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Aplicativo Badoo revela tendências em relacionamentos para este ano

Conversas mais profundas e encontros mais longos são alguns dos comportamentos para ficar de olho no próximo ano

O ano de 2020 impactou diversas áreas da nossa vida, incluindo até a forma como nos relacionamos. Com as restrições da Covid-19 e medidas de distanciamento social, os encontros presenciais diminuíram enquanto os virtuais atingiam patamares nunca antes alcançados.

No entanto, o período de isolamento não impediu que as pessoas procurassem por uma nova conexão. O aplicativo de relacionamento Badoo viu mais de dois bilhões de conexões acontecerem e quase 3 bilhões de primeiros chats no aplicativo em todo o mundo em 2020*, provando que é possível conhecer novas pessoas e até iniciar um novo relacionamento no meio de uma pandemia global.

Para auxiliar quem deseja se aventurar e encontrar novas conexões no ano que vem, a analista de dados globais do Badoo, Priti Joshi, compartilhou as tendências de relacionamentos do aplicativo para 2021. Confira:

=Webdate: com certeza, 2020 foi o ano da chamada de vídeo, a ferramenta que promoveu conexões mais íntimas e seguras do conforto de casa continuará forte neste ano.

=Sexting: considerado um tabu antes, a relação entre sexo e tecnologia se intensificou no ano passado e, com isso, gerou mudanças na ordem e quantidade de interações sexuais antes de um encontro na vida real.

=DMs mais profundas: com restrições mudando diariamente acompanhadas de incertezas sobre o futuro, muitas pessoas se viram diante uma nova oportunidade quando o assunto é se relacionar. Se antes era necessária apenas uma conversa breve por mensagem para marcar um encontro e, então, duas pessoas se conhecerem melhor, agora os solteiros estão aproveitando o tempo para terem conversas mais profundas com suas conexões mesmo sem a previsão de um encontro ao vivo.

Ilustração: Studiostoks

=Desacelerar a paquera: a ausência de encontro na vida real colocou uma ênfase no momento pré-encontro. Com isso, a fase da paquera e da conquista online se tornou ainda mais importante e duradoura.

Dan Rentea/iStock/Getty Images Plus

=Dates mais longos: houve uma mudança nos hábitos de encontros em relação à duração e planejamento dos mesmos. A tendência é que agora os encontros sejam marcados com bastante antecedência, seguindo as novas medidas de segurança e com mais tempo para planejar atividades que não coloquem em risco o casal.

=Foco em mim: a maioria das pessoas tem usado mais tempo para refletir sobre si mesmo focando nas próprias necessidades e desejos mais profundos. A partir disso, surge um novo tipo de solteiro, alguém mais autoconsciente, com uma nova visão e mais aberto a conhecer novas pessoas. Afinal, saber o que você está procurando e quem você é são fatores importantes para criar uma conexão sincera com alguém.

“O ano passado foi completamente imprevisível no mundo dos relacionamentos. As pessoas tiveram que inventar novas formas para se relacionar e também criar novas oportunidades para isso acontecer. E mesmo com todos os desafios, fomos inspirados pela maneira como nossos usuários continuaram a se conectar uns com os outros em 2020”, comenta Martha Agricola, Diretora de Marketing do Badoo no Brasil.

Com o objetivo de celebrar as conexões dos usuários do Badoo e apoiar essa análise sobre tendência de comportamento nos relacionamentos, a empresa desenvolveu o “LoveMap”, uma plataforma que destaca todas as interações entre os usuários globais do app todos os dias. O site revela as respostas de acordo com a localização desejada, desde quais as frases de perfil mais populares no Badoo em determinada região, quais os interesses preferidos e até qual o gif mais usado no dia. Para acessar os dados em tempo real no LoveMap do Badoo, clique aqui.

*Dados Globais do Badoo de 1 de janeiro a 6 de novembro de 2020.

Quem come mais frutas, verduras e legumes por dia reduz risco de morte, aponta pesquisa

Quanto mais frutas e vegetais as pessoas comem, menor a probabilidade de morrerem, em qualquer idade

Segundo Mariela Silveira, médica diretora do Kurotel – Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar, um trabalho publicado na Journal o Epidemiology and Community Health em 2014 precisa ser aproveitado neste momento de pandemia da Covid-19 em todo o mundo. Pesquisadores da University College London estudaram 65.226 homens e mulheres acima de 35 anos de idade e os acompanharam durante sete anos e meio para avaliar o impacto da ingestão de frutas verduras e legumes ao dia na saúde.

Quem comia no mínimo três porções ao dia tinha 14% menos risco de mortalidade. Os que ingeriam pelo menos cinco frações tinham 29% menos, quem absorvia sete porções reduzia em 36% e quem alimentava-se mais do que sete quantidades de frutas, verduras ou legumes ao dia reduzia para 42% o risco de morte, incluindo doenças cardiovasculares e câncer. O ideal é que cada porção tenha o tamanho da palma da mão.

“Ou seja, quanto mais frutas e vegetais as pessoas comiam, menor a probabilidade de morrerem, em qualquer idade. Se este trabalho mostra que a mortalidade é reduzida comendo-se frutas, verduras e legumes, significa que o organismo se torna mais forte e a redução de doenças, bem como sua recuperação, também. Por isso esta é uma medida barata e de saúde pública”, comenta Mariela.

A alimentação é um item fundamental para a saúde. Somos o reflexo daquilo que comemos, pois cada célula do nosso corpo é formada a partir dos nutrientes que fornecemos ao organismo por meio da alimentação. A falta ou quantidade insuficiente de um único nutriente já é capaz de gerar consequências negativas ao organismo. Os alimentos são como remédios naturais.

Foto: Nicole Franzen

No verão, por exemplo, uma grande aliada da pele é a vitamina C, que tem ação antioxidante, protege dos raios UVA e UVB, preserva a firmeza, elasticidade e resistência da pele. Alguns alimentos ricos em vitamina C são as frutas cítricas (laranja, mexerica, limão), mamão papaia, morango, kiwi, melão, tomate, manga etc.

Também precisamos buscar a adequação dos níveis de vitamina D, por meio de orientação dietética, mudança dos hábitos de vida e suplementação, caso necessário. As duas principais fontes de vitamina D são a síntese pela pele, em resposta à exposição aos raios ultravioleta B, e as fontes dietéticas, que incluem peixes gordurosos, gema de ovo, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados.

Fonte: Kurotel

Covid-19: orientações nutricionais para reforçar sistema imunológico*

O nosso sistema imunológico tem como principal função a proteção contra infecções causadas por bactérias, vírus e outros patógenos. Fatores como genética, meio ambiente, estilo de vida, estado nutricional – ou mesmo a interação de todos esses fatores – influenciam o sistema imunológico, e isso pode explicar as grandes diferenças entre as pessoas neste quesito.

A nutrição tem sido estudada há décadas em seu importante papel na imunidade. Conforme ocorre com os outros sistemas corporais, o sistema imunológico depende de nutrientes adequados para seu bom funcionamento e estudos mostram que as células imunes podem ser particularmente sensíveis à ausência ou redução de certos nutrientes e componentes dos alimentos.

Pesquisas evidenciam que a deficiência ou inadequação nutricional está associada ao comprometimento da função imunológica, contribuindo para o aumento da morbidade e mortalidade por infecções. Dessa forma, melhorar o estado nutricional e a quantidade de vitaminas e minerais é essencial para garantir a saúde imunológica, seja por meio da ingestão alimentar ou de suplementos.

Alimentos indispensáveis para o sistema imunológico:

Ômega-3: peixes (sardinha, atum, arenque, salmão selvagem), castanhas, amêndoas, nozes

Pixabay

Compostos bioativos (antioxidantes e anti-inflamatórios): frutas vermelhas/arroxeadas, verduras, legumes e sementes em geral

Bazinga1k980/Pixabay

Prebióticos: (cebola, alho, alho-poró, chicória, farinha de banana verde, batata-doce, batata yacon, biomassa de banana verde) e fibras (cereais integrais, frutas, verduras, legumes, sementes) para a saúde do intestino

Pixabay

Selênio: principal fonte castanha-do-pará (recomendado 3 unidades/dia)


Vitaminas do complexo B: levedura nutricional, sementes oleaginosas, cereais integrais

Foto: Scibosnian

Vitamina D: peixes de água salgada, ovos e manteiga

Vitamina E: azeite de oliva extravirgem, castanhas, avelã, semente de girassol, abacate

Steve Buissinne/Pixabay

Vitamina A: cenoura, batata-doce, folhas de brócolis, manga, couve

Vitamina C: abacaxi, acerola, laranja, kiwi, goiaba, brócolis, frutas cítricas, frutas vermelhas, talos da couve, salsa

Pixabay

Zinco: sementes como gergelim, chia, linhaça, castanhas, amêndoas, cereais integrais, casca da tangerina, feijões, principalmente feijão azuki

Os alimentos desta lista devem fazer parte da composição diária da dieta. Suplementos nutricionais poderão ser indicados conforme necessidade individualizada. E deve-se evitar alimentos industrializados em geral, devido à baixa qualidade nutricional.

Além de manter um padrão saudável de alimentação, regular os níveis de estresse e sono também auxiliam no sistema imunológico. Níveis elevados de estresse contribuem para o aumento de cortisol circulante. Sabe-se que os níveis de cortisol interferem diretamente na qualidade do sono. Um sono inadequado pode causar menor eficiência das células imunitárias – ou, em outras palavras, baixar a imunidade.

*Gislaine Engelmann é nutricionista clínica do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC)

Até três bilhões de pessoas podem não tomar vacina contra Covid-19 até o fim de 2021

A consultoria Boston Consulting Group (BCG) apresenta quatro fatores essenciais para garantir o combate eficaz à pandemia e indica três cenários de lançamento da vacina, enquanto as medidas atuais de combate a pandemia são mantidas e melhoradas

Apesar da intenção de aumentar a fabricação, agilizar os processos de aprovação e distribuição de vacinas, o cenário mais otimista indica que até 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo permanecerão desprotegidas até o final de 2021, com base na capacidade de produção atual da vacina globalmente. Essa é uma das principais análises do estudo “Vaccines Aren’t the End of the Fight, but the End of the Beginning” do Boston Consulting Group (BCG). De acordo com a consultoria, quatro fatores são essenciais para garantir um combate eficaz à pandemia global de coronavírus: disponibilidade, eficácia, segurança e captação.

Foto: Lisa Ferdinando

Para o BCG, a disponibilidade da vacina é uma questão fundamental e se refere a quanto tempo levará para fabricar, distribuir e administrar doses suficientes para proteger uma população global de quase 8 bilhões de pessoas. Já a eficácia dela representa uma possibilidade de que um número maior de pessoas seja vacinado até que a imunidade coletiva seja alcançada. O terceiro fator apontado é a segurança – os testes realizados com vacinas nos últimos meses ajudam a garantir que elas são seguras. O último fator é a captação e está relacionado à importância da vacina ser tão eficiente quanto as estratégias e políticas de comunicação destinadas a gerar confiança em sua segurança e eficácia.

O estudo ressalta que mesmo com um lançamento de vacina de grande sucesso, o público ainda usará máscaras de proteção facial e manterá as medidas de distanciamento social por muitos meses após a autorização regulatória. A expectativa mais otimista é de que essas precauções sejam tomadas até o segundo semestre de 2021. No entanto, se a implementação da vacina for bem menos sucedida, tais intervenções podem permanecer por outros 15 meses ou mais.

O BCG apresenta também três cenários de lançamento da vacina que variam de otimista a pessimista e destacam a necessidade de agilidade e resiliência. Neste sentido, a consultoria ressalta que os países de baixa e média renda provavelmente enfrentarão um cronograma de recuperação mais longo.

Freepik

No cenário otimista, a pandemia persistiria por menos de um ano, o número de infecções diminuiria gradualmente e o vírus estaria sob controle antes do final do terceiro trimestre de 2021. Já no cenário intermediário, o lançamento bom, mas não ótimo, da vacina atrasa o fim da pandemia em cerca de seis meses, até o primeiro trimestre de 2022. O cenário pessimista, por sua vez, sugere que o lançamento não segue conforme o planejado. Nesse caso, surgem ondas subsequentes de casos de coronavírus e a pandemia persiste por mais dois anos.

O estudo pode ser acessado na íntegra clicando aqui.

Fonte: Boston Consulting Group

Cinco mudanças trazidas pelo coronavírus que devem sobreviver à pandemia

2020 foi um turbilhão, mas deixará um legado importante para o dia das pessoas

Depois de meses de pandemia da Covid-19, a vacina contra o vírus já é uma realidade bastante próxima, com países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos sendo os primeiros a iniciar a imunização de seus habitantes. No Brasil, por enquanto, o início da vacinação pelo páis está prometida para a próxima semana. A conferir.

Mesmo que ainda não haja uma certeza de quando haverá o início de uma vacinação em massa por aqui, agora as pessoas já conseguem vislumbrar uma luz no fim do túnel, mas, é importante reforçar que o coronavírus segue infectando milhares de pessoas por dia e tirando milhares de vidas Brasil afora. Não podemos, portanto, agir como se a doença não fosse mais uma ameaça, pois, o considerável aumento do número de casos no país e o surgimento de uma segunda onda de contágio na Europa nos comprovam justamente o contrário.

E quando a pandemia passar, alguns hábitos que foram construídos e mudanças que foram implementadas na vida das pessoas devem permanecer. Até porque, após toda população ser vacinada, ainda demorará algum tempo para termos dados confiáveis sobre como será a vida pós-pandemia. De acordo com especialistas, a vacina impedirá que a pessoa adoeça, mas não se sabe se impedirá a infecção e transmissão a outra pessoa não vacinada.

Isso significa que os mesmos protocolos preventivos que todos seguiram ao longo de 2020 – do distanciamento físico ao uso de máscaras de proteção – ainda devem ser seguidos. Além disso, outras mudanças que se instalaram neste período vieram para ficar de vez e, acreditem, isso é algo bastante positivo. Veja quais são eles e a opinião de especialistas:

Home Office – Trabalhando do sofá

Durante a pandemia, a tecnologia também permitiu que qualquer pessoa que trabalha sentada atrás de um computador pudesse se manter distante da sede da empresa e, este novo formato será adotado permanentemente por muitas companhias. No Brasil, os dois mil atendentes do call center da Tim permanecerão em home office. No Magazine Luiza cerca de 1.500 funcionários — de um total de 40 mil— não precisarão mais ir ao escritório. Até mesmo a Prefeitura de São Paulo implementou o trabalho remoto de forma definitiva para os seus mais de 120 mil servidores.

Com esta mudança, empresas podem reduzir os custos de infraestrutura abrindo mão de espaços físicos ou mesmo alugando lugares menores, além de fazer uma economia considerável com energia elétrica, internet, manutenção e suprimentos. Já para os colaboradores, o home office possibilitou, sobretudo, qualidade de vida sem a exaustiva jornada que incluía horas perdidas no trânsito, diminuição de gastos com transporte, alimentação e roupas e também maior convivência com a família.

“A pandemia acelerou a implementação de um sistema de trabalho que levaria ainda muitos anos para ser adotado de forma abrangente. Havia muitas dúvidas sobre a eficiência do home office e se as pessoas manteriam a performance devido às distrações de casa – de filhos à televisão – mas passados nove meses, muitas empresas relatam que a produtividade permaneceu nos níveis anteriores à pandemia, ou até mesmo aumentou. Portanto, esta é uma mudança trazida pela pandemia que, daqui pra frente, deve se estabelecer e fazer parte da vida das pessoas”, explica o consultor em gestão, governança corporativa e planejamento estratégico, Uranio Bonoldi.

“Anywhere Office” – Meu escritório é onde eu estiver

A pandemia desmistificou o home Office comprovando às empresas que as pessoas podem produzir ainda mais de suas próprias casas e agora está entrando em cena um novo conceito: o “Anywhere Office”, ou, ‘escritório em qualquer lugar’. Esta nova modalidade vai se estabelecer como uma grande guinada com relação à dinâmica de como muitos trabalham atualmente: se com internet e um laptop podemos trabalhar, o escritório será onde estivermos.

E não se trata de nomadismo digital que é quando a pessoa trabalha de um hostel em Bora Bora ou de um café em Berlim, mas de adequar as necessidades profissionais à vida em um local que contribua para a realização pessoal com saúde física e mental. Por exemplo: por quê viver em apartamentos minúsculos em uma grande cidade se há possibilidade de morar e trabalhar em espaços maiores no interior ou mesmo no litoral? Segundo uma pesquisa da plataforma de comércio OLX, a procura por imóveis em cidades do interior cresceu cerca de 30% no mês de julho. Ao que tudo indica ao observarmos metrópoles pelo mundo, este pode ser o início de um verdadeiro êxodo urbano.

“A partir deste novo formato de trabalho, quando não mais for preciso se deslocar diariamente para ir ao escritório, as pessoas passaram a desejar viver em lugares mais espaçosos para trabalhar e ainda conviver de forma mais harmoniosa com a família. Agora, a prioridade é uma vida mais confortável em lugares onde o custo de vida é mais baixo e com mais segurança – os grandes centros urbanos não são compatíveis com esta nova realidade. Consigo identificar esta mudança como o início de uma nova tendência de comportamento”, comenta Dante Seferian, CEO da construtora e incorporadora Danpris.

Produtos que aumentam a proteção? Queremos (precisamos)!

Com o início da vacinação que se aproxima no Brasil, sabemos que em alguns meses a pandemia de coronavírus pode ser apenas uma lembrança pra lá de desagradável. No entanto, ainda não se pode dizer com certeza qual é o futuro da Covid-19. Com base em outras infecções, há poucos motivos para acreditar que o coronavírus SARS-CoV-2 irá embora em breve, mesmo quando as vacinas estiverem disponíveis. Um cenário mais realista é que ele será adicionado à (grande e crescente) família de doenças infecciosas que são conhecidas como “endêmicas” na população humana.

Além disso, especialistas vêm afirmando que mesmo que vacinadas, as pessoas ainda podem carregar e espalhar o vírus e, por conta disso, o uso de máscaras e outras medidas de proteção, como lavar as mãos com frequência e manter distanciamento social, serão necessárias até que a maioria da população seja inoculada. Sendo assim, produtos surgidos com a pandemia com propriedades antibactericidas e antivirais devem fazer parte de nossas vidas de maneira permanente daqui pra frente.

E não estamos falando apenas de máscaras, mas de plásticos que inativam o coronavírus e vêm sendo utilizados para cobrir superfícies diversas, tecidos que por possuírem propriedades anti Covid-19 estão ajudando o setor hoteleiro a expandir as medidas para a segurança de seus hóspedes e até de pisos e tintas de parede que intensificam a proteção das pessoas contra esta doença e outras infecções.

“A pandemia da Covid-19 deflagrou uma nova etapa na guerra com os micróbios. Uma luta histórica contra várias doenças de origem viral ou bacteriana, entre elas a gripe, que reaparece todo ano e, segundo alguns cientistas, poderá vir ainda mais forte. De olho nisso, precisamos criar e aperfeiçoar barreiras contra esses patógenos. E, quanto mais combatermos esses problemas pela raiz, mais evitaremos novos surtos e pandemias. Usar máscaras, lavar as mãos e utilizar produtos com ação antiviral seguirão mesmo após a aprovação da vacina contra o coronavírus. São hábitos que não têm mais volta. Até porque, quando uma epidemia for embora, podemos ter outra batendo à nossa porta”, explica Daniel Minozzi, químico e fundador da Nanox, empresa brasileira de nanotecnologia.

Eventos híbridos – o mundo ao alcance das mãos

Jagrit ParajuliPixabay

Dizer que os últimos meses foram um turbilhão seria um eufemismo. Em questão de dias, eventos ao vivo e conferências planejadas com meses de antecedência foram repentinamente adiadas ou canceladas. Os eventos virtuais se tornaram parte da rotina e, rapidamente, o segmento teve que reaprender a ser eficaz neste novo formato.

Durante este período, uma das lições mais importantes que a indústria de eventos aprendeu foi que, embora os eventos virtuais certamente tenham seus benefícios, os eventos ao vivo sempre serão uma parte importante de qualquer programação de eventos. Sendo assim, os eventos híbridos – aqueles que combinam experiências presenciais e virtuais – serão uma parte essencial na indústria de eventos daqui em diante e serão responsáveis por uma verdadeira transformação na interação do público.

Mas não espere simplesmente uma transmissão ao vivo de uma webcam em um canto, pois é preciso manter os participantes engajados. Agora, do mesmo jeito que os organizadores têm uma equipe de produção para eventos presenciais, precisarão também de uma equipe de produção focada exclusivamente na experiência virtual. “Desde que a pandemia de COVID-19 começou, os eventos virtuais se tornaram a nova opção para empresas e marcas que buscam manter seus clientes engajados durante o longo período de bloqueio. Agora que o mercado lentamente começa a retornar, é preciso se adaptar novamente e os eventos híbridos permitirão aumentar o seu alcance com a transmissão para um público maior do que jamais seria possível pessoalmente”, explica Natasha de Caiado Castro, especialista em inteligência de mercado e CEO da Wish International.

Telemedicina – saúde pela tela

Com o Covid-19, a medicina despontou como um dos segmentos que mais se valeram da tecnologia para assegurar que a população mantivesse seus fluxos de controle sem comprometer ainda mais o sistema de saúde. No início da pandemia, o Governo Federal autorizou que a prática de consultas virtuais pudesse ser realizada. Desta forma, muitos casos não emergenciais puderam ser tratados sem que os prontos-socorros ficassem lotados de casos que podiam ser facilmente orientados à distância com o devido suporte especializado. Passado este momento crítico, este avanço apoiado por recursos tecnológicos que fazem parte do dia a dia das pessoas, permitirá fechar todo o ciclo do atendimento: do telediagnóstico ao acompanhamento contínuo do paciente, facilitando o processo, salvando mais vidas e garantindo que um número muito maior de pessoas tenha acesso à devida opinião médica ao alcance de um clique. “As plataformas de atendimento virtual são um legado positivo para a saúde. A telemedicina estimula a busca por diagnóstico preciso, evita a automedicação e promove a tomada de decisões com respaldo clínico especializado. Esse acesso correto aos serviços de saúde melhora a eficiência do setor como um todo. E olhando para o bem estar do paciente, promove melhores desfechos clínicos, garantindo diagnósticos precoces, orientações e encaminhamento correto”, afirma Vitor Moura, CEO da startup de saúde VidaClass.

“A melhor vacina é a que está disponível mais rápido e que pode vacinar mais gente”

Afirmação é do médico e pesquisador da USP Marcio Bittencourt. Nos testes, a Coronavac reduziu em 78% casos que precisariam de assistência médica e 50,4% da doença em geral, com qualquer nível de gravidade

por Luiza Caires – Jornal da USP

“A melhor vacina é a que está disponível mais rápido e que pode vacinar mais gente, e a melhor saída da pandemia é ter alguma vacina razoavelmente eficaz e segura.” A frase do médico e pesquisador da USP Marcio Sommer Bittencourt refletiu o tom que parte da comunidade científica tenta transmitir à população em relação à Coronavac. Cinco dias após a divulgação ao público de parte das informações e quatro dias após a submissão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do pedido para seu registro emergencial, o Instituto Butantan apresentou, nesta terça-feira (12), mais números e a metodologia da vacina contra a covid que desenvolveu com o laboratório Sinovac.

Coletiva do Instituto Butantan nesta terça-feira (11) reuniu pesquisadores para detalhes sobre o estudo da Coronavac. Eficácia global da vacina na pesquisa com profissionais de saúde na linha de frente da pandemia foi de 50,4% – Foto: reprodução

Na quinta-feira (7) uma coletiva de imprensa informou que a vacina apresentou eficácia de 78% para prevenir casos relativamente leves, mas que precisam de algum tipo de assistência médica, e 100% para prevenir casos graves, que demandam internação, assim como óbitos. Faltava a porcentagem global de eficácia, que incluía casos da doença, em qualquer nível de gravidade. É o que, no estudo, os especialistas chamam de “desfecho primário”. Levando isso em conta, a eficácia da vacina é de 50,4%. Ou seja, a chance de desenvolver a doença tomando a vacina, por este estudo, é cerca de 50% menor para quem foi vacinado quando comparado a quem não foi. E a chance de, mesmo infectado, não desenvolver sintomas graves com necessidade de assistência nem ir a óbito é 78% menor entre quem tomou a vacina. Este último número é o que os especialistas chamam de “desfecho secundário” ou desfecho clínico.

Como ponto favorável à vacina, o diretor do estudo Ricardo Palácios ressaltou que o estudo foi desenhado para ser o mais rigoroso possível, sugerindo que a eficácia global pode ter caído por isso. Ela foi testada em profissionais de saúde em contato direto com pacientes com coronavírus – o número de casos em trabalhadores que atuam na linha de frente contra a covid é maior. “Se quisermos comparar os diferentes estudos, é como comparar uma pessoa que faz uma corrida num terreno plano com outra que corre num terreno íngreme e cheio de obstáculos. Isso foi o que fizemos: colocar obstáculos”, disse. Participaram 12.476 pessoas em 16 centros clínicos localizados em oito Estados brasileiros.

Natalia Pasternak – Foto: Arquivo Pessoal

Presente no evento, a presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC) Natalia Pasternak chamou a atenção para a efetividade da vacina no “mundo real”. De acordo com a microbiologista, não adiantaria termos uma vacina com 90% de eficácia e poucas pessoas imunizadas porque a vacina não chegou até elas. Por exemplo, porque não temos freezers adequados para armazená-las. Natalia ressaltou que a Coronavac tem potencial de prevenir casos graves e mortes e agora é preciso investir o quanto antes numa campanha publicitária e de vacinação.

Para ela, essa vacina é só o começo do fim da pandemia, e as medidas de prevenção devem continuar. Podem surgir outras melhores, inclusive essa mesma continua sendo pesquisada, aprimorada. “Se essa vacina é o começo, vamos começar!”, concluiu.

Marcio Bittencourt – Foto: arquivo pessoal

Marcio Bittencourt, que integra Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica Hospital Universitário (HU) da USP, também defende os benefícios da Coronavac. “Para uma vacina desenvolvida em um ano, que pode ser produzida em larga escala localmente, distribuída facilmente sem problemas, acho um espetáculo. Sim, tem outras que nas pesquisas foram melhores, mas se você não consegue distribuir não adianta nada”, diz. E ilustra:

“Sendo simplista, ao vacinar 1 milhão com vacina que reduz 95%, o máximo que você protegeu foram 950 mil pessoas. Mas ao vacinar 200 milhões com uma vacina que reduz 50%, você protege até 100 milhões de pessoas. E entre os que pegam, a maioria nem de médico precisa.”

Segurança

Nas etapas anteriores, os cientistas já haviam concluído que a Coronavac era segura e eficaz em produzir imunidade. A fase 3 foi realizada principalmente com o objetivo de saber se o imunizante, de fato, impedia que uma pessoa ficasse doente. Mesmo assim, continuam sendo acompanhados quaisquer reações e eventos adversos com os participantes.

Como mais um ponto a favor da segurança do produto, André Siqueira, pesquisador da Fiocruz que atuou como pesquisador principal do estudo da Coronavac no Rio de Janeiro, ressalta que a taxa de eventos adversos nos grupos placebo e vacinados foram similares, e menores em ambos os grupos após a segunda dose. Entre as reações foram relatadas dor no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga.

A Anvisa tem dez dias para responder ao pedido de uso emergencial, após a entrega de todos os dados. O pedido de registro definitivo no Brasil, segundo o diretor do Butantan, deve ser feito pela Sinovac, assim como o pedido de registro em outros países, conforme os dados todos forem consolidados. “A Sinovac recolhe os dados dos estudos e é ela que submete o pedido de registro, inicialmente à MNPA, que é a ‘Anvisa chinesa’, e também à Anvisa ”, disse Dimas Covas.

Detalhando os dados

Durante o evento desta terça, foram apresentados os principais números do estudo. No grupo placebo, 3,6% dos participantes tiveram covid-19 (167 em um total de 4.599). No grupo vacinado, 1,8% pegaram a doença (85 em um total de 4.653).

No grupo placebo, 0,7% (31 participantes entre os 4.653) precisou de assistência médica por covid-19. No grupo vacinado, somente 0,15% (7 de 4.599 participantes) precisou de assistência médica. Ao comparar 0,15%, com 0,7%, chegamos a taxa de 78% pessoas a menos desenvolvendo sintomas graves.

Para André Siqueira, os resultados são positivos na prevenção de infecções que sobrecarregam os serviços de saúde, em especial infecções graves, de modo que podem ter um impacto relevante para a saúde pública. “O quão impactante vai depender do número de doses disponibilizadas, da cobertura populacional nos diferentes Estados e da rapidez desta administração”, fatores que, destaca ele, não estão claros no plano de imunização divulgado pelo Ministério da Saúde.

André Siqueira – Foto: INI/Fiocruz

Ele explica que a taxa de eficácia de 78% apresentada pelo Instituto Butantan foi calculada utilizando como desfecho principal um índice da OMS (ver tabela abaixo), mas considerando somente a pontuação maior ou igual a 3, comparando-se o grupo vacinado e o não vacinado. “Este score vai de 0, que é o assintomático, a 10, que é óbito; 2 é o paciente sintomático, mas independente; 3 é quando a pessoa é confirmada para infecção pelo coronavírus, sintomática, e tem necessidade de intervenção, mas perdeu de certa forma a independência do 2, que é paciente com sintoma leve.”

Já a taxa de 100% foi atingida considerando as formas graves, acima de 4, que precisam de internação. Ou seja, o que não entrou na conta dos 78%, e que não havia sido apresentado ainda pelo governo, era o grupo 2, que é a infecção sintomática, mas que não demanda cuidados médicos, e os assintomáticos.

Coronavac

A vacina da Sinovac é produzida com vírus inativado, incapaz de causar a doença. Quando introduzida no organismo, ativa o sistema imunológico para que ele reconheça aquele corpo estranho e produza anticorpos para se defender.

Os testes mostraram que serão necessárias duas doses da Coronavac – aplicadas em intervalos de 21 dias para garantir imunidade. Segundo o secretário de Estado da Saúde Jean Gorinchteyn, São Paulo já tem disponíveis 10,8 milhões de doses da vacina, e até a primeira quinzena de fevereiro chegarão mais 35 milhões. Dimas Covas anunciou que o Instituto Butantan tem capacidade para produzir 1 milhão de vacinas por dia.

O governador João Doria afirmou que a primeira fase da campanha de vacinação deve ser iniciada em 25 de janeiro deste ano. Profissionais de saúde, indígenas e quilombolas vão receber as primeiras doses.

Eficácia tira foco de outras discussões

O médico e pesquisador do Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP José Galucci Neto acredita que estamos voltando muita atenção à questão da eficácia, quando este não é um problema. “A nossa maior chance de fracassar será na hora de transformar a vacina em um programa efetivo de vacinação que atinja a população, capilarize.”

Para ele, considerando que essa será uma campanha de vacinação imensa, talvez a maior da história do País, o Ministério da Saúde teria que ter mobilizado de maneira coesa sociedade civil, profissionais de saúde e a classe política, os governos federal e estaduais. “Mas não houve até o momento nenhum tipo de campanha nem de esclarecimento nem de mobilização. Pelo contrário, as mensagens são sempre ambivalentes, ambíguas.” Para Galucci Neto, tudo indica que o governo federal assumiu o risco de não se preparar acreditando que a pandemia de alguma maneira estivesse menos impactante agora ou já controlada. Haja vista que não adquiriu insumos como seringas e está dependendo de estoques que podem ser usados, mas teriam como endereço outras campanhas vacinais, como sarampo, BCG que vão ter que acontecer em paralelo.

“Não sabemos como está o PNI [Programa Nacional de Imunização], o quanto foi desestruturado, e se vai ter a mesma potência que tinha antes. Na época do H1N1, o PNI vacinou 80 milhões de pessoas em três meses. Mas eles já tinham, antes de começar a campanha, 100 milhões de doses da vacina estocadas e insumos preparados”, recorda. “Acho improvável, da maneira como as coisas estão sendo feitas, que o Ministério da Saúde consiga dar conta das duas coisas de maneira organizada.” Com tudo isso, o pesquisador acha que discutir neste momento se a eficácia é 50% ou 60% acaba sendo “picuinha”, ainda que ele tenha críticas sobre a maneira como foi feita a comunicação do governo estadual sobre a Coronavac. “Passando dos 50%, o Ministério teria que estar preparado para começar a vacinação assim que a Anvisa aprovar, mas não está. Honestamente, estou muito preocupado.”

Fonte: Jornal da USP

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Hair Stylist Eron Araújo transforma visual de profissional de saúde que atua na linha de frente

Para agradecer os profissionais de saúde que têm atuado na linha de frente contra o novo coronavírus no Brasil, o All Things Hair, canal de cabelos da Unilever, resolveu homenageá-los de uma forma especial. O cabeleireiro e embaixador da Tresemmé no Brasil, Eron Araújo, fez uma transformação no cabelo da biomédica Carla de Souza.

Carla, que atua em um hospital público em Pirassununga, no interior de São Paulo, passa a maior parte do tempo realizando exames e cuidando de pacientes com Covid-19. Trabalhando várias horas por dia, sobra muito pouco tempo para cuidar de si própria. “É preciso ter dom para cuidar do próximo. O dom para amar o próximo”, ressalta Carla ao falar do seu trabalho.  

Antes da transformação

Para quem passa o dia sob pressão em hospitais lotados, parece que cuidar do cabelo seria uma das últimas preocupações a se levar em conta por esses profissionais de comportamento heroico. “A beleza e, principalmente, o cabelo têm um significado muito importante, de deixar a pessoa mais feliz, realizada e empoderada. Esses profissionais que lidam com a vida esquecem um pouco da beleza deles. E eles são heróis. Se eu posso fazer um pouco pela beleza deles, eu me sinto privilegiado”, afirma Araújo, sobre a homenagem. 

Para a transformação, o hair stylist optou por ressaltar a personalidade e estilo de Carla, sem grandes radicalismos, mas com um look impactante. Para isso, ele conversou com ela para entender o seu cotidiano de cuidados com o cabelo e como é o seu corrido dia a dia. Carla, que é loira desde a adolescência, afirma que sempre cuida do cabelo sozinha, com retoques feitos pela mãe. 

Depois

A decisão final foi manter o cabelo longo, mas com um corte que desse movimento aos fios. E deixar o loiro com uma aparência mais natural e saudável, eliminando a tonalidade amarelada. Além do cabelo, a biomédica também teve unha e maquiagem feitas. “Eu quero que ela enxergue a mulher linda que é e que se valorize”, finaliza Araújo. 

Fonte: All Things Hair

Como reduzir riscos de contágio pelo coronavírus durante comemorações do Ano-Novo

Infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que a recomendação principal é ficar em casa e evitar aglomerações

Em tempos de pandemia, muitas dúvidas surgem em relação às festas de Ano Novo: “Pode se reunir com a família?”, “O que seria mais seguro?”, “Sem beijos e abraços?”. De acordo com o infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ivan França, a regra de ouro é não se reunir com familiares e amigos, nem realizar festas.

“Esse será o fim de ano da responsabilidade. Os casos de Covid-19 vêm aumentando em todo o país. Precisamos ser responsáveis, cuidarmos de nós mesmos e do próximo”, comenta. A indicação também é a recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que fez um alerta de que o mais seguro seria não realizar as tradicionais reuniões familiares desta época.

Com intuito de diminuir o risco de uma explosão de casos de Covid-19, para este final de ano, o Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, lançou uma cartilha com recomendações sobre a forma mais segura de passar as festas. O primeiro passo, como já apontado pelo infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é ficar em casa, e no máximo celebrar com aqueles que convivem na mesma residência. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que o ideal seria reunir até seis pessoas, a depender do tamanho do local, sempre respeitando o distanciamento social de dois metros.

Caso não seja possível evitar visitas em casa, certifique-se de que os convidados estejam tomando todas as medidas de segurança para evitar o contágio de Covid-19. O primeiro passo é manter o maior isolamento possível dias antes destes encontros. Também é fundamental utilizar máscaras durante todo o tempo, só retirá-las na hora das refeições e guardá-las em um local adequado, além de higienizar as mãos com frequência, manter distanciamento seguro ao sentar à mesa e não compartilhar objetos, como pratos e copos.

Após tocar utensílios domésticos compartilhados com outros convidados, como talheres de servir, jarras, ou qualquer outro item, lave as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel 70° INPM. Também é recomendado que as pessoas responsáveis pelos pratos que vão compor as ceias usem máscaras enquanto manuseiam as receitas.

“Se possível, montar as ceias em lugares abertos e mais arejados, como salas com janelas ou quintais. O ideal seria que os idosos e pessoas do grupo de risco não fizessem parte de nenhuma reunião presencial, mas caso não seja possível, outra dica seria as mesas de jantar dos mais idosos ou grupo de risco estarem separadas”, explica França. Infelizmente, o especialista aponta que não será um ano para celebrar com abraços, apertos de mãos e beijos. “Isso terá que ser evitado, o risco de contágio nestes tipos de manifestações de afeto é muito grande”, reforça.

Importante também não ter música alta para que as pessoas não tenham que gritar ou aumentar o volume da fala, pois caso alguém esteja contaminado, o vírus pode ser “lançado” em um número maior de partículas virais no ambiente. Pessoas que estão com sintomas da Covid-19 ou que tiveram contato com alguém infectado não devem sair de casa. Esses casos exigem isolamento total.

“Muitos países começaram a vacinação, mas isso não quer dizer que a pandemia está acabando. O processo ainda vai demandar duas doses, estima-se que deve levar no mínimo um ano e meio para vacinar toda a população brasileira, por isso é extremamente importante que as recomendações sejam seguidas para evitar que o cenário piore ainda mais no início do próximo ano”, comenta o infectologista.

Época de férias

Nesta época do ano, muitas pessoas tiram férias e as viagens também preocupam no caso de risco de contaminação pelo coronavírus. A recomendação dos órgãos sanitários internacionais é a de não viajar, mas caso não seja possível, as dicas são as seguintes:

Foto: Anita Peppers/Morguefile

=Tenha preferência por viagens com carro próprio. Se for viajar de avião ou ônibus, não retire a máscara e dê preferência pelo uso das cirúrgicas ou a N95;
=Verifique se há hospitais com capacidade de atendimento para caso de alguma urgência no local de destino;

=Evite ir a restaurantes e bares, se puder, leve alimentos e bebidas de casa;
=Caso planeje fazer refeições em restaurantes, evite os que servem comida a quilo;


=Use máscara em todo e qualquer ambiente, como hotéis, restaurantes, praias, ruas e passeios ao ar livre;
=Verifique se o local da sua hospedagem está seguindo os protocolos de segurança e higienização, e respeitando a taxa de ocupação de conforme protocolo da cidade.


=Quando voltar da viagem, fique pelo menos 14 dias em isolamento para garantir que, caso tenha se contaminado, não transmitirá o vírus a outras pessoas.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Mercado de trabalho, emprego, pandemia e o “novo normal”: o que esperar de 2021

Não tem escapatória, o fim de ano chega e as pessoas fazem um balanço do que aconteceu e, principalmente, pensam no que gostariam para o ano que está chegando. Todos sabemos que 2020 foi um ano diferente, atípico e desafiador. E o que esperar de 2021, e dos próximos anos, quando pensarmos em emprego, mercado de trabalho, mudanças, pandemia e home office? São tantas dúvidas.

Foto: Joseph Mucira/Pixabay

O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, ajuda a compreender melhor o que as empresas esperam dos colaboradores e como se preparar para atendê-las. Para começar, ele cita dois termos que estão em alta quando se fala em carreira: upskilling e reskilling. “São processos nos quais as pessoas investem para estar em evolução constante. Costumo dizer que hardskill vem de fora para dentro, e softskill de dentro para fora, e você os desenvolve”.

Explicando: hardskill é conhecimento, aquilo que vamos buscar, como cursos, pesquisas, leituras. Softskill são habilidades sutis, aquilo que você já tem e desenvolve. Comunicação, por exemplo, você pode buscar as técnicas (hardskill) para aprimorar sua habilidade em se comunicar, que é algo que você traz de dentro (softskill).

“Upskilling é um aprimoramento das competências que desempenhamos. Reskilling, por outro lado, é a oportunidade de transformar os skills, se adaptar às transformações pelas quais o mundo está passando, principalmente nos aspectos digitais. Em ambos os casos são oportunidades de desenvolvimento para novas habilidades”, completa.

Um softskill muito festejado é a resiliência, porém Moraes cita um ainda mais importante: “Eu gosto muito de um aspecto de softskill que é a plasticidade, pois, às vezes, apenas a resiliência não é suficiente. Você vai, toma uma pancada e volta. E de novo. Quantas vezes vai aguentar? Então, você tem de ser plástico, se adaptar e fazer uma transformação, pois aquilo que você tinha tanta certeza pode não dar certo. E aí pode pensar: por que não posso tentar de outro jeito? Isso é ser plástico, não ser resiliente, você se adaptar e se moldar a uma nova condição”.

Se os jovens soubessem, se os maduros pudessem

Foto: Gabby K/Pexels

Pesquisas mostram que os jovens são os que mais estão sofrendo com o desemprego, pois não conseguem o primeiro emprego. Já os maduros, na casa dos 50, perdem o cargo e não conseguem se recolocar. Como resolver isso? Para o coach, só vão ter sucesso se os dois extremos trabalharem juntos e unirem a experiência de um com o desafio do outro, pois os dois públicos têm dificuldades parecidas: “Os mais jovens em entrar no mercado, porque isso está baseado em modelos antigos, e eles já entram perdendo, pois a maioria se formou e não tem um diferencial. Não importa a idade, as pessoas têm de desafiar o outro e a si mesmas”.

Segundo Moraes, em uma entrevista de emprego, é preciso se apresentar de forma interessante e atraente para quem for entrevistá-lo, o que vale para todos. Para os mais velhos, também valem o aprendizado contínuo, a disposição para conhecer coisas novas, ter propósitos na vida e se conectar a eles.

Algo que o coach frisa, constantemente, é que devemos esquecer as relações empregatícias como eram, pois o tempo em que alguém se formava na faculdade, entrava em uma empresa, com carteira assinada, e ficava lá por anos e anos, acabou. “Esqueça. Não vai funcionar, não falamos mais de emprego, mas de modalidade de trabalho, pois o vínculo ocorrerá de diversas formas, quando você se projeta e se atualiza, se sente desafiado e pode desafiar até o local onde está, isso fará toda a diferença, E isso vale para novos e maduros”.

Um pecado mortal para um profissional mais velho é se “sentar sobre uma carreira” e achar que viveu, sabe e aprendeu tudo. Ele precisa olhar e entender que sabe, sim, alguma coisa, e pode ensinar, mas também tem de aprender com o novo, se colocar de forma proativa, positiva. Não olhar para o copo meio vazio, para o problema sem focar na solução, e aprender a lidar com o humor dele e com o dos outros. Se não agir assim, terá dificuldades cada vez maiores ao tentar se recolocar no mercado.

Moraes lembra o exemplo das startups, que estão aprendendo que não adianta criar uma empresa só de jovens: “É preciso cabelo branco, ou sem cabelo, para fazer as pessoas interagirem e aprenderem umas com as outras. O jovem pode saber e se colocar na condição de aprendiz, enquanto o mais velho pode se colocar na posição de estar aberto a aprender coisas novas, como falei antes. Usar a experiencia que viveu, como lidou com as pessoas e grupos, pode fazer a diferença”.

Para o coach, a grande diferença para todos que procuram uma colocação é a capacidade de interrelação e de comunicação, o networking. “Não importa a idade, pois se colocar no mundo profissional depende da qualidade do networking construído. E isso pode se construir ou reconstruir em qualquer momento de vida. Requer disciplina e atenção, perceber a necessidade do outro e até que ponto se pode atendê-la. Se a pessoa se coloca na posição do ‘eu sei tudo e é assim que trabalho’ (não estou falando de valores e questões éticas), ela precisa se adequar à realidade urgentemente”.

Lifelong learning e o desafio dos 50+ de se manterem atualizados

Foto: August De Richelieu/Pexe

Para Moraes, o mais complicado ao se falar de lifelong learning (formação contínua em tradução livre), outro termo em alta, é como manter as pessoas animadas para que estudem por toda a vida. Ele lembra que a geração 50+ é aquela que pensava que faria uma faculdade, depois trabalharia dos 25 aos 60 anos, e entraria na aposentadoria e desfrutaria o melhor da vida.

“Novamente, esqueça. Isso não existe mais. É inconcebível. As mudanças de carreira vão ocorrer durante toda a existência. E insistir em só uma carreira pode ser prejudicial. Então, em determinados momentos da vida, buscar outras coisas, fazer transformações e mudar radicalmente é perfeitamente possível, aceitável e até louvável”, aponta.

Para ele, as universidades têm de se repensar, pois a essência continua válida, mas os conceitos, a metodologia, os processos e o ferramental mudam. As pessoas precisam se capacitar continuamente, não precisam fazer uma graduação, que é longa, mas cursos mais curtos, indo às universidades, experimentando outras coisas, mantendo-se atualizadas com as notícias, ouvindo podcasts, assistindo aos fóruns, seguindo pessoas que tenham conteúdo significativo.

“Lifelong learning é algo extremamente positivo para manter a pessoa não só atualizada, mas motivada, pois o aprendizado gera motivação. Estar disposto a conhecer coisas novas faz a vida ter outra cor. Insistir em não aprender é algo pequeno, pobre de espirito. É preciso despertar para o novo, se relacionar com ele, crescer e aprender, em qualquer idade, principalmente neste mundo que está em contínua transformação. Se a pessoa não tiver interesse pelo aprendizado, isso gerará dificuldades profissionais”.

Novo normal – trabalho é o que se faz e não o local para onde se vai

Foto: Lumen/Pexels

Para o coach já vivíamos um “novo normal” antes da chegada da pandemia, mas as pessoas insistiam em um mundo que não existia mais. “O trabalho remoto, por exemplo, será extremamente importante, mesmo quando as pessoas resgatarem dinâmicas e rotinas anteriores. A pandemia nos ensinou que podemos ter uma outra forma de trabalhar. Já falo há muito tempo que trabalho é o que se faz e não o local para onde se vai. Tenho conversado com clientes que estão trabalhando no conceito 4X1, quatro dias em casa e um no escritório. Alguns até diminuíram o espaço das empresas. Supondo que acabou a pandemia, a pessoa não vai voltar integralmente. Um grupo vai trabalhar quatro ou três dias em casa e os demais no local. Há carreiras nas quais não há como trabalhar remotamente, como algumas da área de saúde, por exemplo, mas, em geral, as pessoas vão trabalhar mais em casa que nos escritórios, isso já é uma transformação”.

O Brasil tem 14 milhões de desempregados, um número altíssimo, e isso tem outras razões além da crise econômica e da pandemia. Segundo Moraes, muitas dessas pessoas, infelizmente, não têm diferenciais a oferecer: “Em compensação, e falo por experiência própria, tenho projetos de consultoria que não consigo atender porque não encontro pessoas capacitadas. A forma como estão capacitando os profissionais está errada, já que as empresas precisam de pessoas, mas as que chegam não preenchem os requisitos. Muitos têm formação acadêmica, o que não significa mais nada hoje. O que vale é como esta pessoa se mantém atualizada para desenvolver o trabalho. E quando falo trabalho, não é emprego. É preciso parar de pensar que se vai sair da escola e conseguir um emprego de carteira assinada. Isso vai diminuir cada vez mais”.

Para Moraes, as pessoas terão de se colocar, de forma atraente, pelo conhecimento e experiência, pelo que podem agregar ao grupo. Elas trabalharão, provavelmente, por projeto ou demanda, serão freelancers, produzirão e entregarão o que for pedido.

“O tempo inteiro temos de entender para onde o que chamamos de mercado está indo, quais são os valores e princípios e o que estudar para atender as demandas solicitadas. E de que forma? Funcionário, freelancer, terceirizado ou prestador de serviços. O desemprego é enorme porque muitas pessoas têm a expectativa de um determinado cargo formal que, como falei antes, talvez não exista mais. É preciso se autoconhecer e estudar continuamente para ter algo a oferecer. Repito: fazer uma faculdade, se formar e achar que a carreira vai ser aquela pela vida toda é algo para se esquecer, pois isso não existe mais”, finaliza.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

Vacina está chegando, mas a pandemia não acabou; mantenha os cuidados

A vacinação contra o novo coronavírus teve início em alguns países (e esperamos que logo comece no Brasil). Porém, isso não pode ser brecha para o afrouxamento das medidas de prevenção contra a disseminação da Covid-19. Com a chegada das festas de fim de ano, a movimentação em estabelecimentos comerciais, como lojas e restaurantes, além das tradicionais reuniões familiares, eleva o risco de contaminação.

Neste sentido, o Conselho Federal de Química (CFQ) reforça o lembrete: a pandemia não acabou, fique alerta! É hora de redobrar a atenção.

O CFQ trabalha, desde o início da pandemia, para combater a desinformação e orientar a população sobre as medidas eficazes de prevenção, como lavar sempre as mãos com água e sabonete, escolher corretamente o álcool em gel, saber utilizar a água sanitária para desinfecção de objetos e superfícies, e manter o distanciamento social.

Para evitar a propagação do vírus, as medidas sanitárias precisam ser mantidas e seguidas. Por isso, o CFQ listou conteúdos úteis para ajudar a população. Confira:

Ivabalk/Pixabay

#1 Use máscara e não esqueça de higienizar corretamente quando voltar para casa. Confira o vídeo do CFQ ensinando o processo.

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#2 Higienize as mãos com água e sabão e/ou com álcool em gel. Confira os vídeos que o CFQ preparou sobre o tema.

A maneira correta de usar o álcool gel

O que observar no rótulo do produto

Saiba qual álcool usar

#3 Confira os vídeos (animações) explicando o passo a passo da aplicação da solução diluída de água sanitária.

Solução caseira para prevenir que o novo coronavírus chegue em sua casa

Como higienizar alimentos e suas embalagens?

#4 Não utilize túneis/cabines de desinfecção. Não há garantia de que esses equipamentos sejam um método que realmente funcione, o que pode gerar uma falsa sensação de segurança, ou seja, a pessoa passar pelo túnel, achar que está protegida e relaxar nos demais cuidados. Além disso, as substâncias usadas nos túneis/cabines podem causar irritação na pele, olhos e mucosas, além de alergias e problemas respiratórios.

Fonte: Conselho Federal de Química (CFQ)