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Adultos na rede: inabilidade prejudica pessoas mais impulsivas e ansiosas, diz terapeuta

Especialista recomenda que pessoas usem a tecnologia com cuidado, para não gerar ainda mais solidão e afastamentos

Fala-se muito da tecnologia e crianças, os cuidados, os estímulos e tudo que podemos e devemos fazer para proteger nossos pequenos. Mas e os adultos, como estão lidando com essa novidade tecnológica? Quais as regras de tudo isso e qual a melhor maneira de utilizar?

Segundo a terapeuta transpessoal Wanessa Moreira, que também é master mentoring em coaching corpo e mente, “a inabilidade em usar algo de alcance tão grande e tão rápido, tem prejudicado e muito as pessoas mais impulsivas e ansiosas”.

E nesse compasso, as relações entre as pessoas estão sendo prejudicadas. “Sabe aquela frase: pronto falei? Vai lá e faz o textão, ou crítica uma outra pessoa, e mesmo que se arrependa depois, já foi, centenas ou milhares de pessoas já tiveram acesso… e agora?”, indaga a profissional que trabalha como orientadora pessoal.

Para a especialista, as pessoas tristes e magoadas saem impondo suas regras umas sobre as outras no ambiente virtual. “E para onde vai toda essa energia e tempo gasto? Coloca as pessoas ainda mais no estresse de sobrevivência e em uma frequência, uma vibração que rouba a nossa bateria de amor com a vida”, afirma Wanessa.

O resultado de tudo isso, de acordo com a terapeuta, é o aumento da irritação, reclamação e uma procura intensa por verdades, que nunca irão chegar. “E sabe por quê? Não há um lado certo, há sim o lado de cada um, e quando se perde o respeito, só é possível ver os erros que sobraram. E as pessoas vão se perdendo ao invés de usarem a conexão da tecnologia para se encontrar”, diz.

Não é sobre tirar um do outro e, sim, sobre um somar ao outro, exemplifica Wanessa: “Não preciso me incomodar porque o outro é feliz nas fotos das redes sociais, sejam fotos reais ou não, é o que a pessoa posta. Posso me inspirar no que ela está mostrando e aplicar na minha vida aquilo que eu busco”,argumenta a terapeuta.

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Getty Images

Portanto, a terapeuta transpessoal recomenda que as pessoas usem cada vez mais a tecnologia com o significado de ‘conexão’: “União, uma relação de dependência; em que há lógica, nexo e coerência, como o próprio dicionário define. Um significado que é tão rico por si só, ao invés de gerarmos mais ainda solidão e afastamentos”, recomenda.

Fonte: Wanessa Moreira é terapeuta, orientadora pessoal e Master Mentoring em Coaching Corpo e Mente, com pós-graduação em psicologia transpessoal.

O vício nas redes sociais e os impactos na saúde

Pesquisa da Diário de Campo revela que 64% das pessoas são compulsivas pelas redes sociais e 84% acompanham a vida de influenciadores digitais. Especialista alerta que a adesão maciça às redes pode ser prejudicial à saúde

A pesquisa #Hashtag Seguidores, realizada pelo Instituto de Estudos de Comportamento e Consumo Diário de Campo, com 1.260 pessoas de todo o Brasil, revelou que o hábito de acompanhar / seguir blogueiros(as) / influenciadores / celebridades é expressivo no país. E o hábito de acompanhar a vida de amigos, conhecidos e estranhos pode até gerar compulsão. O tempo excessivo gasto olhando e/ou curtindo fotos e vídeos no Instagram, por exemplo, tem efeitos diversos para a saúde e vida dos heavy users.

Das pessoas que estão no Instagram:
=84,3% dizem gostar de seguir e acompanhar com frequência blogueiros(as)/influenciadores/celebridades;
=12,2% seguem, mas não veem perfis dos influenciadores com muita frequência;
apenas 3,5% não seguem/não gostam de seguir influenciadores.

E os efeitos de acompanhar a vida de amigos, conhecidos e estranhos geram compulsão:

=64% dos entrevistados se consideram viciados na rede social Instagram;

=43% se assumem viciados em acompanhar influenciadores digitais.

