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Hoje é o Dia Nacional de Prevenção da Alergia e o Dia Mundial de Combate à Asma

A baixa umidade do ar, característica do período, favorece o aumento de doenças, principalmente em crianças e idosos

A baixa umidade do ar, característica do clima nos meses de outono e inverno, favorece o aumento de alergias respiratórias, principalmente em crianças, idosos e portadores de doenças crônicas. Logo, 7 de maio se tornou o Dia Nacional de Prevenção da Alergia, a fim de conscientizar a população sobre os riscos de contrair doenças neste período. Neste ano, a data também coincide com a primeira terça-feira do mês do maio, na qual é celebrada o Dia Mundial de Combate à Asma.

A asma é uma doença comum das vias aéreas causada pela inflamação dos brônquios e provoca sintomas como falta de ar, dificuldade para respirar, sensação de aperto do peito, chiado e tosse.

Já a rinite alérgica é uma inflamação do nariz causada por alergias respiratórias que podem variar a causa, e, entre os sintomas estão espirros persistentes, obstrução nasal, coriza e coceira no nariz, que também podem ser acompanhados de coceiras nos olhos, garganta e ouvidos. Segundo a Asbai, Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, cerca de 30% da população sofre com algum tipo de alergia, sendo a rinite uma das mais comuns.

Quando a temperatura está baixa, as pessoas se fecham mais em suas casas, criando ambientes propícios para o desenvolvimento de agentes precursores da doença, como ácaros e fungos. Milena Costa, médica otorrinolaringologista, explica que a asma e a rinite são doenças concomitantes e ainda que seus sintomas sejam diferentes, as duas possuem gatilhos em comum.

Vale lembrar que o tratamento adequado de ambas as doenças somente é determinado após diagnóstico do médico e, mesmo sendo crônicas, as duas podem ser controladas por meio de medicamentos e hábitos de prevenção, como:

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=Realizar lavagem nasal com soro fisiológico ao menos uma vez por dia;

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=Manter a casa bem arejada;

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=Evitar o acúmulo de poeira;

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=Limpar o ambiente com pano úmido;

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Getty Images

=Evitar dormir com animais domésticos;

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=Trocar a roupa de cama duas vezes por semana e fazer revestimentos para os cobertores com capas laváveis.

Fonte: Milena Costa é médica otorrinolaringologista formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, com especialização pela Stanford University, na Califórnia, e atual residente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

“Tontura é Coisa Séria” destaca importância do problema ser investigado

Ver as coisas girar ou rodar pode ser sinal de enxaqueca ou até mesmo AVC

Entre os dias 22 e 28 de abril foi realizada a Semana da Tontura e, este ano, o tema central foi  “Tontura é Coisa Séria”. Cerca de 50% dos casos de tontura estão relacionados a doenças de ouvido e outros 40% a doenças neurológicas. Nas unidades de emergência, a vertigem deve ser levada a sério e investigada. O foco é verificar se a vertigem aguda é de causa periférica ou central.

Existem três testes básicos, os chamados “bedside tests” que podem ser feitos à beira do leito e que decifram o local da vertigem (no labirinto, no órgão periférico ou no sistema nervoso central). São eles: a pesquisa do reflexo vestíbulo-ocular por meio do “head impulse test”,  a pesquisa de nistagmo multidirecional por meio do “teste semiespontâneo”, e a pesquisa de estrabismo vertical por meio do “skew deviation test”.

