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População não sabe o que fazer em caso de queimadura, revela pesquisa

Atitude da vítima nos primeiros momentos após acidente pode determinar sucesso de todo o tratamento

Por ano, mais de um milhão de brasileiros sofrem algum tipo de queimadura. Destes, apenas 100 mil procuram atendimento médico e 2,5 mil morrem por complicações causadas pelo acidente. Um estudo recente realizado no Colégio Positivo, em Curitiba (PR), alerta para os riscos de complicações no tratamento de queimaduras, por conta da desinformação.

A pesquisa foi realizada pelas estudantes Rafaela Bernardi Rizotto e Rebecca Nogueira Veloso para um trabalho científico sobre enxerto de pele e apresentado em março de 2021 na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), da Universidade de São Paulo (USP). Foram entrevistadas 400 pessoas, sendo que mais da metade (50,5%) delas possui grau de instrução superior completo e 57,8% já sofreram algum tipo de queimadura.

Foto: Justaboutskin

O dado mais alarmante é que 39% dos entrevistados afirmaram que não procurariam cuidados médicos. “Muitas vezes, a desinformação chega a ser pior que a própria queimadura, pois os primeiros cuidados devem ser rápidos e precisos para aumentar o índice de sucesso do tratamento e reduzir o risco de complicações”, afirma a coorientadora do estudo, Irinéia Inês Scota, que é coordenadora de Pesquisa Científica e Empreendedorismo do Colégio Positivo.

Das pessoas que não buscariam cuidado médico, 16% afirmaram que se automedicariam com remédios já existentes em casa ou recomendados por conhecidos; 9,3% fariam uso de produtos não-convencionais caseiros e 3,8% disseram que procurariam informações on-line sobre como proceder. Entre os métodos caseiros citados, destacaram-se o leite materno (3,5%), creme dental (3,3%) e o óleo de cozinha (2,3%).

Segundo o estudo, a falta de informação pode elevar a taxa de mortalidade nos casos de queimaduras. “Os familiares e socorristas podem, na maioria das vezes, salvar vidas prestando corretamente os primeiros socorros às vítimas, evitando a automedicação e o uso de substâncias caseiras”, afirma Rafaela Rizotto. O presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), José Adorno, ressalta que o primeiro cuidado com o ferimento é fundamental para o sucesso do tratamento.

“Qualquer substância que seja passada sobre a pele queimada vai irritá-la e pode fazer com que a queimadura piore, inclusive evoluindo de um grau para outro. Há também o alto risco de infecção por bactérias, fungos e vírus presentes nesses produtos, já que a barreira natural do organismo – a pele – está danificada”, esclarece.

De acordo com Adorno, o tratamento vai depender da gravidade da ferida, localização, profundidade, extensão, presença ou não de infecção, agente causador da queimadura, estado nutricional do paciente, idade e presença de doenças crônicas degenerativas. No entanto, antes de chegar ao hospital ou unidade de saúde, algumas medidas simples podem ajudar a aliviar a dor e conter o ferimento.

O que fazer

A orientação da Sociedade Brasileira de Queimaduras é que, imediatamente após o acidente, deve-se resfriar o local com água corrente; retirar acessórios (como anéis, colares, relógios etc), pois o corpo incha naturalmente após uma queimadura e esses objetos podem ficar presos; tomar comprimido analgésico para o alívio da dor; cobrir o ferimento com pano ou toalha limpa e dirigir-se à emergência (UPA) ou chamar socorro médico (SAMU). Não é indicado o uso de gelo nas lesões, furar as bolhas, tocar a área afetada com as mãos ou utilizar qualquer produto no local sem orientação médica.

O cirurgião plástico Luiz Henrique Calomeno informa que mais de dois terços dos acidentes com queimaduras acontecem dentro de casa e, por isso, houve um aumento considerável de casos durante a pandemia. “As pessoas estão cozinhando mais e com o agravante do uso indiscriminado de álcool em gel em altas concentrações, que são ainda mais inflamáveis”, alerta. Ele aconselha que, dentro de casa, seja dada preferência à lavagem de mãos com água e sabão, para diminuir o risco de acidentes.

Outro agravante, segundo Calomeno, é que muitas pessoas não procuram cuidados médicos por pensar que não terá atendimento por conta da alta ocupação hospitalar nessa época ou ainda com medo de se infectar com a Covid-19 dentro das unidades de saúde ou hospitais. “As queimaduras estão dentro do hall de emergências que serão sempre atendidas, independente de pandemia ou não”, assegura o cirurgião.

Novas técnicas medicinais para o tratamento de queimaduras no Brasil

Enxertos sintéticos vêm sendo estudados e testados para cobrir temporariamente áreas da pele afetadas por grandes queimaduras. Eles protegem contra infecções e perda de líquidos e podem ser apresentados em forma de spray, gel, espuma ou membrana. É o caso da pele de tilápia e do mel de abelhas, que foram estudados pelas jovens curitibanas.

Rebecca Nogueira Veloso e a pele de tilápia utilizada para fazer enxertos

O trabalho mostra que a pele da espécie de peixe tilápia possui características e morfologia semelhantes à pele humana, mas com cicatrização mais rápida – de 16 dias, em vez de 21. Com maior aderência à ferida, evita contaminação externa e desidratação, além de demandar trocas menos frequentes do curativo. A pele de tilápia pode ser deixada sobre a ferida por dias e, conforme a situação, até a cicatrização completa, o que pode reduzir o sofrimento do paciente. A técnica também tem um custo mais baixo se comparada aos demais tratamentos.

Rafaela Bernardi Rizotto, aluna do Colégio Positivo

Outro componente que vem sendo utilizado para tratar queimaduras é o mel (de grau médico, orgânico, livre de toxinas e esterilizado). Apresentado nas formas de tubo, gel e curativos, possui efeito antibactericida, cicatrizante e ainda diminui o edema local e a cicatriz. As estudantes pesquisaram que o tratamento com mel de abelha pode substituir os antibióticos tópicos, pois promove a formação de novos vasos sanguíneos e estimula as células do sistema imune. Além de ser natural, possui baixo custo.

