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Dicas de como proteger os fios loiros do ressecamento

Especialista da Aneethun destaca a importância de hidratar os fios descoloridos
 

Com tonalidades que variam desde o dourado até o platinado, o cabelo loiro é o queridinho de muitas mulheres, pois suas nuances compõem o visual de pessoas com diferentes estilos. Contudo, alcançar e manter a cor desejada não é uma tarefa fácil, já que o processo da mudança para o tom mais claro exige cuidados redobrados para que as madeixas não fiquem ressecadas, opacas ou amareladas. 

Segundo Renata Lima, Coordenadora de Educação da Aneethun, marca especialista em produtos de alto padrão direcionados para o segmento profissional de beleza e home care, é difícil atingir um loiro bonito e saudável, tendo em vista que o clareamento dos fios se trata de uma alteração química que afeta sua estrutura. “A descoloração, procedimento responsável pela remoção do pigmento natural das madeixas, é capaz de danificar a fibra capilar durante sua ação, removendo água e nutrientes essenciais do cabelo”, declara. 

Além disso, os fios descoloridos ainda correm o risco de ter sua tonalidade comprometida, podendo ficar amarelados ou alaranjados. A especialista aponta que, nesses momentos, é preciso incorporar um novo passo na rotina de cuidados e investir na matização das mechas, intercalando o processo com tratamentos de nutrição e reconstrução. “O uso de matizadores violetas é ideal para cabelos loiros por neutralizar o amarelo indesejado e uniformizar a cor das madeixas. No entanto, muitos desses produtos podem contribuir com o ressecamento dos fios”, adverte.

Para evitar esse problema, a especialista destaca a importância de optar pelo uso de linhas que promovam o tratamento das mechas. “Produtos com Tecnologia Ótica Reflective A e C são ótimos para neutralizar os reflexos indesejados, realçar o tom do cabelo e proporcionar brilho extremo. Melhor do que isso é investir em ampolas de tratamento que também sejam ultra concentradas com agentes condicionantes. Assim, a textura saudável dos fios pode ser recuperada, ao mesmo tempo que o loiro se manterá radiante”, conclui.

Conheça a linha Blond System, da Aneethun:

Silver Shampoo - Aneethun Profissional

Silver Shampoo 300mlR$ 54,00

Promove neutralização gradativa e brilho intenso, deixando os cabelos macios e vibrantes. Limpeza inteligente com Tecnologia Ótica que retira gradativamente o amarelamento dos fios grisalhos e ilumina o tom claro dos cabelos loiros.
 

Aneethun Blond System - Aneethun Profissional

Blond Dose 30gR$ 33,00

Ultraconcentração de agentes condicionantes e ativos de Tecnologia Ótica que retira gradativamente o amarelamento dos fios grisalhos e ilumina o tom claro dos cabelos loiros. Promove brilho intenso e recupera a textura dos fios.
 

Aneethun Blond System - Aneethun Profissional

Máscara Iluminadora 250gR$ 58,00

Fórmula profissional com Tecnologia Ótica que retira gradativamente o amarelamento dos fios grisalhos e ilumina o tom claro dos cabelos loiros. Atua profundamente, promovendo hidratação e condicionamento intensivo. Promove vitalidade e brilho sublime.
 

Finalizador Termoativado - Aneethun Profissional

Finalizador Termoativado 250gR$ 56,00

Fórmula profissional com Tecnologia Ótica que retira gradativamente o amarelamento dos fios grisalhos e ilumina o tom claro dos cabelos loiros. Desenvolvido para proteção intensiva dos cabelos claros, é rico em agentes condicionantes, antioxidantes e nutrientes necessários à saúde e beleza dos fios.

Informações: Aneethun

Seis dicas para evitar o ressecamento da pele durante o inverno

Dermatologista membro da Doctoralia explica o que se pode fazer para cuidar da pele na época mais fria do ano

Há quem ame ou deteste o inverno, no entanto, quando se fala de pele, o ressecamento está entre os principais problemas das pessoas nessa época do ano. Isso ocorre porque a temperatura cai, assim como a umidade relativa do ar, já que chove consideravelmente menos do que no verão.

