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Cinco frutas de verão que trazem benefícios à pele: hidratação, proteção e ação anti-idade

Frutas características do verão podem te ajudar muito a proteger e hidratar a pele, prevenindo os sinais do envelhecimento

Apesar dos danos do sol, a temporada de verão também pode ser boa para a pele – principalmente se você aproveitar a estação para o consumo de frutas com alto poder hidratante, antioxidante e anti-idade para a pele. “Um bom hábito alimentar é fundamental para manter a pele saudável e ajudar a prevenir sinais de envelhecimento cutâneo precoce ou acelerado”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

É claro que esses alimentos não substituem o uso de cosméticos, principalmente de protetor solar, mas eles podem servir de grande ajuda. “O uso de protetor solar é importante porque previne o aparecimento de câncer de pele e o fotoenvelhecimento da pele. O produto ajuda a combater várias lesões benignas e malignas desencadeadas pelo sol, como: melanoses (manchas nas mãos e no rosto), melasma (mancha da gravidez ou não), leucodermia gutata (manchinhas brancas como sardas brancas nas pernas e braços), lesões pré-malignas (queratose actínica) e as malignas (câncer de pele: carcinoma basocelular ou espinocelular ou melanoma)”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Por isso, a médica recomenda o uso diário de um protetor solar com FPS de no mínimo 30. Mas, para proteção extra contra os raios ultravioleta prejudiciais e ações anti-idade, você pode adicionar certas frutas à dieta.

Abaixo, algumas das frutas e seus benefícios:

Abacate

O abacate é reconhecido como uma excelente fonte de gorduras boas e vitaminas. No entanto, ele também é uma das frutas com ótimo teor de fibras e minerais. “A pele precisa de um bom aporte de nutrientes para manter o tônus e renovar suas estruturas. A síntese de colágeno, proteína que dá estrutura à derme, depende de bons níveis de vitamina C circulantes e o abacate é rico em vitamina C. No caso da gordura presente no abacate, a maior parte é de ácido oleico, um ácido graxo monoinsaturado que ajuda na hidratação e umectação da pele, prevenindo a perda de água”, diz Marcella. O abacate apresenta diversos compostos bioativos, possuindo carotenoides, compostos fenólicos, tocoferóis e fitoesteróis, entre outros. “Além disso, essa fruta também tem antioxidantes, como a glutationa, que ajudam a proteger e a evitar o envelhecimento das células da pele, conferindo maior elasticidade e deixando a aparência mais bonita e saudável”, afirma a médica. “O abacate também conta com a Niacina ou Vitamina B3, substância que vem sendo muito pesquisada com estudos, inclusive, indicando que ela pode proteger as células da pele dos efeitos da exposição aos raios ultravioleta (UV): o principal fator de risco para cânceres de pele não melanoma”, completa.

Abacaxi

Pixabay

É uma das frutas com maior teor de vitamina C, uma fonte perfeita para proporcionar brilho, unificar o tom da pele e conferir ação antioxidante potente, por também ser rico em vitamina E. “A fruta também conta com bromelina, mistura de enzimas proteolíticas, que ajuda nos processos digestivos e na melhora da circulação sanguínea, o que é importante para ajudar em tratamentos de celulite, além de uma ação clareadora e renovadora complementar da pele. Mas atenção, como é uma fruta de índice glicêmico médio na forma natural em pedaços, se for consumida na forma de suco natural coado, mesmo não adoçado, pode ter esse índice aumentado, o que não é bom para a pele”, diz a médica nutróloga.

Melancia

Ajuda a hidratar o organismo porque contém 92% de água, e isso também beneficia também a pele. “Além disso, devido a sua composição rica em carotenoides, como o licopeno, a melancia é uma ótima opção para ajudar a proteger a pele dos danos oxidativos causados pelo sol e assim evitar o envelhecimento precoce do tecido cutâneo e assim como o abacaxi, deve ser consumida preferencialmente em pedaços”, diz a médica. A fruta também conta com a vitamina A, que contribui para a regeneração celular.

Uva

Falar sobre os benefícios da uva é lembrar do poder do resveratrol, um polifenol encontrado, principalmente, na casca e nas sementes das uvas vermelhas ou pretas. “Presente em cosméticos, o Resveratrol possui uma extensa lista de benefícios: é antioxidante, retarda o processo do envelhecimento e promove elasticidade e firmeza da pele”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo a médica nutróloga, com relação à pele, sua ação antioxidante e protetora contra a radiação ultravioleta é o mais importante para um efeito anti-idade complementar, na medida em que aumenta a longevidade celular.

