Arquivo da tag: Parkinson

4 hábitos que diminuem as chances de ter Parkinson

Parkinson é uma doença que afeta as habilidades cerebrais de controlar movimentos voluntários. Sua causa ainda é desconhecida, mas algumas teorias indicam que ela surge por meio de fatores genéticos, como mutações, e fatores ambientais, como exposição a produtos químicos tóxicos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson atinge 1% da população mundial acima de 65 anos. No Brasil, estima-se que existam cerca de 200 mil pessoas com a doença, se tornando uma pauta preocupante, devido ao envelhecimento crescente da população, que aumentou cerca de 16% nos últimos cinco anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contudo, apesar do que a maioria acredita ser verdade, em relação a essa doença, existem alguns hábitos que podem ser tomados ao longo da vida para diminuir as chances de desenvolver Parkinson no nosso corpo.

Pensando nisso, o Roberto França, médico geriatra da Said Rio, empresa de cuidadores de idosos, resolveu listar 4 passos que podem te ajudar a prevenir a doença:

Mabel Amber/Pixabay

Atividades Físicas
Manter uma rotina de exercícios ajuda na oxigenação do cérebro, deixando-o mais ativo e facilitando a renovação dos neurônios.

Alimentos antioxidantes
Adicionar alimentos com essa função no seu cotidiano, “abastecem” o organismo com substâncias importantes para o equilíbrio do corpo. Alguns exemplos de alimentos antioxidantes: aveia, frutas cítricas, frutas vermelhas, linhaça, mamão, abacaxi, entre outros.

Estímulos Cerebrais
A mente também precisa ser estimulada, por isso, estudar em outra língua, ler frequentemente e desafiar o cérebro com tarefas que parecem ser difíceis, como desenhar ou fazer cálculos, são formas interessantes de estímulos e podem te ajudar a não desenvolver o Parkinson.

Free Images

Convivência Social
Essa também é outra ferramenta para manter o cérebro ativo, pois o contato com outras pessoas, fazem com que o corpo liberte substâncias, como dopamina, para felicidade, além de forçar, mesmo que instintivamente, a reagir a diversas circunstâncias e a pensar também.

“O Parkinson ainda não tem cura e, por não se saber a causa exata que faz com que ela apareça, também não existe nada concreto que realmente evite que ela se desenvolva em um organismo, porém estudos comprovam que esses quatro passos são capazes de diminuir suas chances, além de evitar que outras doenças apareçam. Cuidem-se e, se necessário, busque por um médico para fazer um acompanhamento”, finaliza o médico geriatra.

Sobre a Said Rio
Com mais de 17 anos de trajetória no mercado, a Said RJ é uma empresa especializada no atendimento domiciliar de idosos. Assistidos por uma equipe completa, os pacientes encontram o diferencial que procuram no atendimento a suas necessidades e de seus familiares.

Disfunção da ATM e anemia estão entre as doenças mais procuradas pelos brasileiros em 2016

É a primeira vez que a ATM aparece nas pesquisas da plataforma

Segundo pesquisa feita pela Doctoralia, a disfunção da ATM (articulação entre a mandíbula e o cérebro) e a anemia foram os problemas de saúde mais buscados em 2016 pelos brasileiros.

Comparando o tipo de doenças pesquisadas pelos usuários brasileiros nos anos de 2015 e 2016, é possível detectar uma mudança sensível. A anemia, que ocupava a primeira posição em 2015, passou para a segunda posição em 2016 sendo superada somente pela ATM – funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular — com mais de 2 milhões de casos são registrados por ano no Brasil — sendo que esta última sequer havia sido mencionada nas pesquisas anteriores.

Assim como a ATM, é a primeira vez que os usuários pesquisam em grande número o termo glândulas sudoríparas, que normalmente buscam informações sobre condições incômodas como hiperidrose (transpiração excessiva) e bromidrose (odor desagradável nas axilas), que aparecem na terceira posição.

Quando falamos de doenças femininas, a endometriose é a doença mais pesquisada seguida pelo mioma. Ambas apareceram pela primeira vez no ranking de doenças mais pesquisadas na plataforma Doctoralia, respectivamente em 4º e 7º lugares.

Das doenças que voltaram a aparecer no ano passado em comparação a 2015, estão a depressão, que segundo a OMS é uma doença comum e afeta cerca de 350 milhões de pessoas no mundo, também apareceu na lista de 2015, e o HIV/AIDS que, em 2016, perdeu uma posição.

dor mandibula livestrong
Foto: LiveStrong

Já o Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso central, Pólipos do intestino grosso (reto e cólon), tumor benigno (não-canceroso) que aparece na superfície interna do intestino grosso, e Pulmão hipertransparente, uma condição em que algumas áreas do pulmão se encontram com menos tecido, podendo estar associada a doenças como enfisema pulmonar e bolhas subpleurais, também apareceram pela primeira vez na lista das doenças mais buscadas na Doctoralia .

Veja abaixo as doenças que mais geraram buscas na plataforma Doctoralia durante os anos de 2015 e 2016:

2016   2015
  1. Disfunção de ATM
  2. Anemia
  3. Doenças das glândulas sudoríparas
  4. Endometriose
  5. Doença de  Parkinson
  6. HIV e AIDS
  7. Mioma
  8. Pólipos do intestino grosso
  9. Pulmao hipertransparente
  10. Depressão
  1. Anemia
  2. Síndrome do intestino irritável
  3. Doença inflamatória pélvica
  4. Lesões penianas
  5. HIV e Aids
  6. Depressão
  7. Adenoma viloso
  8. Lesões cartilaginosas do joelho
  9. Hemorroidas
  10. Dores no ombro

Frederic Llordachs, co-fundador da Doctoralia, observa que “no Brasil a busca de informações relacionadas com a saúde pela Internet cresce a cada ano. Não só por parte dos jovens, hoje representando 70% das buscas na plataforma, mas também por pessoas com mais de 65 anos, ( cerca de 55%) buscando esclarecimentos através desse canal. Portanto, é vital oferecer ao usuário um espaço onde você pode encontrar informações de qualidade sobre temas de saúde, e poder interagir gratuitamente com profissionais da área de saúde antes de tomar sua decisão sobre qual médico consultar. ”

Fonte: Doctoralia

Cigarro aumenta o risco de doenças como Alzheimer, por André Felício*

doutor-andre-felicioTodos conhecemos a relação entre fumar cigarro e o aumento do risco para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, como o AVC. Entretanto, o cigarro também tem uma relação com doenças neurodegenerativas, menos conhecida, que discutiremos abaixo.

Primeiro, sabemos que o envelhecimento é o principal fator de risco não modificável para doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Quando analisamos Alzheimer, entretanto, além da questão “idade” fatores de risco clássicos para doenças vasculares como tabagismo, hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia são também fatores de risco que podem deflagrar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.

Segundo, sabemos que existem aqueles indivíduos em uma zona de fronteira conhecida por “comprometimento cognitivo leve”, quando o indivíduo tem normalmente um problema cognitivo importante, mas que não o impede de exercer suas atividades de vida diária. A importância de fatores de risco como fumar cigarro neste contexto é que indivíduos com comprometimento cognitivo leve terão mais chance para converter em Alzheimer se fumar um cigarro que indivíduos não-tabagistas. Assim, evitar o cigarro é uma atitude essencial para diminuir as chances de Alzheimer.

Em relação à doença de Parkinson, paradoxalmente, estudos em modelos animais e estudos epidemiológicos em humanos já demonstraram que a nicotina pode ter um efeito neuroprotetor. Isto mesmo, neuroprotetor. Este mecanismo é complexo e envolve liberação de neurotransmissores, modulação de apoptose e necrose, função imune e aumenta produção fatores tróficos (Trends in Neuroscience v. 27, p.561-8; 2004). Na vida real isto não é tão simples, uma vez que junto com a nicotina centenas de outros produtos extremamente tóxicos/cancerígenos são aspirados em um cigarro e não se recomenda, em hipótese alguma, fumar cigarro para evitar ou atrasar doença de Parkinson.

Como na própria doença de Alzheimer, o tabagismo associado a outros fatores de risco para doenças cerebrovasculares acaba contribuindo para piora dos sintomas parkinsonianos, em particular, no surgimento de sintomas não-motores como a própria demência associada à doença de Parkinson.

Evitar o tabagismo, mesmo passivo, é uma atitude importante para se ter um cérebro saudável por bastante tempo. Mais do que isto, evitar o tabagismo pode influenciar no desenvolvimento ou no surgimento de complicações relacionadas a doenças neurodegenerativas.

*André Felício é Coordenador do Curso de Pós-graduação em Neurologia da Faculdade IPEMED de Ciências Médicas