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Artigo: Você é inteligente? por Lúcia Moyses*

Qual a primeira resposta que vem à sua mente quando você pensa na sua inteligência? Você se considera inteligente? Ou não?

Antigamente, o conceito de inteligência se resumia somente aos testes de QI. Um QI considerado alto, ou acima dos 120 pontos, revelava a inteligência de uma pessoa. Por muitos anos, esse número insensível e impiedoso marcou a forma como as pessoas se viam perante a própria inteligência, como eram julgadas na idade escolar e, mais tarde, nas profissões.

Crianças eram estigmatizadas e, muitas vezes, carregavam essa marca até o fim de suas vidas por não serem inteligentes o suficiente. Sem os testes de QI, eram julgadas pelas notas que obtinham nas provas, em especial, nas matérias que exigiam lógica, matemática e raciocínio intelectual. Mais tarde, na vida adulta, moldavam suas carreiras de acordo com a inteligência que tinham ou não.

Empresas contratavam seus funcionários usando como referência os testes disponíveis para medir a inteligência. Os mais inteligentes eram contratados na hora. Os outros eram dispensados ou tinham que aguardar uma nova oportunidade. Hoje, o conceito de inteligência já não é mais o mesmo, mas ainda assim, muitos ainda se avaliam por um único número que só simboliza uma parte de sua capacidade mental.

O que mudou? Por quê?

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As empresas estão cada vez mais competitivas entre si e, o mercado de trabalho, cada vez mais difícil. É um desafio para quem procura uma colocação e também para quem escolhe a sua equipe. Os líderes e gerentes das instituições começaram a perceber que algumas pessoas eram extremamente inteligentes, porém não conseguiam se sociabilizar com o resto da equipe. Tinham dificuldades de relacionamento, de fazer parcerias, de colaborar com o próximo. Eram pessoas, muitas vezes, desajustadas, de difícil convivência, até mesmo improdutivas. Não conseguiam lidar com o estresse, não reagiam bem às pressões, não conseguiam obedecer às ordens ou seguir determinadas regras.

Hoje, já é um consenso de que quanto maior a colaboração entre os membros de uma equipe, melhor o trabalho fluirá, maior a produtividade. Não há mais espaço para competições e sim para interações. Dessa forma, começou a ficar claro que somente a inteligência lógica e matemática não era o suficiente para reconhecer um bom funcionário. Outras características passaram a ser tão ou mais valorizadas que a inteligência medida pelo QI.

Inteligência Emocional

Na década de 1990, o interesse pela inteligência emocional foi despertado pelo livro de Daniel Goleman que descrevia essa capacidade como a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos, apesar de que esse conceito já vinha sendo usado desde 1920. Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar e controlar suas emoções, de forma que elas possam ser utilizadas em nosso benefício.

Os pilares da IE são o autoconhecimento emocional, o controle emocional, a automotivação, a empatia e os relacionamentos interpessoais. E, por que essa inteligência, hoje, é tão valorizada e essencial não só para os relacionamentos pessoais, mas para o mundo acadêmico e profissional?

A inteligência emocional melhora os relacionamentos. Diminui a ansiedade e o estresse. Aumenta a empatia e o poder de decisão e a produtividade. Eleva a autoestima. Facilita a conquista do equilíbrio.

Uma inteligência não anula a outra. Porém, se você for o administrador de uma empresa e quiser a melhor equipe para atingir suas metas, somente o teste de QI não é mais suficiente. A inteligência humana não pode mais ser rotulada por um simples número. O ser humano é complexo e assim também é a sua capacidade mental.

Quantas inteligências temos?

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Em 1983, Howard Gardner introduziu o conceito das inteligências múltiplas, com uma visão multidimensional da inteligência. Hoje, as diversas inteligências são classificadas em Inteligência Linguística, Matemática, Musical, Espacial, Corporal, Intrapessoal, Interpessoal, Espiritual, Naturalista e Existencial.

Cada uma dessas inteligências revela uma habilidade, um talento que o indivíduo apresenta. Um enxadrista precisa ter muita inteligência espacial para visualizar diversas jogadas antecipadamente. Alguém já se perguntou se Bach ou Beethoven tiravam notas boas em matemática? No entanto, ninguém duvida de que eles foram gênios. Gênios musicais. Ana Botafogo e Maria Esther Bueno apresentaram, sem dúvida, uma imensa inteligência corporal. Os maiores líderes da história possuíam, indubitavelmente, uma inteligência interpessoal acima da média. Enfim, cada pessoa pode se destacar em uma área, dependendo do quanto sua capacidade mental atua naquela área.

Mas, e as pessoas que não se acham boas em nada? Primeiro, isso não existe. Todos nós possuímos algumas inteligências, senão todas, mesmo que nenhuma delas se destaque. Algumas pessoas terão uma ou outra inteligência bastante alta, enquanto outras terão maior equilíbrio entre suas aptidões. Segundo, todas as inteligências podem ser desenvolvidas. Talvez não a ponto de se tornar um Einstein, um Chopin, uma Marie Curie, um Guga, uma Fernanda Montenegro, porém, todos nós podemos nos tornar mais inteligentes do que somos em todas as áreas de nossa vida. Nossa mente não tem limites para aprender, para se remodelar, para se tornar mais eficiente. Bastam os exercícios e a prática.

A maioria das pessoas se preocupa em fazer exercícios físicos. Cinco vezes por semana, mesmo sem ter a mínima vontade, levantam pesos, correm, fazem abdominais e procuram um corpo cada vez mais perfeito. Nada de errado nisso. Muito pelo contrário. O exercício físico é muito importante tanto para o corpo quanto para a mente. Além do mais, a inteligência corporal precisa dessas práticas para melhorar e se desenvolver.

