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Síndrome de Burnout: você pode estar doente e não sabe

Estresse demais no trabalho por um longo período de tempo pode causar Síndrome de Burnout, fique atenta

No início dos anos 1970, após se autodiagnosticar com um intenso esgotamento profissional recorrente, o psicanalista alemão Freudenberger, denominou esse mal como Síndrome do Esgotamento Profissional, logo depois passou a ser conhecido como Síndrome de Burnout, do inglês to burn out (podendo ser traduzido por “ser consumido pelo fogo”).

A Síndrome de Burnout, associada ao estresse extremo e contínuo no ambiente de trabalho, acaba gerando um estado de exaustão física, emocional e mental. Esse estresse pode ser causado pelas cobranças impostas pelos superiores, seja para cumprimento de horas e datas impossíveis para realizar determinado trabalho, pelo excesso de trabalho mental, por trabalhos em situações tensas ou que apresentam alto risco de acidentes, podendo levar até a morte, ou ambientes de trabalho desarmoniosos e opressivos.

Segundo Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana é importante que todos saibamos que merecemos ser respeitados em nosso ambiente de trabalho, e não devemos aceitar jornadas exaustivas ou qualquer tipo de desrespeito. Nossos superiores e colegas de trabalho não podem normalizar gozações, bullying ou outras situações constrangedoras. Se percebermos que nossos limites não estão sendo respeitados, devemos procurar o setor de recursos humanos da empresa, o psicólogo da empresa ou até mesmo o nosso sindicato.

Esse distúrbio psíquico que acaba afetando todas as áreas da vida da pessoa, por causa do acúmulo de trabalho envolvendo estresse contínuo e tensão emocional, atinge todos aqueles trabalhadores e profissionais de vários setores da sociedade, como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, publicitários, operários que trabalham na construção de edifícios, cargos de elevada confiança e responsabilidade, enfim, qualquer trabalho em que há pressão intensa e constante pode levar o indivíduo a sofrer de Síndrome de Burnout.

Os principais sintomas são: cansaço mental e físico extremos, irritabilidade e agressividade, dificuldade de concentração e lapsos de memória, insônia, baixa autoestima, desânimo, depressão, dores de cabeça, sentimentos de fracasso e isolamento social.

“A Síndrome de Burnout também pode acontecer com profissionais liberais, quando eles impõem a si mesmos jornadas de trabalho exaustivas ou múltiplos empregos, como médicos, enfermeiros, advogados, e outros” – complementa Aline.

Para se evitar ou minimizar os impactos da Síndrome de Burnout é necessário que a pessoa tenha um momento para ela, para fazer aquilo que lhe dá prazer: ler, assistir filmes ou sua série preferida, passar o tempo com familiares, conversar com amigos, fazer passeios e viagens, enfim, ter aquele tempo de pausa. Muitas vezes só nos damos conta do problema quando já é tarde. Temos que conhecer os nossos limites. Isso é qualidade de vida. Devemos nos lembrar que não há dinheiro no mundo que compense a perda da nossa saúde.

“Em caso de dúvidas se a situação que está ocorrendo é ilegal, também podemos consultar um advogado. O importante é não esquecermos que, mesmo sendo funcionários de uma empresa e tendo obrigações, também temos direitos que devem ser respeitados” – finaliza Aline.

Caso você apresente os sintomas citados ou tenha suspeitas de que está acometida pela Síndrome de Burnout, deve procurar um psiquiatra para o adequado diagnóstico e tratamento.

Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicoterapeuta Junguiana. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria, atua há mais de 9 anos com psiquiatria clínica e psicoterapia. Atende presencialmente na cidade de Lajeado (RS) e também online.

Três a cada cinco mulheres já viveram um relacionamento abusivo; saiba se está em um

Médica psiquiatra e psicoterapeuta explica como agir diante desta situação

Estudos relatam que três a cada cinco mulheres já viveram um relacionamento abusivo, mas não é só na relação homem mulher que isso acontece. O abuso pode ocorrer de diversas formas: de pai pra filha, de filho pra pai, de filha pra mãe, entre casais homoafetivos…

E o que são relacionamentos abusivos?

São aqueles em que há vítima e agressor. Acontece a partir do momento em que alguém tenta dominar o outro fisicamente ou por artifícios psicológicos e emocionais. Neste momento, o relacionamento deixa de ser saudável e pode inclusive evoluir para um relacionamento doentio e perigoso, resultando em crimes passionais, por exemplo.

