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Obesidade pode levar à incapacidade funcional dos pés e tornozelos

ABTPé lista principais problemas que excesso de peso pode causar aos membros inferiores

Uma análise dos dados de mortalidade da Covid-19 feita pela Federação Mundial de Obesidade divulgada neste mês (marcado pelo Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março), apontou que as taxas de mortalidade foram dez vezes maiores em países onde mais de 50% da população está acima do peso.

A obesidade é uma doença crônica que aumenta o risco para o desenvolvimento de diversos problemas sistêmicos, incluindo nos membros inferiores. “A obesidade pode levar a incapacidade funcional dos pés e tornozelos, pois pela sua posição anatômica, eles sustentam praticamente todo o peso do corpo e, no caso de obesidade, a sobrecarga é muito maior”, pontua o presidente da Associação Brasileira de Cirurgia e Medicina do Tornozelo e Pé (ABTPé), José Antônio Veiga Sanhudo.

O especialista fala que não é raro as pessoas obesas apresentarem problemas nos pés por lesões decorrentes da sobrecarga. As queixas mais comuns são dores e limitações das atividades esportivas ou mesmo cotidianas, o que leva ao sedentarismo e dificulta a perda de peso. “A obesidade e os problemas ortopédicos acabam criando um ciclo vicioso”, salienta.

O excesso de peso é uma das principais causas de fascite plantar, um processo inflamatório ou degenerativo que afeta uma membrana de tecido conjuntivo fibroso na planta do pé. “Dor intensa no calcanhar é o principal sinal da fascite plantar e tipicamente ela é mais intensa nos primeiros passos pela manhã, ou após ficar algum tempo em repouso. Pela sua posição anatômica e pela alta demanda desta estrutura durante a marcha, a recuperação desta lesão costuma ser lenta”, explica Sanhudo.

O excesso de peso está associado também à degeneração acelerada da cartilagem articular, a chamada artrose, que é nos obesos habitualmente mais comum nos membros inferiores que sustentam o peso do corpo, explica o médico. Doenças inflamatórias ou degenerativas dos tendões dos membros inferiores também são mais comuns em pacientes com sobrepeso, pois o esforço destas estruturas é muito maior.

“Por isso, é importante tentar equilibrar a balança, seja para facilitar o tratamento quando o problema já se instalou, seja para prevenção”, aconselha o médico.

Fonte: ABTPé

Comer pão, macarrão ou outro tipo de carboidrato à noite engorda?

Muitas pessoas acreditam na hipótese de que o carboidrato à noite pode fazer mal e estar associado ao ganho de peso já que, no sono, o metabolismo estaria mais lento e não precisaria de energia. Mas isso é realmente verdade?

Não é incomum encontrar pessoas que iniciaram uma dieta por conta própria e a primeira mudança foi cortar pão, macarrão ou qualquer outro tipo de carboidrato à noite. Depois de um tempo, muitos desistem dessa ideia por não enxergarem os resultados na balança. Será que faz sentido mesmo não comer carboidrato à noite?

“Na verdade, em dietas de emagrecimento, o que importa é a redução de quantidade de calorias ingeridas durante o dia, e não necessariamente o horário em que são consumidas. Não adianta cortar os carboidratos à noite e compensar comendo mais desse macronutriente durante o dia”, afirma a médica nutróloga Marcella Garcez, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran.

De acordo com a médica, o nosso organismo precisa de uma dieta equilibrada com proteínas, carboidratos, fibras e gorduras boas, a fim de funcionar corretamente. “Somente cortar o carboidrato à noite não garante melhora na alimentação, principalmente se ele for substituído por outros excessos”, diz a nutróloga. “Desde que sejam feitas boas opções, alimentos ricos em carboidratos complexos podem melhorar a qualidade do sono, pois contribuem para a produção de serotonina, hormônio relacionado ao prazer e ao bem-estar ao dormir.”

Na verdade, o maior problema não é o horário, mas o que é ingerido e a quantidade. Existem carboidratos de alto índice glicêmico, como pão francês, arroz branco, macarrão e doces. “Absorvidos rapidamente pelo organismo, eles transformam-se em açúcar e geram pico de insulina no sangue, hormônio ligado ao acúmulo de gordura e outros problemas. O consumo excessivo pode levar a doenças metabólicas como obesidade e diabetes, porém agrava os riscos de doenças cardiovasculares, inflamatórias, degenerativas e até neoplásicas”, diz a médica.

“Além disso, sabemos que o açúcar vicia física e emocionalmente, por causa de vários mecanismos metabólicos e bioquímicos. Um estudo do Saint Luke’s Mid America Heart Institute, USA, publicado em 2017 concluiu que o açúcar atende a muitos dos critérios para uma substância de abuso e pode ser potencialmente viciante em humanos e o foco da profissão médica deve estar em encontrar tratamentos que suprimem ou eliminem esses desejos”, conta a médica.

Já os carboidratos complexos, de baixo índice glicêmico, como arroz integral, macarrão integral, batata-doce, abóbora, entre outros, são digeridos de forma mais lenta, além de ter um aporte nutricional maior, já que contêm mais vitaminas, minerais e fibras. “Mas, da mesma forma, a quantidade deve ser avaliada em cada caso, sendo que o excesso também pode causar sobrepeso”, afirma a médica.

