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Consumo balanceado de gorduras auxilia sistema imunológico e saúde cardiovascular*

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que o consumo de dietas inadequadas e a inatividade física estão entre os dez principais fatores de mortalidade. Mas quando se fala de gorduras, especificamente do tipo poli-insaturadas, é importante salientar que são inúmeros os benefícios para a saúde quando ingeridas de forma correta.

Tal gordura nada mais é do que um ácido graxo que auxilia a diminuir ou prevenir significativamente o aparecimento de várias doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), exercendo influência direta sobre fatores de risco cardiovascular e aos processos inflamatórios do corpo humano.

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Os ácidos graxos estão presentes em óleos de origem vegetal e peixes, conhecidas como ômega-3 (encontrada em alimentos como sardinha, óleo de canola, azeite de oliva, óleo de peixe, salmão, dentre outros) e ômega-6 (presentes em óleo de soja, girassol, milho, linhaça dourada e ovos).

Se consumidos com uma frequência regular e equilibrada, tais óleos apresentam especial importância para o funcionamento do sistema imunológico e diminuindo os níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue, além de apresentarem ação anti-inflamatória nas células. Além disso, esses ácidos graxos têm grande importância no desenvolvimento cerebral, principalmente durante a gestação e nos primeiros anos de vida.

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Devido a sua elevada concentração de caloria (9kcal/grama), é importante ressaltar que as gorduras devem ser consumidas com moderação e de forma balanceada e os óleos ricos em gorduras poli-insaturadas devem ser consumidos de preferência no estado natural (in natura), pois, se aquecidos em altas temperaturas (frituras), podem perder todos os seus benefícios ou grande parte deles.

O ILSI – International Life Sciences Institute Brasil – indica que haja uma substituição dos ácidos graxos saturados da dieta por poli-insaturados, incluindo ômega-6, para otimizar a redução dos níveis plasmáticos de LDL-colesterol, melhorar a sensibilidade a insulina e reduzir o risco de diabetes melito.

Presentes na dieta mediterrânea, o consumo desses ácidos graxos ainda é tema de diversos estudos ao se falar de saúde. Essa dieta, com base nos hábitos alimentares das populações do litoral do Mar Mediterrâneo, já foi relacionada a um menor risco de síndrome metabólica, doença cardíaca, derrame e demência.

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Foto: California Avocado Comission

Outro ácido graxo considerado de boa qualidade nutricional, se ingerido de forma adequada, é a gordura monoinsaturada. Essa gordura, formada por uma ligação dupla e predominante nos ácidos oleicos, está presente no azeite de oliva, abacate, óleo de palma, nozes etc. Assim como a gordura poli-insaturada, a monoinsaturada contribui para a saúde cardiovascular, aumentando as concentrações de HDL e diminuindo as do LDL, podendo também reduzir o risco de hipertensão e contribuir para a melhor absorção de cálcio.

Dessa forma, é bom que se saiba que certas gorduras fazem bem para a saúde, e podem e devem ser consumidas, mas é fundamental que se consuma, junto com outros macronutrientes, de forma equilibrada e balanceadaác ao longo do dia.

*Bianca Naves é nutricionista especialista em Nutrição em Cardiologia e Nutrição Esportiva pela USP. Sócia proprietária da Clínica NutriOffice em SP; colaboradora do programa jornalístico “Hoje em Dia” transmitido pela Record.

Confira dez alimentos que ajudam a reduzir o colesterol

Especialista orienta que eles devem ser incluídos na dieta e não como suplementos

A alimentação saudável é a principal forma de manter as taxas de colesterol controladas, reduzindo-se as chances de acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infarto.

“O composto que chamamos de colesterol é sintetizado no fígado e transportado no sangue pelas lipoproteínas. As mais importantes são as Lipoproteínas de Baixa Densidade [LDL] e as Lipoproteínas de Alta Densidade [HDL]”, explica a nutricionista Regina Helena Marques Pereira, do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

A LDL é o chamado “colesterol ruim” porque está associada com o risco de desenvolver a doença coronariana. “O ideal é que sua taxa sanguínea fique abaixo de 130 mg/dl”, afirma a especialista. A HDL é o “colesterol bom”, que ajuda a remover o excesso de colesterol que entra na parede das artérias via LDL. O indicado é manter a taxa superior a 40 mg/dl. Temos ainda as VLDL, que são relacionadas ao transporte principalmente de triglicerídeos, mas também oferecem risco ao coração.

De acordo com dados do DataSUS, em 2017 ocorreram 358 mil mortes causadas por doenças do aparelho circulatório no Brasil. Significa dizer que um a cada três óbitos tem como causa problemas cardiovasculares. “É um número alto e simboliza uma morte a cada 40 segundos proveniente de doenças que podem ser diagnosticadas e controladas. Somente a prevenção, com adoção de práticas saudáveis, o diagnóstico e o tratamento podem reverter essa situação”, afirma José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Socesp.

Segundo Regina, manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas são as principais ações a serem realizadas para diminuir o risco de doenças cardiovasculares causadas pelo colesterol. “O colesterol dos alimentos contribui com 30% do composto no organismo humano”, complementa a nutricionista.

A especialista elaborou uma lista com os 10 alimentos que são verdadeiros aliados na luta contra o colesterol. Confira-os, em ordem alfabética:

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Foto: California Avocado Comission

1 – Abacate: rico em gorduras monoinsaturadas. De acordo com estudo publicado pela American Heart Association, substituir fontes de gorduras saturadas por abacate pode reduzir em até 13-14 mg/dl o colesterol total e a LDL.

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2 – Aveia: rica em fibras solúveis e betaglucano, já é amplamente reconhecida como coadjuvante, pois atua em nível intestinal, diminuindo a absorção de gorduras, por meio do aumento da velocidade do fluxo intestinal, devido a sua característica para formação de gel. Mas, sua melhor versão está no farelo de aveia, que contém maior teor em fibras.

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3 – Azeite de Oliva Extravirgem: alimento base da dieta do mediterrâneo, rico em ácidos graxos monoinsaturados e outros compostos também antioxidantes. Quando substituindo gorduras saturadas, promove redução nas taxas de colesterol não-HDL, ou seja, melhora a relação entre colesterol bom e ruim, favorecendo o bom.

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Pixabay

4 – Cereais integrais: devido ao seu conteúdo de fibras e vitaminas, estão também associados a menor risco de aterosclerose, atuando da mesma forma que a aveia, por meio da redução na absorção de gorduras durante a digestão dos alimentos. Também promovem mais saciedade, reduzindo o volume total de ingestão alimentar.

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Foto: Max Straeten

5 – Frutas vermelhas: ricas em polifenóis, são conhecidas por sua ação antioxidante capaz de reduzir as alterações decorrentes da oxidação das LDL, que nesta forma são mais aterogênicas.

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6 – Oleaginosas: nozes, castanhas, amêndoas etc. Ricas em ácidos graxos monoinsaturados que, assim como as poli-insaturadas, melhoram o perfil de colesterol, porém essas estão mais relacionadas com elevação do HDL, colesterol conhecido como o bom.

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7 – Óleos vegetais: ricos em ácidos graxos poli-insaturados, são associados com redução de LDL e risco cardiovascular em inúmeros estudos que usam este tipo de gordura como substituição de gorduras saturadas de origem animal e/ou vegetal.