Fonte: Colégio Positivo

“Tripé da Saúde”: profissionais fazem alerta sobre como se manter saudável na pandemia

Série de vídeos em alusão ao Dia Mundial da Saúde (7 de abril) traz especialistas dando dicas importantes

“Um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades”. É como a Organização Mundial da Saúde (OMS) define “saúde”. Após mais de um ano enfrentando a pandemia do novo coronavírus, profissionais do Hospital Marcelino Champagnat e do Hospital Universitário Cajuru, ambos do Grupo Marista, se unem para fazer um alerta sobre como se manter saudável em meio ao isolamento físico e restrição de atividades.

A campanha “Amor é S2 e Saúde é S3 – A importância do autocuidado físico, mental e social” entrou no ar em 7 de abril trazendo uma série de vídeos com médicos de diversas áreas. Os vídeos podem ser acompanhados nas redes sociais do Grupo Marista pelo Facebook, Instagram e YouTube.

Além da ausência de doenças, para ser saudável também é necessário analisar o corpo, a mente e até mesmo o contexto social no qual a pessoa está inserida. Ou seja, um conjunto de bons hábitos contribui para o menor risco de desenvolvimento de doenças, mas o ambiente também influencia. O diretor-geral da área de saúde do Grupo Marista, Álvaro Quintas, destaca que uma boa saúde se constrói diariamente.

“Possuímos uma lista extensa de hábitos que nos fazem ser saudáveis (ou não), mas podemos resumir em quatro itens: além do tripé de bem-estar da OMS (mental, físico e social), eu incluiria o espiritual. Precisamos lembrar que todos caminham juntos e que também é importante cuidar dos outros. Saúde e amor se conectam dessa maneira”, comenta.

Saúde mental

A Organização Mundial da Saúde enfatiza que saúde mental é “mais do que apenas a ausência de transtornos mentais ou deficiências, mas também cuidar do bem-estar e da felicidade contínuos”. De acordo com a médica cardiologista do Hospital Marcelino Champagnat, Camila Hartmann, o pensamento positivo faz muita diferença na saúde mental, ainda mais diante da pandemia do novo coronavírus. 

“Sabemos que pessoas felizes têm mais sucesso. O bem-estar mental está muito atrelado a como as pessoas enxergam o mundo e a forma de interpretação de cada situação. E isso depende da saúde mental de cada pessoa. Ela é o reflexo de outras questões na saúde, como a qualidade do sono, exercício físico e convívio social. Tudo isso traz felicidade e, junto com o pensamento positivo, podem ser a ‘chave’ para uma boa saúde mental”, analisa.

Diante das dificuldades enfrentadas nos últimos 13 meses, ter uma mente saudável é um dos principais desafios. “Fazer uma reflexão sobre o dia a dia e questões que importam de verdade nos fazem enxergar e definir os aspectos que não devemos abrir mão e os que precisamos deixar de lado. Tentar organizar prioridades e incluir na rotina as coisas que trazem felicidade faz com que as pessoas se sintam mais realizadas e vivam melhor”, aconselha Camila.

Saúde física

Já o bem-estar físico se refere às condições do nosso corpo, mas que vão além da ausência de doenças. É um aspecto mais amplo, pois tem relação com a disposição, vida saudável, autoestima física e força. A coordenadora do serviço de Check-up do Hospital Marcelino Champagnat, Aline Moraes, explica os motivos pelos quais os exercícios fazem bem para o corpo e também para a mente: “O primeiro passo é escolher uma atividade física que goste. Assim, será mais fácil de encontrar prazer e felicidade ao fazer o exercício”. 

Para ela, quando as pessoas percebem que o corpo está cansado, devem escutá-lo. “Precisamos nos mexer para que haja uma injeção de energia e reequilíbrio dos hormônios. Há estudos que apontam que exercícios físicos são extremamente eficazes para tratar depressão leve e moderada, sem o auxílio de medicamentos psiquiátricos”, explica.

Em meio ao isolamento social, é preciso adaptar também os exercícios físicos e realizá-los em casa ou em ambientes seguros. “Realizar tarefas simples, como arrumar a casa, subir escadas, dançar, cuidar do jardim e ter um momento de lazer com a família é importante para a ativação e o relaxamento do corpo. Além disso, faz com que tenhamos mais vontade de nos manter ativos. Começar devagar, com pequenos passos, faz com que o próprio corpo desenvolva a necessidade de fazer exercícios físicos contínuos”, conta a médica.

Saúde social

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Por fim, a saúde social faz parte do “tripé” para a busca de uma vida mais saudável. De acordo com o coordenador da Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital Universitário Cajuru, Ronnie Ikeda, cultivar relacionamentos com a família, amigos, colegas de trabalho e comunidade em geral, por meio de trabalhos voluntários, têm grande importância na busca pelo bem-estar.

“Estamos vivendo um momento atípico e, para prezar quem amamos, respeitamos o distanciamento social. Nesse ano, foi necessária uma adaptação para manter a saúde social em dia, mas de longe – seja com encontros virtuais, happy hour online e celebrações importantes realizadas em formato drive thru, por exemplo. Mesmo assim, muitos laços foram reatados e outros amarrados com mais força. Isso porque, devido à pandemia, precisamos nos aproximar ainda mais da família e dos amigos para amenizar o estresse causado pela distância física e imposições restritivas”, comenta o Ikeda.

