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Quem come mais frutas, verduras e legumes por dia reduz risco de morte, aponta pesquisa

Quanto mais frutas e vegetais as pessoas comem, menor a probabilidade de morrerem, em qualquer idade

Segundo Mariela Silveira, médica diretora do Kurotel – Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar, um trabalho publicado na Journal o Epidemiology and Community Health em 2014 precisa ser aproveitado neste momento de pandemia da Covid-19 em todo o mundo. Pesquisadores da University College London estudaram 65.226 homens e mulheres acima de 35 anos de idade e os acompanharam durante sete anos e meio para avaliar o impacto da ingestão de frutas verduras e legumes ao dia na saúde.

Quem comia no mínimo três porções ao dia tinha 14% menos risco de mortalidade. Os que ingeriam pelo menos cinco frações tinham 29% menos, quem absorvia sete porções reduzia em 36% e quem alimentava-se mais do que sete quantidades de frutas, verduras ou legumes ao dia reduzia para 42% o risco de morte, incluindo doenças cardiovasculares e câncer. O ideal é que cada porção tenha o tamanho da palma da mão.

“Ou seja, quanto mais frutas e vegetais as pessoas comiam, menor a probabilidade de morrerem, em qualquer idade. Se este trabalho mostra que a mortalidade é reduzida comendo-se frutas, verduras e legumes, significa que o organismo se torna mais forte e a redução de doenças, bem como sua recuperação, também. Por isso esta é uma medida barata e de saúde pública”, comenta Mariela.

A alimentação é um item fundamental para a saúde. Somos o reflexo daquilo que comemos, pois cada célula do nosso corpo é formada a partir dos nutrientes que fornecemos ao organismo por meio da alimentação. A falta ou quantidade insuficiente de um único nutriente já é capaz de gerar consequências negativas ao organismo. Os alimentos são como remédios naturais.

Foto: Nicole Franzen

No verão, por exemplo, uma grande aliada da pele é a vitamina C, que tem ação antioxidante, protege dos raios UVA e UVB, preserva a firmeza, elasticidade e resistência da pele. Alguns alimentos ricos em vitamina C são as frutas cítricas (laranja, mexerica, limão), mamão papaia, morango, kiwi, melão, tomate, manga etc.

Também precisamos buscar a adequação dos níveis de vitamina D, por meio de orientação dietética, mudança dos hábitos de vida e suplementação, caso necessário. As duas principais fontes de vitamina D são a síntese pela pele, em resposta à exposição aos raios ultravioleta B, e as fontes dietéticas, que incluem peixes gordurosos, gema de ovo, óleo de fígado de bacalhau e alimentos fortificados.

Fonte: Kurotel

“A melhor vacina é a que está disponível mais rápido e que pode vacinar mais gente”

Afirmação é do médico e pesquisador da USP Marcio Bittencourt. Nos testes, a Coronavac reduziu em 78% casos que precisariam de assistência médica e 50,4% da doença em geral, com qualquer nível de gravidade

por Luiza Caires – Jornal da USP

“A melhor vacina é a que está disponível mais rápido e que pode vacinar mais gente, e a melhor saída da pandemia é ter alguma vacina razoavelmente eficaz e segura.” A frase do médico e pesquisador da USP Marcio Sommer Bittencourt refletiu o tom que parte da comunidade científica tenta transmitir à população em relação à Coronavac. Cinco dias após a divulgação ao público de parte das informações e quatro dias após a submissão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do pedido para seu registro emergencial, o Instituto Butantan apresentou, nesta terça-feira (12), mais números e a metodologia da vacina contra a covid que desenvolveu com o laboratório Sinovac.

Coletiva do Instituto Butantan nesta terça-feira (11) reuniu pesquisadores para detalhes sobre o estudo da Coronavac. Eficácia global da vacina na pesquisa com profissionais de saúde na linha de frente da pandemia foi de 50,4% – Foto: reprodução

Na quinta-feira (7) uma coletiva de imprensa informou que a vacina apresentou eficácia de 78% para prevenir casos relativamente leves, mas que precisam de algum tipo de assistência médica, e 100% para prevenir casos graves, que demandam internação, assim como óbitos. Faltava a porcentagem global de eficácia, que incluía casos da doença, em qualquer nível de gravidade. É o que, no estudo, os especialistas chamam de “desfecho primário”. Levando isso em conta, a eficácia da vacina é de 50,4%. Ou seja, a chance de desenvolver a doença tomando a vacina, por este estudo, é cerca de 50% menor para quem foi vacinado quando comparado a quem não foi. E a chance de, mesmo infectado, não desenvolver sintomas graves com necessidade de assistência nem ir a óbito é 78% menor entre quem tomou a vacina. Este último número é o que os especialistas chamam de “desfecho secundário” ou desfecho clínico.

Como ponto favorável à vacina, o diretor do estudo Ricardo Palácios ressaltou que o estudo foi desenhado para ser o mais rigoroso possível, sugerindo que a eficácia global pode ter caído por isso. Ela foi testada em profissionais de saúde em contato direto com pacientes com coronavírus – o número de casos em trabalhadores que atuam na linha de frente contra a covid é maior. “Se quisermos comparar os diferentes estudos, é como comparar uma pessoa que faz uma corrida num terreno plano com outra que corre num terreno íngreme e cheio de obstáculos. Isso foi o que fizemos: colocar obstáculos”, disse. Participaram 12.476 pessoas em 16 centros clínicos localizados em oito Estados brasileiros.

Natalia Pasternak – Foto: Arquivo Pessoal

Presente no evento, a presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC) Natalia Pasternak chamou a atenção para a efetividade da vacina no “mundo real”. De acordo com a microbiologista, não adiantaria termos uma vacina com 90% de eficácia e poucas pessoas imunizadas porque a vacina não chegou até elas. Por exemplo, porque não temos freezers adequados para armazená-las. Natalia ressaltou que a Coronavac tem potencial de prevenir casos graves e mortes e agora é preciso investir o quanto antes numa campanha publicitária e de vacinação.

Para ela, essa vacina é só o começo do fim da pandemia, e as medidas de prevenção devem continuar. Podem surgir outras melhores, inclusive essa mesma continua sendo pesquisada, aprimorada. “Se essa vacina é o começo, vamos começar!”, concluiu.

Marcio Bittencourt – Foto: arquivo pessoal

Marcio Bittencourt, que integra Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica Hospital Universitário (HU) da USP, também defende os benefícios da Coronavac. “Para uma vacina desenvolvida em um ano, que pode ser produzida em larga escala localmente, distribuída facilmente sem problemas, acho um espetáculo. Sim, tem outras que nas pesquisas foram melhores, mas se você não consegue distribuir não adianta nada”, diz. E ilustra:

“Sendo simplista, ao vacinar 1 milhão com vacina que reduz 95%, o máximo que você protegeu foram 950 mil pessoas. Mas ao vacinar 200 milhões com uma vacina que reduz 50%, você protege até 100 milhões de pessoas. E entre os que pegam, a maioria nem de médico precisa.”

Segurança

Nas etapas anteriores, os cientistas já haviam concluído que a Coronavac era segura e eficaz em produzir imunidade. A fase 3 foi realizada principalmente com o objetivo de saber se o imunizante, de fato, impedia que uma pessoa ficasse doente. Mesmo assim, continuam sendo acompanhados quaisquer reações e eventos adversos com os participantes.

Como mais um ponto a favor da segurança do produto, André Siqueira, pesquisador da Fiocruz que atuou como pesquisador principal do estudo da Coronavac no Rio de Janeiro, ressalta que a taxa de eventos adversos nos grupos placebo e vacinados foram similares, e menores em ambos os grupos após a segunda dose. Entre as reações foram relatadas dor no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga.

A Anvisa tem dez dias para responder ao pedido de uso emergencial, após a entrega de todos os dados. O pedido de registro definitivo no Brasil, segundo o diretor do Butantan, deve ser feito pela Sinovac, assim como o pedido de registro em outros países, conforme os dados todos forem consolidados. “A Sinovac recolhe os dados dos estudos e é ela que submete o pedido de registro, inicialmente à MNPA, que é a ‘Anvisa chinesa’, e também à Anvisa ”, disse Dimas Covas.

