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Dez fatos sobre alimentação que boa parte das pessoas não conhece

Um tema mais complexo do que muitas pessoas imaginam, por isso é importante estar informado sobre o assunto e realizar acompanhamento profissional

Você realmente entende a importância da boa alimentação? A maioria das pessoas se alimenta de forma intuitiva e acaba negligenciando uma nutrição saudável e seu papel na construção de uma boa qualidade de vida e na prevenção de diversas doenças.

“Uma dieta equilibrada e rica em diversidade de alimentos é responsável por uma série de benefícios, principalmente fornecendo ao organismo energia para as atividades diárias, inclusive cerebrais, e fortalecendo o sistema imunológico”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia.

A especialista traz algumas questões que são desconhecidas por grande parte da população:

Variedade de alimentos é o fator mais importante para uma boa nutrição do organismo: ter uma dieta alimentar diversificada ajuda a manter os nutrientes ideais para o corpo. Quanto maior a variedade de cores, maior a quantidade de nutrientes, favorecendo a manutenção da saúde e prevenção de doenças. A Dra Marcella dá algumas dicas de bons alimentos para adicionar em sua dieta e revela em quais nutrientes eles são ricos.

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Foto: Theproduceguide

*Alimentos verde escuros: espinafre, brócolis, alface, agrião, couve. Fonte de fibras, betacaroteno, ferro, ácido fólico, vitamina K e clorofila.

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*Alimentos alaranjados: mamão, caju, damasco, caqui. Fontes de betacaroteno (pré vitamina A), vitamina A e vitamina C.

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*Alimentos vermelhos: morango, tomate, cereja, melancia, goiaba. Fontes de licopeno, antocianinas e vitamina C.

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Pixabay

*Alimentos roxos: uva roxa, ameixa, mirtilo, jabuticaba, açaí, berinjela. Fontes de antocianina e resveratrol.

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Cevada – Foto: Pixabay

*Alimentos marrons: nozes, castanhas, cevada, centeio, leguminosas (grão de bico, feijão, lentilha, soja), cereais integrais. Fontes de selênio, vitamina E e vitaminas do complexo B.

Moderação é a chave: tratando-se de nutrientes, moderação é o ato de evitar extremos ou encontrar um meio termo com a aplicação de conhecimentos e habilidades nutricionais na vida cotidiana. “Quando você adquire uma consciência alimentar e começa a ser naturalmente moderado, torna-se desnecessário realizar dietas excessivamente restritivas. Conhecendo o seu corpo, seus limites e adquirindo o hábito de se alimentar da forma como o seu corpo precisa, o risco de intercorrências relacionadas à alimentação diminui de forma considerável”, diz.

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Natural não significa necessariamente saudável: a nutróloga explica que um alimento pode ser natural, orgânico, sem glúten, mas rico em açúcar ou gordura, pobre em fibra etc. Desse modo, não se pode dizer que natural signifique sempre saudável. “Por isso é muito importante que o consumidor leia sempre os ingredientes que compõe o alimento”, ressalta.

Apenas um único alimento ou nutriente nunca é o problema: “É improvável que um alimento sozinho cause problemas de saúde ou seja o único responsável em um caso de aumento de peso. Se há um problema causado por hábitos alimentares, muito provavelmente é pelo conjunto e não pela ingestão de apenas um alimento em específico. Uma exceção é no caso de alergias e intolerância, nas quais, de fato, uma substância presente em um alimento pode trazer problemas e, portanto, deve ser eliminado completamente da sua dieta.”

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Comer alimentos é mais nutritivo do que tomar vitaminas ou suplementos nutricionais: “Os suplementos nutricionais podem ser úteis, entretanto não substituem um hábito alimentar adequado, os alimentos são as melhores fontes de nutrientes importantes para a saúde. Todas essas substâncias vegetais (por exemplo, polifenóis) não aparecem em suplementos nutricionais. Por isso, o uso de vitaminas e suplementos podem ser extremamente benéficos e, se usados, devem ser feitos sob a prescrição de um profissional especializado. Mas o uso jamais deve substituir a alimentação.”

Os carboidratos não te fazem necessariamente engordar: carboidrato é o nutriente mais importante para o fornecimento de energia para o organismo e funções do cérebro. A Dra. Marcella explica que, sem o carboidrato, as funções vitais ficam prejudicadas e, em geral, o corpo tende a armazenar um estoque extra de gordura. “Os carboidratos consumidos na sua porção certa e de boa qualidade – como integrais, raízes, cereais, feijões, legumes e verduras – não engordam e geram benefícios ao organismo”, complementa.

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A proteína é um macronutriente importante para manter as estruturas funcionais do corpo e ajudar na perda de peso: “Carboidratos, proteínas e gorduras, em equilíbrio e associados a bons hábitos, como boa noite de sono e atividade física, são o grande segredo para o emagrecimento. A qualidade e redução das porções de carboidratos podem ser uma estratégia na redução de peso. As proteínas de boa qualidade são necessárias para manutenção da massa magra e as gorduras boas importantes para promover saciedade, aumentar absorção de nutrientes necessários no processo, e garantir a formação de hormônios também importantes na fisiologia do emagrecimento.”

Comer rápido é prejudicial: a nutróloga explica que comer rápido e não mastigar o suficiente faz com que o estômago não tenha tempo de enviar sinais ao cérebro de que está cheio e que é momento de parar. Assim, essa prática pode ter consequências como o aumento de peso, má digestão, barriga inchada, aumento do risco de doenças cardíacas e aumento do risco de diabetes.