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A saúde social também pode ser mantida ativa por meio de livros, filmes e redes sociais. “Cada um tem sua personalidade. Uns gostam mais do relacionamento interpessoal e necessitam de mais contato. Outros são mais introspectivos e preferem um bom livro, meditação, orações ou até mesmo o ócio.  Cada um precisa identificar o que traz mais felicidade e prazer. Além disso, a solidariedade também faz bem, pois é capaz de melhorar a saúde social.”, reforça Ikeda. Ele lembra ainda que “ações coletivas proporcionam maior qualidade de vida não apenas para quem as realiza, mas principalmente para as pessoas que têm menor acesso à saúde”.

Fonte: Grupo Marista

Pandemia aumenta casos de gastrite e síndrome do intestino irritável

No HCor, internações pelas doenças gastrointestinais cresceram 15%; cirurgião do aparelho digestivo do hospital relata maior presença de pacientes com esses quadros também nos ambulatórios

Estresse, má alimentação, ingestão de álcool e automedicação. Todas essas circunstâncias ampliadas durante a pandemia podem estar motivando o aumento de casos de gastrite e síndrome do intestino irritável (SII) neste último ano.

Um levantamento epidemiológico do HCor, hospital multiespecialista em São Paulo, apontou um crescimento de 15% nas internações de pacientes com um desses dois diagnósticos. Nos consultórios, segundo o cirurgião do aparelho digestivo da instituição, André Siqueira, o movimento não foi diferente. A análise utiliza dados de 2019 em comparação ao ano de 2020.“Temos visto no ambulatório um maior número de casos de pessoas com problemas gastrointestinais, sobretudo gastrite e síndrome do intestino irritável, que são doenças muito relacionadas ao estresse, de grande fundo emocional”, comenta.

Para o médico, no curto prazo, é possível que esses pacientes tenham apresentado dores de estômago e alterações do ritmo intestinal, por exemplo. Agora, com mais de um ano de pandemia, os quadros chegaram a diagnósticos mais específicos e até mesmo agravados.

Apesar de considerar as questões emocionais o principal fator para essa crescente de casos, Siqueira relembra que os hábitos alimentares da população durante o isolamento sofreram mudanças significativas, sem falar nos relatos de pessoas que passaram a consumir bebidas alcoólicas mais frequentemente – ou até diariamente.

“Vale lembrar também que o medo de procurar ambientes hospitalares e a tentativa de se prevenir da Covid-19 levou muita gente a se automedicar, e que alguns remédios têm como efeitos colaterais comuns impactos no aparelho digestivo”, destaca.

Gastrite e síndrome do intestino irritável: como diagnosticar

A gastrite é uma inflamação, infecção ou erosão no revestimento do estômago, podendo ser aguda (com duração de pouco tempo) ou crônica. O quadro é manifestado por sinais como indigestão, queimação, vômitos ou dores abdominais.

O diagnóstico da doença costuma considerar o histórico clínico do paciente e ser complementado com a realização de endoscopia. O exame é feito sob sedação, através de um tubo flexível que possui um chip responsável por capturar as imagens do sistema digestivo por meio de uma câmera.

Já a síndrome do intestino irritável, ou síndrome do cólon irritável, é um distúrbio na motilidade intestinal (capacidade que o intestino tem de realizar movimentos autônomos). A doença é caracterizada por episódios de desconforto abdominal, dor, diarreia e prisão de ventre, presentes pelo menos durante 12 semanas, consecutivas ou não.

Embora não exista um exame específico para diagnóstico da síndrome, alguns testes podem ser propostos para descartar a existência de doenças similares. São eles: exames de sangue, cultura de fezes e colonoscopias, esse último realizado também sob efeito sedativo, de forma indolor.

“A colonoscopia é um exame que permite observar o revestimento interno do intestino grosso e a parte final do intestino delgado. O procedimento requer dieta prévia e o uso de laxativos mais fortes para a limpeza do conteúdo intestinal, porém, para minimizar o mal estar durante a preparação, o paciente pode optar por fazer o preparo dentro do ambiente hospitalar, com acompanhamento especializado”, explica Paula Poletti, médica endoscopista do HCor.

Hábitos saudáveis e cuidados com a saúde mental

Algumas mudanças no estilo de vida podem melhorar o funcionamento do aparelho digestivo, tais como preferir os alimentos naturais – que possuem alto valor nutricional – e evitar os industrializados, que são extremamente calóricos e contêm aditivos artificiais que prejudicam a saúde.

Além disso, diminuir o consumo de sal, açúcar e gorduras hidrogenadas e aumentar a ingestão de fibras é recomendado em qualquer fase da vida.

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Dentre outros hábitos saudáveis, o cirurgião pontua a importância de comer devagar e mastigar bem os alimentos; não fazer refeições distraído, enquanto conversa, assiste televisão ou faz qualquer outra atividade; e tomar uma quantidade adequada de líquido ao longo do dia, para ter uma boa hidratação.

Fora da mesa, para combater o estresse, a recomendação é reservar alguns momentos do dia para relaxar, além de praticar exercícios regularmente e investir em boas noites de sono.

Fonte: HCor

Plataforma de vinhos conta com tecnologia que auxilia na assertividade na hora da compra

Sistema ordena rótulos de acordo com o gosto pessoal dos usuários

Novamente com a necessidade de isolamento e fechamento temporário de estabelecimentos físicos, as compras online são opções seguras e atrativas. O mesmo acontece no mercado de vinhos, que ganhou 3 milhões de novos consumidores regulares entre 2019 e 2020, segundo dados da Wine Intelligence. Na onda da digitalização, uma plataforma brasileira de serviços e produtos para os amantes de vinho, a Eniwine.com, conta com uma tecnologia inovadora que ordena os rótulos de acordo com o gosto pessoal dos usuários para vinhos que eles sequer beberam ainda.

Atualmente, cerca de 15% dos mais de 2.200 vinhos ofertados na Eniwine.com já tiveram suas características mapeadas – estão diferenciados pela cor lilás. Foram um a um decupados em mais de 100 itens, tais como aromas, estrutura e potência. Ou seja, se passa por madeira ou não, se conta com notas aromáticas de maracujá ou de cerejas, e por aí em diante. Desta forma, mediante a pontuação prévia do consumidor em outros vinhos, o sistema reconhece com base nestas notas anteriores as preferências pessoais de cada um de seus clientes.

