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Coronavírus: SBI e AMB lançam documento para esclarecer dúvidas

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), reuniu em um documento as principais perguntas e respostas sobre o novo Coronavírus, que surgiu na China e tem colocado o mundo todo em alerta. A ideia é esclarecer as dúvidas de profissionais da saúde e do restante da população sobre o assunto.

O documento** esclarece, por exemplo, o que são coronavírus, o que caracteriza o novo tipo, como ele foi identificado, as origens do surto atual, além de informações técnicas sobre transmissão, incubação, sintomas, tratamento, casos no Brasil e riscos de epidemia global.

No Brasil há um caso de coronavírus sob suspeita¹, registrado em Minas Gerais. Trata-se de uma mulher de 22 anos que esteve na China recentemente. Ela foi atendida em um hospital de Belo Horizonte com sintomas de doença respiratória e está isolada. O ciclo de 14 pessoas que tiveram contato com a paciente também está sendo observado. Estas pessoas próximas a ela não estão em isolamento, pois não manifestaram sintomas. A análise genômica da paciente que comprovará a existência do vírus tem a previsão de ser divulgada na próxima sexta-feira (31/1).*

Abaixo, o conteúdo do documento:

O que são coronavírus?
Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown). Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome). Os vírus foram
denominados SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente.

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O que é este novo coronavírus?
Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV.
Recomendamos evitar os termos “nova gripe causada pelo coronavírus” porque gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza.

Como este novo coronavírus foi identificado?
O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Centenas de casos já foram detectados na China. Outros casos importados foram registrados na Tailândia, Japão, Coreia do Sul,
Taiwan, Vietnã, Cingapura, Arábia Saudita e Estados Unidos da América; todos estiveram em Wuhan.

Qual a origem do surto atual?
A origem ainda não está elucidada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

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Primata conhecido como Slow Loris à venda no mercado de Wuhan –  Foto: Liz Bennett

Os coronavírus podem ser transmitidos de animais para humanos?
Sim. Investigações detalhadas descobriram que o SARS-CoV foi transmitido de civetas (gatos selvagens) para humanos na China, em 2002, e o MERS-CoV de dromedários para humanos na Arábia Saudita, em 2012. Porém, existem vários coronavírus que causam infecção animal. Na maioria, infectam apenas uma espécie ou algumas espécies intimamente relacionadas, como morcegos, aves, porcos, macacos, gatos,
cães e roedores, entre outros.

A transmissão do coronavírus acontece entre humanos?
Sim. Alguns coronavírus são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas. Porém, outros coronavírus não são transmitidos para humanos, sem que haja uma mutação. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico
com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.

Official Photo by Wang Yu Ching Office of the President
Official Photo by Wang Yu Ching / Office of the President

Há transmissão sustentada do novo coronavírus?
Até agora, não há evidências. Está limitada a grupos familiares e profissionais de saúde que cuidaram de pacientes infectados. Também não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa fora da China, mas isso não significa que não aconteça.

Qual é o período de incubação desta nova variante do coronavírus?
Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas.

Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus?
Pode variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhante ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória. Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves. No caso do 2019-nCov, ainda não há relato de infecção sintomática em crianças ou adolescentes.

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iStock

Como ocorre o contágio e qual é a gravidade do novo coronavírus?
Não se sabe até o momento. Alguns vírus de transmissão aérea são altamente contagiosos, como o sarampo, enquanto outros são menos. Ainda não está claro com que facilidade o 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa. Até que tenhamos esta informação mais acurada, recomenda-se que as precauções e isolamentos sejam adotados. Quanto à gravidade, devemos acompanhar a evolução da epidemia. Pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3%
(26 mortes em 912 casos), inferior à do SARS-CoV e do MERS-CoV.

Como é feita a confirmação do diagnóstico do novo coronavírus?
Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Existe um tratamento para o novo coronavírus?
Não há um medicamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

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Como reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus?
 Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
 Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
 Usar lenço descartável para higiene nasal;
 Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
 Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
 Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
 Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
 Manter os ambientes bem ventilados;
 Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Existe uma vacina para o novo coronavírus?
Como a doença é nova, não há vacina até o momento.

Tomei a vacina contra a gripe. Estou protegido contra o novo coronavírus?
Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza.

Estão contraindicadas as viagens para a China e para os países com casos importados?
Com base nas informações atualmente disponíveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda restrição de viagens ou comércio. Devemos acompanhar as recomendações, que são dinâmicas e podem mudar de um dia para outro.

Temos casos do novo coronavírus no Brasil?
*Na abertura do texto, comentamos sobre um caso suspeito, em Minas Gerais¹.

