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Horta medicinal é benéfica para a saúde e o bem-estar

Professor Naturopata explica quais plantas podem tornar sua vida mais saudável

Muitas pessoas passaram a cuidar melhor das plantas e a se interessar mais em ter um pouco de natureza no lar a partir da permanência em casa em razão do distanciamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus.

Ter uma horta em casa é algo muito prazeroso e pode até ser terapêutico, pois as plantas fazem com que o ambiente adquira uma beleza natural, tornando-o mais leve e aconchegante. Além de contribuir com a decoração, o jardim pode conter plantas que são benéficas para a saúde física e psicológica, o que promove melhorias no bem-estar da família toda.

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Segundo Daniel Alan Costa, professor de fitoterapia na Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas/Faculdade de Medicina da USP, naturopata e acupunturista especializado em Bases de Medicina Integrativa pelo Hospital Albert Einstein e diretor da Escola Brasileira de Naturopatia, as plantas filtram os poluentes presentes no ar, além de removerem gases que são tóxicos para a saúde e bem-estar.

“Há muitas espécies que são indicadas como um tratamento integrativo para aumentar a imunidade e tratar problemas de saúde como dores de cabeça, estresse, doenças no sistema digestivo e também nas vias respiratórias como gripes, resfriados, bronquite e até mesmo pneumonia”, destaca o naturopata.

Neste ponto, as espécies que mais se destacam e que podem ser cultivadas em casa são:

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Foto: CreativeCommons

Manjericão – além de ser rico em vitaminas, o manjericão também tem propriedades antibacterianas, antioxidantes, antiespasmódicas e digestivas e pode ser usado em saladas, massas, sopas e outras receitas. Também fica ótimo para aromatizar o azeite, por exemplo.

tomilho

Tomilho – fácil de ser plantado, o tomilho tem propriedades que ajudam o sistema respiratório, combatendo tosse e bronquite, além de melhorar infecções na boca e ouvido. Pode ser usado como chá, tempero ou com seu óleo essencial.

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Lavanda – a lavanda ou alfazema traz benefícios calmantes para o emocional, ajudando no combate ao estresse, ansiedade e insônia. Além disso, tem propriedades anti-inflamatórias, ajudando a melhorar peles com acne ou desidratadas, revigorando as células. Pode ser usada como óleo ou como chá.

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Foto: Maria Mas/Morguefile

Hortelã – muito utilizada para tratar problemas da garganta, a ingestão da hortelã pode ser feita tanto em forma de chá quanto ser adicionada em canja, sopas e outros pratos refogados.

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Foto: MGD©

Alecrim – a essência de alecrim ajuda a estimular o cérebro e melhorar a memória, já a sua ingestão em receitas como no pão ou em chás auxilia no tratamento de dores reumáticas e contusões, no combate a problemas respiratórios, além de equilibrar a pressão arterial e reduzir o estresse.

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Erva doce – Foto: Hheidi/Pixabay

Diversas outras espécies também podem ser utilizadas como um tratamento alternativo, como funcho doce, camomila, melissa (erva cidreira) e erva-doce. “Os recursos das plantas são muito valiosos para saúde, pois agem de forma natural no organismo humano, e raramente causam efeitos colaterais”, finaliza o naturopata.

Fonte: Daniel Alan Costa é especialista em Bases de Medicina Integrativa pelo Albert Einstein, professor de fitoterapia na Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas/Faculdade de Medicina da USP, Naturopata, Acupunturista membro da WFCMS (World Federation Chinese Medicine Societies), coordenador do curso de pós-graduação em Naturopatia da UNIP e diretor da EBRAN – Escola Brasileira de Naturopatia.

Cuidar de plantas vira passatempo para milhões de brasileiros durante quarentena

Especialista aponta os benefícios da presença de plantas e flores no ambiente e indica espécies ideais para cultivar em casa

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Desde o início da pandemia do novo coronavírus, autoridades de saúde do mundo inteiro apontaram o distanciamento social como a mais importante medida preventiva para combater sua disseminação. Neste momento de afastamento das atividades sociais e familiares, é preciso manter ou criar hábitos para que o tempo em casa não se torne maçante, excessivamente ocioso ou um fator de estresse e ansiedade.

Além de seguir todas as recomendações tradicionais para combater a Covid-19, entre elas adotar práticas de higiene, manter uma alimentação saudável e praticar exercícios, uma ótima alternativa para garantir que os momentos entre lazer e repouso não sejam inativos é incluir o cultivo de plantas ornamentais na rotina.

Mais do que acrescentar um toque especial na decoração de ambientes, dando vida a um espaço e deixando o lar mais elegante e acolhedor, cultivar plantas em casa é sem dúvida alguma uma das formas mais interessantes e agradáveis de aliviar as tensões do dia a dia, relaxar e garantir a saúde física e, também, emocional.