“Esse número é ainda maior, pois há pessoas que não têm consciência ou então se envergonham e não admitem esse vício. Presenciamos isso durante o campo da pesquisa.”, revela Julianna Queiróz, sócia da Diário de Campo Pesquisa.

mulheres usando celular smartphone

O comportamento de entrar frequentemente em rede social e de seguir influenciadores tem alto impacto na vida das pessoas. A psicanalista Flávia Hasky, que estuda como a internet afeta as relações de cada um consigo mesmo e com os outros, explica que esse vício tem efeitos diversos e impacta cada indivíduo de modo singular

Flávia indica que “para uma pessoa mais desenvolta socialmente essa adesão maciça às redes sociais pode ser prejudicial, por reduzir os momentos de convívio com amigos íntimos e familiares, com a natureza ou mesmo o envolvimento em atividades culturais, por exemplo. Há ainda uma diminuição preocupante da capacidade de se haver com o tédio, de lidar com a própria solidão.”, completa.

Bruna Elia, de 24 anos, mestranda em antropologia, identifica alguns desses danos: “o Instagram não tem fim. Fico olhando e de repente me toco que eu estou há 2 horas sem fazer nada. Perco a hora, sempre me atraso pra sair de casa e ainda fico ansiosa por não conseguir ver tudo. Faço print para ler depois. Parece que você está presa ali. É como se ficasse dopada.”

No entanto, a psicanalista esclarece que para uma pessoa mais tímida pode até ser benéfico, pois o mundo dela tende a se expandir. ¨Ela se abre para realidades com as quais dificilmente teria contato por ser mais retraída socialmente.”, explica.

A médica Bruna Gomes, de 27 anos, diz que já aprendeu muito com as influenciadoras que segue. “Elas me fazem pensar sobre mim, me ajudam a refletir sobre vários assuntos, ampliam o meu olhar para o mundo. Já até mudei a minha forma de pensar por causa delas.”

Aspiracional

jovem mulher usando celular pexels

A pesquisa da Diário de Campo também revelou que redes sociais como o Instagram fomentam o aspiracional, ou seja, o sonhar com aquilo que não se tem: 67% das pessoas dizem preferir ver dicas de lugares, passeios, produtos que sabem que não podem pagar, mas que inspiram e fazem sonhar.

¨Se por um lado esse hábito de estar em contato com o inalcançável pode manter as pessoas em um constante lugar de falta, de escassez, elevando os níveis de ansiedade, por outro, paradoxalmente, também tem uma função terapêutica”, explica Renata Del Caro, também sócia da Diário de Campo Pesquisa.

Além disso, os influenciadores, por exemplo, têm um papel muito importante na construção de autoconfiança.

=56% das pessoas dizem que os influenciadores as ajudam a ter mais autoestima e se aceitarem como são;

=51% dizem que os influenciadores as ajudam a encarar a vida de forma mais positiva;

=44% das pessoas dizem que os influenciadores as ajudam a se relacionarem melhor com amigos, familiares, parceiros.

“Muitos influenciadores incluem em suas postagens frases motivadoras, de autossuperação, autoaceitação, dando estímulos necessários em momentos de carência e, até mesmo, aplacando e preenchendo o lugar de falta que o própria rede social fomenta com suas imagens, corpos e vidas perfeitas. Já, inclusive, nos deparamos com depoimentos de casos de depressão que foram amenizados por estímulos de influenciadores.”, diz Julianna Queiróz.

Para Jaqueline da Silva, de 38 anos, seguir pessoas que ela considera de sucesso, a ajuda a ter ideias de como melhorar sua própria vida. “A gente fica querendo acompanhar o que uma pessoa bonita faz para ficar daquele jeito. Quero ver a carreira dela para saber o que ela fez para chegar a esse patamar”, conta Jaqueline.

A influenciadora digital Kika, do perfil no Instagram @DicadaKika, diz perceber que “Hoje em dia está faltando mais esse contato mais próximo entre as pessoas. Vejo as pessoas mais carentes. Então, se a pessoa te vê ali falando no story, ela acha que você está conversando só com ela. Quando eu faço um story, eu penso que eu estou falando para aquela pessoa que está me vendo.”

É assim com Liliane Pereira, de 39 anos, uma das participantes da pesquisa Hashtag Seguidores: “Ver a Kika, do @DicadaKika, toda manhã me faz ter vontade de sair de casa, de viver! Ela ainda me apresenta lugares que antes eram só em sonho pra mim. Um dia ela até me incentivou ir no Copacabana Palace. Vendo ela lá e então sabendo como tudo é lá, acreditei que eu também podia ir.”

Escapismo

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Pexels

Redes sociais voltadas a fotos e vídeos espontâneos – como o Instagram – são escolhidos para momentos de escape do dia a dia, das questões pessoais, momento para espairecer. “O Instagram amplifica os espaços vazios dentro da rotina. Curtos momentos de pausa entre uma atividade e outra são expandidos.” explica Renata Del Caro.

