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Parece, mas não é: conheça a diferença entre produtos usados na rotina de cuidados

Sabonete ou shampoo em barra? Make com FPS ou protetor solar com cor? Fio dental ou escova interdental? Descubra quais as diferenças entre esses e outros produtos de autocuidado, que, apesar de parecidos, não são intercambiáveis.

A rotina diária de beleza, seja com o rosto, o corpo, os cabelos ou até os dentes, é um momento de autocuidado muito importante para a manutenção da saúde dessas estruturas. No entanto, às vezes, realizar esses cuidados pode ser complicado, especialmente para principiantes, que podem facilmente se confundir com a grande quantidade de produtos disponíveis hoje no mercado, principalmente pelo fato de muitos desses produtos serem parecidos à primeira vista, apesar de possuírem diferenças importantes.

E utilizar os produtos errados pode ser realmente catastrófico, com consequências que vão desde a perda da eficácia até a agressão das estruturas. Então, para ajudar você a realizar sua rotina de beleza sem complicações, reunimos um time de especialistas para apontar as principais diferenças entre produtos de autocuidado que, apesar de parecidos, possuem indicações diferentes. Confira:

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Sabonete convencional X sabonete facial: muitas pessoas acreditam que o sabonete facial é apenas uma jogada de marketing, mas não é bem assim. O sabonete convencional e o sabonete facial possuem diferenças importantes, sendo recomendado que você tenha os dois. “O pH do sabonete convencional é incompatível com a pele do rosto. Logo, se utilizado nessa região, pode causar desidratação e, em seguida, o efeito rebote. E o mesmo vale no caso contrário, já que, por ser mais suave, o sabonete facial pode não ser eficaz na remoção de sujidades e oleosidade do corpo”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E mesmo entre os sabonetes faciais, é importante prestar atenção para escolher um produto adequado a sua pele.

Peles oleosas, por exemplo, podem apostar em produtos que controlem a produção de sebo, como o Sabonete Poros com Ácido Glicólico, da Be Belle, enquanto peles mais secas devem investir em produtos mais hidratantes, como o Sabonete Poros Hidratante, também da Be Belle.

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Esfoliante facial X esfoliante corporal: novamente, a existência de um esfoliante para cada parte do corpo não é apenas uma jogada de marketing. “A pele do corpo é diferente da pele do rosto e, por isso, deve ser tratada com produtos específicos. Um esfoliante próprio para ser usado no corpo geralmente contêm partículas maiores para conseguir tratar a pele da região, que é mais grossa, com eficácia. Consequentemente, esses esfoliantes corporais são mais abrasivos, podendo causar lesões quando usados no rosto, que tem uma pele mais sensível”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O ideal então é que o esfoliante facial contenha partículas menores, como é o caso do Esfoliante Tribeca, da BURB, que conta com sementes de Apricot (damasco) em sua composição.

Água micelar X tônico adstringente: tanto o tônico facial quanto a água termal funcionam, de acordo com Paola, como um complemento à higienização da pele, removendo impurezas que não saíram apenas com o sabonete, além de normalizarem o pH da pele, o que também contribui para melhor absorção dos ativos cosméticos que serão aplicados. A diferença desses produtos está na indicação. “A água micelar possui micelas que atraem as partículas de sujeira, poluição e oleosidade sem a necessidade de atrito, sendo assim ideal para ser usada por peles mais secas e sensíveis. Já o tônico adstringente possui uma ação de controle da oleosidade, sendo assim recomendado para peles oleosas e mistas”, aconselha a dermatologista, que afirma também que a água micelar ainda pode ser usada como demaquilante.

Cremes X séruns: ambos os produtos têm como principal função hidratar a pele, podendo também trazer na composição uma série de ingredientes escolhidos conforme as características de cada pele. “Esses produtos utilizados podem ser formulados com uma série de ativos para atender às necessidades de cada pele, como substâncias calmantes, anti-inflamatórias, clareadoras, rejuvenescedores e, principalmente, antioxidantes”, explica Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética. A grande diferença desses dois produtos está no veículo, isto é, a textura do cosmético, e, consequentemente, em sua indicação. “Os séruns, assim como os géis, são veículos mais leves indicados principalmente para o tratamento de peles oleosas e mistas, enquanto os cremes, e também as loções, são veículos mais espessos, ideais para peles secas”, completa a médica.

Quem tem pele oleosa e está à procura de um cosmético rejuvenescedor, por exemplo, pode apostar no sérum Be Hialuronic, da Be Belle, enquanto o Be Young, também da Be Belle, é um creme antirrugas ideal para peles mais secas.

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Maquiagem com FPS X fotoprotetor com cor: apesar de parecerem a mesma coisa, as maquiagens com FPS não têm a mesma eficácia na fotoproteção que os protetores solares com cor. “Geralmente, o FPS das maquiagens é muito baixo, sendo insuficiente para proteger a pele. Então, para quem usa maquiagem, o ideal é optar mesmo pelo protetor solar com cor de alta cobertura, que, além de ser eficaz na proteção, também atua como base”, alerta Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E a boa notícia é que filtro solar com cor protege mais a pele do que a versão tradicional. “Isso porque a tonalidade do filtro solar é proporcionada pela presença de óxido de ferro na composição, substância capaz de absorver a radiação visível do sol. Hoje, sabemos que a luz visível tem uma participação importante no processo de pigmentação da pele, favorecendo o desencadeamento de dermatoses pigmentárias, como melasma e hipercromia pós-inflamatória”, diz o médico.

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Sabonete X shampoo em barra: mais uma vez, o shampoo em barra não é apenas uma estratégia para você comprar um sabonete por um valor mais caro. São produtos bem diferentes. “Usar um shampoo sólido ou em barra não tem nada a ver com lavar o cabelo com sabonete. Os sabões ou sabonetes passam por um processo de saponificação, têm mais aditivos químicos e pH mais alcalino, sendo assim agressivos aos fios. Já os shampoos em barra foram especificamente desenvolvidos para serem usados no couro cabeludo. A base de óleos vegetais pode até ser a mesma do sabonete, mas os componentes estão em quantidade mais adequada para o tratamento dessa região, além da fórmula ser mais nutritiva e o pH ser mais equilibrado”, acrescenta a dermatologista Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Fio dental X escova interdental: apesar de ambos atuarem na limpeza da região entre os dentes, o fio dental e as escovas interdentais, como a CPS Prime da Curaprox, possuem ações diferentes que se complementam. “Enquanto o fio dental auxilia na remoção de detritos alimentares e pontos de contato muito apertados, a escova interdental realiza a desorganização da placa bacteriana nas irregularidades e depressões interdentais que o fio dental não consegue higienizar”, finaliza Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor pela USP.

Entenda por que sua pele se beneficia da prática sexual

Acredite, há até um efeito anti-idade quando a prática sexual é realizada com frequência

Ter uma rotina skincare, proteger a pele com filtro solar e fazer procedimentos estéticos são ações que, definitivamente, vão beneficiar sua pele, mas os hábitos de vida também contam muito nessa jornada. E, dentro desses hábitos, a atividade sexual deve ser levada em consideração.

“Isso porque durante o sexo são liberados hormônios e substâncias, como o estrogênio e a testosterona, que estão diretamente envolvidos na manutenção da saúde da pele”, destaca a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A melhora da circulação sanguínea proveniente da atividade sexual é capaz de diminuir o nível de cortisol, melhorando a elasticidade, controle de acne e oleosidade, além de aumentarmos a própria barreira de proteção da pele”, acrescenta a cirurgiã vascular Aline Lamaita, médica atuante em Medicina do Estilo de Vida e membro do American College of Lifestyle Medicine.

Segundo Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, o acúmulo de radicais livres nos tecidos é um dos fatores que levam ao envelhecimento. “A atividade sexual consome energia e consegue, com isso, neutralizar esses radicais, melhorando o que chamamos de estresse oxidativo. A produção de colágeno melhora, a circulação na pele fica melhor. O sexo acelera o metabolismo de todo o organismo, as células são estimuladas a absorverem mais nutrientes, e secretar toxinas de maneira mais eficiente”.

“Durante a atividade sexual, toda a nossa circulação fica mais solicitada. O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica Aline. “Também temos aumento de antioxidantes endógenos, que combatem os radicais livres; isso leva ao retardamento do envelhecimento, com efeito antiaging”, completa. Dessa forma, nosso corpo tem uma melhor resposta antioxidante com a prática regular do sexo.

Assim como um exercício físico, durante o sexo, o fluxo sanguíneo aumenta, passando a levar oxigênio e nutrientes de forma mais eficaz para os tecidos, incluindo a pele. “Com isso, o sistema linfático passa a trabalhar em maior velocidade, desintoxicando o organismo e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele ganha um aspecto mais saudável, tornando-se hidratada, corada e viçosa”, diz Paola.

Com relação à ação anti-idade, a prática sexual promove o estímulo da produção das fibras de colágeno e elastinas, que são responsáveis por conferir sustentação e elasticidade ao tecido cutâneo, segundo a dermatologista. “Logo, há um risco menor da pele tornar-se flácida ou apresentar rugas e linhas de expressão precocemente, além de tornar-se mais firme, elástica e com menos sinais de envelhecimento”, diz Paola.

“Outro benefício antienvelhecimento é usar adequadamente a energia proveniente do carboidrato (açúcar) que consumimos, diminuindo o estresse oxidativo e evitando a glicação do colágeno, um processo no qual o açúcar excedente liga-se às fibras de sustentação da pele, favorecendo o aparecimento de flacidez e rugas”, explica Beatriz.

A prática sexual também fortalece e favorece a regeneração da pele, o que pode tornar a cicatrização mais rápida. “Além disso, estudos apontam que o sexo melhora o sistema imunológico, que também está envolvido no processo de cicatrização da pele”, completa Paola.