E quanto às outras inteligências? Alguém se preocupa em desenvolvê-las? Resolver problemas lógicos é excelente para melhorar a nossa capacidade intelectual. Aprender a tocar um instrumento musical ou simplesmente tentar apreciar uma música de vez em quando já pode melhorar a inteligência musical. Cursos de inteligência emocional são excelentes para que possamos desenvolver esta inteligência tão importante para o nosso sucesso. Para quem não tem inteligência espacial, jogar xadrez pode ser muito difícil, a princípio, mas com o treino, nossa mente consegue se adaptar àquela nova realidade.

Não é preciso ser um gênio em nenhuma das áreas. Mas é possível desenvolver nossas diversas inteligências sempre um pouco mais. Ninguém mais precisa se prender a rótulos incutidos em nossa mente desde que éramos bebês. A vida é dinâmica, assim como a nossa mente.

Quem pode ser considerado inteligente, então?

Rob de Roy/Pixabay

Sabemos que algumas pessoas são consideradas geniais por terem se destacado muito além dos outros em alguma área de sua vida. Mas o conceito de inteligência nos dias atuais é uma soma de todas as nossas inteligências. Você pode ter uma aptidão muito exacerbada e outras mais fracas, ou pode ter um equilíbrio em todas as suas capacidades mentais. O importante é unir essas inteligências de tal forma que juntas elas facilitem o seu caminho para uma vida mais plena, mais feliz e mais satisfatória. O indivíduo mais inteligente é aquele que se sente mais realizado pessoal e profissionalmente.

Agora voltando à primeira pergunta do artigo. Você é inteligente?

*Lucia Moyses

É psicóloga, neuropsicóloga e escritora. Natural de São Paulo, Lucia teve sua primeira formação em análise de sistemas pela Fatec (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo), complementando os seus estudos com curso de pós-graduação na Unicamp (Universidade de Campinas). Atuou nessa área por mais de 20 anos. Administrou cursos e palestras, inclusive para pessoas com necessidades especiais. A partir desta experiência, a escritora se interessou pela área de humanas. Foi então que decidiu seguir a carreira de Psicóloga, concluindo o bacharelado na FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas) e, logo depois, se especializando em Neuropsicologia e Reabilitação Cognitiva pelo (Inesp) – Instituto Nacional de Ensino Superior e Pesquisa.
Em 2013, a autora lançou seu primeiro livro “Você Me Conhece?” e dois anos depois o livro “E Viveram Felizes Para Sempre”, ambos com um enfoque em relacionamentos humanos e psicologia.

Três anos após a especialização em Neuropsicologia, Lucia lançou os três primeiros livros: “Por Todo Infinito”, “Só por Cima do Meu Cadáver” e “Uma Dose Fatal”, da coleção DeZequilíbrios. Composta por dez livros independentes entre si, a coleção explora a mente humana e os relacionamentos pessoais. Cada volume conta um drama diferente, envolvendo um distúrbio psiquiátrico, tendo como elo o entrelaçamento da vida da personagem principal. Em 2018, a psicóloga lançou mais três livros: “A Mulher do Vestido Azul”, “Não Me Toque” e “Um Copo de Veneno”, totalizando seis livros da coleção. Em 2020, Lucia, lança o livro “A Outra”.

Saiba como surgiu o Dia do Orgasmo e quais os caminhos para alcançá-lo

Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT, fala sobre os segredos para atingir o ápice do prazer

Quando o assunto é sexo, ele é a estrela. Almejado por 11 em cada 10 pessoas, para alguns ele é facilmente encontrado, chegando a dar o ar de sua graça repetidas vezes em questão de minutos; para outros é a busca incessante pelo Santo Graal. Sim, estamos falando do orgasmo, que até ganhou uma data comemorativa: 31 de julho.

O Dia do Orgasmo foi criado em 1999 por alguns sex shops britânicos com o objetivo de alavancar sua vendas e chamar a atenção para um debate importante, que é a questão de muitos ainda o desconhecerem.

“O que acontece é que muitos não exploram novos caminhos para encontrar aquilo que realmente pode ser prazeroso por o considerarem tabus e, pior ainda, muitas vezes costumam se autossabotar para agradar o parceiro(a)”, explica Vanessa Inhesta, sexóloga da INTT. Apesar do orgasmo ser algo que todos podem sentir, são as mulheres que costumam sair em desvantagem. Aproximadamente 70% das mulheres nunca chegaram a sentir um orgasmo com seus parceiros.

“Desde nova, a mulher é educada para reprimir os seus desejos e práticas de estímulos sexuais por estarem associados à promiscuidade ou para evitar estigmas que poderão comprometê-la tanto no âmbito social como profissional. Questões essas que muitas vezes a obrigam assumir uma postura submissa, onde passa a encarar com normalidade que deve se resguardar para o parceiro, enquanto este mostra sua virilidade através de várias parceiras”, diz Vanessa.

Relação morna durante o isolamento

casal

O isolamento acabou se tornando um grande obstáculo para os casais. Conviver quase que durante 24 horas requer paciência, respeito e compreensão. Para não cair na temida rotina, inovar e procurar novos caminhos para vivenciar um orgasmo incrível por meio do diálogo e da troca com o parceiro (a) podem ser alternativas nesse momento. “Essa história de que é necessário realizar todas as vontades e fetiches do parceiro para não correr riscos de esfriar o relacionamento é lenda. É importante fazer aquilo que dá prazer a ambos”, ressalta Vanessa.

Prazer anal

E por falar em novas experiências, o sexo anal ainda é um obstáculo a ser superado. Para quem tem curiosidade sobre o assunto, mas não sabe por onde começar, existe alguns cuidados que precisam de atenção: “Nada de ir direto ao ponto, é importante pedir para o parceiro(a) estimular essa região com os dedos, passar um pouco de lubrificante, massagear toda área e, no momento da penetração, ir bem devagar”, afirma Vanessa.

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Inovando com sex-toys

Se não curtir a experiência, não tem problema, invista em outras fantasias. No sexo pode tudo, desde que seja bom para ambos, então tente explorar os pés, as mãos, toque-se e descubra o caminho para chegar ao orgasmo. Sex-toys e cosméticos também podem contribuir para uma experiência única, confira:

INTT Excitation

Aexcitation

O excitante feminino INTT Excitation é um facilitador de orgasmos, que auxilia as mulheres a induzirem seu orgasmo, em casos de dificuldade; ou aumentar a frequência para ter orgasmos múltiplos. Os efeitos de aquecimento, contração e pulsação no clitóris e na parte interna da vagina, fazem com que a mulher sinta sensações que nunca foram exploradas. Preço sugerido: R$ 44,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

INTT Lady Gooza

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Excitante feminino com 7 funções: excitar, esquentar, pulsar, vibrar, lubrificar, estimular e sensibilizar, além de ser o único a possuir uma cápsula vibratória. Preço sugerido: R$ 119,90. Onde encontrar: Exclusiva Sex

Vibrador e Estimulador INTT FiFi 2 Nalone

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Projetado para estimular o clitóris e promover o ápice do prazer, o toy possui duas hastes que podem ser usadas para cercar o clitóris, testículos ou mamilo, que transmitem vibrações silenciosas em sete padrões. Preço sugerido: R$ 384,30 – Onde encontrar: Butique Bella

INTT Masturbador Ninja

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O Ninja é uma masturbador masculino com efeitos que auxiliam a alcançar o prazer de forma única. São seis tipos de vibrações e pulsações, além disso, esquenta e simula o sexo oral, proporcionando sensações de forma singular. Preço sugerido: R$ 218,92. Onde encontrar: Cia Sex

Fonte: INTT Cosméticos

Saiba como melhorar a intimidade sexual durante o isolamento social

Especialistas dão dicas para aprimorar a percepção da sexualidade em tempos de isolamento social

Felizmente, com os pesquisadores continuando a aprender mais sobre o vírus a cada dia, novas informações também surgiram sobre a relação entre sexo e Corona vírus. “Se você e seu parceiro estão em isolamento social há mais de duas semanas, tomam o máximo de cuidado ao sair de casa apenas para as ocasiões mais necessárias, como ir ao mercado ou à farmácia, não há problema na prática sexual – pelo contrário”, afirma Ana Carolina Lúcio Pereira, ginecologista membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

“O isolamento é a oportunidade que temos de aperfeiçoar a intimidade. Nosso corpo e mente estão muito ligados na questão sexual”, afirma a fisioterapeuta Raquel Wolpe, especialista em Saúde da Mulher e Mestre em Sexualidade Feminina.

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De acordo com a fisioterapeuta, tanto a intimidade entre o casal quanto a satisfação pessoal e física são aspectos envolvidos nesse processo. “Mas existem outros pontos que interferem. Por exemplo, estamos vivendo uma época de muito estresse e temos que levar em consideração que medicamentos antidepressivos, opioides e corticoides também reduzem a libido”, afirma Raquel.

Para atuar no aumento do desejo, Raquel sugere descobrir o próprio corpo e ter outras experiências de autoconhecimento. De acordo com a ginecologista, a prática da masturbação é a melhor forma de se descobrir, pois ajuda a manter a sexualidade viva durante o isolamento, além de manter a mente e o corpo funcionando, oferecendo uma série de benefícios ao organismo.

“A masturbação melhora a libido, alivia dores relacionadas à menstruação (como cólicas), fortalece o sistema imunológico e até ajuda a exercitar os músculos da região pélvica, prevenindo assim o surgimento de incontinência urinária”, destaca a ginecologista. “Além disso, durante a masturbação são liberados hormônios como a endorfina, que promove bem-estar, melhora o sono e ainda ajuda a reduzir os níveis de estresse.”

O farmacêutico e bioquímico professor Luiz Moreira, Mestre em Ciências da Saúde, explica que a função sexual feminina pode ser definida como uma sequência de eventos psicológicos e físicos, sendo eles: o desejo, a excitação, o orgasmo e a resolução. “O desejo se refere à motivação para iniciar uma atividade sexual; a excitação às manifestações físicas expressando o desejo; o orgasmo a contrações involuntárias ritmadas da parede da vagina; e a resolução ao retorno às condições basais”, explica o especialista.

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Nesse contexto, existem substâncias orais que atuam nesses processos, como a Mucuna Pruriens (com propriedades afrodisíacas), Tribulus Terrestris (estimulante sexual) e Bio-Arct, que estimula o metabolismo energético, aumenta a produção de óxido nítrico, melhorando a perfusão sanguínea.

“Esse incremento da circulação sanguínea é muito favorável para a vida sexual feminina. Especificamente durante a excitação há um aumento do fluxo circulatório na genitália o que gera uma intumescência (aumento de volume) vaginal formando um coxim. Assim, durante a penetração ocorre aumento do atrito e consequentemente do estímulo sensorial”, afirma o especialista.

“Outra contribuição do incremento da circulação é a produção de lubrificação pelo processo de transudação vaginal, ou seja, passagem de fluidos pela parede vaginal. Com essas manifestações, os eventos da função sexual ocorrem de forma cíclica chegando no ápice do estímulo gerando prazer intenso”, afirma o farmacêutico.

Para a questão da modulação hormonal, além de Tribulus Terrestris, o farmacêutico recomenda a suplementação com Vitex Agnus Castus, que ameniza os sintomas da tensão pré-menstrual e Modulip, que reduz o efeito do estresse. “Modulip GC reduz o efeito do estresse sobre os níveis hormonais controlando a liberação de cortisol e influencia positivamente nos níveis de testosterona e Di-hidrotestosterona. Esses hormônios impactam bioquimicamente no mecanismo do despertar do desejo ativo, aquele que se manifesta de forma espontânea”, explica o farmacêutico.

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Outro tipo de suplementação importante nesse sentido é o Exsynutriment, um ácido ortosilícico estabilizado em colágeno marinho, cofator importante para síntese das fibras de colágeno. “Ele catalisa as ligações cruzadas entre as fibras de colágeno e elastina garantindo a manutenção, firmeza, sustentação e hidratação dos tecidos cutâneos, articulações, mucosas e assim a manutenção do tônus muscular. Esses efeitos podem melhorar o trofismo vaginal, minimizando a sensação de frouxidão e aumentando a lubrificação. O tônus muscular adequado garante intensidade nas contrações da fase do orgasmo”, diz Moreira.

Todos os ingredientes estão disponíveis em farmácias de manipulação. “Consulte seu médico ou um farmacêutico para prescrição da fórmula”, finaliza o professor.

Fonte: Biotec

 

Relacionamentos em tempos de pandemia, por Beatriz Campos*

O confinamento modificou completamente as relações entre as pessoas. Os relacionamentos familiares foram intensificados e estamos utilizando os meios digitais para nos aproximar daqueles contatos queridos. Você, com certeza, já deve ter pensado nessas coisas, afinal, está sentindo na pele. Então, talvez possa arrumar alguns minutos para refletir comigo alguns aspectos.

Aliás, é importante lembrar que não é só você que está passando por isso, mas grande parte da população mundial. O tempo de convivência entre familiares vem sendo um grande desafio para alguns, pois está exigindo maior equilíbrio emocional. Para outros, uma oportunidade única de prazer e fortalecimento entre seus membros.

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Quando o grupo familiar se fortalece e se nutre com ótimos momentos, ótimo! Mas, quando começam a surgir conflitos que estavam embaixo do “tapete”, as coisas começam a ficar complicadas. Então, nada melhor do que aproveitar esse momento para “lavar a roupa”, como se diz na linguagem popular. Entretanto, é preciso muito equilíbrio emocional e capacidade de diálogo para a melhoria das relações.

Sendo assim, é necessário ter uma visão construtiva e colaborativa para que todos possam se aperfeiçoar e contribuir para o equilíbrio e crescimento da família. Porém, se você percebe que não há clima e capacidade emocional entre as pessoas, é melhor buscar ajuda com um profissional especializado no assunto: o psicólogo.

Nesse período de quarentena, também encontramos diversas notícias sobre o aumento do índice de divórcios na China após a pandemia. Porém, o que nós podemos tirar disso? Bem, inicialmente, devemos considerar que vários casais precisaram se deparar com os conflitos, insatisfações e relacionamentos fracassados que estavam se arrastando antes da quarentena. Mas, por que não aproveitar e realizar novas construções no relacionamento?

Esse é um momento oportuno para o diálogo, entendimento e mudanças de atitudes para restaurar a relação. A conversa com capacidade de empatia só agrega valor para fortalecer as relações de um casal e ajuda a traçar novos planos e desfrutar de momentos construtivos. Entretanto, se for para romper os laços, é fundamental saber respeitar essa decisão para que ambos possam percorrer caminhos melhores. O importante é a felicidade de cada um e do casal, independente de decisões.

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Outro ponto é em relação às amizades, rede de contatos e colegas de trabalho. As pessoas estão conectadas pela internet o tempo todo. Com o confinamento, milhões de pessoas passaram a estar sempre online, o que causou um congestionamento das empresas que fornecem o acesso à internet.

Esse movimento intensificou os contatos internos entre os profissionais das empresas pelo home office. Nesse sentido, os gestores e líderes estão precisando lidar com as ansiedades de seus colaboradores, além de atuar para aliviar as suas preocupações com resultados neste momento tão desfavorável.

Somado a isso, os amigos querem fazer “visitas virtuais” para aliviar suas ansiedades, principalmente em relação à pandemia. É importante falar sobre o cenário atual e questões de política, porém, não se prenda somente a esse tipo de assunto. Converse sobre o dia a dia e tente ter uma fala mais leve.

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Sendo assim, vimos que todos os âmbitos estão carregados de emoções. De qualquer forma, sendo virtual ou não, as pessoas se deparam com um mesmo cenário: lidar com o seu nível de controle emocional. Essa crise está nos colocando à prova e sendo um desafio para cada um de nós. Estamos na mesma “vibe” e essas informações contribuem para que tomemos consciência da importância do controle emocional em todos os contextos de nossos relacionamentos.

*Beatriz Campos é psicóloga da Telavita, plataforma de psicoterapia online, e possui mais de 30 anos de experiência nas áreas empresarial, escolar e clínica

Saiba como agir diante da paquera por sites e aplicativos de relacionamentos

Segredos embutidos na conversa online revelam interesses dos adeptos do romance virtual

A paquera virtual tornou-se hoje o ponto alto dos relacionamentos. A cutucada, a piscadinha ou o “favoritar aquele perfil que chamou a atenção” são as formas mais rápidas e práticas de fazer novas amizades e iniciar um contato que pode virar um romance.

“O que vale dizer é que a tecnologia ajuda bastante, mas a iniciativa de cada um é importante para o jogo da sedução, de paquera pessoal ou virtual”, afirma a terapeuta de casais e consultora do site de relacionamentos Solteiros50, Carla Cecarello. Para a especialista, investir em alguém não é tão difícil como antigamente mesmo para quem é tímido ou para quem já tem a fama de pegador ou pegadora, afinal, elas atuam mais intensamente nas redes sociais que eles.

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Apesar dos tempos de paquera online o romance não morreu. Homens e mulheres buscam a pessoa especial e afirmam que não há nada melhor que olhar no olho, trocar sorrisos e partir para a conversa. Na paquera virtual esse jogo da conquista também ocorre e, em vez de ser frente a frente, é por meio de um computador ou smartphone por meio de palavras escritas, gifs, emojis. “O desenrolar da conversa é a forma de paquera, os gifs e os emojis são as sensações envolvidas e significam parte daquilo deve ser filtrado”, alerta a psicóloga especialista em relacionamentos, Yris Monallizza de Souza, do site Amor&Classe.

A especialista diz que a conversação, por ser uma ferramenta disponível nos sites e aplicativos de relacionamentos, faz parte do jogo de sedução e conquista nas redes sociais. É por meio dessas conversas síncronas (quando ambos respondem simultâneamente) ou assíncronas (quando a resposta é feita após alguns minutos, horas ou dias) que a conquista ocorre. Depende muito de como as pessoas utilizam esses recursos e como são interpretados por quem recebe as mensagens.

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“Para um público mais maduro, perto dos 50 anos ou mais, esse jogo é interessante. Quando se descobre falhas sobre a personalidade do outro a frustração é menor porque a experiência de vida já os deixou mais preparados para personagens criados na rede”, salienta Carla.

No entanto, para um público mais jovem e afoito, esse jogo de palavras nem sempre é bem visto. Para eles, a troca de emojis, figuras, gifs e mesmo partir para um encontro de forma mais rápida é a forma de fazer valer o serviço que os sites de relacionamento oferecem.

“Mas é prudente identificar se um determinado perfil é realmente aquilo que diz ser antes de sair para um encontro às cegas sem uma checagem”, lembra Yris. Para a especialista em relacionamentos, a ansiedade nos mais jovens é comum e por isso estão mais propensos à frustrações. “Quando se cria mentalmente uma personagem a partir das conversas online ou tem-se uma expectativa qualquer desencontro entre o que foi imaginado e o real pode decepcionar”, destaca a psicóloga do Amor&Classe.

Decifrar o que o outro quer, o que procura e como é antes de ir para um encontro é uma maneira de evitar angústias. “As pessoas, fazem tudo de forma rápida e emocional sem se preocupar com as consequências e depois não encaram a frustração”, diz Carla.

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Normalmente, as conversas entre os usuários dos sites de relacionamento são para impressionar. Cabe ao outro decifrar e compreender as entrelinhas dessas trocas, como forma de perceber os detalhes das mensagens. “Quando todos se entendem e a conversa ocorre de forma natural e aberta o jogo da conquista é mais prazeroso”, comenta a terapeuta.

Os sinais nas conversas online são maneiras de expor sentimentos e devem ser analisados para descobrir os interesses por trás dessa comunicação. Frases de efeito, pensamentos complexos ou rebuscados podem mostrar a pouca criatividade do interlocutor. Existem milhares de sites com frases românticas prontas que podem ser copiadas por qualquer usuário da internet.

“Quem se entrega para os jogos de sedução deve saber que na rede tudo é possível, que o desconhecido do outro lado está escondido atrás de um perfil”, reforça Yris. Se a pessoa se interessa por um perfil que tem todas as características que deseja deve pesquisar antes de marcar um encontro. “Há casos de muitos encontros que terminaram em casamento, em namoros longos ou efêmeros e há aqueles que sequer passaram do encontro inicial porque havia muita informação fake”, lembra a psicóloga.

Todas essas recomendações das especialistas são formas de auxiliar os usuários dos sites e aplicativos de relacionamento, para que sejam possíveis ocorrer histórias de sucesso e final feliz. Assim como pessoas se conhecem na balada, trocando olhares, sorrisos e conversas antes de passarem à amizade e beijos, abraços ou algo mais, muitos usuários encontram seus pares nas ferramentas de aproximação online. É caso de Miguel D’Agostino (47) e Valentina Soares (44).

A história dos dois é quase um conto de amor impossível: “Conheci a minha esposa num site de relacionamento, no período de carnaval, quando todos querem folia, festa, fantasia, beijar muitas bocas e contar para os amigos”, conta ele. Em vez de ir para a folia, o técnico em radiologia decidiu relaxar em casa e aproveitou a internet. “Recebi a publicidade do site. Entrei, me cadastrei e associei-me. Logo de cara o cruzamento de perfis com os mesmos desejos e semelhanças indicou o de Lena, que estava online. Fiz o contato e apesar da demora em responder, ela finalmente disse um Oi”, lembra D’Agostino.

Os dois trocaram correspondências dia sim dia não, cada vez com mais detalhes, até que um mês depois marcaram o encontro. A amizade online virou real e namoro alguns meses seguintes. Três anos anos depois, subiram ao altar.

A história de D’Agostino se repete com os milhares de usuários registrados nos bancos de dados dos sites Solteiros50 e Amor&Classe. “Há sempre uma chance para quem está disponível e quer encontrar um parceiro ou parceira”, afirma Carla. Para conquistar um amor duradouro a chave é o romantismo. “O flerte inicial, a forma como aborda temas e ou assuntos do cotidiano e como se dispõe a ser verdadeiro é o que define um relacionamento duradouro”, aponta Yris.

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Ilustração: Studiostoks

Não há garantias de que se terá sucesso imediato, mas vale a pena tentar. “Primeiro ambos devem saber o que querem, depois tentar uma aproximação, estudar a maneira da pessoa”, complementa Carla.

“As mulheres gostam de elogios, isso não muda. A mensagem deve ser sempre real e verdadeira, pois isso é bacana nos relacionamentos online”, finaliza Yris.

Relacionamento de casal: menos glamour, mais realidade*

Por que há em torno do casamento entre duas pessoas tanto glamour e tão pouco preparo? Por que estes sonhos se acabam tão rapidamente? Por que duas pessoas que resolveram viver juntos uma vida toda não suportam tal “juramento”?

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Em minha experiência profissional atendendo casais ou parceiros individuais em busca de melhorar a si próprios para melhorar a relação, percebi que existem algumas atitudes que levam ao fracasso do relacionamento entre duas pessoas. Não se trata de exceções, grande parte destas atitudes é sabidamente negativa na relação inclusive interpessoal.

A primeira atitude que percebo como uma erva daninha ao relacionamento é que as pessoas não têm a mínima consciência de que adquiriram um “bem valioso”, sem a ilusão de que alguém é dono de outro alguém, a relação e os parceiros precisam de cuidados diários. Uma relação entre duas pessoas precisa ser nutrida com tentativas constantes de compreensão e superação. Sem cair no clichê da fala do Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, é mais ou menos isso. As relações entre parceiros necessitam de intenso cuidado entre as partes.

A segunda questão é o que eu chamo de posse: o que é meu e o que é do outro. Vidas distintas grande parte das vezes leva ao desligamento afetivo do casal, se não trabalhada por ambos. Questões ou decisões individuais repercutem na relação do casal. É necessário um grande exercício de equilíbrio, bom senso e aceitação quando apenas um viaja, trabalha durante a noite, ganha um salário muito superior, tem a posse dos bens materiais, fora todas as outras questões cotidianas como quem e como prepara as refeições, leva os filhos na escola ou cuida dos animais.

Dar o meu melhor, e não o meu pior é um item importante! Nosso parceiro precisa ser nossa prioridade. E não um resto a ser tolerado para cobrir nossas deficiências e questões mal trabalhadas. Além de tudo precisa ser nosso amigo, em momentos difíceis trocar de papel e ser nosso cuidador e poder nos acolher quando estamos doentes, por exemplo.

O excesso de críticas e a forma de manifestar opiniões também é importante. Muitas vezes é preciso esperar o momento mais adequado para discutir questões que geram raiva, discordância ou polêmica, divergências familiares, políticas, religiosas e esportivas. Quando houver perspectivas distintas, é necessária criatividade para encontrar formas de resolver o conflito e respeitar a opinião de cada um.

Faz parte do cultivo desta relação o perdão! Quando nossas palavras ou gestos ferem o outro, é imprescindível admitir o nosso erro e pedir perdão. E quando o contrário acontece, é preciso estar disposto a perdoar.

Quando ameaçamos o outro falando de separação ou começamos a fantasiar com a ideia de viver com outra pessoa, estamos destruindo nossa união em sua raiz. Muitas vezes é necessário rediscutir os contratos, combinados e a fidelidade.

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Se percebermos que as discussões tomam o rumo do desrespeito é melhor que ambos procurem ajuda profissional. Muitos casais esperam muito e chegam com a relação tão desgastada que não é mais possível retomar. Ter a sensibilidade de tentar restaurar o equilíbrio o quanto antes é maduro de ambas as partes.

É verdade que temos certa tendência ao egoísmo, mas o casamento só funciona se soubermos superá-la. Se ambos os cônjuges estão dispostos a se amar com generosidade, colocando o bem do outro à frente do seu, então o casamento prospera. O relacionamento de casal não é um conto de fadas, mas o encontro de duas pessoas bem humanas. Se conseguirmos no dia a dia lidar com estes conflitos certamente seremos humanos melhores, com menos glamour e com mais experiência e maturidade.

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*Ana Cassia Stamm é palestrante socióloga, psicóloga e psicoterapeuta Vibracional. Fundadora do Despertar do Ser Terapias Vibracionais

No Brasil, onde estão as mulheres maduras? – por Bete Marin*

Se elas não estão em casa, no mercado de trabalho ou representadas na publicidade, onde é que as mulheres maduras estão? Quando comecei a trabalhar com longevidade, cinco anos atrás, o envelhecimento da população era uma onda prestes a chegar, mas ainda invisível para marcas, organizações e para a sociedade em geral. Hoje, com mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos – 54 milhões, se considerarmos as 50+, de acordo com projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, não há mais como negar: o Brasil está envelhecendo.

As mulheres maduras, por exemplo, já representam 13,7% da população, ultrapassando os 29 milhões de pessoas – o equivalente a quase três vezes a população de Portugal.Mas, nós não estamos envelhecendo como antigamente. Definitivamente, não. Na busca por novos paradigmas do que é envelhecer, as mulheres maduras também têm buscado novos lugares sociais. E, aqueles que ocupamos até hoje, estão sendo ressignificados. Mas, se as mulheres maduras já representam um volume tão grande da população, onde estão, afinal?

Elas não estão na publicidade. Repare no anúncio de xampu, na vitrine das lojas e no e-commerce, ou nas campanhas de redes sociais. As mulheres maduras ainda são invisíveis na publicidade. Em Cannes de 2019, mais de 70% das agências de publicidade afirmaram nunca ter recebido um briefing voltado para o público sênior, apesar de serem responsável por 50% do consumo global. E, para piorar, se um departamento de marketing descobre que a média de idade do seu público mudou, isso é motivo de desespero. Afinal, sua marca está envelhecendo.

Essa miopia do mercado torna invisível o potencial de consumo do mercado maduro. Só no Brasil, a população mais velha gera uma receita de R$ 1,6 trilhão por ano. Mas, enquanto todos os olhares se voltam para os millennials, as marcas não se dão conta de que o Brasil já tem mais avós do que netos. A distorção é gigante. Noventa e dois por cento das mulheres que entrevistamos no Focus Group 2018 para a pesquisa Beleza Pura não se sentem representadas na publicidade.

Isso porque, mesmo quando existem modelos maduras em campanhas femininas, elas estão representadas por velhos estereótipos que ainda as colocam de cabelos em coque e xale. O que é sentido na comunicação, também, está refletido nas prateleiras. Mais de 40% das mulheres maduras reclamam da falta de produtos e serviços para suas necessidades, segundo estudo Tsunami60+. Entre a miopia e a invisibilidade, eu faço essa provocação: quando foi a última vez que você viu uma mulher madura bem representada na mídia?

Elas não estão (na proporção em que poderiam) no mercado de trabalho. As maiores companhias do mundo já começam a conversar sobre o efeito da diversidade no ambiente de trabalho. Porém, nessas conversas, a questão geracional ainda é raramente abordada. Em uma pesquisa realizada, nos Estados Unidos, pela The Riveter, mostra que 43% das mulheres acima de 55 anos afirmam que perderam uma promoção na carreira por conta da idade.

Para essas mesmas respondentes, a idade (25%) é um fator que afeta mais sua experiência no trabalho do que o gênero (17%). Ou seja, além do desafio de equidade de gênero – que se reflete na diferença de salário e oportunidades –, elas ainda enfrentam vieses relativos à idade. No Brasil, segundo relatório da Maturijobs, 48% das mulheres relatam já ter sofrido discriminação no trabalho por conta da idade.

Na prática, o preconceito com a idade, conhecido como ageísmo, afeta mais as mulheres do que os homens. No Reino Unido, enquanto as mulheres começam a sentir o preconceito no ambiente de trabalho a partir dos 40 anos, os homens só relatam essa discriminação, na mesma proporção, aos 45 anos. Essa diferença está relacionada ao nosso viés cognitivo de beleza e juventude cobrado das mulheres, somado também à ideia de que as pessoas maduras são menos inovadoras, adaptativas e, portanto, menos qualificadas para os desafios mais atuais do trabalho.

O resultado é uma taxa de desemprego mais alta entre as mulheres maduras. Segundo o estudo Gendered Ageism do Catalyst, de 2007 a 2013, a taxa de desemprego das mulheres inglesas com mais de 65 anos subiu, nesse período, de 14% para 50%. Nos Estados Unidos, quase 30% da população acima de 50 anos foi afastada de forma involuntária do trabalho. E, na empresa onde você trabalha, qual a representatividade das profissionais acima de 50 anos?

mulher celular cama

Elas não estão em casa. Procure na cadeira de balanço, na janela ou no sofá. As mulheres maduras não estão mais lá. Com a extensão da vida, o empoderamento feminino e a independência financeira – que marcou a geração 50+ no Brasil –, as mulheres têm buscado realizar seus sonhos, descobrir novos hobbies e se conhecer profundamente com práticas que, até então, nunca experimentaram.

Durante a minha jornada nos encontros presenciais e nas interações digitais, conheci várias mulheres maduras que inovaram e se reinventaram durante a maturidade, resgataram sonhos e os transformaram em realidade. Duas delas, as pianistas Ciça Terzini e Cíntia Motta estarão comigo na abertura do evento Beleza Pura 2020. Elas, recentemente, criaram o Projeto DuoemCi e estão harmonizando jazz e piano popular com propósito e trabalho.

As mulheres maduras estão nas aulas de música e dança, no curso de arte, na universidade, nos cruzeiros, na ioga, no Tinder. Elas estão na arena da vida, inovando, aproveitando, como nunca, a liberdade que vem com a idade. Para muitas, especialmente acima dos 70 anos, a partida do marido trouxe a liberdade de descobrirem os próprios gostos, hobbies e vontades – como a Vó Izaura Demari. Ao lado das amigas, dos parentes, se permitem conhecer pessoas novas – e se autoconhecer por uma nova perspectiva. Com tudo isso acontecendo, não dá nem tempo de ficar em casa.

Elas estão abraçando o risco! Se as mulheres maduras não se veem representadas na publicidade, nem nas prateleiras; não têm espaço no mercado de trabalho e não desejam mais envelhecer em casa, existe um caminho natural que muitas estão adotando: empreender. O Brasil já conta com 23 milhões de empreendedoras, sendo 34% do total de ‘donos de negócio’ do país, segundo o PNAD. Para essas mulheres, empreender pode ser tanto uma resposta a uma oportunidade de mercado ou descoberta pela própria experiência, como uma necessidade de se manter economicamente ativas para dar suporte às outras gerações da família, em um fenômeno conhecido como ‘geração sanduíche’.

Helena Schargel

Do total de empreendedoras no Brasil, 46% têm mais de 45 anos. São mulheres como Helena Schargel que, aos 79 anos, desenvolveu uma coleção de roupas íntimas para 60+. Em parceria com a Recco Lingerie – e depois de 40 anos trabalhando no mercado têxtil –, a empreendedora decidiu transformar as passarelas de moda incluindo as mulheres maduras como modelos.

Enxergar as mulheres ocupando novos espaços de poder e transformação na sociedade é uma das minhas maiores motivações realizando o que faço. Tenho me dedicado nos últimos anos a entender o universo do empreendedorismo feminino maduro e enxergar formas de impulsioná-lo. Assim, essa transformação acontece de forma mais rápida, impactando milhões de mulheres que, nesse mesmo momento, estão buscando por uma alternativa para viver da melhor forma possível a maturidade.

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*Bete Marin é cofundadora das empresas Hype60+, Amo Minha Idade, ED Comunicação, ED Promoção e Eventos, é sócia da Virada da Maturidade, Beleza Pura e parceira do Longevidade Expo+Forum 2019. Especialista em planejamento estratégico, comunicação integrada, marketing digital e eventos, Bete é graduada em Marketing; pós-graduada em comunicação pela ESPM; possui MBA pela FGV e é pós-graduanda em Gerontologia (Albert Einstein).

Usuários de app de relacionamento estão de olho no signo dos possíveis parceiros?

Saber o signo é importante para você na hora de se relacionar? Pesquisa da rede social mostra o comportamento dos usuários quando o quesito é o horóscopo

Você acha importantíssimo perguntar o signo do crush antes de engatar num relacionamento? Dá uma olhada no mapa astral e até faz combinação holística com o signo do outro para saber se a relação vai dar certo? Saiba que você não está sozinho(a)!

Uma pesquisa realizada com 1.149 usuários brasileiros, feita pelo aplicativo, revelou que para 23,67% deles, o signo do futuro relacionamento é crucial para seguir em frente ou não com a relação, enquanto três em cada dez pessoas perguntam o signo do ‘contatinho’.

relogio astronomico zodiaco signos astrologia pixabay

“Falar sobre signos e astrologia é um fenômeno muito forte que acontece no Brasil. Com essa pesquisa buscamos saber o quão a fundo nossos usuários levam essa questão. Apesar da maioria levar como um quebra-gelo, ainda sim a porcentagem de pessoas que procuram saber sobre o signo e compatibilidade dos ‘crushes’ é bem grande”, diz Martha Agricola, diretora de marketing do Badoo.

Números da pesquisa mostram que 21% dos usuários da rede social no Brasil dizem ser importante verificar o horóscopo regularmente. Destes, um em cada dez pessoas, confirmam dar aquela olhadinha no que as estrelas lhes reservam todos os dias, enquanto quatro em cada dez pessoas, dizem ir verificar sempre que precisam de um conselho.

A pesquisa ainda mostra que 8,99% dos homens se importam mais com a compatibilidade de signos, enquanto apenas 4,65% das mulheres dizem ser muito importante.

Para a astróloga Mariana Fernandes, a astrologia não é quem faz as escolhas e, também, não é apenas esse aspecto que deve ser levado em consideração. Suas primeiras impressões sobre o outro é que devem prevalecer. Neste caso, os astros podem ajudar a refletir sobre essas possibilidades. “Nós somos donos das nossas escolhas, o que a gente sente deve sempre ser levado em consideração”, explica.

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A astróloga comenta que, no começo da paquera, sabemos muito pouco sobre os parceiros. Vasculhar o mapa astral é uma forma divertida de descobrir algumas características. Além disso gostar ou até mesmo saber falar sobre signos pode ser um ótimo quebra gelo, mas que, no final, todos querem apenas uma garantia de felicidade.

“Crer em um resumo superficial, como por exemplo: acreditar que todo leonino é super altivo, o capricorniano frio e o pisciano sonhador, nos faz ter a impressão de que também somos, né? Ninguém quer isso. O mapa astral serve para apresentar o que cada um tem de diferente”, fala.

Para isso, Mariana aponta: “Realmente, nós não temos 12 grupos distintos de pessoas por aí. Essa escolha, com base na astrologia, só deve ser levada em consideração após um estudo do mapa composto do casal, porque, assim, os resultados serão mais assertivos.

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Para os usuários do Badoo, no entanto, quatro em cinco usuários não acreditam que a compatibilidade amorosa seja realmente importante em um relacionamento. Por isso, acreditando ou não nos astros, o importante é respeitar e seguir sempre os seus sentimentos.

Informações: Badoo

Psicóloga e padre se unem para publicar livro sobre relacionamentos nutritivos e tóxicos

Quem nunca se sentiu triste ou viveu relacionamentos em que se sobressaíssem os sentimentos de culpa, raiva, solidão, abandono, frustração, decepção ou falta de pertencimento? A desarmonia relacional tem início em um emaranhado de sentimentos que provoca dúvidas sobre estarmos no caminho certo.

Pensando em oferecer hospitalidade a esses sentimentos, a psicóloga Karina Fukumitsu se uniu ao padre Licio de Araujo Vale para escrever o livro “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”, que agora é publicado por Edições Loyola em coedição com a Paulinas Editora.

O ponto de partida foi o encontro de três grandes nomes na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo: a psicóloga e psicoterapeuta Karina Fukumitsu; o pesquisador sobre luto e valorização à vida padre Licio de Araujo Vale; e o jornalista Marcelo Zorzanelli, que sofre de depressão clínica há 14 anos. Desse encontro, os autores Karina e Licio resolveram transformar o diálogo sobre a doença do milênio: a depressão e suas consequências sérias e trágicas, em uma obra que sugere como tratar essa questão com os adolescentes, não apenas na escola como também em casa.

O livro – o primeiro volume da coleção “Adolescer sem adoecer – Conversas entre uma psicóloga e um padre” – propõe a reflexão sobre os sentimentos, ajuda a entender as complexidades dos relacionamentos humanos e explica, com clareza e sabedoria, como oferecer hospitalidade a todos eles, sejam bons ou maus.

A relação com o tema chegou muito cedo para ambos os autores. Karina, quando criança, presenciou diversas tentativas de suicídio da mãe. Padre Licio perdeu seu pai por suicídio aos 13 anos, porém até os 18 acreditou que havia sido um acidente. “Os assuntos surgiram como uma avalanche de situações que permeiam as nossas vidas”, destaca a psicóloga.

O bate-papo narrado nesta obra evidencia o amor concretizado de um período de entrega de uma psicóloga e de um padre, cujo propósito principal foi o de estabelecer entrelaçamentos entre a adolescência e os processos autodestrutivos, tema que preocupa a sociedade brasileira na atualidade.

“O amor nos faz ser, e não somente existir; quando nos transformamos, tudo se transforma ao nosso redor. As coisas ao nosso redor existem, mas só nós podemos amá-las. Se quisermos colaborar na redenção de alguém, precisamos amar esse alguém”, destaca o padre.

Em “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxica”, o leitor encontrará dicas importantes sobre como lidar com diversos tipos de relacionamentos potencialmente problemáticos e descobrirá o que fazer para transformá-los em relações mais saudáveis e prazerosas. Além disso, vai aprender como construir relações melhores com amigos, filhos, irmãos, sogras, chefes, colegas de trabalho, faculdade ou o companheiro, mostrando que a boa comunicação depende do respeito não apenas ao outro, mas também a si mesmo.

Sobre os autores:

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Karina Okajima Fukumitsu é psicóloga, Gestalt-terapeuta e psicopedagoga, com doutorado e pós-doutorado em Psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. É mestre em Psicologia Clínica pela Michigan School of Professional Psychology (EUA) e autora de vários artigos e livros sobre suicídio, luto por suicídio e Gestalt-terapia. Coordenadora da pós-graduação em Suicidologia: Prevenção e Posvenção, Processos Autodestrutivos e Luto na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS).

Licio de Araujo Vale é padre na Diocese de São Miguel Paulista (SP), pesquisador sobre luto e valorização à vida, educador e palestrante. Licenciado em Filosofia pela PUC-SP e graduado em Teologia pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (SP), já ministrou cursos e palestras no Brasil e no exterior. Atualmente, é pároco da Paróquia Sagrada Família de Vila Praia, São Paulo (SP), e membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção ao Suicídio (Abeps).

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Título: “Acolher e se afastar: Relações nutritivas ou tóxicas”
Autores: Karina Okajima Fukumitsu e Pe. Licio de Araujo Vale
Editora: Edições Loyola e Paulinas Editora
Formato: 13 x 18 cm
Páginas: 88
Preço: R$ 18,00