=53% porque ajuda a passar o tempo;
=50% seguem porque os influenciadores são engraçados;
=45% seguem porque gostam de ver estilos de vida diferentes dos deles;
=41% seguem porque se sentem bem em ver pessoas que pensam como eles.

Metodologia

A etapa quantitativa da pesquisa #Hashtag Seguidores foi realizada por meio de questionários online com 1.260 pessoas, de 14 a 55 anos, de todas as regiões do Brasil. A etapa qualitativa foi composta de 30 entrevistas em profundidade presenciais e online. A pesquisa se deu entre março e maio de 2019.

Fonte: Instituto de Estudos de Comportamento e Consumo Diário de Campo Pesquisa

É possível ser feliz em tempos de redes sociais?

A resposta é sim, segundo a master coach Flora Victoria, nomeada “embaixadora da felicidade no Brasil” pelo World Happiness Summit

As redes sociais tornaram-se o local em que amigos e figuras públicas mostram, além de ideias e posicionamentos, sua vida íntima. A crítica mais ferrenha às elas decorre de uma falta de “verdade” demonstrada nas postagens. Muitos ainda não compreendem que há uma “edição” da realidade, e se sentem decepcionados com a própria vida, supostamente, menos interessante que a de sua rede de contatos.

A verdade é que essa versão revela apenas uma parte do todo ou pinta os acontecimentos com cores mais vivas. Por isso, imergir neste tipo de ambiente virtual pode levar à frustração e a todo tipo de sentimento negativo. Em alguns casos, até mesmo a um quadro clínico de depressão.

Há estudos científicos que comprovam o poder das redes sociais na diminuição da felicidade pessoal. Uma equipe do departamento de psicologia da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, analisou as experiências de 143 estudantes, de 18 a 22 anos, com as três plataformas mais populares entre os alunos da graduação: Facebook, Snapchat e Instagram. Os resultados apontaram que, quem ficou nas redes por mais tempo, teve aumento significativo na sensação de solidão.

E como sair dessa?

jovem mulher usando celular pexels

Da mesma forma que há estudos para apontar o que pode fazer mal à saúde mental humana, há outros que revelam o que faz bem. Um dos mais sérios é em torno da ciência da felicidade, a psicologia positiva. O objetivo é focar nas forças, ao invés das fraquezas, e fazer com que as pessoas adquiram competências para lidarem com suas vidas cotidianas, sendo capazes de intervir de forma proveitosa.

Com a psicologia positiva, condições que envolvem relações interpessoais, propósito, satisfação, e motivação deixaram de ser abstratas e passaram a ser analisadas de forma sistemática e científica.

“Por meio da neurociência, descobrimos que disfunções na amígdala ou baixos níveis de dopamina ou serotonina podem ter origens genéticas, mas, pelo menos, 50% do nosso bem-estar está diretamente conectado ao ambiente, e por isso é tão importante que criemos um ambiente propício a ele”, explica Flora Victoria, mestre em Psicologia Positiva Aplicada, pela Universidade da Pensilvânia, e presidente da SBCoaching.

Como encontro meu bem-estar

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Pixabay

O bem-estar é mais que a ausência de estados psicológicos negativos; ele é diretamente influenciado por perspectivas subjetivas, por metas alinhadas a propósitos, que trazem satisfação. “Sem se dar, a pessoa pode acabar se autossabotando. A busca pelo bem-estar pleno, inevitavelmente, fracassa, porque ela deixa de atender suas necessidades e desejos enquanto indivíduo”, conta Flora Victoria.

Por isso, ter atenção ao tempo gasto nas redes sociais e ao nível de importância dado a elas é fundamental para o indivíduo entender como isso está afetando seu bem-estar, um índice mensurável e que decorre da satisfação nos diversos domínios da existência.

Para entender se o bem-estar é parte integrante da vida, é preciso atentar-se àquela sensação agradável e recompensadora ao fim do dia. “Pessoas que mantêm relações mutuamente satisfatórias, veem sentido em suas atividades e têm um senso de controle sobre o que vivem. São indivíduos que certamente vivem este sentimento sensação de bem-estar”, diz a especialista em psicologia positiva.

Cinco dicas do professor da felicidade

Outro expoente da área de psicologia positiva, o israelense Tal Ben-Shahar, acredita que ser feliz não é estar bem o tempo todo, mas saber agir com o desconforto e não deixar de ficar bem mesmo em situações difíceis. A seguir, ele dá algumas dicas preciosas para processar emoções ruins:

Aceitar os erros

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– Aprender que falhar é parte do processo de inovação, por isso deve-se “abraçar o stress e o fracasso”, pois isso faz parte do que é ser humano.