O agressor tende a querer dominar tudo o que for possível na vida da outra pessoa; tentando controlar as amizades, o modo de vestir, o uso do celular e das redes sociais. O abuso dentro de um relacionamento, não se restringe à violência física, mais fácil de ser detectada, seja no meio familiar ou social, mas ele existe sempre que há a violência psicológica, mais difícil de identificar e cujo manejo é bem mais complexo e demorado.

Em qualquer situação, mas principalmente pelo abuso psicológico, o agressor obtém poder sobre a outra pessoa, usando de controle e manipulação emocional.

Segundo Aline Machado Oliveira, psiquiatra e psicoterapeuta junguiana, uma das primeiras coisas que um agressor faz em um relacionamento abusivo é destruir a autoestima da outra pessoa. Ela explica que a autoestima da vítima é afetada drasticamente e pode ser destruída quando o agressor usa de jogos psicológicos com frases de acusação como: “ela faz isso porque quer” ou “ela sempre foi assim, só está se fazendo de vítima”, a fim de manipular a realidade.

A vítima torna-se a culpada pela agressão sofrida e aceita isso como verdade. Desta maneira, a vítima passa a ter uma percepção distorcida de si. Quanto mais oprimida, mais passiva a pessoa pode ficar, até se tornar completamente impotente, pois foi convencida pelo agressor de que ela está errada e é a culpada pelos problemas no relacionamento.

Chantagem e culpa

A chantagem emocional é um artifício muito usado para a manipulação e, geralmente, é de difícil identificação. O chantagista conhece os pontos fracos da vítima e se utiliza de sentimentos como o medo e a culpa para manipular as pessoas e alcançar os seus objetivos, embora nem sempre o manipulador tenha consciência de que pratica a chantagem emocional.

Outros tipos de vítimas

Embora sejam mais conhecidos e tratados, os relacionamentos abusivos em que a vítima é a mulher e o agressor o homem, esse tipo de situação vai muito além e envolve pais e filhos, relacionamentos homoafetivos, relacionamentos entre patrões e empregados, relações de amizades etc.

Violência doméstica

Hoje em dia é bem mais comum a violência doméstica quando a mãe ou o pai é a vítima de filhos adolescentes que, muitas vezes, usam de agressão física. Mas não para por aí. Além das agressões físicas o abuso psicológico e a manipulação também se fazem presentes nestes casos. Ocorrem comumente a chantagem emocional e a agressão verbal. Acusações como: “você acabou com a minha vida” ou “você só me faz passar vergonha” entre outras, são apelativas e até teatrais.

A falta de imposição de limites nos filhos desde a infância, levam os pais a sofrerem esse tipo de problema doméstico, e não sabendo como agir, acabam cedendo.

“Desde a infância, o papel de autoridade dos pais se perde pela dominação dos filhos. A situação mais conhecida e explorada é a inversa, o abuso dos pais contra os filhos, e nesse caso, a violência física acaba sendo a mais comum” – explica Aline.

“Não é fácil sair de um relacionamento abusivo, ainda mais quando já é de longa data. A pessoa que é vítima de um relacionamento abusivo precisa de ajuda profissional que possa auxiliá-la a identificar o problema e superá-lo, principalmente quando esses relacionamentos deixam traumas mais profundos e que afetam uma ou mais áreas da vida”, completa a psiquiatra.

A especialista lembra que relacionamentos são sempre um desafio e, para termos relacionamentos saudáveis, é preciso impor limites ao outro e entendermos que nós também precisamos de limites. Isto implica inclusive saber lidar com as relações quando detemos alguma posição de poder.

Foto: Unsplash

“Aprender a dizer ‘não’ é necessário, e saber aceitá-lo também. Se você se identificou com as situações citadas, procure ajuda profissional. Não desista de você”, finaliza Aline.

Relacionamentos tóxicos: como identificar e o que fazer

Ao contrário do que muita gente acredita e do que a mídia apresenta, o relacionamento tóxico não se limita ao relacionamento romântico, tendo sempre o homem como vilão. O relacionamento tóxico vai muito além do aspecto romântico.

Relacionamento tóxico é todo aquele onde uma das pessoas acaba prejudicando a outra, como por exemplo: nas relações onde há ciúmes em excesso, onde há invasão à privacidade alheia, manipulação emocional, entre outros. E entre os diversos tipos de relacionamentos: entre mães e filhos, pais e filhos, patrão e empregado e sim, nos relacionamentos de amizades e entre cônjuges.

Em um relacionamento romântico nós precisamos ter cuidado, por exemplo, com o ciúmes em excesso, como afirma Aline Machado Oliveira, médica psiquiatra e psicoterapeuta junguiana: “O ciúmes é uma reação natural, ele vai acontecer, mas é preciso saber como controlá-lo. Numa relação onde um dos dois é muito ciumento, o relacionamento será prejudicado, porque aquele que está sofrendo o ciúmes acaba perdendo a sua liberdade, e a perda da liberdade é o início do fim de um relacionamento. E liberdade não é libertinagem; significa que um vai confiar no outro e vai confiar que o outro está lhe respeitando, mesmo que não estejam juntos o tempo todo.”

Pais & Filhos

O relacionamento tóxico de mãe para filho é quando a mãe não deixa o filho viver a própria vida; não o deixa crescer. Ela quer viver pelo filho, quer protegê-lo de todos os males do mundo e isso é impossível porque todos nós passamos por sofrimentos em nossas vidas. É assim na vida de todas as pessoas, independente de classe social, raça ou crença, explica Aline.

“Nenhum pai ou mãe no mundo, por mais que tente, vai conseguir impedir que seu filho passe pelas dores que todo ser humano precisa passar. Então, quando uma mãe cria o filho como se este fosse o rei e ela, o súdito, certamente este relacionamento é tóxico, pois as atitudes da mãe impedirão que seu filho cresça, se desenvolva e assuma suas próprias responsabilidades” – completa a psicoterapeuta.

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Também é muito comum o relacionamento tóxico partindo dos filhos para os pais, como, por exemplo, o filho que abusa financeiramente dos pais, que os xinga, que os manipula emocionalmente com chantagens e estes cedem, com medo de perdê-los.

“É muito comum no consultório, relatos de pessoas que têm filhos usuários de drogas, que aceitam tudo que os filhos impõem, inclusive que eles usem drogas dentro de casa, pois temem que se não deixarem, os percam para o mundo. Assim, rendem-se às chantagens, manipulações e ao desrespeito. Isto é tóxico” , diz a psiquiatra.

As relações sociais e profissionais

Nas relações em que não há respeito pelo espaço do outro, quando não se respeita os limites da privacidade, quando há manipulação emocional, desejo de controle ou excesso de críticas negativas, existe toxidade. E estes são só alguns exemplos que servem como sinais de que estes relacionamentos não são harmônicos e isso pode ser, de muitas formas, nocivo.

O relacionamento tóxico também está presente em outras áreas da nossa vida social, como por exemplo, quando há abuso de poder por parte de figuras de autoridade, seja para benefício próprio ou por puro egoísmo.

Fato é, que nem todas as pessoas estão preparadas psicológica ou emocionalmente para assumirem posições de poder, refletindo suas frustrações ou traumas não resolvidos.

Dentro do aspecto social mais abrangente, relacionamentos tóxicos podem ser criados ou estimulados, como por exemplo, a hostilidade entre brancos e negros, pobres e ricos, ou mesmo a hostilidade religiosa.

O que fazer?

O ideal é buscarmos relacionamentos mais harmoniosos, pessoas que acrescentem aquilo que precisamos, que venham para somar, que respeitem nosso espaço e nossas escolhas, mas que também possamos compartilhar o que temos de melhor para as outras pessoas, seja nos relacionamentos familiares ou românticos, seja com os amigos, na vida profissional ou social.

Caso você esteja vivenciando algum relacionamento nocivo e não saiba como sair desse relacionamento, o melhor é procurar ajuda profissional.

Fonte: Aline Machado Oliveira é médica psiquiatra e especialista em Psicologia Clínica Junguiana e Analista Junguiana em formação pelo Instituo Junguiano do Rio Grande do Sul. Membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria, atua como psiquiatria clínica e psicoterapia. Atendimentos presenciais na cidade de Lajeado, RS e online para todo o Brasil.

O poder da mente e como isso pode ajudar a atrair um relacionamento

Saiba mais sobre a lei da atração e de que forma a compreensão da mente auxilia na conquista de sonhos

Com frequência, o cinema e a TV retratam um amor que cativa e emociona, fazendo com que as pessoas desejem viver esse sentimento, mas elas criam expectativas e se frustram, quando não têm em suas vidas esse amor retratado nas telas. Para a psicoterapeuta Maura de Albanesi, antes de buscar uma relação que “enche a alma de vigor”, é preciso, primeiramente, amar-se e cercar-se de pensamentos que estimulam a conquista desse desejo.

“Tudo o que buscamos no outro precisa existir dentro de nós. Temos também de nos despir de sentimentos de fracasso e impossibilidade. Esses são passos importantes para projetar nossa mente e conquistarmos o que desejamos, por meio da lei da atração, que está ligada profundamente ao que pensamos e sentimos”, pontua. De acordo com a especialista, esses conceitos são fatores que influenciam a realidade, como até a própria física quântica atesta.

Física quântica e o pensamento

A física quântica é um ramo da ciência que estuda as partículas compostas por átomos, que produzem radiação eletromagnética invisível aos olhos, mas que se propaga ao universo, que é todo feito de energia. E o pensamento é também uma partícula eletromagnética, que se conecta a esse mesmo universo e cria a realidade, segundo o físico norte-americano Walter Zajac, em seu artigo, no site “SelfGrowth”.

Um dos indícios que faz analogia à física, pensamento e realidade, tem a ver com o seguinte cenário: o elétron, que se movimenta sem cessar – de um lado para outro – consegue parar quando é observado através de um microscópio, num laboratório científico. Neste caso, o cientista focou sua atenção no elétron e houve alteração da realidade, quando a partícula subatômica parou de se movimentar.

Zajac cita que o pensamento é poderoso, para ele, a medida que o indivíduo pensa e observa sobre algo, são emitidas ondas magnéticas (vibrações), que podem ser positivas ou negativas. Sem os pensamentos, não haveria a lei da atração, porque ao pensar, a pessoa se liga ao universo, onde as vibrações e energias circulam, atraindo situações. “Isso significa que tudo começa dentro de nós. Dependendo da forma como o cérebro e mecanismo agem, a pessoa atrai para si contextos que podem ser benéficos ou maléficos”, afirma Maura.

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Pensamento e o DNA

E o sentimento, de fato, tem muito poder, inclusive, influenciando até na qualidade do DNA, segundo estudos do The HeartMath Institute, da Califórnia (EUA). Com base nos levantamentos, sentimentos de amor e gratidão contribuíram para ampliar o DNA e aumentar a imunidade em 300 mil vezes, enquanto que sentimentos de medo, raiva e estresse propiciaram redução do DNA, além de diminuição de códigos genéticos, tendo impacto negativo à saúde e ao cérebro, como observa Lisandro Lambert, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O levantamento do instituto norte-americano, coordenado pelo pesquisador Gregg Braden, avaliou o DNA na placenta humana. Foram distribuídas amostras do tubo de ensaio com parte do material genético. Os participantes tiveram de gerar sentimentos. Os resultados, então, comprovaram que enquanto sentiam amor e felicidade, isso contribuiu para o aumento na extensão do DNA, trazendo mais atividade aos códigos. Em situações opostas, com sentimentos de raiva e tristeza, notou-se encolhimento do DNA e muitos códigos também foram apagados. Num segundo momento do experimento, houve melhora no quadro, mas apenas quando os participantes focaram em sentimentos positivos.

Combater as barreiras mentais

Artigo do site de ciência e bem-estar “MindBodyGreen”, dos EUA, cita que as pessoas têm de 50 a 70 mil pensamentos inconscientes por dia, dos quais cerca de 80% são negativos. “Esse fato mostra que o cérebro humano preferencialmente digitaliza e armazena as experiências negativas, então, o desafio é construir, conscientemente, uma mente que vibra positivamente”, explica.

Dessa forma, Maura ressalta que, basicamente, a pessoa precisa conhecer os mecanismos de suas mentes e combater os bloqueios e ‘barreiras mentais’, pensamentos negativos em relação à conquista do objetivo. “Você deseja um amor, mas tem aquele pensamento que forma um bloqueio. É preciso equalizar essas sensações, mas isso é um hábito que se conquista com treino, pois será preciso treinar a mente. Inclusive, a lei da atração não é uma ‘varinha mágica’, para que ela funcione, a mente precisa lidar com as barreiras, crenças, limites e medos que desencorajam as pessoas a buscarem seus sonhos. A pessoa precisa reprogramar e entender a mente, para se beneficiar”, explica.

Maura ressalta que a partir do momento em que o ser humano consegue lidar com os seus sentimentos, vibrações e obter compreensão sobre o funcionamento do cérebro e sua relação com o universo, ela se mantém preparada para colocar em prática todos os mecanismos que a ajudarão a concretizar seus desejos.

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Pilares do poder mental

Maura ainda enfatiza que ao trabalhar o poder mental, a pessoa modifica as vibrações que a cercam. “Resumindo, quando mergulhamos nas energias positivas, emanamos alegria, resgatamos nossa essência, autoestima e nutrimos o sentimento de capacidade e autoconfiança. Com esses pilares, temos motivação e coragem para conquistar nossos objetivos”, explica. E para ativar a projeção mental, a especialista indica três dicas práticas:

– Criar uma tela mental do seu objetivo. “Isso significa visualizar situações que deseja, com o máximo de detalhes possíveis, a mente cria a realidade, mas ela acontece primeiro internamente. Quando temos um objetivo, o cérebro já cria as conexões necessárias”, afirma.
– Trazer o sentimento a essa realidade. “Ao imaginar que está ao lado do ser amado, entregue-se às sensações e sentimentos propiciados. E através desses sentimentos nós nos comunicamos com a nossa mente, que vibra e emana essas cargas elétricas ao universo”, define.
– Questionar-se: quem se beneficiará com o seu sonho? “Neste passo, é muito importante identificar os beneficiados com a conquista do seu sonho. Por exemplo, ao encontrar um amor, a sua felicidade também proporcionará alegria às pessoas que te amam e te querem bem”, declara.

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Academia da mente

O poder e projeção mental são aprofundados pela especialista através do programa Academia da Mente. “Em geral, as pessoas que participam do curso tornam-se mais serenas e autoconfiantes. Ocorre um resgate de autoestima, pois essa pessoa começa a ter seus sonhos realizados e, então, nutre o sentimento de capacidade de que é possível, sim, conquistar o que se quer. Podemos dizer que temos benefícios como: autoestima, autoconfiança, coragem, persistência, dedicação, dentre outros”, afirma.

Isabel Cristina, 39, participou do curso e conta que hoje consegue lidar melhor com os desafios da vida. Ela conquistou dois grandes desejos: fazer intercâmbio cultural e encontrar um amor. “Hoje estou morando na Alemanha e estou casada. Eu quero compartilhar essa felicidade com as pessoas. Todas as infelicidades que temos têm cura e essa cura está em nossa mente. Apenas precisamos aprender a pedir ao universo, que ele nos responde. Eu percebo que posso conquistar o que quiser, desde que seja bom para mim e para os outros. Hoje sou uma pessoa com mais gratidão”, afirma.

O programa é pago e 100% online, mas também conta com um encontro presencial na cidade de São Paulo. As inscrições podem ser feitas no site da psicoterapeuta.

Fonte: Maura de Albanesi é mestre em Psicologia e Religião pela PUCSP, Pós-Graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia de Vivências Passadas (TVP), Terapia Artística, Psicoterapia Transpessoal e Formação Biográfica Antroposófica, atua com o ser humano há mais de 30 anos. 

 

 

Psicoterapeuta dá dicas para superar uma frustração amorosa

Psicoterapeuta Maura de Albanesi enumera cinco passos para superar a frustração da paixão não correspondida, que é mais obsessão do que amor. “Perceber que o fato do outro não gostar de mim não me diminui” é o começo da superação

Não importa o quanto você faça, a pessoa que você “ama” não gosta de você da mesma forma — e mesmo assim você continua fazendo. Surpresas, presentes e mais um bocado de agrados não sensibilizam aquela “alma fria”. E, ainda assim, você continua querendo surpreender, dar presentes e agradar. Já parou para pensar que essa pessoa simplesmente não está a fim de você? E que isso não é culpa dela?

“A frustração do amor não correspondido é que a gente encasqueta que é aquela pessoa. Eu gosto dela e ela tem que gostar de mim. E de repente isso não acontece: ela não gosta de mim o tanto que eu gosto dela. Mas há uma projeção nossa de tudo o que aquela pessoa é ou deixa de ser. E é uma questão de ser mimada. Eu quero, porque quero aquela pessoa: quero aquele brinquedinho”, elucida Maura de Albanesi, psicoterapeuta com mais de 30 anos de atuação. “Isso não é amor: é uma obsessão.”

Quando acontece esse tipo de situação, segundo a psicóloga, a pessoa começa a brigar consigo mesma. É como um sapato que não cabe no pé, mas a pessoa insiste em tentar colocar. “O problema é que a pessoa quando cisma, ela não acha que aquele sapato não serve. Pelo contrário, ela acha que ela encontrou o sapato perfeito”, compara. “O sapato que está querendo andar em outros pés. Ou por outros caminhos. Mas o sapato ela acha que é perfeito, que ela encontrou e tem tudo a ver”, acrescenta.

Nesse caso, essa é uma armadilha que a própria pessoa se coloca, segundo Maura. “Porque falta o respeito à vontade do outro. Eu gosto, quero, acho que tem tudo a ver, mas essa pessoa não me quer. Porque ela quer outras coisas e encontrou outros sapatos melhores para o pé dela. Então é necessário que eu veja o que cabe no meu pé e o que cabe no pé do outro”, ensina.

De acordo com a especialista, o amor tem que vir de dentro para fora. “Quando eu penso em amar alguém, é como se eu já tivesse de ter esse amor internalizado dentro de mim; eu já me amo, já estou pleno de mim e esse amor transborda por mim e esse transbordar toca o outro em plena doação, em pleno serviço”, explica.

Para superar uma situação como essa, Maura de Albanesi lista cinco passos:

1 – Perceber que o outro não gostar de você não te diminui
“A pessoa tem que trabalhar no sentido de que o outro não a quer, não significa que ela não é boa. Porque é comum entrar numa desvalia: qual é o meu problema para o outro não gostar? Quais são os meus defeitos? Então a pessoa começa a se sentir menos. E o fato de alguém não gostar da gente não tira nosso valor. Assim como o fato de a gente não gostar de alguém não tira a valia desse alguém. Então cada um tem a sua própria importância e deve ser mantida a qualidade do seu próprio valor. Simplesmente aquilo não agradou o outro. Isso é não trazer a escolha do outro para se autodenegrir. Ele só não quer porque ele tem escolhas diferentes. O fato dele não gostar não te diminui.”

2 – Levantar uma lista das pessoas que você não gostou
“Você já parou para pensar nas pessoas que gostaram de você, mas você não gostou? Então você deve perceber o quanto essas pessoas continuam sendo pessoas boas e não necessariamente pessoas más. Às vezes você pode até pensar que tal pessoa era maravilhosa, mas você não conseguia gostar dela. Então o fato dela gostar ou não de alguém não significa que alguém não tem virtude ou qualidade.”

3 – Aceitar a liberdade que o outro tem nas escolhas que faz
“Esse é um processo que tem a ver com respeito. Quando eu respeito a escolha e não estou submetido a apreciação do outro, eu entendo que a pessoa tem liberdade de escolhas e de definir o que é melhor para ela e assim abro espaço para elaborar melhor a rejeição.”

4 – Lidar com a rejeição
“Na hora que eu respeito que o outro escolheu outra coisa e não escolheu a mim, eu sinto a rejeição. E esse sentimento, nós vamos lidar no sentido de que todos somos rejeitados de alguma forma. A rejeição é uma situação natural de uma sociedade: toda vez que a gente escolhe algo, outra coisa foi rejeitada e que isso faz parte do processo de vida. E que naquele momento se você se sentiu rejeitado significa que você foi rejeitado nessa e não em uma outra situação.”

5 – Transformar a rejeição em liberação
“Então, é hora de transformar a rejeição em liberação. Não é que eu fui rejeitado: eu fui liberado dessa para outra situação. É importante conseguir entender que a liberação abre caminhos para outras coisas melhores para as quais eu posso ter mais atenção. E entender que tudo na vida é uma rejeição. Quando um chefe escolhe alguém para uma promoção, ele rejeita outras pessoas. Então se o sentimento não bateu, você pode ser lindo, maravilhoso, mas tenho outras prioridades. Então eu estou te liberando. O que acontece é que nessa hora ninguém quer ser liberado. E ninguém deve se sentir rejeitado e desprezado.”

Fonte: Maura de Albanesi é mestranda em Psicologia e Religião pela PUCSP, Pós-Graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia de Vivências Passadas (TVP), Terapia Artística, Psicoterapia Transpessoal e Formação Biográfica Antroposófica, atua com o ser humano há mais de 30 anos.