Qual é a definição de caso suspeito?
Febre acompanhada de sintomas respiratórios, além de atender a uma das duas seguintes situações: ter viajado nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas para área de transmissão local (cidade de Wuhan) ou ter tido contato próximo com um caso suspeito ou confirmado. Febre pode não estar presente em casos de alguns pacientes, como idosos, imunocomprometidos ou que tenham utilizado antitérmicos.

medica pesquisa hospital

Qual é a orientação diante da detecção de um caso suspeito?
Os casos suspeitos devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo. Profissionais da saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção). Para a realização de
procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias, como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizada precaução por aerossóis, com uso de máscara profissional PFF2 (N95). Estas são as recomendações atuais do Ministério da Saúde.

Há risco de epidemia global?
Sim, mas não há motivo para pânico neste momento. O Comitê de Emergência da OMS declarou que é cedo para declarar a situação como emergência em saúde pública de interesse internacional neste momento, devido ao número limitado e localizado de casos e pelas medidas que já estão sendo tomadas para que o surto não se espalhe.

Fontes: Ministério da Saúde do Brasil / Organização Mundial da Saúde (OMS) / Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

**Documento elaborado pelos médicos infectologistas: Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Tânia do Socorro Souza Chaves, Dr. Clóvis Arns da Cunha e Dr. Alberto Chebabo.

¹Após o fechamento deste post, mais dois casos suspeitos foram reportados pelo Ministério da Saúde, um em Curitiba, no Paraná e outro em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

OMS define Síndrome de Burnout como ‘estresse crônico’ e a inclui na lista oficial de doenças*

O esgotamento profissional, conhecido como “Síndrome de Burnout”, foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS). A lista, elaborada pela OMS, é baseada nas conclusões de especialistas de todo o mundo e utilizada para estabelecer tendências e estatísticas de saúde. A nova versão da classificação entra em vigor em 2022.

E você? Já ouviu falar em Síndrome de Burnout? Apesar de cada vez mais frequente, ainda é um diagnóstico pouco divulgado e conhecido. Consiste em um conjunto de sintomas depressivos e ansiosos diretamente relacionados ao trabalho. O portador pode sofrer crises de pânico, desânimo, choro fácil, tontura, dor de cabeça e outros sintomas presentes nos quadros de depressão e transtorno de ansiedade generalizada, simplesmente ao lembrar que precisa ir ao trabalho no dia seguinte, ou naquela manhã. Em casos mais graves a simples visualização de um comercial da empresa na TV, ou passar em frente a uma filial da empresa em que trabalha na rua, já pode despertar uma crise.

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As pressões no trabalho como a cobrança aos funcionários de metas quase inatingíveis, principalmente quando associados ao assédio moral, ameaças de demissão ou punição, bullying e a um ambiente de trabalho com muitos agentes estressores (atendimento ao público e riscos de violência por exemplo) aumentam as chances do surgimento da Síndrome.

Empresas com baixo investimento na qualidade de vida dos funcionários, sem políticas de bem-estar, responsabilidade social e sustentabilidade estão mais sujeitas a registrarem um maior número de casos de afastamento por licença médica causados por sintomas psiquiátricos. A prevenção com campanhas internas de saúde, um setor de recursos humanos competente e responsável, além do respeito as leis trabalhistas essenciais, já são um grande passo para evitar um aumento do absenteísmo.

Portanto, é importante que o trabalhador conheça e exija seus direitos e que os empreendedores se conscientizem da importância de cuidar de seus funcionários, principalmente oferecendo assistência psicológica e psiquiátrica preventiva e de suporte permanente. O diagnóstico precoce facilita o tratamento, por isso é importante fazer uma avaliação com um profissional da saúde mental, o mais rápido possível, ao menor sinal e suspeita da presença destes sintomas.

Inimigo número um do trabalho e dos colaboradores de uma organização, o estresse tem causado cada vez mais danos à saúde mental e física dos profissionais de uma empresa. Isso porque tal doença costuma agir de forma discreta e silenciosa, atacando em áreas onde um trabalhador já apresenta alguma sensibilidade, o que dificulta seu diagnóstico de imediato.

Como nem todos os profissionais são iguais, o corpo pode ser o principal meio de identificar se os resultados exigidos pelas companhias, bem como as cobranças, metas e o corre-corre do dia a dia estão impactando negativamente a saúde de um indivíduo.

Estresse mental

O estresse mental é o conjunto de todas as influências externas exercidas sobre um indivíduo, ao ponto de condiciona-lo mentalmente de forma negativa; aquele estado te tensão que se estabelece no nosso organismo quando é submetido a estímulos emocionais e físicos negativos.