Detalhando os dados

Durante o evento desta terça, foram apresentados os principais números do estudo. No grupo placebo, 3,6% dos participantes tiveram covid-19 (167 em um total de 4.599). No grupo vacinado, 1,8% pegaram a doença (85 em um total de 4.653).

No grupo placebo, 0,7% (31 participantes entre os 4.653) precisou de assistência médica por covid-19. No grupo vacinado, somente 0,15% (7 de 4.599 participantes) precisou de assistência médica. Ao comparar 0,15%, com 0,7%, chegamos a taxa de 78% pessoas a menos desenvolvendo sintomas graves.

Para André Siqueira, os resultados são positivos na prevenção de infecções que sobrecarregam os serviços de saúde, em especial infecções graves, de modo que podem ter um impacto relevante para a saúde pública. “O quão impactante vai depender do número de doses disponibilizadas, da cobertura populacional nos diferentes Estados e da rapidez desta administração”, fatores que, destaca ele, não estão claros no plano de imunização divulgado pelo Ministério da Saúde.

André Siqueira – Foto: INI/Fiocruz

Ele explica que a taxa de eficácia de 78% apresentada pelo Instituto Butantan foi calculada utilizando como desfecho principal um índice da OMS (ver tabela abaixo), mas considerando somente a pontuação maior ou igual a 3, comparando-se o grupo vacinado e o não vacinado. “Este score vai de 0, que é o assintomático, a 10, que é óbito; 2 é o paciente sintomático, mas independente; 3 é quando a pessoa é confirmada para infecção pelo coronavírus, sintomática, e tem necessidade de intervenção, mas perdeu de certa forma a independência do 2, que é paciente com sintoma leve.”

Já a taxa de 100% foi atingida considerando as formas graves, acima de 4, que precisam de internação. Ou seja, o que não entrou na conta dos 78%, e que não havia sido apresentado ainda pelo governo, era o grupo 2, que é a infecção sintomática, mas que não demanda cuidados médicos, e os assintomáticos.

Coronavac

A vacina da Sinovac é produzida com vírus inativado, incapaz de causar a doença. Quando introduzida no organismo, ativa o sistema imunológico para que ele reconheça aquele corpo estranho e produza anticorpos para se defender.

Os testes mostraram que serão necessárias duas doses da Coronavac – aplicadas em intervalos de 21 dias para garantir imunidade. Segundo o secretário de Estado da Saúde Jean Gorinchteyn, São Paulo já tem disponíveis 10,8 milhões de doses da vacina, e até a primeira quinzena de fevereiro chegarão mais 35 milhões. Dimas Covas anunciou que o Instituto Butantan tem capacidade para produzir 1 milhão de vacinas por dia.

O governador João Doria afirmou que a primeira fase da campanha de vacinação deve ser iniciada em 25 de janeiro deste ano. Profissionais de saúde, indígenas e quilombolas vão receber as primeiras doses.

Eficácia tira foco de outras discussões

O médico e pesquisador do Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP José Galucci Neto acredita que estamos voltando muita atenção à questão da eficácia, quando este não é um problema. “A nossa maior chance de fracassar será na hora de transformar a vacina em um programa efetivo de vacinação que atinja a população, capilarize.”

Para ele, considerando que essa será uma campanha de vacinação imensa, talvez a maior da história do País, o Ministério da Saúde teria que ter mobilizado de maneira coesa sociedade civil, profissionais de saúde e a classe política, os governos federal e estaduais. “Mas não houve até o momento nenhum tipo de campanha nem de esclarecimento nem de mobilização. Pelo contrário, as mensagens são sempre ambivalentes, ambíguas.” Para Galucci Neto, tudo indica que o governo federal assumiu o risco de não se preparar acreditando que a pandemia de alguma maneira estivesse menos impactante agora ou já controlada. Haja vista que não adquiriu insumos como seringas e está dependendo de estoques que podem ser usados, mas teriam como endereço outras campanhas vacinais, como sarampo, BCG que vão ter que acontecer em paralelo.

“Não sabemos como está o PNI [Programa Nacional de Imunização], o quanto foi desestruturado, e se vai ter a mesma potência que tinha antes. Na época do H1N1, o PNI vacinou 80 milhões de pessoas em três meses. Mas eles já tinham, antes de começar a campanha, 100 milhões de doses da vacina estocadas e insumos preparados”, recorda. “Acho improvável, da maneira como as coisas estão sendo feitas, que o Ministério da Saúde consiga dar conta das duas coisas de maneira organizada.” Com tudo isso, o pesquisador acha que discutir neste momento se a eficácia é 50% ou 60% acaba sendo “picuinha”, ainda que ele tenha críticas sobre a maneira como foi feita a comunicação do governo estadual sobre a Coronavac. “Passando dos 50%, o Ministério teria que estar preparado para começar a vacinação assim que a Anvisa aprovar, mas não está. Honestamente, estou muito preocupado.”

Fonte: Jornal da USP

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Avon estuda diversidade cromática da pele brasileira e amplia portfólio para peles negras

Estudo realizado pelo Centro Global de Inovação da marca, em colaboração com a maquiadora Daniele Damata, traz mudança na indústria internacional de maquiagem

Embasado em um trabalho colaborativo com a maquiadora Daniele Damata surge uma nova visão e abordagem sobre como são criadas as cores para maquiagem na Avon. O processo é resultado de uma conduta humanizada e empática, que foi inspirado pelas mulheres pretas e pardas do Brasil. O mapeamento das particularidades do subtom da pele delas impulsionou a transformação da paleta de cores da marca em um portfólio colaborativo de peles.

Daniele DaMata – Avon

Desde 2013, a Avon estuda a diversidade global e já investigou os tons de pele de seis países, incluindo o Brasil. Como resultado desse trabalho, a companhia construiu uma estratégia de tonalidades mais diversificada de um ponto de vista internacional, mas identificou que o país, em particular, precisava de mais opções de cores voltados ao público negro. Em novembro de 2019, a cientista Candice Deleo-Novack, chefe de desenvolvimento de produtos para olhos, rosto e design técnico de produtos da Avon, nos Estados Unidos, e a maquiadora expert em beleza negra Daniele Da Mata, iniciaram uma parceria para desenvolver uma paleta inteligente e diversa para a marca.

O desfecho foi o desenvolvimento de sete novas cores de bases par todas as nossas linhas, além de novos tons para po compacto, corretivo e blush, que atendem os tons de pele médio a médio-escuro e traz uma diretriz inédita em termos de tecnologia e inovação para criar as cores para maquiagens na Avon. Os novos tons chegam ao mercado com produtos que levam as cores da vida real para as fórmulas.

“Queremos ter certeza de que estamos cobrindo o maior número possível de mulheres com cada uma de nossas cores. Então, o que fizemos foi realmente incorporar essa mentalidade aos novos tons que selecionamos para abranger o maior número possível de mulheres. Também levamos em conta que, a cada bebê que nasce, surge também uma nova cor de base, pois cada cor de pele é única. Nós da Avon, como empresa de beleza, queremos ter certeza de que estamos conversando constante e consistentemente com as mulheres em todos os nossos mercados”, explica a cientista, Candice Deleo-Novack.

“A Candice veio dos Estados Unidos para o Brasil aberta a entender a diversidade cromática das peles negras brasileiras e, juntas, vimos pessoalmente como muitas das modelos selecionadas para os testes não encontravam bases ideais para suas peles. Foi daí que nasceu a ideia de criarmos tonalidades de pessoas e não tonalidades de bases. Isto é, criamos cores representando peles reais e quebramos a lógica das fórmulas padronizadas de proporções e pigmentos. Utilizamos pessoas reais, que antes eram invisibilizadas, como nossa grande inspiração e a Candice levou essa experiência para o laboratório”, explica Da Mata

Como uma empresa global, nos dá muito orgulho ver o Brasil liderando esse movimento de mudança dentro da companhia. Aprendemos uma nova forma de criar proporções de pigmentos com as mulheres brasileiras e isso se compara ao processo de, por exemplo, lançar uma coleção de alta costura, com roupas personalizadas para essas mulheres e suas características únicas e especiais. E foi esse trabalho sob medida que resultou em novas cores e em uma forma muito mais humana de desenvolvimento em laboratório”, complementa a cientista Candice Deleo-Novack.

