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Psicóloga e padre se unem para publicar livro sobre relacionamentos nutritivos e tóxicos

Quem nunca se sentiu triste ou viveu relacionamentos em que se sobressaíssem os sentimentos de culpa, raiva, solidão, abandono, frustração, decepção ou falta de pertencimento? A desarmonia relacional tem início em um emaranhado de sentimentos que provoca dúvidas sobre estarmos no caminho certo.

Pensando em oferecer hospitalidade a esses sentimentos, a psicóloga Karina Fukumitsu se uniu ao padre Licio de Araujo Vale para escrever o livro “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”, que agora é publicado por Edições Loyola em coedição com a Paulinas Editora.

O ponto de partida foi o encontro de três grandes nomes na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: a psicóloga e psicoterapeuta Karina Fukumitsu; o pesquisador sobre luto e valorização à vida padre Licio de Araujo Vale; e o jornalista Marcelo Zorzanelli, que sofre de depressão clínica há 14 anos. Desse encontro, os autores Karina e Licio resolveram transformar o diálogo sobre a doença do milênio: a depressão e suas consequências sérias e trágicas, em uma obra que sugere como tratar essa questão com os adolescentes, não apenas na escola como também em casa.

O livro – o primeiro volume da coleção “Adolescer sem adoecer – Conversas entre uma psicóloga e um padre” – propõe a reflexão sobre os sentimentos, ajuda a entender as complexidades dos relacionamentos humanos e explica, com clareza e sabedoria, como oferecer hospitalidade a todos eles, sejam bons ou maus.

A relação com o tema chegou muito cedo para ambos os autores. Karina, quando criança, presenciou diversas tentativas de suicídio da mãe. Padre Licio perdeu seu pai por suicídio aos 13 anos, porém até os 18 acreditou que havia sido um acidente. “Os assuntos surgiram como uma avalanche de situações que permeiam as nossas vidas”, destaca a psicóloga.

O bate-papo narrado nesta obra evidencia o amor concretizado de um período de entrega de uma psicóloga e de um padre, cujo propósito principal foi o de estabelecer entrelaçamentos entre a adolescência e os processos autodestrutivos, tema que preocupa a sociedade brasileira na atualidade.

“O amor nos faz ser, e não somente existir; quando nos transformamos, tudo se transforma ao nosso redor. As coisas ao nosso redor existem, mas só nós podemos amá-las. Se quisermos colaborar na redenção de alguém, precisamos amar esse alguém”, destaca o padre.

Em “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxica”, o leitor encontrará dicas importantes sobre como lidar com diversos tipos de relacionamentos potencialmente problemáticos e descobrirá o que fazer para transformá-los em relações mais saudáveis e prazerosas. Além disso, vai aprender como construir relações melhores com amigos, filhos, irmãos, sogras, chefes, colegas de trabalho, faculdade ou o companheiro, mostrando que a boa comunicação depende do respeito não apenas ao outro, mas também a si mesmo.

Sobre os autores:

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Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, Gestalt-terapeuta e psicopedagoga, com doutorado e pós-doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. É mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (EUA) e autora de vários artigos e livros sobre suicídio, luto por suicídio e Gestalt-terapia. Coordenadora da pós-graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

Licio de Araujo Vale é padre na Diocese de São Miguel Paulista (SP), pesquisador sobre luto e valorização à vida, educador e palestrante. Licenciado em Filosofia pela PUC-SP e graduado em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP), já ministrou cursos e palestras no Brasil e no exterior. Atualmente, é pároco da Paróquia Sagrada Família de Vila Praia, São Paulo (SP), e membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio (Abeps).

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Título: “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”
Autores: Karina Okajima Fukumitsu e Pe. Licio de Araujo Vale
Editora: Edições Loyola e Paulinas Editora
Formato: 13 x 18 cm
Páginas: 88
Preço: R$ 18,00

Oito fatores que diminuem a libido

Segundo uma pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Hospital Pérola Byington, 48% das mulheres procuram ajuda médica por conta de disfunções sexuais – 45% dessas estão entre a faixa etária de 40 a 55 anos; 36,4% entre 25 e 39; e somente 7,9% tem entre 20 e 24 anos.

Já o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro aponta que esses problemas independem da idade da mulher, mas variam de acordo com a faixa etária. Falta de desejo é queixa de 5,8% das jovens entre 18 e 25 anos e de 19,9% de quem já passou dos 60. Entre os homens, essa porcentagem diminui bastante: apenas 2,4% dos jovens e 5% dos idosos reclama de baixa libido.

De acordo com Karina Tafner, ginecologista e obstetra; especialista em Endocrinologia Ginecológica e Reprodução Humana pela Santa Casa; e especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo, a falta de libido é uma das maiores queixas no consultório, especialmente entre casais que têm dificuldade para engravidar, pois o sexo deixa de ser prazeroso. Além deste, Karina lista outros motivos que resultam na baixa libido e explica por que acontecem:

– Diminuição da testosterona

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A testosterona é um hormônio considerado masculino, afinal, sua concentração no corpo do homem é de 20 a 30 vezes maior do que no corpo feminino. Na mulher, quando a testosterona está em seus níveis ideais, é um importante componente regulador das funções biológicas do organismo. Quando os níveis do hormônio na mulher ficam baixos, várias disfunções são ocasionadas, entre elas, a baixa libido. No entanto, a queixa é menor em mulheres na idade reprodutiva. Ela pode acontecer com mais frequência após a menopausa (lembrando que a testosterona nunca deve ser dosada em vigência do uso de contraceptivos hormonais, pois os resultados são mascarados pelo uso de hormônios).

– Álcool

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Em pequenas doses, pode levar ao aumento da libido em algumas pessoas, pois diminui a inibição e torna o indivíduo mais “relaxado” e menos inseguro. Entretanto, mais do que quatro doses de álcool por semana podem comprometer a libido da mulher. Isso porque, aparentemente, o álcool pode “imitar” o estrogênio e atrasar ou impedir a ovulação (exatamente no período em que a mulher alcança o auge da sua libido, segundo um estudo australiano). Os especialistas acreditam que o fato de não ovular pode comprometer também a atuação dos hormônios. O ideal é substituir o copo de vinho ou cerveja por água tônica, que contém relaxante natural para o corpo.

– Estresse

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Interfere no sistema nervoso autônomo pelo aumento do cortisol (popularmente conhecido como “hormônio do estresse”, o cortisol, que é produzido pelas glândulas suprarrenais, é liberado em momentos de nervosismo). Sendo assim, este desequilíbrio acaba alterando o humor, a sensação de bem-estar e, consequentemente, o desejo sexual.

– Hipotireoidismo

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A tireoide é uma glândula situada na parte anterior de nosso pescoço, responsável pela produção dos hormônios T4 e T3, fundamentais para o crescimento, metabolismo, para a fertilidade, entre outras funções. O funcionamento insuficiente da tireoide é chamado de hipotireoidismo. Os sintomas relacionados ao hipotireoidismo são consequência, principalmente, dos níveis baixos dos hormônios produzidos pela glândula. Entre eles, a baixa libido. O hipotireoidismo é mais comum em mulheres, especialmente acima dos 40 anos. Se não tratado, além da diminuição da libido, pode causar cansaço excessivo, alteração da função intestinal e até depressão, afetando ainda mais o desejo sexual.

