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Especialista dá dicas de mudanças, para melhor, nos hábitos alimentares

Em seu novo livro “Os 7 pilares da saúde alimentar”, PhD em Nutrição Sophie Deram ensina, de forma prática e didática, a se alimentar de maneira saudável e lista os sete passos para fazer as pazes com o peso, o corpo e a comida

A rotina corrida e o ritmo de vida cada vez mais acelerado podem prejudicar os cuidados com nossos hábitos de vida, a rotina e a nossa própria alimentação. Na ânsia de cumprir todas as suas tarefas, muitas pessoas comem “o que veem pela frente”, de forma inconsciente e desconectada com o corpo e suas necessidades. Com isso, as refeições são feitas com pressa, sem reservar um período para se alimentar com tranquilidade, e sem se lembrar de tomar água ao longo do dia para se hidratar. Até mesmo momentos agradáveis, como reservar uma noite da semana para desfrutar de um jantar agradável com amigos e familiares, acabam sendo deixados de lado.

“Rever seus hábitos pode ser uma grande oportunidade para refletir sobre a saúde, o cotidiano e as experiências relacionadas à comida”, analisa Sophie Deram, PhD em Nutrição que acaba de lançar o livro “Os 7 pilares da saúde alimentar”. Na publicação, ela ensina a comer de forma saudável sem neura, de maneira simples e didática, com ferramentas práticas que podem ser inseridas na rotina de qualquer pessoa.

Para ajudar os leitores a superar de vez com as dificuldades em manter uma alimentação balanceada e “fazerem as pazes” com a comida, ganhando em saúde, bem-estar e qualidade de vida, Sophie apresenta em sua nova obra os sete pilares para cada um ressignificar sua relação com o alimento, deixando de lado as “dietas da moda” e os ultrapassados cardápios restritivos. Confira:

Faça as pazes com o seu corpo

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Sophie explica que é muito importante aceitar o próprio corpo para conseguir mudar os hábitos alimentares. Na visão de Sophie, essa transformação só acontece quando se está mais em paz consigo mesmo, pois a saúde não pode ser mensurada em quantos quilos alguém pesa, ou por meio de um comparativo em relação a um outro indivíduo. “As pessoas não podem deixar, por exemplo, de praticar algum esporte ou atividade de lazer porque se incomodam com o próprio corpo. Assumir seu corpo é o primeiro passo para ser bem resolvido e deixar de lado a culpa e a não-aceitação”, ensina. Para a especialista, conectar-se com o organismo é essencial para escutar os sinais enviados por ele- como o cansaço, a fome, a saciedade ou a sede. “Seu corpo é a sua casa, o veículo que leva você aonde quiser ir. Ou seja, sua companhia em todas as ocasiões. Por isso, é fundamental cuidar bem dele”, afirma.

Cuide do seu cérebro; ele controla tudo

O cérebro é o “chefe” do seu corpo. A partir dessa premissa, Sophie esclarece que o estresse do indivíduo aumenta quando ele força o seu organismo a procurar um caminho “não correto”, como a privação de se alimentar em meio à fome. Mesmo assim, muitos insistem em buscar dietas radicais que, para piorar, afetam a autoestima e a confiança. “O cérebro tem memória. Por esse motivo, ele passa a não permitir, a partir de um momento, que a pessoa suporte às restrições depois de algum tempo de dieta. Por isso, cada indivíduo deve desenvolver habilidades para lidar com as emoções. Sabe o que (o cérebro) mais quer? Saúde, bem-estar e paz”, completa a nutricionista.

Pense sustentável; não tenha pressa

O lema “foco, força e fé” tem sido propagado em vários lugares pela indústria do emagrecimento como forma de vender alimentos, dietas e suplementos milagrosos que proporcionem perda rápida do peso não sustentáveis. No entanto, o caminho para alcançar esta meta e, ao mesmo tempo, manter a saúde vai muito mais além, detalha Sophie. “Não acredite em dietas instantâneas, pois não existe nenhum cardápio ou alimento milagroso. Mudanças drásticas não costumam levar a resultados sustentáveis”, alerta. A especialista salienta que emagrecer de forma saudável e duradoura faz parte de um processo de entendimento com seu corpo, e de como ele funciona. A partir daí, é possível traçar metas realistas para perda de peso e mudança de hábitos. “É muito importante dar tempo para o corpo se adaptar às novidades. É possível que se enfrente frustrações e tenha um sentimento de desânimo. É importante estar preparado para isso, e ter paciência com o nosso corpo e a nossa mente quando se fala de perda de peso”, avalia.