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8 – Peixes ricos em ômega 3: salmão e sardinha são ricos neste tipo de gordura, cuja relação com redução de colesterol já é bastante conhecida. A maior ingestão de ômega 3 aumenta o conteúdo de ácidos graxos poli-insaturados no organismo o que favorece a redução do colesterol.

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Getty Images

9 – Soja: em uma revisão bibliográfica, pesquisadores da Universidade do Vale dos Sinos, do Rio Grande do Sul, avaliaram os resultados de 13 estudos internacionais, concluindo que o consumo de proteína de soja isolada (e não do grão integral) tem efeito positivo na redução de colesterol-total se consumido por 6 a 8 semanas. O consumo deve ser maior ou igual a 40g de proteína de soja por dia, contendo 80mg de isoflavonas ou mais. Porém, este consumo não é realidade em nosso país.

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10 – Uva: suco concentrado, vinho tinto, uva fresca. São variantes de forma de consumo dessa fruta que contém, além dos polifenóis das frutas vermelhas, o resveratrol, composto específico da uva amplamente estudado, relacionado à redução de oxidação das partículas de LDL, melhorando sua remoção da circulação e consequente redução da formação de placas típicas da aterosclerose.

Fonte: Socesp

Abacate passa de vilão a mocinho das dietas de emagrecimento

Tido como alimento gorduroso e altamente calórico, o abacate encontra novas versões gastronômicas e entra de vez no cardápio de quem busca emagrecer

Durante muito tempo, qualquer pessoa que procurasse um nutricionista ou nutrólogo em busca de uma dieta para emagrecimento, certamente teria a recomendação de evitar o abacate. Isso porque a fruta era tida como calórica, além de gordurosa. De fato, o alimento possui estas características, mas, na medida em que foi se conhecendo mais sobre sua composição, foi-se percebendo que havia mais pontos positivos que negativos.

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É o que defende Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego.

Hoje se sabe, por exemplo, que as gorduras naturalmente presentes nos alimentos podem, ao contrário do que se pensava, melhorar marcadores de saúde importantes como o colesterol e triglicerídeos, o que ajuda na prevenção de doenças cardíacas, por exemplo: “O abacate é saudável, tem baixo teor de açúcar, é rico em fibras, minerais, magnésio, potássio, ou seja, é uma ótima fonte de alimento”, defende Polesso.

A fruta também é rica em lipídeos: 77% das calorias no abacate são de gordura. No entanto, as gorduras que compõem a fruta são de alta qualidade, se assemelhando às propriedades do azeite de oliva. A maior parte da gordura presente no abacate é ácido oleico, um ácido graxo monoinsaturado, que tem sido associado à inflamação reduzida e tem demonstrado efeitos benéficos sobre os genes ligados ao câncer.

O problema dentro da dieta é que, principalmente no Brasil, o abacate é consumido com açúcar, ou o adoçante para quem está de dieta. “Nestes casos, porque ele fica hiperpalatável ao ser misturado com o adoçante, acaba virando uma sobremesa que passa a ser consumida em excesso, não por necessidade, mas porque a pessoa se habituou a comer aquela sobremesa. O abacate com leite de coco, por exemplo, é uma ótima combinação, com o adoçante idem, desde que não seja consumido em excesso”, explica o especialista.

O abacate também é fonte de ômega 6, ômega 7 e ômega 9, que auxiliam a manter o equilíbrio do organismo, ajudando na perda de gordura corporal. E por ser rico em fibras, é indicado a integrar dietas de emagrecimento por garantir o melhor funcionamento do intestino e proporcionar sensação de saciedade.

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Foto: California Avocado Comission

Para quem treina, a fruta também ajuda a melhorar o rendimento, justamente por ser uma boa fonte de energia, o que já o colocou entre os alimentos que deveriam ser evitados por quem quisesse emagrecer.

“Quando alinhado a uma alimentação correta, ele ajuda a fornecer ao corpo níveis estáveis de energia ao longo do dia, o que pode beneficiar a performance no treino. Além disso, ajuda a repor sais minerais e prevenir cãibras em corredores por ser grande fonte de potássio. Aliás, o abacate tem o dobro de potássio presente na banana com a vantagem de não ser doce, ou seja, é um ótimo aliado das pessoas que estão em dieta para emagrecimento associada a exercícios físicos”, sugere o especialista.

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Foto: Science of Cooking

Para sair da tradicional vitamina de abacate e que tendemos a consumir em excesso, por conta de sua hiperpalatalidade, é possível experimentar novas formas de incorporar o fruto dieta. Um patê com dois abacates pequenos, limão, dois dentes de alho e sal fica bastante saboroso e foge ao convencional. Maionese verde feita com um abacate, suco de limão, uma colher de mostarda, ½ xícara de azeite e pimenta do reino também é uma maneira diferente de comer a fruta e aproveitar todas as suas propriedades.

Fonte: Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego

Salmão é o peixe queridinho dos brasileiros, aponta pesquisa

Mas, apesar dos índices positivos, o consumo de pescados no país ainda está longe do ideal para a saúde

De iguaria sofisticada à uma opção de proteína saudável recorrente no prato de quem aprecia um bom peixe, o salmão ganhou notoriedade nas ultimas décadas e deixou de ser uma exclusividade dos restaurantes japoneses. Já é possível encontrá-lo facilmente em qualquer buffet a quilo ou, até mesmo, na mesa de quem arrisca uma receita com o ingrediente.

Sua popularidade no Brasil pode ser atribuída a vários fatores, afinal, existem diversas formas de preparo, das mais difíceis às mais fáceis, inclusive aquelas em que o peixe é apreciado fresco, sem cozimento. Além disso, seu sabor agrada, até mesmo, os paladares mais exigentes, e ainda há todos os seus benefícios nutricionais.

Com tantas qualidades fica difícil resistir não é mesmo? É por isso que o salmão lidera a preferência, quando se trata de pescados. Segundo um estudo exclusivo, realizado pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo, o nobre peixe sai na frente dos nacionais e vem conquistando cada vez mais espaço no cardápio brasileiro. No entanto, mesmo diante da demanda crescente por pescados, o consumo ainda está muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 12 quilos por ano.

Índices animadores

salmão

O levantamento “Do essencial ao Gourmet”, que ouviu 1.360 pessoas de todas as regiões do país a fim de obter uma perspectiva da relação dos brasileiros com a alimentação e seus hábitos de consumo, constatou que apenas 12% dos consumidores excluem essa proteína da dieta. De acordo com a pesquisa, o consumo de pescados está em alta: boa parte dos entrevistados costuma comer peixe até duas vezes por mês, enquanto 31% consome de três a quatro vezes e 16% o faz acima de cinco vezes no mesmo período.

Os dados revelam ainda que o peixe mais consumido é o salmão, que lidera o ranking com 53,5% de preferência. O nobre atum vem logo atrás, em segundo lugar (23,2%) e ganha da popular sardinha (17,5%); e a cavalinha ocupa a última posição, apontada por apenas 5,8% dos entrevistados como o peixe consumido com mais frequência.

Mercado brasileiro

salmao assado

Embora o Brasil possua um alto potencial de produção, o consumo ainda está abaixo da média recomendada para a saúde, estipulada em 12kg ao ano pela OMS. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), o consumo brasileiro é inferior a 10kg/hab/ano, enquanto a média mundial gira em torno de 20kg per capita anualmente.