“Desta forma, o frio leva as pessoas a tomarem banhos mais quentes e a beberem menos água, uma vez que suam menos. Em decorrência disto, o manto lipídico, uma camada de gordura que cobre a nossa pele, faz a proteção e mantém a hidratação, é danificado”, explica a dermatologista, especialista em Dermatologia, Medicina Estética e membro da Doctoralia, Annie Levy Benzecry Szerman.

Pensando nisso, a Doctoralia e a especialista levantaram algumas dicas para evitar o ressecamento da pele no inverno. Confira:

1. Na hora do banho

O principal dano da pele no inverno é justamente o banho mais quente, que danifica o manto lipídico, principal responsável por preservar a hidratação do corpo. Além da água quente, o próprio sabonete também é um problema, pois a maioria das pessoas têm o hábito de tomar banho com muito produto, o que é um prato cheio para tirar essa capa de proteção, já que ele tende a desidratar a pele. Sendo assim, o primeiro passo para evitar o ressecamento é se adaptar ao banho morno e, para amenizar ainda mais os danos, “os sabonetes devem ser usados nas regiões íntimas, axilas, além de mãos e pés, apenas para limpar onde suamos e sujamos, mas não no corpo todo”, pontua Dra. Annie Levy. Uma outra opção para aqueles que não querem abrir mão do uso do produto no corpo inteiro são os óleos de banho, opções menos agressivas à pele.

2. Consumo de água

Pode parecer besteira, mas essa segunda dica também é vital quando o assunto é o cuidado com a pele. No Brasil, a população está habituada a tomar mais água no verão do que no inverno, principalmente nas regiões sul e centro-oeste, onde o frio afeta mais, fazendo com que a sede seja menos intensa. No entanto, a pele, assim como o restante do organismo, precisa que o consumo de água seja constante. “Se você consome pouca água, menos recursos o seu corpo terá para hidratar a sua pele. Por isso, a dica no inverno é beber mais líquido, não necessariamente só água, podendo também optar por bebidas quentes como os chás, da maneira que for mais conveniente.”

3. Hidrate-se

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Outro ótimo aliado aos efeitos do frio é, sem sombra de dúvidas, o hidratante corporal, principalmente em balm, uma textura mais potente e com uma camada de óleo que além de hidratar, vai evitar a perda de água pela pele. O terceiro passo, então, é adotar o uso de hidratantes logo após o banho: balms e cremes para aqueles com pele seca e hidratantes em gel, com textura matte ou sérum para aqueles que possuem uma pele mais oleosa. Ativos interessantes para se procurar nesses hidratantes são: ureia, lactato de amônia, glicerina, óleo de semente de uva e o óleo de amêndoas.

4. Cuidados com o rosto

O rosto também sente os efeitos da estação e pede por cuidados especiais. Então, no inverno, é necessário hidratar, mas com atenção para cada tipo de pele. Para as secas ou sensíveis, é importante dar preferência a hidratantes mais cremosos e potentes, para garantir a saúde da pele, sem o risco de cravos ou espinhas. Já naquelas pessoas com peles oleosas, o ideal é optar por produtos com textura de sérum, gel ou loção oil-free, que tendem a ser mais leves e não gordurosos, evitando assim a formação de cravos e espinhas.

5. Esfoliação

Foto: LiveAbout

Para os fãs de esfoliação, a boa notícia é que ela pode ser mantida no inverno, mas apenas em áreas menos sensíveis do corpo e que precisam de regeneração constante, como pernas, pés, cotovelos e joelhos. Essas áreas não possuem grande quantidade de glândulas sebáceas, responsável por produzir o óleo que protege a pele, por isso, a esfoliação regular pode ser aliada para que as células mortas sejam eliminadas, aumentando a permeabilidade dos ativos hidratantes. Logo após o banho, lembre-se de hidratar o local, já que a pele está mais propensa a receber os ativos até três minutos após o banho.