“A Eniwine é o único site do mundo que você compra vinhos por indicação de uma inteligência artificial”, explica Marcelo Abrileri, fundador e idealizador da plataforma. A funcionalidade, que faz com que as pessoas escolham vinhos sem sair de casa com mais chances de acerto, é o Digital Sommelier que consegue indicar avaliações para vinhos que ainda não foram tomados através do Enoperfil (características pessoais referente a vinhos) do usuário. Com ajuda das mais recentes tecnologias, o diferencial agora está na ordenação da vitrine, que ocorre com base no Enoperfil pessoal de cada um, que ordena os vinhos da vitrine de modo apresentar nas primeiras posições os vinhos que o usuário específico dará as notas mais altas.

Para criar o Enoperfil, basta acessar o aplicativo da Eniwine, fotografar o rótulo do vinho, experimentar e dar uma nota. Depois de umas 8 a 10 notas, o Enoperfil terá sido criado. Após isso, tanto pela vitrine do app quanto pela do desktop o usuário já poderá visualizar que nota ele dará para vinhos que ainda nem tomou e agora, pode ordenar a vitrine por estas notas e buscar os vinhos que aparecem com melhores notas.

Neste vídeo, Abrileri explica detalhadamente o funcionamento da tecnologia. “Importante dizer que, a ordenação pelo Enoperfil construirá uma vitrine diferente para cada pessoa que entrar no site da Eniwine. Ainda, importante ressaltar que estamos aumentando a quantidade de rótulos mapeados e nosso objetivo é ter 100% da vitrine mapeada até os próximos meses. Comprar orientado pelo Digital Sommelier aumenta as chances de não errar na hora da compra e melhora muito a experiência do mundo do vinho”.

Segundo pesquisa da Ideal Consulting, empresa de auditoria de importação e inteligência de mercado, especializada no segmento de bebidas e alimentos, o consumo de vinhos na quarentena foi de 72% em comparação com o primeiro trimestre de 2020. Em resumo, o consumo per capita de vinhos alcançou 2,37 litros por brasileiro com idade acima de 18 anos por ano. Para os próximos dias, a Eniwine.com pretende expandir a quantidade de rótulos mapeados e disponibilizá-los para compra. “Nós temos uma exclusividade no mundo do vinho e no mundo inteiro”, finaliza Abrileri.

Fonte: Eniwine

Mackenzie realiza campanha A fome não espera!

Chancelaria da instituição promove Live Solidária para arrecadação de cestas básicas e kits de higiene pessoal no próximo dia 17

Nos últimos dias, vemos cada vez mais escancarado os efeitos da pandemia do novo coronavírus na rotina de cada cidadão brasileiro. Há uma multidão de pessoas vulneráveis e desamparadas, um número aproximado de 14 milhões de pessoas desempregadas.

Pensando nisso, a Chancelaria do Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), instituição confessional que tem por missão cuidar do ser humano, realiza no dia 17 de abril, a partir das 13h, uma Live Solidária A Fome Não Espera afim de arrecadar cestas básicas e kits de higiene pessoal que serão destinados a pessoas com extrema necessidade.

O chanceler do IPM, reverendo Robinson Grangeiro Monteiro, enfatiza a importância de demonstrar o amor que devemos sentir pelo próximo de maneira prática, convocando toda a comunidade a participar da live A Fome Não Espera.

“É preciso atender as pessoas que batem em nossa porta. A fome que não espera, não tem cor, religião ou estado social. Este é um simples ato de amor ao próximo como a si mesmo”, ressalta Monteiro, prosseguindo: “lhe convido a entrar nessa corrente, nessa equipe solidária, de pessoas de boa vontade, que desejam alimentar a quem tem fome e nossa iniciativa não se retarda”, afirma o reverendo.

Esta ação de solidariedade é um ato de todas as unidades do Mackenzie e você pode fazer sua doação em qualquer uma delas: Higienópolis, Campinas, Tamboré, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Castro e Palmas.

Para acompanhar a transmissão da live pelo canal da TV Mackenzie no YouTube, clique aqui.

Se quiser conferir o recado completo do chanceler clique aqui.

Live Solidária
Data: 17 de abril
Horário: 13h às 18h
Transmissão: TV Mackenzie/YouTube

Postos de recebimentos de doações:
Unidades Mackenzie:
São Paulo (Higienópolis), Campinas, Alphaville/Tamboré;
Rio de Janeiro (RJ);
Brasília (DF),
Curitiba e Castro (PR);
Palmas (TO).

Saiba mais sobre o processo de luto e entenda como lidar com ele

O luto é um conjunto de reações humanas relacionadas a uma morte simbólica ou real que causa impacto significativo na vida de alguém. Cada um se enluta à sua maneira e todos que enfrentam a dor do luto vivem cada um desses processos de maneira singular.

Saiba mais neste artigo escrito pela psicóloga e psicopedagoga, Karina Okajima Fukumitsu.

Luto Coletivo

O luto coletivo é outro conceito importante e que vem sendo observado nos momentos atuais, em razão do aumento no número de vítimas da Covid-19, só no Brasil, ultrapassamos o número de 300 mil mortes, até o momento. Não é por acaso que observamos um aumento expressivo do sofrimento existencial. Neste artigo, falaremos sobre o processo de luto, as principais dificuldades e maneiras para preservar sua saúde existencial. Acompanhe e entenda.