Todos nos, quando submetidos a tensões emocionais (doenças importantes, nossas ou de familiares), a experiências frustrantes (excesso de atividades, desemprego), ou doloridas (lutos, separações), adoecemos com maior frequência e demoramos mais para nos curar: isso se chama estresse e não é nenhuma coincidência.

Se livrar dos sintomas do estresse mental significa eliminar todas as possibilidades para que esse distúrbio comprometa o equilíbrio da vida, impedindo que a pessoa viva o dia a dia da forma mais serena e simples possível.

Os sintomas mais comuns do stress mental são situações ligadas diretamente ao estilo de vida que muitos de nos tem na sociedade na qual vive, especialmente os ritmos aos quais somos obrigados a seguir para manter o equilíbrio entre todos os compromissos e obrigações que precisamos atender durante o dia.

Uma das manifestações mais comuns do estresse mental é a pessoa começar a ter duvidas quanto a sua capacidade de ser útil a sociedade, a família, aos amigos, a capacidade de ser competente. A sensação de passividade, o pessimismo, a desestima, são alguns dos sintomas mais comuns nesses pacientes, fatores que entram na vida da pessoa, levando-a se esvaziar de todas as energias físicas e emocionais, vivendo a vida como algo negativo sem conseguir se reerguer dos abismos do medo e da ansiedade.

O estresse mental leva a desenvolver uma grande variedade de distúrbios psicológicos, entre os quais a confusão mental e a incapacidade do individuo em pensar com lucidez e clareza, prejudicando assim a capacidade de seu poder decisional, o equilíbrio dos seus sentimentos e a forma de como vai se relacionando com os outros.

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A pessoa vitima do estresse mental, geralmente não percebe o seu problema, até conseguir prejudicar um bom numero de relacionamentos com os outros. A partir daí, se não buscar ajuda., começa um processo de alienação de todos e de tudo, cuja consequência é o afastamento.

Outra situação bem comum às vitimas do estresse mental, são frequentes ataques de pânico, por entrar em contato com maior frequência com os medos, as angustias, as inseguranças que envolvem todos os aspectos emocionais. As crises são acompanhadas de vários sintomas, como vertigens, calores intensos, diminuída lucidez mental, terror, arrepios, taquicardia e outras manifestações difíceis de segurar.

A insônia também é muito presente, dificultando para a pessoa com estresse mental a possibilidade de descansar adequadamente, reintegrando todas as energias necessárias para enfrentar o dia a dia em geral. O estresse mental traz situações de mal-estar durante a noite, como câimbras musculares, hiper-sudorese, secura da boca, mais intensas ainda quando a pessoa tenta adormecer.

Não existe o momento certo para o estresse mental se manifestar, pode ser durante uma reunião em família, no trabalho, durante um ato sexual, com uma atitude de hiperirritabilidade, bem esquisita ao olhar dos outros. A consequência disso é uma crescente dificuldade em querer manter relacionamentos, por perceber a dificuldade em ser no mínimo gentil e cortês com os outros.

Fisicamente, o corpo fica menos protegido contra vírus e bactérias, desenvolvendo uma baixa imunidade e expondo o paciente a um cada vez maior numero de doenças, que, se não tratadas em tempo e adequadamente, podem se transformar em patologias crônicas e problemas orgânicos graves. Aparelho respiratório, com problemas de gripes; distúrbios digestivos, com uma maior dificuldade do organismo em absorver os alimentos após as refeições, comprometendo todo o processo digestivo, gerando queimação, diarreia, obstipação e podendo provocar dores até durante a micção. Câimbras musculares e dores articulares, são bem comuns.

Precisamos dividir o nosso tempo em quatro momentos fundamentais: um para o trabalho, um para a família, um para o lazer e um  para o EU. A maior parte das pessoas não consegue esse tempo para o EU e confunde, mistura o tempo da família com o lazer. Vivem somente para o trabalho e para a família. Assim o estresse mental entra de forma sutil e imperceptível: quando você percebe, já foi vitima.

Reduzir as fontes geradoras de estresse, aproveitar para dedicar um pouco mais de tempo para si mesmo, talvez desenvolvendo alguma atividade física, se interessar por alguma atividade que se torne um hobby, tentar ficar longe dos problemas, seja dos físicos ou psicológicos, para poder se restabelecer e recuperar o próprio equilíbrio, são dicas valiosas.