“É uma atividade prazerosa, que envolve, distrai, e sempre percebemos que também ajuda a as pessoas a desenvolverem um senso maior de cuidado e responsabilidade”, comenta Elizeu de Almeida, florista da Esalflores, maior rede de floriculturas do país. “Além disso, o convívio com plantas e flores colabora com a qualidade do ar no ambiente e ajuda a evitar desconfortos ligados a falta de umidade”, complementa o especialista.

plantas ornamentais

Para a curitibana Camila Borba, de 26 anos, que há alguns meses adotou o cultivo de plantas e flores como hobby, o contato com a natureza traz benefícios diários, além de mudar a atmosfera de casa. “Ter plantinhas em casa chega a ser terapêutico. O espaço fica mais leve e convidativo. Além de agregar de forma decorativa, cria uma ligação com a natureza que é transformadora, principalmente para quem mora em apartamentos ou locais muito urbanos e sem quintais”, conta.

Desde que passou a cultivar plantas em casa, a jornalista notou também que elas podem alterar o humor. “É relaxante. O tempo que passo regando e checando a evolução das minhas plantinhas é com certeza um dos momentos mais tranquilos do meu dia, e quando vejo que elas estão crescendo e se desenvolvendo é realmente satisfatório”, completa.

Para os iniciantes

Para quem decidiu incluir a convivência com flores durante a quarentena, mas não tem muita habilidade, o ideal é buscar espécies que se adaptam bem a espaços internos. Plantas que não demandam muita luz e nem uma frequência grande de regas são uma ótima opção para quem deseja trazer um pouco mais de natureza para dentro de casa.

“Há diversos gêneros de flores e plantas que se ajustam bem em locais fechados, mesmo em ambientes mais escuros e úmidos”, comenta Almeida. “No geral, elas são mais descomplicadas de manter e ótimas alternativas para os iniciantes no mundo das plantas”, acrescenta o profissional.

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Uma boa sugestão é a planta conhecida como pacová. “Ideais para casas e apartamentos, ela precisa de claridade, mas sem luz direta e pode ser regada apenas umas duas vezes por semana”, explica o florista.

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Pixabay

O Lírio da Paz também é uma opção a ser considerada. “Se adapta bem a sombra e não exige mais do que regas esporádicas de acordo com a umidade da terra”, complementa.

Maranta

Outra sugestão são as marantas. “Perfeitas para serem cultivadas em locais com sombra, elas podem ser submetidas a luz do sol apenas no período da manhã com regas de pouca água, dia sim e dia não”, explica.

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As orquídeas também ficam muito bem em ambientes internos com claridade. “No inverno, as orquídeas devem ser molhadas a cada 15 dias, encharcando e deixando escorrer, e no verão uma vez por semana. Importante lembrar que elas não podem ser expostas diretamente ao sol quando não houver flores e adubar com substrato específico uma vez ao mês”, detalha o florista.

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Bambu da sorte

Há ainda opções como o Bambu da Sorte e a Avenca, perfeitas para ambientes internos. “Além de se adaptar bem ao interior das casas, elas podem ser mantidas nos vasos com terra ou podem ser transferidas para recipientes somente com água”, esclarece. O profissional ainda lembra que é sempre importante estar atento ao aspecto da planta e observar a reação dela às condições do ambiente.

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“Aos poucos é possível perceber qual a frequência ideal de regas e o local perfeito para a planta dentro da residência, fazendo com que a manutenção da planta se torne ainda mais fácil”, completa Almeida.

Fonte: Esalflores

Começar ou recomeçar? É hora de decidir a evolução da sua vida*

“Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou”, diz Heráclito. “O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente”, explica Augusto Aschar.

Não fica difícil chegar à conclusão de que um rio é uma excelente metáfora para o significado da vida e do tempo. E se formos pensar em tudo o que aconteceu nos últimos meses e comparar com o curso de um rio é possível imaginar águas violentas e cheias de obstáculos que acabam em uma gigantesca e desconhecida cachoeira.

mulher deitada pensando

A pandemia da Covid-19 fez a realidade e o cotidiano que conhecemos praticamente desaparecer. Estamos vivenciando um dia após o outro, na pele, a história ser escrita. E quais serão as lembranças que teremos e contaremos para as próximas gerações?

Quando saímos de uma situação como a que vivemos, a quarentena da desinformação e da insegurança revelada pela finitude da vida, tão exposta e ameaçadora, fica claro que alguns valores precisam de uma profunda revisão.

Vive-se no céu de incertezas, sem plano de voo e destino. E, obviamente, que o questionamento será uma pauta sem assinaturas. A vida, família, modelo de educação para os filhos, profissão, saúde, academia, jantares fora e vinho em famosas vinícolas.

Como será tudo isto? O que foi aprendido com esta quarentena? Li o que precisava? Desenhei projetos? Ou só fiquei à mercê dos noticiários, dos números e à espera do próximo jornal?

Seja em casa colocando em prática o isolamento social ou saindo para trabalhar, muitos têm medo. Temos pensado, cada vez mais, na real necessidade do ter, do possuir e do consumir, por exemplo. E está na hora de começar a refletir também sobre quem seremos depois que tudo isso acabar.