Em meu livro “Suicídio e luto: histórias de filhos sobreviventes” (Lobo Editora, 2020) discorro sobre um novo paradigma tanto para a compreensão quanto para a intervenção do processo de luto, o modelo de processo dual do luto ou Dual Process Model of Grief, DPM (Stroebe; Schut, 1999, tradução nossa), proposto por Margaret Stroebe, por seu marido Wolfgang Stroebe e pelo assistente Henk Schut, apresentado em 1994, em uma conferência na Grã-Bretanha, e com a primeira publicação em 1999, por meio do artigo “The Dual Process Model of Coping with Bereavement: Rationale and Description”.

O modelo, que coloca em questão as fases do processo de luto descritas em estudos anteriores, traz reflexões acerca do redimensionamento dos papéis e tarefas sociais e considera o luto um processo que envolve a constante oscilação entre dois estressores ambivalentes – a “orientação para perda” e a “orientação para a restauração”. Dessa maneira, oferece possibilidades para a compreensão do luto como um processo dinâmico e regulador de enfrentamento e conciliação com novos papéis (Parkes, 1998; Cândido, 2011).

Além de lidar com a morte da pessoa, o enlutado se vê diante do impacto da ausência e, por isso, situações que se referem à elaboração da perda de per si e o imenso desejo de restaurar a vinculação com o morto serão vivenciados na “orientação para a perda”. Posteriormente, a busca da restauração da vida começa a emergir. Nesse sentido, o redimensionamento e a descoberta de papéis, a busca de reorganização prevalecem. É importante salientar que a oscilação entre “voltar-se para a perda” e “voltar-se para a restauração” permite que o enlutado encontre significados e que possa, dialeticamente, compreender seu processo de luto (Fukumitsu, 2020, p. 51).

Na pandemia, temos notado um número crescente de pessoas afetadas. Nesse caso, não só quem teve de passar pela experiência da morte de seus familiares e amigos, mas também pessoas que apresentam dificuldade para lidar com esse momento tão difícil. Estamos em crise e, como supramencionado, reagimos de maneiras diferentes. Maya Angelou tem uma frase que acredito ser pungente para este momento de nossas vidas: “Você não pode controlar todos os eventos que acontecem com você, mas você pode decidir a não ser reduzido por estes eventos” (You may not control all the events that happen to you, but you can decide not to be reduced by them).

Não podemos nos autorizar a sucumbir nesta crise pandêmica e o processo de luto é a possibilidade de respondermos a toda situação que vai na contramão de nossas expectativas e desejos.

Elizabeth Kübler-Ross, uma das autoras que faz parte do acervo de minhas diretrizes nos estudos sobre luto, foi uma profissional que se dedicava ao acompanhamento de pacientes na proximidade da morte. Kübler- Ross (1997) propõe fases do lidar com o luto: choque, negação, revolta e raiva, luto e dor, barganha com Deus, tristeza, aceitação (p.161). Mas, como percebo o luto como processo de crise existencial, explicarei a compreensão sobre este processo.

No luto não usamos maquiagem

“No luto não usamos maquiagem” -, é a frase recorrente que menciono em meus cursos. Digo isso, pois acredito que o luto é o momento mais puro que a pessoa pode se apresentar. A dor do luto não nos permite mascarar o que sentimos. Cada um enfrentará sua travessia de sofrimento. Para tanto, é preciso considerar alguns sentimentos que fazem com que a gente sinta que está no primeiro carinho de uma montanha russa.

Em virtude de a morte de alguém que amamos trazer impactos que não temos dimensão de suas consequências, não é raro ouvir que ao receberem a notícia de morte, alguns relatam o momento do choque. Nesta fase, o enlutado vive um período de estado de ameaça constante no qual existe uma confusão acerca da realidade e descrença de que aquilo está realmente acontecendo. Podemos dizer que, nesse momento, ocorre uma sensação semelhante a uma anestesia, uma proteção do próprio organismo para ajudar o enlutado a dar os primeiros passos nessa nova realidade. Nesse sentido, também não devemos julgar quem nega, pois “o sentido pertence ao ‘sentidor’, aquele que sente a dor” (Fukumitsu, 2014, p. 59).

Lidar com situações que nos fazem sentir impotentes provoca raiva. Nessa direção, é comum que pessoas em processo de luto se dê conta de sua indignação em relação ao que foi impactado. O organismo produz uma substância chamada novocaína, que é responsável por eliminar aquele amortecimento temporário inicial. Desaparecendo a sensação de anestesia, a pessoa começa a ter de lidar com a sensação de agonia física e mental. Dessa forma, a fadiga e dificuldade de executar tarefas simples são expressivas neste momento. Sendo assim, a pessoa em luto tenta resguardar as poucas energias que lhe parecem restar. Quando a pessoa não consegue mais executar as tarefas comuns do seu dia a dia, se sente prostrada e sem motivação para continuar, é um sinal de alerta para buscar ajuda profissional.

Quais são as principais dificuldades no processo de luto?

Certo dia, ouvi Teresa Vera Gouvêa dizendo que atualmente não se fala mais sobre “aceitação do luto”, mas sim, em “adaptação à situação adversa”.

No caso específico da pandemia que estamos vivendo, a sensação de incerteza e incapacidade toma conta de muitas pessoas. Uma mudança brusca na realidade conhecida pode ser relacionada com o luto, pois houve a perda do mundo presumido. Isso quer dizer que o luto se aplica não só ao falecimento de um ente querido, mas também acontece em situações de mortes simbólicas, tais como, a mudança de estilo de vida como a que estamos vivenciando com a pandemia.

Aceitar o que aconteceu não significa concordar com o evento. A pessoa enlutada busca forças para lhe dar impulso para a nova configuração da vida que se instala. A mudança nas atitudes é lenta e gradual, e a reapropriação de atitudes e a restauração de nossa existência vêm aos poucos.

A passagem da transformação da dor em amor ou processo de extrair flor de pedra se inicia.

Extrair flor de pedra é, portanto, a possibilidade de a pessoa exercitar sua capacidade de transcendência. Ou seja, quando a pessoa extrai o conhecimento que não aprendeu com ninguém e apresenta uma ação criativa para oferecer algo generoso e amoroso para a humanidade, por exemplo, quando uma pessoa oferece cuidados que nunca recebeu aos outros, encontrando assim, um sentido para sua vida (Fukumitsu, 2019, p. 189).

Nesse sentido, extrair flor de pedra significa perdoar a si mesmo por ter de lidar com a situação e aceitar que a perda de fato aconteceu representa esforço hercúleo e que nos auxilia a resgatar os bons momentos que a morte não é capaz de furtar.

O luto envolve um longo caminho a ser trilhado e a passagem por vários momentos áridos. Não existe um prazo para superar o luto, tampouco uma fórmula para se viver a experiência do luto, porque isso varia significativamente de uma pessoa para outra. A dor une e muitas vezes, buscar um profissional da área de saúde mental pode ajudar.

Parkes (1998, p.22-3) ensina que a dor do luto é tanto parte da vida quanto a alegria de viver; é, talvez, o preço que pagamos pelo amor, o preço do compromisso. Ignorar este fato ou fingir que não é bem assim é cegar-se emocionalmente, de maneira a ficar despreparado para as perdas que irão inevitavelmente ocorrer em nossa vida, e também para ajudar os outros a enfrentar suas próprias perdas.

O processo de luto faz com que a pessoa perceba que existem enfrentamentos diversos e que novas possibilidades devem ser estabelecidas para que a vida continue. Nunca somos os mesmos após uma perda, seja ela real ou simbólica. A vida é arte que leva tempo para continuar a viver, construindo novos laços e guardando na memória os bons momentos e a experiência que a pessoa falecida proporcionou. Repito. Nenhuma morte deve furtar as histórias e as experiências que tivemos com quem partiu.

Se você está passando por um processo de luto ou conhece alguém nessa situação, busque orientação profissional.

Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, psicopedagoga e Pós-doutorado e doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia (USP). Mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology. Coordenadora da Pós-graduação em “Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto” da Universidade Municipal São Caetano do Sul. Coordenadora, em parceria, da Pós-graduação “Morte e psicologia: promoção da saúde e clínica ampliada”; coordenadora, em parceria, da Pós-graduação “Abordagem Clínica e Institucional em Gestalt-terapia” da Universidade Cruzeiro do Sul. Membro-efetivo do Departamento de Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae e co-editora da Revista de Gestalt do Departamento de Gestalt-terapia do Instituto Sedes Sapientiae. Podcaster “Se tem vida, tem jeito”. Consultora ad hoc do hospital Santa Mônica.

Dia Mundial do Sono: a importância de uma noite bem dormida para o corpo humano na pandemia

Segundo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico Covid-19 (Vigitel), 41,7% dos entrevistados apontaram ter alguma dificuldade para dormir

O sono é uma peça-chave para o funcionamento adequado do nosso organismo, principalmente, durante a pandemia da Covid-19. Isso é o que mostra um estudo realizado, em 2020, pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico Covid-19 (Vigitel). O estudo, feito no Brasil com 2.007 pessoas, entre os dias 25 de abril e 05 de maio de 2020, destaca que 41,7% dos entrevistados relataram alguma alteração do sono, como dificuldade para dormir.

A pesquisa ainda indica outros agravantes à saúde mental dos brasileiros relacionados com a pandemia da Covid-19. Segundo a pesquisa: 35,3% relataram falta de interesse em fazer as coisas e 32,6% disseram se sentir para baixo ou deprimido.

Nesse sentido, o Dia Mundial do Sono, lembrado hoje, 19 de março, foi criado pela Associação Mundial de Medicina do Sono (World Association of Sleep Medicine – WASM) e tem como objetivo destacar a importância do sono na qualidade de vida, na saúde, no desempenho profissional, escolar e na sociedade.

No ser humano, o sono é constituído de duas fases: sono não-REM e o sono REM. O sono REM é considerado uma fase fundamental para fixação da memória, quanto o sono não-REM possui importantes funções regenerativas.

Durante o sono não-REM, nosso sono passa por três estágios diferentes: o primeiro, como uma transição da vigília para o sono, mas ainda de forma leve; o segundo, trata-se de uma desconexão do cérebro com os estímulos do mundo que nos cerca; e, o terceiro, é considerado um sono profundo, o período de maior regeneração cerebral.

O sono REM, é a fase do sono que se caracteriza por movimentos oculares rápidos, sonhos exuberantes, atividade cerebral intensa e movimentos musculares involuntários. O sono REM ajuda na fixação de memória, e regulação das emoções. Auxilia na prevenção problemas mentais e psicológicos, como ansiedade e depressão.

Todos esses estágios ocorrem de forma cíclica durante uma noite completa de sono. Enquanto dormimos, nosso cérebro passa diversas vezes por todas as fases de sono, criando pequenos ciclos durante toda a noite. Assim, um adulto normal costuma apresentar 5 ciclos de sono, podendo, cada um deles, durar em média de 90 minutos.

Dessa maneira, mesmo quando dormimos menos tempo que o ideal ainda temos um pouco do benefício de cada fase do sono.

De acordo com a National Sleep Foundation, importante organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos, que se dedica a melhorar o sono e o bem-estar por meio da educação e defesa do sono, destaca que, com o passar dos anos, cada faixa etária demanda um número de horas para um processo de sono correto. As principais são:

=Recém-nascido (até 3 meses): de 14 a 17 horas
=Primeira infância (de 1 a 2 anos): de 11 a 14 horas
=Fase escolar (de 3 a 5 anos): de 10 a 13 horas
=Adolescente (de 14 a 17 anos): de 8 a 10 horas
=Adulto Jovem e Adultos (de 18 a 64 anos): de 7 a 9 horas
=Idoso (a partir de 65 anos): de 7 a 8 horas

De acordo com dados da Associação Brasileira do Sono, 60% dos brasileiros dormem menos de sete horas por noite. Uma outra informação ainda mais alarmante do Detran indica que 20% dos acidentes de trânsito estão associados à sonolência ao conduzir.