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Ovos fazem bem à saúde: “O ovo é um alimento rico em proteínas, vitaminas e minerais, e traz diversos benefícios à saúde, como: fortalecimento dos músculos, por ser rico em albumina; ajuda a prevenir catarata e perda de visão, pois contém vitamina A, luteína e zeaxantina, substâncias essenciais para a saúde dos olhos; ajuda no emagrecimento, por ser rico em proteínas e por dar a sensação de saciedade após a refeição; mantém a saúde dos ossos, por conter cálcio e fósforo; previne anemia, devido ao ferro e fortalece o sistema nervoso e aumenta a produção de sangue, por conter vitamina B12”, afirma Marcella, que complementa: “Embora os ovos contenham colesterol, eles não aumentam significativamente o colesterol LDL como as gorduras saturada e gorduras trans. Sendo assim, consumir até 6 ovos por semana não aumenta o risco de doença cardiovascular em indivíduos saudáveis.”

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Acompanhamento nutrológico deve ser prioridade: a nutrologia estuda, pesquisa e avalia os benefícios e malefícios causados pela ingestão de nutrientes, aplicando este conhecimento para a avaliação das necessidades orgânicas de cada indivíduo, visando a manutenção da saúde e redução de riscos de doenças, assim como o tratamento das manifestações de deficiência ou excesso. “O acompanhamento do estado nutricional do paciente permite ao nutrólogo atuar no diagnóstico, prevenção e tratamento destas doenças, contribuindo na promoção de uma longevidade saudável, com melhor qualidade de vida. O médico nutrólogo é o profissional apto para prescrever remédios e suplementos para o controle dessas patologias e solicitar exames laboratoriais para elucidação diagnóstica. Além disso, cabe ao nutrólogo também montar uma dieta individualizada a partir da análise dos nutrientes no organismo, ensinar hábitos mais saudáveis e indicar os nutrientes corretos em suas devidas proporções para uma melhora na qualidade de vida. Por isso, um acompanhamento permanente com um profissional nunca deve ser colocado em segundo plano, pois é essencial para manter uma boa qualidade de vida”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Dia dos Namorados: alimentos afrodisíacos e como podem ajudar no desempenho sexual

Saiba o que a ciência diz sobre a relação entre alimentação e saúde sexual, principalmente no que diz respeito aos alimentos que podem atuar como estimulantes

Afrodite é conhecida como a deusa grega do amor e seu legado também ficou caracteristicamente marcado por um grupo de alimentos conhecidos como afrodisíacos. “Os alimentos que provocam nossos sentidos, como cheiro, gosto, textura ou até a própria estética, são considerados afrodisíacos por aguçar a imaginação, proporcionar mais experiência e, assim, aumentar o desejo sexual. Há também medicamentos e fitoterápicos afrodisíacos, que ajudam a despertar o instinto sexual, induzindo o desejo e aumentando o prazer e o desempenho”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

“Apesar de muitos alimentos terem atividades funcionais, eles não fazem milagres”, acrescenta. Em muitos casos os alimentos podem ajudar o desempenho sexual, mas no caso de disfunções (dificuldade em qualquer estágio do sexo – incluindo desejo, excitação ou orgasmo) é necessário buscar ajuda médica especializada, segundo a nutróloga.

Os alimentos afrodisíacos têm substâncias derivadas de plantas, animais ou minerais, e estão divididos em dois grupos: aqueles que causam estímulos psicofisiológicos (preparativos visuais, táteis, olfativos e auditivos) e preparações internas (alimentos, bebidas alcoólicas e poção do amor).

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De acordo com a médica, a ciência relaciona há anos os hábitos alimentares e o desempenho sexual. “A obesidade tem uma influência negativa na fertilidade masculina, enquanto a perda de peso melhora essa questão em homens. A insuficiência alimentar está associada a comportamentos de risco sexual aumentados, mais significativos em mulheres. Em relação aos macronutrientes e alimentos de grupo, ácidos graxos trans, alimentos com alto índice glicêmico, dieta rica em carboidratos e alta ingestão de proteínas animais prejudicam a fertilidade; enquanto isso, ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, alimentos com baixo índice glicêmico e dieta com pouco carboidrato, rica em proteínas vegetais e antioxidantes melhoram a fertilidade”, diz a médica.

Também há diferenças entre os benefícios e malefícios para homens e mulheres: “As isoflavonas têm um impacto negativo na fertilidade dos homens e melhoram a saúde sexual das mulheres na menopausa. O leite integral pode melhorar a fertilidade das mulheres, mas os homens se beneficiam do leite desnatado”, acrescenta Marcella.

Segundo a médica, é observado na literatura científica que alimentos fontes de alguns nutrientes e compostos bioativos podem ajudar no desempenho sexual. São alguns deles:

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Fontes de zinco: esse mineral é importante na liberação de testosterona, condicional para a saúde sexual de homens e mulheres. “Ele está presente em alimentos como ostras cozidas, carnes vermelhas e brancas, soja, amêndoa, nozes, amendoim, castanha-do-pará, castanha-de-caju, sementes de abóbora, linhaça, girassol e melancia”, diz a médica.

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Alimentos que ajudam a liberação de neurotransmissores: conhecidos como hormônios do prazer, a serotonina, dopamina e endorfina têm papel importante na sensação de motivação, euforia, alegria, colaborando para a saúde sexual. “Os alimentos que ajudam nessa liberação são: aveia, chocolate amargo, banana, ovos, abacaxi, grão de bico, sementes de abóbora e peixes de água fria”, diz a nutróloga.

