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Osteoporose: condição afeta 10 milhões de brasileiros e traz complicações

Doença mais comum em idosos também pode ser desenvolvida por crianças, adolescentes e jovens adultos

Nas redes sociais, muitas vezes, a osteoporose é mencionada em tom de brincadeira, tornando-a popularmente conhecida como uma doença típica de idosos, entretanto, a doença atinge mais de 10 milhões de brasileiros e é responsável por uma fratura a cada 3 segundos em todo o mundo.

A doença pode ser descoberta em qualquer fase da vida, especialmente, em mulheres pós menopausa ou adultos em qualquer idade com histórico familiar ou deficiência de vitaminas. Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção da osteoporose e cuidado com a saúde dos ossos, sociedades médicas do mundo todo se reúnem no Dia Mundial de Prevenção e Combate à Osteoporose, hoje, 20 de outubro, para incluir a doença na agenda global da saúde e diminuir o impacto das fraturas na sociedade.

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A osteoporose é caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, o que faz com que os ossos se tornem mais suscetíveis a quebra. Por ser silenciosa, o paciente só toma conhecimento sobre a doença em consultas de rotina, quando o médico avalia esse aspecto, ou infelizmente, com a primeira fratura – que pode ocasionar uma enorme perda de qualidade de vida, aumentar as internações e até levar a óbito. No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose.

“A primeira fratura é muitas vezes a porta de entrada para investigar a osteoporose. Na maioria dos casos, a doença só é identificada após a primeira fratura. Portanto, fazer o acompanhamento médico preventivo, incluindo o exame de densitometria óssea, é fundamental para o diagnóstico precoce e evitar a progressão e as consequências da doença à longo prazo” explica Ben-Hur Albergaria, ginecologista e vice-presidente da Comissão Nacional de Osteoporose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Existem dois tipos de osteoporose: a primária, que é relacionada ao envelhecimento e a menopausa, mais conhecida entre a população; e a chamada de osteoporose secundária, que os jovens podem desenvolver, quando ocorre a diminuição da massa óssea em decorrência de medicações ou outras doenças, como diabetes, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, insuficiência renal crônica, cirurgia bariátrica, doença celíaca, anorexia, artrite reumatoide e uso de glicocorticoides. Por isso, a importância de também cuidar da saúde dos ossos.

Além da prática regular de atividade física desde cedo, um dos elementos fundamentais para garantir a saúde dos ossos e reduzir o risco de fratura ao longo dos anos, e a correta suplementação de cálcio e vitamina D, pois, o cálcio faz parte da composição básica dos ossos e, a vitamina D, por sua vez, promove absorção do cálcio e mantém equilibrada a quantidade de mineral que o corpo precisa.

“Mesmo sendo uma doença sem cura e progressiva, atualmente temos diversas formas de lidar com a condição – inclusive, medicamentos biológico, que podem ser uma alternativa para os pacientes com o objetivo de desacelerar o ritmo da doença e evitar uma fratura ou complicações severas para o paciente, que impactam não apenas o indivíduo, mas toda sua família, considerando que a fratura pode ser incapacitante e traz consequências na qualidade de vida, independência e até improdutividade”, alerta Albergaria.

Campanha Nada Pode Te Parar

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde dos ossos e com a osteoporose, a Amgen lançou uma campanha em parceria com a Abrasso visando desmistificar a doença, abordando seus principais sintomas, como é feito o diagnóstico e a importância de buscar formas efetivas de prevenção e tratamento, pois, afinal, Nada Pode Te Parar, nem mesmo uma doença como a osteoporose. Para mais informações, clique aqui.

Nutricionista lista 13 benefícios ao se consumir cenoura

Da perda de peso á saúde ocular, saiba mais sobre os poderes desses alimento para a saúde

Agosto é hora das frutas, verduras e legumes assumirem lugar na despensa. Um deles é a cenoura. Com sabor doce, suculenta e textura crocante, a cenoura é um vegetal de raiz rico em carotenoides, flavonoides, vitaminas e minerais, todos com inúmeros benefícios para a saúde.

O perfil nutricional da cenoura inclui:

• Vitamina A:  cenouras são ricas em betacaroteno, que o corpo converte em vitamina A.
• Biotina: anteriormente conhecida como vitamina H, a biotina desempenha um papel importante no metabolismo das gorduras e proteínas.
• Vitamina K1: também conhecida como filoquinona, a vitamina K1 é importante para a coagulação sanguínea e pode promover a saúde óssea.
• Potássio: mineral essencial importante para o controle da pressão arterial.
• Vitamina B6: está envolvida na conversão de alimentos em energia.

O que as cenouras podem fazer por você

Saúde ocular

A deficiência da vitamina A pode resultar em xeroftalmia, uma doença progressiva que causa cegueira noturna ou dificuldade em enxergar quando os níveis de luz são baixos. Além da Vitamina A, as cenouras também contêm os antioxidantes luteína e zeaxantina, e a combinação dos dois ajuda a prevenir a degeneração macular relacionada à idade, outro tipo de perda de visão. O betacaroteno também ajuda a proteger os olhos do sol e reduz os riscos de catarata.