Simplificar a vida

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– Dar tchau à ansiedade e praticar a paciência durante as tarefas.

Praticar exercícios físicos

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– Estimular o sistema circulatório, liberar tensões e produzir endorfina no corpo, promove a sensação de bem-estar.

Ter um hobby

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Depositphotos

– Dar um tempo nas obrigações, tarefas e compromissos do dia a dia e dar um alô para o prazer da atividade preferida.

Praticar a gratidão

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– Ir além da racionalidade, da obrigatoriedade de agradecer; o sentimento de ser grato é o que conduz à felicidade.

Fonte: SBCoaching (Sociedade Brasileira de Coaching)

Geração 6.0 conectada: avós e avôs acessam cada vez mais as redes sociais

Levantamento realizado pela TIM aponta que 61% dos clientes acima de 60 anos utilizam pacotes de internet

Hoje, dia 26 de julho, comemora-se o dia dos avós, pessoas que até pouco tempo atrás ainda eram consideradas “analógicas”. Porém, o desenvolvimento da tecnologia tem aberto espaço para as mais diversas faixas etárias, inclusive para os que têm 60 anos ou mais. A TIM fez um levantamento para analisar o comportamento de homens e mulheres dos segmentos pré, controle e pós, a partir dessa idade, e como é a relação deles com o avanço tecnológico nos dias atuais.

Os dados revelaram que 61% dos clientes acima dos 60 anos utilizam pacotes de dados. Isso pode ser atribuído pela popularização da internet via celular, bem como pelo crescimento do uso dos smartphones. O levantamento ainda aponta que as mulheres, quando o assunto é quem usa mais a internet, têm vantagem – 63% delas usam dados.

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Depositphotos

A pesquisa também levou em consideração onde estão os idosos mais conectados do país. Os “vovôs” e vovós” do Rio de Janeiro e da capital paulista são os maiores fãs da internet com, respectivamente, 72% e 71% das conexões brasileiras. Outro dado interesse é que quase a metade das pessoas acima de 60 anos, moradoras da região nordeste, utilizam a grande rede.

Curtidas e bate-papo pelo “zap”

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Foto: PC Tech Magazine

Quando o quesito é sobre o que acessam na internet, as redes sociais são os grandes destaques, seguidos pelos apps de comunicação e os de serviços de streaming de vídeo. Se somados, estes três primeiros itens configuram 55% dos aplicativos mais utilizados pela geração 6.0.

Os aplicativos para relacionamento, jogos e alimentação já aparecem como sendo alguns já buscados, mas ainda não despertaram interesse por parte deste público, com somente 1% de utilização pela base de clientes.

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Foto: Masterfile

O Facebook é o aplicativo mais utilizado por quem tem 60 anos ou mais. A plataforma foi apontada por 97,3% e só fica na frente do WhatsApp (97,1%). O Youtube também se destaca e está na terceira posição de aplicativos mais acessados, com 95,1%.

Fonte: TIM

Assédio de brasileiros na Rússia provoca repúdio de internautas

Um vídeo em que um grupo de brasileiros na Rússia assedia uma mulher de nacionalidade não identificada causou revolta nas redes sociais nos últimos dias, de acordo com levantamento realizado pela FGV DAPP. Entre as 15 horas de sábado (16) e as 18 horas desta terça-feira (19), o assunto mobilizou 55 mil publicações no Twitter, na sua maioria de repúdio ao comportamento machista e ao uso de termos depreciativos contra a mulher. Não se observa, entre os tuítes de maior repercussão, divergências ou relativizações quanto à gravidade do episódio.

Quatro dias depois da divulgação do vídeo, a discussão ainda apresenta fôlego na redes sociais e às 16 horas desta terça-feira (19) foi registrado o principal pico de menções sobre o assunto, com 39 tuítes por minuto. As publicações reverberam a divulgação das identidades de três dos homens que aparecem nas imagens.

O primeiro pico de menções ocorreu ainda no domingo (17), quando, às 16 horas, houve uma média de 30 tuítes por minuto sobre o assunto. Nesse dia, começaram a ser identificados os participantes do vídeo. A publicação mais retuitada no período, com 13,4 mil compartilhamentos, destaca, por exemplo, que um dos homens é ex-secretário de Turismo de Ipojuca, em Pernambuco.