“Esse diagnóstico diferencial é fundamental visto que cerca de 5% dos casos de vertigem aguda, associada a náuseas e vômitos, atendidos em pronto-socorro e ou unidades de emergência são decorrentes de acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame. E nem sempre em tais locais de pronto atendimento hospitalar existe a disponibilidade de tomografia computadorizada como recurso diagnóstico imediato”, alerta Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A especialista explica ainda que os sinais apresentados na tontura periférica podem apontar para diagnósticos como neurite vestibular (vertigem aguda desencadeada por falência súbita do nervo vestibular de um lado do crânio causada por infecção viral) ou VPPB (vertigem aguda associada ao posicionamento de cabeça desencadeada pelo desprendimento de partículas ou cristais ou cálculos de um determinado compartimento do labirinto para outro, onde não deveriam estar presentes). Já no caso da vertigem aguda central, problemas mais graves, como AVC de fossa posterior ou tronco cerebral ou cerebelo podem fazer parte do diagnóstico.

ouvido

“A tontura deve sempre ser investigada. Pode ser uma coisa simples e de fácil resolução. Entretanto, independentemente do motivo, quanto mais cedo se procura ajuda maiores serão as chances de recuperação rápida, e menores serão as probabilidades de sequelas, do problema se tornar crônico, persistente e duradouro”, alerta.

A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) preparou vídeo que explica sobre os sintomas e os cuidados com a tontura.

Outras doenças e situações relacionadas à tontura:

Enxaqueca, diabetes, doenças da tireoide, colesterol alto, infecções de ouvido ou do nervo do labirinto, osteoporose, TPM (tensão pré-menstrual), climatério e AVC (acidente vascular cerebral) são causas possíveis de tontura.

Sintomas

Mais frequente em idosos, a tontura preocupa os especialistas, principalmente por elevar, significantemente, o risco de quedas (30% das quedas em idosos decorrem de distúrbios do equilíbrio). Vale ressaltar que as quedas representam a causa mais comum de mortes em pessoas nesta faixa etária.

A presença de dificuldade na marcha, falta de coordenação e desequilíbrio, dificuldade para falar, formigamento, dormência ou paralisia na face (em geral de um lado só), escurecimento da visão ou visão borrada pode indicar comprometimento do sistema nervoso central. No caso de dor de cabeça súbita, acompanhada de náuseas, vômitos e vertigem, o derrame ou acidente vascular cerebral (AVC) precisa necessariamente ser descartado.

Labirintite #Tontura 

tontura falta de equilibrio bebada pixabay
Ilustração Pixabay

Jeanne explica que, ao contrário do que muitos pacientes imaginam, a tontura nem sempre está relacionada à labirintite. “A labirintite era bem mais frequente no passado, pela elevada incidência e prevalência de infecção de ouvido, cujas toxinas muitas vezes progrediam e acometiam o labirinto. Hoje em dia, com a evolução em pesquisas científicas e o surgimento dos antibióticos de última geração, este quadro clínico é bem menos visto na prática clínica corriqueira. Portanto, o termo mais correto a ser usado na atual realidade é labirintopatia”, esclarece.

Prevenção

Alguns hábitos do dia a dia podem contribuir para evitar o aparecimento da tontura:

Preferir alimentação saudável e fracionada
Não fumar
Evitar álcool
Evitar doces e guloseimas
Praticar exercícios físicos regularmente
Dormir bem
Prevenir o estresse
Beber bastante água
Fazer check-up anual

Fonte: Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista concursada do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe do Laboratório de Investigação Médica em Otorrinolaringologia (LIM-32) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Responsável pelo Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Dia Nacional do Surdo: discutir sobre perda auditiva é importante

A perda auditiva é uma condição natural – perde-se conforme os anos passam, mesmo que, em sua maioria, as pessoas a percam ainda durante a idade ativa, por problemas auditivos antes da meia idade.

A otorrinolaringologista e mestre em cirurgia clínica Rita de Cássia Cassou Guimarães explica que uma das causas mais comuns da deficiência auditiva é a exposição prolongada a ruídos – dentre eles, principalmente, se encontra o som alto, com ou sem uso de headphones, que pode levar a pessoa a adquirir diversos graus de surdez.

Os fones de ouvido transmitem altos níveis de vibração sonora (decibéis). Em um censo, foi apontado que cerca de 28,8% de adolescentes brasileiros (os usuários mais frequentes) já têm zumbidos – uma pressão nos ouvidos que causa dificuldade em compreender o que se ouve – em níveis comparados a adultos.