Prevenção de câncer

• Muitas espécies reativas de oxigênio, radicais superóxido (O2-), hidroxila (OH-), peróxido de hidrogênio (H2O2), oxigênio singleto (1O2),podem aumentar o risco de vários tipos de câncer, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Evidências indicam que o consumo de frutas e vegetais com propriedades antioxidantes se correlaciona com risco reduzido de câncer, pois combatem os radicais livres.
• Os efeitos antioxidantes dos carotenoides na dieta, pigmentos amarelos, laranja e vermelhos, presentes em cenouras e outros vegetais podem reduzir esse risco. A luteína e a zeaxantina são dois exemplos desses carotenoides.
• No estudo publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition (2015) os resultados mostraram relação entre dieta rica em carotenoides e um menor risco de câncer de próstata.
• As cenouras contêm β-caroteno que pode ser eficaz no tratamento da leucemia. Foi o que mostrou a pesquisa do Journalof Medicinal Food,  em 2011.
• No estudo de 2011, que avaliou o efeito do suco de cenoura no dano ao DNA linfocitário e enzimas antioxidantes em fumantes, os resultados sugerem que, o suco de cenoura contendo β-caroteno possui potencial antioxidante na prevenção de danos ao DNA de linfócitos em fumantes.

Cabelo saudável

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• As cenouras fornecem vitaminas vitais ao cabelo, tornando os fios mais fortes, espessos e brilhantes.

Perda de peso
• Se você está em uma dieta de perda de peso, deve incluir alimentos como as cenouras, que possuem fibras solúveis e insolúveis. As fibras levam mais tempo para ser digerida e assim, promovem saciedade prolongada.

Regula pressão sanguínea
• No estudo de 2011 que avaliou os benefícios do suco de cenoura, mostrou diminuição da pressão arterial sistólica em 5%. Os nutrientes presentes no suco, incluindo fibras, potássio, nitratos e vitamina C, foram citados para auxiliar neste efeito.

Dentes e gengivas

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• A mastigação de cenoura promover a limpeza bucal.

Previne constipação
• A quantidade significativa de fibra alimentar presente, desempenha um papel importante na manutenção da boa saúde digestiva. A fibra torna as fezes volumosas, o que ajuda a passar suavemente pelo trato digestivo e evita condições como constipação.

Controle de diabetes (DM)
• A cenoura é um alimento com baixa calorias, alto teor de fibras e relativamente baixo em açúcar. Por esse motivo, apresenta baixa pontuação no índice glicêmico (IG). Isso pode ajudar as pessoas com diabetes a entender quais alimentos aumentam seus níveis de açúcar no sangue.
• As cenouras cozidas têm IG de + ou – 39. Isso significa que é improvável que haja aumento da glicemia. Portanto as pessoas com DM podem comer com segurança.
• Em uma revisão de 2018, os autores concluíram que consumir fibra, especialmente fibras de cereais, pode ser benéfico para redução na incidência de desenvolver diabetes tipo 2. Estes alimentos também podem ajudar indivíduos com DM2 a gerenciar seus níveis de açúcar no sangue

Saúde do coração

Foto: Scarletina/Morguefile

• O alto teor de fibras da cenoura também melhora a saúde do coração, removendo o excesso de colesterol LDL das paredes das artérias e dos vasos sanguíneos. De acordo com o livro “HealingFoods”, as cenouras contêm uma forma de cálcio facilmente assimilável pelo organismo, que pode ajudar a diminuir os níveis de colesterol LDL.
• Na revisão de literatura de 2017, que avaliou a ingestão de fibra para a prevenção de doenças cardiovasculares, mostrou que indivíduos que consomem fibras (β-glucana 6g ao dia ou psyllium a 10g ao dia), podem reduzir significativamente sua incidência e mortalidade por doenças cardiovasculares. Esses efeitos benéficos podem ser devido às ações das fibras alimentares na redução das concentrações séricas de colesterol.

Benefícios para a pele
• Além do betacaroteno, luteína e licopeno, o alto teor de silício da raiz pode promover unhas e pele saudáveis. Para aproveitar ao máximo do seu valor nutricional, prefira o consumo da cenoura crua.
• A presença de antioxidantes e minerais essenciais como o potássio contribui para prevenir a degradação celular, mantendo a pele saudável e jovem.
• O betacaroteno presente no vegetal é convertido em vitamina A, a qual promove uma pele firme, elástica e saudável.
• A cenoura também protege sua pele contra o ressecamento (comum no inverno). Beba suco de cenoura regularmente para manter seu corpo e pele hidratados.
• A cenoura também pode ajudar a reduzir a aparência de manchas e cicatrizes. Você também pode aplicar polpa de cenoura diretamente na pele.
• Protege sua pele dos raios do sol, ajuda a reparar os tecidos, além de proteger a pele das radiações solares nocivas.
• Indivíduos com pele oleosa devem ter notado que, seus produtos para a cútis contêm vitamina A na forma de resinoides e tretinoína. Portanto, comer cenouras ajudará a reduzir oleosidade da pele de dentro para fora.

