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Laxante x fibras – qual a diferença?

A diferença entre o consumo regular de fibras e o uso de laxantes para a saúde intestinal e o tratamento da prisão de ventre

Quem sofre com constipação intestinal pode já ter recorrido, alguma vez na vida, ao famigerado laxante. O que muitos não sabem é que esta não é uma solução que pode ser usada com frequência, sob risco de prejudicar ao invés de auxiliar a saúde intestinal. Entre os problemas que o uso recorrente de laxantes pode causar estão o agravamento da prisão de ventre, uma vez que o organismo acaba criando uma certa dependência para funcionar, além da dificuldade de absorção de outros medicamentos e eventuais problemas renais, pois seu uso leva à eliminação de sais minerais importantes.

Na prática, a utilização deste medicamento é feita de maneira errada. Uma pesquisa realizada pela Nestlé Heath Science, no Brasil, apontou que 56% das pessoas relataram já terem usado algum tipo de laxante para auxiliar na evacuação. Junto aos analgésicos, são os remédios mais utilizados sem prescrição médica.

“Os laxantes são uma classe de medicamentos utilizados frequentemente para constipação crônica, sendo que, alguns deles podem ocasionar efeitos adversos e prejuízos à saúde se usados de forma contínua, sem a devida necessidade”, diz a gastroenterologista Maria do Carmo Friche Passos.

Entre os efeitos colaterais mais comuns, relacionados ao uso de laxantes, estão cólicas abdominais, diarreia, flatulência, vômitos e náuseas, queimação retal e fraqueza. Para se ter uma ideia, utilizar mais de 1 comprimido da substância por semana já pode causar problemas. Portanto, é fundamental a prescrição médica e ainda para tratar um problema pontual como, por exemplo, esvaziar o intestino para a realização de determinados exames.

No dia a dia o problema da constipação intestinal deve ser resolvido da maneira mais natural possível, por meio da adoção de hábitos saudáveis, como a prática regular de atividade física (preferencialmente aeróbicas), o consumo de fibras e a ingestão de bastante líquido, especialmente água.

“O primeiro passo para tratar a constipação é por meio da alimentação e do estilo de vida, com a adoção de medidas simples nos hábitos alimentares. A fibra alimentar é uma estratégia eficaz de longo prazo que deve ser introduzida lentamente para não causar flatulência, devendo ser sempre acompanhada de líquidos para não gerar compactação fecal, especialmente em idosos acamados”, diz Maria do Carmo.

Entre os benefícios do consumo regular de fibras podemos citar: aumento de volume fecal, diminuição do tempo de trânsito intestinal, tornam as fezes mais macias pela retenção de água e mais fáceis de serem eliminadas, além de estimularem o crescimento de bactérias benéficas do cólon.

A questão é que nem sempre temos tempo para cuidar que os alimentos ingeridos possuam a quantidade de fibras necessárias. Há ainda casos de restrições alimentares. Uma solução é suplementar com produtos que contenham fibras. Um exemplo é o FiberMais, mix de fibras exclusivo da Nestlé, composto de fibras 100% solúveis: Goma Guar parcialmente hidrolisada e inulina, que auxiliam o funcionamento do intestino de maneira regular e saudável. Além disso, por conter fibras prebióticas, pode favorecer o crescimento das bactérias boas no intestino, promovendo o equilíbrio da flora intestinal.

Uma pesquisa feita com consumidores que receberam amostras de FiberMais indicou que 85% das pessoas sentiram a eficácia em até 48h; 71% ficaram satisfeitos e 90% recomendaria o produto. Aliás, quem quiser fazer o teste e usar FiberMais, pode se se cadastrar aqui para receberem gratuitamente uma amostra, no endereço desejado.

Fonte: Maria do Carmo Friche Passos, Gastroenterologista e Professora Associada da Faculdade de Medicina da UFMG. Pós-doutorado em Gastroenterologia pela Universidade de Harvard – USA. Ex-presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Vice-presidente do Núcleo Brasileiro para Estudo do H. pylori e Microbiota D.

Como as técnicas de massagem podem aliviar a constipação

É possível realizar massagem para alívio da constipação em casa sem equipamento. Envolve uma leve pressão sobre os músculos e órgãos envolvidos na eliminação dos resíduos. Embora não haja prova conclusiva de que a massagem para constipação funcione, algumas evidências sugerem que ela pode fornecer alívio. As massagens geralmente não são perigosas, podem proporcionar alívio e melhorar o bem-estar, independentemente de ajudarem na constipação, por isso pode valer a pena tentar.

Este artigo explora quais técnicas de massagem podem aliviar a constipação e como realizá-las.

O que é prisão de ventre?

A constipação ocorre quando uma pessoa tem dificuldade para evacuar. Os sintomas podem variar, mas uma definição comum é ter:

menos de 3 movimentos intestinais em uma semana
fezes duras ou encaroçadas
dor ao evacuar
sensação de que nem todas as fezes passaram

Massagem pode proporcionar alívio?

Massagens abdominais podem ajudar a aliviar a constipação. Pequenos estudos apoiam o uso da massagem terapêutica para ajudar com essa condição. Abaixo estão vários tipos e os efeitos no alívio da constipação.

Massagem abdominal

Existem algumas evidências de que massagens abdominais podem ajudar a aliviar sintomas da constipação. Em uma revisão mais antiga, pesquisadores descobriram que estudos mostraram resultados geralmente favoráveis ao realizar massagens abdominais para constipação.

No entanto, os autores mencionam que a pesquisa tinha falhas metodológicas, incluindo as massagens que os participantes usaram, quem recebeu a massagem e os tamanhos dos testes. Embora a maioria dos estudos seja pequena, a evidência geralmente é positiva.

Como fazer massagem abdominal

Para realizar uma massagem abdominal:

Deite-se de costas com os joelhos dobrados e os pés plantados no chão.
Comece a massagem no lado direito próximo ao osso pélvico e aplique pressão em movimentos circulares, trabalhando as mãos até a caixa torácica.
Mova as mãos para o lado esquerdo, continue trabalhando-as até o osso do quadril, depois volte para cima em direção ao umbigo.
Repita conforme necessário.

Massagem do cólon para constipação

Embora as pessoas possam traçar paralelos com a massagem do cólon e a abdominal, a principal diferença parece ser a quantidade de pressão aplicada. Os médicos afirmam que a massagem do cólon é uma técnica abdominal profunda para estimular os órgãos a liberar gás e pressão.

Não está claro se os pesquisadores usaram massagens abdominais profundas ou massagens abdominais em seus estudos. Também é incerto se eles examinaram especificamente uma massagem do cólon ou a diferença entre aplicar pressão profunda e massagem regular.

A massagem do cólon é semelhante a uma massagem abdominal. Para executar a técnica:

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Deite-se de costas com os joelhos dobrados e os pés no chão
Use os nós ou as pontas dos dedos para aplicar pressão no lado esquerdo, indo da caixa torácica até o osso pélvico.
Em seguida, comece no lado direito e trabalhe as pontas dos dedos para a esquerda sob a caixa torácica e, em seguida, mova as mãos para baixo até o osso pélvico.
Finalmente, no lado direito do estômago, massageie do umbigo até a caixa torácica, depois da esquerda para o outro lado e finalmente desça novamente até o osso pélvico.
Repita essas etapas de 10 a 15 vezes.

Outros tipos de massagem para constipação

Massagear outras áreas do corpo também pode ajudar na constipação. A seguir estão algumas dessas técnicas, juntamente com qualquer evidência de apoio.

Massagem nas costas

Foto: Yoel/MorgueFile

Embora as pesquisas sejam limitadas, o Institute for Integrative Healthcare sugere que a natureza interconectada dos músculos das costas e do cólon pode fazer com que as massagens nas costas ajudem com a constipação. Não existem estudos que examinem especificamente esse efeito, mas é improvável que este tipo de massagem cause danos, além disso, pode ajudar no relaxamento. Este é o tipo de massagem que você vai precisar de uma ajuda.

Massagem nos pés

Em um estudo de 2003 sobre reflexologia, os pesquisadores descobriram que as crianças que receberam uma massagem nos pés viram melhorias em sua constipação. Semelhante a outra pesquisa, este estudo foi pequeno, com apenas 50 participantes, o que significa que os resultados podem não ser os mesmos para todas as faixas etárias ou tipos de pessoas. Em um estudo mais recente, pesquisadores examinaram 60 adultos mais velhos para estudar os efeitos da reflexologia na constipação. Semelhante ao estudo em crianças, os cientistas encontraram resultados positivos usando essa técnica.

Para realizar reflexologia:

Sente-se em uma posição confortável com um pé cruzado sobre o joelho oposto para que eles possam tocar facilmente a planta do pé. Começando pelo meio do calcanhar, massageie com o polegar e trabalhe em direção à borda externa. Seguindo a borda do pé, continue aplicando pressão, movendo o polegar em direção ao meio do pé. Troque os pés e trabalhe do centro do pé na borda interna para a externa. Mova o polegar em direção ao calcanhar e finalize massageando a parte interna do meio do pé.

Massagem perineal

A massagem perineal usa um ponto de pressão entre a vagina ou escroto e o ânus para ajudar a aliviar a constipação. De acordo com um estudo de 2014 com 100 adultos, uma massagem perineal autoadministrada ajudou os participantes com a passagem das fezes e melhorou a qualidade de vida.

Para realizar uma massagem perineal:

use os dois primeiros dedos para aplicar pressão entre o ânus e o escroto ou vagina
aplique pressão em direção ao ânus
segure a pressão, libere e repita várias vezes

Dicas adicionais para aliviar a constipação

Existem vários métodos para aliviar a constipação ao lado ou em vez da massagem terapêutica. Esses remédios incluem:

mantendo-se hidratado
exercitando-se mais
mantendo uma programação regular de idas ao banheiro
comendo mais fibra
tentando laxantes osmóticos que puxam água para o intestino

Quando procurar um médico

Uma pessoa pode não precisar consultar seu médico se a constipação for resolvida dentro de algumas semanas após tentar métodos como remédios caseiros ou mudanças na dieta alimentar. As pessoas devem falar com um médico se os sintomas afetarem suas vidas diárias ou se houverem preocupações sobre sua condição.

Fonte: MedicalNewsToday

Prisão de Ventre: é possível aliviar esse desconforto?*

Velha conhecida entre grande parte da população, principalmente do público feminino e idoso, a prisão de ventre causa muito desconforto para quem sofre deste mal. Denominada tecnicamente como constipação intestinal, a prisão de ventre possui como sintomas mais comuns a dificuldade para evacuar, irregularidade na frequência das evacuações, fezes duras e secas, sensação de evacuação incompleta, desconforto abdominal, excesso de gases, inchaço na barriga, mau humor e sensação de irritação.

Esses incômodos, às vezes, chegam a durar dias. Quando a prisão de ventre se torna muito frequente, e quando há a perda de qualidade de vida por conta deste mal, é hora de procurar o auxílio de um especialista para um diagnóstico correto, realização de exames complementares e um tratamento adequado.

Também conhecida como obstipação intestinal, a prisão de ventre possui diversas causas, como sedentarismo, desidratação e consumo de alimentos industrializados. Segundo a Sociedade Brasileira de Proctologia (SBCP), 85% dos casos estão ligados ao baixo consumo de fibras, vegetais e líquidos. Outro fator é a mudança de rotina, por exemplo viagens, hábitos de adiar idas ao banheiro que normalmente são aprendidos na infância; estresse, depressão e ansiedade.

Vale lembrar que um intestino que não funciona regularmente, pode estar relacionado com outros problemas de saúde como hemorroidas e divertículos intestinais, entre outros.

Dicas para aliviar e prevenir a prisão de ventre:

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Beba muito água – essa é provavelmente a medida mais fácil e importante, pois o líquido amolece as fezes e facilita a evacuação. Um dos primeiros órgãos a ser afetados pelo baixo consumo de água é o intestino. Refrigerantes e bebidas com álcool e cafeína podem contribuir para a desidratação e agravar o problema.

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Foto: Goshadron/Pixabay

Alimentação rica em fibras – é um dos grandes segredos para tratar a prisão de ventre. Consumir de 15 a 40 gramas, duas vezes ao dia, para evitar gases. Assim como pão integral, verduras, frutas secas e lentilha.

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Pratique exercícios – ao fazer exercício físico, mesmo que uma caminhada leve, você estimula os músculos dos intestinos a trabalhar. Não é por acaso que as pessoas sedentárias e os idosos sofrem mais de intestino preso.

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Cuidado com os laticínios – reduza o consumo dos alimentos deste grupo e observe se os seus hábitos intestinais melhoram.

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Atenção com os medicamentos – a lista de remédios que “prendem” o intestino é longa e inclui alguns analgésicos, ansiolíticos, antidepressivos, suplementos de ferro ou de cálcio e diuréticos.

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Vá ao banheiro quando tiver vontade – não segure, esperando que a vontade passe.

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Estabeleça uma rotina – procure estabelecer um período, de preferência sempre na mesma hora, para evacuar. Treinar o intestino pode ser a chave para que ele funcione perfeitamente.

Se os seus hábitos intestinais estão passando por mudanças bruscas, procure seu médico, pois este pode ser um sintoma de uma série de doenças que podem e devem ser tratadas.

O tratamento da constipação intestinal deve ser feito com acompanhamento médico, pois, normalmente, são indicados medicamentos específicos, além de orientações dietéticas e comportamentais. O uso indiscriminado de laxantes, e o seu abuso, tanto nas doses como na frequência, pode causar dependência e agravar ainda mais os sintomas.

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*Samuel Okazaki é formado pela Escola Paulista de Medicina – Unifesp. Serviu voluntariamente o Exército Brasileiro como 2º tenente médico no Batalhão de Polícia do Exército durante o ano de 2005. Fez residência médica em Cirurgia Geral de 2006 a 2008 e Cirurgia do Aparelho Digestivo de 2008 a 2010 ambas na Escola Paulista de Medicina – Unifesp da qual ainda é médico assistente da disciplina de Gastrocirurgia. Especializado também em cirurgia minimamente invasiva – Laparoscopia e especialista em cirurgia Robótica pela Intuitive Surgical – da Vinci Surgical Systemem Bogotá, Colombia

 

Nutricionista indica como alimentação pode ajudar a combater prisão de ventre

Segundo um amplo estudo da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a prisão de ventre, também conhecida como intestino preso ou constipação, é um sintoma presente na rotina de 20% da população brasileira, sendo pelo menos dois terços deste numerário mulheres, sendo então algo recorrente na vida de mais de 40 milhões de brasileiros.

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O nutricionista especialista em ortomolecular, Leone Gonçalves, afirma que existem vários fatores que podem contribuir para o aparecimento destes sintomas: “Fatores físicos, emocionais e culturais combinados ajudam a agravar as condições de manutenção da saúde intestinal. Má alimentação, sedentarismo, baixa ingestão de líquidos, ou ser somente por consequência de uma alimentação pobre em fibras já são agravantes”, explica.

Ele aponta que, muitas das vezes, não é preciso recorrer a laxantes e medicamentos, pois a solução do problema pode estar na própria alimentação: “Assim como qualquer outro remédio, os laxantes não devem ser tomados por conta própria. Caso você esteja há muitos dias sem conseguir evacuar, consulte um médico. Mas, em geral, aumentar a ingestão de fibras, líquidos e alimentos probióticos já ajudam e muito. O melhor remédio para a constipação sempre será ter hábitos saudáveis”.

Para ajudar aqueles que sofrem com o problema, Gonçalves elaborou uma lista com algumas dicas para não sofrer mais com o intestino preso tendo a alimentação como principal recurso:

1- Laxantes naturais

Estes alimentos abaixo são considerados laxantes naturais, porque ajudam a soltar o intestino preso:

Frutas: figo, pera, maçã, kiwi;

Verduras: alface, rúcula, agrião, couve, brócolis, repolho, berinjela e abobrinha;

Grãos: aveia, farelo de aveia, farelo de trigo, milho, lentilha, quinoa;

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Sementes: chia, linhaça, gergelim;

Oleaginosas: castanhas, amendoim, amêndoas, nozes;

Bebidas: café, chá de erva-cidreira e de cáscara sagrada.

2- Evite alimentos constipantes

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Pixabay

Existem alimentos que devem ser evitados, ou ter sua ingestão bastante reduzida, para pessoas que já apresentam os sintomas de intestino preso. Bebidas alcoólicas, chocolate, café, chá preto devem ser evitados. Os alimentos que aumentam a produção de gases, especialmente os ricos em enxofre, também entram nessa lista de proibições, caso você queira melhorar o intestino

3- Invista em alimentos probióticos

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Iogurtes naturais ajudam a renovar e fortalecer a flora intestinal. Invista nessas opções, em alimentos que são probióticos. Além do iogurte, o kefir é um probiótico que está ganhando popularidade, principalmente entre os adeptos de uma alimentação mais natural e que tem mostrado bons resultados nesse aspecto.

4- Hidrate-se e faça exercícios

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Pexels

Além de dar atenção à alimentação, evite o sedentarismo e hidrate-se adequadamente, entre dois e três litros de água por dia aproximadamente, para que o intestino funcione adequadamente. A água ajuda a formar o bolo fecal.

5- Se persistirem os sintomas um médico deve ser consultado

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Se mesmo adotando uma alimentação balanceada e seguindo as orientações a constipação persistir, procure um médico e realize exames, pois a condição pode ser sinal de um problema mais sério de saúde.

Fonte: Leone Gonçalves é preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, especialista em fitoterápicos e graduando em Biomedicina

Grãos integrais melhoram circulação sanguínea e favorecem funcionamento intestinal

Prisão de ventre aumenta a pressão intra-abdominal e dificulta retorno venoso, piorando inchaço, dor nas pernas e varizes. Médica explica que a ingestão de fibras pode ajudar

Você já deve ter ouvido falar que o consumo de fibras, a ingestão de água e a prática de exercícios físicos evitam uma série de problemas. Mas o consumo de fibras no Brasil ainda é baixo, cerca de 10 a 15 gramas diariamente, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda consumir de 25 a 35 gramas diárias.

“Essenciais para o bom funcionamento do organismo, as fibras fornecem nutrientes e são aliadas na manutenção de uma dieta saudável, inclusive para diabéticos. Além disso, elas estão relacionadas à boa circulação de sangue de uma maneira geral”, explica a angiologista Aline Lamaita, membro do American College of Lifestyle Medicine.

A médica explica que uma boa maneira de adicionar fibras à dieta é por meio dos grãos e farinhas integrais, das frutas e das verduras. “Elas, por serem ricas em fibras, favorecem o bom funcionamento intestinal, que é vital para se ter uma boa circulação”, diz a médica.

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Segundo Aline, quando estamos obstipados, aumentamos a pressão intra-abdominal, o que dificulta muito o retorno venoso, piorando inchaço, dor nas pernas e piora das varizes. “Ou seja, por conta da prisão de ventre e inchaço, a circulação nas veias das pernas pode ficar comprometida”, diz.

Além disso, a médica lembra que um bom funcionamento do intestino significa melhora da imunidade e nos protege de quadros infecciosos. “Por isso, acrescente ao cardápio frutas como mamão, legumes, verduras, grãos integrais e sementes. Se não funcionar, os pré e probióticos podem ajudar, desde que bem orientados por médicos ou nutricionistas”, afirma.

Ao ingerir mais fibras, a ingestão de líquidos também deve aumentar. Água, sucos e chás são recomendados para melhorar a circulação do sangue. “Quanto menor a ingestão de água, maior a viscosidade do sangue. Além disso, a desidratação também favorece a queda da pressão arterial, ameaçando vários órgãos. O consumo adequado de água garante que o organismo seja irrigado e bem nutrido de sangue”, enfatiza.

Mais cuidados na alimentação

De acordo com a médica, além de incluir os grãos integrais e alimentos com mais fibras, é necessário frear a ingestão de sódio, bebida alcoólica, alimentos processados e gordura hidrogenada. Ela explica abaixo os principais problemas de cada um:

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-Excesso de sal: “Além de usar o saleiro, a maioria dos produtos industrializados tem o sódio adicionado para melhorar sua conservação. Então, no geral, o brasileiro consome muito mais sal do que deveria”, diz a médica. “O sal favorece a retenção de líquido, provoca inchaço e aumenta a pressão sobre os vasos sanguíneos e deixa o sangue mais denso, pesado, podendo favorecer a formação de coágulos”, explica. Também devemos tomar cuidado com doces light e refrigerantes, pois geralmente contém muito sódio. “Quando se fala em sódio, as pessoas automaticamente pensam em salgados e, em boa parte da população, o consumo excessivo está nos doces e produtos industrializados”, afirma a médica.

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-Bebida alcoólica: ao favorecer a desidratação, o álcool pode fazer o organismo reter mais líquidos e aumentar a pressão sobre veias e artérias. Quem gosta de fumar quando está bebendo aumenta ainda mais os riscos, já que a nicotina tem efeito constritor, explica a médica.

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Foto: Xandert/Morguefile

-Alimentos processados: você ama biscoitos, macarrão instantâneo, refrigerantes, refrescos em pó e salgadinhos? Fique atento: “Ricos em sal, açúcar e gorduras, eles favorecem o ganho de peso e também a inflamação, o que pode colaborar para o aparecimento de doenças circulatórias”, afirma.

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-Gordura hidrogenada: fast-foods, sorvetes industrializados e bolos são três exemplos de alimentos que podem contar com esse tipo de gordura, que retarda a circulação e pode agravar a inflamação dos vasos sanguíneos

Fonte: Cirurgiã vascular e angiologista, Aline Lamaita é membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a médica participa, na Universidade de Harvard, de cursos de pós-graduação que ensinam ferramentas para estimular mudanças no estilo de vida nos pacientes em prol da melhora da longevidade e qualidade de vida. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira/Conselho Federal de Medicina.

Aparelho ensina a posição correta para evacuar

Acaba de chegar ao Brasil um aparelho revolucionário que promete ajudar todas as pessoas que sofrem com problemas intestinais. O Eficiex é um aparelho projetado especialmente para que a pessoa fique de cócoras, que é a posição naturalmente correta para evacuar. Esta postura foi esquecida com o passar dos anos, após o surgimento do vaso sanitário, mas a postura era usada desde os primórdios da humanidade.

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O Eficiex é muito fácil de usar. Basta encaixar o banco em frente ao vaso sanitário e colocar os pés sobre ele. Desta forma, seu corpo fica sob o ângulo de 35° graus, fazendo com que o músculo puborretal relaxe completamente, permitindo que o cólon elimine totalmente as fezes que acumulam no intestino. Assista ao vídeo e aprenda como usar.

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Muitas pessoas não sabem, mas o vaso sanitário, criado pelo inglês John Harrington em 1596, nos obriga a evacuar de forma errada, fazendo com que o músculo puborretal não relaxe totalmente, mantendo o cólon dobrado e impedindo a saída das fezes em sua totalidade.

Especialistas em coloproctologia, área que trata doenças do intestino grosso, reto e ânus, certificam que a postura correta para a eliminação das fezes é uma posição relaxada, a mais próxima possível de um agachamento natural. Eficiex é indicado para vários distúrbios como prisão de ventre, hemorroidas, fissura anal e incontinência urinária.

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Além de ser prático, seguro, ergonômico, confortável e resistente, o Eficiex pode ser encaixado facilmente embaixo do vaso sanitário após seu uso. Dessa maneira, não ocupa espaço e não atrapalha a circulação das pessoas no banheiro.

O Eficiex é fabricado com chapas de MDF Ultra, um produto altamente resistente à umidade e com garantia contra cupim. O MDF (Medium-Density Fiberboard) é um material derivado da madeira, fabricado através da aglutinação de fibras de madeira com resina sintética e outros aditivos. O Eficiex é encontrado na cor branca, pesa 2.100 kg e tem as seguintes dimensões: 29 cm de largura x 53 cm de comprimento x 25 cm de altura.

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Preço: R$ 188,00

Fonte: Eficiex

Timidez: uma das principais razões de prisão de ventre em mulheres

Gastroenterologista do HCor explica que grande parte da população feminina ainda passa dias, e até semanas, sem evacuar por motivos menos graves, como vergonha de utilizar o banheiro fora de casa, por exemplo; especialista também dá dicas sobre alimentação e comportamento, além de ressaltar a importância da prática regular de atividades físicas para o melhor funcionamento do intestino

Embora afete ambos os sexos, a constipação intestinal, ou prisão de ventre, como é popularmente conhecida, é mais frequente entre as mulheres. Isso ocorre não só por motivos biológicos ou hormonais, por exemplo, mas também em função de motivos menos graves, como receio e timidez.

A maior parte das mulheres ainda fica envergonhada, quando precisa usar o banheiro fora de casa. Tanto que o intestino de muitas delas simplesmente para de funcionar quando vão trabalhar, viajar ou dormir na casa de amigas, namorados ou familiares, por exemplo.

De acordo com o gastroenterologista do Hospital do Coração (HCor), André Siqueira Matheus, esse tipo de comportamento pode trazer graves prejuízos à saúde, já que a alteração do hábito intestinal, além de estar relacionada com diferentes doenças do aparelho digestivo provoca inchaço, aumento do abdome e pode causar dificuldade ou dores na hora de ir ao banheiro.

“Evacuar pouco ao longo da semana ou apresentar evacuações com fezes muito endurecidas já caracteriza o quadro de constipação intestinal. Por isso, é fundamental que as mulheres percam a timidez e tentem utilizar o banheiro sempre que precisarem”, afirma Matheus.

O médico explica que o mau funcionamento do intestino está associado com problemas, como diverticulites, hemorroidas, fissuras anais e até câncer intestinal. Fatores como ciclo menstrual, gravidez, menopausa e idade avançada também contribuem com a maior frequência de constipação intestinal em mulheres.

Os hormônios sexuais femininos influenciam os movimentos peristálticos do intestino grosso. Tanto que já se sabe que o intestino de muitas mulheres fica “preguiçoso” durante o período menstrual.

“Por outro lado, a prisão de ventre é comum na menopausa ou em idades mais avançadas, já que as mudanças ocorridas durante essas fases da vida também afetam os músculos do intestino grosso. Já as grávidas costumam ter problemas digestivos, porque, além das mudanças hormonais, o aumento do útero pode dificultar as suas funções intestinais”, esclarece.

Para garantir o bom funcionamento do intestino, Matheus tem algumas dicas de comportamento e alimentação que podem beneficiar a evacuação e todo processo digestivo sem o uso de medicamentos:

-Preocupe-se com as evacuações: saber a frequência de funcionamento do intestino e o aspecto das fezes é muito importante para cuidar de forma adequada do intestino. Mas o mais importante é não inibir o reflexo evacuatório. Ou seja, quando der vontade, vá ao banheiro;

Granola Tradicional com Creme de Papaia

-Consuma laxantes naturais: podem ser alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes. Entre as melhores opções estão mamão, ameixa seca, semente de linhaça, gergelim, farelo de trigo e granola que podem ser consumidos com iogurte, por exemplo, cujos lactobacilos beneficiam bastante o processo digestivo;

-Exercite-se com frequência: isso estimula o peristaltismo – movimento que empurra os alimentos ao longo do tubo digestivo – e melhora muito o funcionamento intestinal. Vale lembrar, que o sedentarismo também é uma das causas da prisão de ventre;

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Foto: Xenia Antunes/MorgueFile

-Beba mais líquido: de preferência água e suco de frutas – que também são muito ricos em fibras. Essa medida é fundamental para a hidratação das fezes e melhora do hábito intestinal. Ingira aproximadamente 1,5 litros de líquido por dia. Porém, evite beber simultaneamente às refeições;

-Coma menos alimentos constipantes como carnes, laticínios, açúcar, farinha branca, café e refrigerantes. Quando consumi-los, mastigue-os bem ou beba sem exageros;

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Foto: Alvimann/MorgueFile

-Acerte-se com o relógio: no período da manhã, a função intestinal é melhor. Por isso, procure evacuar durante esse horário. Se puder, programe-se para sempre usar o banheiro no mesmo horário;

-Evite tomar remédios por conta própria: quem sofre constipação intestinal deve sempre procurar um médico.

Fonte: HCor

Prisão de ventre pode causar problemas para o resto do corpo

Ter um bom funcionamento intestinal é fundamental para garantir a saúde do organismo. Irritação, inchaço e dor abdominal são os primeiros sintomas de que algo não anda bem. De acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a prisão de ventre é um mal que afeta 20% da população brasileira, sendo as mulheres as grandes vítimas, principalmente as que têm entre 40 e 49 anos.

Dentre as principais causas para a constipação intestinal estão o sedentarismo, a obesidade e, principalmente, a má alimentação. Dois fatores podem ainda agravar esse quadro: um é biológico e está ligado ao hormônio sexual feminino, que relaxa a musculatura lisa do intestino grosso, deixando os movimentos peristálticos mais lentos, e o outro é emocional, a inibição de algumas mulheres em usar qualquer outro sanitário que não seja o de sua casa.

A falta de regularidade na evacuação por um período muito longo pode indicar ainda causas mais graves e nem sempre relacionadas apenas ao mau funcionamento do intestino, tais como depressão, enxaqueca, problemas no coração e no sistema nervoso, ou males como diverticulites, hemorroidas, fissuras anais e até câncer intestinal.

“Para ajudar no processo digestivo, vale seguir uma alimentação balanceada, ingerir bastante líquido, alimentos com fibras e ter um horário regular para ir ao banheiro”, destaca Eduardo André, doutor em Gastroenterologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e com pós-doutorado na Universidade de Londres.

Seguir essas recomendações ajuda a manter a regularidade da evacuação e a evitar que a falta dela gere reflexos para o resto do corpo. A ocorrência da constipação intestinal não deve ser ignorada. Um dos métodos mais comuns para reverter a disfunção intestinal é o uso de laxantes, pois eles restabelecem a função intestinal de maneira suave. No entanto, a periodicidade deve ser recomendada pelo médico.

Segundo o médico, é considerado normal ir ao banheiro três vezes ao dia ou até três vezes por semana, mas, se não houver uma regularidade, a pessoa pode ter problemas no futuro. “O aparelho digestivo é um termômetro das demais funções do nosso corpo, nele ocorre a absorção e a eliminação de nutrientes fundamentais para a nossa saúde”, reforça o especialista.

Fonte: Sanofi