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As causas mais frequentes das alergias crônicas

Sabe aquela alergia que já parece de estimação, que você trata, trata e que continua aparecendo? Pois as causas dela podem ser bem mais profundas do que você imagina. E só curando essas causas é que ela tende a desaparecer.

Viver sem alergia é um sonho, certo? Errado! Segundo o fisioterapeuta com foco em saúde integrativa Sergio Bastos Jr, é possível viver com menos reações alérgicas e até zerar a doença, e essa realidade está mais perto do seu alcance do que você imagina. “Geralmente, as causas das alergias crônicas estão muito mais relacionadas ao histórico emocional da pessoa do que a um processo clínico. E encontrar essas causas, e ajudar a eliminá-las, pode ser a melhor forma de levar a uma realidade saudável”, explica o especialista.

Segundo ele, as alergias, no geral, estão ligadas a conflitos de separação, ao medo de se separar de quem é importante para você. Entretanto, alergias em diferentes partes do corpo e com diferentes sintomas podem ter diferentes causas: “para entender de onde vem a alergia, é preciso trilhar o caminho do conflito, entender qual é a causa primordial e a quem ou a que situações ela está conectada. Aí, sim, é possível gerar um tratamento que tenda a fazer os sintomas desaparecerem. Muitas vezes, por completo”, enfatiza.

O médico revela que casos específicos de alergias podem ter causas diferentes, embora sempre conectadas ao conflito de separação:

gripe espirro rinite

Rinite – relacionada à ideia de farejar o perigo;

Brônquios – vontade de gritar e espantar o perigo;

Pulmão – muito relacionada ao medo da morte;

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Dermatite – relaciona a contato-separação de alguém com que tenho contato físico e me separei ou quero me separar, mas não tenho coragem. Geralmente, a dermatite, nesse último caso, aparece onde eu tenho mais contato com a pessoa.

“Para entendermos a complexidade das conexões da alergia, podemos citar exemplos de pessoas que têm rinite em um determinado local, por exemplo, a casa dos pais, mas não têm em outros locais que, em um primeiro momento, poderiam ser acusados de grandes causadores de alegrias. Uma casa com poeira, por exemplo, tapetes, cortinas, que poderiam causar uma rinite fortíssima, mas onde isso não acontece. Podemos presumir que a causa não está ali, mas na casa dos pais. O problema não são os ácaros, mas, sim, o conflito”, explica o fisioterapeuta.

E é preciso entender, em casos como esses, se o medo é da separação dos próprios pais, de ser separado, de ser julgado e de, portanto, ser considerado diferente (o que seria uma separação).

“As possibilidades são muitas e, ao mesmo tempo, únicas, porque conectadas com a realidade da pessoa. Por isso, o tratamento precisa ser personalizado, especial e pode, sim, reverter até os casos mais graves de alergias”, finaliza Sergio.

Fonte: Biointegral Saúde

Sírio-Libanês tem programa para quem quer parar de fumar

Fumante recebe apoio médico e psicológico; índice de cessação do tabagismo chega a 60%, número bem superior à média de quem tenta parar por conta própria

Apesar de o número de fumantes estar caindo no país, o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes (7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens), de acordo com estudo de 2015 do The Lancet, que contou com ajuda do governo federal. A publicação é considerada uma das principais revistas médicas independentes do mundo. Já está provado cientificamente que o tabaco causa vários malefícios à saúde.

Porém, segundo médicos de diversas especialidades, um dos maiores receios do fumante e do ex-fumante é descobrir algum nódulo no pulmão – são considerados nódulos pulmonares as manchas ovais ou arredondadas, de até três centímetros, encontradas no meio do tecido pulmonar e que não se assemelham ao tecido normal.

O câncer de pulmão, na verdade um grupo de tumores malignos, pode crescer por muitos anos sem nenhum sintoma específico. Quando um nódulo pulmonar é encontrado, a maior preocupação é descobrir se ele é ou não um câncer de pulmão. É importante frisar que a maioria dos nódulos pequenos encontrados pela tomografia não se trata de câncer de pulmão.

Em geral, estes nódulos são ligeiras infecções ou cicatrizes de infecções anteriores. “Mas, se for um tumor maligno, quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de cura”, explica o oncologista Fernando Santini, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês.

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O pneumologista André Nathan Costa, do Núcleo de Doenças Pulmonares e Torácicas, explica que o melhor a fazer é parar de fumar, não importa a idade da pessoa. Segundo ele, as vantagens de se parar de fumar são imensas. “Cinco anos após parar de fumar, o risco de câncer de pulmão cai à metade. Quinze anos após parar de fumar, o risco de doença coronária é igual ao de um não fumante.”

Para quem deseja parar de fumar e não sabe se conseguirá isso sozinho, o Sírio-Libanês, por meio do Núcleo de Cessação de Tabagismo, com profissionais do Núcleo de Doenças Pulmonares e do Centro de Cardiologia, oferece o Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, que inclui atendimento médico e psicológico e ocorre em um período de aproximadamente 12 semanas.

O interessado responde a um questionário e realiza exames em que serão levados em conta os aspectos físicos, psicológicos e antecedentes familiares. São realizados atendimentos médicos e psicológicos individualizados, incluindo sessões de manutenção para controle e prevenção de recaída.

De acordo com Costa, o índice de cessação, que normalmente é de 30% a 40%, chega a 60% com este programa.

Fonte: Sírio-Libanês

Dia Mundial Sem Tabaco: sete dicas para abandonar o cigarro

Hoje, 31 de maio, é lembrado como o Dia Mundial Sem Tabaco. A data é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem o objetivo de alertar a população sobre os perigos causados pelo hábito de fumar.

A entidade afirma que as doenças relacionadas ao tabaco matam mais que tuberculose, Aids e malária juntas. Segundo estudo da organização, no início deste ano, o tabagismo mata quase 6 milhões de pessoas anualmente, sendo 600 mil vítimas do fumo passivo. Até 2030, este número deve aumentar para 8 milhões.

No Brasil, em 25 anos, o número de fumantes diários caiu de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. Mesmo assim, o país ainda ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de tabagistas no mundo, com o total de 18 milhões de tabagistas, segundo pesquisa do INCA (Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva).

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Riscos do Tabagismo

De acordo com o oncologista Tiago Kenji, especialista em câncer de pulmão do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula (IOSP), o risco de câncer de pulmão em um ex-fumante será sempre maior quando comparado a alguém que nunca tenha fumado.

“Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver o câncer de pulmão. Geralmente os sintomas aparecem apenas quando a doença já está avançada como: tosse frequente, mudança no padrão da tosse, tosse com sangue, rouquidão, chiado no peito, falta de ar e dor no tórax”, explica o especialista.

O câncer de pulmão pode ser classificado em quatro estágios. O estágio 1 representa os tumores iniciais, o 2, os tumores um pouco maiores, mas ainda restritos aos pulmões, o 3, os tumores avançados dentro do tórax, e o 4 são os tumores que já se disseminaram pelo organismo. O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

“Costumo dizer para meus pacientes que, hoje, o maço de cigarros custa em média R$ 7,00. Em vinte anos, o indivíduo gastará em média R$ 50 mil, ou seja, se parar de fumar, ele pode comprar um carro zero km ou fazer uma viagem para o exterior”, diz Kenji.

Para quem convive com fumantes, o médico aconselha a evitar ao máximo o contato com o cigarro, determinando a área externa como o único ambiente possível para quem quiser fumar. O médico afirma que o simples fato de ser fumante passivo já aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão. “O tabagismo é uma doença crônica e transmissível, basta olhar alguém fumando para sentir vontade. É por isso que 85% dos tabagistas começam a fumar aos 16 anos. De 80% que tentam parar, apenas 3% conseguem”, afirmou.

Se o tabagista está em tratamento, é importante que a família e amigos saibam lidar com as possíveis recaídas. “Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada pelo paciente.”

Outras doenças

Além do câncer de pulmão, o cigarro pode causar cerca de 50 outras doenças, especialmente problemas ligados ao coração e à circulação. De acordo com o médico, cada tragada é responsável pela inalação de aproximadamente 4,7 mil substâncias tóxicas.

As principais são a nicotina, associada aos problemas cardíacos e vasculares (de circulação sanguínea); o monóxido de carbono (CO), que reduz a oxigenação sanguínea no corpo; e o alcatrão, que reúne vários produtos cancerígenos, como polônio, chumbo e arsênio.

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Entre os principais danos causados ao corpo estão:

Boca: mau hálito, irritação da gengiva, aparecimento de cáries, alteração nas papilas gustativas, o que afeta o paladar, e aumento do risco de câncer de boca.

Cérebro: a dificuldade de circulação sanguínea no órgão pode comprimir os vasos e aumentar a pressão arterial, resultando em um derrame cerebral.

Coração: aumento do colesterol total, da pressão arterial e da frequência cardíaca, que pode subir em até 30% durante as tragadas. Além disso, todo fumante é mais propenso a ter infarto.

Corrente sanguínea: o fumante está mais sujeito a problemas relacionados à circulação como aneurisma, trombose, varizes e tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros.

Estômago: náuseas e irritação das paredes do estômago. As substâncias tóxicas do cigarro também podem gerar gastrite, úlcera e câncer no estômago.

Fígado: a nicotina é metabolizada no fígado e, consequentemente, aumenta a chance de desenvolver câncer no órgão.

Pulmão: os tecidos dos pulmões perdem a elasticidade e são destruídos aos poucos. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é um dos problemas causados e manifesta-se de duas maneiras: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Das mortes provocadas por essas enfermidades, 85% estão associadas ao cigarro. Elas geralmente se desenvolvem depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão por causa das toxinas do cigarro.

Sete dicas para abandonar o cigarro:

O oncologista listou sete dicas para quem quer parar de fumar:

1 – Em média, é na terceira tentativa que a interrupção definitiva é alcançada, tenha paciência.

2 – Existem vários grupos de apoio antitabagistas para orientar os pacientes que desejam parar de fumar. As pessoas se reúnem em grupos de autoajuda, no mínimo, uma vez por semana. Em alguns casos essa frequência pode ser ajustada para mais dias por semana.

3 – No Brasil, os tratamentos farmacológicos podem ajudar, eles incluem o uso de adesivos e goma de mascar.

4 – Evite bebidas alcoólicas e café, pois a ingestão desses líquidos estimula a vontade de fumar.

5 – A abstinência é normal e dura somente alguns minutos. Neste momento, beba água, masque chiclete ou coma algum doce.

6 – A prática de exercício físico contribui muito para a melhora respiratória. As atividades mais indicadas são natação, caminhada, corrida e ciclismo.

7 – Busque o apoio de sua família e amigos para lidar com possíveis recaídas.

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Benefícios para quem para de fumar

Algumas das vantagens em largar o vício são:

– Ter a pressão sanguínea de volta ao normal após 20 minutos sem fumar.

– Ter a circulação sanguínea adequada após três semanas sem cigarro.

– Depois de 5 a 10 anos, ter o risco de infarto igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

– Os que largarem o cigarro aos 30 anos podem viver até dez anos mais do que viveriam.

– Diminuir a ansiedade e o risco de calvície.

Fonte: Hospital Santa Paula