6. Atenção às doenças de pele

Foto: Belgravia Centre

Grande parte das pessoas possui alguma doença de pele não considerada grave, mas que causa incômodos, como rosácea, caspa, dermatite seborreica ou eczema. Geralmente, elas pioram no inverno e, com isso em mente, a dermatologista destaca que os tratamentos não devem parar, principalmente nesta época. “O principal ponto é a continuação do tratamento da doença com o dermatologista de confiança, ou seja, adequá-lo à estação, já que os cuidados podem variar a depender do quadro e do período do ano”, completa Annie Levy.

Fonte: Doctoralia

Confira dicas para cuidar bem dos pés no inverno

As rasteirinhas e sandálias dão lugar às botas e sapatos fechados na estação mais fria, o que favorece o aparecimento de micoses e unhas encravadas

Botas, sapatos fechados, meias e meias-calças. É verdade que os pés ficam bem escondidinhos no inverno, mas não podemos esquecer de cuidar deles também nos dias frios, afinal, este ambiente quentinho e abafado das vestimentas e calçados é o habitat ideal para o desenvolvimento de fungos e bactérias que causam frieiras e micoses, além do ressecamento típico dessa época.

“Muitas pessoas esquecem de cuidar dos pés nesse período mais gelado do ano, mas é nessa estação que surgem esses problemas”, explica Maria de Lourdes Pinheiro, podóloga e coordenadora técnica da Doctor Feet, rede especializada em cuidados com os pés.

O cuidado com as unhas e a pele da região é fundamental em todas as estações do ano, lembra a podóloga, que ensina algumas dicas especiais para esse momento:

=Escolha sapatos confortáveis que não apertem os dedos para evitar que unhas encravem

=Dê preferência às meias de algodão que absorvem melhor o suor dos pés e permite que respirem

Foto: Nuzree/Pixabay

=Alterne os sapatos que utiliza e deixe-os em local arejado após o uso

=Hidrate os pés com cremes específicos para a região

=Utilize produtos bactericidas nos sapatos e nos pés para evitar fungos e bactérias

=Seque bem os pés após o banho, para prevenir micoses e frieiras

Pixabay

=Procure profissional especializado em podologia ao menos duas vezes por mês

Fonte: Doctor Feet

Excesso de álcool em gel pode favorecer ressecamento das mãos; saiba como evitar

Se não acompanhado de um hidratante, uso do produto para higiene das mãos pode causar desidratação da pele da região devido à alta concentração de álcool em sua na fórmula. Dermatologista dá dicas para prevenir o ressecamento das mãos e garantir a eficácia do álcool em gel.

Coronavírus, no momento não se fala em outro assunto. Vivemos uma pandemia, ou seja, uma epidemia de escala mundial. No Brasil, o índice de novas infecções confirmadas está aumentando cada vez mais. A boa notícia é que o principal método de prevenção é simples: a higienização frequente das mãos com água e sabão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 25% das infecções respiratórias, incluindo o contágio por Coronavírus, podem ser evitadas simplesmente com a higiene eficiente das mãos.

O problema é que, no dia a dia, pode ser difícil encontrar uma pia com água e sabão para realizar o processo com frequência. A alternativa então é recorrer ao uso do álcool em gel. Porém, é preciso tomar alguns cuidados na hora de usar o produto, já que, de acordo com a dermatologista e tricologista Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o álcool em gel pode favorecer o ressecamento das mãos.

maos creme

“A pele das mãos é naturalmente mais fina e possui menos glândulas sebáceas, sendo assim a alta concentração de álcool na fórmula desse produto pode facilmente desidratar o tecido cutâneo da região”, afirma.

Por isso, a médica recomenda que, após o uso do álcool em gel, você aplique um cosmético específico para as mãos, que deve ser formulado com ativos de alta propriedade hidratante, como ureia e ácido hialurônico.

