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Issviva: marca de produtos e experiências para acompanhar a mulher durante a menopausa

Lançada pela Essity, tem o objetivo de reduzir os sintomas e elevar a qualidade de vida no climatério, em todas as fases e em todos os lugares

O climatério, período marcado por alterações hormonais com sinais e sintomas característicos, vai muito além da menopausa. Enquanto esta é marcada pela última menstruação, que ocorre, em média, ao redor dos 50 anos, o climatério é uma etapa da vida da mulher, compreendendo desde a pré-menopausa, a perimenopausa (menopausa precoce) e todos os anos que advêm após a interrupção do ciclo menstrual.

Trata-se de uma fase de profunda transformações, com impacto na saúde física e mental da mulher. Embora as ondas de calor (ou fogachos) sejam o sintoma mais conhecido, a queda gradativa na produção de estrogênio provoca um verdadeiro ataque na autoestima e na vida sexual da mulher. As alterações hormonais causam queda de cabelo, pele seca, suor noturno, ressecamento vaginal, perda da libido, dificuldade para dormir, alterações de humor e comprometem os ossos e as juntas, podendo levar à limitação dos movimentos.

A boa notícia é que não é mais preciso passar por tudo isso sozinha. Para acompanhar a mulher em todas as fases deste período, com menos sintomas, mais leveza e qualidade de vida, a Essity está lançando a Issviva, marca de produtos e experiências inteiramente dedicada à menopausa.

“Queremos apoiar a mulher neste momento da vida em que ela se sente mais frágil, não só com produtos específicos para cada sintoma, mas criando uma comunidade de sustentação para a troca de informações e experiências. Queremos que ela não se sinta sozinha e entenda a menopausa como mais uma etapa da vida e não como um fim”, explica Cristina Arbeláez Diretora de Marketing.

Plataforma exclusiva Issviva

Para estabelecer um canal de comunicação com a mulher na menopausa, a Issviva terá uma plataforma digital onde vai levar informação de qualidade e disponibilizar produtos específicos, testados e aprovados pela Anvisa.

A rede de apoio vai contar com médicos especializados em ginecologia, sexualidade humana, psicologia e saúde mental, além de depoimentos de mulheres que estão passando – e superando – os efeitos da menopausa, entre elas influenciadoras digitais.

O portfólio inclui vitaminas e produtos para combater os principais sintomas da menopausa. Seus benefícios vão desde melhorar a beleza da pele e dos cabelos até reduzir os distúrbios do sono, a incontinência urinária, as alterações digestivas (estômago e intestinos), fortalecer os ossos, a saúde mental e a vida sexual. “Vamos ajudar e ser um suporte durante a menopausa, uma parceira para amenizar um momento que ainda é tratado com tabu. Nosso objetivo é educar e melhorar a qualidade de vida das mulheres desde os primeiros sinais da pré-menopausa até o fim”, diz Cristina.

A Essity já está presente no Brasil com a Libresse, marca de produtos para menstruação e proteção íntima feminina. Com o lançamento da Issviva, torna-se parceira da mulher em todas as etapas da vida reprodutiva, desde a primeira menstruação até a menopausa.

Lançada em maio de 2022, a plataforma está disponível aqui.

Sim, você pode engravidar na pré-menopausa, por Rodrigo Ferrarese*

Durante a pré-menopausa seus hormônios estão em modo “ioiô” e seus ovários continuam a liberar óvulos. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Conforme você se dirige para “a grande mudança”, também conhecida como menopausa, é bom ter em mente que as trocas de fraldas podem não estar totalmente fora de cogitação (e não estou falando de netos). É isso mesmo: durante a pré-menopausa, ou perimenopausa, que são os anos que antecedem a menstruação final, você ainda pode engravidar.

Essa “transição da menopausa” traz ciclos de ovulação imprevisíveis, à medida que os níveis de estrogênio e progesterona aumentam e diminuem, respectivamente. Durante esses anos de níveis de hormônio “ioiô”, seus ovários continuam a liberar óvulos para fertilização. Tradução: uma gravidez é perfeitamente possível.

Como saber se posso engravidar na pré-menopausa?

A matemática é simples: se você ainda não atingiu a menopausa – definida como 12 meses consecutivos sem menstruação – você ainda pode engravidar. Muitas mulheres, quando deixam de fazer o controle da natalidade – e já estão há anos sem se preocupar em engravidar – , acabam desenvolvendo uma falsa sensação de segurança.

Da mesma forma, mulheres com histórico de infertilidade podem presumir que “aos 40 é que não vai acontecer”. O mesmo se aplica a mulheres com falência ovariana prematura. Pois saibam que, embora essas pacientes possam parecer que estão na menopausa, ainda podem ovular e descobrir uma gestação.

Será que estou grávida ou na pré-menopausa?

Getty Images/iStockphoto

Uma gestação é mais rara durante a pré-menopausa? Sim. No entanto, muitas mulheres grávidas não apresentam qualquer mudança física além da falta de menstruação, sintoma que pode ser confundido com perimenopausa. Assim, se você está na pré-menopausa e vivenciando menstruações irregulares, vale considerar, sim, uma gravidez, especialmente se não estiver usando nenhum método contraceptivo.

Caso a menopausa não tenha sido confirmada e nenhuma forma de contracepção tenha sido usada, vale fazer o teste de gravidez mesmo se você está entre 50 e 60 anos. Isso é especialmente importante para pacientes com sintomas abdominais, que podem indicar uma gravidez tubária com risco de vida.

Como se proteger contra uma gravidez não planejada?

Para evitar a chegada de um bebê no caminho para a menopausa, use um método anticoncepcional eficaz, seguro e apropriado até que a menopausa seja confirmada. Lembrando que o planejamento familiar natural (a famosa tabelinha) não é recomendado para mulheres na pré-menopausa, já que a menstruação irregular dificulta a previsão da ovulação.

Existem muitas opções de contracepção. O ideal é, ao considerar as opções de controle de natalidade, conversar com o seu médico e fazer os exames necessários. Ele pode discutir riscos, taxas de eficácia, e também opções para alívio dos sintomas da pré-menopausa (que, sim, muitas mulheres já começam a vivenciar).

*Rodrigo Ferrarese é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, DIU…).

Parece, mas não é: entenda o que é perimenopausa, período que antecede a menopausa

Apesar de possuir sintomas similares àqueles da menopausa, a perimenopausa é um processo distinto que marca a transição para o fim da idade reprodutiva da mulher

A menopausa é um grande marco na vida da mulher, afinal, é caracterizada pela suspensão definitiva da ovulação e, consequentemente, da menstruação. Porém, o que poucas mulheres sabem é que esse processo não se inicia de maneira repentina. Na verdade, uma série de alterações que afetam o organismo da mulher devido ao envelhecimento ocorrem antes do início da menopausa em um período conhecido como perimenopausa.

“A perimenopausa pode ser definida como um período de transição entre a fase fértil da mulher e a menopausa, ocorrendo próxima à ultima menstruação e sendo marcada, principalmente, por uma grande oscilação nos níveis hormonais”, explica Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU.

Como resultado dessas alterações hormonais, a mulher pode sentir uma série de sintomas que são comumente confundidos com aqueles que ocorrem durante a menopausa, incluindo ciclo menstrual desordenado, ondas de calor, aumento da sudorese, principalmente durante a noite, redução do apetite sexual, surgimento de condições urinárias, tontura, dores de cabeça, mudanças de humor e aumento da pressão.

“Mas, apesar de possuírem sintomas similares, a perimenopausa e a menopausa são processos distintos, principalmente porque durante a perimenopausa ainda há ovulação, o que quer dizer que a mulher é fértil, podendo então engravidar. Além disso, a mulher na perimenopausa ainda pode sofrer com doenças comuns durante a idade reprodutiva, como a síndrome do ovário policístico e a endometriose”, afirma a ginecologista.

Outro fator que pode facilitar que mulher confunda esses dois períodos é o fato de ser difícil determinar o início exato da perimenopausa, que pode variar caso a caso, cabendo então ao ginecologista, através da observação dos sintomas, identificá-lo. “Geralmente, a perimenopausa tem início entre os 30 e 40 anos de idade e pode durar cerca de 1 a 3 anos, terminando quando a ovulação é interrompida e a menstruação não ocorre há mais de 12 meses, o que marca o início oficial da menopausa”, diz a médica.

Mas ela ressalta que, assim como a menopausa, a perimenopausa é um processo natural do envelhecimento feminino. Logo, não existem maneiras para prevenir ou retardar seu início, que é definido geneticamente. Felizmente, mulheres que sofrem demais com as alterações hormonais podem adotar alguns cuidados para diminuir os sintomas característicos desse período.

“Uma das alternativas, por exemplo, é a reposição hormonal, que visa restabelecer as funções normais do organismo, tornando a adaptação para essa nova fase da mulher mais tranquila”, destaca. Além disso, é importante que a mulher adote um estilo de vida saudável, que é essencial para auxiliar no controle dos sintomas da perimenopausa.

“Por isso, procure beber bastante água, durma bem e evite o cigarro e a ingestão excessiva de álcool. É indispensável também praticar regularmente exercícios físicos, o que contribui para o controle do peso, melhora a qualidade do sono e diminui a irritabilidade”, recomenda a especialista. “Investir em uma dieta equilibrada também é fundamental nesse período de transição, devendo ser rica, principalmente, em cálcio, fibras, frutas, vegetais e grãos integrais.”

Por fim, Eloisa ressalta que, apesar da perimenopausa ser um processo natural que afetará todas as mulheres em algum momento da vida, é indispensável que se consulte um ginecologista ao notar seus primeiros sintomas. “Isso porque apenas o profissional especializado poderá realizar uma avaliação para realmente confirmar que se trata do início da perimenopausa, excluindo assim a possibilidade de condições sérias que podem provocar sintomas similares”, finaliza.

Fonte: Eloisa Pinho é ginecologista e obstetra, pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela Cetrus. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, é formada pela Universidade de Ribeirão Preto; realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, faz parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.