Arquivo da tag: quarentena

Pesquisa Herbalife revela que pessoas mudaram alimentação na quarentena

Consumo de frutas e vegetais aumentou nos últimos meses, assim como a procura por alimentos e receitas saudáveis

Após sete meses de confinamento em casa, parece que as pessoas começaram a tomar consciência sobre a necessidade de adotar uma boa alimentação para ter uma vida mais saudável. Pelo menos é isso que mostra uma Pesquisa Global Sobre Hábitos Alimentares na Pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela One Poll. O estudo foi realizado em 30 países, com um total de 28 mil indivíduos, entre eles 1.000 brasileiros.

O levantamento, realizado entre 22 de setembro e 6 de outubro, revelou que, globalmente, 41% das pessoas fizeram uma grande mudança em sua dieta. Entre as novas medidas alimentares adotadas pela população, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (51%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (43%) e o esforço para comer menos carne (43%).

Segundo os resultados da pesquisa, para 49% dos entrevistados essa mudança só foi possível por conta do tempo extra em casa, que permitiu pesquisar mais sobre alimentos saudáveis, enquanto 45% usaram as horas livres para cozinhar mais e aprender novas receitas.

Ficar longe de influências negativas, como snacks e sobremesas disponíveis no ambiente de trabalho e nas idas aos restaurantes, foi outro ponto que parece ter contribuído com a mudança na alimentação de 31% dos pesquisados. Outros 39% dos entrevistados também disseram que aproveitaram esse tempo para fazer uma mudança positiva.

“As dietas plant based são uma tendência global. Observamos novas gerações cada vez mais conscientes sobre impacto de suas escolhas à saúde e ao meio ambiente. As evidências científicas suportam que dietas com predominância de grãos, cerais integrais, hortaliças e frutas estão associadas a longevidade e estilo de vida mais saudável. Dietas ricas em proteínas vegetais, por exemplo, diminuem as chances de doenças do coração”, coloca a nutricionista Carolina Pimentel, Membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife Nutrition do Brasil.

Outro dado apresentado pela pesquisa foi que 72% dos entrevistados comem carne como parte de sua dieta, 21% são “flexitarianos” e o restante, veganos ou vegetarianos. As dietas plant-based parecem ser uma tendência: 62% dos entrevistados no mundo disseram que gostariam de incorporar mais alimentos à base de plantas em seu cardápio, apesar de não saberem ao certo como começar.

O levantamento também mostrou que 46% disseram estar mais abertos em relação aos vegetais e opções de “carnes” preparadas à base de proteína vegetal durante a pandemia. E 43% dos entrevistados também acreditam que, ao longo da vida, a maioria das pessoas vai fazer uma dieta baseada em vegetais.

Hábitos alimentares dos brasileiros

A pesquisa sobre hábitos alimentares na pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition também identificou algumas mudanças adotadas pelos brasileiros.

Segundo 47% dos entrevistados, sua alimentação foi modificada nos últimos meses e, para 73%, a pandemia ajudou a manter essa mudança.

Dentre as novas medidas alimentares adotadas pelos brasileiros, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (50%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (45%) e o esforço para comer menos carne (46%). Aliás, a intenção de incorporar mais alimentos plant-based na dieta apareceu para 70% dos entrevistados, mas que também reveleram não saberem ao certo como começar.

Em relação ao consumo de açúcar, 32% dos entrevistados brasileiros disseram ter reduzido a ingestão, diante de 26% na amostra global.

Uma explicação para a mudança pode ser a necessidade de perda de peso, uma vez que a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS) divulgada neste mês pelo IBGE apontou que 60,3% da população brasileira acima dos 18 anos estão com excesso de peso.

“Atingimos o maior número de brasileiros com excesso de peso dos últimos anos. Todos precisamos repensar a importância do controle do peso por meio de uma alimentação saudável e prática diária de atividade física. Esta pesquisa aponta que os entrevistados já percebem a necessidade de mudar esses comportamentos”, finaliza a nutricionista Carolina.

Fonte: Herbalife Nutrition

O que explica a alta nas vendas do vinho nacional?

Fatores econômicos, de logística, tributários, avanço da qualidade, diversidade, novas regiões produtoras, desenvolvimento do enoturismo, mudança de hábitos em razão da pandemia e locavorismo contribuem para o ganho de competitividade

Vinícola Miolo

O aumento da venda de vinhos nacionais este ano trouxe uma dose de ânimo à cadeia produtiva da uva e do vinho que há tempos vinha amargando queda na comercialização. Diversos fatores contribuíram para este aumento de competitividade que não está apenas ligado à pandemia do Coronavírus, mas a uma série de outras condições que se somam nos últimos 20 anos.

Melhora expressiva da qualidade, diversidade de estilos com o surgimento de novas regiões produtoras, melhor distribuição e acessibilidade, preço justo, avanços no enoturismo, mudança nos hábitos e, principalmente, o câmbio favorável, colaboraram para este incremento de 37,22% nas vendas de vinhos finos e espumantes, de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado.

Assim, de gole em gole, o setor vitivinícola nacional vem conquistando mais espaço na mesa do brasileiro. Em 2019, por exemplo, segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brasil conseguiu romper a barreira dos 2 litros per capita – hoje em 2,13L -, um sonho de muitas safras e que ganha novas perspectivas.

“O que o setor vitivinícola brasileiro semeou desde o início da imigração italiana está sendo colhido. Mas o grande avanço veio nos últimos 20 anos com a profissionalização do setor, que transformou a vitivinicultura brasileira. Esperamos poder seguir brindando”, destaca o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta.

Quanto à qualidade, a evolução é incontestável, atestada pelas 4.535 premiações conquistadas de 1995 a 2019 em concursos internacionais. Segundo dados da Associação Brasileira de Enologia (ABE), os espumantes lideram as premiações, mas os vinhos tranquilos vêm ampliando seu espaço. Das 259 premiações conquistadas em 14 países no ano passado, por exemplo, 94 foram para vinhos tranquilos, ou seja, quase 40% do total.

“O Brasil tem grandes rótulos de espumantes e de vinhos tranquilos, mas tem também uma diversidade que permite atender diferentes estilos e momentos com excelente relação custo-benefício”, avalia o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador. Atualmente, o Brasil possui 26 regiões produtoras de vinhos em 10 estados brasileiros (BA, ES, GO, MT, MG, PR, PE, RS, SC e SP), o que tem ofertado uma gama de vinhos com terroirs diversos.

A pandemia também impactou o consumo de vinho no Brasil. Em razão do fechamento de bares e restaurantes, o consumo da bebida em casa aumentou, levando as pessoas a visitarem lojas virtuais de vinícolas, comprando vinhos direto da fonte ou então em supermercados, que por serem essenciais nunca fecharam. Ganhando o status de ‘bebida da pandemia’, o vinho brasileiro mostrou estar melhor distribuído, com acessibilidade diante da aceleração do e-commerce e com preço competitivo.

Casa Valduga

A queda da Substituição Tributária (ST) em estados como o RS, SP, SC, PR e BA somam-se a uma série de conquistas que favorecem o vinho nacional. Neste sentido, agora a Uvibra trabalha em conjunto com o Governo do Rio Grande do Sul para que Rio de Janeiro e Minas Gerais sigam o mesmo exemplo.

Para o setor, é evidente que a variação cambial foi determinante para o aumento da competitividade do vinho nacional. “Com o aumento do dólar os importados ficaram mais caros, levando o consumidor a optar pelos nacionais e, assim, fazer grandes descobertas diante da confirmação da qualidade, da melhor distribuição e da acessibilidade favorecida, principalmente, pela aceleração do e-commerce”, analisa Argenta.

Vinícola Góes

Com a retomada segura do turismo, o enoturismo, grande responsável pelo sustento das pequenas vinícolas familiares que são maioria no setor, é mais um dos fortes aliados. Apostando em experiências sensoriais capazes de criar memórias para uma vida inteira, as vinícolas não medem esforços para criar novos atrativos em torno da cultura do vinho. E é justamente isso que vem fidelizando os apreciadores que, além de um bom vinho, buscam vivências únicas. Além disso, o locavorismo (preferência por comprar e consumir o que é local) é uma tendência que ganhou ainda mais adeptos durante a pandemia.

VENDA JANEIRO A AGOSTO (em litros)

PRODUTO20202019
Vinho Fino17.001.33310.137.214
Espumante Brut4.290.1155 .013.139
Espumante Moscatel2.910.0452 .486.218
 24.201.49317.636.571
Fonte: Sisdevin/SEAPDR (Dados coletados em 24/09/2020) | Elaboração: Uvibra

Dia das Aves: espécies podem retornar a regiões que se tornaram mais calmas e limpas

Políticas públicas em áreas urbanas e rurais precisam contribuir para com a preservação

Mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19 em áreas urbanas e rurais ocasionaram redução da poluição e dos ruídos em algumas regiões. Uma consequência positiva é a volta de animais silvestres a locais dos quais eles haviam sido afugentados. Esta movimentação pode ser observada entre espécies de aves, cujo dia é celebrado em 5 de outubro.

Nos primeiros meses da quarentena, por exemplo, foram avistados patos silvestres em uma fonte em Roma e nos canais de Veneza, na Itália. Na Índia, um pavão foi flagrado circulando pelas ruas. Os registros foram noticiados por veículos de imprensa de diferentes países. Em bairros de cidades brasileiras, moradores passaram a avistar pássaros mais frequentemente, o que pôde ser observado em diversas postagens em redes sociais digitais.

Conforme explica Cristina Maria Pereira Fotin, membro da Comissão Técnica de Médicos-veterinários de Animais Selvagens do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), essa circulação ocorre porque os animais procuram ambientes que ofereçam condições mais favoráveis, como abrigo seguro e alimento.

De acordo com a médica-veterinária, a sociedade pode contribuir ainda mais para que haja a presença das aves ao preservar árvores frutíferas que atraem pássaros e outros animais silvestres. “É fundamental manter a flora existente, fomentar programas de plantio e o consumo consciente para a redução da produção de lixo e resíduos.”

Cristina alerta, entretanto, quanto à importância de não oferecer alimentos ou água para atrair as aves, uma vez que esta prática pode provocar desequilíbrios na dieta de espécies e, ainda, atrair animais com potencial de transmissão de doenças, como ratos, mosquitos, entre outros.

Planejamento urbano e controle de queimadas são cruciais

Foto: Frank Magdelyns/Pixabay

Para a médica-veterinária Hélia Maria Piedade, que faz parte da Comissão Técnica de Animais Selvagens do CRMV-SP, a arborização urbana, incluindo espécies de plantas benéficas para alimentar e abrigar aves, deve fazer parte do planejamento das cidades.

“São fundamentais, ainda, medidas para manter os gatos domésticos restritos dentro das residências”, sinaliza Hélia, sobre uma ação de fomento à guarda-responsável que também reduz as chances de os felinos, com seu comportamento predador natural, atacarem aves jovens e ninhos.

Neste contexto, o controle da ocorrência de fogo em áreas verdes é outro tópico enfatizado pela médica-veterinária, cujos impactos são drásticos para toda a fauna silvestre. “Com o fogo, falta alimento, abrigo e parceiros, o que gera desequilíbrio de todo um sistema complexo das relações entre os animais, plantas e meio ambiente”, afirma a profissional.

Saiba o que fazer se encontrar uma ave ferida

Exoticvetclinic.com

É comum as pessoas encontrarem aves feridas nas ruas e estradas, em varandas e quintais das residências. Hélia orienta que a primeira medida é verificar se de fato há sinal de que a ave está machucada.

“Muitas vezes está apenas desorientada ou cansada. Nestas situações, geralmente, são filhotes inexperientes”, diz a médica-veterinária, que sugere observar se há outra ave da mesma espécie por perto ou algum ninho. “Caso o local não represente risco imediato ao animal, deixe que ele descanse”, explica Hélia.

Se realmente for necessário recolher o animal, Cristina explica que a ave deve ser envolvida com uma toalha e colocada em uma caixa ventilada e fechada, de forma a proporcionar sensação de segurança e diminuir o estresse. “Evite pressionar a região peitoral da ave, que controla a respiração. Do contrário, algumas espécies podem causar ferimentos com o bico ou garras na tentativa de se defenderem.”

Depois, é preciso levar o animal para atendimento em centros de reabilitação e fauna silvestre ou entregá-lo em um posto de polícia ou guarda ambiental, para que seja direcionado a pontos de tratamento especializado, os quais, posteriormente, farão a soltura do animal em local apropriado, quando a ave estiver preparada.

Hélia enfatiza a delicadeza da constituição física das aves. “Não é recomendo que pessoas não habilitadas façam algum tipo de manobra ou procedimento, tanto para preservar a ave, como para evitar que a pessoa se contamine por uma possível doença que possa ser transmitida.”

Permanecer com a ave não é permitido

Aves de vida livre são protegidas pela Lei Federal nº 9605/98, conhecida como “Lei de Crimes Ambientais”, que proíbe “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente”.

Isso significa que não é permitido ao cidadão permanecer com a ave em casa. Todo animal silvestre que necessite de resgate deve ser encaminhado o mais breve possível para os locais autorizados pelo órgão ambiental competente.

Confira alguns órgãos que podem receber animais resgatados no Estado de São Paulo clicando aqui:

Fonte: CRMV-SP

Setembro Amarelo: atenção e prevenção ao suicídio na quarentena

Os desafios impostos pela pandemia de Covid-19 e pelo isolamento contribuem para o aumento das doenças mentais, a exemplo da depressão e transtornos de ansiedade. A necessidade de se adaptar ao home office e rotina intensa de trabalho neste momento, com inúmeros compromissos virtuais e em muitos casos aumento do serviço doméstico, também tem elevado os níveis de estresse e ansiedade.

Embora não haja estudos aprofundados sobre isso, uma pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria, realizada em maio deste ano, revelou que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes, devido aos efeitos do novo coronavírus na sociedade.

O momento de maior vulnerabilidade demanda atenção redobrada para a campanha Setembro Amarelo, criada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Centro de Valorização da Vida (CVV). O objetivo é promover a informação sobre saúde mental e a prevenção do suicídio.

Todos os anos, cerca de 11 mil brasileiros tiram a própria vida. No mundo, o número de suicídios, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é de 800 mil por ano. Estima-se que cada morte por suicídio afete intimamente a vida de cerca de 60 pessoas, entre familiares, amigos e colegas.

De acordo com a psicóloga Paula Diniz Vicentini, da clínica Personal da Central Nacional Unimed, “o medo da Covid-19, os conflitos familiares decorrentes do isolamento e até a crise econômica provocada pela pandemia têm aumentado o índice de problemas emocionais e transtornos psiquiátricos”. Por isso, cuidar das próprias emoções e oferecer apoio às pessoas mais próximas são medidas que podem ajudar a prevenir as doenças mentais e o suicídio.

Ajuda profissional

“Existem alguns possíveis sinais de comportamento suicida. É preciso prestar atenção, oferecer uma escuta ativa, amparar e indicar acompanhamento profissional”, explica Paula. Mesmo no isolamento social é possível escutar e oferecer apoio. A internet e o telefone permitem a escuta ativa, mesmo à distância.

O acompanhamento psiquiátrico e psicológico ajuda a desenvolver habilidade emocional para administrar adversidades da vida. “Se há perigo imediato, a orientação do Ministério da Saúde é não deixar a pessoa que pensa em suicídio sozinha. Você pode procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência ou entrar em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa”.

Existem ainda os serviços oferecidos pelo CVV, disponível em http://www.cvv.org.br, que trabalha para promover o bem-estar das pessoas e prevenir o suicídio, em total sigilo, 24h por dia.

Sinais de alerta*


• Falar muito sobre a própria morte e demonstrar desesperança em relação ao futuro.
• Usar expressões que manifestam intenções suicidas: “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz”, “eu queria poder dormir e nunca mais acordar”, “é inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar”, “vocês vão ficar melhor sem mim”, não aguento mais”.
• Reduzir as interações: não atender a telefonemas, não responder mensagens ou ser evasivo.
• Apresentar grandes mudanças de humor (estar eufórico em um dia e profundamente desencorajado em outro).
• Ter atitudes arriscadas, como dirigir de forma imprudente ou entrar em brigas.
• Começar a se despedir de amigos e familiares como se não fosse vê-los novamente.
*Ministério da Saúde

Fonte: Central Nacional Unimed

Falta de sono na pandemia é epidêmica, mostra estudo

O sono irregular altera o metabolismo, predispõe ao ganho de peso, doenças sistêmicas e catarata; entenda

Atire a primeira pedra quem não perdeu o sono durante a pandemia de coronavírus. O consolo é que você não está só. Uma pesquisa feita pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) mostra que 40% dos brasileiros perderam o sono neste período e o que é pior – ganharam peso.

Outro estudo recém-divulgado no Jama Internal Medicine, o primeiro longitudinal sobre sono, comprova os efeitos colaterais do hábito de dormir mal em nossa saúde. Os pesquisadores acompanharam por mais de dois anos 120 mil pessoas através de sensores que indicavam até sutis alterações no estado de vigília. A principal conclusão do estudo é que a perda de sono, mesmo leve, engorda. Você pode estar pensando que todos estão comendo mais e por isso ganharam peso. Não é bem assim.

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, localizado em Campinas (SP), explica que os quilos extras têm relação com a quantidade de luz que penetra em nossos olhos. Isso porque, é a luz que controla todo nosso metabolismo. Desde que a lâmpada foi inventada estamos indo contra nossa natureza.

A claridade do dia, pontua, ativa a produção de dois hormônios secretados pelas glândulas suprarrenais que nos mantêm em estado de vigília: o cortisol e a adrenalina. O cortisol, explica, ajuda o organismo controlar o estresse, mantém o sistema imune e a glicemia em equilíbrio. Já a adrenalina regula os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a frequência respiratória. Conforme vai escurecendo a produção desses hormônios diminui e a glândula pineal aumenta a produção da melatonina, hormônio indutor do sono.

Estresse da pandemia bagunça o relógio biológico

Na pandemia ficamos acuados em nossas casas. Um misto de solidão e incerteza. As rotinas foram alteradas. Adultos e crianças o dia inteiro com os olhos colados nas telas, e claro, tanto os olhos como nosso corpo sentem, ficam cheios de toxinas. Para diminuir o estrago, Queiroz Neto recomenda desligar o computador, celular ou videogame no começo da noite. Isso porque, é o excesso de luz azul emitida pelas telas que bagunçam nosso relógio biológico, não deixando a produção de melatonina acontecer.

Resultado: a adrenalina aumenta, o coração bate mais rápido, a pressão arterial sobe e o sono vai embora. Pior: O cortisol também fica elevado, inibe a produção de insulina e ficamos diabéticos, uma doença crônica com efeitos em todo nosso organismo, inclusive nos olhos.

Catarata

Foto: Jayzynism/Pixabay

“A falta de sono em quem já passou dos 50 anos pode ser o primeiro sinal da catarata nos que já passaram dos 50 anos”, afirma. Isso porque o turvamento do cristalino que caracteriza a doença também dificulta a entrada de luz nos olhos. Por isso, quem convive por muito tempo com a catarata, além de provocar efeitos colaterais na saúde, como a hipertensão e maior risco de diabetes. Os primeiros sinais da catarata elencados pelo médico são: troca frequente dos óculos, ofuscamento com faróis contra e fotofobia, perda da visão de contraste e dificuldade de dirigir à noite. A cirurgia é segura, rápida, feita com anestesia local e pode eliminar o uso de óculos dependendo da lente implantada em seu olho.

Cansaço visual

“Na frente de uma tela piscamos 20 vezes menos e fazemos um esforço visual concentrado para manter os olhos focados só para perto”, conta Queiroz Neto. Os sintomas que indicam estar na hora de dar uma pausa, são: visão embaçada, ardência, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e dificuldade de focar. Isso acontece em todas as idades. As recomendações do oftalmologista são: olhar para um ponto distante, sair por instantes da frente da tela, piscar voluntariamente, calibrar a resolução da tela com o mínimo do brilho e bom contraste e manter os olhos lubrificados.

O oftalmologista ressalta que as crianças podem ter miopia acomodativa, uma dificuldade temporária de focar a distância. Por isso a OMS (Organização Mundial da Saúde recomenda que as telas só sejam usadas a partir de dois anos e por, no máximo, duas horas ininterruptas.

“Os estudos mostram que a miopia pode se tornar alta quanto mais cedo é contraída. Além disso, geralmente a progressão é mais intensa na infância”, afirma o médico. Por isso recomenda que toda criança passe por exame com um oftalmologista regularmente.

Fonte: Instituto Penido Burnier

Cultura do cancelamento digital reforça importância do Setembro Amarelo

A campanha de prevenção ao suicídio é um dos meios para conscientizar as pessoas e alertar que não existem dificuldades impossíveis

Em meio ao período de isolamento, a campanha de Setembro Amarelo ganhou ainda mais força, infelizmente agravaram-se os números de suicídios nos últimos meses, provavelmente causados pela pandemia. A quarentena já é motivo suficiente para encontrarmos neste ambiente sérias consequências à saúde mental.

E não só isso, a cultura do cancelamento dentro das redes sociais digitais também pode ser considerada umas das causas que levam as pessoas a cometerem o ato. A prática de cancelar alguém surgiu na internet, como uma forma de demonstrar que certas opiniões são inaceitáveis. Contudo, o cancelamento as vezes passa dos limites, acarretando em um número maior de pessoas buscando pela aprovação a todo custo.

Falar sobre a campanha se tornou ainda mais importante, visto que o Brasil já ocupa a oitava posição entre os países que mais cometem suicídios no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O tema merece muita reflexão, uma vez que não existe uma única razão que explique as angústias e sofrimentos das pessoas que decidem pôr fim à própria vida.

“Existe um conjunto de fatores que podem levar uma pessoa a cometer o ato de suicídio, entre eles, a depressão e ansiedade que costumam ser consideradas ‘gatilhos’. Um outro motivo pode ser o sentimento que o cancelamento traz. Dentro das redes existe um grande medo de julgamentos, já que estamos constantemente buscando aprovação de outras pessoas”, afirma o Coordenador do Curso de Psicologia, do Centro Universitário Unimetrocamp, Professor José Anizio Marim.

“O cancelamento é perigoso, pessoas estão recebendo punições que não merecem, e isso acaba expandindo ainda mais os sentimento de ansiedade e depressão, podendo causar reflexões e mudanças de postura. Existe também a possibilidade de isso se tornar um estopim para um encadeamento de pensamentos negativos, que devem ser mais evidenciados neste Setembro Amarelo”, completa o professor.

O intuito do Setembro Amarelo é conscientizar o quanto a vida é importante, e alertar as pessoas de que não existem problemas ou dificuldades impossíveis. Além de dar informações, entender os motivos de cada pessoa, conversar e demonstrar empatia são passos fundamentais para impedir os pensamentos de querer terminar com a vida.

Fonte: Centro Universitário Unimetrocamp

Terraço Itália reabre com salas renovadas e vista ainda mais privilegiada

Depois de quase seis meses temporariamente fechado, o Terraço Itália reabre suas portas, em horários ainda restritos, mas com muitas novidades. As salas foram todas repaginadas, permitindo uma experiência visual ainda mais ampla, a partir da troca de toda a estrutura de vidros que circundam os ambientes. No novo projeto, a Sala São Paulo e todas as áreas comuns do complexo seguem agora o mesmo design da Sala Nobre, renovada em 2016.

“Depois dessa última mudança, aumentou nosso público, principalmente o mais jovem. Mas não houve como dar sequência nos outros espaços. Aí veio a pandemia”, explica Sergio Comolatti, presidente do grupo dono do estabelecimento. Corredores, banheiros e a escada que une os ambientes também foram renovados e podem ser conhecidos. A sala panorama e o bar, este com novos estofados e persianas, devem ser finalizados até o fim do mês. “Não adianta ser cartão-postal que mostra a cidade se dentro o espaço está cansado”, diz Comolatti.

quare

Segundo a arquiteta e designer de interiores, Christina Hamoui foram mantidos os revestimentos em nogueira, pisos em mármore Travertino e detalhes em mármore Nero Portoro. O projeto equilibra elementos clássicos e modernos, mas mantém referências de sua proposta anterior, para preservar a identidade deste Terraço, que é considerado cartão postal da cidade. Foram mantidas as cadeiras clássicas modelo medalhão e as antigas colunas do centro da sala, consideradas marcantes na estrutura original.

Buscou-se uma proposta – que além de bonita, prática e funcional -, proporciona leveza aos ambientes, com espaços integrados e maior aproveitamento de luz natural. Os tons eleitos são o marrom, bege e fendi, elegantes e discretos. O uso de madeira no ambiente trouxe, ao mesmo tempo, aconchego e sofisticação. Quem for conferir, vai encontrar um novo Terraço Itália, que mesmo repaginado em versão mais contemporânea, continua elegante e clássico.

A cozinha segue comandada pelo chef Pasquale Mancini, em que se destacam clássicos da culinária toscana e de outras regiões da Itália. O cardápio italiano ganhou opções como o pappardelle ao ragu de cordeiro (R$ 126,00).

Seguindo as normas e protocolos de segurança e prevenção recomendados pela OMS, as mesas estão dispostas com o espaçamento recomendado, de modo a permitir o distanciamento entre pessoas. Os menus estão disponíveis em QR Code e garçons atendem com máscaras e luvas. Sachês com álcool gel estão disponíveis em todas as mesas. E o serviço de valet recepciona os clientes também com os mesmos critérios rigorosos de higienização no recebimento e devolução dos veículos.

Confira o novo horário de funcionamento:
Jantar – Todos os dias, inclusive domingos, das 18h às 22h-Reservas: 18h – 19h – 20h30
Almoço – Todos os dias, das 12h às 16h. Reservas: 12h – 13h30 – 14h30

Terraço Itália: Avenida Ipiranga, n°344 – 41° – Centro – São Paulo – SP. Reservas: (11) 2189-2929

Domino’s Pizza lança promoção ‘Quarentena Eterna’: vencedor ganhará um ano de pizza

Ação vai premiar vencedores com até um ano de pizza grátis

Quem não comeu uma pizza num almoço rápido, entre uma reunião e outra do home office, durante esta pandemia? Quem não recorreu ao jogo de tabuleiro para se divertir com a família, no sábado à noite, dividindo as fatias da redonda? Para mostrar o valor da pizza neste período de quarentena, a Domino’s Pizza convida os fãs da marca a criarem um vídeo caseiro em que “ela” – a pizza – seja a estrela dessa nova rotina. ‘Quarentena eterna’ vai premiar os melhores vídeos com pizza grátis.

“Queremos saber como a pizza, em especial, a pizza da Domino’s, tem feito parte da rotina das pessoas. O que vai contar para a escolha dos vídeos é a criatividade”, afirma a CMO da Domino’s, Flávia Molina.

Nesta primeira etapa, os participantes devem preencher um formulário simples e cadastrar o vídeo de até 30 segundos, que pode ser gravado pelo celular, na página até o dia 13 de setembro. Na etapa de seleção, o público vai poder escolher os três melhores em uma votação nas redes sociais da Domino’s.

O grande vencedor vai receber um ano de pizza grátis! Para o segundo lugar, a Domino’s Pizza vai oferecer quatro meses de pizza grátis e para o terceiro colocado, dois meses de pizza grátis. Todas as etapas serão divulgadas nas redes sociais da rede.

Cronograma da campanha:
3 a 13 de setembro – Inscrição dos vídeos
17 a 21 de setembro – Votação dos melhores conteúdos
23 de setembro – Divulgação dos vencedores

Informações: Domino’s

Restaurantes ao ar livre são opções seguras de gastronomia na retomada da vida normal

Segundo estudos, a chance de contaminação em ambientes abertos chega a ser até 19 vezes menor do que em salões fechados

A cidade de São Paulo inicia aos poucos a tentativa de retornar ao ritmo normal. Muitos restaurantes se adaptam para receber clientes, ainda um tanto desconfiados e inseguros. Com a incerteza sobre quais seriam as melhores opções em termos de segurança para o lazer gastronômico, alternativas que oferecem boa comida aliada a espaços abertos e bem ventilados tornam-se disputadas pelos paulistanos.

Este é o caso dos restaurantes Cena Jockey, Ferra Jockey e Iulia, localizados nas dependências do Jockey Club de São Paulo. O Cena Jockey, por exemplo, aproveita o espaço avarandado, do alto da arquibancada principal do hipódromo, para servir seu menu à la carte. “Normalmente, aos sábados e domingos, serviríamos em sistema buffet, como o da nossa tradicional feijoada, mas por precaução estamos optando pelo pratos servidos na mesa”, afirma o restaurateur Ênio Gonçalves.

Para a imunologista Ester Cerdeira Sabino, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e responsável pelo sequenciamento do genoma do novo coronavírus, espaços abertos são muito mais seguros do que salões fechados. “Não existe ainda um estudo que indique essa segurança, mas ela é incontestável”, indica Ester.

Não se referindo exclusivamente a restaurantes, um estudo conduzido pelo Instituto de Doenças Infecciosas do Japão aponta um risco até 19 vezes maior de contaminação em espaço fechados quando comparado com ambientes abertos. Segundo o estudo, o risco de contágio aumenta pela maior possibilidade de transmissão secundária.

Os restaurantes do Jockey Club de São Paulo ainda têm uma vantagem que não se compara com os restaurantes que simplesmente colocam mesas na calçada. Os clientes têm uma vista linda da cidade e, se quiserem, nos dias de páreo ainda podem assistir às corridas e fazer apostas sem sair da mesa.

Filet au Poivre Vert – Foto: Gavroche Fukuma

Prato do Cena Jockey

Atualmente, o Jockey Club de São Paulo passa pelo processo de restauro de seu pórtico de entrada e do passadiço – primeira fase de restauração dos edifícios tombados pelo patrimônio histórico. “Quem vier para o almoço pode aproveitar e visitar as obras”, garante Wolney Unes, diretor da Elysium Sociedade Cultural, empresa responsável pela condução das obras de restauro. “Painéis com informações históricas do Jockey foram preparados para que os visitantes possam entender como se dá o processo de restauro”, completa.

Jockey Club de São Paulo: Av. Lineu de Paula Machado, 1263 – Cidade Jardim
Quintas, sextas e sábados, a partir das 12 horas
Reservas: The Fork