“O mesmo vale para a higienização das mãos com água e sabão, já que quando realizada com frequência, o que é necessário nesse momento, também pode favorecer o ressecamento da região”, alerta. “Por isso, além de também utilizar um hidratante para as mãos após lavar a região, vale a pena apostar no uso de sabonetes menos agressivos, dando preferência a fórmulas mais hidratantes.”

Além disso, é importante tomar alguns cuidados para garantir que o álcool em gel está realmente sendo eficaz na eliminação dos microrganismos infecciosos presentes nas mãos, como optar pelo produto adequado e utilizá-lo corretamente.

“Os únicos produtos que são capazes de reduzir a quantidade de germes nas mãos são aqueles que contêm, no mínimo, 70% de álcool em sua composição. Produtos que possuem uma concentração menor de álcool não são realmente eficazes na eliminação dos microrganismos, pois não conseguem desestruturar as proteínas que revestem a parede celular do agente infeccioso”, alerta a dermatologista. Já com relação à aplicação, o primeiro passo, segundo a especialista, é verificar no rótulo a quantidade do produto recomendada pelo fabricante para ser usada.

“O valor exato de álcool em gel necessário para eliminar as bactérias varia de acordo com a concentração de álcool no produto”, destaca a especialista. Em seguida, retire pulseiras, anéis e outros acessórios e esfregue o produto em ambas as mãos, lembrando dos espaços entre os dedos e das costas das mãos. Após a aplicação deixe o produto secar naturalmente.”

Porém, mesmo seguindo as dicas acima, o uso do álcool em gel não é recomendado caso sua mão esteja demasiadamente suja, pois a sujeira interfere no mecanismo de ação do álcool, fazendo com que perca sua eficácia. Além disso, fique atento à data de validade do produto.

“O álcool em gel é um daqueles produtos que tendem a ficar longos períodos dentro da bolsa ou nécessaire, esperando que nós lembremos de usá-lo. Mas de nada adianta utilizar um produto que esteja com a validade expirada, pois, após o prazo descrito no rótulo, seus ingredientes ativos perdem a eficácia. Por isso, ao notar que o álcool em gel se tornou opaco ou passou de sua data de validade, o melhor a se fazer é jogar o produto fora e comprar um novo”, diz a médica.

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Entretanto, Kédima ressalta que o álcool em gel deve ser utilizado apenas como segunda opção, em casos onde não existe a chance de se higienizar as mãos com água e sabão. “Apesar do álcool em gel, quando na concentração correta, ser capaz de reduzir a quantidade de microrganismos infecciosos presentes nas mãos, nada substitui a higienização com água e sabão, que, quando realizada corretamente, elimina de forma eficaz todos os tipos de germes e produtos químicos nas mãos, evitando que você fique doente e espalhe germes para os outros. Mas, para garantir que suas mãos estejam realmente limpas, lembre-se de realizar o processo por, no mínimo, 20 segundos”, finaliza.

Fonte: Kédima Nassif é dermatologista e tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.

Alguns mitos e verdades sobre o ar-condicionado no verão

A utilização do aparelho em casas, empresas e automóveis é positiva no verão, mas alguns cuidados devem ser tomados para se evitarem problemas, explica o médico pneumologista Álvaro Gradim, presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (Afpesp)

O uso do ar-condicionado no verão é positivo, pois ameniza o efeito do calor excessivo sobre o organismo, que, além de desconforto e mal-estar, pode ser prejudicial à saúde, explica Gradim, salientando: “Ao contrário do que muitas vezes se propaga, baixar artificialmente a temperatura do ambiente nas casas, empresas e veículos não causa gripes e resfriados ou quaisquer outras doenças. No entanto, é preciso adotar alguns cuidados, para se evitarem riscos e se obterem apenas benefícios”.

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pixabay

A primeira medida é manter-se bem hidratado, pois o ar-condicionado retira a umidade do ar e deixa o ambiente mais seco. Isto — e não a baixa temperatura — pode provocar infecções respiratórias, pois o ressecamento do epitélio respiratório destrói anticorpos e enzimas que defendem o organismo contra os germes.

“É fundamental tomar água e líquidos com frequência durante todo o período em que o aparelho estiver ligado”, orienta o médico. À noite, aconselha-se deixar um copo de água ao lado da cama, para tomar antes de dormir. Também se pode deixar um recipiente com água no ambiente, para que o ar não fique muito seco. Umedecer as narinas, com uso de soro fisiológico, colírios e hidratantes para a pele também podem ajudar.

Air conditioning decoration interior
LifeForStock

“O mais importante, porém, é manter o aparelho de ar-condicionado sempre limpo e em boas condições de funcionamento. Os filtros devem ser lavados pelo menos uma vez por mês e trocados a cada seis meses se o local não tiver muito movimento. Se o ambiente for frequentado diariamente por número grande de pessoas, o ideal é limpar a cada 15 dias e trocar a cada três meses”, ressalta Gradim, alertando: “Quando os filtros estão sujos, acabam concentrando pó, bactérias, fungos e outros microrganismos prejudiciais à saúde, principalmente afetando os pulmões. Por isso, o equipamento deve estar sempre limpo e em perfeitas condições”.

sala ar condicionado mulher

Deve-se regular bem a temperatura. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que os aparelhos sejam ajustados na temperatura de 23ºC. O ideal é manter o local fresco, saudável e agradável para o organismo.

 

Malefícios do álcool para a pele, em especial após procedimento estético

Álcool pode envelhecer a pele e é completamente contraindicado após a realização de um procedimento estético, principalmente no caso dos invasivos

Você já deve ter percebido que, após o consumo excessivo de álcool, sua pele fica naturalmente mais desidratada. Se isso acontece com frequência, há uma piora da qualidade da pele, que acelera o envelhecimento cutâneo.

“Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica Paolo Rubez, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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“Além disso, o álcool é especialmente maléfico após a realização de um procedimento estético, afetando na recuperação e até mesmo nos resultados”, acrescenta. Segundo o médico, quanto mais elevado o teor alcoólico da bebida, mais difícil a recuperação da pele ou mais intenso o dano causado.

“A exceção é o vinho tinto, que contém altos níveis de polifenóis antioxidantes, dentre eles o resveratrol, e pode ser consumido moderadamente, com cerca de meia taça por dia. Ele traz benefícios para a pele”, afirma.

Abaixo, o especialista explica três razões para se afastar do álcool após os procedimentos estéticos:

Aumenta o inchaço – “O álcool dilata os vasos sanguíneos e o resultado disso é o inchaço do corpo. Como a desidratação também é uma consequência do álcool, isso faz com que o corpo retenha o máximo de água possível, piorando a sensação de inchaço. Uma área extremamente susceptível é o nariz, então o paciente deve redobrar atenção após rinoplastias.”

Aumenta o sangramento – “Em procedimentos que demandam tempo de recuperação, como as cirurgias invasivas, o álcool é especialmente maléfico, pois ele afina o sangue e aumenta o risco de pacientes terem sangramento e prolongando a recuperação.”

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Foto: Emilysimagery/Morguefile

Resseca a pele – álcool aumenta a perda de água no corpo e causa desidratação da pele (e nem sempre beber água serve como medida para combater isso). “Para resultados otimizados, os cirurgiões podem recomendar a suspensão do consumo duas semanas antes e depois da cirurgia plástica – o tempo pode variar de acordo com o procedimento a ser realizado”, finaliza.

Fonte: Paolo Rubez é cirurgião plástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica (ASPS) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (Isaps), Dr. Paolo Rubez é Mestre em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp. O médico é especialista em Cirurgia de Enxaqueca pela Case Western University, com Bahman Guyuron (em Cleveland – EUA) e em Rinoplastia Estética e Reparadora, pela mesma Universidade e pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp.

Quatro dicas para cuidar dos cabelos grisalhos

Hidratação, proteção e produtos para evitar amarelamento são primordiais para manter a saúde dos fios brancos

Estilosos, os cabelos brancos são tendência nas últimas temporadas. No entanto, os grisalhos naturais exigem cuidados especiais, uma vez que ficam mais quebradiços e ressecados, além de terem tendência a amarelar. Isto acontece porque a descoloração é resultado da queda da produção de melanina, proteína responsável por colorir e dar maleabilidade aos fios.

