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Crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por ansiedade e estresse causados pela pandemia

Time de médicos deu dicas para prevenir os episódios de forte dor de cabeça durante a pandemia do Coronavírus e explicou como funcionam os tratamentos para o problema

Devido à pandemia do novo coronavírus, estamos passando por um período de grandes mudanças em nossos hábitos rotineiros. E, apesar das vacinas, os números de casos das doenças seguem altos, criando grande incerteza quanto ao futuro. Esses fatores podem resultar em grande quantidade de estresse e ansiedade, gerando até mesmo um impacto importante em nossa saúde.

“Por exemplo, muitas pessoas, principalmente aquelas que já possuem algum tipo de predisposição, podem sofrer com crises de enxaqueca. Isso porque nosso comportamento, emoções e estado mental influenciam fortemente no aparecimento do problema, já que, durante essas situações de alteração do humor, ocorrem mudanças na liberação das substâncias que o cérebro utiliza para minimizar a dor”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

Felizmente, é possível adotar alguns cuidados que vão ajudar a prevenir a recorrência dessas crises, principalmente no que diz respeito ao estilo de vida. “Não podemos menosprezar o valor de uma boa alimentação, uma rotina de exercícios físicos, meditação e tratamentos psicológicos. Comprimidos não fazem milagres. Mesmo ir ao neurologista não resolverá tudo sem esforço por parte do paciente”, diz o neuro-oncologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (Snola).

Um dos cuidados importantes nesse sentido é controlar o estresse, o que pode ser feito por meio da programação da rotina. “Tente manter a mente ocupada. Procure ter horário para acordar, comer, trabalhar e para dormir. Ao se levantar, procure trocar de roupa. Não fique na cama de pijama o dia todo. Crie objetivos e prazos para que você cumpra ao longo desse período. Mas, lembre-se de pausar por um momento. Ao final do dia, desconecte-se e realize algo que te dê prazer”, aconselha Rubez.

Foto: Ulrike Leone/Pixabay

A alimentação também é fundamental. De acordo com a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), os fortes sintomas da enxaqueca podem ser evitados e amenizados com uma alimentação equilibrada, principalmente com a inclusão de castanha-do-pará, atum, canela, vegetais verde-escuros e grão-de-bico na dieta. “Alimentos ricos em selênio e magnésio são importantes para diminuir o estresse, enquanto anti-histamínicos (presentes na canela e gengibre) inibem a produção de prostaglandina, responsável pela sensação de dor”, afirma a médica.

“É fundamental também evitar fast-foods, frituras e alimentos gordurosos, que têm perfil mais inflamatório e liberam prostaglandina, assim como diminuir o consumo de cafeinados, substâncias que alteram a circulação sanguínea e de bebidas alcoólicas, que promovem a dilatação dos vasos”, explica a médica. A prática regular de atividade física também é fundamental, pois libera substâncias que ajudam a controlar o estresse e promovem a sensação de bem-estar, algo muito importante nesse momento de grande ansiedade pelo qual estamos passando.

Porém, se mesmo com os cuidados acima as dores de cabeça não cessarem, vale a pena procurar um médico, que poderá realizar uma avaliação para diagnosticar corretamente o problema, pois a enxaqueca pode ser facilmente confundida com dores de cabeça passageiras. “Dores de cabeça ocorrem, na maioria das vezes, por duas causas comuns: tensional, que são dores geralmente mais leves que surgem nos dois lados da cabeça e não causam náusea ou irritabilidade com luz e cheiros fortes; e enxaqueca, quando a dor começa e permanece apenas de um lado, mas atrapalha muito a rotina do paciente, podendo gerar náusea, irritabilidade com a luz, sons e cheiros e redução da produtividade de forma geral”, afirma Batistella.

“De fato, a chance de estarmos lidando com uma dor de cabeça momentânea é maior do que de estarmos lidando com uma dor de cabeça crônica. Então, para identificarmos se há necessidade de um acompanhamento neurológico para dor de cabeça, precisamos considerar o impacto da dor na rotina social do paciente e o motivo do surgimento das dores. Por isso, à rigor, o ideal é que todos que possuem dor de cabeça procurem um neurologista ou clínico geral ao menos uma vez para receber orientação adequada”, recomenda o neurologista.

Uma vez que o quadro foi diagnosticado como enxaqueca, o médico poderá recomendar o melhor tratamento para cada caso. “A escolha do tratamento ideal para o paciente é difícil, exigindo que o médico e o paciente discutam profundamente todas as possibilidades. Mas hoje temos diversas opções para controlar o problema com bons resultados, incluindo desde o uso de medicamentos orais até procedimentos que utilizam toxina botulínica e medicamentos monoclonais”, destaca o neurologista.

Hoje já existe também a possibilidade da realização de uma cirurgia que, muitas vezes, é capaz de colocar um fim definitivo às fortes crises de enxaqueca. “A cirurgia de enxaqueca vem sendo realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard. Os resultados positivos e semelhantes das publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma Rubez.

De acordo com o especialista, o procedimento é pouco invasivo e visa descomprimir e liberar os ramos periféricos dos nervos trigêmeo e occipital, que podem sofrer compressões das estruturas ao seu redor, como músculos e vasos sanguíneos, gerando a liberação de substâncias que desencadeiam a inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro e, consequentemente, favorecem o aparecimento dos sintomas da enxaqueca, como dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz a ao som. “

Ao todo, são sete tipos de cirurgias de enxaqueca, pois para cada um dos tipos de dor existe um acesso diferente para tratar os ramos dos nervos, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. Mas em todos estes tipos o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo ou occipital, que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto”, afirma o cirurgião.

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A cirurgia para enxaqueca pode ser feita em qualquer paciente que tenha diagnóstico de migranea (enxaqueca) feito por um neurologista e que sofra com duas ou mais crises severas de dor por mês que não consigam ser controladas por medicações. Além disso, pacientes que sofrem com efeitos colaterais das medicações para dor, que tenham intolerância a estas medicações ou ainda que têm sua vida pessoal e profissional comprometida devido às dores também podem passar pelo procedimento.

“As cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar e sob anestesia geral ou, em alguns casos, sob anestesia local, durando cerca de uma a duas horas para cada nervo. E o melhor é que o paciente tem alta no mesmo dia, podendo voltar para casa”, finaliza Rubez.

Como entender, diferenciar e tratar a enxaqueca e uma dor de cabeça momentânea

Quadros mais graves de enxaqueca podem gerar náuseas, irritabilidade com a luz, sons e cheiros e reduzir até a produtividade no trabalho

Dor de cabeça ou enxaqueca? Independente do diagnóstico, uma coisa é fato: não espere a dor piorar para tomar o remédio. Essa é o alerta do médico neurologista e neuro-oncologista Gabriel Novaes de Rezende Batistella, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA). Abaixo, ele explica em 5 pontos como diferenciar e tratar as dores de cabeça e enxaqueca:

O que diferencia a enxaqueca de uma dor de cabeça momentânea?
Batistella: De fato, a chance de estarmos lidando com uma dor de cabeça momentânea é, aparentemente, maior do que estarmos lidando com uma dor de cabeça crônica ou uma dor de cabeça relacionada a uma doença grave ainda não descoberta. Dores de cabeça são, na maioria das vezes, por duas causas comuns e passageiras: tensional (dores geralmente mais leves que uma crise de enxaqueca, sendo notada nos dois lados da cabeça e sem uma sensação de náusea, irritabilidade com a luz e cheiros fortes) e enxaqueca (geralmente começa e fica de um lado da cabeça, atrapalha muito a rotina da pessoa, pode gerar muita náusea, irritabilidade com a luz, sons e cheiros, e pode gerar até mesmo dias perdidos no trabalho ou redução da produtividade de forma geral). Para termos uma ideia de quando precisamos de um acompanhamento neurológico para dor de cabeça, com certeza devemos considerar se a dor está impactando o paciente na sua rotina social, trabalho, reuniões de família, e principalmente quando não se sabe ainda o motivo da dor de cabeça e como tratar. A rigor, gostaríamos de que todos que possuem dor de cabeça procurassem um neurologista ou clínico geral ao menos uma vez, para orientação, mas muitas vezes isto não é possível, e culturalmente não temos este hábito. Acredito ser importante orientar que, na maior parte das vezes, a consulta irá ensinar a usar o que temos disponível na farmácia, de forma racional e controlada, evitando idas desnecessárias a um pronto-socorro, e evitando até mesmo muitas consultas médicas, mantendo o paciente na sua rotina confortável. Dores mais crônicas podem demandar mais no início, mas assim que controlarmos o paciente, vamos ‘dando um espaço’ para ele respirar das consultas e retornar a sua vida habitual.”

Quais as origens mais comuns da cefaleia?
Batistella:
A origem exata da dor de cabeça ainda está para ser melhor esclarecida na Medicina, mas podemos, com alguma certeza, apontar que neurônios sensitivos em alguns locais do cérebro estão mais ‘abertos’ aos estímulos, ficando muito ativos e gerando um processo neuroinflamatório que culmina na dor de cabeça. Não acredito que isto por si só vai explicar todos os tipos de dores de cabeça que podemos ter, mas esta hipótese nos ajuda a guiar o tratamento do paciente da melhor forma. Fica um pouco mais fácil entender o motivo do estresse gerar dor, assim como muita luz, barulhos intensos, cheiros muito fortes e outros. Com o passar do tempo o mecanismo de cada dor vem ficando mais claro, e podemos ter fé que novas formas mais efetivas de tratar irão surgir.”