Novo portfólio: traduzindo as descobertas em alta tecnologia

Todos os ensinamentos coletados no Brasil foram levados para os laboratórios da Avon em Suffern. No Centro de Inovação, uma equipe de cientistas, engenheiros e especialistas em beleza trabalhou usando alta tecnologia para fornecer soluções novas e resolver os desafios de criar uma paleta de cores de maquiagem que atenda todos os tons de pele brasileiros, em todos os produtos.

“Foram oito meses de trabalho utilizando os aprendizados coletados no país em abordagens qualitativas e quantitativas para descobrir percepções, tensões e necessidades não atendidas da consumidora brasileira. Essa longa jornada culminou na nova paleta de cores para pós, bases e corretivos da Avon, que será lançada em novembro de 2020 primeiro nas bases Power Stay e base compacta, com cores da vida real levadas para as fórmulas. A paleta também será aplicada em todas as linhas da Avon até 2021”, explica Juliana Barros, diretora de marketing da categoria de maquiagem da Avon.

Até o final deste ano, serão lançados 28 itens de maquiagem elaborados com as novas cores para a pele preta e parda brasileira: 7 tons da base compacta e base líquida Power Stay (totalizando 12 tons para pele negra), 10 tons de corretivo Power Stay, sendo 6 para pele preta, 2 tons de pó (compactos e refis) totalizando 4 para pele negra, 1 tons de blush totalizando 4 tons para pele negra, e 1 iluminador em Gotas Cobre. E, em 2021, já são previstos 25 itens com a nova gama de cores. Além disso, todos produtos de pele ganharão novos nomes, excluindo referência alimentares. Cada item será sinalizado pelo seu tom e subtom em uma combinação de letras e números. O número refere-se ao tom e a letra ao subtom: “F” (frio), “N” (neutro) e “Q” (quente).

Pesquisa nacional: como a mulher brasileira quer a maquiagem

Para o lançamento e readequação do novo portfólio de maquiagem, a Avon ainda realizou, em parceria com a Grimpa, uma pesquisa inédita que ouviu 1.000 mulheres pretas e pardas, de norte a sul do país, entre 18 e 60 anos, de todas as classes sociais, para traçar um cenário atual da sua representatividade na indústria de beleza, especificamente para base, pó e corretivo – que estão intimamente ligados ao tom de pele.

Os dados foram utilizados pela Avon para elaborar o planejamento e compreender quais eram as necessidades das consumidoras brasileiras. O principal insight mostrou que quase 70% não estão totalmente satisfeitas com as opções de produtos específicos para seu tipo de pele. Os números inéditos revelam ainda que:

46% disseram que o principal motivo de desistirem da compra de uma base, pó ou corretivo é não encontrar o tom compatível com a sua pele.
57% dizem que compram ou já tiveram que comprar mais de um tom de base porque simplesmente não encontram um produto adequado à sua cor– tendo assim que gastar mais, personalizando a maquiagem.
20% apenas das mulheres negras sabem qual é o seu subtom.
95% gostariam de saber mais sobre o subtom quando compram base, pó e corretivo.
Cerca de 70% gostariam que as vendedoras de maquiagem entendessem melhor a pele negra/parda.

Transformação além do portfólio: Avon firma compromisso antirracista

Essa transformação no portfólio da Avon não ficará apenas no segmento de maquiagem. A empresa está fomentando um grande movimento interno de lideranças negras que traz o compromisso de reparar injustiças históricas dentro da companhia, com importantes metas, entre elas: aumento da diversidade dos níveis de gestão, equidade de gênero com mulheres na liderança, acesso ao salário digno individual a 100% de funcionários, comunidades comerciais de biodiversidade e força de vendas.

Esse pacto antirracista e pela diversidade busca amplificar e dar continuidade às iniciativas que a empresa vem desenvolvendo principalmente nos últimos cinco anos: em 2015, a Avon iniciou proativamente seu programa de diversidade, chamado Rede Pela Diversidade, e desde então vem ampliando ações neste sentido, como o selo Pró-Equidade, a criação da Célula Raça, a adesão à Coalizão Empresarial pela Igualdade Racial, o programa de desenvolvimento de profissionais negros e as metas de inserção deles nos processos de seleção – todos realizados entre 2015 e 2020.

Todos os produtos Avon podem ser adquiridos por meio das revendedoras Avon ou pelo e-commerce. SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Pesquisa com mulheres negras revela que 70% estão insatisfeitas com maquiagem disponível

Levantamento de norte a sul do país traça um retrato do cenário atual delas na indústria de beleza e revela que 46% desistem de adquirir produtos por não encontrarem sua cor, entre outros dados

Hoje, o Brasil é o país que tem mais pessoas negras fora da África no mundo. Dos 209 milhões de brasileiros, atualmente, 56% são negros, grupo racial composto por pessoas que se classificam como pardas e pretas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além disso, segundo o Think Etnus é estimado é que, até 2023, 70% dos brasileiros se autodeclarem negros, como resultado do crescimento da autoafirmação e empoderamento. Apesar desse cenário, uma pesquisa inédita realizada pela Avon em parceria com a consultoria Grimpa, mostrou que 70% das mulheres negras entrevistadas, não estão satisfeitas com as opções de produtos específicos para o seu tipo de pele encontrados no mercado.

O levantamento realizado entre setembro e outubro de 2020, entrevistou mil mulheres pardas e pretas, entre 18 e 60 anos, de todas as classes sociais, e em todo o Brasil, para entender como é a relação delas com a maquiagem, especificamente base, pó e corretivo – que estão intimamente ligados ao tom de pele. Os números reforçam a atual falta de representatividade da mulher negra pela indústria de beleza.

Na busca um novo item de maquiagem, por exemplo, os problemas das mulheres pardas e pretas começam logo com um dos atributos mais básicos: a cor. 46% delas disseram que o principal motivo de desistirem da compra de uma base, pó ou corretivo é não encontrar o tom compatível com a sua pele.

A falta de opções faz com que as consumidoras negras limitem sua experiência de compra de novos produtos, pois, enquanto as mulheres brancas podem encontrar facilmente sua cor em diversas marcas e experimentar bases com diferentes efeitos e ativos, negras ainda estão preocupadas em encontrar produtos que ofereçam a compatibilidade de tom. Hoje, elas ainda encontram só o básico, mas querem opções melhores. Das entrevistadas, 61% dizem estar em busca de acabamento e fórmulas multifuncionais quando pesquisam uma base.

A carência de produtos compatíveis no mercado nacional acaba pesando no bolso delas. 56% procura opções importadas ocasionalmente ou sempre: 47% fazem isso porque consideram os produtos estrangeiros mais interessantes, 35% acreditam que eles têm mais qualidade e 17% encontram tons compatíveis apenas nas paletas de cores vindas do exterior. Além disso, 57% dizem que compram ou já tiveram que comprar mais de um tom de base para misturá-la a outras porque simplesmente não encontram um produto adequado à sua cor – tendo assim que gastar mais, personalizando a maquiagem.

As diferenças de comportamento de uso da maquiagem também aparecem quando olhamos para diferentes regiões brasileiras, idades e classes sociais. A maioria usa base em momentos especiais (55%), seguida pelas mulheres que usam todos os dias (45%). No Sul (61%) e Norte/Centro-Oeste (58%) está a maior proporção de mulheres que usam bases apenas em momentos especiais, enquanto no Sudeste o uso diário é mais comum, ocorrendo para 51% delas. Já quando analisamos as diferenças em relação a idade, vemos que para 53% das mulheres mais maduras, entre 50 e 60 anos, apenas algumas marcas de maquiagem as valorizam, já entre as mais jovens, de 18 a 29 anos, essa é a percepção de 47% das entrevistadas.

Apesar do cenário geral adverso da indústria de beleza, as mulheres negras consideram que a representatividade vem melhorando. 80% das entrevistadas disseram reconhecer ações que olham para suas necessidades e que as faça sentir valorizadas. Isso evidencia que o principal desafio imposto para as marcas hoje é tornar a representatividade exibida em sua comunicação e publicidade uma realidade em seus portfólios de produtos.

Construindo uma das estratégias de tonalidades mais diversificadas no mundo: com tecnologia humanizada, Avon transforma sua paleta de cores em um portfólio colaborativo de peles

Como resposta a esses aprendizados, somados a estudos e workshops realizados entre 2013 e 2019, a Avon muda sua paleta de cores de bases, pós e corretivos, lançando em novembro deste ano novos itens de maquiagem elaborados com as cores personalizadas para as peles pardas e pretas brasileiras: 7 tons da base líquida Power Stay e da Base Compacta, 10 novos tons de corretivo Power Stay, 2 tons de pós compactos, 1 tom de blush e 1 iluminador Face Drops.

A criação da paleta foi resultado do trabalho colaborativo entre a maquiadora Daniele Da Mata, uma das maiores experts em pele negra no Brasil, e a cientista norte-americana Candice Deleo-Novack, chefe de desenvolvimento de produtos para olhos, rosto e design técnico de produtos da Avon. A dupla conseguiu sintetizar em uma única paleta a maior gama possível de tons e subtons das peles brasileiras ao aportar um olhar humanizado para cada produto.

“Como uma empresa global, nos dá muito orgulho ver o Brasil liderando esse movimento de mudança dentro da companhia. Aprendemos uma nova forma de criar proporções de pigmentos com as mulheres brasileiras e isso se compara ao processo de, por exemplo, lançar uma coleção de alta costura, com roupas personalizadas para essas mulheres e suas características únicas e especiais. E foi esse trabalho sob medida que resultou em novas cores e em uma forma muito mais humana de desenvolvimento em laboratório”, diz a cientista Candice Deleo-Novack.

Além dos lançamentos que ocorrem este mês, ao longo de 2021 a Avon lançará mais 25 produtos com as novas cores para a consumidora parda e negra: 10 novos tons das bases Real Matte, 3 novos tons dos pós Real Matte, 1 nova cor de corretivo, 4 bases Ultramatte, 5 bases líquidas Matte Efeito Segunda Pele e 2 pós soltos com efeito matte.

“Foram oito meses de trabalho utilizando os aprendizados coletados no país em abordagens qualitativas e quantitativas para descobrir percepções, tensões e necessidades não atendidas da consumidora brasileira. Essa longa jornada culminou na nova paleta de cores para pós, bases e corretivos da Avon, que será lançada em novembro de 2020 primeiro nas bases Power Stay e base compacta, com cores da vida real levadas para as fórmulas. A paleta também será aplicada em todas as linhas da Avon até 2021”, explica Juliana Barros, diretora de marketing da categoria de maquiagem da Avon.

Os produtos complementam a oferta total de cores de maquiagem para a pele negra da Avon e selam o compromisso de fazer com que a experiência do consumidor com a marca seja cada vez mais completa. “Os novos itens conversam entre si, ou seja, os corretivos, bronzeadores, blushes e iluminadores foram testados extensivamente na pele das mulheres negras brasileiras para funcionarem em todas as nuances, do médio ao escuro”, afirma a cientista Candice Deleo-Novack.

No total, serão 53 produtos com as novas cores. Além disso, toda a paleta de bases, pós e corretivos ganha novos nomes, sinalizando tom e subtom em uma combinação de letra e número: o número faz referência ao tom (1 para o tom claro, 2 para o médio-claro, 3 para o médio, 4 para o médio-escuro e 5 para o escuro) e a letra faz referência ao subtom: “F” (frio), “N” (neutro) e “Q” (quente).

Todos os produtos Avon podem ser adquiridos por meio das revendedoras Avon ou pelo e-commerce. SAC: 0800 708 2866, de segunda a sábado das 8h às 20h.

Pesquisa Herbalife revela que pessoas mudaram alimentação na quarentena

Consumo de frutas e vegetais aumentou nos últimos meses, assim como a procura por alimentos e receitas saudáveis

Após sete meses de confinamento em casa, parece que as pessoas começaram a tomar consciência sobre a necessidade de adotar uma boa alimentação para ter uma vida mais saudável. Pelo menos é isso que mostra uma Pesquisa Global Sobre Hábitos Alimentares na Pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela One Poll. O estudo foi realizado em 30 países, com um total de 28 mil indivíduos, entre eles 1.000 brasileiros.

O levantamento, realizado entre 22 de setembro e 6 de outubro, revelou que, globalmente, 41% das pessoas fizeram uma grande mudança em sua dieta. Entre as novas medidas alimentares adotadas pela população, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (51%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (43%) e o esforço para comer menos carne (43%).

Segundo os resultados da pesquisa, para 49% dos entrevistados essa mudança só foi possível por conta do tempo extra em casa, que permitiu pesquisar mais sobre alimentos saudáveis, enquanto 45% usaram as horas livres para cozinhar mais e aprender novas receitas.

Ficar longe de influências negativas, como snacks e sobremesas disponíveis no ambiente de trabalho e nas idas aos restaurantes, foi outro ponto que parece ter contribuído com a mudança na alimentação de 31% dos pesquisados. Outros 39% dos entrevistados também disseram que aproveitaram esse tempo para fazer uma mudança positiva.

“As dietas plant based são uma tendência global. Observamos novas gerações cada vez mais conscientes sobre impacto de suas escolhas à saúde e ao meio ambiente. As evidências científicas suportam que dietas com predominância de grãos, cerais integrais, hortaliças e frutas estão associadas a longevidade e estilo de vida mais saudável. Dietas ricas em proteínas vegetais, por exemplo, diminuem as chances de doenças do coração”, coloca a nutricionista Carolina Pimentel, Membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife Nutrition do Brasil.

Outro dado apresentado pela pesquisa foi que 72% dos entrevistados comem carne como parte de sua dieta, 21% são “flexitarianos” e o restante, veganos ou vegetarianos. As dietas plant-based parecem ser uma tendência: 62% dos entrevistados no mundo disseram que gostariam de incorporar mais alimentos à base de plantas em seu cardápio, apesar de não saberem ao certo como começar.

O levantamento também mostrou que 46% disseram estar mais abertos em relação aos vegetais e opções de “carnes” preparadas à base de proteína vegetal durante a pandemia. E 43% dos entrevistados também acreditam que, ao longo da vida, a maioria das pessoas vai fazer uma dieta baseada em vegetais.

Hábitos alimentares dos brasileiros

A pesquisa sobre hábitos alimentares na pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition também identificou algumas mudanças adotadas pelos brasileiros.

Segundo 47% dos entrevistados, sua alimentação foi modificada nos últimos meses e, para 73%, a pandemia ajudou a manter essa mudança.

Dentre as novas medidas alimentares adotadas pelos brasileiros, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (50%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (45%) e o esforço para comer menos carne (46%). Aliás, a intenção de incorporar mais alimentos plant-based na dieta apareceu para 70% dos entrevistados, mas que também reveleram não saberem ao certo como começar.

Em relação ao consumo de açúcar, 32% dos entrevistados brasileiros disseram ter reduzido a ingestão, diante de 26% na amostra global.

Uma explicação para a mudança pode ser a necessidade de perda de peso, uma vez que a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS) divulgada neste mês pelo IBGE apontou que 60,3% da população brasileira acima dos 18 anos estão com excesso de peso.

“Atingimos o maior número de brasileiros com excesso de peso dos últimos anos. Todos precisamos repensar a importância do controle do peso por meio de uma alimentação saudável e prática diária de atividade física. Esta pesquisa aponta que os entrevistados já percebem a necessidade de mudar esses comportamentos”, finaliza a nutricionista Carolina.

Fonte: Herbalife Nutrition

Pesquisa revela que paulistas não controlam colesterol, hipertensão e diabetes

Especialista fala sobre os perigos de não tratar essas e outras doenças que afetam o coração

O colesterol, hipertensão e diabetes são os principais fatores de risco para as complicações cardiovasculares, principalmente quando a evolução destas doenças não é acompanhada e tratada por um especialista.

Uma recente pesquisa, realizada com 9 mil pacientes em Unidades Básicas de Saúde (UBS), em 32 cidades do estado de São Paulo, e analisada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), indicou que a maioria dos paulistas não se preocupa com o controle destas doenças. Segundo dados do estudo, apenas 16% dos entrevistados se importam com o controle do colesterol, só 25% dos participantes estavam com bons níveis de glicemia, enquanto 48% nem se dedicava em checar e controlar a pressão arterial.

Para Elcio Pires Júnior, cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, o principal motivo destas doenças serem tão prevalentes entre os brasileiros são os maus hábitos da população. “No Brasil, além dos altos índices de obesidade e sobrepeso, o sedentarismo somado a alimentação ruim, favorece não só para a hipertensão, mas também para o colesterol e diabetes”, alerta o médico.

Como estas doenças afetam o coração?

O diabetes, doença que afeta a resistência insulínica, resulta em um estado inflamatório do organismo. Esta inflamação favorece uma condição chamada de aterosclerose, onde placas de gordura se acumulam no interior das artérias, fazendo com que os vasos percam a sua flexibilidade natural. Quando o colesterol ruim está alto, há uma grande quantidade de LDL circulando pelo organismo, que podem se depositar no interior dos vasos. O enrijecimento das artérias exige que o coração trabalhe ainda mais para que o sangue circule por essas vias que estão cada vez mais estreitas, resultando na hipertensão.

“A hipertensão é um alerta vermelho para o infarto e para o AVC. Se os hábitos não mudarem, os vasos podem se obstruir em qualquer momento, interrompendo o fluxo de sangue. Se isso acontecer próximo do coração e o músculo cardíaco deixar de ser irrigado, temos o infarto do miocárdio. Se acontecer próximo ao cérebro, temos o Acidente Vascular Cerebral”, conta o especialista.

Sem sintomas, sem busca por ajuda

Tanto a hipertensão quanto o alto colesterol e diabetes, em seu início, são doenças que não apresentam sintomas característicos. Quando alguns sinais começam a aparecer, pode já ser tarde para reverter. “Check-ups regulares podem identificar essas doenças previamente, oferecendo ao paciente uma alternativa: a mudança de hábitos”, ressalta o cirurgião.

Vale lembrar que existem vários fatores para o desenvolvimento dessas doenças, até mesmo o avanço da idade. Entretanto, de maneira geral, a melhor maneira de se prevenir é evitando o alto consumo de bebidas alcoólicas, assim como o excesso de sódio na alimentação. Vale lembrar que o tabagismo, o sedentarismo e a má alimentação são os principais fatores para o desenvolvimento dessas doenças.

“Embora essas doenças não tenham cura, existe tratamento. E controlar o diabetes, a pressão alta e o colesterol alto são fundamentais para a saúde geral do organismo e a longevidade. Antes que essas doenças apareçam, previna-se!”, finaliza o médico.

Fonte: Élcio Pires Júnior é coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro – Rede D’or – Osasco, e coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital Bom Clima de Guarulhos. Membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. E atualmente é cirurgião cardiovascular pela equipe do Dr. André Franchini no Hospital Madre Theodora de Campinas.

Até 40% da população mundial sofre com algum tipo de alergia; confira orientações

Além da saúde, as restrições impostas pelas alergias alimentares também podem trazer impactos sociais, psicológicos e financeiros às famílias

Estudos afirmam que entre 30% e 40% da população mundial possui algum tipo de alergia*. Ao todo, mais de 170 alimentos já foram identificados como gatilhos para reações alérgicas, sendo que oito deles aparecem como os grandes responsáveis pela maioria das alergias alimentares.

Entre eles está o leite de vaca, causador de um dos tipos de alergia mais comuns na infância – estima-se que cerca de 3% das crianças até 3 anos de idade apresentem Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A APLV possui sintomas que variam muito, dificultando assim sua identificação, reconhecimento e tratamento. Em média, o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico de fato costuma ser de quatro meses. Durante este período de adaptação às restrições, os bebês, crianças e famílias costumam sofrer impactos que interferem diretamente em seu desenvolvimento social, psicológico e, até mesmo, financeiro.

Danone Nutricia , divisão de nutrição especializada da Danone, possui uma longa história de pioneirismo, pesquisa e desenvolvimento de soluções nutricionais voltadas para quem sofre de alergias alimentares.

“Reforçando nosso propósito de transformar vidas por meio da nutrição, temos uma gama de soluções nutricionais para apoiar crianças portadoras destas doenças e dos desafios ligados a elas, reduzindo os impactos causados pelas restrições e, consequentemente, trazendo melhorias em relação à qualidade de vida de toda a família. Além disso, trabalhamos constantemente na capacitação e educação médica, a fim de tornar os pediatras mais aptos a identificar e tratar alergias alimentares, sobretudo a APLV”, comenta Thaysa Cezar, gerente de Medical Affairs na Danone Nutricia.

Confira a seguir algumas orientações para que pais e crianças estejam preparados para lidar e se adaptar às restrições da melhor forma, preparadas pelos especialistas da Danone Nutricia:

Atente-se aos principais sintomas

Os sintomas mais comuns causados pelas alergias são inchaço nos olhos, sangue nas fezes, diarreia, coceira (urticária), dermatite, refluxo e cólicas, variando a gravidade de acordo com o seu tipo. Porém, em casos mais agudos, as alergias podem causar choque anafilático, o que requer socorro imediato.

Dessa forma, é necessário que as famílias tenham acompanhamento médico e estejam bem informadas para avaliar as situações e tomar ações emergenciais quando necessário.

Acompanhamento profissional

Além dos sintomas alérgicos, há outras questões menos conhecidas que relacionam alergias ao desenvolvimento infantil. A existência de alergias no período da infância pode resultar em um aumento do risco de outras doenças atópicas no futuro. Dessa forma, é fundamental o acompanhamento frequente de médicos de diferentes áreas, como pediatras, nutricionistas e psicólogos, para identificar tratamentos necessários e melhorar a qualidade de vida das crianças.

Sabe-se, ainda, que crianças com APLV apresentam 27% mais chances de desenvolverem osteoporose no futuro. Também foi verificado um déficit de peso para estatura 7 vezes maior. Por isso, torna-se ainda mais importante o olhar nutricional para a criança com dieta restritiva, para evitar riscos futuros e garantir o seu desenvolvimento.

Dietas adaptadas ao tipo e nível de restrição

As alergias alimentares se manifestam de forma diferente de acordo com cada organismo. Algumas crianças precisam restringir um ou dois grupos de alimentos, caso desenvolvam a alergia múltipla. Além disso, em alguns casos, é possível tolerar alimentos com traços das proteínas alergênicas, enquanto outros, mais sensíveis, demandam mais atenção na análise dos rótulos. Por tudo isso, a orientação do médico ou nutricionista é fundamental. É importante procurar alternativas adaptadas e adequadas às condições de cada criança, com o intuito de garantir a inclusão dos nutrientes necessários na alimentação para que não haja comprometimento no crescimento e no desenvolvimento infantil.

Busque alternativas para minimizar impactos sociais e psicológicos

A partir do momento em que se cria uma nova rotina de acordo com as adaptações impostas pelas alergias alimentares, a preparação dos alimentos e elaboração de novas receitas torna-se mais fácil e prática. Com uma dieta especial estabelecida e as alergias controladas, é possível também reduzir os impactos psicológicos que as restrições podem causar, como a ansiedade e estresse para os pais e crianças.

Saiba clicando aqui.

*World Health Organization. White Book on Allergy 2011-2012 Executive Summary. By Prof. Ruby Pawankar, MD, PhD, Prof. Giorgio Walkter Canonica, MD, Prof. Stephen T. Holgate, BSc, MD, DSc, FMed Sci and Prof. Richard F. Lockey, MD.

Fonte: Danone Nutricia

Primeira pesquisa global de limpeza da pele revela ideias equivocadas e erros comuns nas rotinas diárias

No contexto atual, em que a higiene rigorosa e as máscaras faciais estão se tornando uma norma da sociedade e uma necessidade de saúde, a limpeza facial é um tópico oportuno. Um estudo exclusivo realizado pela Ipsos para a CeraVe em 11 países em todos os continentes explora as crenças sobre o que se deve e não se deve fazer na limpeza facial e as compara com a rotina real das pessoas.

Apesar de a grande maioria (70%) dos entrevistados sentirem que sabem com que frequência devem lavar o rosto, na prática, menos da metade (44%) o faz duas vezes ao dia, enquanto mais de um terço (35%) não lava o rosto com a frequência suficiente (menos de duas vezes ao dia). Adicionalmente, além dessa lacuna surpreendente entre atitudes, conhecimento e prática, o estudo também mostra a conexão entre a saúde física da pele e o bem-estar emocional: dentre a grande maioria (76%) dos entrevistados que às vezes deixam de lavar o rosto antes de ir dormir, mais da metade (53%) sente-se suja, culpada, frustrada ou envergonhada quando isso acontece.

A Diretora Geral da CeraVe Global, Penelope Giraud, comenta: “Este estudo destaca uma contradição no cerne dos rituais de limpeza da pele em todo o mundo. Apesar das boas intenções e dos altos níveis de confiança sobre as práticas de limpeza da pele, um número significativo de pessoas está mal informado e, simplesmente, tem uma ideia errada. Mais de 30% dos entrevistados não sabiam o que era a barreira da pele – o que potencialmente os impede de escolher o produto de limpeza facial certo. A pesquisa também demonstra como os resultados dessas descobertas variam entre países, gêneros, grupos de idade e níveis de ensino.”

“Os fundamentos da limpeza facial (como duas lavagens diárias e nutrição para a barreira da pele) ainda são mal compreendidos por uma ampla gama de pessoas em todo o mundo”, acrescenta Michelle Henry, dermatologista em Nova York. “Este estudo destaca a necessidade de mais conhecimento e educação sobre as práticas de limpeza do rosto, bem como a opinião de especialistas: por exemplo, menos de 3 em cada 10 entrevistados (29%) consultaram um especialista em pele para confirmar seu tipo de pele, o que é um passo essencial para um cuidado adequado da pele.”

“Este estudo é uma abordagem inovadora a partir do que pensávamos saber sobre limpeza facial, indo além do que as pessoas fazem e por quê, mas também considerando os aspectos emocionais mais profundos associados a essa parte muito específica do corpo que é inerente à nossa identidade: nosso rosto e como cuidamos dele. Embora possa parecer que a limpeza do rosto é uma rotina comum, as atitudes e hábitos envolvidos são, na verdade, tão diversos quanto as culturas das pessoas, crenças, suposições e benefícios associados. Essas descobertas sem precedentes ajudarão a destacar as melhores práticas para limpeza da pele e compartilhar conhecimento sobre um tópico importante para pessoas no mundo inteiro”, afirma Fabienne Simon, Líder da Linha de Serviços de Mercado e Estratégia da Ipsos.

Desafios de estabelecer uma rotina consistente

A limpeza do rosto não é diferente de outras rotinas de bem-estar e estilo de vida: enquanto homens e mulheres entendem o valor dos hábitos adequados e definem um alto padrão para alcançá-los (com 73% classificando a limpeza do rosto como a parte do corpo mais importante para lavar, muito mais do que as axilas (54%) ou os cabelos (29%), a realidade é frequentemente menos consistente e repleta de contradições.

As pessoas dizem que se sentem bem informadas sobre a limpeza do rosto e que a consideram uma prioridade, mas suas ações sugerem o contrário: apesar de 70% acharem que sabem com que frequência devem lavar o rosto, na prática, menos da metade (44%) o faz de fato duas vezes ao dia, enquanto mais de um terço (35%) não lava o rosto com a frequência necessária.

Além disso, enquanto a grande maioria se sente bem informada sobre limpeza facial, 4 em cada 10 pessoas (40%) admitem que não sabem que tipo de produto de limpeza facial é melhor para seu tipo de pele e mais de um terço (37%) não entende o significado de pH equilibrado.

A maioria das pessoas também não procurou aconselhamento profissional sobre a limpeza adequada da pele: por exemplo, 67% acreditam que conhecem seu tipo de pele, mas menos de 3 em 10 (29%) consultaram um especialista para confirmar isso. Um quarto ou mais cometem erros na limpeza da pele em qualquer prática/hábito citado e 60% não pensam na barreira da pele – um aspecto fundamental da saúde da pele – ao escolher um produto de limpeza facial.

Percepções falsas são difundidas levando a armadilhas comuns

Embora a limpeza da pele possa parecer uma rotina simples, este estudo revelou muitos mitos difundidos entre as mulheres e ainda mais entre os homens. Por exemplo, 2 em 5 homens usam apenas água para lavar o rosto (entre 42% e 45% dependendo da hora do dia), enquanto mais de um terço usa sabonete em barra (34%-36% dependendo da hora do dia) )

A falta de conhecimento é principalmente em torno da frequência de lavagem necessária: 29% dos homens que deixam de lavar o rosto antes de dormir acham que não é necessário (em comparação com 15% das mulheres), enquanto 2x por dia (manhã e noite) é o que os dermatologistas recomendam. Ao mesmo tempo, a limpeza excessiva é um erro frequente. 33% dos entrevistados acreditam na afirmação incorreta de que quanto mais eles lavam o rosto, mais limpo ele fica.

Além disso, um quinto (20%) dos entrevistados tende a lavar o rosto em excesso (mais de duas vezes por dia), enquanto mais de um terço (35%) não lava o rosto com a frequência necessária. As gerações mais velhas também têm maior probabilidade de ter bons hábitos: apenas 59% dos jovens de 18 a 20 anos lavam o rosto pela manhã, contra 74% dos entrevistados com idades entre 51 a 60 anos.

Existem também equívocos significativos relacionados ao tipo de pele e escolha do produto (novamente, mais pronunciado entre os homens do que entre as mulheres): 38% dos homens (vs. 17% das mulheres) acreditam que “qualquer sabonete serve” quando se trata de lavar o rosto , enquanto os homens são mais propensos a lavar o rosto durante o banho ou depois de se exercitar, principalmente usando apenas água (2 em cada 5 homens) ou uma barra de sabão (mais de um terço dos homens). Novamente, as gerações mais velhas revelaram melhores práticas de limpeza da pele; eles são menos propensos a usar esfoliantes faciais abrasivos (61% dos menores de 30 anos contra 57% dos 30+) e entendem melhor o significado de pH balanceado (61% contra 64%).

Por fim, o estudo revelou alguns desafios com a higiene da pele em termos mais gerais: 71% dos homens passaram mais de duas semanas sem lavar os lençóis/as fronhas (em comparação com 66% das mulheres), enquanto mais de 1 em 2 mulheres foi dormir sem tirar a maquiagem (60%) ou usou pincéis de maquiagem sujos (56%).

Limpeza inadequada do rosto impacta o bem-estar

Hábitos de limpeza insuficientes ou prejudiciais podem causar danos físicos à pele, mas também têm impacto emocional: 53% dos que não lavam o rosto antes de dormir se sentem sujos, culpados, frustrados ou constrangidos depois.

Limpeza de pele no mundo

Os franceses e os espanhóis atingem o equilíbrio certo entre limpar e proteger a pele – Os franceses (73%) e os espanhóis (76%) são significativamente mais propensos do que a média em saber que é preciso lavar as mãos antes de lavar o rosto, ou que esfoliantes abrasivos podem causar danos à pele (67% dos espanhóis e 54% dos franceses). Nesse sentido, eles têm menos probabilidade do que a média de cometer erros na limpeza da pele.

Mexicanos, poloneses e russos querem uma pele limpa, mas negligenciam a importância da barreira cutânea – enquanto os mexicanos sabem quando devem limpar (79%) e compreendem a importância de lavar as mãos antes de lavar o rosto (79%), 41% deles não veem os danos potenciais causados por esfoliantes abrasivos, enquanto mais da metade (55%) não percebe que a limpeza dupla pode causar danos à barreira à pele. Quanto aos produtos que usam, são mais propensos do que a média a usar sabonete em barra para lavar o rosto e menos propensos que a média a usar um produto de limpeza facial.

Quanto aos poloneses e russos, eles estão mais conscientes do que a média da importância de lavar o rosto todas as noites (resp. 79% e 82%) ou que a pele não deve ficar ressecada após a limpeza (61% e 81%), mas menos conscientes do que média dos danos causados por esfoliantes abrasivos (36% e 29%) ou limpeza dupla (57% e 34%). Eles também tendem a lavar o rosto com muita frequência: 2,3 vezes ao dia para os poloneses e 2,4 vezes ao dia para os russos.

Alemães e brasileiros sabem como proteger a barreira da pele, mas tendem a não limpar adequadamente – Os alemães sabem mais do que a média (72%) sobre o significado do equilíbrio do pH e sobre os danos causados pela esfoliação com muita frequência (87%), mas estão menos conscientes do que a média sobre a importância de lavar o rosto após o treino (29%) e usando creme de barbear (55% apenas). Eles também são mais propensos do que a média a usar os produtos errados, como gel de banho ou sabonete líquido para as mãos no rosto.

Foto: wiseGEEK

Os brasileiros também entendem como proteger sua barreira cutânea: sabem mais do que a média sobre a importância do nível de pH em um produto de limpeza facial (80% deles), ou os danos causados por água excessivamente quente (78%), mas relatam mais dúvidas do que média sobre a forma correta de limpar o rosto (59%), ou que não deveriam usar sabonete para mãos no rosto (apenas 29% sabem que é prejudicial).

Tailandeses, australianos e americanos sabem o que fazer… mas não fazem – As pessoas na Tailândia têm níveis de conhecimento acima da média sobre os danos potenciais da água quente (80%) e a importância de lavar o rosto todas as noites (77%), enquanto os australianos entendem os danos causados por esfoliantes abrasivos (51%) ou uso de sabonete para as mãos para lavar o rosto (56%) e os americanos estão bem cientes dos danos causados por esfoliantes abrasivos (50%), não lavar após o exercício (50%) e uso de telefone celular (41%).

No entanto, apesar de estarem bem informadas, essas nacionalidades não lavam suficientemente (1,6 vez ao dia para americanos e 1,5 vez ao dia para australianos) ou lavam demais o rosto (2,2 vezes ao dia para os tailandeses) e cometem erros relacionados a bactérias e barreira cutânea (não trocar os lençóis por 2 semanas, lavar com água excessivamente quente, etc.)

Os britânicos erram em quase todas as frentes – de todas as nacionalidades, são os mais propensos a admitir que não sabem o que é a barreira da pele (47%), e mais propensos a dizer que está tudo bem se não lavarem o rosto todas as noites (43%). Junto com a Austrália, o Reino Unido é o país que limpa com menos frequência (muito abaixo da quantidade recomendada de duas vezes ao dia) com 1,5 vez ao dia em média.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa, realizada em 11 mercados em todo o mundo pela Ipsos, perguntou a 5.500 pessoas no mundo inteiro sobre sua rotina de limpeza facial, seus conhecimentos e crenças para compreender as atitudes e comportamentos gerais em torno da limpeza facial, o que difere de país para país e quais mitos populares devem ser desmascarados.
11 países: EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Polônia, Rússia, Tailândia, Austrália, México, Brasil
Por país: 500 homens e mulheres, com idades entre 18 e 60 anos, representativos da população do país
Coleta de dados online, com trabalho de campo de 16 de julho a 3 de agosto de 2020
5.500 pessoas entrevistadas no total

Para saber mais: Cerave

Proteína vegetal pode prevenir doenças como câncer e aumentar longevidade

Proteína vegetal pode prevenir doenças como câncer e aumentar longevidade, diz estudo recente

Em revisão publicada em julho no British Medical Journal, pesquisadores descobriram que aqueles que ingeriram mais proteína vegetal em sua dieta tiveram um risco 8% menor de morte prematura do que pessoas que raramente ou nunca consumiram esse tipo de alimento.

Adicionar à dieta mais proteína vegetal de fontes como leguminosas, grãos inteiros e nozes pode ajudá-lo a viver mais. Essa é a conclusão de uma revisão publicada em julho de 2020 no BMJ (British Medical Journal), segundo a qual para cada aumento de 3% no consumo diário de proteína vegetal foi associado a um risco 5% menor de morte prematura por todas as causas.

“Em um estudo recente foi confirmado que uma dieta à base de plantas e limitada em produtos animais beneficia a pressão arterial e reduz o risco de ataques cardíacos, derrames e doenças cardiovasculares. Mas essa nova revisão dá mais destaque à proteína vegetal, associando o seu consumo a um menor risco de morte por diversas causas, e incentivando o consumo de legumes, nozes e grãos no lugar de carnes vermelhas e processadas”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez, professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Os pesquisadores examinaram dados agrupados de 32 estudos publicados anteriormente, representando 715.128 participantes. Durante os períodos de acompanhamento variando de 3,5 a 32 anos, 113.039 pessoas morreram, incluindo 16.429 mortes por doenças cardiovasculares e 22.303 mortes por câncer.

“No geral, as pessoas que consumiram a maior parte da proteína total tiveram 6% menos probabilidade de morrer prematuramente do que os indivíduos com a menor quantidade de proteína em suas dietas. Mas quando os pesquisadores analisaram diferentes fontes de proteína separadamente, eles descobriram que apenas a proteína vegetal – e não a proteína animal – estava ligada a uma vida mais longa”, explica a médica.

Além disso, as pessoas que consumiram a maior parte da proteína vegetal tiveram um risco 12% menor de morte prematura por doença cardiovascular. “O maior consumo de proteína vegetal em substituição às carnes processadas e vermelhas é um comportamento que pode ajudar a reduzir o risco de várias doenças e morte prematura.”

A médica lembra, também, que, no caso da longevidade, apesar da inclusão de mais proteínas de origem vegetal na dieta ser fundamental, é necessário levar em consideração outros fatores, incluindo índice de massa corporal (IMC), tabagismo, consumo de álcool, hábitos de exercício e consumo total de calorias. Apesar disso, outros estudos também já vincularam dietas à base de plantas a uma vida mais longa. Por exemplo, um estudo (Fruit, vegetable, and legume intake, and cardiovascular disease and deaths in 18 countries (PURE): a prospective cohort study) publicado em agosto de 2017 no The Lancet acompanhou 135.335 pessoas por uma média de 7,5 anos e descobriu que comer pelo menos três porções por dia de frutas, vegetais e legumes estava associado a um risco até 22% menor de morte prematura de todas as causas e um risco até 42% menor de morte prematura por doença cardiovascular.

Outro estudo (Nut consumption and risk of cardiovascular disease, total cancer, all-cause and cause-specific mortality: a systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies), publicado em dezembro de 2016 na BMC Medicine, descobriu que cada porção adicionada de 28 gramas de nozes por dia estava associada a um risco 21% menor de doenças cardiovasculares e a uma chance 22% menor de morte prematura por todas as causas. “A carne vermelha e processada, por outro lado, parece ter o efeito oposto na longevidade, sugerem estudos anteriores”, afirma a médica.

Mas afinal, por que isso acontece?

Pixabay

Segundo a médica, a proteína vegetal tende a ser rica em fibras, o que leva a uma maior satisfação e pode fazer com que as pessoas consumam menos calorias, além de ajudar a reduzir o colesterol.

“A fibra também é fermentada no intestino, o que aumenta a produção de bactérias benéficas que promovem a saúde do organismo como um todo. Além disso, a proteína vegetal é rica em antioxidantes que podem ajudar a prevenir ou retardar o desenvolvimento de muitas doenças crônicas, e polifenóis, que têm propriedades antioxidantes e têm sido associados a um menor risco de câncer”, afirma a nutróloga. “No geral, com todos esses compostos benéficos encontrados em proteínas vegetais, vemos redução da inflamação, menos toxinas, redução da pressão arterial e redução do risco de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares”, acrescenta.

Pequenas maneiras de adicionar mais proteína vegetal à dieta

A médica dá algumas dicas para melhorar o consumo de proteínas vegetais:

*Para colher os benefícios das proteínas de origem vegetal, experimente adicionar uma porção dela no lugar de uma porção de proteínas de origem animal pelo menos uma vez por dia e, em seguida, vá aumentando a partir daí;

*Adicione sementes, nozes e leguminosas (feijões, ervilhas, lentilhas, grãos de bico) aos seus pratos, substituindo a proteína animal gradativamente até limitar seu consumo a três vezes por semana;

Foto: Milza/Morguefile

*Adicione 1 colher de sopa de semente de linhaça, gergelim ou chia moída ao seu smoothie ou vitamina matinal;

*Entre as grandes refeições, coma um punhado de nozes ou castanhas.

Stocksy

Por fim, a médica diz que uma grande mudança pode ser mais simples ao planejar os menus para a semana. “Busque também receitas de alimentos integrais à base de plantas. Isso ajudará a incluir mais das proteínas vegetais na sua rotina alimentar”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Pesquisa mostra que 90% dos brasileiros têm interesse em alimentos vegetais

 Consumir produtos saudáveis é principal fator de atração

Estudo sobre hábitos de consumo divulgado recentemente pela Ingredion, líder mundial no mercado de soluções em ingredientes, mostra que 90% dos brasileiros se dispõem a ingerir alimentos derivados de plantas e vegetais (plant-based). É a taxa mais alta entre os países pesquisados (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru).

A pesquisa, feita em conjunto com a consultoria Opinaia, abordou também questões como qualidade de vida e sustentabilidade.

“Há um consenso geral sobre a importância da alimentação na qualidade de vida. Hoje, comer bem significa ser saudável. Por isso, no consumo de alimentos e bebidas, busca-se saudabilidade, indulgência e acessibilidade econômica, ao mesmo tempo em que há grande interesse em saber a origem dos ingredientes consumidos diariamente”, explica Marcelo Palma, Gerente da Plataforma de Plant- Based Protein, América do Sul da Ingredion. Nesse contexto, os alimentos vegetais têm um terreno fértil para se desenvolver.

Tendências e hábitos alimentares

Um dos pontos mais marcantes do relatório revela que, em 2020, mais de um terço dos Sul- Americanos se identificam com alguma alternativa alimentar atual, sendo que 37% dos entrevistados da região se reconhecem seguindo o veganismo, o vegetarianismo, o flexitarianismo ou o pescetarianismo; 80% consideram essas correntes mais saudáveis, 44% o adotam para prevenir doenças e 39% para ter opções mais variadas.

O estudo mostra que a predisposição para o consumo de alimentos derivados de plantas e vegetais é alta, contabilizando 89% de interessados. Os maiores países a apontarem esse interesse foram registrados no Brasil (90%) e Peru (89%). Já na Argentina, observam-se níveis de relevância um pouco mais baixos (78%), os quais 22% indicam diretamente que não têm interesse em consumir esse tipo de produto.

Em relação aos fatores de decisão, o principal motivo da compra de alimentos plant-based é o cuidado com a saúde (56%); depois, porque são mais nutritivos (28%) e para experimentar novos sabores (26%). No Brasil, Argentina, Chile e Peru, a possibilidade de ter opções variadas também se destaca.

No sentido oposto, nos países pesquisados, o principal motivo da não compra de alimentos plant-based está relacionado ao alto preço (59%). Quando falamos de aceitação de produtos, as categorias mais aceitas são: massas (74%), iogurtes (73%), biscoitos (69%) e sorvetes (69%).

Para entender melhor as barreiras do consumidor, os atributos que eles esperam são: preço acessível (61%), sabor agradável (57%) e facilmente encontrado nas prateleiras (32%).

Saúde e qualidade de vida

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Em um contexto global sensibilizado pela pandemia da Covid-19, saúde e cuidados pessoais são os temas de maior interesse na região (42%). Com exceção da Argentina, nos demais países alcançados pela pesquisa, alimentação ou culinária figuram entre as 5 primeiras dimensões.

Dos entrevistados, 42% afirmam que saúde e cuidados pessoais são os temas de maior interesse em meio ao cenário da pandemia da Covid-19. Ainda 73% dos entrevistados da América do Sul afirmam que o tema “alimentação” lhes interessa muito. No Brasil, apenas 1% diz não ter interesse sobre o assunto.

O estudo mostra que 81% dos brasileiros se consideram satisfeitos com a saúde e também satisfeitos com a alimentação. Além disso, existe um consenso geral sobre a importância de se alimentar bem para ser saudável.

Em todos os países analisados, a alimentação é apontada como o aspecto mais relevante para o bom estado de saúde (65%), seguida da atividade física (47%).

Consumo e alimentação

Freepik

“A crise global provocada pela Covid-19 não só colocou a questão da saúde no radar da população, mas também tem provocado uma reflexão sobre sustentabilidade e impactos ao meio ambiente. Nesse sentido, a opinião pública brasileira não é diferente. Hoje os cidadãos-consumidores exigem qualidade e confiabilidade das suas marcas, além de saudabilidade e respeito ao meio ambiente”, analisa Marcelo Palma, Gerente da Plataforma de Plant-Based Protein, América do Sul.

Qualidade, saudabilidade e confiança são os três atributos mais levados em conta pelos consumidores na hora da compra de alimentos ou bebidas, segundo os indicadores do estudo. O brasileiro considera importante que as marcas informem sobre a origem dos ingredientes.

A nível regional, 67% dos entrevistados consideram a sustentabilidade das marcas muito importante, porém quando avaliamos a Argentina separadamente esse número cai para 45%, sendo a mais baixa dos países avaliados. No Brasil e Peru, mais de 70% exigem uma postura responsável da marca em relação à sustentabilidade. Na Argentina, apenas 58% consideram importante saber a origem dos alimentos, enquanto no Peru esse número sobe para 87%, seguido do Chile (74%) e Brasil (73%).

Tanto para alimentos em geral quanto para alimentos de origem vegetal, o sabor e a capacidade de reconhecer os ingredientes no rótulo são os atributos mais relevantes. No Brasil, o sabor é o fator mais importante para os alimentos em geral, com 43%, já para os alimentos de origem vegetal, esse número cai para 40%. Quando se trata de um alimento geral, 29% consideram importante reconhecer todos os ingredientes, enquanto para os de origem vegetal a importância cai para 25%.

Sobre a pesquisa

Foram ouvidas 5.705 pessoas nos 5 países, de 6 a 24 de março deste ano. No Brasil houve 1.545 entrevistas. A margem de erro é de 1,3 ponto percentual, para mais ou para menos.

Sobre Ingredion

Ingredion Incorporated, com sede em Chicago, é a fornecedora líder mundial para o mercado de soluções de ingredientes, com clientes em mais de 120 países e vendas anuais de quase US﹩ 6 bilhões. A empresa converte grãos, frutas, vegetais e outros materiais à base de plantas em ingredientes de valor agregado para as indústrias de alimentos, bebidas, nutrição animal, cervejaria, entre outras. Possui centros de inovação INGREDION IDEA LABS® em todo o mundo e mais de 11.000 funcionários. Junto com seus clientes, desenvolve soluções inovadoras para cumprir seu propósito de unir pessoas, natureza e tecnologia para melhorar a qualidade de vida.