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Setembro Amarelo: 53% dos brasileiros já tiveram a saúde mental afetada por problemas financeiros

Dentre os principais sintomas relatados estão ansiedade, insônia e depressão

A saúde mental tem ganhado cada vez mais destaque e relevância para a medicina e para as empresas. Porém, mais do que tratamentos e formas de prevenção, é preciso entender os gatilhos que fazem com que a população desenvolva doenças da mente. Para entender melhor como o dinheiro pode afetar a saúde mental dos brasileiros, a Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada, fez uma pesquisa que constatou que os problemas financeiros podem, sim, desenvolver ou agravar doenças de ordem psíquica.

A pesquisa, que ouviu 3.172 respondentes de todo o Brasil, aponta que a falta de dinheiro já afetou a saúde mental de 53% dos brasileiros. Em seguida, aparecem os problemas de relacionamento com parceiro (a) e/ou familiares (21%) e, em terceiro lugar, a saúde física, com 15%.

Ao serem questionados sobre os sintomas mentais que os problemas financeiros trouxeram, 62% dos respondentes alegaram ansiedade, 51% relataram insônia e 28% desenvolveram quadros depressivos. Além disso, 10% confessaram terem tido episódios de síndrome do pânico.

Com tantas sensações ruins relacionadas ao dinheiro, 61% dos entrevistados preferem nem falar sobre. E quando questionados sobre os sentimentos que brotam quando pensam no assunto, 48% disseram que se sentem preocupados e ansiosos e 18% ficam tristes e desanimados.

O principal motivo apontado para os sentimentos ruins foi a falta de perspectiva na realização de sonhos e objetivos (38%), seguida pela diminuição do poder de compra pela alta da inflação (28%). Em terceiro lugar, aparecem as dívidas, com 27% das respostas, e em quarto lugar vêm as despesas maiores que a renda, com 26% dos entrevistados.

“Sabemos que o estresse financeiro é uma realidade constante para os brasileiros. Além de prejudicar a produtividade na vida profissional e gerar conflitos comportamentais, a falta de recursos pode causar inúmeros problemas de saúde. Não à toa, 19% dos entrevistados afirmaram que precisaram passar no psiquiatra e fazer uso de medicamentos e 14% começaram a fazer terapia por conta de problemas financeiros”, explica Samuel Torres, consultor financeiro da Onze.

Saúde física também é afetada

Sabemos que a saúde mental e a saúde física estão diretamente ligadas e que sintomas de ordem mental podem desencadear doenças como gastrite, enxaqueca, entre outras. Dentre os entrevistados, os principais sintomas apontados foram dores crônicas em decorrência do estresse (48%); problemas digestivos (23%); e problemas relacionados à saúde do coração, como pressão alta (21%). Além disso, 6% dos respondentes afirmaram que passaram a ter hábitos ruins, como tabagismo.

Para Samuel Torres, a saúde mental e a saúde financeira estão diretamente ligadas e o primeiro passo para combater essa realidade é investir em educação financeira em todos os âmbitos: na escola, em casa e, claro, no trabalho.

“Educação financeira não se trata apenas de questões matemáticas e econômicas, mas de hábitos e costumes gerais, que acabam envolvendo finanças pessoais. A partir do momento em que esse tema passa a ser discutido com naturalidade dentro e fora das empresas, podemos ajudar as pessoas que estão passando por problemas financeiros a se recuperarem, diminuindo índices de endividamento, estresse e ansiedade”, conclui.

Fonte: Onze

Fidelidade financeira: 1 em cada 5 mulheres faz compras escondido, mostra pesquisa

18% das entrevistadas admitem que não mantém o orçamento transparente para o parceiro, enquanto 11% dos entrevistados afirmam o mesmo

Apesar de, na maioria das vezes, lealdade ser uma pré-condição para um relacionamento duradouro e saudável, quando o assunto é dinheiro, nem sempre a recíproca é verdadeira. Uma pesquisa feita pela Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada, mostra que 1 em cada 4 homens (25%) faz compras escondido do(a) parceiro(a). De acordo com o levantamento, que ouviu 1493 casais de todo o Brasil, essa proporção muda levemente entre os gêneros. Entre as mulheres, 20% revelaram ter o mesmo comportamento – ou 1 em cada 5 mulheres.

De maneira geral, entre os respondentes da pesquisa, 11% admitem que isso acontece uma vez por mês, 5% uma vez a cada três meses, 4% uma vez por semana e 3% uma vez por ano. Os outros 77% alegam não terem essa conduta.

Enquanto 83% dos homens acreditam que sua parceira ou parceiro mantém os ganhos e o controle financeiro abertos de forma totalmente transparente, entre as mulheres esse número cai para 77%. Já com relação a manter suas próprias contas abertas, 18% das entrevistadas e 11% dos entrevistados admitem que não são 100% sinceros.

Entre os respondentes que escondem as compras, 28% têm um controle financeiro conjunto. Outros 24% não fazem nenhum tipo de controle financeiro, nem mesmo individualmente. Fora isso, 17% usufruem de seu próprio planejamento financeiro, 23% admitem que apenas uma parte do casal tem essa administração e 8% possui dois planejamentos: as contas do casal e as individuais.

“É curioso que a maioria dos casais que compram escondidos tenham um controle financeiro conjunto. Isso só reforça o fato de que o dinheiro ainda é um tabu para as pessoas”, explica Ana Paula Netto, consultora financeira da Onze. Para ela, a fidelidade financeira está relacionada a compartilhar a realidade de suas finanças, incluindo gastos, rendimentos e até dívidas existentes.

Entre os casais, a maioria não possui um controle financeiro conjunto (38%). Além disso, os dados da pesquisa mostram que 24% dos entrevistados sequer possuem um controle financeiro. Em relação ao controle do dinheiro, 65% alegam não utilizar conta conjunta, enquanto 17% adotam esse tipo de conta – apenas 5% têm uma conta conjunta e outra individual.

Fonte: Onze