Aumenta a imunidade


• O sistema imunológico é fortemente influenciado pela ingestão de nutrientes, especialmente a vitamina C. A vitamina C mantida em altos níveis na maioria das células, pode auxiliar muitos aspectos da resposta imune. As cenouras são fontes deste nutriente, portanto, inclua este vegetal na sua rotina alimentar para fortalecer seu sistema imunológico.

Antioxidantes
• Os antioxidantes ajudam o corpo a remover os radicais livres, moléculas instáveis que podem causar danos às células. O corpo pode eliminar muitos radicais livres naturalmente, mas quando ingeridos na dieta podem ajudar, especialmente quando a carga oxidante é alta.

Saúde óssea
• As cenouras contêm vitamina K e pequenas quantidades de cálcio e fósforo. Isso contribui para a prevenção da osteoporose.

Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) pelo Hospital Israelita Albert Einstein – Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

 

 

 

 

 

Alimentação rica em cálcio colabora na prevenção da osteoporose

Os queijos são ricos nos minerais e fortes aliados no combate à doença, que afeta a saúde dos ossos

Osteoporose é um problema que atinge cerca de 10 milhões de pessoas somente no Brasil, de acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF). O que nem todo mundo sabe é que consumir alimentos ricos em cálcio, como queijos e vegetais escuros, é a melhor forma de prevenir o mal.

A osteoporose causa fragilidade dos ossos e normalmente só é descoberta após a ocorrência de fraturas, diminuição de 2cm a 3cm de estatura, ombros caídos, entre outros sintomas. É mais comum em pessoas idosas, devido ao desgaste dos ossos, e em mulheres na pós-menopausa. Além de alimentação pobre em cálcio, abuso de álcool, tabagismo, predisposição genética e diabetes podem agravar o problema.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é importante que o cuidado comece ainda na infância, pois é durante esse período que ocorre a formação de massa óssea. A recomendação é o consumo de pelo menos três porções diárias de alimentos ricos em cálcio. Além te proteger os ossos, o mineral ajuda na prevenção de riscos cardíacos, de acordo com estudo da McMaster University (2018), no Canadá.

Rico em cálcio, o queijo é um ingrediente que combina muito bem com saladas, massas e carnes e que pode colaborar com uma vida mais saudável. Quer saber um pouco mais? Veja abaixo a lista com os cinco queijos que mais contêm cálcio:

Parmesão: 1.390mg de cálcio em uma fatia de 100g. Este queijo tem sabor fresco, frutado e doce, e que combina com molho agridoce.
Reino: 1.110mg de cálcio em uma fatia de 100g. Tem textura macia e sabor acentuado. Pode ser consumido puro, em sanduíches ou em preparações mais elaboradas.
Gruyère: 1.083mg de cálcio em uma fatia de 100g. De sabor forte e amendoado pode ser utilizado em aperitivos, lanches, massas e saladas.

gouda
Gouda: 1.050mg de cálcio em uma fatia de 100g. Sua textura é macia e o sabor adocicado e amendoado. Possui sabor suave, ligeiramente adocicado e textura macia.
Provolone: 1.043mg de cálcio em uma fatia de 100g. É um queijo que pode ser produzido com base em coalho de bezerro (suave, doce e leitoso) ou com coalho de cabrito (sabor mais forte). Combina com risotos e molhos agridoces.

Unindo ingredientes saborosos e nutritivos, a Tirolez, uma das marcas mais tradicionais de laticínios do País, disponibilizou duas deliciosas receitas, Empadinhas 3 Queijos e Omelete de Queijo Gouda, para que você e sua família possam aproveitar uma maravilhosa refeição.

Empadinhas 3 Queijos

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Ingredientes:
Massa
2 e meia xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) bem cheia de banha vegetal ou animal
1 ovo
Meia xícara (café) de água

Recheio
500 g de Queijos Tirolez ralados (Estepe, Gruyère e Parmesão)
1 copo de leite integral
1 colher (sopa) de Manteiga Tirolez sem sal derretida
3 ovos
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1 pitada de noz moscada
1 pitada de sal

Modo de Preparo:
Massa
Com as pontas dos dedos, misturar a farinha de trigo com a banha até virar uma farofa. Em um vasilhame separado, bater o ovo inteiro (gema e clara) e em seguida acrescentar meia xícara de café de água e bater novamente. Incorpore o ovo batido na farofa e misture bem. Acrescentar uma pitada de sal. Untar as formas com banha ou manteiga. O segredo do obter uma boa massa: amassar a mistura e montá-la nas formas com a ponta dos dedos. Caso opte por uma forma média ou grande, estender a massa com um rolo, sem fazer muita pressão.

Recheio
Em um recipiente, misturar bem a colher de farinha de trigo, os três ovos, a colher de manteiga derretida, o copo de leite. Acrescentar as xícaras dos queijos ralados, mexendo até obter uma mistura homogênea. Não esquecer da pitada de noz moscada para dar um gosto especial. Coloque o recheio sobre a massa que já se encontra na forma escolhida. Leve ao forno preaquecido e retire as empadinhas quando estiverem douradas a gosto.