Será a hora de começar ou de recomeçar? Essa é a reflexão que quero trazer para este artigo. Conheça o significado dessas duas palavras segundo o dicionário Michaelis:

Recomeçar: começar de novo a fazer algo que se interrompeu, retomar; tornar a ocorrer e tornar a produzir-se.

Começar: iniciar algo (ação ou processo), principiar; ter começo ou princípio; ter a primeira experiência e iniciar em certas condições.

mulher pensando duvida

Analisando os dois significados podemos dizer que não há muita novidade no recomeçar. É apenas ‘despausar’, continuar do ponto em que se estava antes. Uma operação que está ligada ao passado usando conceitos, aspectos e conexões já conhecidas e testadas.

E onde de certa forma, iremos repetir comportamentos e pensamentos, viveremos do passado como referência. Com certeza serão necessários alguns ajustes, mas provavelmente será um caminho parecido com o que já é conhecido.

Na prática, recomeçar não é iniciar algo totalmente novo, é apenas continuar os planos que já foram traçados – ou mudando-os o mínimo possível.

Já o começar é inovar, se repaginar, começar do zero. Como voltar um smartphone ou outro aparelho eletrônico às configurações de fábrica.

Mas, para abrir uma nova jornada, é preciso finalizar a anterior. É necessário muito mais que isto, é abandonar as roupas velhas, o estilo antigo, pensamentos e pessoas que não combinam mais com seu novo projeto.

E fazer um mergulho dentro de nós mesmos que sempre é agradável. O início só será real quando nos modificarmos e libertarmos das nossas prisões. Seja o medo de tentar algo diferente ou o risco de saber o que há depois da cachoeira.

E esse ‘start’ vale tanto para a vida pessoal quanto profissional. Tanto que muitas pessoas estão aproveitando os momentos em casa para se reconectarem com a família, fazerem cursos e buscarem novos caminhos para transformar completamente a sua existência.

Pode ser bem difícil saber quando colocar um ponto final e finalizar algo. Mas vale a pena! Nosso mundo pede isso. Chega de apenas ver os dias passarem, de perpetuar relacionamentos e situações que não nos fazem crescer e sermos pessoas melhores. Agora é hora de não apenas sonhar, mas sim trabalhar para que o que era plano virar realidade.

mulher pensando depressao grisalha

É possível inclusive pensar na Teoria da Evolução de Charles Darwin. O homem não é uma criação divina, mas sim um produto final e ainda provisório. Estamos em constante evolução, sempre buscando a melhor versão de nós mesmos.

Segundo as palavras de Manuel Bandeira, “Precisamos ser, cada vez mais, como um rio que flui/ Silencioso no meio da noite/ Não temer as trevas da noite…”

Tudo o que estamos vivendo vai passar. E de que maneira você sairá banhado pelas águas do rio da vida e do tempo quando tudo isso acabar: começando ou recomeçando?

lisia prado

*Lisia Prado é sócia da House of Feelings, primeira escola de sentimentos do mundo

Dicas para cuidar dos cabelos em casa durante o inverno

A estação mais fria do ano é também a mais seca, a educadora técnica da Yamá Cosméticos ensina algumas técnicas para hidratar os fios em casa

Com frio intenso e tempo seco, os cabelos precisam de cuidado especial durante o inverno. De acordo com a educadora técnica da Yamá Cosméticos, Marisa Russo, a falta de umidade no ar afeta muito os fios que ficam ainda mais secos, perdem o brilho e até a definição. Com os salões de beleza fechados durante a quarentena, a profissional compartilhou algumas dicas para manter as madeixas saudáveis e bonitas sem sair de casa.

Pode lavar o cabelo com água quente?

mulher banho quente chuveiro

Com as baixas temperaturas, é natural tomar banhos mais quentes. Para quem não abre de lavar o cabelo com água quente, Marisa Russo explica que existem algumas técnicas para impedir que a temperatura danifique aos fios.

“Indico sempre fazer o último enxágue com água fria ou em temperatura ambiente. Isso ajuda muito, pois sela as cutículas e ativa o brilho. A dica é usar uma caneca com água fria, colocar os cabelos para frente e jogar a água apenas na cabeça e não no corpo”, ensina.

Uso do secador de cabelo

nutreliss

 

alamy stock photo mulher secando cabelo banheiro

Durante o inverno, os fios podem demorar ainda mais para secar naturalmente. Por isso, o secador de cabelo é uma ferramenta indispensável nos dias mais frios. Para amenizar os danos causados pelo secador, a indicação da profissional é o uso de protetor térmico com 3 gotinhas de óleo de Argan. Entre os produtos recomendados está o Protetor Térmico Yamá Nutreliss.

Cuidados na quarentena

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A profissional da Yamá Cosméticos lembra que o estresse ocasionado pelo isolamento pode causar alterações no metabolismo e, consequentemente, nos cabelos. Nestes casos, a indicação é buscar dermatologistas ou tricologistas. Já em casos de fios quimicamente danificados, está disponível o Complexo Antiemborrachamento Yamá que pode ser aplicado em casa e possui ação reconstrutora e condicionadora para madeixas muito danificadas.

