricos em antioxidantes, vitaminas e fibras”, diz Sheri. “Os antioxidantes nas bagas reduzem a inflamação e nos protegem de doenças como o câncer”.

Fonte: Julia Malacoff – My Domaine

Nutricionista dá dicas práticas para perder peso

Sabemos que fazer dieta nem sempre é algo fácil. Principalmente para quem já tentou de tudo e parece não encontrar nada que possa seguir de forma consistente. Por isso, a nutricionista Gabriela Forte, do Espaço Volpi dividiu um plano em quatro partes para que as pessoas possam seguir e conseguir diminuir um pouco do peso.

Consuma esses alimentos o menos possível

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Pão francês, biscoitos, bolos e refrigerantes. Uma dieta rica nesses alimentos, além de ser muito mais calórica e pouco nutritiva, ainda aumenta as chances de problemas cardiovasculares, gástricos e respiratórios.

Consuma esses alimentos em eventos e ocasiões especiais

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Fast-food, bebidas alcoólicas, pizzas e hambúrgueres. É possível se encontrar em situações sociais com álcool e escolhas alimentares que não são as melhores. Tudo bem! Se é apenas uma ou duas vezes por semana e a pessoa tem maneirado na alimentação.

Consuma esses alimentos entre os compromissos

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Whey, frutas e barras proteicas. Quando está no trânsito, a pessoa deve ter sempre lanches leves e nutritivos para não acabar consumindo junk food.

Consuma esses alimentos o máximo possível

verduras legumes frutas

Alimentos naturais e integrais como frutas, verduras, carne magra e ovos. Na maioria das vezes a pessoa deve comer alimentos integrais nutritivos e beber líquidos com calorias zero.

Fonte: Gabriela Forte, do Espaço Volpi

 

Confira as diferenças entre a água mineral com e sem gás

Você possivelmente já deve ter ficado na dúvida entre escolher uma água mineral com ou sem gás. A cena é rotineira em bares, cafeterias, restaurantes, supermercados e tantos outros que oferecem água mineral. Geralmente, a principal dúvida é sobre os benefícios de cada tipo e as diferenças entre elas. Mas você sabia que, no final das contas, as duas são quase a mesma coisa?

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A gerente de qualidade da Águas Ouro Fino, Marina Smith, explica o processo e a composição química dos dois tipos. “O processo de gaseificação não interfere na qualidade da água e nos benefícios dos minerais existentes na composição química. A nossa água mineral, por exemplo, é natural e possui baixíssimo teor de sódio, bons níveis de magnésio, cálcio e potássio, sendo ideal para o bom funcionamento do organismo”.

Em um momento em que o mundo busca por uma alimentação mais saudável, a água com gás pode contribuir – e muito. A nutricionista do Hospital Santa Cruz, Jennifer Partika, fala sobre os benefícios do consumo da água mineral com gás.

“A água com gás é uma ótima opção para quem deseja permanecer hidratado e alternar com a água mineral natural sem gás. E, para quem deseja substituir o refrigerante, é o ideal. A bebida é zero calorias, sem açúcar e mantém as propriedades minerais da versão sem gás”.

A nutricionista cita ainda outros benefícios da água com gás. “A versão com gás hidrata como se fosse a água mineral sem gás e pode ser consumida na mesma quantidade. Claro, cada pessoa deve consumir a água com gás de acordo com a sua tolerância a bebidas gaseificadas. A água mineral com gás também deixa as papilas gustativas mais sensíveis aos sabores e o gás causa a sensação de saciedade, ajudando quem deseja emagrecer”, completa.

Pouring fresh water on drinking glass over nature sunlight morning background

Então já sabe. Pode curtir a sua água com gás e alternar com a versão sem gás e sucos naturais. A sua saúde agradece.

Fonte: Águas Ouro Fino

Nutricionista mostra que é possível ter uma boa alimentação sem gastar muito

Conhecer propriedades dos alimentos, investir na otimização do tempo e adotar novos hábitos fazem bem ao corpo e ao bolso

Fazer um planejamento financeiro, para a carreira e até pessoal é algo que faz parte do dia a dia. Mas poucas pessoas têm em mente planejar a alimentação para que o que venha à mesa seja saudável sem pesar no bolso. É isso que faz a nutricionista Lilian Guedes, especializada em nutrição esportiva e responsável pelo Departamento Gestão de Saúde do Grupo Géia.

Segundo ela, o alto custo está relacionado a má gestão da rotina alimentar. “Quem não se programa, geralmente consome produtos mais caros, calóricos e sem tanto valor nutricional. A correria do dia a dia ligada a má administração do tempo é um perigo para a alimentação, pois faz com que se troque a comida caseira por lanches em fast-foods, salgados na padaria da esquina”, diz.

Na Géia, por exemplo, os colaboradores e funcionários assistem palestras sobre saúde e prevenção, recebem orientações de profissionais, tem acesso a consultas nutricionais e planos alimentares pessoais e personalizados, com o objetivo de instigar os trabalhadores a se preocuparem e prestar mais atenção em sua alimentação.

“Atualmente, nossos colaboradores estão mais antenados e preocupados com sua saúde, tivemos diversos casos de funcionários que mudaram seus hábitos alimentares após as instruções e acompanhamento da Géia. Um dos casos mais impactantes é um colaborador que tinha uma alimentação muito restrita e extremamente resistente a mudança, onde não ingeria nada de legumes, verduras e frutas. Hoje, com as novas orientações e grande disponibilidade de frutas na empresa, ele consome folhas, frutas e legumes, como alface, maçã, banana, cenoura e beterraba”, conta Lilian.

Produtos Feira de Orgânicos (2)

Para os que desejam minimizar os gastos, alguns hábitos como planejar um cardápio semanal, fazer uma lista de compras para levar apenas o necessário e reservar um horário do dia ou da semana para preparar as marmitas fazem total diferença. Também é interessante dar preferência às feiras livres, caso tenha fácil acesso, pois além do preço mais baixo é possível encontrar alimentos que estejam dentro da sazonalidade (frutas, verduras e legumes que sejam da época).

A importância dos grupos alimentares

O cardápio saudável é aquele que compreende os grupos alimentares (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais) de forma harmônica, fornecendo assim, as quantidades adequadas de nutrientes para manutenção das funções vitais.

A grande dificuldade – e também o segredo – para se montar um cardápio saudável é entender a hierarquia dos alimentos e dosar a quantidade calórica e nutritiva para cada porção. Ou seja, o que deve ser prioridade e nunca faltar nas refeições diárias.

Com o planejamento da rotina e o conhecimento dos grupos alimentares fica bem mais fácil e barato manter uma boa alimentação. Para isso, Lilian indica:

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Foto: Jules -Stonesoup

Carboidratos: por serem a principal fonte de energia do corpo humano, os carboidratos formam a base de nossa alimentação. “Importante escolher as melhores fontes, como tubérculos como mandioca, inhame e cereais integrais como aveia, quinoa e arroz integral”, alerta a nutricionista.

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Vegetais e frutas cruas: o ideal é consumir diariamente vegetais e frutas cruas durante as refeições. “Esses tipos de alimentos fornecem uma grande quantidade de fibras alimentares e água, o que ajuda na digestão e prolonga a saciedade”, explica.

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Stocksy

Proteínas: fortalecem a estrutura do corpo humano, sendo amplamente necessárias em todas as refeições.

“Para a montagem de refeições equilibradas, o Guia Alimentar para População Brasileira é a melhor ferramenta, pois tem uma linguagem simples, ilustrações lindas e educativas, além de desmistificar diversas crenças sobre alimentação”, sugere a especialista.

Fonte: Grupo Géia

Nutricionista indica como alimentação pode ajudar a combater prisão de ventre

Segundo um amplo estudo da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a prisão de ventre, também conhecida como intestino preso ou constipação, é um sintoma presente na rotina de 20% da população brasileira, sendo pelo menos dois terços deste numerário mulheres, sendo então algo recorrente na vida de mais de 40 milhões de brasileiros.

