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Sete motivos que levam à procrastinação da dieta

Para o médico endocrinologista e especialista em emagrecimento, Rodrigo Bomeny, uma das causas é não estar ciente dos verdadeiros motivos que impulsionam a mudança de hábito

Demorar para adotar uma dieta e começar e largar uma estratégia de restrição alimentar – o que causa o famoso efeito sanfona – são problemas comuns de quem decide emagrecer. Ambos são maneiras de procrastinar as mudanças de estilo de vida que levarão à perda da gordura indesejada e à melhora de saúde.

O médico endocrinologista e especialista em emagrecimento, Rodrigo Bomeny, discorre sobre as razões pelas quais procrastinamos e sugere algumas estratégias para driblarmos estes obstáculos. As explicações fazem parte do Você+, método de acompanhamento multidisciplinar, desenvolvido por Bomeny, que foca no desenvolvimento de 5 Níveis considerados essenciais para a mudança do estilo de vida e emagrecimento.

Inicialmente, Bomeny destaca a relação entre procrastinação e motivação. De acordo com o médico endocrinologista, sem a motivação é impossível implementar qualquer mudança e para encontrá-la é preciso explorar três etapas: a primeira é encontrar um objetivo desafiador. “Ele precisa gerar entusiasmo”, diz. A segunda consiste na visualização do caminho a seguir. “Dificilmente, haverá clareza total do percurso, mas é importante ter uma ideia dele”, pondera. A terceira e última etapa passa pela confiança. “Você precisa acreditar que é capaz de alcançar seu objetivo”, afirma.

Dito isso, o especialista em emagrecimento aponta a primeira causa da procrastinação: não estar ciente dos verdadeiros motivos que te impulsionam a agir. “Muitos, por exemplo, não sabem porque desejam emagrecer. Normalmente a dor os impulsiona; a dor física, por alguma limitação ou doença, ou a dor emocional, de se sentir discriminado”, explica. Mas a dor não dura. Assim que o objetivo é alcançado, costuma-se perder esse estimulo e o risco de regredir é grande. Conforme Bomeny, o motor da ação necessita ser um fator positivo (propósito), atrelado a reais valores e necessidades. Uma dica é prestar atenção nas emoções. “Elas servem como um holofote iluminando o que se está negligenciando com o estilo de vida atual”, diz.

O segundo fator é a falta de incentivo. “Talvez você não valorize o resultado que irá obter suficientemente para agir”, diz Bomeny. E para que haja essa valorização, novamente, é essencial saber os verdadeiros motivos das mudanças que deseja implementar. No caso da dieta, por exemplo, é comum o dilema entre o prazer imediato (o que eu desejo comer) e a recompensa futura (o que eu devo fazer para alcançar meu objetivo). Desse modo, conforme o especialista em emagrecimento, é necessário ter muita firmeza sobre porque deseja emagrecer, para que as negativas em relação às tentações de furar a dieta sejam proferidas com confiança e sentidas sem culpa.

A terceira razão é não identificar os riscos da procrastinação. Quando não se tem isso muito evidente acaba-se por acreditar que mudar ou não é indiferente. Uma maneira eficaz de contornar esta situação é comprometer-se consigo mesmo e com as pessoas ao redor. Filhos de pais obesos têm muito mais risco de apresentarem o mesmo problema. A obesidade é fator de risco para várias doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. De acordo com Bomeny, estar ciente destes efeitos nocivos pode ser um grande estímulo para adotar rapidamente um novo estilo de vida. “Se você não vê as consequências, não as valoriza e, na prática, subestima seu próprio futuro”, sentencia.

O quarto fator determinante está atrelado ao terceiro. Trata-se da presunção de que sempre haverá tempo de sobra para promover mudanças. “Ao procrastinar, assume-se que o eu futuro tem todo o tempo do mundo, o que não é verdade”, diz Bomeny. O que fica muito claro quando se pensa em perda de gordura. Segundo o médico endocrinologista, ao tomar tal atitude, a pessoa acaba por desvalorizar as próprias perspectivas (de saúde) e a si mesmo. Nesse sentido, deve-se investir nas escolhas do presente, para que o futuro seja mais valioso.

Falhar no planejamento é o quinto motivo. O médico endocrinologista explica que não antever o próximo passo a ser dado é uma das principais razões que geram o abandono dos novos hábitos. “Planejar à noite o que irá fazer de manhã pode ser essencial para uma maior produtividade”, diz. Por sua vez, o abalo emocional e o cansaço físico são dois dos principais fatores que atrapalham o planejamento.

Shutterstock

A falta de confiança no caminho a seguir é a sexta causa da procrastinação. De acordo com Bomeny, uma das formas de obter motivação e esperança para persistir na busca de seus objetivos é obter conhecimento a respeito daquilo que tanto almeja. “Não é simplesmente seguir o cardápio alimentar, mas entender o impacto positivo e negativo do alimentos no seu corpo”, destaca. Desse modo, a meta começa a fazer mais sentido para a pessoa, que se torna verdadeiramente parte do processo e responsável pela própria saúde. “Quanto mais séria e comprometida a pessoa estiver com o próprio futuro, mais certa do caminho que está seguindo ela ficará”, afirma.

A sétima e última razão está intimamente relacionada à força de vontade. Nela, simplesmente a pessoa se recusa a seguir determinadas e necessárias etapas do processo. No caso do emagrecimento, por exemplo, muitos não gostam de fazer exercício físico. Outros não conseguem e se negam a aprender a cozinhar e planejar cada refeição. Conforme o médico endocrinologista, a solução destes empecilhos se encontra em pequenos estratagemas. No que diz respeito ao ato de cozinhar, a pessoa pode delegar a tarefa, no que se refere à atividade física, buscar ajuda de um profissional e comprometer-se com ele fará toda a diferença.

Em relação a este último item, Bomeny oferece uma valiosa dica: se está difícil realizar determinadas tarefas, divida-as em tarefas menores. “São ações pequenas demais para serem ignoradas em momentos nos quais a motivação está escassa, o que torna bem mais provável a sua realização no dia a dia”, conclui.

Fonte: Rodrigo Bomeny é formado pela Faculdade de Medicina da USP, especializou-se em Clínica Geral e Endocrinologia também pela Universidade de São Paulo, onde permanece exercendo a prática médica e atualizando-se até os dias de hoje. Especializou-se em Coaching pela International Association of Coaching e, posteriormente, em Health Coaching pela National Society of Health Coaches, Weight Management Specialist (Especialista em Emagrecimento) pela American Council on Exercise.

O que saber sobre a SIBO e seu tratamento

Uma pessoa com a síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado tem muitas bactérias nessa região. Esse desequilíbrio bacteriano no intestino pode causar inchaço, diarreia e dor

Síndrome do supercrescimento bacteriano do intestino delgado, conhecida como SIBO (sigla em inglês para o problema) é mais comum do que os médicos pensavam anteriormente. É mais provável que afete mulheres, adultos mais velhos e pessoas com problemas digestivos, como a síndrome do intestino irritável (SII).

Sinais e sintomas

barriga inchada gezonderleven

Os sinais e sintomas da SIBO são semelhantes aos de outros distúrbios digestivos, como SII e intolerância à lactose. Eles podem variar em gravidade, desde um leve desconforto estomacal até diarreia crônica, perda de peso e uma capacidade reduzida de absorver nutrientes dos alimentos (má absorção).

SIBO afeta diretamente o intestino, causando problemas digestivos desconfortáveis. Os sintomas incluem:

=dor de estômago
=inchaço
=diarreia
=prisão de ventre
=náusea
=perda de peso involuntária

Causas

Esse supercrescimento bacteriano pode acontecer quando bactérias de uma parte do trato digestivo viajam para o intestino delgado ou quando bactérias naturais no intestino delgado se multiplicam demais.

As pessoas podem experimentar a SIBO como resultado dos seguintes fatores:

=movimento anormalmente lento do sistema digestivo
=baixos níveis de ácido estomacal
=anormalidades físicas do intestino delgado
=sistema imunológico enfraquecido

Fatores de risco

Pessoas com certas condições médicas são mais propensas a ter SIBO. Os médicos consideram a SIBO como uma complicação das seguintes condições:

=cirrose
=Doença de Crohn
=doença celíaca
=hipotireoidismo
=HIV
=diabetes
=SII
=esclerodermia
=fibromialgia

Outros fatores de risco para SIBO incluem:

=ser idosa(o)
=ser mulher
=uso a longo prazo de inibidores da bomba de prótons (IBPs), que são medicamentos que reduzem a produção de ácido estomacal
=cirurgia intestinal anterior
=tendo completado recentemente um tratamento com antibióticos
=beber álcool

Diagnóstico

medico-consulta

SIBO causa uma ampla gama de sintomas inespecíficos com vários graus de gravidade, o que pode dificultar o diagnóstico. Para diagnosticá-la, o especialista perguntará sobre os sintomas e o histórico médico de uma pessoa. Ele pode sondar o abdome em busca de sinais de excesso de gás ou inchaço. Se suspeitar de SIBO, provavelmente recomendará um teste de respiração.

Um teste de respiração mede a concentração de hidrogênio e metano na respiração de uma pessoa. Os resultados informam ao médico sobre a gravidade e localização do supercrescimento bacteriano no intestino.

O teste de respiração funciona porque as bactérias produzem hidrogênio e metano quando decompõem os carboidratos no intestino. Essas moléculas de hidrogênio e metano entram na corrente sanguínea, viajam para os pulmões e deixam o corpo pela respiração.

As pessoas devem jejuar por 24 horas antes de passar por um teste de respiração. Durante o teste, o indivíduo vai beber uma bebida de lactulose de açúcar antes de respirar em um balão ou um conjunto de tubos em intervalos regulares. Um médico pode precisar coletar amostras de sangue, urina ou líquido intestinal para análises laboratoriais se os resultados do teste respiratório não forem claros.

Tratamento

Os médicos tratam a SIBO prescrevendo antibioticoterapia e recomendando mudanças na dieta. As pessoas que desenvolvem desnutrição ou ficam desidratadas devido à SIBO também precisarão de nutrientes e fluidos fornecidos por meio de um gotejamento intravenoso (IV).

Antibióticos de amplo espectro podem estabilizar a microbiota intestinal, reduzindo o número de bactérias intestinais. Abordar a condição subjacente é a única maneira de curar a SIBO.

As mudanças dietéticas são úteis para o manejo da SIBO, mas há poucas evidências concretas para confirmar qual é a melhor dieta específica. Os médicos ainda não entendem completamente o papel das mudanças dietéticas no tratamento da SIBO.

As pessoas também se beneficiarão do tratamento de quaisquer condições médicas subjacentes, como doença celíaca ou diabetes, que contribuam para a SIBO.

Dieta SIBO

As bactérias do intestino se alimentam de carboidratos. Em geral, a dieta SIBO limita a ingestão de carboidratos para evitar o crescimento de bactérias. As pessoas também podem se beneficiar de uma dieta pobre em alimentos fermentáveis ​​ou FODMAPs.

Os FODMAPs são carboidratos de cadeia curta que estão comumente presentes em produtos lácteos, grãos e certas frutas e vegetais. Reduzir a ingestão desses alimentos pode aliviar os sintomas da SIBO e ajudar as pessoas a identificar os alimentos que as provocam.

Alimentos FODMAP incluem:

getty images laticinios

=oligossacarídeos: trigo, leguminosas, cebola, espargos
=dissacarídeos (lactose): leite, iogurte, manteiga, queijos macios
=monossacarídeos (frutose e glicose): frutas, mel, alimentos com adição de açúcares
=polióis: frutas que contêm caroços (por exemplo, cerejas e pêssegos), maçãs, cogumelos, vagens

A dieta elementar é outra opção para pessoas com SIBO. É uma dieta baseada em líquidos que os médicos usam para tratar doenças digestivas graves. Essa dieta fornece nutrientes de forma fácil de digerir, possibilitando que o corpo absorva a maioria deles antes que as bactérias possam se alimentar deles.

Embora a dieta elementar pareça promissora, é cara, complicada e não sustentável. As pessoas não podem comer alimentos sólidos ou bebidas que não sejam água durante a dieta. É vital falar com um médico antes de tentar praticá-la.

Diferentes mudanças na dieta funcionam para pessoas diferentes, dependendo de seus sintomas e de como reagem a alimentos específicos. As pessoas que têm SIBO podem trabalhar com um médico ou nutricionista para adaptar sua dieta para gerenciar seus sintomas.

Complicações

SIBO- intestino sepalika
Ilustração: Sepalika

Populações anormalmente grandes de bactérias no intestino delgado podem ter efeitos negativos em todo o corpo. Supercrescimento bacteriano pode dificultar a absorção de gorduras e carboidratos dos alimentos. Também pode levar a deficiências de vitaminas e excesso de gases.

Outras complicações que uma pessoa com SIBO pode experimentar incluem:

=intestino gotejante
=desnutrição
=desidratação
=dor nas articulações
=prisão de ventre
=encefalopatia hepática (declínio da função cerebral devido a doença hepática grave)

Prevenção

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Pexels

Muitas pessoas relatam sintomas de SIBO meses após completarem a antibioticoterapia. A prevenção é um componente vital do gerenciamento da SIBO.

As pessoas geralmente desenvolvem SIBO como resultado de uma condição médica subjacente ou um defeito físico no intestino delgado. Abordar e controlar a causa raiz da SIBO reduzirá o risco de recorrência da pessoa.

Mudanças na dieta e no estilo de vida também podem impedir que a SIBO retorne. Comer muitos alimentos à base de plantas e evitar os excessivamente processados e açucarados permitirá que boas bactérias floresçam e impeçam o crescimento excessivo de bactérias nocivas. O exercício regular também pode ajudar a regular as funções digestivas do corpo.

Panorama

O supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO) é uma condição médica na qual uma pessoa tem uma população incomumente grande de bactérias em seu intestino delgado. É uma complicação de outras condições digestivas, como SII, doença de Crohn e doença celíaca.

Os tratamentos visam corrigir o equilíbrio de bactérias no intestino delgado. Antibióticos de amplo espectro podem tratar a SIBO, e algumas pessoas também precisam fazer mudanças na dieta para lidar com as deficiências nutricionais. Se possível, o tratamento deve abordar a condição médica subjacente que também causou a SIBO.

Os médicos ainda não entendem completamente a SIBO. Estudos atuais e futuros que explorem o microbioma intestinal humano e os resultados de mudanças na dieta no manejo de desordens digestivas terão um efeito profundo nos futuros tratamentos da SIBO.

Fonte: MedicalNewsToday

Síndrome do Intestino Irritável e o ganho e a perda de peso

Os sintomas da Síndrome do Intestino Irritável podem variar de leves a graves. A diferença entre SII e outras condições que causam sintomas semelhantes – como colite ulcerativa e Doença de Crohn – é que a síndrome não danifica o intestino grosso.

Não é típico ter perda de peso por causa da SII, ao contrário da colite ulcerativa e da Doença de Crohn. No entanto, como a síndrome pode afetar o nível de tolerância a alguns tipos de alimentos, isso pode resultar em mudanças de peso. Existem passos que você pode tomar para manter um peso saudável e viver bem com o problema.

Como a SII afeta seu peso?

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De acordo com a Cleveland Clinic (EUA), a SII  é um dos distúrbios mais comuns que afetam o funcionamento do sistema gastrointestinal. As estimativas variam, mas dizem que até 20% dos adultos nos Estados Unidos relataram sintomas sinônimos aos da SII.

As causas exatas da síndrome são desconhecidas. Por exemplo, algumas pessoas com experimentam episódios de diarreia aumentados porque seus intestinos parecem mover a comida mais rapidamente do que o normal. Em outras, os sintomas estão associados à constipação devido a um intestino que se move mais devagar do que o normal. E em outras, ambos sintomas surgem intercalados.

A SII pode resultar em perda ou ganho de peso em certos indivíduos. Algumas pessoas podem experimentar cólicas abdominais significativas e dores, o que pode fazer com que comam menos do que normalmente fariam. Outros podem manter certos alimentos que contêm mais calorias do que as necessárias.

Pesquisa recente indicou que também pode haver uma conexão entre o excesso de peso e a síndrome. Uma teoria é que existem certos hormônios no trato digestivo que regulam o peso. Esses hormônios conhecidos parecem estar em níveis anormais em pessoas com a síndrome, tanto maior quanto menor do que o esperado. Essas mudanças nos níveis de hormônio intestinal podem afetar o controle de peso, mas ainda é necessário mais pesquisas.

Você nem sempre pode controlar seus sintomas quando possui a SII, mas existem algumas maneiras de manter um peso saudável, inclusive mantendo uma dieta saudável que inclui fibras.

SII e dieta

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Foto: Shutterstock

Uma dieta que envolve ingerir várias e pequenas refeições é recomendada ao invés de fazer grandes refeições quando se tem SII. Além dessa regra geral, uma dieta baixa em gordura e alta em carboidratos de grãos integrais também pode beneficiar algumas pessoas que têm a síndrome.

Muitas, porém, são hesitantes em comer alimentos que têm fibra por medo de causarem gases e piorar os sintomas. Mas você não precisa evitar as fibras completamente. Deve adicioná-la lentamente à sua dieta, o que ajuda a reduzir a probabilidade de gases e inchaço. Comece adicionando entre 2 a 3 gramas de fibra por dia, e beba muita água para minimizar os sintomas. Uma quantidade diária ideal de fibra para adultos está entre 22 e 34 gramas.

Você pode querer evitar alimentos que são conhecidos por piorar os sintomas em algumas pessoas. Esses também tendem a resultar em ganho de peso. Isso inclui:

-Bebidas alcoólicas
-Bebidas com cafeína
-Alimentos com quantidades significativas de edulcorantes artificiais como sorbitol
-Alimentos conhecidos por causar gases, como feijão e couve
-Alimentos ricos em gordura
-Produtos totalmente lácteos
-Frituas

Seu médico também pode recomendar que você mantenha um diário dos alimentos que come para ver se pode identificar aqueles que tendem a piorar os sintomas.

Dieta FODMAP 


Outra opção para aqueles que procuram manter um peso saudável e minimizar os sintomas da síndrome é manter uma dieta baixa em Fodmap. Ela representa alimentos “oligossacarídeos, dissacáridos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”. Para pessoas com a síndrome, açúcares encontrados nesses alimentos tendem a ser mais difíceis de digerir e isso muitas vezes piora os sintomas.

A dieta envolve que se evite ou a se limite o consumo de alimentos que são elevados em Fodmaps, incluindo:

=Frutanos, encontrados em trigo, cebola e alho
=Frutose, encontrada em maçãs, amoras e peras
=Galactanos encontrados em feijão, lentilhas e soja
=Lactose de produtos lácteos
=Polióis de álcoois como o sorbitol e frutas como pêssegos e ameixas

Ler os rótulos dos alimentos com cuidado e evitar esses aditivos pode ajudá-lo a reduzir a probabilidade de sentir sintomas relacionados à síndrome.

Exemplos de alimentos amigáveis, baixos Fodmaps incluem:

blueberry mirtilo
Mirtilo ou blueberry

-Frutas, incluindo bananas, mirtilos, uvas, laranjas, abacaxis e morangos
-Lácteos livres de lactose
-Proteínas magras, incluindo frango, ovos, peixe e peru
-Legumes, incluindo cenouras, pepinos, feijão verde, alface, couve, batatas, abóbora e tomate
-Adoçantes, incluindo açúcar mascavo, açúcar de cana e xarope de bordo

Pessoas que têm uma dieta baixa de Fodmap podem eliminar alguns alimentos que costumam fazer mal e ir adicionando-os novamente, de forma lenta, para determinar quais podem ser consumidos com segurança.

 Conclusões


Perda de peso ou ganho podem ser um efeito colateral da SII. No entanto, existem abordagens de dieta que podem ajudá-lo a reduzir seus sintomas, mantendo um peso saudável. Se uma abordagem dietética não ajudar, fale com seu médico sobre outras causas potenciais de sua perda ou ganho de peso.

Fonte: HealthLine

Síndrome do intestino irritável: quando procurar o médico

Seu médico disse que você tem síndrome do intestino irritável e você está aprendendo a viver com o problema. Você acha que ela está sob controle quando vem um novo sintoma, ou os que você achou que tinham ido embora voltam. Você deve fazer uma consulta médica ou esperar?

Se você não tem certeza é sempre melhor verificar. Sempre que você tiver um sintoma de síndrome do intestino irritável que dura muito tempo ou se surgir um novo sintoma, consulte o seu médico.

Se você costuma tomar medicamentos sem receita médica, mas agora eles não aliviam problemas como diarreia, gases ou cólicas, você também precisa consultar um médico.

Sintomas comuns e os de “bandeira vermelha”

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma condição crônica – o que significa um longo prazo com sintomas que vão e vem. Geralmente, a SII não leva a doenças mais graves, mas há “bandeiras vermelhas” a serem procuradas. Elas são sinais que podem significar que algo mais grave está acontecendo.

Os sintomas mais comuns incluem diarreia, constipação, gases, inchaço e cãibras. Esses são problemas que qualquer um pode ter, mas sempre que sua dor for pior do que o habitual, ou surgir uma nova dor em uma parte diferente do seu corpo, você deve consultar um médico.

dor de barriga mulher

O que observar

Um sintoma de bandeira vermelha é aquele que normalmente não é visto como sendo da síndrome do intestino irritável. Se você tiver um ou mais deles, você precisará ter testes para descobrir o porquê. Esses incluem:

Sangramento retal: poderia ser apenas um efeito colateral da constipação da síndrome do intestino irritável, causada por uma fissura no ânus. O sangramento também pode ser causado por hemorroida. Mas se você tem uma grande quantidade de sangue em suas fezes, ou se o sangramento simplesmente não vai embora, você deve obter atendimento médico o mais rápido possível.

Perda de peso: se você achar que está perdendo peso sem motivo, é hora de checar o que está havendo.

Febre, vômitos e anemia: se você tem um ou mais desses sintomas, ou acha que tem, deve ligar para o seu médico.

mulher gripe doente cama

Qualquer um desses problemas poderia apontar para outra condição mais séria. Seu médico pode ajudá-lo a descobrir o que está acontecendo.

Mesmo que você não pense que o problema é fisicamente parte da SII, mas isso o incomoda, informe o seu médico. Por exemplo, se você está estressado ou ansioso sobre isso, ou se você está perdendo o sono por causa desses problemas, informe seu médico.

Referência Médica WebMD Avaliado por William Blahd

 

O que evitar e no que investir para acabar com a barriga saliente

Conheça os erros clássicos e as medidas mais eficazes para reduzir as temidas gordurinhas localizadas

Cobiçada por muitos, a barriguinha sarada é unanimidade quando o assunto é boa forma. Não é à toa que diariamente surgem dezenas de dietas que prometem acabar com os temidos pneuzinhos. Porém, sabe-se que eliminar gordura localizada não é uma tarefa fácil, especialmente levando em consideração o estilo de vida atual. Muito mais do que uma preocupação estética, essa questão é cada vez mais motivada pela saúde: sabe-se que a circunferência abdominal é um importante indicador associado ao risco de doenças, inclusive a diabetes.

Para acabar com estes problemas, seja em prol da boa forma, ou por mais qualidade de vida, é preciso saber que alguns erros do dia a dia se escondem por trás da barriga saliente. Quer conhecer quais estratégias são realmente eficazes para acabar com estes vilões? Então veja agora quais medidas podem ser incorporadas ao cardápio para acabar com as indesejadas gordurinhas.

Dieta para mobilizar os estoques

Não é novidade que alguns fatores, principalmente genéticos, determinam a predisposição do ganho de peso. Porém, quando se trata do acúmulo de gorduras, algumas medidas do dia a dia podem influenciar significativamente sob a forma como nosso corpo mobiliza esses estoques. Dentre eles, a dieta é substancial – de acordo com a nutricionista Sinara Menezes: “O cardápio é capaz de influenciar, principalmente, sob o metabolismo, tornando-o mais lento ou mais rápido. Este é um dos fatores que vão colaborar para que o organismo seja um queimador ou um estocador de gorduras”.

Para a especialista, o estilo de alimentação atual é um dos maiores sabotadores da boa forma, pois propicia um quadro favorável ao acúmulo de gordura localizada:“Grande parte da dieta moderna é baseada em alimentos que elevam a glicose do sangue muito rapidamente. Este quadro estimula uma liberação acentuada de insulina – o hormônio responsável por tirar o açúcar do sangue e leva-lo até as células. Acontece que quando a insulina não consegue captar toda a glicose (seja pela resistência ou pela ineficiência do organismo), ela precisa ser armazenada como energia e uma dessas formas é, justamente, como gordura, no tecido adiposo”, diz a nutricionista.

barriga

Passe longe

Massas e cereais refinados: alimentos como o arroz branco, o pãozinho francês e a tradicional macarronada causam, justamente, os picos de insulina que favorecem o ganho de medidas. “Carboidratos refinados, em geral, não são boas apostas para quem deseja perder gordura localizada. Como a glicose é liberada muito rapidamente, o organismo não vai dar conta de utilizá-la imediatamente e certamente irá converter este açúcar em reserva de energia. Essa gangorra glicêmica propicia, inclusive, um apetite exacerbado, fato que pode prejudicar ainda mais quem precisa controlar a dieta.”

massa

Alimentos inflamadores: alguns alimentos, em especial, propiciam a inflamação do tecido adiposo, fazendo com que as células de gordura fiquem ainda mais inchadas e o organismo encontre mais dificuldade em utilizar essas reservas como energia. “Alimentos ricos em gorduras saturadas e gorduras trans favorecem a produção de citocinas, substâncias que podem agravar a inflamação desse tecido. Para evitar, é importante diminuir o consumo de industrializados“ – explica a profissional da Nature Center.

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Foto: Own work

Exagerar no sal: por mais que pareça um clichê, o sal é muito mais do que um inimigo da barriguinha, é também inimigo da saúde. E se você acha que não deve se preocupar com esse fator, saiba que uma simples fatia de peito de peru pode conter mais de 1g de sal. Para se ter uma ideia, a OMS recomenda que o consumo desse condimento não ultrapasse os 5 gramas diários. O efeito prejudicial do sódio sob a boa forma é inegável: aumenta o inchaço, propicia a retenção hídrica e piora a celulite. Mais um sinal de alerta para os industrializados: o ingrediente é largamente utilizado como realçador de sabor dos alimentos, pois estimula a liberação de dopamina no cérebro, tornando os alimentos tão viciantes quanto o açúcar, propiciando o exagero alimentar.

sal

O que estaciona as gordurinhas: “Obviamente, além dos carboidratos refinados e do próprio açúcar, deve-se evitar alimentos altamente processados. Grandes exemplos do que deixar de lado para mobilizar estes estoques são: pães e massas brancas, embutidos, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Estes alimentos até podem ser consumidos vez ou outra, mas se o objetivo é ter um abdômen enxuto, não devem fazer parte da rotina alimentar”.

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Foto: Arker

Vá fundo:

Alimentos integrais: investir numa dieta mais natural é uma das medidas mais eficazes para conseguir uma barriga lisinha. De acordo com Sinara, alimentos menos processados, mais naturais possíveis são ricos em fibras, fato que além de ajudar a controlar o apetite, reduz a absorção de gorduras no organismo “Por sua complexidade, alimentos integrais são digeridos mais lentamente e liberam glicose de forma gradativa no organismo. Isso evita os picos de glicose que propiciam o ganho de peso, bem como prolonga a sensação de saciedade. Justamente por isso, trocar cereais, grãos e carboidratos em geral por sua forma complexa é uma das principais estratégias para quem quer perder medidas”.

Barrinhas de Cereais

Peixes e oleaginosas: um ponto bastante relevante é o equilíbrio na oferta de ácidos graxos, ou seja, gorduras saudáveis. No caso dos famosos Ômegas, especificamente, é preciso atentar para a oferta adequada entre Ômega 3 e 6, algo raro na nossa alimentação atual: “Quando o consumo do tipo 6 está em desequilíbrio, a condição pró inflamatória do organismo é agravada, algo muito comum no perfil alimentar moderno. Portanto é importante investir em alimentos ricos em ômega 3, afim de aumentar seu aporte. Peixes de águas profundas como atuam, salmão e sardinha são as principais desse ácido graxo, porém, como nem sempre é possível checar sua procedência (o que garante o aporte do nutriente), é possível apostar na linhaça, a chia e algumas oleaginosas como alternativas de consumo. Suplementos também são uma opção, porém, obviamente, sob orientação profissional.

sardinha

Up no metabolismo: é possível utilizar o cardápio como aliado do metabolismo, fazendo com que o corpo precise de mais energia para se manter ativo. Dentre os alimentos naturais capazes de exercer essa função, é possível apontar a cafeína, já famosa por seu poder estimulante, como alternativa para aumentar a termogênese e facilitar a queima de gorduras do organismo. E não se limita ao tradicional grão: outros extratos naturais, como chá verde – rico em antioxidantes – e a casca da laranja amarga – rico em sinefrida – tem demonstrado eficácia na hora de mobilizar os estoques de gordura. “O chá verde é rico em catequinas: compostos fitoquímicos que possuem propriedades antioxidantes. Estudos apontam que sua ação beneficia o organismo não somente pela ação anti-inflamatória, que por si só já melhora a resposta metabólica, mas também por elevar o gasto basal. Já o extrato da pouco conhecida Citrus aurantium, também chamada de laranja amarga, possui alta concentração de sinefrida, um agente lipolítico capaz de facilitar a utilização da gordura armazenada como forma de energia.” Porém, existem ressalvas: por serem alimentos estimulantes, é fundamental buscar orientação médica antes de incluí-los na dieta, além de, obviamente, evitar o consumo acrescido de açúcar.

chá verde

O que derrete os pneuzinhos: “Para mobilizar as reservas de energia: gorduras boas de maneira equilibrada! Abacate, amêndoas, e alimentos ricos em ômega 3. Para segurar o apetite e reduzir a absorção de gorduras: fibras e carboidratos complexos – como o arroz integral e leguminosas. Por fim, para acelerar o metabolismo, a cafeína, o chá verde a laranja amarga são boas alternativas para turbinar o organismo.”

abacate szafirek
Foto: Szafirek/Morguefile

Nada de dietas radicais

barriga emagrecer

Apesar de a alimentação ser a base para dar um choque no metabolismo, sabemos que os exercícios são fundamentais para manter essa taxa acelerada. Portanto, atividades regulares devem fazer parte da rotina de quem deseja se livrar da barriguinha saliente. Porém, na hora de apostar no treino, não exagere na dieta: “ficar longos períodos sem se alimentar e ainda assim tentar fazer atividades físicas, além de expor o indivíduo a situações arriscadas, pode fazer com que o corpo entenda que está passando por um período de escassez, e reduza ainda mais a taxa metabólica”.

A nutricionista explica que quando isso acontece, mesmo com uma dieta regrada, o organismo vai fazer um esforço para gastar o mínimo de energia, prejudicando tanto o desempenho, quanto a própria queima de gordura. Justamente por isso, uma das medidas essenciais para se despedir de vez dos pneuzinhos é reeducar a alimentação, sem dietas radicais, mas com uma oferta qualificada de alimentos. “Com os alimentos adequados é possível dar um choque no organismo sem que seja preciso passar fome. O importante é fazer as escolhas adequadas, capazes de propiciar a energia necessária para mobilizar estes estoques e, ao mesmo tempo, manter o organismo nutrido e saciado”, finaliza Sinara.

Fonte: Nature Center