“A probabilidade desses jovens, ao entrarem em um contato prolongado com elevados níveis de ruídos, apresentarem problemas auditivos já aos 30 ou 40 anos é enorme”, explica Rita. Em geral, no Brasil estima-se que, ao menos, 15 milhões de pessoas já sofrem com algum tipo de perda auditiva ao entrar em contato com barulhos intensos.

Para os fones, a solução não é aboli-los, mas, sim, usá-los com moderação, sem o exagero no volume do aparelho – como explica a médica. O limite auditivo seguro do som contínuo é de 80 decibéis: “É preciso escutar o som e, ao mesmo tempo, o que está a sua volta”, orienta a especialista. O modelo de concha é o mais recomendado, então opte em usá-lo.

mulher ouvindo musica fone de ouvido stocksnap pixabay

“Essas dicas são importantes para cuidar da audição e proteger os ouvidos. Fique atento ao tempo de exposição ao som alto: o ideal é fazer uma pausa de dez minutos a cada hora de barulho intenso”, finaliza Rita.

Fonte: Rita de Cássia Cassou Guimarães é otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná

Pets não são os maiores vilões das rinites, mas levam a fama

Médica do Hospital IPO explica como isso ocorre e dá dicas de como conviver com os animais e prevenir as alergias

Os animais de estimação ganham cada vez mais espaço na vida dos brasileiros, tanto que já ultrapassaram a casa dos 52 milhões — segundo dados do IBGE– número que deixa o Brasil na quarta população mundial de pets, mas o que acontece quando seu animalzinho parece te fazer mal?

Espirar, sentir coceira no nariz e nos olhos são alguns dos incômodos mais comuns. “O importante é manter a calma e buscar um especialista para fazer os exames possíveis para poder fazer um diagnóstico correto”, orienta Renata Becker, otorrino do Centro de Rinites e Alergias do Hospital IPO.

Segundo a especialista, o número de pessoas que são alérgicas aos animais é menor do que se pensa. “Há diversos exames que podemos fazer quando detectamos que a rinite é provocada por animal, temos como opção fazer um tratamento com base em vacina, mas grande parte dos casos a rinite é provocada por ácaro. Acontece que a descamação da pele dos animais favorece a proliferação de ácaros, então os animais, muitas das vezes agem como catalizadores nesse processo”, frisa.

A médica preparou uma lista para que os amantes dos animais de estimação possam prevenir as alergias:

gato e cachorros na cama

1 – evite a entrada do pet nos quartos;

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2 – evite a permanência do pet em áreas de permanência, como o sofá;

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3 – depois de brincar com o pet, troque de roupa, lave bem as mãos, os olhos e o nariz com soro fisiológico para evitar o contato do alergeno com a mucosa;

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Foto: C_Scott/Pìxabay

4 – depois do banho, antes de ir para a cama, não brinque com o animal, principalmente se já estiver vestido para dormir;

cachorro banho pethealthzone
Foto: Pethealthzone

5 – verificar a indicação de banhos nos animais com o veterinário e segui-las à risca;

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6 – busque auxílio de um otorrino para fazer o diagnóstico correto da rinite, para que, desta forma, se possa realizar os tratamentos necessários para ter um tratamento adequado.

Fonte: Hospital IPO

Faringite, laringite e amigdalite: entenda cada uma delas

Qual a diferença entre a faringite, laringite e amigdalite? Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP explica melhor cada uma delas.

Faringite: corresponde à inflamação/infecção da faringe (tubo localizado atrás da língua, formado por músculos e mucosa, por onde passa tanto o ar que respiramos como também o alimento que comemos).

Laringite: é a inflamação/infecção da laringe (estrutura localizada abaixo da língua, de especial importância, pois é responsável tanto pela respiração, quanto pela fonação: é aí que se localizam as pregas vocais, cujo funcionamento determina a voz).