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Nutrientes que estimulem óxido nítrico: “Alimentos que estimulam a liberação de óxido nítrico também são importantes, uma vez que ele é responsável pela vasodilatação e aumento da oxigenação dos tecidos”, afirma a médica. Esse aumento do fluxo sanguíneo é fundamental para ereção masculina e lubrificação feminina. “Invista na beterraba, alho, sementes oleaginosas, carnes em geral, vegetais verde-escuros e frutas cítricas.”

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Termogênicos: ao estimular o sistema nervoso simpático, esses alimentos aceleram o metabolismo e melhoram levemente a circulação. São exemplos: as pimentas, o gengibre, o açafrão da terra (cúrcuma), a canela, o cravo, as especiarias, as ervas aromáticas e o café.

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Pixabay

Além disso, a médica acrescenta as frutas vermelhas e principalmente os morangos, considerados os frutos da sensualidade, sempre presentes quando o assunto é romance. “Ricas em antioxidantes e vitamina C, as frutas vermelhas também ajudam no fluxo sanguíneo”, diz a médica.

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Com relação às bebidas alcoólicas como o vinho tinto e champanhe, é necessário ter cautela. “Em pequena quantidade, elas podem ajudar na vasodilatação e na descontração inicial, porém quantidades excessivas pioram muito o desempenho tanto de homens como mulheres”, diz a médica.

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Catuaba em pó

Algumas plantas medicinais como catuaba, ashwagandha, ginseng e tribulus entre outras, segundo Marcella, encontram respaldo na literatura como complementares nas terapias para a melhora das funções sexuais, porém como se tratam de medicamentos, preferencialmente devem ser consumidas seguindo prescrição médica. “Os efeitos farmacológicos dos afrodisíacos são heterogênicos, incluindo atividades de estímulo à dopamina ou com ação no sistema nervoso simpático, além da liberação de óxido nítrico”, afirma a médica.

Por fim, a médica lembra que, da mesma forma que o emagrecimento atua de maneira importante, é necessário seguir recomendação médica, pois a ingestão calórica sem aporte de nutrientes necessários pode afetar seriamente a saúde sexual. Além disso, alguns alimentos podem ser considerados anafrodisíacos, atuando de maneira contrária: desestimulando o desejo sexual. “E o excesso do consumo de alguns alimentos também pode prejudicar o desempenho, na medida em que sobrecarrega o sistema digestório, provocando cansaço no corpo. Caso note problemas de disfunção sexual, procure um médico”, finaliza Marcella Garcez.

Fonte: Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologiado Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Conheça nutrientes essenciais e entenda como seu corpo precisa deles

Uma dieta equilibrada é fundamental para que o nosso corpo tenha a quantidade suficiente dos nutrientes necessários. Marcella Garcez comenta um pouco sobre cada nutriente que não pode faltar ao organismo

Você sabe quais são os nutrientes essenciais para o nosso organismo? Esses nutrientes são compostos que o nosso corpo ou não produz, ou produz, mas em quantidade insuficiente. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esses nutrientes devem vir dos alimentos e são vitais ao crescimento, à prevenção de doenças e à manutenção da boa saúde. Eles podem ser divididos em duas categorias: macronutrientes e micronutrientes.

“Os macronutrientes ajudam a fornecer energia e são necessários diariamente e em grandes quantidades. Água, carboidratos, gorduras e proteínas são classificados como macronutrientes. Já os micronutrientes são os minerais e as vitaminas. São necessários ao organismo, porém em menor quantidade se comparado aos macronutrientes”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

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Proteínas: presentes em alimentos de origem vegetal e animal, contribuem para a formação dos tecidos. Integram diversas reações metabólicas (na forma de aminoácidos) e são utilizadas na síntese de alguns hormônios. “As proteínas constituem de 15 a 20% da dieta, e a quantidade exata de proteína necessária diariamente depende de uma variedade de fatores, incluindo a sua atividade física e a idade. Algumas fontes do macronutriente são: carne bovina, aves, peixes, ovos, leite, queijos, iogurtes, soja e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico)”, afirma Marcella.

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Carboidratos: conhecidos como a principal fonte de energia do ser humano, os carboidratos são responsáveis por diversas funções de nosso metabolismo. Por atuarem como combustível para o corpo, seu baixo consumo pode causar diversos prejuízos. São classificados em 3 tipos: monossacarídeos (glicose, frutose e galactose), dissacarídeos (sacarose, maltose e lactose) e polissacarídeos (amido, glicogênio, dextrina e celulose). “A falta de carboidratos nos dificulta de realizar qualquer atividade física, já que são eles que fornecem energia para as células do organismo. A carência do macronutriente pode causar, além disso, dificuldade de concentração, fraqueza, cansaço excessivo, tonturas e dor de cabeça. Apesar de ser necessário ao organismo, o ideal é dar preferência para os alimentos desse grupo que contribuam para uma melhor qualidade de vida. Exemplos de boas fontes saudáveis de carboidratos: mandioca, batata doce, cereais integrais, aveia, abóbora, quinoa, centeio, amaranto, arroz integral, milho, legumes e frutas”, destaca.

