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Cinco passos para mudar de carreira em 2021

Mudar de carreira sempre é uma decisão difícil e muitos tiveram que transformar as suas carreiras com a pandemia sem planejamento

Estar há muito tempo em um trabalho ou área, pode te levar a questionar se você não deveria mudar de carreira. Em 2020, muitas pessoas enxergaram a mudança e tiveram essa dúvida. Outras tantas, foram demitidas e agora buscam uma nova recolocação, mas em outra área.

Leila Maria de Oliveira a vida toda trabalhou como empregada doméstica. Aos 54 anos, ela decidiu que terminaria os estudos. Se formou no fundamental e no técnico, ainda conciliando a vida de mãe solo e diarista. Mãe de três garotas, ela conta: “Minha filha mais velha sempre me incentivou a estudar, quando elas ficaram mais velhas e foram seguindo suas vidas, eu fui ficando com tempo livre e decidi que iria estudar”. Foi assim que ela chegou ao Cebrac , onde fez o curso de Gastronomia.

O curso abriu uma nova oportunidade para ela. E, de empregada doméstica, Leila decidiu abrir o próprio negócio. Uma empresa de buffet. Com o avanço da empresa, ela fez faculdade e, hoje, aos 62 anos não quer parar: “Já penso em me especializar em algo a mais, aprender novas técnicas de cozinha. O importante é nunca desistir dos seus sonhos”, afirmou.

A decisão é difícil, ainda mais quando estamos vindo de um ano de incertezas. Não há fórmula mágica, porém, especialistas dizem que o principal é o autoconhecimento e estratégia de ações, além de uma boa reserva financeira. “Não é simplesmente ir buscando a esmo uma área que você goste, isso faz muitas pessoas se frustrarem. Sem o planejamento, corre o risco da pessoa se enrolar financeiramente e o sonho nem sair do papel”, alerta Rogério Silva, CEO do Cebrac .

Radoan Tanvir/Pixabay

A pesquisa Pulso Empresa mostrou o impacto da Covid-19 nas empresas: 700 mil CNPJs fechados de março a junho do ano passado. E 99% destas empresas eram micro e pequenas. Com isso, veio o desemprego:quase 14 milhões de pessoas desempregadas no Brasil. Muitas migraram para outras áreas, segundo uma pesquisa lançada em janeiro de 2021, pela Success People – empresa de desenvolvimento pessoal e gestão de pessoas situada em São Paulo – há um movimento para contratações no comércio com a entrada do novo ano.

Segundo a pesquisa, as áreas que mais tiveram recolocações são: Comercial e Vendas (20%), seguidas pela área Industrial (18%) e em terceiro lugar a área de Supply Chain (15%), na sequência aparecem a área Financeira (13%) e a área de Tecnologia (10%).

Para Silva , é na crise que o mercado busca novos profissionais e surgem novas profissões. “As pessoas estão buscando novas oportunidades e, com isso, podem ampliar seus horizontes. E o mercado está em busca de profissionais que qualifiquem o time em diversos âmbitos. O mais importante é fazer uma autoanálise e planejar esta transição”.

Pensando nisso, o especialista em carreiras e CEO da rede Cebrac elaborou algumas dicas para você que quer mudar de carreira e/ou precisa fazer isso hoje mesmo por necessidade:

Avalie sua trajetória

Olhar para trás e perguntar: eu estou feliz neste emprego? De quais aspectos do seu trabalho você gosta? Quais não gosta? Seus descontentamentos estão relacionados ao trabalho, à cultura da empresa ou com as pessoas com as quais trabalha? Se as respostas forem negativas, pense no que você pode fazer. E se não conseguir encontrar a resposta, veja alguma área, pode até ser um hobby que você faria até de graça. Ou seja, algo que você ame fazer e que faça bem. Estude a necessidade desse serviço e mãos à obra. Vale até coincidir esse job pontual com o trabalho atual até conseguir viver apenas do que se ama.

Pense em seus valores e onde você gostaria de chegar

Agora que já analisou seu passado, pense no seu presente. Veja o que você tem de habilidades e competências, faça uma lista. Anote tudo aquilo que você espera de uma empresa e o que espera de você. E determine se isso é reconhecido e se encaixa com sua carreira atual.

Busque saber mais sobre outras carreiras

Isso mesmo, pesquise outras carreiras. Faça uma busca no LinkedIn, no site, nas redes sociais de profissionais da área. Se conecte com eles, leia, faça cursos e se aprimore. Converse com profissionais que atuam na área e veja o que eles dizem. Pesquise a faixa salarial, jornada de trabalho, especificações da área e veja se encaixa na sua vida atual.

Arrume um job shadow ou permaneça na empresa

Se você já trabalha, permaneça na empresa. Agora se está desempregado, busque um job shadow, ou seja, um trabalho sombra. Tenha uma fonte de renda que respalde essa nova jornada. Tenha paciência de procurar as melhores vagas quando ainda está empregado, pode ser que a procura leve alguns meses até você achar o trabalho que goste de verdade.

Tende adquirir alguma experiência na área

Shutterstock

Seja freelancer ou voluntário, há vagas temporárias também. Tudo que dá oportunidade de você ter um contato com a área de uma forma prática como é o caso dos cursos do Cebrac, que em sua metodologia Pronline, ensina o aluno de uma forma prática mesmo com aulas remotas. Para saber mais clique aqui.

O Cebrac

Centro Brasileiro de Cursos – possui 25 anos de atuação no segmento educacional, e desde sua fundação, a rede de ensino tem sido responsável por formar profissionais para enfrentar os desafios de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Tem como propósito qualificar e educar pessoas nos seus cursos profissionalizantes, por meio de sua metodologia própria e inovadora, ao qual utiliza a proposta da Construção Interativa, que une os princípios das Metodologias Ativas, Design Thinking, Desenvolvimento Humano Profissional e Empreendedorismo.

Cebrac aprimora a postura profissional e empreendedora dos seus estudantes. Além disso, consegue proporcionar o encaminhamento de seus alunos para vagas no mercado de trabalho por meio da agência Cebrac Empregos. A Rede é pioneira em utilizar a Realidade Virtual em seus cursos, proporcionando experiência prática dentro da sala de aula. Com mais de 30 prêmios em sua história, é a rede de ensino mais premiada do Brasil, destaque para o Selo de Excelência da ABF – Associação Brasileira de Franchising. São 90 unidades, presentes nas 5 regiões do país, para localizar um próximo a você, clique aqui.

Como se preparar para um futuro profissional incerto?*

O futuro do trabalho já era alvo de muitos estudos, palestras e conferências pelo mundo afora. Com a pandemia, o assunto ganhou ainda mais relevância. Especialistas são unânimes ao dizer que estamos vivendo o fim da era dos empregos para a entrada definitiva na era do trabalho. Isso quer dizer que registros em carteira, vale-transporte, alimentação e batidas de cartão de ponto parecem mesmo estar com os dias contados. Mas, calma, não há motivo algum para pânico.

Sempre houve e sempre haverá alguém disposto a pagar para outra pessoa fazer aquilo que ele não gosta, não sabe, não quer ou não consegue fazer sozinho. E essa é a oportunidade ideal para a oferta de um trabalho remunerado. Ou seja, é bem provável que, num futuro não muito distante, você se torne uma pessoa jurídica, emitindo notas fiscais para várias pessoas físicas ou mesmo empresas que precisem dos seus serviços. Pode ser que você até ganhe mais dinheiro dessa forma, mas, inevitavelmente, ganhará mais trabalho também.

mulher executiva

Se você é o dono do seu “nariz”, precisa assumir várias funções simultaneamente. Por exemplo, não adianta ser um excelente técnico, se não souber como e para quem vender os seus serviços. Não adianta vender e entregar bem, se não conseguir administrar suas próprias finanças, entendendo que a vida de um empreendedor é feita de altos e baixos. E também não vai adiantar fazer tudo isso muito bem se você não reservar um tempo para se manter atualizado na sua área de atuação.

Sendo assim, para se preparar para um futuro do trabalho completamente incerto, profissionais de todas as áreas deverão investir constantemente no desenvolvimento de suas habilidades técnicas e comportamentais, as chamadas hard e soft skills. É bom também já ir se acostumando com o conceito de lifelong learning, que significa que teremos que estudar para sempre, buscando o que muitos especialistas chamam de reskilling, ou a necessidade de atualização constante das habilidades profissionais.

Caso você ainda seja do tipo que acredita que um diploma em uma universidade de primeira linha irá te garantir um futuro tranquilo, sinto em lhe informar que você está bastante atrasado. Foi-se o tempo em que tínhamos um mercado de trabalho linear, onde se entrava como estagiário e depois se ia galgando o crescimento para analistas júnior, sênior, pleno, coordenador, gerente, diretor e, para pouquíssimos, as almejadas cadeiras de vice ou presidente. Tudo isso, de preferência, dentro de uma mesma empresa, ao longo de 20, 30 ou até 40 anos.

O grande desafio dos profissionais que já têm uma carreira estabelecida é que eles receberam esse tipo de instrução ao longo de toda a sua vida escolar e agora se deparam com uma realidade um tanto quanto distante de tudo aquilo para o qual eles foram preparados. É quase como estudar para uma prova por anos e, na hora H, alguém virasse para você e dissesse: “esqueça, agora não é mais assim”. A sensação de estar absolutamente perdido é totalmente compreensível.

E o problema maior é que ninguém sabe dizer ao certo como vai ser. As regras mudaram no meio do jogo, mas ninguém é capaz de falar “vá por aqui”, “faça dessa forma”, “isso será assim a partir de agora”. As regras estão sendo construídas com a bola em campo. É tudo ao mesmo tempo e agora. Não existem mais cartilhas ou manuais que conduzam um profissional ao pódio. De agora em diante, será tudo uma questão de tentativa e erro.

estudante laptop computador

Por isso, quanto maior a sua resiliência e capacidade de adaptação, as suas hard e soft skills, mais fácil será construir uma carreira de sucesso em um futuro incerto. Esquecer os roteiros preestabelecidos e as antigas fórmulas é o primeiro passo para encarar a nova realidade. As habilidades a serem desenvolvidas vão variar muito de um profissional para outro, mas de um modo geral, o mais importante é entender que sua vida profissional depende de pequenos esforços diários e contínuos. Estar preparado (independentemente do que isso queira dizer no seu caso) para aproveitar as oportunidades é o que vai fazer a diferença.

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*Marcos Yabuno Guglielmi é coach empresarial certificado da ActionCOACH

Confira cinco dicas para lidar com as emoções no trabalho

No dia a dia estamos acostumados a vivenciar experiências que nos colocam em contato com diversas emoções, principalmente no ambiente de trabalho. Por isso, desenvolver a inteligência emocional para lidar com as adversidades do cotidiano tem sido fundamental e já é, inclusive, um dos pontos avaliados na hora da contratação.

Para Lucas Mendes, cofundador da Revelo, plataforma de recrutamento digital que busca democratizar e humanizar o acesso a quem busca oportunidades de recolocação, administrar impulsos e sentimentos já é tão importante quanto ter uma boa qualificação técnica.

“As nossas emoções dizem respeito às nossas vidas como um todo, mas quando se está no ambiente de trabalho, os efeitos que essas podem causar pode ser muito maior e ir para além de nós mesmos, por isso é fundamental saber administrá-las”, avalia.

Além disso, lidar com as emoções também pode ser fundamental para evitar o desgaste do profissional e o surgimento de transtornos psicológicos. Um exemplo disso é que, neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionou a Síndrome do Esgotamento Profissional, ou Burnout, na lista de Classificação Internacional de Doenças. Segundo a pesquisa “No limite”, da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), cerca de 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros já são afetados por isso.

Nesse cenário, a Revelo, reuniu cinco dicas que podem ajudar os profissionais a conquistar o equilíbrio emocional no trabalho. Confira:

1. Tenha clareza para lidar com as adversidades

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Primeiro, olhe para dentro, faça autorreflexão e pense — se puder, escreva — no que está te incomodando, o que pode ser feito para melhorar e como seria esse processo. Isso vai te ajudar a ter uma visão mais ampla do real problema.

2. Lembre-se do autocuidado

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Priorize a sua saúde física porque ela se reflete na emocional. Às vezes, o excesso de tensão e desânimo podem estar sendo causado por hábitos ruins, como noites maldormidas. Tenha um sono de qualidade, inclua uma alimentação balanceada no seu dia a dia, pratique exercícios físicos e desfrute de momentos de lazer.

3. Invista na qualidade das relações interpessoais

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Quando estamos em contato com a equipe, e até mesmo com os gestores, é importante levar em consideração as necessidades do outro além das nossas. Questionar “como posso te ajudar?”, pode colaborar nesse processo de entendimento e no desenvolvimento da empatia que é fundamental para o relacionamento.

4. Pense e respire antes da tomada de decisão

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Assim como em todos os aspectos da vida, agir por impulso pode trazer impactos negativos ou distantes do resultado esperado. Saber gerenciar as emoções é fundamental para evitar isso, principalmente no ambiente de trabalho e se você ocupa uma posição que te coloca em situações de escolha a todo momento. Antes de agir, reflita sobre os resultados esperados e se isso está alinhado com os objetivos do time. Ouvir uma segunda opinião também pode ser importante para garantir que os desdobramentos possíveis foram analisados.

5. Evite ser tomado pelo estresse

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Quando somos submetidos a altas doses de pressão, muitas vezes funcionamos quase que como uma panela de pressão prestes a explodir. No entanto, no ambiente profissional, ultrapassar esse limite pode ser prejudicial para as relações de equipe e também para a forma como somos avaliados. Por isso, invista em válvulas de escape, como sair para respirar ou ir beber uma água, antes de externalizar as emoções. Além disso, estar equilibrado mentalmente pode te trazer uma postura mais confiante e produtiva, além claro, de contribuir para a flexibilidade para lidar com as situações inesperadas.

Sobre a Revelo

Diferentemente dos site de empregos, na Revelo não são os profissionais que têm que se candidatar às vagas. Eles passam por um processo seletivo na plataforma, e os aprovados ficam disponíveis em um marketplace online para as empresas assinantes. O objetivo da Revelo é transformar o mercado de recrutamento e seleção, oferecendo a melhor experiência para os melhores talentos encontrarem seu emprego ideal. Com uma experiência superior, a plataforma consegue atrair candidatos que até então não usavam soluções online para buscar seu próximo emprego. Entre os principais clientes da Revelo estão: Banco Itaú, 99, Hospital Albert Einstein e Grupo Pão de Açúcar.

 

Belas Artes lança curso superior em gastronomia

Interessados podem se inscrever para prova que será realizada em 1º de fevereiro

O segmento de Gastronomia é uma das 15 áreas da Economia Criativa, afinal, comer não é só uma necessidade, mas também um prazer. O sucesso é grande e refletiu no crescimento do interesse das pessoas nas profissões como: chefes de cozinha (+43,2%), enólogos (+28,7%), chefes de bar (+7,9%) e chefes de confeitaria (7.6%).

A gastronomia é uma força transformadora poderosa na economia atual e a Belas Artes passa a ensinar a receita do sucesso na área e lança o curso Superior de Tecnólogo em Gastronomia. Coordenado pela experiente professora Heloisa Rodrigues, o curso tem duração de 2 anos e uma grade curricular pensada para atender os mais exigentes mercados. O primeiro vestibular está com inscrições abertas no site e a prova será no dia 1º de fevereiro.

No curso, os alunos serão preparados para criar, desenvolver ou adaptar cardápios, assim como conceber, planejar, organizar, gerenciar e liderar equipes nos mais diversos estabelecimentos e setores da área de alimentos e bebidas. As disciplinas também vão explorar gestão, construção e condução de negócios, respeito socioambiental, importância da sazonalidade, cadeia produtiva e os impactos causados pelo consumo alimentar e desperdício.

“O curso tem um olhar além da gastronomia. A criatividade, arte, design e a propriedade sensorial dos alimentos serão tratas na sala de aula. A cultura também é um tema importante que associaremos aos alimentos que serão preparados. Os alunos terão a disposição matéria prima de altíssima qualidade para explorar o número máximo de técnicas que existem na área”, explica Heloisa.

O programa é composto por aulas práticas – duas vezes por semana na cozinha da Accademia Gastronômica – e teóricas, na instituição. Serão 4 módulos com carga de 2.220 horas/aulas. Com professores altamente qualificados com experiência acadêmica e vivência de mercado, a Belas Artes quer ser referência no ensino do segmento.

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“Nossa expectativa com o curso é muito boa. Vamos preparar profissionais com visão ampla de mercado para contribuírem de maneira criativa e eficaz com o crescimento da área.”, completa a coordenadora.

Para saber mais detalhes sobre a graduação em Gastronomia, visite a página no site, clicando aqui.

Inscrição – Vestibular Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
Local: São Paulo
Inscrição pelo site 
Valor: R$120,00
Prova agendada: consulte as datas disponíveis aqui

34 milhões de brasileiros com mais de 50 anos estão insatisfeitos com a vida financeira

Pesquisa realizada pela Bradesco Seguros e Instituto Locomotiva mostra também que apenas 16% dos brasileiros acima dessa faixa etária estão conformados com a formação escolar

Dois terços dos brasileiros com mais de 50 anos — ou 34 milhões de pessoas nessa faixa etária — estão insatisfeitos com a vida financeira que possuem hoje. Esse é um dos dados do “Dossiê Longeratividade — O raio X dos brasileiros com mais de 50 anos”, apresentado durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros.

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Da mesma forma, oito em cada dez (84%) dessas pessoas se dizem insatisfeitas com a formação escolar que possuem — o que significa que, apesar da idade, elas ainda querem estudar.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e Bradesco Seguros, que ouviu mais de 2 mil pessoas em outubro deste ano.

O mesmo estudo mostra que a poupança ou outros investimentos financeiros não estão entre os principais hábitos dessa população na preparação para o futuro. Em uma escala composta por 11 itens, os relacionamentos com familiares e amigos e os cuidados com a saúde ainda são o foco de homens e mulheres na construção de um futuro mais longevo e com mais qualidade de vida.

Outro destaque diz respeito a uma mudança relevante na visão dos brasileiros e brasileiras com mais de 50 anos sobre a aposentadoria. Para a maior parcela dessa população, aposentar não significa, definitivamente, ficar em casa descansando. Os dados mostram que 67% concordam que as pessoas mais velhas devem ter ocupações que as façam se sentir úteis; enquanto 63% acreditam que pessoas ativas se sentem mais felizes.

“O desejo pela aposentadoria ativa é cada vez mais uma realidade e deve ser encarada como um desafio para o país, uma vez que hoje temos mais de um quarto da população, ou seja, cerca de 54 milhões de pessoas acima dos 50 anos”, reflete o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. Para ele, “os números não deixam dúvida de que os brasileiros maduros não pretendem parar depois de aposentados”.

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Segundo a pesquisa, 69% querem ter muitas atividades para fazer; 70% querem conviver com muitas pessoas e 72% pretendem sair muito de casa.

Mais do que ativos, os resultados da pesquisa mostram a disposição de praticamente 100% dessa população em continuar aprendendo coisas, sendo que mais da metade (67%) querem estudar depois de aposentados.

Esses dados guardam total sinergia com as discussões realizadas durante o XIV Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, que reuniu, no dia 12 de novembro, em São Paulo, especialistas nacionais e internacionais em torno do tema “Aprendizagem ao longo da vida”.

O presidente do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, explica a escolha do tema: “Os novos contornos da sociedade, resultantes do acelerado crescimento da população longeva, impõem desafios imediatos. As inovações tecnológicas, os avanços da medicina e os novos ambientes de trabalho apontam para um futuro em que o conhecimento terá papel crucial para que o indivíduo se mantenha ativo, participativo e relevante para a sociedade”.

Dados demográficos

casal meia idade feliz

O Brasil é um dos países onde a população é a que mais envelhece no mundo. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida dos brasileiros está cada vez maior.

Hoje, um quarto da população brasileira tem 50 anos ou mais, ou seja, 54 milhões de pessoas, o equivalente à população inteira da Itália ou da África do Sul. Até 2050, 43% da população terá 50 anos ou mais – serão aproximadamente 98 milhões de pessoas com 50 anos ou mais em três décadas.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros

Prorrogadas as inscrições para processo seletivo de Residência Multiprofissional Unifesp

A Comissão de Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) informa que o Processo Seletivo de Residência Multiprofissional (prova) 2020 será realizado no dia 8 de dezembro de 2019 e que o prazo para as inscrições foi prorrogado para o dia 1º de dezembro e o pagamento da taxa para dia 2 de dezembro.

O processo seletivo 2019/2020 será constituído por três etapas: prova objetiva, prova teórico-prática e pontuação acadêmica. Podem participar profissionais que tenham graduação nos cursos oferecidos, sendo que para Psicologia será exigido o Título de Psicólogo.

A Residência Multiprofissional é oferecida pela Unifesp desde 2010. O processo seletivo 2018/2019 teve quase mil inscritos e a expectativa da comissão para este ano é que os números aumentem. Hoje, a Universidade Federal de São Paulo tem 11 Programas de residência multiprofissional em saúde no campus São Paulo, dois no Campus Baixada Santista e três programas de residência Uniprofissional em Saúde campus São Paulo.

São oferecidas 196 bolsas distribuídas nas áreas: enfermagem, enfermagem obstétrica, psicologia, nutrição, terapia ocupacional, serviço social, farmácia, odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia e física médica. A carga horária nos dois anos ultrapassa 5.000 horas.

Interessados que atendam ao perfil das vagas podem se inscrever clicando aqui, até as 18 horas do dia 1º de dezembro. É cobrada taxa de R$ 320,00, que pode ser paga até dia 2 de dezembro, e o valor da bolsa é de R$ 3.330,43.

Atendimento SUS

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Os programas têm docentes, tutores e preceptores qualificados para desenvolver tanto a parte teórica quanto a prática. Todos estão engajados em integrar as diferentes categorias profissionais em um único propósito, atender o usuário do SUS.
O atendimento ao usuário do SUS e sua família, por uma equipe multiprofissional, vem sendo incorporada de maneira progressiva e contribuirá oferecendo ao cliente e comunidade conhecimento e motivação para adotar atitudes de mudança e vencer os desafios. Vale frisar que é oferecida aos residentes do segundo ano a oportunidade de realizar estágio optativo em diferentes instituições públicas e privadas, inclusive do exterior.

A residência multiprofissional em saúde e uniprofissional são modalidades diferenciadas de formação, oferecendo aprofundamento dos conhecimentos teóricos e práticos, sobretudo favorecendo uma articulação entre a academia e os serviços que atendam as diretrizes do SUS. Os programas são orientados por uma visão diferenciada na qual as diversas profissões devem efetivamente estar integradas para o cuidado do usuário do SUS.

Informações: Unifesp

A FapUnifesp (Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo) viabiliza a realização deste e de outros projetos e eventos da Unifesp.

FapUnifesp

FapUnifesp é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como Missão prover infraestrutura, logística e suporte administrativo relativos ao desenvolvimento de projetos acadêmicos em ensino, pesquisa e extensão da Unifesp, além de prestar serviço à sociedade nessas respectivas áreas, em âmbito público ou particular. O objetivo principal da FapUnifesp é apoiar a Universidade Federal de São Paulo em ações, projetos e iniciativas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e transferência de conhecimento, assim como no seu desenvolvimento institucional e relacionamento com o ambiente externo. A Fundação busca colaborar para a inserção internacional da Unifesp e procura ser um elemento integrador para a formação de uma Universidade multicampi. Seu objetivo é ser uma Fundação de notório reconhecimento por sua capacidade de apoio administrativo à Unifesp em termos de execução de projetos educacionais em ensino, pesquisa e extensão, bem como de apoio à Universidade em suas relações institucionais com a sociedade, voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, atividades educacionais, artísticas e de preservação ambiental.

Residência Multiprofissional

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Apesar de já existir há vários anos, a Residência Multiprofissional ainda é pouco divulgada e conhecida, especialmente pela população que, quando muito, tem noção da residência médica. Podemos defini-la como um projeto de cooperação intersetorial para beneficiar a inserção qualificada de profissionais da saúde no mercado de trabalho, especialmente em áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde. Alguns até chegam a considerá-la uma Pós-Graduação Lato Sensu como todo curso de especialização, só que voltada para a educação em serviço e destinada às categorias que integram a área de saúde.

Os programas de Residência se submetem à Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde – CNRMS, coordenada conjuntamente pelo Ministério da Saúde e do Ministério da Educação. De acordo com a Resolução CNS nº 287/1998, os programas de Residência Multiprofissional devem receber profissionais graduados nos seguintes cursos: Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

E a melhor parte é que não importa se o candidato se formou este ano ou há décadas. É possível ingressar em uma Residência Multiprofissional em Saúde a qualquer momento da carreira. O CNRMS não impõe idade limite ou tempo máximo de atuação na área para que o profissional possa se candidatar a uma vaga. No entanto, as Instituições têm autonomia para estabelecer algumas regras.

Um pouco de história

“Em 1999, o então Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, junto a atores do Movimento Sanitário, articularam-se formando grupos interessados em criar, reavivar e reinventar residências em saúde da família. A proposta, construída em um seminário, era criar um modelo de Residência Multiprofissional, onde embora fossem preservadas as especialidades de cada profissão envolvida, seria criada uma área comum, especialmente vinculada ao pensamento da velha saúde pública, acrescida de valores como a promoção da saúde, a integralidade da atenção e o acolhimento.

Um movimento que contou com a participação dos órgãos formadores, das Associações de Ensino das respectivas áreas, da Federação Nacional dos Trabalhadores da Área da Saúde (Fentas), da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS), conseguiu elaborar e propor diretrizes curriculares para os cursos de graduação da área da Saúde, publicadas a partir de 2001 na forma de resoluções pelo Conselho Nacional de Educação. No ano de 2002 foram criadas 19 residências multiprofissionais em saúde da família, com financiamento do Ministério da Saúde, com formatos diversificados, mas dentro da perspectiva de trabalhar integradamente com todas as profissões da saúde.

Tendo tido sua primeira versão elaborada em 1998, e sua terceira versão editada em 2000, sob a coordenação da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos (CIRH), do Conselho Nacional de Saúde, o documento “Princípios e Diretrizes para a Gestão do Trabalho no SUS, a NOB/RH-SUS vem subsidiar a gestão do trabalho, bem como a política de desenvolvimento dos trabalhadores do SUS”*.

*Residência Multiprofissional em Saúde: experiências, avanços e desafios – Ministério da Saúde (2006)

 

Mulheres nas ciências: questão de lógica – por Paula Paschoal*

É verdade que, ao longo do último século, nossa sociedade aprendeu a aceitar e encorajar as mulheres a seguir carreiras em campos, digamos, não convencionais. Mas também é preciso dizer que muitas barreiras ainda permanecem de pé. Algumas são familiares, outras tantas, econômicas, mas as mais complexas são as sociais – até porque são invisíveis a olho nu.

Durante minha carreira, pude assistir a alguns exemplos disso. Mulheres que perderam oportunidades por ficarem grávidas; outras porque os chefes preferiam trabalhar com homens.

Muitas vezes, nem mesmo os fatos (eles também cansados de demonstrar o óbvio) são levados em consideração na hora da contratação de pessoal para áreas “de Exatas” – espécie de feudo dos homens. Já faz tempo que as mulheres estudam mais do que os homens no Brasil – em todas as etapas da educação superior, diga-se de passagem.

Segundo os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais de idade, 18,8% têm ensino superior completo, enquanto que, entre os homens na mesma categoria, esse percentual é de 11%. A escolaridade das mulheres é maior também na esfera profissional. Elas são maioria nos cursos de qualificação de mão de obra, de acordo com estudo do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Os números não mentem: de 2003 a 2012, do 1,8 milhão de alunos e alunas dos cursos de qualificação, 713 mil eram mulheres, ou seja, mais de 60% do total.

Por essas e muitas outras, é que precisamos nos esforçar, cada dia mais (um esforço multifacetado e consorciado) para trazer mais mulheres para as chamadas carreiras de STEM (sigla americana para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), além de garantir que aquelas que já estão nelas continuem a se destacar e crescer.

O que fazemos hoje, como sempre digo, terá impacto profundo no futuro das mulheres nesses setores tão importantes para qualquer país que queira ser grande. Mas quatro pontos me parecem essenciais e devemos nos dedicar a eles já.

menina e cachorro

1. Façamos com que as jovens se interessem por tecnologia logo no início de sua educação. Isso porque as meninas geralmente não são incentivadas (ou até mesmo desencorajadas) a buscar assuntos relacionados à tecnologia – como se fossem naturalmente incapazes para a área. Uma certa Marie Curie teria muito a dizer, ainda hoje, sobre isso… Ela é a única pessoa a ter dois prêmios Nobel em categorias distintas, Química (1903) e Física (1911).

cientista laboratorio analise pesquisa

2. Também precisamos transformar as mulheres que já se dedicam à tecnologia em modelos. Modelos, como se sabe, são influências incrivelmente poderosas. Quanto mais modelos femininos existirem nas carreiras de STEM, mais meninas enxergarão um futuro profissional promissor nessas áreas. Vai dar trabalho, claro, mas não existe vitória sem esforço pessoal e coletivo. Se queremos incentivar mais mulheres neste campo (e pagar pelos esforços daquelas que vieram antes de nós), precisamos tornar esse tema prioridade e dedicar tempo e ações a ele.

mulher executiva

3. Outro ponto importante: exigir apoio das esferas gerenciais. Elas precisam demonstrar que as mulheres são necessárias e devem ser valorizadas nas carreiras de STEM. Diretores e diretoras têm de ser capazes de comunicar, sincera e eficazmente, a importância de uma força de trabalho equilibrada, de modo que toda a empresa veja isso como uma prioridade da corporação – e não somente como uma iniciativa de bem-estar, por exemplo. Como fazer isso? Garantindo igualdade de oportunidades, igualdade de remuneração, infraestrutura e políticas para apoiar as mulheres com famílias e se dedicando a criar um ambiente de diversidade na hora da contratação de talentos. A igualdade para as mulheres no local de trabalho, seja em remuneração, representação ou respeito, tem sido o artífice de grandes progressos nas últimas décadas. É um fato!

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Foto: Stocksnap/Pixabay

4. Além disso, precisamos trabalhar para que as mulheres percebam que ser mãe dedicada e profissional competente, ao mesmo tempo, é, sim, possível. E mais: fazê-las acreditar que têm o direito de ganhar o mesmo que seus pares masculinos. Ainda, buscar oportunidades em empresas que representem os seus anseios. E, se não for o caso, que sejam capazes de apostar nelas mesmas, empreendendo na área da tecnologia e das ciências, criando o novo, fazendo diferença na vida das pessoas.

São pilares fundamentais para que o País possa avançar em diversos aspectos da vida corporativa e social. As carreiras de STEM, há bastante tempo, se tornaram ícones do desenvolvimento das nações. Não podemos perder mais tempo com preconceitos ancestrais.

(*) Paula Paschoal é diretora geral do PayPal Brasil

Cuidado: você pode ser trocado por um robô – por Edson Moraes*

Não é preciso ser um expert em futurologia para saber que uma das relações que mais será mais afetada pela tecnologia, que não para de se superar, é a que temos com o emprego. Se por um lado podemos apostar na extinção de várias profissões, podemos nos surpreender com algumas que irão surgir.

Será que estamos próximos de um futuro como aquele apresentado pelo cinema em filmes como Blade Runner, Inteligência Artificial, Eu, Robô e Ex_Machina, entre outros?

Blade Runner, que completou 35 anos, mostra seres criados geneticamente para trabalhos forçados ou desprezados, chamados de replicantes. E eram tão perfeitos que se passavam facilmente por humanos. Tão humanos, que acabaram por se rebelar.

replicantes
Rutger Hauer e Daryl Hannah em cena da Blade Runner, no qual ambos são replicantes – Divulgação

Já em Ex_Machina, o mais recente dos citados (2015), um funcionário de uma empresa é recrutado para testar um robô, Ava, interpretado de forma perfeita por Alicia Vikander. Também criada para servir, inclusive sexualmente se necessário. Ava está bem além de ter “apenas” inteligência artificial. Ela é muito mais sofisticada e se mostra sedutora e manipuladora até conseguir o que secretamente queria.

Porém, saindo da ficção e sem entrar na questão ética, que também será algo a ser pensado quando robôs passarem a conviver mais intimamente com humanos, é claro que não apenas empresas, mas governos de todo o mundo estão interessados em desvendar um pouco do que está por vir.

Um exemplo foi a pesquisa encomendada pelo governo britânico para o grupo Fast Future: The Shape of Jobs to Come (A forma dos trabalhos que virão, em tradução livre). O intuito era descobrir as profissões que mais se destacariam nas próximas duas décadas. Entre elas estavam: consultor de bem-estar para idosos; agricultor vertical; nanomédico e especialista em reversão de mudanças climáticas.

Vale destacar que outras pesquisas apontaram duas novas ocupações que muitos sequer imaginariam: terapeuta de final de vida e conselheiro de robô.

Sonoya Mizuno and Alicia Vikander in 'Ex Machina'
As atrizes Sonoya Mizuno e Alicia Vikander, em cena de Ex_Machina, no qual ambas são robôs – Divulgação

Profissões que irão desaparecer

Também no Reino Unido, pesquisadores da Universidade Oxford responderam a questão ao contrário, ou seja, quais os empregos que estavam com seus dias contados. O estudo analisou 702 ocupações e fez a estimativa das chances dessas funções serem automatizadas nos próximos 20 anos.

Segundo eles, a profissão que mais corre riscos de ser extinta (99%), para a alegria de muita gente, é a de operador de telemarketing. Enquanto isso, a pesquisa mostrou que a tarefa que um robô jamais faria bem é a do assistente social na área de drogas e saúde mental.

Enquanto isso, na China, por exemplo, já há fábricas que trocaram 90% de seu quadro de funcionários por robôs. Na lista das funções que desaparecerão estão também: preparador de imposto de renda, reparador de relógios, corretor de seguros, agente de crédito, árbitro, trabalhadores rurais, operador de caixa, corretor de imóveis, digitador de dados, cartógrafo, arquivista, bibliotecário, estatístico, escrivão, garçom, taxista, carteiro, costureira, recepcionista, cozinheiro de fast food e vendedores porta a porta, entre outras.

Como, então, os jovens, que já não conseguem emprego agora, irão se empregar no futuro. Todos serão obrigados a estudar e ter uma formação superior? Já que os robôs serão a escolha mais óbvia para trabalhos comuns e braçais que ainda poderão existir.

Independentemente daquilo que possamos idealizar sobre o futuro, caberá a todos a busca incessante pelo aprendizado, em qualquer nível de educação ou idade. Provavelmente, não teremos mais empregos, mas atividades por tempo determinado, como já acontece em várias profissões. As pessoas deverão mudar de carreira diversas vezes ao longo da vida, e buscar um aprendizado contínuo, com períodos de trabalho mais intenso, atividades pontuais, além de um tempo para estudo ou mesmo sabático.

Aos jovens caberá avaliar com muita cautela as tendências das profissões e como poderão se manter atualizados e conectados com seus propósitos de vida. Atividades especializadas irão requerem aprendizado contínuo, pois o conjunto de habilidades exigido nas novas ocupações mudará continuamente na maioria das indústrias e transformará como e onde as pessoas trabalharão. Além do fato de que muitas escolhas se transformarão ou inexistirão depois de alguns anos.

Competências como autoconfiança, visão de negócios, trabalho em equipe, flexibilidade, resiliência, comunicação, compreensão e relacionamento interpessoal serão cada vez mais exigidas como uma complementariedade das habilidades técnicas da vez. Essas aptidões serão cada vez mais exigidas nos programas de formação, mesmo que a carreira escolhida para o ciclo da vez seja extremamente técnica.

O processo de educação exigirá um formato combinado entre plataformas online e espaços físicos que permitam interações sociais entre estudantes e mediadores de conhecimento, atualmente chamados de professores.

Não deixa de ser interessante pensar no clássico filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, uma crítica mordaz à revolução industrial. Nele, vemos um funcionário de uma fábrica repetir o mesmo gesto, repetidamente, de apertar parafusos. Várias cenas do longametragem se tornaram antológicas, como aquela em que ele é arrastado para dentro de uma enorme engrenagem de uma máquina. Pelo que parece, ironicamente, agora serão máquinas “engolindo” máquinas.

tempos modernos
Charles Chaplin em uma cena antológica do filme Tempos Modernos – Divulgação

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

A incrível ilusão de “pular etapas” na vida profissional, por Daniela do Lago*

A indústria mundial vende bilhões oferecendo “facilidades” como: consiga ter uma barriga chapada em três dias, emagreça dez quilos em um mês, fique rico sem trabalhar e por aí vai. Mas o fato é que obter resultados imediatos sem esforço não passa de uma ilusão. Tudo tem seu tempo determinado!

Quando falamos de carreira, esse processo de conquista não é diferente. É preciso tomar cuidado para não “pular etapas”. Com a incrível aceleração para alcançar o tal sucesso profissional, muitos me procuram para fazer o processo de coaching, uma conhecida ferramenta para desenvolvimento comportamental.

Nem todo mundo, porém, precisa passar por um método intenso como este. Assim, o primeiro passo para identificar se realmente o coaching é a ferramenta mais adequada naquele momento, as pessoas respondem a um questionário avaliativo. Em alguns casos, é apenas uma questão de paciência para que o tempo de cultivo chegue e elas possam colher os frutos que plantaram naturalmente.

Por conta de muitos “fenômenos” da internet – aqueles raros que inventaram algo e ficaram milionários da noite para o dia -, as pessoas acreditam que vão atingir o sucesso profissional tão rápido quanto eles. Vale a ressalva que não é errado admirá-los, já que são exemplos inspiradores, mas sejamos sinceros: não acontece com todo mundo nem a todo momento.

Não é produtivo deixar de encarar o dia a dia e depositar todas as fichas esperando que o mesmo aconteça e o salve da dura realidade. Abaixo, apresento três dicas para que todos possam encarar os obstáculos e construir uma carreira sólida e plena:

1) Estude: não me refiro apenas ao estudo acadêmico. É importante ler e buscar informações específicas sobre a área de atuação. Pergunte a qualquer profissional de sucesso sem diploma se ele recomenda que seus filhos não estudem e o quanto a falta de conhecimento custa aos cofres da empresa para pagar consultores diplomados. Portanto, boa educação e investimentos em cursos sempre abrirão portas na sua trajetória profissional;

mulher lendo livro
Foto: GaborfromHngary/Morguefile

2) Mostre bons resultados: mesmo com qualificação técnica, você não assumirá um cargo de liderança com grandes responsabilidades logo no início de sua carreira. Nem na empresa de sua família. O mundo não premia o potencial, e sim o real. É preciso gerar resultados para comprovar o quanto é bom tecnicamente. A experiência profissional na parte comportamental tem que ser vivida, e isso requer tempo. Tenha paciência;

executiva - M. Connors

3) Gaste menos do que ganha: é matemático, é a regra de ouro para não se tornar refém de nenhuma empresa. Ter independência financeira lhe dará a liberdade que tanto busca em sua carreira. Os profissionais mais procurados no mercado são aqueles que têm um respaldo financeiro. Será coincidência? Claro que não! Os profissionais livres arriscam mais, pois não têm medo de algo dar errado e, com isso, conseguem os melhores resultados. Conquistar esse patamar requer tempo e disciplina, portanto, comece logo.

cartão de crédito

Se você seguir essas dicas gerais, irá construir uma carreira sólida, no tempo necessário, e estará preparado se um fenômeno acontecer em sua vida.

*Daniela do Lago é coach de carreira, palestrante, professora dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas nas disciplinas de Gestão de Pessoas, Comportamento Organizacional, Comunicação e Relacionamento Interpessoal e escritora. Este artigo compõe o seu novo livro “UP! 50 dicas para decolar na sua carreira”, que será lançado neste mês pela Integrare Editora. A obra contém dicas práticas de comportamento no trabalho