Porém o certo, é ter o acompanhamento e a orientação de um profissional competente que possa ajuda-lo a se reequilibrar e voltar a vida. Existem hoje em dia diversas abordagens terapêuticas para ajudar pacientes com estresse mental e, na maioria dos casos, os resultados são satisfatórios, considerando também que não existe o médico, nem o bom tratamento em absoluto, mas, sim, o tratamento bom e o profissional bom para aquele paciente naquele momento e com aquele problema.

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A nossa proposta é sobre o processo terapêutico que se utiliza da Hipnose Dinâmica como ferramenta para identificar, nas estruturas inconscientes da mente humana, as causas que levam o paciente a desenvolver esse quadro patológico, permitindo ao médico e ao paciente, juntos, localizar e resolver as problemáticas nelas contidas. A Hipnose Dinâmica não causa danos e não pode obrigar alguém a cometer atos contrários aos seus princípios. É aplicada em caso de tabagismo, alcoolismo, drogadição, obesidade, gagueira, depressão, ansiedade, fobia, problemas sexuais e todos os problemas de origem psicossomática.

*Leonard F. Verea é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap. Trouxe a Hipnose Dinâmica para o Brasil em 1985. 

 

Janeiro Branco: 23 milhões de brasileiros têm transtornos mentais

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas, não é só a depressão que atinge os brasileiros, transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

O número de casos tende a aumentar em áreas urbanas, e também em mulheres, que representam dois terços dos diagnósticos para depressão, por exemplo. Por isso, é importante conscientizar todos, tanto os pacientes quanto quem convive com essas pessoas. Pensando nisso, foi lançada a recentemente campanha “Janeiro Branco”, aproveitando a simbologia do início de ano, para incentivar a cuidar da saúde mental e emocional.

Segundo Aier Adriano Costa, coordenador médico da Docway, as doenças psicológicas não são levadas a sério porque não são facilmente visíveis, como um osso quebrado por exemplo, apesar de serem doenças comuns e estrarem presentes na vida das pessoas. “Mudar depende da mobilização das pessoas para tentar combater o estigma social, evitar rotular e desqualificar pessoas que tem essas enfermidades e orientar já é um bom começo e não tem nenhum custo”, explica.

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Foto: MedicalNewsToday

Existem, de acordo com o médico, vários sinais e sintomas que podem identificar uma pessoa que não está com uma boa saúde mental, por exemplo: tristeza ou irritabilidade exacerbada, confusão, desorientação, apatia e perda de interesse, preocupações excessivas, raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia, problemas em lidar com emoções, dificuldade de concentração, dificuldade de lidar com responsabilidades, reclusão ou isolamento social, problemas para dormir, delírios ou alucinações, ideias grandiosas ou fora da realidade, abuso de drogas ou álcool, pensamentos ou planos suicidas.

Para ajudar, inicialmente, é bom estimular o paciente a buscar atendimento especializado com um médico, psicólogo ou um psiquiatra. De acordo com o Dr. Aier, é sempre importante criar um ambiente adequado para que a pessoa que está em tratamento se sinta segura para poder compartilhar seus problemas e aceitar ajudar especializada.

Outra dica importante é criar uma rede de apoio, com amigos e familiares, para entender e participar ativamente do processo de terapia. Existem, além disso, diversos outros grupos de apoio que podem auxiliar auxiliam no tratamento. A grande maioria das doenças psiquiátricas tem tratamento eficiente quando diagnosticada de maneira correta, além dos tratamentos estarem em constante melhora e evolução.

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“Cabe a todos nós como sociedade ajudar para o fim da discriminação e preconceito que estão presentes nas pessoas que tem pouco conhecimento sobre o assunto”, conclui o médico.

Fonte: Docway

 

Hoje é o Dia Mundial sem Tabaco

Estudo revela que 72% dos fumantes no Brasil que tentaram parar de fumar não conseguiram

No Dia Mundial Sem Tabaco, a Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para Um Mundo Livre de Fumo) divulga pesquisa que visa ajudar mais de 1 bilhão de fumantes no mundo a parar ou mudar seus hábitos para produtos menos prejudiciais

Embora mais de nove entre dez fumantes no Brasil dizerem estar cientes de que fumar é perigoso, 72% não tiveram sucesso em suas tentativas de parar de fumar. Além disso, 83% dos fumantes brasileiros relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde, 69% disseram que planejam parar e 57% dos que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.

Esses são os principais dados de um novo estudo realizado pela Foundation for a Smoke-Free World (Fundação Para um Mundo Livre de Fumo) e divulgado no Dia Mundial sem Tabaco, celebrado há 30 anos em 31 de maio pela Organização Mundial da Saúde.