Tuíte mais retuitado sobre o tema (link)

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A partir de domingo destacou-se também um tuíte que convoca manifestações no aeroporto para quando um dos participantes do episódio chegar ao Brasil. Já na segunda-feira (18), iniciou-se ainda uma nova discussão, agora denunciando o racismo contido nas expressões usadas pelos homens, e que já conta com cerca de 2,5 mil menções (4,5% do total).

No debate sobre o vídeo, as hashtags #machismonacopa e #nãopassarão foram as que tiveram o maior número de menções, com 2,2 mil e 1,6 mil tuítes, respectivamente. Já entre as cinco palavras mais utilizadas, lidera a palavra “russa”, que se especula ser a nacionalidade da mulher do vídeo, que consta em 26,9 mil tuítes (49% do total). As outras quatro são: “brasileiros”, “vídeo”, “secretário” e “jatobá”.

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Na distribuição regional dos tuítes, em números absolutos lideram os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro (12,1 mil publicações cada) e Pernambuco (4,4 mil), estado de Diogo Jatobá. Ponderado pelo número de usuários por região, Pernambuco lidera, seguido por Piauí e Ceará. Já o emoji mais utilizado foi o rosto aborrecido, que aparece em 2,5 mil postagens (ou 4,5% do debate).

Fonte: FGV

 

Descobri que meu parceiro está em um aplicativo de paquera. E agora?

Dizem por aí que trair e coçar é só começar. E depois da invenção das redes sociais, dos aplicativos e dos sites de relacionamento, a traição pode estar na ponta dos dedos, literalmente. Mas, o que você faria se descobrisse que seu(sua) parceiro(a) mantém um perfil em um destes aplicativos? Será que apenas ter o perfil pode ser considerado traição?

Para Marinas Simas de Lima, psicóloga, terapeuta de casal e cofundadora do Instituto do Casal, descobrir que o(a) parceiro(a) tem um perfil em sites e aplicativos de relacionamento não é o fim do mundo, mas pode ser um sinal de que a relação precisa de ajustes.

“Nesses casos é importante manter a calma. Claro que a descoberta pode gerar raiva, frustração e tristeza, mas isso não justifica atitudes extremas. O melhor é conversar e entender porque o(a) parceiro(a) fez isso e até onde chegou, ou seja, se ficou no virtual ou foi para o real”.

A psicóloga comenta que muitas pessoas usam aplicativos de paquera para melhorar a autoestima, por exemplo, sem a intenção de trair. “Conversar, sentir-se desejado e conhecer pessoas podem ser outros motivos, que não especificamente procurar um ‘crush’ ou um caso extraconjugal”.

Traição ou não?

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Mas participar de sites ou aplicativos de paquera é traição ou não? Para a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, terapeuta de casal e cofundadora do Instituto do Casal, cada um tem seu próprio conceito de infidelidade. Para algumas pessoas, um olhar já pode significar uma traição e para outras é preciso ter contato íntimo ou envolvimento afetivo para considerar-se traído.

“Por isso, cada casal e cada membro do casal poderá fazer uma leitura diferente de participar de aplicativos ou sites de relacionamentos. Podemos dizer que a traição acontece quando um dos membros do casal quebra os acordos e os combinados daquela relação”.

O amor nos tempos da web

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“Vivemos em um novo tempo. Depois da invenção das redes sociais e aplicativos de relacionamento, o amor nunca mais será o mesmo. Portanto, os casais precisam encontrar novas maneiras de lidar com essas novidades e definir os limites e combinados”, diz Marina.

Para Denise, o problema não é a tecnologia, mas sim a maneira como as pessoas se comportam, seja no mundo virtual ou não. “Como sempre dizemos, a traição é e sempre será uma questão de escolha. Há outras maneiras de trabalhar a autoestima e se sentir desejado, sem precisar participar de sites de relacionamento”.

Dicas das Especialistas

=Diga a verdade: o casal deve ser transparente quanto à participação nas redes sociais, seja ela qual for. Lembre-se de que mentira tem perna curta, curtíssima quando se trata do mundo digital.

=Estabeleça regras: o casal precisa criar suas regras e conversar sobre a traição, assim como estabelecer os limites e entender o que é considerado infidelidade e o que não é.

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Foto: Philly

=Tenha mais empatia: o ideal é se colocar no lugar do outro. Isso quer dizer que antes de sair criando perfis em sites de relacionamento, pergunte se você gostaria de descobrir que seu(sua) parceiro(a) também tem um. Como você se sentiria?

=As redes sociais não são o problema: não importa qual é a rede social usada para procurar um crush ou um caso extraconjugal, o fato é que se o relacionamento não está bom, não adianta excluir o perfil, pois isso não vai resolver os conflitos. O que resolve é sentar e conversar abertamente sobre o que precisa ser melhorado para que ambos se sintam felizes e satisfeitos.

Menos tecnologia ajuda a aproximar o casal

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Para finalizar, Marina e Denise afirmam que o uso excessivo da tecnologia leva ao afastamento do casal. “Há casais que saem para jantar e, em vez de conversarem, ficam no celular. Muitos conversam pelo WhatsApp estando na mesma casa. Por isso, o ideal é reduzir ao máximo o uso da tecnologia nos momentos dedicados ao casal, como na hora das refeições, de noite e nos momentos de lazer, etc.”.

“Precisamos nos lembrar que a satisfação conjugal está ligada à conexão, à intimidade e ao tempo dedicado ao relacionamento. Assim, o ideal é procurar se reconectar ao outro, sem a interferência da tecnologia”, concluem as terapeutas.

Conheça as redes sociais do blog

Olá

Esta postagem é para avisar aqueles que ainda não sabem que também estamos nas redes sociais, e aproveitar para convidar você a seguir o blog por elas.

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Obrigada

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Grande beijo!

 

Vida saudável: internet é a principal referência dos brasileiros

A facilidade de acesso e o grande número de informações atraem os usuários, porém especialistas alertam que é preciso ter cautela

O ambiente virtual criou um mundo totalmente novo, que não se limita ao espaço/tempo. Diferente dos jornais, revistas e demais meios convencionais, que dependiam do número de publicações, espaço físico e data de veiculação, na internet o fluxo de notícias, artigos e informações, acontece de maneira frenética e exacerbada.

Além disso, o meio digital também proporcionou ao seu público novas formas de interação, por meio dos comentários, reações e compartilhamentos e, com o avanço da tecnologia, tudo isso vêm se tornando cada vez mais acessível e inflado. As pessoas usam a internet para tudo, até mesmo como fonte principal para assuntos relacionados a algo tão sério como a saúde, é o que revela uma pesquisa exclusiva, realizada pela Banca do Ramon, um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo.

De acordo com o levantamento, o número de pessoas que acessam a rede para sanar dúvidas nutricionais é maior do que aqueles que recorrem a um especialista, já os veículos de informações convencionais aparecem em último lugar na consideração dos entrevistados. Mas até que ponto podemos confiar nas informações que circulam na web, ainda mais diante de um tema tão importante? Os especialistas alertam: cautela é fundamental e toda informação deve ser checada, além disso, a prática não dispensa a consulta de um profissional capacitado.

Sobre o estudo

De acordo com a pesquisa “Do essencial ao Gourmet – o que os brasileiros pensam sobre alimentação saudável e produtos premium”, que contou com 1.360 participantes, mais de 40% das pessoas consulta, principalmente, a internet para obter informações sobre alimentação saudável. Menos de um terço dos entrevistados (28%) apontou o médico ou nutricionista como principal referência na hora de conseguir esse tipo de informação; 16,4% consultam, principalmente, as pessoas mais próximas, do convívio social ou familiar.

Já os programas de TV, que em um cenário anterior ao advento da internet certamente figuravam no topo da lista de relevância, atualmente são consultados por menos de 3% das pessoas. É fato que a internet roubou a cena, passando em frente até dos profissionais da saúde, e isso, ao contrário do que se possa pensar, não é exclusividade dos menos favorecidos, pois, mesmo entre aqueles com renda familiar elevada o hábito de consultar essas informações na internet é predominante, pois, mais de 55% dos entrevistados ganham acima de cinco salários mínimos.

Dia Mundial da Alimentação

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Comemorada no dia 16 de outubro, a data especial tem como propósito alertar a população sobre a importância de uma nutrição consciente e hábitos alimentares mais saudáveis. O tema abre espaço para uma reflexão diante de dados alarmantes: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), na última década doenças como obesidade e diabetes aumentaram para 60% e 61%, respectivamente, além disso há outras preocupações, como colesterol e hipertensão.

Em contrapartida é evidente que, com a ajuda da internet, uma corrente está se formando em prol dos hábitos saudáveis, mas é preciso, antes de aderir ao movimento, verificar se ele está na direção certa, ou se a prática faz o caminho contrário à boa saúde.

O boom das redes sociais

As plataformas voltadas a promover maior interação entre seus usuários conquistaram um importante espaço na vida dos brasileiros. De acordo com a revista Forbes, o Brasil é o maior usuário de redes sociais da América Latina, com cerca de 93,2 milhões de pessoas acessando a web para estes fins, o que corresponde a mais de 45% de toda a população do país, segundo o Instituto Brasileiro de geografia e estatística (IBGE).

Entre as principais, as redes de Mark Zuckerberg lideram a lista: WhatsApp, Facebook e Instagram são as preferidas por aqui e contribuem para difundir diversas informações, desde publicações pessoais às notícias jornalísticas, e esse é um dos fatores que ajudaram a alavancar o fenômeno “fitness” na internet, especialmente o Instagram.

Geração saúde na web

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Foto: Depositphotos

Na rede social de fotos, usada principalmente em smartphones, o usuário pode acompanhar perfis de famosos, marcas, amigos, familiares e outros. E, dentro desse vasto universo, formou-se uma corrente de pessoas que pregam a saúde e boa forma, compartilhando fotos de receitas e pratos saudáveis, rotina de exercícios físicos e os resultados obtidos com esse estilo de vida: as montagens de “antes e depois”.

Para a nutricionista Juliana Tomandl, consultora da Banca do Ramon, essa prática pode trazer tanto benefícios quanto malefícios às pessoas, tudo dependente da maneira como ela é feita.

“Esse movimento em prol de hábitos mais saudáveis pode ser muito positivo se usado de forma correta, pois, as pessoas adeptas a esse estilo de vida se seguem e dão apoio umas às outras, incentivando a malhação, reeducação alimentar, o consumo de ingredientes naturais, etc. Além disso, pode ser estimulante acompanhar os registros dos esforços de como alguém mantém ou busca a boa forma, e ver os resultados atingidos ainda pode ser um incentivo a mais”.

Grupos de apoio e motivação

Um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Sul afirma que os sites de relacionamento realmente têm o poder de ajudar seus usuários a emagrecer. Na pesquisa o Twitter foi usado como ferramenta de apoio para que os voluntários enviassem mensagens incentivando os outros participantes e, no final de seis meses, todos perderam em média 2,7% de seu peso. Segundo os pesquisadores o micro blog se mostrou uma alternativa mais econômica e rápida para atingir um grande número de pessoas que querem chegar a um peso saudável.

A onda dos desafios

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O problema, de acordo com a nutricionista, é que muitas vezes as pessoas escolhem esse meio como a principal referencia e não buscam o auxílio de um especialista, isso faz com que muitos caiam em armadilhas que sabotam a dieta e emagrecimento ou, até mesmo, em situações prejudiciais à saúde.

“Enquanto se prega reeducação alimentar, valorização de produtos naturais e atividades físicas, está tudo certo, mas alguns perfis nessas redes sociais não se limitam a isso. Eles divulgam novas dietas, cardápios restritivos, ditam quantidades e excluem nutrientes importantes, e as pessoas acabam sendo influenciadas”, afirma.

Ao passo em que se aproxima o verão, os cuidados com a boa forma se intensificam e a nova febre do Instagram são os desafios nos quais um regime específico é adotado por determinado período para eliminar os quilos a mais, diante disso a especialista alerta: todo cuidado é pouco.

“Já vi pessoas falando sobre o ‘desafio de 30 dias bicho e planta’, no qual só é possível se alimentar de carnes, frutas e vegetais, ou ainda os desafios da dieta líquida ou detox. É muito perigoso entrar nessa onda por conta própria, pois, apesar de focar em ingredientes saudáveis, o corpo precisa de todos os nutrientes para funcionar corretamente e, em determinados casos, ao invés de ajudar, pode atrapalhar o metabolismo e prejudicar o organismo” – explica Juliana.

Cuidado com as “Fake News”

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Outro fator que também merece bastante atenção é a credibilidade das fontes, a nutricionista afirma: ”Nem tudo o que se veicula na web está correto. Muitas informações são divulgadas por pacientes que se consultaram e estão repassando as orientações, ou pessoas que se acham entendidas do assunto, mas não têm a base cientifica para dissertar a respeito. Para não acabar seguindo alguém que publica informações desencontradas é necessário ponderar bem as referências”.

Nutricionista é a fonte comprovada

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Foto: Is-Med.com

Juliana aconselha que o uso da Internet e redes sociais, com o objetivo de estimular hábitos alimentares mais saudáveis  em prol da saúde e boa forma, seja feito associado a um acompanhamento por um profissional da saúde capacitado, como um nutricionista. Esse profissional está apto a prescrever a melhor dieta de acordo com as características individuais de cada paciente.

“Somente o especialista pode dizer com precisão qual o melhor procedimento para cada caso. Além disso, ele também pode realizar o exame de bioimpedância para avaliar a composição corporal e verificar quanto de gordura é necessário eliminar e quanto se tem a ganhar de massa magra, e ainda pode mensurar os resultados da dieta e malhação de cada um”, explica a nutricionista.

Embora, atualmente, muitos especialistas também façam uso de ferramentas digitais, como redes sociais, blogs e sites, para compartilhar informações sobre alimentação saudável, segui-los não dispensa uma consulta presencial. Juliana explica que as informações compartilhadas por esses profissionais, embora tenham boa procedência, buscam falar com o público em geral e não se atentam as particularidades.

Para finalizar, a especialista dá a dica: “Como um grupo de apoio informal, a web tem várias formas positivas de incentivo, desde os sites com diversos artigos, até as plataformas de relacionamento, mas, de forma alguma, isso substitui o acompanhamento especializado, portanto, para garantir os melhores resultados, o nutricionista é o melhor aliado”.

Fonte: Banca do Ramon

 

 

 

 

Primeira rede social commerce de moda chega ao Brasil

Uma nova e surpreendente novidade está chegando para os apaixonados por moda e redes sociais. Trata-se do Clooset, primeiro mix de rede social com e-commerce de moda do mundo. Idealizado e criado pela CEO do Grupo Fhits, Alice Ferraz, a plataforma, que vai ser lançada durante a semana de moda de São Paulo, permite que o usuário compre o look-desejo não só das grandes personalidades, como também do seu feed de amigos em uma rede social que tem foco em moda, beleza e lifestyle.

O objetivo é reunir o que há de melhor em termos de tecnologia e navegação em redes sociais, além de oferecer aos usuários o conceito literal do See Now, Buy Now, que direciona para a oferta imediata de produtos que influenciadoras e celebridades estão usando naquele momento, com agilidade e segurança de que a peça escolhida está disposição para entrega imediata.

Os usuários criam seu perfil, compartilham suas escolhas e salvam seus produtos favoritos. Ainda recebem alertas de promoções e podem convidar amigas a interagir com outras pessoas. Você visita, se inspira, descobre e pode comprar o que tem no closet das suas amigas, influenciadoras e celebridades. O acesso é exclusivo e os usuários mais engajados são convidados para o Clooset. Para isso, devem fazer seu cadastro pelo site ou download do aplicativo para iOS e Android (disponível nas lojas de apps).

“Há dois anos percebi que as redes existentes traziam apenas inspirações, não era possível comprar a exata peça que desejamos. Com o Clooset, vamos além: conseguimos não só comprar aquele look desejo, como também interagir com outros usuários que trazem a moda como sua paixão”, explica Alice Ferraz.

“A oportunidade de engajar usuários com uma comunicação de qualidade por conteúdos premium é a inovação que o Clooset apresenta às marcas e influenciadoras de moda e beleza, para um mercado ecommerce que prevê crescimento de 12% no Brasil, com faturamento de R$50 Bilhões em 2017”, conta Marcel Mendonça, CEO do Clooset.

Sobre as personalidades que fazem parte do time:

Alice Ferraz

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CEO do F*Hits – a primeira plataforma de Influenciadores Digitais de moda e lifestyle do mundo – e Ferraz Moda, Alice Ferraz é uma das maiores empresárias brasileiras do setor de moda e autora do livro “Moda à Brasileira

Camila Coelho

camila coelho

Com mais de seis milhões de seguidores no Instagram, Camila Coelho é uma das maiores influenciadoras digitais de moda e beleza.

Patrícia Abravanel

patricia abravanel

Apresentadora do SBT e filha de um dos maiores ícones da televisão, Patrícia Abravanel tem hoje mais de quatro milhões de seguidores nas redes sociais.

Raíssa Santana

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Simpaticíssima e dona de uma beleza estonteante, Raíssa Santana é Miss Universo 2016 e F*Hits Digital Influencer Model.

Sobre o Clooset

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Trata-se de uma rede social commerce que traz inovação por meio da tecnologia da Apprl – startup sueca líder em e-commerces na Escandinávia, que está presente na Europa e EUA. No Brasil tem parceria exclusiva com o F*Hits – a primeira plataforma de influenciadoras digitais de moda e lifestyle do mundo. O Clooset já apresenta 100 mil produtos entre mais de 1.500 marcas nacionais e internacionais disponíveis para inspirar e comprar. Entre as lojas online parceiras estão Net-a-Porter, Shop2gether, Paula Torres, Passarela, e Ótica, entre outras.

 

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