– Pílulas anticoncepcionais

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Podem diminuir a libido, pois inibem a ovulação e, com essa inibição, não há o pico de testosterona que acontece nessa fase. O efeito se observa principalmente nas pílulas que contêm progesterona com efeito antiandrogênico. Também pode diminuir o desejo sexual das mulheres que usam pílulas com baixíssima dosagem hormonal, de 15 a 20 gramas de etinilestradiol.

– Sedentarismo

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Pesquisadores da Universidade do Texas estudaram mulheres entre 18 e 34 anos, e descobriram que aquelas que pedalaram por 20 minutos foram 169% mais animadas sexualmente quando confrontadas a imagens sexuais do que quando não se exercitavam. Um outro estudo indicou que a regra também se aplica aos homens, já que os que se exercitam de 20 a 30 minutos diários diminuem as chances de disfunção erétil em até 50%. Além disso, o aumento do peso corporal afeta a libido devido a diversas alterações hormonais decorrentes do acúmulo de gordura, assim como outros desajustes fisiológicos e psicológicos que afetam a saúde e a autoestima.

– Alimentação inadequada

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Uma dieta carregada em açúcar e alimentos processados afeta determinados hormônios e glândulas, privando o corpo dos nutrientes aliados da libido. Aposte em alimentos que levantam o ânimo sexual, como pimenta, abacate, castanha-do-pará, avelãs, cebolinha, aveia, noz-moscada, romãs, morangos e salmão selvagem, além de gergelim esmagado com mel.

– Tabagismo

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O hábito de fumar pode danificar o revestimento dos vasos sanguíneos, afetando a musculatura do pênis e inibindo o sangue de fluir. Os homens que fumam são 51% mais propensos a ter disfunção erétil do que os não fumantes, segundo uma meta-análise feita na China. A boa notícia é que um ano após parar de fumar, 25% dos ex-fumantes perceberam uma melhora nas ereções. Já para as mulheres, o tabagismo agride o sistema reprodutor, altera a lubrificação vaginal e aumenta a dificuldade de sentir prazer.

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“Mas nada é tão prejudicial para a vida sexual do casal quanto a falta de compreensão e amor do parceiro. Se não há romantismo e companheirismo na vida a dois, dificilmente haverá desejo e prazer na vida sexual”, reforça a ginecologista.

Expecialista explica porque namorar aos 50 é melhor que na juventude

Sexóloga e terapeuta de casais diz que experiências vividas dão mais confiança para um relacionamento mais tranquilo e feliz

Muitas mulheres solteiras que atingiram a casa dos 50 anos pensam que namorar nessa idade é angustioso, fora de moda, podendo trazer muito mais frustração e confusão que felicidade. Para a sexóloga e terapeuta de casais, Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 não é a idade a principal razão para o medo, mas as características da nossa sociedade que dão valor exacerbado para a juventude.

A vida conturbada faz muitas pessoas, nesta faixa de idade, ainda não terem se estabelecido profissionalmente ou pessoalmente. “Esse é um processo pelo qual todas as pessoas, homens e mulheres, atravessam, mas há um lado positivo em ter atingido a maturidade”, afirma a especialista.

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De acordo com Carla, a correria cotidiana, os afazeres, a pressão, as responsabilidades tem feito pessoas chegarem aos 50 sem sequer terem vivido um romance duradouro, sem contar a solidão ou a indefinição da vida profissional. Por outro lado, existem razões para comemorar, segundo a consultora, como as mudanças ocorridas na sociedade e que permitiram uma qualidade de via superior aos que chegam aos 50 anos.

Essas mulheres e homens estão em plena movimentação, seja profissional e pessoal, que incluem as atividades físicas, intelectuais e porque não dizer sexuais. “As mulheres de 50 anos, por exemplo, não deixam nada a desejar e não perdem em relação às garotas de 20 e poucos anos em especial no que tange ao namoro”, diz Carla Cecarello.

Há outros motivos que transformaram a forma de encarar a realidade por parte das mulheres mais maduras. A qualidade de vida melhor, mais ativa e porque não dizer com uma intensidade em vários campos, permite ter uma vida amorosa ou até pensar em montar uma família nesta idade. Além das novas estruturas da sociedade, as pessoas de 50 anos são mais bem informadas, estão mais atualizadas e algumas já economicamente definidas, atentas, inclusive, as novidades tecnológicas.

“Há uma falsa noção de que aos 50 anos as pessoas deixaram a vida de lado ou deixaram de produzir”, afirma a consultora do site de relacionamento focado em pessoas nesta faixa etária.

O Solteiros50 foi criado por uma empresa alemã que notou uma intensa atividade entre pessoas que procuravam recomeçar suas vidas seja após um casamento frustrado e finalizado ou por se tornarem viúvas ou viúvos em plena atividade. No Brasil, desde 2018, o site reúne em torno de 2 milhões de assinantes e cerca de 15 mil novos registros diariamente. A intensa troca de mensagens no sistema mostra que as cinquentonas e cinquentões estão bem ativos e querem sim experimentar e vivenciar o que lhes é oferecido.

Para Carla, as mulheres sabem que o processo de namoro é tão brilhante e belo como elas são. “Elas sabem que podem fazer toda a diferença porque possuem visão sobre homens e os relacionamentos justamente por causa das experiências já vividas”, afirma a sexóloga.

Essa é a diferença que faz das mulheres de 50 tão boas quanto as jovens de 20, porque essas podem dar beleza e prazer e as outras podem dar tranquilidade e prazer com toda a experiência. Para destacar essas diferenças entre as jovens e as maduras, a consultora do site Solteiros50 apontou 6 razões de porque as mulheres consideram os 50 anos a melhor idade para engatar um romance e ser feliz.

Riqueza de conhecimentos

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Aos 50 elas não se importam mais quem são ou como eram aos 20 anos ou as diferenças entre um período e outro. As mulheres com mais de 50 anos sentem-se mais seguras, sabem do que gostam (e não gostam) e confiam mais em si mesmas. Esse é o benefício da experiência de vida – maior confiança. “Elas sabem que podem aproveitar mais e melhor a vida nesta faixa”, diz a consultora.

Encontrou a si mesma

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Se aos 20 e poucos anos, a mulher busca se impor e se estabelecer, aos 50 ela já encontrou a si mesma, não necessita comparar-se às outras ou se preocupar com o que as pessoas pensam. As descobertas já foram feitas assim como as preferências. As lições mais fáceis assim como as mais difíceis foram aprendidas e assimiladas. Os benefícios desta experiência são notáveis e podem ser usados para encontrar o amor da vida delas, pois já sabe o que gosta e não gosta nos homens.

Começar ou não projetos

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A liberdade permitida nesta idade impõe regras como perceber o avanço do relógio biológico. Ou a pessoa já tem seus filhos ou não, o parceiro tem ou não. Assim, se o projeto é formar uma família com filhos, ela sabe que o relógio biológico é um problema, o que não a impede de assumir a maternidade por vias alternativas, como a adoção, por exemplo. Lá atrás essas mulheres procuravam por homens com quem pudessem começar uma família e tinham critérios como ser bom provedor e pai. Atualmente, elas podem decidir e escolher de que forma será, uma vez que já estão economicamente resolvidas e independentes. A missão delas é apenas escolher um homem com potencial de ser um bom pai, na formação, educação e auxilio para cuidar do filho. “Se a opção for não ter filhos, significa que elas querem se divertir, com a liberdade de escolher um homem que saiba aproveitar e compartilhar os bons momentos da vida”, diz Carla.