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Gorduras: “São moléculas complexas compostas por ácidos graxos e glicerol. O organismo precisa de gordura para se desenvolver e produzir energia, mas ela deve ser consumida de maneira consciente. O corpo também usa a gordura para sintetizar os hormônios e outras substâncias necessárias para realizar as atividades do organismo. As gorduras boas são aquelas de origem vegetal, insaturadas, e podem ser encontradas em: azeite de oliva, castanha-de-caju, nozes, chia, sementes oleaginosas, amendoim, abacate. Essas gorduras boas são fontes de ômega 3 e 6, que tem como vantagem a redução do colesterol ruim e o aumento do colesterol bom (HDL), além de auxiliar na prevenção cardíaca e metabólica e na absorção das vitaminas.”

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Foto: Jeltovski

Vitaminas:  são substâncias orgânicas que o nosso organismo não consegue produzir. Necessárias em pequenas quantidades e obtidas através de uma alimentação equilibrada, são classificadas em dois grupos: as lipossolúveis (A, D, E, K) e as hidrossolúveis (H,C e complexo B). “Entre os benefícios das vitaminas, estão a melhora da pele e mucosas; fornecimento de energia; melhora da oxigenação celular; auxílio nos processos de cura e rejuvenescimento; ação nos glóbulos vermelhos, células nervosas e no equilíbrio hormonal; ação no tecido conjuntivo; poder oxidante; combate o estresse; e funciona como antibiótico natural e auxilia na cura de doenças e infecções. A melhor maneira de consumir todas as vitaminas necessárias para o bom funcionamento do corpo é fazendo uma alimentação saudável e variada, de preferência incluindo alimentos frescos e biológicos. A suplementação vitamínica também é uma alternativa para prevenir ou tratar a falta de vitaminas e suas consequências – embora o consumo não deva substituir uma boa alimentação”, detalha Marcella.

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Ilustração: 123RF

Minerais: “São substâncias de origem inorgânica e possuem função reguladora, contribuindo para a função osmótica, equilíbrio do ácido-básico, estímulos nervosos, ritmo cardíaco, atividade metabólica, construção de ossos e dentes saudáveis, manutenção da hidratação, entre outros. Entre os principais minerais estão: cálcio, magnésio, sódio, potássio, fósforo, ferro, cobre, manganês, iodo e zinco.”

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Água: é a substância mais abundante em nosso organismo, correspondendo a mais de 60% do nosso peso, e está presente em quase todos os alimentos, exceto em óleos, sais e açúcares. “A água é essencial para todas as funções do corpo, como: digestão, absorção e transporte de nutrientes, eliminação de resíduos, controle da temperatura corporal e para diversos outros processos químicos. Está presente em todos os tecidos do organismo e é a base do sangue e de todas as secreções fluídas, como lágrimas, saliva etc. Não existe uma quantidade correta de água a ser ingerida diariamente; isso depende de inúmeros fatores, como o seu nível de atividade física, o clima do local em que vive ou está, seu metabolismo, seu peso, sua dieta, suas condições físicas gerais, se consome álcool ou não, entre outras”, diz.

Marcella ressalta: “Somente o médico poderá lhe ajudar a determinar qual o volume de água que é apropriado para você, assim como toda a sua dieta, que deve ser baseada nas recomendações de um nutrólogo responsável e de confiança. Ele saberá, por meio do acompanhamento clínico e dos exames, quais as necessidades alimentares e suplementares de cada paciente”.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

É possível manter uma boa alimentação durante uma viagem de Carnaval?

Quem nunca saiu de uma dieta durante uma viagem? A nutróloga Marcella Garcez explica que manter-se regrado não é tão difícil como parece

Carnaval é época de festa. Mas, para aqueles que não curtem a folia, também de viajar e aproveitar o feriado prolongado para nos desligarmos um pouco da rotina habitual. Porém, essa mudança de rotina geralmente afeta bastante nossa alimentação, pois, quando estamos viajando, acabamos optando por refeições fora de casa – muitas vezes por meio de alimentos de caloria vazia.

“É possível, sim, manter uma alimentação regrada durante uma viagem de carnaval, mas é preciso organização prévia e força de vontade”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

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A dificuldade já começa no local de embarque. “Muitas vezes não temos boas opções para ingerir alimentos saudáveis nos aeroportos e rodoviárias. A saída é se programar antes: compre snacks saudáveis, barrinhas, leve frutas e prepare lanches naturais para levar com você durante o percurso. Dessa forma você garante lanches leves e saudáveis, com o bônus de gastar menos dinheiro”, destaca.

Uma vez que já estamos no local da viagem, não é tão difícil como parece. Marcella sugere não pular nenhuma das grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar), nem as realizar muito distante do horário habitual, pois isso faz com que a rotina se perca, nos deixando mais suscetíveis a sair do foco.

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“Ao acordar, faça um café da manhã reforçado, com frutas, ovos ou iogurte, cereais, aveia etc. Evite pães brancos, bolos e biscoitos. Não saia de casa ou do hotel sem estar bem alimentado, pois a fome virá quando estiver na rua, e as opções diversas que a rua oferece pode acabar te seduzindo”, alerta.

Quanto ao almoço e ao jantar, o ideal é preparar a própria refeição. Como nem sempre é possível – e nem mesmo desejável –, nesse caso dê preferência a restaurantes que possuem opções saudáveis e nutritivas. “Escolha alimentos naturais, incluindo os molhos, temperos e bebidas. Ainda que seja tentador, não exagere na sobremesa”, sugere a especialista.

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Durante os passeios, evite comer petiscos de ambulantes, pois não se sabe a procedência do alimento e ninguém quer correr o risco de passar mal durante uma viagem, não é? Recorrer aos fast-foods? Nem pensar.

