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10 de novembro: Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez

Saiba quais são os cuidados para evitar a perda de audição precoce

Você já ouviu falar do Dia Nacional de Prevenção a Surdez? Pois é, este dia 10 de novembro foi escolhido para conscientizar a população sobre como é importante cuidar bem da audição.

De acordo com o Ministério da Saúde, a perda ou diminuição da capacidade de ouvir pode ser causada por uma série de fatores: otites mal cuidadas ou de repetição; uso de remédios ototóxicos (prejudicais à audição); problemas no tímpano, tumores, envelhecimento, trabalho em locais barulhentos; uso contínuo de fones de ouvido em volume alto; e hereditariedade, entre outros fatores.

Para evitar a perda auditiva precoce, os cuidados com a audição devem ser os mesmos que temos com o restante de nosso corpo. Achar que surdez é preocupação somente na terceira idade é coisa do passado. Apesar do distúrbio ser frequente em idosos devido à degeneração das células sensoriais da audição ou do nervo auditivo, também pode atingir crianças, adolescentes e adultos; e em escala cada vez maior, por causa da ‘overdose’ sonora que nos rodeia.

“Sempre que sentirem uma diminuição na audição ou zumbido – que pode ser o primeiro sinal de perda auditiva -, devem buscar a orientação de um especialista para evitar o agravamento do problema”, alerta a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.

A boa notícia é que podemos tomar precauções para evitar a perda de audição precoce. Existem várias formas de prevenção. Ter conhecimento delas é fundamental. Colocá-las em prática é mais importante ainda. Marcella Vidal, especialista em audiologia, dá várias orientações.

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• Em casa, modere o som da televisão e de aparelhos sonoros (em volume de até 60 decibéis);

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• Não ligue a TV, rádio, máquina de lavar, liquidificador e outros eletrônicos ao mesmo tempo;

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• Evite o som muito alto no carro e circule com os vidros fechados para evitar os ruídos externos;

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• Não deixe seus ouvidos se costumarem ao som alto, nem em casa, nem no carro, nem no trabalho. Preste atenção e proteja-se;

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Foto: Casuarinas Casa de Festas

• Evite permanecer por longos períodos em ambientes fechados com música alta;

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Pixabay

• Em festas, shows ou micaretas, fique longe das caixas de som. Se houver zumbido é sinal de alerta que deve ser investigado.

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• Use protetores auditivos, em você e principalmente nas crianças, quando estiverem em locais muito barulhentos;

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Pixabay

• Adolescentes e adultos que usam fones de ouvido correm mais risco de perda auditiva, principalmente ao ouvirem música em volume elevado e por horas seguidas. O limite máximo é de 85 decibéis por 45 minutos. Para redução dos riscos, a opção são os headphones, que vedam melhor o som ambiente, possibilitando que se escute música em volume menor;

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Pixabay

• Dê um descanso aos ouvidos. Mantenha-se em silêncio sempre que possível, principalmente depois de dias agitados. A prática traz uma série de benefícios, inclusive para a audição.

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Pixabay

• Cuidado com objetos pontiagudos ou hastes flexíveis na região da orelha. Eles podem empurrar a cera para o tímpano ou até perfurar a membrana timpânica, afetando a audição.

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iStock

• Cuidado com gripes, otites e sinusites mal curadas. Infecções frequentes e que não forem devidamente tratadas podem causar danos à audição. Qualquer sensação incômoda, procure logo um otorrinolaringologista.

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• Cuidado com medicamentos que podem causar danos à audição, como anti-inflamatórios e até aspirina, que tomada em excesso pode levar à perda auditiva.

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• Cuidado com a música alta nas academias. O barulho pode chegar a 110 decibéis. Proteger a audição também é cuidar do corpo.

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• No ambiente de trabalho, não esqueça de utilizar protetores auriculares sempre que exposto a ruídos elevados.

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• Atenção motoqueiros! Motocicletas, principalmente as de média e alta cilindradas, emitem ruídos em torno ou acima de 95 decibéis.

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Foto: Eldecare.org

• Quem tem mãe e/ou pai com problemas auditivos deve procurar um especialista com antecedência. Em muitos casos, a perda de audição é fator genético.

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Cartaz campanha do Teste da Orelhinha

• Faça o teste da orelhinha logo após o nascimento do bebê, mas avalie também a audição na época da alfabetização. Criança que não ouve bem tem dificuldades na aprendizagem.

Fonte: Telex Soluções Auditivas

Outubro Rosa: alimentação tem papel importante na prevenção do câncer de mama

A nutricionista clínica, Marinna Reis, explica a importância de uma alimentação balanceada na prevenção da doença e explica porque alguns alimentos devem ser evitados

No decorrer deste mês é colocada em foco a campanha “Outubro Rosa”, dedicada à conscientização e combate ao câncer de mama. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), no Brasil, as estimativas de incidência de câncer de mama para o ano de 2019 são de 59.700 casos novos, o que representa 29,5% dos cânceres em mulheres. Em 2016, ocorreram 16.069 mortes de mulheres por câncer de mama no país.

O câncer de mama é uma doença multifatorial — a herança genética é apenas um dos elementos que contribuem para o seu aparecimento (entre 5 % a 10% dos casos segundo o BioMed Research International). Fora este fator, a doença tem mais relação com hábitos de vida, como o sedentarismo, alimentação cheia de ultraprocessados e consumo de álcool.

Hábitos saudáveis, principalmente na alimentação, possuem um papel de extrema importância para a prevenção da doença, é o que explica a nutricionista clínica Marinna Reis: “A literatura reconhece que os fatores dietéticos representam cerca de 30% das causas de câncer, sendo somente superados pelo tabaco, como fator de risco prevenível. Hábitos alimentares nos quais há o consumo exagerado e frequente de gorduras saturadas e trans, carnes gordurosas, alimentos embutidos e/ou defumados e ultraprocessados, oferecem um grande risco”.

Segundo Marinna, estudos recentes também mostram evidências relacionando nutrição e sobrevida após diagnóstico de câncer de mama, que enfatizam os efeitos benéficos dos fitoquímicos presentes na dieta, por meio das atividades antioxidantes e na diminuição do risco de progressão deste tipo de câncer. Portanto, alimentos que apresentem esses compostos são antioxidantes e anti-inflamatórios , tornando-se benéficos na prevenção e tratamento da doença.

Alimentação e Prevenção

Alguns alimentos, merecem destaque na prevenção de patologias como o câncer de mama. Sendo eles fonte de ácidos graxos poli-insaturado (ômega 3 e linoléico conjugado), vitaminas A, C, E, assim como folato e selênio, e alguns fitoquímicos. Dietas baseadas no consumo de frutas, vegetais, grãos integrais e outras plantas parecem atuar na prevenção e controle, minimizando o impacto do acometimento por esta patologia. Ainda no âmbito da prevenção, especiarias como pimenta e gengibre também têm sua importância. Saiba quais outros alimentos têm seus benefícios na prevenção da doença;

Imunidade:

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inhame,

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açafrão,

sal de ervas
ervas,

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chás.

Prevenção:

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gengibre,

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pimenta.

Evitar:

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carne vermelha,

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Flickr

farinha branca,

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açúcar,

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Pixabay

embutidos,

crackers biscoito bolacha agua e sal
industrializados.

A cura e novos hábitos

Para o tratamento do câncer de mama é indispensável um acompanhamento multiprofissional, no qual a equipe médica oncológica interage com os demais profissionais da saúde envolvidos para que o paciente tenha um bom prognóstico.Aos pacientes que passaram por todos os devidos tratamentos, a nutricionista reforça a importância de uma nova postura diante os hábitos alimentares.

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“É importante diminuir a quantidade de gordura em suas refeições, substituindo frituras por alimentos assados ou fervidos e o leite integral pelo desnatado. Reduzir a ingestão de carne vermelha (bovina, de porco e de cordeiro) a no máximo 3 ou 4 refeições por semana. Evite usar muito sal e consumir itens defumados (por exemplo, bacon, salsicha e frios) e em conserva, bem como alimentos ultraprocessados, pois possuem substâncias que podem fazer mal para o organismo. Além disso, o álcool é um conhecido fator de risco para o desenvolvimento de câncer, portanto, tente evitar” finaliza.

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Fonte: Marinna Reis é nutricionista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Pós-Graduada em Nutrição Hospitalar – Instituto Israelita de Pesquisa Albert Einstein, Pós-Graduada em Nutrição Esportiva Funcional, Pós-Graduada em Nutrição Esportiva Credenciada pelo método Nutricoaching. Atualmente é membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e membro júnior da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN).

Especialista explica causas, sintomas e formas de prevenção que podem evitar o suicídio

Setembro é o mês em que é realizada a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Dados apontam que são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de um milhão no mundo.

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Trata-se de uma realidade alarmante e que requer atenção redobrada. Cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

O psicólogo do Hapvida Saúde, Wilton Cabral, aponta que a depressão é uma das principais causas do suicídio, pois as variáveis são inúmeras. “Podemos até pensar que mesmo o indivíduo que cometeu suicídio teria dificuldades de explicar os motivos, pois é uma angústia muito relevante com uma sensação de vazio significativo e sem uma explicação lógica”, explica o médico.

Além disso, ele alerta que é preciso ficar atento e compreender o suicídio como uma realidade que pode afetar pessoas próximas e é fundamental conversar a respeito. “Os suicídios podem ser evitados desde que tenhamos conhecimento sobre seus sintomas, causas e formas de evitá-lo”, destaca o especialista.

Sinais de alerta

MULHER TRISTE DEPRESSÃO

Para contribuir na prevenção do suicídio, Wilton aponta que devemos ser capazes de perceber os sinais de alerta que uma pessoa emite. “Uma pessoa potencialmente suicida pode apresentar como sintomas tristeza significativa com falta de vontade de estar com outras pessoas, mudanças repentinas do comportamento, roupas diferentes do habitual, buscar realizar várias pendências e às vezes até realizar um testamento, podendo apresentar calma e despreocupação após um período de crise de depressão ou ansiedade, bem como pode realizar ameaças de suicídio com frequência”, afirma o psicólogo.

Portanto, o especialista desta que se você perceber que uma pessoa está desinteressada, não tem mais a mesma produtividade em suas atividades de rotina, está isolando-se de amigos e parentes, descuidando-se da aparência ou diz muitas frases relacionadas à morte, isso pode ser sinais de depressão e esse indivíduo está precisando de ajuda.

Como ajudar

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O médico explica que atualmente existem diversos canais em dar atenção e atendimento às pessoas que podem estar precisando de ajuda. Um dos primeiros passos é procurar auxílio com um especialista sobre o assunto, como um psicólogo, o qual irá realizar o acompanhamento adequado e pode encaminhar ao psiquiatra para realização de intervenção medicamentosa.

Outro canal de atendimento é o número 188, do Centro de Valorização à Vida (CVV), que funciona 24 horas por dia, de forma gratuita. Caso considere melhor escrever, pode utilizar o atendimento por chat e e-mail, disponíveis no site do CVV. Todos os atendimentos são mantidos em estrito sigilo.

Fonte: Hapvida

 

Setembro Amarelo: ANS reforça o alerta sobre cuidados com doenças mentais

Em alusão à campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforça o alerta sobre os cuidados com as doenças mentais e incentiva as operadoras de planos de saúde a desenvolverem programas de promoção da saúde e prevenção de riscos de doenças (Promoprev) voltados a essa linha de atenção. Além disso, a ANS destaca as principais coberturas que estão previstas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para o tratamento de doenças mentais.

O mês foi escolhido em razão do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, celebrado todo ano em 10 de setembro. O objetivo é conscientizar as pessoas ao redor do mundo que o suicídio pode ser evitado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo, e essa é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade.

No Brasil, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, o equivalente a uma pessoa a cada 45 minutos. Ações preventivas são fundamentais para reverter essa situação: mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e, portanto, podem ser evitados se as causas forem tratadas corretamente, aponta a OMS.

Na saúde suplementar, a preocupação com as doenças mentais é crescente. O Rol de Procedimentos da ANS determina cobertura obrigatória para consultas médicas em número ilimitado (inclusive em psiquiatria), internação hospitalar, atendimento e acompanhamento em hospital-dia psiquiátrico, consulta com psicólogo e com terapeuta ocupacional e sessões de psicoterapia.

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Procedimentos realizados por beneficiários de planos de saúde

O número de procedimentos realizados por beneficiários nessa área vem aumentando ano a ano, segundo dados do Mapa Assistencial. De 2011 a 2018, o número de atendimentos com psiquiatras subiu 63% – em 2011 foram 3,01 milhões de consultas, ante 4,9 milhões em 2018. As sessões com psicólogos deram um salto de 146% no período, saindo de 7,1 milhões em 2011 para 17,5 milhões em 2018.

O número de internações em hospital-dia para saúde mental quadruplicou de 2011 até 2018 – saiu de 18.595 mil internações para 99.965 mil. As consultas/sessões com terapeuta ocupacional cresceram 200%, passando de 648,1 mil para 1,9 milhão. E o percentual de internações psiquiátricas aumentou 130% (de 85,2 mil para 196,3 mil).

Cabe ressaltar que o número de beneficiários em planos de assistência médica também aumentou nesse período (passou de 46 milhões em 2011 para 47,3 milhões em 2018 – dados de dezembro). Portanto, é válido ponderar o número de atendimentos realizados em cada ano em relação ao número de usuários existentes no período. Ainda assim, percebe-se que houve aumento percentual em todos os procedimentos acima mencionados.

Confira os dados na tabela abaixo:

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Promoção e prevenção

Além de garantir, pelo Rol de Procedimentos, os tratamentos mais indicados para doenças mentais, a ANS vem estimulando as operadoras a desenvolverem programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev) voltados para essa área. Em 2011, eram três iniciativas voltadas a esse fim; hoje, existem 42 programas cadastrados na Agência, atendendo cerca de 29,5 mil beneficiários de planos de saúde. As principais linhas de cuidado são depressão, estresse, esquizofrenia, transtornos psiquiátricos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, transtorno bipolar, entre outras.

Vale destacar que as operadoras que têm programas aprovados na ANS recebem incentivos regulatórios. Há redução de 10% na exigência mensal de margem de solvência e bonificação que eleva pontos/notas no Programa de Qualificação das Operadoras. A ANS estimula que as operadoras elaborem ações de inclusão de seus usuários nos programas, concedendo descontos em serviços ou até pelo não pagamento de coparticipação para procedimentos relacionados ao Promoprev.

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tabela 4

Fonte: ANS

Neste inverno, convém cuidar do coração – por Américo Tângari Jr*

À medida que o frio avança, os hábitos adquiridos durante o verão e o outono vão sendo substituídos pelo eventual conforto do inverno: roupas pesadas, alimentação forte e uma sensação de aquecimento bem quieto dentro de casa. Mas é bom refletir se vale a pena passar a temporada de temperatura mais fria hibernando e ganhando peso.

Primeiro, é importante saber que as mortes por enfarte do miocárdio aumentam 30% durante o inverno, segundo estudos feitos em todo o mundo há pelo menos 50 anos. Até uma simples gripe ou a pouca atenção à prevenção favorecem as doenças do miocárdio, especialmente se a pessoa tem alguma predisposição e ainda não saiba.

pés frio lareira

E a bateria de ataque ao coração só aumenta: pesquisa recente da Universidade de Sydney revelou que o risco de ataque cardíaco é 17 vezes maior após uma infecção respiratória. Pelo estudo, publicado no Internal Medicine Journal, doenças como pneumonia, gripe ou bronquite podem desencadear os problemas.

Os dados mostram que o aumento do risco não ocorre necessariamente no início dos sintomas da infecção respiratória, mas atinge picos nos primeiros sete dias e vai reduzindo gradualmente. Os cientistas afirmam que o perigo, no entanto, permanece mais alto durante um mês.

Foram analisados 578 pacientes vítimas de ataque cardíaco por obstrução da artéria coronária – e todos forneceram informações sobre a ocorrência de doenças respiratórias, como dor de garganta, tosse, febre, dor no seio, sintomas de gripe, e se ainda relataram um diagnóstico de pneumonia ou bronquite nos dias que antecederam problema no coração. Entre os pacientes analisados, 17% relataram sintomas de infecção sete dias antes do ataque cardíaco, e 31% em até 31 dias.

O estudo ajuda a explicar a existência de picos de ataques cardíacos durante o inverno, quando essas infecções são mais comuns. Uma das hipóteses para que a exposição a infartos seja maior após o registro de infecções respiratórias é a ocorrência de alterações no fluxo sanguíneo.

Para não se tornar alvo desses ataques, o melhor remédio é procurar um médico, submeter-se aos exames e se precaver, como, por exemplo, avaliar as vacinações. Depois, seguir uma dieta própria e se preparar para uma vida longa e mais saudável.

Todas essas doenças vasculares – AVC, hipertensão, infarto, aterosclerose e outras – resultam de um estilo de vida inapropriado. Entre os principais fatores que ocasionam essas doenças estão má alimentação, tabagismo, álcool, sedentarismo, obesidade ou portadores de diabetes, além do estresse do dia-a-dia.

Mesmo que a pessoa não fume, não beba e caminhe regularmente, deve ficar atenta, pois, viver sem estresse nas grandes cidades brasileiras, é quase um milagre. Sem poluição, impossível. Importante saber que qualquer pessoa pode sofrer de pressão alta, essa doença silenciosa. Estima-se que um quarto da população seja hipertensa.

E nada na medicina substitui aquele verbo que todos conjugam, mas poucos o praticam: prevenir. Não contém nenhuma contraindicação. Mesmo que não haja na família um parente com histórico de doença coronariana, ou mesmo nenhum sintoma, não deixe de estar sempre atento ao seu coração.

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Também é importante manter a visita ao médico em dia, realizar os exames, monitorar os medicamentos, além de praticar exercícios indicados e seguir uma alimentação saudável.

Estudos realizados em hospitais especializados paulistas mostraram que, ao sentir frio, os receptores nervosos da pele estimulam a liberação de adrenalina e noradrenalina, este um hormônio responsável por contrair os vasos sanguíneos.

Todas as pesquisas indicam que a pressão arterial costuma ser mais alta no inverno, época na qual se consome alimentos mais calóricos. O problema é que isto vem junto com a preguiça de praticar exercícios físicos para queimar calorias.

É preciso mudar a história: a pessoa deve manter no inverno a frequência, o volume e a intensidade da atividade física costumeira – de preferência, de três a cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos a uma hora.

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Atenção aos sintomas que se manifestam em quase todas as doenças do coração ou que podem indicar algum tipo de comprometimento cardíaco:

– Falta de ar, seja no repouso ou no esforço; dor no peito, em virtude de má circulação sanguínea no local; cansaço fácil; desmaio após atividade física intensa; dor de cabeça; inchaço nos tornozelos.

Enfim, é importante se aquecer no inverno. Porém, o mais importante é passar por ele com boa saúde, sem correr nenhum risco.

*Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira

Check-up é receita de vida longa para os pets

Avaliação feita durante consulta de rotina ajuda a prevenir ou detectar doenças antes que elas se agravem

Cuidados e prevenção estão associados à longevidade também dos pets. Alimentação balanceada, atividades físicas, dormir bem e a prevenção de doenças, com vacinação e visitas regulares ao veterinário, fazem parte da receita de qualidade de vida de cães e gatos. “O check-up é uma maneira de manter a saúde do pet em dia”, alerta a veterinária Larissa Seibt, do Centro Veterinário Seres, da rede Petz.

Ela explica que é um ‘exame de bem-estar’, em que é possível identificar alterações no organismo do pet, que podem ser corrigidas precocemente, evitando o seu agravamento. Além disso, o bate-papo com o profissional orienta o tutor na conduta e manejo, favorecendo a saúde global dos bichinhos de estimação.

Quais doenças ajuda a prevenir

“Em sua grande maioria, as doenças possuem uma fase silenciosa – sem apresentar sintomas. Mas diagnosticadas e tratadas em fase inicial, há mais chances de sucesso e menos riscos de agravamento, além de, em alguns casos, reduzir o tempo de tratamento – de acordo com a enfermidade”, afirma Larissa. Alterações renais, cardiovasculares, pulmonares, osteoarticulares, hormonais, entre outras, podem ser detectadas nessas consultas.

Por que é importante?

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Quando o pet vai ao veterinário para check-up, ele é avaliado a partir de um exame físico, em que pode ser constatada, por exemplo, alguma anormalidade no coração. São pedidos os exames para o diagnóstico preciso e orientação de tratamento, caso necessário. “Essa intervenção evita a progressão negativa do quadro e melhora a qualidade de vida dos bichinhos. Caso não reconhecida a alteração em tempo hábil, a progressão negativa pode ser acelerada e reduzir a expectativa de vida do pet, bem como afetar seu bem-estar”, avalia a veterinária.

De modo geral, o check-up permite a identificação de anormalidades ou problemas que podem ser tratados para evitar agravamento e comprometimento da saúde do pet.

Como é feito

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Foto: Warren Photographic

Durante o check-up é realizada uma conversa com o tutor, para entender a rotina do pet e seu comportamento e, em seguida, exame físico do animal, onde são avaliados peso corporal (caquexia/subnutrição/desnutrição/obesidade), saúde bucal, hidratação, temperatura, pressão arterial, avaliação cardíaca, pulmonar, avaliação de pele e pelos, palpação abdominal para identificar desconforto ou alterações.

Exames

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Dependendo do caso, é indicada a realização de exames de sangue, testes hormonais, exames de imagem (radiografias e ultrassom), exames cardiológicos. Com o hemograma, é possível ver se o animal não apresenta nenhuma infecção. Já os testes de função renal e hepática servem para avaliar o trabalho dos rins e do fígado. E o eletrocardiograma permite um check-up cardiológico.

De quando em quando deve ser feito

A periodicidade é estipulada de acordo com a idade do pet. Cães e gatos de até sete anos de idade devem ir ao veterinário, pelo menos, uma vez ao ano, visto que este intervalo também é o utilizado para protocolo de vacinação. Quando acima dos sete anos de idade, aumenta a periodicidade dos check-ups, sendo adequado levá-los ao veterinário por, pelo menos, duas vezes ao ano (a cada seis meses). Ainda, se constatadas alterações nos check-ups, pode ser necessário que o pet compareça à consulta veterinária com uma maior periodicidade, de acordo com as instruções do veterinário responsável.

Fonte: Petz

Atividade física na prevenção e melhora do Alzheimer

Recentemente, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estabeleceram uma relação entre os níveis de irisina – hormônio produzido pelos músculos durante o exercício físico – e uma possível forma de estabilizar o avanço da doença de Alzheimer.

O teste, que foi feito em camundongos com a doença, comprovou que os níveis de irisina presentes no cérebro de pessoas com Alzheimer é baixo. Além disso, provou-se que a reposição do hormônio, seja por atividades físicas ou por doses manipuladas, foi capaz de reverter, em partes, a perda de memória.

 

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Segundo Paulo Bertolucci, chefe do setor de Neurologia do Comportamento da Escola Paulista de Medicina (EPM)/Unifesp, desde que começaram a investigações sobre os aspectos que poderiam vir a proteger o cérebro do Alzheimer, o exercício físico foi identificado como um dos principais fatores. Isso porque ele é capaz de adiar o início da instalação da doença e, uma vez que o Alzheimer já tenha se instalado, pode estabilizar o avanço e até melhorar parcialmente o estado do paciente.

Além da atual descoberta, Bertolucci, que também é professor titular da disciplina de Neurologia da EPM/Unifesp, acrescenta que “o exercício é eficaz em diminuir a atividade inflamatória no cérebro e promover a atividade do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), que mantém a viabilidade dos neurônios. Ele ainda exerce importante trabalho estimulando a produção da enzima neprilisina, que inibe a deposição da proteína beta-amiloide, principal constituinte das placas de amiloide observadas em pacientes com Alzheimer, no cérebro”.

Com presença confirmada no XII Congresso Paulista de Neurologia, Bertolucci conta que assuntos como a fase primária da doença, o Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) e o uso de novas tecnologias nos tratamentos devem ser abordados durante o evento. O professor da EPM ainda acredita que, para os próximos anos, o Brasil deve fazer sua “lição de casa” quando se fala em Alzheimer.

“A descoberta tardia ainda é um problema vigente no país. Precisamos ser mais eficientes no diagnóstico precoce para que seja possível adiar a instalação completa da doença. O ideal é descobrir antes mesmo do Comprometimento Cognitivo Leve, quando o paciente ainda nem apresenta lapsos de memória, e começar com a medicação. Assim, a pessoa poderá viver até idades bem avançadas sem ter desenvolvido a demência. Por isso digo que o Brasil deve fazer a lição de casa: precisamos educar os profissionais da saúde e a população sobre o que é envelhecimento normal e o que não é”, explica o especialista.

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Ele ainda pontua que a cura está longe, mas deve se trabalhar no sentido da prevenção. Atividade física e intelectual socializadas, bom controle da diabetes e da hipertensão são grandes ações para precaução. “A prevenção deve estar em primeiríssimo lugar”, conclui Bertolucci.

Como prevenir e tratar o câncer de mama em pets

Veterinária da Petz orienta sobre a importância da castração para a prevenção da doença

O movimento Outubro Rosa também ajuda a alertar sobre o câncer de mama nos pets. Estima-se que a incidência em cadelas seja de 45%, e que aproximadamente 30% das gatas sejam diagnosticadas com a doença, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária. Uma das razões para o problema em cadelas é a suscetibilidade às alterações hormonais.

“Por isso, o ideal é que elas sejam castradas antes mesmo do primeiro cio. Assim, conseguimos prevenir a neoplasia mamária em cerca de 90% dos casos”, afirma a veterinária Karina Mussolino, gerente de clínicas da Petz.

O procedimento também diminui os riscos do desenvolvimento do câncer de útero e da piometra, uma grave infecção uterina que costuma afetar muitas fêmeas não castradas. Outra medida importante de prevenção é a visita semestral ao veterinário. “O check-up pode ajudar no diagnóstico precoce da doença, o que possibilita o melhor resultado do tratamento, maior chance de cura e recuperação”, orienta a veterinária. Ao notar qualquer carocinho ou nódulo, é fundamental levar o pet ao veterinário.

Foi o que ocorreu com a cachorrinha da médica Paula Rubia de Lucca, cliente da Petz. “Durante um banho habitual, a funcionária do setor de estética notou um nódulo na mama e me avisou. Isso ajudou que o diagnóstico fosse feito logo no início, para a melhor recuperação da pet, que passou por cirurgia”, conta Paula.

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Foto: Pet Model Brasil

Tratamento

Para confirmar o diagnóstico, o veterinário poderá pedir antes um exame citológico do tumor (punção com agulha fina) e, para definir o grau e se é maligno e benigno, costuma-se fazer o histopatológico (enviar o fragmento removido durante a cirurgia para análise).

“Dependendo do tipo do câncer, o tratamento pode ser realizado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou eletroquimioterapia. Mas a cirurgia e a quimioterapia são os meios de tratamento mais utilizados”, informa Karina.

Apesar de a quimioterapia ter efeitos colaterais nos animais (como náusea, apatia e perda de peso, entre outros), o sofrimento deles pelo que observamos é menor que o dos seres humanos que passam por esse tipo de tratamento.

Os principais sintomas

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Foto: Pet Model Brasil

1 – Caroço na região das mamas
2 – Inchaço
3 – Dor
4 – Secreção
5 – Odor desagradável
6 – Feridas
7 – Falta de apetite
8 – Vômito
9 – Apatia

Fonte: Petz

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Outubro Rosa: confira 15 alimentos que previnem o câncer de mama

De acordo com a nutricionista funcional e oncológica Michelle Mendes, da Aliança Instituto de Oncologia, um dos fatores de risco para a doença é a má alimentação

Movimento realizado mundialmente, o Outubro Rosa visa conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, tipo mais comum entre as mulheres, no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o câncer de mama responde por quase 30% dos diagnósticos registrados anualmente. O Inca estimou 59.700 novos casos só para este ano.

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O câncer pode ser causado por diversos fatores, seja genético, endócrino ou até comportamental, como explica a nutricionista funcional e oncológica Michelle Mendes, da Aliança Instituto de Oncologia. Ela aponta que um dos agravantes da doença é a má alimentação, que ocasiona muitas vezes, o sobrepeso e a obesidade.

De acordo com a especialista além de contribuir para a manutenção do peso e a prevenção da doença, alimentos naturais como frutas e verduras possuem fibras, vitaminas, minerais e diversos fitoquímicos que podem atuar no combate aos radicais livres, protegendo o DNA. “É importante fazer a ingestão destes alimentos diariamente”, ressalta.

Já o consumo regular de alimentos gordurosos, salgados e enlatados pode favorecer o aparecimento da doença. Michelle aconselha evitar frituras, carnes com gordura aparente e embutidos, como linguiças, salsichas, salames, presuntos, entre outros.

A nutricionista separou algumas dicas de alimentos que ajudam na prevenção do câncer de mama. Confira:

frutas vermelhas
Foto: Max Straeten

=Frutas vermelhas – como framboesa e amora, contêm antocianinas que retardam o crescimento de células pré-malignas.

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Foto: Café Fernando

=Romã – contêm ácido elágico, um antioxidante que ajuda a inibir a enzima aromatase, responsável pela produção de estrogênio e fundamental para o surgimento de células cancerígenas.

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=Melancia, Morango e Tomate – são frutas ricas em licopeno que protege as células do nosso organismo contra os radicais livres, além de ser também responsável por estimular o sistema imunológico.

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Uvas Pinot Noir – Pixabay

=Uva – rica em flavonoides que podem retardar o crescimento de células malignas no organismo.

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Foto: Scarletina/Morguefile

=Cenoura – rica em carotenoides, que atuam no combate aos radicais livres. Acerola, abóbora e manga são outras boas fontes desse nutriente.

brocolis
=Brócolis – contém sulforafano, molécula capaz de aumentar o número de enzimas protetoras presentes no tecido mamário.

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Imagem: CandleScience

=Soja – rica em fitoestrógenos que atuam como protetores contra o câncer de mama.

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Foto: CreativeCommons

=Ervas e especiarias – como pimenta preta, curry, salsa, manjericão, orégano e açafrão são ricos em antioxidantes que possuem ação anti-inflamatória auxiliando na prevenção do câncer de mama.

chá verde
=Chá-verde – contém antioxidantes chamados catequinas, que podem ajudar a prevenir o câncer.

linhaça
=Linhaça –  fonte de lignana, um fitoestrógeno de ação relacionada à prevenção de câncer de mama.

mushroom cogumelo
=Cogumelos – contém antioxidantes que auxiliam na prevenção da doença.

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=Gorduras boas – azeite de oliva, abacate e castanhas são gorduras boas com propriedades anticancerígenas.

arroz integral szafirek
Foto: Morguefile/Szafirek

=Substitua –  a farinha branca, o arroz branco e o açúcar são gatilhos para mudanças hormonais que podem provocar o crescimento de células cancerígenas. Sempre que possível troque esses alimentos por suas versões integrais.

 

Especialista dá dicas de como ajudar a prevenir o suicídio

Setembro Amarelo: campanha de conscientização e prevenção do suicídio reforça a importância do diálogo e dos cuidados com saúde mental no país

Quarta maior causa de morte entre os jovens no Brasil, o suicídio é considerado um comportamento resultante de um conjunto de fatores diversos, como experiências traumáticas, dificuldades na primeira infância, vulnerabilidade psíquica e genética. Os dados preocupam: um estudo do Ministério da Saúde, realizado entre 2011 a 2016, apontou um aumento de mais de 200% das tentativas de suicídio, a maioria na região Sudeste e Sul do país e na faixa etária de 10 a 39 anos.

Em Santa Catarina, a situação é ainda mais preocupante, já que o estado é o segundo em número de suicídios a cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul segundo o Mapa da Violência. Iniciada em 2015, a campanha brasileira Setembro Amarelo visa a prevenção ao suicídio, dedicando o mês de setembro para a conscientização e prevenção desse problema de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, ele pode ser evitado em 90% dos casos – a meta da Organização Mundial de Saúde é, até 2020, reduzir em 10% os casos de suicídio.

Dor é de dentro para fora, assim como a cura: como ajudar na prevenção do suicídio

mulher triste

Segundo o treinador neurocomportamental Alex Cavalcante, graduando em em Psicanálise clínica pelo IBPC (Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica) e mestrando em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidad Europea del Atlántico, verbalizar é essencial para a prevenção dos casos de suicídio.

Por isso, a importância de uma atenção redobrada da família e amigos para indivíduos com tendências suicidas, bem como serviços públicos de saúde mental como o Centro de Valorização da Vida (CVV) e os 99 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em diversos municípios de Santa Catarina, em diferentes modalidades – outros 23 estão em fase de implantação.

“No suicídio, entender alguns aspectos fisiológicos pode ajudar a entender e até prevenir. O cérebro capta as informações da nossa fala, o que promove um processo neural do sistema nervoso central. Ele capta, interpreta, armazena e comanda. Quando falamos, nos ouvimos e assim podemos acessar o lugar da emoção em que o incômodo estava preso, e aí começar um processo de autoconhecimento”, explica.

O diálogo como ferramenta preventiva

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Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Segundo Cavalcante, o pensamento é repleto de mecanismos de defesa e de algumas armadilhas também. Quando o pensar está sofrendo, ele sofre dentro deste campo de batalha interior, que pode ser então facilmente sabotado e enganado, propondo um negativo jeito de dar um basta nesse sofrimento, nessa dor psíquica, geralmente da forma mais cruel, surgindo aí o niilismo, que é o total e absoluto espírito destrutivo, em relação ao mundo circundante e ao próprio eu.

“Para ajudar a prevenir o problema, é necessário levar o paciente a compreender o que está acontecendo, fazê-lo enxergar por outros ângulos onde ele não deixou de ser especial, único e de valor, independente do que esteja ou tenha acontecido. Ele entra em um processo de aceitação e com essa nova vivência, muito bem gerenciada emocionalmente, ele acaba colocando para fora esse sentir e acontece a liberação,” detalha o especialista.

Cavalcante afirma que falar é muito importante, tanto no aspecto preventivo como no atendimento direto de um paciente com tendências ao niilismo. Ao verbalizarmos, acontece um fenômeno de bumerangue que volta e se desloca imediatamente para o pensamento, causando a consciência. Isso porque que o ato de falar toma uma forma com a dinâmica e a força da voz.

“Nos ouvimos quando falamos e, nesse processo, entender e definir nossos sentimentos é preciso. Podemos modificar nosso funcionamento orgânico a partir de nossas experiências vividas ou ressignificadas. A dor realmente aparece quando, internamente, não conseguimos acessar recursos para avançar nas nossas fragilidades e acabamos num processo de “boicote” intenso. Compreender e se movimentar nesta direção é um passo importante”, explica.

Amigos e familiares podem apoiar o paciente inicialmente, inclusive se dispondo a ouvi-lo, mas nada substitui a atuação de um profissional da saúde mental durante o processo preventivo e de tratamento de episódios depressivos. Nesses casos, é indispensável o acompanhamento clínico do indivíduo, com profissional de saúde adequado, para que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível, evitando evoluções do problema.

“Com base na TCC (terapia cognitivo-comportamental) é preciso interpretar os acontecimentos emocionais, buscar os seus devidos significados e o que eles nos proporcionam de sensações. Esse é um processo consciente que precisa ser levado muito a sério, considerando uma devida atenção com ajuda profissional. Em uma terapia cognitivo-comportamental, o indivíduo tem um contato direto com a consciência dos comportamentos e por ele, transforma seus modos, seus ambientes, desencadeando fatores de mudanças cognitivas”, afirma.

Tratamentos preventivos e para casos de episódios depressivos

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Foto: Shutterstock

De acordo com Cavalcante, a cura só se torna possível quando encontrada a causa. Assim, uma mentoria clínica pode elucidar o episódio depressivo por experiências compartilhadas. Numa abordagem psicanalista, por exemplo, o paciente poderá se deparar com um ponto de vista do inconsciente como uma possibilidade de tratamento desses sentimentos reprimidos, muitas vezes parecem sem sentido, sem eclodir significados.

“Dor psíquica é de dentro pra fora, assim como a sua cura”, afirma o especialista. Um caminho de autoconhecimento com ajuda especializada é o passo mais importante neste momento”, finaliza.

Fonte: Alex Cavalcante é  Diretor Executivo de Planejamento e Criação do Grupo Produza, Treinador Neurocomportamental na Cavalcante Training. Tutor, Mentor & Coach pela Lumen Development Institute. É fundador e idealizador do Programa Marketing Empreendedor & Programa Marketing Digital no Brasil. Estuda Neuropsicologia e psicanálise. Graduando em Psicologia pela Universidade Estácio de Sá, Psicanálise clínica pelo IBPC, e Mestrando em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidad Europea del Atlántico.