A atividade também atua por vias indiretas para melhorar a pele, como é o caso da redução do estresse. A atividade sexual diminui o nível de cortisol (o hormônio do estresse) ao longo do dia. “A diminuição do nível de cortisol melhora também a qualidade do sono. Além disso, altos níveis de cortisol podem contribuir para o aparecimento da acne. Por isso a prática é interessante”, diz a dermatologista Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Altos níveis de cortisol podem contribuir para diversos problemas de pele, como envelhecimento e acne. O cortisol potencializa o estado inflamatório persistente do tecido cutâneo, diminuindo a longevidade e a atividade das células que compõem a pele, o que a torna mais propensa a ter rugas”, explica Paola.

“O cortisol está também relacionado ao aumento de oleosidade e à diminuição da produção natural de ácido hialurônico na pele”, conta Aline. É comum suarmos durante o sexo, assim como quando realizamos qualquer tipo de esforço físico intenso. “E o suor auxilia na eliminação de sujidades acumuladas no interior dos poros, desobstruindo-os e, consequentemente, prevenindo a formação de cravos e espinhas”, finaliza Paola.

Inchaço pode ter diversas causas; confira dicas para evitar o problema

Consultamos médicos para investigar uma grande questão com o nosso corpo durante a pandemia: por que estamos sentindo mais inchaço no corpo e até no rosto?

Visitante constante durante a pandemia, o inchaço chega sem ser convidado e causa aquela sensação péssima de peso na barriga, nos flancos, nas pernas, nos braços e até no rosto. Mas, afinal, o que causa esse problema? “Para alguns, a retenção hídrica acontece depois de abusar da comida ou bebida, enquanto para outros é apenas uma parte desconfortável da vida cotidiana. Hábitos de vida desregulados, como falta de sono e atividade física insuficiente, também podem estar relacionados”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

O inchaço é uma reclamação tão comum que a indústria investe maciçamente em “chás desintoxicantes”. Mas a verdade é que não existe um tratamento único para inchaço. “A melhor abordagem é adequar a dieta e principalmente perceber os gatilhos para alterar os hábitos de vida”, diz a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

De acordo com Marcella, o inchaço é causado por um acúmulo de água nas células, a famosa retenção de líquidos, que é pior no calor devido a dilatação dos vasos, mas que também pode acontecer no inverno por fatores como alimentação, problemas hormonais (geralmente na tireoide) e alterações no rim e coração.

“Além disso, o inchaço também pode acontecer por uma sensação de aumento da pressão no intestino. A pressão acumulada pode resultar de um grande volume de alimentos ou líquidos consumidos ou do gás produzido por nossos micróbios intestinais quando ingerimos grandes quantidades de carboidratos fermentáveis. Isso inclui muitos dos alimentos que ingerimos, desde frutas, legumes, grãos, laticínios, feijões e até leguminosas”, diz a médica nutróloga. “Este aumento no conteúdo estica essencialmente o intestino, dando a sensação de inchaço e flatulência.”

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O estresse é outro fator que pode causar inchaço, o que explica por que esse problema tem sido mais frequente durante a pandemia do Covid-19. Marcella explica que isso tem a ver com o eixo intestino-cérebro – em outras palavras, a comunicação entre nosso intestino e nosso cérebro. “Quando nos sentimos estressados, nossa função intestinal também fica impactada, o que pode levar a inúmeras disfunções intestinais”, diz a médica.

Alguns processos naturais do organismo também podem favorecer o surgimento de inchaço. “Na mulher, quando a fase do ciclo menstrual conhecida como ovulação se inicia, o que ocorre cerca de 14 dias antes da menstruação, há um aumento considerável nos níveis de estrogênio e progesterona no organismo que pode levar a uma maior retenção hídrica, favorecendo o surgimento de inchaço”, explica Eloisa Pinho, ginecologista da Clínica GRU.

O mesmo ocorre durante a gravidez devido a maior quantidade de progesterona. “Isso porque o aumento da progesterona causa uma flacidez das veias que pode levar a inchaço, dor nas pernas, tonturas e sensação de queimação”, explica Aline.

O edema também pode começar em áreas como os membros inferiores e se disseminar de maneira ascendente. Segundo Aline, o inchaço é um sintoma comum de má circulação sanguínea de pessoas que sofrem por causa do fluxo de sangue das pernas de volta ao coração, resultando em edema nas pernas ou sensação de peso no corpo todo.

O acúmulo de líquidos pode ser um sinal de doença cardíaca onde o coração não pode circular sangue suficiente ao redor do corpo”, afirma Aline. E o problema pode chegar até mesmo ao rosto, principalmente no período da manhã.

“Isso porque, durante o sono, o sistema linfático, que é responsável pela absorção de líquido das células, fica mais lento, o que predispõe o inchaço. Além disso, há uma influência também da alimentação, bebidas alcoólicas, remédios, alterações hormonais, posição de dormir e até causas genéticas”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mas que medidas práticas podemos tomar para aliviar o inchaço? As médicas concordam que, na grande maioria dos casos, o edema e a distensão abdominal podem ser reduzidos, ou até eliminados por completo, através de simples mudanças na dieta e no estilo de vida, que estão listadas abaixo:

Cuidado com o que você come: em termos de dieta, evite excesso de alimentos que sejam “causas clássicas de inchaço”, incluindo feijão, brócolis, repolho, couve-flor e aqueles ricos em sódio. “Em vez disso, coma frutas e vegetais frescos, proteínas magras e carboidratos complexos, como grãos inteiros e arroz integral, para evitar o inchaço. Diuréticos naturais – como aipo, pepino, melancia, tomate, aspargos e alho – também podem ajudar a reduzir o inchaço”, aconselha Eloisa. “Três pilares para se manter saudável sempre, mas especialmente durante um período pré-menstrual, são: manter-se hidratado, comer com atenção e dormir o suficiente.”

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Evite o excesso de sódio: lembre-se de controlar a quantidade de sódio (sal) nas refeições, pois ele colabora para a retenção de líquido. “Temos visto que, dentro de casa, por conta da pandemia, as pessoas acabam descuidando muito da alimentação e consomem mais produtos enlatados, em conserva, processados e ultraprocessados, que são ricos em sódio. Fique de olho também em sucos de caixinha e produtos light, diet e zero, que também têm muito sódio na composição”, afirma Paola.

Beba bastante água: manter-se hidratado é indispensável para controlar o inchaço. “Para isso, beba de oito a dez copos de 350 ml de água e coma alimentos ricos em líquidos, como frutas vermelhas, aipo e pepino”, recomenda Eloisa. Água de coco e chá verde também são boas opções

Consuma fibras: a principal recomendação de Marcella é uma dieta rica em fibras com muitos ingredientes à base de plantas. “Tirar proveito dos nutrientes e prebióticos que ocorrem naturalmente nos alimentos é a melhor maneira de alimentar sua microbiota intestinal”, diz ela. O farelo de aveia também é uma excelente opção, juntamente com frutas como ameixa, mamão e abacate.

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Controle o estresse: para controlar o inchaço durante a pandemia, é essencial gerenciar o estresse. “Tente praticar meditação. Se estiver trabalhando em home office, a cada uma hora, pare 15 minutos para respirar, tomar um café, ou simplesmente fechar os olhos. O tempo de recuperação é extremamente importante para manejo de estresse. Também é importante ter pelo menos sete horas de sono por dia”, afirma Aline.

Atente-se à forma como você dorme: para evitar o inchaço facial, fique de olho na posição de dormir. “Deitar de bruços é a opção que mais favorece o inchaço matinal do rosto. Se possível, eleve a cabeça com mais de um travesseiro e durma de barriga para cima. Isso também ajuda a prevenir o aparecimento das rugas conhecidas como linhas do sono”, diz a dermatologista Paola.

Aposte nos exercícios: a prática regular de atividade física é uma excelente maneira de aliviar e prevenir o inchaço. “Os exercícios não apenas aumentam a frequência cardíaca, o que melhora o fluxo sanguíneo para o intestino, mas também estimulam o cólon, o que significa que é mais provável que você vá ao banheiro – um passo útil na sua jornada de redução de inchaço” diz a médica nutróloga. “Além disso, a própria contração muscular já contribui para a drenagem dos líquidos”, explica Paola. Aline ainda ressalta que se exercitar também ajudar com o controle do peso. “Quilos extras colocam mais pressão sobre o coração e reduzem o fluxo sanguíneo em todo o corpo”, afirma a médica.

Invista na água termal: para o rosto, o uso de água termal gelada logo ao acordar, ou simplesmente a higienização com água fria, pode ajudar a estimular a circulação e reduzir o inchaço. “Isso porque a temperatura fria refresca e descongestiona a pele”, destaca a dermatologista. “Para isso, a água termal com ativos calmantes pode ser deixada na geladeira à noite e borrifada no rosto pela manhã logo após a lavagem.”

Realize uma massagem facial: o inchaço no rosto também pode ser controlado através da realização de uma massagem. “A massagem facial proporciona uma melhora da circulação sanguínea, o que contribui para uma oxigenação eficiente e faz com que as células da pele sejam nutridas adequadamente. Essa também é uma excelente forma de autocuidado para relaxar e diminuir o estresse”, finaliza Aline.

Pandemia: aposte nesses cuidados para reduzir estresse e ansiedade e reforçar imunidade

Time de especialistas dá dicas para ajudar você a passar por esse momento de grande estresse e ansiedade sem prejudicar sua saúde mental

Apesar das campanhas de vacinação estarem ocorrendo em vários estados do Brasil, ainda não temos certeza de até quando a pandemia causada pelo novo coronavírus durará. Rotinas seguem abaladas e os números de casos e mortes se mantêm altos. Esses fatores, combinados à distância de amigos e familiares e o atual cenário político brasileiro, podem causar grande quantidade de estresse e ansiedade.

“Nesse período de pandemia é normal que estejamos apreensivos e ansiosos com o presente e futuro próximo, o que pode fazer com que realizemos nossos hábitos e funções no piloto automático enquanto nossa cabeça permanece sempre ligada e alerta, o que acaba gerando ainda mais estresse. Por isso, gerenciar o estresse nesse período e adotar cuidados para manter a sanidade mental é fundamental para diminuir a incidência de problemas psicológicos e evitar que o sistema imunológico seja afetado”, explica a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Então, pensando em uma maneira de te ajudar nesse processo, reunimos um time de especialistas para dar dicas sobre como controlar o estresse e a ansiedade e melhorar a saúde mental nesse período tão complicado. Confira:

Entenda o momento – para lidar com essas questões, o primeiro passo é identificar que você está ansioso ou estressado. Então, observe se você está comendo demais, se seu humor está alterado ou se você não consegue dormir direito. “Além disso, é importante reconhecer o momento pelo qual estamos passando. É um período diferente de tudo o que vivemos e que não sabemos ao certo quando irá acabar. Mas, cada dia é um dia. Hoje você pode estar ansioso, mas amanhã não. Então, adapte sua rotina para essa situação. Se estiver ansioso, evite situações estressantes”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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Fuja da rotina de vez em quando – não há nada de errado em tomar o mesmo café da manhã todos os dias ou dirigir pelo mesmo caminho para o trabalho. “Os humanos são criaturas de hábitos. Mas é bom para o seu cérebro tentar misturar as coisas. Mesmo que essa mudança ocorra apenas uma vez por semana já é de grande ajuda”, explica Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola). Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), vale a pena aproveitar esse período, por exemplo, para aprender a cozinhar, tentar uma receita nova e preparar de refeições caseiras balanceadas: “Se não sabe por onde começar, tente diminuir o consumo excessivo de carboidratos, proteína animal e produtos industrializados e aumentar a ingestão de vegetais, que devem compor 75% do prato. A comida deve ser boa, gostosa e feita com ingredientes saudáveis”.

Desconecte-se – vivemos conectados e queremos sempre acompanhar tudo o que está acontecendo. Como se não bastasse, devido ao novo coronavírus, estamos expostos a uma grande quantidade de informação, o que pode ser extremamente estressante e ansiogênico. “Por isso, devemos segurar a vontade de ficar demasiadamente em redes sociais. Evite também procurar informações em excesso sobre o novo coronavírus. Poupe-se. Se possível, visite as redes sociais apenas em dias intercalados para ajudar a diminuir a ansiedade desse momento”, recomenda Farinazzo.

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Pause por um momento – caso você ainda esteja trabalhando em casa, a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, aconselha investir em pequenas pausas ao longo do dia para descansar a mente. “A cada duas horas levante-se, tome água, olhe pela janela, tome um café, converse com alguém ou faça cinco minutos de meditação. Esse é um processo importante para relaxar e desestressar”, destaca. E claro, no final do dia não esqueça de descansar bem, pois poucas coisas na vida são melhores do que uma boa noite de sono. “Tempo e qualidade ao dormir nos deixam com um humor melhor e aguçam nosso cérebro. Também nos dá a energia e a capacidade de administrar nossas vidas ocupadas, desde exercícios físicos a até o trabalho”, afirma Batistella.

Programe-se e ocupe a mente – principalmente para quem está em home office, é muito comum a impressão de que não se está sendo produtivo. Por isso, é fundamental estabelecer um cronograma. “Para quem está trabalhando em casa, é necessário organizar-se. Quanto mais o cérebro trabalhar, melhor. Quanto mais desafios e problemas a serem resolvidos, melhor”, afirma Beatriz.

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Exercite o seu corpo – segundo Batistella, o exercício físico melhora o fluxo sanguíneo, protege a memória e estimula mudanças químicas no cérebro que contribuem para o aprendizado, o humor e o pensamento. “Levantar pesos ou usar uma faixa de resistência, por exemplo não apenas constrói músculos e fortalece os ossos, como pode aumentar também o poder do cérebro, melhorar o humor, aumentar a concentração e as habilidades de tomada de decisão”, destaca.

Medite – outra dica importante para diminuir a ansiedade e o estresse é apostar na meditação e no mindfullness. “Mindfullness significa viver em atenção plena, ou seja, conseguir vivenciar os momentos com todas as suas características emocionais e sensoriais, sem distrações. O mindfullness pode ser usado por qualquer pessoa que queira começar alguma prática de meditação, mas que não sabe como dar os primeiros passos, pois ajuda a gerenciar o estresse e a ansiedade e a melhorar a concentração e a produtividade”, recomenda Aline. Comece praticando 15 minutos por dia de meditação. Procure um canto quieto e atente-se a sua respiração. Existem até aplicativos que te ajudam a fazer isso, como o Headspace e o Calm.

Dê uma trilha sonora à vida – “Ouvir música não apenas ajuda você a se sentir mais alerta, mas também pode melhorar sua memória e seu humor. Um dos motivos é que há matemática na música e como uma nota se relaciona com a outra. Seu cérebro tem que trabalhar para dar sentido a essa estrutura. Isso é especialmente verdadeiro para a música que você está ouvindo pela primeira vez”, diz Batistella.

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Pratique o autocuidado – uma boa estratégia para diminuir o estresse e a ansiedade é realizar uma rotina diária de cuidados com a pele. “A rotina skincare é um momento de autocuidado e relaxamento. Por meio do cuidado com a pele somos capazes de nos conhecer melhor, aumentar nossa autoestima e bem-estar e ainda diminuir o estresse e a pressão do dia a dia”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E, para os iniciantes na rotina de beleza, não é preciso ir longe, pois o método de skincare conhecido como skip-care já é um ótimo começo, consistindo na utilização de apenas três produtos que vão manter sua pele bem cuidada: um sabonete de limpeza, um hidratante e um filtro solar (usados nessa ordem).

Estabeleça relações interpessoais – uma rica rede social fornece fontes de apoio, reduz o estresse e a ansiedade, combate a depressão e aumenta a estimulação intelectual, segundo Batistella. Outras habilidades mentais estimuladas pelo contato social são: a memória de curto prazo, o poder de desligar as distrações e a capacidade de manter o foco. Caso não seja possível estar próximo de seus amigos e familiares, utilize a internet a seu favor. Mas, nesse sentido, as pessoas não são a única fonte de relacionamentos. Os animais provaram ser igualmente bons para a saúde do nosso cérebro. “Animais de estimação fazem as pessoas se sentirem bem, mas o mais importante, seu animal favorito pode torná-lo saudável e ajudá-lo a permanecer assim. Eles podem nos acalmar, aumentar nossa imunidade, melhorar nossa saúde cardíaca, nos manter em movimento e melhorar nossa vida social”, completa o médico.

Porém, é importante ressaltar que existem quadros de ansiedade graves e que necessitam de acompanhamento e tratamento médico. Então, caso as dicas acima não sejam suficientes para amenizar sua ansiedade, você deve consultar um profissional especializado, como um terapeuta, psicólogo ou psiquiatra.

Dez maneiras pelas quais o processo de envelhecimento afeta o corpo

Aprenda a diferenciar o que é natural ou não conforme a idade avança; e veja dicas para quem deseja envelhecer saudavelmente

O envelhecimento do organismo é um processo natural que acontecerá com todos nós mais cedo ou mais tarde. É claro que cada pessoa sofrerá com o envelhecimento de forma diferente, mas todos nós notaremos algum tipo de alteração no organismo.

“Quando falamos de alterações causadas pelo envelhecimento, podemos dividi-las em duas categorias: senescência e senilidade. Enquadram-se como senescência todas aquelas mudanças que ocorrem devido ao processo natural de envelhecimento e que todos nós iremos apresentar, como perda de massa muscular e firmeza da pele. Já a senilidade abrange mudanças patológicas, ou seja, alterações que não são naturais do envelhecimento e podem prejudicar muito a qualidade de vida do indivíduo, ocorrendo devido a fatores como estilo de vida, genética, uso de medicamento e condições pré-existentes”, explica o médico nutrólogo e geriatra Juliano Burckhardt, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) e da International Colleges for Advancement of Nutrology e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Dessa forma, é importante entendermos o que é natural ou não durante o processo de envelhecimento para sabermos quando alguma alteração precisa de uma atenção extra. Para ajudar, o especialista listou as principais alterações que afetam o organismo devido ao envelhecimento natural:

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Sua pele enruga: a pele é uma das principais sinalizadoras do processo de envelhecimento. “Conforme envelhecemos, ocorre uma degradação das fibras de colágeno e elastina, que são responsáveis por conferir sustentação e elasticidade ao tecido cutâneo. Além disso, a pele passa a produzir menos suor e oleosidade e perde parte do tecido gorduroso que confere volume. Como resultado, podemos percebê-la menos elástica e firme e mais ressecada, enrugada, flácida, frágil e sensível”, diz o médico. “Este fenômeno é particularmente mais importante no rosto, sendo mais significativo no terço inferior e no pescoço. É nesse processo em que aparecem as rugas e flacidez”, afirma o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “Há uma diminuição também no número dos melanócitos (células que produzem o pigmento que dá cor da pele), o que faz com que fiquemos mais suscetíveis a radiação solar e formemos manchas com mais facilidade. E todo esse processo é ainda pior para quem se expôs demais ao sol ao longo dos anos”, explica o geriatra.

Foto: Hairmag

Seus cabelos ficam brancos e fracos: assim como a pele, os cabelos também são claramente afetados pelo envelhecimento, tornando-se menos densos, sem cor e mais propensos a queda. “Conforme envelhecemos, os melanócitos, células presentes nos folículos capilares que são responsáveis por produzir o pigmento que dá cor aos fios, vão perdendo sua função e, consequentemente, diminuem a produção de melanina. Então, quando os melanócitos param de funcionar completamente, surgem os primeiros cabelos grisalhos”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Além disso, com a diminuição no metabolismo, notamos um afinamento da fibra capilar e uma desaceleração na velocidade de crescimento dos fios, o que resulta na redução da densidade do cabelo”, explica Burckhardt .

Sua memória e capacidade de raciocínio já não são mais as mesmas: de acordo com Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA), com o processo de envelhecimento o cérebro apresenta modificações físicas e funcionais, dentre elas a diminuição da massa cerebral (que passa a perder 4,5g por ano após os 50 anos). Além disso, há uma redução da densidade neural. Tudo isso tem maior chance de causar declínios cognitivos, ainda mais se o cérebro não for estimulado, principalmente com bons hábitos de vida”, explica o neuro-oncologista. O cérebro e o sistema nervoso também são afetados pelo envelhecimento, pois há uma diminuição no número de células cerebrais, na comunicação entre os neurônios e na capacidade do organismo de criar novas conexões neuronais, o que faz com que o raciocínio fique mais lento, processar informações seja mais difícil e lapsos de memória sejam mais frequentes. “Devido às alterações no sistema nervoso, também podemos notar mudanças no equilíbrio, na percepção, na postura e na sensibilidade”, diz Burckhardt .

Você ganha peso mais facilmente: conforme envelhecemos, é comum engordarmos com mais facilidade. “Isso porque o nosso metabolismo, ou seja, a forma como o corpo consome energia, diminui com o passar da idade. E um metabolismo mais lento faz com que queimemos menos calorias mesmo com exercícios, pois as células consomem os nutrientes mais devagar e tendem a reservar gordura para casos de necessidade. Por isso, é normal ganharmos peso quando ficamos mais velhos”, destaca Burckhardt .

Daniel Reche/Pixabay

Locomover-se fica mais difícil: os ossos e músculos também sofrem alterações devido ao processo de envelhecimento. “Com a idade, há uma diminuição do tamanho e densidade dos ossos, o que faz com que se tornem mais fracos, porosos e, consequentemente, mais suscetíveis a fraturas. É por esse motivo também que algumas pessoas perdem alguns centímetros de altura ao envelhecerem”, diz Burckhardt. “Os músculos, por sua vez, perdem força, resistência, massa e flexibilidade. Todos esses fatores contribuem para a redução da mobilidade, equilíbrio, força e estabilidade.”

Seu coração passa a trabalhar mais: o processo de envelhecimento também age sobre o sistema cardiovascular. “A principal mudança no sistema cardiovascular com o passar dos anos é o enrijecimento das artérias e vasos sanguíneos, o que faz com que o coração tenha que se esforçar mais para conseguir bombear sangue por essas estruturas. Como resultado, há um aumento no risco de problemas como hipertensão e insuficiência cardíaca”, alerta o médico geriatra.

Sua vida sexual também muda: conforme envelhecem, homens e mulheres podem perceber mudanças nos órgãos genitais e na relação com os outros de formas distintas. “Devido a menopausa, a mulher sofre com uma diminuição nos níveis de estrogênio que pode fazer com que o desejo sexual diminua, o que ainda é intensificado devido a fatores comuns desse período que tornam o sexo menos prazeroso, como a diminuição da lubrificação vaginal e a atrofia da musculatura da região”, diz a ginecologista Eloisa Pinho, da Clínica GRU. “O homem, por sua vez, também apresenta uma diminuição nos níveis de testosterona, mas de forma menos repentina. Ainda assim, é possível observar uma redução da libido e da qualidade e quantidade de espermas. Além disso, a diminuição do fluxo sanguíneo pode fazer com que seja mais difícil para o homem ter ereções, que também se tornam menos rígidas e duradouras”, afirma Burckhardt .

Você torna-se mais suscetível a doenças: nossa imunidade diminui conforme envelhecemos. Então, ficamos doentes com mais facilidade. “Isso porque as células do sistema imune, que são responsáveis por identificar e destruir microrganismos estranhos para o corpo, passam a agir de forma mais devagar. Esse mecanismo é um dos motivos pelos quais cânceres e infecções são mais comuns entre idosos e resultam em morte com mais frequência. Em contrapartida, com o passar da idade, alergias tornam-se menos severas e condições autoimunes são menos comuns”, explica o geriatra.

Sua relação com o banheiro muda: controlar a bexiga pode se tornar um desafio conforme os anos passam. “Isso porque o processo de envelhecimento causa uma redução da elasticidade e, consequentemente, da reserva funcional dos rins. Além disso, os músculos da bexiga e do assoalho pélvico perdem força. Essa fatores podem fazer com que seja mais difícil eliminar toda a urina e controlar a bexiga, resultando assim em incontinência urinária”, afirma Burckhardt.

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Seus sentidos já não são mais tão confiáveis: todos os sentidos sofrem alterações causadas pelo envelhecimento. Há diminuição do olfato e alterações no paladar. Na boca pode ocorrer também perda da dentição e mudanças na deglutição. Esses fatores podem causar menor prazer e maior dificuldade na ingestão de alimentos, o que frequentemente resulta em desnutrição, problema comum entre idosos”, ressalta o médico. Burckhardt explica: “A visão e a audição também são reduzidas, tornando difícil ouvir altas frequências ou conversar em ambientes barulhentos e enxergar certos objetos dependendo da distância, além de fazer com que você fique mais sensível às luzes. Em muitos casos, pode ser necessário o uso de aparelhos auditivos e óculos”

Mas o que fazer para prevenir essas alterações? Infelizmente, quando falamos de senescência, não há meios de prevenção, afinal, é a evolução natural do organismo humano. No entanto, existem hábitos que podem ser adotados ao longo da vida que vão ajudar a promover um envelhecimento mais saudável, não apenas prevenindo a senilidade, mas também retardando o aparecimento das alterações caracterizadas como senescência.

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“É indispensável, por exemplo, que o indivíduo adote uma alimentação balanceada rica principalmente em fibras, frutas, vegetais, legumes e proteínas magras. Não se esqueça também de beber bastante água. Por sua vez, evite o consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras saturadas, que podem aumentar a incidência de condições como câncer, hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares”, aconselha o geriatra.

A prática regular de exercícios físicos também é de extrema importância. E isso não quer dizer necessariamente ir à academia puxar peso. “Fazer alongamentos, dançar, pular corda, caminhar, correr, andar de bicicleta ou com o cachorro. Tudo isso conta como exercício físico, ajudando a prevenir a obesidade e melhorar a função cerebral e a saúde cardiovascular e musculoesquelética, além de aumentar sua disposição e bom humor e contribuir para o gerenciamento do estresse, que também pode prejudicar o organismo, principalmente o coração e a mente”, destaca o especialista.

“A atividade física tem um efeito antioxidante importante para a pele, pois melhora a circulação e o aporte de nutrientes, diminuindo principalmente o ressecamento e melhorando a função de barreira”, explica Burckhardt . A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é realizar pelo menos 150 minutos de algum tipo de atividade física leve ou moderada por semana.

Manter-se mentalmente ativo também é essencial para o envelhecimento saudável, principalmente no que diz respeito à saúde do cérebro. Por isso, invista em interações sociais e em atividades que te dão prazer, como ler, cozinhar, montar quebra-cabeças ou aprender uma nova língua ou instrumento. “Dormir bem também é muito importante para envelhecer com saúde, já que é durante o sono que o organismo passa por um processo de reparação e regeneração. O recomendado é dormir entre 7 e 8 horas por noite. Fugir desses valores é colocar a saúde em risco, pois já temos evidências que a falta de sono pode prejudicar o coração e o cérebro e diminuir a longevidade”, recomenda o médico.

Por fim, mas não menos importante, é fundamental que você se livre de hábitos ruins, como fumar ou consumir álcool em excesso. “Fumar aumenta sua frequência cardíaca e sua pressão arterial, obstrui suas artérias, danifica seus pulmões, favorece a inflamação e enfraquece seus ossos e sistema imunológico”, alerta o especialista. “Já o abuso de bebidas alcoólicas reduz o metabolismo, favorece o ganho de peso, promove desidratação e inflamação do organismo e aumenta o risco de problemas circulatórios cardiovasculares.”

E engana-se quem acredita que mudanças no estilo de vida só podem ser adotadas durante a juventude, pois estudos apontam que até mesmo octogenários podem se beneficiar da adoção de hábitos saudáveis, já que ajudam não apenas na prevenção, mas também no tratamento de muitas doenças.

“Porém, além da adotar um estilo de vida saudável, é importante que, ao alcançar uma idade avançada, o indivíduo se consulte com um geriatra regularmente, já que apenas ele poderá diferenciar corretamente as alterações de senescência e senilidade. Por exemplo, é natural que lapsos de memória se tornem mais frequentes com o passar da idade, sendo então parte da senescência do organismo. No entanto, quando essas alterações na memória causam um grande prejuízo funcional para o paciente, podendo inclusive serem indícios de doenças como o Alzheimer, já se caracterizam como senilidade. Apenas o profissional especializado poderá fazer esse diagnóstico da maneira adequada”, finaliza Burckhardt.

Tabaco prejudica a pele e faz fumante parecer mais velho

Existem condições dermatológicas causadas, associadas ou agravadas pelo tabagismo. “No contexto da saúde da pele, parar de fumar é fundamental para desacelerar o envelhecimento, minimizar complicações cirúrgicas e dermatológicas relacionadas ao tabagismo e melhorar as condições de saúde como um tudo, o que impacta diretamente no tecido cutâneo”, explica a dermatologista Paola Pomerantezeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Abaixo, a médica destaca as principais manifestações cutâneas do cigarro:

Dificuldade na cicatrização de feridas: o tabagismo demonstrou repetidamente ter efeitos deletérios na cicatrização de feridas cutâneas. “O cigarro tem sido associado a inúmeras complicações pós-operatórias, incluindo infecções de feridas. Quando são usados retalhos ou enxertos, os fumantes têm maior risco de necrose. Isso ocorre basicamente por três motivos: vasoconstrição, efeito pró-trombóticos e inflamação”, explica a médica. No caso da vasoconstrição, o fluxo sanguíneo periférico diminui em 30-40% em poucos minutos após a inalação da fumaça, comprometendo a oxigenação dos tecidos e a cicatrização de feridas. “A nicotina aumenta a adesividade das plaquetas ao inibir a prostaciclina, levando à oclusão microvascular e isquemia do tecido. O tabaco também inibe a função das células endoteliais e dos fibroblastos, a atividade do óxido nítrico, a produção do fator de crescimento endotelial vascular e a síntese de colágeno, tudo isso com impacto direto na cicatrização”, destaca.

Aparecimento de rugas e aceleração do envelhecimento da pele: a associação entre tabagismo e rugas foi estabelecida há muito tempo. “As características clínicas de um ‘rosto de fumante’ foram descritas em estudos e incluem: rugas faciais proeminentes, proeminência dos contornos ósseos subjacentes, pele seca e vermelha. As mulheres, segundo estudos, parecem ser mais suscetíveis aos efeitos de enrugamento causado pelo fumo do que os homens. O tabagismo é um fator de risco independente para as rugas, entretanto, a exposição ao sol tem um efeito sinérgico que potencializa o envelhecimento da pele”, explica Paola. “Os mecanismos de influência do cigarro nas rugas incluem a degradação da elastina da pele (mesmo quando não exposta ao sol), o aumento de espécies reativas de oxigênio, que estão implicadas no envelhecimento acelerado da pele, e também de metaloproteinases da matriz, que são enzimas que levam à degradação do colágeno, fibras elásticas e proteoglicanos”, explica a médica.

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Distúrbios orais e mucocutâneos: o tabaco tem se mostrado um fator de risco independente para o carcinoma epidermoide oral, o câncer que se desenvolve na boca. Fumar está associado à melanose do fumante, hiperpigmentação gengival devido ao aumento da melanina na camada basal da epiderme, além de gengivite, periodontite e erosões palatinas dolorosas. “O hábito de fumar também contribui para as rugas labiais, na medida em que ajuda a quebrar a fibra de sustentação e o colágeno da pele, ocasionando o aparecimento do código de barras.”

Doenças de unhas e cabelos: fumar tem sido associado a vários distúrbios do cabelo e das unhas, como alopecia androgenética, cabelo grisalho prematuro, unhas de fumante e pelos faciais descoloridos. “O cigarro basicamente prejudica a circulação sanguínea e, consequentemente, a oxigenação e aporte de nutrientes de tecidos periféricos, incluindo a pele, unhas e cabelo. As substâncias tóxicas do cigarro também levam a um quadro altamente inflamatório, sensibilizando a região que pode sofrer com irritação, dermatite seborreica, afinamento, quebra dos fios e queda capilar”, explica.

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Hidradenite supurativa: conhecida como acne inversa, essa condição de pele ocorre com mais frequência em fumantes. “Geralmente confundida com furúnculos ou espinhas grandes, a hidradenite supurativa é uma inflamação crônica da pele que se caracteriza pelo surgimento de inchaços e cistos profundos em regiões como axilas, mamas, virilha, genitais e glúteos, que liberam secreção purulenta e causam desconforto e dor”, explica a Dra. Paola Pomerantzeff. “O mecanismo dessa associação ainda não está claro, mas foi sugerido que a nicotina altera a função das células imunológicas e hiperplasia epidérmica, levando à oclusão e ruptura dos folículos pilosos”, explica.

Psoríase: fumantes apresentam risco aumentado de desenvolver psoríase e apresentam taxas mais baixas de melhora clínica com o tratamento. “Nessa doença autoimune comum, o corpo reconhece uma proteína normal da pele como anormal e tenta se livrar dela fazendo a pele descamar. Isso resulta em placas grandes, espessas e escamosas que racham e sangram, e podem ser dolorosas e apresentar coceira”, diz a dermatologista. As áreas de impacto podem variar, mas algumas das mais sensíveis são o couro cabeludo, rosto, genitais e unhas. “Pacientes que fumam têm maior probabilidade de apresentar maior gravidade da doença. A pustulose palmoplantar, uma variante da psoríase, demonstrou ter uma associação mais forte com o tabagismo”, explica.

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Lúpus: o desenvolvimento de lúpus eritematoso sistêmico, bem como o aumento da gravidade da doença, tem sido associado ao tabagismo. “Além disso, o cigarro prejudica demais o tratamento da doença, interferindo diretamente na efetividade dos medicamentos”, afirma.

Desordens vasculares: Doença de Buerger (tromboangeíte obliterante), uma doença oclusiva segmentar não aterosclerótica que afeta várias extremidades, está fortemente associada ao tabagismo. “Nessa doença, os sintomas são os mesmos da redução do fluxo de sangue nas extremidades: sensação de frio, dormência, formigamento ou ardor. É mais comumente visto em homens com idade entre 20 e 40 anos que fumam muito”, diz Paola.

Dermatite: o tabagismo demonstrou ter uma associação significativa com eczema ativo nas mãos. Os cigarros são um fator de risco conhecido para dermatite de contato alérgica. “Vários alérgenos potenciais de cigarros podem ser encontrados em filtros, papel e tabaco. Vários relatórios documentaram dermatite de contato irritante e alérgica ao adesivo de nicotina em alguns pacientes que tentaram parar de fumar.”

Câncer de pele: apesar da presença de vários carcinógenos na fumaça do tabaco, a relação entre o tabagismo e o câncer de pele permanece controversa. “Parece haver uma correlação entre maços por dia e anos de tabagismo com o desenvolvimento de carcinoma de células escamosas, principalmente em mulheres. Mas, mais estudos precisam ser realizados para avaliar o papel do tabagismo no desenvolvimento do câncer de pele. O que se sabe é que a falta de nutrição das células da pele pode prejudicar sua imunidade, o que a deixa mais suscetível aos danos ambientais do sol”, explica a médica. Não existe evidência conclusiva que associe o tabagismo a um risco aumentado de melanoma. “De qualquer maneira, parar de fumar ajudará e melhorar diversas condições de pele”, finaliza a médica.

Cigarro provoca rugas precoces e fumantes aparentam ter dois anos a mais

Cigarro acelera envelhecimento da pele e nicotina estimula o estresse oxidativo, libera mensageiros pró-inflamatórios, que prejudicam a função de barreira da pele, e compromete a hidratação

O cigarro figura entre os principais vilões de nossa saúde e com relação à pele não é diferente. “Ao fumarmos um cigarro ocorre, por exemplo, a vasoconstrição periférica, o que diminui o fluxo sanguíneo que é responsável por nutrir o tecido cutâneo. Como consequência desta diminuição de oxigenação e nutrição, nossa pele perde a luminosidade e torna-se amarelada e mais flácida com o passar do tempo”, explica Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética.

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“O fumo também causa uma série de manifestações cutâneas de forma que fumantes aparentam ter dois anos a mais do que suas idades reais, segundo pesquisa”, completa a médica. “O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, afirma Letícia Bortolini, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De acordo com a especialista, o tabagismo é associado ao comprometimento da permeabilidade epidermal, ou seja, da primeira camada da pele. “E isso contribui para um aumento da prevalência de desordens cutâneas, uma vez que a nicotina – que é somente uma das substâncias tóxicas presentes no cigarro – estimula o estresse oxidativo e libera mensageiros que vão causar inflamação na pele e prejudicar a função da barreira. Isso compromete a hidratação e favorece o aparecimento de rugas e flacidez”, conta Roberta. Os efeitos do fumo no envelhecimento foram avaliados no norte da Finlândia, onde os danos cumulativos da exposição solar são baixos.

O cigarro também é responsável por causar a deterioração acelerada das fibras de colágeno e elastina responsáveis por conferir sustentação à pele, visto que a nicotina, princípio ativo do tabaco que compõe o cigarro, percorre pelo sangue até a parte interna do tecido cutâneo, lesando estas fibras elásticas da pele. “Dessa forma, a pele adquire um aspecto acinzentado, sem brilho, com a presença de rugas e vincos na região dos olhos e numerosas linhas de expressão na bochecha e mandíbula. Além disso, há a perda do contorno facial, o que culmina em olheiras profundas, sulcos mais proeminentes, mandíbula sem definição e maçãs do rosto caídas”, alerta Roberta Padovan.

A influência do tabaco sobre a saúde de nossa pele é tamanha que, segundo pesquisa realizada Santa Casa de São Paulo, as rugas em fumantes são 38% mais evidentes do que em não fumantes, sendo então o cigarro tão ou mais prejudicial para a pele do que a exposição solar prolongada sem proteção. “Além dos aspectos estéticos, o cigarro também é um fator de risco para certos tipos de câncer de pele, visto que provoca mutações no DNA das células que compõem o tecido cutâneo”, acrescenta a médica.

Roberta sugere que fumantes, além de buscar reduzir o consumo do cigarro, devem procurar um médico para reforçar os cuidados com a pele, a fim de diminuir os danos causados pelo cigarro. “Existem diversos tratamentos para recuperar o contorno facial, como preenchimentos injetáveis, além de lasers e radiofrequência microagulhada para melhorar a qualidade da pele”, diz.

Um dos tratamentos mais indicados para rejuvenescer a pele de fumante é o Pico Ultra 300, no modo de tratamento ultrafracionado. Segundo Letícia, diferente dos outros lasers de picossegundos, é possível com o comprimento de onda 532nm eliminar os sinais de fotodano e envelhecimento: “Além das hiperpigmentação, o envelhecimento ocorre pela desnaturação e redução de fibras elásticas e colágenas, então Pico Ultra 300 promove uma reorganização dessas fibras, além de aumento da produção dessas proteínas de sustentação da pele”.

A grande vantagem, segundo a médica, é o rejuvenescimento sem downtime ou com mínimo incômodo por pouco tempo. “Hoje as pessoas não querem e não tem tempo para ficar vermelhas ou descamando em casa. Além disso, o tratamento não dói, mas ainda é possível aplicar anestésico tópico antes para pessoas mais sensíveis”, conta. No geral, são feitas três sessões, sendo uma a cada 30 dias, mas podem ser feitas mais vezes, dependendo da indicação.

Outra opção para renovar o colágeno da pele, consumido pelos anos de vício, é o ultrassom microfocado, capaz de combater a flacidez e devolver firmeza à pele. “As ondas de ultrassom fazem micropontos de coagulação sob a pele para tonificar o tecido cutâneo, estimular a produção de colágeno e conferir efeito lifting, o que dá fim à flacidez presente na área tratada”, explica a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

“As sessões são rápidas, com o tempo de duração variando de acordo com o local de aplicação e a quantidade de áreas tratadas. No geral, cada sessão facial dura entre 15 e 40 minutos”, afirma a cirurgiã plástica. Já é possível ver melhora significativa após a primeira sessão e os resultados continuam a aparecer durante os três meses seguintes.

Dez truques que vão rejuvenescer sua aparência em alguns anos

Conheça dicas, cuidados e tratamentos que realmente são capazes de tornar a pele mais jovem, incluindo desde cuidados com a pele e mudanças no estilo de vida até procedimentos estéticos naturais

Conquistar uma pele jovem, bonita e saudável é o sonho de grande parte das pessoas, que, em sua maioria, buscam na internet truques para rejuvenescer a aparência. O problema é que a internet está repleta de informações incorretas e soluções milagrosas que, além de não funcionarem, podem colocar a saúde do tecido cutâneo em risco. Mas a boa notícia é que existem sim algumas maneiras simples, seguras e eficazes para tornar a pele alguns anos mais jovem. Então, para te ajudar nesse processo, conversamos com um time de especialistas de diversas áreas que deram dicas sobre os truques de beleza que realmente funcionam para o rejuvenescimento da pele. Confira:

Realize uma massagem facial: podendo ser realizada na face, colo e pescoço, a automassagem é uma ótima maneira de amenizar a aparência envelhecida da pele, recuperando a vitalidade, melhorando o tônus muscular e conferindo hidratação à pele. “Isso porque a massagem facial proporciona uma melhora da circulação sanguínea, o que contribui para uma oxigenação eficiente e faz com que as células da pele sejam nutridas adequadamente”, explica a angiologista Aline Lamaita, membro do American College of Lifestyle Medicine. “Com efeito no rejuvenescimento facial, conservando naturalmente a beleza cutânea, a automassagem pode ser realizada com o auxílio um sérum ou creme do tratamento, que devem ser aplicados com deslizamento longo por toda a região do rosto, pescoço e colo, até total absorção do produto”, aconselha Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia e conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita.

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Esfolie a pele: uma das melhores maneiras de revitalizar e rejuvenescer a pele rapidamente, retirando aquele aspecto acinzentado da face, é através da esfoliação. “A esfoliação é capaz de promover, de maneira controlada, uma renovação da pele, acelerando esse processo natural do organismo, sendo assim um excelente recurso para remover as células mortas e impurezas, além de melhorar a permeação de ativos dos hidratantes que serão aplicados em seguida, o que potencializa sua ação e o processo de revitalização da pele”, aconselha Isabel.

Aposte nos cosméticos de efeito rápido: existe uma série de produtos que são realmente eficazes para rejuvenescer a pele imediatamente, como os cosméticos preenchedores. “Os cosméticos preenchedores agem na redução da aparência da idade estrutural da pele, estimulando a manutenção dos compartimentos de gordura, responsáveis pela sustentação da pele da face, e promovendo efeito tensor e lifting imediato para tratamento das rugas dinâmicas e estáticas”, destaca Claudia Marçal, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Entre os ativos de destaque disponíveis do mercado com ação preenchedora estão a Vitamina C e o Ácido Hialurônico, que estão presentes em produtos como o Pure C 20 Hyal, da Ada Tina, um mousse com textura extrasseca que clareia, hidrata, preenche e rejuvenesce, mantendo o tecido jovem, uniforme, aveludado e sem oleosidade.

Desfoque as olheiras: olheiras são pigmentações anormais que podem conferir ao rosto um aspecto envelhecido e cansado. Mas é possível tratá-las através do uso de produtos específicos para a área dos olhos formulados com ativos de alta propriedade hidratante, como o Hyaxel, um ácido hialurônico de baixo peso molecular que promove hidratação cutânea e aumenta a produção de colágeno. “Quanto aos ativos para diminuir a coloração das olheiras, vale a pena apostar no Meiyanol, que possui ação anti-inflamatória, em associação com o MDI Complex, que protege as fibras de colágeno da degradação, evitando aparição de olheiras”, explica Maria Eugenia Ayres, farmacêutica e gestora técnica da Biotec Dermocosméticos.

Valorize o olhar: sobrancelhas são a moldura dos olhos. Logo, se não estiverem bem cuidadas, podem ressaltar a aparência de olheiras e rugas na região. Então, caso sua sobrancelha esteja muito fina e rala, você pode apostar na micropigmentação ou simplesmente aplicar um pouco de sombra marrom no dia a dia. Além disso, manter os cílios bonitos também é importante para levantar o olhar e deixá-lo mais expressivo. Para isso, utilize um rímel capaz de tornar os cílios definidos, o que dará um toque mais jovial ao rosto. “Mas não se esqueça de retirar o produto no final do dia com um demaquilante adequado para evitar o acúmulo de rímel, que pode causar inflamação e alergias”, afirma Claudia. Outro componente dos olhos que deve receber atenção são as pálpebras, que pode sofrer com flacidez e conferir um aspecto caído aos olhos. “Felizmente, é possível resolver as pálpebras caídas por meio da blefaroplastia, procedimento que vem sendo muito realizado por mulheres e homens de idade avançada que apresentam flacidez e excesso de pele na região, já que esta alteração pode até mesmo provocar problemas como dificuldade de visão”, destaca Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS).

Não esqueça do fotoprotetor: de nada adianta investir em truques para rejuvenescer a pele e esquecer da fotoproteção diária, afinal, o sol é um dos maiores causadores de rugas. “O fotoprotetor é o creme antienvelhecimento mais importante, pois preserva as estruturas da pele por meio da proteção contra os danos cumulativos da radiação ultravioleta. O ideal é que o produto contenha, no mínimo, FPS 30, proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água, devendo ser reaplicado a cada duas horas”, explica Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por exemplo, o protetor solar Bonelli Solare, da Be Belle, possui FPS 30 e PPD 13,4 para oferecer alta proteção contra a radiação UVA e UVB e combater todos os tipos de danos causados pela exposição solar, além de conferir ação hidratante, antioxidante e rejuvenescedora, prevenindo rugas, manchas, flacidez, câncer de pele e queimaduras solares ao mesmo tempo em que promove potente hidratação sem deixar a pele oleosa.

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Os lábios também são importantes: também não adianta cuidar da pele do rosto e esquecer de outras áreas que podem conferir um aspecto envelhecido à face. Um exemplo são os lábios, que também podem sofrer com ressecamento e rugas, adicionando assim alguns anos à aparência. Mas é possível combater essas alterações através de alguns cuidados, sendo o principal deles a hidratação labial. “A hidratação labial deve ser feita com bálsamos, manteigas, óleos, gloss hidratantes e máscaras labiais. Mas preste atenção à composição desses produtos, pois a maior parte dos hidratantes labiais disponíveis no mercado são formulados com fragrâncias que podem prejudicar a barreira de proteção da pele, agravando ainda mais o ressecamento e irritação da região”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Um produto seguro para hidratação dos lábios é o Balm Labial Reviver, da Buona Vita, que atua na hidratação e regeneração dos lábios, conferindo ação cicatrizante, anti-inflamatória e antimicrobiana para manter os lábios suaves, bonitos, sedosos e livres do ressecamento. Quem deseja rejuvenescer ainda mais os lábios pode optar por procedimentos como o Botox Lip Flip, técnica que consiste na injeção de pequenas doses de toxina botulínica para conferir um resultado mais natural e sem exageros. “A substância é aplicada estrategicamente nos cantos da boca e perto do arco do Cupido em doses realmente muito pequenas, que, ainda assim, conseguem fazer com que os lábios pareçam maiores e mais cheios, mas de forma suave e natural, com os resultados durando, em média, seis meses”, destaca o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Cuide também do pescoço: assim como os lábios, o pescoço também deve receber cuidados específicos para não contribuir com o aspecto envelhecido do rosto. “E manter a saúde e a beleza da pele do pescoço, que é mais fina e, consequentemente, mais suscetível aos danos causados pelos agressores externos, é simples, bastando estender os cuidados com a face para essa região. Ou seja, o mesmo sabonete, hidratante e protetor solar utilizados na face devem ser aplicados no pescoço, o que ajudará a prevenir e combater o surgimento dos sinais do envelhecimento e manter uma pele exuberante e harmônica”, destaca Paola.

Pratique exercícios físicos: a prática de exercícios físicos é uma excelente maneira de revitalizar a pele e torná-la mais jovem ao mesmo tempo em que contribui para a saúde de todo o organismo. “Durante a atividade física, toda a nossa circulação é estimulada. Por exemplo, o sistema arterial, que alimenta os músculos em movimento, tem o fluxo de sangue aumentado, o que, consequentemente, também aumenta o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Além disso, os sistemas venoso e linfático também aumentam a velocidade de drenagem, retirando toxinas e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele torna-se mais hidratada, corada, brilhante e viçosa”, explica Aline.

Invista nos procedimentos naturais: engana-se quem acredita que os procedimentos estéticos não são capazes de contribuir para um rejuvenescimento natural. “O segredo do resultado natural que todas buscam está na indicação correta de determinada técnica, seja a cirurgia plástica, o preenchimento ou a toxina botulínica. Um cirurgião plástico precisa realizar um estudo pleno da estética facial da paciente antes de recomendar um procedimento, avaliando desde a linha do cabelo até o movimento que será feito no momento de tracionar a pele. Ou seja, não existe mágica, mas indicações corretas e cuidados a serem tomados pelo médico e paciente para obter o melhor resultado”, destaca a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery). Existem inclusive procedimentos indicados especialmente para quem deseja combater os sinais do envelhecimento de forma mais natural, como é o caso do Nano Fat, que visa melhorar o aspecto geral da pele por meio da injeção de pequenas partículas de gordura no tecido cutâneo. “No procedimento, utiliza-se da lipoaspiração para retirar uma pequena quantidade de gordura do próprio paciente, que é então transformada em partículas menores para ser novamente injetada na pele. Apesar de não conferir volume ou preenchimento, visto que as partículas de gordura são muito pequenas, a melhora no aspecto da pele proporcionada pelo procedimento ocorre devido à presença de células-tronco na gordura, que promovem uma potente regeneração dos tecidos da região tratada”, diz Rubez. Outra opção é o Microbotox. “O Microbotox consiste na aplicação de microdoses de toxina botulínica sob a superfície da pele para suavizar rugas e melhorar a textura do tecido cutâneo sem conferir ao rosto aquele aspecto exagerado ou artificial”, finaliza Beatriz.

Saiba identificar quando chega ao fim a vida útil dos produtos para a pele

Alguns efeitos colaterais do uso de produtos vencidos são mais prejudiciais do que outros, mas todos eles produzirão efeitos indesejáveis com o tempo, mesmo que isso signifique apenas que eles se tornam ineficazes

É um cenário triste e que muitos de nós nunca queremos enfrentar: ter que jogar fora nossos produtos para a pele. Isso se torna especialmente difícil se amamos aquele item em particular, seja ele um sabonete, tônico, hidratante ou protetor solar. Segundo a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a maioria dos produtos tem uma vida útil de dois a três anos, mas existe uma série de variáveis que indicam a rapidez com que um produto irá expirar, incluindo os ingredientes e quaisquer conservantes usados na fórmula.

“Além disso, a vida útil e a data de validade não são a mesma coisa. A data de validade do seu produto é o prazo garantido pela empresa para a estabilidade da fórmula, mas ele pode sofrer alteração no momento em que você abre o produto. Procure o rótulo PAO – ou período após a abertura. O símbolo parece um frasco aberto. Ele indica a vida útil do produto depois de aberto, que é normalmente entre seis meses a um ano”, afirma a médica.

“De modo geral, é necessário ficar atento às alterações de cor, textura, e cheiro dos produtos. Essas mudanças geralmente indicam oxidação dos ativos, o que torna o produto ineficaz, ou crescimento de microrganismos, que pode causar reações alérgicas”, explica Paola. Quando os produtos expiram depois de abertos? A dermatologista explica abaixo:

Limpadores ou sabonetes

Os produtos de limpeza abertos geralmente podem durar até dois anos em alguns casos, mas isso depende muito da formulação. “É importante que esses produtos não sejam expostos a temperaturas extremas e não sejam usados fora da data de validade”, afirma a médica.

Tônicos

Os tônicos abertos tendem a durar um pouco menos do que alguns outros produtos para a pele, e geralmente é recomendado que você os substitua após cerca de um ano após a abertura. “Se o seu toner contém esfoliantes, como os alfa-hidroxiácidos (ácido glicólico ou cítrico) ou beta-hidroxiácidos, como ácido salicílico, é importante manter esse período de tempo em mente, pois o uso prolongado pode resultar em ressecamento ou irritação da pele”, explica a médica. De acordo com o FDA, os ácidos podem resultar em extrema sensibilidade da pele à exposição ao sol, e os produtos só são considerados seguros para os consumidores quando estão com um pH de 3,5 ou superior. “Com o tempo, o pH dos produtos pode mudar, o que pode causar danos à pele e reações alérgicas”, diz Paola.

Séruns e hidratantes

Esses produtos tendem a durar cerca de um ano desde a abertura, mais ou menos, dependendo da fórmula e dos ingredientes usados. Produtos que contêm óleos essenciais, por exemplo, podem se degradar mais rápido, especialmente quando armazenados incorretamente de acordo com um estudo de 2018, o que pode torná-los menos eficazes. “Se você não tiver certeza se o seu sérum ou hidratante expirou, verifique como sua pele reage a ele em comparação com quando você começou a usá-lo – frequentemente, hidratantes vencidos não serão tão hidratantes. Além disso, mudanças na textura (como separação) ou mudanças no odor de seu produto podem indicar que pode ser hora de renová-lo”, afirma a médica.

Máscaras

Geralmente, as máscaras expiram em cerca de um a dois anos após a abertura, dependendo dos ingredientes ativos usados. As máscaras de argila podem secar no final dessa estimativa e as máscaras que contêm ingredientes instáveis, como vitaminas C e E, que se degradam com o tempo, podem resultar em menor eficácia. “Para manter suas máscaras mais frescas por mais tempo, experimente usar uma colher ou espátula para mergulhar na mistura, o que evitará a transferência de bactérias de suas mãos, e mantenha as máscaras em folha, as sheet masks, na geladeira, o que pode adicionar um pouco mais de tempo a sua vida útil”, orienta a dermatologista.

Protetor solar

Esse é o tipo de produto que não deveria existir essa dúvida. “Pela lógica, o protetor solar é o produto que mais devemos utilizar, afinal sua aplicação é diária e a reaplicação de pelo menos duas vezes ao dia se faz necessária. Então, ele não deveria entrar em questão quando o assunto é vida útil”, diz a médica. “Se você criar o hábito de usá-lo todo dia, não precisará pensar se deve ou não utilizar um protetor solar aberto no verão passado (porque ele teoricamente já teria acabado)”, afirma a médica. Mas se você percebeu alguma mudança na textura, cor ou cheiro desse produto, o melhor a fazer é descartá-lo. “O filtro solar tem se mostrado eficaz na prevenção do câncer de pele, que pode ser fatal em alguns casos. Realmente não vale a pena correr o risco. Use um produto que você tenha a segurança de que está realmente te protegendo”, diz Paola.

Por que você não deve usar produtos expirados

Alguns efeitos colaterais do uso de produtos vencidos são mais prejudiciais do que outros, mas todos eles produzirão efeitos indesejáveis com o tempo, mesmo que isso signifique apenas que eles se tornam ineficazes. “O prazo de validade marca o intervalo de tempo que uma fórmula vai manter em termos de estabilidade da fórmula, compatibilidade e conservantes”, diz a médica. “Depois que você ultrapassa o prazo de validade testado, as fórmulas podem começar a ficar grosseiras e os conservantes, como já não estão no seu melhor potencial de eficácia, podem expor sua pele à contaminação microbiana indesejada. A contaminação microbiana pode levar a qualquer coisa, desde irritação, erupções e, em casos realmente graves, até infecção”, finaliza a médica.

Fonte: Paola Pomerantzeff é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais.

Cinco frutas de verão que trazem benefícios à pele: hidratação, proteção e ação anti-idade

Frutas características do verão podem te ajudar muito a proteger e hidratar a pele, prevenindo os sinais do envelhecimento

Apesar dos danos do sol, a temporada de verão também pode ser boa para a pele – principalmente se você aproveitar a estação para o consumo de frutas com alto poder hidratante, antioxidante e anti-idade para a pele. “Um bom hábito alimentar é fundamental para manter a pele saudável e ajudar a prevenir sinais de envelhecimento cutâneo precoce ou acelerado”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

É claro que esses alimentos não substituem o uso de cosméticos, principalmente de protetor solar, mas eles podem servir de grande ajuda. “O uso de protetor solar é importante porque previne o aparecimento de câncer de pele e o fotoenvelhecimento da pele. O produto ajuda a combater várias lesões benignas e malignas desencadeadas pelo sol, como: melanoses (manchas nas mãos e no rosto), melasma (mancha da gravidez ou não), leucodermia gutata (manchinhas brancas como sardas brancas nas pernas e braços), lesões pré-malignas (queratose actínica) e as malignas (câncer de pele: carcinoma basocelular ou espinocelular ou melanoma)”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Por isso, a médica recomenda o uso diário de um protetor solar com FPS de no mínimo 30. Mas, para proteção extra contra os raios ultravioleta prejudiciais e ações anti-idade, você pode adicionar certas frutas à dieta.

Abaixo, algumas das frutas e seus benefícios:

Abacate

O abacate é reconhecido como uma excelente fonte de gorduras boas e vitaminas. No entanto, ele também é uma das frutas com ótimo teor de fibras e minerais. “A pele precisa de um bom aporte de nutrientes para manter o tônus e renovar suas estruturas. A síntese de colágeno, proteína que dá estrutura à derme, depende de bons níveis de vitamina C circulantes e o abacate é rico em vitamina C. No caso da gordura presente no abacate, a maior parte é de ácido oleico, um ácido graxo monoinsaturado que ajuda na hidratação e umectação da pele, prevenindo a perda de água”, diz Marcella. O abacate apresenta diversos compostos bioativos, possuindo carotenoides, compostos fenólicos, tocoferóis e fitoesteróis, entre outros. “Além disso, essa fruta também tem antioxidantes, como a glutationa, que ajudam a proteger e a evitar o envelhecimento das células da pele, conferindo maior elasticidade e deixando a aparência mais bonita e saudável”, afirma a médica. “O abacate também conta com a Niacina ou Vitamina B3, substância que vem sendo muito pesquisada com estudos, inclusive, indicando que ela pode proteger as células da pele dos efeitos da exposição aos raios ultravioleta (UV): o principal fator de risco para cânceres de pele não melanoma”, completa.

Abacaxi

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É uma das frutas com maior teor de vitamina C, uma fonte perfeita para proporcionar brilho, unificar o tom da pele e conferir ação antioxidante potente, por também ser rico em vitamina E. “A fruta também conta com bromelina, mistura de enzimas proteolíticas, que ajuda nos processos digestivos e na melhora da circulação sanguínea, o que é importante para ajudar em tratamentos de celulite, além de uma ação clareadora e renovadora complementar da pele. Mas atenção, como é uma fruta de índice glicêmico médio na forma natural em pedaços, se for consumida na forma de suco natural coado, mesmo não adoçado, pode ter esse índice aumentado, o que não é bom para a pele”, diz a médica nutróloga.

Melancia

Ajuda a hidratar o organismo porque contém 92% de água, e isso também beneficia também a pele. “Além disso, devido a sua composição rica em carotenoides, como o licopeno, a melancia é uma ótima opção para ajudar a proteger a pele dos danos oxidativos causados pelo sol e assim evitar o envelhecimento precoce do tecido cutâneo e assim como o abacaxi, deve ser consumida preferencialmente em pedaços”, diz a médica. A fruta também conta com a vitamina A, que contribui para a regeneração celular.

Uva

Falar sobre os benefícios da uva é lembrar do poder do resveratrol, um polifenol encontrado, principalmente, na casca e nas sementes das uvas vermelhas ou pretas. “Presente em cosméticos, o Resveratrol possui uma extensa lista de benefícios: é antioxidante, retarda o processo do envelhecimento e promove elasticidade e firmeza da pele”, afirma a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Segundo a médica nutróloga, com relação à pele, sua ação antioxidante e protetora contra a radiação ultravioleta é o mais importante para um efeito anti-idade complementar, na medida em que aumenta a longevidade celular.

Mamão

De acordo com a nutróloga, o mamão possui uma enzima chamada papaína, que é capaz de promover a renovação celular, desobstruir poros, hidratar a pele, amenizar cicatrizes de acne e ainda prevenir o aparecimento de cravos e espinhas. “A fruta também é rica em nutrientes como potássio, magnésio, vitamina C que ajudam a melhorar a elasticidade e a firmeza da pele e reduzem a aparência de rugas e linhas de expressão e betacaroteno que além de ser precursor de vitamina A, tem efeito fotoprotetor quando consumido em boas quantidades por via oral”, esclarece Marcella. É sempre bom lembrar que as frutas ajudam muito na hidratação, mas não substituem a ingestão de água.

Outras estratégias

Além da alimentação, existem também suplementos que podem ajudar na questão da fotoproteção oral e ação antioxidante. “Mais recentemente tem se falado muito na questão dos pré e probióticos associados à formulação tópica e via oral com conceito de defesa e imunologia da pele. A fotoproteção oral é fundamental e complementar. No entanto, eles não substituem os protetores de uso tópico! Os filtros imunoprotetores via oral vieram para ficar com propriedades de melhora da resistência cutânea e imunológica”, afirma a dermatologista.

“Eles funcionam como verdadeiros guardiões, quando associados aos protetores locais, para preservar a estrutura e evitar a desnaturação do DNA celular por proteger as células imunológicas da pele e reverter em parte os danos biológicos e inflamatórios causados pela exposição exagerada ao sol. Os mais importantes são o Polipodium Leucotomus, Pycnogenol, Astaxantina, Luteína, Extrato de White e Green Tea, Resveratrol e ácido elágico da Romã, sempre associando ao uso de silício orgânico Exsynutriment para melhora do aspecto da flacidez e ao Bio-Arct para ação antioxidante, imunológica e melhora da energia mitocondrial. Outra substância importante para a nutrição celular e ação anti-idade é In.Cell”, finaliza Claudia.

Dia Nacional de Combate ao Álcool: conheça danos causados pelo consumo excessivo da substância

Hoje, dia 18 de fevereiro, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Álcool, substância que pode causar uma série de danos ao organismo, incluindo desde o ressecamento de diversas estruturas do corpo até infertilidade, doenças circulatórias e orais.

O Brasil figura entre os dez países com o maior consumo de álcool do mundo, segundo dados do Ministério da Saúde. Por esse motivo, hoje se comemora o Dia Nacional de Combate ao Álcool, que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre os malefícios do consumo exagerado de bebida alcoólica.

“O álcool é uma substância tóxica para o organismo humano e pode provocar doenças mentais, cânceres, problemas hepáticos como a cirrose, alterações cardiovasculares, com risco de infarto e acidente vascular cerebral, e a diminuição de imunidade, além de favorecer a desidratação, a inflamação e o acúmulo de líquidos”, diz Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Mas, se você ainda não está convencido sobre os perigos do álcool, reunimos um time de especialistas para listar alguns motivos pelos quais você deve evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Confira:

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Redução do metabolismo: o fígado é o responsável por digerir as bebidas alcoólicas. Porém, esse mesmo órgão é o responsável pelo metabolismo de gordura. “O fígado trabalha diariamente quebrando as gorduras da sua alimentação e eliminando as toxinas. Quando você bebe álcool, acaba adicionando mais uma tarefa na função do órgão. Dessa forma, seu fígado não consegue processar a gordura de maneira tão rápida e eficientemente, pois estará, também, trabalhando para expelir o álcool. Como consequência, ocorre a desaceleração do metabolismo, levando, inclusive, ao acúmulo de gordura”, explica Marcella. Logo, como o fígado já estará sobrecarregado na tentativa de metabolizar o álcool, o recomendado é que, depois de consumir bebidas alcoólicas, você evite alimentos pesados, como carnes vermelhas, dando preferência a carnes brancas cozidas e grelhadas, além de muita salada e fruta.

Infertilidade: o consumo excessivo de álcool também pode interferir na fertilidade, causando, nos homens, a diminuição dos níveis de testosterona com consequente redução na produção e quantidade de esperma, podendo levar também à disfunção erétil. “Já nas mulheres, os efeitos do álcool sobre a fertilidade são pouco esclarecidos, mas, sabe-se que, além de reduzir as chances de gravidez, a substância pode permanecer por um certo período no organismo após o consumo e causar problemas durante a gestação, como malformação do feto e síndrome de abstinência no recém-nascido”, afirma Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo.

Desidratação da pele: a perda d’água causada pelo álcool afeta a saúde da pele. “A pele também é um dos tecidos periféricos de onde o organismo retira água para metabolizar o álcool. Como resultado, o tecido cutâneo pode sofrer com desidratação, descamação e perda de viço e brilho”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para manter a saúde da pele em dia, é interessante, além de ingerir bastante água, apostar na utilização de cremes hidratantes com antioxidantes para ajudar na recuperação do tecido cutâneo, como o Compative Balm 10, da Ada Tina Italy, um potente hidratante capaz de proporcionar reparação profunda dos danos causados por agressores, como o sol e o álcool, graças a sua ação antioxidante e calmante, reduzindo a vermelhidão enquanto protege contra o ressecamento e o envelhecimento precoce.

Inflamação da pele: além de desidratar, o álcool também pode levar a um processo inflamatório da pele. “A inflamação crônica promovida pelo álcool piora a qualidade da pele, prejudicando sua firmeza e elasticidade e acelerando o envelhecimento cutâneo, além de favorecer o surgimento de doenças como acne, psoríase, rosácea e dermatite seborreica”, afirma Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Dificuldade na recuperação de procedimentos: o consumo de álcool é especialmente prejudicial para pessoas que acabaram de passar por procedimentos que demandam tempo de recuperação, como as cirurgias invasivas. “Isso porque o processo inflamatório provocado pelo álcool dificulta o processo de cicatrização e favorece o surgimento de cicatrizes inestéticas. Além disso, a substância afina o sangue, aumentando o risco de o paciente sofrer com sangramento e prolongando a tempo de recuperação”, alerta o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. E, segundo o médico, quanto mais elevado o teor alcoólico da bebida, mais difícil a recuperação da pele e mais intenso o dano causado.

Surgimento de doenças orais: outra estrutura afetada pela perda d’água causada pelo álcool é a boca e os dentes. “O processo de desidratação causado pelo álcool provoca a diminuição na produção de saliva. Como resultado, ficamos mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças como cáries, gengivites e erosão dental, visto que uma das principais funções da saliva é justamente proteger os dentes e as mucosas orais”, Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP. Por isso, além de ingerir bastante água, é interessante que você carregue consigo um kit portátil composto de uma escova de dentes, creme dental e escovas interdentais para realizar a higienização oral durante eventuais compromissos em que você vá beber. Uma ótima opção é o Travel Set, da Curaprox, que traz os já consagrados produtos Curaprox em versões portáteis, incluindo um creme dental vegano Be You 10 ml, duas escovas interdentais e uma escova dental CS 5460 Ultra Soft, a famosa escova Curaprox, em formato para viagem, sendo possível desmontá-la para tornar o transporte mais fácil.

Ressecamento da região íntima: o aumento no consumo de bebida alcoólica pode afetar a saúde íntima feminina, de acordo com Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. “Entre outros problemas, o álcool causa desidratação, porque o organismo precisa de grande quantidade de água para metabolizá-lo. Logo, se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, diminuindo a lubrificação íntima e colaborando para o ressecamento”, afirma a especialista. Para evitar esse problema, é fundamental que mesmo uma eventual e pequena quantidade de qualquer tipo de bebida alcoólica seja acompanhada do consumo de água, pois a hidratação adequada é fundamental para manter o organismo funcionando corretamente.

Aumento da predisposição a problemas circulatórios: por favorecer a desidratação, o álcool, além de aumentar a incidência de cãibras e dores musculares, também pode fazer com que o organismo retenha mais líquidos. “Como resultado, ficamos mais inchados e a pressão sobre as veias e artérias aumenta, o que pode contribuir para o surgimento de problemas vasculares como varizes e trombose”, destaca a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Logo, no final das contas, a melhor dica é apostar na moderação e não tornar o ato esporádico de beber em um hábito rotineiro. “No geral, recomenda-se limitar o consumo diário a, no máximo, uma taça de até 150ml e optar sempre pelas variedades que apresentam funcionalidades, como o vinho tinto e seco. O vinho tinto, na verdade, figura entre as bebidas alcoólicas mais saudáveis, pois, é fermentado e rico em polifenóis, como o resveratrol, que são substâncias com grande poder antioxidante”, aconselha Marcella.

“Os destilados, por sua vez, não são fontes de polifenóis e possuem maior concentração de álcool em sua composição, o que reduz seus benefícios à saúde. Além disso, bebidas como cachaça, vodca, uísque e tequila tendem a ser absorvidas mais rapidamente e, no geral, são mais agressivas para o fígado. Ou seja, devem ser evitadas ou limitadas a quantidades menores que uma dose diária”, finaliza a médica.