Assim, em um mundo agitado como o que vivemos, sem deixar de lembrar as consequências negativas que o atual cenário pandêmico também nos causa, uma noite de sono maldormida tem sérios efeitos negativos. Estes podem ser sentidos a curto, médio e longo prazo. Com o tempo, uma noite de sono maldormida pode afetar a imunidade levando ao surgimento de infecções, desregular o metabolismo, aumentando o risco de obesidade, hipertensão, diabetes e envelhecimento.

Segundo o Ministério da Saúde, há uma relação importante entre o curto período de sono e o aumento do índice de IMC. O que pode ser explicado, inclusive, por mudanças hormonais decorrentes de uma noite de sono maldormida. Dormir pouco e mal, altera o padrão dos hormônios que controlam a fome, ou seja, reduz os níveis de leptina (hormônio responsável por reduzir o apetite) e aumentam os níveis de grelina (responsável por estimular o apetite).

“É muito importante que, já aos primeiros sinais de dificuldades para dormir, as pessoas busquem ajuda médica adequada. Isso é primordial na prevenção de outras doenças que podem ser manifestadas silenciosamente e muito prejudiciais à saúde”, afirma Alexandre Venturi, médico neurologista da clínica Imuvi.

Apneia do sono

Existe ainda um outro ponto de extrema importância. Os distúrbios do sono. São doenças que se manifestam durante a noite, mas que afetam negativamente a saúde durante o dia. Alguns dos mais comuns são a insônia, a apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas. A insônia, é caracterizada pela dificuldade de iniciar o sono, mantê-lo continuamente durante a noite ou pelo despertar antes do horário desejado e que causa sintomas durante o dia.

Já a apneia obstrutiva do sono ocorre quando há dificuldade na passagem do ar pelas vias aéreas durante o sono, levando a rápidos episódios de parada ou importante redução do fluxo de ar que deveria chegar aos pulmões. Em muitos casos, juntamente com essa “parada”, a pessoa pode acordar e/ou emitir um ronco muito barulhento.

Na síndrome das pernas inquietas há um distúrbio caracterizado por um desconforto nos membros inferiores (pernas) que é aliviado ao movimentá-los. Os sintomas são mais evidentes à noite e interrompem o processo de adormecimento cerebral, levando a uma importante dificuldade de dormir.

“A insônia, a apneia e a síndrome das pernas inquietas, dentre outros, são distúrbios que podem acometer todas as pessoas, sejam homens ou mulheres, em diversas idades. Por isso, uma noite de sono reparadora é uma questão de saúde pública muito importante e que não deve ser minimizada”, conclui o especialista.

Fonte: Clínica Imuvi HSANP – R. Maria Amália Lopes Azevedo, 147 – Tremembé – Telefone: (11) 3531-6666

Shopping Taboão apoia lojistas com drive-thru e delivery de restaurantes

Clientes da região contam com mais de 40 opções de gastronomia para comer em casa

Com o endurecimento das medidas de segurança em combate ao coronavírus e a prorrogação da fase vermelha em todo o estado de São Paulo até o dia 30 de março, o Shopping Taboão incentiva os sistemas de delivery e drive-thru de alimentação.

São mais de 40 restaurantes participantes que atendem todos os bolsos e paladares. Entre as opções de delivery, estão o Madero, Outback Steakhouse, Oakberry, Sodiê Doces, Spoleto, Bacio di Latte, Bobs, Burger King, Divino Fogão, entre outros. Já o Mc Donald’s, Pizza Crek, Griletto, Royal Trudel, Kopenhagen, Mania de Churrasco estão entre as alternativas que funcionam por drive-thru. Os clientes encontram ainda sugestões que atendem tanto no delivery como no drive-thru.

Salmão do Griletto

Todos os pedidos são entregues respeitando os protocolos de segurança contra a Covid-19. O atendimento pelo drive-thru ocorre diariamente das 10 às 19 horas no estacionamento coberto.

Shopping Taboão – Drive Thru e Delivery Gastronômico
Endereço: Rodovia Régis Bittencourt, 2643 – Taboão da Serra
Informações: Site / Telefone (11) 3164-7830 / WhatsApp (11) 99103-0228

Estresse pode causar perda de apetite; veja cinco maneiras de lidar com o problema

O estresse pode causar um impacto dramático em nossos hábitos alimentares. E há pessoas que ficam sem se alimentar por longas horas ou dias, por conta da perda de apetite. Saiba como lidar com isso e recuperar o prazer pela alimentação saudável

Durante esse período sem precedentes, em que a pandemia continua a nos deixar esgotados mentalmente, todos estamos processando o estresse de maneira diferente. E há um impacto dramático disso em nossos hábitos alimentares.

“As alterações emocionais são as principais responsáveis pelos comportamentos alimentares equivocados nesses tempos de pandemias. Muitos buscam o conforto das suas emoções nos alimentos e bebidas, muitas vezes se encaminhando para consumos compulsivos. Outros, por insegurança e desinformação, restringem o consumo de grupos ou quantidades alimentares importantes para a manutenção da saúde no momento atípico. Enquanto outras pessoas ainda, rodeadas de problemas e preocupações, simplesmente esquecem de se alimentar por longas horas ou dias”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Nesse último caso, algumas pessoas podem perceber que não importa o quanto de comida você prepara ou tenta abastecer a casa com os alimentos necessários para manter seu corpo saudável: ainda assim é difícil manter um apetite saudável. “Se for esse o caso, inicie o processo de recuperação do apetite, identificando seus estressores. Depois de fazer isso, avalie maneiras pelas quais você poderá reduzir o estresse; seja pedindo ajuda médica nutrológica, psicológica ou buscando controlar esse estresse”, completa a médica.