“O ideal, além de buscar as melhores opções, é saber dosar e manter o equilíbrio durante o dia, evitando o excesso de calorias e a sobrecarga de carboidrato em detrimento de proteínas, gorduras e fibras, ou o contrário”, diz a médica. Para saber qual o melhor plano alimentar para sua necessidade, é necessário procurar um especialista.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Estudo diz que consumir leite e derivados de origem animal aumenta risco de doenças

Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) comenta os resultados do estudo, que revela os efeitos negativos da bebida, e recomenda não consumir lácteos em benefício da saúde humana.

O consumo de leite e derivados lácteos bovinos representa elevado risco para a saúde humana, principalmente no que diz respeito ao seu uso como fonte de cálcio. De acordo com o estudo “Milk and Health” (Leite e Saúde, na tradução livre), publicado pelo ‘New England Journal of Medicine’, aumentar o consumo de leite resulta diretamente no aumento do risco de fratura, câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e mortalidade em geral.

Publicado no dia 12 de fevereiro de 2020, o material revela que o benefício atribuído ao leite está mais relacionado à qualidade da dieta e menos ao consumo dos produtos lácteos. Em regiões onde a qualidade da dieta e o aporte de calorias estão comprometidos, a alta densidade energética do leite pode ser particularmente favorável, mas apenas no curto prazo.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) destaca a recomendação do estudo para que a necessidade diária de cálcio seja suprida por meio de fontes de cálcio de origem vegetal como os vegetais crucíferos (brócolis, couve-flor e couve), tofu, castanhas, feijões e leites vegetais fortificados com cálcio.

“Os efeitos nocivos do consumo habitual de lácteos estão amplamente demonstrados. Portanto, não recomendamos o leite e os seus derivados como fonte de cálcio. Vale ainda um alerta para a urgente necessidade de redução do consumo, em benefício da saúde humana em diversos aspectos”, esclarece a médica Camila Secches, endocrinologista membro da SVB.

Diante dos riscos evidentes, a SVB preparou nove motivos que incentivam a redução e até mesmo a eliminação deste tipo de alimento da sua dieta:

1) Saúde óssea

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A redução do consumo de lácteos está associada ao menor risco de fratura de quadril.

2) Pressão arterial

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A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension), que inclui derivados de leite com teor de gordura reduzido, é eficiente em reduzir a pressão arterial. No entanto, a contribuição específica dos lácteos não é clara, uma vez que a dieta é baixa em sódio e rica em frutas e vegetais. Abordagens dietéticas semelhantes, mas com exclusão de leite e derivados, se mostram igualmente eficazes.

3) Perfil lipídico

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A substituição isocalórica do leite por alimentos fontes de gorduras vegetais insaturadas resulta em redução de LDL-colesterol, triglicerídeos e marcadores inflamatórios.

4) Peso corporal

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O leite é um alimento de alta densidade energética e não tem fibras na sua constituição. É possível que sua substituição por um alimento com menor densidade energética e/ou rico em fibras tenha impacto positivo na perda de peso e promoção da saciedade.

5) Doenças cardiovasculares

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Ilustração: Pixabay

O consumo de gorduras do leite está associado a maior risco de doenças cardiovasculares do que o consumo de gorduras insaturadas (considerando uma substituição isocalórica).

6) Diabetes

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O risco de diabetes é maior quando o leite é comparado com bebidas sem açúcar adicionado, como o café.

7) Câncer

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O consumo de leite está relacionado ao aumento de risco de câncer de mama, endométrio e próstata. O aumento de IGF-1 em pessoas que consomem leite pode representar um mecanismo plausível entre a ingestão de lácteos e outros tipos de câncer.

8) Alergias e intolerâncias

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O leite de vaca causa alergia em cerca de 4% das crianças e está associado ao agravamento de asma na infância. A intolerância à lactose tem alta prevalência na população em geral e é subdiagnosticada. O consumo de lactose por intolerantes, além dos sintomas gastrointestinais, gera deficiência de macro e micronutrientes e impacto negativo na flora intestinal.

9) Mortalidade geral

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Stocksy

O consumo de leite resulta em aumento significativo de mortalidade geral quando comparado com uma fonte de proteína vegetal não processada. Em relação a outras fontes de proteína animal (ovos, carnes, aves e peixes), o leite tem menor mortalidade.

Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira

Quatro chaves para mudar hábitos e emagrecer de vez, por Bibi Grantham*

O tema que eu trouxe hoje é a respeito de um ciclo que é repetido rotineiramente por você e por repeti-lo, ele tornou-se hábito. Vamos falar sinceramente? Existem hábitos que você não gosta de ter. Quero explicar porquê, por consequência desses hábitos, a dieta não está funcionando mais para o seu emagrecimento. Mas fique tranquila. Se você está passando por essa cilada, eu vou te ajudar. Eu afirmo que só com dietas e exercícios físicos você não vai conquistar o seu sonhado peso magro.

