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Projeto verão: ainda dá tempo para começar

Especialista lista dicas para iniciar uma reeducação alimentar e garantir bons resultados para a saúde e o corpo

No verão, é comum todos se preocuparem mais com o físico, já que as roupas deixam o corpo mais à mostra e as temporadas na praia e os dias de piscina são mais frequentes. De acordo com Ana Pallottini, consultora em nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), não é preciso radicalismo para obter resultados e ainda dá tempo de começar uma mudança de estilo de vida, melhorando a alimentação e incluindo atividade física na rotina, sem colocar a saúde em risco.

“Muitas pessoas se aventuram em dietas restritivas em busca de efeitos imediatos, com cardápios que eliminam os alimentos fontes de carboidratos, por exemplo”, explica Ana.

A nutricionista destaca que o planejamento inicial também pode ser usado como um incentivo às mudanças permanentes no dia a dia, evitando assim, o efeito rebote ou sanfona, quando todo resultado conquistado se perde. “A alimentação adotada deve ser sustentável em longo prazo, saborosa e saudável. Dessa forma é mais fácil seguir o cardápio por mais tempo, passando de uma dieta para uma reeducação alimentar”, pontua.

Abaixo, Ana lista cinco dicas para chegar ao verão com um corpo bonito e saudável:

• Dê atenção para o café da manhã

café da manhã pixabay
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Começar o dia com uma refeição equilibrada garante mais energia, saciedade e disposição ao longo do dia. Aposte em um pão de forma integral ou torradas, que fornecem carboidratos e energia. Para acompanhar, queijo ou ovo mexido, que fornecem proteínas e, como complemento, fruta da estação ou suco de fruta natural, misturados com semente de linhaça ou chia, que acrescentam fibras, vitaminas e minerais.

• Capriche nas saladas

salada com crouton pixabay
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Frescas e refrescantes, as saladas são boas opções para os dias mais quentes, especialmente para o jantar. Combinando alguns ingredientes, é possível elaborar uma refeição completa, leve e balanceada. Acrescente frango desfiado, ovos de codorna, atum ou grão de bico, que são os alimentos fontes de proteína. E, para acompanhar, croutons caseiros. É só cortar o pão de forma em quadradinhos, regar com um fio de azeite de oliva e orégano e torrar no forno.

• Prepare sorvetes caseiros e refrescantes

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Um lanche leve entre as refeições principais pode ajudar a controlar a fome e trazer mais disposição e energia para o dia. Frutas são boas opções para esse momento, e podem se tornar mais atrativas e apetitosas em forma de sorvete. A sugestão é picar uma banana e levá-la ao congelador. Depois de congelada, bater em um mixer com cacau em pó e um pouco de mel. Para dar aquele toque especial, quebre alguns biscoitos integrais de cacau junte à “massa” do sorvete.

• Pratique atividade física

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Comece a rotina de exercícios físicos aos poucos e escolha uma atividade prazerosa para você. Aproveite o sol e os dias mais longos e se exercite ao ar livre, quando possível, praticando corrida, caminhada ou natação. Reserve ao menos três dias da semana para atividades de uma hora. Desta forma já é possível cumprir a recomendação da Organização Mundial de Saúde de 150 minutos de exercício semanais.

• Estipule metas realistas

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Eleve a autoestima e trace metas realistas, condizentes com sua rotina e com o seu biotipo. É possível perder peso ou ficar com o corpo mais definido, mas dentro do que seria ideal para cada um, sem sofrimento e sem arriscar a saúde.

Fonte: Abimapi

Projeto Verão: combate ao mosquito da dengue requer atenção

Prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypt precisa começar antes da alta estação para evitar a proliferação do mosquito

Com a proximidade do verão, o sinal de alerta para o combate à dengue se acende. Por conta do calor e do período de chuva extensas é possível observar um aumento na proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Além da dengue, a atenção se estende à zika e à chikungunya, doenças também transmitidas pelo mosquito.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018 foram registrados 101.863 casos de dengue, 29.675 de chikungunya e 2.985 de zika. Para incentivar as campanhas de sensibilização sobre o tema, a Doctoralia, plataforma que conecta profissionais de saúde e pacientes, antecipa a discussão e esclarece os principais pontos do tema.

Prevenção

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De acordo com a infectologista e membro da Doctoralia, Diana Galvão Ventura, a prevenção, consiste no combate ao foco do mosquito. “É mais fácil eliminar o vetor na fase de larva do que na fase adulta, quando já é mosquito. O Aedes se prolifera na água acumulada. Ele prefere a limpa, mas também deposita ovos na água suja, então é importante eliminar todos os focos: tampar caixas d’água, esvaziar vasos de planta e pneus, desativar piscinas abandonadas etc.”. Ela ainda complementa que o uso de repelente nas áreas expostas do corpo também é um recurso válido.

Sintomas

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Os principais sintomas da dengue, de acordo com a infectologista, são febre alta, dor muscular, dor de cabeça, dor nos olhos, dor nas articulações, manchas pelo corpo, dor abdominal, enjoo, vômito e diarreia. “O paciente pode apresentar uma combinação de alguns sintomas, que também podem se agravar a depender do grau da doença. No caso da zika, eles aparecem de forma mais branda, já no caso da chikungunya a dor articular é mais intensa e tem maior duração – com idas e vindas – podendo evoluir para um quadro crônico”, complementa Diana.

Em todos os casos, os grupos de risco da doença, especialmente das formas graves, são crianças, idosos, gestantes (as três doenças são transmissíveis para o feto) e pessoas com alguma imunodeficiência. Nessas situações, os sintomas podem ser mais intensos e as consequências ainda mais sérias. “A zika tem o agravante de ser transmitida sexualmente e, apesar da dengue ser considerada mais grave de forma geral, tanto a zika como a chikungunya podem desencadear complicações neurológicas”.

Tratamento

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Foto: Shutterstock

O primeiro passo é sempre buscar atendimento médico para se obter um diagnóstico assertivo e dar início ao tratamento adequado. “Os cuidados com a dengue envolvem a hidratação intensa para reposição de fluidos. Esse também é um aspecto importante para as outras doenças, mas não em caráter tão imediato. A chikungunya, por exemplo, precisa entrar mais forte na analgesia por conta das dores”, comenta a médica.

No serviço “Pergunte ao Especialista” – que permite tirar dúvidas sobre saúde de forma gratuita e anônima -, as perguntas mais comuns dizem respeito ao tratamento e aos remédios que podem, ou não, interferir no processo. Diana explica que medicamentos anti-inflamatórios e aspirina devem ser evitados e, para evitar complicações, o acompanhamento médico é sempre recomendável.

Fonte: Doctoralia