Vale destacar que, embora o estilo esteja em alta, assumir as madeixas brancas é uma decisão pessoal. “O gosto e o desejo da pessoa nunca devem ser deixados de lado porque não adianta impor um estilo que a deixará infeliz ou desconfortável. O visagismo é importante para que cada um se sinta bem consigo mesma”, afirma Armando Bessa, hairstylist e especialista em visagismo 3D.

Confira quatro dicas para cuidar e manter a beleza dos cabelos grisalhos – seja com ou sem tintura:

#1 Hidratação

cabelos grisalhos pinterest

Quando a produção de melanina reduz, os fios tendem a ficar ressecados e finos, aumentando o frizz. Com isso, a hidratação se torna um passo indispensável na rotina de cuidados. Portanto, investir em xampus e condicionadores que prometem hidratar e nutrir é essencial. “As principais marcas presentes no mercado contam com produtos com esta proposta e que são muito tecnológicos e eficientes, assim, é só escolher o que mais te agrada”, sugere Bessa.

Outra dica é apostar na umectação, que pode ser feita a cada 15 dias. Para criar uma máscara emoliente, a orientação é misturar óleos essenciais, como o de argan ou abacate, a um creme. Depois, basta aplicar por todo comprimento evitando a raiz e deixar agir por, no mínimo, duas horas. Cuidado apenas ao aplicar os óleos diretamente nos cabelos, porque podem criar uma barreira de difícil remoção e que atrapalha a aderência de outros procedimentos.

#2 Evitando o amarelamento, ressecamento e quebras

grisalho mulher cabelo

Quando expostas ao sol e a outros agentes, como a fumaça do cigarro, as madeixas grisalhas podem amarelar e perder o brilho. Para evitar que isto aconteça, o profissional assinala que é preciso utilizar produtos roxos, que incluem xampus e condicionadores. “Como estas linhas podem deixar os fios oleosos e arroxeados, precisamos ter atenção à frequência de uso que, normalmente, deve ser semanal”, pontua.

Ao mesmo tempo, o uso de protetores capilares com FPS, chapéus e lenços para proteger da luz solar, assim como protetores térmicos ao utilizar secador, chapinha ou babyliss, são necessários. “Com essas ações, também impedimos que os cabelos fiquem mais ressecados e quebradiços”, assinala.

#3 Cortes

shutterstock mulher cabelo grisalho curto

O Pixie Cut, antes chamado de ‘Joãozinho’, é opção versátil e prática para quem aderiu aos brancos, visto que os fios são mais arrepiados e este corte permite visual bagunçado. “É um estilo que está em alta e, mesmo que a pessoa prefira o cabelo mais alinhado, é possível fazer uma escova sem perder a modernidade”, orienta Bessa.

Para quem prefere cabelos médios, o Blunt Cut é a melhor escolha. O corte permite diversas modelagens de acordo com o gosto ou a ocasião e também é favorecido pelos fios eriçados em visual messy. Os cortes longos, por sua vez, podem ter bases mais retas. “Isto, somado a fios pouco repicados, pesam e permitem um visual mais alinhado”, completa.

#4 Na hora da coloração

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Foto: Hairmag

Para quem opta por tingir os brancos, não há diferença no processo. Antes de colorir, é imprescindível garantir que os fios estejam saudáveis, com pH equilibrado e sem resíduos de cloro, sal ou procedimentos anteriores, por exemplo. “Além disso, lembrar sempre de utilizar colorações ou tonalizantes de qualidade e recorrer a ajuda de um profissional em caso de dúvidas”, explica o hairstylist e especialista em visagismo 3D.

Para não sobrecarregar, o ideal é que o processo seja feito apenas quando pelo menos 30% do cabelo estiver branco. Outro ponto a ser considerado é a escolha do produto. Tinturas cobrem a superfície com mais eficiência e os grisalhos aparecem conforme os fios crescem. Já os tonalizantes saem aos poucos com as lavagens, assim, os brancos podem aparecer não apenas próximo à raiz, mas também no comprimento.