Experiência nos relacionamentos

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As mulheres aos 50 já passaram pelo casamento e relacionamentos diversos e adquiriram habilidades de comunicação para lidar com situações que surgem. Não tem mais medo de falar ou de dialogar sobre esses problemas e tampouco se exasperam por simples dificuldades. Elas conversam mais, tem mais calma e raciocínio lógico para resolver as situações com sucesso. As explosões e os ciúmes comuns na juventude desaparecem, pois são comportamentos inaceitáveis. Não há garantias de que agir desta forma gere felicidade perpétua, mas é uma chance de que as soluções sejam mais duradouras e efetivas.

Símbolos e demonstrações de posse

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Como casamento não é uma necessidade nesta faixa de idade para as mulheres, encontrar um parceiro não necessita demonstrar controle ou posse como forma de garantir a efetividade da relação. Assim, nem sempre elas desejam colocar uma aliança nos dedos para confirmar o relacionamento ou a posse sobre o outro e também não demonstram ciúmes como forma de segurar o companheiro, embora desejem um relacionamento de longo prazo e comprometido. Elas são livres para escolher e dão liberdade para os parceiros decidirem. Essa é uma pressão que deixa de existir aos 50 anos.

Parceiros também estão melhores

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Assim como as mulheres, os homens aos 50 anos e mais estão muito melhores. Não é a regra, mas a maioria está bem melhor e madura. Eles são mais sensíveis e demonstram isso com mais facilidade e menos vergonha. Na medida em que envelhecem, os homens sentem-se mais à vontade com a intimidade, se tornam carinhosos, sábios ou têm melhores habilidades no sexo e no amor. A tecnologia, os sites de namoro, os aplicativos de encontro, por exemplo, são formas de contribuir para a aproximação entre elas e eles.

Fonte: Solteiros50 

Sexo aos 50: por que é melhor nesta faixa etária?

A experiência de vida conta muito nesta faixa de idade, especialmente porque boa parte delas já foram experimentadas e, apesar das controvérsias sobre a capacidade física dos cinquentões, a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 e a psicóloga Iris de Souza, especialista em relacionamentos do site Amor&Classe, confirmam: “esta é a melhor idade para tudo, inclusive para os relacionamentos e para o sexo”, afirmam.

Para Carla, há algumas razões para o sexo ter mais qualidade nesta faixa etária, porém, se houver informação e cuidados, há ainda muitas formas de melhorar a vida sexual dos novos 50+. Já para Iris, está é também uma fase em que os homens já vivenciaram muitas experiências e podem se dedicar a uma relação afetiva mais contundente.

Ambas as especialistas dizem existirem argumentos suficientemente reveladores de como o sexo e a relação amorosa vai melhorando com o passar dos anos. No caso deles, as relações tornam-se muito mais fáceis de serem conduzidas. Para elas, nem tanto, principalmente pelos erros deles em serem menos interessados anteriormente. Por isso, as especialistas listaram dez razões do porquê tanto o sexo quanto as relações podem ser interessantes aos 50 anos. Confira:

Autoconfiança

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Para as especialistas, aos 50 anos, tanto ele quanto ela já possuem maior conhecimento de suas capacidades pessoais e determinações. Sabem também de tudo o que gostam e do que não gostam. Nesta faixa etária já estão como queriam estar e como querem ficar na vida, de forma que não precisam se autoafirmar continuamente para outras pessoas. Por essa razão, as pessoas de 50 anos se concentram nas coisas que são realmente importantes para elas. Essa autoconfiança permite a elas viverem melhor cada momento e abraçar de forma muito mais responsável suas escolhas, notadamente na intimidade e nos relacionamentos.

Mais prazer e menos pressão
Antes de chegar aos cinquenta anos, as pessoas levam a vida em uma intensidade tão grande que é preciso se autoafirmar constantemente. Quando se é jovem, por exemplo, existe uma pressão muito maior para que haja correspondência entre o corpo (parte física) e o sexo. Essa tensão na parte física do sexo exige mais correspondência no que diz aos resultados, o que, em vez de ajudar, na maioria das vezes, atrapalha. Os mais jovens vivem sobre pressão para se apresentar bem fisicamente, especialmente sobre a cama e sobre o corpo do outro, para oferecer prazer. Com a idade e com o autoconhecimento, percebem que não é a duração do sexo, nem a quantidade de prazer e orgasmos que têm ou dão que conta, mas o prazer e a satisfação de ambos em completa e absoluta sintonia e sincronia. Por essa razão, sexo depois dos 50 é conexão. Mesmo que seja sexo casual, o foco mudou da performance para o conectar-se ao outro.

Sem pressa

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O passar dos anos ensina muita coisa, uma delas é dar tempo ao tempo e não viver apenas em relação a ele, mas conectado ao seu redor e com todos, inclusive com o próprio Chronos*. Desta forma, as pessoas aprendem a gerir melhor o seu tempo e ganham, assim, oportunidades para apostar mais na vida sexual. Dar tempo ao tempo significa que elas passam a uma posição privilegiada de poder investir em si mesmas e a possuir mais tempo para cultivar gostos, hobbies e namoros, que incluem o prazer sexual, não como objetivo, mas como forma de expressar a forma de encarar a vida.

Experiência e qualidade
Se o sexo já não é apenas uma capacidade física e tampouco uma demonstração de força, mas de jeito e forma, só com o tempo as pessoas percebem-se melhor e valorizam outras formas de atingir o prazer sexual. A leitura de bons livros ou a consulta com especialistas, como sexólogas, psicólogas ou terapeutas entram no circuito de conhecimento e informação dessas pessoas. Existem livros sobre satisfação sexual e novas experiências sexuais que antes eram impensáveis de ser lidos, ou eram considerados objetos que jamais seriam contemplados. Conhecer-se a si mesmo e a sexualidade abre novas fronteiras de relacionamentos e experiências que aqueles que têm mais de 50 se colocam disponíveis e abertos para conhecer.

Liberdade absoluta

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Há durante o percurso até os 50 anos inúmeras preocupações, especialmente em relação as questões profissionais, financeiras e suporte material. Atribui-se a elas um peso maior. Quando se obtém as experiência de vida, percebe-se que o peso pode ser igual para todos os assuntos e temas, o que é libertador. Isto permite à pessoa priorizar o que é realmente importante para ela e, de acordo com o que gosta, dedicar mais ou menos atenção e prioridade. Na vida sexual, a libertação, principalmente em relação a questão física, permite que se procure e se entregue a novas aventuras.

O ápice com mais facilidade
A libertação da questão da prática sexual concede às pessoas com mais de 50 atingir o orgasmo com muito mais facilidade e qualidade, mesmo várias vezes. O prazer completo, o ápice da relação, pode ser conseguido mais facilmente porque as pessoas são mais seletivas na escolha dos parceiros e as escolhas são baseadas em gostos, compatibilidades e não apenas por beleza física, comum nos jovens, como processo de seleção. Além disso, a pressa para se levar alguém para a cama não permite que se conheça tão bem o outro, como em uma relação aos 50 anos.

Espontaneidade

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Outra razão é a quebra da rotina, que pode aumentar a libido do casal. As mudanças de hábitos trazem novidades. Inovar ajuda no aumento da atividade sexual, sobretudo quando os casais já se conhecem há muito tempo.

Relações mais simples e claras
Honestidade nem sempre é o forte das relações mais jovens. Aprende-se com o tempo que a necessidade de se falar com clareza e ser honesto naquilo que diz é fundamental para que a relação ocorra de forma simples e verdadeira. Aos 50 anos, essa é outra das coisas que se ganha: clareza e honestidade nas relações interpessoais. As pessoas sentem-se mais à vontade com o outro e dão mais liberdade para se autoafirmarem ou apresentar suas ideias e opiniões. É algo fabuloso. Ser direto e objetivo na relação com os outros não é algo apenas para pessoas aos 50, mas deve ser para todas as idades, em que os estereótipos deveriam ser deixados de lado e os estigmas esquecidos para facilitar a experiência da vida.

Tolerância

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Desde que o ser humano é ser humano deveria ser tolerante com o outro. Numa relação interpessoal ou amorosa, a tolerância deveria ser central, pois evitaria o desperdício de tempo entre duas pessoas que não se respeitam ou não se conhecem por não serem diretas e objetivas ou porque vivem com seus estigmas e montam seus estereótipos (de como deve ser a pessoa ideal para elas). Ser tolerante com o outro não é aceitar suas ideias e opiniões, mas entender quais são essas ideias e opiniões. Se ambos agem com tolerância, as opiniões serão claras e as decisões tomadas suavemente tanto para a vida em conjunto quanto não. Aos 50, isso está claro.

Inovar e experimentar
Aos 50, a inovação não tem de ser uma barreira para o sucesso, mesmo que as experiências já tenham sido vividas. Ainda há tempo para aprender. Esse aprendizado é sempre obtido com muita qualidade e, por isso, capaz de inovar e experimentar, de forma a analisar os ganhos e as perdas em torno da inovação. Nos relacionamentos, a inovação e experiência se tornam mais fáceis e muito mais aceitas.

Dez programas para aproximar e esquentar o romance no inverno

Psicóloga especialista em relacionamentos lista programas para casais românticos realizarem neste período

Apesar de algumas baixas na temperatura, apenas a região Sul do país parece de fato encarar o inverno no Brasil. Por isso, falar em uma programação romântica para os casais aproveitarem a estação mais fria do ano pode não ser exatamente o que pensam aqueles que estão no Norte e Nordeste, por exemplo. Para quem pretende fazer uma programação especial para este período, algumas dicas preparadas pelo site Amor&Classe são interessantes para esquentar o clima entre casais.

O site, que é especializado em romantismo com foco na aproximação de pessoas que querem encontrar ou conquistar um grande amor, listou dez planos para melhor aproveitar o inverno. As dicas ajudarão os românticos a agendar – desde um primeiro encontro até um fim de semana para engatar ou reativar o relacionamento – programas cheios de romance. O objetivo é fazer os casais utilizarem este que é um dos melhores períodos do ano para fazer o quê? Namorar.

Para jamais esquecer que o romance vale a pena, a psicóloga Iris de Souza, especialista em relacionamentos e consultora do Amor&Classe, listou algumas dicas de programas que saem muito mais barato quando feitos por um casal. As dicas são para um final de semana super-romântico.

A ideia é oferecer opções para que os pombinhos sintam-se cheios de energia e tenham um inverno inesquecível. Além disso, as dicas são uma forma de resgatar o romantismo que, em tempos de correria e individualismo, parece ter sido esquecido. Para retomar o carinho e a intimidade entre os casais algumas opções de programas são conhecidas, mas fazem, segundo a especialista, “um bem danado” para a relação.

Passeio na neve

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Pixabay

Que tal um passeio na neve com a pessoa da sua vida? Tudo que precisa para realizá-lo é encontrar uma paisagem de neve. Lá poderá brincar de fazer bolas de neve e atirar um no outro, montar um boneco de neve ou esquiar… sempre ao lado um do outro. Neste período de inverno, as montanhas de alguns países no continente sul-americano estão cobertas de neve e formam um ambiente incrível para passar ótimos e inesquecíveis momentos. “Além das brincadeiras, a viagem pode ser uma forma de aumentar a intimidade e aproximação, especialmente se a relação estiver patinando”, afirma a psicóloga do Amor&Classe.

Patinação no gelo

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Infelizmente no Brasil o inverno é incapaz de congelar lagos, portanto, fazer uma patinação no gelo só mesmo nas pistas montadas especialmente para tal representação. Mesmo assim, oferecer um programa do tipo patinação no gelo pode ser bastante legal e diferente, se os dois se prontificarem a cair juntos ou percorrer o caminho se equilibrando e ajudando um ao outro para não rolarem gelo (ou corpo) abaixo. Numa paisagem de inverno nevado, como ocorre em países vizinhos como Chile e Argentina, apreciar as belezas das montanhas seria a melhor localização para este plano romântico e gelado. No entanto, uma pista de patinação artificial no centro da cidade também servirá para desfrutar de um encontro romântico com o(a) parceiro(a). “É um programa perfeito para quem está se conhecendo ou para quem quer se divertir a qualquer momento ao lado de quem ama”, ressalta Iris de Souza.

Tarde relaxante em casa

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De máscaras faciais nutritivas a banhos de espuma: relaxe em casa com um spa pessoal . Encha o banho de água quente, coloque uma cápsula de banho perfumado e vão ambos para a banheira. Tem algo melhor que isso? Relaxamento e erotismo são garantidos em partes iguais e é o plano perfeito para muitos casais, porque não? “É um momento de entrega e aproximação, que satisfaz o corpo e a mente e diz quem somos no relacionamento”, destaca a consultora do Amor&Classe.

Filminho no Data Show

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Aproveite a programação em casa e crie opções, como a de ver um filme com apoio de um data show. “Escolha as películas de acordo com o que os dois gostam e claro saiba dividir: uma hora o filme e o gênero de um e outra hora o filme e gênero que o outro gosta”, lembra a psicóloga especializada em relacionamentos do site Amor&Classe. Assim ambos ficam felizes e curtem estar juntos e aquecidos embaixo de um cobertor na sala ou na cama, depende de onde ficará o aparelho que vai transformar a parede em um verdadeiro cinema. Além disso, o local tem de ser o melhor para os acompanhamentos: um chá ou chocolate quente, um lanche, uma pipoca quente. As dicas são sempre escolher entre uma comédia romântica, um clássico ou um thriller que faz seu cabelo ficar em pé. O requisito mais importante para uma noite de cinema com um final feliz é dividir o sofá entre os dois. Para quem é casado não há nada mais romântico que ver a um filme em casa com os filhos.

Videogame

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Não importa qual é o jogo, mas sim se divertir em conjunto. Pode ser no videogame ou qualquer outro jogo de mesa. Uma noite de jogos em casa é uma ótima opção para passar as noites frias de inverno acompanhadas. “Os jogos também são sempre divertidos e aproximam as pessoas, não é diferente para o casal que além de se divertir pode conhecer-se mais um ao outro, especialmente em começo de relacionamento”, destaca Iris. Se já é um relacionamento duradouro, um passeio no frio também pode ser interessante ao final dos games.

Escalada

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Se ambos forem mais radicais uma sessão de escalada é um ótimo plano para casais, especialmente se estiverem procurando uma dose de adrenalina e aventura. “Supõe-se que se ambos estão realizando a escalada juntos, pelo menos um deles tem alguma experiência e, portanto, será de fundamental importância para auxiliar o outro, ou seja, troca de confiança e entrega”, afirma a consultora do Amor&Classe. Se não, há outras opções a considerar, como cursos ou instrutores para ajudá-los na primeira vez. Então, divirtam-se! Entre uma paradinha e outra na subida, façam um lanchinho e aproveitem para aquela champanhe comemorativa do primeiro passeio às alturas. Lá em cima, nas montanhas, pode fazer um piquenique e quem sabe algo mais. É relaxante e confirma a relação entre o casal. Nas opções, para quem gosta de escalar montanhas, estão os pequenos hotéis rurais que podem oferecer ótimas comidas e quartos para se desconectar dos centros urbanos e das loucuras do dia a dia, prestando mais atenção um ao outro. Vale a pena!

Sessão de spa

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É claro que duas pessoas que vão juntas à sauna têm muito pouco ou nenhum segredo entre si. Seminu e sem disfarce, este plano fará a abordagem aumentar, não apenas emocionalmente, mas também fisicamente. Encontre uma experiência relaxante para dois em qualquer spa em sua cidade ou surpreenda-o com aquele nas montanhas em uma região fria e afastada das badalações turísticas para que tenham total privacidade. Assim, a sauna pode ser um detalhe apenas se vier acompanhada de uma massagem durante ou ao final, com uma ducha à vontade para os dois. “Tenha certeza que além de relaxante, ambos vão adorar”, aponta a psicóloga.

Uma ópera ou balé

balé casal bailarinos pixabay
pixabv

O teatro sugere uma noite romântica para o casal curtir e compartilhar. Trata-se de uma forma de perceber os gostos culturais um do outro. Além disso serve também para ter muitas boas conversas sobre o enredo das histórias ou mesmo o significado das passagens seja das cenas ou das músicas e canções entoadas. “O casal se conhece melhor quando troca informações e opina sobre coisas que curtem juntos”, afirma Iris de Souza. O balé também pode ser uma ótima opção para compartilhar um momento especial e que muito contribui para a aproximação de um casal.

Cozinhando juntos

casal
Um jantar especial para por fogo no relacionamento? Então, para quem quer esquentar um pouco mais a relação no inverno a dica é a cozinha para preparar um jantar romântico. “Estar na cozinha e preparar o jantar em conjunto é ótimo para amenizar o estresse do dia a dia”, ressalta a psicóloga do Amor&Classe, pois permite a troca de experiências comuns entre o casal de forma que possam reconhecer os dotes de um e de outro, culinariamente falando, é claro. Nem mesmo o melhor chef restauranter colocaria tanto amor que o casal, cozinhando um para o outro. E ao final degustar o que for preparado amplifica o clima de intimidade e inspiração. Claro que a receita pode aproveitar as dicas de alimentos afrodisíacos e assim colocar um pouco mais de pimenta ou fogo na relação.

Degustação de vinhos

Casal degustando vinhos em casa típica, Alentejo_Crédito - Divulgação Turismo do Alentejo
Pode parecer cafona e careta, mas saber quais são os próximos seminários de degustação de vinhos ou mesmo apresentação das safras pode ser interessante e atrativo para ambos, mesmo quando para ela ou para ele a bebida não seja lá muito conhecida ou apreciada. Mas o ambiente e a possibilidade de obter uma boa oferta no local dos seminários ou mesmo on-line de experiências para dois pode ser super agradável e diferente. Uma degustação de vinhos pode ser um plano perfeito para os dias frios, especialmente se for um daqueles dias ou noites que não dá para fazer nada fora de casa ou no ambiente exterior. Se um dos parceiros for ousado, algumas curiosidades sobre a bebida pode transformar o programa em uma atividade cultural de extremo bom gosto e romântica demais para ser esquecida na semana seguinte. Conhecer a gastronomia da área ou simplesmente aprender mais sobre a enologia nunca é demais. Com certeza ir a uma degustação gera boas fotos e recordações que serão uma razão para fazer tudo novamente em outras oportunidades e em momentos distintos do relacionamento. “Quem oferecer se dará muito bem ao final. As curiosidades sobre o vinho causam boa impressão, aproximam e dão mais intimidade ao casal”, complementa a consultora do site de relacionamentos.

Fonte: Amor&Classe

Seis dicas para superar o fim de um relacionamento, por Tatiana Pimenta*

Prepare-se: você escutará muitos conselhos quando comentar com os amigos que seu relacionamento amoroso chegou ao fim. Alguns dirão coisas que irão lhe tocar profundamente, desencadeando reflexões transformadoras. Outros, oferecerão palavras que você julgará bobas — que talvez até lhe irritem.

A intenção é sempre a mesma: ajudar. Mas as pessoas são diferentes — e seus modos de enfrentar as consequências da vida, também. Neste artigo, compartilho seis dicas para superar o fim de uma história, de um amor. Mas, assim como seus amigos, o que temos a dizer não é uma fórmula mágica.

Permita-se ler as sugestões sem prejulgamentos. Ignore aquelas que não conversarem com suas dores. Fixe naquelas que mais lhe incomodarem. Afinal, o que mais nos perturba, é o que primeiro precisamos resolver. Siga a leitura e, se puder deixar nos comentários algum conselho que acredite valioso, complemente nossa lista!

1. Respeite seu tempo

mulheres brindando vinho champanhe

Um clichê, sabemos. É um conselho tão batido, mas tão batido, que o desprezamos. Contudo, ele é um mandamento que não deveríamos perder de vista. Respeitar o próprio tempo é aceitar a temporada de choros, sem culpa. É entender que a tristeza não faz as malas no dia seguinte à partida do amor. Portanto, aceite convites para sair de casa, abrace oportunidades de se divertir. Mas não se cobre recuperação instantânea de um fim de relacionamento. Por outro lado, respeitar seu tempo é, também, não aceitar a fossa como moradia fixa. Seu tempo merece ser tratado com dignidade. Não o transforme numa tormenta infinita. Se perceber que o desânimo está indo longe demais, procure ajuda de um psicólogo. Ele lhe auxiliará a descobrir novos caminhos para o pensamento.

2. Invista na autoimagem

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Foto: Jeviniya-Pixabay

Aviso: essa dica não sugere que você tire zilhões de selfies e compartilhe nas redes sociais, para mostrar que está bem! Autoimagem é um olhar para si, não para a aprovação ou impressão do outro. Investir na auto imagem é priorizar o relacionamento saudável com a pessoa inevitavelmente constante em toda a sua vida: você. Se você se colocar para baixo, terá que conviver, a cada segundo, com essa personalidade derrotista que alimentou. Um relacionamento tóxico, não necessariamente, é algo que envolve duas pessoas. Você, sozinho, pode se boicotar, violentar, desmerecer. Não seja, para si mesmo, o que não gostaria de encontrar ou receber de outro alguém. Num primeiro momento, pode lhe soar superficial. Mas indicamos: cuide da própria beleza! Nada de pensar em padrões! Lembre-se que a ideia é acarinhar a autoestima, dar ênfase ao que se tem de autêntico e original.
Descubra formas de autocuidado que lhe dão prazer. Pode ser através da alimentação, de uma atividade física (que tal dança? yoga? luta?), de um ritual de beleza com cosméticos de texturas, cores e perfumes extasiantes. Convoque os sentidos. A autoestima, por vezes, realmente começa de fora para dentro.

3. Deixe o passado em seu devido lugar

fotografias memoria lembranças pixabay

Não espere esquecer a pessoa com quem conviveu. Isso não vai acontecer — a não ser que você sofra de alguma espécie de amnésia… Entretanto, não a chame para seu presente. Memórias irão lhe ocorrer. Mas não as deixe como parâmetros para um relacionamento futuro. Quando olhamos para trás, editamos nossa percepção. Já percebeu? A memória seleciona “cenas”, escolhendo o que ignorar e o que exibir.
Você pode lembrar do relacionamento que acabou só pelas “partes boas”, criando uma expectativa irreal de um próximo parceiro, que precisará ser tudo aquilo que a memória estabeleceu como padrão de felicidade. Ou pode lembrar apenas das coisas ruins e enxergar indícios de repetições em atitudes que, na verdade, não têm correspondência com a experiência do passado. Aprenda com os erros e evite ciladas. Porém, não confunda bom senso com fixação. Outra coisa de suma importância: nada de stalkear a vida do antigo amor pelas redes sociais! Nem através de amigos em comum. Cedo ou tarde, isso lhe trará mais sofrimento. Sua meta é romper o vínculo e dar espaço a novas conquistas, novas histórias, novas memórias. Mantenha isso em mente!

4. Isso também vai passar

mulher ouvindo musica fone de ouvido stocksnap pixabay

Faça disso um mantra. Repita, para si mesmo, quantas vezes precisar. Não apenas em situações de términos. Essa é uma das principais dicas de relacionamento com a vida! Tudo passa. Infelizmente, até o que é bom. Como ensinou Guimarães Rosa, vida é travessia.

5. Pense positivo

mulher livro bebida vinho pexels
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É bem difícil um relacionamento acabar quando ambos estão apaixonados, vamos admitir. E se o interesse — ao menos de uma das partes — já não era “aquilo tudo”, podemos presumir que o namoro ou casamento não estava em seus melhores dias.
Então, o que foi mesmo que você perdeu? O sofrimento pode ocorrer, em grande medida, pela imposição da mudança, pela famosa saída da zona de conforto — ainda que, de conforto, houvesse pouco ali. Foque em notar o que o fim trouxe de bom. Foque em perceber quantos fins — de circunstâncias e humores negativos — a ruptura trouxe consigo. Perceba a possibilidade de recomeços, de tempo de maior qualidade com amigos ou envolvimento com coisas que gostava — mas havia deixado para trás em função da rotina do relacionamento. Reencontre-se! Aproveite a liberdade. Reinvente seu cotidiano. Dê espaço para suas preferências e escolhas individuais. Faça do momento um desafio de evolução pessoal.

6. Acredite em um novo relacionamento

jovem mulher usando celular pexels

Se você prestou atenção às dicas anteriores, chegará a essa preparado! Por via das dúvidas, faça um “checklist” antes de avançar. Autoestima bem-resolvida?  Desenvolvimento pessoal em ordem? Vínculo rompido? Tempo de choradeira encerrado? Então é hora de dar chances ao acaso! Também não fique esperando o novo amor bater em sua porta. Não aguarde alguém lhe resgatar do limbo. Note as pessoas ao seu redor e faça-se notar. Se gostar da ideia, aceite que amigos lhe apresentem pessoas interessantes. Abra-se para pessoas de seu convívio, amizades que podem virar algo mais. Saia de casa, quando tiver a oportunidade. É sempre simpático dar uma mãozinha para o destino. Uma opção bem funcional são os aplicativos e sites de relacionamento. Pesquise quais plataformas seriam mais compatíveis com o seu perfil e com o que procura. Seja responsável, cuide-se, mas permita-se algumas paqueras virtuais — e encontros reais. Apenas certifique-se de que, independente do meio que escolher para conhecer gente nova, suas expectativas devem estar com os pés no chão. É natural que algumas tentativas resultem em erro. Aceite e siga em frente!

Um pequeno adendo

casal separado

Todas essas dicas de como superar o fim de um relacionamento são para homens e mulheres, ok? A dor não faz distinção de sexo. E o comportamento, ao contrário do que se possa cogitar, é muito semelhante entre humanos. As demonstrações podem variar, claro. Assim como o tempo de superação e as estratégias utilizadas. Afinal cada um de nós tem personalidade única. O que não muda é que, depois de um fim de relacionamento, se houver abertura, um novo tende a chegar em seu lugar. E quando as pessoas estão de bem consigo mesmas, a probabilidade é de que seus relacionamentos melhorem. Tenham maior qualidade e maturidade. Ou seja, o fim é estágio necessário para que a felicidade floresça novamente, ainda mais segura de si.

*Tatiana Pimenta é CEO e fundadora da Vittude, plataforma que conecta psicólogos e pacientes. Faz psicoterapia pessoal há quase sete anos, sendo apaixonada por psicologia e comportamento humano. Idealizadora do Consultório Virtual da Vittude, desenvolvido especialmente para atendimentos de saúde, de forma segura e sigilosa.

Apps de namoro para quem tem mais de 50 anos: vale a pena?

Sexóloga fala dos benefícios à saúde de quem tem uma vida sexual ativa na maturidade

Cada vez mais, homens e mulheres de todas as idades têm procurado por um estilo de vida mais ativo, mesmo depois que chegam na maturidade. Uma das ferramentas mais utilizadas por esse público tem sido os aplicativos de namoro para cinquentões e cinquentonas, permitindo conhecer pessoas novas, além de desfrutar de uma parceria mais tranquila depois de tantas experiências vividas.

A sexóloga do site Solteiros50, Carla Cecarello, explica que retomar a vida sexual na maturidade ajuda a proteger até mesmo o coração. “O sexo funciona como exercício, por isso, traz todos os benefícios de uma atividade física comum. Uma pesquisa realizada na Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, já revelou que o sexo regular funciona como exercício cardiovascular, aumentando as chances de combater o câncer e diminuindo os sintomas da menopausa”, destaca.

mulher executiva celular
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Além disso, Carla conta que, em 2011, uma pesquisa divulgada durante o Encontro Anual da Sociedade Americana de Gerontologia, revelou-se que a frequência da atividade sexual está diretamente ligada à felicidade dos idosos. “Quanto mais ativa a vida sexual dos mais velhos, maiores são os níveis de bem-estar na vida e felicidade no casamento”, lembra.

O levantamento considerou as respostas de 238 pessoas com mais de 65 anos de idade. Segundo os dados, 60% dos idosos que faziam sexo mais de uma vez por mês se classificaram como “muito felizes” em comparação com 40% dos indivíduos que não tinham tido relação sexual nos últimos 12 meses.

Mas a especialista faz um alerta para quem tem mais de 50 anos: “Embora a sensação de liberdade e a segurança na hora de retomar a vida sexual sejam recorrentes aos mais velhos, alguns cuidados não podem ser deixados de lado. Esta é uma geração que não conheceu o preservativo e hoje em dia, apesar de conhecerem, torcem o nariz para ele. E aí mora o perigo! Curtir a vida é muito válido, mas com precaução”, orienta a sexóloga.

Benefícios de uma vida sexual ativa depois dos 50 anos

casal meia idade feliz

“Os benefícios do sexo são muitos, ele aumenta a autoestima, melhora a qualidade de vida, o humor e a intensidade das relações. No entanto, conforme a idade avança, o corpo vai passando por mudanças, por isso é preciso ficar atento e ter alguns cuidados. A libido não acaba com o envelhecimento. O que pode acontecer são algumas alterações hormonais com a terceira idade, como no caso das mulheres quando muitas vezes têm a testosterona alterada. O homem passa pela andropausa – distúrbio antropogênico do envelhecimento masculino – e essa alteração hormonal pode atingir a libido. Mas se não houver nenhum tipo de alteração no hormônio que desperta desejo sexual, a vontade continua da mesma forma”, descreve a especialista.

É possível ter lubrificação na terceira idade?

A lubrificação tende a diminuir na mulher após a menopausa. Algumas ficam com ‘muito pouco’ e outras desaparecem completamente. Nesse caso, é sempre importante fazer à utilização de géis, principalmente os que são à base de água. Além disso, o lubrificante pode ser usado em cima do preservativo para que o deslizamento seja ainda melhor.

Géis com hormônio são aconselháveis somente com recomendação médica. Vale ressaltar que o prazer continua da mesma forma, o orgasmo é uma sensação cerebral desencadeada por um estímulo no pênis ou no clitóris (vagina), se essa sensação for muito boa e prazerosa com certeza essa pessoa vai chegar ao orgasmo naturalmente.

Família

casal sombra

Muitas vezes a família pode influenciar na vida sexual pelo fato de não conseguir imaginar seus avós ou pais tendo uma vida sexual ativa. “A terceira idade é vista como o fim de tudo na vida daquela pessoa, alguns chegam a recriminar beijos e, portanto, podem não aceitar que saiam para bailes em busca de novos parceiros. O que é uma pena porque nunca é tarde para viver e ser feliz”, conclui a especialista.

Fonte: Solteiros50

Relacionamento abusivo: os primeiros sinais e como superá-los*

O assunto de hoje é extremamente delicado e importante a todos que se dedicarem à leitura do texto. Vivemos em um país que o ocupa o quinto lugar no ranking de feminicídio de acordo com a ONU Mulheres. No Brasil, cerca de 41% dos casos de violência acontecem dentro de casa. Além disso, segunda a mesma organização, três em cada cinco mulheres sofreram ou sofrem violência física ou moral em um relacionamento afetivo. E é por isso que hoje precisamos falar de relacionamento abusivo.

Apesar de estes dados alarmantes refletirem a realidade das mulheres brasileiras, também é importante ressaltar que homens também podem ser vítimas dessa situação. Antes de começar a citar alguns exemplos de sinais de relacionamento abusivo, eu gostaria que você respondesse alguma questões que podem te ajudar a enxergar melhor, caso você esteja vivendo esse tipo de inconveniência dentro da sua relação. Responda rapidamente: esse relacionamento tem mais momentos felizes ou tristes? Você sente que se doa muito mais do que recebe? É comum o sentimento de culpa e de preocupação com a relação?

Caso as respostas sejam sim, ou você teve alguma dúvida para respondê-las chegou a hora de refletir melhor sobre sua relação.

Compartilho aqui cinco sintomas que você pode estar vivendo, que te ajudará a identificar se você pode estar vivendo um relacionamento abusivo ou não. São eles:

#1 – Oscilação de humores

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Seu companheiro(a) ora é muito gentil e delicado(a), ora muda de humor repentinamente. Fica rude e rancoroso(a), criando sempre um circulo vicioso de expectativas, insegurança e aquela dúvida na parceira/parceiro: como será que ele(a) vai estar hoje? Será que vai acordar bem? Vai estar bem à noite? E a sensação que fica é que você sempre tem que fazer alguma coisa para melhorar a situação, e não seu companheiro(a).

#2 – Humilhação em público

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Pixabay

Te constrange e humilha na frente dos amigos e da família. Evita que você fique perto dos amigos e de parentes, enfim, te força a se distanciar de qualquer pessoa que possa te dar apoio. Diz que você não é nada e nem ninguém sem ele/ela.

#3 – Controle de roupas e finanças

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Faz com que você se sinta incapaz de tomar decisões. Passa a interferir no seu estilo de vida, de roupas que usa, penteado, comportamento etc. Tira os seus próprios objetos de você e controla as suas finanças. Não estimula os seus sonhos e diz que nada do que você fizer pode dar certo. Te desautoriza de quase tudo.

#4 – Você precisa implorar para o que quer

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Seu parceiro/parceira não faz uma coisa que sabe que você gosta para que você precise ‘implorar pelo o que quer. É manipulador. Quer mostrar quem manda, te colocando em situações extremamente desconfortáveis.

#5 – Transferência de culpa

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Passa horas te ignorando com caráter punitivo e injustificado. Se você pergunta por que ele ou ela está assim, a resposta é sempre algo como: ‘você sabe muito bem o motivo de eu estar assim’ – mesmo que você não tenha a menor ideia do que ele ou ela possa estar se referindo.

Como vocês notaram, uma relação abusiva não necessariamente envolve violência ou agressão física. A agressão psicológica pode ser a grande protagonista dessa relação e isso destrói a autoestima de qualquer pessoa. A agressão psicológica, pode sim, ser o início do que pode terminar em violência física.

E como sair dessa situação?

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Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Procure ajuda especializada para identificar a melhor saída para seu caso, de forma muito bem refletida e planejada, já que devemos evitar piorar as coisas e não permitir qualquer risco à sua integridade física. A saída deve ser escolhida de forma a trazer o menor prejuízo, seja psicológico, físico ou moral para todos os envolvidos. A vida é muito curta para mantermos uma relação tóxica. Decida por sair desta situação o mais rápido possível.

*Uranio Bonoldi é professor de MBA de Tomada de Decisão da Fundação Dom Cabral, consultor em gestão, governança corporativa, planejamento estratégico, liderança e processos de decision making

Psicóloga dá dicas para lidar com as crianças durante a separação dos pais

Diálogo e sinceridade são essenciais para que os pequenos se sintam seguros nesta etapa

A separação é um momento difícil, principalmente se o casal tiver filhos. Não importa a idade, para eles é sempre complicado aceitar e entender a decisão dos pais de não viverem mais juntos. A psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde, Aline Cristina de Melo, sugere a melhor forma de abordar o assunto e ajudar as crianças a lidarem com o divórcio.

Para a profissional, o melhor momento para informar aos filhos é quando esta decisão está seguramente resolvida pelos pais. “Isso evita gerar angústias desnecessárias para a criança ou adolescente, caso eles mudem de ideia”.

Não existe receita, mas a especialista lembra que a adaptação do discurso para a realidade dos pequenos e a sinceridade são pontos que devem ser levados em conta. “Posicioná-los sobre a separação de forma clara, sincera e verdadeira, transparecendo tranquilidade e segurança, faz com que a criança identifique tais sentimentos e apazigue sua angústia por meio deste acolhimento”, diz.

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Ela explica que não há necessidade de expor os reais motivos do divórcio, porém é muito importante que fique claro para a criança que ela não teve qualquer culpa ou participação nesta decisão.

Paciência e sensibilidade também são muito importantes diante das dúvidas que surgirão no decorrer deste processo. Segundo a psicóloga, na maioria dos casos, a criança não absorve bem a notícia, pois tal aspecto implica no surgimento de muitas fantasias em suas mentes, que vão desde a culpa e a contribuição delas para a separação dos pais, até a possibilidade de o divórcio afetar o amor que sentem por ela. “Isso sem falar na angústia da ausência do cônjuge que sairá de casa”, complementa.

Aline ressalta que a rejeição da criança pode ser temporária. “Ela dura até que perceba que, embora sua rotina mude, o carinho e amor que recebe dos pais não mudará. Com o tempo, essa reação de rebeldia tende a se dissipar, conforme os filhos forem recuperando a segurança na família e nos laços afetivos”, acrescenta a psicóloga do São Cristóvão.

Em alguns casos, as crianças podem apresentar uma mudança no seu comportamento e no seu rendimento em algumas atividades, inclusive na escola. Quando isso acontece, Aline aponta que é importante que os pais, juntamente com seu filho, reflitam sobre o que pode estar interferindo.

Segundo ela, a falta de motivação para as atividades pode estar ligada a aspectos emocionais relacionados à dificuldade em compreender e aceitar o divórcio, “como também uma forma de chamar atenção, mesmo que seja por meio de um aspecto negativo e prejudicial”, diz.

A especialista aconselha que os pais conversem com os educadores sobre ao assunto. “Investiguem se a criança expõe suas insatisfações e angústias perante a separação dos pais em ambiente escolar. Essa é também uma forma de compreender melhor o que ocorre”, explica.

Para a psicóloga, evitar expor os filhos aos conflitos do casal deve ser a maior preocupação dos pais. “É importante tomar cuidado para não acabar usando os filhos para afetar o outro, isso poderá se refletir negativamente na criança”. Ela explica que um cônjuge não pode falar mal do outro para a criança, o ideal é que eles saibam separar a relação deles como casal da relação deles como pais.

A dica da profissional é que os pais mantenham um relacionamento saudável, ou pelo menos, tenham um diálogo cordial. “Ter um bom relacionamento é importante, pois eles precisam dialogar e se organizar quanto aos cuidados, atenção e rotina dos filhos”. Dessa forma, as crianças perceberão que sua família passou por uma grande mudança, mas que isso não afetou no carinho e amor dos pais.

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Foto: Educaloi

“Quando isso acontece, os filhos percebem que não há motivo para sentirem-se abandonados”, reforça. Em alguns casos a separação traz alívio, principalmente quando as situações de conflitos vivenciados pelo casal eram presenciadas pelos filhos.

“Muitos pais depois da separação conseguem até melhorar a convivência com as crianças, gerando uma relação ainda mais próxima”, diz a psicóloga. E, caso a criança tenha dificuldade em lidar com todas as mudanças causadas pela separação dos pais, a profissional explica que a psicoterapia pode ser um auxílio valioso na compreensão dos sentimentos e nas mudanças que serão enfrentadas.

60% dos adolescentes ficam com celular ao alcance das mãos ao menos 12 horas por dia

Dados são da pesquisa on-line Phone Life Balance, realizada pela Motorola, que aponta ainda que a situação se intensifica durante as férias

“Quantas horas por dia o celular está ao alcance das suas mãos?” Essa foi a pergunta feita no questionário on-line Phone Life Balance, realizado globalmente pela Motorola em 2018 e que, no Brasil, contou com a participação de mais de 65 mil adolescentes. As respostas dos jovens, cujas idades variam entre 10 e 19 anos, refletem a importância do telefone celular na vida deles.

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Pixabay

Seis em cada dez adolescentes têm o celular ao alcance das mãos 12 horas por dia. Em outras palavras, 60% dos jovens. A relevância do celular na vida cotidiana dos jovens fica ainda mais clara quando se analisam os dois extremos da tabela: somente 1% disse ter o celular ao seu alcance por uma hora ou menos. Já no outro extremo, 30% afirmaram ter o celular ao seu lado durante as 24 horas do dia, ou seja, o deixam próximo até enquanto dormem.

“Assim como a pesquisa realizada no Brasil, as internacionais também confirmam que os adolescentes mantêm o celular ligado 24 horas por dia. A pergunta da pesquisa da Motorola dá um passo a mais: o telefone não só está ativo, como também fica nas mãos deles praticamente o tempo todo. Não é que eles tenham acesso enquanto realizam outra atividade, a atividade é o próprio celular”, explica Roxana Morduchowicz, especialista em cultura juvenil, consultora da Unesco e autora do livro Ruídos na Web.

Por ser um dispositivo portátil, o celular faz com que sua tela seja a que mais acompanha os adolescentes durante o dia. Em todo o mundo, o celular é a tela principal (e em muitos casos, a única) na vida dos jovens. Eles realizam todas as suas atividades nela: falam com amigos, escutam música, buscam informações, jogam e realizam as tarefas escolares.

“A vida diária dos adolescentes do século XXI se define por sua relação com as telas. As tecnologias vêm transformando a maneira como eles aprendem, leem, se informam, se divertem, assistem a filmes, séries, escutam música e se relacionam com os amigos. Trata-se, sem dúvida, de transformações muito recentes e muito dinâmicas: há dez anos, nenhum adolescente acessava as redes sociais e, hoje, não existe nenhum fora delas. Em apenas uma década, as redes sociais se converteram na principal atividade dos jovens, quando navegam pela internet”, afirma Roxana.

garotas com celular na mao

Por isso, segundo a especialista, não é de surpreender que eles deixem o celular ligado as 24 horas do dia, ou que, como demonstra o estudo, esteja ao alcance de suas mãos durante metade do dia. Essa situação se intensifica quando chegam as férias. Durante o recesso escolar, os jovens têm mais tempo livre e, portanto, muito mais horas para passar navegando pela rede no smartphone.

Um bom ponto de partida para tentar resolver essa questão é entrar em um acordo com o jovem, quanto ao tempo de uso do dispositivo e as tarefas que ele deve realizar. Dessa maneira, pais e filhos podem decidir em quais momentos podem ficar livres das telas e quais outras atividades podem realizar, para que a tecnologia não ocupe a totalidade do tempo livre nas férias.

Ler um livro, compartilhar uma atividade em família, ir a uma praça, a um clube, ao cinema, ao museu ou à casa de um amigo podem ser momentos apropriados para ficar livre da tecnologia e deixar o celular em segundo plano.

mae filha smartphone computer

A respeito da relação dos mais velhos com os celulares dos filhos, é importante que os adultos estejam atentos à maneira que eles usam as tecnologias. Isso se reflete na necessidade dos pais de incorporar uma nova pergunta ao diálogo familiar: “O que você fez hoje na internet, quais páginas você conheceu, com quem se comunicou, houve algo de que você gostou ou não?” Essa é a melhor maneira de conhecer, saber e compartilhar o uso que os filhos fazem das tecnologias, conclui a consultora.

Fonte: Motorola