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O nutricionista especialista em ortomolecular, Leone Gonçalves, afirma que existem vários fatores que podem contribuir para o aparecimento destes sintomas: “Fatores físicos, emocionais e culturais combinados ajudam a agravar as condições de manutenção da saúde intestinal. Má alimentação, sedentarismo, baixa ingestão de líquidos, ou ser somente por consequência de uma alimentação pobre em fibras já são agravantes”, explica.

Ele aponta que, muitas das vezes, não é preciso recorrer a laxantes e medicamentos, pois a solução do problema pode estar na própria alimentação: “Assim como qualquer outro remédio, os laxantes não devem ser tomados por conta própria. Caso você esteja há muitos dias sem conseguir evacuar, consulte um médico. Mas, em geral, aumentar a ingestão de fibras, líquidos e alimentos probióticos já ajudam e muito. O melhor remédio para a constipação sempre será ter hábitos saudáveis”.

Para ajudar aqueles que sofrem com o problema, Gonçalves elaborou uma lista com algumas dicas para não sofrer mais com o intestino preso tendo a alimentação como principal recurso:

1- Laxantes naturais

Estes alimentos abaixo são considerados laxantes naturais, porque ajudam a soltar o intestino preso:

Frutas: figo, pera, maçã, kiwi;

Verduras: alface, rúcula, agrião, couve, brócolis, repolho, berinjela e abobrinha;

Grãos: aveia, farelo de aveia, farelo de trigo, milho, lentilha, quinoa;

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Sementes: chia, linhaça, gergelim;

Oleaginosas: castanhas, amendoim, amêndoas, nozes;

Bebidas: café, chá de erva-cidreira e de cáscara sagrada.

2- Evite alimentos constipantes

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Existem alimentos que devem ser evitados, ou ter sua ingestão bastante reduzida, para pessoas que já apresentam os sintomas de intestino preso. Bebidas alcoólicas, chocolate, café, chá preto devem ser evitados. Os alimentos que aumentam a produção de gases, especialmente os ricos em enxofre, também entram nessa lista de proibições, caso você queira melhorar o intestino

3- Invista em alimentos probióticos

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Iogurtes naturais ajudam a renovar e fortalecer a flora intestinal. Invista nessas opções, em alimentos que são probióticos. Além do iogurte, o kefir é um probiótico que está ganhando popularidade, principalmente entre os adeptos de uma alimentação mais natural e que tem mostrado bons resultados nesse aspecto.

4- Hidrate-se e faça exercícios

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Pexels

Além de dar atenção à alimentação, evite o sedentarismo e hidrate-se adequadamente, entre dois e três litros de água por dia aproximadamente, para que o intestino funcione adequadamente. A água ajuda a formar o bolo fecal.

5- Se persistirem os sintomas um médico deve ser consultado

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Se mesmo adotando uma alimentação balanceada e seguindo as orientações a constipação persistir, procure um médico e realize exames, pois a condição pode ser sinal de um problema mais sério de saúde.

Fonte: Leone Gonçalves é preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, especialista em fitoterápicos e graduando em Biomedicina

Como montar cardápios divertidos e nutritivos no período das férias escolares

Sem abusar de alimentos prejudiciais à saúde das crianças é possível, com criatividade, criar pratos saudáveis, mesmo no período das férias

As férias escolares chegaram e com elas muita diversão e passeios para as crianças. Nesta época do ano, elas gastam muita energia e uma boa alimentação é fundamental para garantir o agito da garotada. Como neste período alguns hábitos alimentares e horários das refeições são alterados por conta das atividades, é preciso que os pais fiquem atentos.

De acordo com a gerente de Nutrição Assistencial do HCor, Rosana Perim, os alimentos calóricos não precisam ser completamente abolidos durante as férias, desde que sejam oferecidos em pequenas porções. “O ideal é consumir bolachas integrais no lugar das recheadas, alimentos grelhados ao invés de frituras, além de verduras, frutas e legumes, que não podem faltar no cardápio dos pequenos”, esclarece.