Omelete de Queijo Gouda

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Ingredientes:
5 ovos
¾ de xícara (chá) de leite zero lactose
1 maço de alecrim fresco picado
Sal, pimenta-do-reino e noz-moscada
1 colher (sopa) de Manteiga com Sal Tirolez
1 pedaço de Queijo Gouda Tirolez (cerca de 250 g)

Modo de Preparo:
Em uma tigela, junte os ovos, o leite e o alecrim e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Aqueça a manteiga em uma frigideira antiaderente e despeje a mistura de ovos. Com uma espátula, vá puxando levemente as bordas da omelete para o centro da frigideira, para que cozinhe aos poucos e mantenha o centro cremoso. Cubra com o queijo gouda cortado em cubos pequenos e escorregue a omelete para a travessa em que será servida, dobrando-a no meio. Sirva em seguida.

Confira quais alimentos são ricos em vitamina D

Por que você precisa de vitamina D

É importante para os ossos, células sanguíneas e sistema imunológico. Você obtém a maior parte de sua vitamina D da luz solar pela pele. Apenas alguns minutos por dia em suas mãos e rosto devem fazer o truque. Mas você também pode obtê-la pela alimentação. Se você estiver em casa, doente ou for idoso, pode não receber vitamina D suficiente. Converse com seu médico se achar que seus níveis estão baixos.

Quanto você precisa?

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A maioria dos adultos precisa de cerca de 15 microgramas (mcg) por dia. Isso diminui para 10 mcg em bebês e até 20 mcg em adultos com 71 anos ou mais. Nos rótulos, você pode ver as quantidades de vitamina D listadas em unidades internacionais (UI). Um único micrograma é igual a 40 unidades internacionais.

Suco de laranja

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Foto: Ju00c9SHOOTS/Pexels

Nesse caso, é melhor comprá-lo do que fazer você mesmo em casa. Isso ocorre porque a vitamina D não vem das laranjas, mas dos fabricantes que a adicionam ao suco. Procure as palavras “fortificadas com vitamina D” no rótulo. Você recebe cerca de 2,5 mcg por cada copo. Desfrute de um copo de suco de laranja, mas não exagere. Além de nutrientes, também é embalado com açúcar e calorias.

Truta arco-íris

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Se você está procurando um prato principal saudável e com uma quantidade decente de vitamina D, tente grelhar um pouco de truta arco-íris. Tem 16 mcg em uma porção de 85 gramas. Adicione um pouco de manteiga com limão e ervas para uma refeição saborosa.

Salmão

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Uma porção de 85 gramas de salmão pode fornecer 10 a 18 mcg de vitamina D, dependendo do tipo. O coho selvagem está na extremidade baixa, com 10 mcg, e o salmão enlatado está no topo, com 18. Outros peixes gordurosos, como cavala, arenque e sardinha, também têm um bom índice de vitamina D. Para uma refeição fácil de preparar, experimente bolinhos de peixe assados ​​com salmão da lata.

Cogumelo Portobello

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Você pode obter 8 mcg de vitamina D quando come 85 gramas de cogumelos portabello. Mas você pode trazê-los para fora para ver o sol por alguns segundos.Faça isso porque a luz UV do sol aumenta o nível de vitamina D em muitos cogumelos, principalmente nos portobellos. Para uma alternativa a um prato de carne, pincele os cogumelos portobello com azeite e cozinhe-os na grelha.

Iogurte

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Foto: Profet77/Pixabay

Os fabricantes de iogurte costumam adicionar vitamina D ao produto. Normalmente, você pode obter 3 mcg em uma porção de 236ml. Escolha o iogurte natural com pouca gordura para reduzir o açúcar, a gordura e as calorias. Para um lanche saudável, cubra frutas frescas com iogurte natural com pouca gordura e nozes trituradas.

Atum

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O humilde atum light de uma lata leva um boa quantidade de vitamina D, em comparação com outros alimentos. Você recebe 6 mcg em uma porção de 85 gramas. Quando você faz um sanduíche, em vez de maionese, experimente uma mistura de mostarda Dijon, azeite e suco de limão para mantê-lo mais saudável.

Leite

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Seja seu leite integral, achocolatado ou com baixo teor de gordura, o produtor provavelmente o fortificou com cerca de 3 mcg de vitamina D por xícara. Então, se você tem uma escolha, qual o tipo que provavelmente deveria escolher? (Dica: não é o achocolatado). Sim, baixo teor de gordura é o caminho. Experimente de manhã com cereais integrais e com pouco açúcar, também frequentemente enriquecidos com vitamina D.

Leites não lácteos

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Quer sejam feitos de soja, amêndoas ou arroz, os fabricantes normalmente fortalecem esses produtos com 2,5 a 3 mcg de vitamina D por xícara. Às vezes, essas bebidas também contêm muita gordura, açúcar e calorias; portanto, verifique cuidadosamente o rótulo. Adicione um pouco de cremosidade não oleosa ao seu smoothie pós-treino com uma xícara de leite de amêndoa.

Fatores de risco para baixos níveis de vitamina D

Vários fatores aumentam suas chances de ter baixos níveis de vitamina D:

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=Idade: sua pele e rins já não são como antes.
=Pele mais escura: não converte a luz solar também.
=Problemas digestivos: doença de Crohn, doença celíaca e os problemas com a digestão de gordura podem limitar seus níveis.
=Obesidade: a gordura retém a vitamina D e impede que ela entre no sangue.

Você está com pouca vitamina D?

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O seu médico pode testar seu sangue para verificar seus níveis de vitamina D. Isso é muito importante se você é uma pessoa que não sai muito de casa (não toma sol) ou apresente sinais de baixa vitamina D, como osteoporose ou dores nos músculos ou ossos. Uma quantidade normal para adultos é superior a 20 nanogramas por mililitro (ng / mL). Em menores de 12 anos pode ser um problema de saúde. Suplementos podem ajudar, mas converse com seu médico primeiro e não exagere. Níveis de vitamina D acima de 100 ng/ml podem ser arriscados.

Fonte: WebMD

Isolamento social aumenta índice de acidentes domésticos

Tarefas rotineiras e até brincadeiras do Tik Tok podem causar lesões; ABTPé ressalta cuidados

mulher dor pe acidente casa sofá

Com o isolamento social em decorrência da pandemia da Covid-19, o registro de acidentes domésticos tem aumentado – estatísticas demonstram que houve um crescimento de cerca de 30% dos casos. Durante esse período, é natural que as pessoas procurem atividades dentro de casa para ocupar o tempo, como realizar pequenas mudanças ou reformas, arrumar objetos em móveis, praticar atividades físicas e aderir a brincadeiras da internet para se distrair, mas é preciso cuidado para não se machucar.

Na Inglaterra, por exemplo, em abril, uma jovem de 27 anos machucou seriamente os dois pés participando de um desafio de dança viral do Tik Tok. Nele, as pessoas devem ficar frente a frente e precisam bater com os pés juntos em diferentes combinações enquanto dançam ao som de uma música. Além de gesso em um pé e uma bota imobilizadora no outro, ela ainda corre o risco de precisar passar por uma cirurgia para reparar as lesões.

O presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé),  José Antônio Veiga Sanhudo, alerta que é preciso cautela com os virais da internet. “É preciso tomar muito cuidado ao tentar imitar os desafios e brincadeiras lançados na internet, pois o que era para ser diversão pode acabar em lesões que, dependendo da situação, podem deixar sequelas”.

muler perna quebrada enfaixada

Com relação aos acidentes em atividades rotineiras, o Diretor da Regional São Paulo da ABTPé, Danilo Ryuko Cândido Nishikawa, ressalta que queda de altura (escada, cadeiras, cama) e acidentes por instrumentos perfurocortantes (vidro, faca, serra, prego) acabam se tornando mais frequentes. “É preciso ficar atento, pois as quedas de altura podem causar lesões simples, como leves entorses do tornozelo, ou fraturas graves da tíbia, fíbula, calcâneo e metatarsos, que necessitem de tratamento cirúrgico”, explica.

“A maior frequência do manuseio de instrumentos de cozinha ou de construção pode causar lesões nos tendões, nervos e vasos sanguíneos da mão, levando a consequências graves”, completa.

Crianças e idosos

idoso e criança

As crianças e os idosos exigem atenção e cuidados redobrados dentro de casa, onde situações corriqueiras se transformam em grandes armadilhas. No caso do público infantil, com o confinamento, as crianças ficam mais agitadas e passam a explorar novos lugares na casa, colocando-se em risco.

“A casa se torna o playground, o parque e a quadra de esportes. Com isso, podem ocorrer desde lesões menores, como imprensar o dedo nas portas e pequenas contusões, até fraturas do fêmur, tornozelo, cotovelo, mão e punho. Ficar de olho é a principal medida para protegê-las”, destaca Sanhudo.

No fim de março deste ano, uma criança do Rio Grande do Sul rasgou o pé, depois de bater em um copo de vidro que estava no criado mudo. A garotinha de quatro anos estava tentando plantar bananeira, seguida de uma cambalhota em cima da cama dos pais.

Cuidados importantes com esse público incluem:

stocksy united criancas pulando na cama
Stocksy United

-colocação de protetores de quina nos móveis,
-grades ou telas nos berços,
-brincadeiras que envolvam corrida e pulos em móveis, camas e sofás, principalmente quando próximas às janelas, devem ser evitadas.

Já os idosos, pelo avanço da idade, apresentam fraqueza muscular, piora do equilíbrio e fragilidade óssea, sendo mais suscetíveis a quedas dentro de casa, que podem ocasionar em fraturas do fêmur, punho e ombro.

idoso alzheimer cuidadora pixabay

“É importante evitar tapetes e objetos pelo chão da casa, isolar pisos escorregadios, manter os ambientes iluminados e não subir em bancos, cadeiras ou escadas”, salienta Nishikawa. “Em caso de acidente, não hesite em procurar o pronto-socorro ortopédico”, conclui.

Fonte: ABTPé

Alimentos que fortalecem os ossos

Nutricionista da Superbom elenca alimentos que atuam no enrijecimento da ossatura

Quando se trata de fortalecimento dos ossos, os itens derivados do leite são os primeiros a vir a mente. Porém, existem outros alimentos que são ótimas fontes de cálcio e nutrientes, auxiliando na prevenção de doenças como a osteoporose.

Segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose, a doença afeta uma em cada três mulheres com mais de 50 anos, enquanto nos homens a proporção é de um a cada cinco. O problema progride gradativamente e, raramente, apresenta sintomas antes que aconteça algo com mais gravidade, como uma fratura.

Para auxiliar quem busca uma alimentação saudável visando o fortalecimento dos ossos, a nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, Jessica Santos, selecionou cinco alimentos que não podem ficar de fora dessa dieta. Confira abaixo:

soja

• Soja: alimentos à base de soja atuam beneficamente para o enrijecimento da ossatura. “É rica em isoflavona, substância semelhante ao hormônio feminino estrógeno, atuando na absorção dos minerais e, consequentemente, diminuindo a eliminação de cálcio na urina “, explica a especialista.

tomates
• Tomate: é rico em minerais como ferro, magnésio, fósforo e potássio, componentes ligados à formação dos ossos. Além de possuir vitamina A, que age na prevenção do câncer.

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• Vegetais verdes: de acordo com pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, a ingestão de grandes quantidades de vegetais verdes como brócolis, couve-flor e espinafre ajudam a aumentar a densidade óssea em até 3%, devido ao fato desses alimentos serem ricos em cálcio e vitamina D.

leite de amendoas
• Amêndoas: essa semente oleaginosa é uma ótima fonte de cálcio e magnésio. Em 26 gramas de amêndoa se encontra 60mg de cálcio, além de ser altamente nutritiva.

oleo de canola - alibaba
Foto: Alibaba

• Óleos de semente: óleo das sementes de canola, linhaça e gergelim são ricos em ômega-3, que agem no aumento da absorção de cálcio pelo organismo.

Sugestão de produtos que fortalecem os ossos:

Proteínas da soja – Superbom

superbom

As proteínas da soja da Superbom são ideais para fazerem parte de uma alimentação saudável porque além de contribuírem para o fortalecimento dos ossos, são ricas em fibras e têm alto teor proteico. Disponíveis nas versões: Bife, Carne, Salsicha, Almôndegas ao molho sugo, Vegan Meat, Salsicha defumada aperitivo, Hambúrguer, Salsicha defumada, Medalhão ao molho madeira, Molho bolonhesa, Cubinhos ao molho mexicano, Escalope ao molho caseiro e Jardineira ao molho caseiro.

Informações: Superbom

Estudo diz que consumir leite e derivados de origem animal aumenta risco de doenças

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) comenta os resultados do estudo, que revela os efeitos negativos da bebida, e recomenda não consumir lácteos em benefício da saúde humana.

O consumo de leite e derivados lácteos bovinos representa elevado risco para a saúde humana, principalmente no que diz respeito ao seu uso como fonte de cálcio. De acordo com o estudo “Milk and Health” (Leite e Saúde, na tradução livre), publicado pelo ‘New England Journal of Medicine’, aumentar o consumo de leite resulta diretamente no aumento do risco de fratura, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e mortalidade em geral.

Publicado no dia 12 de fevereiro de 2020, o material revela que o benefício atribuído ao leite está mais relacionado à qualidade da dieta e menos ao consumo dos produtos lácteos. Em regiões onde a qualidade da dieta e o aporte de calorias estão comprometidos, a alta densidade energética do leite pode ser particularmente favorável, mas apenas no curto prazo.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) destaca a recomendação do estudo para que a necessidade diária de cálcio seja suprida por meio de fontes de cálcio de origem vegetal como os vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor e couve), tofu, castanhas, feijões e leites vegetais fortificados com cálcio.

“Os efeitos nocivos do consumo habitual de lácteos estão amplamente demonstrados. Portanto, não recomendamos o leite e os seus derivados como fonte de cálcio. Vale ainda um alerta para a urgente necessidade de redução do consumo, em benefício da saúde humana em diversos aspectos”, esclarece a médica Camila Secches, endocrinologista membro da SVB.

Diante dos riscos evidentes, a SVB preparou nove motivos que incentivam a redução e até mesmo a eliminação deste tipo de alimento da sua dieta:

1) Saúde óssea

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A redução do consumo de lácteos está associada ao menor risco de fratura de quadril.

2) Pressão arterial

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A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que inclui derivados de leite com teor de gordura reduzido, é eficiente em reduzir a pressão arterial. No entanto, a contribuição específica dos lácteos não é clara, uma vez que a dieta é baixa em sódio e rica em frutas e vegetais. Abordagens dietéticas semelhantes, mas com exclusão de leite e derivados, se mostram igualmente eficazes.

3) Perfil lipídico

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A substituição isocalórica do leite por alimentos fontes de gorduras vegetais insaturadas resulta em redução de LDL-colesterol, triglicerídeos e marcadores inflamatórios.

4) Peso corporal

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O leite é um alimento de alta densidade energética e não tem fibras na sua constituição. É possível que sua substituição por um alimento com menor densidade energética e/ou rico em fibras tenha impacto positivo na perda de peso e promoção da saciedade.