Sobre Armando Bessa

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Aos 13 anos, o hairstylist Armando Bessa iniciou sua vida profissional ao lado do pai, em uma barbearia no interior de Minas Gerais. Aos 18 anos, se mudou para São Paulo, onde, em 1991, inaugurou o próprio salão, o Armando Bessa Beauty Lounge. O espaço foi o primeiro especializado em visagismo no estado e conta, atualmente, com mais de 30 profissionais.

Além de cortes femininos, masculinos e infantis, o estabelecimento oferece serviços como coloração, barbearia, maquiagem, manicure, podologia, estética, massagem, Dia da Noiva e Day Spa.

Com formação variada, Bessa passou por instituições internacionais como Jacques Dessanges na França, Joico e Toni & Guy Hairdressing Academy, ambas nos Estados Unidos. Apaixonado pela profissão, ele possui especialização em psicodinâmica do trabalho e está em constante atualização de tendências e técnicas. Recentemente, se tornou especialista em visagismo 3D, sendo um dos primeiros brasileiros a serem certificados pelo criador da técnica, Claude Julliard.

 

Frio do inverno encolhe células da pele e diminui hidratação natural

É tradição anual: se até mesmo as peles mais oleosas muitas vezes ficam ressecadas com o tempo seco e o clima frio do outono e inverno, as peles secas sofrem ainda mais. O estudo “Changes in filaggrin degradation products and corneocyte surface texture by season”, publicado em março desse ano no British Journal of Dermatology e coordenado por diversos pesquisadores europeus, explica exatamente por qual razão isso acontece: as células da pele literalmente encolhem no frio e prejudicam uma proteína chamada filagrina, que ajuda na hidratação natural.

“A filagrina é uma importante proteína da pele que desempenha um papel importante na barreira cutânea. Ela é degradada em aminoácidos que mantêm a hidratação dentro das células e fornecem proteção. E esse processo é essencial para garantir que sua pele continue produzindo seu fator de hidratação natural (NMF)”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Mas um dos achados do estudo foi justamente o fato de que o clima frio e o ar seco faz com que a camada mais externa de células da pele encolha. “O trabalho destaca que isso ajuda a degradar as reservas de filagrina, o que leva àquela textura seca e escamosa. Áreas com quantidade mais baixa de filagrina, como as bochechas e as mãos, tendem a ficar com a textura ainda mais seca. E isso tudo aumenta o risco de inflamações, sensibilidade e irritação – aumentando as chances de graves crises de eczema e psoríase”, conta a dermatologista. O estudo analisou a pele de 40 homens e 40 mulheres saudáveis, após acompanhamento no verão e no inverno.

É por esse motivo, segundo a médica, que os hábitos de cuidado com a pele devem ser reforçados nos períodos mais frios. “Hábitos errados no inverno também podem piorar a qualidade da pele e do couro cabeludo. O principal deles é tomar banhos demorados e muito quentes. A água em alta temperatura retira a oleosidade e favorece o aparecimento da dermatite seborreica. Esfregar muito a pele corporal com bucha também agride demais os tecidos e resseca ainda mais”, explica.

A dermatologista preparou dicas para enfrentar o inverno sem medo:

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Temperatura do chuveiro – evitar água muito quente, pois ela retira a oleosidade natural da pele e do cabelo, provocando ressecamento. A temperatura deve ser no máximo de 35 a 40 graus, que embaça um pouco o espelho. Se todo o espelho estiver embaçado, a água deve estar em excessivos 60 graus aproximadamente;

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Pele do rosto – para a limpeza da pele, basta água morna e um pouco de sabonete. Prefira sabonetes líquidos mais suaves, menos agressivos, e com capacidade hidratante;