Amigdalite: é a inflamação/infecção das amígdalas (estrutura em formato de amora localizada em cada lado da base da língua, capaz de reconhecer antígenos – partículas estranhas ao nosso organismo – e produzir anticorpos de defesa contra eles).

“Tanto a faringite quanto a amigdalite podem causar dor de garganta, como também podem ocorrer isoladamente ou de modo concomitante. A laringite também pode ocorrer juntamente com as duas anteriores, mas, em geral, costuma dar rouquidão e ou afonia (perda da voz), a dor não aparece de forma relevante”, explica a especialista.

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Foto: Strep Throat

Automedicação

É comum vermos pessoas na farmácia comprando pastilhas para dor de garganta e anti-inflamatórios. Mas é preciso cuidado na automedicação, já que podem causar efeitos colaterais. Os mais comuns incluem náuseas, vômitos, prisão de ventre, diarreia, perda de apetite, dor de cabeça, tontura, erupções na pele, sonolência, inchaço nos membros decorrente da retenção de água nos tecidos.

“Efeitos colaterais mais graves incluem úlceras no trato digestivo, hemorragia, insuficiência nos rins e no fígado. Falta de ar pode ocorrer em pacientes alérgicos a determinados anti-inflamatórios, em especial naqueles com asma. Os anti-inflamatórios não podem ser tomados por pacientes com sintomas de dengue, pelo risco de hemorragia. Em crianças e adolescentes os salicilatos devem ser evitados tendo em vista que, eventualmente, podem causar a Síndrome de Reye, doença hepática potencialmente letal”, alerta a médica.

Além da medicação, Jeanne aconselha a ingestão de muito líquido e de alimentos mornos, mais para o quente (caldos e consommé, sopas, chás etc). Fazer repouso, evitar choques térmicos, procurar se agasalhar bem, não sair na rua com o cabelo úmido ou molhado, evitar bebidas e alimentos gelados ou frios.

“Gargarejos diários com água morna e uma pitada de bicarbonato são indicados, porém, os enxaguantes bucais devem ser evitados, pois possuem álcool ou são mentolados, o que acaba acidificando ainda mais o pH da boca”, alerta a médica. Alimentos como o mel de abelha e gengibre podem ajudar, já que possuem um potencial efeito anti-inflamatório em sua composição.

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Prevenção

De acordo com a especialista, uma boa alimentação, imunidade alta e genética favorável são os pilares que contribuem para prevenir essas doenças. “No caso específico da laringite, recomenda-se ainda beber bastante água, comer uma maçã ao dia, e evitar os abusos vocais (gritos, sussurros, exageros na fala). Em casos de episódios recorrentes e/ou persistentes procure o médico, pois algo deve estar errado e precisa ser verificado e corrigido adequadamente”, finaliza.

Fonte: Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.
Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo

Sinusite não tratada pode levar a complicações mais sérias

Dor ou pressão na face, rinorreia (drenagem de secreção pelas narinas) amarela ou esverdeada, halitose (cheiro forte pelas narinas). Pode ou não haver congestão nasal (sensação de inchaço interno no nariz e face), assim como gotejamento posterior (quando a secreção drena do fundo do nariz para a garganta).

Os sintomas citados acima são característicos da sinusite – “sinus” quer dizer “seio da face” e “ite” infecção. Os seios da face são cavidades, buracos ou cavernas dentro dos ossos do rosto preenchidos de ar e revestidos por uma camada fina de mucosa, como se fosse um carpete. Eles existem para dar leveza aos ossos da face.

“Os seios da face são os maxilares, etmoidais, esfenoidais, frontal. Em geral, o adulto possui todos estes seios formados e presentes. Já na criança é distinto, pois só irão aparecer em diferentes idades de vida”, conta Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A especialista explica que, em geral, ao nascer, o seio maxilar e o etmoide já existem, mesmo que rudimentares. Eles crescem e se desenvolvem paralelamente ao desenvolvimento da criança. O seio esfenoidal aparece na primeira infância. Já o seio frontal surge por volta dos 20 anos de idade, mas pode estar ausente ou não se formar em alguns casos.