Isso se deve, em partes, à produção nacional que, apesar do bom desempenho, ainda não consegue atender toda a demanda. Por isso, o país exporta cerca de US$1,3 milhões em peixes todo os anos, principalmente de países como Chile, Argentina e China. Entre as variedades estão o panga vietnã, a merluza, o polaka do Alasca e o salmão, que vem especialmente de nossos vizinhos chilenos.

Além disso, embora o mercado nacional venha atingindo números expressivos, as vendas ainda enfrentam momentos de pico. A Semana Santa é a melhor época para o setor e representa 30% do total de vendas do ano, seguida pelo Natal, que chega a somar até 15%.

Geração saúde

salmao

Segundo a nutricionista Juliana Tomandl, o salmão é considerado um dos peixes mais benéficos à saúde e sua popularização se deve, especialmente, a esse motivo: “É claro que o crescimento da cadeia produtiva e a ampla divulgação contribuíram para o brasileiro ter mais acesso à proteína. Mas, atualmente, as pessoas estão mais conscientes em relação aos produtos ingeridos e procuram opções de boa qualidade. É aí que o peixe se destaca, pois, entre as proteínas animais, ele sai na frente, como um alimento extremamente saudável e nutritivo” – explica a consultora da Banca do Ramon.

Para a especialista o aumento da longevidade trouxe uma preocupação maior com a saúde e levantou o debate sobre consumo consciente, culminando em uma geração que deseja mais qualidade de vida, aliando os benefícios nutricionais e o sabor, e, nesse quesito, o salmão cumpre bem o seu papel. Tomandl explica que, além da proteína, a carne do salmão é rica em ômega 3, um ácidos graxo poli-insaturado que garante o funcionamento adequado do nosso organismo.

“Trata-se de uma gordura essencial, ou seja, não é produzida pelo nosso organismo, por isso ela precisa ser fornecida ao corpo através da alimentação para garantir o funcionamento de dois órgãos extremamente importantes do corpo humano: o coração e o cérebro. Ele combate o colesterol ruim, é anti-inflamatório, atua na manutenção das membranas celulares e do sistema nervoso central. E ainda contribui com a redução de triglicérides e o aumento do colesterol bom (HDL). Mas não para por aí, pois a carne do peixe ainda contém vitaminas A, D, E e do complexo B, magnésio e ferro” – afirma a nutricionista.

Origem e qualidade

Poucas pessoas sabem, mas o queridinho dos mares é originário, na verdade, de água doce. O salmão nasce nas cabeceiras dos rios e permanece por lá durante seus primeiros 18 meses de vida, enquanto completa seu ciclo juvenil. Durante esse período o metabolismo do peixe sofre alterações que modificam sua aparência e o tornam capaz de viver em alto mar. Além disso, ele memoriza os odores do lugar onde nasceu. Já no oceano o salmão termina seu desenvolvimento e passa a maior parte da vida adulta, regressando para seu local de nascimento nos períodos de procriação para a desova.

A composição do salmão, assim como suas propriedades nutricionais, é determinada de acordo com sua alimentação quando adulto. Ele vive em águas profundas e gélidas do oceano atlântico e pacífico e sua dieta consiste em pequenos peixes, crustáceos e algas. No entanto, mais da metade do consumo mundial do peixe procede de fazendas subaquáticas e as principais zonas de produção são: norte da Europa, Canadá, Chile, e Estados Unidos.

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De acordo com a nutricionista aquele ditado “você é o que você come” é ideal para definir o peixe: “todos os nutrientes, inclusive o ômega 3 e sua famosa cor rosada, são obtidos através da sua alimentação no habitat natural. O salmão criado em cativeiro, consequentemente, não tem a mesma composição corporal do animal selvagem, mas isso não significa que a qualidade seja inferior. As rações utilizadas na salmonicultura são muito boas e possibilitam que o peixe sintetize os nutrientes necessários” – explica a especialista.

Além disso, a popularização do salmão aconteceu graças ao aumento da criação do peixe em cativeiro, que aumentou a oferta e diminuiu os custos, ajudando a preservar os estoques naturais de salmão para que o peixe não entre em extinção.

Fonte: Banca do Ramon

Seis alimentos que ajudam a hidratar sua pele de dentro para fora

Que uma rotina diária de cuidados com a pele é fundamental para manter a hidratação e, consequentemente, a beleza e a saúde da pele todo mundo já sabe. Porém, o que poucos sabem é que a alimentação tem grande influência sobre a saúde e a hidratação de nossa pele.

“O cuidado tópico com a pele é essencial, claro. Mas os cuidados com a pele também devem vir de dentro e uma alimentação equilibrada está entre os principais itens que ajudam a deixar a pele bonita, jovem e hidratada, pois é a alimentação adequada que fornecerá os nutrientes para manter as células e tecidos saudáveis”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD). Para ajudar, a especialista apontou seis alimentos que promovem a hidratação do tecido cutâneo. Confira:

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– A soja é essencial para manter a pele hidratada, pois combate o ressecamento e controla a oleosidade, sendo assim ideal para todos os tipos de pele. Além disso, a soja é uma ótima fonte de Isoflavona, substância conhecida por manter a firmeza e melhorar a elasticidade da pele. A isoflavona da soja também possui efeito hormonal natural. Dessa forma, o alimento estimula a produção de estrógenos, hormônio importante para a pele da mulher na pré-menopausa e na menopausa. Mas para receber todos os benefícios do alimento o ideal é consumir, no mínimo, uma colher de sopa de soja todos os dias.

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Pixabay

– Os peixes são ricos em ómega 3 que, além de ser uma substância anti-inflamatória que ajuda a regular a oleosidade e a prevenir o aparecimento de acne e vermelhidão na pele, fortalece as células do tecido, ajudando assim a protegê-las dos danos causados pelo sol. Alguns peixes ainda contêm também selênio, nutriente que preserva a elastina da pele. O recomendado é que se consuma 100g de peixes como salmão, sardinha, anchova e truta, de duas a três vezes por semana. Mas o peixe frito não conta, pois alimentos gordurosos e ricos em óleo estimulam a oleosidade da pele. O ideal então é consumir o alimento cozido, assado, grelhado ou até mesmo cru.

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– As nozes e sementes contém ácidos graxos, vitaminas A, B e E, minerais e diversos antioxidantes que hidratam a pele, melhoram a sua elasticidade e auxiliam na regeneração das células, protegendo-as. Alimentos como nozes, amêndoas, avelãs, pistache, sementes de linhaça, de girassol e de abóbora são ótimos para comer como um lanchinho ao longo do dia no lugar de doces e balas.

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Foto: Avocado.org

– O abacate é uma ótima fonte de vitamina C, E e gorduras monoinsaturadas, colaborando assim para manter a umidade da pele, além de ajudar na síntese de colágeno, proteína que dá sustentação a pele. Por ser rica em antioxidantes, a fruta também previne o envelhecimento das células da pele, conferindo maior elasticidade e firmeza ao tecido.

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– Rico em zinco, vitaminas A e C, luteína e betacaroteno, o brócolis age prevenindo o ressecamento da pele e o envelhecimento precoce. Segundo a especialista, o vegetal conta também com sulforafano, uma substância com propriedades capazes de melhorar a resistência natural da pele contra os raios ultravioletas. O brócolis consegue estimular as células protetoras do nosso corpo, diminuindo em até 29% a morte celular causada pelos raios UV por 48 horas após seu consumo.

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A maioria das frutas, como melancia, morangos, laranja, manga, melão e maçã contém altos níveis de vitaminas A e C, poderosos antioxidantes que repõem os nutrientes da pele, promovem a síntese do colágeno e ajudam a manter a pele firme e suave. Além disso, as frutas são ricas em água, sendo então excelentes maneiras de hidratar e proteger a pele. O ideal é consumi-las diariamente em sucos, vitaminas ou em seu estado natural.

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– Alimentos amarelos e laranjas, como mamão, cenoura e abóbora, e as folhas verdes são ricos em betacaroteno, que no organismo se transforma em Vitamina A, agindo como fotoprotetores endógenos, ou seja, de dentro para fora.

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Por fim, a dermatologista relembra que o consumo diário de pelo menos dois litros de água é fundamental para o transporte de nutrientes e a hidratação do organismo como um todo, além de melhorar a circulação e, consequentemente, a aparência da pele. “Beber bastante líquido como água e água de coco ajuda a eliminar as toxinas, diminuindo o edema e reavivando a pele”, finaliza a médica.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser. 

Saiba quando os pets precisam de suplemento

Olá, escrevo antes da matéria para avisar que criei um novo blog para tratar apenas dos temas pets, animais de estimação, natureza, meio ambiente, comportamento: Se meu pet falasse. Vou passar a postar esses assuntos por lá, portanto, se tiver interesse neste assunto, comece a seguir clicando aqui. Os demais assuntos continuam por aqui. Obrigada.

Por causa de tratamento, doença ou em alguma fase da vida, quando os nutrientes das rações não são suficientes para suprir as necessidades dos pets, os complementos alimentares podem entrar em ação. “Há vários tipos de suplementos que são usados desde o desenvolvimento, quando o pet ainda é filhote, até em algumas patologias depois de velhinho”, afirma o veterinário da Petz Felipi Bruno Espada.

Mas ele adverte: apenas o veterinário pode orientar que suplemento deve ser dado ou não. Acrescentar vitaminas ou suplementos desnecessários à dieta do pet pode causar desequilíbrio e prejudicar a saúde.

“É preciso entender o estilo de vida, saber como está a saúde do pet, para indicar o tipo de alimentação e o que é legal suplementar ou não”, explica Espada. Os produtos são encontrados em cápsulas, em pó ou na formulação da ração. No caso dos gatos, tem inclusive em pasta, para colocar nas patinhas e eles lamberem.

Reposição de nutrientes

Os suplementos são selecionados para garantir a reposição de nutrientes e ajudam em diferentes funções do corpo: mantém o sistema imune forte, a visão funcionando bem, aliviam dores em juntas e quadril, melhoram a digestão e a pelagem, auxiliam sistema cardíaco e combatem a alergia, por exemplo.

Filhotes, grávidas ou lactantes muitas vezes necessitam de suplementos para atender necessidades únicas dessas fases. “Assim como nos humanos, os cães têm apresentando muitas alterações cardíacas. Para esses casos, os suplementos ajudam a diminuir inflamação dos vasos e a minimizar sintomas causados por problemas cardíacos.”

A ação dos suplementos

Condroprotetores – favorecem a hidratação e nutrição da cartilagem articular. Indicados nos casos de problemas ósseos e articulares, pois ajudam a prevenir artropatias.

Vitamina A – fundamental para as células da pele e dos folículos capilares dos pets.

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Biotina – vitaminas do complexo B ajudam a promover um crescimento saudável de tecidos. A deficiência é mais comum em filhotes que apresentam crescimento acelerado, causando pelos frágeis, pele ressecada e perda da coloração normal da pelagem.

Vitamina C – com ação antioxidante, fortalece o sistema imunológico.

Vitamina E – antioxidante e protege as células contra os radicais livres.

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Ômega 3 e Ômega 6 – auxiliam na elasticidade da pele, no brilho da pelagem e em toda a nutrição dos animais. O ômega 3 é importante também no tratamento de doenças cardiovasculares – diminuição de arritmias, por exemplo.

Zinco – antioxidante, combate radicais e age retardando o envelhecimento celular. Ajuda na prevenção de coceiras, inflamações e até infecções causadas por fungos e bactérias.

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Cobre – auxilia na manutenção da cor da pelagem, prevenindo a queda dos pelos e os mantendo macios e brilhantes.

Ferro – auxilia na recuperação de pets com algum tipo de anemia.

Fonte: Petz

Novas pesquisas expandem os poderes anti-inflamatórios do ômega 3

Ao mesmo tempo em que os benefícios do ômega 3 para a saúde humana – entre eles o seu poder anti-inflamatório – já estavam comprovados, quanto mais pesquisas são feitas, mais ocorrem novas descobertas sobre as propriedades desses ácidos graxos poli-insaturados, que deveriam já fazer parte da rotina nutricional de tantos brasileiros.

“A ingestão diária e em quantidade ideal desse nutriente traz, comprovadamente, melhora nos quadros inflamatórios, como os envolvidos em algumas doenças de pele, como a psoríase e a dermatite. Além disso, ele é um aliado da saúde do coração, pois contribui de forma significativa para a redução dos triglicerídeos”, afirma Maria Inês Harris, PhD e consultora da Biobalance.

Um dos trabalhos mais recentes foi publicado em março no jornal Arthritis Care & Research. Nesse estudo, observou-se que o consumo elevado de ômega 3 pode ajudar na melhora do quadro de artrose nos joelhos, caracterizado pela condição inflamada das estruturas articulares (cartilagem, membrana e líquido sinovial).

Os pesquisadores avaliaram 2.092 pacientes com artrose ao longo de quatro anos, monitorando sua ingestão de gorduras totais, inclusive ômega 3. Para analisar a progressão do quadro, mediram o espaço entre os ossos que se juntam nos joelhos, normalmente a principal causa da dor e inflamação. De acordo com os resultados, as pessoas que consumiram mais ácidos graxos mono e poli-insaturados tiveram uma perda menor nesse espaço, caracterizando o controle da doença.

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Em Londres, também no início deste ano, um grupo de pesquisadores descobriu novos poderes anti-inflamatórios e preventivos do ômega 3. Os cientistas apuraram que uma dieta rica nesse nutriente pode precaver problemas inflamatórios do intestino, como a Doença de Crohn, além de outras patologias graves, como obesidade e diabetes. O trabalho contou com a participação de 876 mulheres, cujo microbioma intestinal foi examinado, bem como a ingestão de ômega 3. Segundo os resultados obtidos e publicados no jornal Scientific Reports, as mulheres que consumiam maior quantidade do ômega-3 apresentavam, relativamente, uma flora intestinal mais equilibrada (bactérias boas x ruins), além um número maior de nutrientes no sangue.

Pesquisa brasileira

Um grupo acadêmico no Brasil também realizou recentemente uma pesquisa sobre a atuação do ômega 3 em processos inflamatórios. O trabalho foi publicado em julho na revista Metabolic Brain Disease e teve como foco os benefícios da suplementação para a proteção da memória e diminuição da resistência à insulina e dos marcadores de inflamação.

“Relacionando os resultados, podemos concluir que a ingestão de ômega 3 pode ser muito benéfica ao sistema nervoso, inibindo a progressão da neuro inflamação, inclusive nos quadros de obesidade”, declara a consultora da Biobalance.

suplemento omega 3

Sobre a base de ingestão por meio do consumo alimentar, principalmente de peixes com alto teor do nutriente, não é raro que a carne desses animais esteja contaminada por metais pesados como o mercúrio, que são prejudiciais à saúde e acabam inclusive comprometendo a absorção de ômega 3 pelo organismo.

Dessa forma, uma alternativa a essa ingestão do ácido graxo é a suplementação por meio de cápsulas que contenham apenas ácidos graxos ômega 3 de cadeia longa (EPA e DHA) e sejam altamente purificadas, livres de colesterol, metais pesados ou contaminantes, como o OmegaPURE da Biobalance, vendido em farmácias de manipulação em todo o país.

Informações: Biobalance – SAC 0800-771-8438

Gorduras boas: descubra a importância desses nutrientes

Aliados da saúde, esses lipídios trazem benefícios que vão além da estética corporal e são capazes de otimizar o funcionamento do organismo

Quando o assunto é emagrecimento, as gorduras, geralmente, não são bem-vindas, pelo contrário, são encaradas como grandes vilãs que sabotam a perda de peso. Já em relação ao organismo, uma das premissas de quem busca uma vida mais saudável é a de que os lipídios devem ser reduzidos ou eliminados. Até mesmo para alguns especialistas a relação entre dieta e consumo de gorduras é algo controverso, pois ainda existem aqueles que torcem o nariz.

No entanto, evidências apontam que, na prática, quando consumidos de forma correta e com moderação, esses nutrientes garantem o bom desempenho do metabolismo humano e ainda previnem uma série de doenças.

As gorduras boas são fonte de importantes ácidos graxos, como os ômegas 3, 6 e 9, lipídeos classificados como poli-insaturados, e seus benefícios vão além da sua influência sobre a aparência física. Elas são fundamentais para a manutenção de algumas funções do organismo, colaboram com a produção de hormônios e ainda são usadas como energia pelo corpo. O alimento, ao contrário do que se propagava antigamente, é capaz de regular os níveis de colesterol e beneficiar o aporte de Vitaminas. Porém, para que tais vantagens sejam obtidas, é preciso saber como incluí-las no cardápio e se atentar a alguns detalhes importantes que podem potencializar seus efeitos.

Nutrientes essenciais

abacate

Com atuação direta em diversos processos fisiológicos, os ácidos graxos são responsáveis, entre outras coisas, pela secreção de hormônios, inclusive daqueles que possuem ação na quebra das gorduras que são acumuladas em excesso no tecido adiposo, e também trabalham no transporte de vitaminas lipossolúveis, ou seja, aquelas que se dissolvem na gordura para que o corpo absorva seus benefícios.

Mas, segundo o nutricionista William Reis, é importante lembrar que nem todas as gorduras são benéficas para o corpo: “Se o objetivo é reduzir medidas e ganhar mais saúde e energia, as melhores escolhas são as gorduras insaturadas, encontradas nos vegetais, sementes, frutos do mar, oleaginosas, azeite de oliva extravirgem, abacate e manteigas puras de alta qualidade, que são fontes de diversos nutrientes importantes como as vitaminas A, K e D” – afirma o profissional da Nature Center.

Gordura na dieta?

salmão

Quem luta contra a balança e ainda se preocupa com a saúde certamente questiona a indicação de qualquer tipo de gordura. E quando se fala em perda de peso então? O senso comum logo indica abolir os alimentos “gordurosos” do cardápio. E toda essa ressalva a respeito do nutriente não é à toa, afinal, por muito tempo eles foram condenados em relação à saúde e à boa forma. Tanto é que, atualmente, muitas pessoas ainda acreditam que uma dieta eficaz implica em reduzir ao máximo o consumo lipídios.

Mas, é justamente neste ponto que muitos se enganam, pois, o conceito de dieta pobre em gorduras e rica carboidratos causa uma desproporção que impede que o indivíduo obtenha as vantagens da ingestão de tais nutrientes. De acordo com Reis o consumo de gorduras não deve ser descartado totalmente, mas sim qualificado: “A dieta deve incluir uma seleção daqueles alimentos que são fonte de gorduras boas, pois, assim como existem tipos de ácidos graxos distintos, seus funcionamentos no corpo também são diferentes”.

O profissional explica que é necessário distinguir entre aqueles que promovem inflamação no organismo e aqueles que fazem exatamente o contrário: “Quando o tecido adiposo está inflamado há o acumulo de gorduras no corpo, aquelas gordurinhas indesejadas, especialmente na região da barriga, e quanto mais inflamado maior a propensão para o ganho de peso, por isso é preciso evitar as gorduras que favorecem esse processo, ou seja, as saturadas, que ainda são pré-fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças” – explica o nutricionista.

As melhores gorduras para a saúde e redução de peso

azeite gordura boa

De acordo com o especialista, as gorduras insaturadas podem ser divididas ainda em dois tipos: poli-insaturadas e monoinsaturadas. O primeiro grupo é composto por ácidos graxos que ajudam a reduzir os riscos de inflamação, dores e doenças degenerativas do sistema nervoso central. “Esse tipo de lipídio auxilia também no processo de emagrecimento, uma vez que melhora o aproveitamento do hormônio da insulina e evita que a gordura fique acumulada no organismo” – afirma Reis. Os ácidos graxos poli-insaturados são encontrados em óleos vegetais, como o de milho, soja e girassol, peixes gordurosos, como salmão, atum e sardinha e sementes de abóbora e linhaça.

Já o tipo de gordura monoinsaturada apresenta os ácidos graxos que contêm nutrientes como o ômega 9, conhecido também como ácido oleico. Estudos apontam que o consumo moderado do nutriente, presente em alimentos como azeite de oliva e manteiga ghee, que é uma manteiga clarificada de alta qualidade, beneficia o controle do colesterol, especialmente em relação ao LDL (colesterol ruim) e atua para elevar o nível de HDL no organismo (colesterol bom). Tal substância também combate a formação de plaquetas nas artérias. Este grupo pode ser encontrado no azeite de oliva extra virgem, óleo de canola, oleaginosas, abacate, entre outros.

Principais benefícios de uma dieta rica em gorduras boas

Se um indivíduo não está devidamente nutrido ou se encontra com algum desequilíbrio hormonal, é inegável que, além de uma saúde debilitada, a perda de peso também será dificultosa, ou pior, o corpo pode acabar usando os músculos como principal fonte de energia, ao invés da gordura. Para evitar que isso ocorra é preciso balancear o cardápio e incluir esses nutrientes que podem ser grandes aliados da saúde. Confira os principais benefícios e os melhores alimentos para fazer o aporte:

Ação antioxidante: a vitamina E, presente nos ácidos graxos, é um nutriente conhecido por sua ação antioxidante. Ela é capaz de combater processos inflamatórios causados pelos radicais livres, substâncias que provocam danos às células saudáveis do corpo. Tal propriedade também auxilia contra o envelhecimento precoce, promovendo a manutenção da elasticidade da pele e a preservação do vigor do organismo.

Maior controle do apetite: por retardar o esvaziamento gástrico, as gorduras exigem um esforço redobrado por parte do organismo em sua digestão, o que prolonga a sensação de saciedade, o favorece o controle da dieta. Seu consumo moderado estimula a liberação da leptina, hormônio da saciedade. Além disso, o ômega 9, presente em ácidos graxos encontrados em alguns peixes, oleaginosas e manteiga, ajuda a diminuir a liberação de cortisol, hormônio do stress que está associado ao aumento da fome.