5) Doenças cardiovasculares

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Ilustração: Pixabay

O consumo de gorduras do leite está associado a maior risco de doenças cardiovasculares do que o consumo de gorduras insaturadas (considerando uma substituição isocalórica).

6) Diabetes

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O risco de diabetes é maior quando o leite é comparado com bebidas sem açúcar adicionado, como o café.

7) Câncer

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O consumo de leite está relacionado ao aumento de risco de câncer de mama, endométrio e próstata. O aumento de IGF-1 em pessoas que consomem leite pode representar um mecanismo plausível entre a ingestão de lácteos e outros tipos de câncer.

8) Alergias e intolerâncias

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O leite de vaca causa alergia em cerca de 4% das crianças e está associado ao agravamento de asma na infância. A intolerância à lactose tem alta prevalência na população em geral e é subdiagnosticada. O consumo de lactose por intolerantes, além dos sintomas gastrointestinais, gera deficiência de macro e micronutrientes e impacto negativo na flora intestinal.

9) Mortalidade geral

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Stocksy

O consumo de leite resulta em aumento significativo de mortalidade geral quando comparado com uma fonte de proteína vegetal não processada. Em relação a outras fontes de proteína animal (ovos, carnes, aves e peixes), o leite tem menor mortalidade.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Torção de tornozelo pode causar danos para a vida toda

Pelo menos 10% das lesões evoluem com sequelas; ABTPé fala sobre a importância do tratamento

Quem nunca sofreu uma torção no tornozelo? É estimado que a cada 25 anos de vida, uma pessoa percorra o equivalente a uma volta ao mundo a pé. Sendo assim, a chance de pisar em falso em uma caminhada não é pequena. Na prática esportiva, então, a entorse, como também é chamado, é muito comum e considerada o motivo mais frequente para atendimentos emergenciais.

A maioria das pessoas considera a torção um problema sem consequências e logo volta às atividades normais, mas o fato é que a entorse do tornozelo pode ser uma lesão grave e deixar sintomas para o resto da vida, como explica o presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), José Antônio Veiga Sanhudo. “Estima-se que pelo menos 10% dessas lesões evoluam com sequelas, especialmente quando o tratamento é negligenciado”, ressalta.

O tornozelo é a base do corpo e, ao torcê-lo, o ideal é passar por consulta com um especialista para uma avaliação correta da gravidade da lesão. “O médico vai avaliar a necessidade de exames complementares, como radiografias, para descartar fraturas e, eventualmente, ressonância nuclear magnética para quantificar a extensão da lesão ligamentar, a possibilidade de lesão tendinosa e/ou de cartilagem associadas”, explica Sanhudo.

Graus da torção

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Quando uma entorse de tornozelo acontece, um ou mais ligamentos no lado interno ou externo (mais comumente) sofreram estiramento, ruptura parcial ou ruptura total.

A gravidade da lesão varia de acordo com o grau de ruptura das estruturas ligamentares e é classificado de I a III.

Grau I – leve (distensão): ligeiro estiramento dos ligamentos, com formação de edema e presença de dor.

Grau II – moderado: ruptura parcial dos ligamentos e instabilidade da articulação, com presença de edema e rigidez na movimentação. Dor de intensidade moderada.

Grau III – grave: ruptura total dos ligamentos e muita instabilidade no pé, com grande dificuldade para manter-se em pé e dor intensa.

“A entorse do tornozelo compreende graus variados de lesão ligamentar, que via de regra cicatrizam bem, mas que se não imobilizadas e supervisionadas por um especialista, muitas vezes cicatrizam alongadas, sem a tensão adequada, o que, na maioria das vezes, provoca instabilidade articular, com perda da segurança, falseios e entorses de repetição”, fala o presidente da ABTPé.

Dependendo do grau de instabilidade e sintomas residuais, uma cirurgia para reparo ligamentar pode ser necessária. A causa mais comum desse desfecho é o tratamento inadequado. “Muitas entorses são tratadas sem orientação médica adequada e o indivíduo acha que ficou curado até notar que o seu tornozelo não é mais o mesmo”, salienta o especialista.

“O tratamento da lesão, que outrora envolvia longos períodos com bota gessada, hoje é, na maioria das vezes, realizado de forma funcional com imobilizações elásticas que bloqueiam alguns movimentos, mas permitem a deambulação com uso de calçados regulares”, conclui Sanhudo. A duração do tratamento é de 6 a 12 semanas, habitualmente e, quase sempre, envolve uma fase inicial de imobilização funcional – como explicado pelo especialista, seguida de reabilitação.

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Fonte: ABTPé

 

 

 

Previna-se contra a osteoporose na menopausa

Se você tem tido fraturas com muita facilidade, fique atenta: pode ser um indício de osteoporose. Segundo estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), a doença acomete mais de 10 milhões de brasileiros. As projeções da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) revelam que o número anual de fraturas de quadril, relacionadas à osteoporose, (atualmente, 121.700 fraturas por ano) deverá atingir 140 mil pessoas, até 2020.