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A sinusite pode ocorrer tanto em crianças quanto em adultos, mas é mais prevalente em adultos que já possuem todos os seios da face prontos e formados, do que em crianças que nascem com estruturas rudimentares que só vão desenvolver por completo em concomitância com o crescimento da face.

“É difícil a criança se queixar de dor até porque a capacidade que tem de se expressar é mais limitada, em geral percebe-se a rinorreia amarela ou esverdeada e o mau cheiro, podendo ou não estarem acompanhados de obstrução nasal (neste caso percebida pelo fato da criança ficar de boca aberta, já que não consegue respirar normalmente pelo nariz)”, detalha Jeanne.

O tratamento é feito com antibióticos, anti-inflamatórios, corticoides, descongestionantes por via oral, além de lavagem nasal com soro fisiológico 0,9%, descongestionante nasal tópico e sprays nasais. Em casos crônicos, persistentes ou recidivantes, a cirurgia pode ser indicada para drenagem das secreções, abertura, correção de bloqueios e ampliar a ventilação dos seios da face.

Prevenção

A sinusite, em geral, ocorre de forma secundária, ou seja, é decorrente de outras doenças associadas como: rinite, gripes, resfriados e alergias. A prevenção ocorre tratando-se e controlando os males citados. Isso inclui lavagem nasal diária com soro fisiológico 0,9%, sprays nasais tópicos, vacinas, imunomoduladores (medicamentos que melhoram a imunidade), imunoterapia, antialérgicos, entre outros.

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Foto: iStock

“A sinusite não tratada pode levar a complicações mais sérias. A infecção pode migrar para estruturas nobres vizinhas como olhos, cérebro e meninges, por exemplo. Celulite palpebral (edema e obstrução das veias das pálpebras), abscessos (pus que se acumula entre o globo ocular e o osso da órbita), tromboflebite e trombose (inflamação e obstrução de veias importantes do crânio), também podem ocorrer. Sepse e até morte são mais raros, mas devem ser citados”, disse a especialista.

Nas estações de outono e inverno, os cuidados devem ser redobrados, já que estamos todos expostos a baixas temperaturas. Jeanne explica que o frio reduz o batimento mucociliar (sistema responsável pela limpeza das impurezas do nariz), como se o filtro nasal ficasse lentificado, o que facilita a aquisição de agentes infecciosos mais facilmente no ambiente. “O frio também reduz a liberação de imunoglobulinas, que são proteínas de defesa, anticorpos. Além disso, no frio ficamos todos aglomerados, o que favorece o contágio e a disseminação de doenças”, finaliza a médica.

Fonte: Jeanne Oiticica é otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.
Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Por que soluçamos?

Você está no meio de uma conversa e – de repente – começa a soluçar. O que fazer para acabar com esse incômodo? Primeiro, vamos entender melhor o que é o soluço: é um reflexo e ocorre por causa da contratura involuntária ou espasmo do músculo que separa o pulmão do abdômen, conhecido como diafragma. Quando este músculo contrai, o tubo respiratório fecha (a glote fecha), o ar não passa para os pulmões, em vez disso entra no estômago, e ao ser expulso surge um ruído característico, o soluço.

Sempre que o estômago se distende muito (como quando há bebidas gaseificadas, alimentação volumosa e copiosa, deglutição de ar, falar enquanto se alimenta, comer muito rápido, período pós-operatório), o soluço pode aparecer.

Os bebês são os mais atingidos pelos soluços e isso porque eles não nascem com o sistema nervoso central amadurecido, e só serão capazes do controlar determinadas funções após algum tempo de vida.