No caso de uma dor de cabeça momentânea, como tratar o sintoma?
Batistella:
A dica é lembrar qual remédio geralmente funciona na rotina do paciente, podemos ter diversas opções. Gosto de ensinar aos meus pacientes que temos sempre que tratar na primeira hora de dor, mesmo que ele fique em dúvida se a dor irá crescer a ponto de precisar do remédio. Tratar na primeira hora aumenta a chance de eliminar, de vez, aquela crise, e reduz as chances de cronificação, então compensa! Outra dica, que considero muito importante, é tentar usar medicamentos que costumo chamar de ‘puros’, isto é, não combinados com diversos outros remédios, pois isto aumenta a chance de vício e redução ao longo do tempo da eficácia do remédio. Prefira sempre um remédio, um mecanismo de ação, como dipirona, paracetamol, ibuprofeno, e não os combinados com relaxantes musculares, cafeína etc. Tente sempre utilizar a dose correta sugerida, no Brasil temos o costume de utilizar doses menores, com medo do remédio, e isto não é correto.”

E no caso de um quadro crônico de enxaqueca, como tratar a doença?
Batistella:
Aqui temos um cenário difícil, mesmo, mas que vai exigir do médico e do paciente que ambos façam uma amizade no consultório, e se conheçam muito bem. Temos diversas opções, desde medicamentos orais até mesmo procedimentos utilizando toxina botulínica e medicamentos monoclonais, com bons resultados. A dor crônica pode ser muito incapacitante para o paciente, mesmo que ele não entenda isso, passando a ter uma noção do quanto atrapalhava somente quando sai do período de cronicidade. O tratamento deve ser algo contínuo, aqui o paciente deve entender que vai utilizar, por alguns meses ou até mais, um medicamento diário, devendo ser reavaliado periodicamente buscando resultados. O medicamento de uso diário não serve para tirar a dor naquele dia, mas sim para retirar o mecanismo que faz com que a dor venha todo dia, então o paciente deve entender que também irá aprender a usar remédios para dor do dia, somado ao tratamento diário para dor crônica. Sugiro também, neste contexto, que o paciente anote bem quantos comprimidos por semana ele toma de remédio, pois na grande maioria dos casos encontramos abuso de substâncias, e o desmame pode ajudar muito o paciente a sair do período de cronicidade, além de ser uma ótima economia de dinheiro para o paciente. O tratamento da dor crônica é muito mais efetiva hoje do que antigamente.”

Pode listar algumas dicas gerais para evitar a dor de cabeça?
Batistella:
Primeiramente já aviso que, na Neurologia de forma geral, tratamento algum estará completo sem que o paciente mude seu estilo de vida. Não menospreze uma boa alimentação, uma rotina de exercícios físicos, meditação ou tratamentos psicológicos. Não vamos fazer milagres com comprimidos, não devemos ter este pensamento de que ir ao neurologista resolverá tudo sem esforço por parte do paciente, infelizmente ainda não podemos terceirizar totalmente nosso tratamento para a equipe médica. Quando em tratamento, busque lembrar quais os medicamentos costumam ser efetivos, e tente entender se a dor é a mesma da passada. Dores que vêm piorando em intensidade, ficando mais frequentes na semana ou no mês, e mais resistentes aos medicamentos deveriam levar o paciente a buscar um neurologista. Dores que não passam com os medicamentos habituais, e estão atrapalhando muito a rotina do paciente, deveria ser conduzida com medicamentos venosos, num pronto-socorro, por exemplo, e de preferência num pronto-socorro com suporte neurológico. Quando com dor, evite computadores, evite televisão ou qualquer fonte luminosa direta artificial, isto inclui seu celular. Prefira não se exercitar neste dia, e nem fazer alimentações pesadas (evitar gordura, refrigerante, frituras, chocolates, sucos com açúcar e outros), e oriente seus familiares a reduzirem barulhos. Não se esqueça, tome o remédio já na primeira hora de dor, vamos aprender que não é correto deixar a dor piorar para tratar!”

Novos tratamentos

Um estudo da edição de agosto de 2020 do Journal of the American Society of Plastic Surgeons, maior revista científica de Cirurgia Plástica do mundo, afirma que as crises de enxaqueca podem ter um fim de forma segura por meio da cirurgia de enxaqueca. O artigo “A Comprehensive Review of Surgical Treatment of Migraine Surgery Safety and Efficacy”, feito em conjunto com o Comitê de Segurança do Paciente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica, avaliou o procedimento como seguro e eficaz.

“Além disso, o artigo reforça a importância do tratamento a ser incorporado pelos cirurgiões plásticos e pelas sociedades de neurologia, como um tratamento padrão para a enxaqueca”, diz o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade de Cirurgia de Enxaqueca (EUA) e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University. O médico é um dos poucos no Brasil a realizar o procedimento.

“A Cirurgia de Enxaqueca é hoje realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard. Os resultados positivos e semelhantes das publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma o médico.

A cirurgia para enxaqueca, disponível mais recentemente no Brasil e embasada cientificamente por uma série de estudos, promete ser um divisor de águas para quem sofre com o problema. O artigo foi uma revisão abrangente da literatura relevante publicada sobre o tema. Segundo o estudo, a experiência clínica recente com cirurgia de enxaqueca demonstrou a segurança e a eficácia da descompressão operatória dos nervos periféricos na face, cabeça e pescoço para aliviar os sintomas da enxaqueca. A cirurgia é pouco invasiva e tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital envolvidos nos pontos de dor.

“Os ramos periféricos destes nervos, responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo, podem sofrer compressões das estruturas ao seu redor, como músculos, vasos, ossos e fáscias. Isto gera a liberação de substâncias (neurotoxinas) que desencadeiam uma cascata de eventos responsável pela inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro, que irão causar os sintomas de dor intensa, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som”, diz o médico.

Além da cirurgia, vários benefícios dos tratamentos com enxerto de gordura já foram publicados com relação à melhora nos sintomas da enxaqueca. Um estudo, de março de 2019 (Therapeutic Role of Fat Injection in the Treatment of Recalcitrant Migraine Headaches), publicado no Plastic and Reconstructive Surgery Journal, concluiu que os sintomas da enxaqueca foram reduzidos com sucesso na maioria dos casos com injeção de gordura. O tratamento feito realizado em pacientes que persistiam com alguma dor após a cirurgia de descompressão de nervos. “Diferentes moléculas secretadas por células-tronco do tecido adiposo expressam um efeito anti-inflamatório, melhorando a regeneração dos nervos, levando ao sucesso do resultado clínico. A dor foi melhorada em 7 de 9 pacientes no seguimento de 3 meses, segundo estudos”, diz Rubez.

O cirurgião destaca que a lipoenxertia tem se mostrado minimamente invasiva com poucos riscos, de fácil execução, além de um procedimento seguro, tolerável e eficaz na redução ou eliminação completa da neuropatia persistente. “Esta técnica demonstrou melhora significativa de sintomas, permitindo uma melhora importante da qualidade de vida com menos efeitos colaterais de drogas”, finaliza Rubez.

Fontes:
Gabriel Novaes de Rezende Batistella é médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA). Formado em Neurologia e Neuro-oncologia pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, hoje é assistente de Neuro-Oncologia Clínica na mesma instituição. O médico é o representante brasileiro do International Outreach Committee da Society for Neuro-Oncology (IOC-SNO).
Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Dez truques que vão rejuvenescer sua aparência em alguns anos

Conheça dicas, cuidados e tratamentos que realmente são capazes de tornar a pele mais jovem, incluindo desde cuidados com a pele e mudanças no estilo de vida até procedimentos estéticos naturais

Conquistar uma pele jovem, bonita e saudável é o sonho de grande parte das pessoas, que, em sua maioria, buscam na internet truques para rejuvenescer a aparência. O problema é que a internet está repleta de informações incorretas e soluções milagrosas que, além de não funcionarem, podem colocar a saúde do tecido cutâneo em risco. Mas a boa notícia é que existem sim algumas maneiras simples, seguras e eficazes para tornar a pele alguns anos mais jovem. Então, para te ajudar nesse processo, conversamos com um time de especialistas de diversas áreas que deram dicas sobre os truques de beleza que realmente funcionam para o rejuvenescimento da pele. Confira:

Realize uma massagem facial: podendo ser realizada na face, colo e pescoço, a automassagem é uma ótima maneira de amenizar a aparência envelhecida da pele, recuperando a vitalidade, melhorando o tônus muscular e conferindo hidratação à pele. “Isso porque a massagem facial proporciona uma melhora da circulação sanguínea, o que contribui para uma oxigenação eficiente e faz com que as células da pele sejam nutridas adequadamente”, explica a angiologista Aline Lamaita, membro do American College of Lifestyle Medicine. “Com efeito no rejuvenescimento facial, conservando naturalmente a beleza cutânea, a automassagem pode ser realizada com o auxílio um sérum ou creme do tratamento, que devem ser aplicados com deslizamento longo por toda a região do rosto, pescoço e colo, até total absorção do produto”, aconselha Isabel Piatti, especialista em Estética e Cosmetologia e conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita.

Foto: LiveAbout

Esfolie a pele: uma das melhores maneiras de revitalizar e rejuvenescer a pele rapidamente, retirando aquele aspecto acinzentado da face, é através da esfoliação. “A esfoliação é capaz de promover, de maneira controlada, uma renovação da pele, acelerando esse processo natural do organismo, sendo assim um excelente recurso para remover as células mortas e impurezas, além de melhorar a permeação de ativos dos hidratantes que serão aplicados em seguida, o que potencializa sua ação e o processo de revitalização da pele”, aconselha Isabel.