A doença causa a diminuição da massa óssea, resultando em ossos frágeis e porosos. O curioso é que a osteoporose não causa dor, ou seja, muitas pessoas só a descobrem quando há alguma fratura. Quem está mais propício ao problema é a mulher (apesar de que alguns homens também podem ser acometidos), sendo que o tipo mais comum da doença ocorre depois da menopausa, que é o último período menstrual, identificado após 12 meses de amenorreia (ausência de menstruação). Ocorre, em geral, entre os 45 e 55 anos.

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Segundo Karina Tafner, ginecologista e obstetra, especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa, e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo; neste período, a queda do hormônio estrogênio leva a uma diminuição da densidade óssea (osteopenia/osteoporose), pois o estrogênio ajuda a preservar os ossos.

Mas como evitar a osteoporose?

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Em primeiro lugar, de acordo com a ginecologista, conhecendo os fatores de risco. Dentre eles, destacam-se o tabagismo, a idade mais avançada, a dieta (alimentação rica em proteína e sal, e alimentação pobre em leite e derivados, principalmente na adolescência, quando o osso atinge o “pico de massa óssea”), baixo peso, medicações (o uso de corticoides e anticonvulsivantes, aumentam a chance de perda óssea) e doenças que interferem na absorção intestinal, como doença celíaca (intolerância ao glúten), por exemplo. Outra grande aliada da osteoporose é a falta de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e musculação.

“Para descobrir se você tem osteoporose é preciso fazer o exame de densitometria óssea, que mede a densidade do osso. O tratamento não é complicado, mas envolve uma série de cuidados como a reposição adequada dos níveis de cálcio (seja por dieta ou medicação), a reposição de vitamina D, além de medicações que vão atuar diretamente no osso, estimulando a formação óssea ou inibindo seu desgaste”, explica Karina.

Para quem faz uso de medicamentos que possam causar a osteoporose, fica o alerta: não deixe de fazer a prevenção, buscando periodicamente o acompanhamento médico. “Lembre-se de que os ossos são fundamentais para a sustentação do nosso corpo, além de servirem de proteção a muitos órgãos”.

10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose, apenas 20% sabem que têm a doença

Cerca de 10 milhões de mulheres e homens brasileiros sofrem de osteoporose segundo a Abrasso (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), mas apenas 20% estão cientes que têm a doença, que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e provoca o aumento do risco de fraturas. Em países em desenvolvimento, a incidência deve aumentar consideravelmente nos próximos anos, por conta do envelhecimento rápido da população.

Segundo o reumatologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Guilherme Laranja, a osteoporose acomete uma em cada três mulheres com mais de 65 anos e um em cada cinco homens acima dos 70 anos. Pulsos, coluna vertebral e fêmur costumam ser as partes do corpo mais afetadas.

“A deficiência de estrogênio, hormônio feminino, causa a fragilidade óssea de mulheres no período pós-menopausa. Nesse cenário, a incidência de osteoporose em mulheres é o dobro do que em homens”, diz o especialista.

A osteoporose é classificada de duas formas: primária e secundária. A primária, não tem uma causa secundária definida. Já a secundária acontece quando outras doenças que comprometem a massa óssea são a causa do surgimento da osteoporose, como alguns tipos de câncer e seu tratamento, doenças inflamatórias em geral (lúpus, artrite reumatoide), deficiência de cálcio e vitamina D, assim como tabagismo, consumo exagerado de álcool e tratamentos à base de corticoides.

Diagnóstico e prevenção

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A densitometria óssea ainda é o melhor método para o diagnóstico da osteoporose. O exame, que mede a quantidade de cálcio nos ossos, pesquisa e indica o nível de gravidade da doença. No entanto, a adoção de um estilo de vida saudável ajuda a prevenir o desenvolvimento desta patologia.

Alimentação balanceada, rica no consumo de verduras e legumes, principalmente as de cor verde escura, frutas, na farta ingestão de cálcio e de vitamina D, associada ao baixo consumo de açúcar, exposição ao sol, além de atividade física regular são algumas das formas de tentar evitar ou retardar quadros de osteoporose.

“Atividade física regular também é importante no combate a osteoporose. O ideal seria começar a prática desde a infância, pois isso melhora a “reserva” de osso da criança, e consequentemente a massa óssea na velhice. Já para os adultos, é importante manter uma rotina regular de exercícios, de impacto e com cargas”, explica o médico.

Casa segura e bem iluminada

Osteoporosis

Quem sofre de osteoporose precisa se preocupar em viver em um local seguro, livre dos riscos de queda, por isso, o especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta para a importância de deixar os ambientes domésticos protegidos. “O ideal é que os idosos vivam em casas com boa iluminação, sem tapetes nos quartos, banheiros, cozinha e salas. Cadeiras, poltronas e sofás devem ter braços, que ajudam na hora de a pessoa se levantar. Os pés dos móveis devem ter protetores antiderrapantes”, diz o médico.

O reumatologista reforça que barras de apoio devem ser instaladas dentro do box do chuveiro, próximas da pia do banheiro e ao lado do vaso sanitário. Isso reduz o risco de queda e dá mais autonomia ao idoso. Nas escadas, o uso de fita antiderrapante na borda dos degraus ajuda a melhorar a aderência e sinalizam o fim de cada degrau.

Confira alguns mitos e verdades sobre a osteoporose:

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Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz