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Molho de tomate promove benefícios à saúde do cérebro e do coração

O molho de tomate é um ingrediente presente no dia a dia de grande parte dos brasileiros por ser o parceiro perfeito para massas. Mas, além de versátil e saboroso, o item culinário ainda garante diversos benefícios a saúde.

“Além da versão tradicional ser pouco calórica, estudos apontam que o molho de tomate ajuda a melhorar a circulação e a saúde cardiovascular, aumenta as defesas o organismo, protege contra os radicais livres, tem ação desintoxicante e previne contra câncer e doenças neurodegenerativas”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

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Pixabay

O problema é que, ao chegarmos nas prateleiras dos mercados, encontramos diferentes variações de molho de tomate, como a polpa de tomate e o extrato de tomate. Mas, afinal, qual é a diferença entre estes produtos? De acordo com a Dra. Renata, a principal diferença está na concentração, ou seja, quantos tomates foram utilizados para fazer cada um destes ingredientes.

“Enquanto o molho de tomate comum é o tomate processado, já temperado e pronto para o consumo, a polpa de tomate, também chamada de purê, é simplesmente o tomate processado, para que você tempere como preferir. Por fim, o extrato de tomate é a polpa de tomate concentrada, sendo necessário diluí-la antes de consumir”, destaca a médica.

Já com relação aos aspectos nutricionais, existem algumas diferenças, mas nada muito considerável. De acordo com a especialista, o mais importante é observar os rótulos e ficar atento as quantidades de sódio, gordura, conservantes, amido modificado, extrato de levedura e glutamato monossódico para escolher a opção mais saudável. “É preciso tomar cuidado também com as opções light e zero disponíveis no mercado hoje, pois essas variações podem ter seus valores nutricionais alterados, levando a perda da qualidade original do produto”, explica.

“Se você está procurando a opção mais saudável, o ideal é optar pelos molhos orgânicos, já que estes combinam tomates cultivados ecologicamente com ingredientes igualmente saudáveis, como sal marinho e ervas aromáticas, sendo assim menos calóricos e mais saborosos, além de conterem mais licopeno do que os molhos convencionais”, indica a médica.

Por fim, é essencial observar a integridade da embalagem do produto, pois é um ponto fundamental para garantir a qualidade do molho, já que tem como principal função proteger os alimentos contra as condições externas, como luz e microrganismos, e evitar a perda de aroma e gosto.

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“Melhor que decidir entre as diferentes formas do molho de tomate industrializado, é preparar o seu próprio molho em casa, já que, além de ser muito mais gostoso e saudável, não tem conservantes e preserva boa parte dos valores nutricionais do alimento”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam)

 

Canela diminui colesterol, reduz níveis de açúcar no sangue e previne doenças

Uma das especiarias mais antigas do mundo, a canela é obtida a partir da casca interna de várias espécies de árvores do gênero Cinnamomum. Ela aumenta o metabolismo e é um anticoagulante natural

Encontrada em mercados, feiras livres, lojas de especiarias e produtos naturais, a canela é uma especiaria que deveria fazer parte da sua alimentação. “A canela tem atividade antioxidante extremamente alta, diminui o colesterol, reduz níveis de açúcar no sangue e auxilia no tratamento do diabetes tipo 2. Além disso, ela ajuda a prevenir doenças cardíacas, cáries, problemas respiratórios e entre inúmeros benefícios também é um excelente tônico do cérebro, tônico digestivo e anticoagulante natural”, conta Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

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Obtida a partir da casca interna de várias espécies de árvores do gênero Cinnamomum, a canela traz em sua composição eugenol, safrol, felandreno, ácido cinâmico e taninos. “Se bem usada, a canela não faz mal. Mas como todo alimento termogênico, ela aumenta o metabolismo de forma geral e, consequentemente, também aumenta a produção de suco gástrico, sendo assim, deve ser evitada por quem sofre de úlcera, gastrite ou qualquer outro problema estomacal e também por quem tem problemas de coagulação sanguínea pois ‘afina o sangue’”, diz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda o uso de chá de canela durante a gravidez, assim como grande parte dos nutricionistas e obstetras. “Embora não exista um consenso de que a canela provoque aborto, ele normalmente é contraindicado na gravidez. Há estudos que indicam uma relação direta entre chá de canela e aborto, mas faltam ainda evidências científicas suficientes que comprovem essa informação.”

Por isso, a médica lembra sempre de seguir orientação com médico ou nutricionista, uma vez que o uso excessivo desse e de qualquer alimento pode trazer problemas. “No caso da canela, o excesso pode causar intoxicação, irritação das mucosas, irritação do intestino, alteração dos batimentos cardíacos, úlceras e alergias”, afirma. Mas esses são casos extremos de alto consumo.

Segundo a médica, algumas dicas para o consumo são: nos cereais, chás, com algumas frutas, bolos e por se tratar de uma especiaria muito saborosa pode ser utilizada até mesmo em alguns molhos.

Quer conhecer uma receita fácil e rápida com a canela?

Receita de banana assada com canela

banana com canela canadutch
Canadutch

Ingredientes:
2 colheres de sopa de suco de laranja;
1 banana-nanica;
canela em pó para polvilhar;
2 colheres de chá de suco de limão.

Modo de preparo:
Faça um corte com a casca da banana. Disponha a banana dentro de uma assadeira, adicione suco de limão e suco de laranja. Salpique a canela e leve ao forno em fogo a 250 graus coberto com papel alumínio, por 15 minutos. Depois, retire do forno, espere esfriar e sirva.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam).

Alimentos: o que é e qual a importância para o organismo do índice glicêmico

Apesar de ser um assunto pouco comentado pela grande maioria das pessoas, um dos fatores mais importantes quando o assunto é perda de peso e prevenção da obesidade é o Índice Glicêmico (IG) dos alimentos, que indica a velocidade com que os carboidratos de um alimento são absorvidos pelo organismo.

“Quanto maior o índice glicêmico do alimento, mais rápido o açúcar será transportado para a corrente sanguínea e mais insulina será liberada pelo pâncreas para manter os níveis de glicemia na faixa normal. O problema é que altos níveis de insulina no organismo contribuem para menor saciedade e maior estímulo ao consumo de alimentos, podendo assim favorecer o aumento de peso e a resistência à insulina, que, conforme vai se agravando, resulta na diabetes tipo 2”, explica Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Em contrapartida, alimentos com índice glicêmico mais baixo liberam insulina mais lentamente, fazendo com que a glicemia se mantenha controlada por mais tempo e retardando o aparecimento da fome depois de uma refeição. “Estudos demonstram que uma dieta com baixo índice glicêmico pode ser benéfica na prevenção de obesidade, além de promover melhor controle glicêmico em pacientes diabéticos, a oxidação da gordura e maior saciedade após as refeições”, destaca a médica.

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Mas organizar a alimentação em torno do índice glicêmico não é difícil, ainda mais com a ajuda de um nutricionista ou nutrólogo. “Doces, farinhas brancas, cereais refinados, tubérculos, como a batata e a mandioca, e sucos coados ou adoçados são exemplos de alimentos com alto índice glicêmico, que devem ser consumidos raramente ou combinados com fontes de fibras, proteínas e gorduras saudáveis”, recomenda a especialista.

“Para se ter uma ideia, os alimentos são considerados de alto índice glicêmico quando possuem valores de IG acima de 70. O pão branco, consumido diariamente pela grande maioria das pessoas, possui IG de 95”, acrescenta.

Segundo a médica, a atenção com a composição de suas refeições é muito importante para evitar consequências à saúde, por isso alimentos como brócolis, abóbora, folhagens, castanhas, laticínios, carnes e algumas frutas devem ser priorizados, já que possuem baixo índice glicêmico.

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“É importante lembrar que caso você suspeite sobre o índice glicêmico de algum alimento é fundamental recorrer à ajuda de um profissional da saúde, como um nutricionista ou nutrólogo. Apenas ele poderá informar as características e funcionalidades dos alimentos e indicar aqueles que são mais adequados para você”, finaliza.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (WOSIAM). 

Seis benefícios da ingestão diária de café para a saúde

Estudos apontam que a bebida mais consumida pelos brasileiros pode auxiliar na prevenção de inúmeras doenças, como câncer e AVC, além de contribuir para a queima de gordura.

O café é uma das bebidas mais populares do planeta e é essencial no dia a dia de grande parte dos brasileiros. Porém, o que poucos sabem é que, enquanto a cafeína pode ser uma vilã quando consumida exageradamente, se ingerida na quantidade correta a substância pode trazer uma série de benefícios para a saúde.

“O consumo seguro diário de cafeína para adultos que não possuem sensibilidade à substância é de 400 mg por dia, o que equivale a mais ou menos três xícaras de 150 ml café, já que cada uma tem de 60 a 150 mg de cafeína”, recomenda Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro). Para exemplificar, a especialista citou alguns dos principais benefícios que o café pode trazer para a saúde. Confira:

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– Ajuda a prevenir o câncer: “Alguns estudos sugerem que o consumo diário de café ajuda a prevenir vários tipos de tumor, incluindo o câncer de mamas, de intestino, próstata, ovários e fígado.”

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– Melhora a visão: “O café pode ajudar a prevenir a deterioração da visão e a afastar uma possível cegueira causada devido a fatores como envelhecimento e diabetes. Porém, estes dados ainda estão sendo estudados.”

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– Contribui para a perda de peso: “A cafeína presente no café faz com que a bebida tenha uma ação termogênica, aumentando o gasto calórico e contribuindo para a queima de gordura, além de auxiliar no aumento da massa muscular e na melhora do desempenho físico durante exercícios de alta intensidade.”

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– Ajuda a combater inflamações: “Apesar de ainda estarem sendo realizadas pesquisas sobre o assunto, estudos apontam que a cafeína auxilia na prevenção e tratamento de doenças por ter efeito anti-inflamatório, regulando e reduzindo inflamações.”

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– Faz bem para o coração: “Uma pesquisa brasileira associou o consumo moderado da bebida a um menor risco de problemas cardiovasculares já que que o grão é rico em polifenóis, compostos antioxidantes que têm demonstrado ação protetora na prevenção de várias doenças crônicas.”

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– Reduz o risco de AVC: “Alguns estudos indicam que o café tem efeito antioxidante, ajudando assim a diminuir o acúmulo de gorduras saturadas e a reduzir a resistência à insulina, propriedades que podem minimizar o risco de AVC.”

Mas, de acordo com a médica, para que o café seja realmente benéfico é preciso consumi-lo com moderação e da maneira correta. Por exemplo, você não deve substituir seu café da manhã por muitas xícaras de café ou então tomar café junto com medicamentos antidepressivos ou para acompanhar cigarros, pois isso pode causar fortes dores de cabeça e elevar a pressão arterial.

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Da mesma forma, pacientes com problema de gastrite e refluxo também devem evitar o café. “Além disso, opte por trocar o café industrial pelo café orgânico e evite adicionar leite, creme de leite, chantili ou muito açúcar em sua bebida. No lugar, de preferência para algumas gotas de leite desnatado, estévia ou açúcar mascavo, já que estes ingredientes possuem menos calorias”, finaliza a médica.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam).

Margarina ou manteiga: saiba qual a opção mais saudável

Manteiga ou margarina? Com certeza a dúvida já passou pela sua cabeça, seja na hora de preparar uma receita, tomar café da manhã ou comprar os produtos no mercado. Apesar de serem igualmente saborosas, as duas possuem grandes diferenças no que diz respeito a sua origem e valores nutricionais.

Para ajudar a entender melhor, Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro), explicou cada uma delas. Confira:

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Foto: Doornekamph / Pixabay

– Margarina: “É um produto feito a partir do óleo vegetal, que passa por um processo chamado hidrogenação que o transforma de líquido em sólido por meio da adição de hidrogênio. Nesse processo, uma parte das gorduras insaturadas do óleo se transforma em gordura trans. Ou seja, a margarina é uma gordura criada artificialmente que conta com conservantes e componentes em sua composição que aumentam os riscos de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e as chances do desenvolvimento de diabetes tipo 2.”

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Pixabay

– Manteiga: “Já a manteiga é um produto de origem animal derivado do leite. É obtida por meio da nata do leite batida que se transforma em um creme de leite com soro e glóbulos de gordura. A parte líquida é então retirada e o que sobra, ou seja, a parte gordurosa, é a manteiga. Por ser composto exclusivamente da gordura retirada do leite, a manteiga é rica em gorduras saturadas e colesterol.”

Mas afinal, qual a melhor? De acordo com Renata, por serem compostas basicamente de gorduras, tanto a manteiga como a margarina são calóricas, então resta analisar quais os tipos de gorduras presentes em cada uma delas. “Primeiro é preciso entender que nem sempre gorduras são ruins para o corpo, já que nosso organismo precisa delas para absorver as vitaminas A, B e K, por exemplo”, destaca a médica.

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“Mas, as gorduras diferenciam-se entre si. Por ser de origem animal, a gordura saturada, presente na manteiga, é melhor reconhecida pelo nosso corpo e logo é digerida com mais facilidade. O que não quer dizer que seja 100% saudável, pois esse tipo de gordura aumenta tanto o colesterol ruim quanto o bom, além de existir o risco de se acumular nas paredes das artérias, favorecendo doenças cardíacas, como o infarto. Já a gordura trans, que compõe a margarina, é mais difícil de ser reconhecida e digerida pelo organismo por ser de origem vegetal e quimicamente alterada, o que aumenta as chances de ficar acumulada nos vasos sanguíneos e órgãos importantes”, completa.

Resumindo, a manteiga é a opção mais saudável por ser produzida de forma natural e ser melhor digerida pelo organismo. Apesar disso, ela deve ser consumida com moderação, de preferência seguindo a medida recomendada, que é de uma colher de chá por dia.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (WOSIAM).

Pitaya ajuda a emagrecer de forma saudável; veja receitas com a fruta

Se você está de dieta e procurando novos sabores para complementar sua alimentação, deveria dar uma chance para a pitaya. Apesar de estranha, ela, que também é conhecida como fruta-dragão, tem sabor adocicado e é uma grande aliada na perda de peso de forma saudável, pois também ajuda a controlar o colesterol e a glicemia.

“Devido a sua alta propriedade antioxidante, a pitaya ajuda a combater radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento precoce. Além disso, a fruta é ideal para ser consumida após o exercício físico, já que possui componentes que agem na modulação da dor”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Com polpa suculenta e sabor suave, a pitaya é uma ótima opção para ser consumida in natura, em sucos ou na forma de picolé. Para ajudar você a introduzir a fruta na sua alimentação, a especialista recomendou duas receitas práticas e saborosas. Confira:

Suco de pitaya

suco de pitaya juicebear
Foto: JuiceBear

Ingredientes
– 300ml de água de coco
– 1 pitaya
– Folhas de hortelã a gosto

Modo de preparo
Bata tudo em um liquidificador e sirva em um copo com gelo. Caso prefira um suco mais grosso, congele a pitaya antes de bater. O ideal é que o suco seja tomado logo após o preparo para que não perca a Vitamina C.

Shake de pitaya

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Ingredientes
– 300ml de água de coco
– 1 pitaya
– 1 colher (sopa) de aveia
– 1 colher (sopa) de linhaça

Modo de preparo
Bata tudo em um liquidificar e sirva em um copo com gelo. A vantagem desta opção é que o ômega 3 da linhaça potencializa os benefícios da pitaya, além de ajudar na recuperação de possíveis lesões causadas pela atividade física.

*fotos meramente ilustrativas

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine.

Três leites saudáveis para quem quer substituir os de vaca e industrializados

Essencial para a saúde dos ossos e dos dentes, o leite de vaca é uma das melhores fontes de cálcio, sendo especialmente necessário na infância e adolescência, mas importante até a terceira idade. Porém, para pessoas veganas, que possuem intolerância à lactose ou mesmo que procuram por uma opção menos calórica, os leites vegetais são uma excelente escolha.

Para ajudar na hora de decidir qual o leite vegetal ideal para você, Renata Domingues, médica especializada em nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro), apontou os mais conhecidos e explicou os benefícios de cada um deles. Confira:

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– Leite de inhame: rico em vitaminas B6, C, ferro, cálcio, potássio e magnésio, seu consumo regular potencializa a atuação do sistema imunológico e melhora a qualidade do sangue, auxiliando na prevenção de infecções e inflamações e na eliminação das toxinas do sangue por meio da pele, dos rins e do intestino, já que possui propriedades depurativas e desintoxicantes. “Devido aos nutrientes bioativos presentes no tubérculo, o leite de inhame ainda possui outros benefícios, como o fortalecimento dos ossos e o equilíbrio dos níveis de progesterona, auxiliando assim nos sintomas da TPM”, afirma a nutróloga. “Rico em amido e fibras e com baixo índice glicêmico, o leite é ainda uma ótima fonte de energia, controlando os níveis de açúcar no sangue, além de facilitar a digestão”, completa.

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Foto: MegUnprocessed

– Leite de castanha-de-caju: repleto de vitaminas e minerais, ajuda a fortalecer os ossos, blindar o sistema imunológico, prevenir o envelhecimento e proteger a visão, pois é rico em cálcio, antioxidantes e vitaminas A, D, E e do complexo B. “Com apenas 25 calorias por copo, esse leite ainda contém alto teor de Ômega-3, 6 e 9, nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo. Além disso, é fonte de nutrientes como o fósforo, que previne a osteoporose, e o potássio, importante para a saúde do sistema cardiovascular”, destaca a médica.

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Foto: The Blender Girl

– Leite de semente de girassol: rico em gordura saudável, é uma excelente fonte de nutrição, pois as sementes de girassol são carregadas de nutrientes, como fibras, proteínas, ácidos graxos essenciais, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro, zinco, magnésio, potássio, manganês e selênio. “Com grande quantidade de vitamina E e de triptofano, proporciona benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios e pode ajudar a tratar a depressão e a ansiedade, já que melhora as atividades cerebrais. Ótima fonte de energia, as sementes de girassol também foram ligadas à redução do colesterol, da pressão arterial e do açúcar no sangue, promovendo assim a saúde do sistema cardiovascular”, explica a especialista.

Segundo Renata, além de todos esses benefícios, os leites vegetais são deliciosos e podem ser encontrados em diversas lojas de alimentos naturais. “Os leites vegetais devem sempre fazer parte de um plano alimentar saudável, desde que este seja devidamente acompanhado por um nutricionista ou nutrólogo no caso de restrições por alergias ou intolerâncias”, finaliza.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam).

Alimentos termogênicos naturais para aumentar a queima de gordura

Frequentemente utilizados por atletas, os alimentos termogênicos tornaram-se populares entre aqueles que buscam um corpo bonito, sendo comumente usados como emagrecedores naturais e para melhorar o desempenho físico durante exercícios de alta intensidade.

“Estes alimentos possuem substâncias capazes de aumentar a temperatura corporal. Esta produção de calor no organismo acelera o metabolismo e promove a utilização de fontes energéticas primárias, aumentando a queima da gordura e melhorando a performance física”, explica Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Porém, nem tudo que emagrece é considerado termogênico. Para te ajudar a escolher, a especialista apontou as principais substâncias termogênicas. Confira:

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Pixabay

– Chá-verde: “O chá-verde contém substâncias como a cafeína e epigalocatequinas que estimulam o catabolismo lipídico e a utilização dos estoques de gordura como fonte de energia, aumentando os níveis metabólicos. Além disso, estudos em humanos apontam que a ingestão de chá-verde rico em EGCG (Epigalocatequina galato) associada à prática de exercícios físicos promove a oxidação de gordura e aumenta o gasto energético através da estimulação da lipólise (queima de gordura).”

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– Cafeína: “A cafeína inibe a enzima que degrada o AMPc, substância responsável por ativar a lipólise através da liberação de catecolaminas, promovendo assim o aumento da queima de gordura e do período de tempo que ela ocorre.”

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– Óleo de Cártamo: “O óleo de cártamo é composto por CLA (ácido linoleico conjugado), ácido oleico e linolênico, os quais agem inibindo a ação da enzima que permite a entrada de gordura nas células adiposas, responsáveis pelo armazenamento de gordura.”

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– Gengibre: “O gengibre estimula a produção de catecolaminas (dopamina, epinefrina e norepinefrina) que também promovem o aumento da queima de gordura. Adicionalmente, o gengibre diminui a absorção da gordura ingerida.”

Mas a médica alerta que as substâncias termogênicas sozinhas não são o suficiente. Para que estas tenham um bom funcionamento no organismo, é preciso uni-las a exercícios físicos e uma alimentação equilibrada. “O exercício é um multiplicador da perda de gordura corporal que, quando associado às substâncias termogênicas, queima ainda mais calorias advindas especificamente dos estoques de gordura”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam). 

Seis nutrientes essenciais para melhorar a imunidade durante o inverno

Durante o inverno, fatores como o ar mais seco, as mudanças constantes de temperatura, o aumento da poluição e a maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados favorecem o aparecimento de doenças, como gripes, asma e rinite, além de facilitarem a ocorrência de infecções.

Mas não é impossível passar pelas estações mais frias sem resfriados e crises alérgicas, pois a adoção de alguns cuidados, principalmente relacionados à alimentação, que atuem no fortalecimento do sistema imunológico, responsável por promover a defesa natural do corpo, podem ajudar a resolver o problema.

“O papel dos alimentos é fundamental e de extrema importância na manutenção e fortalecimento do sistema imune, já que é por meio deles que absorvemos a maioria dos nutrientes que o nosso corpo não produz”, afirma Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

Para ajudar, a especialista indicou os principais nutrientes que devem fazer parte da alimentação de quem deseja turbinar o sistema imunológico. Confira:

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Foto: Tookapic/Pixabay

Vitamina A – “Alimentos ricos em vitamina A, como fígado de galinha, ovos, peixe, frutos do mar, cenoura, espinafre e limão, desempenham um papel essencial no processo imunológico devido as propriedades do nutriente de controle da expressão gênica, bem como de danos ao DNA, além de atuar também no crescimento, desenvolvimento e manutenção da pele e possuir ação antioxidante.”

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Vitamina B6 – “A Vitamina B6, também conhecida como piridoxina, é importante para a manutenção do sistema imunológico, pois participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado, auxiliando no metabolismo das proteínas e gorduras para formação de hemoglobina. Podendo ser encontrada na semente de girassol, na banana, no espinafre e na carne de porco e de peixe, o nutriente também é essencial para quem deseja manter a pele saudável e a saúde do sistema nervoso.”

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Foto: Alibaba

Vitamina E – “A Vitamina E, encontrada em alimentos como cereais, óleos vegetais, carnes e ovos, também deve estar na dieta de quem deseja um sistema imunológico saudável, pois é uma vitamina lipossolúvel necessária para o bom funcionamento de muitos órgãos do corpo, além de ter alta propriedade antioxidante, sendo extremamente útil em retardar naturalmente o envelhecimento, processo que também interfere no desempenho do sistema imune.”

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Vitamina C – “A Vitamina C também possui importante função no sistema imune, ajudando a reparar e regenerar os tecidos, proteger contra doenças cardíacas, auxiliando na absorção de ferro, na diminuição do colesterol total e triglicerídeos, combatendo os radicais livres e, em dose suplementar, diminuindo a duração e os sintomas de resfriado comum. São fonte de vitamina C alimentos como acerola, goiaba, kiwi, morango, laranja, pimentão, brócolis, couve-de-bruxelas, goji berry, cranberry e caju.”

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Selênio – “Mineral que pode ser encontrado em alimentos como a castanha-do-pará e o pão francês, aumenta a resistência do sistema imune, fazendo com que o corpo consiga combater as doenças com mais eficiência, além de diminuir a probabilidade de ocorrência de doenças cardiovasculares e ajudar na desintoxicação.”

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Zinco – “O Zinco é outro mineral importante, pois combate os radicais livres, ajudando o sistema imunológico a ficar melhor preparado para lutar contra doenças crônicas. Por isso, é fundamental que você consuma alimentos como ostras, camarão, carne de vaca, frango e de peixe, gérmen de trigo, grãos integrais, castanhas, cereais, legumes e tubérculos, que são ricos em Zinco.”

Além dos nutrientes citados acima, o aleitamento materno e o consumo de água e alimentos ricos em probióticos também são essenciais para um bom funcionamento do sistema imunológico. “Porém, caso você sinta que sua imunidade está mais baixa do que deveria, é importante que você consulte um médico, pois apenas ele poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso”, finaliza Renata.

Fonte: Renata Domingues é Médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (WOSIAM)