Aposte nos cosméticos de efeito rápido: existe uma série de produtos que são realmente eficazes para rejuvenescer a pele imediatamente, como os cosméticos preenchedores. “Os cosméticos preenchedores agem na redução da aparência da idade estrutural da pele, estimulando a manutenção dos compartimentos de gordura, responsáveis pela sustentação da pele da face, e promovendo efeito tensor e lifting imediato para tratamento das rugas dinâmicas e estáticas”, destaca Claudia Marçal, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Entre os ativos de destaque disponíveis do mercado com ação preenchedora estão a Vitamina C e o Ácido Hialurônico, que estão presentes em produtos como o Pure C 20 Hyal, da Ada Tina, um mousse com textura extrasseca que clareia, hidrata, preenche e rejuvenesce, mantendo o tecido jovem, uniforme, aveludado e sem oleosidade.

Desfoque as olheiras: olheiras são pigmentações anormais que podem conferir ao rosto um aspecto envelhecido e cansado. Mas é possível tratá-las através do uso de produtos específicos para a área dos olhos formulados com ativos de alta propriedade hidratante, como o Hyaxel, um ácido hialurônico de baixo peso molecular que promove hidratação cutânea e aumenta a produção de colágeno. “Quanto aos ativos para diminuir a coloração das olheiras, vale a pena apostar no Meiyanol, que possui ação anti-inflamatória, em associação com o MDI Complex, que protege as fibras de colágeno da degradação, evitando aparição de olheiras”, explica Maria Eugenia Ayres, farmacêutica e gestora técnica da Biotec Dermocosméticos.

Valorize o olhar: sobrancelhas são a moldura dos olhos. Logo, se não estiverem bem cuidadas, podem ressaltar a aparência de olheiras e rugas na região. Então, caso sua sobrancelha esteja muito fina e rala, você pode apostar na micropigmentação ou simplesmente aplicar um pouco de sombra marrom no dia a dia. Além disso, manter os cílios bonitos também é importante para levantar o olhar e deixá-lo mais expressivo. Para isso, utilize um rímel capaz de tornar os cílios definidos, o que dará um toque mais jovial ao rosto. “Mas não se esqueça de retirar o produto no final do dia com um demaquilante adequado para evitar o acúmulo de rímel, que pode causar inflamação e alergias”, afirma Claudia. Outro componente dos olhos que deve receber atenção são as pálpebras, que pode sofrer com flacidez e conferir um aspecto caído aos olhos. “Felizmente, é possível resolver as pálpebras caídas por meio da blefaroplastia, procedimento que vem sendo muito realizado por mulheres e homens de idade avançada que apresentam flacidez e excesso de pele na região, já que esta alteração pode até mesmo provocar problemas como dificuldade de visão”, destaca Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS).

Não esqueça do fotoprotetor: de nada adianta investir em truques para rejuvenescer a pele e esquecer da fotoproteção diária, afinal, o sol é um dos maiores causadores de rugas. “O fotoprotetor é o creme antienvelhecimento mais importante, pois preserva as estruturas da pele por meio da proteção contra os danos cumulativos da radiação ultravioleta. O ideal é que o produto contenha, no mínimo, FPS 30, proteção de amplo espectro (UVA/UVB/Infrared) e resistência à água, devendo ser reaplicado a cada duas horas”, explica Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Por exemplo, o protetor solar Bonelli Solare, da Be Belle, possui FPS 30 e PPD 13,4 para oferecer alta proteção contra a radiação UVA e UVB e combater todos os tipos de danos causados pela exposição solar, além de conferir ação hidratante, antioxidante e rejuvenescedora, prevenindo rugas, manchas, flacidez, câncer de pele e queimaduras solares ao mesmo tempo em que promove potente hidratação sem deixar a pele oleosa.

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Os lábios também são importantes: também não adianta cuidar da pele do rosto e esquecer de outras áreas que podem conferir um aspecto envelhecido à face. Um exemplo são os lábios, que também podem sofrer com ressecamento e rugas, adicionando assim alguns anos à aparência. Mas é possível combater essas alterações através de alguns cuidados, sendo o principal deles a hidratação labial. “A hidratação labial deve ser feita com bálsamos, manteigas, óleos, gloss hidratantes e máscaras labiais. Mas preste atenção à composição desses produtos, pois a maior parte dos hidratantes labiais disponíveis no mercado são formulados com fragrâncias que podem prejudicar a barreira de proteção da pele, agravando ainda mais o ressecamento e irritação da região”, explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Um produto seguro para hidratação dos lábios é o Balm Labial Reviver, da Buona Vita, que atua na hidratação e regeneração dos lábios, conferindo ação cicatrizante, anti-inflamatória e antimicrobiana para manter os lábios suaves, bonitos, sedosos e livres do ressecamento. Quem deseja rejuvenescer ainda mais os lábios pode optar por procedimentos como o Botox Lip Flip, técnica que consiste na injeção de pequenas doses de toxina botulínica para conferir um resultado mais natural e sem exageros. “A substância é aplicada estrategicamente nos cantos da boca e perto do arco do Cupido em doses realmente muito pequenas, que, ainda assim, conseguem fazer com que os lábios pareçam maiores e mais cheios, mas de forma suave e natural, com os resultados durando, em média, seis meses”, destaca o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Cuide também do pescoço: assim como os lábios, o pescoço também deve receber cuidados específicos para não contribuir com o aspecto envelhecido do rosto. “E manter a saúde e a beleza da pele do pescoço, que é mais fina e, consequentemente, mais suscetível aos danos causados pelos agressores externos, é simples, bastando estender os cuidados com a face para essa região. Ou seja, o mesmo sabonete, hidratante e protetor solar utilizados na face devem ser aplicados no pescoço, o que ajudará a prevenir e combater o surgimento dos sinais do envelhecimento e manter uma pele exuberante e harmônica”, destaca Paola.

Pratique exercícios físicos: a prática de exercícios físicos é uma excelente maneira de revitalizar a pele e torná-la mais jovem ao mesmo tempo em que contribui para a saúde de todo o organismo. “Durante a atividade física, toda a nossa circulação é estimulada. Por exemplo, o sistema arterial, que alimenta os músculos em movimento, tem o fluxo de sangue aumentado, o que, consequentemente, também aumenta o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Além disso, os sistemas venoso e linfático também aumentam a velocidade de drenagem, retirando toxinas e diminuindo a retenção de líquidos. Como resultado, a pele torna-se mais hidratada, corada, brilhante e viçosa”, explica Aline.

Invista nos procedimentos naturais: engana-se quem acredita que os procedimentos estéticos não são capazes de contribuir para um rejuvenescimento natural. “O segredo do resultado natural que todas buscam está na indicação correta de determinada técnica, seja a cirurgia plástica, o preenchimento ou a toxina botulínica. Um cirurgião plástico precisa realizar um estudo pleno da estética facial da paciente antes de recomendar um procedimento, avaliando desde a linha do cabelo até o movimento que será feito no momento de tracionar a pele. Ou seja, não existe mágica, mas indicações corretas e cuidados a serem tomados pelo médico e paciente para obter o melhor resultado”, destaca a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery). Existem inclusive procedimentos indicados especialmente para quem deseja combater os sinais do envelhecimento de forma mais natural, como é o caso do Nano Fat, que visa melhorar o aspecto geral da pele por meio da injeção de pequenas partículas de gordura no tecido cutâneo. “No procedimento, utiliza-se da lipoaspiração para retirar uma pequena quantidade de gordura do próprio paciente, que é então transformada em partículas menores para ser novamente injetada na pele. Apesar de não conferir volume ou preenchimento, visto que as partículas de gordura são muito pequenas, a melhora no aspecto da pele proporcionada pelo procedimento ocorre devido à presença de células-tronco na gordura, que promovem uma potente regeneração dos tecidos da região tratada”, diz Rubez. Outra opção é o Microbotox. “O Microbotox consiste na aplicação de microdoses de toxina botulínica sob a superfície da pele para suavizar rugas e melhorar a textura do tecido cutâneo sem conferir ao rosto aquele aspecto exagerado ou artificial”, finaliza Beatriz.

Conheça os principais tipos de rugas e as mais poderosas substâncias para tratá-las em casa

Essas rugas podem ser suavizadas com dermocosméticos, mas eles precisam contar com substâncias poderosas para uma ação efetiva

Embora as rugas possam aparecer em qualquer parte do corpo, as áreas mais comuns são no rosto. “É exatamente na face onde temos 42 músculos individuais e uma área que pode facilmente ser vítima da exposição ao sol”, explica Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética. Muita exposição ao sol, anos fumando e o próprio envelhecimento natural são os motivos mais comuns para rugas – que também surgem por meio de expressões que facilitam a “dobra” da pele.

“Algumas pessoas possuem tendência a formar rugas mais precocemente, geralmente pessoas de pele mais clara; em outras pessoas, o surgimento demora para aparecer”, explica o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS).

Abaixo, convidamos especialistas para explicar as principais áreas de formação das rugas:

Pés de galinha – um estudo descobriu que 84% das mulheres percebem pés de galinha ao redor dos olhos como os primeiros sinais de envelhecimento. “O motivo é que a pele ao redor dos olhos é a mais fina do corpo. Para começar, não há tanto colágeno e elastina na área, então, quando você começa a sofrer os danos do sol, é um dos primeiros lugares do rosto a enrugar”, diz Roberta. Além disso, pés de galinha são as linhas de expressão associadas à alegria, enquanto outras linhas, como aquelas entre as sobrancelhas, estão associadas à preocupação.

Linhas Glabelares – as rugas “11” são as duas linhas verticais que se formam entre as sobrancelhas. “Elas se parecem exatamente com o número e geralmente são causados por franzir as sobrancelhas repetidamente, o que os torna um excelente exemplo de rugas dinâmicas, aquelas que aparecem quando você faz movimentos faciais repetitivos”, diz a médica.

Linhas do sorriso – elas podem ser chamadas de linhas de riso, mas você provavelmente não terá dobras nasolabiais pronunciadas – as dobras que se estendem do nariz aos cantos externos da boca – apenas pelo movimento muscular. Eles geralmente são causados por flacidez da pele e perda de gordura subcutânea com a idade.

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Linhas da testa – as rugas da testa são as linhas horizontais que cruzam a testa, geralmente causadas por levantar as sobrancelhas repetidamente. “Algumas pessoas têm rugas na testa mais ou menos profundas do que outras devido a uma combinação de genética e opções de estilo de vida, como o uso do protetor solar”, afirma a médica.

Bigode chinês – segundo o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), são vários os fatores que estão ligados ao aparecimento do famoso bigode chinês, que também é chamado de sorriso amargo. “O sulco nasogeniano é formado por finas linhas que surgem das asas nasais até a comissura dos lábios. São incômodos conhecidos entre homens e mulheres, mesmo sendo um sinal comum de envelhecimento”, afirma.

*Como se livrar das rugas em casa?

Existem boas notícias: as rugas podem ser suavizadas com o tempo e o uso de produtos com orientação médica. “Os cuidados anti-idade devem preconizar a ordem da pirâmide da beleza e saúde epitelial, em que temos itens: fundamentais (hidratação, antioxidantes, enzimas e fotoproteção) para proteção e reparação; transformadores (retinoides e alfa, beta e poli-hidroxiácidos) para esfoliação, melhora da renovação celular e hidratação; e, por fim, ‘otimizadores’ (peptídeos e fatores de crescimento) para estimulação, cicatrização e regeneração celular. Dependendo do caso, o mais indicado é o tratamento médico com tecnologias modernas, como Pico Ultra 300 (um laser ultrarrápido para rejuvenescimento e manchas), Ultraction 3D (um potente ultrassom) e o laser Pro Collagen (com ação de volumização e estímulo do colágeno)”, afirma o dermatologista Abdo Salomão Jr., membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Quanto aos produtos de cuidados diários, não tente fazer isso sem a orientação de um médico. “Embora rugas mais graves normalmente não possam ser totalmente revertidas em casa, sua aparência pode ser diminuída – isto é, se você usar produtos adequados”, explica Roberta.

Confira abaixo as melhores substâncias:

Retinoides – são o que chamamos de ‘padrão ouro’ para redução de rugas em casa. “São derivados da vitamina A, então estimulam a renovação celular e aumentam a produção de colágeno, reduzindo assim o aparecimento de rugas”, diz Roberta. Retinoides é o termo genérico para todos esses derivados, incluindo retinol, que você pode encontrar em produtos sem receita, e ácido retinoico, disponível sob prescrição. De qualquer forma, consultar um médico é vital nesse caso. “Além da capacidade de redução de rugas, os retinoides podem suavizar a pele, uniformizar a textura e atenuar manchas escuras. Mas com grande potência vem o risco de irritação. Para evitar vermelhidão e descamação (sinais de que a forma ativa do retinol, um composto chamado ácido retinoico, está trabalhando para produzir mais colágeno), existem estratégias como começar a usar um retinoide duas vezes por semana e, em seguida, um hidratante. Após algumas semanas, podemos aumentar o uso para três vezes por semana”, afirma Roberta. E como os retinoides podem torná-lo mais sensível aos raios ultravioleta, os especialistas recomendam usá-los apenas à noite, quando você não está exposto ao sol. E no dia seguinte, não esqueça do protetor solar.

Peptídeos de Retinol-like – o retinol pode causar efeitos colaterais, favorecendo o surgimento de vermelhidão, irritação, sensibilidade e descamação, além de ser contraindicado para gestantes. Para rejuvenescer sem efeito colateral, a marca italiana de dermocosméticos Ada Tina Italy criou o Retintense 5.0, um sérum ultra rejuvenescedor e clareador da pele livre de Retinol Puro e desenvolvido com peptídeos Retinol-like, podendo inclusive ser utilizado durante o dia e no verão. “Os Peptídeos Retinol-Like são quatro vezes mais potentes que o Retinol Puro e capazes de aumentar em 20% a produção de colágeno na pele, conferindo efeito lifting, harmonização facial, preenchimento de rugas e clareamento de manchas sem causar efeitos colaterais”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, Pesquisador, Consultor em Cosmetologia e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy. Retintense ainda traz a Niacinamida Clareadora, o Ácido Hialurônico de Baixíssimo Peso Molecular e o fator de crescimento plant-TGFβ2, que potencializa a produção de colágeno.

Antioxidantes – Vitamina C, Niacinamida, Ácido Ferúlico e Resveratrol são verdadeiros defensores da nossa pele e atuam para neutralizar os radicais livres, que causam danos às células da pele e, portanto, causam rugas. “Além disso, eles também aumentam a produção de colágeno e muitos deles têm efeito clareador. Para obter o máximo de proteção, você pode aplicá-lo antes do protetor solar para potencializar a defesa da pele”, afirma Roberta. A ação dos radicais livres ocorre em uma camada mais profunda da pele, que deve ser alcançada pelo antioxidante. “Então, quando usamos um creme, a matéria-prima dele precisa ter boa permeação e chegar às camadas mais profundas para neutralizar a formação de radicais livres”, afirma Pupo. “Os antioxidantes podem neutralizar a ação dos radicais livres ou até reverter os danos, diminuindo a concentração dessas moléculas e a inflamação no local”, completa o pesquisador.

Ácidos, alfa-hidroxiácidos e renovadores esfoliantes – alfa-hidroxiácidos (AHAs), que incluem ácido glicólico, cítrico e láctico, aumentam a renovação celular e iniciam a produção de colágeno, o que reduz o aparecimento de rugas e linhas finas com o tempo. Os AHAs podem ser encontrados em concentrações mais baixas em limpadores de venda livre e em peelings caseiros, ou em concentrações mais altas na forma de peelings químicos administrados por um dermatologista. “O ácido glicólico tem as menores moléculas de todos os AHAs, por isso pode penetrar facilmente na pele. Mas, como é capaz de penetrar tão bem, há uma probabilidade maior de irritação e quem tem pele sensível pode optar por ácido lático ou cítrico mais suave. Lembrando que essa orientação sempre deve ser feita pelo médico”, afirma Roberta. Para renovar a pele, você pode contar também com esfoliantes, que são menos agressivos, mas ajudam a retirar a primeira camada da pele, o que incentiva uma renovação celular.

Ácido Hialurônico – é uma glicosaminoglicana e faz parte da matriz extracelular, onde ficam as fibras do colágeno e elastina. “Com o avanço da idade, o ácido hialurônico diminui, reduzindo também a hidratação e elasticidade da pele. Então, quando existe falta de ácido hialurônico, há desidratação da pele, tendência à flacidez, formam-se rugas, sulcos e perda de luminosidade”, explica Isabel Piatti, Consultora Executiva em Estética e Inovação Cosmética e conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita. A Buona Vita, por exemplo, conta com o 4D, um sérum preenchedor de rugas e linhas de expressão. Além de quatro ácidos hialurônicos de diferentes pesos moleculares, o produto traz Sculptessence, que estimula a síntese de glicosaminoglicanas, proteínas estruturais de resistência, flexibilidade e elasticidade da pele.

Protetor solar – os raios ultravioleta são uma das maiores causas de rugas prematuras, então o filtro solar é o segredo final para manter uma pele jovem. “Proteger sua pele dos raios ultravioleta ajudará a prevenir a formação de novas rugas, bem como a retardar o agravamento das existentes em seu rosto. Use-o diariamente e respeitando a reaplicação do produto: a cada duas horas em exposição direta e a cada quatro horas em ambientes fechados”, diz Roberta. O protetor solar Bonelli Solare, desenvolvido pela Be Belle, traz textura ultraleve, toque seco, rápida absorção e alta espalhabilidade, tudo isso com FPS 30 e PPD 13,4 para oferecer alta proteção contra a radiação UVA e UVB e combater todos os tipos de danos causados pela exposição solar. “Além disso, o produto confere ação hidratante, antioxidante e rejuvenescedora, prevenindo rugas, manchas, flacidez, câncer de pele e queimaduras solares ao mesmo tempo em que promove potente hidratação sem deixar a pele oleosa”, explica a cosmetóloga Ludmila Bonelli, CEO da Be Belle. Existem também suplementos que podem ajudar na questão da fotoproteção oral e ação antioxidante. Mais recentemente tem se falado muito na questão dos pré e probióticos associados à formulação tópica e via oral com conceito de defesa e imunologia da pele. A fotoproteção oral é fundamental e complementar. No entanto, eles não substituem os protetores de uso tópico! “Eles funcionam como verdadeiros guardiões, quando associados aos protetores locais, para preservar a estrutura e evitar a desnaturação do DNA celular por proteger as células imunológicas da pele e reverter em parte os danos biológicos e inflamatórios causados pela exposição exagerada ao sol”, afirma Roberta. Os mais importantes são o Polipodium Leucotomus, Pycnogenol, Astaxantina, Luteína, Extrato de White e Green Tea, Resveratrol e ácido elágico da Romã, sempre associando ao uso de silício orgânico Exsynutriment para melhora do aspecto da flacidez e ao Bio-Arct para ação antioxidante, imunológica e melhora da energia mitocondrial.

Tudo que você precisa saber para cuidar da delicada pele ao redor dos olhos

Esta área sensível requer cuidados diferentes do que o resto do seu rosto. Saiba o que fazer e o que evitar nos cuidados com essa pele, além de descobrir como tratar problemas comuns, desde linhas finas e olheiras até inchaço

Nunca os olhos foram tão expressivos quanto agora. Por conta das máscaras de proteção, o olhar é o nosso maior destaque – e também nossa maior representação das emoções. Mas devemos cuidar bem da região, pois algumas alterações estéticas dão sinais que não necessariamente queremos dizer.

“Enquanto as rugas deixam a aparência mais triste, as olheiras dão um ar de cansaço. A pele ao redor dos olhos é uma das mais finas e sensíveis do corpo. Também está entre as primeiras a revelar sinais de envelhecimento precoce, como linhas finas, flacidez, rugas e olheiras”, explica Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética.

“A pele da área dos olhos não tem tantas glândulas sebáceas e colágeno quanto o resto do seu rosto e corpo, tornando-a mais propensa a secar e desenvolver sinais de envelhecimento. Um estudo publicado no periódico Clinical Anatomy concluiu que as áreas da pele com menos glândulas sebáceas (que produzem oleosidade) são menos densas e mais sujeitas a rugas, razão pela qual os pés de galinha são um problema tão grande nessa região”, acrescenta. Abaixo, a médica destaca um manual de cuidados e tratamentos para a pele ao redor dos olhos:

Três cuidados básicos:

=Comprometa-se a tratar a pele dos olhos: os cremes para os olhos são um dos produtos que os pacientes mais esquecem de usar com frequência, segundo Roberta: “Você precisa de um hidratante que possa penetrar na área para fornecer a hidratação necessária”.

=Não confie no seu hidratante facial: é um hábito comum usar o hidratante facial na área dos olhos, mas, na maioria das vezes, isso não é indicado. “É necessário um creme específico para a área dos olhos, pois ele é desenvolvido com ativos destinados a tratar essa área e na textura ideal. Além disso, alguns hidratantes faciais podem conter ingredientes ativos, como retinoides, que podem estar em uma concentração muito forte para a pele sob os olhos – o que pode causar uma grande irritação”, diz a médica.

=Opte por determinados ativos: só porque é uma área delicada não significa que você precise de um hidratante suave. “Um dos melhores ativos para ficar atento é o retinol, um derivado da vitamina A. Um creme para os olhos que contém retinol é diferente de um creme facial típico com retinol, por conta de textura e da concentração do ativo. Nesse caso, ele também é formulado em uma base mais emoliente (ou seja, hidratante); além disso, procure ingredientes como ácido hialurônico para aumentar a hidratação enquanto diminui o risco de irritação. Outros ativos importantes para a região são: meiyanol e ácido kójico para atuar contra olheiras, peptídeos e extratos como o de cafeína”, afirma Roberta.

Quatro dicas para lidar com problemas comuns:

Círculos escuros: embora eles estejam ligados à falta de sono, às vezes registrar consistentemente oito horas por noite não vai eliminá-los. “Isso porque há um componente genético nas olheiras também. Elas são difíceis de apagar completamente com cremes, mas existem alguns produtos tópicos interessantes que contêm cafeína ou vitamina K, que podem ajudar na circulação para clarear os círculos escuros”, diz a médica.

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Inchaço: “Se você acordar inchado, pode ser por causa do fluido que se acumulou sob seus olhos enquanto você dormia. “Se este for um cenário comum para você, um rolo de jade pode ajudar. Deixe na geladeira durante a noite e, de manhã, mergulhe o rolo no gel para os olhos e role suavemente sobre o inchaço, o que ajudará a drenar a região, diminuindo o inchaço. As baixas temperaturas reduzem o fluxo sanguíneo para reduzir o inchaço da área dos olhos”, afirma a médica.

Linhas finas e rugas: opte por um retinol ou um creme para os olhos cheio de peptídeos. “Enquanto o retinoide estimula a renovação das células da pele e a produção de colágeno, os peptídeos ligam-se às células para exercer diversas ações, como: antiglicante (combatendo os malefícios do açúcar), clareadora e rejuvenescedora”, explica a médica. Pela manhã, ela recomenda um creme para os olhos que contenha chá verde, um ingrediente antioxidante que protege a pele contra os estressores ambientais que contribuem para o envelhecimento. “Os polifenóis do chá verde, que são compostos antioxidantes, neutralizam os radicais livres do envelhecimento no corpo, diminuem o risco de queimaduras solares e diminuem a atividade de uma enzima que degrada o colágeno da pele. O resultado: menos danos UV e menos linhas e rugas”, afirma Roberta.

Foto: HealthStatus

Vermelhidão e irritação: “Dada a natureza fina e sensível dessa pele, pode levar mais tempo para se recuperar, então se você for sensível a um ingrediente de um de seus produtos, como fragrâncias, conservantes ou extratos naturais de plantas, os olhos costumam ser a primeira área que vai explodir em irritação, ou a irritação pode ser mais extrema. Nesse caso, consulte um médico. É melhor tratar a área imediatamente [e identificar o produto ofensivo]; caso contrário, pode levar semanas ou meses para voltar ao normal”, diz.

Que tipo de produto escolher?

Creme ou gel? Esta questão depende do seu tipo de pele ou da preocupação principal. “Se você costuma sofrer com secura na pele dessa região, então é melhor escolher um creme que contenha menos água do que um gel, permitindo uma melhor hidratação. Nesse caso, o gel por si só não é hidratante o suficiente. Por outro lado, se você está lidando com bolsas sob os olhos, um gel pode ser perfeito para você. A vantagem de muitos produtos em gel disponíveis no mercado é que eles podem ser refrigerados. Quando você aplica, qualquer inchaço desaparece imediatamente”, diz a médica.

Aplicação adequada do cosmético

Sobre como aplicar um creme ou gel para os olhos, a médica recomenda usar o dedo com o toque mais leve, geralmente o mindinho. “Bata suavemente na área sob os olhos até que esteja coberta. Isso garante que você não puxe essa pele delicada como faria se a esfregasse”, afirma.

Procedimentos médicos

Às vezes, uma solução sem receita simplesmente não resolve. Felizmente, existem soluções mais poderosas disponíveis no consultório médico. Aqui estão alguns procedimentos e tratamentos sobre os quais você deve perguntar:

Injetáveis: de acordo com um artigo publicado em janeiro de 2015 na Clinics in Plastic Surgery, a injeção de uma pequena quantidade de ácido hialurônico, um preenchedor comum, pode preencher o pequeno sulco próximo à cavidade lacrimal. “Como a pele da região é muito fina, como a pesquisa mostrou, esse procedimento deve ser feito por um profissional qualificado. Para pessoas entre 20 e 40 anos, as olheiras reagem muito bem a esse tratamento”, diz a médica. “Os tratamentos injetáveis de ácido hialurônico têm a função de preencher e restabelecer a estrutura desta região das pálpebras inferiores quando o paciente começa a perder a sustentação. É uma ótima opção para quem sofre com a hiperpigmentação da região, restaurando o volume da pálpebra inferior e reduzindo a coloração”, afirma Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS).

Ao preencher esse espaço, ele muda a forma como a luz é refletida nessa área, fazendo com que os olhos pareçam cada vez mais claros. Com um anestésico tópico, as injeções produzem o mínimo de dor e duram de 9 a 12 meses. Uma abordagem diferente pode ser garantida para pessoas na casa dos 45 anos, diz a médica. “Frequentemente, ocorrem alterações ósseas, bem como escorregamento de almofadas de gordura profundas devido à perda de gordura e colágeno, que servem de suporte para a área”, diz a médica. Para tratar essas alterações, a lipoenxertia pode ser indicada. “Nesse caso, utilizamos a gordura do próprio corpo para rejuvenescer a pele, então, a técnica é biocompatível e não há os riscos de rejeição. E, mesmo sabendo que cerca de 50% do material enxertado pode ser absorvido pelo organismo, a quantidade restante é repleta de células-tronco capazes de melhorar a qualidade e o aspecto da pele”, afirma Rubez

“O primeiro passo é retirar a gordura de outra região, que pode ser dos culotes, partes internas ou externas das coxas, costas ou abdômen — sendo que esta última área é a mais comum. O procedimento é feito através de uma cânula que fará a lipoaspiração do material, levando-o para um recipiente separado. Nele, o médico eliminará partes desnecessárias para que a gordura fique limpa e pronta para ser enxertada no local desejado”, completa o médico. Logo após, a gordura é injetada na região facial com o objetivo de trazer efeito volumizador, tratando problemas como olheiras profundas.

Tratamento a laser: para linhas finas ou olheiras, experimente um tratamento a laser. “Existem tecnologias não ablativas que aquecem as camadas mais profundas da derme sem danificar a superfície da pele e melhoram vários sinais de envelhecimento de uma só vez, usando o calor direcionado para desencadear uma resposta de tratamento da pele enrugada”, diz a médica. “Essa resposta estimula a produção de colágeno, o que ajuda a firmar a pele ao longo do tempo. Os lasers não apenas reduzem as linhas, mas também melhoram a aparência das olheiras, manchas escuras e textura”, explica.

Cirurgia de blefaroplastia: “Com a perda de colágeno com o envelhecimento da pele, a camada de gordura ao redor do olho pode escorregar, criando uma protuberância que as pessoas percebem como bolsas ao redor dos olhos”, afirma Roberta. Indicada para fins estéticos e também funcionais, visto que a flacidez excessiva das pálpebras pode atrapalhar a visão de algumas pessoas, a cirurgia de blefaroplastia tem como objetivo rejuvenescer a área periorbital por meio da retirada do excesso de pele e bolsas de gordura presentes nas pálpebras superiores e inferiores, com a possibilidade do reposicionamento dessas estruturas ou preenchimento de sulcos na região quando o médico julgar necessário.

“Em alguns pacientes pode ser realizada também enxertia de gordura para preencher a perda dos tecidos locais, visto que o resultado da cirurgia se torna mais natural quando há certo volume de tecido ao redor dos olhos”, afirma Rubez. “Feito sob anestesia local com sedação ou geral, a cirurgia, que dura entre uma e duas horas, também pode ser realizada em conjunto ao lifting do terço superior da face, quando o excesso de tecido nas pálpebras é causado também pela queda dos supercílios”.

De acordo com o especialista, a recuperação do procedimento é tranquila e indolor, sendo que nos primeiros dias após a cirurgia o paciente pode apresentar inchaço e hematomas no local, sintomas que se resolvem dentro de algumas semanas e podem ser aliviados com a ajuda de repouso e compressas frias sobre os olhos. Os cuidados pós-operatórios são semelhantes aos da cirurgia de correção de ptose palpebral e o resultado definitivo é notado em torno de 3 a 6 meses.

Por fim, a médica lembra que maus hábitos de saúde, principalmente o fumo, podem contribuir para problemas sob os olhos: “O consumo excessivo de álcool pode causar bolsas e olheiras, além de afetar a qualidade do seu sono. Por falar em sono, certifique-se de que está dormindo bem entre sete e nove horas recomendadas por noite. Beber bastante água, reduzir o sal na dieta e aumentar o consumo de vegetais folhosos e frutas, ambos alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes, também é um bom caminho para ajudar a pele dessa região”.

Fontes:
Roberta Padovan é médica pós-graduada em Dermatologia. Graduada em Medicina pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e especialista em Medicina Estética e Dermatologia pela Incisa. Com participação regular em congressos, jornadas e cursos nacionais e internacionais, é proprietária de duas clínicas, no Maranhão e em São Paulo, com diversos tratamentos para saúde e beleza da pele. Além disso, atuou como médica residente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.
Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (Isaps), Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Dia Nacional de Combate ao Álcool: conheça danos causados pelo consumo excessivo da substância

Hoje, dia 18 de fevereiro, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Álcool, substância que pode causar uma série de danos ao organismo, incluindo desde o ressecamento de diversas estruturas do corpo até infertilidade, doenças circulatórias e orais.

O Brasil figura entre os dez países com o maior consumo de álcool do mundo, segundo dados do Ministério da Saúde. Por esse motivo, hoje se comemora o Dia Nacional de Combate ao Álcool, que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre os malefícios do consumo exagerado de bebida alcoólica.

“O álcool é uma substância tóxica para o organismo humano e pode provocar doenças mentais, cânceres, problemas hepáticos como a cirrose, alterações cardiovasculares, com risco de infarto e acidente vascular cerebral, e a diminuição de imunidade, além de favorecer a desidratação, a inflamação e o acúmulo de líquidos”, diz Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Mas, se você ainda não está convencido sobre os perigos do álcool, reunimos um time de especialistas para listar alguns motivos pelos quais você deve evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Confira:

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Redução do metabolismo: o fígado é o responsável por digerir as bebidas alcoólicas. Porém, esse mesmo órgão é o responsável pelo metabolismo de gordura. “O fígado trabalha diariamente quebrando as gorduras da sua alimentação e eliminando as toxinas. Quando você bebe álcool, acaba adicionando mais uma tarefa na função do órgão. Dessa forma, seu fígado não consegue processar a gordura de maneira tão rápida e eficientemente, pois estará, também, trabalhando para expelir o álcool. Como consequência, ocorre a desaceleração do metabolismo, levando, inclusive, ao acúmulo de gordura”, explica Marcella. Logo, como o fígado já estará sobrecarregado na tentativa de metabolizar o álcool, o recomendado é que, depois de consumir bebidas alcoólicas, você evite alimentos pesados, como carnes vermelhas, dando preferência a carnes brancas cozidas e grelhadas, além de muita salada e fruta.

Infertilidade: o consumo excessivo de álcool também pode interferir na fertilidade, causando, nos homens, a diminuição dos níveis de testosterona com consequente redução na produção e quantidade de esperma, podendo levar também à disfunção erétil. “Já nas mulheres, os efeitos do álcool sobre a fertilidade são pouco esclarecidos, mas, sabe-se que, além de reduzir as chances de gravidez, a substância pode permanecer por um certo período no organismo após o consumo e causar problemas durante a gestação, como malformação do feto e síndrome de abstinência no recém-nascido”, afirma Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo.

Desidratação da pele: a perda d’água causada pelo álcool afeta a saúde da pele. “A pele também é um dos tecidos periféricos de onde o organismo retira água para metabolizar o álcool. Como resultado, o tecido cutâneo pode sofrer com desidratação, descamação e perda de viço e brilho”, afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para manter a saúde da pele em dia, é interessante, além de ingerir bastante água, apostar na utilização de cremes hidratantes com antioxidantes para ajudar na recuperação do tecido cutâneo, como o Compative Balm 10, da Ada Tina Italy, um potente hidratante capaz de proporcionar reparação profunda dos danos causados por agressores, como o sol e o álcool, graças a sua ação antioxidante e calmante, reduzindo a vermelhidão enquanto protege contra o ressecamento e o envelhecimento precoce.

Inflamação da pele: além de desidratar, o álcool também pode levar a um processo inflamatório da pele. “A inflamação crônica promovida pelo álcool piora a qualidade da pele, prejudicando sua firmeza e elasticidade e acelerando o envelhecimento cutâneo, além de favorecer o surgimento de doenças como acne, psoríase, rosácea e dermatite seborreica”, afirma Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Dificuldade na recuperação de procedimentos: o consumo de álcool é especialmente prejudicial para pessoas que acabaram de passar por procedimentos que demandam tempo de recuperação, como as cirurgias invasivas. “Isso porque o processo inflamatório provocado pelo álcool dificulta o processo de cicatrização e favorece o surgimento de cicatrizes inestéticas. Além disso, a substância afina o sangue, aumentando o risco de o paciente sofrer com sangramento e prolongando a tempo de recuperação”, alerta o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. E, segundo o médico, quanto mais elevado o teor alcoólico da bebida, mais difícil a recuperação da pele e mais intenso o dano causado.

Surgimento de doenças orais: outra estrutura afetada pela perda d’água causada pelo álcool é a boca e os dentes. “O processo de desidratação causado pelo álcool provoca a diminuição na produção de saliva. Como resultado, ficamos mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças como cáries, gengivites e erosão dental, visto que uma das principais funções da saliva é justamente proteger os dentes e as mucosas orais”, Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP. Por isso, além de ingerir bastante água, é interessante que você carregue consigo um kit portátil composto de uma escova de dentes, creme dental e escovas interdentais para realizar a higienização oral durante eventuais compromissos em que você vá beber. Uma ótima opção é o Travel Set, da Curaprox, que traz os já consagrados produtos Curaprox em versões portáteis, incluindo um creme dental vegano Be You 10 ml, duas escovas interdentais e uma escova dental CS 5460 Ultra Soft, a famosa escova Curaprox, em formato para viagem, sendo possível desmontá-la para tornar o transporte mais fácil.

Ressecamento da região íntima: o aumento no consumo de bebida alcoólica pode afetar a saúde íntima feminina, de acordo com Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. “Entre outros problemas, o álcool causa desidratação, porque o organismo precisa de grande quantidade de água para metabolizá-lo. Logo, se não houver água suficiente, o organismo vai buscá-la em órgãos periféricos, diminuindo a lubrificação íntima e colaborando para o ressecamento”, afirma a especialista. Para evitar esse problema, é fundamental que mesmo uma eventual e pequena quantidade de qualquer tipo de bebida alcoólica seja acompanhada do consumo de água, pois a hidratação adequada é fundamental para manter o organismo funcionando corretamente.

Aumento da predisposição a problemas circulatórios: por favorecer a desidratação, o álcool, além de aumentar a incidência de cãibras e dores musculares, também pode fazer com que o organismo retenha mais líquidos. “Como resultado, ficamos mais inchados e a pressão sobre as veias e artérias aumenta, o que pode contribuir para o surgimento de problemas vasculares como varizes e trombose”, destaca a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Logo, no final das contas, a melhor dica é apostar na moderação e não tornar o ato esporádico de beber em um hábito rotineiro. “No geral, recomenda-se limitar o consumo diário a, no máximo, uma taça de até 150ml e optar sempre pelas variedades que apresentam funcionalidades, como o vinho tinto e seco. O vinho tinto, na verdade, figura entre as bebidas alcoólicas mais saudáveis, pois, é fermentado e rico em polifenóis, como o resveratrol, que são substâncias com grande poder antioxidante”, aconselha Marcella.

“Os destilados, por sua vez, não são fontes de polifenóis e possuem maior concentração de álcool em sua composição, o que reduz seus benefícios à saúde. Além disso, bebidas como cachaça, vodca, uísque e tequila tendem a ser absorvidas mais rapidamente e, no geral, são mais agressivas para o fígado. Ou seja, devem ser evitadas ou limitadas a quantidades menores que uma dose diária”, finaliza a médica.

Pandemia: não é hora de fazer dietas restritivas, que podem prejudicar a saúde e o sistema imune

Apesar de estarmos vivendo um momento propício para adquirir hábitos saudáveis, não é a hora de fazer dietas radicais em sua alimentação

Com a pandemia pela qual estamos passando devido ao novo coronavírus, muitas pessoas estão aproveitando para adquirir novos hábitos e realizar tarefas que antes não tinham tempo. Por exemplo, é comum que alguns utilizem desse momento para finalmente começar aquela dieta que vinha sendo adiada por meses, o que, segundo Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não é recomendado.

“A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas. Por isso, qualquer mudança drástica nos hábitos alimentares sem acompanhamento médico, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, pode oferecer riscos à saúde, afetando, inclusive, o bom funcionamento do sistema imunológico, principalmente em pessoas que já apresentam algum tipo de carência nutricional prévia. Então, como alguns tipos de atendimento médico estão comprometidos pelo isolamento social, este não é o momento para iniciar qualquer dieta restritiva”, alerta.

É claro que aqueles que já eram adeptos de alguma dieta ou praticavam jejum intermitente podem continuar, mas sempre com acompanhamento médico periódico, mesmo que por telemedicina, para avaliar eventuais necessidades e intercorrências e assim evitar possíveis riscos à saúde. “A telemedicina é uma boa maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Ela não substitui a consulta presencial, mas serve como uma forma importante de orientação”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A recomendação para evitar dietas restritivas e mudanças radicais nos hábitos alimentares não quer dizer, porém, que você deve sair comendo tudo o que vê pela frente. “Assim como a restrição alimentar, o consumo excessivo de calorias também pode desestabilizar a saúde e o sistema imune, além de favorecer o acúmulo de gordura, o envelhecimento precoce e o aparecimento de acne e problemas de circulação”, afirma Marcella.

O ideal então é encontrar um meio termo, apostando na adoção de uma alimentação saudável, equilibrada, variada e natural e investindo em alimentos ricos em nutrientes como Vitamina A (cenoura e abóbora), Vitamina C (kiwi e laranja), Vitamina B6 (aveia e banana), Vitamina E (carnes e ovos), Selênio (arroz integral e castanha do pará) e Zinco (frango e grãos integrais).

“Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. Para quem continua trabalhando em home office, a médica aconselha: “Você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse.”

Além disso, é interessante também diminuir o consumo de alimentos prejudiciais. De acordo com Marcella, o açúcar, por exemplo, não deve compor mais de 10% de todas as calorias ingeridas ao dia.

“Além de virar reserva de gordura, o açúcar excedente pode se ligar e degradar proteínas de sustentação da pele em um processo conhecido como glicação, o que acelera o surgimento de rugas e flacidez”, destaca a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E o mesmo vale para os carboidratos, principalmente aqueles de menor valor glicêmico, como massas de farinha branca e frituras. “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Assim como o açúcar, o consumo de sal também deve ser reduzido, pois o excesso de sódio pode piorar a circulação e favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares. “Tome cuidado redobrado com o sal escondido nos alimentos, principalmente nos industrializados. Poucos sabem, mas até mesmo o suco de caixinha possui sódio”, afirma a Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. Com relação aos alimentos industrializados, evite também aqueles que são ultraprocessados, como bolachas, guloseimas, sorvetes, bolos e produtos congelados e prontos para o consumo.

“Quanto mais processado é o alimento, menor é o seu valor nutricional, pois perde vitaminas durante o processamento, além de conterem grande quantidade de aditivos e conservantes, favorecendo assim a inflamação e a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, completa a médica.

Por fim, lembre-se de ingerir água diariamente para se manter hidratado. “A água exerce diversas atividades essenciais que garantem o funcionamento adequado do corpo humano. Por ser o principal componente do plasma sanguíneo, a água é uma das responsáveis pelo transporte de nutrientes e dos produtos do metabolismo, além de auxiliar na eliminação de toxinas do organismo e atuar em processos fisiológicos como digestão, absorção e excreção de nutrientes”, finaliza Marcella.

Entenda os tipos de cirurgias indicados ao tratamento de enxaqueca

Desenvolvida em 2000 e respaldada por vários estudos científicos, cirurgia é pouco invasiva e tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital, envolvidos nos pontos de dor.

A enxaqueca afeta 15% da população brasileira, segundo estatísticas, e já existe uma forma mais eficaz de lidar com o problema: a cirurgia. Hoje realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard, o procedimento tem resultados muito positivos e semelhantes.

“As publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento”, afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

Mas afinal, por que investir em uma cirurgia para enxaqueca? De acordo Rubez, a enxaqueca tem sido associada à compressão e irritação dos principais nervos sensitivos do rosto e da cabeça. “Em pessoas com predisposição genética para a enxaqueca os nervos podem sofrer compressões ao longo de seus trajetos e desencadear a cascata de sintomas da doença. O alívio cirúrgico da compressão nos nervos pode reduzir a frequência, a intensidade e a duração das dores de cabeça ou até mesmo eliminá-las”, destaca.

Da mesma forma, a cirurgia é uma opção muito vantajosa para pacientes que sofrem com efeitos colaterais das medicações para dor ou que tenham intolerância a essas medicações. Todos os tipos de cirurgia de enxaqueca são pouco invasivos, de forma que a cirurgia tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital envolvidos nos pontos de dor.

“Os ramos periféricos destes nervos, responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo, podem sofrer compressões das estruturas ao seu redor, como músculos, vasos, ossos e fáscias. Isto gera a liberação de substâncias (neurotoxinas) que desencadeiam uma cascata de eventos responsável pela inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro, que irão causar os sintomas de dor intensa, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz a ao som”, diz o médico.

A cirurgia para enxaqueca pode ser feita em qualquer paciente que tenha diagnóstico de migrânea (enxaqueca) feito por um neurologista, e que sofra com duas ou mais crises severas de dor por mês que não consigam ser controladas por medicações; pacientes que tenham muitos efeitos colaterais com as medicações; ou ainda em pacientes que desejam realizar o procedimento devido ao grande comprometimento que as dores causam em sua vida pessoal e profissional.

Segundo o especialista, são sete os tipos de cirurgia, pois para cada um dos tipos de dor existe um acesso diferente para tratar os ramos dos nervos, sendo todos nas áreas superficiais da face ou couro cabeludo, ou ainda na cavidade nasal. O cirurgião explica que cada cirurgia foi desenvolvida para gerar a menor alteração possível na fisiologia local. “Em todos estes tipos o princípio é o mesmo: descomprimir e liberar os ramos do nervo trigêmeo ou occipital, que são irritados pelas estruturas adjacentes ao longo de seu trajeto”.

Conheça abaixo cada um deles:

Frontal – um dos tipos mais comum e é realizado para os pacientes que têm o início das dores na região dos supercílios, segundo o médico. “Esta cirurgia é feita a partir de incisões nas pálpebras superiores, como nas blefaroplastias, ou incisões no couro cabeludo. As cicatrizes, portanto, ficam imperceptíveis. Nesta cirurgia, é realizada a remoção dos músculos corrugadores do supercílio, depressores do supercílio e próceros, além de artérias locais, que causam irritação aos ramos supraorbital e supratroclear do nervo trigêmeo”, afirma o médico. Além de tratar a enxaqueca, o paciente desse tipo de cirurgia, como consequência do procedimento, diminui a formação de rugas nestas áreas, contribuindo para um efeito rejuvenescedor da face.

Temporal – “Neste procedimento as incisões são realizadas no couro cabeludo, e tem como objetivo descomprimir ou ressecar parte do nervo zigomático-temporal, o qual é rotineiramente lesado em cirurgias estéticas para a face”, afirma o médico. A perda parcial de sensibilidade na região temporal pode ser temporária ou definitiva e nesta cirurgia também ocorre efeito rejuvenescedor da face, uma vez que os tecidos da região são levemente tracionados para lateral, causando elevação discreta da sobrancelha.

Aurículo-temporal – pacientes que apresentem dores na lateral da cabeça, ou seja, nas têmporas, podem se submeter a cirurgia para o nervo aurículo-temporal. “Assim como as demais, fará a descompressão dos nervos localizados na região temporal — bem próximo à orelha—, minimizando os sintomas da enxaqueca. Em alguns casos, a condição pode ser eliminada por completo. Esta cirurgia pode ser feita sob anestesia local, com duração de cerca de 15 minutos”, afirma o médico.

Numular – trata-se de um procedimento realizado sob anestesia local, com duração em torno de 15 minutos. “As dores são na região do couro cabeludo, mais comumente nas laterais da cabeça. O paciente em geral consegue identificar pontualmente o local de maior dor, que é confirmado com a utilização de um doppler. Através de pequena incisão é realizada a neurotomia de pequenos ramos nervosos, sendo que a cicatriz fica disfarçada pelo cabelo”, explica Rubez.

Rinogênico – trata-se de cirurgia realizada toda por dentro do nariz, e destinada para os pacientes que apresentam dores que se iniciam atrás dos olhos, por exemplo, causadas por variações do clima. “Os contatos entre o septo desviado e os cornetos (ou carne esponjosa) ativam a cascata de dores neste caso. O intuito da cirurgia, portanto, é corrigir eventuais desvios ou esporões do septo, hipertrofias de cornetos ou conchas bulhosas. Esta cirurgia vai promover um pós-operatório com melhora da respiração”, conta o especialista.

Occipital – este tipo é correspondente às dores atrás da cabeça ou na nuca, que podem ser causadas pela irritação de diversos nervos, sendo o principal o nervo occipital maior. “A compressão do nervo pode ser feita por músculos ou vasos. Realiza-se, então, a remoção de parte do músculo semiespinal e descompressão do nervo em todo seu trajeto”, afirma.

Occipital Menor – o nervo occipital menor, quando apresenta compressão, faz com que o paciente tenha dores na região lateral da nuca, semelhantes a uma dor muscular. “Para melhorar a condição clínica, a cirurgia realiza a neurotomia (secção) do nervo. A incisão é pequena e no couro cabeludo do paciente, não resultando em cicatriz visível, e com melhora significativa do quadro de enxaqueca na grande maioria dos casos”, enfatiza o especialista.

Rubez enfatiza que as cirurgias são realizadas em ambiente hospitalar e sob anestesia geral e em alguns casos sob anestesia local. “A duração da cirurgia, para cada nervo, é de cerca de uma a duas horas, e o paciente tem alta no mesmo dia, ou no dia seguinte, para casa”, explica.

Como surgiu a cirurgia para enxaqueca

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A Cirurgia para Enxaqueca foi criada e desenvolvida, a partir de 2000, pelo cirurgião plástico Dr. Bahman Guyuron, em Cleveland nos EUA. Desde então, diversas equipes ao redor de todo o mundo vêm realizando este tipo de cirurgia com sucesso. Único médico a realizar a cirurgia em São Paulo, Rubez aprendeu detalhes das técnicas cirúrgicas desse procedimento com o médico Bahman Guyuron, por meio de sete estágios entre os anos de 2014 e 2019.

Segundo Rubez, o procedimento foi criado a partir de cirurgias estéticas para a região frontal ou superior da face, de forma que Guyuron notou que seus pacientes melhoravam das dores de enxaqueca, quando sofriam com o problema. Em 2005, Guyuron e sua equipe publicaram um estudo prospectivo com randomização entre um grupo tratado e um controle sem cirurgia, envolvendo no total 125 pacientes.

Do grupo tratado 92% dos pacientes obtiveram sucesso com a cirurgia, sendo que 35% apresentaram eliminação completa dos quadros de Enxaqueca. “Nos trabalhos científicos sobre a Cirurgia de Enxaqueca, o sucesso do procedimento é definido como uma melhora de no mínimo 50% na intensidade, duração e frequência das crises. Este mesmo grupo de pacientes foi acompanhado por cinco anos e, em nova publicação de 2011, comprovou-se a manutenção da melhora dos pacientes operados”, finaliza.

Fonte: Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Aposte na alimentação saudável para manutenção de um humor estável

Como os alimentos que consumimos têm influência no nosso humor diário, nesse momento de pandemia é fundamental fazer boas opções para evitar alimentos com altos índices de açúcares que promovem melhora apenas a curto prazo

Aqueles que tiveram sua rotina afetada pelo isolamento social para diminuição do contágio com o Novo Coronavírus sabem que a ansiedade tem afetado demais o humor. “O isolamento social impõe alterações importantes na rotina das pessoas, principalmente com relação às atividades fora de casa, como trabalhar, encontrar outras pessoas, ir à academia, essas são maneiras de distrair a mente e criar estímulos. O fato de ficarmos sem todas estas atividades faz com que a mente seja menos estimulada. Isso somado às incertezas acerca do futuro e das consequências da pandemia, é natural que a ansiedade aumente sobretudo em quem já tem predisposição”, afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

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Mas a novidade é que dá para amenizar a situação com uma alimentação saudável: “Todos sabemos que uma alimentação equilibrada é imprescindível para a construção de uma saúde perfeita. Além disso, temos ciência também que a alimentação possui influência sobre o nosso humor”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Rubez explica que a ansiedade e a depressão são interligadas. “Os pensamentos causados pela ansiedade normalmente são relacionados às incertezas e inseguranças e, portanto, é normal que promovam impacto negativo no humor, podendo, consequentemente, desencadear ou agravar a depressão”, diz o cirurgião plástico.

Já para a médica nutróloga, pesquisas recentes sugerem que não apenas os alimentos que comemos afetam o nosso humor, mas também o nosso humor pode influenciar na escolha dos alimentos que comemos. “Os nutrientes encontrados em alimentos saudáveis trabalham para que o sistema nervoso e trato gastrointestinal produzam serotonina, popularmente conhecido como hormônio do bem-estar, de forma sustentada. Os alimentos com altos índices de açúcar (doces e carboidratos farináceos), por sua vez, aumentam a energia e promovem uma melhora a curto prazo, mas os efeitos positivos são passageiros”.

Segundo Marcella, existem alguns alimentos saudáveis que estimulam a produção do neurotransmissor: “A banana é rica em carboidratos que estimulam a serotonina, além da vitamina B6, que promove energia; o brócolis é rico em ácido fólico, que ajuda a liberar serotonina e renova as células; o espinafre e as folhas escuras, por serem ricas em magnésio, aumentam a produção de energia e possuem potássio e vitaminas A, C e do complexo B, que mantêm o sistema nervoso em tranquilidade; sementes de girassol e abóbora também são ótimas opções, já que ajudam a regular o sono que, por consequência, melhora o humor”, recomenda.

Segundo a médica, também é fundamental verificar se a escolha da alimentação não está sendo afetada pelo mau-humor ou ansiedade, já que alguns recentes estudos mostram que as pessoas com um estado de espírito negativo têm maiores probabilidade de escolher alimentos açucarados, gordurosos ou excessivamente salgados, do que alimentos nutritivos.

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“Esses alimentos, apesar de contribuírem para uma melhora momentânea do humor, podem gerar, posteriormente, sentimentos indesejados como a culpa, causando degradação ainda maior do estado de espírito. Para evitar esse círculo vicioso, uma boa estratégia é apostar na alimentação saudável, com inclusão de frutas, verduras e legumes, e realizar atividade física moderada e regularmente; isso, além de trazer benefícios à saúde e contribuir para a produção dos hormônios que causam bem-estar, ajuda no controle ao consumo dos alimentos pobres nutricionalmente”, explica a nutróloga.

“A prática de alguma atividade física, mesmo em casa, gera a liberação de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar”, acrescenta Garcez.

Por fim, a nutróloga ressalta que, nesse momento, o ideal é realizar acompanhamento nutrológico com um médico capacitado e preferencialmente membro da Associação Brasileira de Nutrologia, pois ele fará um plano de alimentação e suplementação de acordo com as necessidades de cada paciente.

Fontes:
Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de SP.
Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. Especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Envelhecimento causa pele enrugada como pergaminho, mas maus hábitos influenciam

A pele enrugada, também conhecida como “pele de pergaminho” ou “pele de elefante”, é uma condição em que a pele sofre pela diminuição do colágeno, ficando mais flácida, enrugada e com perda de elasticidade

O enrugamento da pele é um sinal comum do envelhecimento. Nossa pele vai perdendo elasticidade ao longo do tempo, fazendo com que sua textura fique cada vez mais enrugada, sendo essa a principal causa da “pele de pergaminho” ou “pele de elefante”. No entanto, a maioria de nós tem pele enrugada antes mesmo de alcançar a velhice.

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“Se você olhar para os cotovelos, por exemplo, verá que a pele tem uma textura enrugada como um fino papel amassado. Quando envelhecemos, a tendência é que esse tipo de pele tome conta do pescoço, braços, mãos, pernas e rosto. Esse envelhecimento da pele tem influência genética, mas se dá principalmente por fatores externos, como a exposição aos raios ultravioletas, por exemplo”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Segundo Rubez, rugas se formam a partir de expressões faciais repetidas. “Por exemplo, um sulco se forma abaixo da superfície da pele quando sorrimos ou franzimos a testa. No entanto, fatores externos agravam o problema, como a exposição aos raios do sol e o fumo. Essa pele mais enrugada é causada pela diminuição da produção de colágeno, que torna a pele mais flácida e com falta de elasticidade. A exposição ao sol, a desidratação e o tabagismo potencializam o problema”, diz.

Para ajudar a aumentar a elasticidade da sua pele e retardar o aparecimento da pele de pergaminho, é importante manter-se bem hidratado, evitar muita exposição ao sol e utilizar protetor solar com no mínimo FPS 30 todos os dias, além de ter uma dieta saudável e equilibrada, repleta de alimentos ricos em antioxidantes. Uma vez que a pele já está envelhecida, alguns tratamentos podem ser aplicados. Rubez fala um pouco sobre eles:

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Toxina Botulínica: a aplicação da toxina pode ser tanto corretiva quanto preventiva. “O bloqueio dos movimentos musculares da face resulta em uma redução das linhas de expressão e impede que uma ruga dinâmica se torne uma ruga estática”, informa o médico.

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Preenchimento facial: “Feito com ácido hialurônico, o preenchimento facial é um dos principais procedimentos estéticos realizados atualmente, devido aos bons resultados alcançados e pela segurança da substância, que já é presente no nosso organismo. O ácido hidrata e traz vitalidade à pele, pois atrai moléculas de água entre as células, proporcionando volume às áreas tratadas, melhorando o contorno facial e promovendo uma aparência mais harmônica.”

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Bioestimuladores de colágeno: aplicados através de cânulas ou agulhas eles promovem a produção de colágeno pelo organismo. “Há um benefício grande da flacidez e qualidade da pele, a partir de 2 a 3 sessões e os efeitos podem durar até 2 anos”.

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Lifting facial: “É a cirurgia plástica recomendada para rejuvenescimento facial. Indicada para casos mais avançados de envelhecimento da pele da face, mais comum em pacientes a partir de 50 anos e que precisam de um tratamento mais acentuado”, afirma o cirurgião plástico. O lifting facial elimina rugas, flacidez e remove o excesso de pele, além de “levantar o rosto”, amenizando sulcos e melhorando o contorno da face, segundo o cirurgião.

É necessário que qualquer um dos tratamentos citados seja conduzido por um cirurgião plástico qualificado, pois só ele saberá avaliar as demandas do paciente e os cuidados pré e pós-procedimentos.

Fonte: Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. Especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.