Mamão

De acordo com a nutróloga, o mamão possui uma enzima chamada papaína, que é capaz de promover a renovação celular, desobstruir poros, hidratar a pele, amenizar cicatrizes de acne e ainda prevenir o aparecimento de cravos e espinhas. “A fruta também é rica em nutrientes como potássio, magnésio, vitamina C que ajudam a melhorar a elasticidade e a firmeza da pele e reduzem a aparência de rugas e linhas de expressão e betacaroteno que além de ser precursor de vitamina A, tem efeito fotoprotetor quando consumido em boas quantidades por via oral”, esclarece Marcella. É sempre bom lembrar que as frutas ajudam muito na hidratação, mas não substituem a ingestão de água.

Outras estratégias

Além da alimentação, existem também suplementos que podem ajudar na questão da fotoproteção oral e ação antioxidante. “Mais recentemente tem se falado muito na questão dos pré e probióticos associados à formulação tópica e via oral com conceito de defesa e imunologia da pele. A fotoproteção oral é fundamental e complementar. No entanto, eles não substituem os protetores de uso tópico! Os filtros imunoprotetores via oral vieram para ficar com propriedades de melhora da resistência cutânea e imunológica”, afirma a dermatologista.

“Eles funcionam como verdadeiros guardiões, quando associados aos protetores locais, para preservar a estrutura e evitar a desnaturação do DNA celular por proteger as células imunológicas da pele e reverter em parte os danos biológicos e inflamatórios causados pela exposição exagerada ao sol. Os mais importantes são o Polipodium Leucotomus, Pycnogenol, Astaxantina, Luteína, Extrato de White e Green Tea, Resveratrol e ácido elágico da Romã, sempre associando ao uso de silício orgânico Exsynutriment para melhora do aspecto da flacidez e ao Bio-Arct para ação antioxidante, imunológica e melhora da energia mitocondrial. Outra substância importante para a nutrição celular e ação anti-idade é In.Cell”, finaliza Claudia.

Nutrientes essenciais para melhorar sua imunidade durante a epidemia

Adotar uma alimentação rica em vitaminas e minerais que fortaleçam o sistema imunológico pode ajudar na prevenção do contágio pelo vírus causador da Covid-19

O número de casos de Covid-19 tem voltado a crescer e a tendência é que continue a aumentar, principalmente com a chegada das festas de fim de ano. Porém, é possível se prevenir por meio da adoção de cuidados que atuem no fortalecimento do sistema imunológico, responsável por promover a defesa natural do corpo.

“A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Para ajudar você neste momento, a especialista apontou os principais nutrientes que devem fazer parte da alimentação de quem deseja turbinar o sistema imunológico. Confira:

Vitamina A: segundo Marcella, alimentos ricos em vitamina A, como fígado de galinha, ovos, peixes e frutos do mar, desempenham um papel essencial no fortalecimento do sistema imunológico, pois o nutriente é capaz de atuar no controle da expressão gênica e na diminuição dos danos ao DNA, além de atuar também na manutenção da saúde da pele e possuir propriedade antioxidante, combatendo a ação dos radicais livres e o envelhecimento precoce do organismo. Os alimentos ricos em betacaroteno, substância que no organismo se transforma em vitamina A, como damasco, cenoura, abóbora, mamão, manga e batata-doce, ajudam a manter os níveis circulantes adequados.

Vitamina C: “A Vitamina C também possui importante função no sistema imune, pois ajuda a reparar e regenerar os tecidos, protege contra doenças cardíacas, auxilia na absorção de ferro e na diminuição do colesterol total e triglicerídeos, combate os radicais livres e, em dose suplementar, diminui a duração e os sintomas de resfriado comum”, destaca a especialista. São fonte de vitamina C alimentos como frutas cítricas, acerola, goiaba, kiwi, morango, laranja, pimentão, brócolis, couve, cranberry e caju.

Vitamina B6: de acordo com a médica, a Vitamina B6, também conhecida como piridoxina, é importante para a manutenção do sistema imunológico, pois participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado, auxiliando no metabolismo das proteínas e gorduras para formação de hemoglobina. “Podendo ser encontrada na batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes, nozes, espinafre, carne de porco, peixe, leite e ovos, o nutriente também é essencial para quem deseja manter a saúde da pele e do sistema nervoso em dia”, afirma.

Vitamina E – “A Vitamina E, encontrada em alimentos como cereais, óleos vegetais, carnes e ovos, também deve estar na dieta de quem deseja um sistema imunológico saudável, pois é uma vitamina lipossolúvel necessária para o bom funcionamento de muitos órgãos do corpo, além de ter alta propriedade antioxidante, sendo extremamente útil para retardar naturalmente o envelhecimento, processo que também interfere no desempenho do sistema imune.”

Pixabay

Selênio – “O Selênio, mineral que pode ser encontrado em alimentos como ovos, castanha-do-pará, cereais como arroz integral e sementes oleaginosas como girassol aumenta a resistência do sistema imune, fazendo com que o corpo consiga combater as doenças com mais eficiência, além de diminuir o risco de doenças cardiovasculares e ajudar na desintoxicação do organismo, pois, assim como o zinco, é necessário para a síntese de enzima antioxidante.”