Soluçar é saudável? Em geral, é transitório, benigno e autolimitado, ou seja, desaparece do mesmo jeito que aparece, espontaneamente. “Em alguns casos, quando o soluço é persistente, pode ser sintoma e indicar alguma doença, por exemplo, disfunção no sistema nervoso central, no centro gerador de soluço no bulbo, ou irritação nos nervos periféricos responsáveis pela inervação do músculo diafragma”, explica Jeanne Oiticica, médica otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

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Foto: Emilysimagery/Morguefile

Na maioria das vezes o soluço é passageiro e não necessita de tratamento. Porém, Jeanne explica que ele pode ser resolvido com uma interrupção breve da respiração, ou seja, prender a respiração por alguns segundos.

“Quando isso é feito, o diafragma é forçado a distender e relaxar, voltando a se movimentar em congruência com o ciclo respiratório (com a respiração), o que acaba resolvendo o soluço. Outra estratégia que pode ser usada é respirar repetidas vezes em um pequeno saco plástico, posicionado ao redor da boca e nariz. O CO2 expirado passa a ser inalado e acaba por interromper o espasmo muscular, reestabelecendo o ciclo respiratório sincrônico e congruente fisiológico”, orienta a médica.

Algumas dicas para evitar as crises de soluços:

– No pós-operatório o recomendado é que o paciente procure não falar muito após voltar de uma anestesia, pois o trato digestivo fica paralisado durante o ato cirúrgico e enquanto os medicamentos anestésicos estiverem circulando no sangue. Falar demais pode gerar acúmulo de ar no estômago e desencadear o soluço.

– Sempre colocar o bebê e a criança para arrotar após a ingestão de líquidos e sólidos, pois o sistema nervoso só amadurece algum tempo depois do nascimento, e essa faixa etária é mais propensa a soluços. Evitar ainda dar alimentos em temperatura extrema, ou seja, muito quentes ou muito frios, pois pode ser outro fator desencadeante.

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Foto: MammaPourFemme

– Com relação aos soluços transitórios e benignos basta tomar a conduta descrita acima: a interrupção breve da respiração.

– Em caso de soluço persistente, procure um médico para investigar se existe alguma doença causadora do sintoma.

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Foto: HomeRemediesGuide

Fonte: Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Fica surdo durante os voos de avião? Veja dicas para evitar esse desconforto

 

Quando você viaja de avião costuma ficar surdo? Pois saiba que há pessoas que ficam com o ouvido tampado por vários dias depois da viagem, e isso ocorre por causa da pressão nos ouvidos, em especial nas aterrissagens (mudança brusca de altitude) ou decolagens de voos comerciais.

A médica otorrinolaringologista e especialista em Otoneurologia, Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Jeanne Oiticica, explica que, apesar das cabines das aeronaves comerciais serem pressurizadas, isso pode ocorrer caso o passageiro esteja com alguma inflamação, congestão ou secreção nas vias aéreas superiores (nariz, seios paranasais, Tuba de Eustáquio, rinofaringe) decorrentes de gripes, resfriados, rinite ou sinusite.

“O que acontece é que o ar presente dentro dos ouvidos, por conta da obstrução (inflamação, congestão ou secreção) não consegue ser trocado com o ar do ambiente. A pressão do ar retido e preso dentro do ouvido acaba gerando desconforto por distensão da membrana timpânica, em alguns casos pode haver dor associada”, comenta a médica.

Pode acontecer de a pessoa ficar sem ouvir direito por alguns dias, a chamada surdez transitória, que ocorre porque parte da secreção retida nas vias aéreas superiores migra para os ouvidos durante o voo, o que causa sensação de ouvido tampado, água no ouvido, pressão, dor.

A médica diz que pode levar alguns dias para esta secreção secar e drenar para fora do ouvido, depois disso a audição normaliza. É sempre importante consultar um médico otorrinolaringologista nestes casos, pois, algumas vezes, pode ser necessário tratamento adicional, como exames de imagem e audiometria, sendo que uma avaliação mais detalhada acaba esclarecendo o diagnóstico final.

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Veja algumas dicas de Jeanne para quem sofre com os ouvidos tampados durante os voos:

– Usar sempre sprays nasais e gotas otológicas que podem ser prescritos para alívio do incômodo agudo na hora do voo, além, é claro, do tratamento profilático, mas que deve ser analisado caso a caso.

– Mascar chicletes e deglutir, beber algum líquido. No caso dos bebês, dar mamadeira ou o peito pode ajudar a abrir a Tuba de Eustáquio (a orelha encontra-se conectada com o nariz por meio de um tubo fino e estreito, como um canudo, chamado Tuba de Eustáquio. Ela é importante, pois é a responsável por equalizar a pressão da orelha e drenar secreções que a própria orelha produz em direção ao fundo do nariz para serem eliminadas) e desentupir o ouvido.

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Fonte: Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista concursada do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP.  Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe do Laboratório de Investigação Médica em Otorrinolaringologia (LIM-32) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Responsável pelo Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Check-up: saiba por que o otorrino deve ser incluído nas consultas de rotina

Se você é alguém que tem o hábito de fazer um check-up de saúde todo ano, por um acaso, coloca a especialidade de otorrinolaringologia na sua lista de exames? Pois saiba que é por meio dela que é possível prevenir diversas doenças que afetam ouvidos, nariz e garganta.

A saúde auditiva, por exemplo. As células da audição, diferentemente das células de outras áreas do corpo, aparentemente não apresentam capacidade regenerativa ou de cicatrização. Uma vez perdidas não é possível recuperá-las.

“Entretanto, existe uma janela ou gap, ou seja, se a perda auditiva for tratada imediatamente diante de sua instalação, maiores são as chances de recuperação da audição. A perda auditiva aguda recente tem chance de reversão. Perda auditiva crônica instalada pode ser tratada, mas com pouca chance de reversão, com algumas exceções”, explica Jeanne Oiticica, otorrinolaringologista, otoneurologista e Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

A visita de rotina anual aliada ao exame de audiometria são medidas preventivas capazes de reduzir o impacto da deficiência auditiva na população. A especialista conta que estudos recentes mostram que a deficiência auditiva não corrigida aumenta em 36% as chances de demência na população não reabilitada.

Outras doenças capazes de serem evitadas ou receber tratamento precoce, assim que o problema se instala, são: otite, mastoidite (infecção bacteriana do osso mastoide, localizado atrás da orelha), otoesclerose (formação atípica de osso na orelha média e ou interna, de causa genética, que provoca perda progressiva da audição), colesteatoma (massa de pele – tecido epitelial – que se forma dentro do ouvido), glomus (tumor benigno altamente vascularizado do sistema neuroendócrino que se forma na orelha média), neuroma (tumor benigno que se forma por espessamento do nervo do ouvido), meniere (aumento da pressão de líquido no ouvido que determina episódios recorrentes de sensação ouvido tampado, zumbido, vertigem e surdez flutuante) e ototoxicidade (lesão das células ciliadas do ouvido – células responsáveis pela audição – pelo uso de drogas e medicamentos – antibióticos e antineoplásicos – potencialmente danosos a estas estruturas).

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No consultório do otorrinolaringologista é possível fazer alguns exames como o eletrofisiológico da audição, incluindo audiometria tonal e vocal, imitanciometria, otoemissões acústicas e Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral (PEAT).

Já nos exames laboratoriais estão incluídos hemograma, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol total e frações, triglicérides, dosagem de hormônios da tireoide, entre outros.

“É muito mais fácil prevenir do que cuidar da doença. A visita de rotina aos especialistas é uma das formas de se atingir uma boa qualidade de vida”, alerta Jeanne.

Fonte: Jeanne Oiticica Médica otorrinolaringologista, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Responsável do Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.

Verão saudável: cuidados com o ouvido, o nariz e a garganta

É época de curtir as férias e a estação mais quente do ano: o verão. E para se refrescar, nada melhor do que aproveitar a piscina, a água do mar e se deliciar com as bebidas geladas e muito sorvete. Porém, alguns cuidados são importantes para que os excessos não comprometam a saúde, especialmente do ouvido, do nariz e da garganta.

De acordo com a médica otorrinolaringologista e especialista em Otoneurologia,. Jeanne Oiticica, o clima quente do verão favorece especialmente o surgimento das otites, e isto ocorre devido a dois principais fatores: primeiro, porque as pessoas ficam mais expostas à água (piscina, praia, sauna, rios, lagos), tanto em frequência, quanto em tempo de exposição (contato prolongado); e segundo porque o calor dilata os vasos sanguíneos, favorece o suor e a umidade, fatores que deixam a pele do ouvido mais quente, úmida e molhada, o que contribui para a proliferação de micro-organismos (bactérias, fungos, vírus) causadores de otites.

Confira algumas dicas importantes da especialista e garanta um verão saudável:

– Ao nadar, quais os principais cuidados para evitar a otite?

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Foto: Beglib/MorgueFile

Apesar de serem raras as ocorrências, o excesso de água e de umidade nos ouvidos pode contribuir para o surgimento de infecções, em especial da pele do canal da orelha. Por isto, para quem estiver em contato com água e for mergulhar diariamente ou para aqueles que fazem isto em períodos específicos do ano (férias, verão, piscina, praia) é recomendado usar um líquido secante no ouvido. No exterior estes produtos são vendidos costumeiramente em farmácias.

Aqui no Brasil, no entanto, não são encontrados com facilidade. Neste caso é preciso que o médico otorrinolaringologista faça a prescrição de fórmula secante na apresentação de gotas para pingar nos ouvidos. O uso de tampão de ouvido também é importante para evitar a otite. O ideal é que o tampão de ouvido seja confeccionado sob medida. Isto é fácil, uma fonoaudióloga tira o molde ou o decalque do canal do ouvido da pessoa, e daí é confeccionado um molde, preferencialmente sob medida, pois é mais eficiente, consegue vedar completamente o canal do ouvido e impedir a entrada de água.

Isto, em geral, costuma ser recomendado para pessoas expostas regularmente à água (nadadores, profissionais de natação), àquelas predispostas a otites de repetição ou crônica, e ou aqueles com perfuração da membrana timpânica do ouvido.

– Por que, em alguns casos, o sorvete e as bebidas geladas prejudicam a garganta?

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Em alguns casos, sorvetes e bebidas geladas causam “vasoconstrição” – contração dos vasos sanguíneos – na mucosa da garganta. Isto reduz a circulação local de sangue e a produção de secreções da garganta, por exemplo, de saliva, que é rica em anticorpos. Portanto, se a imunidade já está comprometida, ou se a pessoa possui algum tipo de predisposição individual a ter infecções recorrentes de garganta, alimentos e bebidas gelados facilitam as chances de infecções de garganta.

– Ar condicionado pode ser prejudicial à garganta?

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Sim, pode prejudicar, apesar de nem sempre ocorrer. O principal efeito do ar condicionado é que ele promove o ressecamento do ar e consequentemente da mucosa da garganta. Isto reduz a produção local de secreções, ricas em anticorpos, o que torna a mucosa da garganta susceptível e predisposta ao ataque de micro-organismos.

– O cloro da piscina pode ser prejudicial às vias respiratórias?

Sim, o cloro é um irritante da mucosa das vias respiratórias capaz de sensibilizar o aparecimento de crises de rinite, bronquite, asma em pessoas susceptíveis e predispostas. O uso regular de piscinas tratadas com cloro e o contato prolongado aumentam em até três vezes as chances de crises respiratórias.

Fonte: Jeanne Oiticica é médica otorrinolaringologista concursada do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Orientadora do Programa de Pós-Graduação Senso-Stricto da Disciplina de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da USP. Chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professora Colaboradora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Chefe do Laboratório de Investigação Médica em Otorrinolaringologia (LIM-32) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Responsável pelo Ambulatório de Surdez Súbita do hospital das Clínicas – São Paulo.