Facilita o aporte de nutrientes: uma dieta moderada em gorduras boas é altamente benéfica ao estado nutricional, pois, determinados nutrientes, especialmente as vitaminas lipossolúveis: A, D E, e K, são solúveis apenas em gordura, ou seja, para que o organismo seja capaz de absorvê-las é preciso que o aporte de lipídeos através da alimentação esteja em dia. Mas, além disso, existem também os ácidos graxos essenciais, aqueles que não são sintetizados naturalmente pelo organismo, portanto precisam ser obtidos por meio da alimentação, como é o caso dos ômegas que, dentre as gorduras consideradas boas, figuram no topo da lista. Ricos em antioxidantes, eles são responsáveis por funções importantes do organismo: o ômega 9 atua diretamente na produção de hormônios; o ômega 6 possui potente ação anti-inflamatória e o ômega 3 é indispensável para saúde cerebral e cardíaca.

De olho na dose

óleo de peixe pixabay.jpg

Assim como tudo na vida, ainda que se trate de uma gordura boa, é preciso moderação e cautela em seu consumo. Isso porque, mesmo os óleos funcionais, como é o caso da manteiga ghee ou o óleo de peixe, são altamente calóricos, portanto, essas gorduras saudáveis também demandam certo controle para que não resultem em ganho de peso. Além disso, de acordo com o nutricionista, outros cuidados também são necessários.

“Ainda que o indivíduo exclua ou reduza a ingestão de outros tipos de lipídeos, como a trans e saturada, para obter o máximo de benefícios é preciso que haja um equilíbrio entre o consumo dos nutrientes, especialmente em relação aos três tipos de ômegas, pois, caso ocorra uma desarmonia, o efeito pode ser prejudicial ao organismo”. Por isso, o especialista afirma que é preciso pensar na dieta como um todo e adotar um cardápio equilibrado que ofereça o aporte adequado de nutrientes ao corpo.

Mexa-se!

corrida

Vale ainda lembrar que esses lipídios do bem também são ótimas fontes de energia, que pode ser aproveitada para atuar na potencialização dos resultados. Além de manter a saúde do corpo, as gorduras aumentam a disposição, o que é ideal para a prática de atividades físicas, um dos fatores primordiais de um estilo de vida saudável e que, além de auxiliar na redução do peso, também age otimizando as funções do organismo e contribuindo para o bom condicionamento físico.

Para garantir esse efeito é preciso fugir do sedentarismo e usar o aporte de lipídios a favor do corpo, gastando a energia extra com atividades funcionais. “É importante também consultar um especialista, pois cada pessoa tem uma necessidade nutricional específica e a dieta deve ser personalizada para suprir a demanda de cada um e assegurar que o cardápio seja seguro e benéfico ao organismo” – finaliza o nutricionista.

Fonte: Nature Center

Nova linha completa de suplementos chega ao mercado

O mercado brasileiro de suplementação alimentar é relativamente novo e tem muito a crescer, motivado pelas mudanças nos hábitos da população, cada vez mais preocupada com qualidade de vida. De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a ingestão inadequada de certos nutrientes essenciais para a saúde é algo que ocorre em todo o país. Devido, muitas vezes, à dificuldade de inserir tais alimentos na dieta diária.

Daí a importância dos suplementos nutricionais, como os que a Liteé coloca agora à disposição dos consumidores, em drogarias, perfumarias, healthfood shops e via consultores de vendas. “Criamos uma linha de produtos que visa reduzir os impactos de hábitos alimentares insatisfatórios, a fim de equilibrar a nutrição do consumidor, proporcionando bem-estar e praticidade”, afirma Marcos Avelar, sócio da Liteé.

Criada há três anos, a Liteé apresenta ao público novas fórmulas, desenvolvidas com ingredientes criteriosamente dosados e selecionados para assegurar um rigoroso padrão de qualidade. Todas as linhas de produção, bem como os laboratórios de desenvolvimento, seguem os mais altos padrões internacionais de qualidade.

Entre os destaques da linha atual, está o suplemento Actife, criado para ajudar em uma das queixas mais frequentes relatadas tanto em bate papos informais quanto nos consultórios médicos, a constipação intestinal ou prisão de ventre. Uma vez que a alimentação correta é fundamental para o bom funcionamento do intestino, o Actife® fornece suplementação nutricional capaz de equilibrar o organismo de maneira natural.

Para aqueles que enfrentam dificuldades na hora do sono, a Liteé apresenta o Zzzz, suplemento nutricional que reduz os efeitos do estresse oxidativo, e ajuda a controlar o excesso de cortisol no organismo. O cortisol é um hormônio diretamente relacionado com o estresse, e quando em excesso, pode provocar diversos problemas, como insônia e irritabilidade, além de compulsão por doces, diminuição da memória e fadiga.

Para 2017, a Liteé já tem planos para entrar no segmento de nutricosméticos, ampliando a área de atuação. “A médio prazo, nosso objetivo é firmar a Liteé como a mais jovem indústria farmacêutica 100% brasileira”, finaliza Avelar.

Conheça os principais produtos da Liteé:

Liteé Actife

actifeComposto de Psyllium, Tamarindo, Laranja e Ameixa, o Litté®Actife age diretamente no trato intestinal, melhorando a qualidade de vida de seus consumidores. Estudos apontam que até 90% das mulheres sofrem de prisão de ventre e consequentemente de seus efeitos colaterais como cólicas intestinais, mau humor, inchaço abdominal, entre outros. Actife é um produto 100% natural e sem contraindicações! Não possui Lactose, nem glúten. As capsulas são super práticas e não têm cheiro, nem gosto. Ideal para o dia a dia.
Ingredientes: Psyllium, gelatina, laranja, ameixa, tamarindo, umectante glicerina. Não contém glúten.
Sugestão de uso: Ingerir 3 a 8 cápsulas ao dia, junto com líquido. Contém 24 cápsulas de 500 mg.
Benefícios: Regulador Intestinal

Liteé Zzzz

zzzzzzzz

LiteéZzzz… reduz os efeitos do estresse oxidativo, e desta maneira ajudam a controlar o excesso de cortisol do organismo. O cortisol é um hormônio diretamente relacionado com o estresse, e quando em excesso, pode provocar diversos problemas, como insônia e irritabilidade, além de compulsão por doces, diminuição da memória e fadiga.
Ingredientes: Maçã, morango, maracujá, pitanga, gelatina, umectante glicerina. Não contém glúten.
Sugestão de uso: Ingerir 3 cápsulas ao dia. O consumo deste produto deve ser acompanhado da ingestão de líquidos. Contém 24 cápsulas de 520 mg.
Benefícios: Estimulador do Sono

LiteéVit A a Z

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O LiteéVit – Polivitamínico A a Z são comprimidos ricos em vitaminas e minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo e é recomendado para qualquer pessoa. Não contém glúten, lactose ou açúcar e não engorda!
Ingredientes: ferro, manganês, zinco e vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B12, C e D.
Sugestão de uso: ingerir 1 comprimido ao dia, uso oral indicado para adultos. Contém 60 comprimidos de 735mg cada.
Benefícios: o produto atende 100% das necessidades diárias recomendadas das vitaminas

LiteéVit Mulher

mulher

O LiteéVit Mulher são comprimidos que possuem todas as vitaminas fundamentais para o organismo feminino, o corpo da mulher é diferente do corpo do homem e suas necessidades de vitaminas se diferem um pouco. Além de conter as principais vitaminas para as mulheres, ainda contém a BIOTINA que é ótimo para a pele, cabelo e unha. Não contém glúten, lactose ou açúcar.
Ingredientes: ferro, manganês, zinco, vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, C e D e Biotina.
Sugestão de uso: ingerir 1 comprimido ao dia. Contém 60 cápsulas de 735mg cada.
Benefícios: Melhora a saúde dos cabelos e das unhas.

LiteéVit Homem

homem

O LiteéVit Homem são comprimidos que possuem todas as vitaminas fundamentais para o organismo dos homens, Os comprimidos do LiteéVit Homem contém 100% da necessidade diária das vitaminas presentes no comprimido. LiteéVit® Homem contém a Biotina que é ótimo para a prevenção da queda de cabelo e bom para o crescer barba, contém o guaraná que é rico em cafeína para dar disposição. Não contém glúten, lactose ou açúcar
Ingredientes: ferro, manganês, selênio, zinco, vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, H, C e D.
Sugestão de uso: Ingerir 1 comprimido ao dia. Contém 60 cápsulas de 735mg cada.
Benefícios: Aumento da disposição e imunidade.

LiteéVit Senior

senior

O LiteéVit Senior são comprimidos que possuem todas as vitaminas fundamentais para o organismo de pessoas com mais de 50 anos de idade, nosso organismo altera as necessidades de vitaminas e minerais com o passar do tempo, portando uma pessoa com mais de 50 anos tem necessidades de vitaminas e minerais diferente de uma pessoa com 15 ou 20 anos. Além de conter as principais vitaminas para o organismo, ainda contém uma dose extra de Zinco que é um mineral ótimo para a memória. Não contém glúten, lactose ou açúcar.
Ingredientes: ferro, manganês, selênio, zinco, vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, H, C, D e E.
Sugestão de Uso: ingerir 1 comprimido ao dia. Uso oral para adultos. Contém 60 comprimidos de 735mg cada.
Benefícios: o produto contém as principais vitaminas para o público sênior

Liteé Cranberry

cranberry

O Liteé Cranberry age em todo o trato urinário combatendo e prevenindo infecções pois é rico em proantocianidina, substância de 15 a 25 vezes mais potente do que a vitamina E que inibe a aderência de bactérias do tipo E.coli na mucosa da bexiga. Outro benefício das proantocianidinas é impedir a fixação da bactéria H. pylori na mucosa estomacal, evitando, assim, gastrite e úlceras.
Ingredientes: Extrato de acerola, ácido ascórbico, extrato de Cranberry, vitamina A, vitamina E, selênio quelato, zinco quelato, picolinato de cromo, gelatina, umectante glicerina. Não contém glúten.
Sugestão de uso: Ingerir 1 cápsula 2 vezes ao dia, junto com líquido. Contém 60 cápsulas de 500 mg.
Composto por:
• Vitaminas A e E;
• Minerais quelatos;
• Policolinato de Cromo.
Benefícios: Prevenção a Infecção Urinária

Litee Goji Berry

goji berry

A Litee Goji Berry possui vitaminas, minerais, antioxidantes que a tornam um alimento completo nutricionalmente. Estudos demonstraram que o consumo diário do suco de Goji Berry aumenta significativamente a sensação de bem-estar e melhora as funções gastrointestinal e neurológica. Pela sua poderosa ação antioxidante, a Goji Berry pode ajudar na prevenção do envelhecimento e de doenças do coração.
Ingredientes: Extrato de acerola, ácido ascórbico, extrato de Goji Berry, amido de milho, vitamina A, vitamina E, dióxido de silício, estearato de magnésio, picolinato de cromo, selênio quelato, zinco quelato, gelatina, umactante glicerina. Não contém glúten.
Sugestão de uso: Ingerir 1 cápsula, 2 vezes ao dia, junto com líquido. Contém 60 cápsulas de 500 mg.
Composto por:
• Suplemento de Vitamina C à base de Acerola;
• Com extrato de Goji Berry;
• Minerais quelatos;
• Picolinato de cromo.
Benefícios: Emagrecedor Natural

Liteè Cálcio + Vitamina D

calcio

As cápsulas gelatinosas do suplemento de Cálcio + Vitamina D da Liteé são recomendadas para o tratamento de Osteoporose e na prevenção de fraturas ósseas, além disso, contém 100% da recomendação diária de ingestão de Vitamina D.
Ingredientes: Carbonato de cálcio, óleo de soja, gordura vegetal, vitamina D. emulsificante lecitina de soja. Não contém glúten.
Sugestão de uso: Ingerir 2 cápsulas ao dia. Contém 60 cápsulas.
Benefícios: Prevenção da Osteoporose

Liteè Ômega 3

omega 3

O Liteé Ômega 3 são cápsulas gelatinosas que contém óleo de peixe, rico em Ômega 3. A concentração por cápsula garante a ingestão diária recomendada. O Ômega 3 da Liteé é extraído de peixes de águas profundas em mares gelados, de fornecedores de países com certificado de pureza, sem contaminação de mercúrio e outros metais pesados.
Ingredientes: Óleo de Peixe (Ômega 3), Gelatina, Glicerina (umectante) e Água Purificada. Não contém glúten.
Sugestão de uso: Tomar 1 cápsula 3 vezes ao dia, preferencialmente antes das principais refeições. Contém 120 cápsulas.
Composto por:
• Nutriente com ação no sistema vascular;
• Estimula o aumento do bom colesterol;
• Reduz o triglicérides;
• Cápsulas gelatinosas, fáceis de engolir.
Benefícios: Redução do colesterol, saúde do coração

Informações: Liteé

Você sabe as diferenças entre os ômegas 3, 6 e 9?

Uma das premissas de quem busca uma vida mais leve e saudável é a de que as gorduras não são bem-vindas na dieta e devem ser reduzidas ou eliminadas. Porém, na prática, não é bem assim que funciona, pois, existem gorduras boas, inclusive, essenciais para o funcionamento e desenvolvimento do organismo, como é o caso dos ômegas 3, 6 e 9.

Elas devem ser consumidas com moderação para garantir o bom desempenho do metabolismo humano e ainda prevenir uma série de doenças. Estes lipídeos são classificados como ácidos graxos poli-insaturados e são fundamentais para a manutenção de algumas funções do organismo. Eles ainda colaboram na produção de hormônios e são usados como energia pelo corpo. Para se beneficiar da ação destes nutrientes e garantir uma vida mais saudável é importante adotar uma dieta que favoreça o equilíbrio entre eles, por meio do consumo de peixes, frutos do mar, óleos vegetais, sementes e oleaginosas, e se atentar para alguns detalhes importante que podem potencializar a saúde.

As maiores vantagens dessas “gorduras boas”

Estudos mostram que os ácidos graxos poli-insaturados trazem diversos benefícios para o organismo, eles não só possuem efeitos preventivos, como também têm a capacidade de auxiliar no tratamento e combate a várias patologias e, entre suas principais funções, está a proteção da saúde cardiovascular e cerebral.

Atualmente, o consumo regular dos ômegas já é associado à redução dos sintomas de doenças e alterações metabólicas no organismo. Eles ajudam a diminuir os níveis de colesterol e triglicérides e ainda produzem substâncias anti-inflamatórias que também auxiliam na formação do tecido adiposo e podem bloquear as enzimas que produzem a inflamação da artrite reumatoide aliviando seus sintomas, em especial o ômega-6.

A nutricionista Joanna Carollo explica que esses nutrientes são compostos por ácidos graxos como o EPA (ácido eicosapentaenoico), o DHA (ácido docosahexaenoico) e o ácido alfa-linolênico (ALA), substâncias benéficas à saúde e capazes de melhorar o desempenho do sistema circulatório, impedindo a formação e acúmulo de plaquetas nos vasos sanguíneos que podem causar doenças como derrame ou infarto.

“Eles também possuem propriedades antioxidantes que neutralizam o excesso dos radicais livres no organismo. Além disso, sua atuação está relacionada com a formação de parte do tecido cerebral, e seu potencial capaz de otimizar as funções cognitivas e de memória vem sendo pesquisados, inclusive como um método preventivo contra doenças degenerativas”, explica a profissional da Nova Nutrii.

familia almoço

Vantagens em todas as idades

A especialista acrescenta que esses nutrientes também são fundamentais para as gestantes, pois participam diretamente no desenvolvimento fetal, colaborando com a formação da retina ocular e do sistema imunitário dos bebês. Outro fato importante é que essas substâncias são usadas como auxiliares no tratamento de idosos, na forma de suplementação, graças ao seu potencial preventivo contra déficits cognitivos, perda de memória, insônia e, até mesmo, ansiedade.

Principais diferenças entre eles

Muito se ouve falar sobre o popular ômega 3, porém nem todo mundo sabe, de fato, qual a importância do nutriente, muito menos dos outros ômegas, pouco divulgados, porém, tão fundamentais quanto. A diferença básica entre eles está na estrutura química de cada um. O 9 é sintetizado pelo corpo humano a partir da presença do 3 e do 6 e também possui fontes disponíveis na natureza, porém o 3 e o 6 não são produzidos pelo organismo, sendo obtidos somente por meio da alimentação, por isso são considerados essenciais. Entenda as principais características deles:

Ômega 3: o organismo humano não é capaz de produzir naturalmente esse ácido graxo, portanto, seu aporte deve ser feito, como falado, por meio da alimentação. Ele pode ser encontrado em alguns peixes, oleaginosas e sementes de chia e linhaça. A substância mais abundante na composição do nutriente é o ácido alfa linolênico, responsável pela produção dos ácidos EPA e DHA, que atuam na diminuição dos níveis de triglicérides e no aumento do colesterol bom (HDL). O ômega ainda atua na manutenção das membranas celulares e na saúde do sistema nervoso central, por isso é considerado um aliado poderoso para o bom funcionamento do coração e do cérebro.

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Ômega 6: esse nutriente desempenha um papel fundamental no organismo, mas, assim como o ômega 3, carece de suplementação alimentar, pois não é produzido naturalmente pelo corpo. Ele pode ser encontrado em praticamente todos os óleos vegetais, especialmente nos de milho e soja. Seu componente principal é o ácido linoleico, que participa de vários processos e sínteses hormonais e colabora para o bom funcionamento do sistema imunológico. O ômega 6 faz a manutenção da saúde reprodutiva e auxilia também na redução do colesterol ruim (LDL) e na formação das membranas celulares e da retina, o que garante pele e cabelos mais saudáveis e ainda ajuda na prevenção de doenças como a osteoporose.

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Ômega 9: presente em alimentos como azeite de oliva, azeitona, óleo de canola, abacate e oleaginosas, diferente dos anteriores, pode ser sintetizado pelo organismo humano a partir da presença dos ômegas 3 e 6, porém o corpo consegue produzir essa gordura apenas em pequenas quantidades. Além disso, também é preciso ter atenção pois, a ausência de um dos outros ômegas pode desencadear na deficiência desse nutriente. Sua principal substância é o ácido oleico que age no metabolismo e desempenha um papel essencial na síntese dos hormônios. O nutriente é um anti-inflamatório poderoso e atua contra doenças do coração e contra o envelhecimento precoce das células, ele também auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e diminui a agregação de plaquetas.

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Como garantir os benefícios

Uma dieta equilibrada com uma variação no uso dos óleos vegetais, o consumo regular de peixes e a inclusão de oleaginosas e sementes, como a linhaça, chia e nozes no cardápio pode suprir a necessidade desses nutrientes no organismo. Mas é preciso se atentar para alguns detalhes que podem fazer a diferença, pois uma alimentação deficiente, que não equilibre os diferentes ômegas pode provocar a carência dessas gorduras e prejudicar o metabolismo.

Atenção ao consumo de peixes

A maior fonte natural dos ômegas é a carne de peixes, no entanto, não são todos que contêm o nutriente. Muitas pessoas acreditam que incluir a proteína nas refeições é o bastante para obter os benefícios desses ácidos graxos, porém, as espécies que possuem o EPA e DHA em abundância são aquelas que vivem em águas profundas e frias, especialmente em regiões nórdicas, como o salmão, o atum e a sardinha. Isso acontece devido à alimentação típica desses animais em seu habitat natural.

O mercado brasileiro não consegue suprir essa demanda, além das águas serem mais quentes e rasas, boa parte da produção desse tipo de peixe consumida no país é feita em cativeiros. A nutricionista ressalta: “Isso não significa que o consumo dos peixes é em vão, pelo contrário, além de ser a opção mais saudável, eles ainda são uma boa fonte para o aporte dos ômegas. Porém, para nós brasileiros, é importante variar a alimentação com outras fontes, que podem até mesmo ter uma concentração maior dessas gorduras”.

salmão

Óleos vegetais auxiliam o aporte nutricional

A maioria dos óleos vegetais podem ser uma boa alternativa para suprir a necessidade desses nutrientes no organismo. A inclusão dessas “gorduras boas” no cardápio, de forma moderada, pode garantir o aporte dos ômegas por meio da dieta. Para o ômega 3, em especial, é indicado o consumo dos óleos de soja e de canola, mas o ideal é variar a utilização desses e outros óleos vegetais, assegurando uma ingestão balanceada. A vantagem é que os ômegas são preservados nesses óleos mesmo com aquecimento realizado no preparo de algumas refeições. No entanto, é preciso cautela, pois o uso indiscriminado pode acarretar complicações, como o aumento do peso.

É preciso suplementar?

Atualmente há uma ampla oferta dos ômegas 3, 6 e 9 no mercado de suplementos. Que eles são aliados da saúde de crianças, adultos e idosos não restam dúvidas, mas será que é seguro e necessário recorrer às capsulas para uma vida mais saudável? Segundo a especialista, apesar da grande variedade de alimentos naturais e enriquecidos disponíveis no mercado, a suplementação também pode ser uma forma interessante e até mais prática para se obter os benefícios dos ácidos graxos.

“Em relação aos produtos industrializados, em que são adicionados os ômegas, é preciso ficar atento pois, geralmente, a quantidade presente do nutriente é muito baixa e incapaz de suprir as necessidades do organismo. Muitas pessoas consomem acreditando que estão unindo saúde e praticidade, mas eles não podem ser considerados uma boa fonte de aporte nutricional”, explica a especialista.

suplementos

Quanto às fontes naturais a nutricionista pondera que a suplementação pode ser a melhor opção em casos específicos: “Se houver alguma restrição alimentar, o ideal é buscar o auxílio de um nutricionista, pois é a maneira mais segura e garantida de adequar a alimentação, ou suplementação, às necessidades básicas de cada um, respeitando a quantidade diária recomendada”, finaliza.

Fonte: Nova Nutrii