Zinco – é outro mineral importante, pois combate os radicais livres, ajudando o sistema imunológico a ficar preparado para lutar contra doenças crônicas. “Por isso, é fundamental que você consuma alimentos como ostras, camarão, carne de vaca, frango e de peixe, gérmen de trigo, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e tubérculos, que são ricos em Zinco, que ainda é essencial para que o organismo sintetize enzimas antioxidantes que protegem o organismo”, recomenda a nutróloga.

Além dos alimentos citados acima, o consumo de água e alimentos ricos em probióticos, como iogurtes e queijos, também são essenciais para um bom funcionamento do sistema imunológico. “É sempre bom lembrar que esses e outros compostos bioativos, que também impactam o sistema imune, não devem ser tomados de forma isolada sem recomendação médica. Em quantidades desnecessárias ou excessivas, os nutrientes isolados podem trazer mais malefícios que benefícios. Portanto a melhor maneira de consumi-los por conta própria é na forma de alimentos. O uso de suplementos alimentares deve ser orientado por profissional capacitado”, afirma a especialista.

“Caso você sinta que sua imunidade está mais baixa do que deveria, é importante consultar um médico, pois apenas ele poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso”, alerta Marcella. A médica ainda ressalta que, mesmo com o consumo de alimentos que ajudam o sistema imune, é importante atentar-se aos cuidados de proteção contra os vírus e bactérias causadores de doenças respiratórias, como higienizar as mãos com frequência, ou utilizar álcool em gel quando não se tem acesso à agua e sabão, não beijar, abraçar ou apertar as mãos das pessoas, cobrir boca e nariz ao espirrar ou tossir e evitar o compartilhamento de copos, talheres e qualquer utensílio de uso pessoal, evitar aglomerações e não esquecer de usar a máscara de proteção.

Fonte: Marcella Garcez é nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Refeição ou lanche? Saiba qual a melhor opção para seu jantar

Muitas pessoas continuam confinadas em casa ou evitando sair sem um motivo e, assim, acabam não fazendo refeições na hora do jantar, dando preferência a lanches mais leves na tentativa de emagrecer, por exemplo. Outras, acreditam que apenas uma refeição completa pode ser saudável. A nutróloga Marcella Garcez tira as principais dúvidas sobre o assunto.

Sair com os amigos, fazer happy hour, pedir delivery ou ir até um restaurante são opções comuns por quem procura por um lugar para jantar. Porém, com o novo aumento dos casos da Covid-19, muitos preferem preparar refeições em casa. Então surge a dúvida: o que devemos comer na hora do jantar: apenas um lanche ou uma refeição completa?

Segundo Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não existem verdades absolutas sobre o assunto e tudo depende de diversos fatores. “Refeições completas são, sim, mais saudáveis que a maioria dos lanches, mas não é uma regra. Muitas vezes a refeição é tão desequilibrada que acaba perdendo, em valor nutritivo, para o sanduíche. O que diz o que é melhor ou não são os ingredientes utilizados em cada uma das opções”, explica.

Segundo a médica, para uma refeição se aproximar do ideal, deve ser composta por proteínas magras, gorduras saudáveis, carboidratos complexos de baixo índice glicêmico e uma boa diversidade de vitaminas; é aquilo que costumamos ouvir, quanto mais colorido estiver o prato, mais saudável ele é.

E se eu quiser me alimentar com um lanche de alto valor nutricional, quais ingredientes devo usar? Marcella sugere: “Para montar um sanduíche saudável podemos usar pães integrais, proteínas magras como peito de frango e peixes, queijos magros, ovos, vegetais folhosos, tomate, cenoura, pepino. Para incrementar podem ser adicionados molhos de mostarda, ervas, especiarias, abacate e gorduras saudáveis como o azeite de oliva.”

Outra questão sobre o jantar diz respeito ao “peso” da refeição. Muitos não se sentem bem em comer muito no período noturno, principalmente indivíduos que possuem problemas gastrointestinais. Então como fazer para amenizar esse mal-estar causado pela digestão noturna?

“Tanto a refeição quanto o lanche pode causar problemas digestivos se tiver quantidades exageradas de proteínas associadas a grandes quantidades de gorduras saturadas e carboidratos de alto índice glicêmico. As consequências imediatas são sintomas digestivos como refluxo gastroesofágico, azia, dor epigástrica, desconforto abdominal que pode prejudicar a qualidade do sono e também alterações na liberação de neurotransmissores e hormônios ligados ao ritmo circadiano”, afirma.

Segundo a médica, para evitar ou minimizar os desconfortos, o ideal é realizar a última refeição pelo menos duas horas antes de deitar para dormir.

Há, também, os que estão obstinados em emagrecer. Muitas vezes essas pessoas preferem não ingerir carboidratos à noite, ou até mesmo não fazer qualquer refeição no período noturno, ficando em jejum até a hora do despertar. Segundo a nutróloga, somente cortar o carboidrato à noite não garante perda de peso, principalmente se ele for substituído por outros excessos.

Quanto ao jejum noturno, Marcella diz que muitas pessoas lidam bem com a prática sem maiores incômodos. Outras, porém, não possuem essa capacidade. O ideal, então, seria lidar com essa questão junto a um profissional da Nutrologia.

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

“Seja com o intuito de emagrecer ou ganhar peso, as refeições devem ser compostas de escolhas saudáveis: proteínas, carboidratos e gorduras de boa qualidade. O primeiro fator a ser considerado é o balanço energético. Quem quer emagrecer deve comer menos calorias do que seu gasto, ao passo que quem quer o contrário deve ingerir mais calorias do que gasta. Além disso, dietas específicas para cada objetivo devem ser programadas em conjunto com um profissional de Nutrologia para que sejam levados em consideração fatores como: valor nutricional, nutrientes necessários, nível de atividades físicas, idade, restrições e preferências individuais”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Ingerir um ovo por dia traz benefícios à saúde e não aumenta risco de doenças

De acordo com estudo realizado por pesquisadores da universidade McMaster e publicado em janeiro no The American Journal, a ingestão de um ovo por dia não aumenta o risco de doença cardiovascular ou diabetes.

Afinal, o ovo faz bem ou mal à saúde? Este é um alimento que gera bastante controvérsia; você já deve ter ouvido (ou lido em algum lugar) alguma opinião de especialista dizendo para ter cuidado com a ingestão excessiva de ovos, assim como, provavelmente, já escutou o contrário.

ovo

“De fato, o ovo possui propriedades muito benéficas, pois é uma ótima fonte de proteína de alta qualidade, minerais e possui vitaminas A, D e B12. No entanto, devido ao alto índice de gordura, alguns estudos já apontaram que o alimento pode estar relacionado ao aumento de colesterol no sangue, o que levaria a problemas cardíacos”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Ocorre que, de acordo com um novo estudo, publicado em janeiro e conduzido na Universidade McMaster, a ingestão moderada de ovos – aproximadamente um por dia -, não aumenta o risco de doença cardiovascular ou de diabetes, nem mesmo para pessoas que já possuem histórico dessas doenças.

A pesquisa utilizou dados de três outros estudos anteriores de longo prazo. Assim, os pesquisadores avaliaram cerca de 177 mil pessoas, distribuídas em 50 países dos seis continentes, e constatou que a ingestão moderada de ovos não aumenta o risco de doenças cardiovasculares (DVC) ou mortalidade entre aqueles com ou sem histórico de DCV ou diabetes. Além disso, não foi encontrada associação significativa entre a ingestão de ovos e colesterol na dieta e lipídios no sangue.

“Um fator muito interessante desse estudo é o fato de ter incluído informações do sul da Ásia, África, Oriente Médio e América do Sul, pois, geralmente, os estudos se concentram na América do Norte, Europa, China e Japão – países de alta renda. É importantíssimo, para uma investigação efetiva, que os estudos contemplem uma variedade maior de contextos culturais e socioeconômicos”, afirma.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores revisaram todos os dados dos três estudos anteriores e observaram diversas discordâncias entre as pesquisas, o que evidencia a possibilidade de que os efeitos dos ovos à saúde possam depender, também, da dieta de fundo. Dessa forma, os ovos forneceriam efeitos diferentes, dependendo da qualidade da proteína na dieta.

Como exemplo: em regiões do mundo que consomem dietas ricas em carboidratos, principalmente carboidratos refinados, é menor a probabilidade de os ovos serem os alimentos prejudiciais e causadores de doenças cardiovasculares. Por isso, segundo a nutróloga, é ideal manter sempre a alimentação equilibrada e sob acompanhamento profissional.

ovo cozido Gimme Some Oven

Segundo Marcella, apesar de não haver consenso sobre a questão, é possível consumir o alimento de modo a minimizar os possíveis riscos: “O ideal é cozinhar o ovo da forma mais natural possível, com água, por exemplo, evitando fritá-lo com gorduras processadas como óleo ou margarina. Como não há consenso, o ideal é que, principalmente pessoas com diabetes e problemas cardiovasculares, consumam o alimento sob acompanhamento nutrológico e, além disso, tenham uma dieta balanceada e saudável elaborada pelo especialista”, destaca.

Fonte: Marcella Garcez é Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

 

Descubra como o abacate auxilia no emagrecimento e na prática esportiva

Apesar do seu valor calórico, o abacate traz inúmeros benefícios à saúde, sobretudo aos praticantes de atividade física

Muito tem se falado do abacate nos últimos anos, já que cada vez mais são descobertos os benefícios que o alimento pode trazer à saúde. Porém, não foi sempre assim; há poucos anos, ele era visto com maus olhos por ser uma fruta que contém muitas calorias. Mas você sabia que o abacate, mesmo sendo calórico, auxilia na performance esportiva e é um bom aliado no emagrecimento?

Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia, explica: “O abacate é uma fruta rica em gordura insaturada, popularmente apelidada de gordura boa. Isso faz com que seja saudável para qualquer pessoa, em especial praticantes de exercícios, pois esses necessitam de mais gordura insaturada. Além disso, o abacate é rico em vitaminas C e E, ômega 6, ômega 9, ômega 7, ácido fólico, potássio, betassitosterol e uma alimentação que inclui frequentemente a fruta pode aumentar as taxas de HDL (colesterol bom) e diminuir o colesterol total, protegendo, assim, a saúde cardiovascular”.

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Foto: California Avocado Comission

Outro fator que beneficia os praticantes de exercícios físicos são os antioxidantes presentes na fruta, sendo que os abacates e suas espécies são importantes fontes alimentares de carotenoides e glutationa, potentes antioxidantes. “Os antioxidantes ajudam a destruir os radicais livres gerados pelo exercício intenso. É extremamente importante obter antioxidantes por meio da alimentação, pois eles fornecem elementos com disponibilidade distinta daqueles encontrados nos suplementos. Quanto ao emagrecimento, por ser rico em fibras, o abacate ajuda a dar a sensação de saciedade e diminuir o apetite, controlando a fome e, consequentemente, os níveis de insulina, além de garantir o funcionamento do intestino”, destaca a nutróloga

Ela complementa explicando os efeitos do abacate se consumido na hora de dormir: “Nesse caso, o abacate potencializa a ação do GH – hormônio do crescimento – pois seu pico de produção acontece no período noturno. Dessa forma, ajuda a formar músculos e faz o organismo utilizar a gordura armazenada como fonte energética”, explica.

Vale ressaltar que, além dos benefícios aos que almejam emagrecer ou aumentar a performance esportiva, o abacate possui diversos outros, que incluem: auxílio no tratamento das hiperlipidemias (aumento de gordura no sangue e que pode gerar problemas no coração); efeito anti-inflamatório, graças à vitamina E; melhora na biodisponibilidade de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), melhora na circulação sanguínea, fortalecimento do sistema imunológico, gera benefícios à pele e ao cabelo; auxilia no controle do colesterol e triglicérides; seu consumo diminui a chance de diabetes; além de regular o ciclo menstrual e melhorar o sono.

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“A introdução regular de abacate na alimentação deve ser feita sob acompanhamento nutrológico, para que a quantidade seja indicada corretamente a fim de potencializar ao máximo os benefícios do alimento e minimizar a chance de um efeito indesejado, já que a fruta é calórica, deve ser consumida idealmente em pequenas quantidades, nos planos alimentares de emagrecimento”, finaliza Marcella.

Fonte: Marcella Ferraz é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Seis benefícios da ingestão diária de café para a saúde

Estudos apontam que a bebida mais consumida pelos brasileiros pode auxiliar na prevenção de inúmeras doenças, como câncer e AVC, além de contribuir para a queima de gordura.

O café é uma das bebidas mais populares do planeta e é essencial no dia a dia de grande parte dos brasileiros. Porém, o que poucos sabem é que, enquanto a cafeína pode ser uma vilã quando consumida exageradamente, se ingerida na quantidade correta a substância pode trazer uma série de benefícios para a saúde.

“O consumo seguro diário de cafeína para adultos que não possuem sensibilidade à substância é de 400 mg por dia, o que equivale a mais ou menos três xícaras de 150 ml café, já que cada uma tem de 60 a 150 mg de cafeína”, recomenda Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro). Para exemplificar, a especialista citou alguns dos principais benefícios que o café pode trazer para a saúde. Confira:

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– Ajuda a prevenir o câncer: “Alguns estudos sugerem que o consumo diário de café ajuda a prevenir vários tipos de tumor, incluindo o câncer de mamas, de intestino, próstata, ovários e fígado.”

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– Melhora a visão: “O café pode ajudar a prevenir a deterioração da visão e a afastar uma possível cegueira causada devido a fatores como envelhecimento e diabetes. Porém, estes dados ainda estão sendo estudados.”

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– Contribui para a perda de peso: “A cafeína presente no café faz com que a bebida tenha uma ação termogênica, aumentando o gasto calórico e contribuindo para a queima de gordura, além de auxiliar no aumento da massa muscular e na melhora do desempenho físico durante exercícios de alta intensidade.”

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– Ajuda a combater inflamações: “Apesar de ainda estarem sendo realizadas pesquisas sobre o assunto, estudos apontam que a cafeína auxilia na prevenção e tratamento de doenças por ter efeito anti-inflamatório, regulando e reduzindo inflamações.”

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– Faz bem para o coração: “Uma pesquisa brasileira associou o consumo moderado da bebida a um menor risco de problemas cardiovasculares já que que o grão é rico em polifenóis, compostos antioxidantes que têm demonstrado ação protetora na prevenção de várias doenças crônicas.”

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– Reduz o risco de AVC: “Alguns estudos indicam que o café tem efeito antioxidante, ajudando assim a diminuir o acúmulo de gorduras saturadas e a reduzir a resistência à insulina, propriedades que podem minimizar o risco de AVC.”

Mas, de acordo com a médica, para que o café seja realmente benéfico é preciso consumi-lo com moderação e da maneira correta. Por exemplo, você não deve substituir seu café da manhã por muitas xícaras de café ou então tomar café junto com medicamentos antidepressivos ou para acompanhar cigarros, pois isso pode causar fortes dores de cabeça e elevar a pressão arterial.

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Da mesma forma, pacientes com problema de gastrite e refluxo também devem evitar o café. “Além disso, opte por trocar o café industrial pelo café orgânico e evite adicionar leite, creme de leite, chantili ou muito açúcar em sua bebida. No lugar, de preferência para algumas gotas de leite desnatado, estévia ou açúcar mascavo, já que estes ingredientes possuem menos calorias”, finaliza a médica.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam).

Nutrientes que o corpo precisa para aproveitar ao máximo a atividade física

Alimentação é a base de toda a saúde do organismo, portanto não se engane achando que o whey protein é a única coisa que seu corpo precisa quando você faz atividade física diariamente.

“A atividade física aumenta nossas necessidades energéticas, dá fome sim, por isso muitas vezes comemos muito mais do que a energia que gastamos nos exercícios físicos, ou seja, quanto maior o gasto energético maior também será o seu metabolismo e mais energia você precisará repor”, explica Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

E é nessa hora que você deve ficar atento para não comer além da conta: “Nada melhor do que proteína, pois a proteína, por ser de digestão mais lenta, causa maior saciedade. O ideal é consumi-la na primeira hora após a atividade, pois é quando as fibras musculares, que sofreram microlesões, estão se regenerando, ou seja, vai fortalecer os músculos e tratar daqueles que se ‘esforçaram’ demais. Uma pequena dose de carboidrato também é fundamental, como sempre os integrais, para manter a energia do organismo”, acrescenta a especialista.

Além disso, outros nutrientes devem ser priorizados em um cardápio de quem pratica atividades físicas intensas. Ela explica abaixo onde encontrar esses nutrientes:

Cenoura

Vitamina A – a substância melhora a função imunológica, o que é muito importante para quem faz atividades físicas. “Isso porque, treinos intensos exigem bastante do organismo e enfraquecem suas defesas, abrindo espaço para o aparecimento de doenças como gripes e resfriados”. Onde encontrar: fígado bovino, cenoura, manteiga, ovo, manga, mamão, espinafre e couve.

nozes

Ômega-3 – o ácido graxo reduz a inflamação nos músculos gerada pela corrida e ajuda a acelerar a recuperação pós-treino, explica a médica. Onde encontrar: Em peixes de águas frias como salmão, arenque, atum e sardinha. São também boas fontes: chia, linhaça (óleo, semente e farinha), castanhas e nozes.

mandioca

Carboidratos – o nutriente é transformado pelo organismo em glicogênio e armazenado nos músculos. “A substância é a principal fonte de combustível durante o exercício”, diz. O indicado é consumir fontes de carboidrato de 40 min a 2 horas antes da corrida. Onde encontrar: arroz, batata, macarrão, pães, frutas. “Ao longo do dia, prefira carboidratos de baixo índice glicêmico (IG), encontrados nas versões integrais dos alimentos citados ou na batata-doce, na mandioca, no inhame. Eles são absorvidos mais lentamente pelo organismo e fazem com que a glicose seja liberada gradualmente na corrente sanguínea. Isso evita picos de insulina (hormônio que favorece o acúmulo de gordura corporal). Antes e durante os treinos, você pode optar por carboidratos de médio e alto IG, para o fornecimento rápido de energia”, diz a médica.

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Foto: Ponce Photography

Vitamina  D – importante para o processo de contração dos músculos (inclusive os do coração, que são bastante exigidos em exercícios aeróbicos) e melhora a absorção de cálcio, mineral essencial para o fortalecimento dos ossos. “Consumir vitamina D é importante para o equilíbrio do corpo, pois garante o sinergismo de cálcio e outros de nutrientes no organismo”. Onde encontrar: salmão, sardinha, camarão, gema de ovo, arenque e fígado de galinha. “Além de consumir esses alimentos, é importante se expor ao sol por cerca de 20 minutos todos os dias, sem protetor. Os raios solares ativam a síntese de vitamina D no organismo.”