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Hidratação o rosto – após limpeza e tonificação, aplique hidratantes com alta capacidade de hidratação, com ácido hialurônico e ativos formadores de filme. Se a pele for seca, produtos de textura mais ricas podem ser usados para formar um filme sobre a pele que consiga formar uma parede de defesa para repor e segurar água para evitar a perda transepidérmica;

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Usar e abusar de hidratantes no corpo – o segredo é aplicar com o corpo ainda úmido para aumentar a penetração. Os óleos vegetais ricos em ácidos graxos essenciais podem ser usados;

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Escolha do Vestuário – dê preferência a casacos e blusas de moletom ou de algodão ou flanela. Quando utilizar lã, fios sintéticos ou lã acrílica, utilizar uma camiseta de algodão por baixo para evitar contato direto com a pele para prevenir coceiras e alergias;

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Uso de Secador de Cabelo – como é mais frequente no inverno, deve-se utilizar mais longe dos cabelos para evitar o aquecimento do couro cabeludo e prevenir descamações;

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Hidratação dos cabelos – a máscara ideal para causar um efeito nutritivo aos cabelos pode conter na composição produtos derivados de vegetais (manteiga de karité, manteiga de cacau, manteiga de oliva, óleo de algodão, óleo de girassol), com ativos que repõem os nutrientes necessários para manter os cabelos nutridos e bonitos ao longo do inverno;

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Uso de condicionador e cremes sem enxágue – aplicar da metade para baixo nos fios. Evitar contato com o couro cabeludo para prevenir descamações. Lavar retirando bem o produto. Creme sem enxágue também deve ser aplicado evitando contato com a raiz;

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Uso de Filtro Solar – mesmo na época do inverno, devemos utilizar o protetor solar diariamente. Ele deve ser adequado para o tipo de pele e contar com FPS de no mínimo 30;

água com frutas

Beber muito líquido – não devemos esquecer o consumo de água, frutas e verduras, que ajudam na hidratação;

dermatologista

Visite o dermatologista – muitos problemas de pele podem ser tratados com procedimentos em consultório ou por meio da orientação do dermatologista.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista em clínica de dermatologia que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser. 

Pets precisam de produtos específicos na hora do banho

Muitas pessoas costumam usar produtos humanos na hora de dar banho nos bichinhos de estimação, em especial, cães e gatos, o que pode desencadear diversos problemas dermatológicos.

“Os cães e gatos possuem uma pele com constituição e pH distintos da humana. Portanto, os produtos de higiene específicos para os pets foram desenvolvidos para respeitar estas características, além de possuírem uma formulação equilibrada e testada, que garante a limpeza e hidratação da pele, conferindo ainda um cuidado especial à pelagem, a fim de evitar cheiro desagradável, pelos embaraçados e, até mesmo, o surgimento de irritações e alergias”, aponta Aline Ramires Pedrosa, veterinária responsável da Petbrilho.

gato banho

Os produtos de higiene de uso humano, por outro lado, são mais ácidos, para atender o pH da pele humana. Geralmente, possuem formulações bem perfumadas, o que para os animais é uma grande desvantagem, uma vez que seus olfatos são muito mais sensíveis, além de possuírem componentes que não seriam bons de usar nos pets. “Eles podem causar um ressecamento intenso, irritações, coceira, alergias, entre outros transtornos à pele e ao pelo do animal”, diz Aline.

Na hora da compra dos produtos de higienização para pets é muito importante levar em consideração o tipo de pelagem do animal, desde a cor ao comprimento do pelo, assim como o tipo de pele – oleosa, seca, normal, sensível – buscando dentro da linha de produtos pet disponível, aqueles que atendam à demanda dessas caraterísticas mais individuais do animal.

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“Por exemplo, animais com pelos longos muitas vezes necessitam da complementação de um condicionador, que ajude a desembaraçar melhor o pelo. Já animais com pelos escuros tendem a perder mais facilmente o brilho do pelo, então pode-se usar um produto específico para manter a hidratação e brilho. Já animais com pele e/ou pelo oleosos, podem se dar bem com produtos com maior poder de limpeza e adstringência”, finaliza Aline.