“Para esse tipo de passeio, a dica é a mesma do local de embarque: prepare previamente o que for consumir. Lanches naturais são sempre uma ótima opção, pois matam a fome de maneira saudável. Uma visita a mercados que vendem alimentos frescos locais sempre é um bom programa e uma oportunidade para se abastecer de snacks saudáveis e frutas para os passeios. E não se esqueça de se hidratar bastante, preferencialmente tomando água”, ressalta.

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Por fim, a pergunta que não quer calar: não posso comer nada fora da dieta? A nutróloga esclarece: “Pode. Tudo é uma questão de equilíbrio. É claro que, muitas vezes, em uma viagem, queremos conhecer a cultura local e seus pratos típicos e isso deve ser incentivado. Só não vale exagerar e comer ‘errado’ em todos os dias da viagem, pois dessa forma a dieta vai por água abaixo, além do fato que a má alimentação prejudica nossa saúde”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Alimentos para se alcançar uma dieta imunoprotetora

O problema que já tira o sossego de todos, o coronavírus, pode ser amenizado com uma dieta imunoprotetora. Para a médica nutróloga Ana Luisa Vilela, de São Paulo, alguns alimentos são capazes de fortalecer o sistema imunológico e, assim, ajudarem o organismo a combater o vírus graças a proteção contra as infeções.

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Foto: Hotblack

• Alho e cebola – função imunoprotetora quando consumidos cru;

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Foto: Profet77/Pixabay

• Iogurtes e leite fermentado – possuem lactobacilos que além de estimularem o sistema imune, protegem as barreiras intestinais, evitando assim as infecções;

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• Salmão e frutas – ricas em selênio que fortalece o sistema imunológico e o bom funcionamento da tireoide. O salmão que contem ômega 3 é ainda um potente antioxidante;

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Stocksy

• Chá preto ou verde – possuem aminoácido que atua no aumento da imunidade e o consumo quente ajuda na expectoração dos fluídos, diminuindo assim a contaminação das vias aéreas;

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• Acerola – rica em vitamina C capaz de turbinar o sistema imunológico;

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Stocksy

• Ovos – ricos em acido fólico e complexo B que ajuda na composição do sangue;

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• Tofu – rico em ferro, aumenta a energia e restauração celular;

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• Agrião, rúcula, couve e brócolis – vitamina A que protege as mucosas, impedindo a transmissão de doenças;

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• Óleos vegetais (girassol e milho) – ricos em vitamina E que agem como antioxidante e protegendo o papel celular;

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• Ostras e castanhas – atuam em processos químicos associados a imunidade.

Fonte: Ana Luisa Vilela é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá – MG, especialista pelo Instituto Garrido de Obesidade e Gastroenterologia (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e pós graduada em Nutrição Médica pelo Instituto GANEP de Nutrição Humana também na Beneficência Portuguesa de São Paulo e estágio concluído pelo Hospital das Clinicas de São Paulo – HCFMUSP. Hoje, dedica-se a frente da rede da Clínica Slim Form a melhorar a autoestima de seus pacientes com sobrepeso com tratamentos personalizados que aliam beleza e saúde.

Dieta cetogênica: conheça a dieta que corta drasticamente os carboidratos

Embora apresente considerável eficácia, método deve ser utilizado com cautela e acompanhamento profissional.

Quando se fala em emagrecer, a primeira coisa que a maioria das pessoas pensa é em diminuir o consumo de carboidratos. Um exemplo disso é a dieta cetogênica, que já existe há muito tempo; nos anos 1920, ela surgiu como tratamento para epilepsia, e foi ganhando fama como alternativa para a perda de peso apenas nos anos 1960.

A prática foi evoluindo com o tempo e, hoje em dia, é utilizada até mesmo por famosas, como as atrizes Giovanna Antonelli e a norte-americana Megan Fox. Segundo Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia, a dieta é eficaz, mas a custos altos: “Fisiologicamente falando, faz sentido diminuir o apetite por meio da produção dos corpos cetônicos, mas a prática traz efeitos colaterais relevantes e não deve ser iniciada sem o acompanhamento de um especialista”, afirma.

Como explica a nutróloga, geralmente, as refeições nessa dieta são compostas de proteínas de alto valor biológico; cada uma dessas refeições contém proteínas, carboidratos e gorduras, em quantidades e calorias restritas e costuma ter três fases: ativa, reeducação e manutenção.

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Foto: Shutterstock

“A fase ativa pode variar de 30 a 45 dias é a que ocorre a maior perda de peso. Na segunda fase, a de reeducação, o paciente vai incorporando, gradualmente, comidas naturais e saudáveis na sua rotina. Após uma dieta muito restrita, a pessoa retorna a se alimentar com uma quantidade mais segura de calorias, no geral, em torno de 1200 a 1800 por dia, mas nessa fase ainda há perda de peso – ainda que menor do que na fase anterior. Por fim, vem a fase de manutenção do peso obtido nas duas fases anteriores”, detalha.

A grande questão que cerca o tema é: a dieta cetogênica é segura? Segundo a Dra. Marcella, sim, mas com ressalvas. “É uma dieta que não pode ser feita por tempo prolongado; é eficaz a médio e curto prazo, e não pode ser seguida por qualquer pessoa. No grupo que deve evitar a prática estão os diabéticos, os hipertensos, e pacientes com problemas no fígado ou rim. O alto consumo de gorduras é outro ponto a ser considerado antes de optar pelo plano, já que, ao fazer com que 90% das calorias venham da gordura, há o risco de alterações no perfil lipídico”, completa.

