Arquivo da tag: pandemia

O que explica a alta nas vendas do vinho nacional?

Fatores econômicos, de logística, tributários, avanço da qualidade, diversidade, novas regiões produtoras, desenvolvimento do enoturismo, mudança de hábitos em razão da pandemia e locavorismo contribuem para o ganho de competitividade

Vinícola Miolo

O aumento da venda de vinhos nacionais este ano trouxe uma dose de ânimo à cadeia produtiva da uva e do vinho que há tempos vinha amargando queda na comercialização. Diversos fatores contribuíram para este aumento de competitividade que não está apenas ligado à pandemia do Coronavírus, mas a uma série de outras condições que se somam nos últimos 20 anos.

Melhora expressiva da qualidade, diversidade de estilos com o surgimento de novas regiões produtoras, melhor distribuição e acessibilidade, preço justo, avanços no enoturismo, mudança nos hábitos e, principalmente, o câmbio favorável, colaboraram para este incremento de 37,22% nas vendas de vinhos finos e espumantes, de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado.

Assim, de gole em gole, o setor vitivinícola nacional vem conquistando mais espaço na mesa do brasileiro. Em 2019, por exemplo, segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brasil conseguiu romper a barreira dos 2 litros per capita – hoje em 2,13L -, um sonho de muitas safras e que ganha novas perspectivas.

“O que o setor vitivinícola brasileiro semeou desde o início da imigração italiana está sendo colhido. Mas o grande avanço veio nos últimos 20 anos com a profissionalização do setor, que transformou a vitivinicultura brasileira. Esperamos poder seguir brindando”, destaca o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta.

Quanto à qualidade, a evolução é incontestável, atestada pelas 4.535 premiações conquistadas de 1995 a 2019 em concursos internacionais. Segundo dados da Associação Brasileira de Enologia (ABE), os espumantes lideram as premiações, mas os vinhos tranquilos vêm ampliando seu espaço. Das 259 premiações conquistadas em 14 países no ano passado, por exemplo, 94 foram para vinhos tranquilos, ou seja, quase 40% do total.

“O Brasil tem grandes rótulos de espumantes e de vinhos tranquilos, mas tem também uma diversidade que permite atender diferentes estilos e momentos com excelente relação custo-benefício”, avalia o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador. Atualmente, o Brasil possui 26 regiões produtoras de vinhos em 10 estados brasileiros (BA, ES, GO, MT, MG, PR, PE, RS, SC e SP), o que tem ofertado uma gama de vinhos com terroirs diversos.

A pandemia também impactou o consumo de vinho no Brasil. Em razão do fechamento de bares e restaurantes, o consumo da bebida em casa aumentou, levando as pessoas a visitarem lojas virtuais de vinícolas, comprando vinhos direto da fonte ou então em supermercados, que por serem essenciais nunca fecharam. Ganhando o status de ‘bebida da pandemia’, o vinho brasileiro mostrou estar melhor distribuído, com acessibilidade diante da aceleração do e-commerce e com preço competitivo.

Casa Valduga

A queda da Substituição Tributária (ST) em estados como o RS, SP, SC, PR e BA somam-se a uma série de conquistas que favorecem o vinho nacional. Neste sentido, agora a Uvibra trabalha em conjunto com o Governo do Rio Grande do Sul para que Rio de Janeiro e Minas Gerais sigam o mesmo exemplo.

Para o setor, é evidente que a variação cambial foi determinante para o aumento da competitividade do vinho nacional. “Com o aumento do dólar os importados ficaram mais caros, levando o consumidor a optar pelos nacionais e, assim, fazer grandes descobertas diante da confirmação da qualidade, da melhor distribuição e da acessibilidade favorecida, principalmente, pela aceleração do e-commerce”, analisa Argenta.

Vinícola Góes

Com a retomada segura do turismo, o enoturismo, grande responsável pelo sustento das pequenas vinícolas familiares que são maioria no setor, é mais um dos fortes aliados. Apostando em experiências sensoriais capazes de criar memórias para uma vida inteira, as vinícolas não medem esforços para criar novos atrativos em torno da cultura do vinho. E é justamente isso que vem fidelizando os apreciadores que, além de um bom vinho, buscam vivências únicas. Além disso, o locavorismo (preferência por comprar e consumir o que é local) é uma tendência que ganhou ainda mais adeptos durante a pandemia.

VENDA JANEIRO A AGOSTO (em litros)

PRODUTO20202019
Vinho Fino17.001.33310.137.214
Espumante Brut4.290.1155 .013.139
Espumante Moscatel2.910.0452 .486.218
 24.201.49317.636.571
Fonte: Sisdevin/SEAPDR (Dados coletados em 24/09/2020) | Elaboração: Uvibra

Velhofobia se tornou uma realidade cruel ainda maior nesta pandemia, diz pesquisadora

O idoso ficou mais vulnerável psicológica e socialmente durante a pandemia. Por ser do grupo de risco, essa parte da população sofreu forte impacto na saúde mental ao se ver mais sozinha e sem interação social ou contato com parentes e amigos. Mas, segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, uma parcela dessa população está buscando e encontrando formas criativas de se adaptar à nova realidade.

“Tenho acompanhado diariamente cerca de 20 nonagenários que tiveram muita dificuldade no início da pandemia. Agora, estão buscando formas criativas de se adaptar à nova realidade. Eles se sentem úteis, importantes e fazendo algo de significativo, mesmo dentro de suas casas”, comenta a antropóloga.

Apesar desse cenário, a pesquisadora afirma que a grande maioria dos idosos está sofrendo violência física, verbal, psicológica, abuso financeiro e xingamentos durante a quarentena: “A velhofobia se tornou uma realidade cruel ainda maior nesta pandemia”.

Doutora em Antropologia Social, Mirian Goldenberg fará na próxima quinta, dia 22, a partir das 19 horas, a palestra online da Casa do Saber Rio “A invenção de uma bela velhice: projetos de vida e busca de significado”. Aqui, ela analisa o tema. Confira:

Quando se fica velho?
Mirian: Culturalmente, ficamos velhos muito cedo no Brasil, principalmente as mulheres. Com 30 anos, minhas pesquisadas já estão em pânico com as rugas, cabelos brancos, dificuldade para emagrecer. Começam a ter medo de não casarem e não terem filhos. Subjetivamente, envelhecemos muito cedo aqui porque existe uma velhofobia no Brasil: preconceitos e violências contra os mais velhos, dentro e fora de nossas casas. Ficamos velhos aqui porque o pânico de envelhecer é enorme. Em outras culturas não é assim.

É mais fácil envelhecer hoje que no tempo dos nossos avós? O que mudou?

Mirian: É um paradoxo: é mais fácil e mais difícil. Mais fácil porque temos exemplos de muitos homens e mulheres que têm mais de 90 e são produtivos, ativos, independentes. Mais difícil porque a cultura da juventude, da beleza e do corpo perfeito, é cada vez mais disseminada no país.

É possível a eterna juventude, não na questão física, mas do ponto de vista emocional?

Landscape

Mirian: Não acredito que ser jovem é melhor do que ser velho, pois como digo em todos os meus cursos, palestras e textos: todos nós somos velhos, hoje ou amanhã. Falar de ser eternamente jovem é alimentar a ideia de que a juventude é melhor do que a velhice, mais bela, mais produtiva, mais rica. Acho exatamente o contrário: só acreditando que todos são velhos, inclusive os jovens, iremos mudar a nossa representação sobre a velhice. Então, em vez de eterna juventude, não seria melhor falar de eterna velhice?

Em tempos de pandemia, em que os idosos, por serem grupo de risco, precisam ficar em casa, com pouco contato com o mundo externo, envelhecer está mais difícil?

Mirian: Tenho acompanhado diariamente cerca de 20 nonagenários, que tiveram muita dificuldade no início da pandemia. Agora, estão buscando formas criativas de se adaptar à nova realidade. Juntos, estamos fazendo uma série de atividades: grupo de estudos sobre “Os Lusíadas” de Camões, jogos de palavras, lives, tocando piano, leitura de autores como Clarice Lispector e Fernando Pessoa, por exemplo. Eles se sentem úteis, importantes e fazendo algo de significativo, mesmo dentro de suas casas. Mas a grande maioria dos velhos está sofrendo violência física, verbal, psicológica, abuso financeiro, xingamentos. A velhofobia se tornou uma realidade cruel ainda maior nesta pandemia.

Como cuidar da saúde mental dos mais velhos para não surtarem durante o isolamento social e continuarem se reinventando?

Mirian: Escutando, conversando, estando junto deles – mesmo que não fisicamente -, compartilhando atividades, respeitando seus desejos e limites. É o que tenho feito 24 horas do meu dia, desde 15 de março. Nunca estive tão próxima deles, nunca senti e recebi tanto amor como agora.

Como as mulheres têm encarado o envelhecimento nos dias de hoje? A sociedade ainda impõe a elas uma cobrança maior que aos homens?

Shutterstock

Mirian: Em todos os países em que estive, são as mulheres as maiores responsáveis por cuidar de todos na família, da casa, no trabalho, dos amigos. As mulheres cuidam de todos, mas não têm tempo para cuidar delas mesmas. Elas se sentem exaustas, deprimidas, insatisfeitas, frustradas por não terem tempo para elas. O fato de cuidarem de todos e não terem tempo para elas faz com que se sintam invisíveis, transparentes, sem o reconhecimento que elas tanto desejam. Elas dedicam todo o tempo para cuidar dos outros e não recebem o menor reconhecimento ou agradecimento por isso. É como se fosse apenas uma obrigação que elas devem cumprir por serem mulheres. Elas não cuidam de si mesmas, não têm tempo para si, não têm liberdade para serem elas mesmas. Liberdade social e liberdade interior. As mulheres são cobradas para terem uma vida muito mais controlada sexualmente, amorosamente, profissionalmente e em todas as áreas da vida. Por isso elas invejam tanto a liberdade dos homens. Elas querem ser mais livres em todos os sentidos, inclusive livres para poderem realizar todo o seu potencial amoroso, sexual, criativo, produtivo. As mulheres não são livres para serem elas mesmas.

O que é velhofobia? Acha que ela aumentou em tempos de pandemia?

Mirian: A calamidade que estamos enfrentando evidenciou a face mais perversa de alguns políticos e empresários: a velhofobia. Estamos assistindo horrorizados a discursos sórdidos, recheados de estigmas, preconceitos e violências contra os mais velhos. “Vamos todos nos contaminar para criar imunidade e esta epidemia acabar logo. Só irão morrer alguns velhinhos doentes”. “Deixem os jovens trabalharem. Não vamos parar a economia para salvar a vida de velhinhos”. “Só velhinhos irão morrer, eles iriam morrer mesmo, mais cedo ou mais tarde”.

Esse tipo de discurso revela uma situação dramática que já existia antes da pandemia. Os velhos são considerados inúteis, desnecessários e invisíveis. Homens e mulheres mais velhos, que já experimentam uma espécie de morte simbólica, ficam desesperados ao constatar que são considerados um peso para a sociedade. No entanto, a forte reação contra esses sociopatas prova que os mais velhos são muito valiosos e importantes para os brasileiros. Faremos tudo o que for necessário para demonstrar que os nossos velhos não são um peso, muito pelo contrário. São eles que estão nos ajudando a encontrar força e coragem para sobreviver física e mentalmente. São eles que estão nos ensinando a ser pessoas mais amorosas e generosas. São eles que estão cuidando de nós, como fizeram durante toda a vida.

Muitos dos que disseminam o discurso de ódio e de extermínio dos mais velhos já passaram dos 60 anos. É urgente que eles aprendam uma lição importante: a única categoria social que une todo mundo é o ser velho. A criança e o jovem de hoje serão os velhos de amanhã. Os velhofóbicos estão construindo o seu próprio destino como velhos, e também o destino dos seus filhos e netos: os velhos de amanhã. Será que estes genocidas serão tão amados e protegidos como são os nossos velhos ou serão tratados como “velhinhos descartáveis”?

Fonte: Casa do Saber

Vai caminhar ou correr na rua? Médico dá dicas sobre como se prevenir de doenças graves

Além da máscara de proteção contra o novo coronavírus, especialista recomenda o uso de acessórios de compressão graduada em práticas como caminhadas e corridas de rua

Desde março, com o agravamento da pandemia do novo coronavírus e a orientação das autoridades sanitárias sobre a necessidade de se cumprir o isolamento social, muitas pessoas que costumavam fazer atividades físicas ao ar livre deixaram de praticar exercícios ou começaram a improvisar algumas atividades em casa.

No entanto, com o afrouxamento de algumas medidas de isolamento social em diversas cidades do país, muitos atletas amadores ou pessoas que gostam de praticar exercícios ao ar livre estão voltando a frequentar parques e praças para caminhar ou correr, por exemplo. Desde março, com o agravamento da pandemia do novo coronavírus e a orientação das autoridades sanitárias sobre a necessidade de se cumprir o isolamento social, muitas pessoas que costumavam fazer atividades físicas ao ar livre deixaram de praticar exercícios ou começaram a improvisar algumas atividades em casa.

O médico cirurgião vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Gustavo Solano, parceiro da Sigvaris Group — empresa suíça líder no mercado de acessórios de compressão graduada –, explica que fazer exercícios ao ar livre é muito saudável, mas o praticante deve se atentar a algumas dicas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Além disso, o especialista recomenda alguns cuidados extras que podem melhorar, inclusive, a performance dos praticantes:

Dreamstime

=Mantenha distância das outras pessoas: um estudo feito pela Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, e pela Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, mostra que a distância segura entre as pessoas durante a prática de exercícios é de pelo menos 20 metros, uma vez que quanto mais intensa é a respiração, maior a velocidade e a distância que as gotículas percorrem no ambiente.

Foto: Health Magazine

=Use máscaras de proteção: além do distanciamento, é necessário usar máscaras com tecido duplo e que, de preferência, tenham espaço para inserir filtros de papel. Dessa forma, reduz-se as chances de o vírus se espalhar no ambiente e contaminar outras pessoas. “O filtro de papel é fundamental também para evitar que se acumule umidade no tecido da máscara, o que permite que o usuário use o acessório sem perder o efeito protetor. É importante apenas se lembrar de trocar o filtro a cada duas horas”, diz o médico.

=Use meias ou canelitos de compressão graduada: em práticas como caminhadas e corridas, que têm um impacto maior sobre as pernas e pés, uma dica muito importante é o uso de meias ou canelitos de compressão graduada durante e depois do exercício. Os acessórios de compressão graduada agem favorecendo a circulação sanguínea e evitando a formação dos coágulos que provocam dores, inchaços e doenças venosas. Além disso, auxiliam na firmeza e recuperação muscular e promovem conforto durante e depois do exercício.

=Mantenha-se hidratada e tenha uma alimentação leve: durante e após a prática de exercícios, é necessário beber bastante água, a fim de manter a hidratação e auxiliar no bom funcionamento do organismo. A alimentação deve ser leve e balanceada, evitando-se gorduras e doces. Além disso, deve-se evitar o fumo e a ingestão de bebidas alcoólicas ou outras substâncias tóxicas ao organismo.

=Use filtro solar: muitas pessoas só usam filtro solar quando vão à praia ou a clubes, mas é importante o uso diário desse produto, pois ele impede a ação nociva da radiação ultravioleta do sol e previne doenças como o câncer de pele.

Visando auxiliar no combate ao coronavírus, a Sigvaris lançou a máscara reutilizável antiviral Sigvaris Care, feita de poliamida e elastano e com reservatório de filtro de papel. A máscara está disponível nos tamanhos P, M e G e nas cores verde, branca e preta. Além da versão tradicional (com alças que se encaixam atrás da orelha), a companhia lançou a Sigvaris Care Plus, com fechamento atrás do pescoço, para diminuir as chances de o acessório escorregar do rosto. Ambas contam com a tecnologia Amni Virus-BAC, um agente antiviral e antibacteriano capaz de bloquear a contaminação cruzada de vírus e bactérias, o que desativa a ação do novo coronavírus. Além disso, o tecido retém pouca umidade e tem ação antimicrobiana, o que inibe a proliferação de fungos.

Informações: Sigvaris Group

Dia das Aves: espécies podem retornar a regiões que se tornaram mais calmas e limpas

Políticas públicas em áreas urbanas e rurais precisam contribuir para com a preservação

Mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19 em áreas urbanas e rurais ocasionaram redução da poluição e dos ruídos em algumas regiões. Uma consequência positiva é a volta de animais silvestres a locais dos quais eles haviam sido afugentados. Esta movimentação pode ser observada entre espécies de aves, cujo dia é celebrado em 5 de outubro.

Nos primeiros meses da quarentena, por exemplo, foram avistados patos silvestres em uma fonte em Roma e nos canais de Veneza, na Itália. Na Índia, um pavão foi flagrado circulando pelas ruas. Os registros foram noticiados por veículos de imprensa de diferentes países. Em bairros de cidades brasileiras, moradores passaram a avistar pássaros mais frequentemente, o que pôde ser observado em diversas postagens em redes sociais digitais.

Conforme explica Cristina Maria Pereira Fotin, membro da Comissão Técnica de Médicos-veterinários de Animais Selvagens do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), essa circulação ocorre porque os animais procuram ambientes que ofereçam condições mais favoráveis, como abrigo seguro e alimento.

De acordo com a médica-veterinária, a sociedade pode contribuir ainda mais para que haja a presença das aves ao preservar árvores frutíferas que atraem pássaros e outros animais silvestres. “É fundamental manter a flora existente, fomentar programas de plantio e o consumo consciente para a redução da produção de lixo e resíduos.”

Cristina alerta, entretanto, quanto à importância de não oferecer alimentos ou água para atrair as aves, uma vez que esta prática pode provocar desequilíbrios na dieta de espécies e, ainda, atrair animais com potencial de transmissão de doenças, como ratos, mosquitos, entre outros.

Planejamento urbano e controle de queimadas são cruciais

Foto: Frank Magdelyns/Pixabay

Para a médica-veterinária Hélia Maria Piedade, que faz parte da Comissão Técnica de Animais Selvagens do CRMV-SP, a arborização urbana, incluindo espécies de plantas benéficas para alimentar e abrigar aves, deve fazer parte do planejamento das cidades.

“São fundamentais, ainda, medidas para manter os gatos domésticos restritos dentro das residências”, sinaliza Hélia, sobre uma ação de fomento à guarda-responsável que também reduz as chances de os felinos, com seu comportamento predador natural, atacarem aves jovens e ninhos.

Neste contexto, o controle da ocorrência de fogo em áreas verdes é outro tópico enfatizado pela médica-veterinária, cujos impactos são drásticos para toda a fauna silvestre. “Com o fogo, falta alimento, abrigo e parceiros, o que gera desequilíbrio de todo um sistema complexo das relações entre os animais, plantas e meio ambiente”, afirma a profissional.

Saiba o que fazer se encontrar uma ave ferida

Exoticvetclinic.com

É comum as pessoas encontrarem aves feridas nas ruas e estradas, em varandas e quintais das residências. Hélia orienta que a primeira medida é verificar se de fato há sinal de que a ave está machucada.

“Muitas vezes está apenas desorientada ou cansada. Nestas situações, geralmente, são filhotes inexperientes”, diz a médica-veterinária, que sugere observar se há outra ave da mesma espécie por perto ou algum ninho. “Caso o local não represente risco imediato ao animal, deixe que ele descanse”, explica Hélia.

Se realmente for necessário recolher o animal, Cristina explica que a ave deve ser envolvida com uma toalha e colocada em uma caixa ventilada e fechada, de forma a proporcionar sensação de segurança e diminuir o estresse. “Evite pressionar a região peitoral da ave, que controla a respiração. Do contrário, algumas espécies podem causar ferimentos com o bico ou garras na tentativa de se defenderem.”

Depois, é preciso levar o animal para atendimento em centros de reabilitação e fauna silvestre ou entregá-lo em um posto de polícia ou guarda ambiental, para que seja direcionado a pontos de tratamento especializado, os quais, posteriormente, farão a soltura do animal em local apropriado, quando a ave estiver preparada.

Hélia enfatiza a delicadeza da constituição física das aves. “Não é recomendo que pessoas não habilitadas façam algum tipo de manobra ou procedimento, tanto para preservar a ave, como para evitar que a pessoa se contamine por uma possível doença que possa ser transmitida.”

Permanecer com a ave não é permitido

Aves de vida livre são protegidas pela Lei Federal nº 9605/98, conhecida como “Lei de Crimes Ambientais”, que proíbe “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente”.

Isso significa que não é permitido ao cidadão permanecer com a ave em casa. Todo animal silvestre que necessite de resgate deve ser encaminhado o mais breve possível para os locais autorizados pelo órgão ambiental competente.

Confira alguns órgãos que podem receber animais resgatados no Estado de São Paulo clicando aqui:

Fonte: CRMV-SP

Produto promete higienizar máscaras de proteção para uso prolongado

Durante a quarentena, o uso de máscaras de proteção tornou-se essencial para a prevenção contra a Covid-19 e sua propagação. E o que antes era facultativo, agora tornou-se obrigatório e seu uso deverá ser mantido por um longo período.

O Ministério da Saúde recomenda a troca das máscaras de proteção a cada duas horas de uso para manter a efetividade e segurança. Pensando nisso, o Limpmask foi desenvolvido para facilitar a vida das pessoas que estão se adaptando a essa nova realidade, sendo um produto prático e versátil para higienizar máscaras de tecido e TNT, eliminando 99,9% de fungos, bactérias e vírus, incluindo o da Covid-19.

O Limpmask pode ser utilizado em qualquer momento e lugar, prolongando o uso da máscara antes da lavagem, mantendo a segurança das pessoas durante todo o dia. O processo é simples e rápido. A cada duas horas de uso contínuo, com as mãos limpas, basta borrifar 2 vezes o produto na parte interna da máscara e aguardar de 3 a 5 minutos para reutilizar a máscara. O Limpmask é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com teste de eficácia e segurança, além de ser dermatologicamente testado.

A responsabilidade social está integrada na missão do Limpmask, que irá reverter parte da renda para o movimento Gerando Falcões, que é responsável por uma rede de ONGs conveniadas e idôneas, que fazem a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade.

Informações e vendas: Limpsmask pelo valor de R$ 29,90.

Falta de sono na pandemia é epidêmica, mostra estudo

O sono irregular altera o metabolismo, predispõe ao ganho de peso, doenças sistêmicas e catarata; entenda

Atire a primeira pedra quem não perdeu o sono durante a pandemia de coronavírus. O consolo é que você não está só. Uma pesquisa feita pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) mostra que 40% dos brasileiros perderam o sono neste período e o que é pior – ganharam peso.

Outro estudo recém-divulgado no Jama Internal Medicine, o primeiro longitudinal sobre sono, comprova os efeitos colaterais do hábito de dormir mal em nossa saúde. Os pesquisadores acompanharam por mais de dois anos 120 mil pessoas através de sensores que indicavam até sutis alterações no estado de vigília. A principal conclusão do estudo é que a perda de sono, mesmo leve, engorda. Você pode estar pensando que todos estão comendo mais e por isso ganharam peso. Não é bem assim.

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, localizado em Campinas (SP), explica que os quilos extras têm relação com a quantidade de luz que penetra em nossos olhos. Isso porque, é a luz que controla todo nosso metabolismo. Desde que a lâmpada foi inventada estamos indo contra nossa natureza.

A claridade do dia, pontua, ativa a produção de dois hormônios secretados pelas glândulas suprarrenais que nos mantêm em estado de vigília: o cortisol e a adrenalina. O cortisol, explica, ajuda o organismo controlar o estresse, mantém o sistema imune e a glicemia em equilíbrio. Já a adrenalina regula os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a frequência respiratória. Conforme vai escurecendo a produção desses hormônios diminui e a glândula pineal aumenta a produção da melatonina, hormônio indutor do sono.

Estresse da pandemia bagunça o relógio biológico

Na pandemia ficamos acuados em nossas casas. Um misto de solidão e incerteza. As rotinas foram alteradas. Adultos e crianças o dia inteiro com os olhos colados nas telas, e claro, tanto os olhos como nosso corpo sentem, ficam cheios de toxinas. Para diminuir o estrago, Queiroz Neto recomenda desligar o computador, celular ou videogame no começo da noite. Isso porque, é o excesso de luz azul emitida pelas telas que bagunçam nosso relógio biológico, não deixando a produção de melatonina acontecer.

Resultado: a adrenalina aumenta, o coração bate mais rápido, a pressão arterial sobe e o sono vai embora. Pior: O cortisol também fica elevado, inibe a produção de insulina e ficamos diabéticos, uma doença crônica com efeitos em todo nosso organismo, inclusive nos olhos.

Catarata

Foto: Jayzynism/Pixabay

“A falta de sono em quem já passou dos 50 anos pode ser o primeiro sinal da catarata nos que já passaram dos 50 anos”, afirma. Isso porque o turvamento do cristalino que caracteriza a doença também dificulta a entrada de luz nos olhos. Por isso, quem convive por muito tempo com a catarata, além de provocar efeitos colaterais na saúde, como a hipertensão e maior risco de diabetes. Os primeiros sinais da catarata elencados pelo médico são: troca frequente dos óculos, ofuscamento com faróis contra e fotofobia, perda da visão de contraste e dificuldade de dirigir à noite. A cirurgia é segura, rápida, feita com anestesia local e pode eliminar o uso de óculos dependendo da lente implantada em seu olho.

Cansaço visual

“Na frente de uma tela piscamos 20 vezes menos e fazemos um esforço visual concentrado para manter os olhos focados só para perto”, conta Queiroz Neto. Os sintomas que indicam estar na hora de dar uma pausa, são: visão embaçada, ardência, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e dificuldade de focar. Isso acontece em todas as idades. As recomendações do oftalmologista são: olhar para um ponto distante, sair por instantes da frente da tela, piscar voluntariamente, calibrar a resolução da tela com o mínimo do brilho e bom contraste e manter os olhos lubrificados.

O oftalmologista ressalta que as crianças podem ter miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de focar a distância. Por isso a OMS (Organização Mundial da Saúde recomenda que as telas só sejam usadas a partir de dois anos e por, no máximo, duas horas ininterruptas.

“Os estudos mostram que a miopia pode se tornar alta quanto mais cedo é contraída. Além disso, geralmente a progressão é mais intensa na infância”, afirma o médico. Por isso recomenda que toda criança passe por exame com um oftalmologista regularmente.

Fonte: Instituto Penido Burnier

Pandemia dispara consumo de açúcar; saiba como consumir de forma equilibrada

Ingestão excessiva de açucares pode contribuir para desenvolvimento de diabetes e dificuldade no controle de peso

O período de isolamento e a incerteza quanto ao futuro da pandemia são fatores que vêm contribuindo para o aumento do estresse na população brasileira. O resultado disso é não apenas um crescimento dos problemas relacionados à saúde mental, mas também uma mudança de comportamento alimentar.

cake bolo pedaco doce

De acordo com dados da pesquisa ConVid, realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a UFMG e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o consumo de alimentos saudáveis diminuiu durante a pandemia, passando de 37% para 33%.

Por outro lado, a ingestão de alimentos não saudáveis — tais quais doces, congelados e embutidos — aumentou. Entre jovens adultos, na faixa de 18 a 29 anos, 63% está consumindo doces ou chocolates duas vezes por semana ou mais.

Segundo o nutricionista Leone Gonçalves, esse aumento se explica pela forma como os doces agem no organismo. Ricos em glicose, substância que entra rapidamente na corrente sanguínea, o consumo desses alimentos gera rápida absorção e estimula a produção de alguns hormônios, como a serotonina — neurotransmissor responsável pela regulação do sono e humor.

“Devido a isso, a pessoa experimenta uma sensação de leveza e desestresse, além dos doces estarem frequentemente associados a memórias e sensação de prazer. Ao considerar o cenário atual, é comum que as pessoas busquem por válvulas de escape alimentar, como uma forma de aliviar a tensão”, argumenta o nutricionista.

candy doce bala goma

O grande problema é que, quando consumido em excesso, o açúcar provoca a sobrecarga do pâncreas, que tem que produzir insulina constantemente para regular os níveis de glicose, podendo não ser o suficiente, o que contribui para o desenvolvimento do diabetes.

Outro fator é que há dificuldade em fazer o controle de peso corporal, o que pode levar a um quadro de obesidade e gerar consequências como propensão a doenças cardiovasculares e hipertensão. “Sem contar que um dos problemas mais citados ao falar de consumo excessivo de doces é a cárie, devido a desmineralização das estruturas dentárias”, comenta o nutricionista.

Atenção aos excessos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, do percentual de calorias consumidas diariamente, apenas 10% devem ser oriundas de açúcares. Em uma dieta saudável, esse nível de ingestão se restringir a 5%. O ideal é que a pessoa não consuma mais do que 50 gramas da substância por dia.

De acordo com Gonçalves, a dica é procurar manter as principais refeições nos horários corretos e não colocar o doce como o grande vilão. “O doce pode fazer parte da refeição, desde que de maneira equilibrada. Ele pode ser incluído na forma de sobremesas ou como café da manhã, se tiver como base a adição de frutas, por exemplo”, recomenda.

pancake panqueca doce

Além disso, é possível apostar em receitas de doces com ingredientes naturais, que podem ir desde cremes de cacau a picolés de frutas. “É importante não se culpar caso queira comer um doce, ele pode fazer parte da alimentação. É preciso apenas que haja atenção a quantidade e a frequência”, alerta o especialista.

Fonte: Leone Gonçalves é nutricionista, educador físico e acadêmico de Biomedicina

Aumento de 32% de suicídios na quarentena alerta para preocupação com a saúde mental

Psicóloga Ana Gabriela Andriani explica que instabilidade econômica e insegurança são as maiores causas da ação contra a vida

Uma pesquisa realizada em Michigan e divulgado pelo Pine Rest Christian Mental Health Services, um hospital psiquiátrico e profissional de saúde comportamental, nos Estados Unidos, relatou que o suicídio aumentou em 32% durante a quarentena por causa da pandemia mundial causada pela Covid-19.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 800 mil pessoas anualmente em todo o mundo cometem suicídio. Porém, durante o ano de 2020, provavelmente esse número será maior nas estatísticas.

depressão

“A insegurança e o sentimento de vulnerabilidade vividos por conta da pandemia somados a instabilidade econômica, aumentou o número de casos de depressão no mundo. Em alguns países que já retomaram suas atividades econômicas, é possível encontrar milhares de pequenos empresários que faliram. Isso acaba afetando drasticamente a saúde mental das pessoas”, afirma a psicóloga Ana Gabriela Andriani.

Por falar em economia, o Banco Asiático de Desenvolvimento calcula que o custo mundial da pandemia pode chegar a US$ 8,8 trilhões, o que equivale a quase 10% do PIB global. Logo, países como a China, precursora do vírus, está em risco de perder 95 milhões de empregos e os Estados Unidos, país que realizou a pesquisa, já está sofrendo com 20 milhões de empregos extintos.

“É uma situação complicada e, por mais que alguns países estejam tentando voltar ao normal, como o Brasil, por conta da não existência de uma vacina, não temos anda uma situação definida e controlada. . As pessoas se sentem mais ansiosas por conta desta instabilidade e indefinição sobre o futuro e isso desperta diversos gatilhos emocionais”, destaca a psicóloga.

Ainda segundo a pesquisa, as pessoas mais suscetíveis ao suicídio estão sendo os trabalhadores essenciais e os profissionais de saúde que estão na linha de frente em combate ao Covid-19.

Busca por ajuda

discussao conversa terapia

No Brasil, um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) mostra um crescimento de 90,5% nos casos de depressão entre os brasileiros desde o início do isolamento social. A pesquisa reuniu respostas de 1.460 pessoas de 23 estados do país.

O estudo também aponta crescimento nos casos de ansiedade e estresse agudos. No caso da ansiedade aguda, a proporção foi de 8,7% para 14,9%, e no caso do estresse, foi de 6,9% para 9,7%.

“É preciso buscar ajuda psicológica logo no início de algum transtorno, ao invés de esperar chegar a uma situação critica. Porém, normalmente o paciente por estar fragilizado, muitas vezes não se da conta da gravidade do que esta sentindo e isso pode requerer a atenção e ajuda dos familiares que estão ao redor. A qualquer sinal de pensamento suicida, contate um médico para ajudar com essa questão”, finaliza Ana Gabriela.

Além da ajuda psicológica, temos no Brasil, o Centro de Valorização da Vida, que ajuda pessoas com esses pensamentos. O CVV pode ser encontrado no telefone 188 ou no site.

Ana Gabriela Andriani

Fonte: Ana Gabriela Andriani é graduada em Psicologia pela PUC-SP e Mestre e Doutora pela UNICAMP, além disso é pós-graduada em Terapia de Casal/Família pelo The Family Institute, Northwestern University – Evanston, IL (USA). Especialista em Psicoterapia Dinâmica Breve pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas/USP e aprimoramento Clínico em Fenomenologia Existencial na Clínica Psicológica da PUC-SP.

Como se preparar para um futuro profissional incerto?*

O futuro do trabalho já era alvo de muitos estudos, palestras e conferências pelo mundo afora. Com a pandemia, o assunto ganhou ainda mais relevância. Especialistas são unânimes ao dizer que estamos vivendo o fim da era dos empregos para a entrada definitiva na era do trabalho. Isso quer dizer que registros em carteira, vale-transporte, alimentação e batidas de cartão de ponto parecem mesmo estar com os dias contados. Mas, calma, não há motivo algum para pânico.

Sempre houve e sempre haverá alguém disposto a pagar para outra pessoa fazer aquilo que ele não gosta, não sabe, não quer ou não consegue fazer sozinho. E essa é a oportunidade ideal para a oferta de um trabalho remunerado. Ou seja, é bem provável que, num futuro não muito distante, você se torne uma pessoa jurídica, emitindo notas fiscais para várias pessoas físicas ou mesmo empresas que precisem dos seus serviços. Pode ser que você até ganhe mais dinheiro dessa forma, mas, inevitavelmente, ganhará mais trabalho também.

mulher executiva

Se você é o dono do seu “nariz”, precisa assumir várias funções simultaneamente. Por exemplo, não adianta ser um excelente técnico, se não souber como e para quem vender os seus serviços. Não adianta vender e entregar bem, se não conseguir administrar suas próprias finanças, entendendo que a vida de um empreendedor é feita de altos e baixos. E também não vai adiantar fazer tudo isso muito bem se você não reservar um tempo para se manter atualizado na sua área de atuação.

Sendo assim, para se preparar para um futuro do trabalho completamente incerto, profissionais de todas as áreas deverão investir constantemente no desenvolvimento de suas habilidades técnicas e comportamentais, as chamadas hard e soft skills. É bom também já ir se acostumando com o conceito de lifelong learning, que significa que teremos que estudar para sempre, buscando o que muitos especialistas chamam de reskilling, ou a necessidade de atualização constante das habilidades profissionais.

Caso você ainda seja do tipo que acredita que um diploma em uma universidade de primeira linha irá te garantir um futuro tranquilo, sinto em lhe informar que você está bastante atrasado. Foi-se o tempo em que tínhamos um mercado de trabalho linear, onde se entrava como estagiário e depois se ia galgando o crescimento para analistas júnior, sênior, pleno, coordenador, gerente, diretor e, para pouquíssimos, as almejadas cadeiras de vice ou presidente. Tudo isso, de preferência, dentro de uma mesma empresa, ao longo de 20, 30 ou até 40 anos.

O grande desafio dos profissionais que já têm uma carreira estabelecida é que eles receberam esse tipo de instrução ao longo de toda a sua vida escolar e agora se deparam com uma realidade um tanto quanto distante de tudo aquilo para o qual eles foram preparados. É quase como estudar para uma prova por anos e, na hora H, alguém virasse para você e dissesse: “esqueça, agora não é mais assim”. A sensação de estar absolutamente perdido é totalmente compreensível.

E o problema maior é que ninguém sabe dizer ao certo como vai ser. As regras mudaram no meio do jogo, mas ninguém é capaz de falar “vá por aqui”, “faça dessa forma”, “isso será assim a partir de agora”. As regras estão sendo construídas com a bola em campo. É tudo ao mesmo tempo e agora. Não existem mais cartilhas ou manuais que conduzam um profissional ao pódio. De agora em diante, será tudo uma questão de tentativa e erro.

estudante laptop computador

Por isso, quanto maior a sua resiliência e capacidade de adaptação, as suas hard e soft skills, mais fácil será construir uma carreira de sucesso em um futuro incerto. Esquecer os roteiros preestabelecidos e as antigas fórmulas é o primeiro passo para encarar a nova realidade. As habilidades a serem desenvolvidas vão variar muito de um profissional para outro, mas de um modo geral, o mais importante é entender que sua vida profissional depende de pequenos esforços diários e contínuos. Estar preparado (independentemente do que isso queira dizer no seu caso) para aproveitar as oportunidades é o que vai fazer a diferença.

Marcos-ActionCOACH

*Marcos Yabuno Guglielmi é coach empresarial certificado da ActionCOACH

Svarov patrocina projeto que ajuda bartenders desempregados por conta da pandemia

O projeto Adote um Bartender foi idealizado pela bartender Carina Slazar e o objetivo inicial é vender 500 coquetéis pelo preço de R$ 29,00

Conhecida por ser feita com ingredientes selecionados, técnicas especiais de destilação e por evitar o mal-estar da ressaca, a Vodka Svarov patrocina o projeto “Adote um Bartender”. Idealizado pela bartender Carina Slazar, o objetivo é comercializar coquetéis engarrafados, cujo lucro será destinado aos profissionais que perderam seus empregos e estão passando por dificuldades financeiras por conta da crise causada pelo Covid-19.

svarov

A ideia surgiu após vários estabelecimentos fecharem ou reduzirem o número de funcionários devido à pandemia. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), cerca de 40% dos estabelecimentos em São Paulo serão fechados e espera-se uma retomada econômica lenta do setor.

“Sabemos que a retomada não será de uma hora para outra, e muitas pessoas irão enfrentar dificuldades durante esse período, então nosso objetivo é ajudar e acolher os profissionais que fazem parte da nossa história e sempre contribuíram para o fortalecimento da nossa marca”, afirma Albert Lifschitz, sócio proprietário da Vodka Svarov.

O objetivo é vender 500 coquetéis pelo preço de R$ 29,00. Inicialmente serão cinco opções de receitas disponíveis: Negroni, Manhattan, Vesper Martini, Rabo de Galo e Ramazzotti Tonic. Todos foram preparados no Soroko’s Bar, graças aos insumos e doações feitas por marcas e pessoas.

adote um bartender

É possível comprar os coquetéis em São Paulo por meio do iFood do Graxa Pizzas (Sumaré), pelo delivery do Brechó Bar, pelo delivery da hamburgueria Black Trunk e pelo WhatsApp do restaurante Wafu Number 1.

Para mais informações, basta acessar o instagram @adoteumbartender.

Fonte: Vodka Svarov