Os resultados da pesquisa reforçam a importância de ajudar os fumantes a ter novas opções para largar o vício e seguir uma vida mais saudável. “Os dados mostram o que sabemos há décadas – que muitos fumantes têm o desejo de parar, mas não encontram os meios para isso”, explica Derek Yach, presidente da Fundação e que esteve diretamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco, o Framework Convention on Tobacco Control (FCTC), além de ter sido Diretor Executivo para doenças não transmissíveis e saúde mental na Organização Mundial de Saúde.

O tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas todos anos. Aproximadamente 80% de 1 bilhão de fumantes no mundo vivem em países de baixa e média renda, onde as doenças e morte relacionadas ao tabaco são maiores. Os novos dados da pesquisa da Fundação apontam os desafios de criar um tratamento único que ajude todos os fumantes ao redor do mundo a parar de fumar e deixam claro que eles estão sacrificando o bem-estar físico e econômico, mesmo que muitos deles tenham o desejo de parar.

“Desde que o Royal College of Physicians descobriu há 2 anos que a redução de danos tem enorme potencial para prevenir a morte decorrente do uso do tabaco, continuamos a ignorar o fato de que muitos fumantes não querem parar porque obtêm prazer ao fumar. Os avanços em produtos para redução de danos são literalmente uma questão de vida ou morte para essas pessoas”, acrescentou Yach.

A Fundação está adotando uma nova abordagem para ajudar fumantes a parar ou reduzir os riscos do tabagismo. Os fumantes estão sendo ouvidos para levantar quais os principais desafios enfrentados diante da decisão de parar. Para atender o Tratado (FCTC), a Fundação está comprometida em financiar uma série de pesquisas que priorizará a descoberta de novos métodos para redução de danos e para deixar de fumar, respondendo de forma mais efetiva às necessidades comportamentais e de saúde dos fumantes que lutam para deixar o tabaco.

mulher fumando pixabay
Pixabay

Mesmo no Brasil, onde os esforços para parar de fumar foram parcialmente bem-sucedidos, 18,6 milhões de pessoas continuam a ameaçar sua saúde fumando tabaco combustível todos os dias. O Brasil presidiu o Tratado Mundial para Controle do Tabaco na América Latina para implementar e promover as medidas no País. Os países vizinhos devem se beneficiar da experiência brasileira no combate ao fumo com o objetivo de largar e reduzir danos.

“Ao comemorar o 30º Dia Mundial Sem Tabaco estou orgulhoso que a Fundação está ao lado dos fumantes para ajudá-los a romper com o vício. É evidente que houve avanços significativos no Brasil, mas ainda há muito trabalho a ser feito”, completa Yach.

• 83% dos fumantes relatam que estão “bem informados” sobre o impacto do tabagismo na saúde.
• 69% dos fumantes disseram que planejam parar.
• 57% dos fumantes que tentaram parar disseram que precisariam de ajuda para conseguir.
• 72% dos que tentaram parar de fumar não conseguiram
                                                                                     Fonte: Foundation for a Smoke-Free World

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Pixabay

Sobre a Foundation For a Smoke-free World
A Foundation for a Smoke-Free World é uma organização independente, sem fins lucrativos, criada para acelerar os esforços globais em reduzir os impactos na saúde e mortes pelo cigarro e tem como objetivo eliminar o tabagismo em todo o mundo. A Fundação concentra-se em aprender com as pesquisas existentes, identificar onde existem lacunas no conhecimento e financiar novas pesquisas para buscar respostas sobre as estratégias mais eficazes para cessação do tabagismo e redução de danos. Também trabalha para garantir que as populações vulneráveis afetadas por essa transformação, especialmente pequenos produtores de tabaco, sejam capazes de fazer a transição para meios de subsistência sustentáveis. Com 1 bilhão de fumantes no mundo que poderão morrer por conta do cigarro neste século, a tarefa da Fundação é urgente. A entidade financiará pesquisas e apoiará iniciativas colaborativas para acelerar o progresso na redução de danos e mortes por tabagismo em todo o mundo.

Sobre Derek Yach
Especialista em saúde global e defensor do antitabagismo há mais de 30 anos, é o Presidente da Foundation for a Smoke-Free World. Ao longo de sua carreira, apoiou e liderou pesquisas e o desenvolvimento de políticas de cessação do tabagismo, além de ser forte defensor das políticas de redução de danos, exigindo maior ênfase em tais medidas desde 2005. Ele também é um defensor apaixonado da promoção da saúde e prevenção de doenças e está avançando sua carreira na Foundation for a Smoke-Free World.. Yach é um ex-diretor de gabinete e diretor executivo de doenças não transmissíveis e saúde mental da Organização Mundial de Saúde (OMS), onde esteve profundamente envolvido com o desenvolvimento do Tratado Mundial para Controle do Tabaco (FCTC).

Estudo mostra que poluição mata duas vezes mais que o trânsito em São Paulo

Um novo estudo do Instituto Saúde e Sustentabilidade, lançado no Dia Mundial da Poluição, mostra dados alarmantes sobre os poluentes atmosféricos em São Paulo. Eles foram a causa de 31 mortes precoces por dia no Estado em 2015, ou um total de 11.200 no período – mais que o dobro das mortes provocadas por acidentes de trânsito (7.867), cinco vezes mais que o câncer de mama (3.620) e quase 6,5 vezes mais que a AIDS (2.922). Permanecer duas horas no trânsito da capital equivale a fumar um cigarro.

Este grave problema de saúde pública permanece praticamente ignorado pela população e pelo poder público porque a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, Conama 03/1990, que estabelece os padrões de qualidade do ar nacionais em vigor até hoje, foi implementada há 27 anos e, portanto, não reflete os novos conhecimentos científicos sobre o tema. Apesar de terem dado início a um processo progressivo para que se atinjam os padrões recomendados pela OMS, os estados de São Paulo e Espírito Santo não estabeleceram prazos para o cumprimento das etapas e continuam empregando parâmetros defasados.

“É inaceitável que um problema de saúde pública desta dimensão continue invisível”, adverte Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Ensinos Avançados da USP, e um dos autores do estudo. “O Instituto Saúde e Sustentabilidade propõe a atualização dos padrões de qualidade do ar preconizados pela OMS dentro do menor prazo possível. Embora não altere a situação do ar, mudar o padrão permitirá entender a real situação para que possamos agir para sanar o problema – como agora, por exemplo, com a revisão dos padrões de qualidade do ar que acontece no Conama e com o edital do transporte público e projetos sobre combustíveis limpos para o transporte público de São Paulo, por exemplo. Nessas horas, dados corretos podem fazer a diferença em prol de projetos de lei e políticas públicas eficientes”, completa.

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O estudo, que é uma releitura do Relatório de Qualidade do Ar 2015 da Cetesb, “Qualidade do Ar no Estado de São Paulo Sob a Visão da Saúde” promove pela primeira vez a análise dos dados da Cetesb segundo os padrões de qualidade de ar recomendados pelo Air Quality Guidelines, an Update da Organização Mundial da Saúde.

A precisão dos dados é assegurada pelo fato de que o estado de São Paulo possui a melhor e mais precisa rede de monitoramento ambiental de poluição do ar da América Latina. Os coeficientes adotados pela Organização Mundial da Saúde, por sua vez, resultam da análise de centenas de estudos realizados por grupos de pesquisa de várias partes do mundo (incluindo o Brasil) que trouxeram evidências conclusivas relacionando poluição do ar e morbidade e mortalidade prematura.

Doenças cardio e cerebrovasculares, tais como arritmia, infarto do coração e derrame cerebral, representam 80% dos efeitos da poluição do ar. Ela é causa comprovada dos cânceres de pulmão (o mais letal dos tumores) e de bexiga. O ar poluído está também relacionado a metade dos casos de pneumonia em crianças. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a poluição do ar causou 8 milhões de mortes precoces no mundo em 2015 e é atualmente a principal causa de morte por complicações cardiorrespiratórias relacionadas ao meio ambiente.

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Os níveis dos padrões de qualidade do ar paulistas e nacionais são superiores aos níveis críticos de atenção e emergência determinados por outros países. O padrão anual de qualidade do ar paulista foi ultrapassado por medidas de 5 estações automáticas (9,6%) pela régua da Cetesb. Mas empregando-se os parâmetros da OMS, o limite aceitável foi ultrapassado em 48 estações automáticas (92%).

Já o monitoramento da concentração das médias diárias do particulado inalável MP10 exemplo em todas as estações automáticas do estado de São Paulo ao longo de 365 dias mostra que ele ultrapassou os padrões da OMS 2214 vezes, mas apenas 128 vezes os padrões usados pela Cetesb. Mantendo-se os níveis de poluição do ar no estado como hoje, até 2030 teremos 250 mil mortes precoce e 1 milhão de internações hospitalares com dispêndio público de mais de R$ 1,5 bilhão, em valores de 2011.

“Com este estudo, o Instituto Saúde e Sustentabilidade visa alertar sobre os riscos da nossa legislação ambiental de aceitar como seguras concentrações de poluição do ar reconhecidamente lesivas à saúde da população”, alerta Evangelina Vormittag, autora do relatório.

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Foto: Wallsdesk

“Não é por falta de uma qualificada pesquisa científica e informação que isso ocorre em nosso país – o Brasil é um dos países que mais publica sobre o tema no mundo, entre os seis primeiros, entretanto, não conseguiu estabelecer políticas públicas suficientes, que venham controlar os malefícios ambientais para a saúde humana e a diminuição dos gastos públicos em saúde decorrentes”, acrescenta.

Fonte: Instituto Saúde e Sociedade

Hoje é o Dia Nacional de Combate ao Fumo; entenda a importância da data

Amigas que fumam, me desculpem, mas eu não suporto cigarro. Fico imaginando qual o benefício que o fumo traz. Imagine quanto poderia economizar se não comprasse aqueles maços de cigarros. Imagine a pele, os dentes, os dedos, os pulmões. Já ouviu a voz de quem fuma há muito tempo? Bom, espero que a leitura abaixo ajude a quem quer largar esse vício terrível.

Tabagismo é uma doença epidêmica responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil. Em 2012, foram registrados 23,5 mil mortes por câncer de pulmão e 4,3 mil por câncer de laringe. O hábito de fumar pode causar cerca de 50 tipos de doença, principalmente problemas cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite).

Em julho deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou o relatório “A Epidemia Mundial de Tabaco 2015”, que revela que uma pessoa morre de doenças relacionadas ao tabaco a cada seis segundos, o equivalente a cerca de 6 milhões de indivíduos por ano.

De acordo com o oncologista do Hospital Santa Paula, Denyei Nakazato, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. “Mesmo quem fumou por anos pode recuperar a saúde ao parar de fumar. Os resultados começam a aparecer em uma semana, como normalização da pressão arterial e da frequência cardíaca, eliminação da nicotina na circulação sanguínea, aumento do nível de oxigênio no sangue, evolução da sensibilidade do paladar e do olfato e, obviamente, melhora da respiração”, explica o médico.

Os dez males causados pelo cigarro:

1. Cigarro e problemas no pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um desses problemas e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por esses problemas, 85% estão associadas ao cigarro. Ela geralmente se desenvolve depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro. O câncer de pulmão é o mais comum entre os tumores malignos e, a principal doença relacionada ao cigarro. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
2. Cigarro e derrame: a dificuldade de circulação sanguínea pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um acidente vascular cerebral. O tabagismo está relacionado a 25% das mortes por derrame cerebral.
3. Cigarro e infarto: o cigarro é extremamente prejudicial ao coração. Ele aumenta o colesterol total, a pressão arterial e a frequência cardíaca, que pode subir até 30% durante as tragadas. Por essa razão, todo fumante é mais propenso a ter infarto.
4. Cigarro e impotência sexual: o tabagismo aumenta em 85% o risco de impotência sexual em homens. Seu surgimento depende do consumo diário do cigarro, tempo de vício e da associação com doenças como diabetes e hipertensão. Estima-se que 10% da população mundial masculina adulta sofra do problema. No Brasil, o transtorno acomete em torno de 6 milhões de homens. A impotência sexual é a incapacidade de iniciar e manter uma ereção em pelo menos 50% das tentativas durante a relação sexual.
5. Cigarro e envelhecimento precoce: o cigarro diminui a irrigação sanguínea da pele e a chegada de oxigênio e nutrientes para as células. O resultado disso é um envelhecimento precoce da pele, com rugas em média 20 anos mais cedo que pessoas não fumantes. Além disso, o cigarro também pode causar rugas, manchas, opacidade e até alteração da cor da pele. Apesar de o rosto ser a região mais prejudicada, o fumo pode também afetar a pele de todo o corpo.
6. Cigarro e boca: além de provocar mau hálito, a fumaça do cigarro irrita a gengiva e facilita o surgimento de cáries. Isso acontece porque a nicotina e outros componentes agridem a gengiva e a raiz. A alteração nas papilas gustativas afeta o paladar e há ainda o aumento do risco de câncer de boca.
7. Cigarro e menopausa precoce: entre as mulheres fumantes, o cigarro aumenta as chances de menopausa precoce, infertilidade e problemas com a menstruação. Estudos apontam que as mulheres fumantes atingem a menopausa um ano antes do que as não fumantes. Essa mudança fisiológica pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose e obesidade.
8. Cigarro e trombose: estudos apontam que o uso de pílula anticoncepcional associado ao tabagismo aumenta as chances das mulheres desenvolverem trombose. Os hormônios dos anticoncepcionais alteram a circulação e aumentam os fatores de coagulação do sangue, por isso as chances de desenvolvimento de coágulos nestas veias profundas são maiores.
9. Cigarro e dor de cabeça: o monóxido de carbono (CO), quando combinado com a hemoglobina do sangue (responsável pelo transporte de oxigênio), reduz a oxigenação sanguínea. No período de abstinência, quando o usuário passa horas longe do cigarro, o nível de oxigênio volta ao normal. Este “excesso” de oxigênio é a causa das dores de cabeça.
10. Cigarro e olhos: estudos apontam que fumar aumenta em até três vezes o risco de catarata relacionada à idade, a principal causa de cegueira no mundo. A maioria das pessoas tem os primeiros sinais da doença perto dos 50 anos, mas os fumantes podem começar a desenvolver os sintomas aos 40 anos, pois os danos que o tabagismo provoca ao sistema cardiovascular prejudicam a nutrição de oxigênio do cristalino.

Sete dicas para abandonar o vício:

O oncologista Denyei Nakazato listou abaixo sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.
2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda no mínimo uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.
3 – No Brasil, o tratamento farmacológico é o mais conhecido e inclui o uso de adesivos e goma de mascar.
4 – O indivíduo deve evitar bebidas alcoólicas e café, pois essas bebidas estimulam a vontade de fumar.
5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, é aconselhável beber água, mascar chiclete ou comer algum doce.
6 – A prática de exercício físico contribui muito na melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.
7 – Se o tabagista está em tratamento é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas.

Fonte: Hospital Santa Paula

Tempo seco traz riscos para o coração

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Para variar, o inverno, pelo menos em São Paulo, está sendo um “veranico”. Temperaturas em torno de 26º a 28º e medições meteorológicas apontando umidade relativa do ar em torno de 30%. Isso preocupa, já que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera valores abaixo de 60% inadequados para a saúde. Portanto, é importante tomar alguns cuidados nesta época do ano.

“Com a diminuição das chuvas nos últimos anos, o ar na capital tem se tornado cada vez mais seco. Isso dificulta ainda mais a dispersão dos poluentes produzidos pelo crescente número de automóveis na cidade e pode comprometer a saúde da população”, explica o cardiologista do Hospital do Coração (HCor), Abrão Cury, autor de estudos sobre os malefícios da poluição.

Segundo o médico, a poluição atmosférica concentrada pelo tempo seco contribui com o aumento da quantidade de substâncias como monóxido de carbono, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e também dos chamados particulados – como partículas de chumbo e de diversos outros elementos prejudiciais à saúde – que absorvemos durante a respiração por causa dos carros. ”Isso potencializa não só a ocorrência de doenças respiratórias, mas também os riscos para o coração”, diz o cardiologista do HCor.
Isso acontece porque quando inalamos todos esses poluentes, sofremos uma elevação significativa na pressão arterial. Além de aumentar a propensão a derrames e infartos do miocárdio, entre pessoas cardiopatas ou com tendência a cardiopatias, esse tipo de problema ocasiona também o aumento de coágulos no sangue, tromboses, aumento na propensão a arritmias cardíacas, vasoconstricção aguda das artérias, reações inflamatórias em diferentes partes do corpo, além do desenvolvimento de aterosclerose crônica. “Hipertensos e idosos são sempre os mais afetados. Tanto que em períodos de maior concentração de poluentes no ar, como no inverno, o atendimento a pacientes com hipertensão triplica”, revela Cury.

Ele acrescenta que monóxido de carbono, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio e os particulados estão entre os principais poluentes emitidos pelos automóveis. Essas substâncias também podem alterar o endotélio das artérias – que é a camada de revestimento interno destes vasos –, o que afeta ainda mais a saúde cardíaca.
“Já é possível associar as substâncias liberadas pelo escapamento dos automóveis com o aumento dos casos de hipertensão arterial registrados no Brasil”, afirma o cardiologista do HCor. “Vale lembrar que a doença já afeta de 30% a 35% da população brasileira e é um dos principais fatores de risco para a ocorrê ;ncia de infartos e AVCs no país”, alerta o cardiologista.

Nestes dias de tempo de seco, confira algumas dicas do cardiologista para cuidar da saúde do coração:
. Procure evitar locais e horários onde se pode encontrar maior quantidade de poluentes no ar, como os engarrafamentos, por exemplo.
. Evite correr, andar de bicicleta ou caminhar perto de vias congestionadas ou com muito trânsito.
. Sempre que possível, visite locais mais distantes das grandes cidades, onde o ar é menos poluído.
. Feche as janelas para proteger o ambiente da poluição.

Fonte: HCor – Hospital do Coração