Segundo Marcella, a perda de apetite pode ser a resposta de luta ou fuga do seu corpo ao estresse e à ansiedade agudos e, a longo prazo, algumas pessoas podem recorrer à comida como alimento fonte de alívio do estresse. Em última análise, o que se resume é sintonizar como o estresse afeta seu corpo especificamente. Abaixo, a médica dá algumas dicas de como recuperar o apetite diante do imenso estresse:

Definir uma programação – se você ainda estiver tendo dificuldades depois de dar os primeiros passos para restaurar o apetite, tente fazer uma programação ou definir um alarme como um lembrete para comer. “Comece com os alimentos que você é capaz de tolerar e certifique-se de beber regularmente água”, diz a médica.

Concentre-se em alimentos fáceis de digerir – em termos de escolha de alimentos, é bom encontrar um equilíbrio entre o que você gosta e o que será fácil para o seu corpo digerir. “Quando a ansiedade aumenta, às vezes essa perda de apetite vem acompanhada de náuseas”, diz a médica, acrescentando que, se o que você está comendo atualmente é desagradável, definitivamente vale a pena mudar as coisas. Outro ponto importante: nesse período de alto estresse, evite o autojulgamento com seus desejos: “Dê a si mesmo um pouco de prazer. Se você está ansiando por alimentos que normalmente não come, permita-se apreciá-los. Pode ser exatamente o que seu corpo precisa. Às vezes, a comida traz lembranças agradáveis, uma espécie de nostalgia que nos faz sentir um pouco melhor”, diz a nutróloga.

Foto: Atul Prajapati/Pixabay

Aposte nos temperos – “O uso de ervas aromáticas e especiarias para acentuar os sabores e aromas pode ser uma ótima estratégia. Pimentas também podem ser utilizadas sem exageros”. A médica destaca alguns alimentos que aguçam o paladar e podem ajudar nesse período: “Podemos usar ervas aromáticas como salsa, cebolinha, coentro, manjericão, tomilho, alecrim, manjerona, alfavaca, orégano e especiarias como cúrcuma, gengibre, canela, mostarda, raiz forte, canela, cravo, pimentas, além de alho e cebola, que podem ajudar a acentuar o sabor dos alimentos, sem impactar negativamente em sua qualidade e ainda trazer funcionalidades, já que apresentam características anti-inflamatórias, antioxidantes e de reforço ao sistema imunológico”, diz a médica.

Experimente boas lembranças do alimento – tente um “comfort food”, ou seja, considere comer algo que você já gostou quando estava em um momento com as pessoas que ama. Vários alimentos podem ser considerados comidas de conforto, porque a sensação está vinculada a preferências e experiências individuais. Podem ser desde comidas caseiras, receitas de família, sobremesas tradicionais, até alimentos saudáveis, com composição, textura e temperatura agradáveis. “Esse conceito ganha cada vez mais adeptos no mundo, na linha contrária dos fast foods e das receitas super elaboradas. O principal conceito da culinária comfort é a simplicidade”, diz a médica. “Essa comida afetiva e confortável mexe com a memória e é ligada às boas lembranças, trazendo aconchego, ao remeter ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória. Ela confere inúmeros benefícios à saúde”.

The Advertiser

Busque aconchego também nos amigos – à medida que a perda de apetite persiste, é importante considerar o apoio externo. “As pessoas devem perceber introspectivamente como está a saúde mental. Com o apoio de um terapeuta, você pode aprender novas ferramentas e habilidades que podem ajudá-lo a lidar melhor com o estresse, a fim de garantir que você esteja comendo, dormindo e funcionando da melhor maneira possível”, diz a médica. “Além disso, mesmo que seja virtualmente, você pode conversar com amigos e amigas por meio de um brunch virtual. Todos vocês poderiam fazer aperitivos como se estivessem em um restaurante juntos. Esta é uma maneira de ajudar a obter um sentimento positivo ao comer novamente”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran, Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologiado Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Quinta do Olivardo reforça delivery e drive-thru no lockdown

Restaurante português intensifica atuação em serviços de entrega e pontos de retirada

Como forma de manter a boa e velha culinária portuguesa presente no dia a dia dos amantes da gastronomia durante o lockdown, a Quinta do Olivardo retoma o serviço de drive-thru e intensifica a presença no delivery.

O tradicional restaurante português, que fez sua fama ao longo dos anos na Estrada do Vinho em São Roque, intensifica seus serviços de entrega na capital e retoma o sistema de drive-thru em ambas unidades. Em São Roque, o drive-thru e o armazém, vão funcionar a semana toda e aos finais de semana, no horário das 10h às 17h.

Já a unidade do Brooklin, além do drive-thru, a Tasca Brooklin também oferece delivery, pelos aplicativos de entrega iFood e Ubereats.

Com um cardápio recheado de pratos típicos, a Quinta do Olivardo conta com as deliciosas entradas de Bolinho de Bacalhau e Alheira Defumada.

As sugestões à base de bacalhau e carnes para os pratos principais ficam por conta do Bacalhau à Lagareiro e Maminha na Mostarda à Portuguesa.

Já seus famosos Pastéis de Belém, são a sugestão perfeita para sobremesa. Os pratos principais servem 2 pessoas e vêm acompanhados por arroz. A Maminha na Mostarda, por exemplo, custa 180 reais e a unidade do Bolinho de Bacalhau a partir de 9 reais.

Bacalhau à moda da casa

Quinta do Olivardo Tasca Brooklin – São Paulo
Telefone para contato: (11) 94223-0195 (11) 5505-7305 (11) 99110-1777
Drive thru – Rua Arizona, 1.485 – Brooklin
Também nos aplicativos Uber Eats e iFood.

Quinta do Olivardo Restaurante e Armazém – São Roque
Segunda a domingo – das 10h às 17h
Encomendas WhatsApp (11) 97088-5401
Drive thru – Estrada do Vinho, km 4