Durante as férias, outra brincadeira divertida é envolver as crianças no preparo dos alimentos, contando sempre com a imaginação. “O brócolis, por exemplo, pode ser transformado em árvores. Já na sobremesa, a sugestão é utilizar frutas cortadas no formato de estrelas ou coração, para despertar a atenção e criatividade da criançada”, explica a nutricionista.

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Foto: Philmech

Atualmente há uma série de discussões sobre a alimentação infantil. O aumento no consumo de alimentos gordurosos e o excesso de sal e açúcar na dieta da criança e do adolescente traz diversos danos à saúde e, em alguns casos, tornam-se irreversíveis do ponto de vista médico e nutricional.

“Por isso é preciso tomar alguns cuidados no período das férias, pois as crianças fogem da rotina e há um aumento no consumo de fast foods, produtos industrializados, refeições congeladas, que contém alto teor de sódio, gordura saturada e açúcar”, aconselha Rosana.

Para a nutricionista, nesta época do ano, os problemas de saúde para esse público ficam por conta de resfriados, gripes e crises respiratórias, por causa do inverno e poluição: “Comer bem e corretamente favorece o organismo e o deixa mais resistente, além de garantir energia para toda diversão. Além disso, alimentos nutritivos, como verduras, legumes e frutas mantêm a saúde, aumentam a imunidade e auxiliam no desenvolvimento das crianças”, afirma.

MILKSHAKE DE GELATINA ZERO

Uma das alternativas que os pais podem fazer para incentivar a ingestão de nutrientes saudáveis no período das férias é sempre deixar estes alimentos prontos para o consumo. Isso inclui desde frutas frescas como morango, banana, maçã, pera, saladas de frutas, até gelatina, bolo preparado com flocos de aveia, bolo de cenoura, biscoitos caseiros integrais, suco de fruta natural e água de coco.

“É muito comum o aumento do consumo de refrigerantes e doces neste período. Os responsáveis pelas crianças devem controlar a ingestão desses alimentos começando por limitar a compra deles”, completa.

Dicas do Serviço de Nutrição do HCor para as férias escolares:

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Evite o exagero: nas férias escolares, até mesmo o excesso de pipoca – alimento bastante presente neste período -, pode trazer para a criança complicações digestivas pelo excesso de gordura e sal. Os doces com cremes, chocolate e chantilly também devem ter consumo controlado.

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Criatividade na produção da refeição: usar a criatividade decorando os pratos é uma alternativa para chamar atenção das crianças menores. Fazer uma flor com parte do tomate ou montar um boneco com ovo cozido, por exemplo, pode auxiliar a prender a atenção da criança para a alimentação correta.

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Para os maiores: o ideal é introduzir verduras e legumes na massa e no recheio de tortas. Preparar pastéis assados e recheados com verduras e queijo, fazer sobremesas à base de iogurte ao invés de creme de leite e chantilly, colocar torradinhas de pão integral nas saladas e queijo magro ao invés de parmesão são algumas sugestões.

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Variar e colorir para despertar o interesse: como as crianças costumam acordar um pouco mais tarde neste período, o ideal é que o café da manhã seja nutritivo e leve, para não atrapalhar o apetite do almoço. Um copo de leite com achocolatado ou iogurte é o mais recomendado. Assim, pães e cereais podem ser adicionados ao lanche da tarde, com sucos ou leite fermentado.

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Refeições principais, como almoço e jantar: o ideal é que o prato seja bastante colorido e variado. Legumes e vegetais não podem ficar de fora, complementando o arroz com feijão e carnes grelhadas ou ensopados. “Para as crianças que tem receio a certos alimentos, a dica é tentar tornar a alimentação divertida. Para as meninas, o suco de morango, por exemplo, pode ser da personagem moranguinho. Já pra os meninos, a vitamina de frutas pode ser do homem-aranha”, finaliza a nutricionista.

Fonte: HCor