Respeite sua fome e viva no presente

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O costume de seguir de forma rígida as regras de alimentação – como comer a cada três horas – confunde a comunicação entre o cérebro e o corpo. A especialista alerta que essa prática atrapalha a percepção de saciedade e fome. “Não sabemos mais se estamos comendo ou deixando de comer porque ouvimos ou lemos por aí que essa é a coisa certa a fazer, ou porque o corpo está pedindo. Passamos a nos alimentar de forma automatizada”, diz. Sophie orienta que é preciso prestar atenção no que se sente na hora de comer, pois pode ser fome de fato, ou só uma vontade de determinado alimento ou até um impulso para aplacar alguma emoção. Para ela, o cérebro da pessoa fica ainda mais “obcecado” por comer à medida em que se faz mais dietas. Consequentemente, há mais risco de desenvolver o que ela chama de “fome emocional”. “A pessoa acaba comendo por outros motivos, como a tristeza, a ansiedade e até mesmo o tédio. Ou seja, não é por fome de verdade ou por vontade. Isso sim leva ao ganho de peso”, afirma a especialista. Sophie enfatiza ainda que o indivíduo precisa se sentir nutrido, saborear e prestar atenção na comida consumida. “É algo importante , pois esse momento precisa ser vivido em paz e porque não com alegria e bem-estar.”

Coma melhor, não menos! Faça as pazes com os alimentos

Foto: Pablo Merchan Montes/Unsplash

Ao se alimentar, não é necessário se preocupar em contar calorias, ou se culpar por repetir o prato. Além disso, a PhD em Nutrição também defende que não existe alimento bom ou ruim. Ela sugere para a pessoa não se importar tanto com as propriedades nutricionais dos alimentos ou se os mesmos engordam ou fazem mal à saúde. “Não se deveria deixar de comer alguma coisa por medo de engordar ou pela culpa. A sugestão é comer de tudo, mas não tudo! É preciso incluir mais alimentos de origem natural, mais comida fresca e caseira, com bastante variedade e qualidade”, pondera. Sophie ressalta que o indivíduo pode se permitir experimentar novos sabores, fazendo um “mix” de alimentos saudáveis, mas sem deixar de fora o que gosta de comer. A ideia do prato colorido é interessante para uma boa alimentação.

Alimente-se de outras energias

Descobrir fontes de prazer que proporcionem bem-estar e ajudem a desviar o foco da comida durante a rotina também é uma excelente pedida, na avaliação da especialista. Sophie ensina que é necessário conciliar exercícios físicos, uma boa alimentação e uma boa noite de sono. “Pergunte a si mesmo se há a sensação de cansaço durante o dia, ou se não seria interessante começar algum tipo de atividade que ajude a relaxar e conectar-se consigo mesmo”, sugere. Para a especialista, movimentar o corpo é a chave para ter mais disposição no dia a dia e melhorar a saúde.

Cozinhe e celebre a comida

Foto: Meetcaregivers

Ganhar qualidade na alimentação é algo muito possível quando se prepara uma comida mais caseira. Sophie detalha que envolver-se em cada etapa desse verdadeiro ritual é uma opção para reinventar sua relação com a comida. Para isso, a pessoa precisa se dedicar desde a compra dos ingredientes até o momento de se sentar à mesa. “Assim, a pessoa tende a comer mais alimentos frescos e menos industrializados, e também ganha autoconfiança e autoconhecimento”, avalia. Sophie diz ainda que cozinhar é uma ótima maneira de fortalecer os vínculos familiares e sociais, e fazer as refeições juntos podem ajudar a comer melhor, e porque não, mais devagar a ponto de saborear o alimento. “O indivíduo passa a prestar mais atenção nas sensações de fome e saciedade”, conta. A especialista sugere ainda para a pessoa se planejar no dia a dia e, dessa forma, entrar nessa dinâmica regular de ir para a cozinha preparar aquilo que come. “A relação com o alimento se transformará por completo, de forma muito positiva. É comprovado que quem cozinha se alimenta melhor, com itens mais saudáveis por serem feitos em casa, e acaba saboreando e tendo mais prazer com cada refeição”.

Fonte: Sophie Deram é autora do livro “O Peso das Dietas”, é engenheira agrônoma de AgroParisTech (Paris), nutricionista franco-brasileira e doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no departamento de Endocrinologia. Além de especialista em tratamento de Transtornos Alimentares pelo Ambulim – Programa de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP, é coordenadora do projeto de genética e do banco de DNA dos pacientes com transtorno alimentar no Ambulim no laboratório de Neurociências.

Hoje é o Dia Mundial da Alimentação

Nutricionista Adriana Stavro ressalta a importância da refeição saudável

A população global deve atingir quase 10 bilhões em 2050. Mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso regular a alimentos seguros, nutritivos e suficientes;

Quase 690 milhões de pessoas passam fome, um aumento de 10 milhões desde 2019. A pandemia COVID-19 pode adicionar entre 83-132 milhões de pessoas a este número, dependendo do cenário de crescimento econômico;

O impacto da desnutrição em todas as suas formas, desnutrição, deficiências de micronutrientes, bem como sobrepeso e obesidade, na economia global, é estimado em US $ 3,5 trilhões por ano;

Aproximadamente 14% dos alimentos produzidos para consumo humano, são perdidos a cada ano entre as fases de cultivo ou criação, até chegar ao mercado atacadista. Mais alimentos são desperdiçados entre estágios de varejo e consumo.

Por isso no Dia Mundial da Alimentação anote estas dicas da nutricionista Adriana Stavro para reduzir o desperdício de alimentos

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=Planeje suas refeições. Criar um cardápio antes de fazer as compras, permitirá que você compre apenas o necessário.
=Limpe a geladeira regularmente. Isso é um grande passo para uma vida com menos desperdício, uma vez que que você pode ver tudo o que tem lá dentro, evitando sobras, frutas e vegetais estragados. Tente fazer isso uma vez por semana.

=Organize sua cozinha para que seja mais fácil cozinhar. Pode parecer óbvio, mas criar um espaço no qual você realmente goste de passar o tempo é fundamental.
=Tenha cuidado com o tamanho das porções. Uma mudança simples é começar com uma porção menor,e repetir se ainda estiver com fome.
=Armazene seus alimentos adequadamente. Pequenas mudanças, como manter o coentro em uma jarra de água na geladeira, não armazenar as cebolas e as batatas juntas, ou manter o leite e os ovos longe da porta da geladeira, aumentará muito a duração dos produtos perecíveis.


=Lembre-se, o”primeiro a entrar, deve ser o primeiro a sair”. É um princípio de restaurante que você pode aplicar em casa, para evitar facilmente o desperdício. Isso significa que você deve girar as compras mais antigas para a frente da sua geladeira, para que possa encontrá-las facilmente e usá-las. Tirar um pouco mais de tempo quando guardar seus mantimentos, colocando os novos itens na parte de trás, e os antigos na frente, faz uma grande diferença no longo prazo.
=Etiquete e date suas sobras. Quantas vezes você olhou para um pote cheio de um alimento, e se perguntou o que exatamente é, e se ainda está bom? Dedicar alguns minutos para etiquetar e datar seus alimentos com fita adesiva,ficará mais fácil saber o que você tem em mãos, e quando deve usá-lo.
=Aprenda novas receitas. A capacidade de ser criativo na cozinha ajudará a transformar seus alimentos.

Foto: Savory Lotus

=Comece a fazer caldos caseiros. Aproveite talos dos vegetais para fazer caldos, sopa, refogados, molhos, feijão e arroz com um sabor especial.
=Evite fazer compras quanto estiver com fome. Além de dificultar a concentração, sentir fome durante as compras pode causar um aumento nos seus gastos. Pesquisas mostraram que comprar comida com fome é um risco, pois os compradores têm a tendência de comprar itens que não precisam, ou encher o carrinho com lanches não saudáveis. Por isso, se sentir uma pontada de fome antes de sair, não hesite em fazer um lanche, mesmo que esteja fora da sua rotina típica de refeições.

FoodNetwrok

=Cozinhe “da raiz à folha”. Verduras, legumes e frutas são alimentos ricos em vitaminas e minerais, então o alimento como um todo é saudável. Mas alguns deles têm concentração maior de nutrientes nas partes que costumam ser desprezadas. As cascas de abacaxi podem ser utilizadas para fazer chá. As sementes de abóbora incrementam o preparo de uma salada. Já os talos de agrião ou brócolis podem servir para rechear uma torta ou farofa.

Confira uma receita que utiliza a fruta toda:

Bolo de casca de banana funcional

Imagem meramente ilustrativa – Foto: Yummly

Ingredientes:
4 cascas de banana
4 bananas
2 xícaras de farinha de arroz
1 xícara de fécula de batata
½ xícara de polvilho
1 colher de sobremesa de canela
1 colher de chá de gengibre em pó
1 ½ xícara de açúcar mascavo
3 ovos
½ xícara de óleo
1 colher de fermento em pó
1 ½ xícara de leite de coco ou outro de sua preferência

Modo de fazer:
Faça uma calda com ½ xícara do açúcar mascavo. Corte as bananas em rodelas de ½ cm e distribua na assadeira. Lave bem as cascas e bata no liquidificador junto com os ovos, o óleo e o leite de coco. Depois misture os outros ingredientes, deixando o fermento por último. Mexa bem até formar um creme homogêneo. Despeje na assadeira com a calda e as bananas. Leve ao forno médio preaquecido por aproximadamente 40 minutos.

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Se tudo mais falhar, faça compostagem! Se você simplesmente não conseguir encontrar outro uso para restos de comida, certifique-se de que eles acabem em uma caixa de compostagem ao invés de uma lata de lixo. Quando restos de comida vão para aterros sanitários, eles liberam metano , um gás de efeito estufa muito mais potente que o CO². É do interesse de todos que os restos de alimentos não consumidos, se transformem em compostagem.

Fonte: Adriana Stavro é nutricionista funcional e fitoterapeuta, especialista em doenças crônicas não transmissíveis, mestre do nascimento a adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

Pular refeições: entenda como o hábito afeta sua saúde

Nutricionista explica como a falta de horário para comer prejudica o organismo

Com a rotina cheia de atividades e compromissos, muitas pessoas acabam não tendo horário certo para comer e até deixam de fazer algumas refeições do dia. Apesar de comum, Jessica Santos, nutricionista da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, informa que o hábito pode trazer efeitos negativos para a saúde. Para esclarecer, a especialista pontua abaixo os principais:

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Fraqueza: a consequência mais imediata ao pular refeições é a falta de energia para realizar todas as atividades. Isso acontece porque sem nutrientes o organismo aumenta a produção de insulina e provoca a hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), resultando em fraqueza e tontura.

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Treinos esportivos perdem o efeito: a especialista pontua que as refeições são uma parte importante para quem pratica exercícios físicos, uma vez que a alimentação equilibrada ajuda na aceleração do metabolismo e da recuperação muscular. Por isso, ficar sem comer pode atrapalhar os resultados dos treinos.

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Controle da fome: ao ficar um período prolongado sem comer, fica mais difícil de controlar a quantidade e a qualidade de comida ingerida na próxima refeição, fazendo com que a pessoa “coma o que vê pela frente”. A comilança pode causar dor no estômago e ganho de peso.

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Mau humor: a falta de açúcar no sangue também contribui na sensação de irritabilidade. “A glicose ajuda o cérebro a produzir endorfina, hormônio responsável pelo bem-estar, por isso pular refeições também causa o mau humor”, esclarece.

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Deficiência de nutrientes: em longo prazo o hábito de pular refeições, seja o café da manhã, almoço ou jantar, pode causar um déficit de nutrientes no organismo, podendo causar uma série de problemas como baixa imunidade, anemia e muitos outros.

“Para criar uma rotina de alimentação saudável, as pessoas podem preparar marmitas para todas as refeições da semana, congelar e  descongelar conforme os dias passam. A dica é montar opções saudáveis com porções de proteínas vegetais, carboidrato e frutas de sobremesa”, indica.

Fonte: Superbom