Atum Carbón selado no carvão com purê de batatas roxa e vinagrete de manga
Atum Carbón selado no carvão com purê de batatas roxa e vinagrete de manga

Vitamina B12 – “É essencial para a produção de glóbulos vermelhos, células responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo (lembre-se que, em exercícios aeróbicos, como a corrida, o oxigênio é usado pelas células para gerar energia). Por isso, a deficiência de vitamina B12 no organismo pode gerar fadiga”, diz a médica. A baixa do nutriente também causa dificuldade de concentração, formigamento nas pernas entre outros problemas. Onde encontrar: atum, truta, bacalhau, salmão, ovo, carne vermelha, abacate, leite, cereais integrais, iogurte e levedo de cerveja.

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Cálcio –  essencial para a construção da massa óssea (corredores com esqueleto fraco têm maior risco de sofrer fraturas por estresse). “O mineral também atua nos processos de coagulação do sangue, transmissão de impulsos nervosos e contração e relaxamento muscular”. Onde encontrar: leite, iogurte, queijos, tofu, brócolis, sardinha, espinafre, semente de gergelim, soja, linhaça, grão de bico.

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Foto: Max Straeten/Morguefile

Proteínas – fundamentais para a recuperação e construção muscular pós-treino. Também auxiliam nos processos enzimáticos, na defesa do organismo e produção de energia. “Para um corredor que busca melhorar sua performance, é imprescindível o consumo de proteínas de alto valor biológico (que possuem todos os aminoácidos essenciais, não produzidos pelo organismo)”. Onde encontrar: alimentos de origem animal (carne bovina, frango, peixe, ovo, leite) são as melhores fontes de proteínas de alto valor biológico. O nutriente também está presente em leguminosas como feijão, lentilha, grão-de-bico, soja.

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Vitamina E – “Além de fortalecer a imunidade, o nutriente tem propriedades antioxidantes e combate os radicais livres produzidos durante o exercício, que em excesso causam fadiga, envelhecimento precoce e até alguns tipos de câncer”, afirma. Onde encontrar: castanhas, nozes, amendoim, gema de ovo e vegetais de folhas verdes.

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Fibras – contribuem para o bom funcionamento do intestino. Isso melhora a absorção dos nutrientes dos alimentos, a metabolização de energia e o sistema imune. Onde encontrar: aveia, lentilha, castanhas, alcachofra, frutas e verduras em geral.

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Vitamina C – fortalece o sistema imunológico, combate os radicais livres e ajuda a reduzir dores musculares. “Também é usada para a produção de colágeno (nutriente que forma a cartilagem protetora das articulações), de aminoácidos e melhora a absorção de ferro pelo organismo”, afirma. Onde encontrar: laranja, limão, acerola, abacaxi, pimentão, alface, agrião, cebola.

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Potássio –  mineral importante para manter o equilíbrio eletrolítico e o nível de hidratação do organismo. Também atua no processo de contração e relaxamento muscular. Quantidade recomendada: ao menos 3.510 mg por dia. Onde encontrar: banana, batata-doce, abacate, beterraba, feijão, iogurte, uva passa, mamão.

Por outro lado, alguns alimentos devem ficar fora desse cardápio, principalmente os mais gordurosos. Alimentos com gordura trans, leite, óleos (prefira azeite), sorvete, bolos, biscoitos e pães, manteiga e margarina, gordura hidrogenada e banha, molhos, pele de frango, quando consumidos sem moderação, muitas vezes podem acarretar vários prejuízos à saúde.

A médica explica também que a alimentação deve ser individualizada, pois cada indivíduo tem gasto energético próprio, calculado de acordo com seu peso, sua estatura, idade, sexo e também após com a sua atividade física (tempo, tipo, intensidade).

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“Para quem tem a intenção de conseguir a hipertrofia muscular ou o emagrecimento, fazer uma comparação entre o valor calórico da dieta e o gasto energético diário é o ponto de partida. Além disto, os alimentos consumidos antes, durante e após o exercício também têm papel fundamental no resultado da atividade física”, finaliza a médica.

Fonte: Renata Domingues é Médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam)

Alimentos termogênicos naturais para aumentar a queima de gordura

Frequentemente utilizados por atletas, os alimentos termogênicos tornaram-se populares entre aqueles que buscam um corpo bonito, sendo comumente usados como emagrecedores naturais e para melhorar o desempenho físico durante exercícios de alta intensidade.

“Estes alimentos possuem substâncias capazes de aumentar a temperatura corporal. Esta produção de calor no organismo acelera o metabolismo e promove a utilização de fontes energéticas primárias, aumentando a queima da gordura e melhorando a performance física”, explica Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Porém, nem tudo que emagrece é considerado termogênico. Para te ajudar a escolher, a especialista apontou as principais substâncias termogênicas. Confira:

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– Chá-verde: “O chá-verde contém substâncias como a cafeína e epigalocatequinas que estimulam o catabolismo lipídico e a utilização dos estoques de gordura como fonte de energia, aumentando os níveis metabólicos. Além disso, estudos em humanos apontam que a ingestão de chá-verde rico em EGCG (Epigalocatequina galato) associada à prática de exercícios físicos promove a oxidação de gordura e aumenta o gasto energético através da estimulação da lipólise (queima de gordura).”

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– Cafeína: “A cafeína inibe a enzima que degrada o AMPc, substância responsável por ativar a lipólise através da liberação de catecolaminas, promovendo assim o aumento da queima de gordura e do período de tempo que ela ocorre.”

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– Óleo de Cártamo: “O óleo de cártamo é composto por CLA (ácido linoleico conjugado), ácido oleico e linolênico, os quais agem inibindo a ação da enzima que permite a entrada de gordura nas células adiposas, responsáveis pelo armazenamento de gordura.”

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– Gengibre: “O gengibre estimula a produção de catecolaminas (dopamina, epinefrina e norepinefrina) que também promovem o aumento da queima de gordura. Adicionalmente, o gengibre diminui a absorção da gordura ingerida.”

Mas a médica alerta que as substâncias termogênicas sozinhas não são o suficiente. Para que estas tenham um bom funcionamento no organismo, é preciso uni-las a exercícios físicos e uma alimentação equilibrada. “O exercício é um multiplicador da perda de gordura corporal que, quando associado às substâncias termogênicas, queima ainda mais calorias advindas especificamente dos estoques de gordura”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam). 

Vitamina D pode auxiliar no ganho de massa muscular

A Vitamina D é um pró-hormônio produzido pelo organismo após exposição ao sol, a partir da ação do raio ultravioleta B na pele e, em recentes estudos, apresentou a capacidade de auxiliar a síntese muscular e a recuperação após o exercício físico.

Conforme recomendação do Consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, os valores considerados adequados são acima de 30 ng/ml, mas o mais alarmante é que se estima que 88,1% da população a nível mundial tenham deficiência de vitamina D. Levando-se em conta o país e a origem, sua suplementação se faz necessária na maioria dos indivíduos que não tenham exposição solar adequada, entre 10 a 15 minutos diários.

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Foto: Alexandra Arcoverde

Além da forma endógena (que se origina do próprio organismo), o ser humano pode adquirir vitamina D de forma exógena, alimentando-se de cereais fortificados, pães, leite, peixe, carne, ovos e suplementos alimentares.

“Sentir-se melhor no dia seguinte aos treinos permitirá uma maior dedicação e, consequentemente, melhores resultados”, explica o nutrólogo Sandro Ferraz. O pró-hormônio também melhora a capacidade aeróbica do indivíduo, aumentando a capacidade de correr, andar de bicicleta e nadar, por exemplo.

“Vários estudos demonstraram que o uso da vitamina D está relacionado ao aumento da capacidade aeróbica, pois influencia indiretamente o VO2 máximo, que é o aumento máximo de oxigênio que o corpo consegue retirar do ar que está dentro dos pulmões, levando até os tecidos para a produção de energia”, revela.

Além disso, recentemente, várias revisões e meta-análises demonstraram que existe uma associação positiva entre a concentração sérica da forma ativa de vitamina D e o aumento da massa muscular após um programa de exercícios. A vitamina D3 ou calcitriol também foi relacionada com o aumento da força e potência muscular.

Outro novo estudo apresentado demonstrou, em 2.299 idosos, que os níveis de vitamina D se correlacionam com os níveis de testosterona nos homens. “Os indivíduos com níveis mais baixos de vitamina D apresentavam também níveis baixos de testosterona, um hormônio importante nas adaptações musculares ao exercício físico”, diz Ferraz.

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Imagem: Nursing.com

Ainda de acordo com o nutrólogo, é importante salientar que mesmo diante de tantas vantagens, a vitamina D não é isenta de riscos. Toda e qualquer intenção de suplementação deve ser devidamente acompanhada por um médico especialista, com análises não só para monitorizar os níveis séricos de vitamina D, como de outros parâmetros, incluindo a vitamina K, outra importante vitamina responsável pelo metabolismo ósseo cuja deficiência pode originar deposição de cálcio nas artérias e progressão precoce para aterosclerose, eventos coronários e acidentes vasculares cerebrais.

Fonte: Sandro Ferraz é formado pela UNIG-RJ, pós-graduado em Nutrologia pelo Grupo Educacional FACINEPE, atuando nas áreas de emagrecimento e longevidade. Adepto de um estilo de vida saudável, acredita que para se ter qualidade vida é preciso unir alguns pilares: atividade física, suplementação, nutrição funcional, equilíbrio hormonal e controle do estresse.