No entanto, de maneira geral, a especialista recomenda hidratação com máscaras semanalmente e a umectação com óleos vegetais são ideais neste período. “Além disso, o ideal é lavar os cabelos três vezes na semana, sendo que apenas em uma das lavagens fazemos uso de máscara e nas demais, apenas shampoo e condicionador de acordo com o tipo de cabelo”, conta Marisa Russo.

Melhores óleos vegetais para os cabelos

A profissional ensina que os óleos vegetais são uma boa alternativa para acrescentar à rotina de cuidados com os fios especialmente durante o inverno. “Os óleos são uma excelente alternativa. Os mais indicados são de coco ou argan, o importante é ser óleo vegetal. Com o cabelo seco, espalhe o óleo pelo comprimento dos fios e deixe agir no mínimo por 1 hora. Recomendo o uso de touca de banho para potencializar a ação com o calor natural do couro cabeludo. Depois lave e enxague normalmente, usando shampoo e condicionador, se preferir, use também máscara de tratamento”, conta.

oleofinalizador

Existem no mercado versões que combinam diferentes tipos de óleos e que são igualmente recomendadas, como Óleo da Linha Yamasterol Cachos, que possui 12 óleos nutritivos combinados. Marisa Russo ainda comenta que para quem não tem tempo de fazer durante o dia, a opção é aplicar o óleo a noite e enxaguar na manhã seguinte. O importante é manter uma rotina de cuidados regulares em casa.

Informações: Yamá

 

Nutricionista ensina como driblar a compulsão alimentar

Em tempos difíceis, como este de isolamento físico, é natural que as pessoas busquem ferramentas para manter a qualidade de vida e tentar se aproximar ao máximo da “rotina normal”. Porém, neste processo, algumas coisas fogem do controle e podem gerar transtornos prejudiciais à saúde, como, por exemplo, a compulsão alimentar (caracterizada por uma vontade de comer mesmo sem fome).

Mudar esse padrão nem sempre é fácil e, pensando nisso, a nutricionista chefe da n2b, Aryane Emerick, dá seis dicas de como lidar com a compulsão alimentar. Confira abaixo:

O que gera compulsão alimentar?

shutterstock mulher comendo doces
Shutterstock

A compulsão pode ser gerada por vários gatilhos, não tem apenas um fator. Vou citar algumas coisas que podem gerá-la: restrições ou dietas muito rígidas que geram um comer transtornado, obsessão com a própria imagem por uma insatisfação causada por mídias sociais que vinculam imagens de corpos e ditam ser “perfeitos”, fatores genéticos ou dificuldades emocionais como depressão ou ansiedade.

A compulsão é necessariamente uma necessidade física ou psicológica? Ou pode ser os dois?

mulher comendo sorvete na cama

É uma necessidade psicológica, que faz com que você busque escapes tentando minimizá-la. Tem relação com a pessoa e as emoções que ela está sentindo, assim pode se manifestar como compulsão alimentar, é importante saber que a compulsão não é um episódio de gula, está ligada ao emocional e, por isso, é importante dar atenção ao que causa esse gatilho.

Existem alimentos que podem minimizar os efeitos da compulsão?

chá camomila
Foto: chamomileteaonline

O melhor método para minimizar os efeitos da compulsão é entender qual gatilho a está causando. O ideal é reduzir as distrações externas e tentar apreciar a comida, comendo mais lentamente para que consiga observar quando está satisfeito. Sobre os alimentos que ajudam:
-Manter se bem hidratado é essencial;
-Alguns chás que auxiliam a relaxar durante o dia e modulam alguns sintomas são o de camomila, erva cidreira, folhas de maracujá e, durante a noite, para ajudar no sono, mulungu ou camomila;
-Alimentos fontes de magnésio como vegetais verdes escuros (espinafre, couve, brócolis), semente de abóbora;
-Alimentos fontes de ômega 3 (sardinha, atum, salmão, chia, linhaça) e frutas, legumes e verduras que são ricos em antioxidantes, pois uma alimentação mais anti-inflamatória é melhor nesses casos;
-Alimentos que você mastigue mais, pois ajudam na saciedade, como pipoca, semente de abóbora ou girassol, chips de frutas.

Qual a diferença entre compulsão alimentar e vontade de comer?

compulsao alimentar
Hoje em dia, comer coisas gostosas é traduzido como compulsão, porque julgam isso como proibido, mas a compulsão não se trata disso. Compulsão é consumir uma quantidade de comida maior do que comeria em situações similares. Nela, você come muito rápido, com sensação de perda de controle, até sentir um desconforto físico, e pode ter combinações estranhas. A pessoa faz isso porque quer aliviar uma emoção por meio da alimentação. Após isso, sentimentos como culpa, angústia, vergonha, sensação de depreciação podem surgir. A vontade de comer é conhecida como fome emocional ou psicológica, aquela que temos ausência de sinais físicos (o estômago não está roncando), sentimos desejo por um alimento específico (por exemplo, chocolate) e normalmente surge não muito tempo desde a última refeição. A vontade de comer também pode estar ligada aos sentimentos, assim como a compulsão, mas não observamos uma quantidade tão grande. Em ambos os casos, trabalhar a respiração com a meditação, organizar o dia, realizar atividade física, ler e ouvir música pode ajudar.

Quais as dicas e hábitos para quem busca acabar com a compulsão?

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Alguns hábitos importantes são:
-Estabelecer horários, criar uma rotina de atividades durante o dia para se ocupar;
-Não pular as refeições (principalmente as maiores como almoço e jantar);
-Ficar atento para diferenciar se está sentindo fome mesmo ou vontade de comer;
-Mantenha se hidratado, pelo menos dois litros de água por dia, e use chás para relaxar;
-Nas refeições, não se esqueça de caprichar nas fibras: alimentos integrais, verduras, legumes para ter saciedade ao longo do dia;
-Com a ajuda de um profissional habilitado identifique os gatilhos que causam os episódios de compulsão e trace atitudes para driblá-los.

Como lidar com a compulsão neste momento de pandemia?

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É importante que você comece a identificar junto com seu psicólogo quais são os gatilhos que te levam a esses episódios de compulsão e ansiedade para trabalhar isso. Estratégias usadas como trabalhar a respiração por meio da meditação, ouvir uma música que gosta, praticar atividade física podem ajudar nesse controle. Sobre a alimentação, incluir os alimentos que citei acima como bons e manter uma alimentação equilibrada, ter opções saudáveis próximas é essencial. Se hidratar bem é importante. Buscar alimentos fontes de fibras para trazer mais saciedade, por exemplo, a semente de abóbora que você mastiga bastante, é rica em fibras e em magnésio que também ajudam, por exemplo.

Isolamento social aumenta prescrição de canabidiol nos tratamentos psiquiátricos

Levantamento de empresa brasileira pioneira no fornecimento de Cannabis medicinal ouviu médicos que já prescrevem o produto

A HempMeds Brasil conduziu uma pesquisa com médicos prescritores de CBD (canabidiol) para saber se os profissionais da saúde registraram a chegada de novos pacientes com problemas como ansiedade, depressão e distúrbios do sono como reflexo do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. De acordo com levantamento da marca pioneira na importação de Cannabis medicinal no território brasileiro, 87% dos prescritores optaram por receitar a solução de medicina canabinoide após atenderem essas pessoas.

O levantamento foi realizado sob a responsabilidade de Adriana Grosso, MSL (Medical Science Liaison) da HempMeds Brasil. “Isso acontece porque a epidemia que vivemos é um forte fator de estresse, o que desencadeia desequilíbrios neurofisiológicos”, explica a porta-voz da marca. “O canabidiol demonstrou grande potencial terapêutico diante de condições neuropsiquiátricas, sendo um grande aliado no controle de tais transtornos”.

canabidiol

Ainda segundo o levantamento, dos 31 profissionais de saúde ouvidos pela HempMeds Brasil, 35,5% afirmaram que, nos últimos 50 dias, atenderam entre seis e dez novos pacientes descrevendo aumento de problemas psicológicos por conta do isolamento social. Vale destacar que 9,7% dos médicos chegaram a ser procurados por mais de 31 pacientes com indícios de alguma doença de caráter psicológico.

A depressão, a ansiedade e os distúrbios do sono, são patologias que estão dentro de um universo de quatro milhões de pacientes brasileiros que podem ser beneficiados pelo tratamento com CBD. O alto índice de prescrição durante a pandemia comprova a confiança da comunidade médica nas propriedades e atuações do composto.

Sobre a HempMeds Brasil

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Em outubro de 2014, a HempMeds Brasil tornou-se a primeira empresa a fornecer produto à base de Cannabis com fins medicinais, o RSHO, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), de maneira judicializada. Desde então, a companhia, pioneira, atua facilitando o acesso das famílias ao fármaco. Além de facilitar o acesso aos produtos a empresa atua como relevante fonte de produção de conhecimento sobre o assunto para médicos e para a sociedade em geral, de modo a desmistificar o tema e trazer conteúdo científico de qualidade para todos.

A HempMeds Brasil atua de acordo a legislação e com as normativas vigentes em relação ao acesso a produtos de Cannabis com fins medicinais: Em dezembro de 2019, uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permitiu a venda destes produtos nas farmácias (a HempMeds Brasil prevê dispor seus produtos nas farmácias em outubro de 2020); e em janeiro de 2020, outra resolução simplificou a importação ao exigir menos documentos e aumentar a validade das autorizações.

Aposte na alimentação saudável para manutenção de um humor estável

Como os alimentos que consumimos têm influência no nosso humor diário, nesse momento de pandemia é fundamental fazer boas opções para evitar alimentos com altos índices de açúcares que promovem melhora apenas a curto prazo

Aqueles que tiveram sua rotina afetada pelo isolamento social para diminuição do contágio com o Novo Coronavírus sabem que a ansiedade tem afetado demais o humor. “O isolamento social impõe alterações importantes na rotina das pessoas, principalmente com relação às atividades fora de casa, como trabalhar, encontrar outras pessoas, ir à academia, essas são maneiras de distrair a mente e criar estímulos. O fato de ficarmos sem todas estas atividades faz com que a mente seja menos estimulada. Isso somado às incertezas acerca do futuro e das consequências da pandemia, é natural que a ansiedade aumente sobretudo em quem já tem predisposição”, afirma o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University.

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Mas a novidade é que dá para amenizar a situação com uma alimentação saudável: “Todos sabemos que uma alimentação equilibrada é imprescindível para a construção de uma saúde perfeita. Além disso, temos ciência também que a alimentação possui influência sobre o nosso humor”, afirma Marcella Garcez, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Rubez explica que a ansiedade e a depressão são interligadas. “Os pensamentos causados pela ansiedade normalmente são relacionados às incertezas e inseguranças e, portanto, é normal que promovam impacto negativo no humor, podendo, consequentemente, desencadear ou agravar a depressão”, diz o cirurgião plástico.

Já para a médica nutróloga, pesquisas recentes sugerem que não apenas os alimentos que comemos afetam o nosso humor, mas também o nosso humor pode influenciar na escolha dos alimentos que comemos. “Os nutrientes encontrados em alimentos saudáveis trabalham para que o sistema nervoso e trato gastrointestinal produzam serotonina, popularmente conhecido como hormônio do bem-estar, de forma sustentada. Os alimentos com altos índices de açúcar (doces e carboidratos farináceos), por sua vez, aumentam a energia e promovem uma melhora a curto prazo, mas os efeitos positivos são passageiros”.

Segundo Marcella, existem alguns alimentos saudáveis que estimulam a produção do neurotransmissor: “A banana é rica em carboidratos que estimulam a serotonina, além da vitamina B6, que promove energia; o brócolis é rico em ácido fólico, que ajuda a liberar serotonina e renova as células; o espinafre e as folhas escuras, por serem ricas em magnésio, aumentam a produção de energia e possuem potássio e vitaminas A, C e do complexo B, que mantêm o sistema nervoso em tranquilidade; sementes de girassol e abóbora também são ótimas opções, já que ajudam a regular o sono que, por consequência, melhora o humor”, recomenda.

Segundo a médica, também é fundamental verificar se a escolha da alimentação não está sendo afetada pelo mau-humor ou ansiedade, já que alguns recentes estudos mostram que as pessoas com um estado de espírito negativo têm maiores probabilidade de escolher alimentos açucarados, gordurosos ou excessivamente salgados, do que alimentos nutritivos.

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“Esses alimentos, apesar de contribuírem para uma melhora momentânea do humor, podem gerar, posteriormente, sentimentos indesejados como a culpa, causando degradação ainda maior do estado de espírito. Para evitar esse círculo vicioso, uma boa estratégia é apostar na alimentação saudável, com inclusão de frutas, verduras e legumes, e realizar atividade física moderada e regularmente; isso, além de trazer benefícios à saúde e contribuir para a produção dos hormônios que causam bem-estar, ajuda no controle ao consumo dos alimentos pobres nutricionalmente”, explica a nutróloga.

“A prática de alguma atividade física, mesmo em casa, gera a liberação de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar”, acrescenta Garcez.

Por fim, a nutróloga ressalta que, nesse momento, o ideal é realizar acompanhamento nutrológico com um médico capacitado e preferencialmente membro da Associação Brasileira de Nutrologia, pois ele fará um plano de alimentação e suplementação de acordo com as necessidades de cada paciente.

Fontes:
Marcella Garcez é médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de SP.
Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. Especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com o Dr Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade, e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Dicas Isdin para aproveitar o tempo em casa e turbinar os cuidados com a pele

Estar mais tempo em casa tem suas vantagens. Cuidados com a pele podem ser intensificados nesse período

Algumas pessoas estão voltando aos poucos à rotina de antes, mas muitas continuam trabalhando home office. Enquanto nos protegemos em casa sozinhos ou com a nossa família, podemos aproveitar para fazer muitas coisas que não fazíamos por falta de tempo. Uma delas é cuidar da pele.

Sabe aquela rotina de skincare que você nunca conseguiu fazer do começo ao fim? Agora é a hora. A pele precisa de cuidados diariamente. Eles auxiliam não só na limpeza e na diminuição da oleosidade da pele, mas também na desobstrução dos poros, na hidratação, na proteção e no antienvelhecimento.

A Isdin, marca espanhola referência em dermocosméticos, separou quatro de seus produtos para montar uma rotina perfeita de skincare de qualidade e com ativos exclusivos. Confira o passo a passo:

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Isdin Micellar Solution: para começar, lavar o rosto é fundamental para a retirada de impurezas e oleosidade da pele. Feito isso, recomenda-se a aplicação do Isdin Micellar Solution, água micelar 4 em 1 que limpa, demaquila, tonifica e hidrata a pele.

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K-Ox Eyes: após limpar a pele, aplique Isdinceutics K-Ox EYES no contorno dos olhos, com leves toques. Seus ativos exclusivos reduzem o volume das bolsas, clareiam as olheiras e ainda suavizam linhas de expressão. Os leves toques auxiliam na ativação da microcirculação.

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Fusion Water FPS 50+: para proteger a pele contra os raios UVA e UVB e luz visível, aplique o fotoprotetor solar facial Isdin Fusion Water mesmo se for ficar em casa. Em duas versões, sem e com cor, ele possui textura ultraleve à base de água e a exclusiva tecnologia Safe Eye Tech que não arde nos olhos, ideal, inclusive para passar ao redor dessa região onde começam a aparecer as primeiras linhas de expressão.

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Skin Drops: para finalizar, utilize Isdinceutics Skin Drops, maquiagem líquida de cobertura adaptável que se adequa às diferentes necessidades – uma gota para uma maquiagem natural ou três gotas para alta cobertura (cobre até mesmo vitiligo e tatuagens!). Skin Drops possui textura leve, toque seco e fixação por até 12 horas. Indicado para peles normais e oleosas.

Informações: Isdin

Quarentena: por que buscamos conforto físico e psicológico nos alimentos?

Comfort food: conceito de comida afetiva e confortável, que lembra aconchego e remete ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória, traz inúmeros benefícios à saúde, tanto emocionais como físicos. Mas é necessário ter cuidado com os excessos

Estamos realmente vivendo um momento diferenciado nessa quarentena, em que ficar em isolamento completo tem trazido à tona diversas emoções que ficavam escondidas com a correria do dia a dia (alguém aí ainda lembra dessa correria?). E, talvez a influência mais direta disso seja na relação com a comida: as farinhas, as preparações para bolo, o fermento, ingredientes de confeitaria e panificação, tudo isso nunca esteve tão presente nas nossas listas de mercado. Sabe por quê?

São ingredientes típicos para os comfort foods: “Por causa do momento inusitado de isolamento, muito favorável a instabilidades emocionais, o período de pandemia é muito propício para as pessoas buscarem conforto nas comidas e bebidas. O conceito Comfort Food tem origem em 1977 nos Estados Unidos como definição no Webster’s Dictionary como ‘alimento gratificante, preparado de forma simples e tradicional, que lembra a casa, a família e os amigos.’

bolo de chocolate

Mais recentemente as comfort foods são definidas como quaisquer alimentos que, quando consumidos em determinada situação, ocasionam conforto físico e psicológico”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia. E quem nesse momento não se lembra daquele bolo ou pão caseiro da mãe ou da avó?

Vários alimentos podem ser considerados comidas de conforto, porque a sensação está vinculada a preferências e experiências individuais. Podem ser desde comidas caseiras, receitas de família, sobremesas tradicionais, até alimentos saudáveis, com composição, textura e temperatura agradáveis. “Esse conceito ganha cada vez mais adeptos no mundo, na linha contrária dos fast foods e das receitas super elaboradas. O principal conceito da culinária comfort é a simplicidade”, diz a médica.

“Essa comida afetiva e confortável mexe com a memória e é ligada às boas lembranças, trazendo aconchego, ao remeter ao aroma da cozinha, da infância, de momentos e experiências especiais que ficam para sempre na memória. Ela confere inúmeros benefícios à saúde”, completa.

De acordo com a médica, existem dois grandes mecanismos para o conforto desencadeado pelos alimentos: o emocional e o físico. “As comidas podem proporcionar alívio emocional ou sensação de prazer em situações de fragilidade, quando associadas a períodos significativos da vida do indivíduo, como a infância ou a convivência em grupos como a família e amigos, ou ainda remeter a lembranças de lugares ou experiências positivas do passado”, diz a médica.

“Já com relação ao conforto físico, essas comidas são aquelas cujas características físico-químicas (composição, textura, facilidade na mastigação e temperatura) proporcionam ao indivíduo um bem-estar físico, além do emocional. Diferentes preferências em relação a estes aspectos podem ser relevantes e desencadear individualmente maiores ou menores ações na química cerebral”, diz a médica.

Além do comfort food, as pessoas também buscam prazeres em alimentos mais palatáveis, mas é necessário ter cuidado com os excessos. “Os problemas estão relacionados ao consumo excessivo e desequilibrado de alimentos que trazem conforto e prazer imediato, porém podem causar desequilíbrios metabólicos. Lembrando que ao contrário dos alimentos hiperpalatáveis, geralmente com grandes quantidades de açúcares e gorduras, que invariavelmente devem ser consumidos com muita moderação, os caracterizados como Comfort Foods podem ter composição muito equilibrada e saudável”, diz a médica.

Mas afinal, como cuidar para que não haja um excesso? “Todo consumo excessivo e monótono deve ser evitado, inclusive os alimentos com funcionalidades de propriedades de saúde devem estar inseridos em um hábito alimentar equilibrado, pois o consumo desses alimentos de forma descontrolada pode resultar em deficiências de outros nutrientes importantes”, afirma Marcella.

comfort_food bolo mesclado café

“A alimentação é prioridade em tempos de pandemia, por vários motivos. Os principais conceitos relativos a um hábito alimentar adequado são equilíbrio e moderação, portanto todas as vezes que ocorre o consumo de alimentos que podem impactar negativamente a saúde, este deve ser seguido de boas escolhas alimentares para compensar. Em uma dieta saudável tudo pode ser incluído, com ponderação”, finaliza a médica.

Fonte: Marcella Garcez é Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da Abran. Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

Dores crônicas aumentam depois de quase 100 dias de isolamento social

Mais de 150 milhões de pessoas sofrem de fibromialgia no mundo. Só as dores crônicas, no Brasil, já afetam pelo menos 37% da população. São cerca de 60 milhões de pessoas que relatam sentir dores e os números só aumentam durante o isolamento social.

De acordo com a OMS, as principais queixas de dores são, especialmente, tendões e articulações. As principais dores (aquelas que são agudas e que os episódios retornam de tempos em tempos) podem ser tratadas e prevenidas, mas depois de incontáveis dias dentro de casa e sem buscar ajuda, o problema pode se agravar ainda mais. Para isso, o fisioterapeuta Cadu Ramos, comenta como pode ser feito o tratamento que põe fim ao problema de uma vez por todas.

Mesmo dentro de casa, é preciso que o organismo aprenda a criar mecanismos para reagir as causas do problema, e, segundo o especialista, não há como tratar uma pessoa que sofre com as principais dores estruturais e de articulação sem buscar a fundo a causa das instabilidades musculares. Para isso, é preciso recuperar a força, melhorar a condição do músculo para estabilizar esse problema articular.

Cadu revela que ao se abaixar para pegar algo no chão, limpar a casa, ao se sentar no sofá ou a frente do computador ou mesmo ao manusear o celular – tudo deve ser feito com grande percepção. “Quando uma pessoa aprende sobre seu corpo o autocuidado nasce naturalmente, e os hábitos errados vão sendo corrigidos”, diz.

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Foto: Healthline

Para o especialista, o tratamento de combate a essas dores também devem ser feitas de maneira a ensinar o corpo a se movimentar depois de tratada a lesão e depois de corrigido não há isolamento que faça perder os bons hábitos criados. “As dores sazonais, tornam-se crônicas rapidinho com o sedentarismo pela sobrecarga nas vértebras que podem ocasionar um problema bem maior. Por isso, para reverter esse quadro, Cadu aposta em alguns exercícios importantes de alongamento e alinhamento postural”, afirma.

Pescoço, ombros, braços e costas são sempre os primeiros a serem afetados pelas dores crônicas depois de tanto tempo em casa. “Os ombros sofrem os primeiros sinais do excesso de peso que sobrecarrega a musculatura e as articulações da região, causando processos inflamatórios e, em casos mais graves, até artrose, diz.

Com a postura incorreta, os músculos do pescoço ficam tensos e doloridos e esse incômodo pode se estender para outras regiões, como a cabeça e promover até a cefaleia tensional. “Essa dor ainda pode irradiar para os braços e punho porque quando o peso da bolsa comprime esses nervos, gera desde inflamações até dormência e formigamentos. E por fim, as costas é acometida porque um dos lados é mais exigido”, afirma.

Alguns exercícios de manipulação e alongamento podem ajudar, além de compressas frias ou quentes – dependendo da lesão e da dor. “A bolsa quente relaxa a musculatura, já os quadros mais agudos são tratados com gelo. Mas, essa decisão só pode ser tomada com a ajuda de um especialista, nunca em casa sozinho”, alerta Cadu.

Alguns exercícios podem ser feitos para aliviar as dores crônicas

Aperto de mãos em si mesmo

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Em pé, junte as mãos atrás do corpo, como se estivesse fazendo um aperto de mãos em si mesmo e com as mãos ainda unidas, puxe os ombros para trás sem mover o pescoço. Os ombros devem ser puxados até o peito se abrir e sentir o estiramento dos músculos. Essa posição deve ser realizada por 30 segundos.

Escápulas

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Chicago Sun Times

Sentada, tente unir as escápulas o máximo que puder (que são aqueles ossos das costas que ficam atrás dos ombros) como se estivesse tentando segurar algo bem pequeno entre elas. Enquanto elas flexionam, os ombros devem se mover para baixo, em relação às orelhas. Esse exercício pode ser feito por 10 segundos e repetido 10 vezes diariamente.

Alongamento deitado

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Sem desculpas, esse exercício dá para fazer pela manhã, ao acordar, ou à noite, antes de dormir. Deite com as costas na cama e os pés no chão. Nessa posição, os joelhos devem estar flexionados e para cima. Enquanto isso, os braços devem ficar estendidos longe do corpo, com as palmas das mãos para cima. Deixe sentir um leve alongamento nas costas e nos ombros por cerca de 10 minutos.

Fonte: Cadu Ramos é fisioterapeuta clínico Especialista em Fisioterapia e Traumatologia – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório – Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria – trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo.