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O home office pode estar danificando sua visão

Especialista do Hospital Cema alerta para possíveis distúrbios oculares que podem ocorrer em virtude do uso excessivo de telas e mostra como evitar que os olhos sofram tanto nesse período

Embora o uso de aparelhos eletrônicos, especialmente os smartphones, tenha se disseminado amplamente nos últimos anos, nunca se usou tanto as telas quanto agora. Com a pandemia, e a necessidade de isolamento social, todas as esferas da vida passaram a ser feitas em um mesmo ambiente: em casa; e as demandas de escola, do trabalho e outros eventos precisaram se deslocar para o mundo virtual. Haja visão para tanta tela!

Não à toa a procura em hospitais especializados têm aumentado muito, nesse período. “Especialmente as crianças em idade escolar e profissionais que fazem home office têm buscado os consultórios oftalmológicos com bastante frequência”, explica o oftalmologista do Hospital Cema, Gustavo de Léo Soares.

Entre os principais distúrbios causados pelo uso excessivo de telas estão a Síndrome do Olho Seco e a Miopia. A Síndrome do Olho Seco ocorre quando há uma falta de lubrificação nos olhos, o que pode levar a sintomas, como ressecamento, visão embaçada e vermelhidão. O uso de telas em excesso pode desencadear a doença, pois as pessoas tendem a piscar menos, o que impede a correta lubrificação ocular.

Já no caso da miopia, que é um distúrbio que ocorre quando há dificuldade para enxergar objetos que estão longe, o que acontece é que ficar muito tempo em frente aos aparelhos eletrônicos pode forçar a musculatura responsável por focalizar imagens que estão perto, o que pode levar à fadiga, em longo prazo, dificultando a visão à distância. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que entre 2020 e 2050 os casos de miopia cresçam 89% no Brasil e 49% no mundo. No entanto, essa relação entre a doença e o aumento no uso de telas ainda não é comprovada.

De todo modo, o especialista do Hospital Cema dá algumas orientações para evitar fadiga visual e possíveis complicações oculares. “É importante que as pessoas se lembrem de fazer pausas durante o uso de telas no trabalho. Utilizar colírios específicos, nos casos de Síndrome do Olho Seco, também é algo que pode ajudar muito”, detalha.

Além disso, é essencial deixar a área de trabalho ou estudo em local arejado e iluminado e utilizar essas pausas para exercitar a visão à distância, olhando o horizonte, por exemplo. Além disso, caso ocorram sintomas persistentes, como irritação ocular ou dores é importante procurar um oftalmologista para avaliar melhor o caso.

Fonte: Hospital Cema

Carnaval online: estabelecimentos apostam em delivery para curtir lives sem sair de casa

Opções de pratos leves, petiscos, combos e drinks para curtir a folia virtual e o mês mais quente do ano

Este ano o Carnaval terá um formato diferente. Devido ao período de pandemia, as recomendações de distanciamento social, e sem feriado, os foliões terão uma comemoração virtual da data. Para entrar no clima, cantores e bandas que teriam seus trios elétricos espalhados pela cidade, farão a transmissão dos shows por meio de lives nas redes sociais. E para aproveitar em segurança, as opções no delivery estão a todo vapor. Diversas casas em São Paulo oferecem combos, petiscos, drinks e pratos leves para curtir essa época em casa. Acompanhe!

Para curtir as lives de Carnaval e abastecer as energias, a Cantagalo Burger oferece diversas opções de sanduíches por delivery. Entre as boas pedidas está o Feline Burger, levemente apimentado, feito com red cheddar (cheddar com pedaços de bacon), bacon crispy, cebola caramelizada no barbecue e mostarda dijon (R$ 28,90). A hamburgueria conta ainda com promoções de combos especiais às segundas e terças-feiras. Disponível através do app Cantagalo Burger, iFood e Uber Eats.

Durante todo o mês de fevereiro o Restaurante Templo da Carne Marcos Bassi tem dicas especiais de cortes de carne premium acompanhados de cervejas, no delivery: picanha – em porção individual de 300g com uma Cerveja Colorado Appia Long Neck- R$ 98. Festival de Fatiados – são três opções: Baby Beef – Miolo do Alcatra que serve até 2 pessoas (aprox. 600g), por R$ 168,00 acompanha arroz do cozinheiro e 2 Stella Artois Long Neck. A Picanha serve até 2 pessoas (aprox. 800g), sai por R$ 218,00, acompanha arroz do cozinheiro e 2 Stella Artois Long Neck. A Fraldinha, a estrela da casa, serve até 3 pessoas (aprox. 900g), acompanha arroz do cozinheiro e 3 Stella Artois Long Neck, por R$ 238,00. Disponível no iFood e take away.

Kiichi Chef Brito Combinado 1 executivo jantar 33 unidades

Fevereiro, verão e carnaval! Em tempos de quarentena, as festividades de rua foram canceladas, porém, virtualmente, o mês mais quente da estação traz com ele shows/lives com os maiores artistas e representantes do carnaval brasileiro para dentro de casa, o que pede um delivery mais do que especial, com drinks e opções leves e frescas. Pensando nisso, o Chef Brito do restaurante Kiichi criou um combo para os foliões da quarentena, válido para todo o mês de fevereiro: O “Combinado Axé Verão”, que, além das plataformas de delivery e no aplicativo próprio da casa para Android e IOS, está disponível presencialmente na unidade Kiichi dos Jardins, que fica na Alameda Lorena, 138. O combo- válido até 28/02/2021 por delivery e na unidade Kiichi Lorena (R$ 287 para 2 pessoas) conta com um combinado de 25 peças de sushis e sashimis variados, 02 temakis de salmão, 02 caldos japoneses, 12 fatias de sashimi de peixe branco com molho verde, vinho branco e azeite de trufas brancas e 02 doses de Sake Nama ou 2 sakerinhas de frutas da estação. O restaurante Kiichi informa que está seguindo todos os protocolos de prevenção à Covid-19 orientados pelo Ministério da Saúde.

Para curtir as lives com bons drinques, as sugestões são as novidades no cardápio do bistrô Nonna Lilla, localizado na Vila Carrão, em São Paulo, que incluiu em seu cardápio variados sabores de drinks (R$ 26) e soft drinks (R$ 16 – opção sem álcool). Entre eles estão Aperol spritz, com Aperol, espumante, água com gás e rodela de laranja; e Pink Gin Tônica, com framboesa, cramberry, hibisco, limão siciliano, gin e água tônica. Além deles, aparecem ainda no menu Citrus Gin Tônica, Mojito e Sex on the beach. As caipirinhas também são preparadas no capricho e aparecem nos sabores Due-Limone ou Uva e Manjericão. Para agradar aos mais diversos paladares, elas podem ser preparadas com saquê (R$ 20), vodca (R$ 24) ou cachaça (R$ 18).

Casa especializada nas autênticas empanadas argentinas, o Juanito’s Empanadas oferece duas opções de combo, com 6 ou 12 empanadas (R$ 49,90 e R$ 94,90 respectivamente), no delivery em suas unidades nos Jardins, Vila Madalena, Santana, Brooklin e Tatuapé, pelos apps iFood, Uber Eats e Rappi. As empanadas estão disponíveis nos sabores carne suave, carne picante, queijo e cebola, marguerita, presunto e queijo, frango, chorizo e vegana. Como manda a tradição argentina, todas as massas são abertas e fechadas manualmente e levam em sua composição banha de porco, com exceção apenas do sabor vegano.

Para aqueles que curtem uma refeição mais leve e saudável, a opção é o novo poke do cardápio do Let’s Poke. O New Fish (R$ 43,60) traz salmão vegetal à base de ervilhas “The New Butchers”, arroz japonês temperado (shari), molho tradicional, tofu temperado, shimeji grelhado, crisp de couve, cenoura, manga e sunomono. Além dele, novos sabores de poke estão no cardápio de verão e são boas pedidas para os dias quentes. Um deles é o Ceviche (R$ 43,50), com arroz japonês temperado (shari), ceviche de peixe branco com camarão, molho ponzu, abacate, cenoura, sunomono, manga, tomate cereja temperado e biscoito de arroz e algas. Outra sugestão é o Três Peixes (R$ 43,80) que traz arroz japonês temperado (shari), mix de peixes marinado (salmão, atum e peixe branco), molho Let’s Poke, salada de wakame, picles de mostarda, cenoura, kani, cream cheese limão e tempurá. Pedidos podem ser feitos pelo aplicativo Rappi, iFood e Uber Eats

Primeira casa de São Paulo especializada em choripán, o Chimi Choripanes Drinks oferece combos com choripán + batata frita + água ou refrigerante disponível também no delivery, em suas unidades em Pinheiros e no Brooklin. Entre as opções do cardápio, o combo Provoleta, à base de linguiça artesanal, provolone na brasa, maionese de páprica picante e molho chimichurri da casa, servido no pão de fermentação natural braseado, que sai por R$ 45. Outra boa pedida é o combo Pimentão (R$ 42). Servido com pão braseado, o sanduíche leva linguiça, muçarela, pimentão vermelho na brasa e chimichurri da casa.

O Bar Desembargador em São Paulo oferece uma cozinha de boteco típica brasileira com um cardápio recheado de deliciosos petiscos e pratos que podem ser apreciados no bar ou pedidos por delivery. Para este verão, a casa sugere as caprichadas porções de Filé aperitivo ao molho roti e champgnion (R$ 72), o Bolinho de picanha e linguiça picante – 10 unidades (R$ 39) e os pratos Moqueca do Japa – com camarão, lula, pescada, palmito e caju – acompanhada de farinha de Goiás no coco e banana da terra no azeite e dendê (R$ 94 – porção individual). Além do bem servido Baião de Dois – feijão fradinho, pernil, costela, calabresa e carne seca desfiada, queijo coalho e vinagrete (R$ 39 – individual) e aos sábados a Feijoada completa para duas pessoas (R$ 95). Também é possível pedir bebidas por delivery, cervejas e drinks da carta. O bartender Clayton envia os ingredientes separados para preparar em casa e até uma pedra de gelo especial devidamente embalada a vácuo.

Ponto de encontro dos amantes de uma boa sobremesa, o Mr Cheesecake oferece duas opções de combos, disponíveis em suas unidades na Vila Madalena e no Tatuapé. Recém-inaugurada, esta última unidade opera exclusivamente no delivery. O Combo SP (R$ 45) é composto por um bagel Roast Beff (que leva roast beef, tomate, rúcula e mostarda dijon) ou Tuna Salad (preparado com pasta de atum, salsão, alface e tomate), refrigerante e uma fatia de cheesecake NY com calda de frutas vermelhas. Já o Combo NY (R$ 50) é composto por um bagel Lox (feito com salmão defumado, cream cheese, tomate cebola roxa e dill), refrigerante e uma fatia de cheesecake NY com calda de frutas vermelhas.

O chef Wagner Resende do Bistrot Venuto acaba de criar um menu com oito burgers – exclusivamente para o delivery – que ganham ingredientes inspirados nas suas criações do cardápio presencial do restaurante. Entre os burgers de 150g de blend de carne bovina as opções são tentadoras: Bernaise (R$ 44) – com o molho típico francês Bernaise, Parmegiana (R$ 44) com burger empanado, tomatinhos assados e queijo Cheddar, Burrata (R$ 59) com tomates cereja, manjericão e burrata, Roquefort (R$ 44) com cebolas caramelizadas e queijo Roquefort e Rossini (R$ 159) burger que ganha um ingrediente especial, o Foie Gras grelhado. Vale experimentar os diferenciados Tartar (R$ 44 ) – burger de 150g feito de tartar de carne, com tomate e queijo Cheddar, o Choucrute (R$ 41) burger de linguiça, chucrute e fatias generosas de bacon e o Saumon (R$ 44) de salmão cru com creme cheese e dill. Todos vêm em pão brioche ou italiano e batata chips especial para acompanhar.

O chef Sergio França, do restaurante Des Cucina, que está entre os melhores de São Paulo, cria pratos a cada estação e para este alto verão as opções são mais leves e aromáticas, que podem ser pedidas por delivery e chegam perfeitas e bem acondicionadas. Entre as novidades do cardápio o chef sugere Ceviche de Peixe branco e Camarões (R$ 51), a Burrata Caprese com tomate assado e presunto Parma (R$ 53), o Ravioli de Pato ao molho de laranja (R$ 59) e o Peito de frango recheado com presunto cru, queijo Emmental, espinafre e risoto de açafrão (R$ 61). Como sobremesa, vale experimentar as deliciosas Cheesecake de frutas vermelhas (R$ 28) e a Torta de limão com merengue (R$ 26).

Steakhouse Varal 87, localizado em Moema, tem um cardápio criativo com delícias feitas na parrilla, fogo de chão e o varal de carnes – a estrela da casa – técnica utilizada para defumar e assar carnes, legumes e frutas por um longo período e distantes da brasa. A cozinha está sob o comando do chef Helder Justo, que sugere petiscos especiais, que podem ser pedidos por delivery e take away. Entre eles a porção de Croqueta de Costela, feita com costela defumada no varal, a Coxinha de frango cremosa, o Dadinho de Mandioca e vários tipos de linguiças artesanais, como a Linguiça Predileta, feita de pernil suíno e requeijão de corte, cerveja pilsen artesanal e bacon defumado. Ainda podem ser escolhidos cortes de carne bovina premium, Salmão grelhado na parrilla, Galeto na brasa e saborosos Risotos como o de Parmesão cremoso e o Carreteiro, uma versão do tradicional arroz.

Adolescentes na pandemia: psicanalista explica impactos e faz alerta aos pais

Psicanalista e terapeuta amazonense Samiza Soares afirma que dificuldade de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, tédio, sensação de solidão, alterações no padrão de sono e alimentação podem ser efeitos da pandemia nos adolescentes

A adolescência pode ser um período desafiador para a maioria das pessoas. A junção de hormônios, as novas descobertas e a transição para a fase adulta às vezes acarreta em uma sobrecarga mental. Atrelado a tudo isso, nesse último ano, os adolescentes precisaram lidar com mais um desafio: a pandemia da Covid-19.

“O momento tem afetado a vida de todos, mas, nos adolescentes, os efeitos foram ainda mais intensos. No consultório, tenho percebido que os impactos da pandemia desencadearam uma série de consequências nos mais jovens, como dificuldade de concentração, irritabilidade, medo, inquietação, tédio, sensação de solidão, alterações no padrão de sono e alimentação”, destacou a psicanalista e terapeuta amazonense Samiza Soares.

Segundo a especialista, pais e responsáveis devem ficar atentos às mudanças e buscarem ajuda quando notarem alterações no comportamento dos adolescentes.

“Os cuidados necessários para controlar a ansiedade durante o isolamento social deve, primeiramente, começar pelos responsáveis, pois são eles os exemplos dentro de casa. Por isso, meu alerta é observar continuamente os filhos, observar como está a alimentação, a relação com o lazer, o tempo de estudo e o que os têm motivado ultimamente”, recomenda.

“Os pais devem ficar atentos e reconhecer os sinais de estresse e da ansiedade, identificá-los e transmitir aos filhos respostas de acolhimento, segurança e aprendizado, tentando criar um momento mais tranquilo e positivo quanto ao futuro” completa.

Samiza, que desde março de 2020, início da pandemia no país, tem realizado atendimentos presenciais e online, também destaca a importância de definir horários e manter uma rotina em casa.

“É fundamental ter horário para acordar, fazer as refeições e dormir, sempre, é claro, reservando um tempo para momentos de lazer que, se possível, envolvam atividades físicas juntos, brincadeiras, conversas e, até mesmo, inseri-los nas tarefas simples de casa”, finaliza.

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Como reduzir riscos de contágio pelo coronavírus durante comemorações do Ano-Novo

Infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça que a recomendação principal é ficar em casa e evitar aglomerações

Em tempos de pandemia, muitas dúvidas surgem em relação às festas de Ano Novo: “Pode se reunir com a família?”, “O que seria mais seguro?”, “Sem beijos e abraços?”. De acordo com o infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Ivan França, a regra de ouro é não se reunir com familiares e amigos, nem realizar festas.

“Esse será o fim de ano da responsabilidade. Os casos de Covid-19 vêm aumentando em todo o país. Precisamos ser responsáveis, cuidarmos de nós mesmos e do próximo”, comenta. A indicação também é a recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que fez um alerta de que o mais seguro seria não realizar as tradicionais reuniões familiares desta época.

Com intuito de diminuir o risco de uma explosão de casos de Covid-19, para este final de ano, o Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz, lançou uma cartilha com recomendações sobre a forma mais segura de passar as festas. O primeiro passo, como já apontado pelo infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é ficar em casa, e no máximo celebrar com aqueles que convivem na mesma residência. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos aponta que o ideal seria reunir até seis pessoas, a depender do tamanho do local, sempre respeitando o distanciamento social de dois metros.

Caso não seja possível evitar visitas em casa, certifique-se de que os convidados estejam tomando todas as medidas de segurança para evitar o contágio de Covid-19. O primeiro passo é manter o maior isolamento possível dias antes destes encontros. Também é fundamental utilizar máscaras durante todo o tempo, só retirá-las na hora das refeições e guardá-las em um local adequado, além de higienizar as mãos com frequência, manter distanciamento seguro ao sentar à mesa e não compartilhar objetos, como pratos e copos.

Após tocar utensílios domésticos compartilhados com outros convidados, como talheres de servir, jarras, ou qualquer outro item, lave as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel 70° INPM. Também é recomendado que as pessoas responsáveis pelos pratos que vão compor as ceias usem máscaras enquanto manuseiam as receitas.

“Se possível, montar as ceias em lugares abertos e mais arejados, como salas com janelas ou quintais. O ideal seria que os idosos e pessoas do grupo de risco não fizessem parte de nenhuma reunião presencial, mas caso não seja possível, outra dica seria as mesas de jantar dos mais idosos ou grupo de risco estarem separadas”, explica França. Infelizmente, o especialista aponta que não será um ano para celebrar com abraços, apertos de mãos e beijos. “Isso terá que ser evitado, o risco de contágio nestes tipos de manifestações de afeto é muito grande”, reforça.

Importante também não ter música alta para que as pessoas não tenham que gritar ou aumentar o volume da fala, pois caso alguém esteja contaminado, o vírus pode ser “lançado” em um número maior de partículas virais no ambiente. Pessoas que estão com sintomas da Covid-19 ou que tiveram contato com alguém infectado não devem sair de casa. Esses casos exigem isolamento total.

“Muitos países começaram a vacinação, mas isso não quer dizer que a pandemia está acabando. O processo ainda vai demandar duas doses, estima-se que deve levar no mínimo um ano e meio para vacinar toda a população brasileira, por isso é extremamente importante que as recomendações sejam seguidas para evitar que o cenário piore ainda mais no início do próximo ano”, comenta o infectologista.

Época de férias

Nesta época do ano, muitas pessoas tiram férias e as viagens também preocupam no caso de risco de contaminação pelo coronavírus. A recomendação dos órgãos sanitários internacionais é a de não viajar, mas caso não seja possível, as dicas são as seguintes:

Foto: Anita Peppers/Morguefile

=Tenha preferência por viagens com carro próprio. Se for viajar de avião ou ônibus, não retire a máscara e dê preferência pelo uso das cirúrgicas ou a N95;
=Verifique se há hospitais com capacidade de atendimento para caso de alguma urgência no local de destino;

=Evite ir a restaurantes e bares, se puder, leve alimentos e bebidas de casa;
=Caso planeje fazer refeições em restaurantes, evite os que servem comida a quilo;


=Use máscara em todo e qualquer ambiente, como hotéis, restaurantes, praias, ruas e passeios ao ar livre;
=Verifique se o local da sua hospedagem está seguindo os protocolos de segurança e higienização, e respeitando a taxa de ocupação de conforme protocolo da cidade.


=Quando voltar da viagem, fique pelo menos 14 dias em isolamento para garantir que, caso tenha se contaminado, não transmitirá o vírus a outras pessoas.

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Dicas para lidar com um fim de ano diferente

Quarentena, isolamento social, pandemia… muitas foram as transformações que impactaram no nosso fim de ano; Renata Isa Santoro médica integrativa ensina a lidar com as questões que podem surgir no final de 2020

O ano de 2020 foi considerado pela revista norte-americana Time como “o pior ano de todos”. Realmente houve muitas mudanças no nosso dia a dia, a começar pelo home office/home schooling e o distanciamento social. Agora, é chegado o momento de questionar como serão as tradicionais festas de fim de ano, após meses de isolamento e saudade.

“Além de não haver grandes encontros familiares e amigos, percebo que não haverá a habitual correria de festas, shows, festas de integração de fim de ano da empresa”, destaca Renata Isa Santoro, cardiologista e médica integrativa.

Apesar de todas as diferenças, o fim de ano não precisa ser considerado ruim. Renata convida todos a realmente parar, olhar para o que passou e para o que restou dentro de cada um de nós. “Reflita sobre os sentimentos que te afloraram nestes meses, as emoções que te fizeram mudar a forma como lida com situações alegres ou desafiadoras, em como aquele amigo ou parente que ficou doente ou foi-se embora te trouxe ensinamentos que não quer deixar no esquecimento.”

A fim de lidarmos com as transformações neste fim de ano, a médica deixa algumas dicas para tornar o momento mais leve de vivenciar:

1- Mudar a mentalidade sobre as datas festivas: “A mentalidade que escolhemos ter para entrar nestas datas pode fazer toda a diferença. Em vez de lastimar por não estar passando o Natal com seus 50 pessoas ou reclamar por não levantar a taça de Ano-Novo em Nova York, vamos focar nesta nova oportunidade de gerar memórias afetivas diferentes e criar novas tradições.”

2- Repensar sobre os presentes: “Quem sabe não sejam mais necessárias aquelas toneladas de presentes embaixo da árvore de Natal. Esse feriado traz consigo algumas emoções genuínas, que é dar ao outro um agrado e sentir essa satisfação de volta”, cita a médica. Ela lembra que pesquisas mostram que gastar dinheiro com presentes para os outros lhe dará um impulso maior de felicidade do que comprar algo para si mesmo, mas há uma desvantagem nessa troca: o estresse com os gastos, a pressão de comprar mimos para todos os familiares e conhecidos, entrar em lojas lotadas e não perder promoções, entre outros.

Cocktails

3- Repensar as bebidas de fim de ano: “Afinal, você está mesmo comemorando e agradecendo ou está no piloto automático virando uma taça atrás da outra?”, provoca.

4- Criar uma tradição nova: se você for se reunir com um pequeno grupo ou apenas com sua família domiciliar, Renata propõe que pergunte às pessoas o que é importante para elas. Em vez de tentar recriar o que ocorre todo ano, crie novas experiências. Algo novo que você fizer este ano pode se tornar uma tradição para a suas gerações. E todos podemos também nos transformar junto com o ano de 2020, mas sob um ponto de vista positivo para que o próximo período seja melhor para todos.

A médica cita algumas sugestões:

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-Dê experiência em vez de objetos: as experiências ficam mais tempo na memória afetiva do que os objetos. Então que tal dar uma massagem, uma aula de pintura, uma sessão individual de numerologia?
-Uma doação: faça do seu presente uma doação para uma instituição em que você acredite. Atos de altruísmo como esse trazem, comprovadamente, melhor saúde, felicidade e um senso de propósito que fortalece o doador.


-Pratique compras conscientes: ao escolher um presente preste atenção se está comprando o que planejava, se saiu da rota ou foi seduzido. Observe as mensagens materialistas dos anunciantes para que você compre aquele produto sem necessidade nenhuma. Compre o que vem do coração.
-Não gaste mais do que você tem: por que depois vai te trazer mais ansiedade, mais estresse e você vai ter que lidar com isso sem lembrar como foi parar ali.

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-Ao dar e receber presentes pare um pouco, tire seus pensamentos da agitação, e sinta a verdadeira sensação positiva que é dar um presente e fazer a outra pessoa se sentir querida. Quando receber o presente sinta aquele momento, de gratidão profunda. Fique nesse sentimento de gratidão em vez de sair rasgando papel um atrás do outro.
-No momento da refeição e das conversas, evite os conflitos familiares tão comuns nessa época. Lembrem-se que estamos todos no mesmo barco e que a reação de um pode ser equilibrada pela compaixão do outro.

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-Aproveite todos ao redor da mesa para manifestar a presença, sem pressa, de olhar uns para os outros com calma e de simplesmente relaxar neste momento.

Fonte: Renata Isa Santoro é médica pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos; especialista em Pediatria pela AMB/SBP; especialista na área de atuação em Cardiologia Pediátrica pela AMB/SBP/SBC. Especialista em Ecocardiografia fetal e pediátrica pela Unicamp. Mestrado em Ciências pela Unicamp.

Pandemia: não é hora de fazer dietas restritivas, que podem prejudicar a saúde e o sistema imune

Apesar de estarmos vivendo um momento propício para adquirir hábitos saudáveis, não é a hora de fazer dietas radicais em sua alimentação

Com a pandemia pela qual estamos passando devido ao novo coronavírus, muitas pessoas estão aproveitando para adquirir novos hábitos e realizar tarefas que antes não tinham tempo. Por exemplo, é comum que alguns utilizem desse momento para finalmente começar aquela dieta que vinha sendo adiada por meses, o que, segundo Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não é recomendado.

“A alimentação possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas. Por isso, qualquer mudança drástica nos hábitos alimentares sem acompanhamento médico, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, pode oferecer riscos à saúde, afetando, inclusive, o bom funcionamento do sistema imunológico, principalmente em pessoas que já apresentam algum tipo de carência nutricional prévia. Então, como alguns tipos de atendimento médico estão comprometidos pelo isolamento social, este não é o momento para iniciar qualquer dieta restritiva”, alerta.

É claro que aqueles que já eram adeptos de alguma dieta ou praticavam jejum intermitente podem continuar, mas sempre com acompanhamento médico periódico, mesmo que por telemedicina, para avaliar eventuais necessidades e intercorrências e assim evitar possíveis riscos à saúde. “A telemedicina é uma boa maneira de dar assistência aos pacientes nesse período. Ela não substitui a consulta presencial, mas serve como uma forma importante de orientação”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A recomendação para evitar dietas restritivas e mudanças radicais nos hábitos alimentares não quer dizer, porém, que você deve sair comendo tudo o que vê pela frente. “Assim como a restrição alimentar, o consumo excessivo de calorias também pode desestabilizar a saúde e o sistema imune, além de favorecer o acúmulo de gordura, o envelhecimento precoce e o aparecimento de acne e problemas de circulação”, afirma Marcella.

O ideal então é encontrar um meio termo, apostando na adoção de uma alimentação saudável, equilibrada, variada e natural e investindo em alimentos ricos em nutrientes como Vitamina A (cenoura e abóbora), Vitamina C (kiwi e laranja), Vitamina B6 (aveia e banana), Vitamina E (carnes e ovos), Selênio (arroz integral e castanha do pará) e Zinco (frango e grãos integrais).

“Esse é um bom momento para iniciarmos bons hábitos de vida e introduzi-los na nossa rotina. Isso ajudará muito, pois quando voltarmos à vida normal, estaremos mais dispostos a seguir com a vida saudável, o que pode trazer muitos ganhos e prevenir uma série de doenças”, afirma a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida. Para quem continua trabalhando em home office, a médica aconselha: “Você pode usar esse tempo de sobra que estamos tendo durante a quarentena para aprender a cozinhar e preparar refeições caseiras. Assim, além de comer mais saudavelmente, você ficará menos ansioso e mais relaxado, pois o hábito de cozinhar ajuda na redução do estresse.”

Além disso, é interessante também diminuir o consumo de alimentos prejudiciais. De acordo com Marcella, o açúcar, por exemplo, não deve compor mais de 10% de todas as calorias ingeridas ao dia.

“Além de virar reserva de gordura, o açúcar excedente pode se ligar e degradar proteínas de sustentação da pele em um processo conhecido como glicação, o que acelera o surgimento de rugas e flacidez”, destaca a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. E o mesmo vale para os carboidratos, principalmente aqueles de menor valor glicêmico, como massas de farinha branca e frituras. “Em geral, qualquer alimento que cause inflamação e liberação de radicais livres é danoso para o nosso corpo”, diz o cirurgião plástico Mário Farinazzo, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e médico voluntário no atendimento a casos suspeitos de Covid-19 no Hospital São Paulo.

Assim como o açúcar, o consumo de sal também deve ser reduzido, pois o excesso de sódio pode piorar a circulação e favorecer o surgimento de problemas cardiovasculares. “Tome cuidado redobrado com o sal escondido nos alimentos, principalmente nos industrializados. Poucos sabem, mas até mesmo o suco de caixinha possui sódio”, afirma a Aline Lamaita, cirurgiã vascular e angiologista, membro do Colégio Americano de Medicina do Estilo de Vida. Com relação aos alimentos industrializados, evite também aqueles que são ultraprocessados, como bolachas, guloseimas, sorvetes, bolos e produtos congelados e prontos para o consumo.

“Quanto mais processado é o alimento, menor é o seu valor nutricional, pois perde vitaminas durante o processamento, além de conterem grande quantidade de aditivos e conservantes, favorecendo assim a inflamação e a ocorrência de deficiências nutricionais, doenças do coração, diabetes, colesterol e obesidade”, completa a médica.

Por fim, lembre-se de ingerir água diariamente para se manter hidratado. “A água exerce diversas atividades essenciais que garantem o funcionamento adequado do corpo humano. Por ser o principal componente do plasma sanguíneo, a água é uma das responsáveis pelo transporte de nutrientes e dos produtos do metabolismo, além de auxiliar na eliminação de toxinas do organismo e atuar em processos fisiológicos como digestão, absorção e excreção de nutrientes”, finaliza Marcella.

Refeição ou lanche? Saiba qual a melhor opção para seu jantar

Muitas pessoas continuam confinadas em casa ou evitando sair sem um motivo e, assim, acabam não fazendo refeições na hora do jantar, dando preferência a lanches mais leves na tentativa de emagrecer, por exemplo. Outras, acreditam que apenas uma refeição completa pode ser saudável. A nutróloga Marcella Garcez tira as principais dúvidas sobre o assunto.

Sair com os amigos, fazer happy hour, pedir delivery ou ir até um restaurante são opções comuns por quem procura por um lugar para jantar. Porém, com o novo aumento dos casos da Covid-19, muitos preferem preparar refeições em casa. Então surge a dúvida: o que devemos comer na hora do jantar: apenas um lanche ou uma refeição completa?

Segundo Marcella Garcez, médica nutróloga e docente da Associação Brasileira de Nutrologia, não existem verdades absolutas sobre o assunto e tudo depende de diversos fatores. “Refeições completas são, sim, mais saudáveis que a maioria dos lanches, mas não é uma regra. Muitas vezes a refeição é tão desequilibrada que acaba perdendo, em valor nutritivo, para o sanduíche. O que diz o que é melhor ou não são os ingredientes utilizados em cada uma das opções”, explica.

Segundo a médica, para uma refeição se aproximar do ideal, deve ser composta por proteínas magras, gorduras saudáveis, carboidratos complexos de baixo índice glicêmico e uma boa diversidade de vitaminas; é aquilo que costumamos ouvir, quanto mais colorido estiver o prato, mais saudável ele é.

E se eu quiser me alimentar com um lanche de alto valor nutricional, quais ingredientes devo usar? Marcella sugere: “Para montar um sanduíche saudável podemos usar pães integrais, proteínas magras como peito de frango e peixes, queijos magros, ovos, vegetais folhosos, tomate, cenoura, pepino. Para incrementar podem ser adicionados molhos de mostarda, ervas, especiarias, abacate e gorduras saudáveis como o azeite de oliva.”

Outra questão sobre o jantar diz respeito ao “peso” da refeição. Muitos não se sentem bem em comer muito no período noturno, principalmente indivíduos que possuem problemas gastrointestinais. Então como fazer para amenizar esse mal-estar causado pela digestão noturna?

“Tanto a refeição quanto o lanche pode causar problemas digestivos se tiver quantidades exageradas de proteínas associadas a grandes quantidades de gorduras saturadas e carboidratos de alto índice glicêmico. As consequências imediatas são sintomas digestivos como refluxo gastroesofágico, azia, dor epigástrica, desconforto abdominal que pode prejudicar a qualidade do sono e também alterações na liberação de neurotransmissores e hormônios ligados ao ritmo circadiano”, afirma.

Segundo a médica, para evitar ou minimizar os desconfortos, o ideal é realizar a última refeição pelo menos duas horas antes de deitar para dormir.

Há, também, os que estão obstinados em emagrecer. Muitas vezes essas pessoas preferem não ingerir carboidratos à noite, ou até mesmo não fazer qualquer refeição no período noturno, ficando em jejum até a hora do despertar. Segundo a nutróloga, somente cortar o carboidrato à noite não garante perda de peso, principalmente se ele for substituído por outros excessos.

Quanto ao jejum noturno, Marcella diz que muitas pessoas lidam bem com a prática sem maiores incômodos. Outras, porém, não possuem essa capacidade. O ideal, então, seria lidar com essa questão junto a um profissional da Nutrologia.

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

“Seja com o intuito de emagrecer ou ganhar peso, as refeições devem ser compostas de escolhas saudáveis: proteínas, carboidratos e gorduras de boa qualidade. O primeiro fator a ser considerado é o balanço energético. Quem quer emagrecer deve comer menos calorias do que seu gasto, ao passo que quem quer o contrário deve ingerir mais calorias do que gasta. Além disso, dietas específicas para cada objetivo devem ser programadas em conjunto com um profissional de Nutrologia para que sejam levados em consideração fatores como: valor nutricional, nutrientes necessários, nível de atividades físicas, idade, restrições e preferências individuais”, finaliza.

Fonte: Marcella Garcez é médica nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Pesquisa Herbalife revela que pessoas mudaram alimentação na quarentena

Consumo de frutas e vegetais aumentou nos últimos meses, assim como a procura por alimentos e receitas saudáveis

Após sete meses de confinamento em casa, parece que as pessoas começaram a tomar consciência sobre a necessidade de adotar uma boa alimentação para ter uma vida mais saudável. Pelo menos é isso que mostra uma Pesquisa Global Sobre Hábitos Alimentares na Pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition e conduzida pela One Poll. O estudo foi realizado em 30 países, com um total de 28 mil indivíduos, entre eles 1.000 brasileiros.

O levantamento, realizado entre 22 de setembro e 6 de outubro, revelou que, globalmente, 41% das pessoas fizeram uma grande mudança em sua dieta. Entre as novas medidas alimentares adotadas pela população, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (51%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (43%) e o esforço para comer menos carne (43%).

Segundo os resultados da pesquisa, para 49% dos entrevistados essa mudança só foi possível por conta do tempo extra em casa, que permitiu pesquisar mais sobre alimentos saudáveis, enquanto 45% usaram as horas livres para cozinhar mais e aprender novas receitas.

Ficar longe de influências negativas, como snacks e sobremesas disponíveis no ambiente de trabalho e nas idas aos restaurantes, foi outro ponto que parece ter contribuído com a mudança na alimentação de 31% dos pesquisados. Outros 39% dos entrevistados também disseram que aproveitaram esse tempo para fazer uma mudança positiva.

“As dietas plant based são uma tendência global. Observamos novas gerações cada vez mais conscientes sobre impacto de suas escolhas à saúde e ao meio ambiente. As evidências científicas suportam que dietas com predominância de grãos, cerais integrais, hortaliças e frutas estão associadas a longevidade e estilo de vida mais saudável. Dietas ricas em proteínas vegetais, por exemplo, diminuem as chances de doenças do coração”, coloca a nutricionista Carolina Pimentel, Membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife Nutrition do Brasil.

Outro dado apresentado pela pesquisa foi que 72% dos entrevistados comem carne como parte de sua dieta, 21% são “flexitarianos” e o restante, veganos ou vegetarianos. As dietas plant-based parecem ser uma tendência: 62% dos entrevistados no mundo disseram que gostariam de incorporar mais alimentos à base de plantas em seu cardápio, apesar de não saberem ao certo como começar.

O levantamento também mostrou que 46% disseram estar mais abertos em relação aos vegetais e opções de “carnes” preparadas à base de proteína vegetal durante a pandemia. E 43% dos entrevistados também acreditam que, ao longo da vida, a maioria das pessoas vai fazer uma dieta baseada em vegetais.

Hábitos alimentares dos brasileiros

A pesquisa sobre hábitos alimentares na pandemia encomendada pela Herbalife Nutrition também identificou algumas mudanças adotadas pelos brasileiros.

Segundo 47% dos entrevistados, sua alimentação foi modificada nos últimos meses e, para 73%, a pandemia ajudou a manter essa mudança.

Dentre as novas medidas alimentares adotadas pelos brasileiros, estão o aumento no consumo de frutas e verduras (50%), a ingestão de mais alimentos à base de plantas (45%) e o esforço para comer menos carne (46%). Aliás, a intenção de incorporar mais alimentos plant-based na dieta apareceu para 70% dos entrevistados, mas que também reveleram não saberem ao certo como começar.

Em relação ao consumo de açúcar, 32% dos entrevistados brasileiros disseram ter reduzido a ingestão, diante de 26% na amostra global.

Uma explicação para a mudança pode ser a necessidade de perda de peso, uma vez que a Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS) divulgada neste mês pelo IBGE apontou que 60,3% da população brasileira acima dos 18 anos estão com excesso de peso.

“Atingimos o maior número de brasileiros com excesso de peso dos últimos anos. Todos precisamos repensar a importância do controle do peso por meio de uma alimentação saudável e prática diária de atividade física. Esta pesquisa aponta que os entrevistados já percebem a necessidade de mudar esses comportamentos”, finaliza a nutricionista Carolina.

Fonte: Herbalife Nutrition

O que explica a alta nas vendas do vinho nacional?

Fatores econômicos, de logística, tributários, avanço da qualidade, diversidade, novas regiões produtoras, desenvolvimento do enoturismo, mudança de hábitos em razão da pandemia e locavorismo contribuem para o ganho de competitividade

Vinícola Miolo

O aumento da venda de vinhos nacionais este ano trouxe uma dose de ânimo à cadeia produtiva da uva e do vinho que há tempos vinha amargando queda na comercialização. Diversos fatores contribuíram para este aumento de competitividade que não está apenas ligado à pandemia do Coronavírus, mas a uma série de outras condições que se somam nos últimos 20 anos.

Melhora expressiva da qualidade, diversidade de estilos com o surgimento de novas regiões produtoras, melhor distribuição e acessibilidade, preço justo, avanços no enoturismo, mudança nos hábitos e, principalmente, o câmbio favorável, colaboraram para este incremento de 37,22% nas vendas de vinhos finos e espumantes, de janeiro a agosto em relação ao mesmo período do ano passado.

Assim, de gole em gole, o setor vitivinícola nacional vem conquistando mais espaço na mesa do brasileiro. Em 2019, por exemplo, segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Brasil conseguiu romper a barreira dos 2 litros per capita – hoje em 2,13L -, um sonho de muitas safras e que ganha novas perspectivas.

“O que o setor vitivinícola brasileiro semeou desde o início da imigração italiana está sendo colhido. Mas o grande avanço veio nos últimos 20 anos com a profissionalização do setor, que transformou a vitivinicultura brasileira. Esperamos poder seguir brindando”, destaca o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Deunir Argenta.

Quanto à qualidade, a evolução é incontestável, atestada pelas 4.535 premiações conquistadas de 1995 a 2019 em concursos internacionais. Segundo dados da Associação Brasileira de Enologia (ABE), os espumantes lideram as premiações, mas os vinhos tranquilos vêm ampliando seu espaço. Das 259 premiações conquistadas em 14 países no ano passado, por exemplo, 94 foram para vinhos tranquilos, ou seja, quase 40% do total.

“O Brasil tem grandes rótulos de espumantes e de vinhos tranquilos, mas tem também uma diversidade que permite atender diferentes estilos e momentos com excelente relação custo-benefício”, avalia o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador. Atualmente, o Brasil possui 26 regiões produtoras de vinhos em 10 estados brasileiros (BA, ES, GO, MT, MG, PR, PE, RS, SC e SP), o que tem ofertado uma gama de vinhos com terroirs diversos.

A pandemia também impactou o consumo de vinho no Brasil. Em razão do fechamento de bares e restaurantes, o consumo da bebida em casa aumentou, levando as pessoas a visitarem lojas virtuais de vinícolas, comprando vinhos direto da fonte ou então em supermercados, que por serem essenciais nunca fecharam. Ganhando o status de ‘bebida da pandemia’, o vinho brasileiro mostrou estar melhor distribuído, com acessibilidade diante da aceleração do e-commerce e com preço competitivo.

Casa Valduga

A queda da Substituição Tributária (ST) em estados como o RS, SP, SC, PR e BA somam-se a uma série de conquistas que favorecem o vinho nacional. Neste sentido, agora a Uvibra trabalha em conjunto com o Governo do Rio Grande do Sul para que Rio de Janeiro e Minas Gerais sigam o mesmo exemplo.

Para o setor, é evidente que a variação cambial foi determinante para o aumento da competitividade do vinho nacional. “Com o aumento do dólar os importados ficaram mais caros, levando o consumidor a optar pelos nacionais e, assim, fazer grandes descobertas diante da confirmação da qualidade, da melhor distribuição e da acessibilidade favorecida, principalmente, pela aceleração do e-commerce”, analisa Argenta.

Vinícola Góes

Com a retomada segura do turismo, o enoturismo, grande responsável pelo sustento das pequenas vinícolas familiares que são maioria no setor, é mais um dos fortes aliados. Apostando em experiências sensoriais capazes de criar memórias para uma vida inteira, as vinícolas não medem esforços para criar novos atrativos em torno da cultura do vinho. E é justamente isso que vem fidelizando os apreciadores que, além de um bom vinho, buscam vivências únicas. Além disso, o locavorismo (preferência por comprar e consumir o que é local) é uma tendência que ganhou ainda mais adeptos durante a pandemia.

VENDA JANEIRO A AGOSTO (em litros)

PRODUTO20202019
Vinho Fino17.001.33310.137.214
Espumante Brut4.290.1155 .013.139
Espumante Moscatel2.910.0452 .486.218
 24.201.49317.636.571
Fonte: Sisdevin/SEAPDR (Dados coletados em 24/09/2020) | Elaboração: Uvibra

Dia das Aves: espécies podem retornar a regiões que se tornaram mais calmas e limpas

Políticas públicas em áreas urbanas e rurais precisam contribuir para com a preservação

Mudanças provocadas pela pandemia de Covid-19 em áreas urbanas e rurais ocasionaram redução da poluição e dos ruídos em algumas regiões. Uma consequência positiva é a volta de animais silvestres a locais dos quais eles haviam sido afugentados. Esta movimentação pode ser observada entre espécies de aves, cujo dia é celebrado em 5 de outubro.

Nos primeiros meses da quarentena, por exemplo, foram avistados patos silvestres em uma fonte em Roma e nos canais de Veneza, na Itália. Na Índia, um pavão foi flagrado circulando pelas ruas. Os registros foram noticiados por veículos de imprensa de diferentes países. Em bairros de cidades brasileiras, moradores passaram a avistar pássaros mais frequentemente, o que pôde ser observado em diversas postagens em redes sociais digitais.

Conforme explica Cristina Maria Pereira Fotin, membro da Comissão Técnica de Médicos-veterinários de Animais Selvagens do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), essa circulação ocorre porque os animais procuram ambientes que ofereçam condições mais favoráveis, como abrigo seguro e alimento.

De acordo com a médica-veterinária, a sociedade pode contribuir ainda mais para que haja a presença das aves ao preservar árvores frutíferas que atraem pássaros e outros animais silvestres. “É fundamental manter a flora existente, fomentar programas de plantio e o consumo consciente para a redução da produção de lixo e resíduos.”

Cristina alerta, entretanto, quanto à importância de não oferecer alimentos ou água para atrair as aves, uma vez que esta prática pode provocar desequilíbrios na dieta de espécies e, ainda, atrair animais com potencial de transmissão de doenças, como ratos, mosquitos, entre outros.

Planejamento urbano e controle de queimadas são cruciais

Foto: Frank Magdelyns/Pixabay

Para a médica-veterinária Hélia Maria Piedade, que faz parte da Comissão Técnica de Animais Selvagens do CRMV-SP, a arborização urbana, incluindo espécies de plantas benéficas para alimentar e abrigar aves, deve fazer parte do planejamento das cidades.

“São fundamentais, ainda, medidas para manter os gatos domésticos restritos dentro das residências”, sinaliza Hélia, sobre uma ação de fomento à guarda-responsável que também reduz as chances de os felinos, com seu comportamento predador natural, atacarem aves jovens e ninhos.

Neste contexto, o controle da ocorrência de fogo em áreas verdes é outro tópico enfatizado pela médica-veterinária, cujos impactos são drásticos para toda a fauna silvestre. “Com o fogo, falta alimento, abrigo e parceiros, o que gera desequilíbrio de todo um sistema complexo das relações entre os animais, plantas e meio ambiente”, afirma a profissional.

Saiba o que fazer se encontrar uma ave ferida

Exoticvetclinic.com

É comum as pessoas encontrarem aves feridas nas ruas e estradas, em varandas e quintais das residências. Hélia orienta que a primeira medida é verificar se de fato há sinal de que a ave está machucada.

“Muitas vezes está apenas desorientada ou cansada. Nestas situações, geralmente, são filhotes inexperientes”, diz a médica-veterinária, que sugere observar se há outra ave da mesma espécie por perto ou algum ninho. “Caso o local não represente risco imediato ao animal, deixe que ele descanse”, explica Hélia.

Se realmente for necessário recolher o animal, Cristina explica que a ave deve ser envolvida com uma toalha e colocada em uma caixa ventilada e fechada, de forma a proporcionar sensação de segurança e diminuir o estresse. “Evite pressionar a região peitoral da ave, que controla a respiração. Do contrário, algumas espécies podem causar ferimentos com o bico ou garras na tentativa de se defenderem.”

Depois, é preciso levar o animal para atendimento em centros de reabilitação e fauna silvestre ou entregá-lo em um posto de polícia ou guarda ambiental, para que seja direcionado a pontos de tratamento especializado, os quais, posteriormente, farão a soltura do animal em local apropriado, quando a ave estiver preparada.

Hélia enfatiza a delicadeza da constituição física das aves. “Não é recomendo que pessoas não habilitadas façam algum tipo de manobra ou procedimento, tanto para preservar a ave, como para evitar que a pessoa se contamine por uma possível doença que possa ser transmitida.”

Permanecer com a ave não é permitido

Aves de vida livre são protegidas pela Lei Federal nº 9605/98, conhecida como “Lei de Crimes Ambientais”, que proíbe “matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente”.

Isso significa que não é permitido ao cidadão permanecer com a ave em casa. Todo animal silvestre que necessite de resgate deve ser encaminhado o mais breve possível para os locais autorizados pelo órgão ambiental competente.

Confira alguns órgãos que podem receber animais resgatados no Estado de São Paulo clicando aqui:

Fonte: CRMV-SP