Peraí Bibi, você está maluca? Eu preciso comer direito e me exercitar se eu quiser emagrecer! É verdade, mas como disse no começo deste texto, para mudar sua alimentação e inserir o exercício ao seu cotidiano, você precisa de novos hábitos, concorda?

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Todo hábito é formado por quatro chaves que formam um ciclo, uma espécie de engrenagem em que cada uma delas é acionada e se move para a próxima engrenagem, formando um ciclo vicioso ou virtuoso. Se você está descontente com o seu peso hoje em dia é porque provavelmente você tem um ciclo vicioso, ou seja, hábitos ruins! Você é resultado das suas escolhas, concorda? Todos os dias você faz escolhas conscientes ou não. Ninguém te obriga a comer coxinha no lugar de uma maça à tarde. No entanto, mesmo sabendo quão prejudicial é, você continua escolhendo a coxinha.

Então deixa eu te explicar como é este ciclo vicioso. Ele é formado por: pensamento, emoção, comportamento e hábito.

Todo hábito que você possui algum dia começou com um pensamento. Os pensamentos geram sentimentos, esses sentimentos colaboram para que tenha uma atitude, e a repetição desses comportamentos vira um hábito. Se hoje seu hábito é comer comidas erradas e não pratica nenhum exercício físico, você realmente pretende mudar isso com uma dieta na mão ou uma matrícula na academia? Acredite, não vai funcionar!

Para colocar seus novos hábitos em prática, é preciso que abra a primeira chave desse ciclo que é o seu pensamento. O que pensa a respeito dessa nova dieta, desse novo exercício que quer inserir na sua vida? Pensa que é uma boa iniciativa ou tem pensado mais algo como: que saco! Odeio comer essas coisas! Vou passar fome! Vou acabar com a minha vida social! Corta a cena. O que esses pensamentos geram na segunda engrenagem? Sentimentos! Sentimentos como: impotência, desconfiança, descrença, desilusão, fraqueza, preguiça, desgosto etc.

E seguindo a linha de raciocínio, quem está se sentindo impotente, desconfiado, preguiçoso, fraco… É capaz de se comportar como deve uma pessoa que deseja emagrecer? Não, né! Ela vai ser tomada pela preguiça e arrumar alguma desculpa para comer errado e procrastinar os exercícios. E esses comportamentos repetidos e fortalecidos pelos pensamentos e sentimentos constantes e acabam por formar os hábitos não saudáveis.

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Vou dar um exemplo: você pensa ‘huuuum hoje o dia foi exaustivo, eu mereço chegar em casa tomar um copão de refrigerante e vou passar na padaria e comprar um lanche pra jantar. Eu mereço, meu dia foi ruim estou cansada, exausta!’. Esse pensamento (1ª chave) desencadeou o sentimento: eu mereço, nada mais justo, só assim meu dia vai valer a pena. Esse sentimento de merecimento de autocompaixão desencadeia qual comportamento? Passar na padaria para comprar o lanche e o refrigerante e, talvez, antes mesmo de chegar em casa você já tenha comido tudo no caminho. Só que amanhã os problemas do trabalho continuam lá, e seu cérebro achou você um gênio por ter encontrado uma solução tão boa ontem. Hoje você faz o quê? Pensa a mesma coisa, sente-se da mesma forma e tem o mesmo comportamento.

As sucessões desses comportamentos criam o hábito! É um verdadeiro vício. São essas quatro engrenagens que estão impedindo você de emagrecer, percebe? Não é a ausência de uma dieta, não é o tipo de exercício que você pratica. É seu padrão mental, que desencadeia sentimentos, atitudes, e por fim, hábitos.

Tenha absoluta certeza que mudando seus pensamentos ou seus sentimentos também vão mudar. Você vai parar de comer as suas emoções. Dê um basta nessa relação maluca que todos nós fazemos entre sentimento e comer exageradamente ou outras formas, como bebida. A repetição desse ciclo virtuoso de novos pensamentos, sentimentos de autoconfiança e comportamentos correto, você finalmente saberá como ter novos hábitos.

Bibi Grantham é idealizadora do “Emagreça pela Cabeça”. O método é um processo de coaching em grupo para ser aplicado ao emagrecimento, uma vez que ajusta e fortalece o padrão mental para quem quer ir além da perda de peso usando dieta composta por um cardápio e plano de exercícios. O Emagreça Pela Cabeça trabalha no ajuste do padrão mental para que as coaches emagreçam a partir de sua forma de pensar. Ou seja, elas se tornam responsáveis por suas escolhas e atitudes.

Aumentar nível de massa magra é segredo para comer sem afetar peso

A maioria dos frequentadores das academias tem o mesmo objetivo em comum: perder peso. Isso é justificável diante do grande número de brasileiros, atualmente, com sobrepeso ou obesidade. O restante das vagas é ocupado por aqueles que querem definição muscular e há espaço ainda para os que fazem a manutenção das medidas em prol da saúde.

No entanto, ao se matricular com o foco voltado ao emagrecimento, as pessoas se deparam com o treino de musculação, indicado pela maioria dos profissionais de educação física. Essa modalidade aparenta não ser a mais ideal para queimar as gordurinhas, mas é aí que está o engano.

Os exercícios aeróbicos, como corrida, spinning, jump e natação, entre outros, são os mais procurados quando se trata de eliminar calorias. O que as pessoas ainda não sabem é que a musculação é tão importante quanto e, se realizada de maneira correta e regular, juntamente com a dieta adequada, pode potencializar o efeito das outras atividades e acelerar o aparecimento dos resultados.

Por isso, a modalidade de treino é altamente recomendada. Para emagrecer de forma eficiente e manter a boa forma é preciso fortalecer o tecido muscular e adquirir massa magra, dessa forma o corpo aumenta a queima de calorias e a dieta se torna muito menos rígida e mais prazerosa.

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Por que é necessário o aumento de massa magra?

O corpo exige um grande aporte de energia para realizar a manutenção das células musculares, isso eleva a atividade metabólica e, consequentemente, a queima do tecido adiposo. O nutricionista Willian Ribeiro explica que o organismo com a musculatura desenvolvida demanda mais energia porque os músculos aumentam nossa Taxa de Metabolismo Basal (TMB) – medida que representa a quantidade mínima de energia necessária para manter as funções vitais do organismo enquanto estamos em repouso.

Segundo o especialista, a TMB pode variar de pessoa para pessoa, pois é calculada de acordo com vários fatores, como o sexo, a altura, a idade, questões genéticas, nível de atividades ou sedentarismo, e a composição corporal, que nada mais é do que a quantidade de massa magra e massa gorda que cada um possui.

“A musculatura é um tecido metabolicamente ativo, portanto, quanto maior o percentual de massa magra no organismo, mais acelerado será o metabolismo. Isso pode significar um aumento de cerca de 15% a 25% se comparado a outra pessoa com o mesmo percentual de massa gorda. Os músculos requerem um esforço maior do metabolismo do que as células de gordura. Por isso é comum aquela percepção de que algumas pessoas magras podem comer de tudo sem engordar, o que acontece é que elas possuem uma massa magra elevada. Isso significa que quanto mais músculos, mais calorias são queimadas, mesmo quando estiver em repouso, pois cada quilo de massa magra no corpo requer cerca de 100 calorias a mais por dia” – explica o profissional da Nature Center.

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Musculação X Aeróbicos

Muitas pessoas cometem o grande erro de avaliar a atividade física sob o ponto de vista do gasto calórico na execução do exercício em si. No entanto, para uma análise correta, é necessário considerar o gasto total, ou seja, a soma do quanto foi eliminado com a prática do exercício mais a energia que o corpo utilizou para se recuperar depois da atividade.

Isso significa que, quanto maior for a intensidade do treino, maior será a demanda de energia para reparar o que foi gasto pelo corpo. Então, por mais que a atividade aeróbica permita queimar um maior número de calorias durante sua realização, a musculação permite elevar essa queima durante o dia inteiro.

Para se ter uma ideia, nosso metabolismo leva cerca de uma hora para se recuperar de um exercício aeróbico, mas após a musculação, o metabolismo continua com uma demanda energética mais elevada por até 15 horas. Isso acontece porque a modalidade atua diretamente na formação dos músculos. Durante sua pratica, o tecido muscular é desgastado e, logo em seguida, o organismo entra em estado de anabolismo para regenerar a musculatura, tornando-a mais forte e resistente.

Por isso o corpo exige mais calorias na realização dessa tarefa, mantendo o metabolismo acelerado por um período de tempo muito maior. Justamente por esse motivo é que não se deve treinar o mesmo grupo muscular todos os dias, é preciso respeitar o tempo de descanso para alcançar o resultado esperado.

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A balança se torna inimiga

Perder peso na balança nem sempre é sinônimo de emagrecimento, muitas vezes os quilos a menos podem ser resultado da eliminação de água ou, até mesmo, da diminuição de músculos. De acordo com Ribeiro, emagrecer significa perder gordura e elevar a taxa de massa magra ou, pelo menos, mantê-la estável. É comum ver o ponteiro da balança subir quando isso acontece, mas não significa que a pessoa engordou, muito pelo contrário, o aumento do peso ocorre devido ao crescimento muscular.

“O processo saudável de emagrecimento consiste na eliminação de gorduras e não se resume apenas aos números da balança, pois eles, sozinhos, não dizem nada. É preciso acompanhar as medidas, afinal, os músculos ocupam menos espaço no corpo. É como comparar um quilo de chumbo a um quilo de algodão, ambos têm o mesmo peso, mas o chumbo é mais denso e menor, enquanto o algodão ocupa uma área maior, dando a falsa impressão de que é uma quantidade maior, assim como a gordura” – afirma o nutricionista.

Cuidado com o regime

Quando se trata de emagrecimento, a alimentação é tão, ou até mais, importante do que a quantidade e a qualidade dos treinos na academia. Isso porque a dieta que seguimos é a grande responsável por fornecer a energia necessária ao corpo para realizar suas atividades. O maior erro cometido por aqueles que visam a perda de peso é adotar um cardápio restritivo.

Ribeiro alerta que comer pouco é tão prejudicial quanto comer demais: “Se o organismo não encontrar os nutrientes que precisa para cumprir suas tarefas físicas e metabólicas, acaba usando os músculos como fonte e, nestes casos, além de não ganhar massa magra, a pessoa acaba perdendo a já existente. O resultado disso é que os números na balança até diminuem, mas o metabolismo fica mais lento devido à menor quantidade muscular e a pele fica mais flácida e com celulite”.

De acordo com o nutricionista, para uma dieta efetivamente saudável, nenhum grupo alimentar deve ser excluído, basta apenas se atentar às quantidades e aos horários. Em resumo, um cardápio voltado ao emagrecimento, que favoreça o aumento de massa magra, deve ser rico em proteínas, moderado em carboidratos complexos, baixo em carboidratos simples e acrescido de gorduras boas.

“Equilibrar o consumo desses nutrientes faz toda a diferença na obtenção dos resultados. Além disso, é importante lembrar que passar longos períodos sem comer também é prejudicial nesse processo. É preciso respeitar os horários para garantir energia suficiente ao corpo, especialmente no pré-treino, onde é indicado a ingestão de carboidratos, e no pós-treino, no qual as proteínas se encaixam melhor” – acrescenta Ribeiro.

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Foto: FreeGreatPicture

Aumente o consumo de alimentos proteicos

Para favorecer a construção de músculos e evitar o acúmulo de gorduras, o ideal é focar no maior aporte proteico. Para isso é fundamental incluir no cardápio uma variação de proteínas provenientes de laticínios, carnes magras ou de origem vegetal. Vale lembrar que elas devem ser consumidas em todas as refeições, especialmente após os exercícios físicos, tanto de musculação quanto aeróbicos, pois possuem aminoácidos que participam diretamente do processo de regeneração muscular e ajudam a reconstruir tecidos lesionados durante as atividades.

Infelizmente, diante da correria do dia a dia ou, às vezes, pelo receio de engordar, muitas pessoas acabam negligenciando a alimentação e comendo de forma inadequada, seja por passar longos intervalos ou treinar em jejum, excluir algum grupo alimentar, ou simplesmente não ingerir a quantidade suficiente dos nutrientes necessários.

Esses fatores influenciam negativamente nos resultados: “É por isso que algumas pessoas que fazem treinos intensos se perguntam por que não estão conseguindo perder peso e aumentar a massa magra. Elas não se dão conta de que o erro pode estar na dieta” – explica o nutricionista.

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De acordo com Ribeiro, nesses casos, é possível adotar o auxílio suplementar, recorrendo ao uso de algum complemento nutricional rico em proteínas, como o famoso Whey Protein, que nada mais é do que um composto concentrado de proteínas extraídas do soro do leite.

“É uma ótima alternativa também para aqueles que têm intolerância à lactose ou pessoas que não consomem carnes, como os vegetarianos, nem derivados do leite, no caso dos veganos. Vale ressaltar também a importância da hidratação nesse processo, pois a água garante que as toxinas geradas pelo metabolismo das proteínas sejam eliminadas e ajuda a evitar o estado catabólico – quando o corpo usa os músculos como principal fonte de energia” – finaliza o especialista.

Fonte: Nature Center

 

Saciedade em alta: como afastar a fome e facilitar a perda de peso

 

Para muitas pessoas, iniciar uma dieta é quase sempre sinônimo de sacrifício. Isso porque, para boa parte delas, a perda de peso está associada à privação. Dizer adeus às refeições habituais, normalmente generosas, e ter que encarar pratos menores causa certa ansiedade e, principalmente, a sensação de fome constante. Quem nunca desistiu da dieta após um deslize e chegou à conclusão que seria impossível vencer essa sensação?

Embora uma das premissas do emagrecimento seja, de fato, a redução da ingestão calórica, isso não significa que “fechar a boca” seja a melhor estratégia. Para quem deseja perder peso de forma saudável, sem correr o risco de enfrentar o efeito sanfona, é preciso apostar em um cardápio rico em elementos que mantenham a saciedade em alta. Nesse âmbito, alguns alimentos ganham destaque por sua capacidade de suprimir o apetite e, dessa forma, ajudar no controle da dieta. Saiba mais:

Por que a fome é tão irresistível?

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, a resposta para essa pergunta tem tanto razões físicas quanto emocionais: “O mecanismo da fome é um dos sistemas mais complexos e eficazes do organismo, pois, além de estar ligado à sensação de satisfação, está envolvido na própria preservação da vida. Para nosso corpo, comer e armazenar gordura são formas de garantir energia para manutenção das suas atividades vitais.”

E para alertar qualquer “baixa” nesse estoque, nosso corpo conta com agentes específicos, responsáveis por fazer a comunicação entre o cérebro e o sistema digestivo: os hormônios.

A insulina, por exemplo, é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem a função de carregar a glicose liberada pelos carboidratos para dentro das células, afim de que o corpo a utilize como combustível. Quando a secreção desse hormônio ocorre de forma normal, o corpo mantém o nível de glicose, ou seja, de energia, estável e não precisa “acionar” a fome. Porém, algumas situações colocam esse balanço em cheque.

“Quando seguimos uma dieta desequilibrada, rica em açúcares e carboidratos refinados, o corpo precisa liberar muita insulina de uma vez para dar conta de tanta glicose. Acontece que logo após esse pico, ocorre uma queda brusca na glicemia, fazendo com que o organismo entenda que a energia está em baixa. É exatamente por isso que voltamos a sentir fome mesmo após uma refeição calórica como uma macarronada, um doces ou fast food. Por mais que pesem no estômago, esses alimentos são rapidamente absorvidos pelo organismo, provocam uma gangorra na glicemia e propiciam a fome recorrente”– explica a profissional da Nature Center.

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Outra situação que pode resultar no descontrole do apetite é a desequilíbrio da grelina e da leptina, os hormônios da fome e saciedade, respectivamente. A grelina é a principal responsável por alertar o esvaziamento do estômago, sendo que, quanto mais tempo uma pessoa ficar sem alimentar, maior será sua produção e, consequentemente, a sensação de fome. Por outro lado, a leptina exerce justamente o papel contrário, suprimindo o apetite e aumentando a queima calórica.

Numa situação ideal, o corpo vai produzindo leptina a partir das suas reservas, sinalizando que não precisa mais “comer”, pois seus níveis energéticos são suficientes. “O grande problema é que a própria obesidade (inflamação do tecido adiposo) faz com que o organismo crie uma resistência ao hormônio, dificultando a sinalização de saciedade”, alerta a nutricionista.

Além disso, há também a questão psicológica: “Determinados alimentos, especialmente ricos em açúcar, estimulam a liberação de neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer. Por isso, muitas pessoas descarregam no prato sua ansiedade, fadiga ou estresse, como uma espécie de ‘recompensa’ emocional”, acrescenta a profissional.

Driblando a fome exacerbada

Não é à toa que se manter firme na dieta não é uma tarefa fácil. Porém, a culpa não é só do organismo: de acordo com a nutricionista, o grande problema é que a maioria das pessoas aposta no radicalismo e não na reeducação alimentar: “Nem sempre é preciso reduzir drasticamente a quantidade de alimentos ingeridos ou ficar longos períodos de jejum. A melhor aposta é fazer substituições estratégicas, apostando na qualidade do que entra no cardápio. Além disso, alimentos funcionais são grande aliados nessa hora, alguns deles são capazes, inclusive, de manter a glicemia estável e retardar o esvaziamento gástrico, proporcionando assim um controle melhor do apetite”.

Muita fibra!

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Uma das maneiras mais eficazes de reduzir a fome é apostar em alimentos ricos em fibras solúveis: além de exigirem um trabalho maior do sistema digestivo devido sua complexidade, esses elementos são capazes de formar uma espécie de gel no estômago, aumento seu “volume” e, portanto, a saciedade. Essa sensação de “estômago cheio” ajuda na diminuição da grelina – o hormônio da fome, pois sua produção cai, justamente, quando o alimento “toca” a parede estomacal.

Outra grande vantagem é que as fibras não são totalmente digeridas pelo organismo e, ao atravessar o aparelho gastrointestinal, carregam consigo parte da gordura dos alimentos, reduzindo sua absorção. “Dentre os funcionais, o agar agar é um tipo de alga composta quase que totalmente por fibras solúveis (mais de 90%), propriedade que além de melhorar o transito intestinal, faz com que uma pequena quantidade ingerida seja suficiente para driblar a sensação de fome”.

Aposte nas proteínas

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Proteínas, sobretudo de fonte animal, são muito conhecidas na dieta de atletas. Isso porque, além de serem responsáveis pela formação dos músculos, auxiliam na saciedade. Além de serem digeridas de forma mais lenta, são fontes de aminoácidos, pequenos compostos que, no organismo, têm o papel de formar os tecidos. Embora esta seja sua principal função, alguns aminoácidos, em especial, podem ajudar significativamente no emagrecimento.

“A fenilalanina ajuda a suprimir o apetite, pois estimula a produção de substâncias como a dopamina, norepinefrina e colecistocinina, todos relacionados ao controle da fome. O triptofano reduz a ansiedade e é precursor da serotonina, substância que, quando em falta, propicia o descontrole alimentar”, diz Sinara.

De acordo com a nutricionista, a lista de benefícios da ingestão de aminoácidos para quem deseja perder peso é extensa, porém, isso não significa que aqueles que não gostam de comer carnes devam encarar um prato cheio do alimento em prol da dieta.

“A spirulina é uma microalga que possui praticamente todos os aminoácidos, essenciais e não essenciais. Uma pequena quantidade deste funcional já confere uma porção elevada de proteínas e fibras, ajudando tanto na saciedade quanto na recuperação muscular”.  Estudos apontam, inclusive, que a spirulina é um dos alimentos mais completos do ponto de vista nutricional, tendo uma concentração de ferro, cálcio e proteínas muito mais elevada do que um corte de carne, por exemplo.

Controlando o volume estomacal

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Manter as medidas após o emagrecimento é tão importante quando conseguir perder peso. Afinal, muitas pessoas relaxam após o fim da dieta e acabam recuperando todo, ou mais, peso perdido. Para evitar o temido efeito sanfona, a melhor medida é apostar numa alimentação equilibrada, sem dietas extremamente restritivas e reduzir, gradativamente, o tamanho do prato.

“Quando comemos demasiadamente, o estômago vai se tornando flácido, o que, com o tempo, exigirá uma ingestão cada vez maior de alimentos para ter a sensação de saciedade. Porém, é possível mudar esta condição naturalmente, por meio de hábitos saudáveis, como fracionar as refeições, ingerindo pequenas porções a cada 3 horas, por exemplo. Além disso, leva um tempo até o cérebro “entender” que estamos comendo, portanto é recomendado fazer as refeições sem pressa, mastigando bem os alimentos”, ensina Sinara.

Sede ou fome?

Preservar o tônus muscular e combater a flacidez também é uma preocupação daqueles que estão no processo de emagrecimento. Nesse momento, existem alimentos que podem tanto ajudar a saciar o apetite quanto manter a elasticidade da pele, evitando as temidas estrias. Já não é novidade nenhuma que o colágeno é um nutriente famoso por seu poder de preservar a saúde da pele. Mas você sabia que ele também ajuda a controlar a fome? Ao entrar em contato com a água, a proteína se expande, ocupando mais espaço no estômago.

Além dele, existem as antocianinas, compostos vegetais presentes em alimentos como a berinjela, capazes de proteger os tecidos contra a ação dos radicais livres – moléculas que destroem a estrutura das células e propiciam diversas inflamações. E tem mais: por ser rico em fibras, o legume propicia uma digestão mais lenta, evitando a fome fora de hora. Mas, e se ela acontecer?

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A nutricionista dá a dica: “Nosso cérebro não sabe distinguir a fome da sede, pois ambas necessidades são sinalizadas na mesma região. Portanto, é aconselhável sempre beber um copo de água quando sentir aquela fome fora de hora. Muitas vezes o que precisamos neste momento não é de comida, mas sim de hidratação. Dessa forma, estamos, ao mesmo tempo, atendendo uma demanda fisiológica, hidratando a pele (e todo o corpo), e evitando o consumo de calorias desnecessárias” – finaliza.

Fonte: Nature Center

 

 

Sono reparador melhora funções fisiológicas e pode ajudar a emagrecer

Estudo inédito aponta relação de quantidade e qualidade de horas dormidas com o desempenho metabólico de quem faz exercícios ou está tentando perder peso

Uma pesquisa da universidade britânica King’s College London, recentemente divulgada, revelou um novo malefício de dormir pouco ou mal. Menos de sete horas de descanso por noite tendem a aumentar o apetite das pessoas, atrapalhando o processo metabólico de emagrecimento ou manutenção de peso.

Os voluntários do estudo que tiveram o sono interrompido diversas vezes em uma mesma noite comeram mais do que o habitual e escolheram alimentos menos saudáveis no café da manhã. A razão disso, segundo os pesquisadores, é que uma noite de sono interrompido afeta hormônios relacionados à fome. Além disso, a pesquisa sugere que, quando exposto à comida em um estado de privação do sono, há uma ativação maior em áreas do cérebro do indivíduo, associadas com recompensa, fazendo com que alimentos ricos em açúcar e gordura sejam escolhidos.

café da manhã

Para quem pratica exercícios físicos durante o dia, o sono reparador também pode ser benéfico. Após os efeitos que as atividades impõem ao corpo, é necessário um período de recuperação. E é particularmente durante o sono que os efeitos do treinamento se dão. “Quem visa o aumento de massa muscular, se beneficia do aumento de produção do GH (hormônio do crescimento), que ocorre quando estamos dormindo, após um dia de treinamento”, explica Sandro Matas, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Benefícios diversos

Dormir bem aumenta a disposição, capacidade de concentração, estimula a memória e o bom humor – e esses são apenas os benefícios imediatos. Em longo prazo, o sono de qualidade ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e até mesmo câncer. “Durante o sono, nosso organismo realiza diversos processos importantes, que participam e influenciam a síntese de hormônios, funções neurológicas e emocionais”, comenta o médico. “O sono reparador também facilita a aprendizagem de novos conceitos, evita irritabilidade e alguns tipos de dores de cabeça.”

Algumas pessoas, mesmo dormindo oito horas ou mais, se queixam de acordar cansadas e indispostas. Segundo Matas, isso pode acontecer por dois motivos. “Existem indivíduos que precisam de mais de oito horas para ter um sono reparador, podendo chegar até a doze. Outra possibilidade é alguma doença ou condição que atrapalha o descanso, como, por exemplo, a apneia obstrutiva.” O tempo ideal depende da idade e do ritmo biológico de cada indivíduo. Entretanto, menos de cinco horas pode ser prejudicial.

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Vilões do sono

Os principais problemas relacionados ao sono, segundo o especialista, se dão por conta de hábitos e ambientes. “O lugar no qual repousamos deve ser higiênico, ou seja, escuro e sem interferências sonoras, de forma a permitir um sono sem interrupções e sustos. Também é importante evitar alguns costumes considerados ruins, como fazer uma refeição muito pesada antes de ir deitar-se, consumir produtos ricos em cafeína e açúcar, fumar ou consumir bebidas alcoólicas.”

Dentre as consequências neurológicas da falta de sono, estão os problemas de memória, além de piora ou aparecimento de dor de cabeça. “Existem trabalhos que mostram associação direta de distúrbios respiratórios no sono, com aumento da incidência de acidentes vasculares cerebrais e cardíacos, como insuficiência cardíaca e até mesmo infarto agudo do miocárdio”, explica o neurologista.

dor de cabeça

Matas reforça que, em alguns casos, é necessário buscar ajuda médica. “Quem estiver sempre indisposto, com sonolência diurna, além de roncar durante a noite, precisa consultar um especialista. Caso diagnosticado com alguma enfermidade que prejudica a qualidade do sono, o tratamento médico poderá ajudar”.

A realização periódica de exames preventivos e o acompanhamento médico são ferramentas importantes na detecção e tratamento de diversas doenças, de forma segura e precoce. As três unidades da Rede São Camilo dispõem do serviço de check-up, com recursos e capacidade para realizar todos os exames complementares. O serviço é composto por neurologista, cardiologista, ginecologista, urologista e outros.

Fonte: Hospitais São Camilo

 

Seu cão está acima do peso?

Veterinária da Hill´s Pet Nutrition orienta sobre a importância da alimentação adequada para garantir uma vida longa e saudável aos animais

É cada vez mais comum a incidência de cachorros acima do peso ideal. Além da aparência física, o animal que estiver apresentando cansaço físico fácil e dificuldade de locomoção, pode estar sofrendo com o excesso de peso. Procurar um médico veterinário para avaliação do animal e proporcionar uma alimentação balanceada ajudará na rápida recuperação e bem-estar do cão.

O veterinário fará uma avaliação para classificar a condição corporal e o grau de obesidade. Porém, há alguns pontos simples que podem ser observados pelos próprios donos para saber se o cão está com sobrepeso ou obesidade. Um deles é a ausência de cintura, quando o cão é visto por cima, e a dificuldade de ver ou palpar as costelas.

É importante saber que alguns dos fatores que contribuem para a obesidade dos cães estão relacionados ao modo que o proprietário os tratam. Respeitar os limites de cada animal, como a idade, se é castrado ou não, ou se o mesmo possui alguma doença ortopédica é importante na hora de alimentá-lo. Além disso, incentivar a atividade física como passeio, caminhada ou natação pode ser benéfico para os cachorros.

A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo normalmente causado devido ao desequilíbrio entre o consumo e o gasto energético, condição que pode atingir qualquer cão. Porém, algumas raças como o Labrador, Golden Retriever, Basset Hound, Beagle, Dachshund e Cocker Spaniel são mais predispostas ao sobrepeso. Os cuidados para evitar o peso acima do ideal começam com o controle de ingestão de calorias, administrando a ração de forma fracionada, associado à prática regular de exercícios.

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O profissional veterinário indicará sempre o melhor tratamento, de acordo com a características de cada cãozinho. Em alguns casos, só controlar a ração convencional não basta, é preciso fornecer uma alimentação específica para perda de peso. Outro ponto importante é não oferecer alimentos humanos para os cães, como por exemplo, doces e massas.

Sem cuidados, a obesidade traz prejuízos à saúde e à longevidade dos animais. Essa doença crônica tem como consequência problemas nas articulações, dificuldades respiratórias e distúrbios metabólicos como diabetes e colesterol alto nos cães.

Alimentando a saúde

A Médica Veterinária Taís Novaes, especialista da Hill’s Pet Nutrition, marca de ração Super Premium dedicada aos cuidados terapêuticos de cães e gatos, explica que é preciso diferenciar alimentos para perda de peso (quando o animal está com sobrepeso ou obeso) e alimentos que previnem a obesidade (quando o animal tem uma predisposição ao ganho de peso, mas não está obeso), fator comum em animais castrados e de raças predispostas descritas acima.

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“Há mais de 70 anos, a Hill´s trabalha para desenvolver uma ampla linha de produtos que visa a saúde e a qualidade de vida dos animais. Por isso, no caso de obesidade, recomendamos a Hill’s Prescription Diet r/d™, que possui um mix ideal de fibras solúveis e insolúveis, que auxiliam na saciedade, aminoácidos específicos que atuam no metabolismo da gordura e ajudam a manter a massa muscular durante o processo de emagrecimento, níveis controlados de gordura e calorias e presneça de antioxidantes, como em todas as dietas da Hill’s. E para a prevenção da obesidade, indicamos a Hill’s Science Diet Light™, própria para a manutenção do peso corporal ideal, rico em fibras e proteínas de alta qualidade e níveis reduzidos de calorias”, explica a veterinária.

Cachorros acima do peso não são fofinhos, eles precisam de cuidados e tratamento adequado. E se esse for o caso do seu animal de estimação, tenha a consciência do seu papel como tutor na saúde e bem-estar dele. Procure a orientação de um médico veterinário e desfrute de momentos alegres ao lado do seu companheiro por muito tempo.

Fonte: Hill’s