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Em suma, pode-se dizer que a dieta cetogênica tem, sim, eficácia, especialmente no combate à obesidade e/ou síndrome metabólica. No entanto, deve ser feita sob acompanhamento nutrológico, para que os riscos de efeitos colaterais sejam excluídos, assim como para uma boa indicação de alimentos. Além disso, a médica reforça: “O tempo máximo para praticar a dieta cetogênica deve ser de seis meses”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Adequar dieta é caminho para conviver com intolerância à lactose

Dependendo do caso, não é necessário se afastar completamente do leite e seus derivados, apenas dosar as quantidades. Readequação alimentar pode reduzir sintomas, que podem ser dores, inchaços abdominais, gases e diarreia

O leite é fonte de proteínas e gordura, mas também conta com carboidrato em sua composição. E é esse açúcar do leite o responsável por um mal-estar em pacientes que sofrem com intolerância à lactose.

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“Pacientes que têm incapacidade total ou parcial de produzir a enzima lactase, que quebra a lactose facilitando a digestão, geralmente, após ingerir derivados do leite, sofrem com dores e inchaço abdominais, além de gases e diarreia. A lactose que não foi devidamente quebrada acumula-se no intestino e é fermentada por bactérias locais, o que provoca o mal-estar”, explica a médica nutróloga Marcella Garcez, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran.

“Mas a readequação na dieta ajuda nesse processo, permitindo ao paciente viver sem dores e desconfortos”, acrescenta a médica.

O problema pode surgir em qualquer idade. Durante a amamentação, os bebês produzem lactase em larga escala, mas essa produção cai naturalmente com o desmame. Há alguns fatores de risco que contribuem para o aparecimento da condição, dentre eles: doenças gastrointestinais, envelhecimento, predisposição genética, diabetes, realização de cirurgia bariátrica e infecção por rotavírus. O diagnóstico é confirmado com avaliação médica e exames laboratoriais.

“O tratamento vai da redução ou limitação completa do consumo de lácteos, podendo ser indicado também cápsulas de lactase para ajudar na digestão”, afirma.

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Apesar do diagnóstico causar decepção para os amantes de queijos, doces e leites, são raros os casos em que se retira completamente esses alimentos da dieta. “E mesmo nesses casos, hoje há muitas opções de alimentos que já contam com a enzima lactase na sua composição ou então alternativas veganas, com leites e queijos de origem vegetal, que podem ser assimilados na dieta com parcimônia. É sempre importante verificar se essa bebida vegetal é calórica, fonte de gordura ou de proteína para equilibrar a alimentação”, diz a médica.

Nos casos em que a orientação é apenas a diminuição da quantidade de derivados do leite, uma dica é fracionar esses produtos na alimentação em menores doses, consumindo pouco deles em cada refeição. “Há lácteos menos perigosos, como os queijos, que normalmente possuem menos lactose que o leite. Com exceção dos tipos frescos, eles concentram quantidades mínimas desse açúcar. Mas tudo depende da sensibilidade de cada organismo”, diz a médica.

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Para quem evita o consumo do leite e derivados, é necessário ficar de olho no nível de cálcio, um dos minerais mais importantes, envolvido na constituição dos ossos e dentes, contração muscular, coagulação do sangue, transmissão de impulsos nervosos e secreção de hormônios.

“Outros alimentos que podem ser fontes de cálcio para compensar a dieta sem leite são legumes e verduras (vegetais de folhas verdes, couve, alface, abobrinha, repolho, brócolis, aipo, mostarda, erva-doce), feijão, ervilhas, salmão, tofu, laranja, amêndoa, sementes de gergelim, melaço e cereais enriquecidos com cálcio”, finaliza a médica.

Marcella Garcez: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Conheça as deficiências nutricionais mais comuns e saiba como evitá-las

Sempre ouvimos falar da importância de consumir uma ampla variedade de vitaminas e minerais, mas muitas vezes só nos damos conta da importância desses nutrientes quando temos problemas de saúde.

“Algumas deficiências nutrológicas se manifestam através de sintomas, como cansaço excessivo, falta de energia, palidez e queda no sistema imunológico. Outras, não se manifestam através de sintomas perceptíveis e podem passar despercebidas pelos portadores, que, só mais tarde, podem perceber a deficiência quando estiverem com a saúde debilitada”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Conheça as deficiências nutritivas mais comuns, os sintomas que elas trazem e saiba quais alimentos consumir para evitá-las:

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Ferro: a principal função do ferro no organismo é transportar o oxigênio no sangue por meio da hemoglobina existente nos glóbulos vermelhos. “A consequência mais comum desse déficit é a anemia, na qual ocorre uma diminuição no número de glóbulos vermelhos e, consequentemente, a diminuição da capacidade do sangue de transportar oxigênio. Os sintomas geralmente incluem: cansaço, fraqueza, enfraquecimento do sistema imunológico e prejuízo da função cerebral”, explica a Marcella. Segundo ela, as melhores fontes alimentares de ferro são: carne vermelha, vegetais verde-escuros, leguminosas, algas, cereais integrais, castanhas, sementes de gergelim e abóbora, açúcar mascavo, coentro, uva passa e damasco seco.

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Iodo: é um mineral necessário para a síntese dos hormônios tireoidianos que regulam as funções do organismo. “Os hormônios da tiroide estão envolvidos em muitos processos do corpo, tais como o crescimento, a regulagem metabólica, o desenvolvimento do cérebro e a manutenção dos ossos”, diz a nutróloga. Segundo ela, a deficiência do mineral tem como consequência mais comum o aumento da glândula tireoide, também conhecido como bócio; essa condição pode ocasionar aumento da frequência cardíaca, falta de ar e ganho de peso. “Há várias boas fontes alimentares de iodo, como as algas, peixes e ovos. O Brasil, a fim de prevenir e controlar o problema, adotou a medida de adicionar o micronutriente ao sal de cozinha. Isso causou uma redução na taxa de prevalência de pessoas com bócio”, completa.

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Vitamina D: é produzida a partir da pele quando exposta à luz solar, e sua ação clássica é regular o fornecimento de cálcio e fósforo ao organismo. Dessa forma, ela atua nos ossos, no intestino e nos rins. Além disso, estudos têm mostrado que a deficiência de vitamina D está associada ao maior risco de várias doenças crônicas, como tumores, problemas cardiovasculares, imunológicos e infecciosos. “A falta da Vitamina D muitas vezes não provoca sintomas perceptíveis; em outras situações, os sintomas só se desenvolvem ao longo dos anos. Entre eles estão: queda na imunidade, fraqueza muscular, perda óssea e aumento do risco de fraturas. Em crianças, pode causar atrasos de crescimento e raquitismo”, alerta a nutróloga. Infelizmente, poucos alimentos contêm quantidades significativas de vitamina D. Algumas fontes do nutriente são: óleo de fígado de bacalhau, peixes gordos (como salmão, cavala, sardinha ou truta) e gema do ovo. Por isso, além da alimentação, muitas vezes é recomendado ao paciente aumentar a exposição ao sol e ingerir vitamina D por meio de suplemento alimentar”, complementa.

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Vitamina B12:  vitamina necessária para o desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. Sem ela, a mielina que recobre os nervos sofre um desgaste chamado desmielinização, processo que ocorre tanto em neurônios de nervos periféricos, quanto naqueles da substância branca do cérebro. “A deficiência de vitamina B12 causa anemia, acompanhada ou não por dificuldade para andar e parestesias ou formigamentos de distribuição simétrica, principalmente nas pernas, pés e mãos. Pode haver ainda palidez, inchaço, hiperpigmentação da pele, icterícia e fraqueza muscular. Outros problemas são menos frequentes, mas podem ocorrer: má absorção de nutrientes, infertilidade, trombose, alterações de memória, confusão mental e demência.” A vitamina B12 está presente em boas quantidades nos alimentos de origem animal, especialmente no salmão, atum, fígado, carne de porco, leite e derivados, ovos e ostras.

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Cálcio: participa da força óssea, estrutura de ossos e dentes, impulsos nervosos, contrações musculares, coagulação do sangue e da permeabilidade celular. Os sintomas mais evidentes da falta de cálcio se refletem na fraqueza dos ossos, dando origem à osteoporose. Além disso, a falta do mineral pode causar dor na coluna, depressão, ansiedade, unhas fracas, cáries e artrite. “Alguns alimentos ricos em cálcio são: leite e derivados, sardinhas, brócolis, aveia, amêndoas, manjericão, couve, feijão, rúcula, ovo, grão-de-bico, tofu e laranja. É necessário ficar atento, pois alguns alimentos diminuem a capacidade do organismo de absorver cálcio. É o caso do sal, café, alguns tipos de chás, refrigerantes, chocolate e gorduras”, afirma Marcella.

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Vitamina A: “Ela ajuda a formar e manter a pele saudável, aumenta a imunidade, cuida dos dentes, ossos e membranas celulares, além de trazer benefícios para a visão. Os primeiros sintomas de falta de vitamina A são: dificuldade para adaptar-se à visão noturna, acne, cabelo seco, unhas quebradiças, falta de apetite e prejuízo do sistema imunológico. A deficiência de vitamina A é mais comum em pessoas com desnutrição, idosos e em casos de doenças crônicas, como a doença inflamatória intestinal. Alguns alimentos ricos em vitamina A: ovos, cenoura, fígado, batata doce, manga, espinafre, pimentão, damasco e acerola.”

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Magnésio: considerado o segredo para a longevidade. Participa da síntese de proteínas, do transporte de energia, contribui para o funcionamento de algumas enzimas essenciais, para o equilíbrio do cálcio, potássio e sódio, no funcionamento celular, é necessário para a atividade hormonal e participa mais de 300 reações químicas que ocorrem diariamente no organismo. “A carência de magnésio pode ser perigosa, pois altera o funcionamento do nosso organismo, podendo ocasionar em alterações do ritmo cardíaco, má circulação sanguínea, espasmos musculares, gases, cálculos renais e convulsões. “Alguns alimentos ricos em magnésio recomendados são: abacate, couve, espinafres, beterraba, banana, grão-de-bico, mandioca, lentilhas, quiabo, batata com casca, uva passa, arroz integral, aveia, granola, amendoim, castanhas, nozes e abóbora”, sugere.

Por fim, Marcella ressalta: “O acompanhamento nutrológico é essencial, pois, assim como a falta, o excesso dos nutrientes também pode ser prejudicial. Apenas um profissional saberá montar uma dieta eficiente e indicar suplementos seguros para o paciente”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

 

É possível manter uma boa alimentação durante uma viagem?

Quem nunca saiu de uma dieta durante uma viagem? A nutróloga Marcella Garcez explica que manter-se regrado não é tão difícil como parece

Viajar e conhecer novos lugares é uma ótima experiência, muito pelo fato de nos desligarmos um pouco da nossa rotina habitual. Porém, essa mudança de rotina geralmente afeta bastante a nossa alimentação, pois, quando estamos viajando, acabamos optando por refeições fora de casa – muitas vezes através de alimentos de caloria vazia.

“É possível, sim, manter uma alimentação regrada durante uma viagem, mas é preciso organização prévia e força de vontade”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

A dificuldade já começa no local de embarque. “Muitas vezes não temos boas opções para ingerir alimentos saudáveis nos aeroportos e rodoviárias. A saída é se programar antes: compre snacks saudáveis, barrinhas, leve frutas e prepare lanches naturais para levar com você durante o percurso. Dessa forma você garante lanches leves e saudáveis, com o bônus de gastar menos dinheiro”, destaca.

Uma vez que já estamos no local da viagem, não é tão difícil como parece. Marcella sugere não pular nenhuma das grandes refeições (café da manhã, almoço e jantar), nem as realizar muito distante do horário habitual, pois isso faz com que a rotina se perca, nos deixando mais suscetíveis a sair do foco.

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“Ao acordar, faça um café da manhã reforçado, com frutas, ovos ou iogurte, cereais, aveia etc. Evite pães brancos, bolos e biscoitos. “Não saia de casa ou do hotel sem estar bem alimentado, pois a fome virá quando estiver na rua, e as opções diversas que a rua oferece pode acabar te seduzindo”, alerta.

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Quanto ao almoço e ao jantar, o ideal é preparar a própria refeição. Como nem sempre é possível – e nem mesmo desejável –, nesse caso dê preferência a restaurantes que possuem opções saudáveis e nutritivas. “Escolha alimentos naturais, incluindo os molhos, temperos e bebidas. Ainda que seja tentador, não exagere na sobremesa”, sugere a especialista.

Durante os passeios, evite comer petiscos de ambulantes, pois não se sabe a procedência do alimento e ninguém quer correr o risco de passar mal durante uma viagem, não é? Recorrer aos fast-foods? Nem pensar.

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“Para esse tipo de passeio, a dica é a mesma do local de embarque: prepare previamente o que for consumir. Lanches naturais são sempre uma ótima opção, pois matam a fome de maneira saudável. Uma visita a mercados que vendem alimentos frescos locais sempre é um bom programa e uma oportunidade para se abastecer de snacks saudáveis e frutas para os passeios. E não se esqueça de se hidratar bastante, preferencialmente tomando água”, ressalta.

Por fim, a pergunta que não quer calar: não posso comer nada fora da dieta? A nutróloga esclarece: “Pode. Tudo é uma questão de equilíbrio. É claro que, muitas vezes, em uma viagem, queremos conhecer a cultura local e seus pratos típicos e isso deve ser incentivado. Só não vale exagerar e comer ‘errado’ em todos os dias da viagem, pois dessa forma a dieta vai por água abaixo, além do fato que a má alimentação prejudica a nossa saúde”, finaliza

Fonte: Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Molho de tomate promove benefícios à saúde do cérebro e do coração

O molho de tomate é um ingrediente presente no dia a dia de grande parte dos brasileiros por ser o parceiro perfeito para massas. Mas, além de versátil e saboroso, o item culinário ainda garante diversos benefícios a saúde.

“Além da versão tradicional ser pouco calórica, estudos apontam que o molho de tomate ajuda a melhorar a circulação e a saúde cardiovascular, aumenta as defesas o organismo, protege contra os radicais livres, tem ação desintoxicante e previne contra câncer e doenças neurodegenerativas”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

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Pixabay

O problema é que, ao chegarmos nas prateleiras dos mercados, encontramos diferentes variações de molho de tomate, como a polpa de tomate e o extrato de tomate. Mas, afinal, qual é a diferença entre estes produtos? De acordo com a Dra. Renata, a principal diferença está na concentração, ou seja, quantos tomates foram utilizados para fazer cada um destes ingredientes.

“Enquanto o molho de tomate comum é o tomate processado, já temperado e pronto para o consumo, a polpa de tomate, também chamada de purê, é simplesmente o tomate processado, para que você tempere como preferir. Por fim, o extrato de tomate é a polpa de tomate concentrada, sendo necessário diluí-la antes de consumir”, destaca a médica.

Já com relação aos aspectos nutricionais, existem algumas diferenças, mas nada muito considerável. De acordo com a especialista, o mais importante é observar os rótulos e ficar atento as quantidades de sódio, gordura, conservantes, amido modificado, extrato de levedura e glutamato monossódico para escolher a opção mais saudável. “É preciso tomar cuidado também com as opções light e zero disponíveis no mercado hoje, pois essas variações podem ter seus valores nutricionais alterados, levando a perda da qualidade original do produto”, explica.

“Se você está procurando a opção mais saudável, o ideal é optar pelos molhos orgânicos, já que estes combinam tomates cultivados ecologicamente com ingredientes igualmente saudáveis, como sal marinho e ervas aromáticas, sendo assim menos calóricos e mais saborosos, além de conterem mais licopeno do que os molhos convencionais”, indica a médica.

Por fim, é essencial observar a integridade da embalagem do produto, pois é um ponto fundamental para garantir a qualidade do molho, já que tem como principal função proteger os alimentos contra as condições externas, como luz e microrganismos, e evitar a perda de aroma e gosto.

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“Melhor que decidir entre as diferentes formas do molho de tomate industrializado, é preparar o seu próprio molho em casa, já que, além de ser muito mais gostoso e saudável, não tem conservantes e preserva boa parte dos valores nutricionais do alimento”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam)