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12 produtos de primeiros socorros que todo mundo tem que ter em casa

Um kit com produtos básicos é necessário para evitar complicações em acidentes domésticos

Você tem um kit com produtos para primeiros socorros em casa? Se você não possui, monte já uma caixa com produtos que podem evitar complicações em acidentes domésticos e até mesmo em casos como resfriados e febres. Para quem já possui um kit de primeiros socorros, é preciso atenção se o que consta entre os medicamentos é realmente útil.

“Basicamente, é preciso ter produtos como algodão, cotonete, gaze, tesoura, esparadrapo, luvas e itens que atendem às necessidades em pequenos acidentes, como arranhões, cortes superficiais, queimaduras de primeiro grau”, conta Antônio Rangel, enfermeiro e consultor da farmacêutica Vuelo Pharma.

Alguns produtos não costumam estar nos kits que as pessoas têm em casa, mas valem o investimento. Um abaixador de língua, por exemplo, pode ajudar a ver algum objeto na garganta e até imobilizar um dedo da mão. Outra boa aquisição é uma bolsa térmica, que pode ser usada tanto fria quanto quente e serve para cólicas ou mesmo hematomas ou inchaço por pancada.

“Uma outra boa dica para ter em casa são produtos para queimaduras, supercomuns em adultos e crianças. Existe no mercado uma membrana chamada Membracel, que auxilia em casos de queimaduras de segundo grau, escoriações e até mesmo feridas mais profundas. É uma membrana de celulose cristalina capaz de substituir temporariamente a pele, além de isolar as terminações nervosas e acelerar o processo cicatricial. É bem versátil e multiuso, fácil de aplicar e muito mais efetiva que qualquer pomada”, explica.

Um alerta importante do profissional está relacionado aos resfriados ou gripes com sintomas febris. “O uso de anti-inflamatório em febre acima de 37,5 graus, acompanhada de tosse e falta de ar, não é recomendado. Busque um médico imediatamente neste caso”, avisa.

Alertas

O consultor chama atenção para o uso de algum produto do kit de primeiros socorros em pessoas que usam medicamentos de forma contínua. “É preciso atenção a interação entre o que a pessoa ingere normalmente e o que está no kit. Alguns produtos utilizados de forma combinada podem não ser eficientes ou até comprometer o tratamento que está em andamento”, enfatiza Rangel, lembrando que a automedicação deve ser evitada ao máximo.

Outro ponto de atenção é em relação a pessoas alérgicas e ao vencimento dos medicamentos, que não devem ser estocados ou armazenados por longos períodos. Ele alerta, ainda, que kits de primeiros socorros devem sempre ficar longe de crianças, observando regras de prevenção a acidentes domésticos, como guardar produtos de limpeza, higiene e álcool em local adequado, preferencialmente em lugares altos.

Confira a sugestão de kit de primeiros socorros para ter em casa:

-Algodão
-Antisséptico em spray
-Bolsa térmica
-Cotonetes
-Dipirona
-Esparadrapo ou micropore
-Gaze estéril
-Membracel
-Paracetamol
-Soro fisiológico 0.9%
-Termômetro
-Tesoura

Fonte: Vuelo Pharma

Como socorrer crianças em caso de acidentes domésticos

A infância é a fase em que se vivencia o lúdico e a vontade de experimentar coisas novas está aguçada. Essas características são próprias do desenvolvimento infantil e devem ser incentivadas. No entanto, também favorecem a ocorrência de acidentes, especialmente dentro de casa.

Se, por um lado, a curiosidade e o desejo de se aventurar são espontâneos nas crianças, por outro, lhes falta maturidade, estrutura física, coordenação motora e habilidade para lidar com situações de risco. Eis o dilema dos pais: como dosar a liberdade necessária para estimular o crescimento dos filhos e, ao mesmo tempo, protegê-los dos perigos?

Mesmo com cuidados intensos e olhar vigilante dos responsáveis, basta um pequeno descuido para que as crianças se machuquem. E as estatísticas mostram que essas circunstâncias podem ter consequências graves.

Segundo o Ministério da Saúde, 4,7 mil crianças morrem e 122 mil são hospitalizadas por ano em decorrência de acidentes ou lesões não intencionais – a principal causa de morte de brasileiros de um a 14 anos de idade.

Esses dados ainda engrossam o quantitativo geral de acidentes. Os hospitais da Rede D’Or São Luiz chegam a realizar quase 3,5 milhões de atendimentos emergenciais em todas as faixas etárias, em um único ano, por exemplo.

É preciso estar atento a qualquer época, mas nos períodos de férias escolares e, agora, na quarentena forçada pela pandemia mundial do novo coronavírus, os cuidados devem ser redobrados com as crianças em casa, e é importante estar precavido quanto à necessidade de buscar serviços de pediatria.

Há estudos que afirmam que 90% dos acidentes domésticos crianças podem ter sua gravidade minimizada ou mesmo ser evitados com comportamentos seguros. Por isso, é bom conhecer algumas dicas de primeiros socorros e de prevenção.

Primeiros socorros

Medidas simples e cuidados específicos para situações de emergência podem salvar a vida de uma criança. Por isso, é fundamental saber o que fazer e o que não fazer nesses momentos.

Asfixia e afogamento

crianca engasgada thecable lifestyle
TheCableLifestyle

Normalmente ocorre quando a criança se engasga ao comer ou engolir água em excesso ou, até mesmo, objetos pequenos, como brinquedos ou moedas, por exemplo. Se em uma dessas situações a vítima estiver tossindo, a orientação é acompanhar de perto para ver se ela consegue expelir sozinha o que foi ingerido. Nos casos de asfixia por sufocação ou afogamento é recomendado bater nas costas da criança, comprimir seu abdômen e forçar a expiração até que jogue para fora o objeto ou a água penetrada nos seus pulmões. A situação é considerada muito grave se a vítima ficar sem respirar por mais de 30 segundos, apresentar palidez ou cor azulada. É necessário recorrer a alguém que saiba aplicar o Suporte Básico de Vida para desengasgo e desobstrução das vias aéreas e, de imediato, chamar o resgate ou ir ao pronto-socorro.

Envenenamento ou intoxicação

Como crianças adoram colocar tudo o que veem ao seu alcance na boca, é comum haver ingestão de remédios, produtos químicos (de limpeza, higiene ou cosmético) e até plantas nocivos à saúde. Todo o tipo de envenenamento é uma situação grave e, por isso, a única a coisa a se fazer é buscar rapidamente socorro médico, levando a embalagem do produto ingerido. Também é importante acalmar a criança e não dar nada para ela beber – água, leite ou qualquer outro líquido -, nem provocar vômitos. Dessa forma, evita-se afogamento e que o organismo absorva ainda mais rápido a substância tóxica.

Quedas

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ScottishRiteHospital

Após uma queda, a primeira coisa a ser feita é checar os sinais vitais da criança: respiração, batimentos cardíacos e seu nível de consciência, dores no pescoço ou nas costas; e também se há a ocorrência de fraturas e sangramentos. Os casos mais graves são quando a criança bate a cabeça, apresenta sangramento excessivo ou fratura algum osso, o que demanda atendimento emergencial. Em caso de vômito, tontura ou desmaio após a ocorrência também é necessário buscar avaliação médica. Se a criança estiver inconsciente, é fundamental ter socorro imediato. Se não estiver respirando, rapidamente devem ser aplicadas manobras de ressuscitação por pessoa capacitada. Sangramentos devem ser estancados com compressões locais feitas com pano limpo ou gaze. Ferimentos que necessitem levar pontos devem ser lavados com água e sabão e, no máximo, ser aplicado antisséptico até que se chegue ao hospital. Em machucados menos graves, a recomendação é fazer uso de gelo e manter a criança em observação nos dias seguintes. Se persistirem as dores, é importante verificar se há lesão óssea.

Queimaduras

Em caso de queimaduras com fogo, devem-se buscar formas de apagá-lo o mais rápido possível. Assim que controlado, lavar a área queimada com bastante água corrente para neutralizar a sensação térmica e acalmar a vítima. O uso de água também deve ser feito em caso de queimadura por escaldamento. Em ambas as situações, a gravidade do ferimento deve ser avaliada de acordo com a extensão e profundidade e isso vai determinar a urgência por atendimento médico. Não se deve usar soluções caseiras na ferida, como pasta de dente, café, manteiga ou mesmo qualquer tipo de pomada. O melhor é manter a ferida limpa e levar para um hospital. Já as queimaduras por eletricidade são casos mais complexos, pois a corrente elétrica atinge uma área maior do corpo da criança, podendo resultar, inclusive, em danos aos órgãos internos. A medida primordial é desligar o quadro de luz da casa e afastar a vítima do local de perigo com algum material isolante (como um cabo de vassoura) para não levar choque também. Em seguida, deve-se procurar socorro imediato, verificar se a criança está respirando e, alguém capacitado, aplicar manobras de ressuscitação, se necessário.

Prevenção sempre como o melhor remédio

bebe crianca tesoura acidente

Ainda que não seja possível ter controle total dos riscos que recorrem sobre as crianças dentro de casa, a prevenção é sempre o melhor caminho e evita acidentes, dos menos aos mais graves. Confira algumas dicas de especialistas em pediatria:

=Asfixia – verificar se os brinquedos são indicados para cada faixa etária, evitando os que têm peças pequenas. Organizar a casa de modo a deixar os objetos pequenos longe do alcance das crianças. Fazer o isolamento de áreas que tenham piscina.
=Envenenamento ou intoxicação – manter remédios, produtos de limpeza, higiene e cosméticos fora da vista e do alcance da meninada, se possível, guardados em armários ou gavetas fechados. Dar preferência a produtos com recipientes que tenham tampas de segurança, mais difíceis de serem abertas e mantê-los sempre nas embalagens originais.
=Quedas – manter janelas travadas ou instalar telas de proteção ou grades. Bloquear acesso a escadas, cozinha e áreas de serviço. Evitar usar tapetes que não sejam antiderrapantes. Deixar crianças longe de superfícies molhadas e objetos altos e instáveis, como cadeiras e escadas.
=Queimaduras – assegurar que as crianças fiquem sempre distantes de fontes de calor extremo como fogo, líquidos ou comidas quentes, além de pontos de eletricidade. =Redobrar cuidados no armazenamento e uso de produtos inflamáveis, como álcool. =Substituir fiações desencapadas, vedar tomadas e não deixar que os pequenos manuseiem eletrodomésticos.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

 

O que é importante saber sobre doenças neurológicas em pets?

Doenças neurológicas são, muitas vezes, enigmas na vida das pessoas e o mesmo acontece com os animais de estimação. No Brasil, há diversas doenças infecciosas que provocam lesões no sistema nervoso de cães e gatos, como a conhecida cinomose, doenças inflamatórias ou autoimunes e anomalias congênitas como a hidrocefalia. Elas podem atingir os pets em qualquer idade e qualquer raça. Contudo, pets da raça toy como Pug, Yorkshire, Maltês, Pinscher estão mais predispostas.

Há doenças neurológicas que são curáveis como as autoimunes, a Epilepsia Idiopática, a Doença do Disco Intervertebral. O tratamento indicado pelo veterinário pode vir por meio de técnicas de controle, tratamentos clínicos, cirúrgicos, terapia celular e até mesmo por medicinas alternativas, como a chinesa.

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Segundo a parceira da Comac (Comissão de Animais de Companhia do Sindan – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), a médica veterinária especializada em neurologia animal Mirela Ribeiro, “Como as causas de doenças neurológicas são múltiplas, os tratamentos são diversos. Existem doenças curáveis e outras não”.

A veterinária ainda afirma que, mesmo com a evolução da medicina animal, existem muitas doenças ainda sem causas conhecidas, entretanto, há fatores genéticos, micro-organismos, tóxicos, entre outros que levam a lesões no sistema neurológico.

Os sinais clínicos em neurologia não são apresentados por sintomas claramente relacionados a uma enfermidade. De acordo com  Mirela, dependendo da doença, o sinal pode ser diferente. Ela explica: “Convulsões, por exemplo, são indicativas de trauma no cérebro; desequilíbrios podem indicar alterações no sistema vestibular ou cerebelo, paralisias geralmente vêm de lesões na medula espinhal ou sistema neuromuscular. Além disso, mudanças de comportamento podem ser sinais de lesões cerebrais, entre outras. Por isso, o tutor deve levar o seu animal ao veterinário regularmente para acompanhar qualquer atitude suspeita”.

gato na cama

Primeiros-socorros

Muitos tutores ficam aflitos ao presenciar crises convulsivas, sinais comuns de problemas no cérebro. Por isso, abaixo há uma lista de procedimentos indicados e os não recomendados para agir em situações inesperadas como essa.

O que fazer:

· Evite que o animal bata a cabeça contra paredes ou o chão;

· Envolva-o com uma colcha ou edredom para evitar arranhões e mordidas;

· Leve-o ao médico veterinário o mais rápido possível;

· É recomendado manter uma pasta com exames e detalhes sobre o histórico de saúde do animal. Isso ajuda no diagnóstico.

O que não fazer:

· Não tente abrir a boca do animal ou introduzir seus dedos nela;

· Não aplique medicamentos;

· Não ofereça água ou comida ao animal durante a crise.

Fonte: Comac (Comissão de Animais de Companhia do Sindan – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal)

10 dicas para evitar problemas de saúde durante suas viagens

É no verão que os brasileiros viajam por períodos mais longos. As férias começam em dezembro e terminam depois do Carnaval, que este ano será no início de março. Pensando nisso, a plataforma Doctoralia reuniu algumas dicas de saúde que devem ser levadas em conta. As precauções começam antes de viajar e, dependendo do tipo de viagem, elas podem ser adaptadas de acordo com o destino e o perfil da pessoa.

1- Verificar a necessidade de tomar vacina: você está ciente de está havendo um surto da febre amarela em MG? Portanto, não é somente para viagens internacionais que precisamos checar se vacinas específicas são recomendadas, esse cuidado também se aplica às viagens nacionais. É aconselhável ir a um Centro de Orientação ao Viajante da Anvisa, 4 e 8 semanas antes da partida, para verificar se é necessária a vacinação para o local de destino.

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Foto: Portal Brasil

2 – Levar um kit de primeiros socorros e remédios: o kit pode variar de acordo com as condições e clima do país. É importante lembrar que se você viajar para o exterior e fizer uso de medicação controlada, o mais adequado é buscar orientações do profissional que acompanha seu caso e, se necessário, levar as recomendações médicas por escrito com uma cópia no idioma da região que for visitar. Além disso, o ideal é levar uma quantidade de medicamentos um pouco além do tempo de viagem porque sempre podem acontecer imprevistos.

 – Kit básico: no caso de viajar para uma área com farmácias e produtos de fácil acesso, o kit pode ser mais simples, como um bom protetor solar, repelente de insetos, termômetro, analgésicos simples etc.

 – Kit completo: se a viagem for para áreas mais remotas, é melhor consultar um médico para indicar os produtos que podem ser necessários, como antibióticos, luvas descartáveis, repositor de flora intestinal, antialérgico, laxante ou comprimidos de purificação de água.

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Ilustração: Quick and Dirty Tips

3 – Contratar um seguro de viagem: é altamente recomendável a contratação de um seguro de saúde para a sua viagem e levar uma cópia do mesmo em sua bagagem de mão com o certificado Internacional de Vacinação, já que muitos países têm apenas assistência médica privada.

4 – Acordos internacionais de Saúde: o Brasil possui acordos que permitem o atendimento de estrangeiros pelas redes públicas de saúde. Países como Itália, Portugal e Cabo Verde fazem parte deste acordo.

5 – Antecipar riscos de saúde durante o transporte: as viagens de avião, barco ou navio podem causar desconforto, como vertigem, doença de descompressão ou “síndrome da classe econômica”. Por isso, é aconselhável ter sempre à mão uma garrafinha de água durante viagens longas, esperar um mínimo de 12 horas para voar após ter realizado algum tipo de mergulho, levantar-se frequentemente ao longo da viagem e escolher roupas confortáveis.

6 – Conhecer as mudanças ambientais no país de destino: perturbações comuns causadas por alguns fatores como altitude, temperatura, umidade ou radiação ultravioleta podem causar desconforto. Para evitar isso é aconselhável não fazer viagens diretas a grandes altitudes, beber muita água e evitar a alta exposição ao sol.

7 – Ter cuidado com a procedência da água e alimentos: para evitar doenças infecciosas e parasitas intestinais, evite beber água da torneira e alimentos potencialmente contaminados. Comer apenas alimentos cozidos que ainda estejam quentes, ferver a água em caso de origem duvidosa e não escovar os dentes em água contaminada, são essenciais para não ter problemas.

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Foto: Trestletech

8 – Proteja-se de insetos: alguns insetos são transmissores de doenças, como a malária e dengue. Para evitar suas picadas recomendamos o uso de repelentes e mosquiteiros, utilizar ar condicionado ou ventilador e cobrir a maior parte do corpo com roupas leves e cores claras.

9 – Ter contato de médicos e hospitais no país de destino, em caso de emergência: existem vários aplicativos que ajudam o viajante a entrar em contato com o médico e obter respostas a perguntas e problemas que surgem ao longo do caminho, como o caso da plataforma Doctoralia, que também permite encontrar especialistas médicos e centros de saúde perto do local onde você estiver, pois a plataforma está presente em mais de 20 países.

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10 – Retornar da viagem com sintomas: procure um médico imediatamente caso sinta sintomas de febre, diarreia, problemas de pele ou respiratórios e informe o médico de sua viagem.

Fonte: Doctoralia